Cartas - 13/12/2010

AUMENTO DE SALÁRIOS

, O Estado de S.Paulo

13 Dezembro 2010 | 00h00

Papai Noel gooordo!

Reajuste de 62% para parlamentares é um deboche, um acinte, um achincalhe! Enquanto 12 milhões de brasileiros passam fome e 20 milhões estão na linha da miséria, só os excelentíssimos parlamentares têm direito a boa alimentação, hospitais de primeira, viagens de luxo, escola particular para seus filhos, carros importados, enfim, todos os bens que a fartura pode oferecer. Parabéns a todos eles, que vão legislar e decidir em causa própria. Os pobres aposentados que "se virem".

ÉLIDE MARIA FÉRES BORGES

elideferes@uol.com.br

Marília

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Para Alckmin, 26%

O índice de aumento dos salários dos políticos, regra geral, é de dois dígitos para cima. Enquanto isso, o salário mínimo quase se torna micro.

M. DO CARMO Z. LEME CARDOSO

mdokrmo@hotmail.com

Bauru

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E os professores...

Reajustes propostos para 2011: professores, 6%; governador e secretários de Estado, 26,1%; deputados e senadores, 61,8%; presidente da República 133,9%. Isso porque, durante a recente campanha eleitoral, prometeram investir pesado na educação...

MARCO ANTONIO R. NUNES

nunesmarcelao@hotmail.com

Pindamonhangaba

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"Situação alarmante"

Resposta para a pergunta "como são pagos os professores em comparação com outros trabalhadores de alto nível?", formulada no editorial Situação alarmante (9/12, A3): o piso do professor é de R$ 1.024,67 (vale ressaltar que a lei, de 2008, ainda está em análise no Supremo Tribunal Federal e muitos Estados e municípios pagam abaixo desse valor). Já o piso para os policiais, se aprovada a PEC 300, será acima de R$ 3,2 mil. Ou seja, num país onde o policial ganha mais que o professor, continuaremos vendo cidades dominadas pelo crime e alunos com baixo aprendizado.

FÁBIO GALVÃO

fabiogalvao@cgccomunicacao.com.br

São Paulo

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ESCLARECIMENTO

Garibaldi e Previdência

Com referência às cartas dos leitores srs. Marcos Oliveira e Victor Germano Pereira (10/12), esclareço: 1) O senador Garibaldi Filho não foi rejeitado pelas urnas em outubro, mas o senador mais votado do Rio Grande do Norte, com mais de 1 milhão de votos, e reconduzido pela terceira vez ao Senado (2011-2019). No RN, Garibaldi já exerceu os cargos de deputado estadual (quatro vezes), prefeito de Natal e governador do Estado por dois mandatos consecutivos. 2) Logo após convidado pela presidente eleita, o senador Garibaldi Filho - com sua habitual franqueza - não respondeu a um jornalista o montante preciso do déficit da Previdência, o que não significou a intenção de minimizar o problema. O déficit e outras questões cruciais da Previdência serão enfrentados com determinação pelo futuro ministro e pela equipe técnica que ele convocará, para dar continuidade à melhoria dos serviços previdenciários.

JOSÉ WILDE DE OLIVEIRA CABRAL, assessor de Imprensa

jwilde@uol.com.br

Brasília

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"LIBERDADE E DOENÇA"

Anvisa contesta

O professor Denis Rosenfield, no artigo Liberdade e doença (6/12, A2), comete equívocos que merecem esclarecimento. Ao afirmar que o poder público optou por criar nova norma, em vez de fiscalizar as já existentes, demonstra não conhecer a forma como é feito o controle de venda de medicamentos no Brasil. Exigir a receita em duas vias é uma forma de permitir a fiscalização, pois com isso as farmácias terão de informar num sistema eletrônico todas as transações realizadas com medicamentos especiais. Assim, a receita em duas vias e o sistema eletrônico permitem um monitoramento real. A exigência de receita para a venda de antibióticos não é novidade. O que se procura fazer é que os estabelecimentos farmacêuticos cumpram essa regra. Outro equívoco do professor é supor que exista liberdade para escolha de medicamentos. De acordo com a lei brasileira, como em todo o mundo, não há liberdade de escolha para medicamentos sujeitos a prescrição médica. O motivo é muito simples: o cidadão comum não dispõe de conhecimento para fazer essa escolha, que cabe ao profissional médico. Nada muito diferente de outros setores de atividade econômica em que o risco impõe algumas regras à livre atuação. A venda de medicamento sem receita é um desrespeito à lei, incentivado pela negligência do setor varejista e por uma cultura de automedicação que não contribui para o aprimoramento da saúde pública. É até natural que no meio desta discussão apareça o argumento da dificuldade de acesso à assistência médica, mas não se pode deixar de atacar um problema apenas porque existem outros a serem resolvidos. A Anvisa está atuando naquilo que a lei definiu como sua área de atuação: a vigilância sanitária. Em relação à propaganda de alimentos, o autor afirma que o Estado brasileiro tem o dever de informar os cidadão sobre os riscos de determinados alimentos, mas não deve haver controle ou proibição da propaganda. Ora, é exatamente essa a proposta da resolução que a Anvisa publicou para a propaganda de alimentos. Não há na norma da Anvisa nenhuma proibição, apenas a imposição de alertas sobre o risco, o que o professor Rosenfield parece desconhecer.

