Cartas - 06/09/2010

ELEIÇÕES

, O Estado de S.Paulo

06 Setembro 2010 | 00h00

Aloprados em campanha

Mais uma vez surgem movimentos nebulosos no subterrâneo da guerra suja na política envolvendo o PT, utilizando-se de instituição pública, como a Receita Federal, para atacar adversários. E, ao que tudo indica, o caso vai continuar às escuras e o presidente Lula, que deveria desincompatibilizar-se do cargo para continuar em campanha pelo terceiro mandato indireto, não sabe de nada.

ROBERTO CABRAL

cabralhoje@bol.com.br

Maringá (PR)

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Eterno palanque

Realmente, é muito mais importante, como o próprio Lula disse, preocupar-se com a eleição de sua protegida, ficar em palanques, de onde nunca saiu, do que a quebra do sigilo fiscal da filha do tucano. Trabalhar que é bom, nem pensar. Brasília? Onde fica isso? Disse que faria campanha só depois do expediente. Que expediente? Ora, me poupe!

RENATA VELLUDO JUNQUEIRA

rvjun@hotmail.com

São Paulo

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Desmonte

Depois de ter desmoralizado o Itamaraty e 150 anos de diplomacia brasileira perante todo o mundo civilizado, depois de ter comprometido a eficiência de uma das empresas mais respeitadas do País, como eram os Correios, agora o desgoverno petista está conseguindo macular a imagem e a credibilidade de uma das instituições mais importantes do Estado brasileiro, que é a Receita Federal, além de estar levando a Petrobrás ao abismo. Fico pensando: se não fossem a presença de um tucano na presidência do Banco Central e a manutenção das políticas econômicas de FHC, o que não poderia ter acontecido com o Brasil...

SANDRO FERREIRA

sandroferreira94@hotmail.com

Ponta Grossa (PR)

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DIREITOS VIOLADOS

Vazamentos na Receita

Um requerimento por mim assinado, com firma devidamente reconhecida em cartório, solicitando a correção do código da Receita de um Darf do carnê-leão por mim pago, e apresentado pela imobiliária que administra os imóveis na delegacia da Receita em São Paulo, onde se situam esses imóveis, bem como a própria imobiliária, não foi recebido sob a alegação de que deveria ser protocolado na delegacia da cidade do meu domicílio (Ribeirão Preto). Quem sabe o ilustríssimo sr. Otacílio Cartaxo possa esclarecer-me se se tratou de excesso de zelo do funcionário que se negou a protocolar o requerimento ou, no caso de a atitude ter sido correta, explicar por que cargas d"água a delegacia de Mauá aceitou o requerimento, baseado em procuração grotescamente falsificada, em nome da sra.

Verônica Allende Serra, que, ao que consta, não é domiciliada em Mauá. Na verdade, o sr. Cartaxo não vai explicar nada e muito provavelmente também não vai renunciar ao seu cargo, tampouco ser demitido, o que demonstra que pode ser que haja uma certa dose de desleixo e incompetência em todo esse episódio. Mas, acima de tudo, o que há é o aparelhamento do Estado brasileiro pelo partido que se dizia ético com a finalidade de se aboletar para sempre no poder. Que Deus nos proteja!

CARLOS F. MICHELETTI

cfmicheletti@terra.com.br

Ribeirão Preto

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Devassa

Sobre o artigo Só instituições mais fortes impedirão a devassa geral, de José Nêumanne (1.º/9, A2), infelizmente a nossa Constituição (Título III, capítulo VII, artigo 37, quesitos II e V), ao permitir a indicação para cargos em comissão e de confiança, impede que as organizações do Estado (federais, estaduais e municipais) sejam estruturadas e profissionalizadas. Isto é, torna-as incompetentes para atender às necessidades da sociedade de educação, saúde, segurança, transportes, etc., e de controle da corrupção. Políticos safados são estimulados, com seus parceiros, a investir nas eleições muito acima da receita oficial que terão se eleitos, pois, pela captura das organizações do Estado, serão beneficiados com cargos, contratos, tráfico de influência, etc. Como conseguir que a Justiça, a Promotoria e a polícia punam os infratores, se eles contam com o estímulo da Constituição? Enquanto este não for eliminado e não for introduzida punição para os infratores, não contaremos com o necessário para a mudança de cultura que possibilitará a existência de instituições fortes no longuíssimo prazo. É o que nos mostra o exemplo dos países desenvolvidos! Se continuarmos na toada em que vamos, estaremos cultivando a repetição de outra ditadura e dos retrocessos conhecidos!

DARCY ANDRADE DE ALMEIDA

dalmeida1@uol.com.br

São Paulo

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Anestesia geral

Ao ler a brilhante análise de José Nêumanne, só me restou lamentar a anestesia geral por que passa o povo brasileiro, que nem sequer demonstra reação ao fato gravíssimo. Tamanha agressão à cidadania, em países com instituições mais sólidas, seria motivo mais do que suficiente para a queda de todo o governo.

JOSÉ LUIZ R. BELDERRAIN

jose.belderrain@gmail.com

São José dos Campos

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"MACUNAÍMAS"

Voto ético

Excelente a reflexão do dr. Miguel Reale Júnior (4/9, A2). É lamentável que 46 milhões de indivíduos não tenham condições de lê-la. Se tivessem, poderiam fazer uma decisão ética do voto, e não uma determinação de seus mitos.

VALTER GUERRA HADAD

valter.guerra@yahoo.com.br

São Paulo

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Realidade nua e crua

A análise do dr. Miguel Reale Júnior expõe a realidade nua e crua do brasileiro. Sem retoques do que é o Brasil, infelizmente... Isso é o dia a dia de todos nós, brasileiros. Investir em educação deveria ser item obrigatório dos governantes para mudar esse estado de coisas, que acontece há séculos e não é possível continuar em pleno século 21. Parabéns!

MOHAMED ABDALLA KILSAN

kilsanabdalla@terra.com.br

São Paulo

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Teoricamente...

Como diria o José Dias, personagem de Dom Casmurro, de Machado de Assis: "Excelentíssimo" o seu artigo, caro professor dr. Miguel Reale Júnior. Pena que só 41,74% dos brasileiros conseguiram completar o ensino fundamental e teoricamente não somos "macunaímas".

JOSÉ P. BAPTISTA GONÇALVES

jotapebege@terra.com.br

São Paulo

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"Afinal, até a Receita Federal caiu na malha fina?"

GUSTAVO A. SOUZA MURGEL / CAMPINAS, SOBRE OS CRIMES

DE VIOLAÇÃO DE SIGILO FISCAL

gustavomurgel@hotmail.com

"Receita para não vazar: descorporativação, despolitização e mais respeito ao contribuinte"

SERGIO S. DE OLIVEIRA / MONTE SANTO DE MINAS (MG), IDEM

ssoliveira@netsite.com.br

"O pivô do escândalo da Receita era do PT. E alguém ainda tinha alguma dúvida?"

