Fórum dos Leitores

LULOPETISMO

O Estado de S.Paulo

02 Março 2016 | 02h55

A saída de Cardozo

A marolinha da corrupção virou um mar de lama, em que o capitão Alma Honesta, no desespero da situação, parece incorporar o paranoico ditador Kim Jong-un: não me ouve, não me obedece, marujos, ou melhor, militância, joguem esse sujeito ao mar!

EDUARDO FOZ DE MACEDO

efozmacedo@gmail.com

São Paulo

Esperança?

Será que o novo ministro da Justiça (Wellington Silva) vai conseguir minimizar as injustiças de que Lula se diz vítima?

ODILON OTAVIO DOS SANTOS

Marília

Paciência zero

José Eduardo Cardozo, de saída do Ministério da Justiça, desabafou: “Perdi a paciência com Lulla”. Pois os brasileiros já perderam a paciência com o Lulla há muito tempo.

JÚLIO ROBERTO AYRES BRISOLA

jrobrisola@uol.com.br

São Paulo

Ministérios

Quando o governador Franco Montoro montou seu secretariado em São Paulo, dizia- se que tinha padrão de ministério. Já os ministérios dilmistas parecem câmaras de vereadores ou happy hour de compadres.

VERA M. S. XAVIER

verasalxavier@gmail.com

Votuporanga

Faltam referências

Dilma Rousseff nomeou Marcelo Castro como ministro da Saúde tendo como objetivo não o aprimoramento da gestão da pasta e uma possível melhoria do sistema de saúde pública, mas, sim, satisfazer a ala governista do PMDB e, assim, diminuir as chances de ser derrubada no processo de impeachment com que se defronta. Agora, Dilma nomeia para o Ministério da Justiça um apaniguado de Jaques Wagner – que, por sua vez, é um dos petistas mais próximos do ex-presidente Lula – e exatamente no momento em que o dono do PT vê a Operação Lava Jato chegando mais perto de seu entorno. Hoje, os únicos objetivos do governo são evitar a própria queda e aliviar os problemas judiciais que a cada dia vão desmistificando a imagem de Lula perante a Nação. A oposição, nesse contexto, poderia estar faturando alto com a implosão do desgoverno petista, propondo caminhos para o Brasil e mobilizando cada vez mais a sociedade contra o desastre administrativo do PT, mas ela está muito ocupada se autodestruindo, como pudemos ver nas prévias para a eleição municipal de São Paulo, que se transformou apenas em mais uma briga de presidenciáveis tucanos e acabou, de forma patética, em pancadaria e acusações de compra de votos. A falta de lideranças e referências no mundo político, e em meio a uma recessão econômica tão profunda, agrava ainda mais o sentimento da sociedade de que a saída da crise demorará muito mais tempo do que se poderia prever. Exceção feita ao juiz Sergio Moro, aos procuradores e à força-tarefa que conduzem com firmeza a Operação Lava Jato, o Brasil encontra-se literalmente à deriva.

HENRIQUE BRIGATTE

hbrigatte@yahoo.com.br

Pindamonhangaba

TUCANATO

‘São Paulo não merece isso’

Esse é o título de um dos editoriais do Estadão de ontem (A3). Vejo com muita tristeza que, no momento em que deveria estar mais unido, o PSDB está caminhando para o esfacelamento por vis disputas internas. Nem da capital eu sou, mas me causa muita preocupação a eleição paulistana. Será que o PSDB mais uma vez quer entregar de mão beijada a Prefeitura da nossa maior cidade? Sou muito admirador do governo e do governador Geraldo Alckmin, mas, assim como muitas outras pessoas, não vejo com bons olhos seu envolvimento direto na campanha municipal. Acho mesmo que ele, como governador, deveria ficar distante da disputa entre os três (agora dois) pré-candidatos. Deve ficar bem claro que esse envolvimento direto não pode ser visto como a mesma coisa que o de parlamentares e outros dirigentes tucanos. De que jeito chegaremos nós, oposição ao lulopetismo, à disputa de 2018? Como diz, no fim, o editorial, “São Paulo merece coisa melhor”.

ÉLLIS A. OLIVEIRA

elliscnh@hotmail.com

Cunha

Dividindo e enfraquecendo

Confusão, brigas, depredação de equipamentos, esse foi o cenário da convenção municipal do PSDB em São Paulo. Uma vergonha! Pregam a conduta correta, mas agem como todos os outros partidos, que tanto criticam. O governador Alckmin é, sem dúvida, um dos responsáveis por isso tudo. Está criando, ou melhor, já criou uma divisão interna no PSDB, que terá graves consequências em 2018. É um partido com muitos caciques e poucos índios, para satisfação do PT e do PMDB. Ainda não entenderam que a divisão enfraquece.

JOSÉ PIACSEK NETO

bubanetopiacsek@gmail.com

Avanhandava

Baixeza

O resultado da prévia do PSDB demonstra não apenas a política rasteira que nós, eleitores, temos de suportar, mas, principalmente, a baixeza que envolve a política brasileira. Parece que os tucanos não têm muito do que falar dos outros partidos.

MARCOS BARBOSA

micabarbosa@gmail.com

Casa Branca

O PSDB decepcionou

Na disputa interna para a escolha do seu candidato a prefeito da cidade de São Paulo, os caciques do PSDB resolveram imitar o PT e “fazer o diabo”. O apoio a um dos pré-candidatos pelas principais lideranças do partido não visa a nenhum interesse pela administração do Município paulistano, que está um caos. Eles apenas estão de olho em seus próprios umbigos para outubro de 2018. Acho que se esquecem de que os seus eleitores não votam em troca de um pão com mortadela e um refrigerante. Depois desse triste episódio, o PSDB conseguiu perder muitos eleitores e dificilmente os recuperará, podendo com isso entregar o nosso país, em 2018, a mais um demagogo.

