Cartas-29/06/2010

FICHA LIMPA

, O Estado de S.Paulo

29 Julho 2010 | 00h00

Pelo voto

Alguém pensou que a Lei da Ficha Limpa seria fácil de aplicar? Se pensou, não entendeu ainda o que é o Brasil. Esta é a terra dos coronéis feudais. Dos aproveitadores da ignorância alheia. Dos oportunistas e safados que se fizeram na vida com dinheiro do trabalhador. Dos mentirosos. Dos ladrões de colarinho branco. Dos infinitos recursos para burlar as leis. Dos bons advogados e dos que têm dinheiro para lhes pagar. Eles já começaram a atuar e com isso a Lei da Ficha Limpa, que foi tão batalhada por nós, corre o risco de ficar esquecida nas gavetas do STF. Cabe a nós não deixá-la esquecida. E denunciar quem burla a lei, porque sem voto eles não se elegem! Se não for pela lei, será pelo voto que ficarão fora da política para sempre!

Beatriz Campos beatriz.campos@uol.com.br

São Paulo

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NO MARANHÃO

O meritíssimo juiz Magno Linhares (TRE-MA) entende que nós, o povão, que pedimos a Lei da Ficha Limpa, estávamos satisfeitos com os fichas-sujas que havia no Congresso, só não queríamos novos. Sr. juiz, pare agora! Queremos lá só fichas-limpas. Quem sabe salvamos o que resta do País?

Manoel Mendes de Brito brito.voni@terra.com.br

Bertioga

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ESTATUTO DO TORCEDOR

Leis

O presidente Lula sancionou lei que deve mandar torcedor violento para a cadeia. E quando é que será sancionada e posta em prática uma lei que ponha os políticos corruptos na cadeia?

Helenir Roberta José jmadmimoveis@uol.com.br

São Paulo

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VIOLÊNCIA NOS ESTÁDIOS

Antes da nova lei que criminaliza a violência nos estádios não era proibida a venda ilegal de ingressos? Agressões, pancadaria, pauladas, ofensas, insultos, isso podia? De que adiantam novas e mais leis que serão descumpridas, enquanto os infratores nem serão punidos? Precisamos acabar com a imunidade parlamentar, o foro privilegiado, para quem dá péssimos exemplos à sociedade. Todos devemos ser iguais perante a lei. Estamos vivendo a impunidade institucionalizada. Será que com a nova lei vamos acabar com a violência nos estádios?

Luiz Dias lf.dsilva@uol.com.br

São Paulo

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ELETROBRÁS

Investimentos no exterior

A notícia no Estadão (27/7, B5) revelando planos de investimento da Eletrobrás em energia nos EUA beira a delinquência. Palavras do diretor responsável: "Com quaisquer 60 milhões de dólares se faz bom negócio nos EUA" - mostrando o nível de indigência, ou melhor, de megalomania que contagia atualmente o governo do País, que faz pouco tempo enviou uns trocados (US$ 25 milhões) para a reconstrução de Gaza, deixando de acudir aos desabrigados de Santa Catarina, Rio de Janeiro, Alagoas... Estes fatos tornam ainda mais crítica a próxima eleição para presidente. Se não houver renovação, seja Marina Silva ou José Serra, a vaca vai pro brejo. Quem não anda assustado com a intervenção do governo na Petrobrás, com a construção de refinarias "políticas" e o anúncio do início da debandada dos maiores acionistas da empresa? E agora vem a Eletrobrás com seus planos mirabolantes! Haja BNDES com o nosso dinheiro para financiar tanta sandice.

