Fórum dos leitores

TUDO COMO DANTES

O Estado de S.Paulo

13 Janeiro 2016 | 03h08

Pobre ano velho!

Tudo nos leva a crer que este ano de 2016 já despontou envelhecido. Seus primeiros dias em nada se diferenciam dos que ocuparam o calendário de 2015. Continuam a desfilar as destacadas figuras palacianas envolvidas em corrupção. Persistem as negações inconsistentes e patéticas do ex-presidente acerca de sua conduta ímproba. Prosseguem tanto a fixação próxima da patologia da atual presidente de não governar, bem como o aparelhamento da máquina pública, as negociações escusas, as tramoias e os conchavos via “toma lá dá cá”. Por outro lado, a oposição continua a acentuar sua ineficiência política. E até mesmo nós, tristes espectadores deste espetáculo dantesco, nos sentimos incapazes de arrancar o velho calendário da parede de nossas desesperanças.

LUÍS LAGO

luislago2002@hotmail.com

São Paulo

CORRUPÇÃO

MP da impunidade

Tenho certeza que o verdadeiro objetivo da Medida Provisória (MP) 703 não é diminuir a incerteza e preservar empregos. A verdadeira razão dessa aberração, que ataca frontalmente a tão benéfica Lei Anticorrupção, é impedir que empresas envolvidas em falcatruas façam acordos que levem à descoberta do nome das altas figuras dos governos petistas que foram suas cúmplices nos assaltos aos cofres públicos, além de interromper o desejado processo de delações, pois quem assina a MP já havia dito à Nação que não respeita delatores. Mesmo porque, no atual quadro recessivo e incerto da nossa declinante economia, não existe a garantia de que novos investimentos serão feitos pelas empresas beneficiadas pela MP, nem de que ocorrerá a preservação de empregos em seus quadros. Vamos esperar que o Congresso cumpra o seu papel e derrube essa nefasta MP da impunidade.

RONALDO GOMES FERRAZ

ronferraz@globo.com

Rio de Janeiro

Nitroglicerina pura

Desta vez, com certeza, as águas vão rolar. A defesa de Marcos Valério propõe acordo de delação premiada.

FRANCISCO ZARDETTO

fzardetto@uol.com.br

São Paulo

Más companhias

Cada vez mais se constata que dona Dilma parece uma ilha cercada de malfeitores e de corruptos por todos os lados. E é espantosa a impressão que se tem de que essa situação não lhe causa nenhum constrangimento. Deve ser porque, como diz o velho ditado, “dize-me com quem andas e te direi quem és”...

MARIA SOFIA SCHUPP

masofia@uol.com.br

Itanhaém

O ‘compositor’

Doações de valores consideráveis à campanha eleitoral para o governo da Bahia de Jaques Wagner, segundo a sua assessoria, “foram declaradas, checadas e auditadas” pela Justiça Eleitoral. E para o ora ministro-chefe da Casa Civil se manifestar sobre o fato é “preciso conhecer o caso”. Quanto à origem dos valores envolvidos e à coincidência com a liberação de verbas públicas para as empresas doadoras, isso não interessa, nada a comentar. Como se dinheiro caísse das nuvens... É mais um petista a julgar-nos idiotas.

MARIO COBUCCI JUNIOR

maritocobucci@gmail.com

São Paulo

À disposição da Justiça

Mensagens sugerem ação de Wagner por empreiteira em fundos de pensão (Estadão, 10/1). Quando as mensagens começaram a ser divulgadas, o ministro investigado emitiu nota declarando-se tranquilo e à disposição do Ministério Público Federal e das autoridades para prestar esclarecimentos. Eta, declaração óbvia! O ministro Jaques Wagner poderia declarar-se “indisponível” para prestar esclarecimentos?!

CLÁUDIO MOSCHELLA

arquiteto@claudiomoschella.net

São Paulo

ESTILO LULOPETISTA

Cartolas

Lendo o editorial do Estadão (12/1, A3) e mais uma nota nesse jornal, podemos realmente afirmar que Jaques Wagner aprendeu muito com Lula ao fazer comparações idiotas entre política e futebol. Wagner declarou que a oposição parece cartola de futebol: perde no campo, mas quer ganhar no tapetão. E nós somos obrigados a ouvir isso. Para mim, quem ganhou no tapetão foi a situação, por isso existe um inquérito no TSE que, dependendo do resultado, poderá anular a eleição de Dilma e Temer – também noticiado no jornal.

CARLOS E. BARROS RODRIGUES

ceb.rodrigues@hotmail.com

São Paulo

O ministro Jaques Wagner está redondamente enganado quando compara a oposição a cartolas do futebol. Quem se parece com a cartolagem são os petistas que vivem em cana ou em constantes problemas com a Justiça. Não adianta sonhar: enquanto essa laia governar o Brasil viveremos em barafunda interminável.

LEÃO MACHADO NETO

lneto@uol.com.br

São Paulo

BOLIVARIANISMO

Semelhanças

O Tribunal Supremo de Justiça da Venezuela – cujos ministros foram nomeados por Nicolás Maduro – vem de anular atos do Poder Legislativo venezuelano. Isso me faz lembrar um outro país da América do Sul, de língua portuguesa.

PAULO DE TARSO ABRÃO

ptabrao@uol.com.br

São Paulo

Tenebroso

Esse novo episódio do drama venezuelano, em que Nicolás Maduro pretende criar “parlamentos comunais” e com isso anular praticamente o Parlamento verdadeiro, em cuja eleição seu governo foi derrotado, nos leva a pensar o quanto são densas as trevas lançadas pelo tal bolivarianismo, amplamente apoiado pelo petismo. Em linguagem clara, trata-se simplesmente de um ato ditatorial, além de esdrúxulo e idiota. Líderes de outros países que eventualmente vierem a apoiar tal procedimento também só poderão ser classificados como completos idiotas.

NESTOR R. PEREIRA FILHO

rodrigues-nestor@ig.com.br

São Paulo

ARRUAÇAS

Black blocs

Não entendo por que os chamados black blocs, identificados pelo rosto coberto, não são reprimidos com energia pela polícia quando depredam ônibus – filmados por repórteres – ou mesmo preventivamente. Os policiais estão proibidos de intervir e desmascarar os arruaceiros? Os black blocs deveriam temer a polícia, não o povo ter medo dos black blocs.

