Cartas - 23/11/2010

TRANSIÇÃO

, O Estado de S.Paulo

23 Novembro 2010 | 00h00

Dilma x Meirelles

O problema não é a saída de Henrique Meirelles, mas sim a função que o Banco Central (BC) terá no futuro governo quanto a manter a inflação sob controle e a autonomia que lhe será concedida para tal. Afinal, pelo que já pudemos observar nas últimas semanas, nem sequer há necessidade de diminuir as taxas nominais de juros para reduzi-las em termos reais. A inflação está aumentando e tão logo seja confirmada a opção da presidente eleita pela eliminação do BC como agente autônomo em seu combate, os preços passarão a refletir essa decisão. É claro que, como aventado pela mídia, se for Dilma quem arbitrará no dia a dia os conflitos entre a política fiscal e a monetária - para o que, obviamente, terá plena autonomia -, o perfil do futuro presidente do BC poderá ser o de mero operador (o que não é pouco!) e a inflação poderá ser mantida sob controle (refluindo do curso que está tomando). Isso se ela tomar decisões que o mercado considera adequadas...

JORGE ALVES

jorgersalves@estadao.com.br

Jaú

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HERANÇA MALDITA

Será que a insistência do "cara" em manter Mantega no cargo é medo de que, se trocar de ministro, o novo possa vir a descobrir os podres e o rombo que existem no governo? Agora vamos saber o significado de herança maldita.

CARLOS R. GOMES FERNANDES

crgfernandes@uol.com.br

Ourinhos

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ERROS E ACERTOS

O presidente Lula passou praticamente oito anos de dois mandatos criticando o que chamou de herança maldita de FHC e antecessores. No começo era até compreensível que não tivesse condições de avaliar. Quando o Brasil começou a sentir os efeitos benéficos da herança, Lula cometeu o desatino de assumir sua autoria. Como os erros e acertos do passado acabam afetando o futuro, em 2011 a presidente eleita terá a chance de descobrir que tipo de herança recebeu. E assim a justiça será restabelecida.

CLODOMIR DE JESUS REDONDO

clodoredondo@bol.com.br

Araçoiaba da Serra

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QUAL DOS TRÊS?

Uma pergunta à presidente eleita: qual dos três porquinhos vai prevalecer em seu governo? O que construiu sua casa de palha (de políticas populistas visando interesses mais eleitoreiros do que nacionais)? O da casa de madeira (de governo de discursos, de planos mirabolantes, de falta de competência para execução de projetos, de verbas mal aplicadas...)? Ou o que construiu uma casa sólida, de fundações bem feitas, tijolos, bom cimento e planejamento e execução inteligentes (como foi o governo de FHC, Malan e Fraga, que preparou as bases para o sucesso do Brasil (!), enquanto Lula viajava discursando pelo mundo afora)? Qual vai ser, sra. presidente? É bom resolver logo, pois o "lobo mau" da crise mundial já está ameaçando soprar com muita força e uma casa mal construída pode cair.

SILVANO CORRÊA

scorrea@uol.com.br

São Paulo

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ZOOLÓGICO

Esperamos que os três porquinhos de Dilma não sejam os três macaquinhos do Lula.

EDWARD BRUNIERI

ebsolucao@uol.com.br

São Paulo

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MAIS DO MESMO

Espero estar enganada, mas as notícias iniciais não são boas. Parece que continuaremos assistindo ao vale-tudo fisiológico de Brasília. O PMDB de Moreira, Renan e Sarney quer a CEF e suas ligações com o Panamericano, além de diretorias na Transpetro, Petrobrás e Eletrobrás. O PTB de Collor quer a BR Distribuidora e suas ligações com usineiros. O PCdoB quer manter a ANP e suas ligações com Manguinhos. O PT quer tudo. O PP quer, o PSB também. Como diria Renato Russo, "mais do mesmo, não era isso que eu queria ouvir".

HERMÍNIA FARIA GUIMARÃES

herminiafaria@hotmail.com

Rio de Janeiro

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CARGA TRIBUTÁRIA

Aritmética

R$ 1,1 trilhão de impostos arrecadados, até 22/11, dividido por 185 milhões de habitantes (número parcial do IBGE/Censo 2010) = R$ 5.945,94 por habitante. Pode?

SERGIO S. DE OLIVEIRA

ssoliveira@netsite.com.br

Monte Santo de Minas (MG)

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PROMESSA

Logo após eleita, Dilma prometeu amenizar a carga tributária. Falar ela falou, mas nos bastidores a história é outra. A bolsa-esmola será reajustada, ela induziu os governadores a ressuscitar a CPMF, a tabela do Imposto de Renda não foi corrigida e Mantega será mantido na Fazenda. Sabemos que a filosofia do ministro não é de reduzir gastos e a disputa do PT e aliados por cargos vai inflar ainda mais a máquina pública, daí a tendência de a carga tributária aumentar ainda mais para acomodar a cumpanheirada e manter as mordomias. Contribuintes, estamos ferrados.

HUMBERTO SCHUWARTZ SOARES

hs-soares@uol.com.br

Vila Velha (ES)

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CPMF

Que tal se ficasse definido que nos Estados governados por aliados se cobrasse a CPMF e nos governados pela oposição, não?

ROBERTO GERAB

gerab@ajato.com.br

São Paulo

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RECURSOS PARA A SAÚDE

Além da má distribuição das verbas orçamentárias, que prejudica a saúde pública do País, os vencedores do último pleito associaram-se para restaurar o famigerado "imposto do cheque", verdadeiro caixa 2... Seria interessante, e tenho certeza que todos os trabalhadores que pagam o imposto sindical obrigatório apoiariam, a doação deste para a saúde, legitimando assim a finalidade do tributo, que sempre serviu para dirigentes sindicais amealharem fortunas pessoais e custearem eleições para cargos representativos.

ERASMO M. C. TOLOSA

erasmotolosa@uol.com.br

São Paulo

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IMPOSTOS

Governar é abrir estradas (presidente Washington Luiz). Governar é criar impostos, aumentar os já existentes e ressuscitar os antigos (PT, base aliada e demais políticos incompetentes).

JAMES F. SUNDERLAND COOK

sunderland2008@gmail.com

São Paulo

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"Se o governo não corrigir a tabela, logo mais quem ganha salário mínimo

também vai pagar"

GUSTAVO GUIMARÃES DA VEIGA / SÃO PAULO, SOBRE O IMPOSTO

DE RENDA NA FONTE

gjgveiga@hotmail.com

"Eta, governo competente, que sai comprando bancos com potencial para... falir!"

JOSÉ EDUARDO ZAMBON ELIAS / MARÍLIA, SOBRE O BANCO PANAMERICANO

zambonelias@estadao.com.br

"Terrorismo é o que a desastrada da Anac faz todo dia com os usuários"

TANIA TAVARES / SÃO PAULO, SOBRE O MINISTRO JOBIM X IATA

taniatma@hotmail.com

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TEMA DO DIA

Paul McCartney seduz um Morumbi lotado

Em show de 3 horas de duração, cantor relembra sucessos dos Beatles e esbanja simpatia

"Yesterday me emocionou. As lágrimas vieram e chorei de saudade dos tempos que não voltam mais. Parabéns, Paul."

ENEIDA YARA DE JESUS RAMOS

"Escuto esse cara desde 1968. É um dos maiores gênios musicais da história da humanidade."

RENATO MOFATI

"Tenho mais de 50 anos e meu primeiro álbum duplo foi dos Beatles. Tenho toda a coleção em vinil."

MIGUEL MOSSMANN

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Cartas enviadas ao fórum dos leitores, selecionadas para o estadão.com.br

Paul. o Beatle

Caí, de novo, no golpe da Globo. O show gravado era mera firula, três ou quatro musicas, mas era o Paul McCartney, o Beatle. Com emoção, vi o estádio cheio a cantar Yesterday, um hino de minha geração, e me surpreendi pela quantidade de jovens, quase tão entusiasmados, se não mais, posto que, em nossa época, não precisávamos enfrentar filas, na chuva, nas ruas, a céu aberto, para curtir nossos ídolos, então jovens.