CARLOS AUGUSTO MOURA, chefe da Unidade de Comunicação

Carlos.Souza@anvisa.gov.br

Brasília

Denis Rosenfield responde: A carta da Anvisa, na verdade, apenas reitera os termos do meu artigo. Como não consegue fiscalizar adequadamente, cria nova regra, sob a forma de "resolução", cujo resultado é um maior controle do comportamento dos cidadãos. As pessoas ficam cada vez mais enredadas num emaranhado de regras. Sua atuação tem se caracterizado por um excesso de regulamentação visando a coibir a liberdade de escolha dos indivíduos. Ademais, de onde provém sua "legitimidade", por meio de um mero ato administrativo, de tomar decisões que afetam diretamente milhões de brasileiros, além de empresas de medicamentos e farmácias? Quantos decidem em lugar de milhões? Chama também particularmente a atenção o fato de considerar que o cidadão comum não tem conhecimento necessário para tomar decisões por si mesmo. Nem um telefonema ao médico vale mais. Logo, caberia à Anvisa ditar diretrizes a esses mesmos cidadãos de como se devem comportar. Qual é a origem, aliás, de seu monopólio do que significa a "saúde", cerceando progressivamente a liberdade de escolha?

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"Mais de R$ 26 mil para deputados e senadores e R$ 30 de aumento para o salário mínimo?

Vergonha nacional!"

CÍCERO SONSIM / NOVA LONDRINA (PR), SOBRE REAJUSTES

c-sonsim@bol.com.br

"Se uma dívida de R$ 2 trilhões não é uma herança maldita, então não sei o que é dívida"

ARY NISENBAUM / SÃO PAULO, SOBRE O LEGADO DE LULA

aryn@uol.com.br

"A biografia de Henrique Meirelles ficaria melhor se pudesse excluir as últimas duas reuniões do Copom"

ALDO BERTOLUCCI / SÃO PAULO, SOBRE O PRESIDENTE DO BANCO CENTRAL E OS JUROS

accpbertolucci@terra.com.br

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TEMA DO DIA

Natal de 2010 será o melhor da década

Arrocho de crédito vai tirar R$ 2 bi do comércio, mas ainda assim as vendas vão superar os R$ 96 bi

"Na euforia de Natal, muitos aproveitam para comprar e tem quem exagera, sem lembrar que a vida continua no próximo ano com ou sem pacote no crédito: IPVA, IPTU, material escolar..."

ADEMAR JOAQUIM DOMINGUES

"Como nunca antes na história deste país!"

LUIZ OTÁVIO CRUZ TEIXEIRA

"Com os preços do jeito que estão o Natal vai ser regado a pão e água e olha lá. Como as coisas estão caras!"

ADERITO M. RODRIGUES

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Cartas enviadas ao fórum dos leitores, selecionadas para o estadão.com.br

"LIBERDADE E DOENÇA"

É uma realidade. No Brasil há segmentos na gestão da saúde dominados pelo que podemos chamar de Partido Comunista da Saúde (PCS). O exemplo maior é a Anvisa. A fúria regulatória, controladora e fiscalizadora é exercida de modo doentio, avassalador e totalitário.

Exercida em nome da Saúde Pública, e maliciosamente em nome da ciência, cometem esses burocratas verdadeira excrecências regulatórias. ( ver ''Liberdade e doença", de Denis Rosenfield, 6/12, A2).

Em poucos anos baniram uma série de medicamentos de uso popular e consagrado.

Mas os doutos, na sua blasfêmia regulatória, a pretexto de não estarem esses medicamentos justificados pelos caríssimos procedimentos exigidos pelos modernos fármacos, simplesmente proibiram sua disponibilidade para o público.

Assim, depois de décadas e décadas de bons serviços prestados aos cuidados da saúde da população, produtos hepatoprotetores, antitussivos, antigripais e outros foram retirados do mercado. Eram medicamentos oriundos do início do século 20, antes da revolução terapêutica iniciada nos meados da década de 50.

Agora vejam. Qualquer pagé pode fazer uma lambança. Mas aí, dizem os doutos ideólogos, é da cultura.

E medicina consuetudinária, popular, vinda de verdades médicas de décadas atrás, o que é?

Mas os sábios do PCS decretam que são inócuos. E, como defensores do povo, stalinistas hipocráticos, proibem-nos.

A mais recente covardia da Avisa são os obstáculos opostos à compra e uso de antibióticos.

Aproveitaram o aparecimento de alguns casos de infecção por uma superbactéria para tomarem a medida, tantas vezes frustrada pela opiniâo pública.

A delirante relação de causa e efeito, que o Ministério da Saúde tanto explorou, é deplorável pelo equívoco lógico e má-fé.

Os pacientes que foram vítimas da superbactéria o foram porque eram pacientes terminais, com o seu sistema imunitário absolutamente incompetente e que permaneciam em ambiente hospitalar altamente contaminado.

