Cartas - 04/11/2010

TRANSIÇÃO

, O Estado de S.Paulo

04 Novembro 2010 | 00h00

Em cima do muro

A presidente eleita, Dilma Rousseff, ainda não tomou posse e já está mostrando que vai ficar em cima do muro em algumas questões. No caso da volta da CPMF, quando perguntada pelos jornalistas em coletiva na presença do presidente Lula, disse que o governo federal não apresentará proposta nesse sentido, mas ouvirá os governadores. É óbvio que os governadores, sejam ou não da base do governo, pedirão a volta da CPMF. E, aí, como fica? Vai deixar de atendê-los? E o apoio? E a destinação do que os Estados deixarem de aplicar na saúde em razão do tributo? Haverá sobra? E onde será aplicada? Prepare o bolso, eleitor. Esse é o troco que você recebe. Vê se aprende.

PANAYOTIS POULIS

ppoulis@ig.com.br

Rio de Janeiro

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CPMF DE VOLTA?

Ouvindo o presidente ontem, acredito que a CPMF volte brevemente. Ele reclamou que a saúde precisa de R$ 50 bilhões e pediu sugestões de como arrecadar...

ARIOVALDO J. GERAISSATE

ari.bebidas@terra.com.br

São Paulo

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SINAL DE ALERTA!

Lula não sabe de onde tirar dinheiro para a saúde e a solução, segundo ele, seria a volta da CPMF. Tenho algumas sugestões: diminua os cargos de confiança, os cabides de empregos estatais, a corrupção que sangra os cofres públicos e impeça o uso indevido de cartões corporativo pelos políticos e suas famílias. Acho que a soma desses valores dá e sobra para pagar plano de saúde particular para todos os brasileiros! Por que temos de pagar a farra do governo à custa do nosso suor? Ainda bem que o "cara" está indo embora, duvido que Dilma consiga convencer os brasileiros da importância da volta dessa aberração tributária.

MARCUS COLTRO

marcuscoltro@hotmail.com

São Paulo

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NOVO MUNDO...

Muito interessante o estudo comparativo do atual momento que está vivendo a nossa democracia com fases anteriores, feito pelo autor Luiz Sérgio Henrique em seu artigo Página virada? (3/11, A2). Todavia o preconizado novo mundo que se abre para o desenvolvimento socialmente justo e ambientalmente qualificado pode muito bem ser engolido pela arcaica "República sindicalista" sem a tão esperada reforma trabalhista, frustrada pelo governo Lula, e sua máquina de propaganda. Os amigos do Lula querem mesmo é continuar com o Estado arrecadando o imposto sindical e repassando-o limpinho para eles gastarem à vontade - mais ainda agora, com as novas centrais fazendo parte dos aquinhoados - e continuarem sem prestar contas ao contribuinte.

JOSÉ ELIAS LAIER

jelaier@sc.usp.br

São Carlos

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REDENÇÃO

Nossos políticos precisam se esforçar para encerrar esse "balcão de negócios" em que se transformou a vida pública nacional. Há que fazer ressurgir a ética e os bons costumes republicanos, pois, do contrário, estaremos destinados ao fracasso como sociedade moderna e justa. Aproveito para pedir aos dirigentes do DEM que se mantenham unidos e tornem sua legenda um verdadeiro partido de centro-direita (não é vergonha ser de centro-direita), com direito a oposição e poder de fiscalização sobre os atos do Executivo federal. Apesar de o partido ter nascido de uma traição, já é hora de se tornar maior do que sua origem. Partidários do DEM, redimam-se!

RICARDO BUNEMER

rbunemer@terra.com.br

São Paulo

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PÓS-ELEIÇÃO

Erros e omissões

Esta foi uma eleição com muitos erros de todos os envolvidos. Espero que todos aprendam com os seus erros e omissões e se corrijam para o futuro. Errar por desconhecimento é uma coisa, errar conscientemente, sabendo que se comete um ilícito, é condenável. Omitir-se diante de infrações é pior ainda. Lulla errou a partir do momento em que deixou de ser presidente para se tornar cabo eleitoral e ao ser agressivo nos discursos, em seu eterno palanque. O PT também errou ao cometer vários atos, sabidamente, ilegais. A Justiça Eleitoral omitiu-se ao não pôr ordem na casa, deixou correr solto tudo o que não fazia parte de um processo eleitoral democrático. O PSDB vinha, ao longo do caminho, titubeando, não fazendo as coisas certas que devia ter feito no tempo certo, por exemplo, um programa de governo real, objetivo, convincente, e não ficar discutindo coisas pequenas. Marina Silva, com suas ideias, despertou admiração e esperança em seus milhares de eleitores e, no final, optou por ficar de fora. Deve ter decepcionado muita gente, porque quem tem um sonho, quem quer fazer algo de bom para o seu país persevera, continua a luta, a despeito de todas as dificuldades que surgem. Errou também parte da população que, entre votar ou viajar, optou pelo lazer na praia ou no campo. Esse dia era para escolher a pessoa que vai administrar o nosso país nos próximos quatro anos. É um ato por demais importante para, simplesmente, ser deixado de lado. Daqui a quatro anos teremos, novamente Lulla, Marina e, provavelmente, Aécio Neves como candidatos principais à Presidência da República, a não ser que haja alguma mudança e surja um novo líder carismático capaz de despertar a admiração da população. Até lá, vamos torcer para que tenhamos paz e liberdade em nosso país.