ROBERT HALLER / SÃO PAULO, SOBRE O CASO VERÔNICA SERRA

robelisa@click21.com.br

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TEMA DO DIA

Importações em alta incitam protecionismo

De ímãs a eletrônicos, indústria pressiona Fazenda a adotar tarifas de proteção mais altas no País

"Precisamos ser mais competitivos em vez de proteger o mercado. O País acha que só por consumir bastante já chegou lá."

ANDREA CAMARA

"Essa política de sobretaxação irá impactar no nosso poder aquisitivo. Falta ao governo visão estratégica de longo prazo."

CARLOS MACHADO

"Nada mais certo do que proteger o próprio mercado da invasão de produtos asiáticos. A competição é muito injusta."

FELIX PASSOS

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Cartas enviadas ao fórum dos leitores, selecionadas para o estadão.com.br

ELEIÇÕES, JUSTIÇA E DEMOCRACIA

É um absurdo, para todos os que buscam aperfeiçoar o Direito Eleitoral brasileiro, os fatos que se estão consumando nas últimas semanas da campanha do sr. presidente em prol de sua candidata. Jamais, em tempo algum, ocorreu tamanha e ousada utilização da máquina administrativa e do próprio cargo de presidente da República para eleger a candidata preferida, no caso, Dilma Rousseff. Não restam dúvidas jurídicas de que os princípios do equilíbrio e entre os participantes do certame eleitoral foi ferido de morte. Da mesma forma, resta evidente o abuso de poder e de influência do sr. presidente, que de forma ostensiva, sem pensar nas transgressões legais que está cometendo, usa de seu poder de sedução junto ao eleitor, angariado nestes anos de uma política eminentemente assistencialista, no mais antigo e descarado ditado de que o "povo gosta de pão e circo", provocando assim um abalo e ruptura nas instituições democráticas de direito de nosso país. Ao que parece, o presidente detém total certeza de sua impunidade. Eis que ao contrário não estaria perpetrando tal conduta de maneira tão ostensiva e continuada. Com o máximo de respeito que todos devem ter com relação à Justiça Eleitoral brasileira, se esta impunidade não receber uma reprimenda eficaz e imediata, os doutos magistrados e membros dos Tribunais Regionais e do Tribunal Superior Eleitoral não poderão negar a todos os demais envolvidos na disputa eleitoral que tenham o mesmo direito, até mesmo por paradigma com o sr. presidente, a total impunidade de seus crimes, que proporcionalmente são inferiores e menos nocivos do que os que estão sendo cometidos por todos aqueles que decidiram que Dilma deve ser eleita "custe o que custar". Ou o Poder Judiciário, personificado na Justiça Eleitoral, toma uma medida eficaz e imediata para fazer cessar a ilegalidade que impera neste país, ou vai arcar com as consequências de sua omissão. E quem perde com isso, novamente, é o cidadão brasileiro, que não tem a liberdade de analisar e poder votar no melhor candidato, porque "um candidato pronto e acabado", como é o caso de Dilma, está-lhe sendo enfiado "goela abaixo". Não tenho preferência por nenhum candidato, apenas como operador do Direito, não me posso calar diante deste golpe contra a democracia de nosso sofrido país. Além disso, foram ceifadas tantas vidas preciosas ao longo do tempo para que o Brasil fosse um Estado De Direito que não é lídimo permitirmos, sem no mínimo manifestar a indignidade, observar que nosso país caminha politicamente para uma espécie de Venezuela um pouco pior. Que os cidadãos de nosso país observem com sua inteligência tudo o que vem ocorrendo e não se deixem levar pela falsa sedução, e quem sabe, com a derrota de tais políticos sem o mínimo de respeito, finalmente a realidade eleitoral brasileira se torne outra.

Cláudio Guimarães, professordedireito@gmail.com

Ponta Grossa (PR)

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BRASIL E O FUTURO

Por mais pessimistas que sejamos quanto ao nosso futuro, temos de acreditar que o Brasil está num processo, lento, é verdade, rumo a um venturoso desenvolvimento sustentado. Os problemas atuais, que não são poucos, creio que fazem parte daqueles que, por exemplo, os adolescentes têm quando se aproximam da fase adulta. Corrupção, violência e distanciamento socioeconômico de nosso povo são as ''espinhas'' características da transição entre a infância e a maturidade, que todos atravessamos. Uma nação jovem e pujante como a nossa não pode deixar de ter tais percalços, como estamos tendo. Mas desencorajar, jamais.

José de Anchieta Nobre de Almeida josedalmeida@globo.com

Rio de Janeiro

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7 DE SETEMBRO

Aproxima-se o dia 7 de setembro. Festa e feriado nacional para comemorar os 188 anos da suposta e hipotética Independência do Brasil. Na época o episódio não passou de uma briga de família, que só terminou com quartelada do marechal Deodoro da Fonseca, proclamando a vergonhosa, nefasta e corrupta República, na qual vivemos até hoje. Mas tudo bem! Vamos aos festejos. A parada tradicional das Forças Armadas terá em seu palanque de honra a ex-terrorista Dilma Rosseff, que, pelo andar da carruagem, terá aos seus pés esses mesmos militares batendo continência e fazendo sala para Sua Excelência o comandante-geral. Se houver veículos motorizados no desfile, terão de trafegar no máximo um quilômetro, pois, apesar de a Petrobrás estar jorrando trilhões de barris de petróleo por dia, falta combustível para os sucatados carros de combate. Aviões? Só se for os que restaram da 2.ª Guerra Mundial. E se conseguirem voar! E vamo-nos preparar... Pois nos próximos desfiles de 7 de Setembro teremos tropas do MST, das Farc e dos ditadores Hugo Chávez e irmãos Castro. Todos financiados pelo nosso BNDES! É difícil creditar que o Brasil tenha virado esse rastro de poeira misturada de imundície e palhaçadas!

Roberto Stavale bobstal@dglnet.com.br

São Paulo

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DEMOCRACIA SUJA

Nunca antes neste país tivemos eleições (vamos ter) tão sujas, manipuladas, compradas, assediadas, etc., etc. O Lulla e o poste Dillma montam a maior trapaça e depois de descobertos nunca sabem de nada, é sempre o mesmo blá-blá-blá. E ainda falam em processar quem descobriu a trama, isso é coisa de guerrilha.

PS.: Aqui, no interior paulista, onde a terra é a mais cara do Brasil e onde mais o MST invade, o Lullinha é conhecido como o novo Rei do Gado. Quero saber como ficar milionário em pouco tempo.

Lauro José De Oliveira Leite oliveiraleite2008@hotmail.com

Ourinhos

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QUAIS OS MOTIVOS?

José Serra não vem fazendo absolutamente nada que implique o risco de ganhar a eleição. Ele foge de qualquer coisa que aumente suas chances de ser eleito, mesmo que seja em 0,000000001%.

Ele e o PSDB estão jogando na certeza absoluta, e tiveram sucesso! Jogaram fora uma vitória praticamente certa. Os motivos só eles sabem, as consequências todos sofreremos.

