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O Estado de S.Paulo

15 Janeiro 2016 | 03h06

Manifestações pacíficas?!

Quem disse que são pacíficas essas seguidas manifestações (promovidas pelo Movimento Passe Livre) cujo objetivo é chantagear os governos estadual e municipal por meio de bloqueios de ruas e avenidas, levando o trânsito ao caos e atrapalhando a vida dos cidadãos? Desde quando alguns impedirem milhões de circular livremente é ato pacífico?

RENATO GENTILE ROCHA

rerocha65@gmail.com

São Paulo

Manutenção da ordem

Curioso, o policial tem de pedir licença ao vândalo para dar um tapinha na mão dele, já o vândalo pode massacrar policial à vontade, sem problema, sem castigo, sem nada. Vamos acabar com essa frescura: saiu da linha estabelecida pela autoridade, é pau e pronto. Não consta na nossa Constituição que baderneiro pode quebrar tudo e bater em qualquer um. Por que esse medo enorme de não manter a ordem como deve ser?

HARRY RENTEL

harry@citratus.com.br

Vinhedo

Jovens sem limites

Quando alunos invadiram escolas estaduais em São Paulo, foi voz corrente entre os estudantes que eles é que mandavam na escola, e não o Estado. Nenhuma novidade que o Movimento Passe Livre (MPL) venha sistematicamente insistindo em que não deve dar satisfação às autoridades. Esse é o balanço de 13 anos de desmandos no País. A inversão de valores forjou esses jovens, que hoje fica difícil de conter e se julgam acima de tudo e de todos. Vamos culpar quem? Claro que o Judiciário, lerdo, inoperante e seletivo, que não prende baderneiros e, se prende, os solta em seguida. A minoria tem privilégios, contra a maioria produtiva. Até quando? A propósito, em recente viagem por várias cidades da França pudemos constatar que mesmo num dos países mais socialistas da Europa o transporte público é pago. Nada sai de graça. Por isso mesmo acho um absurdo que em São Paulo o MPL (com seus black blocs) insista em que o transporte público seja de graça. É ou não vontade de anarquizar e atrapalhar a vida dos trabalhadores? A cidade não tem verba nem condições de arcar com essa despesa de bilhões, diante de problemas muito mais urgentes a serem resolvidos, como o das enchentes, por exemplo. Por que esses jovens não aproveitam as ciclovias, investimento preferencial do prefeito Fernando Haddad (PT), mas que andam às moscas?

BEATRIZ CAMPOS

beatriz.campos@uol.com.br

São Paulo

Protesto de março

O MPL deve guardar suas energias para protestar em 13 de março – que cairá num domingo, não em dia de trabalho, o que prejudica toda a população no seu direito de ir e vir – pelo impeachment da presidente Dilma. Por sua incompetência, além dos crimes de pedaladas fiscais, Dilma é responsável pela elevação da inflação oficial a 10,67%, por causa do aumento de energia elétrica, combustíveis, alimentos, prejudicando toda a classe trabalhadora. O movimento não deve preocupar-se só com o aumento das tarifas de ônibus, trens e metrôs, já que o índice ficou abaixo da inflação.

JOSÉ WILSON DE LIMA COSTA

jwlcosta@bol.com.br

São Paulo

Nanicos

É inaceitável que pequenos partidos de esquerda, sem quase nenhuma representatividade popular (votos), estejam à frente da maioria dos sindicatos e movimentos sociais, como presenciamos nas últimas manifestações contra o aumento das tarifas. Não que esse aumento seja irrelevante, mas muito mais corrosiva para o bolso do trabalhador é a inflação atual, conjugada com a altíssima carga tributária, que onera em demasia a alimentação, o transporte, os combustíveis, os remédios, os bens de consumo, etc. Mas, afinal, essa carga de impostos é necessária para sustentar um Estado obeso, perdulário e corrupto, seja no âmbito do Poder Executivo, seja no Legislativo. Curiosamente, não vemos manifestações desses grupelhos contra esse estado de coisas. Será porque eles também se beneficiam de generosas verbas tiradas do dinheiro do contribuinte?

CELSO NEVES DACCA

celsodacca@gmail.com

São Paulo

Bandeiras

Basta um olhar um pouco mais atento nas manifestações contra o aumento de tarifas em São Paulo para perceber por que não estão tendo a adesão das pessoas de bem: só se veem bandeiras vermelhas entre os manifestantes. Bandeira do Brasil, que é bom, nenhuma.

DOMINGOS CESAR TUCCI

d.ctucci@globo.com

São Paulo

LULOPETISMO

‘A festa acabou’

Como sempre, excelente a coluna de Celso Ming de ontem no Estadão (14/1, B2). Agora, arrumar a casa. Mas como arrumá-la? Com Nelson Barbosa, o keynesiano jurássico? Com Dilma Rousseff, outra jurássica, brizolista e trapalhona? Com um Congresso de compadres corruptos? Somente pode dar certo se milagres acontecerem.

MÁRIO RUBENS COSTA

costamar31@terra.com.br

Campinas

Medo

O Jornal Nacional do último dia 13 abriu dizendo que os comerciantes já têm mais medo da crise que de assalto. Ora, a crise é consequência de um assalto!

LEO COUTINHO

leo.coutinho@uol.com.br

São Paulo

CORRUPÇÃO

Criminalização da riqueza

O advogado criminalista Antonio Carlos de Almeida Castro, que defende 11 políticos e empresários investigados pela Operação Lava Jato, disse que o Brasil vive, sem a menor dúvida, um momento de “criminalização da riqueza”, em que a Justiça tenta a qualquer custo jogar a sociedade contra quem tem algum tipo de poder. Engana-se redondamente, ou tenta fazer-nos enganar, o notório advogado com essa afirmação em defesa dos seus clientes. Pois a intenção da Justiça é fazer os poderosos que criminosamente enriqueceram roubando dinheiro público pagarem rigorosamente por seus crimes. Isso sob os entusiásticos aplausos da sociedade brasileira.