HARALD HELLMUTH

hhellmuth@uol.com.br

São Paulo

A DELAÇÃO DE NESTOR CERVERÓ

 

O ex-diretor da Petrobrás Nestor Cerveró está abrindo a boca e contando os podres da casa da Dinda à casa da Dilma. Dona Dilma Rousseff disse que poderiam virá-la do avesso que nada seria encontrado contra ela. Olhem aí como a mentira tem pernas curtas. Em setembro de 2013, Cerveró estava empenhado em se manter no cargo de diretor financeiro e de Serviços da BR Distribuidora, subsidiária da Petrobrás, que assumiu após deixar a área Internacional da estatal petrolífera. Dilma garantiu a Fernando Collor diretorias da BR e, segundo Cerveró, Collor tinha o controle de toda a BR Distribuidora. Apesar de a presidente dizer que não conhecia Cerveró, sua delação premiada está desmascarando aqueles que gostam de mentir. Questionado sobre o assunto, o Planalto disse que não vai comentar o caso. Melhor mesmo. Vai comentar o quê?

Izabel Avallone izabelavallone@gmail.com

São Paulo

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O AVESSO DO AVESSO

“Podem continuar me virando do avesso”, diz Dilma. Mas como, se no avesso ela sempre esteve, com raciocínios voejantes qual mariposa cega, com valores invertidos desde sempre, e avessa ao cumprimento de regras mínimas, daí surgindo as “pedaladas fiscais”? O caso, agora, sra. Rousseff, é expor o avesso deste avesso, aparentemente tão bem guardado. Mas a gente sabe que o malfeito e a mentira sempre deixam o rabicó de fora. O ano apenas começa....

Mara Montezuma Assaf montezuma.scriba@gmail.com

São Paulo

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GOVERNO (?) DILMA

“Podem continuar me virando do avesso”, disse Dilma na semana passada durante café da manhã com jornalistas. Está reconhecendo que está no avesso, no lado contrário do normal, como cerca de 70% dos brasileiros já estão cansados de afirmar. Contrário de uma boa, séria e capaz administração. Se continuar até 2018, ela e o lulopetismo vão levar de vez o Brasil e os brasileiros ao fundo do poço. Os últimos anos que se passaram mostram bem isso. Como ainda não conseguiram virá-la do avesso, já está passando da hora de ela pedir para sair. Ou pode esperar o processo desgastante do impedimento, baseado principalmente na sua incompetência em governar, na infringência à legislação de responsabilidade fiscal e na omissão e/ou conivência com atos administrativos e financeiros como, por exemplo, o caso da aquisição da refinaria de Pasadena.

Éllis A. Oliveira elliscnh@hotmail.com

Cunha

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DO AVESSO

Dona Dilma gosta de escarnecer do povo brasileiro. Com as contas reprovadas pelo Tribunal de Contas da União (TCU), por crimes cometidos e que baseiam o pedido de seu impeachment, e com a conivência de todos os crimes cometidos enquanto era ministra-chefe da Casa Civil, presidente do Conselho de Administração da Petrobrás e presidente da República, não é preciso virá-la do avesso para que se constate ser pessoa altamente desqualificada. Ademais, quando em pleno 2016 escolhe o setor da construção civil como a nova menina de seus olhos e promete a edição de um novo PAC, repetindo os mesmos erros da nova matriz macroeconômica que matou o Brasil, essa senhora demonstra estar totalmente tresloucada. Em vez de sofrer impeachment, deveria ser interditada.

 

Nelson Penteado de Castro pentecas@uol.com.br 

São Paulo

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EMBAÇAMENTO

“Sobre minha conduta não paira embaçamento algum, nenhuma questão pouco clara.” Assim se expressou dona Dilma, a criatura do criador, em entrevista. Muito bem, senhora “presidenta”, prove isso abrindo ao público as faturas do cartão corporativo, para que todos saibamos como e quanto é gasto do nosso suado dinheirinho, em vez de ocultá-lo (o gasto) sob o manto sagrado da “segurança de Estado”. Não basta ser honesta, tem de parecer...

Aparecida Dileide Gaziolla aparecidagaziolla@gmail.com

São Caetano do Sul

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MÁ GESTÃO

Evidentemente que a compra da refinaria de Pasadena, nos EUA, e outras atitudes irresponsáveis não se tratam de embaçamento (sic), palavra que mal consta em dicionários. Mas são, claramente, má gestão, indício de corrupção e atitudes no mínimo culposas, para não dizer dolosas.

Ulysses Fernandes Nunes Jr. Ulyssesfn@terra.com.br

São Paulo

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DILMA É HONESTA?

Dilma alardeia não “pairar embaçamento algum” sobre sua honestidade de conduta. Mas o que significa ser honesto? Significa apenas não meter a mão em dinheiro alheio para enfiar no próprio bolso? Será que encobrir desonestidades é honesto? Escamotear a verdade – mentindo, enganando, camuflando, fraudando contas – é honesto? Assumir funções para as quais não tem capacidade – coisas como dirigir uma empresa, realizar uma cirurgia, emitir um parecer, ratificar procedimentos, conduzir uma nação – é honesto? Será que pretender impunidade quanto a práticas desonestas sob a alegação de que outros também as realizaram – ou realizam – é honesto? Será que comprometer-se a analisar contratos e ratificá-los a precisão, sem ao menos os ler, é honesto? Será que prometer o que sabe não poder cumprir é honesto? Não? Pois então, Dilma é honesta? São honestos aqueles que, investidos de poder, dão por lícitos os atos desonestos?

Pedro M. Piccoli pmpicc@terra.com.br

Curitiba

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ENVOLVIDOS ATÉ O PESCOÇO

Roubaram até não poder mais desde que assumiram o poder em 2003, literalmente “nas barbas” dos dois responsáveis pelo descalabro atual do País – o dinheiro foi utilizado escandalosamente para se manterem no poder e elegerem seus apadrinhados –, e vem “ella” dizer que “sobre ela não paira embaçamento algum”? Só pode ser brincadeira!

Humberto Boh hubose@gmail.com

São Paulo

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PREOCUPAÇÃO

 

A presidente Dilma deve se preocupar, sim, com a probabilidade de seu avesso vir a ser revelado por meio do cada dia mais comprometedor envolvimento de maior número de companheiros de trabalho e subordinados diretos seus com investigações e até condenações criminais.

Jarvis Viana Pinto jarvisvp@uol.com.br

Ribeirão Preto

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QUEM TE VIU, QUEM TE VÊ

Ao longo dos últimos 13 anos, o lulopetismo demonstrou ser o avesso do avesso do avesso em matéria de ética, transparência, probidade e retidão de caráter na sua condução da política brasileira. Já passou da hora de virar essa triste e lamentável página da história do País. PT, quem te viu, quem te vê... Basta!

