Cartas - 14/01/2011

TRAGÉDIAS REPETIDAS

, O Estado de S.Paulo

14 Janeiro 2011 | 00h00

Como um mantra

A repetição como mantra das tragédias de deslizamentos de encostas no Estado do Rio de Janeiro é emblemática. Mostra a conjugação de fatores climáticos, solo poroso em nossas montanhas e ocupação desordenada do espaço urbano. Para fechar o ciclo de causas de tais hecatombes, a criminosa omissão governamental de todos os níveis na prevenção de tais acontecimentos trágicos. Até quando, ó Senhor, vamos suportar tais sofrimentos?

JOSÉ DE A. NOBRE DE ALMEIDA

josedalmeida@globo.com

Rio de Janeiro

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Descaso

A tragédia na Região Serrana do Rio já era anunciada. Não bastaram exemplos anteriores de desmoronamentos com dezenas de mortos e feridos sob os olhos complacentes das autoridades, quer municipais, estaduais ou federais. Vejo agora a entrevista da "presidenta" e do cara de pau do governador fluminense, extremamente demagogo, com expressão de piedade, falando das soluções. De que valem os milhões liberados agora? Quem paga a vida das pessoas? Quem paga os prejuízos? Por que permitiram obras nas encostas e construções nas margens do rio? E o teleférico que desmoronou? A natureza não alisa e pune quando existem excessos. Mas não devemos ficar preocupados, pois em abril, quando não mais chover dessa forma, o assunto será esquecido até o próximo ano. E até lá vamos pagando nossos impostos caladamente. Deus ajude os que ficaram e ampare os que já foram.

LUIZ F. DE ASSIS SALGADO

direg@sp.senac.br

São Paulo

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Ciranda da morte

É deprimente assistir, ano após ano, à ciranda macabra de chuva forte, deslizamentos, crianças soterradas, bombeiros, entrevistas com as autoridades e esquecimento até o próximo deslizamento. É estupidez culpar a chuva ou o infeliz que construiu o casebre em local perigoso. A responsabilidade é do fiscal, do secretário e do prefeito que foram corruptos ou omissos ao permitirem a ocupação ilegal. É sabido que os fiscais são facilmente corrompidos. Creio que é esperar demais que "esse" Legislativo faça uma lei mais coercitiva, responsabilizando os prefeitos criminalmente pela ocupação irregular. Por isso, apelo aos promotores e juízes que usem as leis existentes para quebrar esse trágico ciclo. Após algumas condenações, os prefeitos tomarão mais cuidado, evitando nomear cabos eleitorais para essas funções. Portanto, srs. juízes e promotores, na próxima vez que virem os bombeiros desenterrando uma criança da lama de um deslizamento, lembrem que também são responsáveis.

ELDER GADOTTI

elderg@ig.com.br

Campos do Jordão

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Um pouco mais do mesmo

A chuva que chove aqui é a mesma que chove lá. Mas o pau que bate no Chico (político paulista) "esquece" de bater no Francisco (político fluminense). Incompetências à parte, a hora é de apoio e solidariedade, não de política.

STANISLAW CORDEIRO

ratles2@hotmail.com

São Paulo

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Inundações

Numa cidade sujeita a inundações como São Paulo, terreno vazio com solo não impermeabilizado - desde que fora de áreas de risco - deveria ser isento de IPTU, e não punido. Com o estado em que a capital se encontra, Kassab corre o risco de se tornar um político de um só mandato. No que diz respeito a Franco da Rocha, os técnicos da Sabesp, com um pouco mais de atenção, poderiam ter previsto a ameaça de transbordamento da represa e abrir as comportas em níveis de água mais baixos e vazão menor, ganhando tempo e evitando a catástrofe e a consequente ameaça de a companhia ter de pagar indenizações à cidade inundada.

TIBOR RABÓCZKAY

trabocka@hotmail.com

São Paulo

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PRECATÓRIOS

Até que enfim!

Parabéns ao governador Geraldo Alckmin, que cumprindo a sua promessa assinou esta semana decreto destinando R$ 2,4 bilhões para a retomada do pagamento de precatórios no Estado de São Paulo. Reacendem-se, assim, as esperanças de milhares de credores que aguardam, há décadas, o pagamento de seus créditos alimentares.

MARCO ANTONIO R. NUNES

nunesmarcelao1@ig.com.br

Pindamonhangaba

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Longa novela

Com 75 anos de idade e desde 1999 aguardando para receber os precatórios que o governo estadual me deve, fico revoltado ao ver o descaso com que os médicos são tratados por seu colega Geraldo Alckmin, o qual nos seus seis anos de governo anterior não pagou nem um tostão. É uma longa novela que não dá ibope. Agora ele cede às pressões do governador do Rio de Janeiro para pagar um inútil e incrivelmente caro trem-bala, e os aposentados que morram à míngua na fila de espera para receber o que lhes é devido por toda uma vida de trabalho. Governador, é assim que V. Exa. quer se eleger presidente da República? Pague todos os precatórios imediatamente!

MÁRIO MARRESE, médico

marrese@sti.com.br

São Paulo

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Sem esperança

Concordo em gênero, número e grau com a indignação do leitor sr. Floriano S. Pacheco (11/1). Sua indignação é a mesma, creio eu, de todos os que esperam um dia receber seus precatórios devidos. Minha mãe e vários amigos da família faleceram sem receber o que lhes era de direito. Como sofro de cardiopatia, consultei a Fazenda sobre a possibilidade da antecipação do pagamento e a resposta, pasmem: só se estivesse em fase terminal! Pensei que o funcionário estivesse brincando, mas não, é verdade. Portanto, não tenho a menor esperança de usufruir o que é ou, melhor, deveria ser meu de direito.

SILVIA LINO DOS SANTOS

slalinosantos@gmail.com

São Paulo

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PERSEGUIDOS POLÍTICOS

Battisti e o ETA

Agora que o governo da Espanha parece desdenhar do cessar-fogo anunciado pelos terroristas bascos do ETA (não seriam militantes...?), será que eles estão contando com a possibilidade de uma boa aposentadoria no Brasil, na condição de perseguidos políticos?

