Fórum dos Leitores

LULOPETISMO

O Estado de S.Paulo

06 Janeiro 2016 | 02h55

Pedaladas

O governo do PT, por intermédio do ministro Jaques Wagner, tenta passar a ideia de que, se um ladrão rouba um banco e ao ser descoberto devolve todo o valor roubado fica tudo certo, não cometeu crime algum. É assim que o governo age em relação ao crime de responsabilidade fiscal com as pedaladas. No final de 2015 pagaram todas as dívidas das pedaladas fiscais e estão propagando que a presidente não tem mais nenhuma responsabilidade, está tudo correto a partir de 2016. É este o exemplo e o comportamento que esse governo ensina aos jovens brasileiros: pode-se cometer ilícitos, mas ao corrigi-los não se tem mais erros nem pecados, muito menos penalidades. Só espero que os políticos de bem (cada vez mais escassos) e o Judiciário (cada vez mais desacreditado) não deixem passar em branco o crime de responsabilidade fiscal. A impunidade levou este país ao caos em que se encontra!

FRANCISCO A. PEREIRA LIMA

faugplima@gmail.com

São Paulo

Lambuzados

De caso pensado, ou “sem querer querendo”, a afirmação do ministro Jaques Wagner, em entrevista à Folha de S.Paulo, de que o PT se lambuzou no poder não poderia ser mais verdadeira. E não foi porque o partido se utilizou de metodologias antigas, como disse ele, mas pela avidez ensandecida pelo poder, a tal monta que não houve respeito aos mínimos preceitos morais e éticos. Como declarou a presidente Dilma, fizeram o diabo para se manter no poder. Lambuzaram-se, sim, mas, como diz o ditado, “o peixe morre pela boca”.

LUCIANO HARARY

lharary@hotmail.com

São Paulo

Melado

Quem nunca comeu melado... Como assumiu o ministro da Casa Civil, Jaques Wagner, o PT se lambuzou. Isso é confissão de um petista de alto calibre. Realmente, os petistas se lambuzaram no poder, usaram e abusaram de tudo o que tinham à mão. O poder corrompeu todos indistintamente e não conseguem mais viver sem ele. O grande golpe, na verdade, foi o do PT contra o País. É a grande ofensa aos brasileiros. Impossível pensar em manter essa presidente e esse partido, que não têm capacidade de dar uma perspectiva aos cidadãos. Não é mais possível aceitar o que o PT nos mostrou, sua ineficiência e sua falta de ética e caráter. Estamos sendo roubados de toda forma, ininterruptamente. Chega de lambança, chega de PT.

MARIA TEREZA MURRAY

terezamurray@hotmail.com

São Paulo

Cortes no orçamento

De onde foi que Dilma Rousseff tirou todos aqueles bilhões de reais para pagar as suas pedaladas fiscais? Enquanto isso, ela faz cortes no orçamento da educação, no da saúde e até no da Polícia Federal. Os estudantes não vão às ruas reclamar contra os cortes na educação, mas os que ocuparam escolas em São Paulo já estão amestrados por seus domadores para irem às ruas protestar contra o aumento na tarifa dos transportes públicos. Os cortes na saúde foram feitos para pressionar a votação da volta da CPMF, porque o setor é um escândalo há anos, mas nos últimos dias a mídia tem enfatizado o caos nos hospitais do Rio de Janeiro, de Sergipe, de Pernambuco... Aliás, por justiça, deveriam falar do caos na saúde em todo o Brasil. Mas por que só agora a pressão? E quanto aos cortes no orçamento da Polícia Federal? Ora, Dilma, o PT e principalmente Lula não disfarçam a disposição de sufocar a ação da Lava Jato. Só que não vamos deixar. Essa fossa negra do governo do PT veio à tona graças ao trabalho primoroso do Ministério Público e da Polícia Federal. E vai vazar até o fim!

MARA MONTEZUMA ASSAF

montezuma.scriba@gmail.com

São Paulo

Pílula cor-de-rosa

Na minha opinião, todo líder deve transmitir uma comunicação otimista. É importante que os liderados antevejam um futuro promissor e ajam para alcançá-lo. Muito diferente é ignorar a realidade e negar fatos escandalosamente óbvios. A “presidenta” simplesmente toma sua pílula cor-de-rosa e segue – crente numa ideologia comprovadamente fracassada – fingindo desconhecer a correlação entre suas péssimas decisões e a catástrofe que estamos vivendo.

RENATO GENTILE ROCHA

rerocha65@gmail.com

São Paulo

Aumentos diferenciados

Eu gostaria de saber qual a justificativa para o fato de a Bolsa Família, destinada a quem não trabalha e/ou nunca trabalhou, ter o dobro do aumento dos aposentados, que trabalharam a vida toda. Situação descarada desse governo para garantir o voto de quem não tem nenhum compromisso com o trabalho e não gera riqueza, muito menos impostos.

ARCÂNGELO SFORCIN FILHO

arcangelosforcin@gmail.com

São Paulo

‘ESTADO’, 141 ANOS

Parabéns

Em nome da Associação Brasileira de Shopping Centers (Abrasce), parabenizo toda a equipe do jornal O Estado de S. Paulo pelos 141 anos de atuação. O veículo é um exemplo de jornalismo comprometido com a verdade e se destaca pela seriedade e pela inovação. Desejo muito sucesso e prosperidade ao veículo e a seus colaboradores.

GLAUCO HUMAI, presidente

São paulo

Vida longa

Parabéns ao Estadão pelo 141.º aniversário. É uma vida de bons serviços prestados à democracia e à imprensa livre universal. Cumprimentos necessariamente extensivos a seus dirigentes, corpo editorial, repórteres, auxiliares e aos excelentes articulistas-colaboradores, sem os quais não se faz jornalismo do padrão do Estado. Vida longa a todos, inclusive ao jornal, que, além de informar, ajuda muito a formar a opinião pública brasileira.

JOSÉ EDUARDO DIAS COLLAÇO

jnfi@litoral.com.br

Santos

Alimento da cidadania

Parabéns Estadão pelos 141 anos de vida, pela defesa da liberdade de expressão e da democracia e por bem informar diuturnamente seus milhares de leitores! Há décadas orgulhoso assinante, recebo o jornal pela manhã como saudável ingrediente que alimenta a nossa cidadania, assim como o bom pão de cada dia.

PAULO PANOSSIAN

paulopanossian@hotmail.com

São Carlos

Sucesso e inovação

Com 141 anos de existência, quero parabenizar todos os que trabalham no Estadão e lutam, incansavelmente, pela busca de informações imparciais e transparentes. Continuem trilhando um caminho de sucesso e inovação.

