Fórum dos leitores

O BRASIL EM DEBATE

O Estado de S.Paulo

30 Novembro 2015 | 03h00

Fogo no futuro

Para os que já ultrapassaram meio século de vida, alimentaram-se de esperanças, realizaram coisas e encaminharam seus filhos, é simplesmente arrasador o “futuro” desenhado pelo professor Marco Aurélio Nogueira no artigo Fogo no circo (28/11, A2). Em 13 anos conseguiram destruir a esperança de uma nação inteira. Ao Brasil de hoje vale lembrar (com lágrimas) o que disse Paul Valéry: “O futuro não é mais como era antigamente”.

AGNI ARIEL LÍBERA

aalibera@hotmail.com

Bragança Paulista

Mesmo o excelente artigo de Marco Aurélio Nogueira não consegue apontar com clareza como ou quem vai encontrar o fio da meada para desatar o tremendo nó em que se meteu o País. Sim, precisamos ter esperança. Mas sem uma ação cidadão coletiva, uma energia externa que chacoalhe o eixo Legislativo-Executivo, tudo parece meio impossível de mudar.

EDUARDO BRITTO

britto@znnalinha.com.br

São Paulo

Ufa!

Na chuva, temos a companhia do mosquito Aedes aegypti, transmissor da febre Chikungunya, da dengue e do Zika vírus; na estiagem, ficamos à mercê do racionamento e na iminência de apagão. No dia a dia, descaso com a saúde pública, violência, impostos, inflação, desemprego. Em Minas e no mar do Espírito Santo, lama; em Brasília, lama. Será que não existe um lugar entre o Brasil e a corrupção onde possamos simplesmente descansar?

RICARDO C. SIQUEIRA

ricardocsiqueira@globo.com

Niterói (RJ)

País inviável

O governo deveria ler com atenção o artigo publicado no Estadão de sábado de autoria de Luiz Stuhlberger, em que ele afirma que o Brasil, apesar de ser um país de Terceiro Mundo, aumentou muito os gastos sociais, como se fosse um país europeu, tornando o País inviável financeiramente; e concluindo que a situação vai piorar muito antes de melhorar. Cita ainda que a corrupção é endêmica e não há lideranças políticas capazes de mudar a situação. Quo vadis, Brasil?

PAULO DE TARSO ABRÃO

ptabrao@uol.com.br

São Paulo

Impostos

A inoperância e a desarticulação política vivida por este “agoverno” nos levarão a gastos tais que certamente decidirão um novo rebaixamento da nota brasileira pelas agências de risco. O governo deve apostar nesse fato como gerador da aceitação, mesmo a contragosto da população, da imposição de mais impostos, à frente a CPMF. Incompetência leva sempre a atos previsíveis. O governo gasta mal, não quero pagar essa conta. Nem quero mais esse governo. Será o Benedito?

SERGIO HOLL LARA

jrmholl.idt@terra.com.br

Indaiatuba

AOS AMIGOS, TUDO

Os sem-privilégios

Um leitor se queixa das exigências absurdas do BNDES para obter empréstimo a fim de expandir sua empresa, mudando-a de cidade e, assim, torná-la mais competitiva, enquanto o sr. José Carlos Bumlai recebe R$ 580 milhões de mão beijada, apesar de seus falidos e mal parados negócios. Quer dizer que, no Brasil de hoje, para quem deseja prosperar a condição sine qua non não é ser competente e sério, mas, sim, desonesto e amigo do rei? É isso? E precisa sair distribuindo propinas a funcionários de órgãos públicos? Então, só vai para a frente quem aceita e convive com a corrupção, como se isso fizesse obrigatoriamente parte da cultura dos negócios no Brasil?! Quão rico e desenvolvido nosso país poderia ser caso valores como honestidade, ética e mérito fizessem parte do código de comportamento não só no mundo dos negócios, mas em qualquer outra atividade. Porque nossos pequenos e médios empresários são gente esforçada pra valer! Sugiro que de hoje em diante todos os que pretendam empreender e prosperar e para isso tenham de entrar em contato com o poder público, ou com a infindável burocracia, levem gravadores escondidos, ao estilo Bernardo Cerveró. Quem sabe assim, pelo medo de serem desmascarados em suas tentativas de praticar atos corruptos, todos esses malfeitores comecem a reprimir seus “instintos mais primitivos” no tocante ao mau-caratismo.

ELIANA FRANÇA LEME

efleme@terra.com.br

São Paulo

CORRUPÇÃO

Filho de peixe

Lula chamou Delcídio Amaral de imbecil por ter-se deixado gravar numa ação criminosa. E do que, então, deveríamos chamar Luiz Cláudio Lula da Silva, que apresentou à Polícia Federal texto tirado da Wikipédia como sendo o trabalho de consultoria que prestou a uma empresa investigada pela Operação Zelotes?