Mario Silvio Nusbaum mario_silvio@hotmail.com

São Paulo

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O ESTADISTA TIRIRICA

O candidato Tiririca tem a oportunidade de se tornar um grande estadista. Explico: basta que ele continue com sua campanha escrachada, impensável num país sério, e provavelmente ser eleito. Em seguida, vir a público e renunciar ao seu mandato e, com isso, deixar claro que o nosso processo eleitoral é uma palhaçada. Assim como ele, que é um palhaço autêntico, outros candidatos malandros e despreparados vão se eleger à custa de compra de votos e da falta de esclarecimento de seu público eleitor, com o destaque maior para a sra. Dilma, que nem sabe se expressar direito e coloca suas ambições pessoais acima das necessidades de nosso país.

Antonio P. Serra apserra@uol.com.br

Santana de Parnaiba

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ATESTADO DE INCOMPETÊNCIA

Ao falar das propostas, do programa da candidata Dilma, Luiz Inácio não faz outra coisa senão passar um atestado de incompetência para si próprio: afinal, se ela precisa fazer tantas coisa, como diz, é porque ele, que teve tempo suficiente para isso, não fez (e parece que nem pretendeu fazer). Há quase oito anos ele cogitou de reformas estruturais - eleitoral, tributária, dentre outras -, porém nada propôs que mudasse aquilo que disse que herdou. Ao revés, os lucros dos bancos passaram a ser cada vez maiores (astronômicos, segundo as notícias sobre os balanços semestrais e anuais). E é notório que a tributação, que está atingindo o patamar dos 45%, tomou caráter extorsivo. Quem vem perdendo, pois, é o trabalhador, que está obrigado a sustentar essa situação. Por um Brasil melhor, cabe (sempre coube) aos cidadãos tomar atitudes: foi o que ocorreu, no âmbito eleitoral, com a Lei da Ficha Limpa. Foi o povo eleitor que se movimentou e exigiu moralidade e decência para os futuros integrantes do Poder Legislativo. Esse, a duras penas e muita resistência, é o começo para eleger apenas candidatos com reputação ilibada.

Pedro Luís de Campos Vergueiro, pedrover@matrix.com.br

São Paulo

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O ÚNICO PRESO

Mantida condenação do ex-juiz Rocha Mattos, pelo STF. É o eterno boi de piranha da Justiça brasileira. Rocha Mattos e sua esposa, provavelmente, são a maior ameaça ao governo Lula, é só desengavetar as fitas, que estavam em poder do casal, para que o Brasil tenha um novo impeachment. Lula se tornaria um lame duck (pato manco).

José Francisco Peres França josefranciscof@uol.com.br

Espírito Santo do Pinhal

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DILMA. O IRÃ E FUKUYAMA

O autor nipo-americano execrado por muitos sobre o fim da História, segundo entendemos, não errou na análise. Fê-lo quanto ao tempo.

Há uma perfeita conexão entre a situação política nacional e a global.

Aqui, a mentira, a desfaçatez e a dissimulação vão eleger a candidata do governo, a despeito da sordidez quanto à quebra do sigilo de membros dessa anódina oposição.

No plano global, configura-se o impasse nas conversações palestino-israelenses. Em Gaza, 13 grupos extremistas vão fustigar Israel, sob o manto protetor do Irã, que prega ostensivamente a destruição dos judeus.

O vaticínio é fácil: Israel vai bombardear as instalações nucleares iranianas e o mundo certamente lançará toda a culpa sobre os judeus.

O próximo governo stalino-coronelo-petista em urdidura com Chávez, Rússia e China e demais nações (ONU) marchará contra aquela nação, saída dos escombros do holocausto.

Fukuyama ainda será reconhecido. O fim da História, como conhecemos, aproxima-se de seu clímax.

James Carvalho Martins jamesc@gmail.com

São Caetano do Sul

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COMO PERDER UMA ELEIÇÃO

Comece por um partido elitista, descompromissado e com membros de alta plumagem narcisista, egocêntricos manipuladores, capazes de às vésperas de um pleito da maior importância dar declarações implosivas (vide FHC na campanha Alckmin para presidente, antecipando sua derrota, e agora com Serra, quando já em março punha em dúvida sua candidatura).

Junte a atitude do colecionador de rainhas da beleza, que como um bom garoto mimado proclamou: a bola é minha, se eu não jogo, ninguém joga.

Tempere com a incapacidade e a falta de coragem de fazer o seu papel, entenda-se oposição.

Junte a incrível predisposição para efetuar acordos sorrateiros, dignos de inveja até de um especialista como o PMDB.

Adicione uma pitada de total abandono àqueles que mesmo em vantagem são esquecidos.

Isto posto, além de mais uma eleição perdida, teremos, o que é pior , um novo Pitta na Presidência, fabricado, impingido, dirigido e certamente mal digerido

Renato Queiroz Telles Arruda renato@rigelmoveis.com.br

São Paulo

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ALÉM DO RAZOÁVEL

Pelos últimos pronunciamentos de Dilma Rousseff, tendo em conta as últimas pesquisas Datafolha, concluo que o brasileiro, tendo maior poder de compra e crédito farto, opta pela continuidade do governo Lula. Então, concluo também, como decorrência da primeira conclusão, que a ética e a moralidade pública podem ir para o espaço - desde que o bolso esteja cheio e o crédito, disponibilíssimo!

É ilusão passageira de gente ignara! É o retorno com nova fantasia do ''rouba, mas faz''?

Seria bom lembrar que o crescimento do Brasil em termos econômico-financeiros teve como ponto de partida o controle da inflação, que ocorreu no governo

Fernando Henrique Cardoso, um grande intelectual, um estadista razoável.

Isso 15 anos atrás, portanto, bem antes do ufanismo egocêntrico de Lula e sua equipe, incluindo Dilma.

Confesso que minha vida profissional e financeira não mudará, qualquer que seja o candidato vencedor, no entanto, julgo imbatível a tese de que

Serra é mais experiente e mais preparado para o cargo máximo da Nação.

Se tivéssemos o parlamentarismo, com acreditava um dos maiores estadistas que tivemos, Franco Montoro, a situação seria outra e o autoendeusamento dos presidentes da República, como sói acontecer no presidencialismo, bem como as políticas demagógicas (construção do estádio do Corinthians para a Copa 2014, os assistencialismo financeiros, etc.) seriam substituídos, no parlamentarismo, por políticas públicas mais ''pé no chão'', vale dizer, mais consentâneas com as realidades fáticas.

Posso estar concluindo errado, mas tudo indica que a falta de bom senso e do ufanismo ''dilmista/lulista'' dos eleitores brasileiros extrapolou os limites

do razoável.

