Cartas - 19/10/2010

SEGUNDO TURNO

, O Estado de S.Paulo

19 Outubro 2010 | 00h00

Neutralidade

A posição assumida pelo Partido Verde (PV) e por sua ex-candidata à Presidência da República, Marina Silva, só poderia ser de neutralidade. Politicamente, Marina nasceu, cresceu, militou e governou no PT, portanto, no fundo o seu DNA continua contaminado pelos ideais de antanho. Preserva, pois, o seu capital de quase 20 milhões de votos e espera os acontecimentos. A dúvida que fica é se o PV não estará repetindo o mesmo comportamento do velho PT: somos diferentes, não nos misturamos...

EDUARDO A. DE CAMPOS PIRES

eacpires@terra.com.br

São Paulo

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EM CIMA DO MURO

A neutralidade da Marina, imposta pela maioria sem prestígio político nacional que forma o PV, vai-lhe custar muito caro. E posso vaticinar desde já que em 2014 ela não repetirá a votação agora obtida, pois outras figuras mais sólidas estarão disputando aquelas eleições. Quero dizer que ela deveria escolher um dos dois nomes e eu a seguiria. Ficar em cima do muro significa que não tem opinião própria e não passa de mais uma maria-vai-com-as-outras. Pena, Marina! Que decepção! Mesmo que fosse para nos dizer qual dos dois seria "o menos pior", a sua opinião seria oportuna neste segundo turno.

MARIANA BERNADETE PEREIRA

pereirale@yahoo.com.br

São José do Rio Preto

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SEM AMOR À PÁTRIA

Marina Silva ter-se abstido de apoiar um dos candidatos me autoriza a afirmar que ela não tem amor à sua Pátria. Num momento dos mais graves da História republicana brasileira, em que ameaças à liberdade e à democracia se tornam patentes, com um presidente da República desempenhando um papel que absolutamente não lhe cabe, o de cabo eleitoral, Marina Silva nunca poderia ter ido para cima do muro. Triste e lamentável.

BOB SHARP

bobsharp@uol.com.br

São Paulo

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VISTA GROSSA

Vista grossa é a melhor expressão para a "independência" de Marina Silva, pois se abster de uma opinião que provavelmente faria a diferença entre a esperança e o medo para o futuro de nosso país equivale a não querer enxergar o atual desgoverno de suborno, corrupção, prevaricação e corporativismo público-privado.

DANIELA P. DE SOUZA VASQUES

dan.p.souza@hotmail.com

Americana

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PARABÉNS AO PV

O PV conquistou o meu respeito ao declarar que não vai apoiar nenhuma das duas candidaturas à Presidência, seja a petista ou a tucana. Ao abrir mão da sedução dos cargos que poderia obter numa negociação de apoio, o PV deu uma demonstração clara de que tem compromisso com a ética e a moral, antes de mais nada. Certamente foi uma atitude inteligente, pois seu crescimento junto ao eleitorado será considerável e vai render ao partido muito mais conquistas do que as esmolas que iria colher caso decidisse apoiar um ou outro candidato. Convenhamos, compactuar com quem quer que seja nesse embate, que virou uma briga de lavadeiras desclassificadas por um lugar na bica (que me desculpem as lavadeiras, pois talvez a comparação seja injusta com elas), seria a demonstração clara e inequívoca de que seus membros não passariam de meros oportunistas político-eleitoreiros.

NEI SILVEIRA DE ALMEIDA

neizao1@yahoo.com.br

Belo Horizonte

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TERCEIRA VIA

Parabéns a Marina Silva e ao PV por sua neutralidade, ética e dignidade, com a decisão de não apoiar nem Dilma nem Serra no segundo turno. Seria uma desmoralização se o PV barganhasse o seu apoio a um dos candidatos em troca de cargos no futuro governo. Foi uma decisão sábia, madura e que mostra que o PV tem independência, autonomia e veio para ficar como uma importante terceira via na política brasileira.

RENATO KHAIR

renatokhair@uol.com.br

São Paulo

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INDEPENDÊNCIA VERDE

Marina foi coerente com todos os que depositaram o seu voto e a sua esperança em sua candidatura. Assistimos a um segundo turno em que candidatos firmam compromissos com religiosos e homossexuais (sem nenhum desrespeito ou ofensa a ambos) e pouco falam do meio ambiente ou de energia sustentável. O Brasil (vermelho e/ou azul) parece apaixonado por petróleo e pelo pré-sal, o último, aliás, encarado como o salvador da Pátria, a criptonita dos problemas tupiniquins. O lado vermelho, ainda pior, parece tratar a privatização como caso de amor e ódio - bem demonstrado no editorial A repetição de um velho ardil (18/10, A3) -, e não como um assunto a ser debatido, que, como tudo na vida, tem duas vertentes, a boa e a ruim. A independência de Marina é sinal de respeito aos quase 20 milhões de eleitores que viram no PV um antídoto ao método PSDB/PT. Mais do que isso, a atitude de Marina amplia o seu leque de possibilidades em novas eleições, quem sabe, em 2014. A esperança continua viva, esperança também numa melhora nos próximos debates.

LEANDRO DE OLIVEIRA LOPES

leandro__nego@hotmail.com

São Paulo

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O PETRÓLEO É NOSSO!

É vergonhosa, infantil e inoportuna a declaração da campanha petista de que, se o oponente ganhar, a Petrobrás será privatizada. Se o PT, posseiro do cofre, nem falou quanto vai pedir...

FLAVIO MARCUS JULIANO

opegapulhas@terra.com.br

São Paulo

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PROMESSAS

Um leitor pergunta no Fórum (17/10) de onde José Serra vai tirar os recursos para cumprir suas promessas (aumento do salário mínimo, das aposentadorias e 13.º para o Bolsa-Família). É muito fácil, basta desaparelhar o Estado e as estatais federais que o dinheiro vai sobrar não só para atender às promessas, como para realizar várias obras importantes.

MAURÍCIO LIMA

mapeli@uol.com.br

São Paulo

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PERGUNTAR NÃO OFENDE

Afinal, quem é mesmo o candidato a presidente? Por que a Dilma só fala do Lula? Ela não anda com as próprias pernas?

JOSÉ INÁCIO DE QUEIROZ

zezinhoqueiroz@yahoo.com.br

Andradina

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"A neutralidade de Marina é tão "verde" que parece vermelha"

A. FERNANDES / SÃO PAULO, SOBRE A NÃO DEFINIÇÃO DE APOIO DA EX-CANDIDATA DO

PV PARA O SEGUNDO TURNO

standyball@hotmail.com

"Nem a favor nem contra, Marina Silva é muito pelo contrário..."