RONALDO GOMES FERRAZ

ronferraz@globo.com

Rio de Janeiro

Pingos nos is

Complementando as declarações do criminalista Antonio Carlos de Almeida Castro, o Kakay: o Brasil vive um momento de criminalização da riqueza... roubada! A Justiça quer punir ricos... larápios!

RICARDO C. SIQUEIRA

ricardocsiqueira@globo.com

Niterói (RJ)

MINISTÉRIO INSALUBRE

Olha só o nosso ministro insalubre da Saúde falando: "Não vamos dar vacina a 200 milhões de brasileiros. Mas para pessoas em período fértil. E vamos torcer para que mulheres antes de entrar no período fértil peguem a zika, para elas ficarem imunizadas pelo próprio mosquito. Aí não precisa da vacina", disse, em tom de brincadeira. Brincadeirinha infeliz! Como é que pode gente assim ser ministro?

Elisabeth Migliavacca elisabeth448@gmail.com   

São Paulo

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DECLARAÇÃO RIDÍCULA

A declaração do ministro da Saúde, Marcelo Castro, dizendo que torce para que as mulheres peguem o zika antes da idade fértil, para que elas fiquem imunizadas, é certamente uma das mais ridículas que eu já ouvi. Ela só comprova o baixo nível do ministério  deste  desgoverno petista e o desprezo que eles têm pela população. Será que não seria o caso de o Conselho Regional de Medicina (CRM) abrir um processo para cassar o registro desse sujeito?

Fernando Fenerich ffenerich@gmail.com  

São Paulo

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ZIKA

O ministro da Saúde, Marcelo Castro, diz que vai torcer para que mulheres peguem zika antes da idade fértil. Meu marido diz que, mais que torcer, ele deveria combinar isso com os mosquitos!

Myrian Macedo myrian.macedo@uol.com.br 

São Paulo

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AS RAZÕES DO CAOS

A saúde no Brasil é um caos há anos, sem que haja a menor esperança de melhoria num futuro próximo. Mas, quando abrimos o jornal e nos deparamos com a declaração do ministro da Saúde de que "vamos torcer para que as mulheres antes de entrar no período fértil peguem a zika", compreendemos as razões do caos. Ao que nos parece, o ministro da Saúde é um médico psiquiatra e, portanto, aqui vai um conselho de um leigo: sr. ministro, procure com urgência um psiquiatra, que certamente ele lhe recomendará uma internação, com tratamento de choque. É esta a qualidade de políticos que temos nos principais cargos do governo federal. Se o Brasil tivesse, realmente, um presidente, ele certamente demitiria o ministro Marcelo Castro imediatamente, pois este não tem as mínimas condições profissionais ou morais para ocupar tão importante cargo.

Roberto Luiz Pinto Silva robertolpsilva@hotmail.com 

São Paulo

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O CUSTO DA EPIDEMIA

Uma coisa é o governo federal estar às voltas com a baixa arrecadação de impostos. Mas outra é saber administrar de forma responsável estes anos de vacas magras. Por isso o Ministério da Saúde parece não se ter dado conta do custo para a rede pública de saúde que acarretará a infestação do zika vírus no País. Não precisamos ser economistas para imaginar quanto custará ao Estado cada criança com microcefalia durante toda a sua vida, que jamais será produtiva. Serão eternos dependentes do Estado. Em vez de propagandas políticas pagas com milhões para enaltecer o governante, não seria melhor uma, em nível nacional, que alertasse incansavelmente o combate ao Aedes aegypti? Principalmente nos próximos meses, quando tradicionalmente temos a maior infestação dos mosquitos.

Beatriz Campos beatriz.campos@uol.com.br 

São Paulo

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E O DINHEIRO DOS ROYALTIES?

E os royalties excedentes do petróleo foram para onde? Antes da sua reeleição, a presidente Dilma fez mais uma promessa que não cumpriu: ela garantiu que aplicaria o excedente dos royalties do petróleo em saúde e educação, aproximadamente R$ 600 bilhões. Vergonhosamente, no final de 2015, Dilma remanejou essa importante verba aos bancos públicos para que fosse utilizada na chamada "bolsa empresário", dinheiro concedido pelos bancos a grandes empresas. Assim, no findar de 2015, os tão esperados bilhões principalmente para atender às precariedades da saúde foram tranquilamente desviados.

Leila E. Leitão

São Paulo 

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TERESÓPOLIS, MARIANA E A TRAGÉDIA DO AEDES

Cinco anos se passaram desde a tragédia das chuvas e nada se resolveu em Teresópolis (RJ)! Cinco anos se passarão e nada será feito em Mariana (MG)! Para completar, temos de ouvir declarações infames, lamentáveis e infelizes do ministro da Saúde (infeliz de quem nem me lembro o nome, porque a alta rotatividade no comando dos ministérios parece fazer com que estes se assemelhem a casas de tolerância) que representam bem o PT, ou seja, total falta de respeito para com o cidadão. A vida não tem valor no Brasil. Essa é a realidade. O infeliz do ministro justificou, de forma patética, ser cara a vacina francesa contra a dengue e, num raciocínio obtuso, simplório e rasteiro, disse que elas não serão compradas. Esqueceu o infeliz de avaliar os custos totais da doença: em primeiro lugar, o sofrimento do ser humano, este só avaliado por quem enfrentou a situação; depois, os custos com hospitais; horas perdidas de trabalho; horas de humilhação do cidadão que depende do Sistema Único de Saúde (SUS); mortes; estresse; etc. A tragédia da dengue não deve ter atingido nem o ministro e muito menos algum familiar seu, é claro! Mas o pior mesmo é o descaso com a vida humana, fato que não nos surpreende, já que o PT só sabe mentir, fingir e se defender de escândalos. Gastar com a compra de votos, com a corrupção e com toda sorte de irregularidades praticadas pelo PT, pode. Somos, infelizmente, uma República de Bananas! Pelo menos enquanto estes párias estiverem no poder.