Wander Cortezzi w.cortezzi@uol.com.br

São José do Rio Preto

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DANÇA DA TEMPESTADE

De acordo com análise dos diretores do Datafolha, só uma tempestade pode mudar a maré de bonança de Dilma. Pois bem, tendo em vista os escabrosos fatos políticos revelados pela imprensa nas últimas semanas, não é difícil concluir que, tal como algumas tribos indígenas, os atuais aloprados petistas - dentre eles o contador Antonio Carlos Atella Ferreira, filiado ao PT de Mauá, no ABC paulista, que usou uma procuração falsa para quebrar o sigilo fiscal de Verônica Serra, filha do candidato José Serra - estão prestes a produzir, através do seu destrambelhado e criminoso bailado, que poderia ser denominado de "dança da tempestade", um arrasador dilúvio que certamente borrará a artificiosa maquiagem de Dilma Rousseff e não deixará pedra sobre pedra na campanha da candidata do presidente Lula.

Que José Serra e o seu partido, o PSDB, tenham o bom senso de preparar uma segura e eficiente arca para navegar em águas tempestuosas.

Túllio Marco Soares Carvalho

Belo Horizonte

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VOTO NULO

Anulem o voto. Se a eleição tiver cinquenta e um por cento de votos nulos, ela também será anulada. Basta. Cansei de votar. Chega de fatiar ministérios, distribuir cargos e repartir verbas. É palhaçada, depois das eleições, ''inimigos ferrenhos'' se darem as mãos e só pensarem em ''arrumar o próprio lado''. É só verificar o aumento de patrimônio dos eleitos.

Ademir Relva Câmara arelvacamara@uol.com.br

São Paulo

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DATAFOLHA

Sexta-feira, 3/9, fui entrevistado por uma representante do Datafolha, a qual me fez questionamentos acerca de poder aquisitivo e afins. Porém, em plena véspera de divulgação de nova pesquisa eleitoral, a tal entrevistadora não me fez NENHUMA pergunta sobre eleições, nada, zero. Pergunto: é correto isso?

Liguei no 0800 do Datafolha, número obtido no cartão que recebi da tal entrevistadora, relatei o fato e soube que isso não é o procedimento correto da instituição, que tal fato seria relatado a um supervisor. Diante disso, fica a dúvida: entrevistar x pessoas com assuntos infensos às eleições já basta para indicar ganho de votos?

Sandro H. Mariano s.h.mariano@bol.com.br

São Paulo

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CAMPANHA ELEITORAL

Somente um partido verdadeiramente social-democrata poderá enfrentar o PT nas urnas. Lamentavelmente, o PSDB, indigente ideológico, de social-democrata só tem o nome. Sua campanha choramingão e toques da vida familiar de seu candidato à Presidência pouco efeito têm na escolha dos eleitores. E aqueles que se sentem desconfortáveis com mais oito anos de governo petista se lembrem de que a reeleição do presidente foi uma ''conquista'' dos peessedebistas (não quero ofender a bela ave brasileira chamando político de tucano).

Tibor Rabóczkay trabocka@hotmail.com

São Paulo

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PTs

O eleitorado da candidata Dilma não está distinguindo de qual PT ela faz parte. O PT do senhor Lula é o que fez a política de apadrinhamentos, distribuições de cargos, criação de Ministérios vários, disseminação de bandalheiras das quais todos temos ciência. O PT da senhora citada é aquele oriundo das agremiações, se assim podem ser tratadas, Colina e VAR-Palmares. O objetivo é outro. O ideal de governo é aquele controlador de tudo e de todos. O cartão de visitas foi apresentado com as quebras de sigilo fiscal. Amostra grátis do que nos espera se as pessoas que têm a capacidade de colocar um freio não o fizerem. O criador não conhece a criatura.

Antonio Fernando Ferreira rdseg@terra.com.br

São Paulo

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VOVÓ DILMA

Noticia publicada no Estadão de 3/9 (A8), sob o título ''Nascimento de neto é tratado como trunfo'', diz que o marqueteiro João Santana já estaria a postos para gravar a cena da candidata vovó, em Porto Alegre, para mostrar as imagens na propaganda eleitoral de Dilma segurando o neto, para dar um xeque-mate no candidato adversário. É o chamado ''fator vovó''.

Caramba! VÃO USAR UM RECÉM-NASCIDO PARA FAZER PROPAGANDA ELEITORAL! Isso é uso e abuso de incapaz com fins escusos. Essa gente é capaz de tudo e muito mais. Se Deus continua sendo brasileiro, seria bom que nos ajudasse daqui pra frente.

Alvaro Salvi alvarosalvi@yahoo.com

Santo André

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FALSA DEMOCRACIA

Cansei de escutar asneiras desta pobre campanha eleitoral. Precipitei umas ferias e fui visitar meu filho em Currumbin Creek Valley, Queensland, Austrália. Logo após desembarcar no Aeroporto de Coollangata, junto à esteira esperando a bagagem, escuto em bom português, de um sério senhor: ''Sossegue, por aqui, além de tudo lindo, não escutará nada sobre Lula.''

De alguma forma, nem todos nós, brasileiros, concordamos com a falsa democracia instalada no Brasil.

Francisco Jose Sidoti fransidoti@terra.com.br

São Paulo

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QUE BRASIL É ESSE?

Dilma, a ex-mãe do falido PAC, agora diz que é mãe do Brasil. Nesse caso, o Lula, que foi filho do Brasil e da Glória Pires naquele

filme que ninguém viu, fica sendo neto da Dilma, além de já ser meio-irmão da Cléo Pires que, convenhamos, é quem de fato sabe como promover o verdadeiro espetáculo de crescimento ''nestepaís''.

E a parentalha fica ainda mais bizarra quando se infere que Dilma, em sendo avó do Lula, é também a cria do próprio neto.

Mas que Brasil é esse de quem tanto falam? Certamente não é nenhum dos dois que eu conheço.

O primeiro foi o grande palhaço Torresmo ou Brasil, como foi batizado.

O segundo tem outra profissão, mas acha que vive sendo feito de palhaço. Nunca esteve com Glória Pires, nega a paternidade de Lula com a veemência de um Alencar e fica tiririca (furioso) quando alguém diz que ele é filho da... Dilma ou... Ah! Deixa pra lá.

Stanislaw Cordeiro ratles2@hotmail.com

São Paulo

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GENEALOGIA

Lulla, filho do Brasil.

Dilma, mãe do PAC.

Michel Temer, fruto do incesto.

A. Fernandes standyball@hotmail.com

São Paulo

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OS FACTÓIDES

A afirmação da "mãe" do PAC (ou emPACado?) de que tucano lança factoide todo dia é, no mínimo, cínica e desmerece a inteligência do povo. Afinal de contas, quem é que é mestre na arte da confecção de dossiês, digo "banco de dados", na versão da candidata? Quem foi que expôs, de forma ignominiosa, a vida particular de um simples caseiro para tentar desqualificar seu depoimento sobre os frequentadores da "casa da luz vermelha" de Brasília? Foi algum tucano ou foram aqueles que são muito bons unicamente nesse tipo de trabalho rasteiro e sujo? Onde foi engendrado o "banco de dados" contra FHC e dona Ruth Cardoso, já falecida, quando do caso da divulgação da farra dos cartões corporativos? Ou de onde saiu o dinheiro para pagar o dossiê contra o tucano para favorecer o senador Mercadante, quando candidato a governador, na última eleição, quando mais um peão caiu (Hamilton Lacerda, que levava a mala $$$ ), sem que a Polícia Federal chegasse a alguma conclusão?