ALVARO SALVI

alvarosalvi@yahoo.com

Santo André

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BNDES

Copa do Mundo

É descolada dos fatos a afirmação de Rolf Kuntz (Palavra de Dilma, 3/11) de que os financiamentos para a Copa do Mundo que estão sendo feitos pelo BNDES não têm "grande perspectiva de restituição". O índice de inadimplência do BNDES, incluindo os empréstimos para o setor público, é o mais baixo de todo o sistema bancário. Enquanto o do conjunto do sistema financeiro é de 3,6%, o do BNDES é de apenas 0,2%, de acordo com dados do Banco Central. Isso atesta o rigor da instituição, mantido nos financiamentos para a reforma e construção dos estádios para 2014.

FÁBIO KERCHE, assessor da presidência do BNDES

fkerche@bndes.gov.br

Brasília

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Rolf Kuntz responde: Os custos e resultados econômicos das últimas duas Copas do Mundo justificam o ceticismo quanto ao retorno dos investimentos públicos. De resto, faltaria discutir se é papel do BNDES financiar estádios.

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"Brasil, segura na mão de Deus e vai!"

J. S. DECOL / SÃO PAULO, SOBRE DILMA ROUSSEFF PRESIDENTE

decoljs@globo.com

"Dilma falou tudo o que todos queriam ouvir. Vai cumprir?"

ARMANDO GURGEL / SÃO PAULO, IDEM

armandogurgel@yahoo.com.br

"Como era de esperar, a briga pelo poder entre o PT e o PMDB já começou. Imaginável aonde pode chegar"

LAERT PINTO BARBOSA / SÃO PAULO, IDEM

laert_barbosa@ig.com.br

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TEMA DO DIA

Dilma prevê mínimo de R$ 600 em 2012

Presidente eleita defende critério atual de reajuste, mas afirma que pode vir a usar outra metodologia

"Valor de R$ 600 já em 2011 não era proposta do Serra? Discurso eleitoreiro de uma politicagem que deveria ser extinta."

ANDRÉ KUPAS

"O salário mínimo de R$ 600 era ideia tanto do Serra quanto da Dilma. Os perdedores não veem o Brasil melhorando."

LUCAS BRASIL

"Essa é a minha presidente. Nem assumiu e já está trabalhando e mostrando competência que, aliás, sempre teve."

AÍLTON ROSA

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Cartas enviadas ao fórum dos leitores, selecionadas para o estadão.com.br

INTERESSES EM JOGO

Prevendo a vitória de Dilma, José Dirceu, antes do final da campanha, afirmou: ''A era Lula já passou e quem var governar é o PT.'' Mal terminada a eleição, o PMDB já começa a articular sua estratégia para a conquista de cargos. O PSB também já mostra sua clara intenção de não prescindir de postos de destaque na futura administração. Ano vai, ano vem, muda o governo, mas a velha política do toma lá, dá cá vai continuar imperando. Sempre aquele velho jogo de interersses partidários e pessoais que tem primazia sobre os interesses nacionais.

Francisco Zardetto fzardetto@uol.com.br

São Paulo

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PAGAMENTO DA FATURA

Nem bem foi divulgado a vitória presidencial, o PMDB e os demais aliados que compuseram a base eleitoral da candidatura Dilma apresentam a fatura, que começa ser cobrada gulosa e ferozmente. Não é necessário ser um grande sábio para adivinhar quem vai pagar a conta e quem sairá altamente prejudicado com o desperdício que envolverá essa quitação, se é que algum dia será quitada.

David Neto drdavidneto@uol.com.br

São Paulo

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DE OLHO NO BOLO

A base aliada toda está de olho na divisão do bolo, ninguém pensa no bem-estar e na solução dos problemas do brasileiro. Agora tem PMDB, PSB, PP, PR, mais Sarney, Collor, Cabral e outras assombrações pressionando.

O Brasil continuará na fila, pois a politica no Brasil contemporâneo supera a máfia dos Estados Unidos nas décadas de 20/30. O banditismo impera.

Celso de Carvalho Mello celsosaopauloadv@uol.com.br

São Paulo

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''MAL-ESTAR''

O primeiro mal-estar entre o PMDB e o PT de Lula, já na primeira reunião com participantes só da equipe de petistas sob o comandado de Palocci e Dutra, para indicar a composição do governo de transição, severamente contestada pelos aliados peemedebistas, surtiu imediato efeito, com a incisiva frase do deputado peemeebista Cunha: "Eles não vão governar sozinhos'' - obrigando a presidente Dilma tomar, também, imediata decisão, indicando o vice-presidente Temer (PMDB) para integrar a aludida equipe de transição de governo, com a aquiescência do presidente do PT, com a seguinte frase: Temer vai ''coordenar o processo''.

Quem não chora não mama!!!

Antonio Brandileone franbrandi@uol.com.br

Assis

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A IRRITAÇÃO DO PMDB

Acabou a eleição e começou a irritação.

A definição da equipe de transição tirou a pretensa ação do partido aliado, jogado de lado, colocado em escanteio.

E a dupla sertaneja PT e PMDB não mais canta o hino nacional, não oficial: ''O povo unido jamais será vencido''.

É a revelação da tempestade que está por vir, no porvir deste país...

Cacilda Amaral Melo cacilda09@uol.com.br

São Paulo

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SALTO NO ESCURO - II

Dilma faz reunião de transição só com petistas e irrita PMDB. Não demorou nem 24 horas após o final das eleições para as quadrilhas coligadas começarem a briga pelo butim. Uma amostra clara do que poderemos ver daqui para a frente.