Paul não tem mais voz, mas isso não importa, é a mensagem viva que parece carregar nossos filhos e , quiçá, netos. Posso, então, confessar que a minha disqueteira tem um CD completo, que ouço regularmente, posso também atestar que passamos aos nossos herdeiros a mensagem, a esperança não está perdida de todo. A lamentar a paródia que me fez gravar, acreditando que fosse o show, não um arremedo de propaganda e arranjo tão corriqueiro que perfaz a face esdrúxula da mídia pseudo-oficializada. Lamentável.

Com mais de 60 mil pessoas nas ruas, sob chuva e demais adversidades, o mínimo esperado de uma negociação seria o pacote, continuo a pensar como nos anos 60. De qualquer forma, meu emotivo reconhecimento do esforço do Paul mantém viva a chama de nossa geração, mesmo sem voz, com arranjos maquiados, é válida sua presença, que ainda arrasta multidões que querem ter o direito de gritar e sentir a possibilidade de serem livres, como nós fomos.

A verdade e o que é bom não morrem, está aí nosso Paul a provar e fazer viva a chama da criatividade, da decência, da qualidade, e que não erramos, os que erraram foram os malandros que vieram depois.

Ronaldo Parisi rparisi@uol.com.br

São Paulo

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IMPOSTÔRMETRO

Ao atingir a marca histórica de R$ 1,1 trilhão arrecadado em impostos em 2010, seria conveniente que outro aparelho mostrasse quanto desse montante foi desviado ou mal gasto: o impostôrmetro. Afinal, o povo brasileiro sabe muito bem que não é só o trem-bala que se diverte com 1 trilhão...

Flavio Marcus Juliano opegapulhas@terra.com.br

São Paulo

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DÓLAR DERRETIDO

Lembro-me muito bem, no início de 2008, quando, com certa arrogância, o ministro Guido Mantega falou sobre o "derretimento do dólar ante o real". O que diria hoje em dia?

Sergio S. de Oliveira ssoliveira@netsite.com.br

Monte Santo de Minas (MG)

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EQUIPE ECONÔMICA

Henrique Meirelles sempre foi um estranho no ninho petista e na primeira oportunidade que tiveram decidiram por retirar o seu status de ministro, além de subordiná-lo a Guido Mantega, agora, o único todo-poderoso da economia.

Estava na cara que ele não ia submeter-se a isso.

Graças a ele a inflação foi mantida sob controle durante os dois mandatos de Lula, que lhe deu total autonomia para decidir sobre a política dos juros.

O futuro de Meirelles estará assegurado para onde quer que ele vá ao sair do governo, pela competência demonstrada desde que surgiu no cenário nacional.

O futuro da nova equipe econômica de Dilma, porém, é incerto, e só o tempo dirá o que nos espera.

Ronaldo Gomes Ferraz ronferraz@globo.com

Rio de Janeiro

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DILMA E POLÍTICA ECONÔMICA

Tão logo eleita, Dilma declarou que seu objetivo seria trazer a taxa de juros básica (quando o problema maior é dos juros na ponta do tomador) para o nível de 2% em termos reais.

Hoje discute-se quem será o presidente do Banco Central, se terá autonomia ou não e se a política de reduzir a meta para o superavit primário será mantida.

Considerando as notícias sobre um reajuste real para o salário mínimo e para a Bolsa-Família, que somado a um eventual relaxamento na administração das contas públicas, e com a inflação, vindo com indicadores fortes - segunda prévia do IGP-M, saltou a 1,2%, de 0,89% no mesmo período de outubro, acima do teto das previsões, de 1,17% -, conclui-se que a promessa de Dilma é só uma questão de tempo e não necessariamente envolverá queda dos juros.

Resumindo, a inflação se encarregará de cumprir a promessa de juros reais de 2 % ao ano a curto prazo.

Duro será reverter o quadro inflacionário, ou, como se dizia nos tempos das ''heranças malditas'', domar o dragão da inflação.

Claudio Juchem cjuchem@gmail.com

São Paulo

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A PRIMEIRA CRISE

Em se confirmando o afastamento do sr. Meirelles da presidência do Banco Central, a presidente eleita, mesmo antes da sua posse, já estará enfrentando a primeira crise, uma vez que inexistem quadros partidários capazes, dotados da credibilidade necessária para afiançar à Nação uma política

monetária imune ao "populismo". A natureza da eleita, condicionada durante anos de apologia de

doutrinas jurássicas, compromete a independência do órgão, dificultando a participação de técnicos,

capacitados, oriundos de outras searas.

Caio Augusto Bastos Lucchesi cblucchesi@yahoo.com.br

São Paulo

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GABRIELLI

A notícia de que a futura presidente deverá manter Gabrielli no comando da Petrobrás pelo menos durante 2011, a pedido de Lulla, assim como o atual presidente já se manifestou há tempos que a partir do próximo, já sem o mandato, vai fiscalizar obras públicas, é a prova contundente de que o mandato de Dilma Rousseff será o ''terceiro'' mandato do atual presidente. Isso já estava escrito desde o lançamento da candidata à Presidencia da República. Pelo visto, vamos continuar a ter Lulla, o governo mais corrupto que já tivemos na História do Brasil, a influenciar nos destinos deste país. A maioria do eleitorado que não entendeu isso, ou fingiu que não entendeu, e votou na Dilma. Esperemos para ver mais notícias nesse sentido. Aguardem, que o tempo dirá...

Antonio Gomes de Souza agsouza_adv@terra.com.br

São Paulo

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BANCO CENTRAL

Merece louvores o presidente do Banco Central, o economista Henrique Meirelles, que impôs condições e autonomia para continuar em tão importante cargo da economia nacional. Ele tem credenciais incomparáveis e prestígio mundial para tão importante função. A presidente Dilma, que quer desqualificá-lo como ministro de Estado, e não concordando com suas condições, diminuindo, assim, sua importante autoridade, sujeitando-o às deliberações do ministro da Fazenda, está cometendo um grande erro, com consequências desastrosas para a economia brasileira. Homem honrado não dobra a espinha!

Antonio Brandileone franbrandi@uol.com.br

Assis

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A INDEPENDÊNCIA DO BC

Uma questão mais profunda se apresenta para além da não recondução de Henrique Meirelles no Banco Central, por ter exigido autonomia, que diz respeito à conveniência de um organismo independente ao ditar a política monetária ou de um simples órgão administrativo que deva seguir a política governamental. A primeira opção propicia indenidade na formulação da política monetária em face das injunções governamentais e partidárias. Deu certo no governo Lula, para admiração mundial. Agora teremos uma incógnita.

Amadeu R. Garrido de Paula amadeugarridoadv@uol.com.br

São Paulo

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A VERDADEIRA HERANÇA MALDITA

Em setembro uma amiga voltava dos Estados Unidos, onde foi a trabalho, e relatou o tumulto na chegada do voo: já saindo do ''finger'' havia fila no corredor para atingir a sala da imigração, no subsolo do aeroporto de Guarulhos - o maior e mais movimentado aeroporto internacional. A fila não andava e todos se perguntavam o que ocorria. A atendende da companhia aérea que ali estava respondeu (a uma passageira que tinha conexão) que nada podia fazer quanto ao voo que poderia ser perdido. Passados bem uns dez minutos apareceu um tipo fortão (mais parecendo leão de chácara) e, aos berros, convocava, num inglês macarrônico, os estrangeiros a saírem daquela fila e o acompanharem. Uma brasileira questionou por que só os estrangeiros, ao que o indivíduo ''muito educadamente'' respondeu que a fila dos ''foreign'' estava menor. Inconformada com o descaso com os cidadãos brasileiros, ela foi atrás dos estrangeiros e, ao descer a escada rolante, quase caiu porque o salão (da imigração) estava apinhado tanto no lado dos estrangeiros quanto dos brasileiros, não havendo espaço para alguém se movimentar. A minha amiga observou que havia apenas três ou quatro guichês atendendo àquela multidão, tanto de um lado quanto de outro, e ao chegar ao guichê a garota (provavelmente terceirizada) estava mais sonolenta do que ela e com uma ''vontade'' imensa de trabalhar.