ANTONIO C. DA MATTA RIBEIRO

antoniodamatta@ig.com.br

Guarulhos

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"Ave Maria, cheias, desgraças, o temor é conosco. Rio de Janeiro de 2011. Amém!"

GILBERTO MARTINS COSTA FILHO / SANTOS, ORAÇÃO POR NOVA FRIBURGO, PETRÓPOLIS, ITAIPAVA, TERESÓPOLIS...

marcophil@uol.com.br

"Bem-aventurados os mansos porque eles herdarão a Terra, disse Jesus. Os mansos

votam e herdam a lama"

GILBERTO DIB / SÃO PAULO, SOBRE AS CATÁSTROFES DAS CHUVAS

gilberto@dib.com.br

"Parece que Deus deixou de ser brasileiro..."

PAULO DIAS NEME / SÃO PAULO, SOBRE TANTAS VIDAS PERDIDAS

profpauloneme@terra.com.br

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TEMA DO DIA

Dilma promete ajuda contra tragédia no RJ

"Moradia em área de risco no País é a regra, não a exceção'', afirmou a presidente em visita ao Estado

"Estou cansado de ver autoridades culparem os pobrezinhos que morrem soterrados dizendo: "É ocupação irregular"."

ALBERTO NUNES FILHO

"O correto é proibir com mão forte que habitem essas áreas."

JULIO MARTINELLI

"Só quando acontecem tragédias os governantes se dão conta disso. Na campanha eleitoral, acham que tudo está bem, prometem o impossível, mas nada fazem depois das eleições."

ADAMOR NEVES

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Cartas enviadas ao fórum dos leitores, selecionadas para o estadão.com.br

 

 

 

 

 

 

Rio de Janeiro

Trágico!

J. S. Decol decoljs@globo.com

São Paulo

 

 

 

 

 

 

 

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LUTO

O Sudeste brasileiro está de luto! Há décadas é o mesmo triste fim. Agora a natureza mandou um recado mais forte. Será que as autoridades continuarão omissas? E as verbas para saúde, educação, saneamento e infraestrutura? Enquanto isso, as "Marias Candelárias" e os "Gasparzinhos aspones", contratados por firmas de terceirização, são uma promessa de campanha cumprida: "Votou direitinho, não foi, meu filho?"

"... E a chuva la fora mais forte ainda..." (Tito Madi). "E agora, José?" (Carlos Drummond)

 

Luiz Fernando D'ávila lfd_avila@hotmail.com

Rio de Janeiro

 

 

 

 

 

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PREVISÃO DO TEMPORAL

Por que será que os técnicos do Simerj (Serviço de Meteorologia do Estado do Rio) não fizeram a correta previsão de temporal? Será que são qualificados para o cargo ou apenas apadrinhados de certos políticos?

 

Luiz Nusbaum lnusbaum@uol.com.br

São Paulo

 

 

 

 

 

 

 

 

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TRAGÉDIA BRASILEIRA

 

Enquanto políticos sem ética e que não representam a vontade do povo enchem os bolsos de dinheiro público, as enchentes destroem os bens e retiram vidas humanas.

Os políticos locupletam-se enquanto pessoas humildes estão sofrendo perdas irreparáveis.

A tragédia que está ocorrendo no Rio de Janeiro é de responsabilidade dos políticos que somente pensam em encher os bolsos com aumentos absurdos.

Os políticos deveriam ressarcir todo o prejuízo das vítimas das enchentes, pois elas também contribuem para pagar os seus salários exorbitantes.

 

 

Atenciosamente, José Augusto joseau@superig.com.br

São Lourenço/MG

 

 

 

 

 

 

 

 

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CADÊ AS FORÇAS ARMADAS?

Onde estão os helicópteros da Marinha, do Exército e da Aeronáutica, que deveriam estar atuando no salvamento das vítimas desta catástrofe que atingiu o Estado do Rio de Janeiro? Em todos os noticiários o que vemos são os helicópteros e equipes da imprensa ajudando os sobreviventes. O que é preciso para que a ajuda humanitária chegue aos locais cujo acesso está bloqueado? Em qualquer país desenvolvido em questão de minutos os helicópteros das Focas Armadas estariam presentes. Eles estão esperando o quê? Pedido formal do governador? Parece que o governador Sérgio Cabral ainda se sente em férias, porque sua obrigação era estar atento às necessidades urgentes do momento. Mas parece que sua prioridade foi paparicar a presidente Dillma, esquecendo-se de suas obrigações como governador.

 

Beatriz Campos beatriz.campos@uol.com.br

São Paulo

 

 

 

 

 

 

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FALTA DE COMANDO

Houve uma total falta de iniciativa imediata do governo federal na mobilização das Forças Armadas, com seus helicópteros, especialmente na tragédia do Rio de Janeiro, mas também nas inundações em São Paulo. Como bem afirmou um jornalista, passadas mais de 24 horas do início das enchentes, helicópteros da imprensa, da polícia e dos bombeiros chegavam às áreas devastadas sem que se visse um sequer das três Forças Armadas. Faltou comando principalmente ao ministro da Defesa e aos

seus três comandantes militares.

Heitor Vianna P. Filho bob@intnet.com.br

Araruama (RJ)

 

 

 

 

 

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SAINDO DA TOCA

Será que as Forças Armadas estão dependendo de verbas para saírem de suas "tocas" com seus helicópteros ? As emissoras de televisão, rádio e toda a população da região estão fazendo o que eles deveriam já estar fazendo desde o primeiro momento da tragédia.

Aqueles que estão sofrendo são brasileiros que pagam impostos escorchantes. São vítimas não das enchentes, mas do descaso das autoridades públicas em geral pela falta de fiscalização, que vai desde o mais modesto funcionário até ao seu mais alto superior hierárquico. Há necessidade de apurar a responsabilidade de todos, destituí-los de seus cargos e verificar aonde foram parar as verbas que deveriam ser aplicadas na segurança da população, dando-lhe a garantia de uma vida mais estável e segura.