Humberto de Luna Freire Filho hlffilho@gmail.com

São Paulo

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A ESCALAÇÃO COMEÇOU

Para quem tinha alguma dúvida de quem será o técnico que fará a escalação do time para o próximo mandato de Dilma Rousseff basta acompanhar o que tem saído na imprensa. Lula já escalou Nelson Jobim (Defesa), Fernando Haddad (Educação), Guido Mantega (Fazenda) e Henrique Meirelles (Banco Central). Como são muitos os ministérios poderá faltar guarda-chuva para abrigar todo mundo. A saída será criar mais ministérios ou lotear as estatais de aspones? Será que terá vagas? Convém não esquecer que os partidos da base aliada, principalmente o PMDB, também querem seu lugar ao sol e não vão se contentar com pouca coisa. A festa nem começou e a briga pelo osso já dá sinais de que haverá mordidas de todos os lados. O cidadão que elegeu Dilma achando que ela fosse governar o Brasil verá que, se ela não ceder aos pedidos, não governará. Será que isso é do jogo?

Izabel Avallone izabelavallone@yahoo.com.br

São Paulo

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VACA LEITEIRA

A reunião de cúpula irritou o PMDB? Calma, ali(j)ados, a teta é enorme e, apesar de o leite ser pouco no Norte, quase nada no Nordeste e abundante no Sul, Sudeste e Centro-Oeste da vaca, o leite que vai para os companheiros é tanto que seria impossível a gente dizer que não vai sobrar para todo o apoio. Mas... que dá vontade, dá!

Roberto Castiglioni rocastiglioni@hotmail.com

São Paulo

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SOBRE AÉCIO NEVES

É lamentável como um jornal do nível e da qualidade do Estadão possa fazer uma seleção de cartas para publicação com tamanha virulência contra o senador eleito por Minas Aécio Neves.

Todas as cartas são contra o governador, utilizam linguagem chula e preconceituosa contra ele e são incompatíveis com fundamentos mínimos da boa educação.

Se os leitores são incapazes de se informar adequadamente pelo que o próprio jornal publica e tiram conclusões diversas da realidade, não temos muito o que fazer, mas lamento que isso encontre abrigo e apoio no Fórum dos Leitores.

Cida Cardoso map.d.cardoso@globomail.com

Belo Horizonte (MG)

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VERGONHA

Como bom mineiro, estou com vergonha do Estado perante meus amigos de São Paulo

Wilson Silva minascom@exnet.com.br

Itapeva (MG)

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BODE EXPIATÓRIO

Querer responsabilizar o Aécio porque o Serra não ganhou é coisa de eleitor cuja análise política é bem estreita. A diferença de votos entre a Dilma e o Serra é muito pequena, sendo que não se tinha a máquina do governo que impulsionou a campanha da petista. Agora não me venham alguns paulistas dizer que preferem votar na Marina se o Aécio for candidato nas próximas eleições, pois, como diz o jornalista Merval Pereira, ela tem a alma petista. Depois de 30 anos de PT, essa senhora não deveria ser candidata nem a síndica.

Política não é cardápio para se escolher o que se gosta mais. Votei no Serra, mas tremia cada vez que ele espalmava as mãos sobre o peito dizendo, depois de estalar a língua: "Ofereço a minha biografia." Precisávamos de um marqueteiro corrigindo tiques causados pelo nervosismo e cortasse comentários tão bobos. Tomara que o próximo candidato não seja o Sergio Cabral, porque aí os paulistanos ressentidos vão ver o que é bom prá tosse.

Rita de Cassia Guedes guedes.rita@uol.com.br

Rio de Janeiro

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POLITICAMENTE MORTO

Estão falando em Aécio Neves como novo líder da oposição. Estão brincando? Politicamente ele está morto. Nem em Minas ele conseguiu fazer com que Serra tivesse mais votos que a Dilma. Só sobrevive ainda por causa do sobrenome e ser neto do falecido Tancredo Neves. Fora de Minas não é nada. Não consegue nem 10% do eleitorado, além de ter-se omitido na eleição. Pensou apenas em si.

Panayotis Poulis ppoulis@ig.com.br

Rio de Janeiro

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TRAIÇÃO DE MINAS?

É muito fácil empurrar a culpa da derrota para outros, sendo que, de acordo com o próprio Estadão, Serra só teria sido eleito presidente se alcançasse a impossível marca de 99% dos votos de Minas.

Dizer que Aécio Neves e Minas Gerais traíram São Paulo? Minas e Aécio foram traídos muito antes por São Paulo, Serra e o PSDB, quando não realizaram as prévias presidenciais.

A campanha de Serra foi, sim, errônea e por isso perdeu!

Ana Carolina de Assis Lopes Machado Rodrigues ana.carol.assis@gmail.com

Muzambinho MG

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CARGO MÁXIMO

Sr. Aécio Neves, cuide bem de seu cargo de senador. Se depender de São Paulo, é o máximo que conseguirá.

Ivan Sérgio de Paula Lima porteslima@uol.com.br

Botucatu

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TRAÍRA

Tenho lido no Fórum dos Leitores muitas críticas ao Aécio e à turma de Minas pela derrota desmolarizadora de Serra (perder para uma ''inexperiente e caloura''), mas todos esquecem o que Serra fez com Alckmin e com o mesmo Aécio.

Como diz o dito popular, o Serra é traía.

O PSDB tinha esperança de ''virar o jogo''? Quanta ingenuidade! ACORDA, PSDB!!!