Outro tumulto se verificou na exígua sala de bagagens! E as ''mocinhas'' do ''duty free'' caçando passageiros... montes delas! Tudo demonstrando que a preocupação com os terminais se resumia às ''perfumarias''!

Essa é a situação do mais movimentado aeroporto brasileiro! Em setembro, fora de temporada e sem nenhum evento especial!

Nos últimos dias as notícias nos dão conta de que a Anac está preocupada com o movimento nos aeroportos e convocou, em regime de urgência, as empresas - aéreas e de turismo - para reunião porque foram vendidas muitas passagens e os terminais estão despreparados para novos passageiros (?!).

Quando houve o primeiro apagão aéreo? Foi no mês passado? Ou ano passado? Já faz mais de dois anos que houve um primeiro apagão, em dezembro! De lá para cá, o que a Anac fez? Por que só agora está preocupada? Por que esperaram todo esse tempo para tomar alguma providência?

Será que vão esperar o caos total para tomar medidas efetivas ou vamos morrer de vergonha quando chegar a Copa do Mundo - tão festejada por S. Exa. o quase ex-presidente quando fomos ''escolhidos'' para sediar o evento?

Coitadinha de S. Exa. a nova presidente: isso será, com toda a certeza, uma herança maldita!

Aparecida Dileide Gaziolla rubishara@uol.com.br

São Bernardo do Campo

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APAGÃO GERAL

A Anac vai se reunir com as empresas aéreas temendo o caos que poderá acontecer nos feriados do final do ano. Santos Dumont (mineiro, mas não do naipe de Aécio Neves) deve estar se remexendo no túmulo. Oito anos se passaram, temos mais quatro pela frente, quando algumas moscas apenas mudarão de lugar nesse imenso mar de lama. As companhias aéreas vendem e reservam passagens para todos os cantos do mundo a preços de fazer inveja às companhias de ônibus. E tudo isso é negociado nos balcões do Palácio do Planalto. Vendem o que não têm. Os prometidos aviões para reforçar a frota ainda não foram fabricados. Veículos sem impostos, estradas esburacadas, crédito fácil com os juros mais abusivos do mundo. Em pouco tempo o "apagão" do Brasil será geral. Houve um tempo, no governo Médici, dizia-se: "Brasil, ame ou deixe-o. O último a deixar o País apague as luzes do aeroporto." Desta vez nem luzes os últimos terão de apagar. Estamos caminhando a passos largos para o abandono total da Nação. E o único culpado é povo, que ainda não aprendeu a votar!

Roberto Stavale bobstal@dglnet.com.br

São Paulo

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EM ALERTA

O ministro da Defesa, Nelson Jobim ironizou as críticas feitas pelo diretor-geral da Associação Internacional de Transporte Aéreo (Iata) sobre a situação dos aeroportos e, ato contínuo, pôs a Anac em situação de alerta contra o caos aéreo que se avizinha no mês de dezembro. Por um período que vai de 17 de dezembro a 3 de janeiro, o passageiro estará sob a proteção dos serviços aeroportuários. Será? E depois, cada um que se vire? A Anac sabe que os passageiros são despejados na pista e depois transportados por ônibus, pois não há fingers suficientes? Pelo visto, o problema não é somente com voos, há problemas graves de infraestrutura. Enquanto isso, a presidente eleita está ouvindo os pedidos de Lula para garantir emprego aos seus companheiros. Vem aí outro apagão aéreo.

Izabel Avallone izabelavallone@yahoo.com.br

São Paulo

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PROBLEMAS INSOLÚVEIS

A Anac diz que no fim do ano haverá problemas nos aeroportos. Ora, será? Após todas as providências tomadas no governo Lula, ainda assim haverá problemas? Quanta sandice. Nunca neste país vimos tamanha ineficiência de um governo que ficou oito anos no poder. É claro que teremos problemas, e isso já era previsível há longo tempo. O sr. Lula da Silva e sua ''equipe'' jamais tomaram conhecimento de muitas coisas importantes para o Brasil. Não quero enumerá-las novamente, mas aeroportos, portos, estradas (meios de transporte) são essenciais para que o Brasil deslanche realmente. Está tudo abandonado, sucateado, sem controle, e o sr. presidente viajou por aí, mundo afora, 2 anos e 7 meses de seu governo, ou seja, não governou. Contratou gente ligada a ele e a seu partido para ''tomar conta'' do Brasil, e sabemos que essa gente, além de incompetente, nada fez. Conseguiu sua popularidade graças às bolsas-miséria que distribuiu e às suas fábulas futebolísticas. Nosso desinformado povão ainda apoiou sua candidata. Imaginem o que será nos principais aeroportos brasileiros nestas férias de fim de ano, com uma demanda 30% maior do que no ano anterior, que já foi um desastre. Nem dá para pensar. E isso que o reizinho imagina que fez um bom governo. Na verdade, foi somente um grande fanfarrão. A Anac fez uma reunião com os donos das empresas aéreas para perder tempo, pois todos sabiam que os problemas aí estão insolúveis, e sem nenhum projeto para saná-los.

Carlos E. Barros Rodrigues carlosedleiloes@terra.com.br

São Paulo

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CAINDO A FICHA

Anac, perdida, proíbe overbooking para evitar o caos nos aeroportos em dezembro. Já o ministro dos Esportes, Orlando Silva, pede à Infraero nova postura para não passarmos vergonha na Copa de 2014.

Ou seja, parece que é a oposição criticando governistas antes das eleições! Não, não, são os surdos desta gestão Lula, que há oito anos no poder não deram a mínima para as críticas dos especialistas e usuários, que clamavam pela modernização dos aeroportos.

E hoje aparecem em público como se tivessem descoberto o óbvio da nossa calamidade em infraestrutura, incluindo o setor aéreo.

E o que indigna é que este governo petista arrecada em impostos o que jamais e em tempo algum se conseguiu neste país. Demonstrando a falta total de sensibilidade de focar prioridades, foram incapazes de realizar as obras citadas.

E mais uma vez, como presente de grego de Lula, os brasileiros que tencionam viajar no período de festas de fim de ano, ou gozar férias, milhares destes provavelmente devem dormir no chão dos aeroportos, com crianças, idosos, etc.

A Dilma já ganhou mesmo... O resto que se lixe, não é, Lula?

Paulo Panossian paulopanossian@hotmail.com

São Carlos

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COPA DO MUNDO 2014

Diz o ministro dos Esportes (PC do B): "Ou as obras são agilizadas, ou passaremos por constrangimentos."

Quem "passaremos por constrangimentos"? Oh, incompetentes...

Luiz Carlos Cunha luiz.cunha@terra.com.br

São Paulo

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OS MESMOS...

Os torcedores tricolores paulistas que vibraram com a própria derrota, solicitada por eles mesmos antes e durante o jogo de domingo, são os mesmos cidadãos que exigem, entre outras coisas, ética dos seus governantes.

Contrariando o deputado federal Tiririca, eleito por São Paulo, pior do que está fica.

Gilberto Martins Costa Filho marcophil@uol.com.br

Santos

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FLUMINENSE PÕE A MÃO NA TAÇA

Nossa torcida vai reclamar toda uma eternidade desses 4 X 1 que o ''pó-de-arroz'' carioca aplicou aqui no seu congênere paulista, mas é ''chorar o leite derramado'' que não teria acontecido se a diretoria tivesse escolho o técnico certo para substituir o Mano, somado àquele vergonhoso 3 X 0 que tomou do Atlético Goianense em pleno Pacaembu, algo inadmissível para quem pensava ser campeão. Agora, enquanto nosso time enfrentará duas pedreiras, o Fluminense pôs as duas mãos na taça, porque pegará um porco morto e fedendo junto com um Guarani na mesma condição, e os dois já pedindo para serem enterrados.

Laércio Zanini arsene@uol.com.br

São Paulo

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A POLÊMICA NO FUTEBOL

Quer dizer que o cara mete a mão na bola, domina e dá o passe para o colega fazer o gol que elimina o meu país da Copa e eu, se fosse um irlandês, diria: como é bonito e polêmico este esporte! Quem o viu, Luiz Fabiano, pulando com os dois pés na cara do adversário pensa que você teve pelo menos três dias para responder a essas perguntas. O Simon e o Sergio Correia estão adorando a resposta.