Há uma constante nos xiitas do Ministério da Saúde, além do seu comprometimento ideológico. A maioria são médicos sanitaristas, que desde a sua formação em medicina pouco contato tiveram com pacientes. Especialmente as multidões que não podem esperar dias por uma consulta ou permanecer desde a madrugada em filas para marcar uma consulta para dali a dias,semanas ou meses - para obter uma receita de antibíótico para tratamente urgente e imediato de uma amigdalite, faringite, otite, cistite, infecção dentária ou outra condição que exige imediata terapia anti-infecciosa.

A falácia dos doutos sanitaristas de esquerda que dominam a Anvisa - o mais importante do momento é o sr. Temporão, uma espécie de Lula da medicina - de que antibiótico só o médico sabe receitar e usar é desmentida diariamente no atendimento do SUS e outros serviços a que o despudor do Estado brasileiro submete dezenas de milhões de brasileiros.

Antibiótico é caro e ninguém é viciado em antibiótico. Este é uma medicação de urgência pelo risco de a infecção se agravar.

Ninguém deve estar submetido ao arbítrio dos homens da Anvisa e à catástrofe que é o sistema de atendimento médico no País.

Li no mesmo dia em que foi publicado o artigo do dr. Denis mais uma extravagância dos xiitas ideológicos do Partido Comunista da Saúde. Um laboratório que doou o fármaco citrulina para tratamento de uma criança em risco de vida está em via de ser penalizado pela Vigilância Sanitária de São Paulo - braço da Anvisa no Estado. Motivo, segundo um dos notáveis: ''O laboratório tinha autorização apenas para usar a substância como matéria-prima. Por isso a venda ou mesmo a doação representa uma infração sanitária.''

A mãe da criança foi ao âmago da questão: ''Essa autuação não é uma questão de saúde pública, mas de formalismo cego. Sem o aminoácido doado pelo laboratório o Vitor teria morrido.'' O diretor do laboratório aduziu: "Nunca pensei que podíamos ser penalizados por querer socorrer uma criança.''

Como Nelson Rodrigues dizia, ''os idiotas descobriram que são maioria. E que isso lhe dá poder."

Alexandre de Macedo Marques ammarques@uol.com.br

São Paulo

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ROLO COMPRESSOR

Finalmente, uma voz lúcida e competente, a do dr. Denis Rosenfield, alertando sobre esse rolo compressor do politicamente correto avançando vertiginosamente sobre as liberdades individuais. Com falsidade, mentiras deslavadas, aceitas passivamente pela sociedade.

Em todas as ações, a mentira e o exagero. Lei Antifumo, a Lei Seca, a Lei Cidade Limpa e as que certamente estão por vir (a da batata frita!).

O politicamente correto incorporou e validou o direito de mentir. Em nome do quê? Em primeiro lugar, para obter votos. Sem o exagero não há factoide, sem o factoide não há notícia, mídia e votos. Sórdidos a nossa política e os nossos políticos. Há alguém que apoie o fumo em recintos fechados? Óbvio que não. Mas proibir que se fume na varanda é claramente um exagero. Beber e dirigir, há alguém que apoie essa prática? É claro que não, mas dois copos de vinho ou cerveja não mudam o índice de acidentes. Vamos proibir a publicidade de cerveja, vinho, salgadinhos e tudo o que potencialmente seja prejudicial à saúde? Mas combustível e automóveis pode, vamos incentivar com desoneração de impostos e respirar cada vez mais CO2. Como diz Rosenfield, ''a publicidade influencia os comportamentos, porém não os determina''. O exagero é escancarado. Mas a mentira é ainda pior, é imoral. ''Fumar causa câncer de pulmão, de boca, e impotência''. Mentira. Fumar aumenta a probabilidade de sofrer destes males. ''Pode causar'' seria o honestamente aceitável. O Estado deveria ser acionado em causa de bilhões de reais por mentir à sociedade. Mas somos do bem, do jeitinho, do toma-lá-dá-cá. O que está no fundo destas leis? Uma coisa que deveria assombrar a todos: ''O brasileiro é como bicho, só aprende na porrada''. Desafio a todos os politicamente corretos e politicamente incorretos a tomar posição: declarem-se contra ou a favor desta tese, que habita o intelecto malcheiroso de nossos governantes.

Carlos Dranger carlosdranger@gmail.com

São Paulo

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A CONDUTA ANTISSOCIAL DA ANIVISA

Medicamentos antibióticos somente com receituário especial. Para evitar a automedicação, mas, ante as dificuldades do povo brasileiro de obter as receitas a tempo e modo, até óbitos poderão ocorrer antes da obtenção do remédio. A terceira causa de óbito entre crianças até 1 ano de idade se deve a infecções pulmonares não combatidas tempestivamente por antibióticos. Sabe-se da falta de médicos nos rincões mais longínquos deste país. Ainda que as mães conheçam a solução, poderão esbarrar na recusa - legítima - da farmácia em disponibilizar comprimidos de Amoxil, por exemplo. Em suma, assunto complexo, a ser objeto de normatização por lei, segundo disposições expressas da Constituição Federal. E, se possível, com ampla e prévia oitiva dos segmentos organizados da sociedade, destacadamente no campo da saúde. A decisão, todavia, foi adotada por meia dúzia de iluminados que compõem a direção da Anvisa, investidos de poder não se sabe em que condições, por mera resolução. Autoritarismo antissocial e deletério, puro e simples.

