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Fórum dos Leitores

LULOPETISMO E SEU POSTE

18 Janeiro 2016 | 02h55

E o Oscar vai para...

A presidente Dilma demonstra cada vez mais estar patologicamente impregnada de dissimulações. Desta feita, usando o já habitual “café da manhã com jornalistas”, na sexta-feira ela abusou do dilmês para prometer que seu governo “fará todo esforço para impedir que no Brasil nós tenhamos um nível de desemprego elevado”. E fechou com esta pérola: “Para mim é a grande preocupação, é o que nós olhamos todos os dias. E é por isso que achamos que algumas medidas são urgentes”. Toda essa lengalenga, como se tivesse descoberto a pólvora, serviu de introito para tentar justificar a volta da famigerada CPMF. A continuar nesse passo a (ainda) presidente será forte candidata ao Oscar pelo filme A Grande Dissimulada. Esse título, no entanto, ainda será discutido no próximo café com os jornalistas.

LUÍS LAGO

luislago2002@hotmail.com

São Paulo

Ninguém falou para a inquilina do Planalto que combate ao desemprego e CPMF não “combinam”? Ela cabulou essa aula na faculdade – se é que fez?

JÚLIO ROBERTO AYRES BRISOLA

jrobrisola@uol.com.br

São Paulo

Seria interessante a presidente explicar como pretende compatibilizar a geração de empregos com a introdução do novos impostos na economia.

CRISTIANO WALTER SIMON

cws@amcham.com.br

Carapicuíba

Guilhotina

Pela semelhança nos gastos e ingenuidade política, há quem afirme ser Dilma a reencarnação de Maria Antonieta. São mais de 2,5 milhões de desempregados, empresas falindo, a população passando fome e Dilma querendo aumentar impostos, recriar a CPMF, repudiada pelo povo e por empresários. Só falta dizer: se o povo não tem pão que coma brioches.

NEWTON FARO

newtonfaro@yahoo.com.br

Rio de Janeiro

O governo quer a CPMF para cobrir os buracos que eles fizeram por conta de roubos e, mais ainda, para continuarem roubando. Na situação atual, a volta da CPMF vai é obrigar as pequenas e médias empresas, que são as maiores empregadoras do País, a se apertarem ainda mais e a demitir mais e mais, ajudando a aumentar o índice de desemprego e a inflação. Necessário se faz que o governo corte gastos, seguindo o exemplo do que tem feito cada brasileiro no seu dia a dia. Nunca antes na História deste país se viu governo tão corrupto e incompetente.

MARCIA ROSSI SOARES

marciarossi1@hotmail.com

São Paulo

Desemprego

Por mais paradoxal que possa parecer, a manutenção do emprego da presidente Dilma Rousseff contribui sobremaneira para o aumento do desemprego dos trabalhadores brasileiros.

JOSÉ CARLOS DEGASPARE

degaspare@uol.com.br

São Paulo

Opções

Ou demitimos Dilma ou ela nos demitirá a todos...

A. FERNANDES

standyball@hotmail.com

São Paulo

Impeachment

Dilma: “Não se pode tirar um presidente porque não está simpatizando com ele”. Mas por total incompetência, sim!

ROBERT HALLER

robelisa1@terra.com.br

São Paulo

Bancarrota

Afinal de contas, ninguém contou a Dilma da necessidade de deixar o cargo de presidente? O impeachment não é porque essa senhora é antipática, mas por sua total incompetência, que está levando o País à bancarrota!

JOÃO RICARDO SILVEIRA JALUKS

jr.jaluks@hotmail.com

São José dos Campos

Incompetência

Dilma e Maduro dão lições ao mundo de como implodir um país. Por que não combinam e renunciam no mesmo dia?

ROBERTO HUNGRIA

cardosohungria@gmail.com

Itapetininga

PETROBRÁS

Privatizando

Leio no Estadão que a Petrobrás põe a Transpetro à venda. No fim das contas, quem vai privatizando a Petrobrás não é o neoliberalismo, mas a corrupção e a absoluta incompetência das esquerdas.

LUIZ HENRIQUE PENCHIARI

luiz_penchiari@hotmail.com

Vinhedo

Aquele abraço

Agora ficou claro o significado das não tão distantes manifestações, com a participação da fina-flor do PT, em que era abraçada a sede da ex-pérola. Queriam espremer mais um pouco.

ALEXANDRU SOLOMON

alex101243@gmail.com

São Paulo

Leitor indeciso

Não sei como alguém pode ter dúvidas entre tomar um chope em promoção ou adquirir uma ação da Petrobrás. Claro que tomar o chope é mais vantajoso e seguro. Pelo menos num prazo previsível, enquanto o PT e seus asseclas estiverem no poder e Lula abraçando a estatal.

ADEMIR VALEZI

valezi@uol.com.br

São Paulo

USURPADORES

Em nome do povo

Cada vez mais revoltante assistir a pessoas se manifestando “em nome do povo brasileiro” sem a menor base e representatividade. O líder de um bando de vândalos que destroem o patrimônio público e privado verbaliza que estão se manifestando porque o povo brasileiro não suporta pagar R$ 3,80 de tarifa de ônibus. O líder do MST vai a Caracas e faz um discurso de apoio a Nicolás Maduro em nome do povo brasileiro. Uma turma de 150 pessoas divulga carta aberta ao povo brasileiro, em todos os jornais, de repulsa à única instituição que trabalha em defesa do povo brasileiro. Outro bando de vândalos invade, destrói, saqueia, bloqueia escolas públicas, reivindicando melhorias na educação pública estadual, em nome do povo brasileiro. Assim tem sido no nosso querido Brasil. Algumas pessoas se manifestando “em nome do povo brasileiro” sobre questões que só aproveitam ao seu próprio pequeníssimo grupo ideológico. Está mais do que na hora de o verdadeiro povo brasileiro se manifestar em seu próprio nome.

VAGNER RICCIARDI

vb.ricciardi@gmail.com

São Vicente

Cartas selecionadas para o Fórum dos Leitores do portal estadao.com.br

MAIS DO MESMO

 

O ministro da Fazenda, Nelson Barbosa, discute com o BNDES e bancos privados medidas de estímulo à economia. Não por coincidência, uma das propostas veio do setor automotivo, cujas empresas estão com os pátios lotados. O programa de estímulo à renovação da frota foi sugerido pelo presidente da Anfavea, Luiz Moan Yabiku Jr., em reunião com os ministros da Fazenda e do Planejamento, Valdir Simão, em Brasília no dia 11/1. As pessoas minimamente informadas podem perceber a falácia da argumentação: “o carro brasileiro é um dos mais baratos do mundo, em torno de US$ 7 mil”. São três ou quatro os modelos que chegam a esse valor e são o básico do básico, verdadeiras “carroças” (lembram-se?). Será que teremos mais do mesmo?

 

Aparecida Dileide Gaziolla aparecidagaziolla@gmail.com

São Caetano do Sul

 

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ESPARRELA

 

Mais uma vez o governo deverá cair na esparrela da Anfavea com o “plano de renovação de frota”. A pretexto de movimentar a indústria automobilística e empregar, os maiores beneficiados, contudo, deverão ser as matrizes estrangeiras das montadoras, via remessa de lucro.

 

Ulysses Fernandes Nunes Jr. Ulyssesfn@terra.com.br

São Paulo

 

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BARBOSA E O CRESCIMENTO DA ECONOMIA

 

O ministro Nelson Barbosa, responsável, junto com Guido Mantega e sob a direção de Dilma, pelo “desastre” na economia brasileira, pretende reerguer a economia com crédito. Para isso, reuniu-se com Luciano Coutinho solicitando a utilização dos R$ 30 bilhões devolvidos pelo Tesouro pelas “pedaladas” para usarem como créditos a empresas. Solicitou uma reunião com banqueiros em São Paulo para pedir igualmente aumentarem o crédito. O ministro, assim como Dilma, parece que habita algum outro país. Eles arrasaram a economia brasileira aumentando brutalmente o desemprego, a inadimplência, o fechamento de empresas, o consumo e querem reerguer nossa economia com “crédito”, quando ninguém quer empréstimos por não ter como pagar. 41% dos imóveis residenciais adquiridos estão sendo devolvidos por inadimplentes. Quem vai querer crédito para consumo? E os elevados juros impostos para “tentar” conter a inflação e que não estão surtindo efeito, serão elevados ainda mais.

 

Fabio Figueiredo fafig3@terra.com.br

São Paulo

 

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NÃO EXISTE ALMOÇO GRÁTIS

 

O governo sinaliza a volta dos subsídios setoriais. Subsídio tem custo. Não tem almoço grátis. Se realmente houver uma seletividade para os setores que podem impulsionar a economia, ainda vá lá. Preocupa o governo estar avaliando, entre outras, proposta do setor automotivo, que pretende incentivar a renovação da frota. O governo disse que não há nada. Mas sabemos como funciona. Basta as montadoras acenarem com demissões que o governo revê a posição. E lá vai o governo subsidiar um setor cujo peso no PIB é insignificante. Claro, não vão querer ser acusados de culpados de desemprego. O pior é que os subsídios não são repassados para o consumidor. Pelo contrário, o consumidor ainda paga este subsídio.

 

Panayotis Poulis ppoulis46@gmail.com

Rio de Janeiro

 

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2016, O ANO DO DESEMPREGO

 

Segundo notícia publicada pelo “Estadão”, 2016 começa com tendência de elevação acelerada do índice de desemprego, motivada pela desaceleração da atividade econômica e o desenrolar da Operação Lava Jato. Por mais que o governo federal negue a gravidade da crise econômica, o fato é que não há perspectiva de melhora e milhares de brasileiros perderão seu emprego e outros milhares demorarão mais tempo para conseguir uma recolocação do mercado de trabalho. Tudo isso, infelizmente, é resultado de uma política econômica falha, que elevou impostos e tarifas controladas pela consertar a situação fiscal. Gasta-se muito mais do que arrecada e, agora, a população é que fica com o ônus da má gestão.

