Cartas - 27/12/2010

TRIBUTOS

, O Estado de S.Paulo

27 Dezembro 2010 | 00h00

Tempo de fatura

As comemorações de fim de ano estão em curso: os fogos pipocam por todos os cantos, a alegria é geral. Mas será que as pessoas têm noção do quanto pagaram de impostos nos presentes, nas lembrancinhas e comidinhas próprios desta época? Será que sabem aonde vão parar os seus impostos? Nesta época do ano o governo também nos presenteia com o IPVA, o IPTU e, logo no início do ano vem, a prestação de contas do famigerado Imposto de Renda. E nós, simples mortais, vamos pagando. Afinal temos de contribuir com o bem-estar dos "incomuns": suas mesas fartas, viagens e farras. Enquanto o brasileiro comum se lixa trabalhando, como escravo, por cinco meses no ano para o governo, os "incomuns" recebem aumentos indecentemente estratosféricos para relaxar e gozar. Feliz ano-novo para Suas Excelências.

APARECIDA DILEIDE GAZIOLLA

rubishara@uol.com.br

São Bernardo do Campo

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CONTAS DO GOVERNO

Consumo e dívidas

Quando se aproximava o Natal, o presidente Lula saiu-se com esta: "Comprar, fazer a dívida necessária, mas sabendo que a gente precisa ter um 2011 tranquilo, portanto não vamos passar 2011 apertado, apenas pagando o que a gente gastou em 2010." O duro é nos endividarmos com os gastos de irresponsáveis como este governo. Vide os R$ 21 bilhões anuais que os créditos do BNDES custam aos brasileiros. Provavelmente 2011 não será suficiente para pagarmos essa e outras contas feitas por um presidente no mínimo inconsequente.

LAERT PINTO BARBOSA

laert_barbosa@ig.com.br

São Paulo

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Bresser-Pereira

Na entrevista ao Estado em 24/12 (B4), o professor Luiz Carlos Bresser-Pereira afirma que o Brasil precisa passar por um ajuste fiscal para contornar os problemas nas suas contas. Entretanto, ao comemorar a manutenção no governo dos "heterodoxos" Guido Mantega (Fazenda) e Luciano Coutinho (BNDES), o professor parece cair em contradição. Sim, pois os dois não fizeram nenhum esforço (pelo contrário) para promover um ajuste fiscal durante o governo Lula, quando ele era necessário. Como esperar que Mantega e Coutinho promovam no governo Dilma o ajuste que Bresser-Pereira acredita ser preciso?

OCTAVIO PORTOLANO MACHADO

octaviopm@al.insper.edu.br

São Paulo

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Qual mudança?

Está-se na espera pelas mudanças que ocorrerão no primeiro trimestre de 2011. Serão mudanças no governo federal e nos governos estaduais, mas também deve haver mudanças na Câmara dos Deputados, porque mais de 40% dos deputados da nova legislatura cumprirão seu primeiro mandato e 30% deles são empresários. Uma renovação marcante. Na área da macroeconomia será preciso um trabalho duro para conseguir fazer com que a inflação volte a 4,5% ao ano. Espero que isso ocorra no máximo em dois anos. Se isso se concretiza num prazo menor, provocaria enorme transtorno, detonando possível crise de confiança. O preço do relaxamento fiscal que ocorreu para a eleição da sucessora do presidente Lula é muito alto. Existe no Brasil uma inflação resistente pelos mecanismos de correção de salários e de contratos de serviços de preços administrados. Com o relaxamento, a inflação voltou com força. Espero que a presidente eleita, Dilma Rousseff, consiga cumprir a promessa de restringir os gastos públicos. Não será fácil. Basta ver, por exemplo, a atitude dos deputados federais. O governo, de forma sensata e provavelmente seguindo a diretriz da presidente eleita, reavaliou para baixo a arrecadação prevista para o próximo ano. Como consequência, determinou o corte de despesas no Orçamento. E o que ocorreu: os deputados fizeram nova avaliação da arrecadação e incluíram generosas verbas para atender a projetos de suas províncias e paróquias. O Brasil não desabará. Mas o Poder Executivo possivelmente contingenciará os gastos. Em outras palavras: não vai liberar as verbas. Mas elas continuarão a constar do Orçamento e serão liberadas no futuro. Em troca de votos na Câmara. Como sempre.