ROBERTO TWIASCHOR / SÃO PAULO, IDEM

rtwiaschor@uol.com.br

"Ironias do destino?

A verde amarelou, a Dilma emPACou e o "e agora, José?" virou "agora é José!""

SANDRO FERREIRA / PONTA GROSSA (PR), IDEM

sandroferreira94@hotmail.com

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TEMA DO DIA

Questões de São Paulo dominam 2º confronto

Dilma consegue direcionar debate para políticas do Estado. Erenice Guerra e Paulo Preto são citados

"Por que será que a Dilma não fala dos "feitos" no Nordeste que trazem tanta popularidade ao Lula? Não tem o que falar."

RENATO SILVA

"Com muita habilidade, Dilma prendeu Serra às questões de São Paulo. O mais perfeito debate que Dilma fez até hoje."

PEDRO PAULO CAMPOS

"As agressões mútuas sustentadas pelos dois não ajudam em nada a população brasileira. Estamos cansados disso."

RENATO BUZAN

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Cartas enviadas ao fórum dos leitores, selecionadas para o estadão.com.br

NO MURO

A senadora Marina Silva definiu seu apoio: ''Na questão de Dilma ou Serra não digo nem que sim nem que não, muito pelo contrário. E se disserem que disse eu nego.'' Infelizmente, em questões políticas no Brasil atual valem mais interesses que ideais!

Silvano Corrêa scorrea@uol.com.br

São Paulo

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A MÁSCARA CAIU

Marina, enfim sua máscara caiu! Não tomar uma posição neste momento indica a fragilidade de seu caráter, significa que você não está preparada para nada, pois tem medo de contrariar o "big boss''. Confirma o que sempre achei de você, uma pessoa que se autoproclama uma nova opção, mas na verdade sempre fez parte da banda podre do poder, servindo aos interesses do PT, seu partido.

Pêsames para quem votou em você pensando em mudança.

Aos eleitores dela que estão órfãos: ainda há tempo de escolher o lado certo, basta dia 31 escolher o candiadato do Bem!

Cassia Carlin Malteze cassia.carlin@terra.com.br

São Paulo

A NEUTRALIDADE DE DONA MARINA

Todos sabemos que dona Marina Silva sempre foi PT; que foi mistra do governo que aí está com sua respectiva candidata, por sete anos. Como uma pessoa que daqui a quatro anos quer ser presidente da República não emite opinião, não aponta para qual lado está? É obvio que dona Marina, na intimidade e solidão da cabine de votação vai cravar na dona Dilma e em seu partido de coração, é claro. Por essas e por outras é que nos bastidores da campanha do primeiro turno seu apelido sempre fora ''pau-mandado do PT''. E resta alguma dúvida disso?

Paulo Augusto Nunes Ferreira sweetpappa@uol.com.br

São Paulo

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O PV PENSOU PEQUENO

Lamentável a decisão do PV de ficar neutro no segundo turno na eleição para a Presidência da República. A explicação de manter o potencial dos 20 milhões de votos da senadora Marina Silva para 2014 nos leva a concluir que o partido pensou pequeno na hora de fazer sua escolha. Entre os interesses do Brasil e os do partido, optou pelos últimos. Nem cabe mais a discussão de quem é a culpa pela degradação do meio ambiente do planeta, aqui e no resto do mundo, mas sim procurar a melhor maneira possível de inverter essa curva descendente, que já provoca catástrofes no mundo todo. A Terra é um organismo que, depois de sofrer séculos de ataques, está reagindo com uma ferocidade cada vez maior. E por possuirmos o maior bioma que ainda resta aos terráqueos, temos a obrigação não só de conservá-lo, como também de recuperar o que já foi degradado. Sob esse ponto de vista, esperava-se que o PV impusesse uma política para o meio ambiente a troco de seu apoio a um dos candidatos e participasse e cobrasse efetivamente o governo, caso o seu apoio levasse uma das partes a conquistar a Presidência. Porque esperar mais quatro anos para uma eventual e duvidosa tomada do poder talvez não atenda aos interesses do partido e muito menos do País. Não vimos nem José Serra nem Dilma Rousseff apresentarem um programa para o meio ambiente digno das necessidades do País, mas esse é mais um motivo para que o PV procurasse impor uma negociação objetivando apoiar um dos concorrentes, apoio, diga-se de passagem, que era muito esperado. Nos próximos quatro anos, com certeza a floresta amazônica e o cerrado vão continuar perdendo sua área verde para o agronegócio e para as hidrelétricas, postergando-se também a implantação de energia alternativa, apesar da surpresa do resultado do último leilão, onde as propostas para a implantação de energia eólica superou todas as expectativas do atual governo. O PV perdeu uma ótima oportunidade de impor ao futuro governo, com a força dos votos da senadora, limites à degradação do meio ambiente e aprovar uma legislação mais rigorosa para aqueles que provocam o desmatamento, as queimadas e a poluição dos nossos rios. Afinal de contas, não se trata de amar ou não a natureza, mas sim de conservar nossos recursos naturais para sua exploração inteligente, o que não tem sido feito até agora.

Gilberto Pacini benetazzos@bol.com.br

São Paulo

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TRISTE HISTÓRIA

Marina malufou ou ficou em cima do muro, tipo PSDB ou qualquer coisa parecida de quem não tem opinião ou é presa de um esquema que não se sabe qual é. A única certeza é que apareceu em cima do PT e na hora H fugiu da raia. Afinou.

Com certeza, bem fraca. É apenas uma senadora do PV do Acre e nada mais. Nem do PT é. Muito, mas muito fraca. Tem seu lugar em nossa História.

José Piacsek Neto bubapiacsek@yahoo.com.br

Avanhandava

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BOBEIRA

Perdão, mas não estaria Marina Silva ficado totalmente omissa no apoio a um dos candidatos, qualquer que fosse? Ao que parece, o PV preferiu jogar fora seu capital de 20 milhões de votos, conseguidos, parece, dos que não tinham segurança de opinião sobre Lula e Serra. Se o partido pensa em capitalizar para si esses votos, não o conseguirá. É bom que avisem Marina de que ela não tem mais chances nesta eleição e 2014 nem está no radar dos eleitores.

