Fórum dos Leitores

LULOPETISMO

O Estado de S.Paulo

03 Janeiro 2016 | 03h00

Pedaladas x Bolsa Família

Com medo do impeachment, Dillma resolveu pagar bilhões de reais para encobrir suas pedaladas. E, cara de pau, vetou o reajuste do Bolsa Família. Ou seja, primeiro “eu”, depois os outros.

JÚLIO ROBERTO AYRES BRISOLA

jrobrisola@uol.com.br

São Paulo

Verbas à vontade

A ínclita presidente Dilma liberou para a saúde do Rio de Janeiro, que passa por uma das piores crises de gestão, ajuda federal de R$ 45 milhões. E, apesar da crise nas contas públicas, libera R$ 7,2 bilhões para pagar emendas parlamentares. Isso é que é governar em causa própria! O povo? É apenas um detalhe...

ARTUR TOPGIAN

topgian.advogados@terra.com.br

São Paulo

Desgoverno

Mais verbas parlamentares, mais impostos à vista. As emendas parlamentares são, na realidade, uma vergonhosa compra de votos. O governo federal compra os congressistas e estes compram votos das “bases”. A grande quantia de recursos é pulverizada sem maior planejamento e visando apenas à manutenção do poder. Deveriam acabar!

LUIGI VERCESI

luigiapvercesi@gmail.com

Botucatu

Em 2014, ella fez pacto com o diabo para vencer a eleição. Em 2015, os diabinhos do Congresso, dos banqueiros e das empreiteiras passaram a cobrar a conta. E em 2016, para se manter no poder, o diabo-chefe, o do pacto, vai mandar uma conta ainda mais alta. Advinha quem vai pagar? Ora, nós o povo. A única solução é fazer um exorcismo, espantando para sempre esse pesadelo chamado Dilma.

OLAVO FORTES C. RODRIGUES

olavo_terceiro@hotmail.com

São Paulo

CPMF?

Há muito tempo eu não via frase tão bem colocada: “Pagar mais impostos para o governo é o mesmo que aumentar a mesada de um filho que gasta com drogas.” Magnífica observação do historiador político Leandro Karnal, ao divulgar que Dilma prega corte de gastos, mas levou comitiva de 900 assessores a Paris e hospedou-se em hotel de luxo. Presidente sem noção!

JOSÉ CARLOS ALVES

jcalves@jcalves.net

São Paulo

O saldo da incompetência

Depois de ter cortado direitos dos trabalhadores, Dilma acenou com cortes de gastos em seu governo. Prometeu cortar 3 mil cargos de confiança, cortou só 346. Prometeu diminuir seu salário e o do vice, não cumpriu. Prometeu diminuir o número de ministérios e nada fez. Em que esse governo petista é bom? Em cortar direitos dos aposentados, dos trabalhadores e aumentar impostos, corrupção e gastar sem planejar. Questionada sobre as promessas não cumpridas, a presidente justifica que por causa do impeachment precisou negociar cargos para ter apoio e aí garantir sua permanência no cargo. Triste é constatar que uma “quadrilha” no Congresso está lá para se beneficiar e tratar de seus próprios interesses. O saldo do governo petista: 9 milhões de desempregados, inflação acima de 10%, juros de agiotagem, recessão de 3,5% em 2015. Um governo que frequentou palanques por mais de uma década vociferando que havia elevado milhões de brasileiros à classe média, agora expõe suas feridas. Disseram que transferiram renda, mas apenas distribuíram dinheiro que não tinham, tomado emprestado a juros escorchantes. O resultado? Uma dívida pública de R$ 3 trilhões. E quem ganha com isso? A elite da elite, que ganha do governo e empresta o que lhe sobra do lucro. Assim caminhamos, sem as reformas administrativa, tributária, política, tão necessárias para o desenvolvimento do País e a retomada do crescimento econômico. Eis o Brasil do PT. Um país do atraso, do fracasso, da incompetência, da irresponsabilidade com a coisa pública, da corrupção e da compra de consciências – dos mais ignorantes aos mais espertos.

IZABEL AVALLONE

izabelavallone@gmail.com

São Paulo

Vai faltar peneira

No discurso de Dilma, o País vive em situação de pleno-emprego. No Brasil real, a taxa de desemprego, que já está em 8%, caminha aceleradamente para os dois dígitos. Fico curioso em saber: quando isso acontecer, onde o marketing da presidenta vai encontrar peneira larga o suficiente para esconder o sol?