Manoel Mendes de Brito voni.brito@itelefonica.com.br

Bertioga

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FUTEBOL DELIVERY OU SP IN THE BOX

No futebol brasileiro, sempre que o campeonato nacional chega à sua reta final alguns confrontos podem decidir o resultado do campeão, dos classificados para a Libertadores da América ou, então, dos times a serem rebaixados à Segunda Divisão. Neste momento a rivalidade regional e os torcedores sem ética e inteligência começam a defender que seus clubes percam este ou aquele jogo para arruinarem seus adversários diretos. Notoriamente isso vem acontecendo com mais frequência em SP, onde existem quatro clubes grandes disputando todos os anos o título e onde a rivalidade beira a criminalidade, praticada por torcidas organizadas de fazer inveja ao PCC ou CV. Pois a estes elementos se juntaram agora anônimos torcedores "ilustres" que querem que os jogadores de seus clubes joguem para perder, recebam salários altíssimos para não cumprirem sua única obrigação.

No campeonato atual, o Santos não disputou o segundo turno com a mesma dedicação, visto que, como campeão da Copa do Brasil, estava saciado, previamente alçado à próxima disputa da Libertadores e ainda campeão estadual. O Palmeiras tropeçou demais pelo caminho e viu na disputa da Copa Sulamericana uma chance de também estar na Libertadores de 2011. Logo, escala reservas e não dá a mínima para o Brasileirão. Restaram, então, Corinthians e SPFC, o primeiro disputa o título e está nas primeiras colocações desde o começo do campeonato, sem ficar uma rodada sequer entre os três melhores times do nacional. Já o SPFC não teve um ano brilhante, perdeu todos os campeonatos que disputou, trocou de técnico três vezes e sucumbiu à falta de organização.

Entretanto, no ano passado, a situação era inversa, o SPFC estava disputando o título e o Timão, fora da disputa. Na penúltima rodada o Corinthians perdeu para o Flamengo em Campinas, jogo cuja alteração de mando foi exigida pela Polícia Militar de SP.

Com a derrota do Corinthians os tricolores chiaram e reclamam até hoje que se não fosse isso seriam campeões. Mas não foi bem isso o que aconteceu, senão, vejamos: no campeonato o SPFC perdeu do Timão de 3x1 no primeiro turno e depois empatou por 1x1 no segundo turno, logo, perdeu quatro pontos para o rival. E no mesmo dia e horário do jogo do Timão x Flamengo o SPFC perdeu vergonhosamente para o fraco Goiás, em Goiânia, por 4x2. Completando somente nestes três jogos um prejuízo de sete pontos, sendo que a diferença final entre SPFC e Flamengo foi de apenas e tão somente dois pontos. Se tivesse feito sua parte, o SPFC teria sido campeão, independentemente dos adversários e rivais diretos.

Este ano acontece a mesma coisa, só que com a inversão da situação na tabela, os torcedores do SPFC pedem a seu clube que perca do Fluminense, que está disputando o título com o Timão, para assim prejudicar o Corinthians.

Esse sistema delivery de entregas de pontos é prejudicial aos patrocinadores, que podem eventualmente ter suas empresas ligadas a desonestos, mentirosos, antiéticos e muito mais. Os jogadores que aceitarem perder para prejudicar podem amanhã ou no futuro perder para sacanear seus próprios clubes. Afinal, receberam a ordem um dia, não é mesmo?

Alguém na CBF ou no STJD precisa acabar com isso, ou o campeonato em breve não terá moral alguma, não sobreviverá e nenhuma televisão irá querer apostar suas fichas num esporte que pode ser decidido por pedidos espúrios ou por chantagens de trogloditas organizados.

Rafael Moia Filho rmoiaf@uol.com.br

Bauru

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JOGADA DE MARKETING

Já a venda o kit ''Corinthians, nunca vou te abandonar'', versão centenária. Fiel torcedor, garanta já o seu.

Luiz Henrique Penchiari Jr. luiz.penchiari@hotmail.com

Vinhedo

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BARATINADO

O noticiário e as matérias da imprensa deste fim de semana me deixaram baratinado.

1) Lula, abraçando Zé Dirceu, diz que vai interferir junto ao STF para desmascarar o mito do mensalão. Será que se curou da cegueira e da surdez?

2) Um dos membros da quadrilha do PT que assassinou o prefeito de Santo André, em 2002, foi condenado a 18 anos de prisão por um júri popular. Os outros membros estão foragidos. Na lista dos membros da quadrilha não consta o chefe de gabinete de Lula, Gilberto Carvalho, que transportou o dinheiro para José Dirceu em seu carro, o qual aparece no editorial do Estadão de domingo. Ele foi escolhido por Dilma para ir levar uma carta ao papa. A empresária que denunciou o esquema, bem como o irmão do Celso Daniel, está foragida, mas por medo de serem assassinados também, pois já receberam muitas ameaças.

3) A Unicamp resolveu abrir seus arquivos mostrando o depoimento de Dilma no Dops em 1970, onde aparecem todas as organizações criminosas às quais pertenceu. Por que só agora?

É muito para minha cabeça.

Francisco Samuel Fiorese samucafiorese1@yahoo.com.br

Campinas

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MINISTÉRIO PÚBLICO

No meu caso, perdi as esperanças no Ministério Público do Estado de São Paulo, pois, após oito anos denunciando o que entendo como irregularidades na concessão de rodovias, só me restou a notícia de que o promotor a quem eu mais levei denúncias fora exonerado por prevaricação e enriquecimento ilícito. Em matéria do Estadão do dia 21/11, a empresária Rosângela Gabrilli, denunciante do caso Celso Daniel, exclui do Ministério Público do seu rol de descrença nos Poderes constituídos. Melhor assim. Sinal que nem tudo está perdido.

Orivaldo Tenorio de Vasconcelos prof.tenorio@uol.com.br

Monte Alto

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CELSO DANIEL E FRANÇA

A França é uma nação democrática admirável, mas, atualmente, entre ela e o Brasil, por causa do assassinato de Celso Daniel, há uma relação de certa forma esquizoide. Explico:se aquele país dá asilo aos familiares do ex-prefeito, é porque reconhece a perseguição política que sofrem aqui. De quem? Ora, do PT, como tenta provar o Ministério Público paulista. Disso tudo nós sabemos e o governo francês, também. Mas o caso é que incessantemente bajulam o nosso presidente, provavelmente para que se concretize a venda dos Rafales à nossa Força Aérea. Ou seja, dão asilo, mas é o máximo que se faz, jamais crítica à intenção petista de nos subjugar e calar. Nem mesmo dos EUA. Mas a melhor e sublime viria, sem nenhuma dúvida, da Suécia ou Noruega, com um belo Prêmio Nobel a um peessedebista. Quem seria? Ora, FHC...

José Eduardo Zambon Elias zambonelias@estadao.com.br

Marília

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CELSO DANIEL & BANCOOP

O PT não muda - mesmo no poder, pisa em brasas pelos mais elementares fatos que mexam com seus supostos brios. O presidente José Eduardo Dutra ouriçou-se todo, com ameaça de processo, ante a "suposição" do promotor de que parte do dinheiro arrecadado pela prefeitura de Santo André teria ido para o PT, no entretanto, não se alterou e ficou quietinho quando as provas foram apresentadas na CPI do Bancoop. Agora, após tantos anos, Lula se propõe a provar, junto com José Dirceu, que não existiu mensalão. Será que ele não acha que já é um pouco tarde para provar o inquestionável - a inocência de quem quer que seja e a dele, principalmente, já que na ocasião se acovardou, dizendo nada saber -, ou ele hoje está mais seguro de conseguir engrupir o povo?

João Roberto Gullino jrgullino@oi.com.br

Petrópolis (RJ)

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FATOS E VERSÕES

Realmente impressionante o editorial do Estadão de domingo (A3) sobre o caso Celso Daniel. Fica claro que o promotor Francisco Cembranelli está correto na interpretação do crime do ex prefeito de Santo André e que a versão apresentada pela polícia comum era, na realidade, totalmente improcedente.