No xadrez (o jogo) os peões servem para blindar e proteger as peças principais. Alguma surpresa no ''factoide" atual?

Faltando, menos de um mês para o primeiro turno, não nos iludamos com muitas mais baixarias, sendo lançadas para minar a concorrência - porque em matéria de baixaria elles são muito bons. Seria medo? Dá até a impressão de que os dados das pesquisas estão sendo manipulados, e muito!

Ou estaríamos enganados?

Aparecida Dileide Gaziolla rubishara@uol.com.br

São Bernardo do Campo

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PESQUISAS E CREDIBILIDADE

A Dilma aparece crescendo nas pesquisas porque os municípios pesquisados são previamente escolhidos para resultarem em números maiores para o PT, pois são justamente onde ficam os seus principais currais eleitorais. É uma vergonha o ponto aonde chegamos.

Aliás, qual a credibilidade que tem uma investigação para apurar os malfeitos da corja da Dilma, se todos os órgãos oficiais estão minados pelo PT? E o interesse eleitoreiro fala mais alto.

Luiz Fernando Kastrup duasancoras@uol.com.br

São Paulo

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AÇÕES & REAÇÕES

Diante da devassa de que sigilos fiscais foram violados e o surgimento de suspeitos, o PT virou fera, protestou, isentou-se, acusou o PSDB e entregou para a Polícia Federal investigar. Em paralelo, com o surgimento de um dos suspeitos ser vinculado ao PV, a candidata Marina Silva assumiu o compromisso de o próprio partido investigar. Portanto, são duas reações totalmente opostas - quando se tem culpa, revolta-se; quando a consciência está tranquila, investiga-se. Assim é a reação de pessoas de bom senso e não consigo entender como dona Marina Silva ainda tem seu cordão umbilical preso ao PT, quando suas reações são totalmente diferentes e civilizadas.

João Roberto Gullino jrgullino@oi.com.br

Petrópolis, RJ

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O PT QUER A GUERRA

No ritmo alucinado do "já ganhou", o apedeuta segue, transtornado, a "peitar" o mundo. "Cadê o sigilo?", pergunta, esbaforido. Embevecido pela massa, alucinado pela farra, tal drogado pela dose, já não mede palavras, como não mediu atos. O estado de falência moral e política do País atingiu o solo, a lama.

A reação alucinada à onda de revolta manifestada pela sociedade sadia contra a prática de crime gravíssimo e inconcebível que o partidão, ou seu marqueteiro, considera pouco, demonstra o degrau que se formou entre o golpe insistente da máquina assacadora contra a sociedade e seus valores, garantidos pela Constituição. O País está à beira de uma guerra social, moral, econômica e racista, com todas as justificativas que poderiam ter sido imaginadas, elevadas ao máximo da tolerância que qualquer democracia ou, a vergonha na cara, poderiam suportar. Às armas!

Ronaldo Parisi rparisi@uol.com.br

São Paulo

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MAIS E MAIS DO MESMO

Não dá para entender! Se no começo do ano Serra disse a Lula que estava havendo uma ''armação'' em termos de supostas violações de sigilo, como é que só agora isso vem à tona? Por que é que a turma do PSDB só veio falar isso agora? Não dá para entender!

O mesmo aconteceu quando do escândalo do mensalão. O então governador de Goiás, Marconi Perillo, também disse a Lula, muito tempos antes, e só muito, mas muito tempo depois o caso explodiu. Nesses dois exemplos a única certeza é que ambos os lados são farinha do mesmo saco.

José Piacsek Neto, bubapiacsek@yahoo.com.br

Avanhandava

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VOTO ELETRÔNICO NA ERA LULLISTA

Alguém dúvida de que algum tempo após as eleições os brasileiros assistirão na televisão ao descobrimento de milhares de urnas eletrônicas que foram violadas por novos "aloprados" petistas? E que superiores desses violadores virão a público dizer que isso não teve motivação política, foi só curiosidade? Quem viver verá.

Maria Regina Scholz m.regina_22@yahoo.com.br

São Paulo

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ELEIÇÕES PRESIDENCIAIS

Com a provável eleição da candidata oficial à Presidência, com o gangsterismo instalado nos porões do Estado e seu aparelhamento político-partidário, recordo a carta encíclica do papa Pio XI, em 1937, ao fazer a condenação expressa e formal dos rumos do nacional-socialismo alemão: ''Mit brennender Sorge'', ou seja, traduzindo, "Com profunda preocupação".

José Erasmo Negrão Peixoto jenp@bitweb.com.br

Tatuí

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MENTIRAS NO GRITO

Primeiro foi o caso Francenildo. Depois foi a quebra de sigilo para montar um dossiê contra o Serra. Agora a quebra do sigilo de vários líderes do PSDB e da filha de José Serra. No início o PT negou tudo, depois Lula mesmo chamou os petistas que tentaram montar o dossiê de ''aloprados''. Agora, Lula começa acusando ''bandidos'', para desviar a atenção dos verdadeiros culpados. E, finalmente, quando é revelado que o contador Antonio Carlos Atella Ferreira, o que usou procuração falsa para obter dados sigilosos da filha de Serra, era filiado ao PT, Lula sai perguntando: ''Cadê o sigilo, que não aparece?'' E afirmando que ''tudo é mentira da campanha do Serra''. Tenta abafar o escândalo no grito. Cuidado. Os petistas usam de todas as artimanhas para conseguirem se manter no poder. Para eles, os fins sempre justificam os meios, mesmo que seja com mentiras deslavadas. Caso tudo não seja devidamente esclarecido, desde o caso envolvendo Antônio Palocci e as demais quebras ilegais de sigilo, é muito provável que se venha a cumprir a profecia de José Serra: no futuro, seremos todos ''Francenildos'', acuados diante dos abusos constantes do governo petista para não ''largar o osso'' e o controle das boquinhas da Viúva. Vamos acordar antes que seja tarde!

Silvano Corrêa scorrea@uol.com.br

São Paulo

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O SIGILO É UM DETALHE

Um presidente que rasga a Constituição para eleger sua candidata, zomba do Judiciário, faz parte do partido que tem tentáculos em toda a máquina pública, ainda se diz perplexo com a quebra de sigilo de vários integrantes do PSDB e familiares (o que foi divulgado, lógico) e tem a aprovação de 80% da população, nos dá a certeza de que o crime menor é a quebra de sigilo na Receita Federal. Imaginem o resto...

Luiz Ress Erdei

Osasco

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HOLOCAUSTO

Não sei por que tanta celeuma em torno da declaração de Imposto de Renda da filha do Serra. Ofereço a minha em nova espécie de holocausto: um apartamento de 70 metros quadrados do BNH, pago em 20 anos, e um carro popular - meu patrimônio após 46 anos de trabalho como jornalista, além de aposentadoria pelo INSS. Ah, tem também uma pensão mensal da Comissão de Anistia, concedida oficialmente, mas ainda não paga. Será que foi parar no TCU?