Antonio do Vale adevale@uol.com.br

São Paulo, SP

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A REBOQUE

A tendência dos votos no segundo turno segue a lógica do primeiro. A capacidade de ganho do Serra esgotou-se no primeiro turno. As amostragens de votos no segundo turno acrescentam alguns porcentuais de crescimento na candidatura do Serra como causa residual. Mostram algum crescimento de uma tendência natural porque esses votos tinham de ir para ralo e foram para o Serra. O Serra só chegou ao segundo turno, e a reboque, porque a Marina cresceu. Sem teto para voar, a candidatura do Serra não decola.

Sinésio Müzel de Moura sinesiomdemoura@hotmail.com

Campinas

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COERÊNCIA

A Marina Silva resolveu ficar neutra no segundo turno, independentemente da posição do seu partido, o PV. Certíssimo. Parabéns. Se o discurso dela no primeiro turno era outro, não tinha nada que ver com o dos demais candidatos, não há por que apoiar Serra ou Dilma. Não haveria coerência. Não nudará nada, absolutamente nada no País com a eleição de um dos dois. Se for a Dilma, teremos a continuidade de um governo ocupado por sindicalistas parasitas, a volta do José Dirceu, os aloprados do mensalão, Collor, Sarney, Genoino, Delúbio, etc. Lembram-se dessa turma? Eta, turminha braba. Por outro lado, se for o Serra, virá com o neoliberalismo e privatizações do que falta privatizar, que são o carro-chefe do programa do PSDB. Não sei quem é pior. Mais quatro anos marcando passo.

Panayotis Poulis ppoulis@ig.com.br

Rio de Janeiro

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INDIVIDUALIDADE OU INDIVIDUALISMO?

Absolutamente impensável que Marina não tenha propensões ou nada que a ligasse a um ou outro lado neste segundo turno.

Saiu, quase expulsa, do PT. Teria, ao menos, mágoas. Ou a saída foi mera armação? Uma tática para roubar eleitorado dos tucanos, com quem Marina se pareceu ao ficar no muro?

O Brasil precisa de governantes que decidam rumos, partidos com direcionamento, e Marina e o PV perdem o bonde, condenando-se a continuar nas bordas. Escanteio.

Ao não apoiar nem se aliar oficialmente a ninguém, o PV fecha qualquer margem de negociação de propostas ideológicas com ambos os candidatos. Nenhum espaço para incluir seu projeto em programas de governo.

Marina, a exemplo do ex-chefe, achou-se acima do partido e não tomou nenhuma decisão partidária. Sua (in)decisão individual e personalista de não apoiar ninguém no segundo turno põe por terra a imagem que ela formava.

O Brasil não tinha terceira opção.

Felizmente, a indecisa Marina não foi para o segundo turno. E, logo, chegarão ao final seus 15 minutos de fama.

Pedro Galuchi pgaluchi@gmail.com

São Paulo

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"LARANJA VERDE"

No dia 30 de setembro, três dias antes da eleição, acreditando no que diziam os institutos Ibope, Vox Populi e Sensus, os petistas estavam certos da vitória de Dilma Rousseff no primeiro turno. Então já era hora de esculhambar Marina Silva. Como já afirmei aqui, o caráter fascitoide dessa gente faz com que sejam ainda mais violentos quando se imaginam triunfantes. O Blog da Dilma não teve dúvida e publicou o post abaixo. A candidata do PV é chamada de "laranja verde". Atribui-se a ela esta fala, com visível desdém pela militância verde: "Distribuição de renda é com a Dilma. Eu farei entre as camadas menos favorecidas, a maior distribuição de oxigênio puro jamais visto neste país."

O texto afirma: "Marina Silva é uma grande traidora. Traiu o povo brasileiro quando se posicionou contra o crescimento do país. Traiu o PT. Traiu também a memória de Chico Mendes quando se uniu àqueles que disfarçadamente se alegraram com a morte do grande líder seringueiro. Marina Silva jogou no lixo uma biografia de defensora dos povos da floresta, de defensora da Amazônia. Traiu por despeito e por vingança. (?) Marina não foi escolhida pelo presidente Lula porque não tem conhecimento, competência e caráter para governar (?)"

E vai por aí, leitor. Agora, como o PT queria o apoio de Marina, o post foi tirado do ar. Diante disso, só podemos concluir que aquela história da Marina de dizer que lutará pela democracia e pela liberdade de imprensa não passava de uma fálacia, pois o verdadeiro democrata não fica alheio às grandes causas e, neste momento, a eleição para presidente da República é uma grande causa, pois estaremos decidindo o futuro do nosso país. Estaremos decidindo qual o modelo de país que queremos, um país democrático, com todas as nossas garantias individuais, ou um país onde teremos nossas liberdades cerceadas pelo Estado. E tem mais, senadora Marina. Eu acho que a partir desta decisão de neutralidade adotada pelo PV vocês acabaram de escrever mais uma história negativa na política brasileira. Ou seja, doravante o PV corre o risco de apodrecer.

José da silva jsilvame@hotmail.com

Osasco

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RAÍZES

Que se calem os detratores: Marina Silva continua ''verde'' até a raiz.

Tanto que declarou sua ''neutralidade'' com a maior ''cara de pau''.

A. Fernandes standyball@hotmail.com

São Paulo

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NÃO SE DÁ O QUE NÃO SE TEM

A senadora Marina Silva, em carta aberta, liberou seus seguidores e militantes do PV a votarem em quem quiserem neste segundo turno. A carta da senadora é tão vazia quanto seu discurso, já que nada fez até hoje, mesmo sendo ministra por muito tempo, em prol da sua principal e única bandeira, a preservação do meio ambiente e o desenvolvimento sustentável. Seus 20 milhões de votos foram pontuais, a grande maioria de eleitores do Sudeste que se seduziu pela figura da moça simples e humilde que veio da floresta. Vamo-nos lembrar do fenômeno da última eleição Heloísa Helena, que com um discurso também vazio, "os calhordas e corruptos da nação (...) sem nunca dar nomes aos bois", teve 10 milhões de votos e, na realidade, do dia a dia, mal conseguiu votos para vereadora de Maceió e agora, para o Senado, teve traço nas pesquisas, resultado confirmado nas urnas. Tanto a senadora como seu novo partido, o PV (partido ainda vivo pela leniência das leis eleitorais, pois a legenda não conseguiu até hoje número suficiente de parlamentares que justifique sua existência nem para o recebimento da imoral verba partidária que o governo todo ano distribui a todos os nanicos, sabe-se lá por que razão), não são donos desses votos e garanto que Marina, daqui a quatro anos, vai ter de lutar muito para se reeleger senadora por seu Estado.