A versão da polícia foi a de que se tratou de um sequestro comum, em que o alvo era um empresário ligado ao Ceagesp, que foi confundido com Celso Daniel. Quando os sequestradores tiveram conhecimento, através dos diversos veículos de comunicação, da gravidade do erro que haviam cometido, decidiram liquidar o então prefeito de Santo André como alternativa de menor risco.

Esta versão, que em tese seria possível ter ocorrido, cai por terra pelo fato de o ex-prefeito ter sido torturado no cativeiro. Ora, se se tratasse de sequestro comum, não haveria motivo para tortura. Esta ocorreu porque os sequestradores obrigaram ou queriam obrigar Celso Daniel a revelar onde estava o dossiê que poderia incriminar os envolvidos no esquema de propinas da prefeitura, concebido para fornecer dinheiro para a campanha política do PT e que, em parte desviado de sua finalidade inicial, acabou também sendo usado para o enriquecimento de integrantes do esquema.

Esta interpretação se torna ainda mais evidente tendo em vista a lembrança do promotor Cembranelli de que Gilberto Carvalho, então secretário de governo de Santo André, e o vereador Klinger Sousa foram vistos saindo do apartamento de Celso Daniel no dia seguinte ao do sequestro.

Além da crueldade do crime em si, o que o torna de imensa gravidade é o seu contexto político. Gilberto Carvalho, como já amplamente divulgado, era o intermediário que levava os recursos arrecadados no esquema de propinas de Santo André ao deputado José Dirceu, importante personagem da campanha presidencial do PT. Além disso, Gilberto Carvalho veio a se tornar o chefe do gabinete do presidente Lula.

Obviamente, essas ligações não permitem concluir que José Dirceu e Lula tenham sido mandantes do crime. Mas é inconcebível imaginar, pelos seus relacionamentos com as pessoas e com o esquema envolvido, que não tenham vindo a ter conhecimento do que realmente ocorreu. Vale ainda lembrar, como é de conhecimento geral, que Celso Daniel tinha profundas ligações pessoais com Lula e era o articulador político de sua campanha presidencial.

Isto posto, e considerando o que se seguiu - Lula presidente da República e José Dirceu ministro da Casa Civil e figura de proa do PT -, como podem se sentir os brasileiros tomando ciência de que o País esteve e está nas mãos de pessoas de envergadura moral tão comprometedora? O que se pode fazer para que pessoas tão comprometidas, mas ao mesmo tempo tão poderosas, sejam banidas da nossa vida pública? Essas são perguntas que não conseguem ser caladas.

Roberto de Moura Campos robmouracampos@uol.com.br

São Paulo

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A PRESUNÇÃO DA VERDADE DO PT

Para os petistas não houve o mensalão! Celso Daniel não desviava recursos públicos para o PT! O STF e a Justiça de São Paulo conspiram contra o partido! Fanáticos, supõem que suas convicções ideológicas transcendam os próprios fatos, a exemplo de Stalin, Hitler e, mais recentemente, Fidel e Ahmadinejad! Ambicionam um regime em que eles, como elites, teriam a presunção da verdade, que seria imposta como uma versão oficial dos fatos a uma sociedade cativa e indiferente, a exemplo do Pravda e do Granma!

Eugênio José Alati eugeniojosealati@yahoo.com.br

Campinas

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O MAIOR ESCÂNDALO DA HISTÓRIA

O caso Celso Daniel talvez seja o maior escândalo da História do Brasil: um prefeito assassinado; seus familiares, sob ameaça de morte, tendo de buscar asilo em outro país; o roubo fartamente comprovado de dinheiro público para uma campanha política, sete testemunhas eliminadas e uma polícia que tudo fez para tornar tudo isso ''crime comum''. Lembremos que a Polícia Civil paulista era - e é - comandada pelos tucanos, os hoje conhecidos e sabidos ''aliados secretos'' do PT, que nunca deixaram que nenhuma denúncia, de nenhum tipo, chegasse perto de Lula e sua turma. Não bastasse, o juiz Rocha Mattos, que teria em mãos as fitas de conversas da gangue, foi preso numa daquelas operações espetaculosas da Polícia Federal e, contrariando a regra, jamais conseguiu redução de pena, liberdade assistida, nem nada parecido, ao contrário dos acusados por terem participado diretamente do sequestro e assassinato do prefeito, que acabaram soltos. A Justiça simplesmente fechou os olhos por oito anos! Começa a abri-los, graças ao esforço hercúleo do Ministério Público paulista, que não desistiu do caso, contra tudo e contra todos. Resta saber se não cairá em sono profundo novamente, antes de enxergar e punir os chefes da quadrilha.

M. Cristina da Rocha Azevedo crisrochazevedo@hotmail.com

Florianópolis

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"UM CRIME DENTRO DE OUTRO"

É claro que Lula não sabia de nada, não ouviu nada, não viu nada, a morte de seu ''cumpanheiro'' foi mero acaso da bandidagem comum, etc., etc. É claro que, ''moralmente'', o sr. Celso Daniel achava também ''lícito'' que o roubo fosse para o PT, de sorte que, politicamente, se trata apenas de ''cobra comendo cobra'', mas crime é crime, pouco importam seus atores. Pena que o aparelhamento judiciário dificilmente colocará na cadeia os verdadeiros culpados, que estão na cúpula do partido.

Ariovaldo Batista arioba06@hotmail.com

São Bernardo do Campo

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DENUNCIANTE VIRA FUGITIVA

A empresária que revelou a propina vira ''''fugitiva". "Ando com minha malinha para um lugar e outro", diz denunciante do caso Santo André. A despeito da condenação pelo júri de um dos acusados, é estarrecedora a lentidão da Justiça, no caso Celso Daniel, em processos que apuram a improbidade administrativa. Pior é imaginar que em outros processos criminais como este os ''garantistas'' do STF e os advogados em geral ainda defendam a ampliação das garantias, dos direitos de defesa e das dificuldades na obtenção de provas contra organizações criminosas; enquanto os que trabalham corretamente e, indignados, se aventuram a denunciar ficam desprotegidos. É a inversão total dos valores. O privado, o ''cliente'', ou o acusado acima da coletividade.

Edenilson Meira merojudas@uol.com.br

Itapetininga

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PERGUNTAR NÃO OFENDE

Lendo o Estadão de domingo, deparei com a reportagem em que está estampada a ficha no Dops da presidenta eleita, Dilma Rousseff. Será que vamos ter acesso às demais fichas, dos também subversivos da época Aloysio Nunes, senador eleito, José Serra, candidato derrotado à Presidência, Franklin Martins, Mário Covas, Fernando Gabeira, Pérsio Arida e outros?

Arnaldo Luiz de Oliveira Filho arluolf@hotmail.com

Itapeva

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UNESCO E A REGULAÇÃO DA MÍDIA

A consultora da Organização das Nações Unidas para Educação, Ciência e Cultura (Unesco) Eve Salomon emitiu seu ilustre pensar em entrevista e explicou exatamente o que os defensores do sistema regulador vêm querendo nos fazer crer: que regular a mídia não é censurar, mas tão somente estabelecer parâmetros de proteção aos cidadãos. Mas a quais cidadãos será que ela se refere? Além disso, Eva Salomon parece estar se dirigindo aos suíços quando diz que os membros das agências reguladoras têm de ser politicamente independentes. Ora, pois... Aqui as agências estão todas ocupadas por aliados e amigos de amigos.

Seria muito bom que a representante da Unesco descesse das longitudes, colocasse os pés na América Latina e se interasse da real situação da mídia na Venezuela, na Argentina e também no Brasil. O Estadão padece de censura há quase 500 dias, justamente para a Justiça ''proteger'' um cidadão que pratica ''incivilidades''... Será ele um exemplar dos cidadãos a serem protegidos pelo sistema regulador para a mídia?

Mara Montezuma Assaf montezuma.fassa@gmail.com

São Paulo

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Pós-censura?

A consultora da Unesco Eve Salomon afirma que regulação nada tem que ver com censura, pois com ela não haveria proibição prévia, mas sim punição caso seja veiculada alguma publicação ou transmissão que fira a lei. Bem, qual a diferença entre pré-censura e pós-censura?