   

Ary Braga Pacheco Filho ary.pacheco.filho@gmail.com

Brasília

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PROMESSAS NÃO CUMPRIDAS

Como não poderia deixar de ser, a imprensa faz ampla cobertura sobre os cinco anos da tragédia que se abateu sobre a região serrana do Rio de Janeiro, com a perda de 900 vidas, além de danos materiais. Na ocasião, a presidente da República fez aquele tradicional voo de helicóptero, devidamente fotografado e divulgado, para, depois, de forma compungida, prometer mundos e fundos, em especial as moradias perdidas pelas famílias. Hoje se constata que, para variar, muito do prometido ficou pelo caminho e sabe-se lá se algum dia o será feito. Roga-se pelo menos que, em caso de chuvas torrenciais, a população tenha tempo para se abrigar em segurança e que a notícia chegue ao Planalto não mais pelo telefone da padaria, meio de comunicação que ficou folclórico à época.

Marco Antonio Esteves Balbi mbalbi69@globo.com 

Rio de Janeiro

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A RESPONSABILIDADE DO GOVERNO

Até agora, o governo não assumiu, nem a imprensa cobrou, a responsabilidade do Ministério de Minas e Energia pelo desastre em Mariana (MG). Mudos estão, porque tudo o que pode ser debitado do governo Dilma é "proibido falar". O Ministério deveria fiscalizar as barragens, ninguém sabe sobre isso, ninguém cobrou. Existem em Minas 750 represas, e somente com mineradoras são 450. O Estado está, então, correndo um enorme risco, se não houver normas rígidas que sejam cumpridas e fiscalização sobre estas perigosas construções. O diretor encarregado do setor no ministério deixou o cargo em 18/11/2015, alegando problema de saúde. Cômico! Talvez ele tenha se preocupado tanto... A questão é que a Samarco é estatal por obra de Lula, que transformou a Vale novamente em estatal comprando mais de suas ações em Bolsa e, também, naturalmente, nomeando um político amigo para a presidência, e não um especialista, numa fase extremamente difícil para a empresa, que teve receitas reduzidas por baixa de preço da commodity e redução de compras da China. Nossa nova estatal inicia uma fase de prejuízos, com administração de políticos indicados, sem controles e "perigo" para a carreira. Pobre Brasil petista!

Fabio Figueiredo fafig3@terra.com.br 

São Paulo

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COMPANHIA VALE DO RIO DOCE

A responsabilidade sobre o derramamento de lama da barragem de rejeitos da Samarco no município de Mariana (MG) não pode ser atribuída somente à Companhia Vale do Rio Doce. Todos os atores envolvidos no evento devem ser responsabilizados. Não há motivo para excluir os Poderes Executivos nas três esferas de atuação de fiscalização do cumprimento das leis ambientais em Mariana. A Companhia Vale do Rio Doce foi uma das pioneiras no país que se preocuparam com a proteção do meio ambiente em todas suas áreas operacionais inclusive de suas empresas controladas e coligadas. Em 1980 foi criado o Grupo de Estudos e Assessoramento sobre Meio Ambiente (Geamam), grupo multidisciplinar composto por cientistas de renome internacional como por exemplo os Professores Aziz Ab'Saber, Jose Candido de Melo Carvalho, Jose Galizia Tundisi, Italo Falesi, Herbert Schubart, João Murça Pires, Mario Epstein, Warwick Kerr, Angelo Paes Camargo e Paulo Alvim, todos phDs em suas respectivas expertises. O grupo era independente e direcionava a Vale para suas ações nas áreas de geomorfologia, zoologia, ecologia, pedologia, botânica, limnologia, engenharia ambiental, genética, climatologia e engenharia agronômica. Muitos foram os resultados positivos registrados ao longo dos anos, como por exemplo a criação da Floresta Nacional de Carajás (PA) uma área de 411 mil hectares de floresta amazônica virgem e a Floresta Particular de Linhares (ES) mata Atlântica de 20 mil hectares totalmente protegida e destinada a pesquisas científicas e produção de mais de 20 milhões de mudas/ano de plantas nativas. Foi um esforço único na época. Não se falava em proteção do meio ambiente nem no governo e muito menos em empresas. Para não nos delongarmos relatando todos os benefícios ambientais advindos das ações da Vale na bacia do rio Doce e na Amazônia insisto em registrar que é injusto que o Ministério Público não arrole também os poderes executivos envolvidos no evento.

 

Mário Negrão Borgonovi marionegrao.borgonovi@gmail.com  

Rio de Janeiro

     

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APRENDENDO COM OS ERROS

Os erros e crimes cometidos pelas mineradoras no Vale do Rio Doce custaram muito caro ao País, custaram um rio inteiro. O Brasil poderia transformar o desastre de Mariana em algo positivo, se ele for transformado num marco, um divisor de águas, se este desastre servir para evitar que outros rios sejam destruídos pela mão do homem. Muitos rios e ecossistemas no Brasil estão sendo lentamente contaminados, destruídos pela ação das mineradoras, e especialmente preocupante é a contaminação por cianeto, arsênico, ácido sulfúrico e ácido cianídrico da bacia do Rio Tapajós, na Amazônia. Denúncias já foram feitas para acabar com essa forma de garimpo, mas nada foi feito. 