HÉLIO MAZZOLLI

mazzolli@terra.com.br

São Paulo

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ENERGIA

Não basta trocar lâmpadas

Mais uma vez o jornalista Washington Novaes (Uma discussão para nos iluminar, 24/12, A2) nos mostra com clareza os caminhos a seguir. Os custos para a implantação de bons projetos de eficiência energética são muito menores e de indiscutível melhor resultado ambiental que aqueles de expansão do setor elétrico, apesar de dependermos destes para que se atenda à demanda prevista. O Plano Nacional de Eficiência Energética (Pnef), cujo prazo de contribuições se concluiu na quinta-feira, pode ser uma ferramenta importante para este avanço de projetos de eficiência energética. Nossos gestores deverão conhecer, contudo, as melhores práticas para implantação desses projetos. O foco nas indústrias e grandes complexos comerciais é o caminho, já que estes são os maiores consumidores. Trocar geladeiras e lâmpadas em localidades de baixa renda, com forte apelo político, não basta.

JOSÉ STAROSTA, presidente da Associação Nacional das Empresas de Conservação de Energia

jstarosta@acaoenge.com.br

São Paulo

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Erro da Aneel

A decisão absurda e injusta da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) de não devolver os R$ 7 bilhões cobrados indevidamente dos consumidores de energia entre 2002 e 2009 mostra bem o estado em que se encontram a "justiça" e os "direitos" neste país. Gostaria de saber como seria se a situação fosse o contrário: se os consumidores tivessem pago valores inferiores.

ANGELO TONELLI

angelotonelli@yahoo.com.br

São Paulo

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BOAS-FESTAS

O Estado agradece e retribui os votos de boas-festas e próspero ano-novo de Any Élica da Silva Cruz, Argeu Ferraz Filho, Céu Comunicação, Cristina Della Monica - Fran6 Análises de Mercado, Daniel Américo Garbi, Denes Lott, DM Audiovisual, Governo do Estado de Minas Gerais, Ingomar Lochschmidt - Consulado Geral da Áustria, Jatiacy Francisco da Silva, João Farah, Laerte Machado, Leônidas de Souza, Lidia Damy Sita, Opportunity, Reality Books, República Editorial, Sergio Poroger e José Efromovich - Avianca, SPMJ Comunicação, Virginia Andrade Bock Sion e Wagner Rodrigues.

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"Dizer que agora vai viver "a vida das ruas" significa: não sairá dos palanques"

IZABEL AVALLONE / SÃO PAULO, SOBRE O DISCURSO DE DESPEDIDA DO PRESIDENTE LULA

izabelavallone@yahoo.com.br

"Foi uma bela peça natalina, recheada de fábulas, sonhos, devaneios e fantasias"

LUIZ NUSBAUM / SÃO PAULO, IDEM

lnusbaum@uol.com.br

"Que bom seria se todos os brasileiros tivessem um aerolula!"

VIRGÍLIO MELHADO PASSONI / PRAIA GRANDE, SOBRE O FINAL DE ANO NOS AEROPORTOS DO PAÍS

mmpassoni@gmail.com

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TEMA DO DIA

Bolsa-Família: 12,8 mi de famílias em 2010

Programa fecha ano atendendo quase 50 milhões de brasileiros. Mais da metade está no Nordeste

"12 milhões de famílias atendidas e 12 milhões de votos que deram vitória a Dilma."

VICENTE NETO

"50 milhões de brasileiros vivem na miséria recebendo esmolas do resto do povo que gera impostos."

VAGNER RICCIARDI

"Uma grande parte dos (brasileiros) que recebem o tal Bolsa-Família é parasita."

JOSÉ SOUZA FILHO

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Cartas enviadas ao fórum dos leitores, selecionadas para o estadão.com.br

ESQUECERAM A AURÉOLA

O último (?) pronunciamento do Presidente Lula foi marcado por um clamoroso e imperdoável erro da equipe de produção do programa. Esqueceram a auréola em algum canto dos bastidores! Os exageros voluntários - habituais na retórica presidencial - compensaram, em parte, essa tentativa de sabotagem.