Roberto Aranha rcao@globo.com

São Paulo

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A NEUTRALIDADE COVARDE DO PV

Pior que escolher um lado errado é dar uma de neutralidade, como faz agora o PV e sua guia, a ''santa'' Marina Silva. Só que com essa posição nada lhe dará o PSDB, e muito menos o PT, que a escorraçou do governo Burla via Dilma Rousseff. O PV é um partido querendo parecer light, diferente dos demais, mas, longe disso, é igual aos outros. Basta ver que carrega em seu quadro um Sarney, então... qual a diferença, a não ser a sigla?

Laércio Zanini arsene@uol.com.br

Garça

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QUE NEUTRALIDADE?

Desculpem a franqueza: quando é que alguém vai explicar à Marina Silva que, para ela, a eleição já acabou e é necessário não apenas pregar, mas efetivamente dar liberdade para as pessoas escolherem livremente seu candidato? Não adianta ela querer dar palpite em seara alheia, principalmente depois de anunciar neutralidade no segundo turno.

Carlos Almeida Cruz almeidarj1959@hotmail.com

Rio de Janeiro

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MARINA VAI CAIR DO MURO

Depois da plenária, os eleitores de marina e gabeira (com letras minúsculas mesmo) jamais votarão neles para nada. A maioria absoluta dos eleitores de Volta Redonda vai de SERRA . É só esperar pra ver. Os dois deveriam estar no PMDB, que é o lugar de quem fica em cima do muro. Pilantras e oportunistas, isso, sim.

Leônidas Marques leo_vr@terra.com.br

Volta Redonda RJ

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MARINA E O MURO

Decepcionante a atitude da Marina em relação ao segundo, mas confesso que não estou surpreso. Faz-me lembrar de uma velha história que dizia que havia um grande muro separando dois grandes grupos; de um lado do muro estavam Deus, os anjos e os servos leais de Deus, do outro lado do muro estavam Satanás, seus demônios e todos os humanos que não servem a Deus. E em cima do muro havia um jovem indeciso, que havia sido criado num lar cristão, mas que agora estava em dúvida se continuaria servindo a Deus ou se deveria aproveitar um pouco os prazeres do mundo. O jovem indeciso observou que o grupo do lado de Deus chamava e gritava sem parar para ele: "Ei, desce do muro agora... Vem pra cá!" Já o grupo de Satanás não gritava nem dizia nada. Essa situação continuou por um tempo, até que o jovem indeciso resolveu perguntar a Satanás: "O grupo do lado de Deus fica o tempo todo me chamando para descer e ficar do lado deles. Por que você e seu grupo não me chamam nem dizem nada para me convencer a descer para o lado de vocês?" Grande foi a surpresa do jovem quando Satanás respondeu: "É porque o muro é MEU."

Fernando Fenerich ffenerich@gmail.com

São Paulo

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MARINA, MARINA...

Parafrasendo o grande Dorival Caymi, Marina, morena Marina, você se perdeu, não perca sua auréola de honestidade, aportunidade que Deus lhe deu para se tornar uma respeitada mulher. Você não soube aproveitar sua bela campanha eleitoral para, saindo do nada ,alcançar 20 milhões de legionários que a tornaram uma grande líder. Marina, você jogou por terra uma individualidde tão pura que era só sua. Outra, talvez, não baterá à sua porta. Sua campanha eleitoral não se coaduna com a do PT de Dilma, de onde você foi espezinhada, como fundadora do partido e como ministra. Você foi infeliz ao escolher uma posição de neutralidade nas eleições do segundo turno. Perdeu a oportunidade que Deus lhe deu de salvadora da democracia e da cidadânia brasileiras, e de se tornar uma possível candidata à Presidência da República em 2014.

O muro é traiçoeiro e quem fica encima dele perde uma das maiores virtudes que Deus nos deu, a HONRADEZ.

A neutralidade é a mãe dos fracos!!!

Antonio Brandileone franbrandi@uol.com.br

Assis

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INJUSTO

A senadora Marina Silva, com todo esse potencial de votos conquistados, não deveria ter optado pela neutralidade. Quando se almeja um cargo de alto comando, tomar decisões é primordial, tem de se ter ''atitude'' para inspirar confiança, afinal, o povo entrega ao presidente da República, pelo voto, o destino do País. Ficar em cima do muro não será justo com seus eleitores, que acreditaram sempre no seu comportamento politicamente correto.

Odiléa Mignon cardosomignon@gmail.com

Rio de Janeiro

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INDIGNA DE CONFIANÇA

Senadora Marina Silva, a senhora perdeu a maior oportunidade que a vida lhe deu, para mostrar sua força, sua coragem, ao deixar de apoiar a candidatura de José Serra à Presidência do Brasil. Omitiu-se, decepcionando a imensa maioria daqueles que acreditavam na senhora. Eu não faço parte dessas pessoas, pois acho que quem ficou tantos anos no PT, a despeito de todos os gigantescos escândalos envolvendo o partido, seu dono e asseclas, não é digno de confiança, e vejo que não me enganei. Lamento profundamente, inclusive pelo PV, que seguiu a mesma linha, exceto alguns de seus membros. O futuro lhes cobrará por isso, aguardem.

Artur Armando Intaschi lene.arte@hotmail.com

Ubatuba

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BOLO SEM CEREJA

Ao ficar em cima do muro, Marina Silva percorreu o mesmo caminho errado de Heloísa Helena, que hoje não conseguiu nem se eleger senadora. Numa democracia estão previstas parcerias. Ela poderia ter-se fortalecido ao apoiar um dos candidatos, mostrando assim sua independência. Teria luz própria. Mas, ao contrário, mostrou apenas ser uma ex-petista que não ousou cortar seu cordão umbilical do partido que a projetou politicamente. Não apoiou Dillma por motivos óbvios de desentendimentos passados (seria falta de amor próprio), nem Serra por não ousar caminhar com a oposição. Por esses erros básicos ficará fora dos acontecimentos por quatro anos, correndo o risco de ser afastada do cenário político nacional. Para quem após as eleições se achou a cereja do bolo, com a atual atitude poderá ser jogada na lata do lixo da memória dos brasileiros. Péssima estratégia política, mostrando seu despreparo para caminhar sozinha.

Beatriz Campos beatriz.campos@uol.com.br

São Paulo

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DNA PETISTA

Finalmente a "bugrinha" tomou a decisão: vai ficar em cima do muro. Seu DNA petista falou mais alto. Lamentável!