Mário Barilá Filho mariobarila@yahoo.com.br 

São Paulo

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VIRANDO DO AVESSO

Há pouco, a presidente Dilma Rousseff afirmou que podem virá-la do avesso (as investigações da Operação Lava Jato) e não irão encontrar nada. Pois é, presidente... Acharam! Segundo delação do ex-diretor da Petrobrás Nestor Cerveró, o senador Fernando Collor de Mello (PTB-AL) negociou com Dilma, pessoalmente, indicações para a BR Distribuidora. Até então, atribuía-se à presidente um caráter omisso, como a um transeunte que assiste a um assalto e não comunica a polícia, mas a citação feita a ela pelo delator mudou toda a conjuntura. Se a oposição deixar de cochilar nessas férias, o impeachment poderá caminhar a passos largos, pois clima não falta. Basta virar os mais de 12 anos de (des)governo petista do avesso que muitas surpresas desagradáveis darão as caras. 

Elias Menezes elias.natal@hotmail.com 

Nepomuceno (MG)

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VEM MAIS POR AÍ

 

Disse dona Dilma que poderiam virá-la ao avesso e nada encontrariam contra ela. Encontraram. Porque a assertiva de Néstor Cerveró, diretor da área Internacional da Petrobrás, de que a presidente Dilma assegurou a Fernando Collor, ex-presidente, todas as diretorias da BR Distribuidora, subsidiária da petroleira, como cota a ele pertencente, é fato grave e que, sem dúvida, irá afetar e repercutir no processo de impeachment. De outro lado, cumpre ressaltar que os delatores estão criando coragem, e muitos malfeitos mais aparecerão doravante contra Lula, dona Dilma e outras figuras do lulopetismo. É só aguardar!

José C. de Carvalho Carneiro carneirojc@ig.com.br 

Rio Claro

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SABE NADA

Só falta a presidente Dilma também dizer que não sabia de nada sobre a BR Distribuidora... de Propinas...

Luíz Frid luiz.frid@globomail.com 

São Paulo

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DELAÇÕES PREMIADAS

Mais três ou quatro delações premiadas iguais à de Nestor Cerveró, na Lava Jato, e a Polícia Federal de Curitiba terá de construir vários "puxadinhos" para aumentar o número de celas na carceragem, a fim de abrigar os políticos envolvidos neste enorme escândalo. Será que nas próximas eleições poderão concorrer candidatos encarcerados?

Antônio Carelli Filho palestrino1949@hotmail.com 

Taubaté

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BEM PENSADO

O "Estadão" de 12/1 publicou uma frase do grande pensador Charles Tocqueville: "Em política, a comunhão de ódios é quase sempre a base das amizades". Porém, na terra de Santa Cruz, em minha opinião, esta frase poderia ser dita assim: "Na política do Brasil, a comunhão de corruptos e corruptores é quase sempre a base das amizades que nos governam". 

Wilson Matiotta loluvies@gmail.com 

São Paulo

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A IMPORTÂNCIA DA LAVA JATO

Toda vez que vazam informações a respeito de políticos e empresários envolvidos no petrolão, na Operação Zelotes e demais operações da Polícia Federal, mais fica evidente o papel secundário e desnecessário dos órgãos que deveriam fiscalizar os governos. Para que servem o TCU, a AGU, o STF, o STJ e o TSE se tudo o que é mostrado por meio dos meios de comunicação ou é ignorado ou se blindam as pessoas denunciadas e nada acontece? Diante das notícias que diariamente são vazadas pela Polícia Federal é que podemos entender o quanto este país caminhou para a esquerda, para o retrocesso e se especializou na corrupção. Torna-se necessária, a cada minuto, a continuação do belíssimo trabalho do juiz Sergio Moro e de sua equipe na Operação Lava Jato, sem o qual este Brasil já estaria afundado. Interessante observar que o governo só esperneia com os vazamentos que lhes dizem respeito - se for da oposição, fica tudo certo. Eis um governo que corrompe, mente e, não fossem as notícias vazadas, Jaques Wagner, o compositor, conforme é conhecido entre os lobistas das empreiteiras, estaria firme e forte rumo à sucessão de Dilma, conforme desejo de Lula. Felizmente, os tempos parecem ser outros, graças à Lava Jato. Cada vez que Moro puxa uma pena, sai um galinheiro. E assim a granja toda está sendo exposta. Bom para os brasileiros, que deverão ir às urnas conhecendo melhor seus candidatos.   

Izabel Avallone izabelavallone@gmail.com 

São Paulo

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SE GRITAR 'PEGA LADRÃO'

Do jeito que a coisa está lá, em Brasília, o tema musical para os políticos é "se gritar pega ladrão, não sobra um, meu irmão. Se gritar pega ladrão...".

Roberto Reis roberresp@uol.com.br 

São Paulo

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EVIDÊNCIAS

Interessante que estão cada vez mais claras todas as evidências das fraudes, da corrupção e dos envolvidos nos escândalos, porém todos indistintamente teimam em dizer que é tudo fruto de imaginação e culpa da mídia - principalmente os petistas. Acho que todos deveriam falar a verdade e contar tudo o que sabem, quem sabe assim nós conseguiríamos prosperar e redescobrir o nosso Brasil, que está entregue nas mãos desses facínoras. Ou vocês acham que Dirceu, Renan, Cunha, Temer, Dilma, Lula, Delúbio, etc. são santos e jamais fizeram algo contra o povo e o País? Eles preferem ficar na cadeia esperando o esquecimento para voltar a praticar os atos ilícitos. Precisamos progredir e, para isso, precisamos urgentemente de políticos honestos, dirigentes que visem ao bem geral, de um Judiciário decente, etc., coisas que não temos.

