Fórum dos leitores

CRISE DO GOVERNO

O Estado de S.Paulo

16 Setembro 2015 | 02h54

Isso já é demais!

O governo de Dilma Rousseff receita remédio amargo, mas não o toma. Pede apoio e colaboração para enfrentar a crise, mas continua com os gastos desnecessários e aviltantes. E para cobrir o rombo nas contas públicas exige que aceitemos mais um imposto. Isso é demais para um país que deseja ser sério. Mudanças e justiça já!

JOSÉ CARLOS COSTA

policaio@gmail.com

São Paulo

Dilma em cadeia

Estamos aguardando dona Dilma, em cadeia de rádio e TV, anunciar, com “amor” e “paciência”, o retorno da CPMF e outros “remedinhos amargos”.

GUTO PACHECO

jam.pacheco@uol.com.br

São Paulo

Embrulho mal feito

O governo petralha resolveu apresentar novo pacote de reajuste fiscal, um verdadeiro embrulho mal feito, para “reduzir os gastos” da máquina pública e aumentar a receita. Se verificarmos atentamente, a forma e o que apresentaram para isso só nos vão tirar mais dinheiro e os cortes vão atingir funcionários públicos concursados e os investimentos de que realmente necessitamos. Será que os nababos não concursados, nomeados pelos petralhas, serão atingidos? Será que a redução do número de ministérios será feita? Os pixulecos serão extintos? Os “empréstimos” a governos tirânicos acabarão? O repatriamento de verbas no exterior será realizado? Claro que não. Já a CPMF... Na realidade, esse inepto governo, já estraçalhado, deveria terminar, pois todos já viram o que foi e poderá ainda ser.

CARLOS E. BARROS RODRIGUES

ceb.rodrigues@hotmail.com

São Paulo

Pagando o pato

Dilma quer que o povo pague a conta da sua reeleição.

EUGÊNIO JOSÉ ALATI

eugeniojalati@gmail.com

Campinas

O ajuste fiscal da dona Dilma deveria recair nos bolsos de todos os que votaram nela. Começando pelos apaniguados que ganharam cargos no governo e podem ser identificados facilmente.

ELIANA PACE

pacecon@uol.com.br

São Paulo

Embuste

Esse pacote de ajuste anunciado pelo ministro Joaquim Levy é mais um embuste do governo Dilma. Não está contemplada nenhuma redução efetiva de gastos e despesas para manter os 39 ministérios, 25 deles inúteis. Só a militância lulopetista encastelada nos órgãos federais, estimada em 130 mil pessoas, custa cerca de R$ 50 bilhões por ano, ou seja, praticamente o dobro do valor do corte orçamentário. Enquanto a presidente Dilma continuar no cargo, esses militantes permanecerão nos seus postos e quem vai continuar custeando o desperdício e a ineficiência será a população, com mais um aumento da carga tributária.

FABIO DE ARAUJO

fanderaos@gmail.com

São Paulo

Sacrifício só dos brasileiros

Para cobrar mais impostos teríamos de ter um governo sério, competente, com credibilidade e, acima de tudo, comprometido com a honestidade. Teria de, juntamente com a proposta de aumento dos impostos, apresentar um esboço de reforma administrativa com redução maior de custos, privatizações e profissionalização da máquina administrativa, com um mínimo de interferência política. E, ainda, propor reformas nas áreas trabalhista, fiscal e política. Aí, sim, valeria a pena o sacrifício, mas isso seria esperar muito dos atuais Poderes Executivo e Legislativo, além do Judiciário, todos sempre pensando mais em si mesmos e menos no País. O povo brasileiro não merece!

CELSO NEVES DACCA

celsodacca@gmail.com

São Paulo

Essa proposta é inaceitável. Um governo que passou quatro anos jogando dinheiro no lixo não tem a mínima credibilidade para pedir mais esse sacrifício à população. Isso poderá ser até aceito depois que Dilma e o PT deixarem o governo. A saída de Dilma da Presidência é indispensável para o acerto das contas. Até lá vamos continuar afundando.

CELSO BATTESINI RAMALHO

leticialivros@hotmail.com

São Paulo

Conta de botequim

O que aconteceria se o dono de um botequim vendesse uma cachaça, tomasse duas para acompanhar o freguês e, quando seu estoque acabasse, ele exigisse que o freguês pagasse duas e tomasse só uma? O freguês iria embora e nunca mais voltaria. Agora troquemos o homem do botequim pelo governo brasileiro. Não tomamos nenhuma cachaça, mas pagamos todas as que eles beberam. Por que ainda nós temos de pagar mais uma dívida que eles fizeram (roubando) e nada recebemos em troca? O ideal é que o povo acorde logo.

WILSON MATIOTTA

loluvies@gmail.com

São Paulo

CPMF do sanduíche

O ministro Levy disse que quando você come um sanduíche só vai pagar 2 milésimos de imposto sobre o valor da conta. Precisa saber se terei dinheiro suficiente para pagar o sanduíche...