Alexandru Solomon alex101243@gmail.com

São Paulo

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A DESPEDIDA DE LULA

Mais uma vez errou o presidente Lula ao antecipar seu discurso de despedida em plena época de Natal. Ele e seus milhares de assessores, todos com cargo de comissão e polpudos salários, não entenderam que em plena época de Natal seria esse o tempo de falarmos na importância do renascimento do Filho de Deus nos corações das pessoas, e não como ele o fez, destilando sua arrogância em horário nobre da televisão brasileira. Errou o presidente em citar que a maldição das elites é que sempre atrapalharam o desenvolvimento do País, esquece que vem principalmente das elites o pagamento do bolsa "miséria". O único mérito que ele têm é de conter a inflação, nessa, sim, as elites ganharam sempre e os pobres perderam, mas foi contida ao longo dos 8 anos não por ele, mas por um grande administrador e Banqueiro chamado Henrique Meirelles, esse leva os louros de ter conseguido que os pobres não pagassem a conta. o Presidente do Banco Central deveria ser Beatificado Vivo. Arrogante na frente das câmeras, o Presidente se despede sem mesmo desejar Feliz Natal ao Povo Brasileiro, e por mais de 4 vezes citou que deveremos apoiar a nova Presidente, que pega uma dívida Interna que era R$ 650 bilhões no Governo FHC, e chegou hoje a R$ 1.480 trilhão. Vai com Deus, presidente Lula, viaje para a África, Cuba e Venezuela, Equador e Bolívia, onde o senhor ajudou os tiranos e ditadores, perdoou dividas em troca de votos para a ONU, ou para Nobel da Paz, e esqueceu aqui das reformas Politicas, Tributarias, e Previdenciárias e os Investimentos em Educação Saúde, que foram desviados para as valas da corrupção que segundo seu próprio Ministro Mangabeira Unger, foi a maior da historia.

Jose Pedro Naisser, jpnaisser@hotmail.com

Curitiba

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O NATAL DE LULA

O presidente Lula brindou-nos com mais de seu entusiasmo. Sem dúvida, conclui seu governo com inusitado sucesso. Impressionante a disposição com que cumpriu seus dois mandatos, não se furtando aos compromissos que se sucederam, malgrado as traições e surpresas, as mais desagradáveis, atravessadas nessa sua caminhada, as críticas e o inconformismo dos invejosos, dos despeitados e dos preconceituosos que, ignorando-as, pura e simplesmente, deixou

a melhor lição de como enfrentá-las. Provou que viver a vida ainda é a melhor das escolas. Faz jus a PARABÉNS. Pena que, tendo pago a dívida externa, o FMI, de que tanto se gaba, nenhuma

palavra sobre a dívida interna que engessa o Judiciário e se reflete no agravamento e em negação de Justiça rápida mantida só no papel da Constituição.

Pena não tenha reconhecido que seu sucesso só foi possível com o fruto de semeaduras e cultivos de seus antecessores, extraordinariamente valorizados pelas catástrofes e desgraças que, nestes tempos, subjugaram o resto do mundo, a começar pela gripe aviária, a epidemia da vaca louca, o verão causticante destruidor das cearas alheias.ena que, com todo o consequente sucesso do nosso agronegócio e dos insumos naturais básicos, que voltaram a representar metade das nossas exportações, nível de 1964, dele nada se tenha transferido para o trabalhador urbano. Esse

perdeu competitividade pela elevada carga tributária local, obrigado a encerrar suas atividades e a consumir produtos importados a menor custo. Que a Presidente Dilma, forma também nessa melhor das escolas, que se mostra tão firme e tão bem disposta, se lembre da nossa indústria e se empenhe em recriar empregos aqui, reduzindo o custo Brasil, invertendo o fluxo comercial com o resto do mundo.

Nevino Antonio Rocco nevino_a_rocco@yahoo.com

São Bernardo do Campo

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2014

Por achar que Dilma vai dar certo, Lula não descarta voltar em 2014, desconsiderando que, se Dilma emplacar, ela não vai querer largar do osso.

Conrado de Paulo conrado.paulo@uol.com.br

Bragança Paulista

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CUIDADO COM CIRO

Dilma precisa tomar muito cuidado com Ciro Gomes. Trata-se de um político amargurado e complexado por não chegar à presidência do Brasil. Um sósia do Garotinho. Lula usou a tática de deixá-lo por perto e, até, pensou numa alternativa de ser o candidato oficial. Sair candidato por S. Paulo não foi esperteza de Lula. Viu nele um político forte para mudar a política em S. Paulo. Mas, Ciro, apesar de tudo, trairia Lula e apoiaria Aécio, se o PSDB o indicasse como o candidato à presidência. Ciro continua com esse projeto. Assim como Garotinho a idéia fixa está afastando os aliados.