 

Willian Martins martins.willian@globo.com

Guararema

 

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GOVERNO BIPOLAR

 

Quando confrontado pelo descalabro econômico do País (perda do grau de investimento, inflação fora da meta, desemprego, etc. e tal), o governo assume o discurso do ajuste fiscal e se compromete a não reinventar “novas matrizes econômicas” – diz o que os investidores querem ouvir. Diante das exigências do PT e Lula, em especial ante os movimentos sociais, promete mil e uma maravilhas, crédito a perder de vista! Enquanto Dilma e seu pupilo, ministro Nelson Barbosa, não cessarem com a demagogia, a crise não dará trégua, deteriorando ainda mais a situação. Demagogia e populismo costumam andar de mãos dadas e parece que este é o tom ditado por Dilma à equipe econômica. Como a presidente é avessa ao medicamento necessário, uma guinada à direita, a Terra Brasilis permanecerá na penúria enquanto esta economista “neoestatista” presidi-la.

 

Elias Menezes elias.natal@hotmail.com

Nepomuceno (MG)

 

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2050

 

Até 2050, muita coisa deve acontecer: as máquinas estarão conversando conosco, entendendo nossa linguagem, intuindo os sinais que lhes damos; pensando, falando e agindo das mais diversas formas para atender a nossas necessidades. Drones e robôs de todos os tipos, carros sem motorista, impressoras 3D, realidade virtual, imagens 3D, produção automatizada e flexível, nanotecnologias, implantes, novos materiais, fartas fontes de energias limpas tornar-se-ão comuns. Biotecnologias de todos os tipos, tais como engenharia genética e cultivo de tecidos, vão fornecer novas alternativas de alimentação e de tratamentos. Sem falar no que pode acontecer, por exemplo, na neurociência. O modus operandi do comércio, da indústria, dos serviços, das finanças, do ensino, do transporte, dos governos, da medicina, da mídia e da informação, tudo isso irá mudar radicalmente. E, segundo estudo da Confederação Nacional da Indústria (CNI), se mantivermos o ritmo de nossos investimentos em saneamento, no Brasil de 2050 o presidente que então será eleito irá prometer que, dentro de quatro anos, se nada der errado, todo brasileiro disporá de água e de esgoto em sua própria casa! Já imaginou que, dentro de quatro décadas, poder-se-á, em qualquer parte de nosso país, apertar o botão da descarga? O Brasil, que já foi o “país do futuro”, tornou-se o “país do futuro do pretérito”.

 

Jorge Alberto Nurkin jorge.nurkin@gmail.com

São Paulo

 

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O AGRONEGÓCIO LONGE DA CRISE

 

Qual será o segredo para tanta competência destes produtores rurais do País, que há décadas, mesmo com uma infraestrutura caótica, como a das estradas, portos, ferrovias e hidrovias insipientes, batem recordes de produtividade, enquanto também atravessamos uma grave crise econômica e política? E bem diferente de um governo petista como o de Dilma, que, mesmo com todas as mordomias que o poder oferece e arrecadando 36% do PIB em tributos, ou mais de R$ 2 trilhões, para infelicidade do povo brasileiro só produz indignação, como a recessão econômica, alta da inflação, desemprego, corrupção, etc. Porém, longe das benesses do Planalto, o pujante setor do agronegócio, com sua alta produtividade, continua crescendo e inovando, e com justiça é reverenciado como dos melhores do mundo. Os números não mentem: enquanto no Brasil a economia deve fechar 2015 com um PIB negativo de 4% e déficit fiscal inédito de R$ 120 bilhões, inclusive sem mais ostentar a imagem de bom pagador, porque perdeu o grau de investimento, o agronegócio, apesar da queda média de 20% nos preços de seus produtos, exportou no ano passado US$ 88,22 bilhões. Para ter uma ideia da importância do agronegócio na nossa economia e para as contas do governo federal, se em 2015 na balança comercial tivemos um superávit de US$ 19,68 bilhões, graças à acentuada queda das importações, somente o resultado do agronegócio teve um extraordinário superávit comercial de US$ 75,15 bilhões. Não é notável? E os recordes na produção no campo não cessam. Se em 2014 produzimos 194,5 milhões de toneladas de grãos, em 2015 a produção alcançou os 209,5 milhões, e a perspectiva para 2016 é de mais 210,5 milhões de toneladas de grãos. Lógico que esses auspiciosos resultados do setor não foram alcançados do dia para a noite. Devemos muito também aos competentes pesquisadores da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), entidade criada durante o regime militar que permitiu ao longo dos anos um avanço espetacular na produtividade por hectare plantado. E esse sucesso calcado na persistente busca da eficiência, qualidade do produto e redução de custos vem permitindo mesa farta para a família brasileira.  

 

Paulo Panossian paulopanossian@hotmail.com

São Carlos

 

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CELEIRO DO MUNDO

 

O agronegócio, mais uma vez, salva a Pátria. Você sabia, prezado leitor, que há 50 anos o Brasil produzia pouco mais de 2 milhões de toneladas de  grãos, e que hoje produz mais de 200 milhões? E que as estradas para escoar tanta produção ainda são as mesmas lamacentas e cheias de buracos? Hoje, o agronegócio, mesmo abandonado pelo governo, é o setor mais eficiente da economia brasileira? O dia em que tivermos um governo sério, que se volte para o agronegócio com carinho e amor, seremos, sim, como dizia meu saudoso avô, o celeiro do mundo.

 

Arnaldo de Almeida Dotoli arnaldodotoli@hotmail.com

São Paulo

 

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COMANDO DA ECONOMIA

 

Ex-ministro Joaquim Levy foi nomeado diretor financeiro do Banco Mundial. Só para os petistas ele não tenha capacidade. Por que será?

 

Moises Goldstein mgoldstein@bol.com.br

São Paulo

 

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BANCO MUNDIAL

 

A indicação de Levy é mais que um verdadeiro “chupa, Lula!”, “chupa, Dilma!”, “chupa, PT!”.

 

A.Fernandes standyball@hotmail.com

São Paulo

 

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AS PALAVRAS E OS EXEMPLOS

 

Já diziam os romanos que “verba vana”, ou seja, as palavras são vãs. E é uma verdade, porque dona Dilma Rousseff fala, e muito fala, e não dá exemplos, liberando, assim, os empresários e investidores de acreditarem nela. Já o governador de São Paulo, Geraldo Alckmin, fala menos, mas dá exemplos, como é o caso do recente congelamento de seu estipêndio e dos seus secretários. Na realidade, parece ser um dos únicos políticos que ataca e diminui as despesas, desviando seus olhares da receita. No entanto, o governo federal, a exemplo do lulopetismo, esquece as despesas e lança vista contínua para o aumento e criação de tributos, o que torna quase impossível qualquer ajuste fiscal e contenção da inflação.

 

José C. de Carvalho Carneiro carneirojc@ig.com.br 

Rio Claro

 

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ALCKMIN E O MST

 

Ao que consta, o governador Geraldo Alckmin está discutindo encaminhamentos relativos à reforma agrária com representantes do Movimento dos Sem-Terra (MST) em São Paulo – o mesmo organismo social que recebe críticas agressivas de setores conservadores. Como o governador justifica aos aliados o seu procedimento? Como se constata, o nível político efetivamente deu uma paralisada em termos de evolução no campo social.

 

Uriel Villas Boas urielvillasboas@yahoo.com.br 

Santos

 

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OPERAÇÃO LAVA JATO

 

O ex-diretor da Petrobrás Nestor Cerveró disse, em delação premiada, que foi indicado para um cargo na BR Distribuidora pelo ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, por “gratidão”. Quanta gratidão! Em nota, o Instituto Lula afirmou que “Lula não tem e não teve relação pessoal com o delator, muito menos o sentimento de ‘gratidão’ subjetivamente atribuído a ele”. Quanta ingratidão!

 

Cláudio Moschella arquiteto@claudiomoschella.net

São Paulo

 

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PETROLÃO

 

Para tirar a atenção sobre Lula, daqui a pouco vai dizer que Nestor Cerveró denunciou Getúlio Vargas!

 

Francisco José Sidoti fransidoti@gmail.com

São Paulo

 

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O NOME DO BOI

 

As denúncias vagas de Nestor Cerveró sobre corrupção envolvendo a Petrobrás e também o governo FHC provocaram certa euforia nos ainda defensores do PT, como se estivessem assistindo a um Fla-Flu. É preciso ficar claro que corrupção é um mal em si mesmo que precisa ser apurado e punido, independentemente de quem a pratique. O que não se admite são denúncias vagas do tipo “ouvi falar”. É necessário dar nome aos bois.

 

Luciano Harary lharary@hotmail.com

São Paulo

 

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COLLOR NA LAVA JATO

 

A escória de mentirosos, canalhas e patifes delatores, monitorados por cretinos e venais, fantasiados de paladinos de meia pataca, não destruirá nem intimidará o senador Fernando Collor. É ultrajante, torpe e covarde o constante vazamento seletivo contra o ex-presidente da República. Igualmente infame e repugnante que a Justiça permita que sórdidos e desqualificados dedos-duros, já condenados pela Operação Lava Jato, acusem homens públicos com leviandades e mentiras fantasiosas. Não existem fatos concretos, apurações confirmadas, gravações, vídeos, fotos ou textos que realmente possam acusar Collor de irregularidades na Lava Jato. Lamentável e triste que no Brasil vigore, com sucesso, a estúpida e descabida lei que insiste em condenar pessoas apenas baseada em indícios, rumores, especulações e ouvir dizer. O açodamento, a mesquinharia e o cinismo tornaram-se parceiros do ódio, da vingança e do ressentimento. Não se sabe quando terminará a imunda orquestração que visa a destruir reputações.

 

Vicente Limongi Netto limonginetto@hotmail.com

Brasília

 

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IDEIA

 

Será que para afastar, de novo, o senador Fernando Collor de Mello da política serão necessárias as manifestações dos caras-pintadas? Epa! Deu uma ideia...

