Cartas - 06/12/2010

POLÍTICA ECONÔMICA

, O Estado de S.Paulo

06 Dezembro 2010 | 00h00

Fim do crédito fácil

Como as eleições já passaram, resta ao atual desgoverno, que se encerra dia 31, tapar, com urgência, os buracos ou crateras eleitorais abertas, antes que o mal seja maior. Gastou a rodo e sem controle. Liberou crédito à vontade e com prazos longos. Abusou do assistencialismo para vencer as eleições. E venceu. Agora, com uma só medida saneadora e extremamente necessária, enxuga o mercado financeiro em R$ 61 bilhões, para que a herança maldita que vai deixar à próxima presidente pareça menor, do tipo daquela que diz ter recebido do antecessor, mas com a qual, em oito anos, conseguiu fazer uma "festa" sem precedentes com o dinheiro público. Esperamos que nos próximos meses não venhamos a assistir a uma inadimplência generalizada, comprometendo ainda mais as contas internas e externas - o total das dívidas, somadas, já se aproxima dos R$ 2 trilhões. Aquela história de que nada devemos ao FMI, passada ao povo com fins eleitoreiros, até pareceu um feito importante, quando, na realidade, trocamos uma dívida externa a juros baixíssimos (mais variação do dólar, que foi negativa) por outra muito maior e a juros altíssimos, coisa de "experts" financeiros. Com o aumento do compulsório deverá ocorrer um elevação expressiva das taxas de juros para as pessoas físicas e jurídicas - sendo os juros que já pagamos os mais altos do mundo. Por analogia, é o mesmo que acontece com o preço dos combustíveis no País. Há mais de três anos dizem que somos autossuficientes em petróleo, além de jazidas encontradas pela Petrobrás, alardeadas pelo atual presidente, mais o etanol... No entanto, nossa gasolina e o etanol são os mais caros do mundo. Ao "cara" pouco interessa explicar, mesmo porque a eleição foi ganha. Será que a fase da mentira chegou ao fim? Falta pouco para o "cara" cair fora. Caberá ao novo governo tentar resolver tanto esses como muitos outros problemas que surgirão. Por isso é que a futura presidente já fala em novos impostos. Menos crédito, arrefecimento da economia e, por consequência, menor arrecadação de tributos. E cabe ao cidadão que votou e entrou na conversa do "cara" fazer uma simples reflexão, para avaliar e confirmar como foi enganado.

LUIZ DIAS

lfd.silva@uol.com.br

São Paulo

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E AGORA?

Um candidato a presidente mostrou o caminho: aumento elevado do salário mínimo, aumento de 10% para os aposentados. Duvidaram e ele deu a receita: basta cortar a máquina pública e as despesas desnecessárias do governo federal. Não acreditaram e foram iludidos pelo mestre do bordão fácil, o mesmo que passou longo tempo bradando: compre, compre, compre! O mesmo que escancarou as portas do crédito fácil, etc. e tal. Mas, como toda mentira tem pernas curtas, a conta apareceu. Para manter a máquina e as despesas elevadas do governo, alguém precisa pagar, senão o dragão da inflação volta e come todo mundo. A dona Dilma já falou que o aumento do salário mínimo vai ser mínimo mesmo e que os aposentados estão muito gordos, precisam de um regime alimentar, e por isso não vão ter aumento. Os juros, mesmo sem Henrique Meirelles, vão ter de subir mais um tanto. O crédito fácil acabou. Sem vendas as indústrias vão cortar o terceiro turno e parte do segundo, e o povão vai voltar a conviver com o desemprego e ver suas melhorias serem confiscadas por ordem judicial. Mas o "imperador popular do Brasil" vai continuar zanzando por aí e afirmando que no tempo dele não existia nada disso, o povo era feliz. E a dona Dilma que segure o rojão.