Celso Nascimento celso@directasa.com.br

São Paulo

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MÍNIMO ESFORÇO

Aécio Neves não fez o mínimo esforço para ajudar eleger José Serra, ao contrário, sempre que pôde plantou umas "facilidades" no caminho de Serra. Sabemos que ele aspira ao Palácio do Planalto, mas nós, paulistas, também nos vamos lembrar dele, daremos a ele oito anos de Senado

João Henrique Rieder rieder@uol.com.br

São Paulo

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BALAIO DE GATOS

José Serra foi abandonado à própria sorte. Para mudar o seu destino político no presente, e na eleição de 2014, ele teria de ter renunciado à sua candidatura e denunciado tudo o que estava acontecendo nos bastidores dessa falsa oposição. Não fez isso. Se tivesse feito, ele teria prestado um grande serviço ao eleitorado oposicionista, pois teria separado o joio do trigo. Do caos teria nascido a verdade. O segundo turno foi uma surpresa muito grande para o Lula, e um incômodo para os caciques da oposição. Eles teriam de pedir votos para o Serra. O transformista político Aécio Neves deu entrevista à Veja, em julho, glorificando a figura do Lula, transformando o cabo eleitoral da Dilma num verdadeiro deus da política. Grande parte dos mineiros compreendeu o recado e votou na candidata do Lula. Tal tio, tal sobrinho, lobo em pele de cordeiro. A grande verdade é que a vitória de Serra não servia aos interesses de Aécio Neves. Com o histórico que temos de alguns supostos oposicionistas, o grande interesse deles é negociar cargos e verbas em troca de apoio ao governo no Congresso Nacional. O próprio Geraldo Alckmin, no lançamento da sua candidatura ao governo paulista, em junho, já dava o sinal de que Serra não deveria contar com o apoio dos caciques da oposição ao dizer que ele deveria andar com as próprias pernas e não precisava de garupa para se eleger. Parabens aos eleitores amazonenses, que não reelegeram o sussurrante senador Artur Virgílio, que se dizia líder da oposição no Senado. Menos um falso na ''oposição''.

Wilson Gordon Parker wgparker@oi.com.br

Nova Friburgo (RJ)

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CARÁTER DUVIDOSO

O senador Aécio Neves é mesmo inteligente, ele voou pelo Brasil afora nas flâmulas da campanha do Serra, promovendo-se para 2014. Deixou Minas decidir por conta própria.

Agora Serra bebe do mesmo veneno. Em 2008 Serra trocou Alckmin pelo Kassab. Alckmin engoliu um sapo do tamanho do Rio Tietê. E ainda tirou o gosto com panfletos que ele próprio mandou espalhar por todas as igrejas da capital contra o Kassab.

FHC disse depois de eleito que seus alunos eleitores esquecessem o que ele havia escrito, além de chamar os aposentados de vagabundos.

Serra disse em seu discurso de derrotado que a luta de verdade estava começando.

Quer dizer que as anteriores eram de mentiras ou falsas? As contradições caracterizam o caráter duvidoso dos candidatos do PSDB, concretizando a política como ela é. A arte de trair.

Círio O. F. Shaul cirioofshaul@hotmail.com

São Paulo

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SILVÉRIO DOS REIS

Concordo com os leitores srs. Sergio Penteado, Leão Machado Neto, Carmem Goulart e José Mendes, quem fez Serra perder esta eleição foi a traição de quem só pensa em si, e não no País. O PSDB tem verdadeiros estadistas, não precisa desse playboy. Fernando Henrique Cardoso, tão pouco lembrado, deveria ser mais escutado, para decidir os rumos do partido.

Espero que a nova presidente saiba se livrar dos ficha-sujas e governar para o País, pois cultura e educação ela possui.

Regina Rocha reginacwrocha@estadao.com.br

São Paulo

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PLANOS LEGÍTIMOS

Leio cartas de quatro (e)leitores no Estadão responsabilizando Aécio Neves pela derrota de Serra, até mesmo chamando-o de traidor, e lembrando episódios como a falta de apoio de MG a SP em 1932 e o nosso conhecido Judas, Joaquim de Silvério dos Reis (aliás, se não estiver enganado, a historiografia brasileira moderna está reavaliando a pecha de traiçoeiro com que passou para a posteridade). Quero deixar registrado aqui que, como paulista e eleitor de Serra, não participo desses ataques. Aécio tinha e tem planos legítimos para a sua carreira política e não é justo cobrar que aceitasse uma candidatura à Vice-Presidência em que não seria votado e figuraria como um dois de paus ao lado do candidato a presidente, como ocorreu com Michel Temer, abrindo mão de uma atuação política maiúscula em seu Estado natal, em que obteve uma vitória tripla e se credenciou como a maior liderança tucana para 2014. Ademais, no segundo turno empenhou-se decididamente por uma reversão dos votos em favor de Serra, mas ninguém é dono da cabeça do eleitor. Penso, ao contrário, que a solução para afastar o retrógrado PT do poder federal passa por Aécio Neves aliado a uma candidatura paulista a vice daqui a quatro anos. Se SP e MG estiverem juntos como na Velha República de antes de 1930, não há PT, Dilma, nem mesmo o dito carisma do Lula que impeçam a conquista do Planalto pelas forças políticas mais esclarecidas deste país. Para terminar, esses meus conterrâneos que investem contra Aécio deveriam lembrar-se do RJ, que pela terceira vez renega a maioria dos seus votos a um candidato de SP, dando à Dilma 50% de votos a mais do que a Serra, porcentualmente maior do que a diferença em MG, porque em termos absolutos foi praticamente igual à vantagem dela em MG, que tem um eleitorado maior que o do RJ, sem falar na hostilidade e na violência de que Serra foi alvo em Campo Grande.