SILVIO LEIS

silvioleis@hotmail.com

São Paulo

Trapalhões e espertalhão

Enquanto os ministros Levy e Barbosa e a presidenta mudam seus planos econômicos uma vez por semana, causando mais tempestade na já combalida economia, Lula discorda, para agradar a seus ouvintes, tentando preparar o terreno para retornar ao governo. Pobre país que tem figuras como essas para conduzir os destinos desta pujante nação, que hoje naufraga nas águas revoltas da incompetência, da corrupção institucionalizada por esse partido que desgoverna o País há 12 anos. Os parlamentares estão avaliando que medida mais conveniente – para eles, claro – vão tomar nos próximos dias, deixando o povo sem emprego, sem perspectiva, sem esperança. Adeus, país do futuro...

JOÃO MAGRO VENTURA

joãomv@terra.com.br

São Paulo

Joaquim Levy

Ele já perdeu toda a credibilidade que tinha no início do ano. Hoje aderiu ao petismo da Dilma e se tornou marionete do Nelson Barbosa. Seria aconselhável, para o bem dele e do Brasil, Levy pedir demissão, pois os petistas o abandonarão logo que não tiver mais utilidade para eles, como fizeram inúmeras vezes no passado e agora mesmo com o Mangabeira Unger.

RENZO ORLANDO

renzoorlando@uol.com.br

São Paulo

Cartas selecionadas para o Fórum dos Leitores do portal estadao.com.br

 

 

O PACOTE DO GOVERNO

 

Li com bastante interesse sobre as medidas propostas pelo governo para equilibrar o orçamento. A primeira proposta é recriar a famigerada Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira (CPMF), por um período de pelo menos quatro anos – convém lembrar que a última CPMF subsistiu por quase uma década. Outra proposta prevê a mudança em dedução de valores do “Sistemas S”, com o desvio de 30% dessas contribuições para cobrir o déficit da Previdência Social, o que fatalmente impactará as áreas de ensino técnico, indispensáveis para uma futura retomada da área industrial – vale lembrar que, para cobrir esse déficit, já foram criados o PIS, a Cofins, a CSLL e as antigas CPMFs cujas arrecadações pouco ou nada reverteram para a Previdência Social. Os cortes propostos no orçamento atingem áreas críticas, como saúde, educação, agricultura, o PAC e o programa Minha Casa, Minha Vida, em que uma revisão criteriosa de seus beneficiários deverá trazer excelentes resultados, com o corte de inúmeros apaniguados e a inclusão dos reais necessitados. O que nos chama a atenção, pondo em xeque as reais boas intenções do governo, é a ausência de propostas concretas para a redução do número de ministérios e o corte radical nos servidores nomeados por indicações de políticos, muitos dos quais raramente comparecem aos seus locais de trabalho.

 

Luiz Antônio Alves de Souza zam@uol.com.br

São Paulo

 

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A VERDADE

 

É muito fácil e cômodo apresentar um ajuste fiscal metendo a mão no nosso bolso. Dos R$ 60 bilhões que estão pretendendo arrecadar, R$ 45 bilhões virão por meio de impostos enfiados goela abaixo. Estamos com uma carga tributária que ultrapassa os 40%, mas para o governo isso não chega. Trabalhamos mais de cinco meses para pagar os impostos, e o governo quer mais. O ministro Joaquim Levy disse que é fundamental prorrogar o imposto do cheque, a CPMF, mas alguém precisa avisar o ministro com urgência de que esse imposto caiu em 2007. Como prorrogar algo que foi extinto? Não tem nada de “prorrogar”, o que tentarão fazer é reeditar esse famigerado imposto. O pacote de bondades divulgado na terça-feira (14/9) não deixa dúvidas de que a intenção é clara de nos apertar ainda mais. Existe um raciocínio lógico que não é preciso ser economista para deduzir: mais impostos, menos poder de compra; não tendo volume de vendas, a arrecadação despenca; despencando a arrecadação, o governo necessitará de mais entrada de dinheiro, e a única coisa que sabem fazer é aumentar os impostos. Então esse círculo vicioso não vai ter mais fim, e quem se ferra somos nós. Alguém ouviu falar em que os deputados e senadores diminuirão suas mordomias? Ao contrário, o Senado acaba de trocar a sua frota de veículos. Essa é a contribuição dos parlamentares. Eu pergunto, há previsão de melhoras com essa banda tocando? A verdade é uma só: quebraram o País e mandaram a fatura para nós.

 

Pedro Sergio Ronco sergioronco@uol.com.br

Ribeirão Bonito

 

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O POVO NÃO VAI PAGAR

 

