Cartas - 31/08/2011

IMPOSTO PARA A SAÚDE

, O Estado de S.Paulo

31 Agosto 2011 | 00h00

Ralos

A presidente Dilma Rousseff condicionou a votação da Emenda 29 (gastos com a saúde) no Congresso Nacional a uma nova fonte de receitas. Ou seja, a novos impostos, para saciar o apetite infindável do monstro fiscal instalado no Planalto. Em nenhum momento surgiu uma figura republicana (seja da situação ou da oposição) para cobrar maior eficiência da máquina pública. Ninguém fala em melhora de gestão, análise racional dos gastos públicos, rigor na punição dos sicários dos cofres do Tesouro. Será que faltam mesmo recursos para a saúde? O que deve estar faltando é dinheiro para escorrer pelos inúmeros ralos dessa construção arcaica que é a administração federal.

RENATO CONSOLMAGNO

consolmagno@terra.com.br

Belo Horizonte

__________

Perigo no ar

A aprovação de emenda da saúde ficou condicionada a uma (nova) fonte de receita. Depois da choradeira causada pelo fim da CPMF, surgiram novas fontes compensatórias (novas alíquotas de IOF e outras), de tal sorte que o anunciado fim do mundo não aconteceu. Desponta no horizonte orçamentário uma CSS - apelidada de Contribuição Sem Sentido, um assalto elegante e regressivo ao bolso do cidadão. Para o contribuinte pouco importa se o novo tributo nascer do desejo do Executivo ou por iniciativa do Congresso. Como nenhum dos Poderes quer arcar com o ônus da impopularidade, resta uma tênue esperança. Criar tributos, ou fontes de receitas, ou qualquer nome que isso receba dificilmente deixará de causar revolta. Parece que na elaboração do Orçamento se trabalha com dinheiro carimbado. Aquele, e só aquele dinheiro engrossará a verba destinada à saúde. Só falta anotar o número de série das notas, método usado pela polícia para prender assaltantes. Talvez não seja uma ideia de todo ruim... Seria possível acompanhar o destino da "nova fonte de financiamento"! Gato escaldado com IPMF e CPMF tem medo de CSS.

ALEXANDRU SOLOMON

alex101243@gmail.com

São Paulo

__________

A volta triunfal

Com outro nome, a CPMF dá sinal de que voltará. É lamentável que, num país onde o alto escalão ganha salários exorbitantes, as obras são superfaturadas, a máquina administrativa é inchada, há ONGs e mais ONGs e programas sociais de eficácia discutível, corrupção por todo lado, nós, meros pagadores de impostos, vamos ter de arcar com mais este, de novo! Quando a CPMF existia, nem por isso a saúde funcionava. O que mais me envergonha é ver a oposição entrar na lista dos que aprovam a volta do imposto. Em vez de fazer um trabalho para fechar as torneiras dos cofres públicos, que são esvaziados com atos indevidos, parece estar mudando de lado. Hoje, para mim, o que a oposição faz é conversa fiada.

HELENIR ROBERTA JOSÉ

hrjose@uol.com.br

São Paulo

__________

Nova CPMF, não!

Se o governo, via Ministério Público, polícias e Judiciário, fizesse uma faxina em regra contra a corrupção, com as devidas prisões e punições, sobraria dinheiro para os tão necessários investimentos em saúde, transporte, segurança, educação, Copa do Mundo, Olimpíada, etc. Não seria preciso criar impostos, como a pretendida nova CPMF. O trabalhador brasileiro já paga muito (38% do PIB) e mal consegue equilibrar o seu orçamento. Não é justo exigir mais enquanto cifras enormes são desviadas por meio de companhias e ONGs de fachada para amigos da "corte". Chega de abusar da boa vontade do povo, vamos gritar bem alto, pela internet e por todos os meios ao nosso alcance: Nova CPMF, não! Cadê o dinheiro da corrupção?

SILVANO CORRÊA

scorrea@uol.com.br

São Paulo

__________

Factoide

Se não cortar os empregos supérfluos, acabar com a corrupção nos meios políticos - como os supersalários no Senado, em desobediência ao teto constitucional -, acabar com metade dos ministérios, com os cartões corporativos, com o fisiologismo e baixar os juros - tão combatidos pelo PT na época de FHC -, tudo isso não passa de factoide do governo.

JOSÉ NOEL TERRA

terraadv@pocos-net.com.br

Poços de Caldas (MG)

__________

Em frente!

Com todos esses escândalos e falcatruas existentes na base governista, agora vem essa mesma base querer a reedição da CPMF, provavelmente para embolsar mais algum do tanto já embolsado por esses "nobres senhores". Acredito que tanto Dilma quanto sua base lullopetista devam realmente ir em frente com esse projeto: assim enterram de vez quaisquer chances, tanto dela própria quanto do eterno palanqueiro, de permanecer ou voltar ao poder.

BORIS BECKER

borisbecker@uol.com.br

São Paulo

__________

CORRUPÇÃO

Maracutaiando

Ao negar ser meta de seu governo a faxina com foco na corrupção, dizer que não se demite nem se faz escala de demissão todos os dias e que seu governo não é a Roma antiga, Dilma mostrou-se passiva ante os corruptos e aproveitadores do erário para continuarem maracutaiando livremente no Planalto, porque nenhum bicho-papão os ameaçará. Enquanto isso, o casal de ministros e o presidente da Câmara poderão voar serenamente, tal qual uma borboleta pousando de flor em flor...

VICENTE MUNIZ BARRETO

dabmunizbarreto@hotmail.com

Cruzeiro

__________

Alternativas palatáveis

Lemos nos jornais que Dilma não gostou do termo faxina, aplicado ao desfecho de certos acontecimentos em seu Ministério. Que tal, então, tentar-se alguma alternativa suave, diplomática, palatável ao gosto presidencial? Há muitas: ações profiláticas, limpeza, lavagem, despejo, higienização, derrubada, desinfecção, roçada, pulverização, vassourada, varrição...

ALBERTO LEMOS

diegoseixas@hotmail.com

São Paulo

__________

Ficha suja

A sociedade brasileira quis a Lei da Ficha Limpa, mas o STF, de forma burocrática, achando-a não prioritária, não aceitou que ela vigorasse já em 2010. Portanto, os corruptos continuam a roubar o dinheiro público sem problemas. Pior, a nossa Justiça não consegue punir ninguém.

ANTONIO DE SOUZA D"AGRELLA

antoniodagrella@yahoo.com.br

São Paulo

__________

"Alguém teria a capacidade de apurar a dimensão do ralo que existe no Senado?"

LUIZ CARLOS TIESSI / JACAREZINHO (PR), SOBRE OS SUPERSALÁRIOS NA CASA

tiessilc@hotmail.com

"Com tantas denúncias, há gente rezando por um "apagão" que providencialmente desligue o ventilador"

CARLOS DELPHIM NOGUEIRA DA GAMA NETO / SANTOS, SOBRE

A CORRUPÇÃO NO GOVERNO

carlosgama@conjeituras.com.br

__________

VOCÊ NO ESTADÃO.COM.BR

TEMA DO DIA

Fabiana Murer é ouro na Coreia do Sul

No salto com vara, atleta conquista medalha inédita para o Brasil no Mundial de Atletismo

TOTAL DE COMENTÁRIOS NO PORTAL:1.236

"É o Brasil fazendo história em esporte que não é o futebol, já que este tem decepcionado tanto."

HENRIQUE SANTIAGO

"Parabéns, Fabiana. Você é uma pessoa que merece essa conquista. Seu esforço é uma motivação para todos."

CARLOS CARVALHO

"Você merece. Obrigada por trazer uma medalha, a primeira de ouro na nossa história no Mundial de Atletismo!"

EDNA ENCINAS

__________

Cartas enviadas ao fórum dos leitores, selecionadas para o estadão.com.br

A CULPA É DO MOTORNEIRO

Se o secretário estadual de Transportes do Rio de Janeiro, Julio Lopes, responsável pela gestão dos precários e temerários bondes da capital fluminense, resolvesse ingressar no universo da literatura de suspense, narrando a trama de um crime com 5 mortos e dezenas de feridos, os mordomos e outros personagens usualmente suspeitos não teriam motivos para preocupação, pois o escritor lambão daria um jeito de colocar a culpa num condutor de bonde - "a culpa é do motorneiro!" -, mesmo que ele fosse o herói da trama assassina, porcamente amarrada com uma acusação leniente e também com arame.