Paulo Afonso de Sampaio Amaral drpaulo@uol.com.br

São Paulo

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CONSTRUÇÃO DO MITO

Não foi o PT quem ganhou a eleição, foi o PSDB que a perdeu, por não ter impedido a construção do mito Lula. Se na primeira vez que Lula se referiu à herança maldita o PSDB lhe tivesse dado um ''chega pra lá'', hoje estaríamos a festejar a vitória de outro candidato.

A pessoa culturalmente inferior curva-se amedrontada às reprimendas consistentes que o ofendido lhe aplica e pensa duas vezes antes de repetir a bravata, com medo de outra bronca desmoralizante.

Também nada se argumentou para desmentir que se elegeu um torneiro mecânico, profissão que Lula já não exercia havia muitos anos, e sim um dirigente sindical, acostumado a exercer a liderança sobre milhares e a negociar com empresários, tudo isso em meio a manifestações de astúcia, de malandragem e dissimulação, não fosse o sindicalismo sinônimo de banditismo.

Enfim, o PSDB assistiu impassível a essas e outras manifestações de pieguice e mistificação, diária e incansavelmente apregoadas, e o resultado foi a construção de um mito.

Para terminar: quantas favelas estão desocupadas porque seus moradores, certamente incluídos nos 25 milhões que ascenderam à classe média, procuraram casas decentes para morar? Ou será que a classe média do Lula gosta de morar em favela?

Jaime Manuel da Costa Ferreira jaimemcferreira@hotmail.com

São Paulo

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A OPOSIÇÃO ERROU FEIO

Terminado o processo eleitoral e eleita a presidente Dilma Rousseff, só agora os líderes do PSDB começam a se tocar que a campanha de José Serra foi de uma mediocridade ímpar. Que a disputa do então governador de Minas Gerais, Aécio Neves, para que fosse ele o indicado do partido com certeza não ajudou em nada o PSDB, assim como aquela frescura do candidato escolhido de não se lançar candidato antes de se desvincular do cargo de governador de São Paulo, o que deu uma vantagem de pelo menos dois anos ao presidente Lula. Cumpre ainda destacar a teimosia, segundo noticiam os jornais, de José Serra em conduzir a sua campanha ao seu feitio, principalmente contratando um marqueteiro que realizou um trabalho tacanho. Esconder durante toda a campanha o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, e mais, espalhar pela cidade fotos suas em companhia do presidente Lula tornou a sua candidatura cover daquela da situação. E apesar de dizer à exaustão como foi um bom ministro da Saúde, poucas vezes lembrou que foi tal ministro no governo de FHC. Quando conseguiu um segundo turno, por obra e graça da senadora Marina Silva, tentou remediar a situação, mas aí o discurso se mostrou falso, ainda que não fosse, e nesse tom ficou muito mais difícil mostrar à população a vantagem da mudança de rumo que propunha ao País. Ficou evidente que tanto Aécio Neves quanto José Serra pensaram muito mais em suas carreiras políticas do que no bem do País. O apoio no segundo turno do ex-governador de Minas Gerais foi apenas aparente. A surra de votos que José Serra levou naquele Estado, onde seu partido fez barba e cabelo nas eleições, só se explica com a falta de engajamento de seus correligionários. E o que podemos tirar de lição dessas eleições é que se a presidente Dilma Roussef f não fizer um bom governo não será com José Serra ou Aécio Neves que a oposição deverá enfrentar o candidato da situação em 2014. A oposição tem de escolher como candidato um estadista que pense primeiro no País e no povo, e não em sua carreira política, mas agora ela tem quatro anos para corrigir seu rumo.

Gilberto Pacini benetazzos@bol.com.br

São Paulo

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ERROS HISTÓRICOS

José Serra errou? Sim! O PSDB errou? Aécio errou? Sim! Mas O PT, Lula, o Judiciário, o Legislativo erraram muito mais. A Constituição foi por eles pisoteada, os princípios morais, os costumes foram enxovalhados, tudo o que é vergonhoso para um país é hoje considerado absolutamente normal, corriqueiro. Dois ou três incompetentes decidem distribuir o dinheiro de nossos impostos a mancheias para outros países que se dizem amigos, enquanto as necessidades de nosso povo ficam desatendidas... Um dia a Nação brasileira vai se dar conta disso tudo. Talvez não seja tão já, mas fatalmente a consciência virá, pois a História terá registrado a verdade, que não se encobre por muito tempo. Aí, então, poderemos começar a corrigir os nossos 70 anos de atraso em relação aos países desenvolvidos. Espero estar viva para acompanhar o real desenvolvimento do Brasil!

Edméa Ramos da Silva paulameia@terra.com.br

Santos

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SEGUNDO TURNO

Serra chegou ao segundo turno por conta do fundamentalismo religioso travestido de ambientalismo e foi derrotado com a ajuda mineira com fachada peessedebista.

Luciano Freitas Felicio lffelicio@gmail.com

São Paulo

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AÉCIO E A DERROTA

Não se pode de forma alguma culpar o Aécio ou ao povo mineiro pela derrota do Serra. O PSDB nunca foi unido em torno de um objetivo único. Cada político seu trabalha para se manter vivo na sua região. Parece até nem veem vantagem alguma em ter a Presidência, talvez porque, na base do toma lá, da cá, fica mais fácil negociar com do PT.

E depois, se é para entrar numa disputa, o candidato precisa primeiro falar a que veio, coisa que até sabemos direito. Não pode simplesmente dizer que é melhor que a adversária para dar continuidade ao que está aí, por ser mais experiente.