Luciano Harary lharary@hotmail.com

São Paulo

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MAL INFORMADA OU MAL-INTENCIONADA?

Sra. Eve Salomon, acredito que muitas pessoas realmente possam ser ingênuas e acreditar que se possa fazer qualquer controle da imprensa pelo Estado, sem que se controle o conteúdo político, mas deixo isso para os meus filhos de, no máximo, 10 anos de idade e seus amigos.

Quem viveu os últimos oito anos no Brasil viu uma política sistemática do governo federal para assumir tudo em que fosse possível colocar as mãos, com o único propósito de ter o controle político do Estado brasileiro. Agora, com os instrumentos necessários para calar a Imprensa, o PT não o fará?

Ora, sra. consultora da Unesco, ou é uma petista não declarada ou realmente tem de rever seus conceitos.

"A mentira repetida mil vezes vira verdade." A frase não é do Lula, mas a atitude, sim! E o que prevalece é a mentira. Todos mostram a verdade, mas o povo não vê.

Sobre tudo, nem da para falar de qual notícia específica.

À parte: nós não merecemos o governo que temos, um presidente que, para mim, o pior é a sua falta de hombridade. Resumindo: ele não é HOMEM!

Christian Conde conde1968@gmail.com

Goiânia

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SÍNDROME

Deus que me perdoe, mas há tanta gente nesse governo que diz ter sido torturada

que a gana para controlar a liberdade de expressão só pode ser fruto da Síndrome

de Estocolmo.

Moacyr Castro jequitis@uol.com.br

Ribeirão Preto

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CONTROLE DA MÍDIA

Lembrete para os que querem a regulação da mídia. E vem da Antiguidade:

"In civitate libera língua et mens liberae esse debent" (Suetônio, Tiberius, 28). Ou seja: No Estado livre a língua e a mente devem ser livres.

Caetano José de Lima cae.lima@hotmail.com

São Paulo

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CENSURA NA LITERATURA

Sou bibliotecária, profissional da informação, meu papel é tornar a informação acessível aos leitores. Hoje estou na área escolar, trabalho na rede particular, numa escola muito conceituada no Estado. Meu público é composto por alunos do Ensino Fundamental I ao Ensino Médio. Recentemente, eu e uma professora de Língua Portuguesa realizamos debates, com jovens do Ensino Médio, cerca de 160 alunos, sobre o conto "Obscenidades para uma dona-de-casa", do escritor Ignácio de Loyola Brandão. Muitos devem estar neste momento pensando: que absurdo!

Pois bem, absurdo, creio eu, é tirar de nós, educadores, a LIBERDADE de escolha, tal qual se fazia na época da ditadura militar. Absurdo, senhores, é nos privar do direito de exercermos nossa profissão com dignidade e da forma que julgamos ser mais proveitosa em nossa missão de formar cidadãos críticos, reflexivos e transformadores.

Ao censurarmos obras literárias, sejam de Monteiro Lobato, como estão querendo agora, ou de qualquer um de nossos maravilhosos escritores, na verdade, em nada estamos contribuindo para a construção de um saber "democrático". Hoje vivemos em plena democracia, num mundo globalizado repleto de informações que a cada segundo chegam ao conhecimento de nossos jovens, especialmente pela internet, sendo assim, não é momento de se acreditar que, ao "proibir" a leitura de um texto, isso de fato ocorrerá. Afinal, esse mesmo texto estará facilmente acessível em diversos sites. Ora, isso é querer fingir que podemos "controlar" algo que não está mais sob nosso poder.

Ao contrário dessa censura "sem sentido" que vejo em tais manifestações, acredito que o melhor é, na medida em que temos em nossas mãos a bela tarefa de "ensinar", que isso realmente nos seja garantido e possamos abrir para discussão temas polêmicos, dando aos jovens a oportunidade de expressar o que pensam, o que desejam, o que acreditam, o que sentem.

Engana-se quem pensa que os nossos jovens estão contrários a esse tipo de diálogo. Não, senhores, estão pedindo isso o tempo inteiro. Discutindo com eles assuntos que para nós, que somos de outra geração, talvez nos sejam "desconfortáveis", percebemos neles a "sede" por "compreender". E proibir a leitura, meramente por abordar questões mais "delicadas", é tirar desses jovens a chance de obter certas "compreensões". Para mim, isso, sim, é crime passível de "julgamento".

Além disso, Literatura é Arte. E como, em pleno 2010 podemos voltar há mais de 30 anos e nos tornarmos tão "ditadores" em nossas posturas diante dessa Arte? Seria isso "medo"? Não temos de ter medo. Nossa juventude é capaz de realizar feitos nobres e quanto mais lhes dermos a oportunidade de ler, interpretar, analisar, criar hipóteses, manifestar opiniões, mais os estaremos preparando para o exercício da cidadania e para o futuro que lhes pertence.

Por fim, acredito que o deputado Celso Russomano deveria concentrar seus esforços no combate efetivo ao tráfico e consumo de drogas, pois estes, sim, são os grandes destruidores da nossa juventude, e não a leitura.

Luciana Tavares Vicentini lumoralete@gmail.com

Santo André

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ESQUEMAS PETISTAS

Sobre o editorial de domingo "Um crime dentro do outro" (A3), Lula, antes de querer desmontar a "farsa do mensalão" e retirar das trevas a eminência parda do seu governo, o ex-ministro da Casa Civil José Dirceu, acusado de ser o chefe do esquema de compra de votos de parlamentares batizado de mensalão, tem de explicar, juntamente com o Partido dos Trabalhadores, o envolvimento do seu chefe de gabinete, Gilberto Carvalho e do próprio José Dirceu, no esquema de corrupção que existia em 2002 na prefeitura de Santo André e que, descoberto pelo então prefeito Celso Daniel, motivou o seu sequestro e assassinato. O editorial do Estadão deste domingo não deixa dúvidas de que a sociedade brasileira quer saber e exige o esclarecimento desse assassinato intimamente ligado à arrecadação de fundos que financiou a primeira eleição de Lula, através do caixa 2 do PT, antes que José Dirceu seja reabilitado por Lula perante os seus desavisados eleitores e continue arquitetando novas ilegalidades nos bastidores do próximo governo petista.

Victor Germano Pereira : victorgermano@uol.com.br

São Paulo

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TERCEIRO MUNDO

O Brasil empenha-se em fazer parte do Primeiro Mundo. E aí vêm os Celsos Russomanos

da vida, e juízes bigotos, a segurar-nos no Terceiro. Monteiro Lobato e Ignácio de Loyola

Brandão banidos das escolas. Motivo: racismo e pornografia... Haja paciência! Todas

as grandes obras da literatura mundial contêm pitadas de sensualidade e até de sexo,

e são leitura obrigatória para estudantes. Afinal, são parte da vida! Será que um aluno

do primeiro elementar ainda acredita em Papai Noel ou na cegonha? É uma vergonha!

João U. Steinberg justeinberg@terra.com.br

São Paulo

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VESPEIRO

Mais de 46 milhões de brasileiros votaram em José Serra e mais de 29 milhões não compareceram às urnas. Isto indica que a maioria de 75 milhões de brasileiros não estão favoráveis ao governo Dilma do PT. Portanto, não entrem em devaneios como os do sr. Franklin Martins, que parece não saber fazer outra coisa a não ser falar em regulamentar a mídia. Certamente, mexerá num vespeiro...