 

Luíz Frid luiz.frid@globomail.com

São Paulo

 

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ÓTIMO NEGÓCIO

 

O mensalão e o petrolão foram ótimos negócios para todos os seus participantes. Os empresários nunca ganharam tanto dinheiro na vida. Ficar alguns meses com a tornozeleira eletrônica vale a pena, diante do ganho bilionário que essa turma teve. É óbvio que o dinheiro que está sendo devolvido aos cofres públicos representa apenas uma pequena porcentagem de tudo o que foi roubado. A impunidade continua reinando no Brasil, país que esconde as falcatruas dos políticos e governantes, apuradas pela Polícia Federal. Nada vai intimidar essa quadrilha organizada, que atua nos empreendimentos de grande envergadura do nosso país. A verdadeira dimensão do assalto nunca será divulgada para o conhecimento de todos. Vamos continuar pagando impostos e alimentando esse enorme dragão, que tem fome de dinheiro e nunca está saciado.

 

José Carlos Saraiva da Costa jcsdc@uol.com.br

Belo Horizonte

 

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A LISTA DE PEDRO CORRÊA

 

Em negociação com a força-tarefa da Operação Lava Jato e com a Procuradoria-Geral da República para firmar um acordo de delação premiada, o ex-presidente do Partido Progressista (PP) Pedro Corrêa adiantou ter informações capazes de comprometer aproximadamente 100 políticos, entre eles dois ministros do atual governo: Jaques Wagner, da Casa Civil, e Aldo Rebelo, da Defesa. A relação apresentada por Pedro Corrêa durante as tratativas ainda inclui o nome de Aécio Neves (PSDB-MG). Preso em Curitiba, Corrêa foi condenado a 20 anos de prisão sob acusação de corrupção e lavagem de dinheiro no esquema da Petrobrás. A menção a Jaques Wagner, homem de confiança da presidente Dilma Rousseff, se soma a outras feitas ao petista na semana passada. O ex-diretor da Petrobrás Nestor Cerveró também já citou o ministro Jaques Wagner. Pedro Corrêa apresentou ainda uma lista de supostos operadores, entre eles Benedito de Oliveira, o Bené, foco da Operação Acrônimo, que investiga suspeitas de irregularidades na campanha de Fernando Pimentel (PT) ao governo de Minas Gerais. Afinal, os brasileiros, olhando para trás e vendo os 13 anos de governo do 13, chegam à conclusão de que Lula tinha razão ao dizer que nestes 13 anos o PT, o Partido dos Trabalhadores que não trabalham, fez mais que todos os demais governos nos outros 500 anos pós descoberta do Brasil. Conseguiram afundar o Brasil a uma tal profundidade que dificilmente será resolvido em uma ou duas décadas de recuperação.

 

Benone Augusto de Paiva benonepaiva@gmail.com

São Paulo

 

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A JUSTIÇA CASTRADA

 

A Polícia Federal pede o indiciamento do governador de Minas, o petista Fernando Pimentel, pelos crimes de corrupção, organização criminosa e lavagem de dinheiro. Mas ele é um político, um ser superior, uma entidade sagrada, de outra dimensão, um deus intocável, detentor da inexpugnável imunidade parlamentar, e a Justiça e a polícia não têm poderes para incomodá-lo. Se a polícia e a Justiça pudessem fazer o seu trabalho como se os políticos fossem cidadãos brasileiros comuns, boa parte dos problemas do País desapareceria. Ou o Brasil acaba com a imunidade parlamentar ou os parlamentares vão acabar com o Brasil.

 

Mário Barilá Filho mariobarila@yahoo.com.br

São Paulo

 

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NENHUMA NOVIDADE

 

Nestor Cerveró, ex-diretor Internacional da Petrobrás e delator na Operação Lava Jato, além de outros tantos, cita e aponta o secretário dos Transportes de São Paulo, Jilmar Tatto, da (indi)gestão Fernando Haddad, como recebedor de “propina”. Nenhuma novidade. Que vergonha para o povo, mas, para “ele”, nem tanto! Será que há algum cidadão filiado ou ligado ao PT que não esteja envolvido em nenhuma ilicitude? Se não estiver, precisa provar a sua inocência, para não ser investigado.

 

Luiz Dias lfd.silva@uol.com.br

São Paulo

 

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CRACOLÂNDIA, O PROGRAMA PIFOU

 

Quase quatro anos depois que o prefeito Fernando Haddad tentou fazer combate ao narcotráfico na cracolândia, com ostensiva propaganda, o resultado é degradante. Ouvi depoimento na rádio CBN de pessoas que fazem parte do programa, recebendo R$ 100,00 por semana para trabalhar, que não recebem nada para executar suas funções, faltando tudo, até vassouras. Fora que, em vez de melhorar, o tráfico e dependentes aumentaram consideravelmente nos últimos anos. Desde o início, ouvimos vários especialistas dizerem que, sem uma internação, o programa não vingaria, o que agora de concretiza. Mais uma bola fora do prefeito mais mal avaliado de todos os tempos.

 

Beatriz Campos beatriz.campos@uol.com.br

São Paulo

 

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AVENIDA PAULISTA

 

É difícil de entender qual o prazer que sentem pessoas em curtir o dia em que a Avenida Paulista está fechada para os carros. Esquentar a bunda na pista asfaltada da avenida ou em suas largas calçadas? As pessoas parecem não lembrar que na mesma avenida existe o Parque Trianon, com bastante verde, onde, creio eu, é muito mais prazeroso circular do que no asfalto ou concreto da avenida.  Para os não mais próximos do Trianon há o Ibirapuera, como também a Praça da República, com muito verde e que apenas precisa ter limpeza constante e policiamento. Para os mais distantes ainda, como moradores da região da Lapa e de Pinheiros, há o Parque Villa-Lobos. Pois é, quem prefere asfalto e concreto ao verde parece mais eleitor birrento tentando defender esta praga de prefeito que elegeram e tanto mal tem feito a São Paulo.

 

Laércio Zannini spettro@uol.com.br

São Paulo

 

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PARLAMENTOS COMUNAIS DE SÃO PAULO

 

Qualquer semelhança entre os “parlamentos comunais” do Nicolás Maduro (Venezuela) e as eleições para subprefeitos para a cidade de São Paulo, invenção de Fernando Haddad, não é mera coincidência. Mas apenas uma maneira de tentar manter, ao menos em parte, o poder, ante a iminente derrota nas próximas eleições para prefeito da cidade de São Paulo. Por que isso? Simples: a oposição é inócua e o único partido que ainda tem alguma organização interna é o PT. As eleições para as subprefeituras podem ser manipuladas facilmente pela “base” do partido e manter o poder na maior cidade do País. E de que aí tem o dedo de Lula também não há qualquer dúvida.

 

Geraldo Roberto Banaskiwitz geraldo.banas@gmail.com

São Paulo

 

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FÚRIA ARRECADATÓRIA

 

São Paulo está com uma legião de desempregados, que sofrem as piores agruras. A capital de São Paulo não foge à regra, com milhares de pessoas sem emprego. O nosso prefeito, Fernando Haddad (PT-SP), indiferente a essa situação calamitosa, anuncia aumento de quase 10% sobre o IPTU. A nosso ver, esse aumento trará consequências ainda mais danosas aos contribuintes desempregados, que, sacrificados pela falta de empregos, não saberão como honrar seus compromissos fiscais. Haddad deveria estar consciente dessa desastrosa situação e ser mais comedido na cobrança abusiva de impostos.

 

Francisco Zardetto fzardetto@uol.com.br

São Paulo

 

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PROFESSORES DESRESPEITADOS

 

Mais uma notícia ruim: os professores vão ter de engolir, já que não estão dispostos a reivindicar seus direitos, e se bandolearam para sindicatos que nada têm que ver com a Educação. Desta vez, Estados e municípios querem que seja adiado para agosto e mudado o índice do reajuste do piso salarial dos professores. Pela lei, o piso será de 11,36%, mas governadores e prefeitos querem que seja de 7,41%. Como era de esperar, os Estados, alegando a crise, enviaram documento à presidente Dilma solicitando o adiamento do reajuste para agosto e mudança no índice. Secretários da Educação de 13 Estados e do Distrito Federal apoiaram o documento enviado à presidente. Uma desfaçatez, uma vergonha que tais governantes usem a crise para negar o aumento, de acordo com a lei, aos professores, classe pisoteada pelos governos nos últimos 50 anos. No caso de São Paulo, o Estado mais rico da União, os professores, além de não ter dada base, um desrespeito, o governador não deu um centavo de aumento em 2015. Seria bom a presidente devolver o tal documento e perguntar a cada governador e prefeito qual foi o reajuste do IPVA, do IPTU aprovado em seus governos. Mas a presidente não terá essa grandeza, muito menos moral, visto que ela, além de defender a criação de mais impostos, é uma gestora incompetente, pois elevou a conta de luz dos cidadãos nas alturas, ainda os presenteou com inflação, desemprego e mais aumento de energia em 2016. Acordem, professores, pressionem seus sindicatos, cobrem seus candidatos para trazerem de volta o prestígio e o respeito aos que se dedicam à tarefa de ensinar.

 

Izabel Avallone izabelavallone@gmail.com

São Paulo

 

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CONSENSO DE GRAMSCI

 

Acompanhei a apresentação de um quadro com dados comparativos aos resultados do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) nas suas quatro últimas edições. Em três das quatro matérias exigidas nas provas, a média das notas piorou. Somente em uma matéria houve melhoria, justo na área de conhecimento das ciências humanas. Ou seja, a doutrinação gramscista promovida sobre os jovens em direção ao politicamente correto está prestes a alcançar o êxito total e atingir o consenso absoluto na sociedade. Pobre Brasil! Pobres brasileiros!

 

Marco Antonio Esteves Balbi mbalbi69@globo.com

Rio de Janeiro

 

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EDUCAÇÃO NO BRASIL

 

Se porventura a presidente Dilma escrever tal como se expressa, especialmente quando fala de improviso, sem dúvida alguma é favorita a engrossar a lista de zeros do Enem.