O Lula ganhou em 2002 principalmente pela crítica a tudo, para combater a herança maldita, para criar 10 milhões de emprego e melhorar a vida do brasileiro. Os cumpanheiros não tiveram o menor escrúpulo para cinicamente inventar o que fosse possível para arrasar os adversários, no que sempre foram muito eficientes.

Agora, para enfrentar um inimigo tão organizado e com uma militância fanática e interesseira é preciso estar preparado e trabalhar antecipadamente para não permitir jamais que o adversário chegue à popularidade a que chegou. A oposição nunca soube usar as mazelas, as mentiras e a incompetência do governo para criar ao menos um clima de preocupação ao eleitor. Nem mostrar ao mais simples como a falta de assistência médica, de educação eficiente e de preparo profissional compromete o futuro dos filhos.

Portanto, não deu outra. Vendo um adversário apenas propor a continuidade melhorada do que está aí, o eleitor preferiu optar pela candidata indicada, é lógico. Assim, a Dilma passou a falar das suas propostas e também daquilo que o adversário ia fazer, até pela falta de um conteúdo político mais claro da parte dele, fazendo o eleitor acreditar muito mais nela e nas fantasias do seu marqueteiro. E o prato cheio, e feito, continuou sendo o FHC, por nunca ter sido defendido e explicado à altura.

Infelizmente, eu fico triste, mas essa é a pura verdade de uma campanha ridícula por parte da oposição. Não fosse o trabalho de voluntários, de pessoas excepcionais pela internet e pelo Fórum, nem a isso teríamos chegado. Não me venham agora com Judas nem Silvério dos Reis. Isso é mais ridículo ainda.

Miguel Pellicciari emepe01@uol.com.br

São Paulo

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1932, 2002, 2006, 2010...

Tancredo Neves, de tão ávido pela Presidência do Brasil, não foi curar sua doença.

Aécio Neves, com obsessão doentia de ser presidente, trilha o mesmo caminho do avô. Politicamente, o fim será o mesmo. Não ganha porque São Paulo despreza

traidores.

José Francisco Peres França josefranciscof@uol.com.br

Espírito Santo do Pinhal

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SÃO PAULO X MINAS: O RETORNO

A meu ver, o maior vitorioso do PSDB não foi Aécio Neves, embora se tenha elegido senador

e feito seu sucessor no governo de Minas. Todo mundo sabe que a real ambição de Aécio

é a Presidência da República, mas talvez as coisas se tenham complicado bastante para ele

ser o candidato do PSDB em 2014, dada a enorme rejeição em São Paulo, chegando a ser

comparado a Silvério dos Reis (carta do leitor sr. Leão Machado Neto no Fórum de 2/11). Com

chances mínimas de votação no maior colégio eleitoral do País, pois não terá os votos paulistas

do PSDB e muito menos os do PT, terá mínimas chances de sucesso. O maior vitorioso foi

Geraldo Alckmin, pois, além de conquistar o governo paulista no primeiro turno, ainda se

aproximou bastante de Aécio e, portanto, do eleitor de Minas, e fez as pazes com Serra, de

quem obteve emocionado elogio no discurso pós-apuração. Conclusão: por mais que se

queira, dificilmente o principal centro de decisões do PSDB deixará de ser São Paulo, como

está sendo dito por muita gente por causa da derrota de Serra. Aliás, isso vale também para

o PT (Lulla mora em São Bernardo) e para qualquer partido que queira ter reais ambições

no nível nacional. A grandeza de São Paulo, em todos os sentidos, é a garantia disso.

Jorge Manuel de Oliveira jmoliv11@hotmail.com

Guarulhos

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TUCANOS

Os tucanos viraram pardais a pular de galho em galho, atormentando a todos. Ou maritacas gritadeiras... Apoiar um tucano era uma parceria com alguém de respeito, quase único, como nosso ex-presidente Fernando Henrique. Nosso futuro governador Alckmin, nosso candidato José Serra, 46 milhões de brasileiros não podem ficar órfãos, para serem adotados em agosto de 2014, quando o desespero de anos e anos a engolir sapos se transforma em tênue esperança... Jamais vi tanta raiva, tanto ódio do atual governo, vindo de todos os cantos do País, e fazendo força, até rezando para Deus ajudar... Serra presidente, saudações, 45. São 46 milhões de cabeças pensantes, não votos ''comprados'' por favores recebidos ou a receber. Ilmo. sr. José Serra, por favor, não nos abandone. Tranque os pardais e as maritacas numa gaiola, vamos voar... O senhor sabe para onde, mostre o caminho, nós o seguiremos.

Balkis Giaxa Canedo balkiscanedo@hotmail.com

São Paulo

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PSDB E A OPOSIÇÃO

O PSDB é o melhor partido de oposição que eu conheço: faz a melhor oposição contra si próprio. Se não melhorar, terei de buscar outra opção no mercado.

Maria Carmen Del Bel Tunes Goulart carmen_tunes@yahoo.com.br

Americana

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ÉTICA E RESPONSABILIDADE

Orgulhosamente, pertenço aos 44% dos votos dados a José Serra, a

quem parabenizo pela campanha ética e responsável, como

sempre norteou a sua vida pública. Até logo!

Mirian Teresa Pereira mimiteresa@ig.com.br

Sao Caeteno do Sul

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JOSÉ SERRA

O Nordeste do Brasil não quis te eleger presidente, mas

Nós, aqui de São Paulo, te queremos novamente como prefeito.

Candidate-se! Aqui a liberdade e a democracia sempre

valerem mais do que no restante do Brasil.

