Cartas - 25/09/2011

DILMA NA ONU

O Estado de S.Paulo

25 Setembro 2011 | 03h06

Estadista

O discurso da presidente Dilma Rousseff na ONU, pautado na agenda mundial, deixou, certamente, todos nós, brasileiros, orgulhosos da nossa representante, como bem destacado pelo Estadão (23/9, A3). O Brasil postou-se atento aos problemas econômicos, políticos e sociais que o mundo experimenta, digno, pois, da nossa força econômica, social e política. Nossa presidente, nos últimos 25 minutos de sua fala, mostrou-se preparada culturalmente e não fez a menor apologia dos políticos ou governos de terceiro nível, mostrou-se uma verdadeira estadista. Enquanto seu antecessor, inculto, despreparado e vítima de uma assessoria incompetente, jamais conseguiu ter esse destaque naquele que é o palco mundial. A criatura superou o criador. Sorte do Brasil.

CARLOS BENEDITO P. DA SILVA

advcpereira@ig.com.br

Rio Claro

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Discurso lúcido

De fato, o discurso da presidente Dilma na ONU impressionou, sobretudo a nós, brasileiros, acostumados ad nauseam com aqueles proferidos por Lula, autopromocionais e maniqueístas, recheados de ufanismo pretensioso. Ele adorava instigar cisões entre países ou povos, com o fito de favorecer a sua imagem perante os mais frágeis, que acreditavam em suas boas intenções de defendê-los, ignorando talvez a vaidade contida em seus apelos populistas. A tônica do discurso de Dilma, felizmente, foi outra: transmitiu lucidez, realismo e integridade, mostrando um Brasil que desfruta, sim, uma situação ainda confortável diante da crise que afeta o mundo. Mas alerta: não estamos imunes a ela, precisando juntar forças com os demais países. Com isso Dilma apresentou um Brasil responsável, parte importante do concerto das nações, hoje interligadas inexoravelmente. Não contou vantagem. Foi um discurso direto e sincero. Nisso Dilma se distancia anos-luz, positivamente, de Lula. Desde então merecíamos ser mais bem representados e, finalmente, o fomos. Que alívio!

ELIANA FRANÇA LEME

efleme@terra.com.br

São Paulo

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Novilíngua e tradução

Em seus pronunciamentos a presidente Dilma tem usado corriqueiramente o termo "malfeitos" para se referir a atos de corrupção. Ao omitir o termo correto, tenta negar a existência de corrupção em seu governo e no governo anterior, seguindo o modelo de seu mentor, Lulla, que eufemisticamente endossou como "recursos não contabilizados" a dinheirama de caixa 2 do PT. Agradeceria muito se alguém soubesse explicar que termo em inglês, ou outras línguas, os tradutores da Assembleia-Geral do ONU usaram para, em tradução simultânea, passar a ideia presidencial de "malfeitos".

CLAUDIO JUCHEM

cjuchem@gmail.com

São Paulo

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Crítica aos ricos...

... reafirmando a frase famosa por aqui atribuída a De Gaulle, "ce n'est pas un pays sérieux"! De todo modo, esse país pouco sério agora virou conselheiro... Últimos acontecimentos que dão credibilidade às críticas da presidente: 1) IPI para os carros importados - e para as carroças nacionais... nada? Tudo! 2) Aviso prévio de até 90 dias - ainda bem que Dilma avisou ao mundo que há pleno emprego no Brasil. Isso antes que acabem todas as pequenas e médias empresas! 3) O STJ anulou as provas da Operação Boi Barrica - então para que a Polícia Federal perde tanto tempo em operações mirabolantes, que no final não vão dar em nada? Estou cansada desse país "que vai pra frente". Desde que me entendo por gente, ele só foi pra trás.

SONIA M. DE FALEIROS C. ALCALAY

apple@uol.com.br

São Paulo

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Fome

Os líderes de todo o mundo que usam a tribuna da Assembleia-Geral da ONU deveriam preocupar-se mais com a fome no mundo, principalmente de crianças.

PAULO DIAS NEME

profpauloneme@terra.com.br

São Paulo

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AJUDA À GRÉCIA

Chega de vergonha

O Brasil diz que pretende comprar títulos da Grécia se houver uma ajuda internacional. Vamos refrescar a memória dos nossos governantes, que parecem perder a noção de realidade diante da exposição na mídia mundial. Temos os Estados do Nordeste passando por uma seca, hospitais reclamando por não terem dinheiro para a saúde, nossos aposentados clamando por aumentos que lhes são negados, no Vale do Jequitinhonha crianças vendem o corpo por alguns reais nas rodovias deste país adiantado. O que leva um governo a tomar uma atitude dessas diante de tantas mazelas, de tantos impostos que são cobrados do povo? Estão querendo fazer uma transfusão de sangue ao contrário! Acordem, governantes, chega de queimar nossa cara de vergonha.

MANOEL JOSÉ RODRIGUES

manoel.poeta@hotmail.com

Alvorada do Sul (PR)

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POLÍTICA ECONÔMICA

Intervenção do BC

Será que o Banco Central (BC) se esqueceu de avisar à presidente que faria intervenções para evitar a valorização do dólar? A presidente afirmou em Nova York que o governo não iria intervir. E agora? Fica o dito pelo não dito? Autonomia é bom, mas quem está fora do contexto?

MARIA TERESA AMARAL

mteresa0409@estadao.com.br

São Paulo

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Cego em tiroteio

O governo está mais perdido que cego em tiroteio. Presume-se que seus "economistas" sejam meros ocupantes de cabides de empregos, sem qualificação, pois ficam preocupados e tentam interferir na variação do dólar, seja ela para baixo ou para cima.

HUMBERTO SCHUWARTZ SOARES

hs-soares@uol.com.br

Vila Velha (ES)

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Variação cambial x inflação

Agora que a porca torceu o rabo, gostaria de ouvir dos srs. Mantega e Tombini as declarações vazias e redundantes que vêm repetindo há tempos.

OTAVIO AKIO YOSHIGA

otavio@angelfoto.com.br

São Paulo

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IMPOSTOS

Nova CPMF

Pode ser a gota d'água.