MARIA CARMEN DEL BEL TUNES

carmen_tunes@yahoo.com.br

Americana

Sem estatura

Com o espetáculo dado pelo PSDB no último fim de semana, cheguei à conclusão de que perdemos o único partido que parecia confiável neste nosso país. É incrível como ficou demonstrado que estão todos em busca do “pudê”, tal como os demais. Quem não consegue nem se pôr de acordo no âmbito do seu partido, como teria estatura para, como presidente da República, costurar acordos para construir o futuro do Brasil, os quais passam por todos os segmentos da população?

ALDO BERTOLUCCI

accpbertolucci@terra.com.br

São Paulo

Cartas selecionadas para o Fórum dos Leitores do portal estadao.com.br

 

AS PRÉVIAS TUCANAS

 

O que ocorreu nas prévias do PSDB para a escolha do candidato do partido para ao cargo de prefeito da cidade de São Paulo, que tem a maior população das Américas e a sétima do planeta, foi patético, lamentável. E, o pior, põe em dúvida se o seu candidato, qualquer que seja o escolhido, terá condições de governar bem a cidade, tendo em vista as desavenças existentes em suas hostes. O PSDB é o partido da oposição que teoricamente teria as melhores possibilidades de eleger o substituto do atual prefeito e consertar tudo de ruim que ele criou numa administração tão desastrosa como eu, paulistano que jamais morou em outra cidade, jamais havia presenciado em minhas sete décadas de existência. O candidato João Dória Junior, segundo acusação dos outros postulantes, emporcalhou a cidade e infringiu a Lei Cidade Limpa, o que obviamente o descredencia de pronto para o cargo de prefeito. Igualmente a briga inaceitável no Tatuapé, entre simpatizantes de Dória Junior e Ricardo Trípoli, depõe contra as suas pretensões. Mas o pior de tudo é que, diante de um espetáculo tão tacanho, o partido ficou desmoralizado perante os paulistanos que deverão ir às urnas no dia 3 outubro. Até lá, seus dirigentes terão de se empenhar para desfazer a péssima impressão que deixaram e recompor a unidade partidária. Cabe, também, acrescentar que o governador Geraldo Alckmin se engana redondamente quando afirma que apoia o empresário Dória Junior por ser ele empresário e trazer experiência do setor privado, pois tal prerrogativa não é necessariamente fator determinante para que possa vir a ser um bom prefeito – na administração pública sua atitude deverá ser diferente da que adota em seus negócios particulares. Por exemplo, recentemente, ele declarou que, se for prefeito, vai vender o Pacaembu, Interlagos e o Anhembi, decisão que não dependerá só dele, muito pelo contrário.

 

Gilberto Pacini benetazzos@bol.com.br

São Paulo

 

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ESPETÁCULO DEPRIMENTE

 

Deprimente o que aconteceu nas prévias do PSDB no fim de semana. No momento em que nossa cidade sofre com a administração calamitosa do sr. Fernando Haddad (PT), a pior da história, ao lado de Celso Pitta, e as opções até agora apresentadas são tão ruins ou até piores do que este cidadão, o PSDB, que tem bons nomes em seus quadros e poderia oferecer uma alternativa viável, prefere ficar brigando entre si, num espetáculo ridículo. O pior de tudo é que o partido talvez lance o sr. João Dória como o candidato, justamente o pior deles. Pelo jeito, São Paulo ou vai sofrer mais quatro anos com o sr. Haddad ou cairá nas mãos de algum aventureiro, tipo Russomano ou Dória.

 

Alexandre Fontana alexfontana70@yahoo.com.br

São Paulo

 

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EM BUSCA DE UMA OPOSIÇÃO VERDADEIRA

 

A menção de Geraldo Alckmin à escolha dos candidatos do PSDB nas conversas em mesas de restaurantes com vinho importado parece deixar explícita a eterna presença de FHC na decisão sobre essas escolhas. Realmente, já passou da hora de o ex-presidente, amante de vinhos e outras delícias, deixar a política fluir, pelo menos para ver se se constrói uma oposição verdadeira, quando bons candidatos são preteridos nas mesas decisórias.

 

Ademir Valezi adevale@gmail.com

São Paulo

 

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‘SÃO PAULO NÃO MERECE ISSO’

 

A propósito do contundente editorial “São Paulo não merece isso” (“Estadão”, 1/3, A3), que condena com propriedade as cenas de pugilato explícito e acusações de toda ordem ocorridas nas votações de domingo passado das prévias para a escolha do candidato tucano à Prefeitura da cidade, em outubro próximo, cabe apenas uma expressão que resume o dantesco espetáculo de circo de quinta categoria: PSDBaixaria!

 

J. S. Decol decoljs@gmail.com

São Paulo

 

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INCOMPETÊNCIA

 

A incompetência do PSDB é tão grande que, ao não conseguir afastar a presidente Dilma por abuso de poder econômico, agora mira seus próprios candidatos. Acorde, PSDB! Dória é um nome novo para a política, trabalhador, com experiência comprovada em gestão. O Brasil necessita de empresários qualificados no poder, e não de discípulos do ex-presidente Lula, que fazem da política uma oportunidade com finalidade exclusivamente pessoal. Pegando carona nas palavras do governador Geraldo Alckmin, as prévias do partido estão sendo realizadas em regime democrático, e não mais em mesas de restaurantes regadas a vinho importado.

 

Eduardo Foz de Macedo efozmacedo@gmail.com

São Paulo

 

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DE EMPRESÁRIO A POLÍTICO

 

São Paulo merece coisa melhor do que João Dória Junior. Sua passagem pela Embratur foi um desastre: ele foi contra a legalização do jogo, alegando acreditar que o jogo não incrementaria o turismo. Basta constatar que o fluxo do turismo no Brasil é de 6 milhões de turistas por ano e Las Vegas, onde só há areia e cassinos, recebe 30 milhões por ano.