Geraldo Veloso velosogc@hotmail.com

São Paulo

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À LUZ DO CANDEEIRO

É realmente hilariante tomar conhecimento de que a Eletrobrás tem caixa para investir no exterior. Creio que a estatal foi criada para solucionar os problemas internos, não para fomentar energia para os EUA, a Bolívia e a Argentina. Temos vastas regiões no Brasil onde a única luz é de candeeiro. Se a empresa tem recursos para investir, deveria indenizar o calote aplicado nas construtoras e montadores que desapareceram após terem levado um prejuízo acima de US$ 100 milhões, com a lei do governo Sarney garantindo que as obras contratadas seriam pagas. Para os de pouca memória, há uns 2o e poucos anos todas as afiliadas da Eletrobrás estavam sem caixa, devendo enorme quantia às empreiteiras que assinaram contratos, iludidas pelas leis promulgadas no governo Sarney que garantiam que obras só seriam contratadas se tivessem recursos. O resultado foi uma catástrofe, a Eletrosul, a Eletronorte, a Chesf passaram a dever às grandes e pequenas empreiteiras, mais de 60 firmas estavam envolvidas. A Eletrobrás, mãe de todas, entrou em cena e ofereceu trocar as dívidas por letras de Tesouro, com 15 anos a juros de 6%, pela dívida nominal, sem o custo de as rolarem por meses. Todas foram obrigadas a aceitar e no ato perderam 50% dos seus diretos. Ao venderem os títulos para fazer dinheiro, numa inflação galopante, perderam mais 60%. E é com essas obrigações morais que os fiéis servidores políticos pretendem investir no exterior, com a imagem denegrida por calotes realizados.

ARIANO ARAUJO arianoxaraujo@terra.com.br

São Paulo

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BNDES

Empréstimos

Diferentemente do publicado no artigo O limite da irresponsabilidade (25/7, B2), da jornalista Suely Caldas, o BNDES não utiliza recursos originários de empréstimos do Tesouro Nacional para apoiar operações de fusão, aquisição e compra de participação acionária de empresas. Como já afirmamos anteriormente, e teríamos reiterado se tivéssemos sido procurados pela jornalista, essas operações são feitas pela BNDESPar com recursos provenientes da rentabilidade de sua própria carteira e a custos de mercado. Como resultado de sua atuação bem-sucedida, a BNDESPar apurou, em 2009, lucro líquido recorde de R$ 3,9 bilhões, fruto da valorização e do retorno de seus ativos, o que demonstra decisões acertadas de investimento. Ao mesmo tempo, a carteira de renda fixa do BNDES fechou 2009 com um índice de inadimplência de 0,2%, abaixo da média do sistema financeiro privado. O resultado é consequência do rigor e da precisão do processo de análise de projetos feito pelo banco.

FÁBIO KERCHE, assessor da presidência do BNDES paulo.braga@bndes.gov.br

Brasília

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Suely Caldas responde: No texto da carta o BNDES omite e não explica o subsídio decorrente da diferença entre a taxa Selic (hoje 10,75%) paga pelo Tesouro na captação e a TJLP (6%) cobrada pelo BNDES nos seus empréstimos às empresas. Foi esse o foco do artigo.

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"Afinal, essa lei serve aos políticos ou aos eleitores?"

GILBERTO LIMA JUNQUEIRA / RIBEIRÃO PRETO, SOBRE A

FICHA LIMPA

glima@keynet.com.br

"Pode um presidente da República privilegiar alguns cidadãos e atuar em suas campanhas eleitorais? Em alguma parte do dia pode deixar de ser presidente

sem se licenciar?"

JOSÉ BIZARRO FERREIRA MENDES / COTIA, PERGUNTAS AO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL

zecamendes@terra.com.br

"Edison Lobão em pele de cordeiro!"

EDWARD BRUNIERI / SÃO PAULO, SOBRE SERRA PELADA

paty_brunieri@hotmail.com

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VOCÊ NO ESTADÃO.COM.BR

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TEMA DO DIA

Brasília entra na luta pela abertura da Copa

Se São Paulo segue sem estádio, a capital federal vai erguer arena de R$ 700 mi com 70 mil lugares

"Manaus, Cuiabá e Natal terão estádios caríssimos e os times locais também são modestos. Verdadeiros elefantes brancos."

SINÉSIO HENRIQUES

"Brasília é a melhor opção para a abertura. O estádio ficará perto dos hotéis, além do VLT ligando o aeroporto à cidade."

FRANCISCO TOMÉ DE CASTRO

"A Copa será aqui mesmo. São Paulo deveria estar de forma digna. Pensando assim, talvez surjam ideias e sem politicagem."