J. S. Decol decoljs@gmail.com

São Paulo

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DE CABEÇA PARA BAIXO

Todos os jornais comentaram a “entrevista” da “gerentona”, que ela já foi virada do avesso e não encontraram nada. Minha sugestão é virá-la de cabeça para baixo, porque, assim, quem sabe o sangue vai para o seu cérebro e ela possa tomar uma posição, em vez de estar toda hora pedindo bênção ao mentor. Enquanto isso, continuam subindo os preços do pão, da cebola, da batata, da água para beber, do leite, do sal e de itens básicos para uma refeição e, assim, sobreviver mais um dia. Pobre povo brasileiro!

Tanay Jim Bacellar tanay.jim@gmail.com

São Caetano do Sul

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O BRASIL DO FUTURO

Presidente, eu acredito quando diz que podem lhe virar do avesso que nada encontrarão que a desabone. Agora, responda-me, por favor, o seguinte: a prezada presidente não é milionária como o ex-presidente Lula e seus filhos, certo, nem tão pobre como alguns dos generais que nos governaram, correto, então diga-me: é este país, é este Brasil que a senhora pretende deixar para seu netinho que acabou de nascer? Um país onde a saúde nos hospitais públicos é degradante, onde pacientes morrem em suas portas ou corredores por falta de medicamentos e profissionais. É este país sem nenhuma segurança, onde se mata mais do que nas guerras? É esta a educação que a presidente pretende para seu neto, onde professores ganham pouco mais do que um salário mínimo e que alunos do quinto ano não sabem escrever?

Arnaldo de Almeida Dotoli arnaldodotoli@hotmail.com

São Paulo

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QUEBRANDO O FGTS

Modesto ao extremo o ministro da Casa Civil, Jaques Wagner, dizendo que o PT “se lambuzou” em 2015. É mais ou menos isso, na realidade, é maior, mais sujo, mais corrupto. Duas grandes bandeiras da sra. Dilma em 2014 eram o programa Minha Casa, Minha Vida e o Pronatec, que estão sendo financiados, em 2016, pelo FGTS dos trabalhadores e por outros sistema. Ou seja, o PT e a sra. Dilma vão quebrar o FGTS. Com o sr. Jaques Wagner na Casa Civil, o sr. Leo Pinheiro, da construtora OAS, deve estar fazendo negócios com o FGTS pelo Minha Casa, Minha Vida – e quem perde é o trabalhador brasileiro. E ainda se intitulam o Partido dos Trabalhadores?!

Celso de Carvalho Mello celsosaopauloadv@uol.com.br

São Paulo

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PÁ DE CAL

Perfeito o artigo de Fernão Lara Mesquita (“Vitória da regra, irmão!”, 12/1, A2). De fato, a crise, que era meramente político-econômica, transcende para o plano institucional com a vexatória decisão, no apagar das luzes de 2015, em que rasgou a Constituição de 1988, decretou o “AI-6” com a total inocuidade da Câmara dos Deputados, que não mais terá o seu poder constitucional originário de decidir privativamente sobre a instauração do processo contra o desgoverno atual. Além disso, alçou ao cume a súcia dos Picciani, que, como cupins, dilapidaram os mais ínfimos poros do tecido sócio-político fluminense, corroendo as estruturas de poder com ardis escabrosos e destruindo por completo a saúde, a educacão e muito mais. Se havia alguma luz no fim do túnel, o STF tratou de pôr sobre ela a pá de cal.

Thor Vivacqua de Medeiros rsvivacqua@yahoo.com.br

Rio de Janeiro

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‘VITÓRIA DA REGRA, IRMÃO!’

Excelente artigo de Fernão Lara Mesquita (12/1, A2)! Diante deste quadro, o que podemos fazer para que ao menos as futuras gerações, nossos netos e bisnetos, possam viver num Brasil resgatado desse lamaçal?

J. R. Tambasco jrtambasco@terra.com.br

São Paulo

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O BRASIL NÃO É UM REINO

Cada vez mais o governo do PT procura governar o País como se fosse um reino e a presidente, a sua rainha. Dois assuntos tratados no “Estadão” de 11/1 apoiam tal hipótese. O primeiro, no editorial “A MP da Impunidade”, aborda a Medida Provisória 703, de 18/12/2015, que altera importantes regras relativas ao acordo de leniência, com o declarado intuito de permitir que as empresas investigadas por atos de corrupção continuem a negociar com o poder público, como ali é explicado. A Lei 8.666/93, que trata das licitações, determina em seu capítulo IV que as empresas que demonstrem não possuir idoneidade para contratar com a administração em virtude de atos ilícitos praticados serão declaradas inidôneas, proibidas, por conseguinte, de participar de contratos com a administração pública. Portanto, não só a presidente procurou reduzir os efeitos positivos da Lei Anticorrupção, como aponta o editorial, como revoga, na prática, as sanções previstas na Lei das Licitações, em vigor desde 1993 e que teve feito decisivo no aprimoramento das licitações públicas. Eu trabalhava no setor de licitações numa administração pública naquela ocasião e, graças aos seus mecanismos de controles e punições, conseguimos significativas melhorias nas aquisições de produtos e contratações de serviços, tanto em preços quanto em qualidade. E não será com tamanha leniência que o interesse público será preservado. Outros interesses o serão, com certeza. A segunda reportagem que chamou minha atenção tem o título “Planalto e PT se queixam de Toffoli próximo de Gilmar” e relata que “dobradinha” entre colegas de Supremo e de TSE incomodam Dilma e Lula. O ministro alega “independência”. Ora, quando o ex-presidente Lula indicou Dias Toffoli para o cargo de ministro do STF, foi um ponto fora da curva, assim como o foi o ex-ministro Joaquim Barbosa, que o ex-presidente foi buscar nos quadros do Itamaraty, ambos sem nunca terem ocupado um cargo na magistratura. Quebrou a cara com o ex-presidente do STF e, aparentemente, não vai nada bem com o ministro Toffoli. Em ambos os casos, ficou caracterizado que as indicações tinham como principal objetivo ter no Supremo Tribunal Federal ministros obsequiosos e “parceiros”. Também se acostumaram com as facilidades que a coalizão pela governabilidade lhes propiciou, esquecendo-se da força das instituições públicas. O Brasil não é um reino e a presidente não é a sua rainha. O Congresso Nacional não pode compactuar com esta MP por demais matreira.