JORGE ALBERTO NURKIN

jorge.nurkin@gmail.com

São Paulo

Mensagem à Nação

Triste é o país cujo líder não tem coragem para se dirigir ao povo num fim de ano. Que vergonha, que vergonha...

RICARDO FIORAVANTE LORENZI

rlorenzi@toyosetal.com

São Paulo

OLIMPÍADA

Da vergonha

O nobre Fernando Gabeira (Maratona no escuro, 1.º/1, A2) acerta ao escrever: “Nadamos pelados na maré alta e quando ela abaixa convidamos todos a nos olhar”. De fato, nestes primórdios do ano de 2016, nada alvissareiras são as expectativas. E o desgoverno fluminense, como em síndrome de Estocolmo, apoia-se no que não deveria. Pois é justamente por causa da esfera federal – com, dentre outros problemas, o petrolão e a falência da ex-maior empresa nacional – que o Estado do Rio de Janeiro se encontra em situação falimentar! Mas como dito pelo quase prefeito da cidade do Rio – que por 50 mil votos e um feriado antecipado pelo sr. Sérgio Cabral não nos deu uma decente prefeitura, que não temos há décadas –, seremos desnudados mundialmente, como já antecipou a primeira capa da revista britânica The Economist. E dessa vez o escrutínio terá repercussões “nunca antes vistas na História deste país”.

ROBERTO VIVACQUA DE MEDEIROS

rsvivacqua@yahoo.com.br

Rio de Janeiro

CULTURA

Museus e cidadania

Editorial do Estadão chama a atenção para a situação precária dos museus no País (1.º/1, A3). À luz da experiência internacional, faltam políticas públicas de inclusão das pessoas na gestão dos museus, muitas vezes abandonados tanto pela administração pública como pelos cidadãos, que neles não se sentem representados nem são atraídos por eles. Daí, como bem afirma o editorial, a ação da iniciativa privada voltar-se apenas para os mais promissores em termos de imagem. Para mudar, portanto, cabe ampliar a participação dos cidadãos e dos grupos de interesse na gestão, o que produzirá novos e interessantes museus.

PEDRO PAULO A. FUNARI, autor de ‘Cultural Heritage and Museums in Brazil: An Archaeological Appraisal’ (Museum International)

ppfunari@uol.com.br

Campinas

Enchentes em São Paulo

Moro na capital paulista há mais de 50 anos e em todos eles houve  enchentes, quase sempre no final ou  início do ano. Promessas  de solução também ouço há mais de 50 anos... Por isso , quando vejo políticos visitando ou  sobrevoando  áreas atingidas,  como  é costume  em  todo  o Brasil, francamente, sinto nojo. Minha vontade é pegar tanto  prefeito como governador  pelos colarinhos e levá-los, literalmente ao  lamaçal e esfregar suas caras no  barro,  para  que sintam na pele o que o povo sofre .

Arnaldo de Almeida Dotoli arnaldodotoli@hotmail.com

São Paulo

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Nada vai mudar

A presidenta Dilma vetou o dispositivo que vedava a concessão e renovação de empréstimos do BNDES para obras e investimentos no exterior. Assim continuarão  os "empréstimos" (ou melhor, doações) multibilionárias para Cuba, Venezuela e outras ditaduras simpáticas ao governo. E empresas brasileiras terão oportunidade e facilidade de se envolver em corrupção.   

Luigi Vercesi luigiapvercesi@gmail.com

Botucatu

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Efeito Orloff

Tudo o que Mauricio Macri tem feito desde que tomou posse como presidente da Argentina tem me deixado morrendo de inveja dos nossos vizinhos, e pedindo a Deus que o outrora temido "efeito Orloff" nos atinja o quanto antes. Que venha essa bem-vinda ressaca, sem Dilma, sem Lula, sem o PT, sem bolivarianismo, sem o Foro de São Paulo, sem o atraso de ideias que tanto fez o nosso país andar para trás. 