MÁRCIO AMARAL MESA

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Cartas enviadas ao Fórum dos Leitores, selecionadas para o estadão.com.br

CENSURA

"Faces da Verdade", filme escrito e dirigido por Rod Lurie (EUA, 2008), baseado em fatos políticos atuais referentes a informações falsas produzidas pela inteligência do governo e que basearam a decisão de invadir o Iraque, tem o tema do direito a informação e a confidencialidade discutidos no meio jornalístico como fundo para o debate principal sobre os princípios da democracia e os poderes do Estado. Cabe aqui reproduzir a explanação do personagem/advogado ante a Suprema Corte:

"Se me permitem, senhores da Corte, em 1972, no caso (...) contra (...) esta Corte decidiu contra o direito de um jornalista de reter o nome de sua fonte diante do Grande Júri. E deu o poder ao governo de prender os jornalistas que o fizessem. Foi uma decisão de 5 a 4. Quase um empate. Em sua réplica, o Juiz Steward disse: "Com o passar dos anos o poder do governo se tornará cada vez maior. Aqueles que estão no poder, quaisquer que sejam as suas políticas só querem se perpetuar e o povo é a vítima". Bom, os anos passaram. E esse poder cresceu. A Sra. (...) poderia ceder às exigências do Governo. Poderia ter abandonado seu compromisso de confidencialidade. Poderia ter ido para casa, para sua família. Mas se o fizesse nenhuma fonte jamais voltaria a falar com ela e nenhuma fonte falaria com seu jornal e então, amanhã, quando prendermos jornalistas de outros jornais tornaremos irrelevantes essas publicações também. E isso tornaria a Primeira Emenda irrelevante. E então, como saberemos se um presidente encobriu crimes? Ou se um oficial do Exército torturou alguém? Nossa nação não poderá fazer com que os que estão no poder sejam responsabilizados perante aqueles que governam. E qual é a natureza de um governo quando não tem medo de ter de prestar contas? Devemos temer essa perspectiva! Prender jornalistas é para outros países. É para países com medo dos seus cidadãos, não para países que os protegem. Há algum tempo comecei a sentir a pressão humana pessoal em Sra. (...). E disse a ela que estava ali para representá-la e não para representar um princípio. E só quando a conheci é que me dei conta que, para uma grande pessoa não há diferença entre seus princípios e a pessoa."

Nossa sociedade, nossa Nação é constantemente atacada por políticos e autoridades que, com autoritarismo, investem contra a democracia e os direitos da sociedade. Seja impedindo, com o apoio de membros da Justiça, a publicação de matérias (caso Sarney e o jornal Estado de S. Paulo), ou investindo contra o Ministério Público, tentando limitar sua ação e desestimular as denúncias feitas sob a proteção do anonimato. Devemos temer autoridades que se comportam assim, pois atuam como ditadores que não sabem viver em uma sociedade livre, democrática e justa. Políticos e autoridades que assim agem, atuam com medo e oprimem o povo, manipulando as instituições, para proteger interesses pessoais e manter sob segredo seus atos ilícitos. Quando o Estado de Direito corrobora esses atos de autoritarismo, nossa Nação, nossa democracia estão em risco. Quando políticos e autoridades se presenteiam com a impunidade, a lei perde sua razão de ser e esses políticos e autoridades se transformam imediatamente em inimigos públicos da democracia e do País.

Julio César Caldas Alvim de Oliveira alvim.oliveira@uol.com.br

Curitiba

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Maranhão em pleno século 18

Às vésperas do triste, vergonhoso e indecente primeiro aniversário da censura imposta ao Estadão, lembrei-me de uma passagem do livro ''A Era da Incerteza'',(J. K. Galbraith, 1977), onde a semelhança entre a corte francesa no século 18 e certos políticos incomuns brasileiros é marcante: ''Pessoas que gozam de privilégios preferem sempre arriscar-se à total destruição, em vez de submeter-se a qualquer redução de suas vantagens materiais. Os privilegiados acham que seus privilégios, não importando quão ostensivos possam parecer aos outros, constituem direitos solenes, fundamentais, que lhes cabem por obra de Deus. Quando a reforma a partir de cima torna-se impraticável, a revolução a partir de baixo torna-se inevitável.''

Flavio Marcus Juliano opegapulhas@terra.com.br

São Paulo

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Efeméride

Ao completar-se um ano de censura, institui-se o 31 de

julho como o ''SarneyDay''. Sem comemorações, óbvio.