MARA MONTEZUMA ASSAF

montezuma.scriba@gmail.com

São Paulo

Esperança na Justiça

A prisão de senador Delcídio Amaral, além de inédita, marca a aproximação máxima da Lava Jato com o Palácio do Planalto e o Senado Federal. Empresários e banqueiros presos por tanto tempo, isso também é algo que não estamos acostumados a ver no país da impunidade. Um senador em exercício de seu mandato é ainda mais inédito e mostra que ainda existe um fio de esperança na Justiça do nosso país. Percebe-se que se aprofundarem um pouco mais a broca da Justiça com certeza chegarão à camada do poder mais alto da nossa República. A prisão de Delcídio Amaral mostra que Sergio Moro chegou ao estágio da pré-lama, se apertar as investigações e cercar um pouco mais com certeza teremos a lama invadindo o Palácio do Planalto.

RAFAEL MOIA FILHO

rmoiaf@uol.com.br

Bauru

Alvorecer

Na história da aurora da nova República que começa a refulgir no horizonte, serão eternamente reverenciados, por sua coragem, probidade e justiça, os nomes de Joaquim Barbosa, Sergio Moro e Bernardo Cerveró.

TADAIUKI YAMAMOTO

tadai@ig.com.br

São Paulo

A pique

O navio do PT está fazendo água. Alguns ratinhos estão pulando fora e outros vão se afogando. A hora das grandes ratazanas está chegando.

ELY WEINSTEIN

elyw@terra.com.br

São Paulo

Ok, o PT acabou, só falta prender o responsável, apagar a luz e trancar a porta da sede. Mas o que fazer com o poste?

ISABEL KRAUSE ROCHA SOUTO

souto49@yahoo.com

Brasília

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LINHA 5 DO METRÔ

 

Uma adutora “invisível” é uma das causas do atraso e aumento de custos em R$ 1 bilhão das obras da linha 5 do Metrô de São Paulo. Está noticiado. Fato normal, patético, ridículo, vergonhoso! O poder público de nossas cidades não tem mapeamento confiável sequer de ruas e logradouros mais banais. Nem São Paulo. Somos todos responsáveis diretos. Não nos interessamos pela cidade; somos simplesmente usurpadores de nossa cidade. Não temos educação, cultura ou sensatez sequer para procurar saber se há esgoto e se este está ligado à rede de saneamento e será devidamente tratado para preservar a qualidade da água. O que se dirá sobre qualquer outra obra subterrânea? Invisível, nada mais. Vivemos em cidades quase que medievais, com uma qualidade de vida muito baixa. Quando custa esta bagunça? É imperativo tenhamos pelo menos mapas precisos de solo, subsolo e das construções (-3m, 0m, +3m) ou continuaremos picando dinheiro público, portanto de todos. Hoje cada companhia tem seus próprios mapas, quando tem, e é comum iniciar trabalhos sem saber o que vai encontrar e de quem é. Adutora invisível? Não me assusta. Normal.

 

Arturo Condomi Alcorta arturoalcorta@uol.com.br

São Paulo

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‘OBRA DE IGREJA’

As obras do Metrô de São Paulo são obras que chamam no meio técnico ironicamente de “Obra de Igreja”. Não têm prazo para terminar e param quando o dinheiro acaba, até que se arrecade mais. A mais famosa é a Catedral de Colônia, na Alemanha, cuja construção durou 632 anos. As duas têm algo em comum. Do século 13 ao século 19 não existia gerenciamento de projetos. Nas obras do Metrô não se utiliza a gestão de projetos.

Manoel Sebastião de Araújo Pedrosa Link.pedrosa@gmail.com

São Paulo

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TEMPORADA DE CHUVAS

Nem bem começaram as chuvas na cidade de São Paulo e um bom número de ruas e avenidas apresenta crateras e buracos que comprometem a dirigibilidade. Quando arrecadam bilhões em multas, por que não investem os recursos na melhoria do trânsito, além de semáforos que ficam inoperantes à menor descarga pluviométrica? Os tribunais de contas deveriam fazer seu dever e punir responsáveis, inclusive o Ministério Público.