MAURÍCIO LIMA

mapeli@uol.com.br

São Paulo

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DE MÁ-FÉ

Como era verde o vale decantado por Dilma em sua campanha para a Presidência da República! Agora, antes mesmo de tomar posse, deixou cair a máscara das promessas mentirosas. O Banco Central vai arrochar o crédito para o infortunado consumidor, endurecendo os empréstimos a longo prazo, principalmente para aquisição de carros (as produtoras e montadoras aguentarão?). O arrocho nos empréstimos pelos bancos, com o aumento do compulsório, será de R$ 61 bilhões. E os infelizes aposentados? E os malfadados e ilusórios empréstimos consignados, tão alardeados, oferecidos e facilitados pelas entidades financeiras, com obtenção quase automática pela facilidade e segurança da cobrança, eis que as parcelas do principal e os juros são descontados em folha dos proventos e das pensões das entidades pagadoras? Esses empréstimos são tão bons para os credores que as operações dos consignados só terão aperto se forem superiores a 36 meses... É como diziam os latinos, "ex mala fide" - ou fulano procedeu de má-fé.

ANTONIO BRANDILEONE

abrandileone@uol.com.br

Assis

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SEM MENSALÃO NEM INFLAÇÃO

Na campanha eleitoral foi informado que vivo num país abençoado, que em nossos hospitais impecáveis acabaram as filas intermináveis e neste paraíso os pacientes são recebidos com um sorriso. Acabei sabendo que não há corrupção e nunca existiu o mensalão. Soube que numa operação espetacular o governo achou dinheiro no fundo do mar e que essa grande novidade nasceu de uma inovação na contabilidade. Parece que com uma canetada a inflação vai ser eliminada e nossa felicidade será maior quando chegar o trem de alta velocidade. Mas não é preciso nenhuma ciência, basta um pouco de bom senso para perceber algum esquecimento. Ninguém se lembrou da minha rua esburacada, da condução sempre lotada, da enchente, do rio e da torrente que ameaçam a gente, de tantos perigos latentes, das balas perdidas, do País endividado como nunca teria imaginado, do nosso sofrimento diário, que não é imaginário.

FRANCO MAGRINI

framagr@ig.com.br

Cachoeira Paulista

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HERANÇA MALDITA

O editorial Os fatos desmentem Lula (4/12, A3) deveria vir estampado em todas as próximas edições até que essa maré ruim acabe. A herança de Lula é que já é maldita: a volta da inflação e dos pacotes econômicos. Temo a incompetência do PT em administrar a economia. Pobres de nós.

SILVIA PEREIRA

silviagp@terra.com.br

Recife

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OBSESSÃO

Lula não é mentiroso. É um paranoico obcecado pela irrealidade da "herança maldita". Coitado.

ADEMAR MONTEIRO DE MORAES

ammoraes57@hotmail.com

São Paulo

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"Já imaginaram se fosse um eventual início de governo Serra a tomar tais medidas econômicas?"

LUIZ HENRIQUE PENCHIARI / VINHEDO, SOBRE O PACOTE DE ARROCHO DO CRÉDITO

luiz.penchiari@hotmail.com

"Quer dizer, então, que quando o Serra dizia que o Brasil não tem uma economia sustentável, ele não estava mentindo?"

ALBERTO BASTOS CARDOSO DE CARVALHO / SÃO PAULO, IDEM

albcc@ig.com.br

"O nariz de Pinóquio agora deve estar na cara do "cara""

HAMILTON PENALVA / SÃO PAULO, SOBRE "OS FATOS DESMENTEM LULA" (4/12, A3)

hpenalva@uol.com.br

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TEMA DO DIA

Brasil tem o iPad mais caro do mundo

Pesquisa foi feita em 10 países. Três dos modelos já precisam ser repostos após o 1º dia de vendas

"Impostos? Taxas? Corrupção? Pirataria? Corporativismo? Ou tudo junto e misturado? Última alternativa."

FERNANDO NISHIMURA

"Nós temos impostos e preços altíssimos e o salário é uma miséria! Nos mercados mais ricos do mundo (Estados Unidos e Japão), esse iPad custa a metade do valor cobrado aqui."

MARCOS SCHERDER

"É preciso facilitar o acesso à tecnologia no Brasil."