 

Aurélio Batista Paiva aureliobpaiva@gmail.com

Brasília

 

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PSDB

 

Serra, Matarazzo, Trípoli, Goldman e seus sequazes, os impugnadores de Dória, que atitude têm e tiveram com relação a Lula, Dilma e à quadrilha petista? São tolerantes, coniventes, cautelosos ou simplesmente omissos e covardes? Diante da miséria cívica, ética e moral que é nosso quadro político atual, acho que se salvam poucos, e Alckmin com certeza é um deles.

 

Mário Rubens Costa costamar31@terra.com.br

Campinas

 

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MUITAS ESTRELAS PARA POUCO CÉU

 

Sempre foi relativamente velada a falta de entendimento entre os caciques do PSDB paulista (Alckmin versus Serra e FHC), mas agora tornou-se evidente nas prévias para a escolha do candidato do partido à Prefeitura de São Paulo. Passando por cima dos interesses de nossa cidade e de nosso Estado, ficou claro que nunca lutaram pelo nosso país, e, sim, por suas carreiras e estrelas próprias. Chega! Está na hora de acreditar em novas figuras, outros partidos, menos egoístas e mais comprometidos com nossa cidade, Estado e nação. Sinto ter desperdiçado por 13 anos meus votos. É muita estrela para tão pouco céu.

 

Beatriz Campos beatriz.campos@uol.com.br

São Paulo

 

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AGORA OU NUNCA

 

Enquanto o PT está desmoronando, o PSDB tem se mostrado um partido composto por amadores. O momento das prévias é uma oportunidade ímpar de demonstrar a coesão do partido, não de tomar medidas intempestivas e passar para a população a imagem de que o partido está acéfalo e dividido. Isso é exatamente aquilo de que os eleitores não precisam. O segredo é abrir mão das vaidades pessoais e marcharem fortes, unidos e decididos. É o que o Brasil merece.

 

Marcos Catap marcoscatap@uol.com.br

São Paulo

 

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A DEMISSÃO DE CARDOZO

 

A imprensa revelou que, antes de decidir deixar o Ministério da Justiça, José Eduardo Cardozo teria recebido a visita de dez fervorosos deputados petistas, que expuseram com todas as letras o perigo da iminência da prisão do líder do partido, Lula. Seriam os mesmos que estiveram, à custa do dinheiro do contribuinte, em São Paulo, no Instituto Lula, para prestigiar o chefe? Tudo isso deveria ser objeto de investigação pela Câmara dos Deputados para eventual abertura de procedimento e consequente perda do mandato por falta de decoro parlamentar. A sociedade não pode se calar e deve conhecer, um a um, os intrépidos políticos que rezam pela cartilha antiBrasil.

 

Yvette Kfouri Abrao abraoc@uol.com.br

São Paulo

 

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UMA VITÓRIA DE LULA

 

A saída de José Eduardo Cardozo do Ministério da Justiça enfraquece o governo da presidente Dilma Rousseff (PT). Trata-se de pessoa séria, correta e competente, um dos poucos que se salvava neste desastroso governo. Esperamos que a Polícia Federal continue com sua autonomia e independência preservadas para fazer investigações essenciais no combate à corrupção no País. Mais uma vitória de Lula e sua turma.

 

Renato Khair renatokhair@uol.com.br

São Paulo

 

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‘ENQUADRAR’ A POLÍCIA FEDERAL?

 

A presidente Dilma Rousseff não se constrange de dizer besteiras, como a de que espera que o novo ministro da Justiça enquadre a Polícia Federal. Não tem noção do que fala. Ademais, é absurdo que no alto cargo que ocupa diga tamanha asneira. Não tem respeito a nada e quer que o órgão policial não cumpra o seu dever. Pode a Federal agir contra qualquer pessoa, desde que não sejam “cumpanheiros” ou o “molusco-mor”. Não tem compostura nem estofo moral para o cargo que exerce.

 

Benedito Silvério Ribeiro beneditosilverioribeiro@ig.com.br

São Paulo

 

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SENTENÇA DE MORTE

 

Se a substituição do ministro da Justiça significa para Dilma Rousseff, e para quem mais da caterva petista e sua podre base aliada, exercer influência sobre a liberdade de ação da Polícia Federal na condução da Operação Lava Jato e de quaisquer outras ações referentes às malversações que ocorreram e que estão latentes ainda no âmbito da administração pública federal, mancomunados com os Poderes Legislativo e Judiciário, tenha ela certeza de que assinou sua sentença de morte.

 

Carlos Leonel Imenes leonelzucaimenes@gmail.com

São Paulo

 

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PREOCUPAÇÃO

 

Não é só a Polícia Federal que está preocupada com a troca de ministro da Justiça. Todos nós, brasileiros, também.

 

Maria do Carmo Zaffalon Leme Cardoso mdokrmo@hotmail.com

Bauru

 

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JOGO DE CENA

 

Dona Dilma não compareceu à festa do partido no sábado, fazendo-nos parecer desgostosa com o PT. Ministro Cardozo pede o boné, mas, em seguida, aceita um cargo na Advocacia-Geral da União (ameaçou sair, mas ficou). A pantomina está feita com a nomeação de Wellington César, ligado ao PT, a Lula e à família marqueteira Santana, e tentará desmanchar também a Polícia Federal.

 

Wilson Matiotta loluvies@gmail.com

São Paulo

 

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NA CARA

 

A troca do ministro da Justiça, em princípio, dá a impressão de que mais um rato abandona o navio que está indo a pique. Mas não! O que está ocorrendo nos bastidores do governo é uma manobra de aparelhamento pelo crime organizado do PT. Sai José Eduardo Cardozo, que assume a AGU, e entra o novo ministro Wellington César Lima e Silva, indicado pelo ex-governador da Bahia e atual chefe da Casa Civil, Jaques Wagner. Consequentemente,  não há duvidas: vai trocar a cúpula da Polícia Federal inteira, com alegações de escolha de “pessoal de minha inteira confiança”. Caso isso ocorra com o atual ministro, vai dar muito na cara. Enfim, vamos aguardar.