 

Eduardo Augusto Delgado Filho e.delgadofilho@gmail.com

Campinas

 

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INFRAÇÕES DE TRÂNSITO

 

O Código de Trânsito Brasileiro (CTB) promoveu mudanças na lei para tentar coibir os motoristas indiferentes às vagas reservadas para os idosos e portadores de deficiência física. A multa de R$ 53,20 subiu para R$ 127,69 e elevou os pontos na carteira de 3 para 5. Eu sempre me manifestei contra algumas formas de multas, como os radares escondidos, que pune e não previne. Mas no caso das vagas reservadas indicadas por placas e pinturas de solo, acredito que a multa deveria ser muito maior! Os órgãos responsáveis pelas leis de trânsito deveriam ter o bom senso e banir de vez os veículos rebaixados, onde os mesmos atrapalham e muito a mobilidade urbana. O som alto é outro dilema, pois a multa só pode ser aplicada com o teste do decibelímetro, aparelho raro nos departamentos de trânsito, e assim prospera a poluição sonora! Reflexão: viver em sociedade está cada vez mais complexo. Ou não?

 

Alex Tanner alextanner.sss@hotmail.com

Sumaré

Cartas selecionadas para o Fórum dos Leitores do portal estadao.com.br

 

 

MAIS DO MESMO

 

O ministro da Fazenda, Nelson Barbosa, discute com o BNDES e bancos privados medidas de estímulo à economia. Não por coincidência, uma das propostas veio do setor automotivo, cujas empresas estão com os pátios lotados. O programa de estímulo à renovação da frota foi sugerido pelo presidente da Anfavea, Luiz Moan Yabiku Jr., em reunião com os ministros da Fazenda e do Planejamento, Valdir Simão, em Brasília no dia 11/1. As pessoas minimamente informadas podem perceber a falácia da argumentação: “o carro brasileiro é um dos mais baratos do mundo, em torno de US$ 7 mil”. São três ou quatro os modelos que chegam a esse valor e são o básico do básico, verdadeiras “carroças” (lembram-se?). Será que teremos mais do mesmo?

 

Aparecida Dileide Gaziolla aparecidagaziolla@gmail.com

São Caetano do Sul

 

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ESPARRELA

 

Mais uma vez o governo deverá cair na esparrela da Anfavea com o “plano de renovação de frota”. A pretexto de movimentar a indústria automobilística e empregar, os maiores beneficiados, contudo, deverão ser as matrizes estrangeiras das montadoras, via remessa de lucro.

 

Ulysses Fernandes Nunes Jr. Ulyssesfn@terra.com.br

São Paulo

 

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BARBOSA E O CRESCIMENTO DA ECONOMIA

 

O ministro Nelson Barbosa, responsável, junto com Guido Mantega e sob a direção de Dilma, pelo “desastre” na economia brasileira, pretende reerguer a economia com crédito. Para isso, reuniu-se com Luciano Coutinho solicitando a utilização dos R$ 30 bilhões devolvidos pelo Tesouro pelas “pedaladas” para usarem como créditos a empresas. Solicitou uma reunião com banqueiros em São Paulo para pedir igualmente aumentarem o crédito. O ministro, assim como Dilma, parece que habita algum outro país. Eles arrasaram a economia brasileira aumentando brutalmente o desemprego, a inadimplência, o fechamento de empresas, o consumo e querem reerguer nossa economia com “crédito”, quando ninguém quer empréstimos por não ter como pagar. 41% dos imóveis residenciais adquiridos estão sendo devolvidos por inadimplentes. Quem vai querer crédito para consumo? E os elevados juros impostos para “tentar” conter a inflação e que não estão surtindo efeito, serão elevados ainda mais.

 

Fabio Figueiredo fafig3@terra.com.br

São Paulo

 

*

NÃO EXISTE ALMOÇO GRÁTIS

 

O governo sinaliza a volta dos subsídios setoriais. Subsídio tem custo. Não tem almoço grátis. Se realmente houver uma seletividade para os setores que podem impulsionar a economia, ainda vá lá. Preocupa o governo estar avaliando, entre outras, proposta do setor automotivo, que pretende incentivar a renovação da frota. O governo disse que não há nada. Mas sabemos como funciona. Basta as montadoras acenarem com demissões que o governo revê a posição. E lá vai o governo subsidiar um setor cujo peso no PIB é insignificante. Claro, não vão querer ser acusados de culpados de desemprego. O pior é que os subsídios não são repassados para o consumidor. Pelo contrário, o consumidor ainda paga este subsídio.

 

Panayotis Poulis ppoulis46@gmail.com

Rio de Janeiro

 

*

2016, O ANO DO DESEMPREGO

 

Segundo notícia publicada pelo “Estadão”, 2016 começa com tendência de elevação acelerada do índice de desemprego, motivada pela desaceleração da atividade econômica e o desenrolar da Operação Lava Jato. Por mais que o governo federal negue a gravidade da crise econômica, o fato é que não há perspectiva de melhora e milhares de brasileiros perderão seu emprego e outros milhares demorarão mais tempo para conseguir uma recolocação do mercado de trabalho. Tudo isso, infelizmente, é resultado de uma política econômica falha, que elevou impostos e tarifas controladas pela consertar a situação fiscal. Gasta-se muito mais do que arrecada e, agora, a população é que fica com o ônus da má gestão.

 

Willian Martins martins.willian@globo.com

Guararema

 

*

GOVERNO BIPOLAR

 

Quando confrontado pelo descalabro econômico do País (perda do grau de investimento, inflação fora da meta, desemprego, etc. e tal), o governo assume o discurso do ajuste fiscal e se compromete a não reinventar “novas matrizes econômicas” – diz o que os investidores querem ouvir. Diante das exigências do PT e Lula, em especial ante os movimentos sociais, promete mil e uma maravilhas, crédito a perder de vista! Enquanto Dilma e seu pupilo, ministro Nelson Barbosa, não cessarem com a demagogia, a crise não dará trégua, deteriorando ainda mais a situação. Demagogia e populismo costumam andar de mãos dadas e parece que este é o tom ditado por Dilma à equipe econômica. Como a presidente é avessa ao medicamento necessário, uma guinada à direita, a Terra Brasilis permanecerá na penúria enquanto esta economista “neoestatista” presidi-la.

 

Elias Menezes elias.natal@hotmail.com

Nepomuceno (MG)

 

*

2050

 

Até 2050, muita coisa deve acontecer: as máquinas estarão conversando conosco, entendendo nossa linguagem, intuindo os sinais que lhes damos; pensando, falando e agindo das mais diversas formas para atender a nossas necessidades. Drones e robôs de todos os tipos, carros sem motorista, impressoras 3D, realidade virtual, imagens 3D, produção automatizada e flexível, nanotecnologias, implantes, novos materiais, fartas fontes de energias limpas tornar-se-ão comuns. Biotecnologias de todos os tipos, tais como engenharia genética e cultivo de tecidos, vão fornecer novas alternativas de alimentação e de tratamentos. Sem falar no que pode acontecer, por exemplo, na neurociência. O modus operandi do comércio, da indústria, dos serviços, das finanças, do ensino, do transporte, dos governos, da medicina, da mídia e da informação, tudo isso irá mudar radicalmente. E, segundo estudo da Confederação Nacional da Indústria (CNI), se mantivermos o ritmo de nossos investimentos em saneamento, no Brasil de 2050 o presidente que então será eleito irá prometer que, dentro de quatro anos, se nada der errado, todo brasileiro disporá de água e de esgoto em sua própria casa! Já imaginou que, dentro de quatro décadas, poder-se-á, em qualquer parte de nosso país, apertar o botão da descarga? O Brasil, que já foi o “país do futuro”, tornou-se o “país do futuro do pretérito”.

 

Jorge Alberto Nurkin jorge.nurkin@gmail.com

São Paulo

 

*

O AGRONEGÓCIO LONGE DA CRISE

 

Qual será o segredo para tanta competência destes produtores rurais do País, que há décadas, mesmo com uma infraestrutura caótica, como a das estradas, portos, ferrovias e hidrovias insipientes, batem recordes de produtividade, enquanto também atravessamos uma grave crise econômica e política? E bem diferente de um governo petista como o de Dilma, que, mesmo com todas as mordomias que o poder oferece e arrecadando 36% do PIB em tributos, ou mais de R$ 2 trilhões, para infelicidade do povo brasileiro só produz indignação, como a recessão econômica, alta da inflação, desemprego, corrupção, etc. Porém, longe das benesses do Planalto, o pujante setor do agronegócio, com sua alta produtividade, continua crescendo e inovando, e com justiça é reverenciado como dos melhores do mundo. Os números não mentem: enquanto no Brasil a economia deve fechar 2015 com um PIB negativo de 4% e déficit fiscal inédito de R$ 120 bilhões, inclusive sem mais ostentar a imagem de bom pagador, porque perdeu o grau de investimento, o agronegócio, apesar da queda média de 20% nos preços de seus produtos, exportou no ano passado US$ 88,22 bilhões. Para ter uma ideia da importância do agronegócio na nossa economia e para as contas do governo federal, se em 2015 na balança comercial tivemos um superávit de US$ 19,68 bilhões, graças à acentuada queda das importações, somente o resultado do agronegócio teve um extraordinário superávit comercial de US$ 75,15 bilhões. Não é notável? E os recordes na produção no campo não cessam. Se em 2014 produzimos 194,5 milhões de toneladas de grãos, em 2015 a produção alcançou os 209,5 milhões, e a perspectiva para 2016 é de mais 210,5 milhões de toneladas de grãos. Lógico que esses auspiciosos resultados do setor não foram alcançados do dia para a noite. Devemos muito também aos competentes pesquisadores da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), entidade criada durante o regime militar que permitiu ao longo dos anos um avanço espetacular na produtividade por hectare plantado. E esse sucesso calcado na persistente busca da eficiência, qualidade do produto e redução de custos vem permitindo mesa farta para a família brasileira.  

 

Paulo Panossian paulopanossian@hotmail.com

São Carlos

 

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CELEIRO DO MUNDO

 

O agronegócio, mais uma vez, salva a Pátria. Você sabia, prezado leitor, que há 50 anos o Brasil produzia pouco mais de 2 milhões de toneladas de  grãos, e que hoje produz mais de 200 milhões? E que as estradas para escoar tanta produção ainda são as mesmas lamacentas e cheias de buracos? Hoje, o agronegócio, mesmo abandonado pelo governo, é o setor mais eficiente da economia brasileira? O dia em que tivermos um governo sério, que se volte para o agronegócio com carinho e amor, seremos, sim, como dizia meu saudoso avô, o celeiro do mundo.