José Fernandez Rodriguez rodriguez1941@gmail.com

Santos

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CONTROLE

No artigo de Adriana Carranca de 9/1/2016 ("Obama, debate e democracia"), ela informa que o primeiro-ministro da Grã-Bretanha é sabatinado pessoalmente, respondendo a questões feitas pela oposição. Lembro-me de um programa de David Leterman, quando o apresentador perguntou a Tony Blair se tinha saudade do poder. Ele disse que se lembrava principalmente das terríveis quartas-feiras, quando era questionado pelos adversários... Nos EUA, há a Press Conference, quando o presidente fica à mercê das perguntas da imprensa. Se no Brasil houvesse esse tipo de questionamento, duvido que os "governos" Lula e Dilma teriam sido o que foram. 

Diva Azevedo Andrade Mazbouh diva.am@uol.com.br 

São Paulo

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REFORÇO NA DEFESA

Ora, ora, ora! Quer dizer que o inominável ex-excelência conhecido por muitos como "Barba", entre amigos íntimos como "Brahma", além de tantos outros apelidos,  está preocupado com a citação de seu nome nas investigações das Operações Lava Jato e Zelotes ao ponto de "reforçar" sua equipe de advogados com famoso criminalista? Se isso não é confissão de culpa, o que seria? Medo de quem arrotava perseguição e vê seus crimes serem desnudados?

Aparecida Dileide Gaziolla aparecidagaziolla@gmail.com 

São Caetano do Sul 

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O PROCESSO

Pelo andar da carruagem e pelos causídicos constituídos por  Lula, este processo todo é "kafkiano", ainda mais tendo Leonel Brisola como  partícipe de sua defesa, no além.

José Piacsek Neto bubanetopiacsek@gmail.com 

Avanhandava

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NO COMANDO

Imaginem que eu seja o chefe de uma quadrilha prestes a fazer um mega-assalto a um banco. Após o assalto, a polícia, por meio de um delator, prende toda a quadrilha. Incrível, chegam a mim, e eu declaro não saber de nada e desafio: "Procurem para ver se guardo parte desse dinheiro, sou impoluto". Eu seria ou não preso? Há alguma semelhança com dona Dilma, que comandou nossa Petrobrás por longos anos?

Fernando Sampaio Ferreira fernandosampaioferreira@gmail.com

São Paulo

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LULA APRENDEU CEDO

Quando líder sindical dos metalúrgicos, lá pelos idos dos anos 60 e começo dos anos 70, Lula da Silva começou a negociar com as montadoras lá do ABC. Um passarinho me contou que, quando ele conseguia 10% de aumento, em off, com as montadoras, ele convencia a massa de trabalhadores a aceitar 7% e embolsava os 3%, cujos valores iam para um fundo que ele administrava e que daria  origem ao PT. Depois de eleito presidente e com o poder nas mãos, comprava tudo o que aparecia pela frente, ou seja, deputados e senadores ele comprava de baciada, ministros, então, nem se fala e, por último, estava realizando os sonhos de qualquer advogado, ou seja, alçar os patamares de ministro do Supremo Tribunal Federal (STF). E hoje, para sua alegria e nossa desgraça, toda essa corja não só trabalha para ele, como para sua sucessora. Mas e o Brasil, como é que fica? Bem, amigos, na realidade mesmo, tanto um como o outro querem que o Brasil se exploda. 

Arnaldo de Almeida Dotoli arnaldodotoli@hotmail.com

São Paulo

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BLINDAR LULA?

Vão blindar o Lula na cadeia.

Eugênio José Alati eugeniojalati@gmail.com 

Campinas

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BARCA FURADA NÃO

Sinto cheiro de arroz queimado. João Santana, marqueteiro do PT, recusa-se a realizar programa de "defesa do partido". Vai ser substituído. Das duas uma: ele não recebeu por serviços prestados ou sua percepção mostra que defender o PT é impossível. Em lagoa que tem piranha jacaré nada de costas.

J. Perin Garcia jperin@uol.com.br

São Paulo

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A VENEZUELA, SONHO DO PT

A decisão antidemocrática do Tribunal Supremo de Justiça venezuelano de anular decisões do recém-empossado Legislativo, com maioria de oposição ao governo de Nicolás Maduro, deve estar sendo festejada pelo Planalto e pela cúpula petista. Já que, abertamente, Lula e seus camaradas, sem ruborizar, sempre afirmaram que a Venezuela vive uma democracia plena desde a gestão do já falecido Hugo Chávez, e também com Maduro, já que eleições transcorrem normalmente e as instituições por lá funcionam... Talvez com a mesma cara bolivariana que o PT gostaria de implantar em nosso país! Ou seja, prendendo sem justificativa seus opositores, enterrando a liberdade de expressão e com a imprensa sob a total trincheira da censura. Incluindo, ainda, a humilhação de o povo ser obrigado a idolatrar seus governantes e a corrupção sem contestação, livre e solta...

Paulo Panossian paulopanossian@hotmail.com

São Carlos

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DA VENEZUELA AO BRASIL

Na Venezuela, ditador Nicolás Maduro, amigo íntimo da nossa incompetente presidente, acaba de suspender por meio de golpe, pelo Tribunal Supremo de Justiça, todas as medidas do Legislativo legitimamente eleito pelo povo. A nossa presidente deveria vir a público aplaudir tal medida, assim como ela fez quando o presidente da CUT, sr. Wagner Freitas, em discurso, declarou que, caso haja alguma coisa com a sra. Dilma, iria pegar em armas para defendê-la - e até hoje este senhor não foi indiciado por incentivar guerra e dizer onde estão estas armas. Que pena aonde chegou o Brasil. 