É simplesmente patética a situação atualmente vivida pelos brasileiros: depois de gastar o que podia e o que não podia com o declarado fim de “proteger a renda e o emprego da população em meio à crise mundial” – o que não passa de uma simples mentira –, Dilma Rousseff pretende avançar ainda mais no bolso dos contribuintes para que paguemos a sua farra (sub)desenvolvimentista. Mas o que foi essa farra, além de pura campanha eleitoral? Sim, o governo entrou numa rotina irresponsável de fraude às contas públicas de forma deliberada com o objetivo de garantir, a que custo fosse, a permanência do PT no Palácio do Planalto. O raciocínio, aqui, é exatamente o mesmo daquele que fez os companheiros destruírem a Petrobrás, ou o mesmo do que levou Lula e Marisa Letícia a plantarem uma estrela vermelha nos jardins do Palácio da Alvorada, logo após a chegada do dono do PT à Presidência: “Quem manda nisso aqui somos nós”. Assim, nada mais natural que Dilma fizesse o que fez a fim de garantir mais um tempinho para a companheirada se deliciar com os prazeres que só o poder é capaz de lhes proporcionar. Ela mente de novo quando diz que nós devemos tomar alguns remédios amargos para financiar suas políticas supostamente benevolentes. Na verdade, se os congressistas aprovarem a CPMF, nós estaremos sendo obrigados a pagar mais alguns bilhões de reais de uma campanha eleitoral ilegal levada a cabo anos a fio pelo PT e pela presidente. Isso é contar demais com a boa vontade do povo, que é tratado como lixo ao mesmo tempo que já arca com uma montanha de impostos todos os anos. Dilma Rousseff não tem o direito de exigir que paguemos por suas barbeiragens. O que tem de acontecer, isso sim, é que ela pague pelos seus crimes fiscais que quebraram o Brasil. Só então poderemos pensar numa possibilidade real de sairmos do buraco em que o PT nos meteu.

 

Henrique Brigatte hbrigatte@yahoo.com.br

Pindamonhangaba

 

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CRIATIVIDADE ZERO

 

Infelizmente, o prêmio da incompetência nunca dantes vista neste país está sendo repassado ao povo. Sem criatividade financeira, sem planejamento, estamos novamente à mercê de altas taxas de juros, aumentos nas contas de bens necessários como energia, água e luz e, para piorar, buscam recriar a malfadada CPMF. Ora, me perdoem analistas que apoiam tal medida, mas é até ridículo ouvir o ministro Levy na televisão citar o exemplo da compra do ingresso ao cinema, em que o cidadão apenas contribuirá com dois milésimos. Ora, isso é conversa para boi dormir, é abusar da inteligência do povo. A CPMF não só recairá sobre a movimentação financeira, como também o custo dela tanto em serviços quanto na indústria será repassado aos preços. É um imposto cruel, indesejável e desnecessário, uma vez que os demais cortes anunciados pelo governo são pífios. Não se mexe efetivamente no que realmente precisa. Nem que a vaca tussa. Na edição de “Economia” do “O Estado de S. Paulo” de domingo, algumas sugestões interessantes vieram à baila que, se utilizadas, poderiam amenizar a imposição de sacrifícios maiores ao cidadão. Mas não, a falta de criatividade de nossos gestores não consegue nem ao menos absorver tais tentativas. É o fim! Haja paciência!

 

Celso Ricardo Kfouri Caetano crkaetano@yahoo.com.br

São Paulo

 

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NEGOCIAR OS JUROS

 

Reli várias crônicas de Joelmir Betting, no “Estadão”, explicando que a Selic alta serve apenas para engordar aplicadores, porque todas as taxas de juros estão muito acima da Selic e porque o Brasil está honrando todos os títulos ou rolando-os legalmente, sem perigo de calote, como na Argentina e na Grécia. Baixando todos os juros do Brasil, haverá sobra de recursos para o governo e o povo recomeçarem outro ciclo virtuoso. A poupança nacional de longo prazo, bem remunerada, sem impostos, com Fundo Garantidor de Crédito, pode atrair bilhões de reais para financiar a indústria e o comércio. O economista Amyr Khair já escreveu sobre isso. Procurem especialistas independentes para encontrar os defensores dessas ideias do saudoso, competente e perspicaz Joelmir Betting e de outros políticos e economistas, por exemplo, José de Alencar. Deem uma chance ao País: na crise, negociar os juros é a obrigação de todos os endividados!

 

Michel Abib Cutait cutait@terra.com.br

Itu

 

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HISTÓRIA DA CAROCHINHA

 

Nesta história de cortar despesas e acrescentar novas receitas, contada pelo Levy e pelo Barbosa, qual é a participação dos “nossos” bancos privados? Será que o que é considerado bom para a Febraban é necessariamente bom para os brasileiros?

 

Sergio S. de Oliveira ssoliveira@netsite.com.br

Monte Santo de Minas (MG)

 

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PACOTE ECONÔMICO

 

Se a Febraban aprovou o pacote de medidas anunciadas, então não serão boas para a sociedade e para o País.

 

Jorge Carrano carrano.adv@gmail.com

Niterói (RJ)

 

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PERDIDOS

 

As medidas anunciadas na segunda-feira são um engodo para aumentar a carga tributária da população em geral, que é quem paga todos os impostos, uma vez que os das empresas “estão” no preço dos produtos! O que o governo tem de fazer é diminuir os gastos correntes da estrutura da máquina que nos (des)governa, ou, como se diz, “cortar na carne” tanto em termos de reestruturação administrativa (estruturas e funcionalismo) como no corte dos privilégios! Sem medidas nesse sentido, nada será resolvido, pelo contrário, piorará, uma vez que está simplesmente tirando renda da população, desestimulando os investimentos privados e até prejudicando um dos poucos instrumentos de capacitação profissional sérios do País: o Senai, que faz parte do Sistema S. Estão completamente perdidos, sem ter ideia do que fazer para colocar o País de volta aos trilhos, e pensam apenas na sua própria sobrevivência política. Basta!