GIUSEPPE BRASIL

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Cartas enviadas ao fórum dos leitores, selecionadas para o estadão.com.br

EQUIPE ECONÔMICA DESAJUSTADA

Uma política macroeconômica esquizofrênica abalou as últimas decisões das autoridades brasileiras. Enquanto o Conselho Monetário Nacional e o Banco Central revigoraram o depósito compulsório dos bancos, provocando um enxugamento de R$ 61 bilhões no crédito, medida indispensável para enfrentar as sequelas pós-eleitorais, o ministro Guido Mantega, o liberal e desenvolvimentista, prorroga, imotivadamente, até 2020 o regime tributário especial para as montadoras e indústrias de autopeças do Norte, Nordeste e Centro-Oeste. E conserva por mais um ano o benefício do IPI às madeireiras, que, de resto, não tem sido percebido na ponta do consumo. Essas instâncias decisórias parecem tocar numa orquestra mambembe e dissonante.

Amadeu R. Garrido de Paula amadeugarridoadv@uol.com.br

São Paulo

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"OS FATOS DESMENTEM LULA"

Quanta lucidez e clareza estão explicitadas no editorial do Estadão " Os fatos desmentem Lula" (4/12, A3). Lamentável que os tucanos durante esses oito anos não se tenham interessado em desmentir Lula com os fatos tão bem descritos nesse texto. Não houve por parte do PSDB nenhuma preocupação em contestar as falas de Lula. Ao contrário, o partido achou melhor idolatrar Lula e deixá-lo espalhar mentiras nos palanques, pois acreditou que os 4% que não acreditavam em Lula seriam suficientes para desbancá-lo do poder. Foi o que deu, deixaram a cobra crescer e agora são picados por ela. O PSDB é o grande culpado, por ter sido omisso e negligente com todas as coisas boas que Lula herdou do governo FHC e transformou em herança maldita, com a complacência dos tucanos. Se o partido tivesse contratado o autor do editorial citado para orientar o candidato José Serra, certamente este seria o presidente. Bastava que a cada fala de Lul, a oposição desmentisse tudo didaticamente, com inserções nas tevês e rádios mostrando a verdade com fatos. Por falta de uma estratégia inteligente o Brasil está condenado à "herança maldita" de Lula, que será sentida mais adiante. Não se trata de chorar o leite derramado, mas da falta de alguém interessado em tomar conta do leite antes de derramar.

Izabel Avallone izabelavallone@yahoo.com.br

São Paulo

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MENTIROSO E MALUCO

Lula é Lula, e tem passe livre para mentir, enganar, trapacear e ter delírios de grandeza como ninguém antes neste país. Lula nunca foi, não é e nunca será bom exemplo para ninguém. Se Lula da Silva não fosse o presidente do Brasil ou o ícone que a imprensa ajudou a criar, e fosse só um ''cara que mora na esquina'', falando o que fala e fazendo o que faz, seria chamado de mentiroso contumaz e maluco o tempo todo.

Maria Cristina Rocha Azevedo crisrochazevedo@hotmail.com

Florianópolis

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HERANÇAS MALIGNAS

A cada momento Lula (graças a Deus, no final do seu segundo mandato) refere-se à herança maldita que lhe coube como presidente da República. Heranças malignas terão a maioria dos brasileiros daqui a 20, 30 ou 50 anos, quando o PT deixar o poder. Beneficiários felizes e milionários serão apenas os que herdaram dos mensalões e de outros valores vindos da corrupção. O resto do povo estará vivendo de bolsas-esmola e outras doações de caridade. Quem viver verá!

Roberto Stavale bobstal@dglnet.com.br

São Paulo

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FIM DE MANDATO

Na vida nada é definitivo... Faltam apenas 24 dias!

Virgílio Melhado Passoni mmpassoni@gmail.com

Praia Grande

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ENXUGANDO GELO?