José Flávio Tiné

São Paulo

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A VACA VAI PRO BREJO

Com a quebra do sigilo bancário da filha de José Serra, tucanos começam sair da moita... Por que não saíram antes para apoiá-lo? Mais um pouquinho e a vaca vai pro brejo.

Virgílio Melhado Passoni mmpassoni@gmail.com

Praia Grande

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RECEITAGATE

Com o vazamento do sigilo fiscal de centenas de contribuintes brasileiros, incluindo tucanos e a filha do candidato do PSDB a presidente, José Serra, a imprensa tratou extensivamente do assunto. Tudo considerado, nada teve efeito até o momento nas taxas de intenção de voto devido à complexidade do escândalo. Se pessoas instruídas que pagam impostos sabem muito bem o que é ter a vida devassada pela Receita Federal, a legião de milhares de beneficiados do Bolsa-Família nem sequer sabe o que é Imposto de Renda. E Serra tenta buscar, ante os fatos, uma unidade sobre o perigo a que todos estariam expostos num governo Dilma. É um apelo de alto risco que talvez funcione ou represente um passo rumo à cova rasa que cabe à oposição perante o atual latifúndio do lulismo.

Carlos Iunes carlosiunes@bol.com.br

São Paulo

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ESSE TAL DE SIGILO

O presidente perguntou: "Cadê esse tal de sigilo, que até agora não apareceu?" Respondo: esse tal de sigilo é o mesmo que aloprados deixaram todo quebrado no caso do Francenildo. Só que, mesmo nada acontecendo com o Palocci, o sigilo conseguiu se recuperar e, pelo visto, levou outra surra daquelas, aparecendo todo quebrado de novo.

Paulo Braun paulobraun01@gmail.com

São Paulo

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MILHÕES DE FRANCENILDOS

Prezada Dora Kramer, como leitora assídua de seus brilhantes artigos, envio-lhe publicação de meu comentário ao artigo do igualmente brilhante Demétrio Magnoli, datado de 3 setembro de 2009, ''Milhões de Francenildos''.

Coincidente e exatamente um ano após, 3 setembro 2010, o candidato Serra referiu-se ao caso em epígrafe. Ouso, não como publicitária, que não o sou, e sim como cidadã, sugerir ao candidato que traga à tona não somente o assunto do caseiro, como também o próprio, para que possamos saber em que resultou tamanha violação de direitos, tamanha ilegalidade, tamanha ilegitimidade, tamanha injustiça. Aliás, já sabemos no que deu: DEU EM NADA!!! (Como sempre, para o indefeso caseiro.)

E, pasme, apenas e tão somente um ano decorrido não se fala mais nisso; decididamente, a memória do brasileiro está cada vez mais curta.

Agora temos a violação do sigilo fiscal da filha do candidato Serra; acho que já assisti a esse filme.

Penso que a oposição está cada dia se opondo menos às irregularidades cometidas pelo governo; foge ao nosso entendimento tamanha fragilidade: o porquê de não terem trazido à tona o caso Celso Daniel, o mensalão e outros tantos que vêm ocorrendo e nós, a população, aceitando como se normais fossem.

A mídia escrita tem feito seu dever de casa; mas, e nós, a população? Será que nos contentamos com futebol, carnaval e cachaça? Esquecemos o verdadeiro sentido de dignidade?

Eu e meus filhos, decididamente, não; mas nem sabemos por onde e como começar: onde está o nó de tudo, quando foi dado este nó sem que tenhamos apercebido?

Marisa Cardamone

São Paulo

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DESESPERO

A capital paulista foi a sede de uma reunião convocada às pressas pelas direções dos partidos integrantes da coligação do candidato Serra. O objetivo da reunião foi a discussão de como aproveitar eleitoralmente a situação criada pelas denúncias de quebra do sigilo fiscal de algumas pessoas ligadas à oposição. Este é um fato sintomático. E não se pode omitir que esse procedimento irregular, a quebra do sigilo, atingiu também muitos outros contribuintes, inclusive empresários e artistas. A atitude dos correligionários do Serra pode ser considerada mesmo um desespero, pois as pesquisas de diferentes órgãos especializados mostram que a candidata da situação tem tudo para definir a eleição no primeiro turno. E ao contrário de debaterem um programa de governo, se é que existe, preferem apelar para tentar confundir o eleitorado. Não se pode aceitar nenhuma irregularidade no serviço público, principalmente a quebra de sigilo em qualquer assunto, mas usar o fato eleitoralmente é uma demonstração de muita incompetência e oportunismo.

Uriel Villas Boas urielvillasboas@yahoo.com.br

São Paulo

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NÃO DÁ MAIS

Agora que já há provas de que os "contadores" que quebraram o sigilo da filha de Serra trabalhavam para o PT, está mais do que na hora de Serra cumprir o dever cívico de revelar ao grande público o passado controverso da candidata forjada de Lula, já mostrado pela revista Época. Não revelar seria crime contra a democracia, e a maior imoralidade já cometida no País. Não dá mais pra segurar, explode coração!

Gilberto Dib

São Paulo

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VISÃO SIMPLISTA

Segundo o ministro da Fazenda, Guido Mantega, não há sistema inviolável e o que aconteceu na Receita foi normal. Normal porque foi acessado por gente filiada ao PT. O contribuinte bem que merecia uma explicação mais razoável e convincente, tendo em vista a responsabilidade e seriedade que o caso requer. O eleitor já imaginou, se o candidato da oposição estivesse na frente nas pesquisas, o que estaria ocorrendo nesse país? Sejamos francos, se o presidente Lula ostenta 80% de popularidade é sinal de que quem o apoia legitima suas práticas, parodiando Tutty Vasques, não se fala mais nisso. Afinal, quem reclama tem dor de cotovelo, na visão simplista de Lula, acostumado a minimizar fatos que mereceriam investigação em qualquer governo sério. Brasil, um país de tolos!

Izabel Avallone izabelavallone@yahoo.com.br

São Paulo

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AS URNAS ELETRÔNICAS

Com certeza as declarações do ministro da Fazenda Guido Mantega, admitindo que o sistema da Receita Federal é vulnerável, deixou o eleitor mais cabreiro com os resultados que vão sair das urnas eletrônicas programadas para as eleições de outubro. Depois das palavras do ministro, ficou difícil acreditar na veracidade dos resultados apresentados pelo nosso Sistema Eleitoral. Acorda, eleitor.

Leônidas Marques leo_vr@terra.com.br

Volta Redonda (RJ)

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MANTEGA X MENSALÃO

Como leitor assíduo do Estadão há muito tempo, esta é a primeira vez que escrevo ao Fórum. Tenho por hábito sempre ler as cartas dos leitores e acredito refletirem com bastante fidelidade o que se passa na cabeça deles nestes tempos difíceis de campanha eleitoral. Meu objetivo hoje é comentar a matéria da página A8 do jornal de 4 de setembro: ''Número de vítimas é ''muito maior'', diz Mantega''.