 

Jorge Alves jorgersalves@2me.com.br

Jau

 

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INSUPORTÁVEL

 

É inadmissível pagar ainda mais impostos, considerando que nesse estágio o dinheiro será destinado a tapar rombos por incompetência e improbidade administrativa. E pior: ainda não vejo sinais de que presidentes da República ou governadores serão presos pelo escabroso assalto realizado. Até quando será possível suportar esse descaramento e a impunidade?

 

Ademar Monteiro de Moraes ammoraes57@hotmail.com

São Paulo

 

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ASSASSINOS

 

Todas as vezes que eu ouço as palavras “serial killer” eu penso em nossos governantes. Mesmo os piores assassinos em série não são nada perto dos nossos governantes, que são os verdadeiros ladrões e assassinos – eles roubam o povo e matam uma nação. O pior de tudo é que eles ainda reservam o direito de criar mais impostos para cobrir o que eles já roubaram do cofre público e para poder continuar a roubar sobre estes novos impostos. Será que existe criminoso pior que presidente, que, juntamente com todos os seus agregados, rouba uma nação toda e leva o país à falência? Infelizmente, pedir para que criem uma lei que faça com que os valores roubados sejam automaticamente devolvidos aos cofres públicos é utopia. Eu acredito que 99,9% dos nossos governantes pensariam nessa lei como prejuízo aos seus bolsos.

 

Satiko Motoie Simmio satiko.motoie@hotmail.com

São Paulo

 

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CINISMO

 

É sempre assim: entra governo, sai governo, são inevitáveis os aumentos de impostos, tais como a original CPMF, cuja arrecadação destinava-se à saúde, só que não explicaram devidamente, porque era a para a saúde dos bolsos de nossos conhecidos políticos e apaniguados. Desviam verbas da Previdência para outras finalidades e lá vem outra C(P?)MF para aliviar a prejuízo... Nossa admirável “mulher sapiens” e seu banqueiro do momento vêm com suas caras de pau fazer-nos engolir mais impostos. Ora, pergunto eu: se a desonestidade, o suborno e a roubalheira generalizada partem desta corja dominante, por que precisamos nós aceitar alegremente mais esta gracinha? Para eles, é o caminho mais curto, é dar esmolas com o bolso alheio. E quem tem coragem suficiente para repatriar a dinheirama roubada e aplicada em paraísos fiscais? Que se pode esperar de um (des)governo, quando o principal mandatário pratica o estelionato eleitoral, via mentiras de caráter puramente eleitoreiro? É obrigação civil respeitar as pessoas, sejam elas quem forem. Mas se tentam iludir-nos pela mentira, perdem totalmente esse respeito. Portanto, a gerentona de R$ 1,99 não merece minha consideração, por mostrar-se mentirosa, arrogante e cínica. E – a propósito – Frei José deve estar a rebolar-se de raiva do túmulo, vendo o que a eminência parda alcunhada lula (minúscula, por favor!) anda aprontando. Razão tem o historiador Marco Antonio Villa: este governo é criminoso! E eu completo: a luz ao fim do túnel só estará visível após passarmos ao lado da porta de uma cela que contenha toda esta petralhada.

 

Floriano Sérgio Pacheco fpacheco3@gmail.com

Águas de Sta. Bárbara

 

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MAIS IMPOSTOS

 

Depois que a equipe econômica (Fazenda e Planejamento) apresentou um orçamento com R$ 30,5 bilhões negativos para 2016, você esperava o quê?

 

Laert Pinto Barbosa laert_barbosa@globo.com

São Paulo

 

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RATEIO

 

Se dividirmos o déficit de R$ 30 bilhões por 100 milhões contribuintes ativos, fica mais barato que recriar a CPMF. Fazemos um Darf e pronto.

 

Reinaldo Somaggio reinaldo@sulana.com.br

São Paulo

 

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CALENDÁRIO

 

O governo do PT e, principalmente, dona Dilma pedalaram tanto, mas tanto, que as tradicionais crises do mês de agosto acabaram caindo em setembro.

 

Claudio Juchem cjuchem@gmail.com

São Paulo

 

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UNIÃO DE TODOS

 

Presidente e políticos conclamam a união de todos os brasileiros para salvar o País da terrível crise que se instalou entre nós. Mas se esquecem de que eles próprios são os maiores responsáveis pela má aplicação dos nossos impostos, por investimentos desastrosos e mal administrados e pela grande roubalheira aos cofres públicos. Numa empresa, se um empregado trabalha mal, não produz o que se espera dele, vai para a rua. Nós, o povo, que pagamos presidente, ministros e congressistas, também queremos e devemos expurgar estes maus funcionários.