José Carlos Degaspare degaspare@uol.com.br

São Paulo

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MARINA APOIA TUCANOS

Só não vê quem não quer. De tanto ouvir falar que os tucanos ficam em cima do muro, disfarçadamente ela enviou a mensagem de que os apoia dizendo que ficará neutra. Quer dizer: ficarei com vocês em cima do muro. Claro como o dia.

Carlos Montagnoli carlosmontagnoli@uol.com.br

Jundiaí

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CHANCE PERDIDA

Marina não deixou de ser uma decepção para muitos, mostrando ficar em cima do muro. Na política ninguém pode saber o dia de amanhã e seus quase 20 milhões de adeptos podem-se evaporar. Perdeu uma boa oportunidade.

Leila E. Leitão

São Paulo

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POSIÇÃO ADEQUADA

A posição de Marina para o segundo turno já era esperada.

Ela fez parte do governo Lula, no qual, embora maltratada e defenestrada posteriormente, ficou por lá um bom tempo. Ademais, foi uma das fundadoras do PT, onde ficou por 30 anos. Sua saída, tanto do governo como do partido, não significa que iria adotar o PSDB agora, num segundo turno, onde provou com sua votação que tem força política. Assim, não tomando partido por qualquer dos candidatos, e liberando tanto seus eleitores como seus confrades do partido para apoiarem quem quer que seja, seria a posição mais adequada, uma vez que pretende novamente concorrer em 2014 à Presidência. Marina, com isso, provou ser uma pessoa equilibrada e possivelmente não votará em sua algoz Dilma.

Carlos E. Barros Rodrigues carlosedleiloes@terra.com.br

São Paulo

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CINDERELA ENCRUADA

A opção de Marina deverá ser politicamente catastrófica para ela, pois demonstrou covardia ao se manter imparcial, enquanto, no escurinho da urna, depositará seu voto para um dos dois candidatos, pois a anulação iria contra os princípios de qualquer político. Portanto, há uma opção, mas teve medo de externá-la com os olhos em 2014. Ela sabe que, se Dilma ganhar, estará encruado seu sonho de Cinderela do Planalto. Talvez suas raízes petistas tenham falado mais forte, mas não quis se arriscar. Político que esconde o jogo e não fala às claras decepciona seus eleitores e em quatro anos já será uma figura esquecida, pois a política, como o mundo, dá muitas voltas em quatro anos..

João Roberto Gullino jrgullino@oi.com.br

Petrópolis, RJ

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OS AMBIENTALISTAS

O discurso verde que passou em branco na campanha eleitoral de Dilma e Serra, no primeiro turno, recebeu um cheque em branco na campanha do segundo turno. Praticamente nenhum candidato falou seriamente, no primeiro turno, nos problemas reais do nosso meio ambiente. Neste segundo turmo os candidatos estão falando que são ambientalistas de carteirinha. Segundo decisão partidária neste fim de semana, nenhum dos candidatos receberá o apoio oficial do Partido Verde nem da Marina Silva. Pelo menos é o que dizem. E não existe nada de estranho nesse fato, pois estão apenas tirando o seu da reta. A grande verdade é que tanto Dilma quanto Serra recebem apoio financeiro e eleitoral dos grandes empresários do agronegócio, antigamente chamados de ''fazendeiros''. Esta é a grande verdade de toda esta história. Por outro lado, a balança comercial do Brasil depende do desmatamento avassalador da Amazônia, porque de três em três anos as terras plantadas de soja têm de ser deixadas para trás, dando lugar a novas terras desmatadas que ainda não foram cultivadas. A soja plantada desta maneira é três vezes mais lucrativa que qualquer outra soja plantada pelo mundo afora. O lucro deste desmatamento irracional é muito grande. Entretanto, para estes criminosos, vale a pena esquecer que esta devastação ambiental está pondo em risco toda a sociedade brasileira. E esta soja nem é mesmo para alimentar o brasileiro. É para encher a barriga e o bolso do pessoal lá de fora. Aqui dentro este crime patrocina o sucesso da nossa balança comercial e a campanha eleitoral dos candidatos.

Wilson Gordon Parker wgparker@oi.com.br

Nova Friburgo (RJ)

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MARINA NÃO LEU...

Marina, co-responsável pela existência do segundo turno, antes de anunciar sua ''independência'' e não apoiar formalmente nenhum candidato, deveria ter lido Sun Tzu mais profundamente. Seu sucesso de votação lhe dá boas condições para eleições futuras, mas o passado está recheado de exemplos de que não se consegue nada, politicamente, sem alianças sólidas. E o PV precisa delas, desde que sejam éticas, bem-intencionadas, bem preparadas, refratárias à corrupção e que comunguem com os ideais do partido. Qual facção escolher dependerá da sua percepção e imaginação. Ficar em cima do muro revela antes uma perigosa hesitação do que uma independência, pois quem vier nos próximos quatro anos poderá estragar seus planos.

Flavio Marcus Juliano opegapulhas@terra.com.br

São Paulo

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LAMENTÁVEL

Importantíssimo e esclarecedor o artigo "Ambientalistas opõem-se ao desenvolvimento?" (18/10, A2),

do professor José Goldemberg, especificamente sobre a passagem de Marina Silva pelo Ministério do Meio Ambiente do atual governo. Assim mesmo, hoje ela não se posiciona, pondo em risco o capital eleitoral amealhado no primeiro turno. Lamentável! Mas, afinal, são 30 anos de PT!

Rosane de Arazão roxanearazao@yahoo.com.br

São Paulo

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CANDIDATA TIRIRICA

Marina Silva perdeu uma oportunidade de ouro de marcar presença na política nacional, aproveitando o enorme espaço que lhe estava sendo dado pela mídia, definindo-se por um dos candidatos.

Vai acabar sendo apenas uma candidata tiririca, com milhões de votos recebidos mais como protesto do que qualquer outra coisa e pouco será ouvida daqui para a frente. Vai ficar do tamanho do partido.

Como o PV liberou o apoio individual dos seus membros, certamente os apoios já declarados de Gabeira e Feldmann serão bem-vindos e aceitos por Serra.

Será que o apoio de Zequinha Sarney a Dilma, também já declarado, ajuda a candidata?

Ronaldo Gomes Ferraz ronferraz@globo.com

Rio de Janeieo

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AVAL

Os intelectualoides do Partido Verde brasileiro deveriam saber: neutralidade diante de um governo corrompido é aval à sua corrupção.