Ronaldo Gomes Ferraz ronferraz@globo.com

Rio de Janeiro

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Impeachment - 'ultima ratio'

No fim do ano passado, assistimos impávidos à última pá de cal ser jogada sobre a legítima esperança de retomarmos nosso país, via impeachment, desse agonizante populismo bolivarianista. Como o cristalinamente expôs Miguel Reale Jr., até mesmo um leigo não teria qualquer dificuldade na compreensão dos crimes, quer comissivos, quer omissivos, perpretados pela madame desgovernante. A clareza caribenha dos artigos 51 e 86 da Carta Magna vigente no tocante à competência privativa (!!) da Câmara para admissão da acusação e instauração do processo não carece de qualquer discussão. Mas o stf fez questão de fechar o espetáculo de horrores de 2015 com chave de ouro, com sua grandiloquente criação de novas pseudoteorias jamais aplicadas nem mesmo no caso Collor, na prática ceifando a competência da Câmara (o AI-6, como o bem disse Fernão Lara Mesquita em ótimo artigo nesse jornal) e conferindo todo o poder ao -por enquanto! - aliado palaciano Renan e suas muquepes. Quando o judiciário, a 'ultima ratio', vira um circo, só nos resta pintar o nariz de vermelho e começar a rezar.

Sergio Vivacqua de Medeiros sergiovivacqua@ig.com.br

Rio de Janeiro

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Bestificados estamos

Miguel Reale Jr., jurista que ao lado de Hélio Bicudo e Janaina Conceição formulou o pedido de impeachment da Dilma Rousseff, acolhido na Câmara Federal, em esclarecedor artigo com o título "O povo bestificado" publicado no Estadão de ontem à página A2, demonstra mais uma vez seu justo inconformismo com a decisão do Supremo Tribunal Federal, que rebaixa de forma inconstitucional as prerrogativas da Câmara, dando uma inédita supremacia sobre esse evento ao Senado.  Realmente nós também estamos "bestificados" com essa estranha decisão do STF!  Já que a Câmara Federal, com 513 deputados eleitos pelo povo, não pode ser reduzida a pó, pelo jeito, convenientemente, para um Senado, com apenas 81 parlamentares, somente para favorecer o governo neste provável, e por enquanto suspenso pedido de impeachment.  E esses juristas citados que formularam esse pedido são altamente renomados (e com todo o respeito, não de porta de cadeia) e conhecedores profundos da nossa Constituição.  Desta forma, em seu texto Reale Jr. detalha bem os artigos da Constituição que legitimam a decisão do presidente da Câmara,  Eduardo Cunha, de ter acolhido esse pedido. E se a nossa Suprema Corte decidiu enfraquecer o Cunha, porque rompeu com o Planalto e também por estar envolvido nas investigações da Lava Jato, não menos envolvido também está no petrolão o  Renan Calheiros, um legítimo serviçal do governo...   E por que, então, o STF dá esse estranho poder ao senado de Renan?!...   Ora, está certo o jurista Miguel Reale Jr., que estupefato afirma: "Como confiar no Supremo diante de construtivismo constitucional dessa grandeza?".   

Paulo Panossian paulopanossian@hotmail.com

São Carlos

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Povo bestificado

A despeito de ser um jurista consagrado e com passagem pelo Ministério da Justiça, confesso que o posicionamento de Miguel Reale Júnior, em circunstâncias pretéritas, não chega empolgar.  Todavia, não se pode ignorar a relevância de seu magistério esposado em artigo por ele assinado e publicado ontem no jornal O Estado de S. Paulo, onde com clareza e didática escancara o viés ideológico e fisiológico pelo qual começa se pautar alguns ministros de nossa corte suprema, que em flagrante desrespeito ao disposto nos artigos 51 e 86 da Carta Magna, concederam ao Senado Federal a novel atribuição de autorizar ou não a abertura de processo de impedimento, neste caso específico, da chefe do Poder Executivo. E, podendo fazê-lo com o voto da maioria simples dos senadores presentes, ou seja, 21 senadores, ainda que a Câmara dos deputados o tenha autorizado pelo voto de 342 deputados - 2/3 da casa. Esse entendimento do Supremo Tribunal Federal, a quem é atribuída, pasmem, a defesa da observância e aplicação da Constituição Federal, fere também o Regimento Interno do próprio Senado Federal - artigos 377 a 381 -, como bem enfatiza no citado artigo o professor Reale Júnior. Não é sem razão, portanto, que as previsões de dias ainda mais turvos para o ano de 2016, não podem ser consideradas apocalípticas ou simples licença poética da "direita branca" como gostam de classificar os arautos dos inquilinos do poder reinante, mas o simples desiderato das decisões e posicionamentos canhestros e obtusos de poderes, flagrantemente aparelhados e bestializados pela ideologia do fisiologismo.