 

Arnaldo Jannuzzi arjannuzzi@gmail.com

Rio de Janeiro

 

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RACIOCÍNIO LÓGICO

 

Sobre os novos impostos que o governo quer impingir à população, tenho as considerações a seguir: as medidas que o governo quer impor à sociedade brasileira coloca a sociedade como o financiador dos problemas que ele mesmo criou. Ora, por que não cortar os inchaços do governo, nos Três Poderes, com as mordomias que não diminuem, e sim tendem a crescer? A Câmara dos Deputados tem um número sem fim de assessores para cada deputado, e as ajuda de custo para moradia, para viagens, para correio, para um sem fim de outras desnecessidades que eles criam, além dos aumentos de salários que eles definem e da quantidade desmedida de parlamentares. Por que um país que está à míngua precisa ter tantos deputados, senadores e seus desmandos? Por que não taxar estes que estão inchados de tantas mordomias? Por que taxar a população e os empresários que se equilibram para manter seus empregos ou empregados? Quando se taxa as empresas, elas são obrigadas a repassar para os consumidores; logo, a população também arca com este ônus. O governo tem 39 ministérios apenas para atender aos partidos em nome da governabilidade. Que governabilidade é essa? Os Poderes estão se trombando, não têm diálogo. Por que a população deve pagar pelos erros, pela corrupção que está nos partidos e no governo? Talvez por ser o lado mais fraco. Porém a população tem uma força que o governo não mensura corretamente. É necessário que haja uma reforma política para mudar estes desmandos, mas quem faz a reforma? São os próprios políticos! Enquanto tivermos esse modelo político, nada será modificado no País. Se tivéssemos um sistema parlamentarista, o governo atual já estaria fora, pois este que esta aí não tem apoio, seja da população, seja do Congresso. Portanto, não tem condições de governar com isenção, com correção. Não sou economista, mas o raciocínio é simples: se taxarmos exageradamente a população e as empresas, haverá menos consumo, pois tudo fica caro, portanto as empresas irão produzir menos, e o governo arrecada menos. Neste momento, o governo irá taxar mais ainda, pois não atinge suas metas, mas a população e as empresas não têm como financiar esta política financeira. Portanto, não entendo por que os ministros da Fazenda e do Planejamento não veem esta situação. Até onde iremos chegar?

 

Davi Carvalho dvi.carvalho@gmail.com

São Paulo

 

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SUGESTÃO

 

Ao invés de ficar criando mais impostos – que nunca vão para lugar algum –, deixo uma dica para o governo fechar as contas em 2016: pare de roubar. Só isso já basta.

 

Sérgio Eckermann Passos sepassos@yahoo.com.br

Porto Feliz

 

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CONTAS EQUILIBRADAS PARA QUEM?

 

O ministro Levy disse que fizeram contas equilibradas. Equilibradas para quem, sr. ministro, se a maior parte ficou para toda a sociedade? Ministro Levy, será que o senhor não pode elevar impostos e cobrar a CPMF só de quem votou no PT? Aí, sim, poderíamos falar em equilíbrio!

 

Angela Maria de Souza Bichi angela_bichi@hotmail.com

Santo André

 

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NOVA CPMF

 

Finalmente, voltou aquele imposto que todos nós adoramos e pelo qual sempre esperamos: 1) Capacitação Para Maiores Falcatruas; 2) Cilada Para Morrer de Fome; 3) Crime Político Mórbido e Falso; 4) Criado Partido Mais Fraudulento; 5) Caiam Pobres Mas Firmes; 6) Contem Proezas Mais Fictícias.

 

Maria Eulalia Meirelles Buzaglo membuzaglo@bol.com.br

São Paulo

 

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ALÍQUOTA DO IMPOSTO DE RENDA

 

Só faltava mais essa! Quando extinguiram a CPMF, aumentaram a alíquota do Imposto de Renda de 25% para 27,5% para compensar (temporariamente). Até hoje não voltou. Com a instituição de nova CPMF, como vai ficar a alíquota do Imposto de Renda?

 

Maria C. Veiga de Assis Lage tykalage@gmail.com

São Paulo

 

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CPMF PARA A PREVIDÊNCIA

 

Dilma, por certo, culpará o aposentado pela necessidade da volta da CPMF.

 

Maria do Carmo Zaffalon Leme Cardoso mdokrmo@hotmail.com

Bauru

 

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SERIEDADE

 

Alguém, em sã consciência, acredita na seriedade do governo que não cortou os dez ministérios nem os mil comissionados e vem dizer que cortará R$ 26 bilhões? Ora, as áreas sociais já estão sendo prejudicadas há meses pela falta de recursos e não podem ser somadas nessas “novas promessas”, mas, por outro lado, o povo, abandonado, sentirá no bolso a volta dos malefícios da CPMF.

 

Júlio Roberto Ayres Brisola jrobrisola@uol.com.br

São Paulo

 

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CERTO?

 

Corte de gastos e aumento de impostos sem esquecer que o governo até o presente momento só nos enganou. Certo?

 

José Piacsek Neto bubanetopiacsek@gmail.com

Avanhandava

 

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SACRIFÍCIOS

 

Para quem não tinha grandes expectativas, o “circo” do anúncio das mediadas visando ao equilíbrio orçamentário veio absolutamente dentro do esperado: muita espuma no que diz respeito a “cortes de despesa”; a eliminação de algumas “bondades” pré-eleitorais na forma de eliminação de reduções de impostos e encargos; e a explicitação do que realmente não só interessa ao governo, como é absolutamente indispensável: aumento de impostos. Especialmente na forma de uma “injeção na veia”: um imposto fácil de cobrar e que entre no caixa de forma imediata! O problema se resume ao fato de que quem deveria ser a grande fiadora dos resultados dos sacrifícios adicionais solicitados a toda a população, a partir de todas as mentiras e ilusionismos usados há tão pouco tempo para ganhar as eleições, não tem a menor credibilidade para cumprir o que promete: sacrifícios “temporários” para até termos os problemas resolvidos, por coincidência a partir do término de seu mandato. A única solução possível é a renúncia – ou impedimento – para que se possa fazer um pacto com alguém – de preferência confiável – capaz de levar este barco que esta à deriva para um porto seguro. Fora disso, infelizmente, é ver as coisas piorarem, e muito, por mais ao menos três anos. Pobre sina!