 

Arnaldo de Almeida Dotoli arnaldodotoli@hotmail.com

São Paulo

 

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COMANDO DA ECONOMIA

 

Ex-ministro Joaquim Levy foi nomeado diretor financeiro do Banco Mundial. Só para os petistas ele não tenha capacidade. Por que será?

 

Moises Goldstein mgoldstein@bol.com.br

São Paulo

 

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BANCO MUNDIAL

 

A indicação de Levy é mais que um verdadeiro “chupa, Lula!”, “chupa, Dilma!”, “chupa, PT!”.

 

A.Fernandes standyball@hotmail.com

São Paulo

 

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AS PALAVRAS E OS EXEMPLOS

 

Já diziam os romanos que “verba vana”, ou seja, as palavras são vãs. E é uma verdade, porque dona Dilma Rousseff fala, e muito fala, e não dá exemplos, liberando, assim, os empresários e investidores de acreditarem nela. Já o governador de São Paulo, Geraldo Alckmin, fala menos, mas dá exemplos, como é o caso do recente congelamento de seu estipêndio e dos seus secretários. Na realidade, parece ser um dos únicos políticos que ataca e diminui as despesas, desviando seus olhares da receita. No entanto, o governo federal, a exemplo do lulopetismo, esquece as despesas e lança vista contínua para o aumento e criação de tributos, o que torna quase impossível qualquer ajuste fiscal e contenção da inflação.

 

José C. de Carvalho Carneiro carneirojc@ig.com.br 

Rio Claro

 

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ALCKMIN E O MST

 

Ao que consta, o governador Geraldo Alckmin está discutindo encaminhamentos relativos à reforma agrária com representantes do Movimento dos Sem-Terra (MST) em São Paulo – o mesmo organismo social que recebe críticas agressivas de setores conservadores. Como o governador justifica aos aliados o seu procedimento? Como se constata, o nível político efetivamente deu uma paralisada em termos de evolução no campo social.

 

Uriel Villas Boas urielvillasboas@yahoo.com.br 

Santos

 

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OPERAÇÃO LAVA JATO

 

O ex-diretor da Petrobrás Nestor Cerveró disse, em delação premiada, que foi indicado para um cargo na BR Distribuidora pelo ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, por “gratidão”. Quanta gratidão! Em nota, o Instituto Lula afirmou que “Lula não tem e não teve relação pessoal com o delator, muito menos o sentimento de ‘gratidão’ subjetivamente atribuído a ele”. Quanta ingratidão!

 

Cláudio Moschella arquiteto@claudiomoschella.net

São Paulo

 

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PETROLÃO

 

Para tirar a atenção sobre Lula, daqui a pouco vai dizer que Nestor Cerveró denunciou Getúlio Vargas!

 

Francisco José Sidoti fransidoti@gmail.com

São Paulo

 

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O NOME DO BOI

 

As denúncias vagas de Nestor Cerveró sobre corrupção envolvendo a Petrobrás e também o governo FHC provocaram certa euforia nos ainda defensores do PT, como se estivessem assistindo a um Fla-Flu. É preciso ficar claro que corrupção é um mal em si mesmo que precisa ser apurado e punido, independentemente de quem a pratique. O que não se admite são denúncias vagas do tipo “ouvi falar”. É necessário dar nome aos bois.

 

Luciano Harary lharary@hotmail.com

São Paulo

 

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COLLOR NA LAVA JATO

 

A escória de mentirosos, canalhas e patifes delatores, monitorados por cretinos e venais, fantasiados de paladinos de meia pataca, não destruirá nem intimidará o senador Fernando Collor. É ultrajante, torpe e covarde o constante vazamento seletivo contra o ex-presidente da República. Igualmente infame e repugnante que a Justiça permita que sórdidos e desqualificados dedos-duros, já condenados pela Operação Lava Jato, acusem homens públicos com leviandades e mentiras fantasiosas. Não existem fatos concretos, apurações confirmadas, gravações, vídeos, fotos ou textos que realmente possam acusar Collor de irregularidades na Lava Jato. Lamentável e triste que no Brasil vigore, com sucesso, a estúpida e descabida lei que insiste em condenar pessoas apenas baseada em indícios, rumores, especulações e ouvir dizer. O açodamento, a mesquinharia e o cinismo tornaram-se parceiros do ódio, da vingança e do ressentimento. Não se sabe quando terminará a imunda orquestração que visa a destruir reputações.

 

Vicente Limongi Netto limonginetto@hotmail.com

Brasília

 

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IDEIA

 

Será que para afastar, de novo, o senador Fernando Collor de Mello da política serão necessárias as manifestações dos caras-pintadas? Epa! Deu uma ideia...

 

Luíz Frid luiz.frid@globomail.com

São Paulo

 

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ÓTIMO NEGÓCIO

 

O mensalão e o petrolão foram ótimos negócios para todos os seus participantes. Os empresários nunca ganharam tanto dinheiro na vida. Ficar alguns meses com a tornozeleira eletrônica vale a pena, diante do ganho bilionário que essa turma teve. É óbvio que o dinheiro que está sendo devolvido aos cofres públicos representa apenas uma pequena porcentagem de tudo o que foi roubado. A impunidade continua reinando no Brasil, país que esconde as falcatruas dos políticos e governantes, apuradas pela Polícia Federal. Nada vai intimidar essa quadrilha organizada, que atua nos empreendimentos de grande envergadura do nosso país. A verdadeira dimensão do assalto nunca será divulgada para o conhecimento de todos. Vamos continuar pagando impostos e alimentando esse enorme dragão, que tem fome de dinheiro e nunca está saciado.

 

José Carlos Saraiva da Costa jcsdc@uol.com.br

Belo Horizonte

 

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A LISTA DE PEDRO CORRÊA

 

Em negociação com a força-tarefa da Operação Lava Jato e com a Procuradoria-Geral da República para firmar um acordo de delação premiada, o ex-presidente do Partido Progressista (PP) Pedro Corrêa adiantou ter informações capazes de comprometer aproximadamente 100 políticos, entre eles dois ministros do atual governo: Jaques Wagner, da Casa Civil, e Aldo Rebelo, da Defesa. A relação apresentada por Pedro Corrêa durante as tratativas ainda inclui o nome de Aécio Neves (PSDB-MG). Preso em Curitiba, Corrêa foi condenado a 20 anos de prisão sob acusação de corrupção e lavagem de dinheiro no esquema da Petrobrás. A menção a Jaques Wagner, homem de confiança da presidente Dilma Rousseff, se soma a outras feitas ao petista na semana passada. O ex-diretor da Petrobrás Nestor Cerveró também já citou o ministro Jaques Wagner. Pedro Corrêa apresentou ainda uma lista de supostos operadores, entre eles Benedito de Oliveira, o Bené, foco da Operação Acrônimo, que investiga suspeitas de irregularidades na campanha de Fernando Pimentel (PT) ao governo de Minas Gerais. Afinal, os brasileiros, olhando para trás e vendo os 13 anos de governo do 13, chegam à conclusão de que Lula tinha razão ao dizer que nestes 13 anos o PT, o Partido dos Trabalhadores que não trabalham, fez mais que todos os demais governos nos outros 500 anos pós descoberta do Brasil. Conseguiram afundar o Brasil a uma tal profundidade que dificilmente será resolvido em uma ou duas décadas de recuperação.

 

Benone Augusto de Paiva benonepaiva@gmail.com

São Paulo

 

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A JUSTIÇA CASTRADA

 

A Polícia Federal pede o indiciamento do governador de Minas, o petista Fernando Pimentel, pelos crimes de corrupção, organização criminosa e lavagem de dinheiro. Mas ele é um político, um ser superior, uma entidade sagrada, de outra dimensão, um deus intocável, detentor da inexpugnável imunidade parlamentar, e a Justiça e a polícia não têm poderes para incomodá-lo. Se a polícia e a Justiça pudessem fazer o seu trabalho como se os políticos fossem cidadãos brasileiros comuns, boa parte dos problemas do País desapareceria. Ou o Brasil acaba com a imunidade parlamentar ou os parlamentares vão acabar com o Brasil.

 

Mário Barilá Filho mariobarila@yahoo.com.br

São Paulo

 

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NENHUMA NOVIDADE

 

Nestor Cerveró, ex-diretor Internacional da Petrobrás e delator na Operação Lava Jato, além de outros tantos, cita e aponta o secretário dos Transportes de São Paulo, Jilmar Tatto, da (indi)gestão Fernando Haddad, como recebedor de “propina”. Nenhuma novidade. Que vergonha para o povo, mas, para “ele”, nem tanto! Será que há algum cidadão filiado ou ligado ao PT que não esteja envolvido em nenhuma ilicitude? Se não estiver, precisa provar a sua inocência, para não ser investigado.

 

Luiz Dias lfd.silva@uol.com.br

São Paulo

 

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CRACOLÂNDIA, O PROGRAMA PIFOU

 

Quase quatro anos depois que o prefeito Fernando Haddad tentou fazer combate ao narcotráfico na cracolândia, com ostensiva propaganda, o resultado é degradante. Ouvi depoimento na rádio CBN de pessoas que fazem parte do programa, recebendo R$ 100,00 por semana para trabalhar, que não recebem nada para executar suas funções, faltando tudo, até vassouras. Fora que, em vez de melhorar, o tráfico e dependentes aumentaram consideravelmente nos últimos anos. Desde o início, ouvimos vários especialistas dizerem que, sem uma internação, o programa não vingaria, o que agora de concretiza. Mais uma bola fora do prefeito mais mal avaliado de todos os tempos.

 

Beatriz Campos beatriz.campos@uol.com.br

São Paulo

 

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AVENIDA PAULISTA

 

É difícil de entender qual o prazer que sentem pessoas em curtir o dia em que a Avenida Paulista está fechada para os carros. Esquentar a bunda na pista asfaltada da avenida ou em suas largas calçadas? As pessoas parecem não lembrar que na mesma avenida existe o Parque Trianon, com bastante verde, onde, creio eu, é muito mais prazeroso circular do que no asfalto ou concreto da avenida.  Para os não mais próximos do Trianon há o Ibirapuera, como também a Praça da República, com muito verde e que apenas precisa ter limpeza constante e policiamento. Para os mais distantes ainda, como moradores da região da Lapa e de Pinheiros, há o Parque Villa-Lobos. Pois é, quem prefere asfalto e concreto ao verde parece mais eleitor birrento tentando defender esta praga de prefeito que elegeram e tanto mal tem feito a São Paulo.