 

Yvette Kfouri Abrao abraoc@uol.com.br

São Paulo

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UM ESTRANHO NO NINHO

O prefeito de São Paulo, prestes a entrar em seu último ano de mandato, continua se comportando como um administrador que ainda não compreendeu bem a dimensão dos problemas da cidade e muito menos as suas prioridades. Reportagem de 24/11 do “Estadão” sobre o serviço de recapeamento da cidade veio mais uma vez comprovar o fato. Segundo a reportagem, os recursos gastos com recapeamento foram reduzidos em 70% pela sua administração e as áreas pavimentadas, reduzidas em 63%, quando comparadas com a administração anterior. A reportagem percorreu várias vias e regiões da cidade e constatou um número inaceitável de problemas, verificando também que na atual gestão dados como a data da obra, a metragem linear e a área deixaram de ser publicadas na internet. São dados que confirmam o que cada um de nós vem observando ao trafegar pelas ruas e avenidas da nossa cidade. E, para completar tal abandono da manutenção da cidade, quando procurado, o prefeito, singelamente, atribuiu o problema do desgaste da pavimentação ao clima, afirmando que “tem muita chuva e muito sol em São Paulo, e isso dificulta”. Aparentemente, o prefeito tem muito pouco respeito pela inteligência dos paulistanos e acha que pode imitar o ex-presidente que foi o único responsável pela sua eleição. Mesmo que isso fosse o real motivo, a chuva teria afetado também as administrações anteriores, mas fazer tal afirmativa em plena época de uma das maiores estiagens que a cidade já sofreu já é demais. E a promessa de investir mais no ano que vem soa como piada, pois já estamos vacinados pelo fato de que em ano de eleições todos os administradores usam exatamente deste estratagema, aliás, imoral. A impressão que se tem é de que o prefeito ainda não entendeu bem quais são as atividades e prioridades que tem o prefeito da maior cidade do País e uma das maiores do planeta. Entre elas, a recuperação das áreas verdes da cidade, para diminuir o número de mortes de paulistanos por poluição do ar e melhora da qualidade de vida da população, principalmente às margens dos rios e das represas, exatamente ao contrário do que Fernando Haddad vem fazendo.

Gilberto Pacini benetazzos@bol.com.br

São Paulo

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POLUIÇÃO DO AR

O problema não está só nos poluentes fósseis, este pode ser resolvido com filtros competentes nas chaminés e nos escapamentos dos veículos, assim como o filtro de ar dos motores e do ar-condicionado dos carros filtram até micropartículas e o que passa é tolerado pelo organismo. O grande problema são os pneus, que em atrito com o asfalto provocam desgaste destes e do asfalto, gerando micropartículas de um pó preto rico em alcatrão, que é uma substância cancerígena. Para a primeira causa temos solução, que é o desenvolvimento de filtros, que irão trazer aumento dos custos, mas há solução. Para o segundo grande causador de poluição, a única solução são as pessoas usarem filtros individuais (pequenas máscaras) e dentro das residências, escritórios, lojas, shoppings, etc., e ar-condicionado com filtro. O problema é serio e espero que, na próxima reunião mundial sobre o clima, encontrem soluções melhores do que as aqui apresentadas.

Salomao Faimberg Tessler stessler@uol.com.br

São Paulo

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ALTERAÇÃO NO TRÂNSITO

Mais uma decisão absurda do atual prefeito da cidade de São Paulo: proibir automóveis de circular no viaduto depois do túnel da Avenida 9 de Julho sentido centro. Agora todos, à exceção de taxis e ônibus, têm de circular embaixo, enfrentando trânsito e três semáforos, sendo que naquele viaduto nunca, jamais, em momento algum houve congestionamento. Assim, o prefeito continua punindo motoristas de automóveis que, diga-se de passagem, contribuem para os cofres da Prefeitura, somente com multas, com a bagatela de R$ 1,19 bilhão neste ano, conforme estimativa da própria Prefeitura. Qual a justificativa dessa estúpida alteração?

Roberto Grad rgrad@carma.com

São Paulo

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DEGRADAÇÃO DO PATEO DO COLÉGIO

É com muita tristeza que escrevo para o “Fórum dos Leitores”. O berço de nossa cidade, o Pateo do Colégio, está degradado. Tornou-se um sanitário a céu aberto. Seus equipamentos não são mantidos. Não há segurança! O Posto Móvel da Polícia Militar só fica aberto durante o dia. Depois que escurece, vira terra de ninguém. Ao amanhecer, não há quem aguente a sujeira e o odor! A banca de jornal que lá opera sofre ataques. Suas portas são arrombadas. E não há a quem recorrer. Como cidadãos, nós, da Ação Local, precisamos do apoio da imprensa para ter o berço de nossa cidade como um verdadeiro símbolo de uma das mais importantes cidades do mundo.

Carlos Barros de Moura, presidente da Ação Local Pateo do Colégio carlos@barrosdemoura.com.br

São Paulo

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ABANDONO

Muros públicos, monumentos e viadutos pichados há meses ou anos, ruas esburacadas. Nunca São Paulo pareceu tão abandonada. Senhor prefeito, isso é falta de amor pela cidade, que não deveria ser vista só como uma pilha de votos.