Estes são os responsáveis, e não a mãe natureza, como querem que acreditemos que seja. Os R$ 2,5 milhões que estão apregoando serão mais uma verba prometida e que aplicada até 2014. Será em razão das próximas eleições? Até lá os responsáveis já terão desviado parte da verba, se não toda, e a população continuará pagando os seus impostos e morrendo por excesso de promessas.

O Ministério Público também tem de sair da sua toca e agir em defesa de um povo que só conhece alegrias quando paga para assistir ao carnaval. Fora disso é, como dizem, chover no molhado e vender o seu voto para pensar que existe.

 

 

Alberto Caruso albertocaruso@uol.com.br

São Paulo

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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MOBILIZAÇÃO MILITAR

Fico imaginando o que as Forças Armadas poderiam ter de mais importante para fazer do que acudir aos desabrigados da catástrofe que atingiu o Estado do Rio. O que será que está faltando acontecer para que as valorosas Forças Armadas sejam mobilizadas para refazer pontes, reabrir estradas, montar hospitais de emergência, resgatar pessoas isoladas, etc.?

Mário Barilá Filho mariobarila@yahoo.com.br

São Paulo

 

 

 

 

 

 

 

 

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DESASTRES

 

Paulistas e fluminenses sofreram esta semana desastres em decorrência das chuvas.

No Rio, vários desmoronamentos, como os ocorridos no ano passado. Onde estão as atitudes tomadas pelo governador reeleito, Sérgio Cabral? Aparecer quando a desgraça já aconteceu ou quando a tomada da favela já está garantida é muito fácil, tomar medidas de longo prazo é que é difícil. Onde estavam os promotores e fiscais do Ibama quando as casas que desmoronam foram construídas? O problema é o mesmo das grandes obras, e mais importante, envolve vidas humanas diretamente. Todo esse caos poderia ser evitado com ações simples e nossa perda poderia ser menor.

Já em São Paulo o que se vê são as enchentes recorrentes. Culpa não só do governo ocioso, que culpa as chuvas fortes, mas também da população, que insiste em manter a rotineira descarga ilegal de lixo. Creio que esses supostos cidadãos não tenham consciência de seus atos, muito menos se preocupem com a vida dos afetados pelas consequências de suas ações. Agora, o que os moradores das regiões atingidas por enchentes deveriam cobrar é a fiscalização e, se for preciso, fiscalizar o descarte ilegal de lixo e agir, chamando a polícia e tomando as ações legais.

Só nos resta rezar pelas almas que deixaram o mundo nestes desastres e pela alma dos políticos e das pessoas que insistem em prejudicar a população com suas ações impensadas.

 

 

Bruno Malteze Zuffo brumalteze@hotmail.com

São Paulo

 

 

 

 

 

 

 

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CONVERSA FIADA

Se for criada uma lei responsabilizando civil e criminalmente, em rito sumário, o administrador que negligencia a vida humana, punindo-o exemplarmente com penas as mais severas, certamente nas próximas enchentes muito menos vidas serão perdidas. O Brasil não aguenta mais a conversa fiada e os discursos podres desses canalhas que prometem tudo quando da busca pelos votos, mas, na verdade, muito pouco cumprem daquilo que foi empenhado. O melhor lugar para esses indivíduos tem um nome: cadeia!

 

David Neto : drdavidneto@uol.com.br

São Paulo

 

 

 

 

 

 

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ATÉ QUANDO?

 

Passados 43 anos da tragédia de Caraguatatuba em que mais de 300 pessoas morreram soterradas, praticamente nada de preventivo foi feito para impedir que famílias construíssem suas casas em áreas de risco. E em razão dessa inércia, infelizmente, estamos assistindo a outra no Estado do Rio, até aqui com mais de 400 mortes!

E assim se sucedem tais tragédias anunciadas, no Rio em 1988 e 2009, somando ainda mais centenas de vítimas. Em Santa Catarina também outras terríveis que enlutaram o País.

E o que fizeram prefeitos, governadores e o governo federal ao longo destes anos? Somente os indigeríveis discursos de liberações de verbas, que nunca chegam ou que inescrupulosamente são desviados para outros fins! Alguns até criminosos...

Na realidade precisamos uma Lei de Responsabilidade Social ou Ambiental, que exija ações preventivas, que viabilizem a retirada das áreas de risco das famílias, sejam elas ricas ou pobres, sem a possibilidade de contestação na Justiça por políticos ou entidades que preferem a continuidade das calamidades!

Os estudos de solo realizados por profissionais altamente competentes existem. O que falta é vergonha na cara dessa politicagem de quinta categoria que infesta as nossas instituições.

Vejam em São Paulo, para combater as enchentes prometeram construir há anos 140 piscinões, mas apenas 49 foram concluídos. E as desculpas são as mais esfarrapadas possíveis.

O problema não é o da falta de recursos. Mas de dignidade pública...

Paulo Panossian Paulopanossian@hotmail.com

São Carlos

 

 

 

 

 

 

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ESTUPIDEZ CRÔNICA

 

Os três fatores que causam as tragédias que se estão repetindo há décadas nos primeiros meses do ano no Brasil são mau tempo, terreno instável e ocupação irregular. O único fator que evitaria de uma vez por todas essas catástrofes e pode ser controlado e proibido por nós, seres humanos racionais e inteligentes, é a ocupação irregular. Então por que não se faz isso, meu Deus?

 

Victor Germano Pereira victorgermano@uol.com.br

São Paulo

 

 

 

 

 

 

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GESTO DE NOBREZA

 

Será que nem mesmo diante dessa tragédia que atinge milhares de brasileiros nos Estados do Rio de Janeiro, de São Paulo e outros, os nossos políticos que se deram um aumento de 70% se comovem? Enquanto eles mamam nas mordomias, as vítimas das enchentes, que perderam todos os bens materiais e seus parentes, olham para o futuro e não veem nada.

Srs. Políticos, em nome da honra, da decência e da dignidade humana, tenham um gesto de nobreza: anulem esse aumento criminoso e destinem o dinheiro para minimizar a dor dos nossos irmãos. É o mínimo que podem fazer. Quantos de vocês estão visitando as vítimas? Ah, é mesmo: As eleições já passaram, só daqui a quatro anos. Aí, sim, vocês subirão novamente o morro e repetirão as mesmas promessas de sempre!