 

Laércio Zannini spettro@uol.com.br

São Paulo

 

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PARLAMENTOS COMUNAIS DE SÃO PAULO

 

Qualquer semelhança entre os “parlamentos comunais” do Nicolás Maduro (Venezuela) e as eleições para subprefeitos para a cidade de São Paulo, invenção de Fernando Haddad, não é mera coincidência. Mas apenas uma maneira de tentar manter, ao menos em parte, o poder, ante a iminente derrota nas próximas eleições para prefeito da cidade de São Paulo. Por que isso? Simples: a oposição é inócua e o único partido que ainda tem alguma organização interna é o PT. As eleições para as subprefeituras podem ser manipuladas facilmente pela “base” do partido e manter o poder na maior cidade do País. E de que aí tem o dedo de Lula também não há qualquer dúvida.

 

Geraldo Roberto Banaskiwitz geraldo.banas@gmail.com

São Paulo

 

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FÚRIA ARRECADATÓRIA

 

São Paulo está com uma legião de desempregados, que sofrem as piores agruras. A capital de São Paulo não foge à regra, com milhares de pessoas sem emprego. O nosso prefeito, Fernando Haddad (PT-SP), indiferente a essa situação calamitosa, anuncia aumento de quase 10% sobre o IPTU. A nosso ver, esse aumento trará consequências ainda mais danosas aos contribuintes desempregados, que, sacrificados pela falta de empregos, não saberão como honrar seus compromissos fiscais. Haddad deveria estar consciente dessa desastrosa situação e ser mais comedido na cobrança abusiva de impostos.

 

Francisco Zardetto fzardetto@uol.com.br

São Paulo

 

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PROFESSORES DESRESPEITADOS

 

Mais uma notícia ruim: os professores vão ter de engolir, já que não estão dispostos a reivindicar seus direitos, e se bandolearam para sindicatos que nada têm que ver com a Educação. Desta vez, Estados e municípios querem que seja adiado para agosto e mudado o índice do reajuste do piso salarial dos professores. Pela lei, o piso será de 11,36%, mas governadores e prefeitos querem que seja de 7,41%. Como era de esperar, os Estados, alegando a crise, enviaram documento à presidente Dilma solicitando o adiamento do reajuste para agosto e mudança no índice. Secretários da Educação de 13 Estados e do Distrito Federal apoiaram o documento enviado à presidente. Uma desfaçatez, uma vergonha que tais governantes usem a crise para negar o aumento, de acordo com a lei, aos professores, classe pisoteada pelos governos nos últimos 50 anos. No caso de São Paulo, o Estado mais rico da União, os professores, além de não ter dada base, um desrespeito, o governador não deu um centavo de aumento em 2015. Seria bom a presidente devolver o tal documento e perguntar a cada governador e prefeito qual foi o reajuste do IPVA, do IPTU aprovado em seus governos. Mas a presidente não terá essa grandeza, muito menos moral, visto que ela, além de defender a criação de mais impostos, é uma gestora incompetente, pois elevou a conta de luz dos cidadãos nas alturas, ainda os presenteou com inflação, desemprego e mais aumento de energia em 2016. Acordem, professores, pressionem seus sindicatos, cobrem seus candidatos para trazerem de volta o prestígio e o respeito aos que se dedicam à tarefa de ensinar.

 

Izabel Avallone izabelavallone@gmail.com

São Paulo

 

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CONSENSO DE GRAMSCI

 

Acompanhei a apresentação de um quadro com dados comparativos aos resultados do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) nas suas quatro últimas edições. Em três das quatro matérias exigidas nas provas, a média das notas piorou. Somente em uma matéria houve melhoria, justo na área de conhecimento das ciências humanas. Ou seja, a doutrinação gramscista promovida sobre os jovens em direção ao politicamente correto está prestes a alcançar o êxito total e atingir o consenso absoluto na sociedade. Pobre Brasil! Pobres brasileiros!

 

Marco Antonio Esteves Balbi mbalbi69@globo.com

Rio de Janeiro

 

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EDUCAÇÃO NO BRASIL

 

Se porventura a presidente Dilma escrever tal como se expressa, especialmente quando fala de improviso, sem dúvida alguma é favorita a engrossar a lista de zeros do Enem.

 

Eduardo Augusto Delgado Filho e.delgadofilho@gmail.com

Campinas

 

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INFRAÇÕES DE TRÂNSITO

 

O Código de Trânsito Brasileiro (CTB) promoveu mudanças na lei para tentar coibir os motoristas indiferentes às vagas reservadas para os idosos e portadores de deficiência física. A multa de R$ 53,20 subiu para R$ 127,69 e elevou os pontos na carteira de 3 para 5. Eu sempre me manifestei contra algumas formas de multas, como os radares escondidos, que pune e não previne. Mas no caso das vagas reservadas indicadas por placas e pinturas de solo, acredito que a multa deveria ser muito maior! Os órgãos responsáveis pelas leis de trânsito deveriam ter o bom senso e banir de vez os veículos rebaixados, onde os mesmos atrapalham e muito a mobilidade urbana. O som alto é outro dilema, pois a multa só pode ser aplicada com o teste do decibelímetro, aparelho raro nos departamentos de trânsito, e assim prospera a poluição sonora! Reflexão: viver em sociedade está cada vez mais complexo. Ou não?

 

Alex Tanner alextanner.sss@hotmail.com

Sumaré

Cartas selecionadas para o Fórum dos Leitores do portal estadao.com.br

MAIS DO MESMO

O ministro da Fazenda, Nelson Barbosa, discute com o BNDES e bancos privados medidas de estímulo à economia. Não por coincidência, uma das propostas veio do setor automotivo, cujas empresas estão com os pátios lotados. O programa de estímulo à renovação da frota foi sugerido pelo presidente da Anfavea, Luiz Moan Yabiku Jr., em reunião com os ministros da Fazenda e do Planejamento, Valdir Simão, em Brasília no dia 11/1. As pessoas minimamente informadas podem perceber a falácia da argumentação: "o carro brasileiro é um dos mais baratos do mundo, em torno de US$ 7 mil". São três ou quatro os modelos que chegam a esse valor e são o básico do básico, verdadeiras "carroças" (lembram-se?). Será que teremos mais do mesmo?

Aparecida Dileide Gaziolla aparecidagaziolla@gmail.com 

São Caetano do Sul

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ESPARRELA

Mais uma vez o governo deverá cair na esparrela da Anfavea com o "plano de renovação de frota". A pretexto de movimentar a indústria automobilística e empregar, os maiores beneficiados, contudo, deverão ser as matrizes estrangeiras das montadoras, via remessa de lucro. 

 

Ulysses Fernandes Nunes Jr. Ulyssesfn@terra.com.br 

São Paulo

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BARBOSA E O CRESCIMENTO DA ECONOMIA

O ministro Nelson Barbosa, responsável, junto com Guido Mantega e sob a direção de Dilma, pelo "desastre" na economia brasileira, pretende reerguer a economia com crédito. Para isso, reuniu-se com Luciano Coutinho solicitando a utilização dos R$ 30 bilhões devolvidos pelo Tesouro pelas "pedaladas" para usarem como créditos a empresas. Solicitou uma reunião com banqueiros em São Paulo para pedir igualmente aumentarem o crédito. O ministro, assim como Dilma, parece que habita algum outro país. Eles arrasaram a economia brasileira aumentando brutalmente o desemprego, a inadimplência, o fechamento de empresas, o consumo e querem reerguer nossa economia com "crédito", quando ninguém quer empréstimos por não ter como pagar. 41% dos imóveis residenciais adquiridos estão sendo devolvidos por inadimplentes. Quem vai querer crédito para consumo? E os elevados juros impostos para "tentar" conter a inflação e que não estão surtindo efeito, serão elevados ainda mais. 

Fabio Figueiredo fafig3@terra.com.br 

São Paulo

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NÃO EXISTE ALMOÇO GRÁTIS

O governo sinaliza a volta dos subsídios setoriais. Subsídio tem custo. Não tem almoço grátis. Se realmente houver uma seletividade para os setores que podem impulsionar a economia, ainda vá lá. Preocupa o governo estar avaliando, entre outras, proposta do setor automotivo, que pretende incentivar a renovação da frota. O governo disse que não há nada. Mas sabemos como funciona. Basta as montadoras acenarem com demissões que o governo revê a posição. E lá vai o governo subsidiar um setor cujo peso no PIB é insignificante. Claro, não vão querer ser acusados de culpados de desemprego. O pior é que os subsídios não são repassados para o consumidor. Pelo contrário, o consumidor ainda paga este subsídio.

Panayotis Poulis ppoulis46@gmail.com 

Rio de Janeiro

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2016, O ANO DO DESEMPREGO

Segundo notícia publicada pelo "Estadão", 2016 começa com tendência de elevação acelerada do índice de desemprego, motivada pela desaceleração da atividade econômica e o desenrolar da Operação Lava Jato. Por mais que o governo federal negue a gravidade da crise econômica, o fato é que não há perspectiva de melhora e milhares de brasileiros perderão seu emprego e outros milhares demorarão mais tempo para conseguir uma recolocação do mercado de trabalho. Tudo isso, infelizmente, é resultado de uma política econômica falha, que elevou impostos e tarifas controladas pela consertar a situação fiscal. Gasta-se muito mais do que arrecada e, agora, a população é que fica com o ônus da má gestão.

Willian Martins martins.willian@globo.com 

Guararema

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GOVERNO BIPOLAR

Quando confrontado pelo descalabro econômico do País (perda do grau de investimento, inflação fora da meta, desemprego, etc. e tal), o governo assume o discurso do ajuste fiscal e se compromete a não reinventar "novas matrizes econômicas" - diz o que os investidores querem ouvir. Diante das exigências do PT e Lula, em especial ante os movimentos sociais, promete mil e uma maravilhas, crédito a perder de vista! Enquanto Dilma e seu pupilo, ministro Nelson Barbosa, não cessarem com a demagogia, a crise não dará trégua, deteriorando ainda mais a situação. Demagogia e populismo costumam andar de mãos dadas e parece que este é o tom ditado por Dilma à equipe econômica. Como a presidente é avessa ao medicamento necessário, uma guinada à direita, a Terra Brasilis permanecerá na penúria enquanto esta economista "neoestatista" presidi-la. 