As discussões recentes a respeito da possível volta da famigerada CPMF foram reativadas após a eleição da petista Dilma Rousseff para a Presidência. No início, alguns governadores da base aliada alimentaram a ideia, mas, diante da repercussão negativa da sociedade, parecem ter adotado outra estratégia para tirar mais dinheiro do povo. O fato é que o aumento da carga tributaria suscita duas discussões importantes para o futuro do País. A primeira é necessidade de reforma do sistema de cobrança de impostos, que são dos mais altos do planeta. O Brasil é um dos únicos países que permitem a cobrança de tributos em cascata, inclusive os da cesta básica, fazendo com que consumidores e empresários paguem mais de uma vez o mesmo imposto, encarecendo o produto. Nos últimos 15 a 20 anos conseguimos avançar muito em diversas áreas, demos alguns saltos, principalmente na área social, mas pouco saímos do lugar nas reformas do modelo tributário e arrecadatório. Esse atraso afeta a competitividade dos produtos brasileiros dentro e fora do País e onera todo o sistema econômico. A outra demanda é a fiscalização da aplicação dos recursos em suas respectivas áreas e a punição para os envolvidos em irregularidades, desvios e corrupção, que no caso do Brasil é endêmica. Apesar do trabalho realizado tanto pelo Tribunal de Contas da União (TCU) quanto da Controladoria-Geral da União (CGU), pouco do que sai dos cofres públicos, ilegalmente, retorna. Ou seja, mais parece um saco sem fundo. A defesa dos próprios interesses e a inércia ante os temas que realmente interessam são mais fortes e inviabilizam boa parte das transformações necessárias para os brasileiros. Esperamos que a presidente eleita faça aquilo que o presidente Lula não conseguiu fazer em oito anos: a reforma tributária e outras, para o bem da Nação...

Turíbio Liberatto www.turibioliberatto.nafoto.net

São Caetano do Sul

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LEIS ''UNILATERAIS''

Ao aprovar a alteração da nova Lei do Inquilinato, os deputados e senadores deste país o fizeram baseados, entre outras, na mentira do presidente do Secovi de que haveria uma acentuada queda nos preços dos aluguéis e um aumento significativo na oferta de imóveis. E isso, claro, não aconteceu: a lei foi sancionada pelo mal assessorado presidente Lula e absolutamente nada mudou para aqueles que necessitam locar um imóvel. Ao contrário, agravou mais ainda a situação, já que os trâmites para locação continuam os mesmos e houve uma alta exagerada nos preços de locação. Bem, por analogia, o mesmo se aplica ao chamado "cadastro positivo" do Serasa. A lei, que será sancionada pelo presidente Lula, vem para atender aos interesses exclusivos de bancos e políticos nojentos e corruptos, especialmente os deputados e senadores que são beneficiados em suas campanhas, pois é de lá, dos bancos e construtoras, que sai a maior parte dos financiamentos de campanhas eleitorais. O tal cadastro positivo foi aprovado pelo Senado sem nenhuma menção a qualquer regulamentação, pois não precisa de lei especifica para esse fim, portanto, para o consumidor não há benefícios. Ou alguém em perfeito juízo acredita que haverá mais oferta de crédito com taxas de juros atrativas? A medida, repito, de interesse exclusivo dos bancos e políticos beneficiados, exclui e aumenta ainda mais a superexposição de consumidores, afinal, para o Serasa já não basta o injusto e imoral convênio entre instituições públicas, a exemplo do Banco Central e da Receita Federal, que divulgam e fornecem informações a qualquer interessado. E agora, fazer o quê? Mudar de país? Aliás, gostaria de saber onde estão os "dirigentes" da OAB. Estão em cima do muro? Ou será que só gastam o seu precioso tempo com assuntos fúteis e midiáticos? Como, por exemplo, o caso da jovem estudante paulista de 18 anos Mayara Petruso. Esse seria um bom "prato", já que o cadastro "positivo" é um ato inconstitucional.

Adão Ribeiro reportercin@bol.com.br

São Paulo

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FINANCIAMENTO ELEITORAL

Causa indignação que no Brasil - um dos países campeões da desigualdade social - os governantes recém-eleitos já comecem o mandato sob o peso de obrigações que nada têm que ver com os direitos do povo mais pobre e sofrido, mas sim com os interesses particulares de agentes econômicos poderosos. Isso se deve às brechas e deficiências da nossa disciplina do financiamento eleitoral. Empreiteiras, bancos e outras grandes empresas deveriam ser excluídas por lei do financiamento de partidos e campanhas. Nestes dias em que as contas de campanha da presidente eleita, Dilma Rousseff, estão sendo julgadas pela Justiça Eleitoral, o tema está na ordem do dia, suscitando manchetes diárias nos jornais, e exige mobilização urgente da sociedade civil organizada, para mudar radicalmente o modo de financiar campanhas nas futuras eleições.