Alberto Nunes albertonunes77@hotmail.com

Itapevi

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MULHER PODE

A análise sobre a mulher na Presidência (Maria Sylvia Carvalho Franco, "Corrigindo a tagarelice", no Aliás de 21/11) traz à discussão o ineditismo do fato. Convenhamos que invocar a princesa Isabel para negar o ineditismo pouco favorece a discussão, posta pela própria titular do cargo máximo com bastante clareza, em diversos momentos, permitindo interpretações cabalmente opostas às do artigo em questão: dignificar a mulher pobre, trabalhadora, provedora, enfim, valorizar sua proficiência não é incompatível com adotar políticas de gênero públicas, podendo incluir a escolha criteriosa de mulheres para altos cargos públicos, ou estimular políticas de gênero privadas (mais difíceis, em minha opinião), como responder à pergunta de uma menina: "Mãe, mulher pode ser presidente?!" Assim a presidente contextualizou sua frase, em entrevista a uma emissora de TV: "Sim, a mulher pode." Não vejo, portanto, de forma alguma, qualquer pretensão de um arquétipo feminino na eleita, mas, longe disso, a compreensão cristalina de que a pergunta em si vem carregada de sentidos e justificada por fatos concretos, sabidamente históricos, cotidianamente observados. Nem autocomplacência, nem deslumbramento. O cerne do problema não é o fato de a Presidência ser ocupada por uma mulher, com consequências tão "imprevisíveis" quanto a contingência de ser ocupada por um operário ou um sociólogo, mas exatamente outro: parafraseando Fernando Pessoa - neste momento cem mil cérebros se concebem em sonho gênios como eu, e a história não marcará, quem sabe?, nenhum -, quantas mulheres, no seio da política, ou da biologia, ou das matemáticas, estariam para si mesmas gênios e carreiras desafiantes concebendo? "Arre, estou farto de semideuses", disse o poeta. Arre, estamos fartas da tagarelice das humanidades, dirão um dia as mulheres, pegando voos mais diretos pela física, pela informática, pela cirurgia de ponta, pelo cinema de autor, pelos quadrinhos, pela caricatura, pelo humor... Quem sabe?

Maria Celeste Arantes Corrêa celarcor@gmail.com

Cotia

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BRASIL-IRÃ, ABSTENÇÃO

O Itamaraty não para de envergonhar os brasileiros com o seu posicionamento em problemas internacionais, com a liderança do ''ouriço" e seu chefe apoiando ditaduras e menosprezando o mundo civilizado (EUA, União Europeia, etc., os maiores parceiros econômicos do Brasil).

Tudo isso pelo sonho de Lula liderar os países do Terceiro Mundo quando deixar o governo.

Estamos em boa companhia com Cuba, Líbia, Síria, Sudão, Venezuela, Bolívia, Equador, etc...

Estive no Irã a negócios uns meses antes da volta do Khomeini, em 1978, que desfrutou a hospitalizade da Franca no seu exilio e bastou ele voltar para iniciar um verdadeiro genocídio contra os Baha''is, que pregavam uma convivência harmoniosa entre as diversas religiões, além de outros abusos contra a liberdade de pensamento e de comportamento.

No período em que estive no Irã nunca senti tanto ódio da população contra estrangeiros, comparando com os numerosos países onde estive por razões profissionais.

Jacques Pennewaert jacques.pennewaert@terra.com.br

São Paulo

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SIMPLESMENTE VERGONHOSO

Agora entendo o porquê de tantas críticas que são feitas aos nossos representantes na ONU unidas nestes oito anos de desgoverno Lula-PT. É uma vergonha para todo brasileiro sensato, consciente, saber que a representação do Brasil na ONU se absteve na votação da resolução condenando amputações, chibatadas e apedrejamento, algo secular do atraso como forma de punição no Irã. Outros 56 países também se abstiveram e 44 votaram contra, mas por sorte o documento foi aprovado com apoio de 80 integrantes da ONU, em votação na quinta-feira, 18/11. É, sim, vergonhoso, sr. Lula, para nós que o Brasil esteja fora da relação dos 80 países que condenaram amputações, chibatadas apedrejamento e sabe mais lá o quê, como forma de punição no atrasado Irã. Certas atitudes estão acima das conveniências diplomáticas, políticas e comerciais, como calar-se diante de um veto ao canibalismo, ao vandalismo governamental, ao terrorismo, ao genocídio. Como se sabe, no entanto, o Brasil preferiu calar-se, oficialmente, nós, brasileiros, pertencemos a um país que tolera todo aquele barbarismo, todos aqueles primitivismos que o regime fundamentalista do Irã pratica há séculos contra seu povo. Oficialmente, nós, brasileiros, somos uma nação que prefere se abster na hora de se manifestar a respeito de agressões à humanidade, à dignidade do ser humano, ao direito de contestar, de viver. Como ficam nossa soberania e nossa democracia tendo esse comportamento? O pragmatismo cego da atual diplomacia brasileira protagonizou outros momentos, várias vezes expostos, como sendo de um país que coonesta ditaduras cruéis, fecha os olhos para a prática oficial de tortura, dá suporte a chefetes e chefões boçais, sanguinários. É uma vergonha para todos nós, brasileiros sensatos, conscientes. Mas, querendo ou não, infelizmente é uma verdade que não podemos desmentir. Mas o Brasil de verdade não é isso. O Brasil de verdade sente-se ofendido com os desvarios da nossa atual diplomacia. O governo Lula não pode entrar para a História com este arremedo de diplomacia. Nosso povo não merecia passar por mais este vexame...

Turíbio Liberatto www.turibioliberatto.nafoto.net

São Caetano do Sul

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CULTURA E DIREITOS HUMANOS

Quero congratular o leitor sr. Marcelo Guterman (22/11) pelas acertadas considerações sobre Cultura e Direitos Humanos. O relativismo defendido pelo ministro da Defesa, Nelson Jobim, é o caminho mais rápido para privilegiar os mais fortes ou os que estão no poder, que passam a ditar os seus próprios valores (como isso de dizer que a cultura define os direitos humanos) como valores universais. No caso com o Irã, o valor universal, ditado pela atual cultura brasileira que pensa com o bolso, é o dindim.

Sueli Caramello Uliano scaramellu@terra.com.br

São Paulo

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TECNOLOGIA DE PONTA

Incrível o atraso dos iranianos. Ainda usam o apedrejamento para executar certos tipos de criminosos. No Ocidente, os amantes da justiça, que vez ou outra invadem cinemas, escolas ou mesquitas, usam armas de última geração. As pessoas, escolhidas ao acaso e sem julgamento, não sofrem durante a execução. Realmente, esses iranianos são bárbaros. Custa-me a acreditar que o IDH deles seja melhor que o nosso.

Hermínio Silva Júnior hsilvajr@terra.com.br

São Paulo

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BRASIL NA ONU

Lamentável a diplomacia brasileira se abster de condenar o Irã pela prática do apedrejamento como forma de execução. Nós nem pena de morte temos e com certeza a maioria do povo brasileiro não aprova esses costumes medievais iranianos.

Antonio Augusto Barella aabarella@hotmail.com

Ourinhos

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ITAMARATY

Enquanto a mediação do impasse nuclear no Irã foi admirável, abster-se de ser contra apedrejamento e amputação foi de uma idiotice indecente do Itamaray!

Iracema Palombello cepalombello@yahoo.com.br

Bragança Paulista

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VERGONHOSA ABSTENÇÃO

Como brasileiro, não poderia sentir-me mais orgulhoso ao saber que, ao lado de Sudão, Síria, Angola, Benin, Butão, Líbia, Cuba, Venezuela, Bolívia e Equador, o meu país passou a ser o 11.º componente de um time internacional - o ''Itamaraty Football Club'', pioneiro em tudo, dispensa até a bola, prefere jogar com pedra, usar as mãos e manter a imprensa calada, conforme deixou claro ao abster-se de votar a resolução da ONU que condena o apedrejamento e a perseguição a jornalistas, praticados pelo regime ditatorial iraniano. O Itamaraty, outrora orgulho nacional, tornou-se nos últimos anos a grande vergonha nacional.

Humberto de Luna Freire Filho hlffilho@gmail.com

São Paulo

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MINUTEMAN

Chocante a reportagem de Cristiano Dias, no domingo, sobre o terrorismo (que outro nome?!) praticado nas barbas de um país que se diz democrático contra os imigrantes mexicanos ilegais. Quando pensamos que o mundo tende, a duras penas, a caminhar para relações mais solidárias, vemo-nos diante de uma situação dramática sem limites e impune!