Elias Menezes elias.natal@hotmail.com 

Nepomuceno (MG)

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2050

Até 2050, muita coisa deve acontecer: as máquinas estarão conversando conosco, entendendo nossa linguagem, intuindo os sinais que lhes damos; pensando, falando e agindo das mais diversas formas para atender a nossas necessidades. Drones e robôs de todos os tipos, carros sem motorista, impressoras 3D, realidade virtual, imagens 3D, produção automatizada e flexível, nanotecnologias, implantes, novos materiais, fartas fontes de energias limpas tornar-se-ão comuns. Biotecnologias de todos os tipos, tais como engenharia genética e cultivo de tecidos, vão fornecer novas alternativas de alimentação e de tratamentos. Sem falar no que pode acontecer, por exemplo, na neurociência. O modus operandi do comércio, da indústria, dos serviços, das finanças, do ensino, do transporte, dos governos, da medicina, da mídia e da informação, tudo isso irá mudar radicalmente. E, segundo estudo da Confederação Nacional da Indústria (CNI), se mantivermos o ritmo de nossos investimentos em saneamento, no Brasil de 2050 o presidente que então será eleito irá prometer que, dentro de quatro anos, se nada der errado, todo brasileiro disporá de água e de esgoto em sua própria casa! Já imaginou que, dentro de quatro décadas, poder-se-á, em qualquer parte de nosso país, apertar o botão da descarga? O Brasil, que já foi o "país do futuro", tornou-se o "país do futuro do pretérito".

Jorge Alberto Nurkin jorge.nurkin@gmail.com 

São Paulo

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O AGRONEGÓCIO LONGE DA CRISE

Qual será o segredo para tanta competência destes produtores rurais do País, que há décadas, mesmo com uma infraestrutura caótica, como a das estradas, portos, ferrovias e hidrovias insipientes, batem recordes de produtividade, enquanto também atravessamos uma grave crise econômica e política? E bem diferente de um governo petista como o de Dilma, que, mesmo com todas as mordomias que o poder oferece e arrecadando 36% do PIB em tributos, ou mais de R$ 2 trilhões, para infelicidade do povo brasileiro só produz indignação, como a recessão econômica, alta da inflação, desemprego, corrupção, etc. Porém, longe das benesses do Planalto, o pujante setor do agronegócio, com sua alta produtividade, continua crescendo e inovando, e com justiça é reverenciado como dos melhores do mundo. Os números não mentem: enquanto no Brasil a economia deve fechar 2015 com um PIB negativo de 4% e déficit fiscal inédito de R$ 120 bilhões, inclusive sem mais ostentar a imagem de bom pagador, porque perdeu o grau de investimento, o agronegócio, apesar da queda média de 20% nos preços de seus produtos, exportou no ano passado US$ 88,22 bilhões. Para ter uma ideia da importância do agronegócio na nossa economia e para as contas do governo federal, se em 2015 na balança comercial tivemos um superávit de US$ 19,68 bilhões, graças à acentuada queda das importações, somente o resultado do agronegócio teve um extraordinário superávit comercial de US$ 75,15 bilhões. Não é notável? E os recordes na produção no campo não cessam. Se em 2014 produzimos 194,5 milhões de toneladas de grãos, em 2015 a produção alcançou os 209,5 milhões, e a perspectiva para 2016 é de mais 210,5 milhões de toneladas de grãos. Lógico que esses auspiciosos resultados do setor não foram alcançados do dia para a noite. Devemos muito também aos competentes pesquisadores da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), entidade criada durante o regime militar que permitiu ao longo dos anos um avanço espetacular na produtividade por hectare plantado. E esse sucesso calcado na persistente busca da eficiência, qualidade do produto e redução de custos vem permitindo mesa farta para a família brasileira.   

Paulo Panossian paulopanossian@hotmail.com

São Carlos

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CELEIRO DO MUNDO

O agronegócio, mais uma vez, salva a Pátria. Você sabia, prezado leitor, que há 50 anos o Brasil produzia pouco mais de 2 milhões de toneladas de  grãos, e que hoje produz mais de 200 milhões? E que as estradas para escoar tanta produção ainda são as mesmas lamacentas e cheias de buracos? Hoje, o agronegócio, mesmo abandonado pelo governo, é o setor mais eficiente da economia brasileira? O dia em que tivermos um governo sério, que se volte para o agronegócio com carinho e amor, seremos, sim, como dizia meu saudoso avô, o celeiro do mundo.

Arnaldo de Almeida Dotoli arnaldodotoli@hotmail.com

São Paulo

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COMANDO DA ECONOMIA

Ex-ministro Joaquim Levy foi nomeado diretor financeiro do Banco Mundial. Só para os petistas ele não tenha capacidade. Por que será?

Moises Goldstein mgoldstein@bol.com.br 

São Paulo

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BANCO MUNDIAL

A indicação de Levy é mais que um verdadeiro "chupa, Lula!", "chupa, Dilma!", "chupa, PT!".

A.Fernandes standyball@hotmail.com 

São Paulo

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AS PALAVRAS E OS EXEMPLOS

 

Já diziam os romanos que "verba vana", ou seja, as palavras são vãs. E é uma verdade, porque dona Dilma Rousseff fala, e muito fala, e não dá exemplos, liberando, assim, os empresários e investidores de acreditarem nela. Já o governador de São Paulo, Geraldo Alckmin, fala menos, mas dá exemplos, como é o caso do recente congelamento de seu estipêndio e dos seus secretários. Na realidade, parece ser um dos únicos políticos que ataca e diminui as despesas, desviando seus olhares da receita. No entanto, o governo federal, a exemplo do lulopetismo, esquece as despesas e lança vista contínua para o aumento e criação de tributos, o que torna quase impossível qualquer ajuste fiscal e contenção da inflação.

José C. de Carvalho Carneiro carneirojc@ig.com.br  

Rio Claro

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ALCKMIN E O MST

Ao que consta, o governador Geraldo Alckmin está discutindo encaminhamentos relativos à reforma agrária com representantes do Movimento dos Sem-Terra (MST) em São Paulo - o mesmo organismo social que recebe críticas agressivas de setores conservadores. Como o governador justifica aos aliados o seu procedimento? Como se constata, o nível político efetivamente deu uma paralisada em termos de evolução no campo social.

Uriel Villas Boas urielvillasboas@yahoo.com.br  

Santos

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OPERAÇÃO LAVA JATO

O ex-diretor da Petrobrás Nestor Cerveró disse, em delação premiada, que foi indicado para um cargo na BR Distribuidora pelo ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, por "gratidão". Quanta gratidão! Em nota, o Instituto Lula afirmou que "Lula não tem e não teve relação pessoal com o delator, muito menos o sentimento de 'gratidão' subjetivamente atribuído a ele". Quanta ingratidão!

 

Cláudio Moschella arquiteto@claudiomoschella.net

São Paulo

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PETROLÃO

Para tirar a atenção sobre Lula, daqui a pouco vai dizer que Nestor Cerveró denunciou Getúlio Vargas!

Francisco José Sidoti fransidoti@gmail.com 

São Paulo

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O NOME DO BOI

As denúncias vagas de Nestor Cerveró sobre corrupção envolvendo a Petrobrás e também o governo FHC provocaram certa euforia nos ainda defensores do PT, como se estivessem assistindo a um Fla-Flu. É preciso ficar claro que corrupção é um mal em si mesmo que precisa ser apurado e punido, independentemente de quem a pratique. O que não se admite são denúncias vagas do tipo "ouvi falar". É necessário dar nome aos bois. 

Luciano Harary lharary@hotmail.com 

São Paulo

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COLLOR NA LAVA JATO

A escória de mentirosos, canalhas e patifes delatores, monitorados por cretinos e venais, fantasiados de paladinos de meia pataca, não destruirá nem intimidará o senador Fernando Collor. É ultrajante, torpe e covarde o constante vazamento seletivo contra o ex-presidente da República. Igualmente infame e repugnante que a Justiça permita que sórdidos e desqualificados dedos-duros, já condenados pela Operação Lava Jato, acusem homens públicos com leviandades e mentiras fantasiosas. Não existem fatos concretos, apurações confirmadas, gravações, vídeos, fotos ou textos que realmente possam acusar Collor de irregularidades na Lava Jato. Lamentável e triste que no Brasil vigore, com sucesso, a estúpida e descabida lei que insiste em condenar pessoas apenas baseada em indícios, rumores, especulações e ouvir dizer. O açodamento, a mesquinharia e o cinismo tornaram-se parceiros do ódio, da vingança e do ressentimento. Não se sabe quando terminará a imunda orquestração que visa a destruir reputações. 

Vicente Limongi Netto limonginetto@hotmail.com 

Brasília

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IDEIA

Será que para afastar, de novo, o senador Fernando Collor de Mello da política serão necessárias as manifestações dos caras-pintadas? Epa! Deu uma ideia...

Luíz Frid luiz.frid@globomail.com 

São Paulo

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ÓTIMO NEGÓCIO

O mensalão e o petrolão foram ótimos negócios para todos os seus participantes. Os empresários nunca ganharam tanto dinheiro na vida. Ficar alguns meses com a tornozeleira eletrônica vale a pena, diante do ganho bilionário que essa turma teve. É óbvio que o dinheiro que está sendo devolvido aos cofres públicos representa apenas uma pequena porcentagem de tudo o que foi roubado. A impunidade continua reinando no Brasil, país que esconde as falcatruas dos políticos e governantes, apuradas pela Polícia Federal. Nada vai intimidar essa quadrilha organizada, que atua nos empreendimentos de grande envergadura do nosso país. A verdadeira dimensão do assalto nunca será divulgada para o conhecimento de todos. Vamos continuar pagando impostos e alimentando esse enorme dragão, que tem fome de dinheiro e nunca está saciado. 

