Cartas - 22/11/2010

DIPLOMACIA

, O Estado de S.Paulo

22 Novembro 2010 | 00h00

Brasil-Irã

Apenas a absolutamente sem sentido relação privilegiada do Brasil com o Irã - persas medievais a construir artefatos nucleares - já bastaria para concluir que, em termos de relações exteriores não comerciais, nosso país é esquizoide. A eleição de Dilma Rousseff foi mais uma prova da velha frase "o Itamaraty não elege nem buriti", pois o brasileiro ainda está longe de levar em conta assuntos diplomáticos ao escolher os seus governantes - basta o Tiririca. Candidata, Dilma condenou a lapidação cruel, mas o Brasil se abstém na ONU de condenar essa prática no Irã! E Dilma não comenta. Podemos imaginar como serão as coisas em seu governo na arte da diplomacia...

CELIO LEVYMAN

clevyman@gmail.com

São Paulo

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Cultura e direitos humanos

O ministro da Defesa, Nelson Jobim, expõe a tese de que os chamados "direitos humanos" são um traço da cultura ocidental e não deveriam ser impostos a nações não ocidentais ("Ocidente não tem direito de impor valores", 20/11, A30). Esta tese não resiste a 30 segundos de análise lógica. Podemos começar perguntando-nos: por que a clivagem ocidental/não ocidental? Cada nação tem, afinal, a sua própria cultura. Nesse sentido, não deveríamos condenar nenhum comportamento. No limite, cada família tem a sua cultura. Espancar a mulher e os filhos poderia ser encarado como um "traço cultural", sobre o qual não caberia nenhuma valoração moral. Com esse tipo de raciocínio, os campos de concentração promovidos pela Alemanha nazista poderiam ser também considerados "traços culturais", não condenáveis, portanto. Já se vê o perigo desse tipo de raciocínio. Os direitos humanos devem ser considerados valores universais, ganhos que são da evolução da humanidade.

MARCELO GUTERMAN

margutbr@gmail.com

São Paulo

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Signatários da Declaração

Contradizendo a afirmação do ministro Nelson Jobim de que "essa questão de direitos humanos é ocidental": 1) O grupo que elaborou a Declaração Universal dos Direitos Humanos incluía diplomatas de países não ocidentais, como Charles Malik (Líbano) e C. P. Wang (China); e 2) das 48 nações que assinaram a Declaração em 10/12/1948, 15 são não ocidentais, entre elas o Irã.

GUILHERME ARY PLONSKI

plonski@gmail.com

São Paulo

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Radicalismo

Para o mundo ser melhor a ONU e/ou outros órgãos, governamentais ou não, deveriam promover campanhas massivas contra o radicalismo idiota que nos atrasa e não raro causa mortes absurdas. Infelizmente, todos os países têm seu punhado de donos da verdade, conceito tão violentado.

ANDRÉ C. FROHNKNECHT

anchar.fro@hotmail.com

São Paulo

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MENSALÃO

Ministério da Verdade

"Se o Partido tem o poder de agarrar o passado e dizer que este ou aquele acontecimento nunca se verificou, então a mentira se transformava em história, em verdade", George Orwell, em 1984 - revisitado na oportunidade em que o mensalão tem a promessa de ser desmontado e vaporizado. Extremamente conveniente, para os culpados, que ele nunca tenha existido.

FLAVIO MARCUS JULIANO

opegapulhas@terra.com.br

São Paulo

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Farsa?

Quando o ainda presidente fala em "farsa do mensalão", está a um passo dos que dizem "farsa do Holocausto". Ou já chegou lá?

CARLOS SERAFIM MARTINEZ

gymno@uol.com.br

Campinas

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CONTROLE DA MÍDIA

Contradição

Não dá para entender o que pretende o PT quando quer formalizar um projeto de regulação da mídia e a democratização dos meios de comunicação, ao mesmo tempo. Ora, regulação da mídia pressupõe inequívoca intervenção do Estado nos meios de comunicação. Por outro lado, democratização dos meios de comunicação pressupõe liberdade total da imprensa, sem nenhuma regulação pelo Estado. Como se percebe, há uma evidente contradição nos dois temas inseridos no projeto de "regulação da mídia", proposta a que o partido dá prioridade e que quer logo pôr em discussão. E, se necessário, com ou sem enfrentamento, como enfatiza "democraticamente" o ministro da Comunicação Social, Franklin Martins.

FRANCISCO ZARDETTO

fzardetto@uol.com.br

São Paulo

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Conservadorismo...

... ou moralidade? O descrédito dos partidos e das instituições seria realmente decorrência do conservadorismo de certos setores da sociedade e dos meios de comunicação, como prega o PT, ou uma reação diante dos atos de bandalheira praticados por membros de tais entidades? O que gera o descrédito seria realmente o conservadorismo ou a falta de compromisso com a ética de tais elementos quando no exercício da função pública?

ODILON OCTÁVIO DOS SANTOS

Marília

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REFERENDOS

E plebiscitos

Como exemplo da Venezuela em "referendos" e "plebiscitos", temos agora aprovada pela Câmara dos Deputados lei que permite essa prática. É de bom alvitre ficarmos atentos para não ocorrerem consultas inúteis para mudar a Constituição, dando aos políticos poderes não democráticos.