 

Waldyr Pilli pilli.waldyr@gmail.com 

São Paulo

 

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O XIS DA QUESTÃO

 

Dilma não tem solução para o estado desastroso da nossa economia, pois ela é a parte principal do problema!

 

Omar El Seoud ElSeoud.USP@gmail.com

São Paulo

 

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INTOCÁVEIS

 

O aumento de impostos, fatalmente, vai acontecer, com Dilma ou sem Dilma. Para evitar, seria necessário cortar o Bolsa Família e outras benesses, rever o fator previdenciário, cortar o orçamento das universidades federais (que é absurdo), cortar o Prouni, auditoria na saúde e por aí vai. Ou seja, moralizar. Quem mexeria nisso?

 

Ulysses Fernandes Nunes Jr Ulyssesfn@terra.com.br

São Paulo

 

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REMUNERAÇÕES NO SETOR PÚBLICO

 

O governo federal e outros sempre usam a remuneração dos servidores para fazer cortes e restrições. Segundo o governo, “servidores têm boa média salarial e estabilidade, enquanto na iniciativa privada tem havido desemprego e os salários são mais baixos”. Ocorre que o governo nunca se refere a um setor que está fora da área dos servidores propriamente ditos e da iniciativa privada, que é o das estatais. Nas empresas estatais os empregados têm estabilidade, ganham altos salários, têm inúmeras vantagens e ricos fundos de pensão. Ainda recebem 14.º salário e a chamada PLR, mesmo com a empresa enfrentando problemas. Como ficam, então, a situação dos empregados dessas empresas, que anualmente têm reajustes pela inflação e às vezes algo mais?

 

Heitor Vianna P. Filho bob@intnet.com.br

Araruama (RJ)

 

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CARGA PESADA

 

1 trilhão e 400 bilhões de reais em tributos é quanto a população brasileira já pagou a esta corja de ladrões que está no poder. Como explicar o rombo de bilhões no orçamento? Com a palavra, o governo do PT.

 

Newton Faro newtonfaro@yahoo.com.br

Rio de Janeiro

 

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INSENSATEZ

 

Rui Falcão e Gilberto Kassab estão apoiando o incoerente pacote apresentado ontem pelos ministros de Dilma. Essa paradoxal postura ratifica a insensatez dos políticos do nosso país, que admitem afligir o povo, mas nunca incomodar os péssimos administradores do dinheiro público.

 

José Carlos Saraiva da Costa jcsdc@uol.com.br

Belo Horizonte

 

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‘DÉFICIT DE AMBIÇÃO’

 

Excelente o texto do sr. Roberto L. Troster (14/9, B2). Só um probleminha: esqueceram de avisá-lo de que o nosso Congresso e demais políticos são 99% corruptos, só enxergam dinheiro pela frente, mais nada. Nossos empresários, banqueiros, etc. são 75% corruptores, só querem enriquecer mais e mais e o restante que se lixe. Sr. Troster, o sentimento negativo é do povo trabalhador e honesto que não suporta mais este banditismo que dominas as esferas governamentais (federal, estadual e municipal).

 

Nelson Piffer Jr. pifferjr86@gmail.com 

São Paulo

 

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‘MAROLINHA’

 

Por que agora Lula não vem a público falar da “marolinha”? Aliás, onde está o ex-presidente? Que coincidência, mais uma crise e ele sumiu. Não foi ele que “cacifou” Dilma?

 

Mario Issa drmarioissa@yahoo.com.br

São Paulo

 

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TSUNAMI

 

Fico imaginando como seria uma narrativa séria do nosso “para sempre ex-presidente” Luiz Inácio: “Da marolinha ao tsunami – ilusões & erros crassos”.

 

Francisco C. de San Juan Paschoal paschoal.francisco@gmail.com

São Paulo

 

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QUEM É LULA?

 

Segundo Lula, o rebaixamento da nota do Brasil não significa nada. E a opinião dele significa alguma coisa? Ele vive dizendo que a “presidanta” deve fazer isso, aquilo, aquilo outro, e pergunto: quem é ele para dar ordens à presidente do País? Quem é ele para convocar reuniões com ministros para discutir medidas a serem tomadas pelo governo? Alguém poderia dizer a este senhor que ele é ex-presidente e que não significa mais nada para o País? Que o PT está se autodestruindo e que o que ele tem de melhor a fazer é se calar? Que o País precisa de governantes competentes, e não de oportunistas ladrões? Quem ele pensa que é? Ou, melhor, quem é Lula, afinal? Alguém poderia me responder quem é este homem de verdade e o que ele pretende, além de enriquecer?

 

Márcia Rossi Soares marciarossi1@hotmail.com

São Paulo

 

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JANTAR COM GOVERNADORES

 

Depois dos anúncios da dupla Levy/Barbosa, o jantar com governadores no Palácio da Alvorada entrará para a história como “A última ceia”.