LUIZ A. D'ARACE VERGUEIRO

luiz-vergueiro@hotmail.com

São Paulo

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"A melhor solução é a privatização dos Correios. Um problema a menos"

JOSÉ PIACSEK NETO / AVANHANDAVA, SOBRE A GREVE bubapiacsek@yahoo.com.br

"O samba-enredo da Gaviões da Fiel deveria chamar-se ‘Tudo por um estádio’!"

MARIA CRISTINA ROCHA AZEVEDO / FLORIANÓPOLIS, SOBRE O HOMENAGEADO DOS CORINTIANOS NO CARNAVAL

crisrochazevedo@hotmail.com

 

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VOCÊ NO ESTADÃO.COM.BR

TEMA DO DIA

Dilma peita STF e mantém Orçamento

TOTAL DE COMENTÁRIOS NO PORTAL: 1.476

Presidente não refará proposta do Orçamento para incluir o reajuste salarial do Judiciário

"Seria melhor ainda se Dilma abaixasse o salário de todo o Executivo, Legislativo e Judiciário."

VAGNER ALEXANDRE ABREU

"Façamos o seguinte: incidir porcentual sobre o salário mínimo sempre que houver aumento dos salários de ministros."

TIAGO FELIPE BALDASSO

"Não é o salário de um ministro do STF que estraga o País, e sim a corrupção e o desvio do dinheiro público!"

KELTON ACTIS

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Cartas enviadas ao fórum dos leitores, selecionadas para o estadão.com.br

 

A CÉLERE JUSTIÇA

Quer dizer que o Superior Tribunal de Justiça (STJ) acelerou a anulação das provas contra Fernando Sarney, conseguindo seu intento em apenas seis dias?! Significa que, quando existe real interesse ou também um cidadão incomum a empurrar o "carro de boi" da Justiça brasileira, ela anda - e rápido! Cada vez se faz mais forte a certeza que tenho de que estamos numa ditadura civil, populista, autoritária e a mais podre que já se instalou neste Brasil.

Mara Montezuma Assaf montezuma.scriba@gmail.com

São Paulo

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PRIVILÉGIO

Para quem tem cargo político aqui, no Brasil, as coisas saem em tempo recorde.

Cícero Sonsim c-sonsim@bol.com.br

Nova Londrina (PR)

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SUA SANTIDADE, SARNEY

O STJ não quer arrumar "Sarney" prá se coçar... como dizia Raul Seixas... Pare o mundo, que eu quero descer!

Luiz Carlos Ibrahim Daoud Rodrigues da Silva silva.luizcarlos@terra.com.br

São Paulo

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STJ, SARNEY E O COAF

Avançando os bastidores (Estadão, 21/11, A4) e lendo o voto do relator Sebastião Reis Junior (www.stj.jus.br), que anulou a decisão baseada "apenas" no relatório do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf), percebo que os ministros do STJ não conhecem a função institucional do Coaf, pois muito mais do que quatro letras, trata-se de um colegiado que atende a mais atual legislação internacional para controle e lavagem do dinheiro e seus derivados, como drogas, corrupção, propinas. Se foi necessária a sua intervenção, é porque os demais braços de controle, desde a movimentação financeira no caixa bancário, também suspeitaram da operação. Portanto, os indícios indicados pelo Coaf passaram por vários crivos de controle, institucionalmente suficientes para respaldar a investigação policial na Operação Boi Barrica, primariamente boicotada por pelo STJ.

Carlos José Marciéri carlosmarcieri@uol.com.br

Brasília

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E OS R$ 40 MILHÕES?

Essa absolvição do clã dos Sarneys incomoda a todos e temos razões para isto. Mas como desde priscas eras sempre ouvi dizer que em política quando se quer esconder alguma coisa mais hedionda começam a fomentar comentários sobre outros fatos para que o mal feito passe incólume. Sendo assim, causa-me estranheza que ninguém se revoltou contra os anunciados 40 bilhões de reais que foram consumidos pela corrupção durante o governo Lula. O mal feito dos Sarneys perto disso é uma insigificância. Com isto não quero defender o crime ocorrido no Maranhão e por isso pergunto: porque o silêncio no caso dos 30 bilhões? O dinheiro é nosso ou depois do mensalão onde o Lula passou incólume,tudo pode neste país e a única coisa que não se pode mais ser, é ser honesto. Hajam Ali Babás para os 40 bilhões. E viva a República Federativa do Brasil.

Marco Moreira cassiamoreiras@yahoo.com.br

São Paulo

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SUSERANIA

Enquanto o suserano José Sarney e sua famiglia forem mais poderosos do que os Poderes "desta" República, o Estado brasileiro, endogenamente, não será soberano, pois, a sarnática suserania subjugará a sua [do Brasil] soberania.

Ney José Pereira neyjosepereira@yahoo.com.br

São Paulo

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ASSASSINATO POR ENCOMENDA

Mais um tiro no coração da democracia! Desta vez, infelizmente, veio do STJ o boicote a todas as provas colhidas pela Polícia Federal na Operação Boi Barrica. A cada dia que passa, nossa República se torna literalmente de bananas. Eles, Executivo, Legislativo e, agora, Judiciário, todos unidos contra nós, os bananas, que servem unicamente para pagar impostos, baixar a cabeça e calar a boca! Até quando? Até sairmos do conforto de nossas casas para irmos às ruas gritar contra toda essa sem-vergonhice que "nunca antes nesse país" se viu igual!

Gloria de Moraes Fernandes glorinhafernandes@uol.com.br

São Paulo

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BOI BARRICA

O caso "Boi Barrica" foi arquivado com um julgamento ultra-rápido. Uma vez mais podemos sentir a força de Sarney e seu grupo (ou quadrilha?) na política brasileira. Sua influência, até nas mais altas cortes, nos fez com que não possamos mais acreditar em nenhuma instituição brasileira. Isso é vergonhoso para nós. Esse tipo de político (coronel nordestino) já deveria ter sido banido do Brasil. Não podemos mais admitir esse tipo de gente comandando o cenário brasileiro. Será que os brasileiros são mesmo cegos?