 

 

José Milton Galindo galindo52@hotmail.com

Eldorado

 

 

 

 

 

 

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PT do B

Mais um partido nanico e inútil, não necessariamente nessa ordem, invade o horário nobre da TV para uma propaganda inútil, num momento em que algumas importantes cidades do País contabilizam seus mortos e desabrigados.

Que mesquinharia, partidinho!

Guto Pacheco daniguto@uol.com.br

São Paulo

 

 

 

 

 

 

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ABSURDO POLÍTICO

Ontem fiquei chocado ao ver um telejornal ser interrompido pelo Programa Político Obrigatório. Não é possível tamanha falta de sensibilidade da Justiça Eleitoral, dos partidos políticos e da imprensa numa hora trágica que vive o País, com as enchentes e centenas de mortos. De repente, o telejornal é interrompido, às 20h30, por uma propaganda política em que apresentavam um filme com crianças rindo e dançando e os apresentadores elogiando determinado partido, que teve a cara de pau de mostrar um "mundo maravilhoso feito em estúdio". Como é que os responsáveis pelo programa eleitoral pensam (sic) sobre a reação causada ao telespectador? No mínimo, as "coisas" estão bastante fora de lugar. Vergonha!

 

 

Decio Franco de Almeida bdfpartners@uol.com.br

São Paulo

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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O CUSTO ABSURDO DO MARACANÃ

 

Durante o transcorrer da cobertura sobre a tragédia ocorrida em quatro municípios fluminenses e que até agora já matou mais de 400 pessoas, se toma conhecimento de que o Estádio do Maracanã vai consumir muito acima dos R$ 600 milhões previstos inicialmente para sua modernização e chegar a R$ 1 bilhão, segundo as previsões dos técnicos que trabalham em sua reforma. Aposto que passará muito dessa previsão, porque, além dos custos materiais, há também o custo corrupção e fará chegar ao dobro. Mas o que se discute é: por que gastar tamanho absurdo num Maracanã enquanto a população carioca pobre morre jogada em hospitais imundos e sem nenhuma estrutura para um atendimento médico decente? Para atender ao desejo do ex-presidente Burla e do governador do Rio, que queriam porque queriam aqui Copa do Mundo e também uma Olimpíada? Para sustentar o ego deles? São dois eventos que custarão ao País mais de R$ 40 bilhões. Quando o carioca reclamar do atendimento nesses chiqueiros que chamam de hospitais, perguntem a ele por que apoiou governantes que preferem fazer nome com eventos desses e vagabundear em pleno dia da semana e sob um clima de tragédia no Estado, para festejar um boleiro que o falido Flamengo, que deve milhões, foi buscar no Milan, clube que, cansado do custo dessa estrela cadente, livrou-se desse encosto. Esse descalabro se repetirá noutros Estados que sediarão a Copa e consumirá bilhões em obras, com a população vivendo os mesmos problemas que o carioca enfrenta.

 

 

Laércio Zannini arsene@uol.com.br

São Paulo

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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FLACHUVAS

Nada contra, mas o Rio despencando, mortes à beça, como diz o carioca, e o Ronaldinho Gaúcho e o "Framengu" festejando.

Não sei se é pra rir ou chorar.

 

Ailton dias Pereira ailton7@ig.com.br

Ribeirão Preto

 

 

 

 

 

 

 

 

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FALTA DE SENSIBILIDADE

Enquanto o Brasil, atônito e cheio de dor, acompanhava as notícias sobre a catástrofe que se abateu sobre os nossos irmãos fluminenses, 20 mil torcedores do Flamengo, supostamente desocupados numa quarta-feira útil, se reuniam na Gávea, a apenas 70 quilômetros do cenário trágico, para saudar a contratação de Ronaldinho Gaúcho. Pergunto: em qual departamento do clube a presidente do Flamengo armazenou a sua sensibilidade? Não teria sido mais sensato simplesmente cancelar o evento em face desse momento de luto? A atitude da presidente do Flamengo foi lamentável. Poderia ter adiado o evento e o transformado num momento de solidariedade, com essa turba de 20 mil levando donativos ou doando sangue. Chegamos ao limite da falta de decência.

 

Eulalia Moreno eulaliamoreno@uol.com.br

São Paulo

 

 

 

 

 

 

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FRIEZA

Foi com indignação que vi a recepção ao jogador Ronaldinho, contratado pelo Flamengo, em meio à tragédia com centenas de mortes no Estado do Rio de Janeiro.

O jogador e o clube foram de uma insensibilidade a toda a prova ao se omitirem sobre as enchentes, os deslizamentos de morros e mortes ali mesmo, perto da "festa"; essa falta de humanidade e de sentimento não se concilia com o futebol e com a ostentação de ser o Flamengo o clube mais popular do Rio.

Estou chocado e envergonhado com a frieza do clube e do atleta, que não deram a mínima para o que estava acontecendo. A recepção deveria, no mínimo, ter sido cancelada e transferida para outra oportunidade, ou, pelo menos, que o jogador ou alguém do clube falasse uma palavra de conforto para as vítimas da tragédia.

As coisas vão mal nesse nosso Brasil ...

José Haroldo de Oliveira e Costa jose.haroldo@terra.com.br

São Paulo

 

 

 

 

 

 

 

 

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TRISTE ATITUDE

Total falta de sensibilidade e solidariedade a decisão do Flamengo de continuar com a recepção para o jogador Ronaldinho enquanto a 60 km da sede do clube pessoas morriam, outras procuravam entes queridos desaparecidos, procuravam casas que não existem mais. Muito triste tal atitude! O mínimo que deveriam haver feito seria apresentar o jogador de forma discreta, cancelando a comemoração e pedindo a cada um dos presentes que doasse um pacote de macarrão ou de açúcar, sabonete, etc.

Lamentável! O Flamengo tem de, no mínimo, abrir a sede de clube para recebimento de doações e contratar caminhão para encaminhá-las à Serra Fluminense, para pelo menos não ser considerado uma entidade vil e sem solidariedade.