Jair Silva Cardoso jairsilvacardoso@gmail.com

Guarulhos

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Intelectuais de encomenda

Não obstante, o  povo bestificado compreende muito esses juristas e intelectuais de encomenda. Eles, especialmente esses lulopetistas, são como Hitler, Mussolini, Lula, Chico, etc. -Chico, até já confessou que roubou carro. Eles sabem muito bem que são inteligentes. Divergem, em sabedoria, da sociedade. Eles nasceram iguais às crianças que nascem cegas, sem braços, pernas, doenças degenerativas. Elas não têm culpa de ter nascido assim. Eles também não têm culpa de nasceram com o dom da inteligência. Eles possuem bons raciocínios, interpretação, entendimento, habilidade, etc. Eles sabem que são diferenciados, têm o dom da oratória, de escrever, de conduzir massas, de compor, interpretar, liderar, sofismar, dissimular, etc. O povo bestificado tenta quando pode. O povo bestificado, quando pode e tem oportunidade, avança, estuda, trabalha e gera bem. O povo bestificado, quando consegue ter um lapso de raciocínio e ciência, sabe que sua carência não é mérito, nasceu assim, mas se esforça, tem vontade, se sacrifica e tenta salvar a humanidade. O povo bestificado não usa o seu raciocínio limitado para o mal. Imagina o que a sinergia de um Veríssimo, Chico, Lula e tantos outros excepcionais contribuiriam para a melhoria não só do povo bestificado, mas de toda a República, de todo o ano de 2016 e dos vindouros, e de toda a sociedade. Mamãe, pessoa muito simples, que recentemente nos deixou, teve 5 filhos com papai, sapateiro da Gal. Polidoro, Botafogo, RJ. Ambos foram irresponsáveis, nasceram assim, sem culpa. Mas se esforçaram, se sacrificaram e obtiveram grandes valores. Todos os seus filhos se graduaram, dois são doutores em ciência pela UFRJ e pela USP. E mamãe, que tinha muita vontade, falava que se ganhasse na loteria, ajudaria toda a humanidade, esse povo atônico, sofrido e bestificado que idolatra as boas obras desses que desfazem o sonho, a República e o ano novo, conforme escreve Miguel Reale Júnior (2/1/A2).

Aluisio de Souza Moreira asmoreiralu@gmail.com

Santos

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Uso indevido do dinheiro público e impeachment

Pergunto, como um simples leitor: por que ninguém perguntou ao Supremo Tribunal Federal se o controlador, ao se apropriar do  dinheiro de um banco como o Banco do Brasil, que até onde sei é uma economia mista, está cometendo um crime? Mais: e se esse ato for crime, é ele enquadrado como crime de responsabilidade fiscal? Após estas respostas atalharíamos o processo de impeachment. Sobraria somente a visão do Congresso para sabermos se o crime também era para ser enquadrado como "político". Afinal, para a visão de um simples cidadão, o senador Collor foi um simples batedor de carteira perto do que vemos por aí.

Nelson Mattioli Leite nelsonmattioli@icloud.com

São Paulo

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Crise

Enquanto os partidários do partido no poder procurarem "boquinhas" nos órgãos públicos, para obterem renda sem trabalhar e sem competência, os gastos públicos ultrapassarem a arrecadação fiscal e as infrações contra a Lei de Responsabilidade Fiscal não forem punidas com deposição da presidente, não haverá luz no fim do túnel da crise política e econômica do país.

Harald Hellmuth www.hhellmuthsustentabilidade.com 

São Paulo 

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Extrema pobreza, redução de 63%

A  sociedade brasileira tem criticado, e com razão, a incompetência do  governo PT, porém, surge uma boa  notícia , estudo  " Pnad 2014 - Breves análises" ( 30/Dez.) , lançado pela Diretoria de Estudos e Políticas  Sociais do Instituto de Pesquisa Aplicada -Ipea :  "Situação de extrema pobreza teve redução de 63% nos últimos 10 anos".   Sem dúvida uma boa notícia, porém, poderia ser bem melhor se não houvesse tanta improbidade  administrativa.