Túllio Marco Soares Carvalho tulliocarvalho.advocacia@gmail.com

Belo Horizonte

__________

BONDE DE SANTA TEREZA

Estava na primeira página do Estadão de ontem: Governo do Rio culpa condutor do bonde. Segundo o secretário de Transportes, Julio Lopes, o motorneiro, com 35 anos de experiência e um dos cinco mortos no acidente, usava veículo que precisava de reparos. Sem comentários!

Ricardo Melhem Abdo ricabdo@gmail.com

São Paulo

__________

DESCULPA ESFARRAPADA

O secretário dos Transportes do Rio, para eximir o governo e o seu próprio nome da responsabilidade pelo acidente com o bondinho de Santa Tereza, segundo noticia o Estadão, está jogando toda a culpa da tragédia com 5 mortos e 57 feridos sobre o pobre motorneiro Nelson da Silva, que também morreu, e que deveria ver as condições mecânicas do veículo, antes de usá-lo, eis que deveria ser examinado antes, de um outro acidente que horas atrás havia acontecido com um ônibus e o bondinho, que levado para uma oficina, foi usado sem reparos. Dá para acreditar numa lorota dessa? Será que um motorneiro com 35 anos de serviço e de experiência seria capaz de tanta leviandade, em que perdeu a própria vida? E a oficina liberaria o veículo sem concerto? Senhor secretário Silva, vá cantar noutra freguesia, sua modinha não tem pé nem cabeça e os leitores do Estadão não são asnos para acreditar nessas aleivosias! Ademais, se é vergonhoso e covardia "chutar cachorro morto", o que não dizer do presente caso, visto tratar-se de um ser humano?!

Antonio Brandileone abrandileone@uol.com.br

Assis

__________

DECLARAÇÃO VERGONHOSA

É muito fácil e prático o secretário de Transportes do Rio de Janeiro, Julio Lopes, culpar o motorneiro com 35 anos de experiência de ser o responsável pelo acidente que ocasionou 5 mortes entre eles o próprio. E infelizmente face o ocorrido e não tendo o mesmo nenhuma chance de defesa, ele deverá servir de "bode expiratório" para safar de culpa o governo do Rio encabeçado por Sergio Cabral (PMDB), que se recusou a falar sobre o acidente. E ainda tivemos que ouvir a "genial" e "escabrosa" declaração do secretário de Transportes Julio Lopes, o qual afirmou que o motorneiro usava veículo que precisava de reparos por opção própria. Quando vimos por imagens transmitidas pela TV, diversas gambiarras entre elas peças dos freios amarradas com arame no lugar de parafusos. Além do que o Ministério Público do Rio apura desde "2004" o suposto estado de "abandono" e "precariedade" do sistema de bondes de Santa Teresa. Uma vergonha e uma desonestidade.

Angelo Tonelli angelotonelli@yahoo.com.br

São Paulo

__________

QUESTÃO DE CARÁTER

A notícia a respeito da intenção de culpar o motorneiro pela tragédia espelha bem o caráter da grande maioria dos nossos políticos.

Mauro Ribeiro Gamero mrgamero@ajato.com.br

São Paulo

__________

NO BRASIL, A VÍTIMA É CULPADA

O motorneiro do bonde de Santa Tereza é tão culpado, quanto os que embarcam em barcos superlotados no Norte que naufragam, as tampas de bueiro que teimam em voar, as grávidas que procuram a maternidade na hora do parto, dos doentes que lotam as salas de espera dos serviços de saúde, os moradores soterrados pelos deslizamentos, os usuários das estradas brasileiras, os estudantes que frequentam escolas, mas continuam analfabetos, etc, etc.

Luiz Nusbaum lnusbaum@uol.com.br

São Paulo

__________

OS MAUS EXEMPLOS SÃO SEMPRE COPIADOS

Como no caso do acidente do voo AF 447, no qual o relatório divulgado, aponta erro dos pilotos (que morreram), agora o secretário estadual de transportes do rio janeiro, culpa o condutor (morto na queda) pelo acidente com o bonde. Morto jamais reclamou.

Ulysses Fernandes Nunes Junior twitter: @Ulyssesfn

São Paulo

__________

CALADO

O governo do Rio culpou o condutor do bonde pelo acidente. Foi o esclarecimento mais rápido sobre uma tragédia de que se tem notícia. Partindo do pressuposto de que quem cala consente, deve ser ele mesmo, pois não abriu a boca. O secretário dos Transportes perdeu uma ótima oportunidade de ficar calado.

João Menon joaomenon42@gmail.com

São Paulo

__________

MOTORNEIRO CULPADO?

Chutar cachorro morto é fácil - mas, principalmente "in casu", imoral!

João Guilherme Ortolan guiortolan@gmail.com

Bauru

__________

IMORALIDADES

A declaração do secretário de Transportes do Rio de Janeiro (C7 de 30/8) culpando o condutor do bonde de Santa Tereza como responsável pelo lamentável acidente é tão imoral quanto as condições, que todos sabemos, do bondinho.

Laert Pinto Barbosa laert_barbosa@ig.com.br

São Paulo

__________

LÁSTIMA

"Não permitas Deus que eu morra sem que eu volte para lá". A partir deste verso de Gonçalves Dias faço minha suplica e, paralelamente, minha reclamação para com a situação da manutenção dos bondinhos. Como morador, além de desfrutar da alegria de pegar este transporte belíssimo e um patrimônio nacional (lembremos disso), sou condecorado sempre com seu toque imperial pelas ruas de Santa Teresa. O grande problema é que o Governo não tem feito, como em geral não o faz, sua simples obrigação, a de promover a manutenção sempre que preciso dos bondes. Mais uma vez as três instâncias do poder matam seu público por deixarem de fazer seu trabalho. Até quando teremos de viver dependentes destes indivíduos que por não usufruírem de certos transportes, renegam sua atenção? Chegará o momento, torço e lutarei contra, que para conhecer o bondinho, nativos ou turistas terão de ir a museus ou assistir o filme Rio. Lastimável.

Pedro Beja Aguiar pedrobejaaguiar@gmail.com

Rio de Janeiro

__________

MINISTÉRIO DOS BONDES

Após o acidente de bonde no Rio de Janeiro, o governador Sérgio Cabral irá nomear um interventor dos bondes. Se fosse em Brasília seria mais um novo ministério: Ministério dos Bondes.

Edgard Gobbi edgardgobbi@gmail.com

Campinas

__________

O BONDE DA MORTE

Como admitir que um Estado como o Rio de Janeiro, que gastará bilhões de reais para ser palco do maior acontecimento futebolístico do mundo - a Copa do Mundo de 2014 - e ainda também sede da Olimpíada de 2016, economize mixaria para fazer manutenção do Bondinho de Santa Teresa? Não dá! Os responsáveis deverão ser indiciados por homicídio doloso, processados, julgados, condenados e presos. Só assim os parentes das vítimas se sentirão um pouco mais confortados. Vamos aguardar para ver até aonde vai à impunidade deste país.

João Batista Piovan jb@reunidaspiovan.com.br

Osasco

__________

RISÍVEL

A nota do governador Sergio Cabral sobre o acidente do bonde em Santa Teresa, dizendo que determinou a Secretaria de Transportes a suspensão do serviço e a modernização dos mesmos é, no mínimo, risível. Não dá para acreditar nisso. Para dizer isso é melhor ficar calado. Deveria era exonerar o secretário Júlio Lopes e outros envolvidos por incompetência. Funcionários disseram que a manutenção nos bondes é feita periodicamente, mas quando perguntados de quando foi a última, não souberam responder. Ora, então não é feita. Mesmo que não se saiba exatamente a data, tem-se uma noção.

Panayotis Poulis ppoulis@yahoo.com.br

Rio de Janeiro

__________

ORDEM INVERSA

Como sempre nessas paragens tupiniquins é preciso que morram alguns brasileiros para que providências sejam tomadas. O exemplo típico desse axioma é a tragédia do bonde de Santa Tereza no Rio de Janeiro.

José Piacsek Neto bubapiacsek@yahoo.com.br

Avanhandava

__________

TRAGÉDIA ANUNCIADA

O trágico acidente com o bonde de Santa Tereza se insere dentro da linha do similar ocorrido há pouco com um parque de diversões: descaso com a manutenção dos equipamentos. No caso do tradicional e histórico meio de transportes do charmoso bairro carioca, a gravidade de tal omissão fica patente quando há informações de que, servidores qualificados para a manutenção do sistema foram demitidos, o que parece ter ocorrido quando se vê arame em lugar de parafusos no que sobrou do veículo acidentado.Até que ponto chegamos nesta assassina filosofia de descuidar do setor de transportes, apenas para economizar alguns trocados, se é que economizam, em nome do que chamam "otimização" do patrimônio público.Oremos.