Antonio Negrão de Sá negraosa1@uol.com.br

Rio de Janeiro

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ORESTES QUÉRCIA

Ao se candidatar a Senador pelo Estado de S.Paulo nos idos de 1974, Orestes Quércia foi um dos mais votados, sendo um dos quinze senadores eleitos pelo MDB, numa efetiva ação contra a ditadura militar. Mas apesar disto ele nunca se caracterizou como contestador, dando continuidade ao seu estilo desde que iniciou sua carreira elegendo-se vereador e prefeito no interior e Vice e posteriormente Governador do Estado de S.Paulo. O seu falecimento vai ter

repercussão, pois ele liderou parte seu partido que apoiou o candidato da oposição ao Governo Federal e ele vai fazer falta. Mas em qualquer avaliação que se fizer da política nacional, por certo o político Orestes Quércia será citado.

Uriel Villas Boas urielvillasboas@yahoo.com.br

Santos

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QUÉRCIA VIROU BONZINHO?

Não é porque morreu que virou bonzinho, diz um ditado popular. Morre Quércia aos 72 anos mais um que subiu ao palanque das "Diretas Já"! Nasceu muito pobre e morreu milionário, sendo que sua profissão principal sempre foi a política. Seguiu tudo nos conformes. Vereador, prefeito, governador de São Paulo. Não conseguiu alçar voos mais longos apesar de ter sonhado com a Presidência do Brasil! Espero que São Pedro esteja com o caderno e caneta na mão mostrando os débitos e créditos desta trajetória. De um lado a fortuna que amealhou e deixa aos filhos de R$-117,4 milhões (isso declarado) e as criancinhas que morreram no Estado de São Paulo por falta de saneamento básico, educação e saúde que foram negligenciadas nos governos comandados por Quércia que teve outros interesses particulares $$$. Ainda bem que quando a justiça dos homens falha, a de Deus é infalível. Pelo menos eu preciso acreditar nisso!

Beatriz Campos beatriz.campos@uol.com.br

São Paulo

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FIM DA ÉTICA

Em recente matéria veiculada na imprensa, soubemos que o Deputado Pedro Novais, de 80 anos, incluiu em sua Verba Indenizatória, uma despesa em motel de Brasília, onde ele recebeu diversos casais para uma festinha. Ele afirma que é mentira, que querem atingir sua vida familiar, mas o evento foi confirmado pela dona Sheila, proprietária do estabelecimento. Ele alega que a nota foi incluída por erro de sua assessoria. O pior é que a Câmara informou que não existe irregularidade formal na utilização da verba para pagamento de motéis, num atestado que o gasto é dos mais corriqueiros, embora a verba seja específica para despesas com passagens aéreas, manutenção de escritório político, aluguel de veículos e consultoria. Não deixa de ser despesa com "passagem" pela zona de Brasília, consultoria para lamentar. Este cidadão que mentiu tão descaradamente, é da turma do Sarney, deveria ter seu mandato caçado por falta de decoro, mas vai ser promovido a ministro do Turismo. Tem outro caso, a Senadora Ideli Salvatti, futura ministra da Pesca, também cometeu uma distração, lançando despesa de hotel em Brasília, esquecendo que ela tem Auxílio Moradia. Ficamos imaginando quantas distrações deste tipo são cometidas pelas os nossos parlamentares, 37 ministérios, milhares de assessores, que as incluem como gastos em livraria, papelaria, alimentação.

João Henrique Rieder rieder@uol.com.br

São Paulo

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MINISTRO DO STF

A escolha de ministros do Supremo Tribunal Federal é de preferência de advogados e juristas de notório saber jurídico, o ministro Cesar Asfor Rocha é um dos juristas que se enquadra dentro da lei mesmo com indicação política ou por seus méritos, que prestou grandes serviços a magistratura brasileira como juiz de carreira a mais de dez anos no Estado do Ceará, tem um curriculum brilhante e invejável na frente destes dois candidatos que o Presidente Lula quer nomear pelo abuso de poder, por que o Ministro César Rocha nao é do PT, e o presidente da Republica Luiz Inácio Lula da Silva quer indicar um advogado da GU,como foi o caso do José Antonio Dias toffoli não podemos comparar hoje o egrégio Supremo Tribunal Federal STF, como o de antigamente que era composto de um colegiado de juristas celebres e respeitados, como o ministro Evandro Lins e Silva, Luis Otávio Galloti, Hermes Lima, Ataulfo de Paiva, Trigo de Loureiro, José Linhares, Ari Franco, Pires de Albuquerque, Amaro Cavalcante, Tristão de Alencar Araripe, Raphael de Barros Monteiro, Paulo Brossard, Célio Borja, Aldir Passarinho, Raphael Mayer,Epitácio Pessoa,Francisco Rezek, José Carlos Moreira Alves. Antes o Poder Judiciário Brasileiro tinha autonomia de escolher e nomear os seus Ministros pela hierarquia do antigo império romano e prestavam juramentos sagrados diante da guarda pretoriana, a constituição de hoje mudou os rituais e virou politicagem para nomear interesses contrários aos de principio de caráter e de formação juridica sendo desmascarada por grupos de interesses próprios, rasgando a Constituição de 1988 que foi outorgada solenemente para garantir os direitos civis e de cada Cidadão Brasileiro e que a mesma esta sendo violada. Eu acho que o Exmo. Sr. Ministro Cesar Rocha, ex Presidente do STJ Superior Tribunal de Justiça é uma pessoa de uma conduta ilibada e de notório saber jurídico que tem haver o seu nome como um pedestal de conhecimentos que honra a justiça brasileira pelo seu passado limpo e de conduta incontestável no Supremo Tribunal Federal que a suprema a mais alta corte da nação e que rege a nossa Constituição a carta mágna do País.