José Carlos Saraiva da Costa jcsdc@uol.com.br 

Belo Horizonte 

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A LISTA DE PEDRO CORRÊA

Em negociação com a força-tarefa da Operação Lava Jato e com a Procuradoria-Geral da República para firmar um acordo de delação premiada, o ex-presidente do Partido Progressista (PP) Pedro Corrêa adiantou ter informações capazes de comprometer aproximadamente 100 políticos, entre eles dois ministros do atual governo: Jaques Wagner, da Casa Civil, e Aldo Rebelo, da Defesa. A relação apresentada por Pedro Corrêa durante as tratativas ainda inclui o nome de Aécio Neves (PSDB-MG). Preso em Curitiba, Corrêa foi condenado a 20 anos de prisão sob acusação de corrupção e lavagem de dinheiro no esquema da Petrobrás. A menção a Jaques Wagner, homem de confiança da presidente Dilma Rousseff, se soma a outras feitas ao petista na semana passada. O ex-diretor da Petrobrás Nestor Cerveró também já citou o ministro Jaques Wagner. Pedro Corrêa apresentou ainda uma lista de supostos operadores, entre eles Benedito de Oliveira, o Bené, foco da Operação Acrônimo, que investiga suspeitas de irregularidades na campanha de Fernando Pimentel (PT) ao governo de Minas Gerais. Afinal, os brasileiros, olhando para trás e vendo os 13 anos de governo do 13, chegam à conclusão de que Lula tinha razão ao dizer que nestes 13 anos o PT, o Partido dos Trabalhadores que não trabalham, fez mais que todos os demais governos nos outros 500 anos pós descoberta do Brasil. Conseguiram afundar o Brasil a uma tal profundidade que dificilmente será resolvido em uma ou duas décadas de recuperação.

Benone Augusto de Paiva benonepaiva@gmail.com 

São Paulo

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A JUSTIÇA CASTRADA

A Polícia Federal pede o indiciamento do governador de Minas, o petista Fernando Pimentel, pelos crimes de corrupção, organização criminosa e lavagem de dinheiro. Mas ele é um político, um ser superior, uma entidade sagrada, de outra dimensão, um deus intocável, detentor da inexpugnável imunidade parlamentar, e a Justiça e a polícia não têm poderes para incomodá-lo. Se a polícia e a Justiça pudessem fazer o seu trabalho como se os políticos fossem cidadãos brasileiros comuns, boa parte dos problemas do País desapareceria. Ou o Brasil acaba com a imunidade parlamentar ou os parlamentares vão acabar com o Brasil. 

Mário Barilá Filho mariobarila@yahoo.com.br 

São Paulo

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NENHUMA NOVIDADE

Nestor Cerveró, ex-diretor Internacional da Petrobrás e delator na Operação Lava Jato, além de outros tantos, cita e aponta o secretário dos Transportes de São Paulo, Jilmar Tatto, da (indi)gestão Fernando Haddad, como recebedor de "propina". Nenhuma novidade. Que vergonha para o povo, mas, para "ele", nem tanto! Será que há algum cidadão filiado ou ligado ao PT que não esteja envolvido em nenhuma ilicitude? Se não estiver, precisa provar a sua inocência, para não ser investigado. 

Luiz Dias lfd.silva@uol.com.br 

São Paulo

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CRACOLÂNDIA, O PROGRAMA PIFOU

Quase quatro anos depois que o prefeito Fernando Haddad tentou fazer combate ao narcotráfico na cracolândia, com ostensiva propaganda, o resultado é degradante. Ouvi depoimento na rádio CBN de pessoas que fazem parte do programa, recebendo R$ 100,00 por semana para trabalhar, que não recebem nada para executar suas funções, faltando tudo, até vassouras. Fora que, em vez de melhorar, o tráfico e dependentes aumentaram consideravelmente nos últimos anos. Desde o início, ouvimos vários especialistas dizerem que, sem uma internação, o programa não vingaria, o que agora de concretiza. Mais uma bola fora do prefeito mais mal avaliado de todos os tempos.

Beatriz Campos beatriz.campos@uol.com.br 

São Paulo

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AVENIDA PAULISTA 

É difícil de entender qual o prazer que sentem pessoas em curtir o dia em que a Avenida Paulista está fechada para os carros. Esquentar a bunda na pista asfaltada da avenida ou em suas largas calçadas? As pessoas parecem não lembrar que na mesma avenida existe o Parque Trianon, com bastante verde, onde, creio eu, é muito mais prazeroso circular do que no asfalto ou concreto da avenida.  Para os não mais próximos do Trianon há o Ibirapuera, como também a Praça da República, com muito verde e que apenas precisa ter limpeza constante e policiamento. Para os mais distantes ainda, como moradores da região da Lapa e de Pinheiros, há o Parque Villa-Lobos. Pois é, quem prefere asfalto e concreto ao verde parece mais eleitor birrento tentando defender esta praga de prefeito que elegeram e tanto mal tem feito a São Paulo. 

Laércio Zannini spettro@uol.com.br 

São Paulo

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PARLAMENTOS COMUNAIS DE SÃO PAULO

Qualquer semelhança entre os "parlamentos comunais" do Nicolás Maduro (Venezuela) e as eleições para subprefeitos para a cidade de São Paulo, invenção de Fernando Haddad, não é mera coincidência. Mas apenas uma maneira de tentar manter, ao menos em parte, o poder, ante a iminente derrota nas próximas eleições para prefeito da cidade de São Paulo. Por que isso? Simples: a oposição é inócua e o único partido que ainda tem alguma organização interna é o PT. As eleições para as subprefeituras podem ser manipuladas facilmente pela "base" do partido e manter o poder na maior cidade do País. E de que aí tem o dedo de Lula também não há qualquer dúvida.

Geraldo Roberto Banaskiwitz geraldo.banas@gmail.com 

São Paulo 

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FÚRIA ARRECADATÓRIA

 

São Paulo está com uma legião de desempregados, que sofrem as piores agruras. A capital de São Paulo não foge à regra, com milhares de pessoas sem emprego. O nosso prefeito, Fernando Haddad (PT-SP), indiferente a essa situação calamitosa, anuncia aumento de quase 10% sobre o IPTU. A nosso ver, esse aumento trará consequências ainda mais danosas aos contribuintes desempregados, que, sacrificados pela falta de empregos, não saberão como honrar seus compromissos fiscais. Haddad deveria estar consciente dessa desastrosa situação e ser mais comedido na cobrança abusiva de impostos. 

  

Francisco Zardetto fzardetto@uol.com.br 

São Paulo

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PROFESSORES DESRESPEITADOS

Mais uma notícia ruim: os professores vão ter de engolir, já que não estão dispostos a reivindicar seus direitos, e se bandolearam para sindicatos que nada têm que ver com a Educação. Desta vez, Estados e municípios querem que seja adiado para agosto e mudado o índice do reajuste do piso salarial dos professores. Pela lei, o piso será de 11,36%, mas governadores e prefeitos querem que seja de 7,41%. Como era de esperar, os Estados, alegando a crise, enviaram documento à presidente Dilma solicitando o adiamento do reajuste para agosto e mudança no índice. Secretários da Educação de 13 Estados e do Distrito Federal apoiaram o documento enviado à presidente. Uma desfaçatez, uma vergonha que tais governantes usem a crise para negar o aumento, de acordo com a lei, aos professores, classe pisoteada pelos governos nos últimos 50 anos. No caso de São Paulo, o Estado mais rico da União, os professores, além de não ter dada base, um desrespeito, o governador não deu um centavo de aumento em 2015. Seria bom a presidente devolver o tal documento e perguntar a cada governador e prefeito qual foi o reajuste do IPVA, do IPTU aprovado em seus governos. Mas a presidente não terá essa grandeza, muito menos moral, visto que ela, além de defender a criação de mais impostos, é uma gestora incompetente, pois elevou a conta de luz dos cidadãos nas alturas, ainda os presenteou com inflação, desemprego e mais aumento de energia em 2016. Acordem, professores, pressionem seus sindicatos, cobrem seus candidatos para trazerem de volta o prestígio e o respeito aos que se dedicam à tarefa de ensinar.

Izabel Avallone izabelavallone@gmail.com 

São Paulo

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CONSENSO DE GRAMSCI

Acompanhei a apresentação de um quadro com dados comparativos aos resultados do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) nas suas quatro últimas edições. Em três das quatro matérias exigidas nas provas, a média das notas piorou. Somente em uma matéria houve melhoria, justo na área de conhecimento das ciências humanas. Ou seja, a doutrinação gramscista promovida sobre os jovens em direção ao politicamente correto está prestes a alcançar o êxito total e atingir o consenso absoluto na sociedade. Pobre Brasil! Pobres brasileiros!

Marco Antonio Esteves Balbi mbalbi69@globo.com 

Rio de Janeiro

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EDUCAÇÃO NO BRASIL

Se porventura a presidente Dilma escrever tal como se expressa, especialmente quando fala de improviso, sem dúvida alguma é favorita a engrossar a lista de zeros do Enem. 

Eduardo Augusto Delgado Filho e.delgadofilho@gmail.com 

Campinas

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INFRAÇÕES DE TRÂNSITO

O Código de Trânsito Brasileiro (CTB) promoveu mudanças na lei para tentar coibir os motoristas indiferentes às vagas reservadas para os idosos e portadores de deficiência física. A multa de R$ 53,20 subiu para R$ 127,69 e elevou os pontos na carteira de 3 para 5. Eu sempre me manifestei contra algumas formas de multas, como os radares escondidos, que pune e não previne. Mas no caso das vagas reservadas indicadas por placas e pinturas de solo, acredito que a multa deveria ser muito maior! Os órgãos responsáveis pelas leis de trânsito deveriam ter o bom senso e banir de vez os veículos rebaixados, onde os mesmos atrapalham e muito a mobilidade urbana. O som alto é outro dilema, pois a multa só pode ser aplicada com o teste do decibelímetro, aparelho raro nos departamentos de trânsito, e assim prospera a poluição sonora! Reflexão: viver em sociedade está cada vez mais complexo. Ou não?

Alex Tanner alextanner.sss@hotmail.com 

Sumaré

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