ALBERTO NUNES

albertonunes77@hotmail.com

Itapevi

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FINANÇAS PÚBLICAS

"Contabilidade criativa"

Muito pertinente a referência do editorial de sábado (A3) aos desmandos orçamentários e à "contabilidade criativa" que ocorre na transferência de dinheiro a bancos estatais para empréstimos a empresas, aumentando a dívida pública com a emissão de papéis da dívida bruta, mas não necessariamente da dívida líquida, gerando inscrição simultânea de créditos. É, no fim de tudo, algo parecido com a fraude no Banco Panamericano, que cedia parte de seus créditos a outros bancos e continuava contabilizando-os na escrita contábil. Cuidado, dona Dilma, com o "canto da sereia".

JOSÉ H. DE OLIVEIRA E COSTA

jose.haroldo@terra.com.br

São Paulo

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"Qual deles será o Prático (de Disney), que fará o papel de resistência ao sopro do Lobão?"

WALTER CORONADO ANTUNES / SÃO PAULO, SOBRE "OS TRÊS PORQUINHOS" DE DILMA"

coronadoantunes@uol.com.br

"Se for da mesma maneira que José Dirceu pôs os prometidos pingos nos is..."

MARA MONTEZUMA ASSAF / SÃO PAULO, SOBRE A DECLARAÇÃO DE LULA DE QUE VAI DESMONTAR A "FARSA" DO MENSALÃO

montezuma.fassa@gmail.com

"A Justiça diz que vai parar. Isso é pleonasmo, ela está parada faz muito tempo"

JOÃO MENON / SÃO PAULO, SOBRE A GREVE NO JUDICIÁRIO

joaomenon42@gmail.com

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TEMA DO DIA

Há muita resistência contra o trem-bala

Às vésperas da licitação, projeto enfrenta descontentamento de 38 cidades ao longo do trajeto

"Melhor seguir o exemplo americano de valorizar aeroportos. O custo de 100 km de linha do trem é o de aeroportos médios."

ADRIANO PHILO

"Apesar das críticas, o projeto vai gerar empregos e será mais um passo para a modernidade. O novo sempre incomoda."

ALEX SANDRO BRITO SILVA

"Queria saber como a Europa, que é territorialmente menor e mais densamente povoada, faz para construir os trens."

GUSTAVO BRUNSON

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Cartas enviadas ao fórum dos leitores, selecionadas para o estadão.com.br

MANCHETES

Antes mesmo da posse, o efeito Dilma já se faz sentir.

Acabou o ''Brasil maravilha'' dos marqueteiros e deu início o Brasil real do povo.

Para constatar, quatro manchetes do Estadão de sábado.

1 - Inflação ganha altura.

2 - Superávit menor vai pressionar juro.

3 - País perde 11 mil leitos hospitalares em 4 anos.

4 - Após receber Dilma, PT propõe regular mídia.

É bom alertar aos ''companheiros'' petistas que eles também vivem no país das referidas notícias.

Rubens Leite rureleite@uol.com.br

São Paulo

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A VOLTA AO PASSADO

No passado o povo brasileiro sofreu muitas dificuldades, fazendo esforço para equilibrar nossa economia e colocá-la nos trilhos. Nos últimos quatro anos temos visto aumento das despesas acima do recomendável, jogadas contábeis para esconder déficits e agora estamos vendo discursos aumentando as metas inflacionárias para continuarem a gastança, entre outras atitudes irresponsáveis. Isto é uma volta ao passado que fez a minha geração perder dez anos sem oportunidades. Já estou vendo que nos anos 2020, nosso povo terá novamente de pagar a conta, agora destes moleques irresponsáveis que estão no poder. Minha sugestão é que o povo se antecipe e não permita que continuem neste caminho, se for preciso marchemos a Brasília com 44 milhões de pessoas, já que o Congresso não é confiável.

Nelson Pereira Bizerra nepebizerra@hotmail.com

São Paulo

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NADA MUDOU

Tudo igual como era antes: velhas raposas para cuidar do novo galinheiro.

Virgílio Melhado Passoni mmpassoni@gmail.com

Praia Grande

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BANCO CENTRAL

Presidente Dilma, chega de Meirelles no Bacen, tem de renovar. Berzoini já na presidência do Banco Central, homem bancário, ''trabalhador'', conhecedor de economia e matemática. A Bancoop é um dos seus grandes feitos, e isso não pode ser esquecido. Se essa sugestão não serve, o seu aliado Sarney também pode indicar alguém, pois a sua passagem pela Presidência da República teve a economia como exemplo de êxito, teve até ''fiscal do Sarney'' ajudando no combate à inflação.

Ademar Monteiro de Moraes ammoraes57@hotmail.com

São Paulo

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BANCOOP

Será que o presidente Lula também foi solicitado a pagar um tanto a mais pelo apartamento que comprou do Bancoop?

Eduardo Henry Moreira henrymoreira@terra.com.br

São Paulo

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INÍQUA CAIXA

A Caixa perdeu mais de R$ 320 milhões no Panamericano, diz a manchete (21/11). Gigante da agiotagem legalizada, a Caixa não perdoa seus infelizes mutuários quando lhes cobra os juros. Juros indecentes para quem quer financiar a casa própria.

A mesma Caixa que, como a de Pandora, reserva males indescritíveis para mutuários inadimplentes, tomando-lhes o patrimônio ou executando hipotecas, ''perde'' agora, placidamente, esse dinheiro. Dinheiro sofrido de muita gente que recorreu a essa instituição - e pagou caro por isso - para realizar um sonho. Dinheiro ainda úmido de suor e lágrimas.

Stanislaw Cordeiro ratles2@hotmail.com

São Paulo

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QUE BELO PRESENTE DE NATAL.