Amadeu R. Garrido de Paula amadeugarridoadv@uol.com.br

São Paulo

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SEM FUNÇÃO

Se a liberdade individual de um cidadão incluir a autoescolha sobre qual tipo de medicamento/tratamento usar em situação de doença, as profissões relacionadas à área da saúde perdem a função que pelo menos em teoria possuem. Existem problemas graves e crônicos no funcionamento do sistema de saúde e esses devem ser identificados, analisados e resolvidos de forma racional e coerente, tendo-se a sabedoria de entender que muitos deles envolvem muito mais tempo que o de um único mandato. Uma ação como a de proibir o comércio de antibióticos já deveria ter sido tomada a fim de evitar casos de liberdade de escolha de terapia em que crianças têm sido o maior alvo de situações de risco. Concordo que existem erros evidentes em todo o processo, mas oficilizar a automedicação e a venda livre de medicamentos não é a resposta para os problemas de saúde do nosso país e nem de lugar nenhum.

Fabiana Graziola fabigraz@hotmail.com

São Paulo

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A VERDADEIRA LIBERDADE

Palavras de Leon Denis, escritas há quase cem anos, mas sempre atuais: ''Um povo só é verdadeiramente livre, digno da liberdade, se aprendeu a obedecer a uma lei moral, eterna e universal, que não emana do poder de uma casta, nem da vontade das multidões, mas de um Poder mais alto. Sem a disciplina moral que cada indivíduo deve impor a si mesmo, as liberdades não passam de um logro; tem-se a aparência, mas não os costumes de um povo livre. A sociedade fica exposta pela violência de suas paixões e a intensidade de seus apetites, a todas as desordens.'' Palavras que se aplicam perfeitamente ao Brasil de hoje, onde o povo ( sem a educação de base firme) é incapaz de enxergar os efeitos nefandos da corrupção em todos os seus aspectos e já disseminada por todas as faixas sociais, desde as esferas mais altas do poder. O dinheiro, com que se quer comprar o povo mais pobre, sem a contraprestação do trabalho, está longe de ser um benefício para as almas, sequiosas de aprendizado para um futuro digno. Deus abençoe o Brasil!

Edméa Ramos da Silva paulameia@terra.com.br

Santos

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DENGUE

De novo, em 9/12, no Estadão, matéria sobre o Aedes aegypti (dengue) e transmissão de doenças. O Ministério da Saúde tem a coragem de dizer: ''Nosso esforço é não deixar a doença se alastrar.'' E por acaso fizerem alguma coisa para impedir a dengue de se alastrar de um jeito inadmissível? Na véspera, outra matéria do jornal comentava o aumenta da dengue. Bruta hipocrisia do governo, do Ministério da Saúde, dos prefeitos, por não QUEREREM tomar providências sobre o mosquito transmissor dessa doença. Coitada da população, ''4% das casas pesquisadas registraram o mosquito transmissor''. Claro, o mosquito invade as casas pelo mato próximo, os terrenos baldios, as praças públicas, que não estão sendo saneados e onde as larvas se reproduzem alegremente nas plantas e poças d"água de chuva! Estou sendo picada todos os dias em minha casa! Epidemia provocada por falta de providências por nossos queridos eleitos.

Vergonha criminosa. Até quando?

Michelle Schott mschott@sti.com.br

Santana de Parnaíba

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ERRO E NEGLIGÊNCIA

No Brasil, graças ao populismo reinante e também ao baixo nível de civilidade do povo, é muito comum confundir erro com negligência. Nesta, a pessoa tem consciência do que tem de fazer, controlar, verificar, e não o faz. Não merece perdão. Quem perdoa a negligência, como a do caso da vaselina líquida em vez do soro fisiológico, está contribuindo para um mundo cada vez pior. Não podemos viver num país onde se culpa o frasco, e não a pessoa que foi negligente.

Roberto Castro roberto458@gmail.com

São Paulo

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DESABAFO E INDIGNAÇÃO

Por que não podemos deixar que a corda quebre para o lado mais fraco?

Ao receber a notícia de que uma auxiliar de enfermagem será indiciada por homicídio culposo, fiquei chocada, indignada e comecei a refletir sobre quantas pessoas erraram nesse processo e por que apenas UMA, que é o lado mais fraco, está sendo culpada.

Sem saber da história a fundo, apenas por notícias sensacionalistas, posso descrever erros de muitos outros profissionais envolvidos no caso, já que hoje, na enfermagem, devemos ver administração de medicação como um PROCESSO, e não uma atitude isolada, tanto que existem 5 certos, 7 certos e até 10 certos.

Vou descrevê-los isoladamente e espero que sejam lidos de forma racional

- No departamento de compras: por que não foi visto que os frascos eram iguais e esta compra não foi desfeita, para evitar exatamente este tipo de erro?