José de Anchieta Nobre de Almeida josedalmeida@globo.com

Rio de Janeiro

__________

NÃO FOI UMA FATALIDADE

A Associação dos Moradores e Amigos de Santa Tereza (Amast) em sua nota tem toda razão quando afirma que "que não aceitamos, em hipótese alguma, a classificação desse acidente como fatalidade". A força centrífuga que jogou o bonde para fora da curva também poderia ser chamada de "força da irresponsabilidade" pois ela só prevalece sobre sua contrária (força centrípeta) quando alguém comete um erro: seja de projeto do veículo, do traçado da curva ou da velocidade imprimida na hora do acidente. A grande maioria das "fatalidades" ocorre por pura irresponsabilidade e/ou incompetência.

Roberto Castro roberto458@gmail.com

São Paulo

__________

AS PRIORIDADES DO PREFEITO DO RIO

O governo, sem ter o que falar da gravíssima falha humana (manutenção) de um bonde com mais de 100 anos sem a mínima condição de andar, diz: andar com bonde lotado e pessoas fora é cultura. E não se preocupar com a manutenção preventiva e agora acontecer isso com um dos cartões postais da cidade da Copa é o quê? Irresponsabilidade geral e irrestrita. Toda semana uma surpresa desagradável e o nobre prefeito fazendo propaganda a rodo na TV em horário nobre? Isso, sim, é importante; o acidente amanhã já vai ser esquecido? Acorde, Brasil, para fiscalizar, senão vamos ficar eternamente deitados em berço esplêndido.

Antonio Jose G. Marques a.jose@uol.com.br

Rio de Janeiro

__________

O MELHOR LUGAR DO MUNDO

É lamentável que mais seis pessoas foram vitimadas fatalmente

pelo bondinho de Santa Tereza. Meses atrás, foi um turista francês que sofreu queda e faleceu. Agora, o veículo sem freios, causou mais essas mortes. Aliás, esses transportes coletivos da "Cidade da Copa e da Olimpíada" (sic) estão perigosíssimos. As barcas volta e meia ficam à deriva. Os trens, desses nem é necessário falar, pois quando ocorre uma anormalidade, eles dizem que foi sabotagem. Dos ônibus, volta e meia um desses loucos do volante acerta um automóvel, um poste ou vários pedestres. Finalmente o metrô, que deveria ser o melhor meio de locomoção, também vai mal das pernas, ou melhor, das rodas. Para liberação do tráfego à frente, freadas bruscas e, às vezes, problemas com energia. Enfim, as empreiteiras não podem parar de ganhar dinheiro, como também dar à politicagem que vive desses cargos públicos, mas não trabalham com probidade. O Rio de Janeiro tem tudo para ser o melhor lugar do mundo, mas seus administradores, relapsos que são, não o permitem.

Sebastião Paschoal s_paschoal@hotmail.com

Rio de Janeiro

__________

O BONDE FORA DOS TRILHOS

Como bonde no Rio de Janeiro não tem mordomo, fica claro que o culpado é o motorneiro, estão por lá imitando certinho o governo central.

José Luiz Tedesco wpalha@terra.com.br

Presidente Epitácio

__________

OVELHAS DE PRESÉPIO

Enquanto no Chile a população exige do governo reformas constitucionais e mais recursos para saúde e educação, por meio de greves, manifestações e passeatas, nós, brasileiros, continuamos aplaudindo e reelegendo péssimos administradores que empregam pessimamente o dinheiro que sobra nos cofres públicos depois de ser desviado para os "caixas dois" de pseudopartidos políticos ou para os bolsos de um sem número de "cumpanheiros" corruptos.

Victor Germano Pereira victorgermano@uol.com.br

São Paulo

__________

PRIORIDADES

O ministro da Educação Haddad devia se preocupar com a educação "básica" dos brasileirinhos, futuro da nação. É no ensino básico que se constroem as bases da educação, principalmente aprender o Português: ler, escrever e entender, pois assim conseguem aprender as demais matérias. Mas não. Vemos as propagandas do ministério da Educação na mídia sobre construir mais quatro Universidades, para com isto iludir a população com o tal "diploma superior", que num futuro pode ser decepcionante, tendo um diploma, mas com subempregos. A nossa situação sobre os 57% dos alunos de 8 anos que não sabem o mínimo me faz pensar se assinarão colocando o dedo e se pedirem por extenso, arrastarão o mesmo. Ah! Para votar basta decorar o número do santinho... Aqui não, sr. Haddad, São Paulo merece candidato melhor.

Tania Tavares taniatma@hotmail.com

São Paulo

__________

COLHEITA DE UM DESGOVERNO

Metade dos alunos de 8 anos não aprende o mínimo... ou seja, estamos produzindo analfabetos tal como o cara e o ex-ministro da Educação, para quem: 10 - 4 é = a 9 e "nóis vai pescar o peixe"

ou nos assaltamos o governo. Isso é a colheita de um desgoverno.

Carlos Roberto Gomes Fernandes crgfernandes@uol.com.br

Ourinhos

__________

ABC DA IGNORÂNCIA

Na avaliação do ABC (Avaliação Brasileira do Final do Ciclo de Alfabetização) no qual os alunos da 3ª série são avaliados, mais uma vez ficou provado que as escolas privadas são muito melhores do que as governamentais - como em tudo mais; - e no Norte e Nordeste, onde o Lula é bem avaliado, os resultados são os piores do País. Também com cartilhas ensinado que 10-7=4 e que "nóis pesca os peixe" não se poderia esperar outra coisa. E o Tapiocão quer que o Sinistro da Deseducação seja candidato a prefeito de São Paulo pelo PT... Por que não o indica para Garanhuns?

Mário A. Dente dente28@gmail.com

São Paulo

__________

PEDALADA

O retorno do "Caminho da Escola" dá-se pelo "Atalho do Analfabetismo".

A. Fernandes standyball@hotmail.com

São Paulo

__________

EDUCAÇÃO

A presidente Dilma e seu ministro Haddad devem ler o editorial A falta de foco na educação (Notas & Informações, 27/8) com humildade para aprender e coragem para mudar. Acredito que o eminente e saudoso professor Laerte Ramos de Carvalho, responsável, por longo tempo, pelos editoriais d''o Estado sobre educação, concordaria com a lição de agora.

Luiz Antonio Souza Lima de Macedo luizmacedo@uol.com.br

São Paulo

__________

ÍNDICE SOFRÍVEL

O índice de 8% dos presos que estudam é, simplesmente, sofrível. Todos sabem que a prisão em si mesma não corrige e nem modifica alguém, devendo fazer parte do processo de recuperação a oportunidade para o preso estudar e adquirir cultura. E, assim, muitos conseguem vislumbrar outros horizontes, terem profissão intelectual e, ainda, terem uma nova visão do futuro, com outras perspectivas de vida ou esperanças. Todo esforço que se faça para que o preso adquira cultura é remunerado em recuperação e em integração do delinquente com a sociedade. O preso, que é solto sem sofrer processo de reeducação adequado, volta a delinquir, com certeza, por falta de oportunidade e de condições de se inserir na comunidade. Então, o índice precisa ser aumentado, mediante longo e penoso trabalho dos dirigentes prisionais e demais forças da sociedade.

José Carlos de Carvalho Carneiro carneirojc@ig.com.br

Rio Claro

__________

PARA QUÊ?

Não sou anarquista, graças a Deus, mas me pergunto: as estradas são privatizadas; as que não são, primam pela intransibilidade. A saúde pública mata a população em salas e corredores de hospitais desequipados em todos os sentidos. A educação, tão precária, dá sinais de alguma vitalidade, quando particular. A segurança exige uma parafernália ao alcance só de quem pode pagar. Agora se tem notícias de que os aeroportos seguem também a rota da privatização. Afinal, para que servem governo e políticos? Eles custam uma fortuna ao país em salários, vantagens e corrupção! Para termos algo mais por que pagar? Não chega?!