Inicialmente, meus parabéns à futura presidente do Brasil, Dilma Rousseff, pela vitória eleitoral. A maior virtude do ser humano, para mim, é a gratidão. Li que Dilma chorou reunião do PT, ao falar do presidente Lula e da atuação da militância petista na campanha. Realmente ela é uma mulher grata e reconhecida. A futura presidente sabe que sem a ajuda do padrinho dificilmente chegaria aos píncaros da glória, mesmo com admiração e apoio de muitos eleitores que comungam as ideologias do passado. A futura presidente é uma mulher de sorte. Quantos políticos de fama e com vasto currículo político desejariam estar no seu lugar? É verdade que o cargo é espinhoso, mas a vida é mesmo assim, tem os dois lados. Alguns dos melhores peixes têm espinhas, o famoso bacalhau que o diga. Porém tem o lado gostoso, gratificante, começando por ser tratado por alguns como seres "incomuns". Em seguida temos as delícias do poder, as fenomenais mordomias, as despesas como alimentação, luz, telefone, etc., custeadas ou cobertas na maioria pelo admirável cartão corporativo, as badaladas bajulações, a extraordinária oportunidade de conhecer docemente todo o planeta, de cabo a rabo, sem nada gastar. E ainda o fenomenal foro privilegiado. Enfim, a certeza de um futuro econômico maravilhoso, seguro, garantido, tranquilo, sem contar que após o mandato terá carros e seguranças para sua comodidade e proteção. Este será, sem dúvida, um grande Natal para nossa futura presidente. Que a sorte a acompanhe.

Ney Maciel Brabo ney.brabo@ig.com.br

Santos

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CUIDADO, DILMA!

Vocês já repararam como se parecem fisicamente José Eduardo Cardozo, futuro ministro da Justiça de Dilma, e Aécio Neves, ex-governador de Minas Gerais?!

Cuidado, ''presidenta''! Pode ser que essa coincidência vá além da aparência física...

João Guilherme Ortolan jortolan@uol.com.br

Bauru

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KIT PT PARA SITUAÇÕES DIFÍCEIS

Jornalistas e leitores comentam as dificuldades supostamente colocadas pelo PMDB à formação do novo governo, que seria petista. Consciente ou inconscientemente, fazem o velho jogo do petismo. O governo não é "do PT", pela simples razão de que o PT não venceu as eleições. Quem venceu as eleições foi o blocão PT/PMDB/aliados menores. Sozinho, o PT nunca saiu e não sairia dos 35%. Ao afirmarem que o PMDB está colocando dificuldades para o PT, os "analistas" apenas fazem aquilo que os antigos chamavam de "levar água ao moinho" do PT: o lulo-petismo, que foi o escolhido pelo povo e representa o Bem, quer fazer um governo para o povo, mas os políticos fisiológicos do PMDB, que chegaram ao governo pendurados no prestígio de Lula e só pensam no Mal, ficam colocando dificuldades. Quem ainda cai nessa conversa? Pelo jeito, quase todo mundo. O problema é que essa conversa é o principal componente do Kit PT Para Situações Difíceis: nós somos bons, quem cria problemas são os outros. Daqui a quatro anos, a pretexto de que o PMDB não os deixou fazer o maravilhoso governo que tinham planejado, eles arrancam Lula do merecido ostracismo e nos convocam a tentar, mais uma vez, mudar "tudo isso que está aí". Quando é que vão começar a desconfiar que o PT é só isso mesmo, tão ruim e tão bom quanto o PMDB, e que, como dizia o patrono dos intelectuais petistas, os homens devem ser julgados por suas ações, e não pelo que dizem de si mesmos?

Odilon Toledo odilonto@terra.com.br

Belo Horizonte

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VISANDO 2014?

Lula declarou que vai desmontar a ''farsa'' do mensalão do PT (não o do DEM?). Com isto José Dirceu ficaria reabilitado politicamente, podendo reassumir suas funções e sua ascendência no partido. Será que essa articulação não visa ao processo sucessório de 2014? Acho que Lula já conseguiu o que queria (deixar o cargo com popularidade enorme) e pretende, a partir de janeiro, ficar só como eminência parda do governo. Neste cenário, José Dirceu seria o ''ungido'' para seguir Dilma Rousseff no pretendido projeto petista de poder. Essa transferência seria em 2014 se Dilma tiver problemas, ou em 2018 após seu segundo mandato. Que a oposição abra os olhos logo. Bobeou ao não exigir medidas concretas contra Lula e o mensalão na época. Bobeou ao não detonar na raiz a crítica de ''herança maldita'' inventada por Lula contra o governo FHC. Agora as consequências estão se avolumando e fugindo de controle. Se Lula conseguir a redenção de José Dirceu e apagar os efeitos do mensalão petista, o caminho estará aberto para a hegemonia do PT (como o PRI mexicano) e a consolidação de um Brasil cada vez mais sindicalista e estatizante. Marquem minhas palavras!

Silvano Corrêa

São Paulo

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ERA SÓ O QUE FALTAVA!

O sr. Lula promete ao Zé Dirceu que vai demonstrar a ''farsa do mensalão'' e o Zé afirmou que se o STF o absolver a ''Câmara o anistia''. Alguém tem dúvida da absolvição no STF? A certeza é tamanha que realmente o ''mensalão'' não passou de uma ''farsa'' e que o (des)governo do sr. Lula foi vítima de ''cerco político'' e de ''golpe'', acreditem... Era só o que faltava!

Luiz Dias lfd.silva@uol.com.br

São Paulo

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HISTÓRIAS PARA CRIANÇAS

Depois de Lula e os 40 ladrões e dos anões do Congresso (não necessariamente sete), vêm aí os "três porquinhos" da campanha da Branca de Neve do Terceiro Mundo.