Edgard  Gobbi edgardgobbi@gmail.com

Campinas

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A confissão de dona Dilma

O último episódio com que nos brindou D. Dilma na novela trágica  interpretada  por ela e Lula "Éramos dois..." merecia ser o epílogo da história do governo petista. Uma vez mais, tentando explicar, e escusar-se, porque não sabia da tragédia que a sua política "nova matriz econômica" estava causando disse, na maior cara de pau, que só lia a "Carta Capital" e o "Forum", e que nos dois órgãos de imprensa  sempre estava escrito que tudo ia bem. Ora, tudo o mundo levemente informado sabe que esses dois órgãos de imprensa são chapa branca, subsidiados pela publicidade corruptora da Petrobrás, Banco do Brasil e Caixa Econômica Federal. Seu editorial é todo orientado pelos interesses do PT e do governo petista, dando sustentação à grande patifaria desventrada pela "Operação Lava Jato" em suas várias fases. A explicação de dona Dilma demonstra a sua abissal incompetência. Utilizá-la, um desavergonhado carácter. Pensar que pode servir de desculpa, um transtorno mental insanável.   

Alexandre de Macedo Marques 

São Paulo

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O crime das pedaladas confessado

O cristal trincou e leite derramou. Esse é o nosso país, cuja realidade é uma só: o reconhecimento de que não há condição de reaproveitar o leite derramado e menos ainda recolocá-lo no copo de cristal trincado. Dizer agora que os ilícitos (pedaladas) serão revertidos não elide o crime cometido às disposições legais da lei de responsabilidade fiscal e outras. Muito pelo contrário: é a confissão inequívoca e irrefutável da prática do crime. Se estava na lei e se nenhum servidor público pode desconhecer a lei, o mínimo que se esperava era que a lei fosse cumprida por todos aqueles que cuidam do dinheiro público. Se disposição é preciso ter, não é a de corrigir o crime fazendo o que não devia ter sido feito, mas, apenas, disposição de não cometer nenhum crime. Por seu lado, crime confessado não é artifício, nem ideológico, nem político: é a manifestação contundente do mal que se fez a toda a população trabalhadora que muito contribui com parte de seus ganhos para exatamente ver que as leis devem ser cumpridas. Mas... 

Pedro Luís de Campos Vergueiro pedrover@matrix.com.br

São Paulo

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O que se esperaria de um(a) patriota

2016. No plano individual, com certeza poderemos alcançar vitórias justas e honestas, que desejamos a todos. Porém, forçoso é reconhecer que, no plano coletivo, o Brasil está sem ponto definido em direção ao norte numa bússola e sem uma grande embarcação seguramente conduzida por um comando confiável. Uma noite negra deve se abater sobre nós ao longo de, no mínimo, 11 trimestres, segundo especialistas em economia, a base fundamental de todas as demais crises. É tempo muito longo para sofrer. A presidente Dilma deveria renunciar e convocar eleições gerais, que certamente seriam observadas, pouco importando, em momento tão extremo, princípios constitucionais. Desse modo ela ainda preservaria um espaço em nossa história. 

Amadeu R. Garrido de Paula amadeugarridoadv@uol.com.br

São Paulo

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De  novo, a travessia

Alguém já declarou, demonstrando certa sabedoria, que manter o silêncio, mesmo correndo o risco que os outros achem tal postura um sintoma de imbecilidade, é melhor do que abrir a boca e afastar todas as dúvidas. Com a nossa presidente ocorreu um fenômeno inverso: falou demais durante o ano, criando na sociedade uma sensação de desconfiança em relação aos seus dotes intelectuais e silenciou no último dia de 2015, sem coragem de encarar o povo que ajudou a arruinar, com suas pedaladas e transgressões da lei de responsabilidade fiscal, limitando-se a artigo impresso, tipo réquiem, atitude que dissipou todas as suspeitas. Só resta ao povo recorrer a recursos extremos tais como, metaforicamente, munir-se de uma boa boia salva-vidas, porque em 2016 a travessia, termo tão empregado ao longo do último ano, será, agora, sim, tenebrosa.