Urias Borrasca urias@mercosulrefratários.com.br 

Sertãozinho

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PARLAMENTARISMO

Muito bom que o senador José Serra levante a bandeira do parlamentarismo ("O futuro não será mais como era", 14/1, A2). O presidencialismo concentra enorme poder nas mãos de uma só pessoa. O presidente da República pode governar (governar?) mesmo sem maioria parlamentar para sustentá-lo.  Isso, frequentemente, gera impasses e crises. Além disso, nele o povo tende a esperar sempre que uma pessoa excepcional em inteligência, sabedoria, honestidade e amor à pátria apareça para fazer o que precisa ser feito para o bem de todos. Os partidos e o próprio parlamento ficam num plano  muito inferior comparados com a expectativa que recai sobre uma única pessoa: o todo-poderoso chefe do Executivo, chefe da Nação, chefe da Administração, chefe da Diplomacia, chefe das Forças Armadas.

Euclides Rossignoli euclidesrossignoli@gmail.com 

Avaré

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ATÉ QUE ENFIM!

Não posso deixar de registrar a lucidez, didatismo e, sobretudo, o  senso de urgência do senador José Serra no seu artigo de segunda página do "Estadão" de ontem ("O futuro não será mais como era"). Até que enfim alguém traz à tona a condição estritamente necessária (embora nem de longe suficiente) da instituição do regime parlamentarista no Brasil, em substituição ao presidencialismo que, em má hora, macaqueamos (e mal) dos americanos. Será, se conseguirmos iniciá-lo, o mais vital dos trabalhos de Hércules que teremos de executar na luta pela nossa sobrevivência como Nação.

Jan Krotoszynski jankroto@gmail.com 

Carapicuíba

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REFORMA POLÍTICA

O senador José Serra nos propõe o regime parlamentarista para permitir que os governantes sejam substituídos sem os traumas do impeachment, mas como seria possível implantar esse regime com mais de 30 partidos? Sem uma reforma política com uma cláusula de barreira bastante alta não é possível pensar em coligações que deem estabilidade e apoio a nenhum governo. Nosso problema é que temos um conceito de democracia que dá a meia dúzia de gatos pingados o mesmo espaço dado a milhões de pessoas. É por esse motivo que uma centena de arruaceiros põem em polvorosa uma cidade como São Paulo ou que partidos pigmeus impõem condições ao mandatários da ocasião. 

Aldo Bertolucci  accpbertolucci@terra.com.br 

São Paulo

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RENOVAÇÃO

Planejar é pensar o futuro. O senador José Serra acerta ao se mostrar favorável e propor renovação de nosso regime político. Temos hoje um executivo fraco, um legislativo desprestigiado e desvinculado do eleitor e vivemos um clima político e econômico apático e desesperançoso. Vivemos a sucumbência do regime presidencialista que foi opção válida a um período de tempo que ora finda. O momento é, portanto, propício à reflexão de um novo regime que, uma vez decidido, validará sua implementação.  Com certeza muitos brasileiros se irmanarão a este projeto de renovação e arejamento da democracia brasileira.

Sergio Holl Lara jrmholl.idt@terra.com.br 

Indaiatuba

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OPORTUNO

Ao tempo em que se fala abertamente do segundo processo de impeachment na história da República do País, torna-se oportuno, por óbvio, citar frase do saudoso Ulysses Guimarães: "O presidencialismo é o regime da irresponsabilidade a prazo fixo. O parlamentarismo é o regime da responsabilidade com prazo indeterminado". Muda, Brasil!

J. S. Decol decoljs@gmail.com 

São Paulo

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DEFENSORIA, DEZ ANOS

A Defensoria Pública do Estado completou dez anos no último dia 9 de janeiro. É a instituição do Estado com a missão constitucional de prover assistência jurídica integral e gratuita à população carente. Presta um serviço público da mais alta importância! Os 719 defensores trabalham incessantemente pelos cidadãos: conciliando, mediando conflitos, realizando educação em direitos nas comunidades, visitando unidades prisionais, ações judiciais, ações civis públicas, ocupando cadeiras em Conselhos Estaduais. A transformação realizada em dez anos é estupenda! Antes tribunais inacessíveis, somos atualmente a instituição com maior número de recursos e habeas corpus nos tribunais superiores (STJ e STF)! Vejam a decisão sobre a suspensão da reintegração da Vila Soma em Sumaré. São 10 mil pessoas defendidas bravamente na Corte Suprema do País. Isso jamais seria possível sem Defensoria. A sociedade civil paulista lutou bravamente pela criação desta instituição em 2006 para que profissionais altamente preparados, com independência funcional e membros de carreira do Estado defendessem a população. No ramo acadêmico a contribuição é notável. Defensores públicos são mestres em Direito Penal, Direito à Moradia, Direitos Humanos, Direito à Saúde, Direito à Educação, sempre apresentando teses modernas e criativas. Não deixemos que um momento de crise e de poucos recursos sirva para que se manche a reputação dos defensores públicos estaduais. Nosso sistema remuneratório é exatamente o mesmo há dez anos e sempre houve aprovação pelo Tribunal de Contas estadual. Somos a carreira que recebe o menor salário do sistema de justiça, em comparação com Ministério Público e Tribunal de Justiça. Nossas gratificações são plenamente justificadas por atividades de especial dificuldade, que extrapolam nossas atribuições, pois exigem deslocamento a outras cidades e atuação em processos de outras comarcas. Enfim, lutemos pelo fortalecimento da Defensoria e do modelo público e digamos não ao sucateamento. Todos nós, paulistas, um dia podemos precisar de assistência jurídica gratuita e contar com defensores públicos de excelência é a certeza de uma atuação digna e de qualidade.