Carlos E. Barros Rodrigues ceb.rodrigues@hotmail.com

São Paulo

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BOIS

Não foram necessários mais que seis dias para que o STJ anulasse as provas da PF referentes ao processo da Operação Boi Barrica, envolvendo o filho do "todo poderoso" José Sarney. Foi um exemplo de velocidade/produtividade do STF que para êxito do feito, teve até que laçar 2 bois, digo juízes, para completar o quorum mínimo necessário para sessão. Quanto poder ainda têm o bode velho - entulho da ditadura? Conseguiu transformar a operação Boi Barrica em uma historinha pra "boi dormir".

João Batista Piovan jb@reunidaspiovan.com.br

Osasco JB

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DESASTRE

Em última instância, que desastre foi essa Operação Boi Barrica!

José Piacsek Neto bubapiacsek@yahoo.com.br

Avanhandava

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O CORONELISMO NO BRASIL AINDA EXISTE E RESISTE

Sinônimo de atraso, estagnação, injustiça e arrogância, o Coronelismo dominou o Brasil Colônia e continua desafiando os poderes constituídos até hoje. Os Coronéis dominavam o poder econômico, político, eclesiásticos e judiciais, a saber. No Poder Econômico, os retrógados Coronéis, faziam de tudo, politicamente ou através da forca para concentrar riquezas e poder em torno do Clã e não poupava esforços para destruir qualquer atividade econômica ou cultural que poderia gerar riquezas em seus adversários, bloqueando qualquer forma de desenvolvimento e prosperidade. No cenário político, eles tinham um talento especial em formação de grupos de conspiração com objetivo de fortalecerem-se, e perpetuar no poder via voto de cabresto. Na época áurea do Coronelismo, a Igreja tinha um espaço significativo na sociedade, contudo, não o suficiente para superar a autoridade do Coronel que controlava o Bispo, Vigário e o Padre. O Coronel mandava o Delegado prender e soltar e tinha o poder de influenciar os Juízes em suas sentenças, não tinham o mínimo de respeito com as leis e ordenava a substituição de Delegados e Juízes que não lhes agradavam ou ameaçavam seu poder. Lamentavelmente na frase acima o verbo foi colocado no tempo errado, não é tinha e, sim, tem, pois isto esta ocorrendo hoje, agora em nosso nariz e não fazemos nada pra mudar. O mais conhecido Coronel do Brasil, que tem vergonha de usar o próprio nome, Jose Ribamar de Araujo Costa, conhecido por Jose Sarney, esta atuante como nunca, levando seu Estado, o Maranhão, em todos os indicadores de desenvolvimento ao ultimo lugar no Brasil, ou seja, todos os fundamentos do coronelismo foram aplicados em sua plenitude, levando o Maranhão a uma enorme concentração de renda para poucos e a pura miséria para o povo, o Estado do Maranhão virou um verdadeiro Sarneyquistão. Sua peripécia de Coronel chegou ao limite de tirar um Governador do cargo e colocar sua filha Roseana no lugar, seu currículo é de fazer inveja a todos os Coronéis, uma verdadeira aula do que é imoral e inaceitável em uma sociedade que iniciou um processo de colher os frutos de um plano econômico, o real, que corrigiu o desastre econômico do governo Sarney. O Coronel proporcionou o maior espetáculo de ignorância político-econômica da historia, tentou revogar a lei da oferta e procura, o principal fundamento da Economia, provocando o desabastecimento e o caos econômico, levando o Brasil ao calote da divida. Foi o pior Governo da historia. Foi de autoria do Coronel Sarney, o famoso toma lá dá cá , a governabilidade obtida pelo apoio comprado, com dinheiro dos impostos e foi deste terrível câncer que nasceu o mensalão e as quadrilhas de corruptos que proliferaram como metástase no seio da Administração Publica. No Senado, o Coronel vem legislando há muito tempo, em causa própria e de outros Coronéis, tais como Renan Calheiros, Jader Barbalho, Antonio Palocci e outros, com objetivo de perpetuar no poder até que a morte o impeça de viver por conta publica. O fato estarrecedor, o descalabro maior, como diz o caipira de Assis, o fim do calango, a imundice deslavada, ocorreu esta semana quando o Superior Tribunal de Justiça, a Suprema Corte do Judiciário do Brasil, curvou-se diante o todo poderoso Coronel Sarney, ao julgar em tempo recorde, a anulação das provas, contra seu filho, Fernando Sarney, desprezando diversos pareceres do Ministério Publico, do Tribunal Regional Federal e da Justiça de primeira instancia. Estes três órgãos aceitaram como prova o relatório do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf) que apontou indicio de crime na movimentação financeira e R$ 2.000.000,00 (dois milhões de reais) feita pelo Fernando Sarney e sua esposa Cristina Murad ás vésperas das eleições do segundo turno para o Governo do Maranhão, vencida pela filha do Coronel, Roseana Sarney em 2006. O Coronel tem o poder de mandar para o espaço a lei 9.613 de 1998 que tipifica CRIME de lavagem de dinheiro, sonegação fiscal, desvio de verba publica e corrupção, contudo, onde o Coronel Sarney indica Juízes para compor a corte do STJ foi fácil anular as provas contra seu filho e ficou evidente que quebrar sigilo bancário e fiscal de filho de Coronel não pode, não é permitido no Brasil para nossa indignação e para o enfraquecimento das Instituições Democráticas. É verídico que não existe mais os Tupiniquins, contudo, os Coronéis existem sim e tende a continuar se a Corte Superior continuar a curvar-se diante deles. Provas são provas, você pode contestar, jamais anular, quem viu e escutou jamais esquecerá.

Pedro Resende Filho pedroresendefilho@hotmail.com

Assis 

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PARA POUCOS

Em nosso país, a lei foi criada para todos; cadeia, só para alguns...

Virgílio Melhado Passoni mmpassoni@gmail.com

Jandaia do Sul (PR) 

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JUSTIÇA BRASILEIRA

O que será de tão podre esconde o STJ, que o presidente do Senado faz dessa corte seu lupanar?

Humberto de Luna Freire Filho hlffilho@gmail.com

São Paulo

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AUXÍLIO-MORADIA

Após beneficiarem os poderosos da família Sarney, os juízes receberão reajuste no auxílio-moradia. País bizarro!