A. Fernandes standyball@hotmail.com

São Paulo

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Aniversário

No aniversário do primeiro ano de censura do Estadão, solicito enviar um bolo ao Tribunal do Maranhão com uma vela, para saber se o processo está estancado ou será julgado.

Yvette Kfouri Abrão abraoc@uol.com.br

São Paulo

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Luto

Estando tão próximo de completar um ano de censura ao Estado, fica uma sugestão para que todos os leitores assíduos do jornal pendurem, no dia 31, um pedaço de pano preto na janela, em sinal de luto pela perda de uma parte da democracia.

MARIA DO CARMO ZAFFALON LEME CARDOSO mdokrmo@hotmail.com

São Paulo

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Festa de arromba

Nesta semana, a atual censura ao Estadão completará um ano. Convenhamos, é um fato notável para uma nação democrática. Sendo assim, nada mais justo que uma comemoração. Proponho uma grande festa, com ilustres convidados, tanto nacionais - a começar pelos representantes da Justiça brasileira - como internacionais, tais como Hugo Chávez, Fidel Castro e tantos outros mundialmente famosos por defenderem a justiça e a liberdade. Vai ser uma festa de arromba!

Adalberto Montemagni montemagni@uol.com.br

São Paulo

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A lamentar

No próximo sábado, dia 31 de Julho de 2010, a censura ao jornal O ESTADO DE S. PAULO completa um ano. Não é para comemorar, e sim lamentar, pois contraria a nossa CONSTITUIÇÃO.

Sugiro que a edição desse dia venha com uma tarja preta em sua primeira página com a inscrição: ''UM ANO

DE CENSURA''.

Entristece-nos também, saber que até agora o STF não corrigiu essa situação, não entendemos por quê.

Alvaro Salvi alvarosalvi@hotmail.com

Santo André

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Solenidade

O próximo dia 31 completa-se o primeiro aniversário do ''TAPA-BOCA'' imposto

ao nosso querido Estadão. É de supor que Lulla, Dilma, Temer, Sarney

pai, Fernando filho, Renan, Collor, Jader, Dácio (juiz), Roriz,

Arruda e Cartaxo tenham programado um jantar solene por essa festiva

ocasião. Não poderão faltar como convidados ''especiais'' o exumador

Chávez, o ''santinho'' Cesare Battisti e seus eminentes patronos, Tarso

e Greenhalgh.

Camila Riccitelli Sant''ana camee.ricci@gmail.com

São Paulo

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Morosidade e negligência

Pelo andar da carruagem e pela morosidade e negligência da Justiça brasileira, o Estadão completará um ano desta ''absurda e abusiva censura''. Lamentável, mas com certeza deve haver muita ''gente'' que comemorará.

Angelo Tonelli angelotonelli@yahoo.com.br

São Paulo

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Processo sem defninição

Sábado vamos "comemorar" o primeiro aniversário da censura ao Estadão, sem definição judicial sobre o processo.

É impressionante e alarmante a morosidade ou talvez o desinteresse que existe nos órgãos judiciários deste país.

Isto é apenas uma amostra do que os cidadãos que necessitam de Justiça recebem.

Maria Regina Lopes dos Santos mreginaguedes@gmail.com

São Paulo

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Mordaça

Um dos meios de comunicação mais importante do Brasil e do mundo, o Estadão, vai completar um ano de censura. Afinal, a quem realmente essa mordaça interessa? E de quem seria o objetivo principal de que seu feito não fosse publicado? Creio que para um país onde a principal autoridade se orgulha de existir liberdade de imprensa, algo precisa ser revisto com urgência, até porque o tempo do coronealismo já é passado. Ou esse slogan é só um engodo?

Virgílio Melhado Passoni mmpassoni@gmail.com

Praia Grande

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Bolo com vela

Então, no dia 31 de julho a censura ao Estadão completará um ano? Será que haverá bolo com vela em Brasília ou o presidente não dará importância à data, ou até mesmo colocará a culpa no jornal, que não se ''comportou''?

Marciano Vasques marcianovasques@gmail.com

São Paulo

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Liberdade de imprensa?

Com quase um ano sob censura e sem solução, o Estadão vem amarga e violentamente sofrendo constrangimento num processo que se diz tão democrático. Por que, então, a Justiça brasileira não põe fim ao caso e dá o seu veredito, para que se tomem outras providências? Onde está a liberdade de imprensa, tão definida neste país?