Olivia Raposo da Silva Telles olivia@silvatelles.com.br

São Paulo

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CAIXINHA, OBRIGADO!

A ''caixinha'' está enraizada na vida do brasileiro. Tudo aqui, só funciona com ela.

O frentista do posto, o manobrista do teatro, o carregador no hotel, o garçom do boteco, o entregador de pizza, o atendente do cartório, o fiscal, o imbecil que ''aluga'' a vaga na via pública, o segurança da boate, o empacotador do supermercado. Aliados e colaboradores do governo aceitam, impunes, a corrupção, o suborno, a propina, o mensalão, a apropriação do dinheiro público, as falcatruas, o superfaturamento como fatos comuns do dia a dia. Os eleitores votaram no continuísmo. Faz sentido. O atual governo é a cara do brasileiro.

Flavio Marcus Juliano opegapulhas@terra.com.br

São Paulo

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CAPACIDADE TÉCNICA

Aloizio Mercadante, o irrevogável, foi indicado para ministro da Ciência e Tecnologia. Capacidade técnica e meritocracia são critérios dispensáveis nesse novo governo. Indispensável é a certeza de acomodar as oligarquias e as novas quadrilhas encasteladas no Legislativo. Esperamos que o novo ministro não revogue a lei da gravidade.

Humberto de Luna Freire Filho hlffilho@gmail.com

São Paulo

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ALGUÉM ME AJUDE, POR FAVOR!

Eu, que não havia entendido a nomeação de Edison Lobão para o cargo de ministro de Minas e Energia e acabei aceitando a explicação de que ele teria condições de assumir o cargo por ter o mesmo nome do inventor da lâmpada elétrica, Thomas Edison, fico, agora, buscando alguma explicação para a nomeação de Aloizio Mercadante para o Ministério da Ciência e Tecnologia.

Tentei achar no Google algum cientista famoso de nome Aloizio, ou de Mercadante, mas não encontrei.

Ronaldo Gomes Ferraz ronferraz@globo.com

Rio de Janeiro

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AUTONOMIA NO CONTINUÍSMO

Creio que é animadora a indicação para ministro da Justiça do deputado José Eduardo Cardozo. Se não por outros motivos, vale minha opinião porque não sigo a cartilha petista. Mas, segundo noticia o Estadão de 4/12 (A6), seu nome supera resistências, inclusive do quase sucedido presidente. Acompanhei a atuação de Cardozo como vereador em São Paulo, quando se revelou, acima das questões partidárias, um competente jurista. Na Câmara dos Deputados teve também destacada atividade, como no seu destemido apoio à Lei da Ficha Limpa. Será que a recém-eleita está dando louváveis sinais de autonomia?

Jairo P. Gusman jairogusman@gmail.com

São Paulo

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VIAJAR E FAZER POLÍTICA?

Em Mar del Plata, Lula deu um triste recado para nós, brasileiros que não aguentamos mais escutar as parolagens do presidente. ''Sou um político latino-americano, não vou deixar a política'', disse. ''Vou ter mais tempo para viajar, quero discutir sobre política e partidos políticos. Quero seguir o caminho político.'' Imaginem se não tivesse tido tempo para viajar de graça durante os oito longos e intermináveis anos no governo e se não tivesse feito outra coisa senão politicagem. Haja paciência!

Leila E. Leitão

São Paulo

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DEMOCRACIA BRASILEIRA

Políticos brasileiros são como "la piuma al vento". Ao invés de completa sintonia com a sociedade que representam, procuram agradar ao presidente para conseguirem cargos, sempre para tirar vantagens, até mesmo ilícitas, como nossa História tem demonstrado. Ao primeiro sinal de tempestade que possa abalar o poder do presidente e atingi-los, voam em bando para o Congresso, onde reavaliam para onde os ventos os levarão. Antes de eleições, o índice de popularidade do presidente funciona como biruta: indica para onde os ventos vão soprar. Se ele for impopular, fogem e se escondem dele. Nesse vai-vem, o Congresso como instituição se transforma em território de fuga e de passagem de políticos na conquista de poder no Executivo, em que nossos votos são simples estrelas em seus passaportes. Nossa democracia é formada pelo Executivo todo-poderoso e monstruoso que conduz junto a seus pés, despudoradamente, os Poderes anões: Legislativo e Judiciário.