ALVARO CAMILO

coronelcamilo@gmail.com

São Paulo

Cartas selecionadas para o Fórum dos Leitores do portal estadao.com.br

 

PROPAGANDA ENGANOSA

 

O Procon do Rio de Janeiro processou a Caixa Econômica Federal (CEF) por propaganda enganosa. A CEF teria veiculado um valor do prêmio da Mega Sena da Virada que não foi alcançado, frustrando, assim, os apostadores. De imediato, pensei que os Procons Brasil afora poderiam processar diversos governantes, como a mandatária maior da Nação, por propaganda eleitoral enganosa. De repente não precisa nem de impeachment. E, convenhamos, aberto o caminho...

 

Marco Antonio Esteves Balbi mbalbi69@globo.com

Rio de Janeiro

 

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CREDIBILIDADE

 

Com as denúncias de que alguns operadores das loterias da CEF, mancomunados com outros, “vendiam” volantes premiados não procurados, com a demora na divulgação dos resultados dos ganhadores dos seis últimos concursos e com a investigação do Procon em face da propaganda enganosa da Mega Sena da Virada, será que o povo brasileiro ainda crê na isenção da CEF, que é comandada por um governo corrupto?

 

Júlio Roberto Ayres Brisola jrobrisola@uol.com.br

São Paulo

 

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GATO POR LEBRE

 

Até a Caixa fez “o diabo” na Mega da Virada. Entregou gato por lebre. Mentiu.

 

Moises Goldstein mgoldstein@bol.com.br

São Paulo

 

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MEGA DA VIRADA

 

Tudo o que se oferece ao público deve respeitar fundamentalmente a lisura, justamente o que as propagandas institucionais ou não do governo, em sua maioria, não respeitam. Isso ao ponto de o Procon ter autuado a Caixa Econômica Federal (CEF) por propaganda enganosa na Mega Sena da Virada. Pode? Divulgaram que o prêmio seria de R$ 280 milhões, no entanto o valor dividido entre os ganhadores foi de R$ 246 milhões. O “erro” foi superior a 12%, o que pega muito mal perante os milhões de apostadores (sonhadores) que perdem a confiança numa instituição tão antiga como a CEF, além das inúmeras dúvidas nos sorteios de prêmios acumulados da Mega Sena e outros. Corretamente, não são divulgados os nomes dos ganhadores, por questões de segurança, mas entendemos que os nomes dos ganhadores, quando consultados por escrito por interessado identificado, deveriam ser informados. As empresas estatais devem ser preservadas para não se transformarem em mais uma Petrobrás. Só em propagandas do desgoverno foram gastos mais de “meio bilhão” em 2015 – e diante da atual conjuntura de crise econômica elas deveriam ser descontinuadas por algum tempo. Esta seria a lógica, mas o PT age contrariamente aos princípios morais tradicionais tão conhecidos. Fora PT! Fora Dilma!

 

Luiz Dias lfd.silva@uol.com.br

São Paulo                                                             

 

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OS GOLPES DE DILMA ROUSSEFF

 

Atenção, brasileiros, enquanto vocês estão curtindo suas férias ou distraídos, dona Dilma Rousseff, no apagar das luzes em 2015, aplicou cinco golpes. A saber: 1) editou, sem discussão, uma medida provisória (MP) que modifica a Lei Anticorrupção, de 2013, para beneficiar empresas encrencadas com a Operação Lava Jato, em especial a Odebrecht, e, assim, evitar delações premiadas que comprometam petistas e aliados. Essa MP exclui o Ministério Público e o Tribunal de Contas da União (TCU) e viola a Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF) e a Constituição. 2) Dilma decidiu “quitar” os R$ 57 bilhões das “pedaladas fiscais” de 2014 com recursos da conta única do Tesouro Nacional, para tentar esvaziar o movimento pró-impeachment. Isso deveria ser feito com superávit de arrecadação ou com dinheiro emprestado por meio da emissão de títulos públicos, e mais uma vez a presidente vai maquiar as contas do governo com operações que ferem o parágrafo único do artigo 8 da LRF e também a Constituição. É ilegal e inconstitucional. 3) Dilma pressionou o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) a pagar R$ 4,8 bilhões de dividendos ao governo, único acionista do banco. Transforma dívida em receitas por meio de manobras que ferem a democracia, eis a grande arte petista. 4) Dilma tirou R$ 133 milhões da Polícia Federal (PF), que investiga os petistas. A PF é vinculada ao Ministério da Justiça, donde se deduz que a manobra é para enfraquecer a Operação Lava Jato. Dilma também assinou o decreto conhecido como indulto de Natal, para favorecer mensaleiros.  Março vem aí, chegou a hora de o povo ir para a rua e dar um basta nesta farra. Vamos pedir respeito à Constituição e exigir o cumprimento das leis, doa a quem doer.   

 

Izabel Avallone izabelavallone@gmail.com

São Paulo

 

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BILDES

 

Diante da farra de financiamento (ou doação), via BNDES, de nosso suado dinheirinho para outros países (dos “muy amigos”, é claro) e ainda do veto de Dilma à proibição de futuros financiamentos deste naipe (o que poderia secar uma das fontes do PT), o banco deveria passar a se chamar BILDES, ou seja, “I” de internacional e “L” de limitado. O limite é claro: tem de ser bolivariano ou a amigos africanos. O “N”, de nacional, já deixou há muito de fazer sentido.

 

Ulysses Fernandes Nunes Jr. Ulyssesfn@terra.com.br

São Paulo

 

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O TERRÍVEL E INCÔMODO ASSUNTO BNDES

 

O governo brasileiro concedeu mais de 3 mil empréstimos a outros países (todos dirigidos por tiranos e tiranetes), entre os anos de 2009 e 2014. Muitos bilhões de dólares deixaram de montar a infraestrutura do Brasil, para melhorar a vida de milhões de “gringos” na América Latina e além mar. Uma estranha, ignóbil e perniciosa aplicação financeira do BNDES, que chamou a atenção de um único parlamentar. O sr. Álvaro Dias, após quase quatro anos deste acinte com o dinheiro do povo brasileiro, se pronunciou assim: “Não se pode admitir que o governo faça empréstimos vultosos, sem que aqueles que pagam os impostos saibam de informações como o valor destes empréstimos, o prazo de carência para seu resgate, a taxa de juros. Não vejo outro assunto que revolte tanto a população quanto estes empréstimos”. Prezado leitor, esta declaração foi alguns meses atrás e o governo está caladinho como criancinha que borra suas calças, esquecido dos detalhes destas operações. Vou refrescar a memória de alguns: na Barragem de Moamba Major, em Moçambique, o BNDES aplicou US$ 350 milhões. Ainda em Moçambique, no sistema BRT (transporte), o BNDES aplicou US$ 180 milhões. Na hidrelétrica de Tumarim, na Nicarágua, o BNDES aplicou US$ 343 milhões. No projeto “estrada da cocaína”, na Bolívia, o BNDES aplicou US$ 199 milhões. Em ponte sobre o Rio Orinoco, na Venezuela, o BNDES aplicou US$ 300 milhões. Nas linhas 3 e 4 do metrô de Caracas, na Venezuela, o BNDES aplicou US$ 732 milhões. No soterramento do Ferrocaril, em Sarmiento, Argentina, o BNDES aplicou US$ 1,5 bilhão. Na autopista Maden Colon, no Panamá, o BNDES aplicou US$ 180 milhões. No metrô, na cidade de Panamá, no Panamá, o BNDES aplicou US$ 1 bilhão. Em hidrelétrica no Equador, o BNDES aplicou US$ 243 milhões. No Porto de Mariel, em Cuba, o BNDES aplicou US$ 682 milhões. No Aeroporto de Nacala, Moçambique, o BNDES aplicou US$ 125 milhões. Há muitos outros empréstimos que o governo não informa nem o valor, Álvaro Dias quer saber os detalhes e o Supremo Tribunal Federal (STF) lhe dá guarida, assim como a Procuradoria da União e a Polícia Federal. Dias está pleno de razão e cumpre a sua função. Você que me lê e eu próprio garantimos o salário dele. Estou escrevendo estas linhas porque o sofrido povo brasileiro (quase quebrado por tanto imposto) precisa saber mais sobre este “malfeito” do governo Dilma. Também porque comungo com Confúcio: “Saber o que é certo e não fazê-lo é a pior das covardias”.