Fernando Girão girao.reporter@gmail.com

São Paulo

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CRIME COMPENSA

O Projeto de Lei 354/09 que anistia os delitos tributários,de lavagem de dinheiro e colarinho branco,e permite que o dinheiro seja repatriado com o pagamento de valor mínimo de 5% representa um verdadeiro incentivo à delinquência.Conclusão desta nova modalidade de impunidade diz que o crime compensa,notadamente quando as autoridades e agentes encarregados de punir,mais de perto o Estado com este tipo de procedimento,a permitir que,inclusive dinheiro público desviado pela deslavada corrupção,aqui retorne às mãos dos que se locupletaram a um percentual irrisório se comparado com os 27,5% do dinheiro honestamente ganho.Este é o nosso Brasil no qual a esperança de mudança a cada ano se torna inócua.

Carlos Henrique Abrao abraoc@uol.com.br

São Paulo

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AMORAL

É amoral o projeto que o senador Delcídio Amaral(PT-MS)quer aprovar,chamado de ''Cidadania Fiscal''(que ironia)que repatria dinheiro de sonegadores,sem nenhuma penalidade, independentemente de sua origem.Ou seja,traficantes,políticos corruptos e ''espertos'' empresários seriam os maiores beneficiados,pagando alíquotas simbólicas ao fisco.Lavar dinheiro?Para que?O Congresso garante.Mas há de se compreender que deve haver muito político e agregados graúdos ,que fizeram fortuna lá fora e que agora querem desfrutá-la aqui,sem nenhum ônus.Enquanto isso ,a classe média e o povo pagam impostos e mais impostos.Palavras para adjetivar nossos políticos?Desculpem-me,não as tenho mais...

José Eduardo Zambon Elias zambonelias@estadao.com.br

Marília

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MELHOR QUE NADA

Com o devido respeito aos Magistrados que se opõem ao projeto de repatriamento dos US$100 bi, e sem entrar no mérito, é melhor do que ficar no exterior.

A Receita Federal saberá os nomes de todos e pelo projeto, quando da declaração do IR, haverá um recolhimento de taxa sobre o valor repatriado. Melhor do que nada.

Asciudeme Joubert asciudeme@ig.com.br

São Paulo

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"STF CONTÉM RECEITA"

Corretíssimo o editorial ''O STF contém receita''. Esclareça-se, porém, que somente não houve novo empate porque o Ministro Joaquim Barbosa esteve ausente. A tendência em favor da União Federal voltou a manifestar-se com o Ministro Dias Toffoli, a demonstrar que nossa tradicional e respeitada Suprema Corte não pode se transformar numa sucursal da Advocacia Geral da União, com a indicação de mais um Ministro dela oriundo. A precariedade ainda caracteriza a decisão.

Importante seria pautar a ADI sobre o tema, que aguarda julgamento, até porque os juízes de graus inferiores, contrariamente ao entendimento ora formado por maioria apertada dos Ministros da Corte Suprema, em geral admitem a invasão dos dados bancários de um cidadão, Prefeito , Governador, Juiz, Promotor ou até mesmo do Presidente da República, por um funcionário da Receita, sem prévia autorização do magistrado natural.