Gilberto Pacini benetazzos@bol.com.br

São Paulo

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‘A MP DA IMPUNIDADE’

Sobre o editorial “MP da Impunidade” – aliás, muito didático e esclarecedor –, só vem a comprovar que o Brasil, infelizmente, é presidido, conduzido e dirigido por uma organização criminosa. Primeiro: medida provisória, segundo o artigo 62 da Constituição federal, diz que “em caso de relevância e urgência, o presidente da República poderá adotar medidas provisórias, com força de lei, devendo submetê-las de imediato ao Congresso Nacional”, e, sem entrar no mérito da medida, já tem vários parágrafos, mas onde estão a relevância e a urgência da MP 703, pressupostos básicos à sua edição? Só nesse aspecto legal, urge que a Procuradoria-Geral da República, na pessoa do dr. Rodrigo Janot, questione a legalidade – já que é imoral e antiética – e a constitucionalidade dessa medida perante o Supremo Tribunal Federal, pois grosso modo ela desafia o caput do artigo 5.º da Constituição de 1988, que garante igualdade de todos perante a lei. A MP 703 premia os sonegadores e infratores do Fisco, em detrimento daqueles cidadãos (CPF) e empresas (CNPJ) cumpridores da legislação fiscal e tributária. Com a palavra, a procuradoria da República.

Carlos Benedito Pereira da Silva carlosbpsilva@gmail.com

Rio Claro

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MP 703 E SUAS PECULIARIDADES

A intenção do governo ao editar a Medida Provisória 703 nos faz partir para uma análise da incongruência deste grupo que está no poder. A pretensão em afastar a punibilidade das empresas participantes deste mar de lama que assola o País, bem como em omitir nomes de participantes da grande roubalheira aos cofres públicos, fica evidente. O que mais nos choca é que a lógica deste mesmo grupelho que critica e pede a punição dos inimigos políticos – haja vista a grande farsa de Comissão da Verdade, em que se pretende punir os adversários dos terroristas da época sem levar em conta os seus próprios crimes cometidos – mais uma vez vem à tona, ou seja, punir “amigos” não é possível, mas impor a lei a inimigos, sim. O dinheiro desviado dos cofres públicos e a situação por que passa nosso Brasil representam um genocídio, posto que, pela falta de dinheiro, quantas vidas não foram ceifadas? No futuro, irão tentar justificar esses roubos? Com que argumentos? Cada lei e cada medida apresentada por este governo tem suas segundas intenções e o Congresso, como vendilhão, deixa de apurar quais os fins a que se destinam. Percebe-se que nenhuma medida é tomada pelo bem da Pátria, mas pelo bem de um partido ou de um grupo agregado que só visa ao interesse próprio. Nada se faz para desinchar a máquina pública; nada se faz para reduzir gastos indevidos e indecentes; nada se faz para honrar o verde e amarelo de nossa bandeira. Aliás, o que se vê é a colocação em prática de uma manipulação sutil para pôr em prática a mesma ideologia da doutrina maoísta ou, se quiserem, um marxismo-leninismo, usando as medidas de: desmoralizar os Poderes por meio de movimentos de massa, direcionando para uma frente única; a desmoralização de nossas Forças Armadas e a derrocada da educação; e, por fim, a implantação efetiva do socialismo, tudo isso sem partir para a luta armada, preconizada pela ala vermelha do PCdoB.

Claudio Mazetto cmazetto@ig.com.br

Salto

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A ‘INDEPENDÊNCIA’ DE DIAS TOFFOLI

Na matéria publicada no “Estado” de segunda-feira (página A5), o ministro Dias Toffoli, para se defender das acusações e pressões do Planalto e do PT, alega “independência”. Que outra coisa se espera de um juiz qualquer ou de um membro da mais alta Corte de um país do que independência e justiça em seus julgamentos? Quando você precisa alardear uma de suas virtudes, elas não são ou não existem como tal.

Cláudio Juchem cjuchem@gmail.com

São Paulo

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O APARELHAMENTO DO STF

Matéria de segunda-feira do “Estadão” escancara o que alguns tinham certeza e a maioria desconfiava: que o aparelhamento do STF pelo lulopetismo foi (é) uma realidade que pode ser inserida na estratégia que originou o mensalão e os vários atos em que se desdobram a Operação Lava Jato e congêneres. O fato de o ministro Toffoli (para meu espanto, diga-se) não ter apoiado a tese que interessava ao petelulismo e ao Palácio do Planalto, e desavergonhadamente exposta pelo ministro Barroso, abrindo divergência seguida pelo que hoje podemos chamar a tropa de choque petista no STF, causou escândalo nas hostes lulopetistas e sombrios desvãos do Palácio do Planalto. Na verdade, nada a estranhar.

Alexandre de Macedo Marques ammarques@uol.com.br

São Paulo

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TOFFOLI LIBERTO

Deixo aqui meus cumprimentos ao ministro Toffoli, que está provando sua imparcialidade e personalidade, não se sujeitando a ser mais um dos vassalos do governo no STF.

Sergio Diamanty Lobo diamanty18@gmail.com

São Paulo

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‘DOBRADINHA’ GILMAR E TOFFOLI

A função de um ministro do STF deveria ser interpretar e julgar de acordo com nossa Constituição. A matéria no “Estadão” (11/1, A5) intitulada “Dobradinha de Toffoli com Gilmar irrita Planalto” nos deixa com um pé na frente e outro atrás. Saber que Dias Toffoli vem votando contra o governo, porque no passado foi desonerado por Dilma quando ministra, mostra a quantas anda nossa atual Corte Suprema. Seria também um toma lá, dá cá? Um ministro do STF não deveria ser contra ou a favor de políticos ou presidentes. Governos passarão, mas eles ficarão e não deveriam julgar de acordo com a simpatia que sentem ou não por um presidente em exercício. Só por isso Dias Toffoli deveria ser impedido e substituído.

Beatriz Campos beatriz.campos@uol.com.br

São Paulo

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DITADURA

 

Justiça da Venezuela anula decisões no Legislativo. E os petralhas ficaram com uma inveja danada!

 

Luigi Vercesi luigiapvercesi@gmail.com

Botucatu

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BNDEZÃO?

A revista “Época” desta semana traz uma reportagem discriminando o “empréstimo” de Dilma a Moçambique para obras a serem feitas lá por construtora denunciada no petrolão. Tem coisas engraçadas: o nome do país é “Moçambike” (bike para pedaladas); o nome do presidente é Quebuza (ou sue se lambuza). Nós temos no Brasil deficiência de obras por falta de grana, mas para emprestar a países que não nos dão nem darão lucros o BNDES tem muita grana – ou gana petista.    