Vera Maria Marques Prange vemap@sul.com.br

Paranaguá (PR)

__________

SUPERÁVIT PARA INGLÊS VER

Pautando-se por promissores os resultados fiscais já alcançados, pretende o governo ampliar o superávit fiscal em R$ 10 bilhões no corrente ano além do previsto na Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) 2011, e desta soma reduzir a dívida pública da União. Assim, emanaram da opinião pública algumas elucubrações notáveis ao senso econômico da questão. Alguns predizem bons ventos, pois o uso desse montante revela alvissareira maturidade da ordem orçamentária governamental pela prática de condutas orçamentárias. O governo brasileiro está para a prática de orçamentos públicos tal qual uma dupla sertaneja está para interpretar a 5ª Sinfonia de Beethoven. Outros citam que a façanha propiciará a redução da taxa de juros básica, a Selic, como se essa fosse a essência derradeira da formação da taxa vigente no mercado, tal qual seja o único instrumento de política monetária existente e que por ela se norteia amortizar ou não da dívida pública. Neste momento, convivemos com a taxa real mais alta da nossa recente história econômica, conquanto a Selic esteja longe de seus recordes. Portanto, é sem nexo apor à Selic como o grande mal da economia; as próprias contas públicas estão a nos revelar males maiores. Outros fatores influenciam a formação da taxa de mercado como o depósito compulsório de 70%, nada no gênero é comparável no mundo, raramente avaliado na imprensa. A inadimplência, é outro fator e ora está acentuada. Advém do "plano marolinha-eleições -2009/10"; socialmente irresponsável, pois ancorou ficticiamente preços de bens selecionados no mercado em nível de consumidor. Lastreados num primeiro momento por renúncias fiscais e logo a seguir por exacerbados e concedentes linhas de crédito. Estas por sua vez atraíram desmedidamente capital externo (bolha), expansão incontida, e sobrevalorização da moeda. Em capítulo seguinte, e posterior estabilização veio o retorno ao patamar anterior; elevou-se a taxa de juros a guisa do entendimento de que era necessário conter o desregrado crédito concedido pelo governo anterior. Em outras palavras reposicionaram-se os preços dos bens adquiridos via linhas de crédito a níveis reais próximos aos anteriores via ajustes da taxa de juros, numa patente transferência de renda ao segmento financeiro. Sob a áurea de criar a classe C, lesou-se a economia popular e cujo governo urge agora, acudir sob a sigla crédito consignado; ou seja, agiotagem assegurada - A classe proletária foi ao "paraíso" e nós ganhamos a eleição; - seria um bom nome ao plano dos governistas para as eleições 2010. Além disso, deram-se ganhos fantásticos a Bancos e Montadoras. Ao cabo do acima exposto o resultado fiscal, merece atenta releitura. É inquestionável que o avanço do superávit se deve ao aumento extraordinário da arrecadação; ou seja, da carga tributária. Esta sim, um grande ônus se não houver contrapartida socioeconômica. O superávit primário foi de 2,91%, entre janeiro e julho de 2011, contra 1,25% para igual período do ano anterior, um aumento de 132%; consubstanciando-se em R$ 66,9 bilhões no caixa do Tesouro. Enfim este resultado se traduz em que a arrecadação escorchante e já produziu quase 80% do superávit então previsto pela LDO 2011. É mister ressaltar o contrassenso daqueles laureiem a queda de juros e mesmo amortização da dívida pública. Isto apenas seria salutar para economia se o fosse pela redução de gastos do Estado, e nunca pelo escorchamento da sociedade na ganância fiscal de um Estado incompetente e corrupto. As conclusões fora disto são o epitáfio de um desvalido economês. A arrecadação se deu em recordes mensais seguidos, sobre iguais períodos do ano anterior, a uma razão extraordinária. Chegou cumulativamente a julho com 22% de crescimento bruto sobre igual período do ano anterior; ou em termos líquido em 16,9%. Nada na economia evoluiu desta forma. Os gastos com capital, aplicados pelo Estado caíram em termos reais 7%, e já estávamos aplicando metade do que seria necessária à manutenção tão somente depreciativa à parca infraestrutura que possuímos. Os gastos com os servidores aumentaram 11%, assim como todos os gastos em geral mostrando que aquele corte de R$ 50 bilhões anunciado pela pseudopresidente, foi para inglês ver ou tão apenas uma gota no balde. Há mais outro dado interessante neste "magnânimo superávit". O Tesouro Nacional aponta que no subsistema urbano do RGPS (nexo contributivo) o saldo previdenciário acumulado até julho é de R$ 8,6 bilhões; 250% MAIOR que igual período do ano anterior; vale notar, nesta breve análise que este saldo contribuía em 2010 com 9% do superávit primário, e agora o supera os 13% e fatalmente chegará a 15% ou 16% até o final do ano; ou seja, mais de R$ 10 ou R$ 11 bilhões, tal qual deseja "economizar" a pseudopresidente.

Oswaldo Colombo Filho colomboconsult@gmail.com

São Paulo

__________

PRESIDENTE INSPIRA CUIDADOS

Os companheiros estão atazanando a presidente de tal maneira que ela calça dois sapatos, um com salto de 2 cm e o outro com 7 cm, estimados pela foto da mesma com Mantega em A4 (29/8).

Mario Helvio Miotto mhmiotto@ig.com.br

Piracicaba

__________

CORTE DE GASTOS

O corte de gastos deveria começar por Brasília.

Cícero Sonsim c-sonsim@bol.com.br

Nova Londrina (PR)

__________

''POUCO CASO'' PARA A META DE INFLAÇÃO

As campanhas salariais de setores importantes, tradicionalmente mais organizados, já começaram e junto com elas veio novamente o medo do Governo com os reajustes acima da inflação. Desde o semestre passado, autoridades, como o ministro Guido Mantega, já haviam sinalizado para a necessidade de conter aumentos que possam significar a volta da inflação para patamares que dificultem o cumprimento do já impossível centro da meta de 4,5%. Mas nem o apelo da presidente Dilma foi o suficiente para impedir aumentos reais. Os metalúrgicos aprovaram reajuste de quase 10%, o que significa um ganho real de 2,55%. De fato, o fantasma da inflação assusta, principalmente aqueles que sentiram na pele os efeitos das elevadas taxas da década de 80, mas o que se observa é que há camadas da sociedade que ignoram os pedidos do Governo, pleiteando salários dignos e defasados há anos. Por trás do "pouco caso" da população com a meta de inflação está a incoerência do Planalto que nem sempre consegue ligar o discurso à prática. Os parlamentares, ditos representantes do povo, deveriam dar o exemplo e agir de acordo com o que prega o Governo, mas não é o que se vê. Os servidores do Senado, por exemplo, ficaram assustados com o fim da possibilidade de ganharem acima do teto salarial permitido, mas o susto, é claro, foi passageiro. O Judiciário abriu a torneira de novo e eles voltam a receber tudo o que tem "direito", e "não há nada de mais", como diz o jornalista Carlos Alberto Sardenberg. Está na pauta de discussões no Congresso proposta de aumento para o Judiciário, os deputados não se cansam de pedir a liberação de emendas parlamentares, vereadores de cidades do interior de São Paulo, como São José dos Campos, aprovaram aumento de 55% nos próprios salários a partir de 2013, e por aí vai a gastança no poder público. E os trabalhadores onde ficam? Qual parte do bolo vai sobrar para eles? Reposição inflacionária apenas? Obviamente, o trabalhador brasileiro não quer ver seus rendimentos serem corroídos pela inflação, mas também não quer receber um salário defasado. A carga tributária desigual que pesa sobre eles já abocanha parte considerável de sua renda e o que sobra mal consegue sanar suas necessidades básicas. O Governo fecha os olhos para as distorções na renda do brasileiro e olha apenas o índice de inflação, como se os números retratassem fielmente a realidade. Não se olha, por exemplo, que a correção na tabela de Imposto de Renda foi de apenas 4,5%, quando a inflação já supera os 6%. Isso significa que uma parte do salário vai ficar retida na fonte e outra parte vai ser levada pela inflação. Pedir aumento real nos salários seria, portanto, a solução? Num primeiro momento, sim, nada mais justo do que o aumento real para a classe trabalhadora. Já se sabe que não serão esses reajustes que vão consertar a defasagem nos salários e tampouco vão equilibrar o poder de compra da sociedade brasileira, mas já é um amenizador. A reforma tributária tramita há anos no Congresso e até agora não se chegou a um consenso, somente ela, poderia, de fato, desde que bem estruturada e justa, consertar a desigualdade que vemos. Por enquanto, acho justo os pedidos de aumento acima da inflação, pois com o mercado de trabalho aquecido e com a renda em trajetória ascendente, que aumenta o poder de barganha do trabalhador, para que atender ao pedido de um Governo que age contra seu próprio discurso? Só digo uma coisa: vai ser difícil convencer os trabalhadores enquanto a imoralidade e o gasto público desenfreado persistir.

Aelton Aquino aeltonsjc@yahoo.com.br

Bauru

__________

UMA LEI QUE DEU CERTO

De muita propriedade e pertinência o editorial Uma lei que deu certo (28/8). Como advogado atuante na área de recuperação judicial, posso atestar a eficácia deste instituto jurídico. Mais do que isso, acredito que a plena potencialidade da nova lei ainda está por ser lançada, uma vez que os mecanismos da recuperação judicial tornar-se-ão mais eficazes à medida que instituições financeiras, empresas e a sociedade em geral aplicarem e compreenderem as ferramentas disponíveis nesta lei a favor de todos.