Luiz Otávio Contim Ferratto luizferratto@gmail.com 

São Paulo

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GRATIFICAÇÕES NA DEFENSORIA PÚBLICA

Sou defensor público há mais de 20 anos e jamais recebi qualquer quantia de forma indevida ou ilegal. Ao contrário. Quem não deve não teme. O sistema de remuneração adotado pela Defensoria foi copiado pela própria PGE, de forma legal. A Constituição federal de 1988 prevê a isonomia entre todas as carreiras jurídicas do Estado, mas isso não é respeitado na prática, pois os integrantes da magistratura e Ministério Público ganham muito mais e desfrutam de privilégios como auxílio moradia de mais de R$ 4.000,00 mensais, 60 dias de férias, etc. É preciso acabar com todo e qualquer tipo de penduricalhos, privilégios e vantagens indevidas no setor público, que existe justamente para servir a população. A Lei da Transparência permite a qualquer cidadão saber a remuneração de qualquer funcionário público e a sociedade deve cobrar e exigir do Estado que ofereça serviços públicos de qualidade, em todas as áreas e que não tenhamos privilégios, mamatas e nem mordomias de nenhum tipo no setor público.

 

Renato Khair renatokhair@uol.com.br 

São Paulo

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AGRONEGÓCIO

Em notícia de terça-feira (12/1), este prestigioso jornal nos informa que a participação do agronegócio atingiu 46,2% da pauta de exportações brasileira, a maior da série histórica de quase 20 anos. Está de parabéns a laboriosa e produtiva classe dos agricultores e pecuaristas brasileiros, que consegue tal proeza num país sem estradas de rodagem decentes, sem infraestrutura ferroviária, com portos mal aparelhados, enfrentando movimento hostil como o MST, que é patrocinado pelo próprio governo, e barreiras sanitárias e comerciais de outros países.

Níveo Aurélio Villa niveoavilla@terra.com.br 

Atibaia

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MOVIMENTO PASSE LIVRE

O Movimento Passe Livre, composto por estudantes

desocupados, vândalos e partidos de esquerda, já acabaram com a paciência do paulistano. Em principio, até que fazia algum sentido, pois tratava-se de uma reivindicação estudantil, cujo passe livre, devidamente documentado através de comprovação, emitido por uma organização de ensino, possibilitasse o deslocamento do aluno de sua casa para a escola. A primeira passeata teve uma aceitação positiva do paulistano. Vale lembrar que não é o forte deste movimento manter um diálogo com as autoridades, pois infiltrado por agitadores. O MPL prefere o confronto com a Polícia Militar, a busca de uma vítima, para demonstrar a possível violência dos agentes da lei. Não aceitam cumprir o itinerário pré-traçado, como se a cidade de São Paulo fosse uma terra de ninguém, prejudicando o ir e vir de seus cidadãos. É interessante que o MPL luta por R$ 0,30 e não utiliza o mesmo poder de convocar seus membros e simpatizantes para promover uma passeata contra os bilhões desviados da Petrobrás, contra o péssimo sistema de saúde, contra a total falta de segurança, contra a péssima educação oferecida pelo Estado, apesar de o slogan de Dilma ser a Pátria Educadora, que a maioria de seus "colegas" está com a intensão de sair do Brasil, seja para estudar fora ou trabalhar, que a maioria de nossos políticos está sendo investigada, cujo mar de lama que assola o Congresso, a Presidência da República e parte do Judiciário é pior que a lama de Mariana. Portanto, a quem interessam as manifestações do MPL? Seriam para desviar a atenção dos escândalos do petrolão? Do eletrolão? E do já julgado mensalão? Claro que R$ 0,30 podem fazer falta a algumas pessoas, porém, caso haja um congelamento das passagens, alguém vai ter de cobrir o custo do transporte, pois ónibus e trens não andam com o vento encanado proposto pela nossa hermeneuta presidente, mas com diesel e eletricidade, além dos trabalhadores que operam o sistema de transporte, e o ônus desta conta deverá sair dos cofres da prefeitura e do governo do Estado, valores mensurados em bilhões de reais, comprometendo os investimentos em creches, escolas, saúde e demais necessidades da população, que pagam impostos para ter estes serviços. Portanto, manifestantes deste movimento, parem com esta brincadeira de gato e rato com a Polícia, procurem pacificamente conversar com as autoridades, em vez de enfrentá-las, voltem a estudar, pois o Brasil precisa de cidadãos esclarecidos, para conduzir aos cargos de congressistas, presidente da República e do Judiciário brasileiro. Gente de vida ilibada, com vontade de conduzir a Nação no caminho da honestidade e do desenvolvimento. Caso contrário, iremos continuar sendo um país de bananas, sem nenhum futuro.