Mário A. Dente eticototal@gmail.com

São Paulo

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MARCOS VALÉRIO QUER DELATAR

Na época do julgamento do mensalão, foi grande a expectativa da possibilidade de Marcos Valério aderir à delação premiada, mesmo porque seu envolvimento com a trama criminosa estava por demais evidente e consistentemente comprovado. O Brasil torcia e aguardava com ansiedade por suas revelações, mas em vão – certamente ele ainda acreditava que seria assistido e agraciado indefinitivamente pelo petismo. Sonhamos com essa possibilidade acreditando que a história do nosso país teria um novo rumo. Mera ilusão, e a Nação continuou ser dilacerada administrava, econômica e politicamente pelo desmando de um governo desprovido de capacidade gerencial. Já os petistas cujo envolvimento estava por demais escancarado acabaram denunciados, processados e condenados – infelizmente, foram favorecidos pelo aparelhamento do STF, acabando por receber penas leves e, logo depois, benefícios com a progressão de regime carcerário. Enquanto isso, os banqueiros e intermediários – equivalentes aos empresários, lobistas e doleiros do petrolão –, incluindo o publicitário Marcos Valério, recebiam penas altíssimas. Alguns especialistas consideram excessivas e arbitrárias em sua dosimetria. Depois de amargar algum tempo na prisão e sentir o frio do abandono e o desprezo do petismo, o resignado Valério, na solidão da cadeia, resolveu buscar a destempo algum benefício com a promessa de revelações inusitadas. E o fez, mas sem garantia de algum favor legal – os anos se passaram e tudo indica que as informações prestadas pelo publicitário não foram suficientes para desencadear novas investigações criminais. Agora, ao que parece num gesto de desespero, Marcos Valério, condenado a mais de 30 anos de reclusão, busca contato com a Procuradoria-Geral da República no intuito de negociar uma quase inviável delação premiada. Como uma sina, o tempo decorreu em seu desfavor, os fatos evidenciam cada vez mais que suas informações envelheceram e se tornaram caducas – o petróleo, em muitos aspectos, foi uma sequência do mensalão – e, tudo indica, imprestáveis para o atual estágio da persecução criminal. Talvez o condenado ainda possa se socorrer de uma revisão criminal, mas no momento, por sua resiliência na hora do julgamento, cabe-lhe apenas a lembrança: “Perdeu, playboy, agora vai ter de pagar pelos seus erros”.

Noel Gonçalves Cerqueira noelcerqueira@gmail.com

Jacarezinho (PR)

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EX-DIRETOR DA TRANSPETRO

Foram publicadas neste “Fórum” do “Estadão”, nos dias 12, 17 e 27 de abril e 26 e 31 de outubro de 2015, comentários em nome de Hosana Martins e Ingrid Schnyder que associavam a minha destituição do cargo de diretor financeiro e administrativo da Transpetro a suspeitas de corrupção e irregularidades. Gostaria de dizer que não respondo a qualquer processo, administrativo ou judicial, relacionado à minha gestão, ou a qualquer outro cargo que desempenhei ou desempenho. No período em que fui diretor da Transpetro, entre 3 de março de 2008 e 27 de março de 2015, contrariei interesses de diversas pessoas e empresas, os quais ficaram frustrados com as decisões duras que tomei na função. Estou certo de que, embora eu tenha encontrado muitos profissionais brilhantes e comprometidos e que constituem a maioria dos empregados da Transpetro, provavelmente alguma pessoa afastada da função por não atingir metas ou por ter sido confrontado por algum trabalho mal feito ou mesmo alguma empresa que não teve regalias durante minha gestão podem ter interesse em vingança ou retaliação contra minha pessoa. Segundo publicaram a revista “Veja” e o jornal “O Globo”, na reunião do Conselho de Administração da Transpetro que decidiu pela minha destituição, presidida pelo também presidente da Petrobrás sr. Aldemir Bendine, o diretor de Governança, Risco e Conformidade (compliance), sr. João Adalberto Elek Junior, declarou que havia gestores com bandeiras vermelhas em seus nomes, tendo me incluído entre eles. Sobre este assunto, já enviei três notificações ao presidente da Petrobrás, sr. Aldemir Bendine, e ao diretor que teria dado essas declarações, pedindo que viessem a público dizer o que há contra mim,  também entregassem o que tinham de informações a meu respeito à Polícia Federal e ao Ministério Público e que explicassem o que eram as tais “bandeiras vermelhas” no meu nome. O diretor Elek, que teria me citado, não respondeu minhas notificações para esclarecer suas palavras. Até agora estou esperando, mesmo após as três notificações. Não obtive resposta escrita, porém fui convidado à Petrobrás, onde ouvi do seu presidente que não há nada contra mim. Gostaria de acrescentar que fui destituído do cargo sete dias depois de defender num debate radiofônico o uso de dinheiro virtual contra a corrupção no Brasil. No meu lugar, o governo colocou um ex-diretor de Pasadena, que entenderam ter perfil mais adequado ao que, na visão deles, se pretende no Brasil. No referido debate, ocorrido em 20 de março de 2015 na Rádio Tupi, desafiei corruptos a colocarem dinheiro virtual na mala e convidei os políticos corretos a defenderem essa ideia. O áudio está disponível na internet. Essa proposta, que eu e mais dois colegas analistas do Banco Central e doutores em Economia fazemos, sairá na nova edição do livro “Desatando o nó do crescimento econômico”, em coautoria com Henrique Forno e Márcio Araujo. Se alguém tem qualquer dúvida sobre minha gestão à frente da diretoria financeira e administrativa da Transpetro, convido tal pessoa a procurar a Polícia Federal, o Ministério Público Federal de Curitiba ou o juiz Sérgio Moro, todos responsáveis pela Operação Lava Jato, e apresentar a acusação e as provas que houver. Destaco que sempre me coloquei disponível para a mídia e tenho vindo a público, como estou fazendo agora, e no meu site, para esclarecer quaisquer dúvidas ou acusações que envolvam meu nome. Da mesma forma, lembro que estou questionando em juízo, cível e criminalmente, falsas acusações que podem ter sido fruto de inserção de dados falsos em relatórios e vazamento de informações inverídicas. Peço aos valorosos jornalistas, tão importantes para a nossa democracia, que, quando fizerem alguma matéria e me citarem (não foi o caso do “Estadão”, pois foi texto de leitores), pelo menos me ouçam.