- Na farmácia: por que não foi visto que os frascos eram iguais e não foram diferenciados corretamente? Uma tarja poderia ajudar na diferenciação.

- No armazenamento - tanto do soro como da vaselina: porque deixaram os dois frascos próximos?

- Uma criança queimada e uma com diarreia (GECA), como estavam próximas, se normalmente diarreia institui isolamento de contato e queimadura, isolamento reverso?

- Qual o dimensionamento de pessoal de enfermagem desse local, será que estava adequado?

- Essa moça será que era recém- formada? Será que ela teve treinamento adequado? Será que a escola que ela fez a preparou adequadamente?

Depois de respondidas todas essas questões, será que ainda podemos dizer que SÓ aquela moça foi responsável por esse erro?

Isto é um desabafo de um pessoa que olha A ADMINISTRAÇÃO DA MEDICAÇÃO COMO UM PROCESSO e que TODOS os envolvidos possuem responsabilidades, e não apenas um ato isolado de colocar a medicação.

Auriléia Prado Cicerelli DAlvia prof.leia@yahoo.com.br

São Paulo

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ERRO MÉDICO

A distração da auxiliar de enfermagem causou a morte da menina Stephanie, de 12 anos. Pelo menos teve a dignidade de confessar o "crime". Pior são aqueles que ceifam a vida de milhões de crianças através da corrupção, sem nenhuma distração, só com premeditação.

José Eduardo Zambon Elias zambonelias@estadao.com.br

Marília

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CARROS NOVOS

É um absurdo a Assembleia Legislativa de São Paulo gastar R$ 4,8 milhões para trocar a frota de veículos dos deputados e diretores. Mais grave ainda é o fato De os carros atuais terem sido comprados há apenas dois anos, ou seja, serem ainda novos e estarem em plenas condições de uso. Dos 164, 145 são luxuosos Corollas, dos mais caros do mercado. E tudo isso pago com o nosso dinheiro! É para isso que pagamos impostos escorchantes? Em vez de o dinheiro do povo ser usado em escolas, hospitais, estradas, segurança e no auxílio aos mais necessitados, é grotescamente desperdiçado em mordomias e mamatas sem fim. Temos aí mais um bom exemplo do nosso subdesenvolvimento e da total ausência de espírito público e republicano no Brasil.

Renato Khair renatokhair@uol.com.br

São Paulo

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NOTAS FRIAS

Assembléia aprova salário de R$ 18.725 para Alckmin. Efeito cascata para o funcionalismo. É o carro na frente dos bois!

A Secretaria da Fazande tem de ir atrás de mais receita?!

Nota fiscal eletrônica obrigatória já! Para qualquer biboca! Tá cheio de contador fazendo notas frias, todo mundo sabe!

Fernando Makoto Fucamizu fernandofucamizu@hotmail.com

Marília

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AUMENTO SALARIAL

Interessante notar como agem nossos parlamentares. Quando é para dar aumento próprio, não faltam verbas. Em compensação, para dar R$ 1 de aumento no salário mínimo, logo aparecem os críticos dizendo o rombo que o aumento vai causar nas contas. Estamos bem. O reajuste do salário do governador passou de R$ 14.850 para R$ 18.725. Os subsídios do vice-governador e dos secretários aumentaram na mesma proporção de 26,1%, e foram para R$ 17.789 e R$ 14.980, respectivamente. Reajuste de 26,1% vai beneficiar cerca de 11.800 servidores e pensionistas. Uma pergunta aos deputados e ao governador de São Paulo: e os demais funcionários públicos, professores, médicos, policiais, etc., quando vão receber seus aumentos, visto que nem a inflação é repassada? Somos eleitores votantes de norte a sul e sabemos dos nossos direitos, apesar de sermos vilipendiados por aqueles que nos governam.

Izabel avallone izabelavallone@yahoo.com.br

São Paulo

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CADERNETAS DE POUPANÇA

Consta que o Supremo Tribunal Federal aguarda a nomeação do seu 11.º ministro para decidir algumas questões polêmicas, como a da incidência dos expurgos inflacionários nas cadernetas de poupança.

Porém, caso se confirme a nomeação de Luís Inácio Adams, atual advogado-geral da União, este estará impedido, pelo fato de ter atuado em processos relativos à matéria, dentre eles a Arguição de Descumprimento de Preceito Fundamental 165.

Assim, na prática, nada impede o STF de julgar a ação mencionada, bem como os Recursos Extraordinários n.º 591.797 e 626.307, em que o ministro Dias Toffoli sobrestou todos os demais recursos que se referem aos Planos Bresser, Verão e Collor I.

Sebastião Fernando Araujo de Castro Rangel sfrangel@uol.com.br

São Bernardo do Campo

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PIB DO TERCEIRO TRIMESTRE

O IBGE divulgou o PIB do terceiro trimestre de 2010, acusando um crescimento de 0,5%. Com a divulgação o IBGE informa em nota explicativa que procedeu a uma revisão de sua série histórica, com correção sazonal, dos PIB trimestrais, e fornece o embasamento teórico dessa revisão.