Meu abraço fraterno a todos os que os perderam tudo na Serra Fluminense e também aqui, no Estado de São Paulo.

Paulo Mariano Marcondes Ferraz pmmferraz@hotmail.com

São Paulo

 

 

 

 

 

 

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OS DOIS LADOS DA MOEDA

Enquanto 20 mil desocupados e irresponsáveis promoviam o "baladeiro" Ronaldinho ex-gaúcho, com um salário de mais de R$ 50 milhões anuais, em sua apresentação na Gávea, em pleno horário de trabalho, a poucos quilômetros dali outros brasileiros sofriam as consequências de enchentes e desmoronamentos, causando mais de 400 mortos, entre os quais três bombeiros que deram sua vida para salvar outros seres humanos, apesar de receberem de salário um pouco mais de R$ 1 mil mensais. Agora a direção do clube da Gávea vem a público declarar que abrigará as doações para as famílias atingidas pelas enchentes. Quanta hipocrisia!

É muito baixa a autoestima da presidente Patrícia Amorim, considerando como seus

maiores feitos ter contratado o nadador Cielo e o jogador de futebol em questão.

 

 

João Ernesto Varallo jevarallo@hotmail.com

São Paulo

 

 

 

 

 

 

 

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INDIGNAÇÃO

A mais profunda indignação e o maior repúdio ao Flamengo e a Ronaldinho Gaúcho pela "festa" protagonizada por ambos, em detrimento as vítimas da região serrana do Rio de Janeiro. Enquanto muitos choravam e contavam seus mortos, esse baladeiro contumaz fazia festa, nem um minuto de silêncio em prol dos mortos tiveram a dignidade de fazer! Que a sua consciência (se é que têm) tenha pelo menos um gesto de carinho para as vítimas e seus familiares, fazendo um jogo de solidariedade para elas, doando a renda e pelo menos parte de seu fabuloso salário, isso é o mínimo que tanto o Flamengo e como Ronaldinho Gaúcho podem fazer para se redimirem de tamanha falta de sensatez de que ambos foram protagonistas nestes dias de tristeza no Rio de Janeiro. Os nossos sinceros votos de pesar e solidariedade ao povo serrano do Rio de Janeiro e de outras partes do Brasil assolado pelas chuvas e enchentes deste verão.

 

Walter Francisco Barros walterfbarros@yahoo.com.br

Araçatuba

 

 

 

 

 

 

 

 

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BRASIL DA CORRUPÇÃO ATÉ NO MEIO DO CAOS

 

Cuidado com as doações! Lembrem-se do recente incêndio no depósito da Defesa Civil em Maceió, que destruiu toneladas de donativos destinados aos desabrigados das enchentes, e da investigação do Ministério Público sobre um possível desvio, com interesse político, de cestas básicas doadas que estariam sendo guardadas para serem distribuídas apenas durante o período de campanha eleitoral em Alagoas. Apelos de solidariedade de associações comunitárias e de classe, de igrejas e de ONGs só servem para desviar a sua atenção. Não se esqueçam de que, de acordo com a Constituição federal, artigo 21, § XVIII, "planejar e promover a defesa permanente contra as calamidades públicas, especialmente as secas e as inundações", são de responsabilidade do poder público, geralmente preocupadíssimo em arrecadar, mas sempre distraído com o aporte de contrapartida financeira em defesa do contribuinte cidadão.

 

Sergio S. de Oliveira ssoliveira@netsite.com.br

Monte Santo de Minas (MG)

 

 

 

 

 

 

 

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ESTOQUE ESTRATÉGICO

O povo brasileiro é solidário ao extremo quando ocorrem tragédias como as atuais, no Rio de Janeiro e em São Paulo e Minas, e as doações de mantimentos, água, colchões e roupas são fartas. O que não temos é um governo minimamente organizado para manter um estoque estratégico e preparo para enviar aos locais atingidos os itens mínimos para a sobrevivência digna dos "sem-absolutamente nada", sobreviventes das tragédias. O povo brasileiro precisa amadurecer e cobrar o que é obrigação do Estado, exigir que os impostos cobrados sejam aplicados em benefício da população. No passado muitos pintaram a cara quando havia uma liderança ávida pelo poder, agitando as ruas, e hoje, por mais indecente e imoral que seja a atitude de algum político, nós nos calamos... Se podemos organizar uma Copa do Mundo, uma Olimpíada, por que não temos o mínimo de preparo para lidar com tragédias anunciadas quase que com data e hora marcada? A resposta é que temos políticos demais e planejamento e administração zero! Viva o carnaval, viva o Campeonato Brasileiro, viva a Copa do Mundo, viva a Olimpíada... enquanto morrem inocentes.

 

 

 

Luiz Ress Erdei gzero@zipmail.com.br

Osasco

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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ESTAMOS EM BOAS MÃOS

 

Nossa presidente e o governador do Rio de Janeiro, durante a coletiva depois de visitarem as cidades arrasadas pelas chuvas, declararam de várias formas e várias vezes que sabem o que aconteceu em Petrópolis, Teresópolis, Friburgo e demais áreas atingidas pelas chuvas, inclusive São Paulo. O volume de água inusitado, que a população teima em morar em áreas de risco, e o remédio para isso é rasgar a Constituição, esquecer o Estado de Direito, desrespeitar ordens judiciais e invadir e retirar esse pessoal que teima em morar em lugares onde não deviam, à força, segundo declarou ontem e o vice-governador do Rio, Luiz Fernando Pezão. É uma alívio saber que todas as nossas autoridades sabem tudo e o porquê do que aconteceu. E agora, com o PAC... (de 5 a 10, qualquer número serve), o "Minha Casa, Minha Vida 2" e outras medidas que estão tomando, a ordem vai ser restabelecida e todos vão morar com conforto e em áreas protegidas. Aproveito para acrescentar: com segurança, saúde, saneamento básico, educação decente, transporte, etc. Mas sei também que todo o clamor público vai passar em dias, todas as medidas vão ser esquecidas e as doações, roubadas. E vamos começar um bolão para ver onde vai ser a próxima catástrofe.