João Carlos Braga Junior cuquineto@gmail.com

São Paulo

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INCOMUM

Em tempo recorde a (in)Justiça conseguiu julgar e anular todo um trabalho da PF em favor da família Sarney enquanto outros processos dos mais "comuns" dormem engavetados dependendo do "dono" e dos advogados de plantão. O que nos causa revolta e a certeza de que no Brasil não terá democracia plena e cura das bandalheiras antes de curar o seu sistema Judiciário. É de lá que todos os males emanam!

Leila E. Leitão

São Paulo

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FESTA

Grande festa em homenagem ao STJ. Local: ilha particular do clã Sarney. Presenças confirmadas: lulla, collor, temer, dona dilma, dirceu, mercadante, idelli, renan, jader, tião vianna, jacqueline roriz, waldemar boy, mensaleiros, base aliada. Helicóptero da PM disponível, refeições e estadia free (válido somente para políticos e juízes amigos do PT).

Aroldo Miranda aroldomiranda@uol.com.br

São Paulo

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CENSURA

O jornal O Estado de S. Paulo que se cuide. Do jeito que as coisas estão correndo no STJ, logo vem outra censura. E por falar em censura, quando vão julgar o caso do Estado?

Pedro Mori advpedromori@ig.com.br

São Paulo

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PROVAS NO LIXO

O Judiciário faz a vez de uma neoditadura camuflada do século 21 democraticamente estável e avançada, embora a sociedade comece a perceber suas artimanhas... Se o executivo não pode censurar e anular processos, as injunções políticas ilegais tratam de fazê-lo por intermédio de instituições, das quais o Judiciário é peça primordial e irretorquível. Por isso, a PF teve seu trabalho investigativo jogado ao lixo quando o STJ anulou provas evidentes contra políticos corruptos da República.

Alberto Nunes albertonunes77@hotmail.com

Itapevi

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VELHICE

Quem mora ou morou no interior já deve ter tido oportunidade de ver a proximidade que existe entre os Poderes Executivo e Legislativo. É um verdadeiro troca-troca, favores e churrascadas no final de semana regado a muito chope. Existe todo tipo de favores que vão desde emprego em repartição pública para filhos (as), genro (noras), sobrinhos, esposa, etc., até sumiço de processos por dirigir bêbado, estupro e até assassinatos. Infelizmente nossos juízes sobem de cargo e não perdem o ranço da "reciprocidade" entre os poderes e no caso do Processo do filho do "presidente do Senado", José Sarney, estamos vivenciando a mesma prática rasteira. Nunca antes ma história desse país o STJ anulou tão rápido provas incriminadoras em um processo, o que nos remete as práticas interioranas em pleno Planalto Central. Resta investigar quais "favores" foram dados aos Ministros do STJ pelo presidente do senado. Mas uma coisa é certa! O Brasil moderno, evoluído, sem desigualdade social e republicano, não cabem juízes dessa estirpe, porque eles deveriam ser o baluarte da democracia que nos levaria a independência moral e ética, em que o peso da Lei caberia tanto para ricos, como pobres. Eles acabaram de assassinar nossa esperança numa justiça independente e como brasileiros exigimos que sejam demitidos já. O Brasil não pode esperar que essa turma morra de velhice! Fora!

Beatriz Campos beatriz.campos@uol.com.br

São Paulo 

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OS RABOS-DE-PALHA

Questionamentos surgem de todos os tipos e de toda parte, querendo saber onde reside tanto poder grupal. Quase todos sabem e os que não sabem pressupõem, que o poder dela reside num espaço minúsculo: uma caixa de fósforos.

Carlos Delphim Nogueira da Gama Neto carlosgama@conjeituras.com.br

Santos

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TUDO CERTO

O STJ parece estar a favor dos Sarney? A foto da página A4 (21/9) é emblemática. É só ver quem está falando e quem está ouvindo como se recebesse orientações com a expressão facial e corporal de quem diz: "pode deixar, está tudo certo...".

Gilberto Dib gilberto@dib.com.br

São Paulo  

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CASCO DURO

Muito sugestiva a foto de Nacional (A4) de 21/9, na qual o presidente do Senado José Sarney aparece congratulando o ministro Bellize, na cerimônia de sua posse no STJ. Pelo jeito se conhecem bem, pode ser que até seja mais uma indicação dele. Vale lembrar que é justamente o STJ que absolveu todos os crimes do seu filho Fernando, no escândalo do Boi Barrica, onde era acusado de movimentações financeiras nada convencionais. Como disse o ex-presidente Lula, político não pode tremer quando alguém disse que ele fez coisa errada, tem que ser casco duro. Bem adequado, o boi tem casco duro até demais.

João Henrique Rieder rieder@uol.com.br

São Paulo 

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O OLIMPO

No Brasil os políticos se acham "Deus". No Maranhão, a família Sarney tem certeza.

Roberto Castiglioni rocastiglioni@hotmail.com

Santo André

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CERCADOS

Estamos cercados. Primeiro, pela má qualidade das escolas e pela falta de segurança. Depois, pela corrupção e inflação que nos ronda (só não vê quem não quer). Também não temos um atendimento médico à altura do que o brasileiro merece. Mas, ainda tínhamos esperança que o STJ fosse totalmente independente, separado de partidos, para que pudesse tomar decisões ilibadas quando necessário. Se perdermos a fé nele, também, o que nos restará?

Maria do Carmo Zaffalon Leme Cardoso mdokrmo@hotmail.com

Bauru

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INCONFIABILIDADE

O Superior Tribunal de Justiça, conforme sua participação mediante a anulação de provas contra Fernando Sarney, filho do todo poderoso José Sarney, tido e respeitado como na época do "coronelato" no Brasil. Mostrou sua: "parcialidade", "desonestidade" e "incompetência".

Angelo Tonelli angelotonelli@yahoo.com.br

São Paulo

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PERDIDOS

Com essa decisão sobre a família Sarney, decididamente a corrupção atingiu nossos tribunais, principalmente STJ e STF. Estamos, realmente, perdidos.

Roberto Bottini robertobottini@uol.com.br

Mogi das Cruzes

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SARNEYLANDIA

Considerando que no país denominado Sarneylandia há um domínio total do executivo, legislativo e do judiciário por parte do seu presidente, só me resta uma dúvida: qual é, e onde está situada a capital desse país?