Acontece que houve revisão, inclusive, da série histórica sem correção sazonal e para essa revisão não houve, pelo menos de imediato, nenhuma nota explicativa.

Analisando as duas séries revisadas, com e sem correção sazonal, percebe-se que os valores de ambas sofreram redução em relação às séries antes da revisão, em todos os trimestres a partir do primeiro trimestre de 2009 (há apenas uma exceção na série com correção sazonal, que é o quarto trimestre de 2009).

Só como ilustração, observe-se que o PIB de 2009 na série anterior teve queda de 0,19% em relação a 2008, e na série revista essa queda passou a ser de 0,64%.

Com essas revisões resulta um maior valor de crescimento do PIB do terceiro trimestre de 2010 (apesar de pequeno, o PIB do terceiro trimestre cresceu 0,5%; a minha expectativa é que poderia haver uma evolução negativa para o PIB do terceiro trimestre, antes das revisões), e um maior valor para o crescimento do PIB de 2010, que deverá ultrapassar os 7,5% (minha expectativa era de um crescimento em torno de 7%).

Pode haver o mais seguro respaldo teórico para as revisões dos valores históricos do PIB, mas eu me permito estranhar que essa revisão tenha sido feita exatamente ao fim de um mandato governamental e revelando valores mais favoráveis para o terceiro trimestre de 2010 e para todo o ano de 2010.

Felippe Tajtelbaum felippe@tajtelbaum.com.br

São Paulo

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PIB

O Brasil é realmente um país de homens públicos estranhos. Enquanto atinge os espetaculares 8% de crescimento do PIB, os exportadores estão se perguntando, receosos, onde vender essa massa de produtos e serviços acabados, com o dólar tão desvalorizado. E o ministro Mantega sofisma sobre o equacionamento futuro de nosso PIB, como se o mecanismo de crescimento interno fosse determinado por decreto.

Francisco José Sidoti fransidoti@terra.com.br

São Paulo

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DILMA, O PIB E OS TRANCOS DA ECONOMIA

O produto interno bruto brasileiro sofreu achatamento no último trimestre, crescendo apenas 0,5% em relação aos três meses anteriores. Mesmo assim, especialistas dizem que fecharemos o ano com 7,5% a 8% de crescimento.

O povo brasileiro escolheu manter o PT no governo. O principal recado das urnas é que o eleitor nacional opta pela continuidade das políticas desenvolvidas nos últimos oito anos. Tanto que votou em massa em Dilma, tida como a mais influente ministra, tomando parte de todas as decisões governamentais e dos atos que trouxeram o País até o estágio favorável em que nos encontramos.

O PIB instável e as primeiras falas de seus auxiliares econômicos têm sido preocupantes. Eles parecem não ter entendido que foram chamados a colaborar para a continuidade do atual governo, que voa de vento a favor. A presidente precisa (e deve) informá-los disso com a máxima urgência e nunca se esquecer de que é a depositária da confiança e dos sonhos de toda a população. E que arrocho ou desaceleração econômica não fazem parte do programa. O povo quer viver

bem e crescer com o País. Tudo o que estiver diferente disso não confere com sua opção das últimas eleições...

Dirceu Cardoso Gonçalves aspomilpm@terra.com.br

São Paulo

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DE GALINHAS E PATOS

O governo anunciou o corte de R$ 8 bilhões do Orçamento da União. A meu ver, a galinha de ovos de ouro de que o presidente Lula tanto falava acabou. A certeza que temos é que com o corte anunciado alguém vai pagar o pato. Os primeiros da fila com certeza serão os aposentados do INSS.

Virgílio Melhado Passoni mmpassoni@gmail.com

Praia Grande

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INFLAÇÃO DE NOVEMBRO

A maior alta desde abril de 2005: 0,83%! Desde o início de novembro, no mercado se comentava o temor e a tendência de alta da inflação no Brasil. Confirmada agora essa previsão.

Se não me falha a memória, o ministro Mantega declarava que essa alta não existiria. Ele é cego em economia, não olha relatórios, não ouve

nem alerta do mercado. Só ele sábio?

E agora, Mantega, que desculpa vai inventar? Estamos cansados de explicações sem fundamento. Vai ser ministros da Fazenda de verdade ou apenas será de fachada (novamente) no próximo governo?

Mikio Moda mikiomoda@ig.com.br

São Paulo

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INFLAÇÃO

O presidente Lula coerentemente manifestou preocupação com a pressão inflacionária da alta dos alimentos. E, de fato, é a classe trabalhadora a primeira a sentir seus efeitos no bolso. A ideia do ministro Mantega de excluir os alimentos do cálculo da inflação pode ser boa para outros países mas não condiz com a nossa realidade. Não é o momento de sacudir os fundamentos básicos da economia.

Luciano Harary lharary@hotmail.com

São Paulo

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HERANÇA MALDITA

Dilma dirá se a herança que está recebendo é ou não maldita... Pela ponta do iceberg que já se vislumbra, maldita ela é, só ainda não sabemos o quanto. Pobre Brasil.