 

Roberto Aranha rcao@globo.com

São Paulo

 

 

 

 

 

 

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INTERESSES POLÍTICOS ACIMA DE TUDO

 

É verdade que o índice pluviométrico está elevado, mas de que adiantam os levantamentos de áreas de risco nas grandes cidades, se o governo federal não libera verbas para a contenção das encostas e, quando o faz, o beneficiário é do interesse pessoal do ministro "de plantão" ou do partido? Para a população atingida pelas catástrofes restam, principalmente, a solidariedade dos vizinhos e alguns limitados esforços de autoridades locais. Ajuda federal virá depois, muito depois, distribuída principalmente aos parceiros políticos ou por intermédio deles. Quando deixaremos de ser um país onde o interesse político suplanta as necessidades sociais mais imediatas? Pense nisso, Dilma...

 

 

Fabio Figueiredo fafig3@terra.com.br

São Paulo

 

 

 

 

 

 

 

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OCUPAÇÃO IRREGULAR

 

Estou cansado de ver autoridades culparem os pobrezinhos que morrem soterrados dizendo: é ocupação irregular. Sabem somente dizer isto: OCUPAÇÃO IRREGULAR. Ora, bolas, e não é irregular também o poder público não coibir que isso ocorra? A culpa é do poder público, que não fiscaliza, deixando que ocupem áreas de risco. Agora, somente há uma solução: que se cataloguem esses milhares de pessoas. Que escolham um local adequado e se construam milhares de Cingapuras, retirando toda essa população e transferindo-as para lá. Em vez de se gastarem bilhões em estádios de futebol, que se gastem com isso para se resolver de vez esse problema. Depois não deixem mais que se construam em áreas de risco. Porém falta vontade política, não? Os faraós construíram as pirâmides e nós não construímos nem casas para os pobres. Preferem vê-los morrer. Parece até que gostam disso, como se fossem assistir a um teatro, que no fim é isso mesmo a que gostamos de assistir em teatros.

 

Alberto Nunes albertonunes77@hotmail.com

Itapevi

 

 

 

 

 

 

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LEGISLAÇÃO FORTE

Vamos encarar os fatos ao menos uma vez? Enquanto a sociedade pensante deste país não se organizar para forçar uma legislação que habilite as autoridades públicas a fazerem desocupar, mesmo que "manu militare", as áreas de risco, teremos de continuar convivendo com estas catástrofes e pagando pelos seus danos recorrentes. Até quando? Os políticos, sabemos todos, jamais farão retirar essas pessoas das áreas de risco por moto próprio. Nós, sociedade civil, temos de intervir diretamente (através de uma iniciativa pública de lei?) para impor uma legislação forte e salvadora de vidas dando esta incumbência, por exemplo, às Forças Armadas.

Fernando Pierry fernando.pierry@uol.com.br

São Paulo

 

 

 

 

 

 

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DEMAGOGIA

O governador Sérgio Cabral não deixa de ter razão quando diz que sempre tem algum político querendo fazer demagogia com a população, referindo-se à catástrofe que se abateu sobre a região serrana do Rio por causa dos temporais, onde as prefeituras não fazem seu dever de casa, nem os vereadores. Permitem construções em áreas de risco em troca de votos e fazem vista grossa, pensando apenas nos votos. Deveriam, agora, ajudar estes desabrigados com dinheiro do próprio bolso, e não pedir ajuda à população, que paga seus impostos e ainda é chamada a ajudar por demagogia dos prefeitos, vereadores, deputados, etc. O cidadão quer saber aonde vai parar e o que é feito com o seu Imposto de Renda, seu IPTU, seu IPVA, seu ICMS e outros tributos. Mas voltando a declaração do governador, acho que ele não tem moral para falar o que disse, não. Demagogia ele também faz, e muito bem. Quem tem telhado de vidro não joga pedra no telhado dos outros. E mais uma vez mostrou ser omisso nestas ocasiões. No início de 2010, quando houve a tragédia em Angra dos Reis, só apareceu dois dias depois e agora só voltou do exterior porque a presidente Dilma iria às localidades atingidas.

 

 

 

Panayotis Poulis ppoulis@ig.com.br

Rio de Janeiro

 

 

 

 

 

 

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RECURSOS EMERGENCIAIS

Diante da tragédia que aconteceu Rio de Janeiro esta semana, o sentimento de indignação e revolta contra as autoridades políticas salta dos recônditos do conformismo. Mais e mais tragédias, todos os anos, envolvendo deslizamentos e soterramentos de casas em áreas de risco só evidenciam o descaso que nossos eleitos políticos têm com a condição de vida do pobre brasileiro. Palmas para os programas "Minha Casa, Minha Vida", "Fome Zero"... Amenizam, dão sinal de interesse em mudanças, mas serviram principalmente para justificar as promessas de campanha, porém estão muito distantes de atender à necessidade do povo, somente por falta de mais investimentos.

R$ 780 milhões, dinheiro disponibilizado por Dilma (governo federal) para atender às emergências. Muito bem, Dilma, nessas horas é preciso agir rápido e disponibilizar recursos com celeridade.

Mas onde estava esse dinheiro? Todos os anos as tragédias se repetem! É totalmente previsível! Os técnicos da Defesa Civil não poupam esforços para alertar tanto as populações quanto as autoridades políticas.

Uma construtora em Curitiba revela custos de obra de casas populares com diferenciais sustentáveis. O custo por unidade de habitação é de R$ 40 mil, incluindo infraestrutura urbana, revestimento cerâmico, sistema de aproveitamento de água pluvial, pontos de coleta de óleo de cozinha e unidades adaptadas a deficientes físicos. Segue o link da publicação:

http://revista.construcaomercado.com.br/guia/habitacao-financiamento-imobiliario/95/dentro-do-pacote-construtora-viabiliza-orcamento-do-minha-casa-140696-1.ASP

Com esse recurso emergencial poderiam ser construídas 19.500 casas populares usando a tecnologia adotada pela construtora curitibana. Mais ou menos 60 mil pessoas estariam abrigadas adequadamente com esse recurso, se tivesse sido empregado de modo preventivo. E estamos falando especificamente nesse recurso emergencial, mas todos os anos as tragédias se repetem e recursos emergenciais são empregados para mitigar os danos. Obviamente que a morte das pessoas envolvidas é uma perda irreparável, nenhum dinheiro no mundo é capaz de devolver uma vida ou o prazer de viver a alguém que teve seu ente querido soterrado. Um país rico como o Brasil não pode permitir que coisas assim aconteçam, Dilma! Agora está na sua mão... Transforme esses programas

habitacionais numa revolução habitacional.