 

João Antonio Pagliosa joaoantoniopagliosa@gmail.com

Curitiba

 

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O PAGAMENTO DAS ‘PEDALADAS’

 

Ficou claro que, das “pedaladas fiscais”, 70% foram para financiar dez grandes empresas para virarem “mega”, com prejuízo ao povo brasileiro, literalmente. Como nunca houve tantas quadrilhas juntas montadas nos gabinetes, seria bom o Ministério Público e a imprensa investigarem este misterioso interesse do BNDES em emprestar a poucos. Seriam os petralhas comprando sociedade para garantir-se financeiramente e se manterem no poder eternamente? Com o dinheiro do povo? Uma espécie de financiamento público de conluios? Tem de haver uma explicação verdadeira via fatos. Qual é, senhores?

 

Nelson Pereira Bizerra nepebizerra@hotmail.com

São Paulo

 

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OS REPASSES DO BNDES

 

A destinação de recursos do BNDES para saldar despesas de consumo do governo é, em si, um atestado de má versação de recursos da sociedade. Os gastos do governo devem caber no Orçamento, onde estão planejados. Os recursos do BNDES se destinam a investimentos, ao desenvolvimento, como diz o nome da instituição.

 

Harald Hellmuth hhellmuth@uol.com.br

São Paulo

 

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A BIKE PRESIDENCIAL

 

Como perguntar não é ofensa: o que será que o ex-presidente Lula está achando das “pedaladas” de Dilma Rousseff? Acredito que ele tenha ficado “pê” da vida, exceto se ele também estava na garupa da bike.  

 

Virgílio Melhado Passoni mmpassoni@gmail.com

Jandaia do Sul (PR)

 

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NÃO SERÁ ESQUECIDO

 

Se o governo pensa que, quitando as “pedaladas fiscais” de 2014-2015, o que nada mais é que sua obrigação, a tese do impeachment da presidente Dilma ficará enfraquecida, está redondamente enganado. Se houve crime, ele precisa ser apurado e punido. Seria o mesmo que perdoar um ladrão de banco por ter devolvido o dinheiro ou um sequestrador por libertar um refém sem pagamento de resgate. Uma coisa nada tem que ver com a outra. É mais um tiro deste governo que sairá pela culatra.

 

Luciano Harary lharary@hotmail.com

São Paulo

 

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LEMBRANDO PEDRO MALAN

 

Creio que foi Pedro Malan que pontificou que “para cada problema complexo há uma solução simples... e errada”. Isso vem a propósito da quitação das “pedaladas fiscais”. Se era tão fácil, se havia recursos, por que não agir prestamente, submetendo-se a presidente a todo este fuzuê que validou o processo de impeachment? Cheira a malfeitoria. Melhor ver o que tem embaixo deste angu!

 

Paulo Roberto Santos prsantos1952@bol.com.br

Niterói (RJ)

 

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RECOMEÇO

 

Brasileiros e brasileiras, janeiro, início. Para trás deve ficar o triste ano de 2015, recheado de bravatas, xingatórios vazios, com resultados abaixo de nulos. Todos os impropérios encontrados na subcultura foram dirigidos à presidenta Dilma e seus colegas de infortúnio governamental. O ano novo desponta. Chegou a hora de ajustar trégua com Dilma. É oportuno dar ao povo, neste início de 2016, um suspiro de tranquilidade, “mesmo que tardia”. Aos crentes e carentes de benesses oficiais, que se mantenha a esperança. Mas, ao buscar uma solução macro para o Brasil, um singelo rol de sugestões: 1) renúncia de Dilma à Presidência; 2) concomitante renúncia de Michel Temer à possível assunção à Presidência, vaga deixada pela saída de Dilma. Afastar-se-ia a pecha de golpista e traidor do vice. 3) Eduardo Cunha, num laivo de dignidade, se declararia impedido. Estaria, assim, satisfeita a busca pela paz social. Restaria uma grande questão: quem assumiria a Presidência da República? Com uma reflexão mais profunda, chegaríamos ao seguinte juízo: vamos deixar Dilma mesmo, porque de seu governo já sabemos a profundidade da fossa.

 

Lígia Maria Venturelli Fioravante vtcolombo@hotmail.com

São Paulo

 

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CUNHA E O IMPEACHMENT

 

Se o deputado Eduardo Cunha conseguir manter-se no poder, apesar das tropas governistas, instituições e a mídia, e, ainda assim, levar o impeachment de Dilma Rousseff à frente, terá prestado o maior serviço à Nação.

 

João Ferreira Mota jfmota@ig.com.br

São Paulo

 

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A TENTATIVA DE UM NOVO PAC

 

Por todos os meios, dona Dilma Rousseff deseja permanecer no cargo, mesmo contra a vontade de mais de 70% da população do País, desde que somente 10% estão a aprová-la. Assim, assiste razão ao ex-ministro Ciro Gomes quando assevera que a popularidade da presidente está no fundo do poço, aconselhando-a, inclusive, a que deixe o PT. Entretanto, como forma de continuar navegando em oceano bravio, dona Dilma está pretendendo um novo PAC. Porém, poucos acreditarão no sucesso da medida, porque as anteriores e similares tiveram execução e sucesso bem abaixo da média. A conquista da confiança dos empresários e investidores será uma obra hercúlea que dificilmente dona Dilma conseguirá com a plataforma atual de ações e realizações.