Jorge João Burunzuzian burunlegal@hotmail.com

São Paulo

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MODELO POLÍTICO

Ao optar pela neutralidade, fica claro que o PV não demonstrou compromisso político e tampouco com a democracia, que, sem dúvida, é alternância de poder. No próximo dia

31 de outubro estaremos definindo o destino de um país, e não de

um partido político. Será que somente o PV tem modelo político?

Mirian Teresa Pereira mimiteresa@ig.com.br

São Caetano do Sul

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PEDIDO /MANIFESTO PARA MANTER O SEMOB

Venho por meio desta reforçar meu pedido aos dois candidatos deste segundo turno à Presidência da República, José Serra e Dilma Rouseff, para que o SeMob - Secretaria Nacional de Transportes e Mobilidade Urbana, ligado ao Ministério das Cidades - não só seja mantido, como ampliado. No primeiro turno entrei em contato com nomes das principais campanhas e apresentei uma pauta de reivindicações referentes à questão da bicicleta, dentre elas a importância da continuidade do corpo que hoje trabalha no SeMob. Como em campanhas passadas, tive a palavra de reconhecimento da situação por parte de PSDB e PV, mas, infelizmente, não obtive retorno do pessoal do PT, talvez por falha minha. A palavra daqueles com quem normalmente falo sempre valeu no passado porque vi resultados.

Para entender a importância do SeMob, é a secretaria que cuida, dentre outros assuntos, da questão da bicicleta e dos deficientes de mobilidade, o que inclui deficientes físicos. Trata-se pelo menos de algo em torno de 14% da população brasileira, só contando os deficientes; mais a massa usuária de bicicletas, a qual o IBGE estranhamente mais uma vez não contou, mas calcula-se que esteja em torno de 45 milhões de usuários/dia. Para cuidar desta imensa população está trabalhando numa sala de um edifício do setor de autarquias de Brasília um mínimo grupo de abnegados que devem ter seus trabalhos reconhecidos, aproveitados e continuados. De minha parte, considero inaceitável a possibilidade de perda do trabalho de qualquer destes funcionários, como Claudia Oliveira da Silva, responsável pela bicicleta, porque o conhecimento até aqui adquirido é novo, específico e política de Estado.

Minha preocupação tem razão de ser, já que Dilma tem sido sistematicamente questionada por Serra sobre a questão dos deficientes e nunca citou uma única palavra sobre o SeMob.

Arturo Alcorta arturoalcorta@uol.com.br

São Paulo

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DEBATE

O debate realizado neste domingo só me levou a crer que a candidata do PT à Presidência da República não conhece o país que pretende governar. Na cabeça de Dilma Rousseff, o Brasil é um país maravilhoso, referência na educação, na infraestrutura, no combate às drogas, na saúde, na segurança. Para a petista, um Estado, entretanto, é exceção: São Paulo. Será mesmo, Dilma, que os paulistanos vivem uma realidade tão semelhante à de países como o Haiti, como a senhora deu a entender? Será mesmo que seu candidato, Aloizio Mercadante, teria mais potencial que nomes como os de Mário Covas, Geraldo Alckmin e do seu atual adversário, José Serra?

Thiago C. Andrade thiagocandrade@gmail.com

Recife

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O FETICHISMO DAS PRIVATIZAÇÕES

O último debate serviu para deseducar sobre o tema das privatizações, suposto eixo do mal em torno do qual a degenerescente candidatura de Dilma faz sua órbita constante. A forte presença do Estado na economia, desde o governo Vargas, nenhuma felicidade trouxe ao povo brasileiro. Só gastança estatal, privilégios para um grupo reduzido de trabalhadores e formação de fundos de pensão que são verdadeiras potências econômicas no Brasil de hoje, sem nenhum benefício para a grande maioria da população. Não nos satisfizemos com a defesa de Serra. Ele não disse que, depois da privatização, a Vale aumentou seu valor de mercado de 8,7 bilhões para 272,6 bilhões; seu lucro líquido de 756 milhões foi para 10,2 bilhões; o número de funcionários saltou de 11 mil para 40 mil; a produção nacional de 114 milhões cresceu para 300 milhões de toneladas; a Embaer entregava quatro jatos e foi a 227; 6.087 funcionários se transformaram em 17.009; o faturamento de 764 milhões alcançou 5 bilhões; o preço oficial de uma linha telefônica era de R$ 970, porém no mercado era perto de R$ 9 mil, com três anos para instalação, em média; hoje, não custa nada, a instalação custa R$ 115 e o tempo de espera é de sete dias úteis. A Petrobrás viu crescer seu valor de mercado em 1.452%, contando-se a capitalização recente, feita pelo governo Lula, malgrado seu aparelhamento político e o jogo sujo feito com os investidores, do qual Warren Buffet soube escapar rapidinho. A Fazenda Pública ficou livre de estancar as sangrias recorrentes dessas empresas, nelas aportando nosso dinheiro, e passou a receber um grande volume de impostos. Nesse ponto reside o segredo de Polichinelo do sucesso econômico do governo Lula e é uma pena que a tática eleitoral capciosa não seja espancada em todos os seus termos, para perfeito conhecimento do assunto e da mandrakaria da campanha dilmista pela sociedade brasileira e pelo eleitorado.

Amadeu Roberto Garrido de Paula amadeugarridoadv@uol.com.br

São Paulo

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SÃO PAULO

Após este último debate entre os presidenciáveis, ficou a nítida impressão de que ambos estão disputando cada voto do Estado de São Paulo. Por que só agora o PT resolveu nos dar atenção? Talvez por orientação de seu coordenador de campanha, Ciro Gomes, que tanto ''gosta'' dos paulistas.

Mário Issa drmarioissa@yahoo.com.br

São Paulo

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DILMA E OS PAULISTAS

Como paulista nato, não senti em momento algum que minha inteligência foi subestimada por José Serra, como afirmou Dilma Rousseff no debate da RedeTV.

Na verdade, quem parece subestimar a inteligência dos paulistas são a candidata Dilma e o PT, partido que tanto em 2006 quanto agora em 2010 foi varrido da disputa estadual logo no primeiro turno, para não deixar dúvidas quanto à posição do Estado bandeirante. A mensagem das urnas paulistas no dia 3/10 foi que São Paulo rejeita o PT e seu estilo gângster de governar, baseado na coação político-partidária e na pilhagem de recursos públicos.