 

Arnaldo Luiz de Oliveira Filho arluolf@hotmail.com

Itapeva

 

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NAS MÃOS DE DILMA ROUSSEFF

 

A presidente Dilma mandou às favas o respeito às nossas instituições. Por pressão de Lula, a presidente infelizmente aceitou mudar o comando do Ministério da Justiça, órgão que deveria estar exclusivamente a serviço dos 204 milhões de brasileiros, e não para tentar livrar o ex-presidente e a sua família das investigações da Lava Jato. Com a saída de José Eduardo Cardozo, Lula, que delira estar acima da lei e, principalmente, de não viver num país democrático como o nosso, acredita que o substituto de Cardozo poderá controlar com mão de ferro dignas corporações como da Polícia Federal e o Ministério Público Federal, como se não tivessem autonomia para atuar e investigar como manda a Constituição. Se a situação atual, com recessão econômica, crise política e corrupção no País, já é insustentável, preocupa se o novo ministro da Justiça, o baiano Wellington César Lima e Silva, indicado a dedo pelo ministro da Casa Civil, Jaques Vagner (PT), tentar influenciar o curso das investigações comandadas pelo juiz Sérgio Moro, a fim de beneficiar Lula. Neste caso, certamente o Brasil viverá dias de extrema balbúrdia institucional. Essa responsabilidade está nas mãos da presidente Dilma! E, se na eleição de 2014 ela mentiu e sacrificou o País para salvar seu próprio mandato, o melhor que poderia fazer neste momento, se tiver um pingo de amor à Pátria, é sacrificar o seu mandato, renunciar já, para salvar  o Brasil das mãos do PT.

 

Paulo Panossian paulopanossian@hotmail.com

São Carlos

 

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LEGADO

 

A saída do ministro José Eduardo Cardozo da Justiça está provocando comentários que chamam a atenção. Ele vai deixar um legado importante, qual seja, a atuação da Polícia Federal sob seu comando, que deu lições de seriedade nas investigações, envolvendo a classe política, mas também o empresariado – o que não era comum em tempos passados. O novo ministro, por certo, não vai mudar o quadro, pois o Brasil precisa de uma limpeza em quem pensa que o dinheiro compra todo mundo.

 

Uriel Villas Boas urielvillasboas@yahoo.com.br

Santos

 

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AS VANTAGENS DE LULA

 

A Operação Lava Jato está a apurar se Lula obteve vantagens quando na Presidência da República ou após, com o uso do cargo exercido. Nada mais justo e coerente, porque todo homem público precisa prestar contas de seus atos. Assim, não pode a mudança de ministro da Justiça servir de desculpa para o impedimento das investigações da Lava Jato, da mesma forma que a contenção de gastos da PF não pode existir, sob pena de dar a entender que desejam arrolhar as suas atividades. Ressalte-se, ademais, que direitos individuais não podem servir de capa ou escudo para impedir cometimentos delituais, sendo certo que todo cidadão deve ser respeitado, mas seus crimes, devidamente apurados.

 

José C. de Carvalho Carneiro carneirojc@ig.com.br

Rio Claro

 

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A MAIS HONESTA

 

Lula, se investigado, vai provar que é realmente a alma mais honesta do Brasil. Tudo registrado, declarado à Receita, ganhos no Brasil e no exterior, dinheiro de suas palestras na África e em grandes empresas do Brasil. Quanto ao tríplex no Guarujá e ao sítio em Atibaia, tudo será assumido pelos proprietários e a justificativa será a grande amizade que os une. Quem ousaria não confirmar as declarações do ex-presidente?

 

Luiz Ress Erdei gzero@zipmail.com.br

Osasco

 

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DÁ PARA ACREDITAR?

 

Lula, na festa de 36 anos do PT, disse que os sócios de seu filho Fábio Luiz, Fernando Bittar e Jonas Suassuna, compraram o sítio de Atibaia como presente surpresa para ele e família aproveitarem depois de deixar a Presidência. Como diria Kate Lyra, tão bonzinhos esses sócios! Já a empreiteira Odebrecht pagou a milionária reforma do sítio porque seus diretores também são tão bonzinhos.  Êta bondade da peste, sô! Vou escrever para eles e saber se ainda tem um pouco dessa bondade sobrando. Estou precisando de um sítio para descansar com a família. E ainda tem gente que acredita?

 

Silvano Corrêa scorrea@uol.com.br

São Paulo

 

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FOI ASSIM EM ATIBAIA?

 

Tenho um sítio em Ibiúna, que recebi de presente de mim mesmo (que surpresa!). Estou necessitando de um sistema de aquecimento para a piscina, de pedalinhos para o lago, algumas reformas na casa principal e da instalação de uma torre de celular, já que os celulares não funcionam no local. Estou selecionando ofertas de empresários interessados em executar essas melhorias a custo zero. Portanto, não se acanhem, a propriedade é bonita e os proprietários (um simpático casal) são pessoas agradáveis e cordatas.

 

Nestor Rodrigues Pereira Filho rodrigues-nestor@ig.com.br

São Paulo

 

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LARANJAL

 

O assunto da atualidade é a reforma fiscal. O governo briga por mais impostos, visto que não consegue, ou não  quer, acertar suas contas pelo corte das despesas, que são muitas, só para falar das supérfluas. Se somássemos os roubos e desvios publicados diariamente pela imprensa e detectados pelos órgãos competentes – Tribunal de Contas da União (TCU), Procuradoria-Geral da República (PGR), forças-tarefas, entre outros –, a soma já cobriria grande parte do déficit fiscal. Mas hoje volto a um tema mais prosaico: as doações. Outro dia apontei que o fato de a “famiglia Lula da Silva”  (pai e filhos) morarem em imóveis cedidos por não parentes em primeiro grau acarreta a obrigação de que o proprietário do imóvel pague Imposto de Renda sobre o valor, de no mínimo 10% do valor venal do imóvel. Roberto Teixeira e os amigos/sócios dos filhos de Lula pagaram tal imposto? Agora divulga-se que Lula recebeu o sítio de presente (doação) de Jacó Bittar. Ora, qualquer doação no Estado de São Paulo que supere o valor de 2.500 UFESP (valor de R$ 53 mil em 2015) deve pagar ITCMD de 4% do valor venal ou do valor declarado na doação, o maior. Pergunta simples: os doadores, seja lá quem tenha sido, pagaram o  ITCMD? Se pagaram, sigam o dinheiro e encontrarão o “doador”; se não encontrarem , procurem no pomar do próprio sítio os inúmeros pés de laranja.