 

José C. de Carvalho Carneiro carneirojc@ig.com.br

Rio Claro

 

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CARTA À PRESIDENTE

 

Se nossa presidente tivesse um mínimo de sensibilidade, pediria o chapéu e se mandaria, esquecendo a maluca ideia petista de acabar com o Brasil. Ela deveria pensar no futuro de nossas crianças sem escolas. Pensar nos velhos que morrem nas portas de hospitais fechados, por falta de verbas do poder público. Pensar nos nossos irmãos de Mariana que perderam seus entes queridos e todos os seus sonhos e que até hoje não conseguiram dar rumo à sua vida depois daquela tragédia anunciada de que aquela barragem estouraria. Pensar que nada aconteceu para aqueles que destruíram vidas, rio e mar. Pensar, sim, nas criminosas “pedaladas fiscais”, lembrando que os bancos públicos existem para financiar nossa área produtiva, pois são elas que nos dão empregos. Pensar que temos um país só com números negativos, despencando como uma pedra atirada ao vento. Pensar no dinheiro dos nossos impostos, que deveria ser usado para salvar municípios e Estados, mas é usado para pagamento de um governo inchado de desocupados. Pensar que seus ministros são tão importantes que nem mesmo os jornalistas que estão todos os dias no Planalto não conseguiriam dizer o nome de uma dúzia deles sem consultar a internet. Pensar, senhora, que os dias de vingança contra a Nação há muito terminaram. Pense, presidente, que o povo está sofrendo e nem mesmo seus falsos amigos estarão ao seu lado quando a “corda” arrebentar e usarão os mesmos argumentos usados pela senhora durante o governo militar. Pense em esquecer-se dos tempos em que carregar uma metralhadora era sinônimo de rebeldia e valentia. Pense em Deus e na sua família, liberte-se e liberte o Brasil.

 

Wilson Matiotta loluvies@gmail.com

São Paulo

 

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INFERNO ASTRAL

 

Dia destes, jornalistas da GloboNews comentavam que aquela senhora estava no seu inferno astral, dias antes do seu aniversário (14/12), por ocasião da votação pelo impeachment pela Câmara dos Deputados. Ora, e não é que, depois da sua data, ela é aquinhoada com a reviravolta na evolução do caso? Pelo jeito, ela vai comer castanhas no palácio...

 

Henrique Gândara clineurohenrique@uol.com.br

Ribeirão Preto

 

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2016

 

Ano novo, vida nova. Na percepção de uma única pessoa, o ditado faz sentido. Mas e quando se trata do contexto de um país? Milhões em expectativa para saber o futuro da política. Este é o Brasil de 2016. Após um 2015 massacrante, cheio de desmandos, o povo brasileiro olha para o futuro com um ponto de interrogação na cabeça. O crescimento retornará? Haverá mais trabalho e menos beligerância entre os partidos? Que novas cartadas a Lava Jato jogará no coração do poder? Aguardemos.

 

Gabriel Bocorny Guidotti gabrielguidotti@yahoo.com.br

Porto Alegre

 

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O QUE ESPERAR DE 2016?

 

É fato que as perspectivas para 2016 não são as melhores, existe no ar forte cheiro de recessão, inflação e desemprego acima do que foi em 2015. Não por acaso, nos últimos cinco anos estamos vivendo e assistindo à deterioração da estabilidade econômica, conquistada a duras penas há quase 20 anos, construída com muito sacrifício nas décadas de 80 e 90. Quem era adulto naquela época se lembra da hiperinflação, que ultrapassou 80% mensal, da troca de moedas, do congelamento de preços e da poupança e de outras loucuras que vivenciamos, que não deixaram saudades. Foi um desastre total nas economias do País, do povo e das empresas. Hoje observamos o (des)governo desastroso da presidente Dilma Rousseff e do PT nos empurrando para o abismo novamente de uma hiperinflação e do desemprego recorde. No passado, os governos foram um desastre total até a chegada da lucidez encontrada durante o governo Itamar Franco, que implantou o Plano Real, e logo depois vieram os dois mandatos consecutivos de FHC, consolidando de vez nossa moeda perante o dólar. As medidas puseram fim à inflação e geraram confiança na sociedade, algo que não se tem hoje no governo Dilma Rousseff. Hoje as pessoas vivem se perguntando sobre o que deu errado e por que cargas d’água a maré virou tão rapidamente, virando o País de ponta-cabeça: a explicação para boa parte do que está acontecendo com o Brasil, que já foi a sétima economia do planeta, é uma só: em tudo o que se constrói com desonestidade, com mentiras, com falcatrua, com falta de ética, com bandalheira e corrupção, o fim não poderia ser diferente, e quem vai acabar pagando o preço por tudo isso, como sempre, é o povo, é o trabalhador sem emprego e ainda tendo de pagar os olhos da cara pelos produtos de primeira necessidade usados numa casa. A saúde e a educação, estas ficam só na propaganda governamental  mentirosa e ilusionista de um governo perdulário e sem credibilidade nenhuma perante o povo que o elegeu. Ou seja: 2016 será um tiro no escuro para todos nós, brasileiros, que amamos nossa pátria e queremos vê-la progredindo cada vez mais.

                                     

Turíbio Liberatto turibioliberatto@hotmail.com

São Caetano do Sul

 

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‘REPUBLIQUETA DE BANANAS’

 

Ruy Mesquita, diretor do “Jornal da Tarde”, enviou telegrama ao ministro da Justiça Alredo Buzaid, no governo Médici, em 19 de setembro de 1972, divulgado em outros países, de que o Brasil fora transformado numa republiqueta de bananas ou numa outra Uganda. Hoje, o petismo de Lula e Dilma levou o nosso país a essa desilusão do sonho brasileiro. O PT jamais vencerá a democracia, lutaremos até o fim. Voltar da luta para mostrar que estamos vivos e comer a comidinha da mamãe? Nunca. Nenhum brasileiro digno ao País deixará tamanha vergonha como herança. Chega de retóricas e sofismas.

 

Yoshio Asanuma yasanuma2002@hotmail.com

São Paulo

 

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REPENSANDO A VIDA

 