Eduardo José Daros http://blogspot.ejdaros.com

São Paulo

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ESCOLA PETISTA

Será Gim Argello mais um possível aluno da grande safra de corruptos na gestão petista? Parece!

Pois é, acompanhando noticiário em pleno sábado no site do Estadão, deparamos com mais um caso escabroso de desvio público, de um aliado de Lula, o senador Argello, que como fantasma, ou laranja, numa entidade, alicia e indica um jardineiro e um mecânico como diretores. O desvio até aqui apurado, R$ 3 milhões...

O que vai acontecer com esse senador? Absolutamente nada! Talvez ainda ganhe um Ministério de Dilma.

E nós, o povo, o único direito que temos "ainda" é o de ficarmos indignados, ou, como eu, escrever para um veículo de comunicação sobre mais esta safadeza institucional...

Paulo Panossian paulopanossian@hotmail.com

São Carlos

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PENSANDO COM OS MEUS BOTÕES

Com a eleição da primeira mulher para a Presidência, vamos completar mais de dez anos sem uma primeira-dama de fato, já que de fato e de direito a última primeira-dama que tivemos foi a sra. Ruth Cardoso, que deixou saudades pelo seu trabalho e suas iniciativas. Os tempos são outros...

M. Teresa Amaral mteresa0409@estadao.com.br

São Paulo

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DO CONTRA

Como assinante do Estadão, leio diariamente a coluna Fórum dos Leitores, por sinal, excelente. Mas o que tenho notado ultimamente é que até agora não caiu a ficha de grande parte dos leitores que ali manifestam seus pensamentos de que a dona Dilma ganhou a eleição e o Serra foi fragarozamente derrotado. O pessoal é contra tudo e contra todos. Calma, a mulher não tomou posse ainda.

Arnaldo Luiz de oliveira Filho arluolf@hotmail.com

Itapeva

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ESTADO PALESTINO

Parabenizo o Brasil por defender a criação do Estado Palestino, com o reconhecimento das suas fronteiras de 1967, ano em que Israel tomou e ocupou ilegalmente inúmeros territórios da Síria e da Palestina. Até quando as resoluções da ONU continuarão a ser violadas e desrespeitadas impunemente por Israel, sob a proteção e o apoio dos EUA? Se houvesse um mínimo de ética, justiça e respeito pelo direito internacional, Israel já teria sido banido há muito tempo pela comunidade internacional.

Renato Khair renatokhair@uol.com.br

São Paulo

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PAZ

O reconhecimento do Estado Palestino pelo Brasil é um sinal positivo, assim como o Estado de Israel foi criado a partir de Osvaldo

Aranha, um brasileiro, daí porque o peso na negociação de paz aumenta, e com ele a responsabilidade. Basta que ambos estejam

interessados no desarmamento de espíritos e mais ainda do passado de guerras inócuas. Joga o Brasil posição de destaque na

negociação, a partir deste momento, e se conseguir um cessar-fogo e a delimitação dos territórios terá feito muito mais do que

os órgãos internacionais. De tradição pacificadora ao longo dos 500 anos e acolhendo povos de todos os países, o Brasil terá

a chance de unir árabes e judeus em torno da mesma mesa e fermentar a harmonia entre ambos de forma permanente e sem

Revanchismos.

Carlos Henrique Abrão abraoc@uol.com.br

São Paulo

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FAIXA DE GAZA

Fiquei estarrecido com o posicionamento de Israel em relação a continuar a construção de moradias na Faixa de Gaza, tomada na Guerra dos Seis Dias, em 1967. Elogio nosso presidente Lula pelo seu perfeito posicionamento. Vejo que o Brasil se colocou de forma justa e madura perante o mundo. Lamento sinceramente o sofrimento do povo de Israel, totalmente defendido pelos Estados Unidos (pai e protetor do mundo). Contudo, até quando teremos de ter pena de Israel? Lamento pelos palestinos que perderam suas casas e não têm nenhum país suportando-os.