 

Edgard G. Calia ecalia@terra.com.br

São Paulo

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REORGANIZAÇÃO ESCOLAR EM SP

Há duas vagas na Faculdade de Democracia à disposição do secretário estadual de Educação de São Paulo, Herman Voorwald, e do governador Geraldo Alckmin. O secretário admitiu sua incompetência – usou essa palavra mesmo – e a do governador em não se comunicarem com pais e alunos sobre a pretendida reestruturação escolar no Estado. Herman disse sentir “vergonha” do nível de ensino nas escolas públicas do Estado, ao contrário do que diz Alckmin. Os dois exercem essas pequenas tiranias no governo porque não tiveram ensino de qualidade no estudo da democracia.

Apóllo Natali apollo.natali2@gmail.com

São Paulo

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SEPARAÇÃO ETÁRIA NAS ESCOLAS

Muito me admira que professores (principalmente da Apeoesp), estando no dia a dia dentro da escola, ainda não tenham notado a grande influência que os alunos mais velhos exercem sobre os menores de idade. Será que não existe o conhecimento do que passa nos banheiros escolares, onde os maiores constrangem os pequenos para entrarem no mundo das drogas? São influências perniciosas e bastante perigosas nesta primeira fase da vida, quando as drogas invadem escolas e lares. Pensem no bem que a medida de separação etária acarretará aos menores, ainda que pequena, e agradeçam a Deus por poder afastar uma pequena parcela de pequenos deste mundo cada vez mais cruel, desumano. insensível e aterrorizador.

Maria A. Vidigal Milanese milanesiriopreto@yahoo.com.br

São José do Rio Preto

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ESCOLAS INVADIDAS

O Ministério Público precisa investigar a onda de invasão em colégios em São Paulo. O “partido político clandestino dos sem-teto” financia a maioria das invasões. De onde está vindo esse dinheiro? Invadir, segundo alguns “especialistas” ou donos dos chamados “movimentos sociais”, não sai barato. Não é difícil  saber onde eles se reúnem para traçar o que chamam de estratégias. Eles têm até central para vender quentinhas aos seus seguidores...

Devanir Amancio devaniramancio@hotmail.com

São Paulo

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TEMOS DE EXIGIR MELHORIAS

Está na hora de os pais e alunos conscientes retomarem as escolas ocupadas pelos comunistas, sindicalistas e terroristas, os tais “exércitos” dos vermelhos. Aqueles, que já saquearam trilhões do povo brasileiro e do futuro de nossos jovens atuais e de seus futuros filhos e netos. Quanto aos alunos atuais e massas de manobras, sentindo-se revolucionários contra eles mesmos, acordem e não facilitem a vida de seus algozes, que agora invadem a sua porta de entrada para o seu futuro. Temos de lutar para melhorar a qualidade de ensino, como era na rede pública há 60 anos – lembrando que existia a separação por idade de alunos (primário, ginasial e segundo grau) igual à proposta agora. Temos de exigir uma melhora substancial na formação dos professores, inclusive no preparo para ser professor eficiente, temos de exigir diretores de escola mais comprometidos com as escolas e sua melhora, entre outras ações. Lembrando que foi um erro grotesco entregarem aos comunistas a educação e a cultura deste país, pois, enquanto outros países (Coreia do Sul, por exemplo) que estavam atrás de nós nos rankings internacionais e hoje são referência mundial em educação, nós só deterioramos o setor, como em tudo o que os comunistas atuaram.

Nelson Pereira Bizerra nepebizerra@hotmail.com

São Paulo

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SAÍDA

Não é difícil de terminar com as invasões dos estudantes nas escolas públicas estaduais. Ou o governador Alckmin sai do PSDB e se filia ao PT ou o governo estadual que pague passagens de avião para a Disneylândia para cada um dos estudantes que estão nas escolas invadidas. Pois é...

Marcelo Cioti marcelo.cioti@gmail.com

Atibaia

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MINAS E MORTES

A devastadora avalanche de lama que rola das minas de ferro das montanhas de Minas Gerais apresenta dimensões assombrosas. Os 62 milhões de metros cúbicos de rejeitos de extração mineral que irromperam de uma barragem exigiriam recipientes de dimensões colossais para acomodá-los: um piscinão precisaria de mil quilômetros de comprimento, 62 metros de largura e 1 metro de profundidade; uma caixa cúbica exigiria 396 metros de aresta; uma esfera não teria menos de 490 metros de diâmetro; um cilindro exigiria uma base de 100 metros de diâmetro e 7.894 metros de altura para ser abarrotado por tanto lamaçal. Nenhuma forma de vida vicejaria em ambientes desses. Vidas humanas já foram ceifadas e esse esgoto da mineração das riquezas do ferro, em sua voracidade implacável, dizima tudo o que encontra pela frente, deixando rastros que não se apagarão tão cedo. O Rio Doce, na sua caminhada de 850 quilômetros, afogado na lama, insiste na sua marcha lenta rumo à foz, mas agora deixa rastros de morte. Quando será que nós, cidadãos brasileiros, vamos despertar dessa letargia que tanto nos aflige e exigir que a gestão deste país colossal possa ser levada a sério, e com responsabilidade, em todos os campos e horizontes?