Carlito Sampaio Góes carlitosg@estadao.com.br

São Paulo

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DESEMPENHO DE CAMPANHA

O ex-presidente Fernando Henrique Cardoso disse em entrevista que José Serra teve um desempenho razoável nestas eleições. Como não entendo de política, eu me arriscaria a dizer que, para quem lutou praticamente sozinho, mais de 43 milhões de votos foi um excelente desempenho...

Virgílio Melhado Passoni mmpassoni@gmail.com

Praia Grande

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MAU PERDEDOR

As causas que motivaram a derrota de Serra nesta eleição foram várias, entre outras:

- Atitude como oposição ao governo PT pouco aparente.

- Não soube explorar na campanha os defeitos do governo anterior, pego em várias situações polêmicas.

- Falta de consideração com seu passado político ao deixar de rebater as críticas do governo do PT ao governo FHC e esconder o próprio FHC durante a campanha do primeiro turno.

- Pouco ouviu seus correligionarios na primeira fase da eleição.

Finalmente, cobra do governo Aécio um comportamento que ele próprio não teve com o governador Alckmin na campanha presidencial de 2006.

Lamentável exemplo. Esperamos que o partido aprenda com os erros e não se contamine com o amargor.

Sergio Holl Lara jrmholl.idt@terra.com.br

Indaiatuba

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ALERTA

O ex-governador Serra, após fragorosa derrota, deveria, sim, também contabilizar a traição mineira. Mas que fique bem claro, o principal responsável pela derrota foi ele próprio, basta lembrar a greve dos professores, a greve dos policiais civis, o sucateamento da saúde e da educação, a segurança pública, que está deixando muito a desejar. Enfim, que fique aqui um alerta ao novo governador de São Paulo, que quatro anos passam rápido.

Arnaldo Luiz de Oliveira Filho arluolf@hotmail.com

Itapeva

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CRÍTICAS AO SERRA

Passada a eleição, agora criticam o Serra e jogam sobre suas costas a maior parte da derrota tucana. Serra, cujo defeito para muitos, como eu, é ter um perfil de gerente, e não de político. Você olha num palanque e vê um Lula espumando para uma plateia urrando de prazer com tal figura falando um monte de m... que querem ouvir e compara com o Serra, com sua fala professoral, técnica, contida, como se dirigida a uma plateia de empresários, que aplaudem também de forma fria, por exemplo. Não causa entusiasmo. Quando tenta mudar para copiar o maior demagogo que este país já produziu, é um desastre.

Laércio Zanini arsene@uol.com.br

Garça

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PERDEU, PERDEU!

Não sei se estou certo, mas esse negócio de que a oposição obteve 40 milhões de votos, incluindo o meu, não quer dizer nada e muito menos é motivo de certa satisfação, como tem sido pintado por alguns. Se o Corinthians vence o Palmeiras por 4 a 3 não significa que os palmeirenses vão ficar conformados porque poderiam ter perdido de 4 a zero. Perdeu, perdeu! Ao vencedor, as batatas, como se dizia antigamente. A campanha da oposição foi desastrada desde o momento em que Serra quis tirar votos de Dilma mostrando uma confraternização sua com Lula. Suprema ingenuidade. E agora vem FHC, mas não apenas ele, ao invés de se afastar definitivamente da vida política brasileira, meter-se a criticar a formação do novo Ministério, que nem sequer foi anunciado, mas novamente os pueris de sempre já o atribuem à vontade de Lula. Não sou petista e acho que jamais serei, mas tenhamos compostura, que não faz mal a ninguém.

Antonio do Vale adevale@uol.com.br

São Paulo

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PERGUNTA

O PSDB é de Serra, ou Serra é o PSDB, ou tudo é trololó?

Com Serra/PSDB, os outros partidos não têm por que se preocupar com futuras eleições.

Até logo.

Ulysses Fernandes Nunes Junior ulyssesfn@terra.com.br

São Paulo

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SEGUNDO TURNO NO RIO GRANDE DO SUL

Prova de que a cisão política entre Yeda e Fogaça, que culminou com a eleição de Tarso Genro, foi uma grande burrice: os gaúchos votaram no Serra.

Sergio S. de oliveira ssoliveira@netsite.com.br

Monte Santo de Minas (MG)

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ÁGUA MORNA

Serra fez pouca oposição, foi um água morna: não denunciou ao povo brasileiro a venda da refinaria da Petrobrás ao Evo Morales com prejuízos para o nosso país. Não denunciou o perdão de dívidas de outros países, de mais de 1 bilhão, uma vez que trabalhamos para pagar impostos que servem para sustentar outros países. Não bateu nos abraços a Ahmadinejad, Fidel, Hugo Chávez, etc... Não fez denúncias contundentes como deveria fazer um opositor que se preze. Assim, claro, ainda que surpreendente a votação que obteve, não mereceu ser presidente. Oposição? Que grande oposição!

Alberto Nunes albertonunes77@hotmail.com

Itapevi

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COLABORACIONISMO

São Paulo, que já optara pelo oposicionista Alckmin para dirigi-lo, foi presa da quinta-coluna entre nós

implantada pelo populismo brasiliense. Senão por que os verdadeiros paulistas não votaram de ma-

neira a conduzir um conterrâneo à presidência?

Caio Augusto Bastos Lucchesi cblucchesi@yahoo.com.br

São Paulo

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ALCKMIN

Caro dr. Geraldo, escrevo para cumprimentá-lo. Os resultados das urnas no primeiro turno não são mais do que o reconhecimento de nós, eleitores, pelo seu trabalho com afinco, dedicação e retidão.

Entretanto, quero mesmo enaltecer sua atuação no segundo turno. Aí posso dizer em alta voz: que categoria!

Seu comportamento e postura nos enchem de orgulho.