Um Salvador da Pátria ou o mérito pelo esforço? Já se passaram cinco décadas de minha vida e, como a maioria fala, nem vi passar. São anos de muito trabalho, convívio em família e algumas viagens. Talvez não tenha viajado e visitado tantos lugares, mas não deixei de ter muitas oportunidades. Nesta corrente de repensar a vida, dias destes estava conversando com um grande amigo que atua profissionalmente na política. Falávamos exatamente da questão de aproveitar a vida com bom senso. De certa forma, usamos a velha máxima de que “antigamente era melhor”, mas não usamos no sentido de que a vida era mais saudável, mas, sim, sobre alguns valores que se perderam no processo de redemocratização ocorrido desde a nova Constituição federal. Nada de saudosismo nem mesmo aquelas tentativas de buscar os momentos felizes como se só existissem momentos em nosso passado. Na verdade, abordamos a questão de forma comparativa como o consumo sem reservas que foi adotado na última década, incentivado por programas públicos e muita propaganda, sempre levando as pessoas a acreditarem que tinha chegado a hora do Brasil gigante. Hoje muitos, na verdade a maioria de nós – ou será “nóis”? –, devem se estar perguntando o que será de sua vida sem reserva, com inúmeras parcelas de cartão de crédito, do financiamento do carro e muitas outras despesas que, somadas, não cabem na soma total dos salários do ano. Infelizmente, muitos sonhos serão interrompidos, muitas conquistas se perderão e sempre iremos culpar os políticos, os empresários, as grandes potências mundiais. Só não teremos coragem de nos culparmos, quando na verdade este deveria ser o primeiro passo. A culpa não é dos outros, não é de pessoas que nem sequer conhecemos minimamente. Grande parte do que iremos viver nos próximos meses e anos é fruto exclusivo de nossas atitudes e crença em salvadores que impedirão que as dificuldades dos outros países nunca iriam acontecer por aqui. Impossível vivermos num mundo globalizado e não experimentarmos as dificuldades alheias, afinal dependemos do mercado mundial para vendermos nossos produtos e adquirimos desse mesmo mercado os produtos que não produzimos. Olhando para o futuro, concluímos que a crise pode ser, sim, uma grande oportunidade de revisão, de colocar o “pé no chão” e repetir um pouco o modelo de nossos antepassados, trabalhando duro, poupando e, principalmente, adotando condutas exemplares, em especial na forma de educar nossos filhos e jovens, não delegando toda a responsabilidade para a escola ou até mesmo para os políticos. Quem sabe não será esta a grande revolução que irá trazer de volta o Brasil perdido entre a liberdade e o excesso de direitos individuais, relegando a segundo plano o convívio coletivo numa sociedade complexa, afinal não estamos mais no tempo de nossos pais e avós, não somos mais crianças, como há 40 anos. Desculpem, mas não posso deixar de abrir um último parêntese: não sou socialista nem comunista, por isso acredito no trabalho duro e respeito ao direito alheio. Em resumo, não quero que ninguém abra mão de nada em meu favor. Somente desejo que o merecimento pelo esforço volte a ser o principal combustível do desenvolvimento, e não aquilo que um salvador da Pátria possa me dar.

 

João Paulo de Mello Oliveira jpmo@terra.com.br

São Paulo

 

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MENOS PIOR

 

Como desejar feliz ano novo com este Poder Executivo, este Congresso Nacional e este Poder Judiciário? Se estes órgãos, que deveriam prover os brasileiros de alguma felicidade, só achacam este povo? Deveríamos saldar, na atual situação, fazendo votos de um ano novo menos pior.

 

Ronald Martins da Cunha ronaldcunha@hotmail.com

Monte Santo de Minas (MG)

 

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O PRÍNCIPE DE VALÁQUIA

 

Sai ano, entra ano, e a imoralidade continua. Começamos 2016 falando da outra facção que domina o País e hoje é comandada por Michel Temer: o PMDB. Essa facção sempre agiu nas sombras, sugando o sangue dos brasileiros, assim como todo vampiro que se preza. Conheçam mais dessa trama podre reproduzida ontem pelo jornal “O Estado de S. Paulo”: o Grupo Libra, arrendatário desde 1998 de terminal no Porto de Santos, fez doação de R$ 1 milhão para o PMDB, repassado pela campanha do vice-presidente Michel Temer a 12 políticos do partido; R$ 100 mil foram para a candidatura à Câmara dos Deputados de Elcione Barbalho (PA), aquela que já construiu um ranário. A deputada reeleita é mãe de Helder Barbalho, na época candidato ao governo do Pará. Derrotado o filhinho de outro corrupto, Jader Barbalho, aquele que já renunciou a um mandato de senador para não ser cassado, ganhou como prêmio de consolação o Ministério dos Portos. Outro corrupto que antecedeu Helder na pasta, o deputado Edinho Araújo (PMDB-SP), aliado de Temer, fez acordo com o Libra extinguindo as ações de cobrança do governo por inadimplência do grupo. Em vez de cobrar a dívida na Justiça, a União preferiu negociar sob arbitragem privada. Com isso, o Libra pôde renovar sua concessão para operar no Porto de Santos por mais 20 anos. Se puxarmos o fio da meada, chegaremos a mais corruptos, desta vez ao atual presidente da Câmara, Eduardo Cunha, na época líder do PMDB na Câmara, e que apresentou emenda à Lei dos Portos criando essa exceção a concessionários inadimplentes. O vampiro tupiniquim está fazendo escola, até nas proximidades da terra de Vlad, porém desta vez ficou só na Rússia com o aprendiz. A Romênia ficou para a próxima.

 

Humberto de Luna Freire Filho hlffilho@gmail.com

São Paulo

 

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O ESQUEMA DE TEMER

 

Escambo vil é que não falta no Planalto e no Congresso Nacional. Atos excrescentes como o das vendas de medidas provisórias e de emendas parlamentares para beneficiar empresas amigas em troca de propina, ou ajuda polpuda para campanhas eleitorais, são práticas corriqueiras nesta era petista, como vem divulgando a nossa incansável imprensa. E agora o “Estadão” traz uma grave denúncia que atinge o vice-presidente Michel Temer, por ter se beneficiado ao receber R$ 1 milhão desse esquema mafioso das mãos de diretores do Grupo Libra, que é arrendatário de 100 mil m² no Porto de Santos, há duas décadas. E, em troca, a aprovação pelo Congresso da renovação de sua concessão de terminais portuários. Ocorre que essa empresa, que tem uma dívida milionária com o governo federal, pelas leis vigentes, jamais poderia renovar sua concessão. A não ser com algum trambique... E foi nesta base que conseguiu a façanha, diga-se, ilícita, porque o presidente da Câmara, Eduardo Cunha, apresentou e foi aprovada uma emenda parlamentar na nova Lei dos Portos, por solicitação do deputado também do PMDB Edinho Silva, em 2014, que na época dirigia a Secretária Especial dos Portos (SEP).  Ou seja, um rolo federal. Mas, pelo jeito, com um provável impeachment, Michel Temer também com mais essa denúncia poderá sair de mãos dadas com Dilma, pelas portas dos fundos do Palácio do Planalto. E deste, literalmente, não ficará pedra sobre pedra!

 

Paulo Panossian paulopanossian@hotmail.com

São Carlos

 

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OS POLÍTICOS QUE TEMOS

 

Pois é. Renan Calheiros, Eduardo Cunha... Quem poderá nos socorrer? Faltou um Chapolim Colorado.

 

Milan Trsic cra612@gmail.com

Ribeirão Preto

 

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PRESIDÊNCIA

 

A continuar neste caminho, logo teremos no País a pessoa mais indicada para a Presidência da República, o deputado federal mais votado no Brasil. Com o impeachment de Dilma, Temer não podendo tomar posse, os presidentes da Câmara e do Senado também não, surge o presidente certo para este país, que vive um verdadeiro circo – logo, não poderia ter pessoa mais adequada: Tiririca.