Dercy do Nascimento Silva dercysilva@gmail.com

Sete Lagoas (MG)

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A MORTE DO RIO DOCE

Dizem os especialistas que hoje o antigo Rio Doce será “cimentado” pela deposição dos rejeitos da mineração do ferro no seu leito. Considerando que a barragem estourada acumulava 60 milhões de metros cúbicos de rejeitos (equivalente a um cubo de 391 metros de lado) e que o Rio Doce tenha 50 metros de largura e 600 quilômetros de extensão, se estes rejeitos ficarem sedimentados no leito do rio, essa camada de lama terá 2 metros de altura. Portanto, o rio morreu!

Wilson Roberto Gava wilsonrgava@gmail.com

São Paulo

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O BRASIL DE NOSSO TEMPO

O Rio Doce é, ao mesmo tempo, uma vítima terrível do descaso que nós temos com o meio ambiente, mas serve também como uma triste metáfora do País: o doce e cordial Brasil tomado por um mar de lama sem fim.

João Bosco Ribeiro do Val jbrval@gmail.com

Campinas

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LAMA NO RIO DOCE E NA POLÍTICA NACIONAL

Mar de lama já matou 9 toneladas de peixes e sufoca 200 milhões de brasileiros.

Virgílio Melhado Passoni mmpassoni@gmail.com

Jandaia do Sul (PR)

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DESTRUIÇÃO E PUNIÇÃO

 

Quantos diretores, gerentes, engenheiros e responsáveis pelas bacias de contenção de dejetos da empresa Samarco, assim como secretários, técnicos e agentes fiscalizadores do município de Mariana, do Estado de Minas, e do Ministério do Meio Ambiente que avalizaram as obras das barragens estão presos ou sendo investigados por crimes pela morte de dezenas de pessoas, a destruição do patrimônio público, privado e do meio ambiente de toda a região dos mais de 600 km do Rio Doce?

 

Edvaldo Angelo Milano e_milano@msn.com

Limeira

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OBRIGAÇÃO

O Ministério Público Federal tem a obrigação de apurar as responsabilidades dos órgãos do governo do Estado de Minas Gerais e do governo federal ligados ao meio ambiente, pelo desastre de Mariana e de suas terríveis consequências!

Eugênio José Alati eugeniojalati@gmail.com

Campinas

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PROFUNDA REVOLTA

A cada imagem que acompanhamos do acidente em Mariana nos dá uma profunda revolta. Que futuro espera esses infelizes moradores locais?

Laert Pinto Barbosa laert_barbosa@globo.com

São Paulo

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A TRAGÉDIA E SUA REPERCUSSÃO

A tragédia da barragem de Mariana, em Minas Gerais, é algo sem precedentes aqui, no Brasil, e levará anos para poder limpar toda esta lama que arrasou Mariana e cidades vizinhas e deslizou por vários rios, inclusive um dos principais do Brasil, que é o Rio Doce, seguiu até o Espírito Santo e chegou até o mar. A repercussão, em geral, foi pífia diante de tamanha desgraça e as providências chegam à beira do ridículo, com barragens que não conseguiram efeito positivo nenhum. Enquanto a própria Samarco, subsidiária da Vale do Rio Doce, admitiu que o perigo ainda é grande quanto a outras barragens da região, o governador petista, Fernando Pimentel, disse que não havia nenhum perigo. A presidente Dilma esteve na região para ver se tirava uma casquinha para tentar aparecer bem na foto, pois falando é que não vai melhorar sua popularidade, que está para lá de Bagdá. O performático ex-presidente Lula manteve-se a distância do assunto e não emitiu nenhuma nota relevante, já que deste mato “elle” não consegue tirar nenhum coelho. Rui Falcão, presidente do quase finado PT, não entrou na parada porque não tem como culpar a mídia golpista e as elites por este evento. O presidente da CUT não ameaçou armar sua tropa para defender Mariana, pois não tem mais o que defender. João Pedro Stédile não quis rumar para Mariana com seu exército, pois, depois do verdadeiro apocalipse que essa região sofreu, essas terras não servem mais para assentamentos. Espero que os técnicos dedicados a esta tarefa imensa de recuperação de terras e rios consigam alcançar seus objetivos o mais breve possível.