O Brasil é uma grande fábula! Parece enredo para o próximo episódio da trilogia de Shrek a ser exibido no final de 2013.

Ricardo A. Rocha rochaerocha@uol.com.br

Belo Horizonte

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BINGOS

Os ventos que sopram de Brasília revelam que José Dirceu deve ser agraciado com a liberação dos bingos. É, decerto, por isso que ele não deseja cargo "oficial" no governo. Ele ganha muito mais na iniciativa privada.

Klaus Benvenuto klausbenvenuto@gmail.com

Santo André

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35 ANOS DO PROÁLCOOL

A página B26 do caderno de Economia & Negócios 2 do Estadão de sábado apresenta matéria de Gustavo Porto/Guariba mostrando cabalmente o ''nascimento'' do Proálcool nos idos de 1974 como fruto do conhecimento de muitas pessoas que permaneceram no anonimato até hoje. A bem da verdade, na ocasião tal projeto foi violentamente combatido por grupos políticos que hoje afirmam ''nunca antes neste país'' ter sido feito algo sem a participação deles. Gostaria de dar parabéns ao jornal pela recuperação de uma verdade histórica e, ao mesmo tampo, fazer uma pequena correção na mencionada matéria, que é a seguinte: como fui citado como um dos autores do Proálcool ''pioneiro'', gostaria de informar que não sou economista, e sim engenheiro agrônomo, formado em 1964 na Escola Agrícola de Piracicaba, a gloriosa Esalq-USP.

Victor André de Argollo Ferrão Netto v-argollo@uol.com.br

Campinas

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SHIGEAKI UEKI

Linda entrevista no Estadão no caderno de Economia de 20 de novembro. Todas as pessoas que vivem para, no e do Brasil deveriam ter acesso a essa matéria. Parabéns ao jornalista Gustavo Porto, de Ribeirão Preto.

Wilson Lino wiolino@yahoo.com.br

São Paulo

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PROMESSA É DÍVIDA

Shigeaki Ueki, ministro de Minas e Energia do governo Ernesto Geisel, está devendo ao povo brasileiro o cumprimento de uma promessa. Em meados da década de 70 prometera que se o petróleo produzido por poço prospectado na Amazônia, especificamente na Ilha de Marajó, não fosse a redenção de um país que, naquela época, importava 75% de suas necessidades petrolíferas, banhar-se-ia nu numa fonte qualquer em praça pública. Estou esperando até hoje para ver esse nissei papudo em pêlo.

Sergio S. de Oliveira marisanatali@netsite.com.br

Monte Santo de Minas (MG)

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PAÍSES ALIADOS

A diplomacia brasileira recusou-se a apoiar resolução na ONU que pede o fim do apedrejamento no Irã, condena esse tipo de punição e cobra o fim da perseguição a opositores, jornalistas e blogueiros. Ao lado do Brasil, também Angola, Benin, Bolívia, Butão, Cuba, Equador, Líbia, Síria, Sudão e Venezuela não apoiaram a resolução. O Itamaraty alega que sua estratégia é a de não usar os órgãos da ONU para condenar outros países e que o diálogo e a cooperação são as melhores formas de garantir que um país evolua nas questões dos direitos humanos. O que o Itamaraty parece não saber, ou finge que não sabe, é que esses países que como o Brasil não apoiaram a resolução das Nações Unidas, juntamente com o próprio Irã, e que são considerados "mui amigos" pelo presidente Lula, têm essa mesma opinião: pretendem que os demais países, através do diálogo e da cooperação, adotem a perseguição aos opositores e à imprensa e eliminem os cidadãos que pretendam viver com mais liberdade. É bom lembrar que a censura ao Estadão já dura quase 16 meses...

Victor Germano Pereira victorgermano@uol.com.br

São Paulo

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BRASIL-IRÃ

Simplesmente vergonhosa a posição do Brasil ao se abster e não condenar o Irã por violação de direitos humanos, na ONU. Devemos defender o que é certo, justo, ético, digno, verdadeiro, correto, e não agir de forma pusilânime, oportunista, covarde e por conveniência ou interesse. Os direitos humanos são universais e devem ser defendidos sempre, contra todos aqueles que os violarem, sejam quem forem, em qualquer lugar do planeta. Lamentável que o Brasil seja conivente com a barbárie praticada no Irã e que "lave as mãos" diante de tamanhas ignomínias cometidas pelo regime iraniano contra pessoas indefesas, sobretudo mulheres e crianças.

Renato Khair renatokhair@uol.com.br

São Paulo

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DIREITOS HUMANOS

Ao ler a posição de abstenção (novamente) do Brasil na ONU sobre o apedrejamento no Irã e as graves violações de direitos humanos em Teerã, gostaria de saber o que pensam e sentem os intelectuais, atores, cantores, escritores, professores e esclarecidos em geral que assinaram manifesto de apoio em Dilma sobre estes assuntos.

Como prestigiei muitos deles com a compra de suas obras, shows, etc., fico muito decepcionada ao vê-los calar num momento destes apenas por quererem apoiar este governo, que quer se omitir de tão importante assunto.

Tania Tavares taniatma@hotmail.com

São Paulo

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DIREITOS HUMANOS DE LUTO

O país que decretou a lei Maria da Penha e elegeu uma mulher presidente se recusa a apoiar proteção às mulheres iranianas. Vergonhoso.