 

Laert Pinto Barbosa  laert_barbosa@globo.com

São Paulo

 

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VIVA O BRASIL!

 

Neste país, quem tem amigos tem tudo! Um conglomerado de logística doa R$1 milhão ao vice-presidente Michel Temer e os amigos deste lutam para retribuir o favor. Ou não seria este o caso? No mínimo, há um excesso de acasos – sempre favorecendo o ciclo de bons camaradas. Tal conglomerado, Grupo Libra, após presentear a campanha do PMDB com esta singela lembrança, ganhou o direito de renovar seu contrato de licitação com o Porto de Santos – mesmo estando em dívida com a União. E quem arquitetou tal conveniência? O próprio PMDB! O presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), incluiu, o deputado Edinho Araújo (PMDB-SP) e ex-ministro da Secretaria Especial de Portos (SEP) garantiu a emenda à Lei dos Portos e todos saíram ganhando. Ou quase todos. É assim, com um lavando a mão do outro, que os portos brasileiros continuam congestionados e a competitividade da nossa economia flui poluta como as águas de Mariana (MG), de tal sorte que o dinheiro a ser investido escoa pelos imensos gargalos da corrupção. Viva o Brasil! O país das amizades, onde todos ganham. Ou quase todos...

 

Elias Menezes elias.natal@hotmail.com

Nepomuceno (MG)

 

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PROFISSIONAIS DO JOGO POLÍTICO

 

Pasmem, o ministro Jaques Wagner, agora, chama Eduardo Cunha de “um cara determinado”. A carinhosa declaração de Jaques é forte indício de que o ano novo abre amplo caminho para o entendimento e para o diálogo. Até pouco tempo, Cunha era chamado de “chantagista” pelo dedicado escudeiro de Dilma Rousseff. Cinismo à parte, fica evidente, finalmente, que os alquimistas em volta da chefe da Nação começam a utilizar os neurônios com mais lucidez e isenção e menos rancor e estupidez. Escorraçar Cunha é tolice, amadorismo e perda de tempo. Definir o presidente da Câmara dos Deputados como responsável por todos os erros da humanidade é burrice e patético. Não intimida nem abala Cunha. Finalmente, o time de Dilma acordou. O jogo politico é para profissionais.

 

Vicente Limongi Netto limonginetto@hotmail.com

Brasília

 

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CUMPRINDO ORDENS

 

O ministro da Fazenda, Nelson Barbosa, quer usar a seu favor o ofício assinado pelo procurador do Ministério Público de Contas isentando Michel Temer de responsabilidade pela assinatura de decretos idênticos aos assinados por Dilma, citados no processo de impeachment, uma vez que ele apenas seguiu a diretriz estabelecida pela presidente, sendo dela a responsabilidade pela definição da política econômica. Esse mesmo argumento foi utilizado pelos líderes nazistas querendo fugir da responsabilidade pelos crimes e atrocidades cometidos, pois apenas cumpriram ordens. A história revela que foram todos condenados e enforcados.

 

Ely Weinstein elyw@terra.com.br 

São Paulo

 

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‘NA MUDA, PASSARINHO NÃO PIA’

 

Ao ler o editorial de domingo (3/1) do “Estadão” sobre a pressão que o ex-presidente Lula e o PT fazem para que a presidente Dilma mude a política econômica, dei-me conta de que o ex-presidente da República e o presidente do PT já passaram da conta ao pretenderem governar o País por tabela. O ex-presidente deveria seguir o próprio conselho e ir cuidar dos seus netinhos, e talvez do seu filho caçula. A última dessa dupla foi exigir uma “resposta rápida” do ex-presidente e “ousadia” na correção dos rumos da economia e medidas anti-inflacionárias, segundo o do PT. Não são propostas, mas apenas expressões sem conteúdo, apenas para marcar posições. Afinal de contas, a “desmitificação” do ex-presidente já preocupa o PT em vista das eleições deste ano. A dupla fez de tudo para que o ex-ministro da Fazenda se demitisse e fosse substituído pelo atual, aliás, um dos artífices da política econômica no mandato anterior da presidente e que nos conduziu à enrascada atual. Agora querem que faça o que entendem como correto, embora não expliquem como. O ex-presidente, único responsável não só pela eleição, como também pela reeleição da presidente Dilma Rousseff, também foi responsável pelos desmandos que ocorreram durante as administrações petistas, embora tenha afirmado em seu depoimento na Polícia Federal que não sabia nadinha de nada, responsabilizando o ex-ministro José Dirceu e os partidos coligados pelas nomeações dos elementos que formaram a quadrilha responsável pelo maior roubo realizado contra os cofres públicos em toda a história do Brasil. Ele afirmou, no entanto, que a indicação dos diretores da Petrobrás não passava somente pela Casa Civil. Ao fim do processo, concordava ou não com o nome, “a partir de critérios técnicos”. Em verdade, o ex-presidente, como não conhecia os indicados, não poderia escolhê-los a partir de “critérios técnicos”, mas simplesmente concordava com ela, demonstrando, por tal exemplo, de que maneira o País estava sendo governado. Algumas das delações premiadas já envolveram o seu nome e o do próprio Partido dos Trabalhadores em tais falcatruas. E, por isso, o ex-presidente deveria ser mais econômico em seus pronunciamentos, pois, como ensina um velho provérbio português, “na muda, passarinho não pia”. 

 

Gilberto Pacini benetazzos@bol.com.br

São Paulo

 

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O CHEFE DO CHEFÃO

 

Ora, ora, ora. A simples leitura dos e-mails (dentro do contexto) que reforçam o elo entre Lula e a Odebrecht permite-nos chegar à seguinte conclusão: o molusco boquirroto e mandatário (não tão) supremo era um reles pau mandado e bem pago da Odebrecht. O inominável não deve deixar de mencionar tal fato em sua folha corrida (ops, em seu currículo) quando de suas rentáveis palestras motivacionais.

 

Renato Otto Ortlepp renatotto@hotmail.com

São Paulo

 

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PECADO MORTAL

 

Dilma Rousseff errou muito, sim. Como vários governantes. Mas o seu pecado mortal foi deixar a Operação Lava Jato ir às últimas, num país acostumado a varrer a sujeira para debaixo do tapete em prol da governabilidade. Eduardo Cunha (PMDB-RJ) e membros do PT têm criticado essa “omissão” da presidente, para alegria da oposição.  O primeiro até adotou as “pautas-bombas” no Congresso no sentido de intimidar o governo a interferir na Polícia Federal. Com a inevitável crise política inflando a crise econômica, e, por sua vez, a insatisfação popular, o cenário prosperou para a “operação abafa” travestida de impeachment. Desconectados, os brasileiros neo-cara-pintadas vão às ruas para dizer “Fora Dilma”, quando deveriam gritar “Bora, Dilma”. Brasil, mostra tua cara.