Henrique Schnaider hschnaider4@gmail.com

São Paulo

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MARINA E MARIANA

Infelizmente, Marina, aquela do meio ambiente, se esqueceu de Mariana, aquela liquidada pela lama. Infelizmente!

José Piacsek Neto bubanetopiacsek@gmail.com 

Avanhandava

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DESRESPEITO

Enquanto o povo bebe e come lama, os magistrados do Tribunal de Justiça (TJ) de Minas Gerais comem salmão e filé no lanche. Para comemorar o repasto, o TJ gastou R$ 300 mil com talheres e taças de cristal. O gasto foi o dobro do que gastou nas duas gestões anteriores – claro, há a inflação! É uma vergonha esse ato, pois eles não demonstram respeito ao povo, ao País falido e, com certeza, os seus descendentes seguirão o mesmo caminho, no futuro. Como diz o ditado: tal pai, tal filho. Pobre povo brasileiro.

Tanay Jim Bacellar tanay.jim@gmail.com

São Caetano do Sul

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LAMAÇAL

Qual a diferença entre o lamaçal de Mariana (MG)  e o da atual política nacional?

Moises Goldstein mgoldstein@bol.com.br

São Paulo

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AS BARREIRAS DE LAMA NO CONGRESSO NACIONAL

Como as barreiras que mantinham represadas as águas barrentas, da Samarco e da Vale do Rio (que já foi) Doce, os entulhos da impunidade, da imoralidade e da falta de ética por muito pouco ainda não se romperam. As nossas instituições ainda correm sérios riscos. Como na Casa Grande e na Senzala, tudo aquilo que Gilberto Freyre conseguiu identificar de pior nos nossos costumes sociais e políticos da cultura política ainda estão vivos. Os entulhos e toda sorte de sujeira que a sociedade conseguiu reter para se salvar das prisões, ainda existem. O mensalão de Minas Gerais, o cartel de trens (em São Paulo) e o conselheiro do Tribunal de Contas de São Paulo, envolvendo políticos do PSDB e do DEM, continuam impunes.

Sinésio Müzel de Moura sinesiomuzel.de moura@gmail.com

Campinas

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HUMANITÁRIO?

O detento e, com certeza, ex-senador do PT Delcídio do Amaral diz que sua atitude em relação ao ex-diretor da Petrobrás Nestor Cerveró, planejando sua fuga do País e oferecendo-lhe mesada de R$ 50 mil, teve aspecto humanitário. Quem precisa dessas considerações são os brasileiros de Mariana e de outros municípios brasileiros que perderam casas, escolas, igrejas, a vida, e aqueles que morrem nos corredores dos hospitais brasileiros. Não o senhor Cerveró, que tem três apartamentos no Leblon (RJ) de R$ 4 milhões cada um e dinheiro no exterior.

Celso de Carvalho Mello celsosaopauloadv@uol.com.br

São Paulo

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CARA DE PAU

O senador Delcídio do Amaral (PT-MS), preso por ordem do Supremo Tribunal Federal (STF) por tentativa de obstrução à Operação Lava Jato, declarou à Polícia Federal que, por uma “questão humanitária” e para dar uma palavra de conforto, manteve reunião com o filho do ex-diretor da área Internacional da Petrobrás Nestor Cerveró, “Bernardo”, mas negou ter cometido irregularidades ou tentado prejudicar a investigação. Como um senador pode ser tão cara de pau desse jeito? Já que ele é tão humanitário assim, eu conheço muitas pessoas que precisam de ajuda humanitária, são pobres, trabalhadoras e honestas, estão à sua espera para receber um pouquinho de conforto e sem nenhuma complicação pelo ato. Perfeito é aquele antigo ditado que diz que a mentira tem pernas curtas e logo é alcançada pela verdade. Os sul-matogrossenses estão abismados!

Benone Augusto de Paiva benonepaiva@gmail.com

São Paulo

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O BOM SAMARITANO

 

Apanhado com a boca na botija, no caso, um gravador, o ainda senador Delcídio do Amaral afirmou candidamente em depoimento à Polícia Federal que estava armando a fuga de Nestor Cerveró por “razões humanitárias”. Como bom samaritano, compadeceu-se do sofrimento do prisioneiro e de seus familiares e tentou aliviar a dor a eles imposta. Foi mal entendido pelos “companheiros”, que lhe pregaram a pecha de burro, por ter deixado rastros de sua boa ação.

 

Hélio de Lima Carvalho hlc.consult@uol.com.br

São Paulo

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ESPERTEZA BANDIDA

 

Lula considera Delcídio ingênuo, imbecil, etc. Enfim, concluiu que só um idiota vai para a cadeia. Chefões de cartel, mafiosos e delinquentes que se acham inatingíveis têm sempre o mesmo pensamento. Al Capone também pensava assim.