David Neto dr.davidneto@hotmail.com

São Paulo

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POLITIZAÇÃO

A escolha de ministros nos Tribunais Superiores deve perder o vestal da politização e quanto mais rápido possível terminar o critério do quinto constitucional, tanto melhor. As decisões que resplandecem nas esplanadas dos ministérios e nas cortes supremas somente evidenciam uma conotação de politização do judiciário nacional. Desta forma, se não tivermos ao menos 4/5 dos componentes oriundos de carreira, o risco que corremos é uma despersonalização do papel da justiça e isso representa um risco à democracia

Yvette Kfouri Abrao abraoc@uol.com.br

São Paulo

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MEDO

Por que será que a família Sarney tem tanto medo? "Nesse mato tem coelho, como diz o ditado...". E depois será que eles pensam que serão eternos? A morte bate a porta de todo mundo, não fará exceções com vossa excelência, sinto dizê-lo! Coitado do povo do Maranhão! Não vão para frente nem a pau... E esses camaradas do STJ, uns homens sem caráter, sem consciência e sem medo... Convido-lhes a fazer um retiro e meditar no último dos homens, morte, juízo, inferno ou Paraíso! Pode ser que lhes ajude, boa sorte!

Matilde de Paula Romano mati.paula@yahoo.com.br

Santana de Parnaíba

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CRIMES HEDIONDOS?

O que é mais hediondo, a proteção do STJ ao clã Sarney ou o casamento obrigatório da garota Nujood, Iemense de apenas 9 anos de idade e ainda, ser obrigada a manter relações sexuais com o marido?

Alcyr Pereira consultor-ap@hotmail.com

Igarapava

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PROVAS E PATOS

A Polícia Federal produz provas que diz serem legais, o Superior Tribunal de Justiça anula as provas que diz serem ilegais, e nós, legal e lealmente pagamos por todo o serviço...

Victor Germano Pereira victorgermano@uol.com.br

São Paulo 

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GRAMPOS

O STJ jogou os grampos e o "trampo" da PF no pântano.

Mara Fonseca Chiarelli mara.chiarelli@ig.com.br

Mogi Guaçu

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LATERAL

No STJ há juízes atuando como gandulas.

A. Fernandes standyball@hotmail.com

São Paulo

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A ERA SARNEY

À vista dos acontecimentos, decepcionados, indagamos: qual a força dessa família que consegue camuflar a própria justiça e sempre sair ilesa? Quanto (quantia) se espalha por aí capaz de calar bocas e controlar o Congresso e o governo? Ainda bem que a Presidente Dilma reafirma seu propósito de não poupar quem quer que seja... Esperamos que essa promessa se realize em sua plenitude!

Ruth de Souza Lima e Hellmeister rutellme@terra.com.br

São Paulo

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ESPERANÇA

Com ou sem essa sarna hei de vencer.

Luiz Roberto Pimenta Pereira de Mello pimenta-de@ig.com.br

São Paulo

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REINADO ETERNO

Sarney, o verdadeiro "Rei" do Brasil.

Jorge Zaven Kurkdjian zavida@uol.com.br

São Paulo 

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ABERRAÇÃO NO JUDICIÁRIO

Sarney bota fé no Judiciário.

Roberto Twiaschor rtwiaschor@uol.com.br

São Paulo

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APENAS UMA PERGUNTA

Será que os componentes da 6ª Turma do STJ seriam aprovados no Exame da OAB?

Ricardo Melhem Abdo www.ricabdo.blogspot.com

São Paulo  

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ENQUANTO ISSO, NO STF...

Se de fato, conforme a mídia, a presidente Dilma praticamente delegou ao ministro Márcio Thomaz Bastos o poder de nomear o substituto de Ellen Gracie no Supremo Tribunal Federal (STF), podemos estar certos de uma coisa: é pra institucionalizar a corrupção de vez. Vide o que aconteceu com a Satiagraha, Castelo de Areia, e Ficha Limpa, por obra e ato desse ex-ministro da Justiça.

Conrado de Paulo conrado.paulo@uol.com.br

Bragança Paulista

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SOPRAR VELINHAS

O STF tem o prazer de assoprar as velinhas de um ano de aniversário da suspensão no andamento nas análises dos processos dos planos econômicos engendrados pelos senhores de engenho Sarney e Collor. Os ministros do STF, neste processo, liderados por Dias Tóffolli estão querendo que nós, os poupadores, lesados por estes mal intencionados planos econômicos, esqueçamos que temos muito a receber dos bancos oficiais e privados, os quais nos tungaram, com o beneplácito destes governantes, uma verdadeira fortuna. Ao povo, nós, resta a possibilidade de agirmos contra esta atitude unilateral do STF, fazendo com que nossa justiça acorde para e fato real e não nos prejudique para beneficiar bancos e políticos de plantão.

Boris Becker borisbecker@uol.com.br

São Paulo

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ROBERTO CARLOS NA ONU

Roberto Carlos deveria ter estado sexta-feira na ONU! Tenho certeza que, se, ao invés do embaixador Antonio Patriota, Dilma Rousseff tivesse levado o Rei Roberto Carlos, para assesssorá-la na ONU, para repetir o caloroso e humanista espetáculo que nos proporcionou em Jerusalém, a reunião de hoje, que decidirá sobre a criação do Estado da Palestina já estaria com o diálogo fraterno e humano garantido, sem atrapalhar os negócios de ambos: amigos, amigos, negócios à parte! Fenomenal, em plena Jerusalém - não libertada até hoje! -, o magnífico show- mais do que musical, democrático! - oferecido, com público de 5000 cantantes espectadores! - a todo o mundo pela tele visão! Mais que tudo - e por tudo! - além de brindar a entusiasmada platéia, com suas magníficas canções, alternando do português ao hebraico, passando pelo inglês e pelo italiano, o emocional show mostrou que não há melhor modo de fazer política, em nome da Paz e do Amor, do que seguir as sábias lições contidas nas sentidas, emotivas e sinceras letras de lindas melodias, que celebram o amor materno - em Lady Laura - e a sublime devoção cristã na belíssima canção Jesus Cristo! E tudo isso nessa terra onde se digladiam judeus e palestinos, os primeiros sempre se achando "o povo escolhido por Deus"- guiado por Moisés na volta do Egito!- e os segundos, discípulos de Maom é, à procura de sua própria terra! E como tudo isso, de desabonador, desapareceu - como por encanto, n o m esmo cenário de guerra!!!-, substituído pelo encantamento maior da vibração popular, gesticulando, aplaudindo e cantando a Paz e o Amor, sob a maravilhosa orquestração e a voz envolvente e amorosa de Roberto Carlos! Para terminar, se tivemos na ON U, em 1948, a figura magnífica do Embaixador e Presidente da ONU, Oswaldo Aranha, que defendeu a criação do Estado de Israel, hoje, nosso Embaixador Musical, o Rei Roberto Carlos, luta, com seu discurso amoroso, cantando em nome da Paz e do Amor, para que se crie o Estado Palestino, num congraçamento definitivo entre judeus e palestinos! Que Deus abençoe e eternize este momento inolvidável!