Fernando De Luizi www.deluizi.com.br

São Paulo

__________

PARA SUAVIZAR A MISÉRIA

Cara Sra Dilma, presidente da República brasileira, combata a corrupção e puna os responsáveis fazendo-os devolver os valores fraudulentamente desviados. A Sra. terá condições para suavizar a miséria, meta maior e louvável de seu governo, e esperança a muito aguardada por todos brasileiros. E mais, terá condições financeiras para construir um sistema penitenciário capaz de abrigar a legião de nossos "patriotas".

Glalco Ítalo Pieri colyacpieri@uol.com.br

São Paulo

__________

A IDIOTICE DE SER PATRIOTA

Em tempos de globalização, onde as bandeiras que tremulam no topo dos mastros são as dos grandes conglomerados econômicos, independente das etnias, credos, ou de pátrias. Qual valor poderia ou pode ter o patriotismo diante do poder inexorável do capital ou da volúpia pelo consumo? Eu não quero ser patriota, mas preciso acreditar que os nossos potentados tupiniquins, nunca deixe de ser tupiniquins, preciso acreditar que a Usina de Belo Monte só provocará o impacto ambiental necessário, suficiente para que a região centro oeste e norte desta nação continental possa ser desenvolvida economicamente sem deixar de ser ecologicamente sustentável. Desejo que lista de biliardários na revista Forbes liste milhares de brasileiros entres os mais ricos do mundo, pois desta forma a cadeia econômica que é alimentada por estes magnatas, chegaria a outros milhares de pequenos milionários brasileiros. Que resultariam em milhões de empregos, investimentos em educação, formação profissional e qualidade de vida para os demais mortais que por aqui habitam. Sonho com nossos bancos sendo os maiores do mundo, que os seus presidentes ditem as regras da economia mundial, que seus lucros sejam tão estrondosos que não tenham mais onde aplicar em negócios rentáveis e se vejam obrigados a aplicar em coisas pouco rentáveis tais como casas populares, construção de viadutos, hospitais, universidades, contenção de enchentes, encostas, plantio e replantio de florestas. Faz-se necessário que toda semana sejam fundidas grandes empresas no Brasil, não para que nos orgulhemos de ter a primeira ou segunda maior no mundo, menos ainda para inflacionar meu churrasquinho de final de semana ou azedar o preço da minha cerveja ou padronizar o layout e produtos do meu supermercado, mas para ter poder de compra e negociação com os fornecedores de outras bandeiras além mar.

Sobretudo desejo fortuna aos governantes do meu País, Estado e Município, pois é impossível dirigir uma desta instâncias de governo se o governante não dirige bem a própria vida pessoal. A história está cheia de exemplos de lideres mesquinhos, tacanhos e desafortunados, que levados pelos seus rancores, egocentrismo e outros tipos de fetiches, atravancaram o desenvolvimento do meio ao qual dominava ou domina. Quando minha idiotice se amainar e eu puder concatenar minhas palavras e utopias, vou alardeá-las aos quatro cantos do mundo, serei patriota, socialista e sonhador, direi a todos vocês. Tenho muito orgulho de ser Brasileiro, pois aqui me tiram tudo menos o direito de sonhar e desejar um Brasil melhor para todos!

José Geraldo Pires de Almeida carioca13@uol.com.br

Sumaré

__________

ERRADICAÇÃO DA POBREZA

Li, há poucos dias, num jornal, um artigo importantíssimo escrito por um brasileiro que teve muito a ver com o desenvolvimento do Brasil. E só não foi presidente da República porque, na época, o ministro do Exército, general de quatro estrelas, não concordava em prestar continência para ele, o coronel Jarbas Passarinho. Vários candidatos a presidente do Brasil tiveram como carro-chefe de campanha a erradicação da pobreza e o combate à fome. O cínico FHC prometeu por duas vezes e, ao final dos oito anos no cargo, nada de significativo nesse sentido fez; tivemos em seguida o fanfarrão Lula que afirmava: no meu governo, o pobre terá café da manhã, almoço e jantar. Disse também que iria erradicar a pobreza no Brasil! Ficou oito anos no cargo é só copiou o programa Bolsa-Família. Ele não erradicou a pobreza, mas deixou diversos empresários e bancários mais ricos, além de transformar seu filho: era funcionário de jardim zoológico, mas hoje, um empresário rico! E no governo de sua apadrinhada, são os nomeados no primeiro escalão que estão enriquecendo.

Abílio Teixeira abilioteixeira@bol.com.br

Brasília

__________

NOVA BOLSA EM GESTAÇÃO

Evitar que a chamada nova classe média retorne a situação de pobreza. Essa é a preocupação do governo diante do cenário econômico global. O governo trata do tema como se fosse um fantasma ou uma assombração em que não sabe que tipo de amuletos que possam proteger essa classe média detentora de milhões de votos. O ministro Moreira Franco, da Secretaria de Assuntos Estratégicos (SAE) diz que o governo já estuda a criação de uma espécie de ''''bolsa do trabalhador, que a exemplo do ''''Bolsa Família'''' servirá com os mesmos objetivos que é aumentar o redil que garantirá as eleições municipais de 2012. Sempre conheci três classes na pirâmide social: Baixa, Média e Alta. ''''Nova Média'''' deve ter sido inventada pelos professores Pardal do Palácio do Planalto.

Jair Gomes Coelho jairgcoelho@gmail.com

Vassouras (RJ)

__________

MÉDIA POBREZA

Considerando as novas definições de classes sociais brasileiras pelo governo e a real situação dos brasileiros, chego à conclusão de que o termo "média" se refere a média pobreza, então temos no atual momento brasileiro as seguintes classes sociais: Nova classe de profunda pobreza; Nova classe de média pobreza; Nova classe de pobreza, Nova classe dos não afetados pelos desmandos financeiros do desgoverno e a classe dos políticos, companheiros e funcionários públicos.

Vagner Ricciardi vbricci@estadao.com.br

São Paulo

__________

OPOSIÇÃO PERDIDA

Assistir a presidente Dilma Roussef ainda meio desconfortável na cadeira de seu antecessor, e sem saber direito o que fazer com a herança por ele deixada é, de certa forma, natural. Afinal, está ali não por vontade própria, mas de seu mestre e mentor. O que deixa triste a nação é perceber a oposição totalmente desarticulada, sem bandeira, sem voz e sem saber como agir diante de um quadro de corrupção "nunca antes visto neste país". Até mesmo o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso e o senador Aécio Neves agora tentam ser fiadores de uma "aliança" com o Planalto para dar prosseguimento à suposta "faxina" comandada pela presidente. Pode ser que não tenhamos entendido direito as declarações, ou pode ser que os dois mais destacados líderes do PSDB não tenham percebido a profundidade do que disseram. Esta atitude titubeante da oposição nos faz recordar as célebres palavras de Dietrich Bonhoeffer: "Muito do que é necessário permanece sem ser dito. Mas a coisa essencial pode ser dita em poucas palavras".

Luciano de Oliveira e Silva luciano.os@adv.oabsp.org.br

Lauro de Freitas (BA)

__________

OS CORRUPTOS MANDAM

Dilma se aquietou, como muitos sabiam que aconteceria. Fez de conta uma faxina, deixando sujeira espalhada por todos os cantos. Uns dizem que é pela governabilidade, até FHC defende novamente esta "ideologia". Da primeira vez, tivemos de engolir um mensalão que ajudou a empurrar o Brasil para o atraso. Pela governabilidade!? Mas, com mais corrupção, mais atraso. A corrupção "governa" o País, e para que os presidentes da República mantenham-se em seus cargos pensam que é preciso fazer vista grossa para ela. O negócio é preservar o poder que têm em mãos. Não importa o preço que o povo paga... deixe-se a corrupção "na dela", avolumando-se, institucionalizando-se. Assim conseguem "governar". O atraso? Ah, faz parte do script!

Myrian Macedo myrian.macedo@uol.com.br

São Paulo

__________

FAZ-NOS CHORAR

Como é fácil justificar o ilícito... O comentário feito pelo líder do governo na Câmara faz-nos chorar: "uma coisa é corrupção, outra é carona em avião de amigo. Não acha que alguém vá se vender porque pegou carona". Quão ingênuo é o dr. Cândido Vaccarezza, e o que é acertado em "troca da carona"? Só beijinhos e obrigado? A Constituição diz o contrário, é indevido (pode ser entendido como corrupção), temos certeza... E nós acreditamos, vamos enxugar as lágrimas!