Antonio Rochael Jr. antoniorochael@gmail.com

Iguape

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Contra o Estado democrático

Se não me falham as contas, dia 31 o Estadão "comemora" um ano de censura. Não temos nada a comemorar, além de ser o Dia do Selo Postal. Mas quem sabe o espírito de Corazón Aquino, que derrubou a ditadura nas Filipinas, possa renascer e acabar com o poder concentrado nas mãos de somente uma pessoa, que isso vai totalmente contra o Estado democrático de uma nação progressista e assim se restabeleça a liberdade de imprensa neste país.

Eduardo Kamei Yukisaki eduardo_kamei@uol.com.br

Guarulhos

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Jornalismo sério

Está para se completar um ano de censura ao Estadão. Desde o dia 29 de janeiro o jornal aguarda uma definição judicial sobre o processo que o impede de divulgar informações a respeito da Operação Boi Barrica, que investiga a atuação do empresário Fernando Sarney. Eu cumprimento a direção do jornal pela honestidade e independência, sinônimos do jornalismo sério com que sempre soube conduzir o Estadão. Se todos os concorrentes fossem iguais, o País não estaria no lodaçal em que se encontra.

Olympio F. A. Cintra Netto ofacnt@yahoo.com.br

São Paulo

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Compromisso com a verdade

Parabenizo esse tradicional meio de comunicação escrita que é o Estadão pelo comprometimento com a verdade e a democracia.

Mesmo perseguido e censurado, o jornal segue sua vocação com coragem e determinação.

Atualmente o Estadão é o único jornal paulista não tendencioso que leva a notícia ao leitor sem sensacionalismo e cujos editoriais são seríssimos.

Espero que o PT não vença as eleições, pois essa vitória implicaria mais uma grande derrota para a democracia brasileira, como ocorreu com a eleição e a reeleição de Lula, pessoa sobre quem não vale a pena sequer aqui escrever qualquer palavra.

A vitória do PT significará a derrota da dignidade humana do povo brasileiro. Dizer isto não é exagero quando temos ciência de que virão, em seguida, censura à imprensa, aprovação do aborto, relativização do direito de propriedade, proibição de livre culto religioso, dentre outras ruínas para a sociedade e a família brasileira.

Pobre povo brasileiro, que, ainda muito desinformado e imaturo politicamente, se fia em vãs palavras, muito mal ditas, aliás!

Pobre povo brasileiro, composto de muitos a quem se dá pão (Bolsa-Família e similares) e circo (futebol, notícias sensacionalistas, novelas...), pois é útil a alguns que permaneçam alienados da própria condição e ignorantes dos direitos de que são titulares.

Pobres das nossas crianças, que receberão o pesado legado que estes anos de corrupção e má gestão do dinheiro público irão deixar.

Que Deus nos abençoe!

Sandra Helena Cavaleiro Oliveira Lima (mulher, sim, eleitora de Dilma, não!) cavaleiroadvocacia@hotmail.com

São Paulo

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Novamente a família Sarney

A vontade da família Sarney continua prevalecendo sobre a lei. O TRE do Maranhão manteve a candidatura do deputado Sarney Filho, impugnada pelo Ministério Público Eleitoral com base na Lei da Ficha Limpa. Se o TSE, órgão maior, vai se pronunciar e fazer valer a sua palavra é o que vamos ver, pois a poderosa família, que também mantém o Estadão censurado há quase um ano, dá mostras de seu poder neste país e que a lei só existe para os trouxas. Se nada acontecer e o deputado for candidato, resta aos eleitores do Maranhão tomar a atitude de mandar para casa políticos condenados por irregularidades cometidas durante suas legislaturas. A voz das urnas significa muita coisa, a conferir.

Izabel Avallone izabelavallone@yahoo.com.br

São Paulo

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E a modernidade?