Sagrado Lamir David david@powerline.com.br

Juiz de Fora (MG)

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PRUDÊNCIA QUE FALTA

A criação do Estado da Palestina, um direito inegável daquele povo, é desejo de todos nós, cidadãos de bem. Todavia, não podemos abrir precedentes na atual situação, em apoiar a criação de um estado que ainda possui forte presença terrorista - leia-se: Hamas. Lembremos que o Estado de Israel, renascido em 1948 pela ONU, sob as bênçãos brasileiras, teve intuitos pacíficos, progressistas e sem qualquer associação terrorista.

Sérgio Eckermann Passos sepassos@yahoo.com.br

Porto Feliz

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REPRESÁLIA

O grande amigo do ex e do atual ministro da defesa, Celso Amorim, não está com nada. O presidente do Irã Mahmoud Ahmadinejad ao discursar na sala da assembléia-geral das Organizações das Nações Unidas (ONU), houve uma maciça debandada dos demais participantes que não pactuam com as idéias do mesmo, - que é o "avesso do avesso" -, do que pensa o mundo...Uma merecida represália. Vamos continuar apoiando déspotas dessa espécie? "Diga-me com quem andas que te direi quem és", e precisa?

Maria Teresa Amaral mteresa0409@estadao..com.br

São Paulo

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AJMADINEJAD NA ONU

Somente a democracia, com todos os defeitos que possa ter, é capaz de permitir o acesso de um ditador apedrejador de mulheres, para proferir um discurso execrável, recheado de rancor e ódio. Pelo menos me senti confortado, aliviado até, em constatar que o senhor Ahmadinejad falou praticamente para as paredes e que boa parte do mundo civilizado não deu ouvidos a tão detestável figura.

Luiz Nusbaum lnusbaum@uol.com.br

São Paulo

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BOLSA CLIENTELISMO

Este ano o Ministério do Desenvolvimento e Combate à Fome gastará R$ 16 bilhões com todo o programa Bolsa-Família. Parece, até a uma análise mais atenta, que o estímulo ao aumento da natalidade está no periscópio. Este é sem sombra de dúvida um governo que nas suas decisões adota a prática do ''fins justificando os meios''. Suas ações sociais estão sempre voltadas para uma política equivocada num todo, porque os benefícios apresentados não representam, à primeira vista um benefício que não seja visto como uma consolidação da tranquila condição política do governo nos grotões.Há pouco tempo, o governo recusou-se a dar mísero aumento aos aposentados, alegando, como sempre situações descabidas. Quanto ao Tesouro, estamos no turbilhão de um governo dos acintes: acintosa é a forma como se rouba neste país sob o beneplácito das autoridades jurídicas, último bastião de todas as virtudes humanas. Estamos atravessando um período em que projetos bilionários terão a sua disposição as chaves dos cofres. Banqueteai-vos, não há bem que não tenha fim.

Jair Gomes Coelho jairgcoelho@gmail.com

Vassouras (RJ)

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CONTROLE DO BOLSA-FAMÍLIA

A ampliação do programa Bolsa-Família, como falam os especialistas, por seu baixo valor, impedirá uma explosão demográfica. O que nos preocupa é uma outra explosão: a do aumento gerado por políticos corruptos nos rincões deste país, da figura dos "laranjas" beneficiários de tal justa benesse governamental. Governo e sociedade deverão estar atentos para que esta pessimista previsão não ocorra, para não onerar mais do que já onera, o caudaloso rio de corrupção que corre em todo o País.

José de Anchieta Nobre de Almeida josedalmeida@globo.com

Rio de Janeiro

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MISÉRIA E BENEFÍCIOS

Enquanto a miséria assolar nossa população, não podemos discordar de programas assistencialistas, como o Bolsa-Família. No entanto, um projeto de erradicação da miséria deve caminhar em sentido diverso, é dizer, promoção educacional, qualificação dos trabalhadores e abertura de oportunidades no mercado de trabalho. O aumento do número de beneficiados do Bolsa-Família (Valor, A4, 19/9) pode significar o atendimento indispensável ao recrudescimento vegetativo de necessidades sociais, como também o reflexo negativo das políticas de inclusão social por força da atividade laboral e da percepção de um salário, complementos indispensáveis à plenitude e dignidade da pessoa humana. O ideal seria a erradicação do programa, como corolário da erradicação da miséria, objetivo declarado do governo.

Amadeu R. Garrido de Paula amadeugarridoadv@uol.com.br

São Paulo

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BENEVOLÊNCIA ESTATAL

Segundo o artigo V da Constituição Federal, "todos são iguais perante a lei, sem distinção de qualquer natureza". O governo federal acabou de confirmar uma diferença abissal entre os brasileiros: a) aumentou o número de filhos a serem contemplados pelo Bolsa Família; b) permite que, aqueles que desistirem do benefício, possam retornar ao recebimento, sem necessidade de novo cadastramento. Então, pergunto: Por que, quem honrou esta bandeira verde-amarela, produzindo para este país durante uma vida inteira, não tem, também, direito de isenção de contribuição ao Imposto de renda, já que, na maioria das vezes, tornam-se pobres cidadãos vivendo de minguados proventos do INSS?