Maria Teresa Amaral mteresa0409@estadao.com.br

São Paulo

__________

DA CORRUPÇÃO À VASSOURA

A presidente Dilma Rousseff há alguns dias negou com veemência que esteja operando uma faxina no governo. ''Essa pauta eu não vou jamais assumir'', declarou sem hesitar. Esta é a resposta da presidente àqueles que começaram a apoiá-la nesta dura empreitada. De faxina em faxina, o povo até ia ganhando ânimo e ritmo saudosista com os emblemáticos versos dos tempos de Jânio Quadros - "Varre, varre vassourinha...". Mas pelo que parece a então nobre missão de limpar o governo desse "germe" da corrupção que vigora no caminho também foi varrida. E eis que a vassoura que operava a ''faxina'' topa com uma pedra. Vai-se a missão, fica a pedra. Da corrupção à vassoura, também ficam as sábias palavras de Carlos Drummond de Andrade: "No meio do caminho tinha uma pedra / tinha uma pedra no meio do caminho".

Emanuel Angelo Nascimento emanuellangelo@yahoo.com.br

São Paulo

__________

DEPOIMENTO: CORRUPÇÃO DERRUBA JÂNIO

Não há nenhuma sombra de dúvida sobre a queda de Getúlio Vargas, em 1954, causada pela investida da corrupção que lhe assolou o governo. O mesmo teria acontecido a Jânio Quadros, em 25/8/1961, quando renunciou, aparentemente por dificuldades políticas de sustentação ao seu governo. Todavia, a história tem meandros imperscrutáveis, que só aos poucos aparecem e, ainda assim mesmo, carentes de confirmação. Em 1960, após a estrondosa vitória nas urnas, Jânio vence as eleições presidenciais e toma posse em 31 de janeiro de 61, tendo João Goulart como vice, a quem o presidente encarregou viajar à China em missão diplomática. Vigia no Brasil, a moeda cruzeiro, instituída em 1942, quando mil réis passaram a valor apenas Cr$1,00 (um cruzeiro), porém, o dólar suportava 4 taxas cambiais diferentes, havendo enorme diferença entre a cotação oficial Cr$18,72 e o livre Cr$60,00! Getúlio permitira, a partir de 1951, pela Lei n.1386 de junho de 51, que editoras brasileiras de jornais e demais publicações renovassem seu parque gráfico e importassem papel, mediante o dólar oficial (Cr$18,72), porém, algumas empresas, de posse das licenças de importação (favorecidas com o dólar oficial) praticaram contrabando, importando, no meio de algumas máquinas usadas, extensa linha de outros produtos, fato este largamente informado por Juliano Federico Pozzi, ao então delegado fiscal, dr. Newton de Oliveira Quirino, que estava a investigar o as falcatruas. Talvez inconformado com a demora de uma solução abrangente, Juliano redigiu um Ofício ao presidente Jânio da Silva Quadros, alguns dias antes de 13 de março de 1961, encaminhando-o, em mãos, ao Palácio da Alvorada para que fosse entregue diretamente a Jânio. Em 13 de março de 1961, a antiga Sumoc (Superintendência da Moeda e do Crédito), antecessora do Banco Central, divulgou duas instruções, conhecida a primeira como 204 e a segunda como 208, que acabaram com o dólar oficial de 18,72, e estabeleceram como conversível apenas a taxa de Cr$60,00 para o dólar. Claro, evidente, que a medida mexeu com a corrupção, porque os ganhos de capital foram extraordinários. Dois ou três dias antes da divulgação da Instrução 204, corruptos compraram dólar ao preço oficial para ganhar a insignificante diferença de Cr$41,28 por dólar! Um dossiê foi entregue por nós ao Exército Brasileiro, que, na ocasião, nutria mais preocupação pela onda comunista ameaçadora à democracia de nosso país. De qualquer forma, não pudemos saber se a denúncia contida no Ofício esclarecesse os reais motivos da renúncia do presidente Jânio, em 25/8/1961. O dossiê, preparado também pelo jornalista Juliano F. Pozzi, continha detalhes sobre a proliferação dos ganhos obtidos por algumas editoras brasileiras, amparadas pela Lei de Imprensa e pela benevolência de Getúlio Vargas em conceder licenças de importação para renovar máquinas gráficas e papel, cujas licenças foram transformadas no mais absoluto contrabando, com amparo legal da presidência da República. Não poderíamos deixar de prestar este depoimento em memória ao saudoso companheiro da Editora Brasil Gráfico Ltda., nosso ex-sócio, jornalista Juliano Federico Pozzi, ex-diretor do jornal O Dia, do Rio de Janeiro. Afinal, cabe perguntar: o que, na verdade derrubou Jânio? A irascibilidade do presidente, face às divergências com a oposição, ou o estrondoso contrabando de milhões de dólares perpetuado sob o amparo da Lei de Imprensa? Qualquer revisão histórica dos atos precedentes poderá elucidar esta dúvida e confirmar a existência perene das maracutaias em nosso sofrido país!

W. Paioli gazetadecotia@uol.com.br

Cotia

__________

A RENÚNCIA DE JÂNIO - TENTATIVA DE GOLPE

O artigo de segunda-feira no Estadão (A2), de Ary Ribeiro, seria absolutamente correto, não fora uma pequena omissão: o Jânio chegara a obter dos Ministros Militares a cobertura para o recesso do Congresso, porém, disso, quase ninguém sabe. O ex-deputado, Afrânio de Oliveira - delegado de polícia de carreira e aposentado - era janista roxo e militante político. Além de ex-deputado, veio a ser, depois, chefe de Gabinete do Governador Paulo Egídio, se me não engano. Ele nos contou, a mim e ao seu primo Onísio Prata (ambos mineiros de Uberaba), em companhia do então Gerente do Banco do Brasil na Lapa e que aspirava à Presidência do Banco do Estado de São Paulo, na formação do novo Governo de Paulo Egídio. Onísio Prata, ex-proprietário da empresa "Irmãos Prata S.A. - Engenharia e Comércio", (já extinta), patrocinava essa candidatura e apelara para os bons ofícios do seu primo Afrânio. Numa churrascaria da Rua Guaicurus, na Lapa, onde fôramos almoçar para cabalar essa nomeação, (que foi bem sucedida), o Afrânio de Azevedo, que fora da "entourage" do Jânio na Secretaria da Presidência da República, nos contou pequeno, mas, importantíssimo detalhe: "Jânio catapultou seu bilhete de renúncia e convocou os Ministros Militares para dar-lhes ciência do fato. Detalhe que me parece absolutamente lógico. Estavam no Gabinete, além dele, Jânio, o Ministro da Justiça, Pedroso d´Horta, o José Aparecido de Oliveira e ele, Afrânio de Oliveira. Possivelmente havia alguém mais, de que não me recordo. Quanto aqueles ministros - Odílio Denis, Almirante Rademaker e o Brigadeiro Melo "Maluco" - tomaram ciência do fato da renúncia, ficaram estupefatos. A reação, entre eles, era a de que não poderiam concordar com a renúncia, pois, seria o caos na República. Eles não aceitariam a posse do Vice, em "boa hora" mandado para bem longe! Após acalorada discussão e a uma consulta dos Militares, Jânio alegou que somente renunciaria à renúncia se, durante algum tempo, ele pudesse governar com poderes absolutos eis que, com aquele Congresso, não seria possível governar. Os militares concordaram e prometerem colocar o congresso em recesso, outorgando a ele, Presidente, amplos poderes, mediante alguma emenda na Constituição. Saíram esbaforidos já combinados que colocariam as tropas de prontidão e cercariam a Câmara, a qual seria "orientada" a não acolher a renúncia, e se dirigiram afobadamente, aos elevadores. Porém, (sempre há um porém!), Odílio Denis percebeu que se esquecera de pegar o seu quepe, que ficara na cantoneira do sofá, sob um abajur, ao lado de onde ele se assentara. Retornou para pegá-lo e surpreendeu o Presidente dando uma boa gargalhada e dizendo ao Pedroso d´Horta: "Deu sorte. Os trouxas caíram na nossa!". Odílio fingiu que não ouviu. Pegou seu quepe e deu notícia da marotagem aos seus companheiros de farda. O resto, todo mundo já sabe...

Nota: - O ex-deputado Afrânio de Oliveira já é falecido de há muito. Os demais co-mensais daquela churrascada, não sei se estão vivos. Mas, se estiverem, poderão corroborar essa informação restrita e, na época, relatada muito confidencialmente.

