Consumidor mais otimista e mais prudente em 2018

A primeira avaliação sobre o ânimo do consumidor em 2018 revela confiança e maior conscientização quanto à necessidade de controle de despesas

O Estado de S.Paulo

11 Janeiro 2018 | 03h04

A primeira avaliação sobre o ânimo do consumidor em 2018 revela confiança e maior conscientização quanto à necessidade de controle de despesas. Pesquisa divulgada na primeira semana deste ano pelo SPC Brasil em parceria com a Confederação Nacional dos Dirigentes Lojistas (CNDL) mostra que 54% dos brasileiros estão otimistas quanto ao cenário econômico e 58% esperam que sua vida financeira melhore daqui para a frente. Mas ainda há cautela: a nota média para as expectativas, que vai de 1 a 10, ficou em 5,7 para o desempenho da economia e de 6,7 quanto à vida financeira pessoal.

A pesquisa deixa claro também que a população aprendeu as amargas lições dos anos de recessão. Do total de entrevistados – pessoas acima dos 18 anos, de todas as classes sociais e das diversas regiões do País –, 47% disseram que pretendem guardar dinheiro como reserva para emergências. Pode-se presumir que essa poupança não esteja relacionada apenas a problemas eventuais de saúde ou questões familiares, mas também está ligada à possibilidade de dispensa do emprego, ocorrência muito comum nos últimos anos.

Já a porcentagem dos que almejam “sair do vermelho”, liquidando débitos em atraso para limpar o seu nome, é menor (27%), mas não deixa de ser significativa. Segundo o SPC, nada menos de 59,9 milhões de pessoas tiveram seu nome negativado em 2017, sendo as maiores dívidas atreladas ao uso do cartão de crédito.

A propósito, 26% dos consultados afirmaram que vão evitar, ao máximo, o uso de cartões de crédito, que cobram juros absurdos. O custo da dívida com cartões foi um pouco amenizado pela norma que prevê a renovação do crédito por somente um mês, devendo o saldo devedor ainda existente ser renegociado com as instituições financeiras. Mostrando disposição de aumentar os rendimentos, 22% disseram que pretendem realizar “bicos” ou serviços extras, o que poderá ser facilitado pela nova legislação sobre trabalho temporário.

Há também o grupo de pessimistas: 13% consideram que a economia vai piorar em 2018; outros 45% acham que vai ser muito difícil economizar neste ano. Entre os principais temores estão as incertezas relacionadas à lenta recuperação da economia e à realização de eleições neste ano, que podem vir a agravar o grau de imprevisibilidade do mercado.

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