Vera Maria Marques Prange vemap@sul.com.br

Paranaguá (PR)

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PROGRAMAS SOCIAIS

O governo precisa tomar cuidado com a expansão dos programas sociais; tipo Bolsa-Família e outros. O País é naturalmente rico, mas necessita de braços para trabalhar. A distribuição de renda não deve estimular a malandragem, não teríamos condições de sustentar um terço da população sem nada fazer. Já nos basta ter que manter um governo gastador e um Congresso praticamente inútil. É primordial remunerar bem os que produzem e respeitar aqueles que já o fizeram, refiro-me aos aposentados. Sem ordem e trabalho não poderá haver verdadeiro progresso!

Odiléa Mignon cardosomignon@gmail.com

Rio de Janeiro

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VOLTA DO FUMO

Lendo o Estadão desta sexta-feira (23/9), não consegui crer que o"governo" estuda a volta do fumo em bares e restaurantes. Creio que eles desconhecem os malefícios e as doenças que o fumo gera e os custos que a sociedade arca para o tratamento de saúde dos fumantes ativos e passivos. Se assim pensam, estão vamos liberar

o fumo nas igrejas, maternidades, hospitais e nas UTIs.

Asciudeme Joubert asciudeme@ig.com.br

São Paulo

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CIDADÃOS ADULTOS

Em alguns países, como o Chile, o modelo pretendido pela MP 540, que prevê estabelecimentos voltados exclusivamente para fumantes, funciona muito bem. É evidente que um não-fumante não entra nestes locais! As pessoas simplesmente sabem fazer escolhas e os governantes não se vêem impelidos a tratá-los como crianças. Se um fumante adoece mais tarde, em decorrência do fumo, e não puder pagar o tratamento de seu próprio bolso, havemos de convir que o que ele pagou em impostos, até então, é mais do que suficiente para fazer jus a inúmeros tratamentos pela Rede Pública. Não há necessidade nenhuma de o estado tutelar cidadãos adultos.

Maria Cristina Rocha Azevedo crisrochazevedo@hotmail.com

Florianópolis

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LEI ANTITABACO

Do modo como foi implantada a Lei Anti Fumo é um acinte à liberdade civil. Onde já se viu ser proibido fumar até no hall do elevador de sua própria casa, sendo seus vizinhos também fumantes?

Armando C. Serra Negra a.serranegra@terra.com.br

São Paulo

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SALSICHAS

As emendas às medidas provisórias não só devem relacionar-se intimamente a seu objeto originário, que reflete a única competência para sua propositura (do Poder Executivo), como, obviamente, estar em compasso com seus fins. A emenda à Medida 540, que prevê o aumento da alíquota do IPI sobre o cigarro, arranha sob dupla perspectiva nosso sistema constitucional: o ônus se transforma em bônus, posto liberar o fumo em bares, conduta, de outro lado, proibida por acordo internacional de que o Brasil é signatário e, por isso, integrou nossa base constitucional, à qual devem estar ajustadas as leis ordinárias. Como disse Bismarck, as leis - e as nossas, principalmente - são feitas como as salsichas.

Amadeu R. Garrido de Paula amadeugarridoadv@uol.com.br

São Paulo 

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IMPOSTO

Os senadores vão afastando a idéia de taxar grandes fortunas, pra evitarem briga com quem os financia. Visando melhorar a Saúde Pública, pretendem aumentar o imposto sobre cigarros, bebidas, multa de trânsito e usarem prêmios de loterias não resgatados (que em 2009 e 2010 atingiu R$ 300 milhões). Com isso, quer me parecer que deveríamos ser poupados do novo imposto que nos ameaça, a CSS (antiga CPMF).

Iracema Palombello depauloconrado@yahoo.com.br

Bragança Paulista

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'SETENTÕES'