José Sergio Trabbold jsergiotrabbold@hotmail.com

São Paulo

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CONFLITOS E CORRUPÇÃO

De um lado do mundo, conflito. Em nosso país, parece haver um concurso de corrupção, barganha e imoralidades. Os jovens comentam: “Estamos assustados”.

Jorge Mema Bernaba jorgebernaba@gmail.com

Araçatuba

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INVESTIGAR TUDO

As gravações feitas pelo filho do ex-diretor da Petrobrás Nestor Cerveró fala em cooptação de ministros do Supremo Tribunal Federal (STF), participação de autoridades máximas da República e um acordo de apoio ao candidato do prefeito do Rio de Janeiro, Eduardo Paes, à sua sucessão, em troca da não divulgação de uma suposta conta bancária de Romário num banco da Suíça, pertencente ao banqueiro envolvido. Se as tais gravações serviram de base para a prisão do senador Delcídio do Amaral (PT-MS); do seu chefe de gabinete parlamentar, Diogo Ferreira; e do dono do BTG Pactual, André Esteves, embora pareçam ser bravatas, tudo deve ser investigado.

Abel Pires Rodrigues abel@knn.com.br                                    

Rio de Janeiro

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HORA DE DESARMAR A BOMBA

É hora de desarmar a bomba: basta de mais impostos! É com bastante revolta que observamos o empenho do governo federal, seus ministros e congressistas na recriação da Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira (CPMF). Hoje sofremos uma crise de confiança: a economia está parada, não há investimento, a população está experimentando um aumento de custos em razão da liberação das tarifas públicas que estiveram artificialmente represadas nos últimos anos, variação cambial, limitação do crédito para atividades produtivas e consumo, queda de vendas e aumento violento do desemprego, que gera um círculo vicioso de mais queda de vendas. O Brasil é maior do que estes problemas e, com a adoção da seguinte estratégia de corte de custos e despesas no Orçamento da União, é possível superarmos esta crise: 1) aumento do emprego por meio do fortalecimento das empresas com a concessão de capital de giro para modernização e capacitação de mão-de-obra (similar ao projeto vitorioso implantado pela Coreia do Sul); 2) Previdência Social: limitar o valor mensal do benefício pago aos aposentados do setor público ao teto pago aos aposentados do setor privado (hoje o montante pago a 1 milhão de aposentados do setor público equivale ao mesmo valor pago a 28 milhões de aposentados da iniciativa privada); 3) corte de funcionários não concursados em todos os níveis do Executivo, Legislativo e Judiciário; 4) redução dos atuais 594 congressistas (81 senadores e 513 deputados federais) para 27 senadores e 270 deputados federais; 5) modernizar a Consolidação das Leis do Trabalho (CLT) aos tempos atuais, com ênfase no equilíbrio entre direitos e deveres; 6) fim do imposto sindical obrigatório; 7) privatização das estatais e de todas as estradas do País; 8) limitar o salário dos congressistas ao máximo de 40% do salário pago aos ministros do STF; 9) limitar o salário dos deputados estaduais e vereadores ao máximo de 50% do salário do governador e prefeitos; e 10) estudo para redução do custo financeiro na manutenção das reservas brasileiras aplicadas em títulos públicos do Tesouro americano. Hoje esse custo se refere à diferença de 14,25% da taxa Selic e o juro de 1% pago pelo governo americano. Com a implantação destes dez pontos, haveria uma redução equivalente a R$ 220 bilhões/ano. A sociedade brasileira não aceita mais aumento da carga tributária sem contrapartida de serviços de qualidade na saúde, habitação, educação e segurança pública. Chega de novos impostos! A hora é de redução nos custos e nas despesas do “Condomínio Brasil”.

José Guilherme Levenstein guilherme.levenstein@jlbrasil.com

São Paulo

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O OVO NA GALINHA?

Dilma Rousseff insiste na volta da CPMF, tanto que encaminhou ao Congresso Nacional uma alteração à Lei Orçamentária para incluí-la no orçamento de 2016. Estará a presidente contando com o ovo ainda dentro da galinha? Se depender da vontade do povo, essa volta jamais ocorrerá. Esperamos, sim, que ela corte os cargos de confiança de milhares de pelegos mamando nas tetas do Tesouro, entre outras benesses desnecessárias.

Leila E. Leitão

São Paulo

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DILMA, CPMF E EDUARDO CUNHA

De duas, uma. Ou bem fica Dilma Rousseff na Presidência ou se aprova a CPMF. As duas coisas juntas não dá! Colocar um aporte de dinheiro deste volume nas mãos ávidas do governo petista de Dilma Rousseff, tutelada por Lula da Silva, que já está babando, ao afirmar com cinismo que só foi contra a CPMF anos atrás, porque era proposta pelo FHC... Sob o argumento de recuperação econômica do País, é inadmissível a ideia e de uma burrice crassa. Ou bem uma, ou bem outra, já chegam os anéis que se foram... Salvemos os dedos! E, junto com Dilma, despachemos também este que é uma verdadeira unha encravada, por favor!