 

Júlio Tavares jcotavares@gmail.com 

Brasília

 

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INDISCUTÍVEL

 

A falta de planejamento e de controle do governo da presidente Dilma Rousseff é indiscutível. 2016 começou com o aumento do salário mínimo, de impostos para bebidas e smartphones, de passagens de ônibus, metrôs, trens e barcas. Os alimentos também continuam tendo aumentos sucessivos, bem como a inflação, os combustíveis, a energia elétrica e o desemprego. Os resultados de tanta negligência do governo são lamentáveis. A cada dia que passa está mais evidente o desinteresse dos Três Poderes pelos assuntos mais importantes e, ao mesmo tempo, urgentes para o povo brasileiro.

 

José Carlos Saraiva da Costa jcsdc@uol.com.br

Belo Horizonte

 

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O CAOS NA ECONOMIA

 

Como pode governar este imenso país uma senhora que não teve competência para gerenciar um comércio de R$ 1,99, no Rio Grande do Sul, que foi à falência? Quanto mais para dirigir os destinos do Brasil, contribuindo para o caos econômico e a quebradeira... Pasmem. É lamentável!

 

Umberto Batistella umbertobatistella@gmail.com

Araçatuba

 

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BALANÇA COMERCIAL

 

O Brasil exportou mais do que importou em 2015, e isso gerou  um superávit em dólar. Só existe uma explicação: nas exportações, a propina deve ser bem menor.

 

Marcos Catap marcoscatap@uol.com.br

São Paulo

 

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MUITO AQUÉM DO ESPERADO

 

É impressionante o nível de obtusidade deste pessoal que diz apoiar o governo do PT. Com o País às voltas com a maior crise econômica de que se tem notícia, e com as contas públicas em frangalhos, as lideranças das principais centrais sindicais, explicitando sua proverbial miopia, estão a condicionar o apoio ao governo ao fim do ajuste fiscal. “O País não suporta mais o receituário econômico, de ajuste (...) é claro que a Previdência deve ser discutida, mas não é um quadro urgente...”, disse o secretário-geral da CUT, Sergio Nobre. “Estranhei a defesa dele (Levy) das reformas previdenciárias e trabalhistas numa hora dessas”, disse o presidente da Força Sindical, Miguel Torres. Por seu turno, o presidente da UGT, Ricardo Patah, não deixou por menos:  o governo corre “riscos” se apresentar reformas como o estabelecimento de idade mínima para aposentadoria pelo INSS, além de reformas na CLT. Parece claro que essa turma toma o efeito pela causa. Não foi o ajuste fiscal – ainda pendente e feito precariamente, a trancos e barrancos – que levou o País à situação atual, e, sim, a irresponsabilidade fiscal do desgoverno Dilma, seu populismo, sua gastança desenfreada e suas pedaladas fiscais que maquiaram dados contábeis. Fechar os olhos a isso e insistir nos mesmos equívocos do passado só agravarão a situação atual, que já é das piores, mas esses chefetes trabalhistas – clientes das tetas do Estado – mostram-se, mais uma vez, aquém do que deles poderia esperar o País. Vai cada vez pior o Brasil.

 

Silvio Natal silvionatal49@gmail.com

São Paulo

 

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REORGANIZAÇÃO ESCOLAR – A DESOCUPAÇÃO

 

Este grupo que aparece na foto que indevidamente ocupou a primeira página do “Estadão” de ontem já deveria ter desocupado a escola no dia seguinte ao anúncio do governador Geraldo Alckmin suspendendo a reorganização escolar. A permanência demonstrou o viés político que está orientando a atitude desse grupo, utilizado como nova massa de manobra por adversários do governo do Estado de São Paulo.

 

José Millei millei.jose@gmail.com

São Paulo

 

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O ÔNUS É NOSSO

 

O  governador do Estado sabe muito bem que é dever do Estado dar como retorno ao escorchantes impostos que pagamos boas escolas, atendimento digno nos hospitais, boas estradas, etc. O sr. Alckmin deveria ter vergonha, pois, como governador do Estado mais rico da Nação, ele está encabeçando a patota de governadores, como ele, que enfiaram os pés pelas mãos gastando de forma arbitrária tudo o que se arrecada, querendo colocar mais uma vez nas costas do contribuinte o gasto com atendimento pelo SUS, caso a pessoa tenha um plano de saúde particular, para pagar pelo atendimento. Vamos aqui falar de IPVA, cujo imposto foi criado para ser aplicado nas rodovias. O que vemos e o que temos são estradas em péssimas condições de conservação, ocasionando com isso inúmeros acidentes até com mortes, em que o culpado é sempre o condutor. Fico pasmo quando o governador só sabe terceirizar nossas estradas e implantar pedágios caríssimos, e, mais uma vez, cobrar do contribuinte. Deus tenha compaixão dos brasileiros e livre-nos destes péssimos governantes.

 

Urias Borrasca urias@mercosulrefratarios.com.br

Sertãozinho

 

 

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ALCKMIN EM BRASÍLIA

 

Como eleitor de Geraldo Alckmin, repudio a postura subserviente do governador na recente ida a Brasília. São Paulo tem de ser protagonista, e não coadjuvante, numa reunião de homens públicos, cumplices de um poder central que afunda o País.

 

Felicio Tadeo Zambom financeiro@transmotor.com.br 

São Paulo

 

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MUDANÇA NO ENSINO DE HISTÓRIA

 

As propostas do Ministério da Educação (MEC) de mudança em História na base nacional curricular são de exclusão de nossa herança ocidental cristã, que passa por Antiguidade Clássica (Grécia e Roma), Idade Média e Idade Moderna. As propostas de mudança no ensino são de colocar um grande foco em ameríndios e afro-brasileiros. Considero importante a construção da identidade e o reconhecimento das comunidades indígenas e das diversas etnias africanas, pois se deve criticar o eurocentrismo do ensino tradicional. Entretanto, introduzir a ideologia dos oprimidos em confronto com o colonizador europeu não seria muito adequado, pois isso estimularia ainda mais os conflitos sociais no País.

 

Luiz Roberto Da Costa Jr. lrcostajr@uol.com.br

Campinas

 

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A SOLUÇÃO

 

A solução para consertar a educação e a saúde públicas está na criação de uma lei que obrigue todos os políticos, de vereador a presidente da República, a que seus filhos frequentem as escolas públicas, bem como em caso de doença procurem o SUS. Com certeza, em pouco tempo, tanto a educação como a saúde serão de Primeiro Mundo.

 

Sylvio Luiz de Paula Souza sylvioluiz@prudenteseguros.com.br

São Paulo

 

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O AVANÇO DA DENGUE

 

O avanço da dengue antes do verão em 2015 demonstra claramente as deficiências do combate ao mosquito Aedes aegypti e, principalmente, um fator que assola nossa população desde sempre: a falta de acesso a um mínimo de saneamento básico, esgoto tratado, etc.