Adair Peres de Carvalho adairperes@ig.com.br

São Paulo

__________

HUMANOS DIREITOS

A ministra dos Direitos Humanos sente-se aviltada com o conteúdo do sítio da Rota, a favor da deposição de João Goulart, em 1964. Na visão de Sua Excelência, não é possível que um regime democrático permita que se louve a violação de um Estado Democrático de Direito. Eu concordo plenamente com ela e vou mais além, porque a democracia deve essencialmente valorizar a Liberdade, respeitar o Direito, implantar a Justiça e reconhecer a Humanidade em cada um dos membros de um estado que vive plenamente a democracia como princípio político. Entretanto e infelizmente, a democracia que vivemos é teórica, é ilusória e não de fato. A própria expressão "direitos humanos" já deveria ter sido abolida, há muito, do vocabulário brasileiro. Agora, com o tal "acordo" ortográfico, quando os dicionários têm de ser reescritos e o estrago já está quase sacramentado, seria o momento ideal para aproveitar talvez a única utilidade nesse engodo linguístico e retirar dali, dentre outras, as palavras direito e humano. Mesmo usadas isoladamente, estas duas expressões já perderam o sentido e quando usadas juntas, então, é que são totalmente descabidas. É direito e é humano permitir a brutal disparidade entre a pensão miserável do trabalhador comum e as aposentadorias nababescas de alguns que muito pouco fazem? É justo e honesto privilegiar algumas castas, cercando-as de regras que justificam desmandos e permitem a impunidade? Há democracia no manter um universo de ignorantes, sustentando a suor e voto esta palavra vã? Aproveitaria e retiraria também dos nossos dicionários a palavra liberdade ou se a mantivesse, mudaria o seu sentido e restringiria o seu uso. Principalmente a "liberdade de expressão". Louva-se a democracia cultuando a utopia. Para implantar verdadeiramente um regime de direitos humanos, precisaríamos de "humanos direitos" e em política não sobrevém um tal milagre.

Carlos Delphim Nogueira da Gama Neto carlosgama@croniquetas.com.br

Santos

__________

PROSELITISMO BARATO

Antes que senhora ministra dos Direitos Humanos critique a Rota ou o governo de São Paulo novamente, por permitir a livre expressão, é bom que ela saiba que nós, humanos direitos, não suportamos mais a política de "direito dos manos" feitas por gente como ela. São Paulo e a Rota tiram de circulação os bandidos que tornam nossa vida um inferno. São Paulo prende! Já as tais secretarias de "Direitos Humanos" só souberam fazer a vida de tais bandidos uma maravilha! As vitimas? Nunca - e negrite-se o "nunca" - tais secretários de Direitos Humanos reconheceram os direitos ou mesmo a dor de uma vitima, de suas famílias. Além disso, tudo que essa gente fez foi encher os bolsos dos companheiros terroristas guerrilheiros com muito dinheiro, as tais indenizações. O nosso dinheiro! Portanto, a senhora Ministra não tem moral, nem credenciais, para criticar quem quer que seja. Chega de proselitismo barato!

Maria Cristina Rocha Azevedo crisrochazevedo@hotmail.com

Florianópolis

__________

O PRÓXIMO ALVO

Se essa "tolerância-zero" contra ditaduras, que varre o Oriente Médio e África, e já derrubou três dos mais velhos ditadores da região chegasse a America do Sul, quem seria o primeiro da fila: Fidel Castro, Hugo Chávez ou Rafael Correa? Na líbia com tanto petróleo, o povo sofreu por 41 anos até perceber que só o chefe levava vida boa. Na petroleira Venezuela onde falta entre outras coisas, até comida, até quando o povo se alimentará de ideologia?

Peter Cazale pcazale@uol.com.br

São Paulo

__________

TRIO DE FERRO

Aguardem para breve: Kadafi será acolhido no país e formará com Battisti e o animador de auditório o trio KABALU para dar palestras a quem quer se divertir. O povo realmente merece!

Italo Poli Junior polijau@terra.com.br

Jaú

__________

BUTIM DO PETRÓLEO

Com a desculpa indecente de que se preocupam com a democracia no mundo, a Alemanha e a França fizeram com a Líbia o mesmo que os EUA e a Inglaterra fizeram com o Iraque: um butim do petróleo.

Conrado de Paulo conrado.paulo@uol.com.br

Bragança Paulista

__________

Ô IRENE, Ô IRENE

Com nomes próprios femininos, temidos furacões que assolam os EUA causam, relativamente, poucos danos materiais, deixando intacta a maioria das obras viárias solidamente construídas. Anônimas e assexuadas, tempestades de verão que castigam o Brasil, na maioria das vezes, levam de roldão obras viárias mal projetadas, construídas com materiais superfaturados, de segunda qualidade.

Sergio S. de Oliveira ssoliveira@netsite.com.br

Monte Santo de Minas (MG)

__________

RESPEITO AOS PACIENTES DO SUS

Gostaria de cumprimentar o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, por estar trabalhando contra o absurdo instituído pelo governo de São Paulo no tocante ao atendimento pelos hospitais do Estado de pacientes agendados pelos planos de saúde privados, formando a conhecida fila dupla. Pacientes dos planos entram pela porta da frente e os do Sistema Único de Saúde (SUS) pela porta dos fundos, quando houver boa vontade, ou quando a televisão mostrar as pessoas morrendo na rua. Geraldo Alckmin, que eu saiba, não se manifestou a respeito do que perpetrou em São Paulo, deixando tudo com os subordinados. Nova lei federal institui o reembolso imediato dos custos do SUS ao atenderem pacientes com planos de saúde privados. Isto vai desagradar muita gente em São Paulo (e certamente o rico filão dos planos privados), mas é a única forma ética de tratar esse assunto, que passa longe das privatizações dos bens públicos.

Ademir Valezi valezi@live.com

São Paulo

__________

SAÚDE SUPLEMENTAR

Há muito tempo a Associação Médica Brasileira (AMB) enfatiza o papel da transparência na saúde suplementar. Quando as pessoas contratam um plano de saúde, precisam saber exatamente o que estão contratando: quais são os serviços disponíveis e qual a qualificação deles. A AMB entende que a Resolução Normativa 267 da Anvisa dá um passo importante nessa direção, estabelecendo a obrigatoriedade de explicitar informações sobre a qualidade dos prestadores. Dessa forma, quem contrata esses serviços saberá o que pode esperar.

José Luiz Gomes do Amaral, presidente da AMB acontece@acontecenoticias.com.br

São Paulo

__________

MANIFESTAÇÃO NO MORUMBI

Cerca de 2.500 moradores do bairro do Morumbi, na zona sul de São Paulo, fizeram um protesto na manhã de ontem em frente ao Palácio dos Bandeirantes, sede do governo paulista, contra os inúmeros e constantes assaltos neste bairro. De janeiro a julho já foram registrados 21 assaltos violentos e alguns até com mortes, com uma incrível média mensal de 3 assaltos, um a cada 10 dias, somente os registrados com BO no distrito policial. Os manifestantes vestindo camiseta com a inscrição "SOS Morumbi" deram um abraço simbólico na Praça Vinícius de Moraes e soltaram bexigas brancas. Eu sou um solidário irredutível dessa justa causa abraçada por vocês, o mesmo mal que afeta também os demais bairros da Capital, de todo Brasil e principalmente de Brasília, a ilha dos corruptos. Porém, precisamos nos convencer que, enquanto a maioria dos eleitores brasileiros não aprenderem votar, escolhendo governantes certos, e não aqueles que protegem mais os bandidos do que os trabalhadores, infelizmente, continuaremos sofrendo desse mal.

Benone Augusto de Paiva benonepaiva@yahoo.com.br

São Paulo

__________

VIOLÊNCIA NO MORUMBI

Não vai resolver o problema dos assaltos a não ser que a favela do Paraisópolis seja "pacificada" e os assaltantes não possam roubar e se proteger nela. Não entendo como o Estado de São Paulo, que tem uma postura muita ativa e inteligente, não convide alguém para discutir esse tipo de ação, pelo menos. Seria uma atitude mais pró-ativa, para evitar manchetes desanimadoras para o cidadão do bem como já publicada no Estadão: Polícia admite que assalto é inevitável em rua da zona sul.

Elcio H Sato esato@uol.com.br

São Paulo

__________

FEIRA DA MADRUGADA

Faz-se necessário enaltecer a figura do prefeito Gilberto Kassab pela coragem e determinação em disciplinar as atividades na Feira da Madrugada, antes local de comercialização em sua maioria de produtos falsificados, piratas, ilegais, sem notas fiscais entre outras irregularidades. Que não esmoreça, que continue a sua correta ação, evitando a concorrência desleal praticada com indústrias formais e legais. Parabéns.