Mara Montezuma Assaf montezuma.scriba@gmail.com

São Paulo

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TEMER É UMA TEMERIDADE

Agora Michel Temer é a favor da criação da CPMF? O vice não gostou quando  Dilma quis criar o tributo sem consultá-lo. Numa atitude de moleques que fazem beicinhos quando contrariados, o vice foi contra criar o imposto. Temer é uma temeridade. Agora, que se avizinha uma possibilidade de ser o presidente do Brasil, está convencendo deputados e senadores a votarem pela recriação da  malfadada CPMF dizendo que os recursos arrecadados sejam divididos entre União, Estados e municípios e que possam ser empregados para cobrir  o rombo da Previdência e investidos em saúde e outras áreas. Mas quanta picaretagem somos obrigados a ler e ouvir destes pseudo-homens que não nos representam. Será que existe algum deputado ou senador que acredita que o dinheiro vai ser investido nessas áreas? Já vimos esse filme em passado recente. A saúde piorou e o dinheiro sumiu. O  que será que estes senhores pensam sobre a população? Que ela é trouxa e vai aceitar pagar mais imposto? Com Levy ou com Meirelles, mais imposto não. Se Temer aceitar que a criação da CPMF é um caminho para reequilibrar as contas do governo, também estará dizendo que endossa as pedaladas praticadas pelo governo, ou seja, o PMDB, aliado do governo, foi tão venal quanto a incompetente presidente. E os senhores congressistas, vão trair seus eleitores?

Izabel Avallone izabelavallone@gmail.com

São Paulo

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A AMEAÇA DO AEDES

Será que é possível saber quanto foi que o governo federal dispendeu de recursos orçamentários no corrente ano para prevenir doenças como as causadas pelo mosquito Aedes Aegypt, já velho conhecido das autoridades? Não seria possível evitar alguns dos mais de 700 casos já informados de gestantes infectadas e que terão seus filhos seriamente prejudicados pela microcefalia? E agora vem a presidente dizer que está preocupada... Preocupada? Responsabilizada, dona Dilma!

Marco Antonio Esteves Balbi mbalbi69@globo.com

Rio de Janeiro

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SÍNDROME DE GUILLAIN-BARRÉ

Em 1989, aos 59 anos, tive essa doença rara, na ocasião chamada de Poliradiculoneurite. Felizmente, não cheguei ao ponto a que chegou o vendedor Cristiano Santos, talvez pela sorte de um diagnóstico rápido e preciso após a instalação de paralisia facial bilateral, isso após meses de dores fortes nas pernas, que ninguém conseguia explicar. A recuperação foi lenta, mas a única sequela foi uma leve paralisia de um lado do rosto e no olho do mesmo lado, porém pouco visível. Espero que o sr. Cristiano possa se recuperar e voltar a levar uma vida normal e proveitosa.  

 

Renate Muhr Langeani rlangeani@uol.com.br

São Paulo

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SE O PAÍS FOSSE SÉRIO...

Se o País fosse sério, o ministro de Minas e Energia já teria sido sumariamente exonerado após o rompimento da barragem em Mariana (MG), assim como o ministro da Saúde, após afirmar que “sexo é para amadores, gravidez é para profissionais”, em decorrência da microcefalia em recém-nascidos relacionada com o zika vírus (ZIKV). A falta de responsabilidade e de fiscalização do governo federal, a ausência de oposição e a desesperança da sociedade só fazem aumentar a tensão com a crise política, econômica, social e ética no País.

Luiz Roberto Da Costa Jr. lrcostajr@uol.com.br

Campinas

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A PÍLULA DO CÂNCER

O ministro da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI) pretende concluir a fase pré-clínica da “Fosfoetanolamina Sintética”, conhecida como “pílula do câncer”, em sete meses. Uma vez tal pílula desenvolvida pela Universidade São Paulo (USP), evidentemente, até por tradição, merece crédito e confiabilidade no seu efeito. Portanto, enquanto todos os quesitos da “burrocracia” brasileira não forem preenchidos, por que não liberar o produto para pacientes considerados terminais? Se não se recuperarem totalmente, no mínimo poderá lhes prolongar a vida e diminuir seu sofrimento.

Angelo Tonelli angelotonelli@yahoo.com.br

São Paulo

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ANVISA

Se o 14 Bis dependesse de aprovação da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), até hoje não teria voado!

Eduardo Cury eduardo@curybr.com

São Paulo

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