Dilma Rousseff, disse que o País "tem 14 milhões de empregos criados para vencer o medo outra vez"... ''e construir a esperança". E concluiu: ''Hoje todos sabem do que somos capazes". E qual foi o custo de tudo isso? Com os juros mais altos do planeta e a infraestrutura em frangalhos; com enormes deficiências no sistema educacional; sem uma segurança adequada; com as leis sendo desrespeitadas e o Judiciário cooptado pela Presidência; com todos os que foram tachados de ''os 300 picaretas'' participando e impondo seus interesses no governo; sem um plano de ação que vá além de muitas viagens seguindo um rol de projetos denominado PAC (Plano de Antecipação de Campanha)... É, sra. Rousseff, sabemos bem do que é capaz seu chefe e mentor, assim como seu partido. São capazes de tudo para atender à finalidade principal, que é manter o poder e a garantia das ricas boquinhas para companheiros e amitos do rei. Dessa capacidade o Brasil não precisa. Precisamos de competência, boa administração de nosso dinheiro, com projetos de base, bem elaborados e executados. Precisamos de um governo que saiba conduzir o Brasil para o nível de progresso dos países sérios e desenvolvidos, não um que, sempre procurando votos, o afunde com muitos discursos e pouco trabalho nas reformas essenciais para sustentar o progresso e a modernidade.

Silvano Corrêa scorrea@uol.com.br

São Paulo

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Engano

''Eu vou ser a mãe do povo brasileiro'', disse a candidata Dilma Rousseff. Há um equívoco nessa ideia de Dilma. O povo brasileiro precisa é de um bom presidente, de um gestor eficiente. O paternalismo de Estado é que mantém o Nordeste, onde ela fez essa afirmação, na pobreza eterna, sustentado pelo ''papai Estado'' com Bolsa-Família, sem trabalho, sem estudo, sem dignidade e sem autonomia. Nenhum país que se queira desenvolvido e moderno aceita o paternalismo de Estado, que é o que Dilma se propõe a fazer.

M. Cristina da Rocha Azevedo crisrochazevedo@hotmail.com

Florianópolis

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No reino dos desenganados

O PT não deveria menosprezar a memória dos brasileiros ao criticar um governo que alcançou na História recente do Brasil uma façanha que alguns de seus ''hoje agregados'' tentaram, mas nenhum conseguiu. Acabar com a inflação, que castigou duramente os mais pobres e toda sociedade brasileira, durantes anos, décadas. Nem mesmo o partido que tem o nome de "trabalhador" trabalhou o suficiente para conter a inflação, que punia principalmente a classe C, da qual, diz ser representante. Diferentemente de um governo que convocava a população como seus fiscais, ou de outro que confiscou as economias de todos os brasileiros, ferindo toda a sociedade, o grande legado que o antecessor do governo atual deixou foi uma moeda forte e uma inflação sob controle, que até hoje beneficia os mais humildes e toda a sociedade. Não defendo nenhum partido ou pessoa, apenas faço justiça aos fatos e à verdade, antes que algum larápio roube para si os louros da vitória de outrem, pelo sucesso que apenas, ''desculpe-me o PT", um conseguiu, FHC. E vivam os sem memória, pois deles é o reino dos desenganados.

Amâncio Lobo amanciolobo@uol.com.br

São Paulo

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Barba e bigode

Com justa apreensão, o leitor sr. Peter Cazale perguntou na edição de ontem: ''... será que as palavras de Dilma têm o mesmo valor que sua rubrica, quando entregou seu projeto de governo sem ler, no qual constava o fim da propriedade privada? Será que os agricultores de nosso país, muitos dos quais ainda acreditam que o fio do bigode vale mais que a palavra, acreditariam em alguém que assina sem ler?'' Caro sr. Peter, coloquemos as barbas de molho, porque, parece, dona Dilma não usa bigode.

Moacyr Castro jequitis@uol.com.br

Ribeirão Preto

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Campanha eleitoral

Estranho muito que parte da mídia critique as declarações da oposição, em particular do vice de Serra, com relação à ligação do PT com as Farc. Muitos têm colocado como ''eventuais ligações''. Não há nada de eventual, é um fato, assim como o PT vive pondo medo contra a oposição, apregoando que esta vai privatizar o Banco do Brasil, a Petrobrás, a Caixa, etc.

Os eleitores têm o DIREITO de saber com quem os candidatos têm ligações, sim, e antes de votar!

Francisco Xavier Fernandez fcoxav@gmail.com

São Paulo

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510 anos de Brasil

Como o nosso presidente gosta de falar, durante 500 anos nada fizeram pelo Brasil, eu diria 510 anos, pois sua candidata está a prometer coisas que ele se comprometeu a fazer - reforma agrária, política, tributária, previdenciária e muito mais, sem contar que a corrupção diminuiria 70% quando ele chegasse ao poder em 2003. E o que vimos não foi isso.