 

 

 

 

Paulo R. S. Martins palrogma@hotmail.com

Porto Velho

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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CALAMIDADES

Nada justifica os fatos vergonhosos com seres humanos deste país. "Hasta quando", senhores, "hasta quando"? Rondônia em calamidade pública no âmbito da saúde. Será lá o Haiti? Já não basta como exemplo esse miserável país? Pessoas largadas à míngua em hospital, se é que podemos chamar aquilo de hospital. Uma só verdade existe em toda esta atrocidade: os governantes deste país não dão a mínima para o povo, perderam de vez a vergonha. E as enchentes... Quando do ocorrido em Angra, disseram que tomariam providências(?). Parem de dormir em berço esplêndido, fazendo campanhas mirabolantes e cheias de promessas, este assunto é com a Igreja e nossos santos de devoção. Atitude e vergonha na cara é o que falta! Vão tomar uma atitude digna quando os fatos começarem a afetar diretamente os senhores e a corriola de seus familiares! Pagamos impostos, temos direito a moradia, saúde, educação e segurança. Mas o que se vê é só para os senhores bonitos engravatados e senhoras "botoxicadas". "Hasta quando" e em qual volume precisamos continuar gritando: CHEGA!CHEGA!

Jane Baruque jane.dubaruque@uol.com.br

São Paulo

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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OS ROYALTIES DAS ENCHENTES

O governador do Rio de Janeiro, sr. Sérgio Cabral, briga para que os royalties do petróleo fiquem só para os Estados produtores. Será que agora, com seu Estado devassado pelas chuvas, ele irá à televisão brigar para que os custos com as enchentes fiquem só para ele, também? O governo federal está enviando milhões de reais para socorrer as vítimas de seu Estado. Que bom seria se o sr. Cabral soubesse que esse dinheiro que está sendo enviado é fruto da arrecadação de contribuintes que pagam seus impostos em todos os Estados da União.

Virgìlio Melhado Passoni mmpassoni@gmail.com

Praia Grande

 

 

 

 

 

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OMISSÃO DOS GOVERNOS

 

 

Além do tradicional "nunca neste país se viu chover tanto", passado o pior vamos assistir ao tradicional festival de empurrar a responsabilidade para outras áreas dos governos, se bem que os responsáveis já sejam conhecidos: "Sao Pedro e os governos anteriores."

A calha do Tietê aumentou, mas de que adianta, se se deixa assorear o seu leito? Remover famílias de áreas de risco é impopular, os nossos politicos preferem inaugurar viadutos, placas e pedras fundamentais de obras futuras(?), etc...

As centenas de milhões de reais gastas em propaganda seriam mais bem usadas em obras que poderiam minimizar tragédias como estas. (Deixa a mídia divulgar a realidade.)

 

 

Jacques Pennewaert jacques.pennewaert@terra.com.br

São Paulo

 

 

 

 

 

 

 

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RELAXA E...

 

As chuvas torrenciais que atingiram São Paulo nos últimos dias mostraram que

mesmo Estados com melhor situação econômica não têm o planejamento adequado

para enfrentar uma situação que não é inesperada. Há mecanismos para prever o

que vai acontecer e que medidas preventivas devem ser adotadas. Mas a

comprovação clara da visão de um administrador em relação a esse sério

problema pode ser caracterizada pelo que disse o atual governador numa

entrevista à imprensa, que buscava informações sobre as atitudes que seriam

tomadas. Ele respondeu às perguntas no seu estilo sisudo, alegando que

não tem obra de 24 horas para resolver esse tipo de problema.E em relação à

quantidade de água em várias regiões só faltou ele completar dizendo para a

repórter "relaxa e nada". Até quando vamos ficar sujeitos a esses problemas?

Uriel Villas Boas urielvillasboas@yahoo.com.br

São Paulo

 

 

 

 

 

 

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FRANCO DA ROCHA

Presumo que a tragédia de Franco da Rocha poderia e deveria ter sido evitada.

Antigamente havia um slogan usado pela Light Power, hoje Eletropaulo, que dizia: prevenir acidentes é dever de todos.

As enchentes no município Franco da Rocha têm sido provocadas pela represa da Sabesp, quando esta atinge o limite máximo e, então, é necessário abrir as comportas, para evitar tragédia maior.

Sou leigo no assunto, mas por que não foi construída uma represa auxiliar ou um piscinão anexo à grande represa, a fim de coletar a água excedente? Já que se sabe de antemão que, quando das fortes chuvas, a represa pode atingir limites máximos.

Finalizando; o prudente vê o mal e se protege, mas os imprudentes passam e sofrem as consequências (Prov. 22.3).

Mas quem sofreu conseqüências devidas à imprudência foram os moradores região. Isso sem contamos os graves prejuízos econômicos para a cidade de São Paulo já que a ferrovia ficou paralisada.

 

 

Rubens Colonezi rubenscolonezi@yahoo.com.br

São Paulo

 

 

 

 

 

 

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LAMA E ÁGUA SUJA

A Sabesp abriu comportas e tudo fica por isso mesmo. Se foi ou não foi uma decisão, assim como atribuir a culpa pelas inundações ao grande volume de água das chuvas, não muda nada. Segundo os técnicos urbanistas, o que falta é planejamento e os governos pagam obras como executadas sem fiscalizar as medições se são verdadeiras. Se são verdadeiras as obras executadas e não havia mais nada a medir do que foi planejado, novamente falhou o projeto, que não previu nem precisaria prever as catástrofes. Bastaria prever situações de risco, num país de clima tropical como o Brasil. As chuvas não apareceram agora na geografia e no mapa e de nada vai adiantar comprar radares para prever precipitações pluviométricas de alta densidade. O que é preciso é responsabilizar criminalmente a Sabesp e os governantes que aprovaram uma obra sem planejamento e sem projeto. Um projeto que levasse em conta os riscos, as perdas humanas e os prejuízos materiais, que viraram lama e água suja.