São Paulo não dará suporte ao discurso demagogo de Dilma, que pretende aqui alavancar sua candidatura ventríloqua, candidatura esta onde já se percebem sinais de desintegração e início de naufrágio.

Dia 31, as urnas de São Paulo mostrarão com bastante clareza que o povo paulista não quer nem Dilma nem o PT!

Frederico d''Avila fredericobdavila@hotmail.com

São Paulo

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PICUINHAS

Os debates têm sido muito pobres. Focam picuinhas que pouco interessam ao grande eleitorado. Como cadidatos a presidente do Brasil, deveriam focar as questões macro que mais interessam à populçao em geral. Parem de comparar o governo Lula com o do FHC, porque ninguem é eleito para fazer menos. Se Lula pôde fazer mais, não fez mais do que a obrigação. E se acham que FHC fez menos, é porque o PT, como sempre bom de oposição, não deixou. Devem se perguntar se quem for eleito vai fazer uma reforma tributrária de verdade para o povo pagar menos impostos, ou simplesmente vai trazer de volta a famigerada CPMF, como quer o PT. Perguntem sobre a violência que grassa neste país de forma assustadora. Perguntem o que podem fazer as Forças Armadas para ajudar no combate ao narcotráfico e ao contrabando de armas. Perguntem sobre a reforma das leis penais, que mais parecem licença para matar ou roubar, porque só pobres acabam pagando pelo crime. Sobre as privatizações, o que mais interessa é a eficiência dos serviços/produtos para a população. O eleitor de boa-fé quer saber mesmo é do emprego de qualidade para hoje e as futuras gerações, não importando se venha de empresa pública ou privada, de capital nacional ou estrangeiro. Perguntem como vão fortalecer as agências reguladoras, para que elas controlem determinddos setores da economia sem as ingerências políticas de plantão. Empresa pública, via de regra, só interessa a políticos no poder para empregar apaniguados e sustentar a pelegada. Por fim, falem das liberdades democráticas, tão ameaçadas pelo atual governo.

Rubens Muniz Ferraz rferraz4@uol.com.br

São Paulo

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PAULISTAS INCOMODADOS

Dilma Rousseff disse em suas considerações finais no final do debate de domingo que quer governar para a ''pessoa humana'', o que quer que isso queira dizer.

Assim dá para avaliar que a candidata não consegue dizer muita coisa entendível, nem mesmo na parte em que deveria ter decorado palavras encantadoras para os eleitores.

No mais, a sua teima em atacar o governo tucano de São Paulo, onde, apesar de todas as agruras normais na vida dos brasileiros, houve uma melhora sensível em muitos pontos, deixou os paulistas bem incomodados.

Afinal, se elegemos vários governadores e prefeitos do PSDB, é porque estamos contentes. E se não damos votos aos petistas, é porque temos grandes razões.

Dilma não ganhará novos eleitores no Estado de São Paulo com esse tipo de ataque.

E deverá mudar suas falas, pois aqui, em São Paulo, costumamos falar português entendível.

Maria Tereza Murray terezamurray@hotmail.com

São Paulo

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CARTA AO SERRA

Fiquei desapontado com você no debate da RedeTV. A uma pergunta extremamente contundente da jornalista Renata Lo Prete sobre corrupção no seu governo, você optou por focar sua resposta em lamúrias sobre racismo no tratamento de seu assessor Paulo Souza, aspecto aparentemente menor ou mesmo inexistente da questão, deixando escapar oportunidade de ouro para se posicionar com clareza sobre o tema da corrupção. Pois são justamente os brasileiros pertencentes às classes mais humildes, os maiores eleitores de Lula/Dilma, as grandes vítimas da corrupção que ocorre nas diferentes esferas do governo, já que são suas carências básicas que deixam de ser atendidas como resultado da ação livre dos aproveitadores de momento. A História dos últimos anos é plena de evidências de que recursos destinados a bens e serviços para as populações de baixa renda somem ou minguam antes de chegar ao seu destino (existe caso mais emblemático do que o dos ''sanguessugas?''). Ou ainda obras que, embora aprovadas e com verbas liberadas, não avancem ou demorem para sair do papel porque se negocia o valor do ''pedágio''. Caro Serra, não basta que sua história pessoal tenha sido transparente e íntegra. A imensa maioria dos brasileiros quer mesmo é respostas firmes para as seguintes questões: como você se posicionará quando de denúncias de corrupção em seu governo? Com que energia e rapidez você agirá quanto à apuração dos fatos? Você considera que prática de corrupção é crime ou apenas erro, como alegou Dilma ao se referir a Erenice no debate da RedeTV? Que medidas efetivas você pretende tomar para combater e reduzir a corrupção no Brasil? Serra, podemos contar contigo para recuperar nossa capacidade de nos indignarmos?

Rogerio Teperman rogerioteperman@yahoo.com.br

São Paulo

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PROJETO DO PT

Dilma afirma que é a favor da vida e que a democracia está consolidada, e atribui ao governo Lula esta consolidação, fruto de uma política assistencialista e popular. Pura mentira! Os fatores que contribuíram para a consolidação da democracia foram as privatizações durante o governo de Fernando Henrique, a admissão do Plano Real e outras medidas econômicas que estão sendo aproveitadas pelo atual governo. O PT é a favor da estatização conforme demonstrado nos debates realizados na TV entre os dois canditados ao governo. Lula loteou as empresas governamentais com pessoal não habilitado, este fato proporcionou uma série de ações que resultaram em práticas pouco ortodoxas: como mensalão, dólares na cueca, contratação de parentes, união com políticos que no passado tiveram atuações desastrosas e mais recentemente o caso da substituta da Dilma na Casa Civil. A vitória de Dilma certamente nos levará para um socialização marxista-leninista, a exemplo de Venezuela, Equador, Bolívia, Cuba, Coreia do Norte e China. Àqueles que não sabem o que é o comunismo, principalmente os mais jovens, recomendo a entrevista do escritor Vargas Llosa nas páginas amarelas de uma revista semanal. Depois de muita luta, não podemos mais aceitar a censura à imprensa (o Estadão está a 445 dias censurado e a Justiça até hoje não deu uma solução para o caso). A ideia do PT é de se eternizar no governo, Lula tentará voltar ao poder, para permanecer no mesmo por mais oito anos, completando 20 anos de domínio petista. Este projeto será bom para o Brasil? Caberá aos eleitores decidirem em 31 de outubro.