Nada mais parecido com a justificativa de Lula quando do mensalão: ''Caixa 2 ou "recursos não contabilizados" todo mundo faz." Agora é só esperar que as investigações prossigam e cheguem a alguma conclusão mais ou menos óbvia para ouvirmos donaa "Dilm(a)ula" afirmar categoricamente (como, aliás, já vem insinuando), que "não sabia de nada". O grande mestre está, cada vez mais, fazendo escola. E da pior espécie...

Flavio J. Weizenmann weiz@uol.com.br

Cotia

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TUDO RESOLVIDO

È impressionante a eficiência de nosso governo em resolver assuntos complexos. O nosso ministro da Fazenda, com a postura de um grande líder, apresenta-se na televisão para informar que as quebras de sigilo não se limitam àquelas anunciadas pela imprensa. Existem muito outras e a quebra de sigilo é uma atividade corriqueira na Fazenda. E pronto, após essa declaração, os líderes do PSDB e o José Serra já podem respirar aliviados.

Flavio Bassi flavio-bassi@uol.com.br

São Paulo

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MODUS OPERANDI PETISTA

Assim, de memória: caso Waldomiro Diniz, mensalão, aloprados, violação de sigilo bancário do caseiro Francenildo na Caixa Econômica, Coaf que não funcionava contra os mensaleiros, empréstimos seletivos do BNDES com dinheiro público, criatividade contábeis entre empresas estatais para apresentar números favoráveis, dentre outras malfeitorias, ousadias e sem-vergonhices. E agora essa escandalosa, odiosa e insuportável violação de sigilos fiscais na Receita Federal. Penso que o eleitor pode alegar ignorância de muita coisa, menos que desconhece o ''modus operandi'' usado ao longo desses quase oito anos de governo petista. Também não pode desconhecer que ele, eleitor, tem trabalhado cinco meses por ano para pagar tributos para o governo petista gerenciar.

Joel Samways Neto joelsamways@uol.com.br

Curitiba

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MANTEGA

O sr. Mantega provavelmente deve ser chefe de uma espelunca. Ele diz ser tão normal os barnabés que ele comanda - Receita, Fazenda e outras instâncias - adentrarem a vida dos cidadãos, e que sempre há uma apuração (gostaria de saber se alguém já foi pra rua sem nenhum direito e processado); com uma normalidade espantosa.

Realmente, aquilo lá é uma esbornia e nós pagamos impostos na República de bananas.

Ailton Dias Pereira ailton7@ig.com.br

Ribeirão Preto

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COINCIDÊNCIA?

O ministro da Fazenda, sr. Mantega, para justificar o injustificável, confirma que vazamentos da Receita Federal sempre ocorreram, o que é por demais lamentável. Mas por que sempre nas mãos dos PeTralhas e próximos de eleições? É mera coincidência...

M. Teresa Amaral mteresa0409@estadao.com.br

São Paulo

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SISTEMAS VIOLÁVEIS

O ministro Mantega declara que não há sistema inviolável. Além da quebra de sigilo, será que essa afirmação de Mantega também é válida para as urnas eletrônicas, os sorteios da loteria, os censos, as pesquisas eleitorais, etc.? Será que o Brasil da atualidade está respaldado somente em mentiras e manipulações?

David Neto drdavidneto@uol.com.br

São Paulo

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DESINTERESSE...

Os atuais governantes do País, Dilma e a turma do PT, ao declararem que não têm nenhum interesse nas declarações de renda dos membros do PSDB, ou são uns idiotas ou pensam que dirigem um povo ingênuo. Quem sabe eles acreditam que nós acreditamos no Papai Noel?

Ronald Martins da Cunha ronald.cunha@netsite.com.br

Monte Santo de Minas (MG)

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PARTIDO DOS TAPEADORES

Diante de Francenildos, mensalões, dossiês, o PT nos ''ensina'': não sei de nada.

O Brasil só cresce à custa de nossos recursos naturais gentis. Já a confiança entre cidadãos se deteriora com o cinismo institucionalizado.

O PT é, na prática, antissocial.

Rodolfo Vertamatti rod_v_e@hotmail.com

São Bernardo do Campo

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INSEGURANÇA TOTAL

Preocupantes essas violações de sigilo da Receita, vazamento do Enem, violações de sigilo bancário. Nenhum sistema ou banco de dados está totalmente imune a essas pessoas desprovidas de caráter, a toda hora o Estado de Direito é desrespeitado neste período pós-governo militar. Esta não era a democracia que esperávamos, em que há um grande desequilíbrio de Poderes, em que os mais poderosos esmagam os oponentes comum. Isto não é e nunca será uma democracia, pelo menos no meu modo de entender. É mesmo preocupante, pois, se são capazes de fazer essas barbaridades, por que não serão capazes de violar as urnas eletrônicas? Nada é seguro o suficiente para esse tipo de gente!

Jose Mendes, josemendesca@ig.com.br

Votorantim

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UM FENÔMENO NATURAL

As investigações em torno da quebra do sigilo fiscal de Verônica Serra continuam tomando rumo cada vez mais imoral, ou seja, com a já conhecida cara desse governo. Inicialmente apareceu o pau-mandado da Receita Federal mentindo na TV; no dia seguinte entrou em cena um contador sacramentando a mentira; no outro um office boy, cria do contador, mas que em seguida evaporou. O próximo artista desse circo mambembe será o gari da prefeitura de Mauá que achou e declaração perdida por Verônica numa rua de Santo André e que um vento sudeste a levou até Mauá. Assim teremos o caso defintivamente encerrado e o culpado, o VENTO, exemplarmente punido.

Humberto de Luna Freire Filho hlffilho@gmail.com

São Paulo

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"O RESPONSÁVEL PELA BANDIDAGEM"

A degradação moral e ética do povo brasileiro é, sem dúvida, a questão sociológica mais importante e preocupante da nossa atualidade. Os pais não educam mais os filhos dentro da retidão ética e moral como se fazia antigamente. Disso resulta, como exemplo, o que escreveu no Estadão uma empresária, no dia 21 de agosto ("Você sabe o que seus filhos andam fazendo?", A2), sobre a festa que seu filho adolescente fez em sua casa e as cenas de vandalismo e de total falta de moral e de bons costumes que seus convidados praticaram. Mas a culpa não é deles, mas, sim, dos pais, como bem escreveu Andréa Pacha no dia 3 de setembro último ("E os pais, o que andam fazendo por aí?"), na mesma página. Um outro exemplo da falta na transmissão de educação aos filhos veio do recente episódio do atropelamento e morte do filho da Cissa Guimarães. O pai, ao saber do ocorrido, ao invés de fazer o filho pagar pelo mal cometido, mais do que depressa foi tentar ocultar todas as provas do crime. E o resultado, pelo menos nesse caso, foi o tiro sair pela culatra, com o pai, o filho e o seu irmão sendo autuados exemplarmente.