E por ter esta admiração tomo a liberdade de fazer algumas considerações:

- Sua responsabilidade neste próximo mandato é muito maior do que nos demais. Vivemos dias em que os valores não mais fazem parte da vida. Desta forma, as palavras escritas pelo seu pai, as quais traz em sua carteira, jamais poderão ser esquecidas.

- Escolha a dedo as pessoas da sua equipe e mesmo sendo necessário fazer composições jamais abra mão dos seus princípios.

- Faça de seu governo à luz para os demais Estados e para todos nós, brasileiros.

Mais uma vez, meus parabéns e que Deus o ilumine em todas as suas decisões.

Um forte abraço.

José Pacheco e Silva josepacheco@later.com.br

São Paulo

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DOIS BRASIS

As eleições mostraram claramente que existem dois Brasil: de um lado, o Brasil pobre, atrasado, composto de dependentes de favores do governo num dos extremos e, no outro extremo, a classe dos milionários que enriquecem à custa das benesses do governo, que votaram na Dilma; do outro lado está o Brasil pujante, composto por pessoas esclarecidas, atualizadas, participantes, que produzem riquezas que fazem o Brasil crescer, que votaram no Serra. Lamentavelmente, é a triste conclusão.

Toshio Icizuca toshioicizuca@terra.com.br

Piracicaba

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CISÃO DILMA VEZ

O grande vencedor da eleição presidencial de domingo foi, sem dúvida, o presidente Lula, que conseguiu continuar enganando a maioria dos brasileiros, apesar de seu discurso segregacionista. Lula pregou durante toda a campanha a cisão entre pobres e ricos dentro da sociedade brasileira. Quando se olha para a distribuição de votos nos vários Estados da Federação, nota-se que os Estados onde Dilma venceu são exatamente os que têm o maior índice de analfabetismo, de pobreza e de distribuição de Bolsas-Família. A vida boa proporcionada pelos Estados que trabalham e produzem para os que não trabalham e não produzem vai atingir 12 anos de administração petista, com o mandato de Dilma, sem que nada tenha mudado com a enganadora administração de Lula e com grande probabilidade de nada mudar até 2014, com a próxima administração. A única e verdadeira mudança a constatar é que esses Estados passaram a dominar o poder político no País. Lula deveria aproveitar o resultado destas eleições e ter a coragem de transformar os seus ignóbeis discursos racistas num projeto de lei que proponha a separação entre os Estados que elegeram Dilma e os que verdadeiramente produzem a riqueza do Brasil, que votaram em Serra. Que Lula proponha de uma vez por todas a divisão do Brasil entre o país "da zelite" e o país dos "cumpanheiros", e assim, possa ser verdadeiro e coerente pelo menos uma vez na vida.

Victor Germano Pereira victorgermano@uol.com.br

São Paulo

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VOTOS DO NORDESTE

Os milhões de votos a mais obtidos por Dilma sobre Serra no Nordeste decidiram a disputa pelo Planalto. De hoje em diante, quem quiser vencer eleição presidencial no Brasil vai ter de aprender a dizer "oxente" e dançar xaxado. Caso a súbita importância política da terra de Câmara Cascudo e João Cabral de Melo Neto seja canalizada para a educação, a região mais pobre do País terá um futuro de prosperidade. Caso permaneça a fórmula atual de um Bolsa-Família eterno e mendicante, o neocoronelismo deu a parabólica pra viciar o cidadão.

Roberto Vieira robervieira@uol.com.br

Recife

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A CARA DOS BRASILEIROS

O maior desafio de Lula em oito anos de governo não foi o de servir de escudeiro para mensaleiros e corruptos em geral, nem o de manter unido o seu partido, o PT. O maior desafio do nosso presidente não foi o de usar o discurso de esquerda que não lhe cabe mais há muitos e muitos anos, nem o de fazer da oposição aliada. Lula trouxe o PMDB para sua base e não teve piedade com os desafetos de outros partidos. Ele deu a chance para que se curvassem diante do governo e logo aniquilou quem o desafiou ou não concordou com a corrupção que até hoje assola o Planalto. Aliou-se a líderes democratas como Barack Obama, ditadores como Ahmadinejad, populistas como Chávez e a família Castro, etc. Abraçou Sarney, a quem chamou de ladrão alguns anos atrás, e a Collor, com quem sempre teve desavenças. Conquistou a maioria no Senado e na Câmara. Elegeu governadores, prefeitos, tirou fotos com desconhecidos, chorou em entrevistas, fez até um filme sobre a própria vida. Sabe... mais de 80% de aprovação após tanto tempo no poder não é pouca coisa. Lula fez o povo brasileiro crer que havia descoberto o Brasil, que era um Deus de carne. Desafiou e ridicularizou a Justiça, interferiu nas decisões do STF. Isso foi difícil? Foi, mas não tanto quanto eleger Dilma Rousseff presidente da República. Não é todo dia que um poste chega ao Planalto. Tudo bem que a oposição foi mais generosa que uma mãe rica, mas não é todo dia que uma política sem carisma como Dilma, sem conhecimento, pouco simpática, emburrada, sem currículo, com problemas de saúde e um passado a ser esquecido, se elege presidenta do Brasil. Quer saber? Dilma é a cara dos brasileiros! Parabéns, companheiros! Nós merecemos.

Thiago C. Andrade thiagocandrade@gmail.com

Recife

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EVOLUÇÃO POLÍTICA BRASILEIRA

1964 - ditadura.

2011 - dilmadura.

O que comemorar?

José Pedriali jpedriali@hotmail.com

Londrina (PR)

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