 

Marcos Barbosa micabarbosa@gmail.com

Casa Branca

 

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SECA NO NORDESTE

 

E se tivermos o quinto ano de seca? O governo e o povo devem trabalhar a hipótese de seca. Preparar políticas públicas para defender a população da falta de água. As secas de 2012, 2013, 2014 e 2015 foram as maiores destes últimos 40 anos. Mais de dois terço do rebanho morreu e, se não fossem os carros-pipa e as adutoras, certamente muita gente passaria privação de água. Devemos nos preparar para a possível seca. Se chover, agradeceremos a Deus. Então dormiremos com a consciência tranquila.

 

Paulo Roberto Girão Lessa paulinhogirao@gmail.com

Fortaleza

 

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INDAGAÇÕES

 

Seria desejável que o povo do Rio de Janeiro, num exercício de imaginação, refletisse sobre a situação da cidade, caso Fernando Gabeira fosse eleito prefeito. É bom lembrar que a diferença de votos para o vencedor, sr. Eduardo Paes, foi infinitesimal, sendo a vitória obtida graças a um estratagema de política de várzea executado pelo então governador do Estado, sr. Sérgio Cabral, ao decretar, às vésperas da eleição, um feriado inopinado que, associado à falta de consciência da população quanto à parte que lhe cabe, levou uma boa quantidade de votantes para a praia, em vez da urna. Assim, não custa, neste momento de caos pelo qual passa o Estado e de deslumbramento olímpico da cidade, formular algumas perguntas hipotéticas: determinaria Gabeira, com base em argumentos puramente estéticos, ignorando pareceres assinados por respeitáveis técnicos, a demolição da Avenida Perimetral, importante artéria de mobilidade, em pleno funcionamento? Apoiaria a indicação do Rio para sede da Olimpíada, fato aclamado, à época, com euforia oriunda da  boa fase na economia e do populismo inconsistente que, ao invés de bem utilizados, viraram fontes de perdularismo cujas consequências estamos hoje sofrendo? Bancaria obras faraônicas como o Museu do Amanhã, quando há vários, do passado, como, aliás, todos os museus devem ser, em situação difícil, alguns fechados? Teria ele concordado em organizar um caríssimo réveillon quando a saúde pública em torno está necrosada e a segurança, de muletas? Essas são algumas das indagações que estariam hoje respondidas se a margem vencedora de votos não fosse para a praia em dia de feriado artificial.

 

Paulo Roberto Gotaç pgotac@gmail.com

Rio de Janeiro

 

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OLIMPÍADA 2016

 

Estariam os atletas olímpicos conscientes ou, mais exatamente, conscientizados por observadores responsáveis, por pessoas sensatas, de que sua integridade física, sua saúde, sua vida, sua sobrevivência durante as competições e seu retorno para o lugar de onde vieram são uma completa incógnita? Sabem esses atletas os plurais riscos a que estarão se expondo em sua curta passagem pelo Brasil? Sabem perfeitamente para onde estão vindo? Sabem que as ameaças não se resumem a matérias fecais na Baía de Guanabara, a alimentos contaminados, a explosões de bueiros, a arrastões, a dengue, a chikungunya, ao zika vírus? Durante as competições vão usar coletes à prova de balas de fuzil? E quanto a atentados terroristas? Pensam realmente que o Brasil é “imune” a esse tipo de atrocidade? Pensam que a segurança pública por aqui tem algum significado marcante?

 

José Rubens Medeiros jrubensmedeiros@gmail.com

Conselheiro Lafaiete (MG)

 

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100% PREPARADOS?

 

Qual o aparato adequado para conter a ameaça terrorista na Olimpíada de 2016? Em Munique, só Israel era o alvo; e, de Londres para cá, muita coisa mudou: além dos EUA, também os europeus, os russos, os árabes e até o Irã tornaram-se alvos prioritários. Há um conflito regional com desdobramentos internacionais de grandes proporções em curso – não dá para ignorar esta nova realidade. Será que isso motivaria suficientemente os radicais a tentarem estragar a linda festa de congraçamento que o Rio preparou para brindar o mundo? Estariam eles procurando exposição midiática para alimentar a sua ideologia de dominação mundial? Supondo que sim (o que é bem plausível): como proteger 15 mil atletas e 500 mil turistas (por baixo) circulando dentro e fora da Vila Olímpica? Sem falar nos cariocas... Quando nem os EUA nem a Europa se sentem devidamente preparados, estaríamos nós? E contra quem e o que proteger? Será que os terroristas vão deixar para improvisar na última hora ou será que já plantaram células locais, além de recrutarem e treinarem algumas dezenas de jovens brasileiros (recrutados a dedo dentre o milhão estimado de muçulmanos no Brasil), como é sabidamente o seu padrão de agir? Para um país ainda sem lei a respeito de terrorismo e sem histórico de monitorar esse tipo de atividades, pode haver surpresas. Bin Laden passou por aqui. Os organizadores do ataque à Amia parece que também. Mas calma, foi só a turismo. Assim, vamos torcer e, no final, tudo deve transcorrer em paz.

 

Jorge Alberto Nurkin jorge.nurkin@gmail.com

São Paulo

 

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O BRASIL NÃO É SÉRIO

 

A piada do Brasil em 2016 não serão os 7 a 1, mas o mar do Rio de Janeiro onde serão disputadas as provas náuticas da Olimpíada, pois a quantidade de fezes humanas cariocas é maior que o recomendado, sé é que exista algo recomendável para tal modalidade. Isso que é país de Terceiro Mundo! Não se tem dinheiro para pagar o 13.º salário dos funcionários cariocas e manter os hospitais funcionando, mas dinheiro para a Olimpíada não falta.

 

Manoel José Rodrigues manoel.poeta@hotmail.com

Alvorada do Sul (PR)

 

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TONY BENNETT

 

Li e gostei muito da matéria “Tony Bennett se reinventa em novo álbum” (31/12), sobre esse fantástico cantor, que quanto mais velho parece que melhor fica. Tive o prazer de conhecê-lo nos anos 90, pessoalmente, pois um funcionário da empresa em que trabalhávamos já o conhecia e era fã de carteirinha de Tony Bennett, e nos apresentou. Ele, além de grande cantor, era extremamente educado e simpático, sem estrelismos, muito atencioso. Só quero acrescentar um detalhe: salvo engano, algo deve ter passado despercebido pelo jornalista quando falou dos grandes compositores do “Great American Song Book”, tais como Cole Porter, Irving Berlin, etc. Faltou, na minha opinião, talvez o maior de todos: George e Ira Guershin. Quem compôs “Rapsody in Blue”, “An American in Paris”, com certeza, teve a mão de Deus sobre seu cérebro.

 

Marco A. Apollonio marcoantonioapollonio@yahoo.com.br

São Paulo

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