Sinésio Müzel de Moura sinesiomdemoura@hotmail.com

Campinas

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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ESTAMOS MAL

São Paulo merecia ter um alcaide à altura da sua grandeza. Trafego, ou seria melhor, aquaplano todos os dias nas nossas Marginais. Segunda à noite, apesar do horário, 23h15, fiquei parado meia hora antes de me aventurar numa poça suja e lamacenta. Consegui chegar em casa a 1h15, a mesma sorte não tiveram outros motoristas. Ontem, quinta-feira, mesmo as "águas" tendo baixado, as Marginais estavam extremamente sujas, especialmente próximo ao "rio", pois as águas voltaram, mas não o lixo. Será que nosso alcaide ainda não se deu conta disso? Será que ele vai dizer que, além das chuvas, aumentou a quantidade de lixo também?! Enquanto isso, diante de uma tragédia em terras fluminenses, o cara de pau do Cabral, não o das caravelas, vem de novo acusar a ocupação irregular de encostas. No ano passado falou a mesma coisa em Angra e depois o Estadão mostrou um documento, assinado pelo próprio, autorizando a construção. Estamos mal de (des)governos municipais e estaduais! Show de horror que se repete a cada início de ano.

 

Renato Camargo natuscamargo@yahoo.com.br

São Paulo

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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PEQUENAS AÇÕES, GRANDES RESULTADOS

 

São Paulo inunda todos os anos e sabendo que ainda falta muito a ser feito, com obras que demoram para surtir algum efeito, existem pequenos atos que podem amenizar. Admiro sua capacidade de "dar a cara" para bater em qualquer tragédia na cidade de São Paulo, pois a maioria dos políticos, inclusive o ex-presidente, só aparece quando a poeira baixa.

Sugiro:

- As campanhas para que a população não jogue lixo nas ruas é muito fraca. Tem de bater forte em todas as camadas sociais, até que todos os munícipes aprendam a ter civilidade e bom senso e aprendam que são também vilões destas tragédias.

- A retirada das lixeiras que acondicionavam os sacos de lixo é outra lei em que o bom senso não prevalece. Elas não atrapalham o pedestre. O que atrapalha são os sacos de lixo, que agora são deixados nas calçadas, virando um verdadeiro caos, com lixo espalhados por toda A calçada. O que atrapalha os transeuntes são as barracas de

camelôs, mas elas continuam firmes. Sobrou para as lixeiras...

Portanto, rever as regras acima tem de ser prioridade. Isso depende de poucas verbas, prefeito Kassab. Mãos à obra.

 

 

 

 

Irma Aparecida Dutra irmadutra@ajato.com.br

São Paulo

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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ESCOLHA DE CANDIDATOS

 

Novamente, e infelizmente, estamos deparando com várias tragédias, por conta das chuvas torrenciais que assolam a Região Sudeste do Brasil. A culpa é de quem? Não se tem uma resposta concreta para essa questão, mas há uma maneira muito importante de buscar soluções. A população precisa parar de acreditar no marketing produzido pelos políticos, que sempre mostram bairros impecáveis, escolas maravilhosas, postos de saúde e hospitais com aparência sueca.

Tem de exigir dos políticos candidatos:

1)Que sejam ficha-limpíssima.

2) Que apresentem planos e metas de obras a serem executadas e expliquem de onde virão os recursos.

3) Que o político fale claramente que vai enxugar a máquina pública e eliminar os tais cargos em comissão e gastos astronômicos no que nada acrescenta ao bem-estar dos cidadãos e contribuintes.

4) Que o futuro prefeito se proponha a comparecer às subprefeituras para reuniões com as lideranças dos bairros. Pelo menos uma vez e cada semestre.

5) Que vai exigir das prestadoras de serviços um projeto e orçamento para cumprir as

reais necessidades (a coleta de lixo é um exemplo e as empresas de ônibus é outro).

6) Que não vai ficar fazendo campanha política visando outra eleição, já que foi

eleito para cumprir o mandato integralmente.

7) Que se disponha a debater com a sociedade durante a campanha eleitoral, para fazer uma administração voltada para os interesses da população. Esses debates entre políticos não trazem nada de positivo ou que se aproveite.

8) Que vai rever com rigor como andam os fiscais, o que andam fazendo e como está a vida deles no quesito nível de patrimônio.

9) Que prometa não permitir que parentes, amigos e aliados façam lobbies para a escolha de empresas na prestação do serviço público.

10) Que seja corajoso para falar somente a verdade aos eleitores e para tomar atitudes inadiáveis pelo bem público.

11) Que não se importe com a opinião de políticos demagógicos, mentirosos e imorais e faça prevalecer os interesses da população.

12) Que assine já na campanha um compromisso de trabalho com a sociedade que contemple somente o interesse da população.

A partir daí poderemos ter esperanças de que as coisas começarão a melhorar de fato, seja quem for o candidato e sua ideologia partidária. Como está não pode continuar, sob pena de muitas outras tragédias surgirem.

 

 

Ademar Monteiro de Moraes ammoraes57@hotmail.com

São Paulo

 

 

 

 

 

 

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CHUVAS E VOTO

Temos lido cartas de leitores que, com razão, responsabilizam as atuais autoridades por não terem investido e tomado mais iniciativas para minimizar os efeitos das chuvas e melhorar ainda mais o transporte coletivo. Mas não podemos esquecer que durante décadas os paulistanos escolheram livremente seus prefeitos que priorizaram o carro, as avenidas, a ocupação das várzeas de rios para pistas expressas, minhocões e outras "maravilhas" admiradas pelos cidadãos que repetiram seus votos a esses candidatos. Cobrar dos atuais é nosso dever, mas querer rapidez, quando perdemos décadas votando errado, é complicado.

 

Francisco da Costa Oliveira fco.paco@uol.com.br

São Paulo

 

 

 

 

 

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