 

Claudio Juchem cjuchem@gmail.com

São Paulo

 

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DE NINAR

 

Lendo a “istória” da defesa de Lula sobre o sítio Santa Bárbara, em Atibaia (SP), lembro das histórias que minha avó nos contava quando não queríamos dormir. É “istória” para dormir, e nada mais! Haja!

 

Edivelton Tadeu Mendes etm_mblm@ig.com.br

São Paulo

 

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LEMBRETE

 

Quero lembrar aos amigos que queiram me fazer uma surpresa comprando um sítio para me dar de presente, favor providenciar uma bela cozinha completíssima Kitchens. Vocês sabem, gosto de pilotar fogão. E podem deixar que vou, pessoalmente, cuidar das obras!

 

Aparecida Dileide Gaziolla aparecidagaziolla@gmail.com

São Caetano do Sul

 

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EXPLICAÇÕES

 

Lula diz que nada sabe sobre o que todos sabem que ele sabe.

 

Roberto Twiaschor rtwiaschor@uol.com.br

São Paulo

 

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PF

 

PF: Polícia Federal ou prato feito? Lula acha que é prato feito. Vamos deixar?

 

Gilberto Dib gilberto@dib.com.br

São Paulo

 

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DEPOIMENTO VIP

 

Por meio de seus advogados, Lula informou suas condições para esclarecer os questionamentos do Ministério Público Estadual (MPE) sobre o tríplex 164-A do Condomínio Solaris, no Guarujá: apresentar suas “explicações” por escrito à “autoridade imparcial”. Essa tentativa é, no mínimo, estranha em face do fato de que ele, a “alma mais honesta” do Brasil, é o maior beneficiado pelo esclarecimento desta situação esdrúxula, refutando as provas apresentadas pelo MPE. Na falta de autoridade imparcial, sabendo que os juízes de Haia não entendem o jeitinho brasileiro, o que ele tem em mente, uma comissão de parlamentares petistas?

 

Omar El Seoud ElSeoud.USP@gmail.com

São Paulo

 

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CHICANA DE TRAMBIQUEIROS

 

Lula tenta mais uma vez não depor perante o Ministério Público sobre o tríplex e o sítio, com uso de várias chicanas, aliás, iguais às usadas por Eduardo Cunha (PMDB-RJ) para evitar a sua cassação na Câmara dos Deputados. Afinal, quem ensinou para quem esses expedientes?

 

Júlio Roberto Ayres Brisola jrobrisola@uol.com.br

São Paulo

 

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RÉU CONFESSO

 

Esta fuga desesperada de Lula de depor não levaria à conclusão de que já é réu confesso?

 

Luíz Frid luiz.frid@globomail.com

São Paulo

 

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GRANDE ERRO

 

Lula fala que “vão quebrar seus sigilos bancário e fiscal”. Até parece! Por acaso Lula tem alguma coisa em seu nome? Tudo o que ele tem ou que manda fazer é através de laranjas ou interpostas pessoas. Filhos, noras, amigos, companheiros, mulher, todos eles são usados para a ocultação de bens e vantagens ilícitas recebidas por este senhor, pelo que se viu até agora. É claro que a quebra de sigilo de Lula não encontrará nada. Se até celular o homem diz não ter (usando, provavelmente, o da esposa), que dirá dinheiro na conta bancária em seu nome? Lula é liso, é esperto, é vivo, mas nos toma a todos, inclusive a Polícia Federal e o Ministério Público, por estúpidos. Grande erro!

 

Maria Cristina Rocha Azevedo crisrochazevedo@hotmail.com

Florianópolis

 

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SEGUINDO EM FRENTE

 

Uma coisa é certa: tão cedo Lula, Marisa e Lulinha não vão ao sítio em Atibaia. Mas eu acho que deveriam ir. Não só lá, como também explicar tudo aos promotores. Quem não deve não teme, não treme e segue adiante!

 

Sérgio Aranha da Silva Filho aranhafilho@aasp.org.br

Garça

 

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O LEVANTE DA JUSTIÇA

 

Tenho consciência de estar vivendo um momento absolutamente histórico no Brasil, em que alguns homens heroicos ousaram desafiar uma organização criminosa que envolve o governo e empresários graúdos. E aqueles não podem ser barrados por nenhum destes, pois estão protegidos pela investidura legal de seus cargos. O povo confia mais do que nunca nos bravos procuradores, promotores, agentes da Polícia Federal e no juiz Sérgio Moro, e testemunhará isso indo para as ruas no dia 13 de março. Nosso povo sofrido tem a força em suas mãos!

 

Elisabeth Migliavacca elisabeth448@gmail.com

São Paulo

 

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QUEM SÃO ESTES CARAS

 