 

Frederico D’Ávila fredericobdavila@hotmail.com

São Paulo

 

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CONSTATAÇÃO

 

Podem até achar que é insulto, mas o (des)governo Dilma não passa de um cadáver insepulto.

 

Eduardo A. Delgado Filho e.delgadofilho@gmail.com

Campinas

 

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LADO POSITIVO

 

A crise chegou. Essa crise não é negativa. Ela é positiva, já que desmascarou o que vinha acontecendo no Brasil há algum tempo. O que de positivo aconteceu no governo anterior aos do PT foi acentuado e progressivamente desvirtuado. E, assim, circunstancialmente estamos em crise, o que demanda uma atitude crítica e de cobrança de toda a população.

 

Helio Teixeira Pinto helio.teixeira.pinto@gmail.com

Rio de Janeiro

 

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A INCONSTÂNCIA DE MICHEL TEMER

 

O vice-presidente Michel Temer é, sem dúvida, a maior raposa felpuda da política brasileira. Logo após declarar que a presidente não resistiria e não se manteria no governo por muito tempo, em razão dos baixos índices de popularidade, agora mudou o discurso e foi à Rússia afirmar que ela está se “recuperando muito bem” e irá tranquilamente terminar seu mandato em 2018. Ora, não foram reduzidos os gastos absurdos do governo como prometido, o desemprego e a inflação sufocam o brasileiro, os juros escorchantes inibem o crédito e o comércio e o contribuinte é ameaçado com mais impostos e com a volta da famigerada CPMF.  Onde está a recuperação, ou a coerência das suas declarações?

 

Marco Antônio R. Nunes nunesmarcelao@hotmail.com

Pindamonhangaba

 

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TEMER EM MOSCOU

 

Afinal, arrumaram um passeiozinho para o Poste II, Michel Temer. Supostamente foi discutir exportação e importação de “armas”, como o finado Chávez. No fundo, talvez vá discutir a situação da Ucrânia com o ditador da Rússia. E haja dinheiro para sustentar turismo de políticos desocupados.

 

Ariovaldo Batista arioba06@hotmail.com

São Bernardo do Campo

 

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BRASIL

 

Com um Executivo perdido e em frangalhos e um Legislativo democraticamente eleito que torna legal a lavagem das doações ocultas de campanha, o que nos resta além de desacreditar na democracia? A volta do bordão “Brasil, ame-o ou deixe-o”? Com os militares ficamos com a primeira alternativa; hoje, só nos resta a segunda.

 

Wilson Bondioli wilsonbondioli@hotmail.com

São Paulo

 

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DOAÇÕES OCULTAS

 

A oficialização das doações ocultas de campanhas políticas por empresas nada mais é do que a regularização do abominável “toma lá, da cá” do financiamento empresarial aos partidos. A “doação” passa a ser, na verdade, um investimento com risco calculado e perspectiva de alto e garantido retorno no próximo futuro. Em lugar da necessária transparência, fica estabelecida a oficialização da opaca e obscura relação execrável entre doadores-credores de hoje e devedores de amanhã. Uma vez mais, o País anda para trás. Uma vergonha!

 

J.S. Decol decoljs@globo.com

São Paulo

 

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ESCULHAMBAÇÃO

 

Ao ver a Câmara aprovar o financiamento empresarial de campanhas eleitorais em meio ao maior escândalo de corrupção de que se tem notícia, em que doações fizeram parte importante do dinheiro fruto da corrupção, o que podemos esperar de nosso Congresso? A incompetência administrativa e política dos atuais governantes nos colocou na crise que vivemos hoje, em que o diálogo se resume em negociar o preço em dinheiro do apoio. Ao elegermos nossos representantes, estamos assinando um cheque em branco, na confiança e crença de que farão o prometido. O não cumprimento pode ser considerado estelionato? É com profunda indignação que escrevo estas linhas, indignos inclusive nós, o povo, por assistirmos passivamente a tamanha esculhambação!

 

Oscar Seckler Muller oscar@mullermetais.com.br

São Paulo

 

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ME ENGANA QUE EU GOSTO

 

Gilmar Mendes fez um sofisma ao afirmar que a proibição de doações por empresas criaria outra forma de caixa dois, se só pessoas físicas contribuíssem, pois as igrejas e sindicatos utilizariam as pessoas como um laranjal. Mas as pessoas físicas podem contribuir com até 10% da renda, segundo a Receita Federal.

 

Roberto Nascimento robenasya@yahoo.com.br

São Paulo

 

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MÃOS IMUNDAS

 

Todo dia, quando leio o jornal, renovo minha indignação com “nossos representantes”. Na Câmara, aprovar doações ocultas é vidente retrocesso ético e moral, assim como sufocar os partidos menores, que, à míngua, não sobreviverão. Não vejo nada no Congresso que mereça aplausos, é muito blá, blá, blá, mas não vejo nenhum esforço em direção à decência e redução dos injustificáveis custos. Como é cara a democracia, quando depende de mãos imundas!