Amadeu R. Garrido de Paula amadeugarridoadv@uol.com.br

São Paulo

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AUMENTO DO SALARIO MINIMO

Quinhentos e quarenta reais este é o novo salário mínimo,míseros 5,9% de aumento,será que esta percentagem é verdadeira?Reflete realmente a inflação?Não, acredito que não,pois muitos itens tais como carne,arroz,feijão,tarifas publicas,etc,etc,etc, que pesam no orçamento familiar dobraram de preço ou até triplicaram,portanto, isto só nos permite a constatação de que esta tão badalada recuperação do poder de compra do salário mínimo não passa de um embuste,uma farsa para enganar a opinião publica e principalmente os aposentados,esta recuperação do salário mínimo em relação ao Dólar, não é real,pois neste período quem perdeu valor foi o Dólar e não o salário mínimo que valorizou,isto nos dá a certeza que nestes últimos anos a inflação foi descaradamente maquiada e manipulada, praticas possíveis, porque somos um povo submisso e passivo em relação aos governantes injustos e maus intencionados.

Jose Mendes josemendesca@ig.com.br

Votorantim

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FORÇAS ARMADAS E A CONSTITUCIONALIDADE

A pacificação no complexo do alemão com a forte participação das Forças Armadas, é emblemática. Mostra a integração das instituições militares com o processo democrático que estamos vivendo, onde elas tem uma vital importância com a defesa da segurança interna do país.Não é por acaso que os militares desfrutam hoje de um alto nível de prestígio na população, em razão do cumprimento rigoroso da norma constitucional que seus integrantes atualmente exercem em suas funções tão relevantes para a Nação Brasileira..

José de Anchieta Nobre de Almeida josedalmeida@globo.com

Rio de Janeiro

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ABSURDO

Sobre a reportagem ''Alunos são expulsos por fumar maconha'' (Estadão, 24/12, A14), a expulsão dos alunos por uso de maconha é um absurdo. A forma a qual foram submetidos os alunos para que admitissem ter fumado maconha e a expulsão do passeio são atos muito mais criminosos e desumanos. A escola deveria rever estas questões.

Luís Felipe Munaretti Zanotello felipemz21@hotmail.com

Jundiaí

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ESCOLA BRITÂNICA

Parabéns à direção da Escola Britânica pela expulsão dos três jovens maconheiros. Evita-se assim, quem sabe, futuros financiadores do tráfico e do crime organizado no Rio de Janeiro.

Marco Antonio R. Nunes nunesmarcelao1@ig.com.br

Pindamonhangaba

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BINGOS

Sem reparos o artigo de Nelson Motta - ''Cartas marcadas,dados viciados'' (24/12,A8) - acerca do veto recente à reabertura dos bingos no Brasil.No país da jogatina do bicho,loterias,mega senas,raspadinhas, corridas de cavalos e brigas de galo,entre outras,não cabe o falso moralismo e a hipocrisia da discussão sobre os malefícios que o bingo pode causar.Ou bem se proíbe todo e qualquer tipo de jogo que possa viciar e prejudicar financeiramente os apostadores ou se permite a abertura das portas para o prazer que o desafio à sorte proporciona.Bingo,oo!

J.S. Decol decoljs@globo.com

São Paulo

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LIVREM-NOS DA CPMF

Estou de pleno acordo com o que escreveu Nelson Motta na sexta-feira. Que se reabram os bingos, mas que sejam fiscalizados e cujos impostos sejam CONTROLADOS e direcionados para a SAUDE e EDUCAÇAO.Livrem nos da CPMF.

Maria Isabel Brandao rimartil@yahoo.com

São Paulo

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AINDA SEAN

O pequeno Sean foi devolvido à seu legítimo pai mediante decisão que percorreu todas as instâncias e todos os meandros da justiça do país.

Não fossem os conhecimentos do clã materno nas altas esferas do poder, talvez este caso não tivesse alcançado a mesma repercussão e destaque.

Mas, eis que o assunto volta a ser notícia (Estado 24/12/10), como se esse drama não pudesse ter um fim. Por que será que sua avó não pode aceitar a decisão da justiça e entender que este vínculo com o pai é determinante e natural na história de qualquer ser humano? Talvez existam pessoas mais inteligentes, sensíveis, simpáticas, descoladas, carinhosas, influentes e honestas para conviver do que seu pai. Talvez não. Não é assim entre todos os pais e filhos?

Não vejo razões para voltarem à carga novamente tentando desfazer o laço com o pai. Porque prolongar este drama e, principalmente, porque continuar a expô-lo em páginas de jornais? Por que não deixar Sean seguir em paz o caminho que todos nós percorremos nas relações com nossos familiares?

Ilan Rubinsteinn ilanrubi@uol.com.br

São Paulo

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