Carlos Alberto de Macedo Garcia mccgarcia@terra.com.br

São Paulo

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O MAIS BEM PREPARADO

Como eleitor e patrão do futuro presidente da República, tenho assistido aos debates políticos desde o início. E analisando o currículo de cada candidato, não tenho dúvidas de que o mais bem preparado é o senhor José Serra! Conclusão: na minha empresa, chamada Brasil, eu, como eleitor, vou contratar (votar) o amplamente mais competente, ou seja, o Serra.

Alex Tanner alextanner.sss@hotmail.com

Sumaré

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PESQUISA IBOPE... ANTECIPADA?

Não dá mais para suportar tanto embuste! Ricardo Noblat, blogueiro da Globo, recebe da equipe de campanha da Dilma o resultado da pesquisa Ibope cujo trabalho de campo está sendo levantado de 17/10 a 20/10 , ou seja, ainda nem terminou..., dando 12% de vantagem para Dilma Rousseff em relação a Serra.

Ora, como o PT está de posse de números cujo levantamento só termina daqui a dois dias? Passaram todos os limites! Nós somos um povo ordeiro, mas seremos também cordeiros para aceitar passivamente tanta enganação? Espero que não... Pois Dilma Rousseff já mostrou que não tem luz própria, mas agora o próprio PT está nos provando que sem falcatruas ela não vence a eleição!

Mara Montezuma Assaf montezuma.fassa@gmail.com

São Paulo

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DÚVIDA

Na remota possibilidade de a guerrilheira Dilma ser eleita, como ficarão as Forças Armadas tendo como comandante-chefe alguém que pegou em armas contra as Forças que representam a dignidade do Brasil?

Wanderley Marroni vanderlei_marroni@terra.com.br

São Paulo

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DILMENTIRA

A sra. Dilma disse num jornal televisivo que, se for eleita, não admitirá o nepotismo, o tráfico de influência, o uso de cargos no governo para adquirir vantagens. Então, como ela fará com o Zé Dirceu, o Collor, os Sarneys, o Jader Barbalho, o Renan Calheiros? Por acaso vai se afastar destes seus diletos companheiro e amigos? E a Erenice Guerra (sua comadre) voltará ao governo? Dilmentira, o eleitor já conhece todas as figuras que a rodeiam.

Walter Francisco Barros walterfbarros@yahoo.com.br

Araçatuba

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FUTURO POLÍTICO DE LULA

Por paradoxal que possa parecer, somente a vitória de José Serra asseguraria a Lula a continuação de sua carreira política. Seria o grande líder da oposição e candidato natural a voltar à Presidência em 2014 ou mais tarde.

Com Dilma na Presidência, o PT não veria mais utilidade em seu companheiro fundador, que poderia ser um entrave a seus projetos esquerdizantes. Seria seu funeral político.

Flávio José Rodrigues de Aguiar

Resende (RJ)

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VALE UM PRÊMIO

Pretendo lançar uma campanha para arrecadar fundos e premiar o felizardo que acertar a seguinte pergunta: o que é que muda mais, o tempo na cidade de São Paulo, o currículo e a convicção de dona Dilma ou o programa de ''governo'' do PT?

Humberto de Luna Freire Filho hlffilho@gmail.com

São Paulo

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E DEPOIS...?

Temos de buscar alguém que apregoe união e compreensão entre todos.

Aqueles que pregam "pobres contra ricos, negros contra brancos, sem-terra contra proprietários rurais", no futuro, ou já, por si ou por seus descendentes, poderão estar em situação de antagonismo ao que ora propõem.

E daí? Como ficam?

Lígia Maria Venturelli vtcolombo@hotmail.com

São Paulo

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MARIA RITA KEHL

Maria Rita, ao deixar vazar suas tratativas com o Estadão para a internet conseguiu polemizar bastante.

Mas a questão toda é: se eu, como dona de casa contrato uma cozinheira, espero que ela coloque refeições de qualidade na mesa, e não um jarro de flores.

Maria Rita queria usar o espaço do jornal para fazer a defesa de suas idéias politico-sociais, nada a ver com o escopo inicial para o qual foi contratada.

Será que depois dessa ela se tornou uma profissional mais ou menos confiável no mercado de trabalho?

Mara Montezuma Assaf

São Paulo - SP

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AINDA DOIS PESOS E DUAS MEDIDAS

Lamento que O Estado de S. Paulo, de que sou assinante há mais de 30 anos, tenha decidido dispensar a colaboração quinzenal da psicanalista Maria Rita Kehl no Caderno 2. Apesar de discordar de boa parte das opiniões e posições da colunista no que se refere à realidade política e social brasileira, suas contribuições - sempre inteligentes, provocativas e bem escritas - constituíam saudável estímulo ao debate, no mesmo espaço em que frequentemente Roberto da Matta e Arnaldo Jabor defendem, cada um a seu modo e ambos com eloquência, pontos de vista divergentes daqueles adotados por Maria Rita.

Rui Fontana Lopez

São Paulo - SP

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CENSURA NO ESTADÃO

Como antiga leitora do jornal, fiquei atônita quando soube que despediram Maria Rita Kehl por um delito de opinião.

O Jornal está sob censura e tem a simpatia de todos por isso (menos dos Sarney da vida, claro). Quem se lembra da ditadura (eu era menina quando começou, e me lembro) abomina qualquer tipo de censura. Quem foi que disse que o verdadeiro respeito à liberdade de expressão é o respeito aqueles de quem discordamos?

O jornal caiu muitos degraus das alturas em que se colocava, e está lá em baixo, junto aos fascistas de todas as épocas.

Que erro monumental. Que arrogância. E que, pior de tudo, burrice.

Pelo tratamento míope aos assinantes, e o pouco caso, cancelei minha assinatura de anos, por não aceitar ser desrespeitada e ser minha modesta maneira de protestar.

Passei para a Folha. Vejo que a decadência continua. O que vão publicar no lugar da coluna da Maria Rita, O Diário Oficial?

Teresa Lopez

São Paulo - SP

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N. da R. - O projeto original, no caderno C2+música,é ter aos sábados um espaço para a psicanálise, mas não era esse o enfoque que Maria Rita Kehl vinha dando à coluna.  Iniciou-se com a autora, portanto, uma discussão em torno de novos rumos para a coluna, incluindo até a possibilidade de ela deixar de escrever.  O vazamento dessas tratativas pela internet precipitou a decisão.  A imputação de que houve "censura" é absurda.  Todas as colunas recebidas foram integralmente publicadas.

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