Vander Linjardi vanderlinjardi@hotmail.com

Goiânia

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O PT ENTERRA NOVAMENTE O CELSO DANIEL

''Justiça adia julgamento da morte de Celso Daniel - O júri, que estava marcado para 3 de outubro, deve ser realizado em 18 de novembro, logo após o segundo turno das eleições''.

Realmente o PT sabe cuidar dos seus ''quadros''. Ou por medo de que o ''SOMBRA'' revele o que sabe, ou porque a DILMA tenha medo de fantasmas.

Claudio Juchem cjuchem@gmail.com

São Paulo

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Quem é morto sempre aparece

Celso Daniel ainda vai ter de esperar mais um pouquinho para descansar em paz.

O júri do seu assassinato foi adiado para depois do segundo turno das eleições.

Enquanto isso o fantasma de Celso, que espera por justiça há oito anos, pode, quando muito, puxar o pé do chefe daquela organização criminosa que o matou impunemente e continua por aí faturando alto com a venda de ilusões no atacado.

Mas um dia quem é morto deixa de ser alma penada e quem pensa que é muito vivo

acaba ardendo no mármore.

Stanislaw Cordeiro ratles2@hotmail.com

São Paulo

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MONARQUIA

Ontem li no Estadão que o presidente Lula, que muitos chamam de ''o reizinho'', dá aval à Portugal Telecom para comprar 21% da Oi.

Alguns dias atrás o STF disse que a decisão final para o caso Battisti só depende do presidente Lula, etc., etc.

Afinal de contas, a monarquia já foi reinstituída no Brasil?

Os cortesãos e cortesãs, da "zelite", já estão dando festas e almoços para a monarquia, e com certeza o povo será o bobo da corte.

Ivan Schwarzenberg ivan_jozsef@uol.com.br

São Paulo

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Oligarquias

Se, como disse o candidato ao governo de São Paulo e homem de convicções inabaláveis, Aloizio Mercadante, São Paulo é governado por uma oligarquia, o Brasil é uma monarquia. Temos imperador e sua corte.

Tereza Sayeg tereza.sayeg@gmail.com

São Paulo

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Que vivo!

Perguntar não ofende: como era mesmo aquela história do ilibado José Dirceu e daquelas negociatas (que ele negou veementemente) com a Portugal Telecom?

Interessante esse tipo de negócio: o contribuinte paga e os amigos do ilibado rei recebem...

Marly N Peres lexis@uol.com.br

São Paulo

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Telefonia

Anunciada a compra da Vivo pela Telefônica, vimos que o sistema de privatização se mostrou muito distante dos seus princípios, hoje vemos o quase monopólio do mercado e a falta de opção do consumidor. E o pior, pratica-se o maior preço de mercado em relação às empresas estrangeiras. Enquanto isso, o órgão regulador e o governo continuam garimpando essas novas figuras societárias que somente penalizam ao cliente, que paga mais por um serviço inexistente.

Carlos Henrique Abrão abraoc@uol.com.br

São Paulo

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Olé

Ao abolir as touradas, a Catalunha avança diante da primitiva Espanha. Afinal, apreciar ''esportes'' cruéis, desumanos e covardes como esse é coisa de gente estúpida!

Sérgio Eckermann Passos sepassos@yahoo.com.br

Porto Feliz

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UM BOM EXEMPLO

A proibição das touradas na região da Catalunha é um exemplo a ser seguido pelo povo brasileiro. Vamos proibir as burradas em Brasília!

LUIZ RESS ERDEI gzero@zipmail.com.br

Osasco

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Deus arrependido?