Sobre A sustentável leveza dos setentões e os argumentos de Gaudêncio Torquato, publicado no Estadão em 28 de agosto recente, pouco, ou nada pode-se discordar. A menos daqueles a que a aposentadoria precoce possa, como diz o articulista, "cair bem", a maioria dos cidadãos brasileiros concordará com o benefício que a lei trará ao sistema da Previdência, se a aposentadoria compulsória do servidor público puder ser estendida de 70 para 75 anos. Claramente não se trata aqui de esportistas de competição, que têm a sua atividade limitada por idade por questão de simples incompetência física no trato da sua modalidade esportiva. Nem se trata também do servidor publico dedicado à defesa da pátria, ou da ordem civil e pública, que se expõe ao vigor da ação daqueles que a elas discordam, em suas descrições da nossa realidade. Muito embora, para estes, a medida possa vir a ser considerada necessária. Tratam-se dos magistrados que aos 70 anos ascendem ao patamar, a que o autor, citando o filósofo Bacon, os coloca como, "Instruídos, sábios, reverendos, circunspectos,íntegros, preparam o caminho para a justa sentença, como Deus costuma abrir o seu caminho, elevando os vales e abaixando as montanhas" e mesmo assim são compulsoriamente forçados a se aposentar das posições que ocupam, pela força da Lei Magna. O autor não os menciona explicitamente,(razão destes escritos), mas tratam-se também dos Professores das Universidades como a Universidade de São Paulo, que tem como dístico a frase "Scientia Vinces" e, como tal, distingue o Ensino, a Pesquisa e a Extensão, como atividades fundamentais e inarredáveis de sua ação, como é argumentado a seguir. A argumentação segue basicamente a frase do filósofo Britânico Bertrand Russel, em seu conjunto de artigos, da primeira metade do século passado, num livro editado sob nome "O Elogio ao Ócio", que diz: "É do discernimento amplo e da emoção impessoal que brota a sabedoria". Sabedoria é o que se obtêm do conjunto dos conhecimentos do até então, basicamente desenvolvidos nas Universidades. Esse dito poderia bem realçar a frase de nossa Universidade, pois ele de fato a complementa, quando incorporado na expressão "Scientia Vinces", ao dizer como a Universidade deve agir, para se assegurar do atingimento do que ela aprecia em grau maior para vencer."A Ciência". Se não vejamos. Da emoção impessoal... Os docentes da Universidade são obrigados por contrato a dar apenas 8 horas de aulas por semana de um total de 40 horas. As restantes 32 horas são utilizadas para atender algumas poucas obrigações administrativas e o restante das 32 horas, ou é gasto em serviços de extensão à comunidade, ou em puro ócio. O reconhecido ócio criativo. Os Docentes não estão sob as emoções da administração (pois essas não são impessoais) como as de uma empresa, ou outra atividade registrada e de suas necessidades mercadológicas urgentes e de atendimento necessário. Os Docentes estão livres para distribuir suas emoções de forma impessoal, na escolha dos assuntos que queiram pesquisar cujos resultados dependem, só e somente só, deles próprios. A Universidade de fato não faz pesquisas, apenas espera pela produção científica, ou de extensão, nos assuntos de cada área do conhecimento, de livre escolha do seus Docentes. Os Docentes não têm, nem podem ter, uma organização a exigir maior qualidade na produção comercial, de serviços, ou industrial, sob a suspeição fatal de que poderá haver perda de emprego e mesmo a falência da atividade a que se integram. Na Universidade isso não ocorre, pois conhecimento novo e inovação é o que ela espera da produção Docente. Esse é o produto mais valioso que qualquer sociedade moderna aspira e procura e ele não é conseguido através de regras determinadas pela Universidade, ou mesmo pela Lei Magna, que nesse mister é absolutamente neutra. Esse novo conhecimento (claro!) não se sabe o que será, pois brota do discernimento amplo que se possa vir a ter a respeito das coisas da natureza e o conjunto conduz a maior sabedoria. Mas quão amplo poderá ser esse discernimento? Isso não é possível dizer, mas foi, por exemplo, por um discernimento maior e por emoção impessoal que no passado recente foi descoberto: 1)- que há força de atração entre nossas massas, 2)- que a velocidade da luz no vácuo é constante, 3)- que do espaço nasce a matéria, 4)- que o mundo ultra-pequeno é probabilístico, 5)- que o mundo ultra-grande tem energia e matéria escura, 6)- que o pêndulo de Foucault gira de forma diferente nos hemisférios Terra, 7)- que existem reflexos que são condicionados, 7)- que há eletricidade animal, 8)- que existem antibióticos, 9)- que existem enigmas entre a geometria e a teoria de campo, 10)- que o coração é uma bomba que regula a circulação do sangue, 11)- que todos organismos vivos descrevem a realidade conforme sua capacitação, 12)- que para descrever a realidade das coisas são necessários pelo menos três organismos, 13) - que nações produzem guerra porque seus governantes descrevem a mesma realidade de forma diferente,14)- que há grande aumento recente do CO2 na atmosfera...e vai por ai a fora,... conduzindo à um maior conjunto de coisas a que descrever com maior sabedoria. Ninguém sabe dizer quão amplo deverá ser o discernimento para se chegar ao conhecimento de todas as coisas da natureza;e a natureza já funciona regularmente; para descobrir como isso ocorre basta pesquisar como ela funciona, nada mais e é isso que os Docentes da Universidade fazem nas suas inquirições à natureza. O resultado, como os acima enumerados, é o que a Universidade procura e espera de seus Docentes. Pois apenas eles podem encontrá-lo, porque foram talhados na sociedade, por sua inclinação, aptidão, ou vocação para fazerem esse tipo de atividade; a Universidade apenas torce, não pode exigir, ou determinar para que eles venham a ter sucesso. Caso contrário estraga o "bolo" e ela definha, falece e/ou se transforma em outra coisa. Dos novos conhecimentos da primeira metade do século XX surgiram as inovações da atualidade, dos foguetes, da internet, da ida à Lua, da televisão, da radioterapia, da energia dos átomos, do GPS etc, etc... que foram levadas à sociedade, via de regra, através das atividades de Extensão à comunidade e através do Ensino. Ensino que é a "Missão da Universidade"- buscando auxílio em outro filósofo: José Orttega e Gasset, em seu Livro "Mission de la Universidad"-, que tanto bem tem proporcionado à sociedade global. Dessas descrições, vê-se que as atividades dos Magistrados e dos Docentes da Universidade, decorrem de excepcionais qualidades, ou de inclinação,ou aptidão, ou vocação. Eles são recrutados na sociedade de forma em grande parte semelhante, uma delas, através de concurso público. Apenas diferem na sua função social; os primeiros, seguem as descrições formuladas pela nossa Carta Magna e todas as leis do país e os segundos, além do ensino e extensão, procuram encontrar as descrições universais sobre a natureza das coisas. Seguindo o exemplo da grande Nação do Norte, onde "os juízes da Suprema Corte podem permanecer no cargo até a morte", não deveria haver aposentadoria compulsória também aqui desses servidores públicos. A Lei, ora em discussão no Congresso Nacional, poderá não apenas estender de 70 para 75 anos a todos os servidores públicos, mas conceder enquanto tiverem boa saúde física e mental, aos juízes e membros da Suprema Cortes que assim desejarem, a possibilidade de poder permanecer na ativa.

Magistrados e Docentes tem atividades diferentes:- os primeiros, atuam de forma a aplicar as Leis que foram elaboradas pelo Legislativo e por isso são servidores, com claras tarefas a fazer também definidas pelo mesmo Legislativo e por seus regulamentos próprios. - Os segundos, além de cumprirem por lei as 8 horas semanais a que são obrigados para ministrarem aulas nas áreas de sua especialidade, tem quase 32 horas por semana para se dedicarem a fazer o que quiserem. Por essa razão não são exatamente servidores. Um servidor que faz o que quer não está a serviço de ninguém e não pode ter esse tipo de qualificação. A Lei Magna atual portanto, a eles não se aplica estritamente e as aposentadorias compulsórias que ocorreram dos Docentes Universitários poderão, eventualmente, ser revistas. De qualquer forma, a oportunidade que o Congresso abre com a Lei em discussão é bastante auspiciosa e pode incluir, além dos Magistrados,também os Docentes Universitários, pois esses quase servidores públicos, repetindo Gaudêncio Torquato, também "não são dispensáveis. Ao contrário, são plenamente sustentáveis em seus postos."

Afrânio Rubens de Mesquita, prof. titular sênior USP ardmesqu@usp.br

São Paulo

 

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