 

André C. Frohnknecht caxumba888@gmail.com

São Paulo

 

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DOA A QUEM DOER

 

A última chance de Dilma mostrar que, apesar dos pesares, mesmo sendo uma tragédia para o País, ainda seria melhor do que seus pares no Congresso, seria vetar o catastrófico artigo que restabelece a prática de doações de dinheiro ocultas de empresas para políticos. Mesmo que isso não seja suficiente para redimi-la dos malfeitos que legou ao País, ao menos a colocaria ao lado da opinião pública, doesse a quem doesse, mesmo que na própria carne. Duvido!

 

Ricardo Daunt de Campos Salles dauntsalles@uol.com.br

Espírito Santo do Pinhal

 

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REFORMA E INDIGNAÇÃO

 

Soa evidente que a reforma política perpetrada pela Câmara dos Deputados só atende aos interesses de seus membros. Então cabe a pergunta: o que nós, eleitores, podemos fazer? Invadir o Congresso, dar uns tapas nos deputados e tirá-los de lá a pontapés, ou chamar o Pluto e ficar apreciando os deputados rirem de nós? Não vejo saída. Será preciso fechar o Congresso e estabelecer uma reforma política, com base em plebiscito, estabelecendo, entre outras coisas: partidos políticos com presença em todos os municípios, voto facultativo, eleição por distrito, sistema unicameral, fim da reeleição, coincidência de mandatos em todos os níveis, reforma do Judiciário, unificação de todos os regimes previdenciários e estabelecer uma taxa máxima de impostos, taxas e contribuições a União, Estados e municípios não superior a uma porcentagem do PIB do ano anterior. Possivelmente as minhas sugestões decorram da minha indignação com tal safadeza, mas tenho certeza de que os senhores saberão interpretá-las e apresentar a seus leitores uma sugestão mais elaborada, racional e justa.

 

Celio Mello celio@celiomello.com.br

São Paulo

 

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‘DESLEIXO E IMPROVISAÇÃO’

 

Muito oportuno o editorial de 14/9, com o título acima. A parceria público-privada (PPP) para a reforma do sistema de iluminação pública de São Paulo, com a instalação de lâmpadas tipo LED, cheira mal desde já. Foi praticamente abafado pela Prefeitura que oito postes recentemente instalados na Marginal simplesmente caíram durante a tempestade da terça-feira passada! Tais postes, não por coincidência, têm as lâmpadas LED. Cair com o primeiro vento forte que bate pode indicar o caminho para apuração da PPP que foi suspensa pelo Tribunal de Contas da União (TCU), ora, pois, por falta de qualidade técnica do projeto! Se existe uma estrutura que não oferece resistência ao vento forte é um poste. A queda de tantos leva-nos a supor que sua base seja tão sólida quanto a aprovação do prefeito pelos munícipes.

 

Julio Cruz Lima Neto limaj@plastekbrasil.com.br

São Paulo

 

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INDÚSTRIA DE MULTAS

 

Além de todas as irregularidades muito bem explanadas no editorial de 13/9 (“Novo recorde de multas”), existe ainda uma frota de veículos dublês circulando por São Paulo, sob o patrocínio de cidadãos, como eu, que já pagam impostos e taxas, mas que, indevidamente, acabam arcando com um conveniente montante extra de multas para a conivente Prefeitura, que deveria estar usando de todos os meios que lhe são disponibilizados para coibi-los. A atual administração municipal, em seus gastos desnecessários com propaganda, adotou o slogan “Fazendo o que precisa ser feito”. Para mim está mais claro que “Não tem mais o que fazer”.

 

Edison Ribeiro Pereira edisonribeiro@hotmail.com

São Paulo

 

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PLACAS DE TRÂNSITO SUPERFATURADAS

 

Cristo transformou água em vinho. Fernando Haddad transformou placas em dinheiro.

 

Roberto Twiaschor rtwiaschor@uol.com.br

São Paulo

 

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PERIGO SOBRE DUAS RODAS

 

Esta semana, lamentavelmente, tivemos mais um ciclista atropelado e morto por um caminhão em São Paulo. Mais quantos ainda teremos de ter para o prefeito “gênio” Fernando Haddad se conscientizar e assumir a estupidez que fez e ter a humildade de voltar atrás nas suas determinações? São Paulo tecnicamente não suporta tal implantação.

 

Angelo Tonelli angelotonelli@yahoo.com.br

São Paulo

 

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A EUROPA E OS REFUGIADOS

 

Sobre a reportagem especial “Países da UE adotam práticas de guerra contra refugiados” (13/9, A12), cabe-me lembrar que já em 1890 Eça de Queiroz escrevia no artigo “Fraternidade”: “Nunca na Europa se falou com tanta segurança, como hoje, de fraternidade, de concórdia entre os povos, de fusão das raças numa simpatia; bem cedo da linguagem purificada dos homens desapareceria este vetusto e bárbaro termo –o estrangeiro. Porém não se encontram hoje           dois povos genuinamente fraternais, (...) o alemão detesta o russo. O italiano abomina o austríaco. O     dinamarquês execra o alemão. E todos aborrecem o inglês, que os despreza a todos”. Decorridos 125 anos, a história se repete: desconfianças, preconceitos, insensibilidades. (Referência bibliográfica: Eça de Queiroz, “Últimas Páginas”, Lello & Irmão – Editores, pág. 419).

 

Ivan F. de Carvalho ifdcarva@fmrp.usp.br

Ribeirão Preto

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