Miguel Reale Júnior em seu artigo "Macunaímas" (4 de setembro de 2010, A2), resgata que o comportamento manifestamente constrangedor do nosso povo no plano moral vem de longa data e que no século 21 a situação "é ainda preocupante". Na verdade, devemos dizer que hoje é muito mais preocupante. Estamos assistindo a uma degradação moral e ética sem precedentes. Haja vista o comportamento condenável de nossos políticos: como diz Miguel Reale Júnior, para eles, "aos amigos tudo, aos inimigos a lei" é o lema que hoje está contundentemente sendo a nós mostrado todo dia na mídia. E ele cita o diálogo do nosso presidente, gravado pelo menino Leandro, do conjunto habitacional que o presidente e o governador Sérgio Cabral visitavam, como prova maior da lei do Gerson que orienta os nossos políticos. Mas eles veem do povo e este mesmo povo é que os elege e aprova as suas atitudes. Afinal, o nosso presidente tem a aprovação da maioria esmagadora dos brasileiros, apesar de toda a maracutaia que o governo central faz e que ele alega não saber. O mais recente episódio da quebra de sigilo da declaração de renda de cidadãos brasileiros para fins espúrios é outra prova contundente da degradação moral atingindo órgãos públicos que eram considerados exemplos de seriedade. E o secretário da Receita Federal, "se tivesse uma gota de vergonha (...), já teria se demitido", como diz o editorial do Estadão de 3/09, cujo título reproduzimos acima. Ao invés disso, ele se enreda cada vez mais na trama de mentira e, junto, também se enredam a candidata do PT e o nosso presidente. O chamamento final desse editorial ,"se quiser saber quem é o responsável último por essa degenerescência basta se olhar no espelho", apesar de muito contundente, infelizmente, não atingirá esse chefe supremo, pois ele não lê jornais, como é notório, ou, se excepcionalmente o ler ou chegar aos seus ouvidos por assessores (o que é difícil de crer), mais que depressa ele dará os ombros e dirá: o povo não tem capacidade de entender o que está acontecendo.

Nisso ele está realmente certo, pois, afinal, como cita Miguel Reale Júnior no seu artigo, dados do TSE mostram que mais de 58% dos eleitores brasileiros não conseguiram completar o ensino fundamental e, portanto, eles não têm capacidade de discernimento suficiente. Isso redime o povo, mas não a minoria dos privilegiados brasileiros que tiveram educação digna, mas ainda assim aprovam o nosso presidente e estão para eleger uma candidata cuja formação ética e moral não é menos condenável, a julgar pela sua vida pregressa.

Sizuo Matsuoka sizuo.matsuoka@gmail.com

Araras

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MACUNAÍMAS

O artigo deste sábado do professor dr. Miguel Reale Júnior no Estadão (A2) merece os devidos cumprimentos pela agudeza de seus termos, não só na comparação com os velhos tempos deste nosso país, como também com as situações atuais em que nos encontramos. Citar os ''macunaímas'' tupiniquins é por demais claro para mostrar o quanto de esperteza ronda a nossa pobre vida republicana. Parabéns ao douto mestre de nossa USP.

Waldir José Remedio wjremedio@ig.com.br

Araras

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TOMADA DO PODER

O mestre Miguel Reale Júnior nos brinda com um retrato fiel, do comportamento do brasileiro, em face da quase total imoralidade de nossos governantes: ele não se importa com princípios morais. Tenho repetido, inclusive aqui mesmo, desta tribuna, que a maioria do nosso povo prevarica e prevaricará se tiver oportunidade. Finaliza o professor que os políticos de bem devem ter a coragem de resistir à eventual tomada do poder pelos macunaímas do século 21. Neste ponto discordo, infelizmente, completamente dele: a tarefa será quase impossível, eles já estão no poder!!!

Eduardo Augusto de Campos Pires eacpires@terra.com.br

São Paulo

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CATARATA MENTAL

Oxalá o povo brasileiro tivesse 1% da lucidez do professor Miguel Reale Júnior.

Como sugestão, acrescentaria apenas que o Ministério da Saúde promovesse campanha urgente contra a ''catarata mental'' que assola o País, em nível superior à dengue.

Socorro!!!

José G Oliveira mandarino-oliveira@uol.com.br

Praia Grande

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COMO VOTO PARA SENADOR?

Na Estadão (3/9, A9) Eleições 2010 destaca-se no ''Para Entender'' que os eleitores devem votar em dois candidatos para senador. Não foi essa a resposta que obtive de uma funcionária da 258ª zona Eleitoral, quando perguntei se podia votar em um só senador e anular a segunda opção - respondeu-me que sim.

Disse-lhe que a propaganda do TSE não explica essa situação, confirmada por ela. Solicitei-lhe que recomendasse aos superiores uma divulgação da orientação - como votar.

Recordo que em 2002 também tínhamos dois candidatos e diziam que era obrigado a votar nos dois, caso contrário a votação para senador seria anulada. E, como hoje, não me agradavam as demais opções.

Creio também que outro fato que desagrada ao eleitor, pelo menos aqueles que querem um senado mais bem representado, é não saber quem é o suplente.

Alberto Bastos Cardoso de Carvalho albcc@ig.com.br

São Paulo

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ALERTA: O CÂNCER NAZISTA

O mais recente livro do economista alemão Thilo Sarrazin, membro do Partido Social Democrata, faz afirmações antissemitas e usa o termo ''gene judeu'' para definir a presença estrangeira em seu país (Estadão, 4/9, A16). Isto apenas evidencia aquilo que o mundo inteiro já sabe. Que o nazismo é como um câncer. Não há cura, apenas tratamento. E como a Alemanha parece ser incapaz de praticar um tratamento efetivo no combate ao ''gene do ódio'' - este, sim, deveria ser eliminado -, cabe ao mundo manter-se sempre alerta com o país germânico, a fim de evitar que essa assombração maldita ganhe forças novamente.

Sérgio Eckermann Passos sepassos@yahoo.com.br

Porto Feliz

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''CHACINA" EM FERIADO

Moro na Chácara Santo Antônio e toda véspera de feriadão cortam alguma árvore significativa aqui no bairro. Com certeza daqui a algum tempo logo estaremos sem nenhuma. Sábado, às 8h10 começaram já a ''chacina''. Estão até agora cortando (são 9h30). Estão cortando árvores dentro de uma escola infantil que fica na esquina das Ruas Antonio das Chagas e Francisco de Moraes. O que me deixa extremamente angustiada é que nesse lugar vive (bem , agora acho que vivia) uma família de saguis. Estou muito angustiada, a serra elétrica não para e não sei o que fazer. Peço que publiquem este desabafo, para que no futuro (ou pelo menos no próximo feriado) isso não ocorra. Nem fui até lá ver. Da minha janela vejo os homens em cima das árvores, não sei se eles têm licença ''para matar''. (Com certeza, têm.) Minha dor é muito grande. Enquanto os homens não se conscientizarem de que as árvores são seres vivos, o mundo não terá muita melhora de qualidade de vida. Que São Paulo possa sobreviver, apesar dessas pessoas!

Sônia Hutterer Teixeira psicologia.soniahut@gmail.com

São Paulo

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