Rubens Teixeira rubensteixeira@hotmail.com

Rio de Janeiro

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COMUNISTAS BRASILEIROS

O Senado transformou-se numa planta de compostagem. Ontem, pus uma máscara contra gases tóxicos e li sobre mais uma das etapas do processo: o blog do jornalista Lauro Jardim, hospedado no jornal “O Globo”, publicou matéria de Guilherme Amado do dia 10/1/2016 sobre a farra na Casa usando dinheiro do contribuinte. Foram gastos, em 2015, R$ 22,8 milhões com verba de gabinete. Um fato interessante, e que deve ser destacado, é que o ranking dos protagonistas dessa pouca-vergonha é liderado por dois comunistas: a senadora Vanessa Grazziotin, do PCdoB (AM), que gastou R$ 505.481,00; e João Capiberibe, do PSB (AP), que gastou R$ 482.008,00. Sem dúvidas, o filho do historiador Sérgio Buarque de Holanda está fazendo escola pelo avesso. Estou me referindo àquele comunista compositor que adora dinheiro, recebe patrocínio da Lei Rouanet, fala bem do governo a toda hora, troca figurinhas com Stédile, adora vinho francês, detesta Cuba libre e passa férias em Paris, e nunca em Havana. A verdade é que no Brasil há muitos desses ideólogos. Comunista brasileiro adora dinheiro e, de preferência, dólares.

Humberto de Luna Freire Filho hlffilho@gmail.com

São Paulo

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NENHUMA SURPRESA

Na lista dos senadores mais gastadores dos recursos públicos em proveito próprio, nenhuma surpresa: só senadores da esquerda, nos seus mais variados matizes. Tem comunista, socialista, trabalhista e petista, mas todos esquerdistas, sempre dentro daquela máxima “vamos dividir o dinheiro dos outros, mas o meu primeiro”. Como diz um famoso apresentador de telejornal, isto é uma vergonha!

Marco Antonio Esteves Balbi mbalbi69@globo.com

Rio de Janeiro

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COMUNISTA GASTADORA

A senadora Vanessa Grazziotin, do PCdoB do Amazonas, devia vir a público para explicar por que é a parlamentar mais cara do Brasil, tendo consumido mais de R$ 500 mil de sua cota em 2015. O senador Cristovam Buarque gastou R$ 11 mil. A senadora poderia, se não for muito sacrificante, expor suas realizações no último ano.

Ademir Valezi valezi@uol.com.br

São Paulo

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REAJUSTE DA APOSENTADORIA

O reajuste das aposentadorias acima de um salário mínimo será de 11,28% e vai custar R$ 21,5 bilhões em 2016. Esse é o valor com que os aposentados contribuíram ao INSS ou estão incluídos aí os que nada pagaram ao Instituto? Qual o valor pago das aposentadorias dos políticos, que nem foram ou são empregados do governo, somem também os valores pagos dos que nunca contribuíram e os valores sacados da Previdência para cobrir “rombos” dos outros setores, para confirmar os recursos desviados para a real finalidade da Previdência Social. Enquanto a incompetência dos governantes for maior do que as “bene$$es” feitas com os recursos destinados aos verdadeiros aposentados contribuintes da Previdência, passará a impressão para a sociedade de que o “rombo” é culpa daqueles que cumpriram as legislações vigentes, quando na realidade é mais uma irresponsabilidade fiscal da Presidência da República. Basta devolver os valores apropriados da Previdência Social e destinados ao pagamento das corretas aposentadorias. Ou renuncie o mandato ou se submeta ao impeachment, ao invés de culpar e prejudicar aqueles que contribuíram por 35 anos para garantir a aposentadoria legalmente. Respeite os direitos humanos dos aposentados direitos, não são os “bandidos” que tanto o PT protege de$$es direitos. Cumpra as leis que os aposentados cumpriram mas, mesmo assim, são espoliados dos seus reais direitos. Até quando?

Luiz Dias lfd.silva@uol.com.br

São Paulo

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VIDA DIFÍCIL

Sabemos o quanto é difícil a vida de nossos aposentados, que levam a vida lutando por melhoras de vida, sonhando sempre e muitas vezes se entregando a outras atividades para completar sua renda. Lutam, como todos nós, por um final feliz e verdadeiro neste Brasil em crise e merecem o carinho de nossos governantes.

Marcos Luiz Mattos Penna ML-penna@bol.com.br

São Paulo

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ÍNDICES DE INFLAÇÃO

Divulgados os índices, vê-se claramente que a consciência de Dilma só pesa no bolso alheio.

A.Fernandes standyball@hotmail.com

São Paulo

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DEVOLUÇÃO DE IMÓVEIS

Em qualquer situação, comprar na alta estimula a alta especulativa, e vender na baixa alimenta a bolha. Os incautos que pagaram, de 2008 a 2012, valores irreais por metro quadrado estão, agora, pagando pela irracionalidade. Com certezas, as construtoras que venderam músculo pelo valor de filé mignon nada perderão. Na pior das hipóteses, deixarão de ganhar muito. Que Deus salve os incautos.

João Israel Neiva jneiva@uol.com.br

São Paulo

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JUROS FICTÍCIOS

Vi nas recentes manchetes econômicas que os juros, que já eram estratosféricos, foram para outra galáxia. É por isso que dão muito trambiques nas financeiras. Eu tinha uma amiga, já falecida, que viu uma dívida de R$ 2 mil virar, em cinco anos de inadimplência, R$ 30 mil. Sabedora de que após este prazo prescreve a dívida, passou a ser assediada por uma empresa de cobrança para pagar pelo menos R$ 5 mil. Ofereceu R$ 3 mil e a oferta foi imediatamente aceita, mas, como estava muito doente, faleceu e não concretizou o acordo. A financeira dançou. Acredito – e aqui fica um conselho – que porque não reduzem os juros. Nada justifica tamanho disparate.

Iria De Sá Dodde iriadodde@hotmail.com

Rio de Janeiro

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DO RISO AO CHORO

Quando foi anunciado que Nelson Barbosa seria o novo ministro da Fazenda, pensei que era aquele Barbosa, o velhinho idiota que fazia beicinho, personagem cômico criado por Ney Latorraca na antiga “TV Pirata”, no quadro “Fogo no Rabo”. Finalmente, a presidente teria nomeado alguém capaz para comandar a Economia, com as qualidades exigidas para compor o seu imenso e inútil ministério. Mas o Barbosa escolhido foi outro, ex-ministro do Planejamento, amigão de Lula, defensor dos gastos públicos, coautor das “pedaladas fiscais”, defensor da “Nova Matriz Econômica” (que está levando o País à bancarrota) e desrespeitoso e sabotador do ex-ministro Joaquim Levy. Se fosse o Barbosa de Ney Latorraca, iríamos nos divertir bastante. Mas, com outro Barbosa no Ministério da Fazenda, vamos chorar ainda mais.