Milton Jeronimides miljer07@gmail.com

São Paulo

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ISRAEL E A COMUNIDADE INTERNACIONAL

Israel manifestou "seu pesar e desapontamento" com a decisão do presidente Lula em relação ao apoio a um Estado Palestino com fronteiras anteriores a 1967. De outra feita, a comunidade internacional está indignada com Israel por não cumprir muitas resoluções da ONU, inclusive a aprovada em 1948, referente à criação de dois Estados. E, para completar, os homens de bem não aceitam o colonialismo e o expansionismo de Israel.

Ou dois Estados, ou nunca a paz!

Jorge Mema Bernaba faduabernaba@hotmail.com

Araçatuba

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OSWALDO ARANHA

O reconhecimento pelo Brasil do Estado Palestino com fronteira de 1967 foi um ato justo de um país de paz e ainda uma recompensa pelo ato injusto de Oswaldo Aranha em 1948.

Assaad Zaidan, escritor libanês/brasileiro

São Paulo

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POLÍTICA DESASTROSA

A atitude do ministro Celso Amorim de não comunicar diretamente ao vice-primeiro-ministro de Israel a posição do governo brasileiro sobre o Estado Palestino foi classificada por uma fonte israelense como ''desleal e desnecessária''. A tal fonte foi muito gentil, pois o termo correto para esse tipo de coisa é ''covardia''. Esperemos que seja o último capítulo de uma das mais desastrosas políticas internacionais que este país já praticou.

Luciano Harary lharary@hotmail.com

São Paulo

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O RABINO LULA

Um meu amigo, pesquisador inveterado de árvores genealógicas, garantiu-me que Lula, por seu sobrenome Silva, tem ascendência israelita! Olhando bem sua fisionomia, colocando em sua cabeça o tradicional barrete dos rabinos, até que o ''cara'' parece um deles!

Explicou-me o amigo que a diáspora dos judeus que saíram dos Países Baixos para a Península Ibérica, levou muitos judeus a optarem por Portugal, adotando nomes de árvores, plantas, animais, pedras e metais - Rocha, Leão, Oliveira, Prata, etc. -, e aqueles que foram para a Inglaterra formaram a família Silver(Prata), sendo que, depois, alguns descendentes desses novos ingleses, ao se mudarem para Portugal, em vez de traduzirem Silver para Prata, adotaram modificar o nome para Silva, de som quase igual! Isto faz com que os nossos Silvas estejam ao lado dos demais sefardins Oliveiras, Pereiras, Rochas, Pratas, Leões, etc.

Sagrado Lamir David david@powerline.com.br

Juiz de Fora (MG)

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VENDA DE TERRENO MUNICIPAL NO ITAIM BIBI

Venho, como assinante do prestigioso Estadão, solicitar a publicação da minha análise crítica a respeito do que tem sido noticiado pela imprensa, que a Prefeitura de São Paulo pretende vender à iniciativa privada o imóvel de sua propriedade situado na Rua Horácio Lafer, no Bairro do Itaim Bibi.

Nesse terreno, que mede 20 mil metros quadrados, existem, em pleno e excelente funcionamento, entidades de utilidade pública, como creche, duas escolas, biblioteca com auditório, ambulatório médico (UBS) e Apae, e nele poderá ser construído, por empresa privada, empreendimento imobiliário com cerca de 120 mil metros quadrados, numa região totalmente saturada e ainda com gigantescas obras particulares em andamento. No entorno, estão em construção, dentre outros, dois enormes prédios comerciais na Avenida Brigadeiro Faria Lima e dois outros muito grandes também na Rua Lopes Neto e, muito próximo dali um grandioso complexo comercial na Avenida Juscelino Kubitschek (shopping center e duas enormes torres de escritórios).

Acontece que a Municipalidade tinha aprovado a louvável Lei do Zoneamento, que disciplina o uso e a ocupação do solo na cidade, na qual tinha determinado que, para a região, o coeficiente máximo de aproveitamento do terreno para construção era de duas vezes a sua área. Porém o próprio Poder Público Municipal criou, com propósitos meramente arrecadatórios, a Operação Urbana Faria Lima, a qual permitiu a construção de até quatro vezes a área do terreno, em troca da venda de Cepacs, descumprindo assim o limite da Lei do Zoneamento e causando a total saturação da ocupação do bairro, o que resultou na desordem dos serviços públicos (transporte coletivo, fornecimento de energia elétrica, etc.), congestionamento permanente do trânsito, poluição sonora e outros transtornos aos usuários do Itaim. Agora, em mais uma iniciativa que visa à arrecadação, pretende transformar uma área, até então pouco adensada construtivamente, numa futura edificação, asfixiante e polo gerador de tráfego, agravando o desrespeito ao zoneamento inicialmente planejado.