Paulo Roberto Gotaç prgotac@Hotmail.com

Rio de Janeiro

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Penitência nacional

O mais revoltante nas medidas adotadas pelo (des)governo do PT é a) a redução dos ministérios ficou no palavrório, contando com a falta de memória da maioria do povo; e b) as medidas para o reajuste SÓ visam o contribuinte: mais impostos, ameaça da malfadada CPMF, corte na educação (assim mesmo em minúscula), corte no Bolsa Família, carro-chefe de eleição e reeleição, corte no FIES, no Prouni e adjacências, Minha Casa Minha Dívida com casa mal construída, etc., etc., etc. Que ano novo será esse? Que mentiras teremos de ouvir ainda?

Cecília Bueno Tonon cbton@hotmail.com

Bauru 

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Vermelhidão Anônima

Como o esquerdismo gosta de segredos! Não bastasse o exemplo dos cartões de crédito corporativos, que têm seus usuários e extratos protegidos em nome da "$egurança Nacional", agora vem o governo com uma ridícula proposta curricular, preparada por 116 especialistas... anônimos! A anacrônica BNC - Base Nacional Comum Curricular - é uma ode ao atraso e à ignorância, como bem destaca o editorial "Epitáfio da Pátria Educadora" ('Estadão', 2/1, A3). A já mencionada "Segurança Nacional" justificar o sigilo dos gastos com cartão corporativos é até compreensível, pois fossem esses gastos divulgados, realmente poderíamos ter uma ameaça à paz interna, tamanhos os absurdos que fazem com nosso suado dinheiro. Já o sigilo que protege os 116 anônimos "especialistas" em educação só pode ser justificado pela vergonha de terem redigido tão colossal cabedal de absurdos didáticos! 

Júlio Cruz Lima Neto

São Paulo

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Pátria enganadora

Só nesse Brasil um governo que com o lema "pátria educadora" reduz em 10% os investimentos em Educação. Vamos ver qual o tema desse ano, com certeza vai ser mais uma frase mentirosa de um governo corrupto e enganador. 

Laert Pinto Barbosa laert_barbosa@globo.com

São Paulo

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Incompetentes mamutes

A entrevista da presidente Dilma à 'Folha de S.Paulo' publicada há dias deixa a certeza de que ela não só está perdida e alienada, como também não tem a grandiosidade de admitir os grandes erros que fez e continua fazendo à frente do nosso país. Em nenhum momento ela diz que a crise que está dizimando indústrias e empregos é resultado de suas tacanhas ideias econômicas, que se comprovaram um desastre. Como já é praxe, atribui toda a nossa dificuldade ao quadro internacional, ignorando que todos os países (com pouquíssimas exceções) cresceram nestes últimos anos e o Brasil ficou para trás, só se comparando com a Venezuela. Se alguém ainda tinha esperança de ver nossa governante atuar com eficiência, essa entrevista acabou com ela. Os que já sabiam e têm certeza de que com ela só vamos para o fundo do buraco confirmaram sua crença. Com  centrais sindicais que são verdadeiros mamutes irracionais e com suas equipe de atrasados esquerdistas que negam a realidade que está à frente do nariz de todos, só temos a certeza de que a única saída é o aeroporto. A dirigente incompetente não levará o Brasil a nenhum lugar decente e nossos filhos e netos estarão fadados a lutar contra a burrice, a incompetência e a corrupção. Que Deus se apiede de todos nós!

Maria Tereza Murray terezamurray@hotmail.com

São Paulo

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Lula atingido

Quem dizia que Lula nunca seria preso no país da impunidade pode começar a mudar suas convicções. Não só a impunidade está sendo vencida no País, como Lula, o todo-poderoso, o "cara", o intocável, o que não sabia de nada, o colosso está encolhendo, encurralado pelas operações Lava Jato, Zelotes e pelas delações do seu "amigo", enquanto seu alterego pixuleco cresce e se transforma num símbolo vuduista que todos querem espetar. O ano novo já traz esperanças. Quem viver verá!

Gilberto Dib www.dib.com.br

São Paulo

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'Samarco ré, Petrobrás vítima?'

Muito importante o artigo de CARLOS HENRIQUE ABRÃO E ÉRICA GORGA sobre a diferença de tratamento dada a empresas privadas e à Petrobrás (31/12/2015, A2). Que a AGU defenda o governo da vez e ataque quem não seja governo é normal. O estranho é a omissão de órgãos que deveriam zelar por interesses do cidadão e do investidor como Ministério Público Federal e CVM. Como investidor em ações da Petrobrás, já estou pagando pesadamente pela incompetência da diretoria e do Conselho Administrativo da estatal. Minhas ações viraram pó. Vou perder novamente, porque é certo que a Petrobrás vai perder na Corte americana. Que pelo menos, como sugerem os articulistas, os valores apreendidos na Operação Lava Jato sejam destinados aos acionistas minoritários, e não ao controlador incompetente e inconsequente.