Luiz Nusbaum lnusbaum@uol.com.br

São Paulo

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APEDREJAMENTO NO IRÃ

De cima do muro o Brasil atira a primeira pedra.

Roberto Twiaschor rtwiaschor@uol.com.br

São Paulo

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PEDRAS

Que a diplomacia lullo-petista não esqueça: cada pedra atirada num iraniano será uma no sapato da Dilma.

A. Fernandes standyball@hotmail.com

São Paulo

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SAARA OCIDENTAL

Todo mundo dito civilizado diz se preocupar com os chamados ''direitos humanos''. Contudo, lá no deserto, no Saara Ocidental, mais precisamente na sua capital, El Aayun, principalmente, esses ''direitos humanos'' estão sendo espezinhados pelo governo do Marrocos sem que esse mesmo ''mundo civilizado'' mova uma palha em defesa dos saharauis, como são chamados os naturais dessa região, que estão sendo torturados, espancados, violentados, presos e algumas dezenas deles já foram mortas. Até onde este ''mundo civilizado'' vai esperar para ajudar esse sofrido povo? Nosso presidente, que almeja um cargo na ONU, bem que poderia determinar ao Itamaraty que pressione junto à mesma por medidas diplomáticas para cobrar do governo marroquino o fim das perseguições ao povo saharaui, que havia feito um acampamento em pleno deserto, chamado Gdaim Izik, com o intuito de chamar atenção do mundo exatamente para a falta de respeito aos ''direitos humanos'' por parte do Marrocos. Esse acampamento foi destruído, inclusive com o despejo de água fervendo através de sobrevoo de helicópteros sobre homens, mulheres e crianças que lá estavam, os quais sofreram queimaduras gravíssimas. Depois a perseguição se espalhou por toda a região, principalmente pela cidade de El Aayun, onde casas são arrombadas e seus moradores vítimas dos maus tratos descritos acima. Por favor, presidente Lula, de um toque no seu amigo Zapatero, fale com o rei do Marrocos, faça alguma coisa...

Antonio Carlos Pereira acpereira1939@com4.com.br

Batatais

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EXTREMOS INADMISSÍVEIS

De um lado, uma gigantesca tenda turístico-esportiva luxuosa (ou luxuriosa), erguida em Dubai pela bagatela de 40 bilhões de dólares (ou algo assim, segundo o narrador Galvão Bueno). De outro, centenas de tendas improvisadas, de pano e precariedade, não dão conta de salvar milhares de vidas ceifadas pela pobreza, no Haiti. Quando esses extremos se aproximarão, num ato de solidariedade global?

Eduardo Britto britto@znnalinha.com.br

São Paulo

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PRESIDENTE LULA

O presidente Lula diz que o Brasil não fala fino com os outros países, mas não foi isso que vimos com a Bolívia, o Equador, a Venezuela e Cuba, com os quais fala bem baixinho, ao que parece.

Quanto a ter ou não realizado mais que outros governos, é duvidoso, pois do contrário não necessitaria ficar repetindo tanto.

Dá a impressão de que ele quer rebaixar os outros para se sobressair. Será inveja da capacidade moral e intelectual dos outros?

Não precisa, pois ele fez a parte que lhe competia .

Everardo Miquelin everardo.miquelin@ig.com.br

São Paulo

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APOLOGIA DA IGNORÂNCIA

Em seu discurso no lançamento do navio da Transpetro, Lula, mais uma vez, deu um péssimo exemplo para os brasileiros, fazendo apologia da não necessidade de estudo para se vencer na vida.

Essa insistente pregação de que um peão como ele conseguiu fazer muito mais do que outros presidentes letrados, seus antecessores, deveria ser objeto de uma ação por parte do Ministério Público, visando à sua proibição.

Lula precisa entender que o seu caso é único, resultado de uma conjugação de diversos fatores que, certamente, nunca mais se repetirão. Ele não chegou aonde chegou por ser peão, ou por não ter cultura, pois sem estudo não se vai a lugar algum.

Essa conversa fiada de Lula é extremamente danosa para o Brasil e para os que caírem nela.

Ronaldo Gomes Ferraz ronferraz@globo.com

Rio de Janeiro

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HERÓIS OU BANDIDOS?

Segundo Marco Aurélio Garcia, ''ela (Dilma Rousseff) lutou contra a ditadura e quem está incomodado com isso deve estar incomodado com o fato de que a ditadura tenha terminado.'' Como sempre, as meias-verdades não passam de inteiras mentiras. O que esses grupos queriam era substituir a ditadura militar por uma ditadura comunista, segundo o modelo cubano. O que incomoda, sr. Garcia, é que hoje os líderes desses grupos estão no poder e o discurso que utilizam é semelhante a essa sua afirmação: mentirosa, separatista, superficial e canalha. O que incomoda é que usaram a máquina estatal sem qualquer escrúpulo para eleger a presidente que querem fazer posar de heroína; incomoda que queiram controlar a mídia; incomoda que os sindicatos e a UNE tenham sido transformados em pelegos; incomoda vê-los privilegiar os ricos que os apoiam e os pobres que, coitados, são comprados com migalhas, enquanto a classe média paga a conta; incomoda que o conceito de raça tenha sido reabilitado nestas paragens, com o fim de dividir para arrendar; incomoda o apoio de Hugo Chávez e de Ahmadinejad... E tudo isso muito bem disfarçado pelas meias-verdades ou inteiras mentiras. Espero, no entanto, que a presidente eleita tenha amadurecido e não seja, no seu governo, uma ''inocente útil'', como eram chamados os que, na década de 70, eram motivados e muito bem patrocinados pela esquerda moscovita. Pode ter certeza, sr. Garcia, que os que não estão incomodados são os que de fato apoiam algum tipo de ditadura.