Maria Cristina Tissi mctissi@ig.com.br

São Paulo

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A NOVA KU KLUX KAN

Li a matéria sobre as implacáveis ações da milícia Minuteman contra latinos que intentam penetrar ilegalmente no território norte-americanos e são sequestrados, torturados e muitas vezes, mortos. A matéria deixa bastante patente a intolerância gerada pelos norte-americanos contra os latinos. O povo norte-americano é tão ingênuo que não percebe que está acontecendo uma mudança demográfica no mundo. Os países da União Europeia apresentam uma taxa de fertilidade/família de 1,38, enquanto na população muçulmana é de 8,1. A imigração islâmica vem salvando a União Europeia desse déficit populacional europeu. Fato semelhante acontece nos EUA, com uma taxa de 1,6 ante 2,11 de latinos e 8,1 de muçulmanos. A população de muçulmanos nos EUA era de 100 mil em 1970 e hoje é de 9 milhões...

José Ávila da Rocha peseguranca@yahoo.com.br

São Paulo

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ALERTA

A reportagem publicada no Estadão sobre o racismo nos EUA e a nova Ku Klux Klan, milícia de arianos da Minutemen que vem transformando a vida da comunidade latina num inferno, serve de alerta aos brasileiros que pretende emigrar. Andaria bem a presidente Dilma em rever nossas relações com um país que manifesta tamanho desprezo pelos direitos humanos.

Arsonval Mazzucco Muniz arsonval.muniz@ig.com.br

São Paulo

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AINDA AS VIÚVAS DE FHC E SERRA

Como tem PeTralha se manifestando a respeito das postagens contra o partido, gostaria de lembrar que, embora tenha muito assunto para apontar a respeito dos desmandos petistas, prefiro ir anotando em arquivo à parte e aguardar os ''cem dias do poste'' e aí, sim, despejar, talvez em várias edições, todas as ações daqueles que enganaram e continuam enganando o povo.

Pobre povo!!!

Gilmar Henrique dos Passos gil_passos@terra.com.br

São Paulo

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OS NÚMEROS NÃO MENTEM

O leitor sr. Alberto Isaac está coberto de razão ao se referir às "viúvas de FHC e Serra" no Fórum dos Leitores do Estadão. É um espaço democrático e de reflexão e todos têm o direito de expor livremente suas opiniões. Mas é curioso essas pessoas torcerem contra o sucesso do Brasil e defenderem o quanto pior, melhor. Os números não mentem: o Brasil prosperou muitos nos últimos oito anos e foi só por isso que Lula fez a sua sucessora, ao contrário de FHC. Parece que as "viúvas" lidam com a prosperidade do País como se fosse uma ofensa pessoal. No governo Dilma, o Brasil deverá ter mais quatro anos de crescimento, para desespero e amargura das inconformadas "viúvas de FHC e Serra". Um conselho de amigo: troquem o disco, deixem o "luto" de lado e sigam em frente.

Renato Khair renatokhair@uol.com.br

São Paulo

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CHAVE DO PARQUE

A respeito da matéria ''Dona de casa tem chave de parque no Ipiranga'', alguns fatos precisam ficar esclarecidos. Conheço o local há mais de 50 anos. O espaço fechado por portão é via pública, final da Rua Oliveira Alves. Desta forma, o portão da garagem da casa da Rua Xavier de Almeida foi regularmente construído. Com o passar os anos o local, aberto, tornou-se perigoso por ser extremamente ermo, razão pela qual o prefeito JÂnio Quadro resolveu fechá-lo e entregar a chave à moradora da casa. Isso não confere a esSa moradora acesso privilegiado ao parque e garante o sossego daqueles que residem na Rua Xavier de Almeida.

É preciso ressaltar também que o local já foi objeto de ocupação ilegal, com a construção de uma moradia, o que hoje é impedido pelo portão. A retirada do portão trará o retorno de problemas por ele solucionados.

José Luiz Sanchez l.san@uol.com.br

São Paulo

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A REVOLTA DA CHIBATA, CEM ANOS

Ontem, dia 22 de novembro, fez cem anos que cerca de 2.300 marinheiros, de patentes inferiores, cansados de apanhar, se rebelaram no episódio que ficou conhecido como ''A Revolta da Cibata''.

Hermes da Fonseca, nem bem havia sido eleito presidente da República (foi o primeiro militar a chegar ao posto em pleito eleitoral), e na noite de 22 de novembro de 1910 recebeu a notícia de que estava em curso uma rebelião nos navios da Marinha. O cenário era de turbulência e de instabilidade política. Os navios de guerra que estavam ancorados na Baía da Guanabara apontavam seus canhões para o Rio de Janeiro, capital da República, e para o próprio palácio do governo. A tripulação dos principais navios de guerra da Marinha do Brasil haviam se rebelado. Estava deflagrada a Revolta da Chibata.

O marinheiro classe especial João Cândido Felisberto (1880-1969) assumiu o comando da Capitânia Armada Minas Gerais e eles lançaram o seguinte manifesto, prometendo bombardear o palácio e a cidade, se não fossem atendidos.

"Nós, marinheiros, cidadãos brasileiros e republicanos, não podemos mais suportar a escravidão na Marinha brasileira."

Os militares amotinados, além da chibata, eram explorados com trabalhos forçados, baixos salários e não recebiam refeições de boa qualidade. Não tinham como sobreviver nem a quem recorrer. Eram na sua maioria negros e descendentes de escravos, que recebiam os castigos de forma arbitrária e desproporcional ao que estava prescrito na lei e nos regulamentos disciplinares. Durante os cinco dias da rebelião, entre 22 e 27 de novembro de 1910, o presidente da República e o Congresso Nacional foram obrigados a negociar com os rebelados. Após quatro dias de negociações, no quinto dia chegaram a um acordo que previa a abolição, definitiva, do uso da chibata e dos demais castigos físicos, bem como foi concedida a anistia aos rebelados.

O comandante da revolta, João Cândido, que recebeu da imprensa o apelido de Almirante Negro, mandou hastear imediatamente a bandeira branca da paz e fizeram a entrega das embarcações amotinadas aos seus superiores. Não se passaram muitos dias e novamente foram surpreendidos, agora com os atos de expulsão, apesar da anistia. O comandante João Cândido, o Almirante Negro, foi banido da Marinha. Preso, foi recolhido com sérios problemas de natureza psicológica na Ilha das Cobras, de onde saiu em 1913.

Vale ressaltar que a Marinha de Guerra do Brasil já tinha abolido os castigos físicos em 16 de novembro 1989, dia seguinte ao da Proclamação da República. Entretanto, a arbitrariedade seguia de forma camuflada, nos porões dos navios. O regime de força voltou no ano de 1890, de forma afrontosa e desafiadora. Ao arrepio da lei, sem que as autoridades maiores do Estado brasileiro tomassem conhecimento.

Os compositores João Bosco e Aldir Blanc registraram em "O Mestre-Sala dos Mares" (1970) os duros golpes da chibata sofridos pelos marinheiros. Contaram em verso e prosa, na batida do samba, um dos capítulos mais obscuros da participação do negro na construção da nossa História de povo brasileiro. A versão original de "O Mestre-Sala dos Mares" foi censurada e as palavras originais, sublinhadas (nos versos abaixo) foram substituídas:

"Há muito tempo nas águas da Guanabara/ ... / Na figura de um bravo marinheiro/ A quem a história não esqueceu./ Conhecido como o almirante negro/ Tinha a dignidade de um mestre-sala/ E ao navegar pelo mar com seu bloco de fragatas/ ... / Rubras cascatas jorravam das costas/ dos negros pelas pontas das chibatas/ Inundando o coração de toda a tripulação./ ... / Salve o almirante negro/ Que tem por monumento/ As pedras pisadas do cais./ Mas faz muito tempo."

A Revolta da Chibata é considerada uma rara manifestação popular que logrou êxito no Brasil e talvez uma das únicas no mundo todo.

Humilhado, abandonado, perseguido e ainda discriminado, João Cândido Felisberto foi acolhido pela Igreja Metodista, em São João do Meriti (RJ), onde viveu os últimos dias da sua vida trabalhando como um desconhecido pescador. No dia 6 de dezembro de 1969, com 89 anos de idade, veio a falecer no Hospital Getúlio Vargas, na cidade do Rio de Janeiro.

Edna Almeida Lourenço, professora, presidente e fundadora do Grupo Força da Raça ednalourenço@yaohoo.com.br

Sinésio Müzel de Moura, professor e consultor sinesiomdemoura@hotmail.com

Campinas

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