Who are those guys? Frase repetida tanto por Paul Newman quanto por Robert Redford ao se referirem à patrulha de perseguidores no filme “Butch Cassidy/Sundance Kid”. Na equipe havia um índio mateiro, especialista em tracking (rastreamento). Colocava o ouvido no solo e indicava a distância que separava a patrulha da dupla de bandidos. Nem João Santana nem sua esposa, Mônica Moura, contavam que estão lidando com as equipes da Polícia Federal e do Ministério Público Federal, em suma, profissionais de alto nível. Pelas declarações (“Estadão”, 27/2, A4) da defesa do casal, Mônica, muito consciente e devidamente orientada, em consonância com o discurso do advogado, limitou-se ao crime da sonegação fiscal, daí mantendo a legalidade da origem dos recursos. Alega que “não declarou as contas porque aguardava a promulgação de lei de repatriação de valores que retiraria o caráter ilícito da manutenção da conta na Suíça em nome da Shellbill”. Apoiado nessa tese, o casal admite a sonegação fiscal e se propõe a pagar as multas com o beneplácito da nova lei, de caráter arrecadatório, que reduz a multa a 30% quando qualquer cidadão comum, apanhado pelo pente fino do Imposto de Renda, paga multa de 100%. A tese foi utilizada anteriormente pelo marqueteiro antecessor Duda Mendonça, que escapou de pena maior por decisão do ministro Ricardo Lewandowski. Da trama bem urdida, resta a esperança de que se trate de tese requentada e que os profissionais do MPF e o juiz do feito, com base em provas inequívocas, provem que o casal mentiu nos depoimentos. Foram crimes premeditados, executados por profissionais e em valores incalculáveis, surrupiados de impostos devidos, enquanto morrem brasileiros nas filas nos postos de saúde – e ainda existem outros que roubam da merenda das crianças... Quem pode isentar o próprio Santana como conselheiro da presidente de estar cooperando com políticos envolvidos em propinas para o abrandamento da Lei do Repatriamento?

 

Sérgio Brasil Gadelha sbgadvocacia@gmail.com

São Paulo

 

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‘SIMPLES SONEGAÇÃO FISCAL’

 

Os advogados do João Santana classificam o caso como “simples sonegação fiscal”. É, coisa boba, sem importância. O que é sonegação? Nada. Quem vai se preocupar com isso, não é mesmo? A que ponto chegamos e o País também, ao ponto de sonegação fiscal não ser mais nada. A que ponto o PT trouxe este país!

 

Panayotis Poulis ppoulis46@gmail.com

Rio de Janeiro

 

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O HOUDINI BRASILEIRO

 

A campanha de reeleição de Dilma Rousseff, repleta dos truques de seu marqueteiro João Santana, deve ter irritado os deuses e provocado um carma ruim, pois nunca uma fraude de tamanha magnitude foi desmascarada de forma tão rápida. João Santana transformou o Brasil do PT numa grande vila Potemkin, cuja fachada não aguentou a primeira chuva, deixando entrever um país completamente falido. Mas era preciso ganhar a qualquer custo, abusando da boa-fé do eleitorado e explorando os seus medos mais sinceros, propagando boatos e mentindo sobre os adversários. Mas o feitiço logo se voltou contra o feiticeiro e a “mágica” ficou real, eis que os desempregados sem comida na mesa dos filmes da campanha de Dilma logo passaram a ser uma triste realidade. O mágico Houdini era mestre em sair de enrascadas e em romper cadeados, mas todos sabiam que era uma ilusão e aplaudiam no final. João Santana, nosso Houdini às avessas, transformou sua mágica em realidade, eis que a crise está aí para todos verem, e terminou preso e algemado, sob o sorriso de escárnio de sua esposa e assistente de palco.

 

Luiz Augusto Módolo de Paula luaump@yahoo.com.br

São Paulo

 

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UM SONHADOR

 

Realmente, só está faltando para o marqueteiro João Santana, romântico e sonhador, um banquinho e um violão. Haja cinismo!

 

Celia H. Guercio Rodrigues celitar@hotmail.com

Avaré

 

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MULTINACIONAL DOS PALADINOS

 

A turma do mensalão, nas palavras de Joaquim Barbosa, era parte de uma organização criminosa. Se o que o casal Santana alega procede, trata-se, agora, de uma multinacional com operações em vários continentes. É o Brasil exportando know-how de como explorar o imaginário popular para obter o poder e de como transformá-lo numa fonte inesgotável de riqueza em prol dos paladinos dos pobres e oprimidos.

 

Jorge Alberto Nurkin jorge.nurkin@gmail.com

São Paulo

 

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CONSULTORIAS SUPERFATURADAS?

 

Pelas dezenas de milhões de reais da consultoria prestada pelo marqueteiro João Santana, ele aparenta ter frequentado a mesma prestigiosa academia que José Dirceu, a Petrobras de fama internacional. Aliás, cadê as provas documentais dessas transações, volumosos livros desses trabalhos, mal cabendo nas gavetas, as notas fiscais e os recibos de pagamento?

 

Pablo L. Mainzer plmainzer@hotmail.com

São Paulo

 

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ACARAJÉ OU DÓLAR

 

Lendo a reportagem da página A4 da edição de sábado, sob o título “‘Mais 50 acarajés’, diziam executivos”, não resta a menor dúvida de que se trata de dólares, pois certamente não passará sob os olhos dos competentes investigadores da Polícia Federal o texto que sugere tratar-se da indagação se havia algum doleiro de confiança no Rio: “Meu tio, vou estar amanhã e depois em SP; será que dava para eu trazer uns 50 acarajés dos 500 que tenho com você? Ou posso comprar aqui mesmo, no Rio? Tem alguma ‘bahiana’ (sic) (doleiro) de confiança aqui?”. Até quando esta organização criminosa comandada pelo PT vai tratar o provo brasileiro como néscio? Fora PT, PMDB et caterva! O Brasil não merece ser espoliado da forma como está sendo.

 

Carlos Benedito Pereira da Silva carlosbpsilva@gmail.com

Rio Claro

 

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CURIOSIDADE

 

Perguntar não ofende: gostaria de saber qual o interesse da Odebrecht em pagar por campanhas no exterior.

 

José Wilson de Lima Costa jwlcosta@bol.com.br 

São Paulo

 

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À DISPOSIÇÃO DA JUSTIÇA

 

A Odebrecht declarou que nada foi apreendido em sua sede no Rio de Janeiro e reafirmou que está, “a bem da transparência, assim como seus executivos, à disposição das autoridades”. A empreiteira Queiroz Galvão, por sua vez, informou que não foram encontrados documentos de “interesse da investigação” em seu escritório, em São Paulo, e se disse “à disposição das autoridades” (“Estadão”, 27/2, A13). A Justiça agradece a ambas as empreiteiras por não se declararem “indisponíveis” para as autoridades!