Pedro Fortes pec.fortes@uol.com.br

São Paulo

__________

FRAUDE NA PREFEITURA

Após fraude milionária, Prefeitura de São Paulo embarga 21 prédios. Pelo que estamos presenciando, há corrupção que se instalou em nosso País está se generalizando. Não será esse os motivos que as saúde a educação e a segurança pública estão abandonadas? Se nossos governantes não criarem leis mais rígidas que coloquem corruptos na cadeia, provavelmente teremos em nosso país um futuro nebuloso...

Virgílio Melhado Passoni mmpassoni@gmail.com

Jandaia do Sul (PR)

__________

ESSA É DEMAIS

Mais uma fraude! Já tivemos notícias de vários tipos de fraude na Prefeitura de São Paulo. Mas essa é demais! Vigora há 17 anos! Está espalhada pela cidade inteira. Tem conivência de engenheiros, empreiteiras, despachantes, etc. Há quatro presos e o caderno Metrópole usou três páginas para explicar a falcatrua. Além disso, a coitadinha da Prefeitura precisa vender vários imóveis na zona sul onde funcionam equipamentos supernecessários, como escola, creche, teatro, etc. E nós, os trouxas, pagadores de impostos, vamos apenas assistir, como já aconteceu outras vezes? Por favor, paulistas e paulistanos, moradores dessa metrópole, temos de nos indignarmos, se não seremos arrasados. Chega!

Maria de Mello nina.7mello@uol.com.br

São Paulo

__________

OUTORGA ONEROSA

A outorga onerosa, tema relativo à edificação acima do limite permitido mediante pagamento, foi declarada ilegal e inconstitucional. Centenas de prédios em São Paulo estão nesta situação, e o caso rumoroso veio à baila agora com desfalque de quase R$ 100 milhões para os cofres públicos, pois que algumas construtoras faziam arranjos e nada pagavam coonestadas pelos agentes públicos, que pilhados foram presos. Resta saber se o Ministério Público acionará para que as empresas revertam a situação, pois os abusos implicam prejuízos à vizinhança e descaracterizam o ambiente dos bairros. Essa calamidade começou em gestões passadas e até hoje não obteve uma solução adequada no interesse da sociedade. Estando irregulares todas as obras devem se adaptar à legislação e o poder público ser compelido a pagar, solidariedade a conta, pois de sua culpa resultou danos incalculáveis ao zoneamento, urbanismo e meio ambiente, com uma poluição vertical sem igual.

Carlos Henrique Abrao abraoc@terra.com.br

São Paulo

__________

SÓ MULTAR NÃO VALE

Há uma estrepitosa diferença entre a capacidade dos órgãos de trânsito em aplicar multas aos infratores do CTB e a de seus serviços de apoio atender aos direitos dos cidadãos apenados com as infrações do referido Código. Dois aspectos ilustram bem essa situação. O governo do Estado decidiu mudar o Detran das imediações do Parque do Ibirapuera para o antigo prédio ocupado pela Subprefeitura da Sé, nas imediações da Estação Armênia do Metrô, muito menor que o primeiro e com uma infraestrutura imprópria, obrigando os paulistanos a mais uma penitência nas suas filas. Somente no dia de hoje o governador inaugurou uma nova unidade informatizada localizada no Shopping Interlagos. O bom senso nos leva a concluir que essas unidades mais modernas e que prestam melhor atendimento à população, deveriam ter sido instaladas antes e não meses depois da mudança. O DSV da PMSP, por sua vez, através da CET tem implantado cada vez mais radares para punir os motoristas infratores e mais recentemente aplicando com mais rigor ao desrespeito às faixas de pedestres. Mas ao mesmo tempo não equipou suas unidades de apoio para atender tais motoristas. Como recentemente informou a Folha de São Paulo, um grande número de motoristas recebeu correspondência do Detran sobre a sua suspensão da sua CNH, por ter ultrapassado o número de pontos máximo permitido pelo Código, mas cujas correspondências indicando o nome e qualificação do verdadeiro motorista infrator, não foram computadas pela CET, quem diria, por sobrecarga de serviços do setor competente. Simplesmente encaminharam os nomes dos proprietários dos veículos, sem levar em consideração as citadas missivas. E esses pobres cidadãos terão agora que usufruir do "conforto" do atendimento no Detran e provar o envio tempestivo de suas defesas.

Gilberto Pacini benetazzos@bol.com.br

São Paulo

__________

FAIXA DE PEDESTRES - O LADO DOS MOTORISTAS

Diversas têm sido as matérias do Estado referentes ao desrespeito dos motoristas às faixas de pedestres. No entanto, não tem sido abordado o fato de que inúmeras faixas de pedestres encontram-se mal localizadas, o que torna impossível, muitas vezes, sejam inteiramente respeitadas. Recentemente, tentando adentrar a Rua Turiassu, em Perdizes, que é uma rua de intenso movimento, fui agredida por uma pedestre, que desferiu tapas no capô do meu carro, porque eu que me encontrava parada em cima da faixa, esperando o momento em que pudesse adentrar a rua referida. O que ela não percebia é a impossibilidade de se adentrar a rua Turiassu a partir de uma rua que lhe é perpendicular (no caso, a rua Pinto Gonçalves) sem aproximar o carro da própria rua Turiassu, com a finalidade de visualizar os carros que vêm de um e outro lado. Tratava-se de manobra indispensável ao cruzamento, por evidente questão de segurança. No entanto, como a rua Turiassu é de fato muito movimentada, acaba sendo inevitável ficar algum tempo parada em cima da faixa de pedestres até que ocorra o momento apropriado para a conversão. Nessa hora, chegam novos pedestres, que se revoltam com a situação. O que é necessário, evidentemente, é a mudança de localização da faixa de pedestres, que não deve ficar tão próxima do próprio cruzamento.

Márcia de Oliveira Ferreira Aparício maparicio@terra.com.br

São Paulo

__________

USO DE CELULARES NOS BANCOS

O prefeito Gilberto Kassab sancionou no último sábado, dia 27, a lei que proíbe o uso de aparelhos celulares dentro de agências bancárias. O pretexto da nova proibição é evitar o golpe chamado de "saidinha de banco". Nesses casos, um marginal de dentro do banco informa o comparsa, via celular, sobre clientes que estão saindo com grande quantidade de dinheiro. Do lado de fora, as vítimas são atacadas pelos ladrões. Aparentemente, a iniciativa parece louvável, mas trata-se de pura demagogia. A questão da segurança pública deveria ser garantida pelas autoridades do governo do Estado, mas com essa lei estão transferindo as responsabilidades aos cidadãos. E mais, estão ferindo um direito, tornando regra o que deveria ser exceção. O celular é um instrumento de trabalho muito útil para pessoas de bem. Ele pode acionar imediatamente um sócio em caso de dúvidas para saber de transferência de valores, por exemplo. E resolver inúmeros outros casos pendentes. Os próprios bancos, que ganham fortunas, deveriam se envolver na questão da segurança e criar outros mecanismos, mas não se interessam em investir em outras formas que garantam tranquilidade aos seus clientes dentro das agências.

Por que os bancos não instalam cabines individuais vedadas nas agências para impedir que os bandidos não consigam observar o que os clientes estão fazendo nos caixas? No primeiro dia em vigor da nova lei, na última segunda-feira, dia 29, clientes sabiam da lei, mas continuavam a usar seus celulares em agências, como mostraram vários flagrantes veiculados nos jornais. As infrações devem ser fiscalizadas pelos 700 agentes da Prefeitura. Com tantos problemas na cidade, não se entende o motivo pelo qual a Prefeitura entra com essa proibição, pois segurança pública é de competência do governo do Estado e da União. Recentemente, o prefeito elevou às alturas as multas para os infratores que descartam entulhos em vias públicas e nem assim o problema se resolveu. Onde estão a GCM (Guarda Civil Metropolitana) e os fiscais para combater os despejos de entulhos? Chegamos a uma situação peculiar na segurança. As autoridades não conseguem coibir o uso de celulares dentro dos presídios. O próprio delegado-geral de Polícia de São Paulo, Marcos Carneiro, traz oportuna indagação e alerta que a lei limita direitos: Por que o cidadão de bem tem de pagar pela incompetência do Estado em não combater esse tipo de crime? Ele entende que a "saidinha de banco" deve ser combatida com trabalho de inteligência policial, juntando patrulhamento e investigação de qualidade.

Ricardo L. Carmo Ricardo@sindjorsp.org.br

São Paulo

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.