Sueli Caramello Uliano scaramellu@terra.com.br

São Paulo

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VIÚVAS E VIÚVOS

O leitor sr. Alberto Isaac (20/11) criticou as pessoas que fazem comentários legítimos neste Fórum sobre assuntos escabrosos que não podem ser esquecidos e, por isso, incomodam aqueles que pensam de forma diferente, endossam tudo o que foi feito de bom e de ruim e chamam essas pessoas guerreiras de viúvas do Serra e do FHC.

Somos todos viúvos da democracia, pois querem calar a boca de todos através da incitação ''nós contra eles'', pobres contra ricos, e pela intimidação.

Contudo amordaçar 44,700 milhões de eleitores não será uma tarefa muito fácil, pode crer, xará.

Alberto Bastos Cardoso de Carvalho albcc@ig.com.br

São Paulo

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PATRULHAMENTO QUE ALIENA

O leitor sr. Alberto Isaac apreendeu com seu ídolo Lula a mágica de transformar verdades em mentiras. Criticas infundadas? O leitor demonstra viver em outro país quando, além de desqualificar o trabalho da imprensa, se coloca como paladino da verdade, ignorando fatos e encobrindo falcatruas que esse governo que se finda varreu para debaixo do tapete. Oxalá a presidente Dilma Rousseff consiga colocar o País nos trilhos e o faça crescer ainda mais, isso se o PT e os partidos aliados deixarem. Samba de uma nota só é a música cantada por Lula em oito anos de governo: "Não vi nada, não sei de nada." Viva a liberdade de imprensa e o espaço democrático que os jornais dedicam aos seus leitores. O debate de ideias é muito saudável, mas o patrulhamento aliena o cidadão e não contribui para a democracia.

Izabel Avallone izabelavallone@yahoo.com.br

São Paulo

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TEÚDAS E MANTEÚDAS DE LULA-DILMA

É evidente que, por causa da vitória nada contundente dos xilófagos Lula-Dilma, suas teúdas e manteúdas são compelidas a tentar marcar território... E na irônica manifestação do sr. Alberto Isaac fica clara a marca da digital ditatorial quando o leitor acima citado reclama do uso deste espaço no Estadão por quem não reza a missa pela sua cartilha. Vamos ter de pedir licença à militância para usar este espaço democrático? Ainda não tiveram peito para nos impor o PNDH-3 goela abaixo. Ainda não...

Mara Montezuma Assaf montezuma.fassa@gmail.com

São Paulo

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LEMBRETE

Quero lembrar ao leitor sr. Alberto Isaac que o Brasil está crescendo com o DNA dos tucanos.... Só pra lembrar: o real, câmbio flutuante, metas de inflação, Lei de Responsabilidade Fiscal, o Proer, criação dos programas sociais no governo FHC, Bolsa-Escola, Vale-Alimentação, Vale-Gás, a que o Lulla hoje dá o nome de Bolsa-Família. Pois é, sr, Alberto, quase toda a atual estrutura socioeconômica do Brasil foi construído no período do FHC, portanto, essa economia que está aí bombando é DNA dos tucanos, e o Lulla nem a Dilma tiveram a coragem de mexer um dedinho.

Ana Maria Gmachl amaeleitora@hotmail.com

São Paulo

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LEITOR INCOMODADO

Como assídua leitora do Estadão, sinto-me no direito de escrever para o Fórum dos Leitores para desabafar minha revolta contra todos os assuntos que me chamam a atenção. Já se tornou corriqueira essa conversa que tenho com meu jornal preferido. No entanto, vejo que isso incomoda o sr. Alberto Isaac, menosprezando-nos, num completo desrespeito à nossa inteligência, como se apenas viúvas chorassem seus mortos. Quero ressaltar ao sr. Alberto que eu choro, sim, pela morte da ética, da moral e dos bons costumes que um dia tive o prazer de conhecer neste meu querido Brasil e que foram parar na lata do lixo desde que Lulla e o PT subiram ao poder. E, ao contrário das viúvas que se recolhem em sua dor, resolvi agir, sair do meu anonimato e colocar meu ponto de vista como mulher esclarecida, e não viúva chorona. Se incomodamos tanto ao sr. Alberto, talvez encontre guarida nas revistas que contam apenas as glórias do desgoverno Lulla, com tudo pago por nós, contribuintes. Essas revistas normalmente recebem soldos altíssimos de estatais para falar bem dos petralhas! Siga ao encontro dos seus, sr. Alberto Isaac!

Beatriz Camposbeatriz.campos@uol.com.br

São Paulo

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MISSÃO QUASE IMPOSSÍVEL

Em resposta à carta do leitor sr. Alberto Isaac no Fórum online de 20/11, tenho a dizer o seguinte: uso o Fórum dos Leitores por ser um espaço democrático e, assim sendo, está aberto a todos. Porém, sr. Alberto, a grande maioria dos eleitores de seus ídolos (Lula e Dilma) são beneficiários do Bolsa-Família, são analfabetos ou semianalfabetos, e só usam jornal com outra finalidade (o senhor bem sabe qual), uma vez que papel aceita tudo. Os que não fazem parte do Bolsa-Família, e acredito que seja o seu caso, quando usam o Fórum é com a missão quase impossível de blindar a quadrilha oficial, ou por fazerem parte dela, ou por pura desinformação. Mas se o senhor gosta do ''dedo" de Franklin Martins, pode ter absoluta certeza de uma coisa; no Fórum dos Leitores ele não ''entra''. As viúvas não deixam.