Olavo Fortes Campos Rodrigues olavo_terceiro@hotmail.com 

São Paulo

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O DIREITO AO PROTESTO

Estudante tem direito de protestar. Qualquer cidadão tem essa prorrogativa, que é parte de democracia madura e consolidada. Se um grupo social se sente prejudicado por algum motivo, pode e deve manifestar-se. É saudável, é importante como forma de demonstrar aquilo com que não se está de acordo. Coisa muito diferente, entretanto, é indivíduos saírem mascarados, com bombas caseiras e barras de ferro, a quebrar tudo o que encontram pela frente, danificando o patrimônio público ou privado. Daí já deixa de ser protesto e passa a ser crime. Protesto se faz com palavras de ordem, faixas, bandeiras, cartazes, com autorização prévia das autoridades circunscrevendo o espaço público a ser ocupado sem prejuízo do restante da população. Porém depredação é crime e ponto final! Não pode haver discussão sobre este ponto num regime democrático. Outra regra de ouro do direito de protestar é que seja feito sem ameaçar o ritmo de vida do restante da população, que necessita chegar ou ir para seu trabalho ou emergências em direção a hospitais. Assim, é necessário que os manifestantes obtenham antes uma autorização para os atos pretendidos combinando com antecedência o local, hora e roteiro do protesto para que se possa organizar o trânsito de forma a atrapalhar a cidade o menos possível. Portanto, tudo o que fugir disso, em qualquer país civilizado, é passível de enfrentamento policial e detenção daqueles que infringirem a lei e a ordem. Será isso tão difícil de entender? Então, por favor,  que não venha parte da mídia acusar de violência a firmeza policial necessária ao controle da violência dos ataques daqueles que não conseguem seguir essas regras justas e democráticas, ameaçando vidas com quebra-quebras, rojões e bombas caseiras, até porque a morte de um cinegrafista já ocorreu em passado recente. Devem ser imobilizados e detidos, sim, pois se qualquer um de nós, cidadãos comuns, sair pelas ruas quebrando e arrebentando e pondo em risco a vida de pessoas, por acaso, ficaremos impunes? Se não, por que eles poderiam? Ora, tenha dó, ou mudamos essa mentalidade de que para alguns, por questões ideológicas, tudo é permitido, por pior que façam, vamos deixar claro então que não vivemos sob o império da lei, pois se estas não são para serem cumpridas, então não podemos dizer que vivemos num país democrático. Não pode haver dois pesos e duas medidas, a lei deve ser igual para todos. Ou não?

 

Eliana França Leme efleme@terra.com.br

São Paulo 

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COMPLEXO DE VIRA-LATA

Essa juventude do Movimento Passe Livre tem complexo de vira-lata, são pobres de espírito, pois fazem muito barulho por causa de R$ 0,30. Que dó. O futuro dessa moçada é ir para algum país capitalista e desenvolvido para trabalhar como ajudante geral, lavando louça, pintando casa, etc. Poderiam ter um futuro bem melhor, se aproveitassem o tempo para ler, estudar e se informar. 

Maria Carmen Del Bel Tunes carmen_tunes@yahoo.com.br 

Americana

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CATRACA

Pela arruaça, baderna e depredação, as autoridades policiais deveriam verificar se, de fato, a turma do "Passe Livre" tem ou não passagens...

A.Fernandes standyball@hotmail.com 

São Paulo

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O QUE ESTÁ ACONTECENDO?

Protestos contra o reajuste do transporte público, com direito a vandalismo e atuação de black blocs, orientados de fora (será dos porões do planalto?), mas nenhuma mobilização contra o represamento artificial dos preços de combustíveis que resultou no inevitável aumento. Greves e protestos  de servidores estaduais contra seus governadores, de pires na mão, alguns com fidelidade jurada à presidente, obrigados a atrasar salários e oferecer péssimos serviços nas áreas da saúde e da segurança, mas nenhuma indignação contra o desastre econômico ao qual os gastos desordenados do governo central, realizados em nome da manutenção do poder e da última campanha eleitoral, quando se fez "o diabo". Inflação e desemprego a atemorizar a classe trabalhadora mas nenhum protesto contra as políticas populistas e  desastrosas executadas desde 2009, apesar de alertas desesperados de conceituados analistas. Discursos vazios e mentirosos emanados de alguém com "reputação ilibada", nada convincentes, mas uma docilidade popular que intriga qualquer sociedade de países democráticos. O que está acontecendo? Será o aparelhamento das instituições ou o temor da justiça de punir os reais responsáveis, que permanecem no comando, montando pautas e ganhando espaço na imprensa? Não será a vez e a hora dos castelos altos enfrentarem o clamor de quem os mantem? Como entender essa apatia corrosiva?

Paulo Roberto Gotaç pgotac@gmail.com

Rio de Janeiro

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'DESAFIOS DA SAÚDE SUPLEMENTAR NO BRASIL'

Para quem atua no setor de saúde há algum tempo, o artigo "Desafios da saúde suplementar no Brasil", do ex-ministro Maison da Nóbrega, publicado no "Estadão" de 13/1, transparece uma clara e parcial defesa ao que ele chama de "indústria dos planos de saúde". Ele, por exemplo, não cita que tal indústria é campeã no número de reclamações nos órgãos de defesa do consumidor. Outro ponto equivocado é, mais uma vez, citar a introdução de novas tecnologias como fator que onera todo o sistema. Um novo procedimento deve ter sua eficácia comprovada por meio de evidências, e cabe aos gestores de saúde e comunidade médica decidirem por sua introdução, não os planos de saúde. A aquisição de qualquer equipamento hoje no Brasil é uma operação complexa que demanda planejamento e esforços financeiros gigantescos, tanto pela burocracia como pela falta de crédito apropriado. O artigo também não considera que muitos dos planos de saúde têm seus próprios hospitais, verticalizando todo atendimento aos pacientes e, aí, sim, sacrificando a qualidade e segurança em detrimento a produtividade e lucro (exemplos: Amil e Unimed). A única mensagem positiva de todo o artigo é a proposta para que se tenha uma discussão ampla sobre todo modelo de atendimento à saúde no Brasil. A sobreposição de atendimento é frequente em certos segmentos em que o setor público tem igual ou maior qualidade que o privado (exemplos: diálise, radioterapia, hemoterapia), em que milhões de pacientes cobertos por convênios médicos são tratados pela rede pública anualmente. Vide o pleito dos governadores numa das últimas reuniões em Brasília para que possam cobrar por estes atendimentos. Creio que faltou ao Exmo. sr. Maílson da Nóbrega uma visão mais ampla e imparcial sobre o tema.

Milton Munhoz munhoz.milton@gmail.com  

São Paulo

 

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