CARLOS E. BARROS RODRIGUES carlosedleiloes@terra.com.br

São Paulo

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SOBRE CORTE NO ORÇAMENTO E AS MOBILIDADES SUSTENTÁVEIS

Fica aqui meu pedido à presidente Dilma Rousseff para que todos os trabalhos e projetos para melhoria da segurança e conforto de mobilidades não motorizadas, ou seja, pedestres, deficientes físicos e de mobilidade e ciclistas, não sejam incluídos no corte de Orçamento da União, que se faz necessário.

Dado que a maioria da população se transporta a pé, que todo brasileiro, mesmo os motorizados, é em algum momento de sua vida pedestre; que aproximadamente 14% da população é deficiente física ou tem deficiência de mobilidade; que a bicicleta é o veículo mais usado no Brasil, tendo relevante importância no transporte e subsistência de boa parte da população, principalmente a massa menos privilegiadas; que todos estes sempre foram e continuam sendo colocados em planos secundários relativos à questão da cidade, de seu trânsito e transporte; que a reconstrução das cidades e de nossa vida, principalmente dos pequenos, geração futura, só será viável se for respeitada e legitimada a vida de todos, onde crianças, como seu neto Gabriel, possam circular e brincar livres e seguras pelas ruas... Dado o baixo investimento voltado especificamente para não motorizados, que por si só traz o patético nonsense da expressão "não motorizados", termino esta novamente pedindo que não se tire o direito do pobre (e de todos nós) de caminhar numa calçada digna, praticamente inexistente em boa parte do Brasil; que não se mantenham em prisão domiciliar os deficientes, como hoje acontece; que dezenas de milhões de ciclistas estudantes e trabalhadores (e todos outros) também possam ter direito ao uso seguro das vias e de cruzar pontes...

Enfim, Excelentíssima Senhora Presidente do Brasil, Dilma Rousseff, como ciclista, pedestre, tio-avô e, principalmente, como cidadão responsável por e com todos, peço que todo orçamento voltado para a vida seja pelo menos mantido, quando não ampliado. É mais barato investir em previdência e futuro que pagar contas de acidentados. Todos nós agradecemos. Gabriel em tempo lhe agradecerá

Arturo Alcorta arturoalcorta@uol.com.br

São Paulo

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CRISE ECONÔMICA

As fotografias na primeira página do Estadão de sexta-feira mostrando os protestos violentos dos estudantes ingleses contra os aumentos das mensalidades das universidades são um excelente alerta contra os riscos enormes implícitos em todas as crises econômicas. Mesmo um país como a Inglaterra, que é considerado o berço da democracia ocidental, não está livre do perigo de ruptura social causada pelas crises econômicas e pelas drásticas medidas tomadas pelo governo em resposta para debelá-las, que sempre põem à prova a firmeza do regime democrático. Isso deveria ensinar-nos que tão importante, se não mais, quanto o crescimento econômico buscado e propagandeado pelos governos é a estabilidade econômica para poupar um país desses altos e baixos que podem custar a estabilidade da democracia, ainda que seja a uma taxa de crescimento mais baixa que as chinesas, hoje em dia elevadas a paradigmas de eficiência econômica a serem emulados de modo inteiramente acrítico. Mais vale a democracia viva do que o crescimento material anestesiante do espírito crítico.

Paulo Afonso de Sampaio Amaral drpaulo@uol.com.br

São Paulo

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E SE FOSSE NO INVERNO DA SIBÉRIA?

Nunca antes na História deste país a delegação brasileira na reunião anual sobre mudança climática foi tão grande. Exatos 591 cadastrados, sendo apenas 20 negociadores. Também, quem não quer ir para Cancún? Chegou-se ao ridículo de não haver necessidade de tradução simultânea em alguns eventos, pois só havia brasileiros. Depois não sabem por que falta dinheiro para investimentos fundamentais.

Luiz Nusbaum lnusbaum@uol.com.br

São Paulo

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GARAPA A PREÇO DE OURO

Soube um dia destes que as usinas pagam cerca de R$ 60 a tonelada de cana-de-açúcar ao produtor, valor muito baixo, segundo estes. Com uma tonelada de cana se produzem 600 litros de suco (garapa). Acontece que um copo duplo de garapa custa por volta de R$ 2, preço bem caro, por sinal. Ciente destes fatos, fiquei curioso em saber a discrepância entre o preço pago ao produtor e o cobrado pelo copo de garapa na cidade, e resolvi fazer uns cálculos. Pois bem: uma tonelada de cana equivale a 600 litros de suco, que equivalem a 600 quilos de garapa. Já um copo duplo de garapa equivale a meio litro. Assim sendo, se não me falham os cálculos, eles me dizem que o garapeiro vende a garapa a R$ 4 o litro! E o preço pago pelas usinas ao produtor é de R$ 0,05 o litro, o que significa que um litro não chega valer um mero centavo de real! Por outro lado, se as usinas fossem pagar aos produtores o que um garapeiro cobra da gente, teriam de pagar R$ 2.400 a tonelada! Você aí deve estar pensando que se o produtor vendesse toda a sua produção aos garapeiros, ou ele próprio fosse o garapeiro, seus lucros serem astronômicos. Não se iludam... Pessoal, ou as usinas estão comprando cana a preço de banana ou os garapeiros estão vendendo garapa a preço de ouro! Se prestarmos atenção, veremos que é isso mesmo. Porém, ironia do destino, seria este o motivo de os garapeiros não irem para a frente, enquanto os usineiros nadam em lucros...