Humberto de Luna Freire Filho hlffilho@gmail.com

São Paulo

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SEM RABO PRESO

Interessante como a oposição, não dos políticos deste desgoverno, mas dos leitores do Estadão, incomoda tanto a petralhada. O leitor sr. Alberto Isaac, da cidade de Itapetininga, tenta desqualificar as opiniões abalizadas e sem rabos presos dos leitores esclarecidos e antenados do nosso Estadão, com todos desmandos e corrupções do desgoverno do seu chefão, que se despede oficialmente, mas que irá ficar na ''sombra'' della.

Um conselho para o sr. Isaac: vá ler os blogs, jornalecos e outros meios que seu PT patrocina. Ah, não se esqueça de assistir à TV Brasil e à TVT (TV dos metalúrgicos), que devem ter uma programação voltada para os analfabetos políticos.

Agnes Eckermann agneseck@yahoo.com.br

Porto Feliz

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LEI DA MORDAÇA

No mínimo, esse leitor Albert Isaac faz parte do time do filho do Sarney, que pretende calar a boca da imprensa. Por meio da influência do pai provecto, tentou obstar que o Estadão comentasse "certas verdades" a seu respeito. Como se não bastasse a oposição ter perdido força para tocar novas CPIs, aparece um leitor aloprado querendo calar a boca dos que não rezam pela cartilha, como ele.

Conrado de Paulo conrado.paulo@uol.com.br

Bragança Paulista

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DEBATES DE ANTIGAMENTE

O leitor sr. Alberto Isaac queixa-SE de que as ''viúvas de FHC e Serra'' (sic) continuam ocupando este espaço, apesar da contundente derrota, que são sempre as mesmas pessoas e que deviam deixar o Brasil crescer, como está.Será que ele computou também a porcentagem de eleitores ausentes, votos em branco e nulos, para chegar à conclusão de que a derrota foi mesmo contundente? Para mim, derrota contundente é quando a disputa se decide em primeiro turno, como as que FHC infligiu em Lula duas vezes. Como também a vitória de Collor em 1989, não pelo placar, já que houve segundo turno apertado, mas pelo conteúdo do debate final, no qual se pôde constatar a diferença de conhecimento político imensa entre os dois candidatos. Que pena que a Globo desistiu daquele formato de debate. Ajudava bem mais que o debate água com açúcar atual. Por fim, as cartas aqui publicadas não afetam em nada o desempenho do presidente Lula, pois, como já declarou, ele não lê jornais porque lhe dá azia.

Hermínio Silva Júnior hsilvajr@terra.com.br

São Paulo

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TONINHO E CELSO

A respeito da nota sobre as viúvas de FHC e Serra, gostaria de dizer ao sr. Isaac que é melhor ouvir ''essas viúvas'' do que as viúvas (agora na acepção correta do termo) dos seus ex-companheiros Toninho do PT, ex-prefeito de Campinas, e Celso Daniel, ex-prefeito de Santo André, pois essas viúvas realmente teriam a dizer coisas muito relevantes e interessantes sobre o que se passou com os ex-"cumpanheiros" petistas..

Cabe apenas relembrar que Toninho do PT e Celso Daniel são ex-prefeitos não porque não se reelegeram, mas sim porque foram ''silenciados eternamente'' pelos seus próprios ''cumpanheiros'' em nome de interesses maiores.

Claudio Juchem cjuchem@gmail.com

São Paulo

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CELSO DANIEL

Marcos Roberto Bispo dos Santos colocou as barbas de molho ou foi mais uma vítima? Ele está desaparecido (ninguém sabe, ninguém viu). A polícia e, supostamente, uma ala política estão atrás dele. Em júri popular foi apenado em 18 anos. Além do prefeito Celso Daniel, sete testemunhas foram apagadas, daí Marcos Roberto ter sumido ou sumiram com ele... Muita gente graúda teme que o Marcos apareça e abra o bico.

Humberto Schuwartz Soares hs-soares@uol.com.br

Vila Velha (ES)

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CRIMES COMUNS

Respeitando as devidas proporções, um dia a História provará que os assassinatos de John Kennedy, Benazir Bhutto, Indira Gandhi e Anwar Sadat foram todos crimes comuns, assim como o de Celso Daniel.

José Eduardo Zambon Elias zambonelias@estadao.com.br

Marília

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O FANTASMA DA CENSURA

Enquanto o Estadão se aproxima dos 500 dias sob vergonhosa e ordinária censura, o governo da Dilma que diz ser contra a censura - só faltou jurar em nome de Nossa Senhora de Plutão - mantém mistério sobre o tema. Os homenzinhos por trás da mulher já dizem a que vieram. Querem tapar a boca da imprensa, nem que seja no tapa. E o farão? Quem viver verá!

Sérgio Eckermann Passos sepassos@yahoo.com.br

Porto Feliz

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BONITINHA, MAS ORDINÁRIA...

O ''debate qualificado acerca do conservadorismo nos meios de comunicação e na sociedade'', proposto pelo PT, é uma frase que Nelson Rodrigues denominaria com o maior prazer como ''bonitinha, mas ordinária''. É muito elegante, mas não engana ninguém. O partido quer mesmo o controle das opiniões veiculadas pela mídia. Ideia autoritária, retrógrada e descabida.