Milton Akira Kiyotani miltonak@gmail.com

São Paulo

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Indulto de Natal

Saídas de Matal e outros indultos com o aumento de crimes demonstram a falácia que é o principio da progressão da pena e da ressocialização do preso.  Juristas garantistas deveriam deixar de ser hipócritas ao defender que criminosos contumazes e habituais são passíveis de recuperação, dentre eles os corruptos que fazem do crime um meio luxuoso de vida.  A ciência já definiu que apenas criminosos ocasionais e passionais são passíveis de recuperação: o resto é impunidade e desordem social.  Até mesmo a suposto combate a superlotação carcerária é uma mentira, pois liberdades antecipadas apenas aceleram o infinito ciclo de prisão, liberdade e cometimento de novos crimes aumentando o trabalho policial e judicial num verdadeiro "enxuga gelo". 

Edenilson Meira merojudas@hotmail.com

Itapetininga 

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Megarreflorestamento

O insuportável calor do verão carioca especialmente nos bairros da zona norte e oeste maltrata o povo destas regiões da cidade maravilhosa. Não vejo porque o prefeito Eduardo Paes não implementa um grande projeto de reflorestamento urbano nesses locais. Belém do Pará é uma cidade que suporta o calor de uma localização do equador com sol causticante porque suas mangueiras centenárias conferem um microclima agradável com sombra e com um "plus" de oferecer as frutas para a população. Talvez seja porque um projeto deste porte não lhe dará o retorno rápido de votos e seja necessário esperar as árvores crescerem. De qualquer maneira fica aqui minha sujestão: implementar um megaprojeto de reflorestamento urbano nas zonas norte e oeste da cidade do Rio de Janeiro.

Mário Negrão Borgonovi marionegrao.borgonovi@gmail.com

Rio de Janeiro 

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Ainda falta muita água no Cantareira 

Para sorte dos paulistanos, pelo menos em água potável a situação está melhorando, porque se as chuvas provocam enchentes em vários  pontos da região metropolitana,  paulatinamente estão  recuperando os reservatórios que formam o Sistema Cantareira. Neste Dezembro as chuvas passam da média histórica e tomara continuar  assim até Março, porque falta muito ainda (uns 800 milhões de m2 ?) para que principalmente o maior reservatório, Jaguari, atinja  seu volume de segurança e  quota que permita suas aguas descerem  naturalmente  pelos  túneis  e dispensar o bombeamento atual de custo caro sua operação. Espera-se que o susto que todos passamos com a possibilidade de um racionamento severo tenha servido de alerta ao governador Alckmin para dar andamento já a novos projetos que venham diminuir a dependência absurda que a região metropolitana tem do Cantareira. Se o Alckmin esqueceu, em 8 de Fevereiro de 2014  o Cantareira estava com 29 %  do seu volume útil operacional ou menos de 1/3 e com uma estação de chuvas muito abaixo da média que já vinha do ano anterior e tal situação mostrava a necessidade de adotar pelo menos um racionamento pequeno, que certamente  o pessoal operacional da Sabesp sugeriu. Essa medida serviria para conscientizar  a população  a economizar no consumo algo que não estava  acostumada, atitude que ele não tomou por medo de prejudicar sua campanha eleitoral.  Então, governador, mexa-se e desencave projetos que de há muito esperam sua execução.

Laércio  Zannini spettro@uol.com.br

São Paulo

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Aumentos

A par dos aumentos já anunciados agora na véspera do novo ano sobem as passagens de ônibus, e a qualidade do transporte público continua de má qualidade. O governo ao invés de investir em trens e no metrô prefere colocar ônibus nas suas faixas exclusivas, sempre prejudicando ao trânsito e expulsando os carros dos corredores com radares e redução das velocidades, enfim nessa guerra todos perdem e o passageiro se torna instrumento de manobra nas mãos de empresários e os governantes que não explicam tanta demora na conclusão de linhas de metrô.

Carlos Henrique Abrão abraoc@uol.com.br

São Paulo

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