Paulo Boin  boinpaulo@gmail.com

São Paulo

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COMO EU ESTAVA ENGANADO!

Em minha ignorância, pensava que a péssima situação financeira que hoje atormenta o País – e, consequentemente, seu povo – era produto de erros que teriam sido praticados desde que foram abandonados os pilares sadios da Economia que aqui existiam (tripé econômico, inclusive) e criada a “Nova Matriz Econômica”. Assim, eu punha a culpa no aumento artificial da demanda (via aumento de crédito, congelamento de preços administrados, baixa artificial de juros, favorecimento fiscal aos “campeões nacionais” do mercado mediante juros cobrados abaixo do custo pelo qual eram tomados, desmedidas desonerações fiscais, etc.). Legítimas “medidas keynesianas”, como se propalou. Tudo isso, porém, quando a oferta estava em queda por falta de incentivos às empresas para que lucrassem e investissem. Agora, todavia, li artigo de Edinho Silva em jornal local e inteirei-me de meu erro. Aprendi com ele que essa crise se deve à “esta luta mesquinha (que) ainda encontra espaço na imprensa nacional”. E, ainda, “à crise econômica internacional”, da qual “o Brasil precisa se defender de um possível agravamento”. Faltou dizer que a crise se deve também às propostas medidas neoliberais do ex-ministro Joaquim Levy, que, felizmente, nem sequer foram adotadas. E, finalmente, às “mesquinhas disputas político-partidárias”. Bom, se ele é ministro e diz as mesmas coisas que a presidente proclama, vamos todos reformular nossos pensamentos e neles acreditar. Como se vê, concluo que “não sabemos – e nunca soubemos – de nada”. E admitir que eles, por certo, falam coisas incontestáveis. Pois que “de tudo sempre souberam; pois de tudo participaram”.

José Etuley Barbosa Gonçalves etuley@uol.com.br

Ribeirão Preto

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OS JOVENS, A EDUCAÇÃO E A PÁTRIA EDUCADORA

O artigo da presidente do movimento Todos pela Educação intitulado “Os jovens e a educação” (9/1, A2) me fez mudar de ideia sobre a ocupação das escolas pelos jovens em São Paulo. O que para mim era uma atitude apenas de “rebeldes sem causas” me parece, agora, um manifesto pelo melhora e, principalmente, um pedido para repensar o ensino médio da “Pátria Educadora”. Pátria Educadora, que para a presidenta significa barganhar um dos cargos mais importantes da Nação, o de ministro da Educação, por votos podres em um desqualificado Congresso Nacional.

Alvaro Pascoarelli Junior apascoarelli@gmail.com

São Paulo

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DENGUE

Vocês não estão cansados de ver nas notícias agentes sanitários examinando vasos de flores com ar de saber algo que os outros mortais não sabem? Até soldados do Exército são mostrados como carta de triunfo. Um milhão e meio de pessoas com dengue. Vocês imaginam 1% da população da Noruega com dengue? Nós temos esgoto a céu aberto, casas sem água potável, hospitais fechados e doentes deitados nos corredores – naqueles que estão abertos. É óbvio que algo diferente precisa ser descoberto. Para isso, temos um Ministério da Saúde. Piada, claro. Governo federal? Alguém imagina a presidente Dilma preocupada com a dengue? Ou com a saúde pública em geral? Alguém lembra o nome do ministro dessa pasta? (A presidente se trata pelo Sírio-Libanês em São Paulo.)

Milan Trsic cra612@gmail.com

Ribeirão Preto

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DESALENTADOR

Entrei no Hospital do Fundão, na Ilha do Governador, Rio de Janeiro. Nota-se que foi um prédio pensado para durar e ser, com sua estrutura colossal, referência nacional. Corredores amplos, arejados, perfil funcional, porém sucateado, como tantos outros. Resta a boa vontade dos que lá trabalham... É duro de ver o que a corrupção faz com as boas iniciativas no País, machuca pensar como poderíamos ir mais longe sem essas quadrilhas. Pobre Brasil!

Ricardo C. Siqueira ricardocsiqueira@globo.com

Niterói (RJ)

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ELEIÇÃO MUNICIPAL

O padre Julio Lancelotti, da Pastoral dos Moradores de Rua e notório defensor da cidadania e dos direitos humanos, rompeu com o prefeito de São Paulo, Fernando Haddad (PT), e afirmou que não votará nele nas próximas eleições. Padre Julio criticou o autoritarismo e a falta de diálogo do prefeito com os movimentos sociais e sua secretária da área, Luciana Temer, filha do vice-presidente Michel Temer (PMDB). Quando pessoas éticas, íntegras e do bem como o Padre Julio rompem com Haddad, fica claro que o prefeito seguiu o caminho errado e decepcionou muitos dos que o apoiavam.

Renato Khair renatokhair@uol.com.br

São Paulo

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ELEIÇÃO PARA AS SUBPREFEITURAS

Tenho absoluta convicção de que o projeto para a eleição de administradores regionais proposto pelo prefeito Fernando Haddad tem cunho meramente eleitoral, pois, prevendo a derrota nas eleições e tentando manter algum poder, o alcaide conta com a eleição de algum cupincha num dos feudos petistas existentes na capital. Ou eles não existem? Só posso me utilizar de linguagem da informática: kkkkkkk.

Marcio Bassi Davini mbdavini@uol.com.br

Ubatuba

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TRUCULÊNCIA

Realmente, cheguei à triste conclusão de que o meu Brasil “florão da América” já não espelha mais essa grandeza. Chegamos ao fundo do poço até na atitude de um policial militar flagrada em imagem veiculada na mídia. Nela, o PM, que é pago para defender o cidadão de bem, num ato truculento e insano, tenta forjar uma evidência colocando material explosivo dentro da mochila de um dos estudantes envolvidos na manifestação contra o aumento das tarifas de ônibus e do metrô em São Paulo. Será que, diante de tantos escândalos envolvendo políticos, autoridades, etc., as pessoas perderam a noção da dignidade, do respeito, da ética? Será que chegamos ao tempo do “salve-se quem puder”?