Luciano Harary lharary@hotmail.com

São Paulo

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DEMOCRATIZAÇÃO DA MÍDIA

Na reunião com a presidente eleita, o PT pede democratização da mídia (20/11, A4). Quer dizer que a nossa mídia é igual à de Chávez, na Venezuela, e pede ''democratização'' no verdadeiro sentido da palavra?

Se assim for, eles estão certos, a mídia deve ser totalmente livre, conforme determina a nossa Constituição, que jamais deve ser desrespeitada, por quem quer que seja. Ninguém está acima das leis de um país, é assim que funciona em países democráticos.

Alvaro Salvi alvarosalvi@hotmail.com

Santo André

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LEVIANDADE

Por democratização das comunicações proposta pelo PT entenda-se comunicação ajustada ao modelo petista de governar. Por conservadorismo das comunicações entenda-se toda manifestação da mídia que não corresponda ao referido modelo. As condutas do PT, invariavelmente, são ''progressistas''. E as denúncias de corrupção, de tráfico de influência, de incapacidade de produzir as reformas estruturais em nossa sociedade - política, administrativa, tributária, judiciária, trabalhista, etc. - representam o anticonservadorismo ao qual a imprensa, desprovida de sua liberdade natural, deve ajustar-se. Como é simples fazer política com leviandade.

Amadeu R. Garrido de Paula amadeugarridoadv@uol.com.br

São Paulo

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DECEPÇÃO NAS ELEIÇÕES

O barulho da tempestade passou

O período eleitoral acabou

O prêmio maior a ''criatura'' do Burla levou

O tucano traído chorou

O eleitor otário um palhaço enganou

O eleitor informado sonhou e decepcionado acordou

O Cambalacho Nacional, e nossa (in)Justiça, ignorou

O pacote de escândalos que o tempo mofou

O governo corrupto o povo desinformado aprovou

O brasileiro consciente desanimou...

Laércio Zanini arsene@uol.com.br

Garça

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NOTA DE ADMIRAÇÃO

Sou um estudante universitário e escrevo esTe e-mail porque não vi outra maneira, talvez um pouco mais ortodoxa, de expressar minha profunda admiração pelo órgão de informação O Estado de S. Paulo. Não possuímos em casa a assinatura do jornal, mas sempre que tenho a satisfação de passar pela biblioteca de minha escola ganho muitos minutos ao ler um exemplar diário.

Não há, a meu ver, nenhum outro órgão de informação, partido político ou mesmo outra empresa privada que me desperte tal admiração. A História que esse jornal presenciou e modificou como personagem atuante é privilégio de poucos jornais sérios no mundo. Nesse contexto, não haveria, pois, motivo maior de elogiar mais do que simplesmente a comemoração de um centenário (aliás, mais do que isso), mas o trabalho e, também, o posicionamento de sua equipe.

É muito triste verificar que em nossa sociedade o posicionamento dos meios de comunicação, seja ele implícito na seleção de reportagens ou explícito no editorial e na equipe de comentaristas, tenha uma conotação tão ruim. O jornalismo sério, em meu entendimento, e não extrapolo nada além disso, uma vez que não sou jornalista, mas estudante de Engenharia Agronômica, deve ser fiel às convicções de sua equipe. Nesse quesito, vejo no Estadão o símbolo de um trabalho de coerência na imprensa brasileira. Ações como as campanhas abolicionista e republicana, a condenação da feroz ditadura de Getúlio Vargas, a não intimidação diante dos piores momentos da revolução militar que se estabeleceu em nosso país por mais de 20 anos, dentre outros diversos fatos, mostram-nos uma história impecável de lutas pela liberdade e pela democracia.

Entendo que, mesmo vigorando o Estado Democrático de Direito, é função social da imprensa analisar de forma singular os fatos corriqueiros e extraordinários de todo o mundo e apresentá-los aos diferentes cidadãos. Enxergo em seu trabalho grande concomitância com essa função, de forma que não me omiti e escrevi este e-mail.

Não gostaria que este e-mail fosse interpretado, porém, como bajulação gratuita, mas como um elogio e, principalmente, um ''continuem assim''. Gostaria de sugerir, então, que o jornal expandisse suas ações dedicadas aos jovens, como faz, por exemplo, em seu perfil no Twitter.

Velhos paradigmas, e tenho certeza que isso não é de desconhecimento de seus editores, ainda perambulam em boa parte do espaço dos jovens brasileiros, especialmente de estudantes. Falo isso uma vez que confiro o que já esperava encontrar antes de entrar para o mundo acadêmico, como os piquetes gratuitos e agressões por parte dos estudantes aos órgão de informação tidos como conservadores ou simplesmente liberais.

É difícil encontrar um estudante universitário, especialmente em universidades públicas, como a USP, na qual estudo, cuja orientação não tenha sido dogmatizada por versões distorcidas da História apresentadas inicialmente em escolas, públicas e privadas. Nosso sistema educacional não é somente falido pela violência, falta de professores ou descaso dos alunos, mas especialmente por ser, isso sim, danosamente parcial. Como posso considerar uma versão da história, contada como conto infantil, de ciência?

Nessa perspectiva, mais uma vez elogio o trabalho desse jornal, ao trazer ao público debates importantes de nossa sociedade, sem preconceitos e sem se abster de qualquer posicionamento. Realmente, como foi dito em seu editorial de apoio à candidatura de José Serra, nunca vi, em qualquer momento, a abstenção dessa equipe de alguma responsabilidade comprometida por parte de sua direção.

Dou também, na proporcionalidade de minha condição, uma palavra de apoio à censura imposta ao jornal no caso de Fernando Sarney.

Leonardo Sartori Menegatto leonardo_menegatto@msn.com

Americana

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