Wenilton Luís Daltro notlinew@hotmail.com

Araras

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NOVOS MINISTROS

Ideli Salvatti no Ministério da Pesca. Só rindo para não chorar.

Robert Haller robelisa@click21.com.br

São Paulo

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AGORA FAZ SENTIDO

Tal era a afinidade e o desvelo de Ideli Salvatti por Lulla que agora Dilma a nomeou para o Ministério da Pesca. Ninguém cuidaria melhor de lula que a ministra da Pesca.

Claudio Juchem cjuchem@gmail.com

São Paulo

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CRÍTICAS

O presidente Lula continua recebendo críticas de seus adversários, ainda inconformados com o apoio que ele deu à candidata que venceu as eleições

presidenciais. Agora a marcação e as críticas são feitas em relação aos seus procedimentos com relação à formatação da equipe do governo Dilma. Os críticos

esquecem que ele integra uma equipe que buscou e conseguiu colocá-lo como presidente e o acompanhou nos oito anos de governo. E por certo vai discutir

encaminhamentos no governo futuro. É um fato que deve ser encarado com naturalidade e quem é contra que promova a organização de segmentos para criticar ou fazer propostas, mas que isso não caracterize o interesse individual. Essa é a demonstraçãoo da democracia.

Uriel Villas Boas urielvillasboas@yahoo.com.br

Santos

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DEM, PSDB, PT E OPOSIÇÃO

Ao ler a reportagem sobre a reunião do DEM e a decisão do deputado Rodrigo Maia (9/12), cheguei à seguinte conclusão: 1) Que o DEM é um partido de sombra hoje, sob a sombra de Aécio Neves, que se aproveita da situação e promove intrigas no PSDB; 2) que o Rodrigo Maia, sem desculpas para sua inaptidão no comando do DEM, está agindo com puro rancor; 3) que o único beneficiado por essa confusão toda é o PT; 4) e, por fim, que se a oposição continuar assim, continuará a ser essa modalidade de oposição que vimos: a que não se opõe.

Cristina Schermann cris.schermann@live.com

São Paulo

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DESPEJO

Só vai restar ao ex-banqueiro Edemar Cid Ferreira sentar-se na grama do jardim, olhar para o seu antigo palacete assobradado e cantar "Saudosa Maloca".

Ronaldo Gomes Ferraz ronferraz@globo.com

Rio de Janeiro

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ACRÉSCIMO DE UM DÍGITO NO NÚMERO DOS TELEFONES

O assunto acima, tratado na edição de 10/12 do Estadão, alertou-me para o fato de estar na hora de mudar de base numérica, de decimal para hexadecimal. Por que hexadecimal? Primeiro, porque hexadecimal já é a base dos sistemas digitais; segundo, porque no sistema decimal, com oito dígitos podemos cobrir 99.999.999 combinações, enquanto no sistema hexadecimal, com o mesmo número de dígitos, poderemos cobrir 4.294.967.295 combinações. Considerando que com o acréscimo de um digito passaremos a ter 999.999.999 combinações, tal número no sistema hexadecimal precisaria apenas de sete dígitos (999.999.999 = 3B9AC9FF).

Fabio Gabriel Giannoni u235@globo.com

São Paulo

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CONTROLE DA MÍDIA

Impressionante como os que dizem terem sido ''perseguidos'' pelo regime militar, ao chegarem ao poder, pretendem adotar os mesmos expedientes que condenavam no passado, como, por exemplo, faz o ministro Franklin Martins, que, na verdade, quer recriar a censura, batizada agora de controle social da mídia. Coloquei ''perseguidos'' entre aspas no início por dois motivos.

Primeiro, porque, para mim, Martins se enquadra na categoria de criminoso comum, como qualquer outro participante de sequestro que conheço. Em nada ele se destingue dos sequestradores de Washington Olivetto, Beltran Martinez ou Abílio Diniz, por exemplo. Franklin Martins é um carrapato do poder, que se utiliza dessa aproximação com os atuais governantes para encobrir seu passado criminoso e que agora pretende se tornar uma espécie de Joseph Goebbels brasileiro.

Segundo, porque ele não foi perseguido gratuitamente, e sim porque cometeu dois crimes, no caso, sequestro e cárcere privado. Crimes estes claramente tipificados no Código Penal.

O Estadão, bastião da liberdade e da verdade, deveria buscar nos arquivos militares a ficha do Sr. Franklin Goebbels Martins e mostrar à sociedade quem é de verdade esse elemento. Para mim, um criminoso comum. Só que veste paletó e não fala com as gírias dos bandidos do Complexo do Alemão, porém tão vil e nocivo quanto eles.

Frederico d''Avila fredericobdavila@hotmail.com

São Paulo

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