 

Cláudio Moschella arquiteto@claudiomoschella.net

São Paulo

 

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FICÇÃO

 

Sugestão à Academia Brasileira de Letras: pleitear para os advogados da Lava Jato o Prêmio Nobel de Literatura, pelas impecáveis e insuperáveis peças de ficção produzidas nas justificativas de seus representados. É barbada!

 

Ricardo Hanna ricardohanna@bol.com.br

São Paulo 

 

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FARMÁCIA POPULAR

 

O único benefício criado pelo governo que eu utilizava era o programa “Aqui Tem Farmácia Popular”, comprando um remédio com um bom desconto sobre o seu preço de tabela. Eu já havia lido que haveria cortes no programa, mas fui surpreendido com o valor do medicamento, que era R$ 3,18, e ficou agora por R$ 16,95. Praticamente o preço de venda em algumas farmácias fora do programa. Não seria mais honesto a presidente Dilma Rousseff dizer ao povo que o PT conseguiu falir o Brasil e que o programa acabou?

 

Ronaldo Gomes Ferraz ronferraz@globo.com

Rio de Janeiro

 

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BATALHA PERDIDA CONTRA O MOSQUITO

 

Microcefalia, síndrome de recente registro, contribuinte para a imagem negativa da Nação, não têm encontrado a solução tampão, à altura para o bloqueio e a interrupção da indesejável dispersão. Inconcebível seu curso à atualidade, pois que o arquivo pátrio assinala RGS exemplares de Oswaldo Cruz, Emilio Ribas, Vital Brasil, Carlos Chagas, Adolpho Lutz, Pereira Barreto, eles que frequentaram o pódio dos vencedores da febre amarela, malária, varíola, peste, em época em que a sociedade se mostrava intoxicada por rejeição rígida a qualquer inovação, em que as revelações da microscopia microbiana e parasitária eram incipientes, em que os instrumentos de controle não passavam de rudimentares, em que a exígua arma contra os supostos “venenos” não passavam de primários antivenenos. Como se explica a discrepância com o estado atual, se veículos de infecção são identificados, meios de transmissão são conhecidos, se temos à mão instrumentos mais eficazes para combate e nossos contemporâneos mostram ansiedade para participar das medidas sanitárias de identificação e controle? Pior, além das notificações ao dia e à hora, adicionam-se o desapontamento e o descrédito por declarações de autoridades da Saúde, quase sempre desastrosas! Recentemente, numa mesa redonda difundida pela televisão sobre Zika, ouviu-se repetidamente “o Aedes aegypti é um bicho”... “um bicho que não é nosso”! Antítese do “petróleo é nosso”? De um ex-administrador máximo da saúde pública: “Pela diminuição da mortalidade da dengue, já marcamos alguns gols”. O dignitário confunde mortalidade com letalidade, desconhecendo definições, de uma e outra, estabelecidas pela Organização Mundial da Saúde (OMS) para fins notificativos. Cáspite “bicho Aedes”! Ora! Bicho que é nosso, o jogo de bicho, lugar cativo por aí onde circulamos, algures, discretos pontos de aposta identificados pelos aficionados! Que tal convocar o Neymar para enfrentar o poderoso esquadrão Aedes, cuja torcida uniformizada, temível, tem sede de sangue mesmo fora da arena? O craque marcaria muito mais que alguns gols, ainda mais porque o 11 do Aedes – habilidoso − só tem ataque, mas defesa frágil. Verdade é que têm titulares e reservas de qualidade! Agora vem a Farda para combater o mal. Não que lhe falte competência. As Forças Armadas sempre demonstraram boa vontade e aceitação para o trato com a população civil, tanto nas fronteiras do País quanto na área urbana, como ficou patente no Mundial de Futebol. Bom, também, por seguir o exemplo dos Aliados da 2.ª Guerra Mundial (Brasil respondeu “presente!”), cujas Forças Armadas desde então apuram medidas de desinfecção e de profilaxia, exercem pesquisa científica de alto nível e dispõem de hospitais de crédito elevado. O Aedes aegypti − “bicho” para um ou outro, “mosquita” para outrem de preparo fundamental − é artrópode hematófago de tal fereza que, a despeito de descoberto e rejeitado, investe reiteradamente no assédio ao humano até efetuar o pouso no vasto aeródromo cutâneo para encher o “tanque” com o combustível hemabras, indispensabilidade à preservação da espécie. Quando o especialista entrevistado diz que “ele [mosquito] gosta de gente”, quis aludir, mais apropriadamente, que a fêmea da espécie − a atriz da picada, a mestra da inoculação do vírus − é antropofílica, isto é, prefere o sangue, o do humano ao do animal (zoofílica). Se permanecesse aderida ao corpo, como outros artrópodes hematófagos, o piolho do corpo, o carrapato, também, veículos de infecções não menos graves, sua rejeição seria mais pronta. Difícil de ser evitada, portanto, a atividade do pernicioso agente internacional Aedes. A extensão territorial e a diversidade de recursos locais recomendam que se arregimentem equipes sanitárias de pessoal treinado e coeso no trabalho de campo, para atender ao momento reclamado, in loco, com a finalidade de esclarecer, prestar assistência, prevenir, educar e, afinal, sugerir regulamentação à cúpula sanitária. Equipes seriam multiprofissionais − da Medicina, seu carro-chefe, o sanitarista experiente e acatado −, considerados os pesquisadores científicos: biólogo, enfermeiro, laboratorista, dentista, veterinário, educador em saúde, engenheiro sanitarista. Para tanto, é preciso que haja a continuidade da programação sanitária – beneficiária a comunidade −, governo, pós-governo e que a atuação da autoridade maior de Saúde seja vista como firme, acessível, coerente e apolítica. Essa a opinião sensata manifestada em baixa voz, por um dos participantes na dita “Roda Viva” da TV, sobre foco Aedes, Zika e microcefalia. Importa o “saber ouvir” a área de saúde local e curtir o diálogo sem transparecer superioridade de conhecimento científico, “salvando” observações valiosas da sabedoria regional e dos administradores públicos interessados. Questões atuais, crise econômica e microcefalia, têm raiz comum apontada por um dos participantes à mesa de discussão: descontinuidade, das medidas úteis à comunidade, resultante das alternações de poder político (ausente o saudoso governador Carvalho Pinto, que anunciou e cumpriu com os colaboradores o modelar “Plano de Ação”). Fenômenos, ambientais uns, epidêmicos outros, sacodem o território nacional, ora violando a natureza, ora agravando pesadamente comunidades, sobressaltando a população inteira. Novos ou recorrentes, mas comparáveis na dramaticidade, nenhuma área jaz sob completa tranquilidade. Em contraposição, seca dos mananciais e inundações imediatas às copiosas precipitações pluviais; explosões em série e incêndio tenebroso de tanques de ácidos na área urbana; fratura de viaduto, imoralidade de parlamentares... Atores, ou materiais ou personalizados, da desorganização. Organizado apenas o crime. Ponhamos fé nas nossas autoridades públicas, para que vão aprendendo com os tropeços.