Arnaldo Luiz de Oliveira Filho arluolf@hotmail.com

São Paulo

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OBRAS SUSPENSAS

Interessante a notícia publicada no “Estado” de sábado (9/1) a respeito do convênio firmado entre a Polícia Militar de São Paulo e o governo do Estado para compartilhar as imagens de câmaras de segurança de uso da Polícia Militar, com a “singela” finalidade de “fiscalizar o trânsito” (multar e arrecadar mais!). Em contrapartida, na mesma semana, tomamos conhecimento de que o governo do Estado suspenderá mais algumas obras do Metrô e do sistema de monotrilho na cidade de São Paulo, em parte por culpa do não repasse das verbas federais àquelas obras. E o povo que depende de transporte público que espere as tais verbas! Só consigo enxergar três segmentos que adoraram a suspensão dos investimentos acima citados: os fabricantes de bicicletas, os de tinta e os de pincéis.

Mauricio Adriano Niel mauniel@terra.com.br

São Paulo

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A APROXIMAÇÃO

O governador do Estado de São Paulo, sr. Geraldo Alckmin, reforça sua aproximação com o Movimento dos Sem-Terra (MST), visando à disputa com o tucano Aécio Neves à candidatura para presidente do Brasil nas próximas eleições, em 2018. Vamos deixar aqui bem claro que o MST é o maior latifúndio improdutivo do mundo e visa tão somente ao poder. Acreditar em que corintiano vira palmeirense e vice-versa é de uma incomensurável estupidez e quem vai pagar mais uma vez por esta loucura será o povo.

Urias Borrasca urias@mercosulrefratarios.com.br

Sertãozinho

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LEMBRANDO FRANCO MONTORO

Até que enfim erguem-se vozes clamando contra a grande ingratidão que nós, paulistas, fazemos à memória do governador Franco Montoro. A homenagem ao seu nome permanece quase secreta, uma vez que poucos sabem que o aeroporto internacional que fica em Guarulhos tem o nome de Franco Montoro. O PSDB é um partido tão medíocre que é incapaz de corrigir essa irregularidade, pois há muito tempo deveria ter-se empenhado para sanar essa injustiça e fazer com que o seu idealizador, fundador e seu mais brilhante quadro político  tivesse seu nome lembrado pelas gerações seguintes como o grande estadista que foi. Franco Montoro, que tive o privilégio de conhecer, era medularmente um democrata. De seu lema, “descentralização do poder, participação popular e criação de empregos”, ele não se afastava jamais. A criação dos escritórios regionais de governo (ERG), a descentralização na merenda escolar, programas como “O interior na praia”, “Vaca Mecânica”, “Hortas Comunitárias”, etc. dizem bem da sua filosofia de governo. Se o sr. Orestes Quércia, que o sucedeu, não tivesse se dedicado com todo afinco à tarefa de desmanchar todo o legado de seu antecessor, viveríamos hoje num Estado melhor. Quando vejo os políticos que nos governam e me lembro de Franco Montoro, me dá vontade de chorar. Congratulo-me com o leitor sr. Eurico de Andrade N. Borba (“Estadão”, 7/1), por sua justa indignação. Ele certamente sabe quem foi o governador Franco Montoro.

Affonso Maria Lima Morel affonso.m.morel@hotmail.com

São Paulo

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UM NOME A SER LEMBRADO

Sou testemunha do trabalho e da dignidade do  professor Franco Montoro. É um exemplo a ser seguido e, portanto, deve ser lembrado, e não desconsiderado, como no caso citado pelo leitor sr. Eurico de Andrade (7/1/2016). Espero que tal erro seja corrigido para que possamos, no dia 14 de julho próximo, homenagear tão importante cidadão brasileiro.

José O. Pereira Vieira joseoswaldopereiravieira@gmail.com

São Paulo

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AEROPORTO DE GUARULHOS

Em acréscimo a comentários anteriores, também manifesto meu repúdio ao esquecimento do verdadeiro nome do Aeroporto Internacional Governador Franco Montoro, que virou GRU Airport! Completamente descaracterizado! Em nenhum lugar do mundo se omite o nome efetivo do aeroporto. Um acinte! Será que, se fosse “Lula” o nome, seria esquecido?

Maria A. Giannini de Freitas freitas.maria43@gmail.com

Ribeirão Preto

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DE GOIÁS PARA O MUNDO

Um desconhecido até então do futebol brasileiro, o jogador Wendell Lira, ousa em lance espetacular de voleio e entra para a história do futebol mundial ao ganhar o Prêmio Puskas, da Fifa, de 2015, como o gol mais bonito do mundo. Essa façanha ocorreu jogando pelo Goianésia E.C., contra o Atlético Goianiense, pela 9.ª rodada do Campeonato Goiano do ano passado. Humilde e emocionado, para justificar seu merecido prêmio, já que disputou com Alessandro Florenzi, da Roma, e Leonel Messi, do Barcelona, Wendell, na megafesta de premiação da Fifa, citou personagens bíblicos como do franzino Davi, que venceu uma batalha com o até então insuperável Golias. Uma lição de vida para todos nós, de que nada é impossível.

Paulo Panossian paulopanossian@hotmail.com

São Carlos

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PREMIAÇÃO DA FIFA

Na badalada premiação da Bola de Ouro da Fifa, sem surpresa, o argentino Lionel Messi, com 41,3% dos votos, foi eleito pela 5.ª vez o melhor jogador do mundo – no ano de 2015 ele conquistou todos os títulos pelo poderoso e respeitado Barcelona. O brasileiro Neymar ficou em 3.º lugar, com 7,8% dos votos. Mas, na escolha do gol mais bonito de 2015, o desconhecido brasileiro Wendell Lira, que joga no Goianésia GO, conquistou o prêmio de golaço do ano. E, ao receber a honraria, emocionado, disse que estar ao lado dos ídolos que só conhecia pelos jogos de vídeo game era uma honra, e mencionou uma passagem bíblica em que o pequeno e desacreditado Davi venceu o gigante Golias, no caso, Wendell venceu Messi (na história, Davi só foi vencido por Bate-Seba). E, na seleção da Fifa, quatro brasileiros foram escolhidos: Thiago Silva, Daniel Alves, Marcelo e Neymar. Enfim, a premiação no geral foi a melhor dos últimos anos. E que Neymar possa bater Messi no próximo ano!

 

Alex Tanner alextanner.sss@hotmail.com

Sumaré

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VALOROSO WENDELL

O jogador Wendell  foi vencedor duplamente, pelo gol mais bonito e pelas lições de franqueza e humildade que encantaram o mundo e emocionaram corações,  mostrando que a perseverança é atributo  dos fortes, que não se abalam diante dos obstáculos.

Vicente Limongi Netto limonginetto@hotmail.com

Brasília

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