A proposta de permutar o imóvel do Itaim pela construção de creches é extremamente danosa ao bairro, sendo que a Prefeitura é proprietária de incontável número de terrenos permutáveis por creches sem causar as desastrosas consequências desse irracional plano em estudo.

Além do mais, o preço divulgado de venda do terreno é de R$ 1.000 a R$ 1.500 por metro quadrado, muito inferior ao valor venal lançado no IPTU dos imóveis fronteiriços à Rua Horácio Lafer.

Walid Yazigi walid@construtorayazigi.com.br

São Paulo

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SERÁ QUE SÃO PAULO NÃO MERECE?

A exemplo de Paris com a Torre Eiffel, Londres com o London Eye, Nova York com a Estátua da Liberdade, Rio de Janeiro abençoada pela natureza, será que a cidade de São Paulo não merece um monumento digno de sua grandeza? O quinto centenário está chegando e pela rapidez com que tomamos providências pode ser que a inauguração seja em 25 de janeiro de 2054...

Milton Zylberstajn milzyl@terra.com.br

São Paulo

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O QUINTAL DO VIZINHO

O secretário de Cultura de Santos esbordoa publicamente, através da imprensa, o prefeito Gilberto Kassab, da capital, por conta do desrespeito aos artistas de rua e por sua incapacidade em coibir o tráfico e o consumo de drogas em toda a extensão de seu Município. Parabéns, secretário!

Aqui, a administração pública apoia e insiste em sustentar a condição artística da maioria de seus habitantes, especialmente os malabaristas mais antigos. Aqueles que, apesar dos cabelos brancos, driblam a morte todos os dias nas faixas de travessia de pedestres, nas grandes avenidas, onde os semáforos não têm sincronia. Aqueles mesmos que tentam, apesar de nem sempre conseguirem, mostrar sua agilidade para fugir dos marginais que transitam na contramão ou pelas calçadas esburacadas, em suas bicicletas, furtando correntinhas ou roubando celulares sob a mira de revólveres, à luz do dia. Aqueles mesmos artistas que, como malabaristas de circo, tentam alcançar os primeiros degraus nos coletivos que transitam pela cidade.

Isso, sim, é apoio e incentivo à vida de artista.

Todavia, mesmo com muito boa vontade, a atenção falha e o poder público pode se esquecer de homenagear - ou apenas mencionar - uma artista da terra, a senhora Elenira Ribeiro, por ter sido uma das premiadas no concurso nacional Talentos da Maturidade deste ano.

Cordialmente delphim@ibl.com.br

Santos

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LUZ NO FIM DO TÚNEL

Kaká e sua esposa, Caroline, deixam a Igreja Renascer por discordarem da administração. Isso prova que existe luz no fim do túnel, já que o DNA religioso convicto é bem parecido com o DNA do fanático político. O povo brasileiro ainda pode acordar e ver que Lulla/PT e Igreja Renascer são ruins de administração e podem trazer muito prejuízo ao País.

Beatriz Campos beatriz.campos@uol.com.br

São Paulo

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QUEM SEGUE QUEM

Kaká e sua esposa, Caroline Celico, não são mais seguidores da Igreja Renascer. Os dois desligaram-se da igreja por descontentamento com a administração do casal de bispos Sonia e Estevam. A dúvida que fica é se a Igreja Renascer vai conseguir seguir sem Kaká.

Victor Germano Pereira victorgermano@uol.com.br

São Paulo

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FUNDO DE APOSENTADORIA DE JOGADOR DE FUTEBOL

A criação desse fundo (4/12, D2) até que é boa ideia. O problema será sua administração nas mãos do governo.

Pedro Octavio Begalli begalli.pedro@hotmail.com

Pedreira

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