 

Arary C. Tiriba, professor da Unifesp/Escola Paulista de Medicina e membro da Academia de Medicina de São Paulo

São Paulo

 

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DA SAÚVA AO AEDES

 

Ou o Brasil acaba com o Aedes ou o Aedes acaba com o Brasil. Essa história já ouvimos antes, pois quem é antigo, como eu, se lembra claramente da época em que a formiga saúva, por causa do desmatamento descontrolado, ameaçava o que sobrava da vegetação nativa e das lavouras. Hoje, diante da severa epidemia de zika, dengue e chikungunya em todo o território nacional, as autoridades públicas, como de costume, tentam transferir para a população toda a responsabilidade por sua praticamente absoluta ausência em ações práticas. Foi também assim no caso da formiga saúva. O ponto crucial é que, mesmo com tantas epidemias decorrentes da já citada ausência do poder público naquilo que é uma de suas incumbências fundamentais, a educação e a devida orientação daqueles que pagam por sua tutela social, o Brasil vai sobreviver. Isso porque, de forma também clara e inequívoca, o Brasil resiste com firmeza a todo tipo de parasitismo que pessoas supostamente esclarecidas utilizam para enriquecer. Tudo isso e muito mais, à custa da imensa massa de 200 milhões (ou quase, ninguém sabe ao certo) de pessoas, como consequência da já citada ausência do Estado nas atividades cotidianas. Desde a época de Roma já é sabido que a prática de dividir para governar e a filosofia de pão e circo são ótimas para que o poder seja mantido nas mãos de pessoas que, em casos como o nosso, só fazem perdurar a lamentável situação de nosso povo. E, quanto maiores as correntes políticas, mais fácil fica para que o poder seja mantido. Mas, mesmo sem saber por que, eu ainda acredito que o Brasil sobreviverá, ainda que seja apenas com a famigerada e de longa data conhecida formiga saúva e com o nosso Aedes, que detém o título de nosso inimigo numero 1, como se assim o fosse.

 

Neves Terriani Laera nlaera@gmail.com

Rio de Janeiro

 

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VACINA CONTRA O ZIKA

 

Enviei ao Conselho de Gestão do Patrimônio Genético (MMA) o texto a seguir: “O artigo ‘Esbarramos na burocracia ao buscar vacina’, no jornal ‘O Estado de S. Paulo’ de 26 de fevereiro de 2016, à página A17, dá a entender que, se não existisse o Conselho de Gestão do Patrimônio Genético, talvez já tivéssemos uma vacina contra o zika salvando várias vidas infantis e evitando o sofrimento familiar. Como acredito que o prestigioso jornal não minta, gostaria de saber por que não enviaram imediatamente ao cientista brasileiro trabalhando nos EUA material para que ele terminasse a vacina. Imagino que o burocrata que negou o pedido do cientista possa me esclarecer o motivo da recusa, e nessa ocasião peço que se identifique com nome, sobrenome e formação acadêmica.

 

Eduardo Nascimbeni eduardo@nascimbeni.com.br

São Paulo

 

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MICROCEFALIA

 

Não se trata de uma questão semântica: microcefalia é um termo genérico que inclui uma grande variedade de afecções. Microcefalia primária, na maior parte das vezes causada por mutações genéticas, e microcefalia secundária, relacionada a efeitos ambientais: uso abusivo de álcool pela gestante, ação de substâncias nocivas como mercúrio e infecções congênitas como sífilis, toxoplasmose e, ao que tudo indica, zika vírus. O quadro clínico determinado em fetos humanos pelo zika vírus é muito diversificado. Por esse, motivo é imperioso denominá-lo de Síndrome do Zika Congênita.

 

Thomaz Gollop, professor de Genética Médica pela Universidade de São Paulo trgollop@usp.br

São Paulo

 

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EPIDEMIAS

 

Analisando friamente os prós e os contras, chegaremos a uma triste e caótica realidade: nós não deveríamos ter tanto receio em combater e exterminar o Aedes aegypti, transmissor da dengue. Mas, sim, deveríamos nos preocupar em erradicar o “Aedes petisti”, a maior praga transmissora da corrupção, de roubo do dinheiro público, de desvios e superfaturamentos incontroláveis, necrosando o País e sua população.

 

Angelo Tonelli angelotonelli@yahoo.com.br 

São Paulo

 

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ESTACIONAMENTO NA SALA SÃO PAULO

 

No dia 26/2, quinta-feira, fui assistir a um concerto popular na Sala São Paulo. Ingresso para aposentados, R$ 7,50. E eu, como muitas pessoas, deixei o carro no estacionamento, por segurança (percebam que a região é perigosa). Na saída, a surpresa: preço do estacionamento, por uma hora, R$ 25,00. Senhores, tenham consciência do absurdo. É preciso rever urgentemente este preço, ainda mais em temporada promocional do teatro.

 

Valdir Pricoli  cambuci@yahoo.com

São Paulo

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