Diz o livro do Gênesis, no cap.1,26-28: "Façamos o homem à nossa imagem e semelhança..." Mas não nos é possível entender até onde chega a irracionalidade de alguns povos que se autodeterminam evoluídos. Acabam com florestas inteiras, dizimam faunas e floras, poluem rios e mares, acobertam, via leis específicas, assasssinos(as) de crianças ainda no ventre materno, e após toda essa incrível brutalidade ainda querem ser tachados de seres humanos. Nosso Estadão nos brinda com o caderno Planeta, uma realidade triste, que deixa às claras toda uma ''bestificação'' de povos que ainda insistem em caçar baleias e outros mamíferos marinhos, para preencher suas necessidades alimentares. O eufemismo dos japoneses com sua caçada ''científica'' é a que mais nos deixa chocados. Juntando todos os recentes acontecimentos que estão deteriorando nosso meio ambiente, mais este agora das baleias, chego à triste conclusão de que Deus deve estar arrependido de ter dado tremendo poder de decisão às suas criaturas.

Aloísio Arruda De Lucca aloisiodelucca@yahoo.com.br

Lineira

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SANGUE NO MAR

A baleia é um mamífero interessante, dócil, bonito, por tudo isso incomoda muita gente. Principalmente os japoneses, que matam e comem baleias. Se os EUA não tivessem derrotado o Japão em 1945, hoje o Ocidente estaria caçando baleias para servir o banquete dos nipônicos.

José Francisco Peres França josefranciscof@uol.com.br

Espírito Santo do Pinhal

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Pena de morte

É uma vergonha que o Japão - que já massacra impunemente baleias e golfinhos pelos mares e oceanos do mundo - ainda aplique a pena de morte e tenha executado dois réus por enforcamento. Tal prática mostra a faceta bárbara e autoritária da sociedade japonesa e o desrespeito aos direitos humanos no Japão. Um país verdadeiramente civilizado, moderno, desenvolvido e democrático jamais toleraria esse tipo de coisa.

Renato Khair renatokhair@uol.com.br

São Paulo

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Circulação de caminhões

Em boa hora, antes do reinício das aulas, a Prefeitura restringiu a circulação de caminhões na Marginal do Pinheiros. A explicação do prefeito Gilberto Kassab é coerente quando diz que, "se há algo importante em uma cidade com 11 milhões de pessoas, é o transporte de carga. Nós tínhamos que aguardar a conclusão do Trecho Sul do Rodoanel e as obras na Marginal do Tietê para fazer o avanço na restrição".

Ana F. Campos ana-fcampos@hotmail.com

São Paulo

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Loucura

Definitivamente, a autoridade de trânsito de São Paulo enlouqueceu. Seu responsável precisa passar por avaliação médica urgente. As medidas anunciadas ontem, como proibir caminhões nas principais vias das 5 às 21 horas e motocicletas na pista central das marginais, só poderiam sair da cabeça de um desequilibrado mentalmente. Trabalho para o Ministério Público Estadual.

Bob Sharp bobsharp@uol.com.br

São Paulo

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Voracidade coibida

Incrível a puxada de orelhas na autoridade municipal de trânsito dada pela promotora dra. Maria Amélia Nardy Pereira. Pudera, antes de sinalizar e iluminar as marginais, os detectores de velocidade já estarão posicionados para multar. Como já muito tem sido dito, é a voracidade pelo dinheiro das multas, e é isso que a ilustre promotora quer coibir.

Pedro Luís de Campos Vergueiro pedrover@matrix.com.br

São Paulo

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A falácia do carro elétrico

É mais do que sabido que o carro elétrico não polui. Mas terá de ser carregado com energia elétrica. Quem garante que essa energia elétrica não é produzida de forma poluente? Não teria de ser resolvida antes a questão de produção de energia elétrica por meios não poluentes? Não seria este o foco prioritário?

Ulysses Fernandes Nunes Junior ulyssesfn@terra.com.br

São Paulo

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GOLDMAN E HARTUNG SELAM FIM DE DISPUTA QUE ENVOLVE ICMS

O Estadão publicou matéria no dia 19/7 mostrando o roubo de ICMS que é feito pelos governos de vários Estados, entre eles Espírito Santo, que com o conluio de tradings desviam o dinheiro de ICMS que deveria pertencer aos paulistas, através do governo do Estado.

Agora o governador que não foi votado, provavelmente por razões políticas, perdoa cobranças que, segundo o Mauro Ricardo (secretário da Fazenda do Estado de São Paulo), ''montam bilhões e bilhões de reais''.

Eu quero a minha parte ou pelo menos o impeachment do Goldman por prevaricação.

RONALDO JOSÉ NEVES DE CARVALHO : rone@roneadm.com.br

São Paulo

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