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Fórum dos Leitores

LULOPETISMO

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O Estado de S.Paulo

10 Março 2016 | 03h00

A casa de Irene

Não há mais limite para essa “quadrilha” que ocupa o governo em Brasília, em todos os níveis. O cidadão Lula, também conhecido como Brahma, é recebido para jantar em palácio com seu poste Dilma. Não bastou a visita dela a São Bernardo à nossa custa. No dia seguinte ele comparece a café da manhã com o presidente do Senado, que também está sob investigação, e mais alguns senadores que não primam pela vergonha na cara. Cogita-se ainda de nomear o messias para algum ministério ou embaixada, com o firme propósito de livrá-lo da Operação Lava Jato e os processos serem encaminhados ao STF, que sabidamente aliviará as consequências. Até quando, Senhor? Todos na Paulista domingo!

SERGIO CORTEZ

cortez@lavoremoveis.com

São Paulo

Colhe o que plantou

Enquanto Fernando Henrique Cardoso está em Lisboa como convidado de honra para a posse do novo presidente de Portugal, Marcelo Rebelo de Sousa, outro ex-presidente, desmoralizado e sem convite do país amigo, colhe o que plantou: perde cada vez mais o apoio de seus eleitores, faz de tudo para fugir da polícia e da Justiça e assiste ao reconhecimento de FHC como um dos mais respeitados estadistas da História recente.

PAULO PANOSSIAN

paulopanossian@hotmail.com

São Carlos

Como assim?

O PT pressiona o inominável, autointitulado jararaca, a aceitar ministério para obter foro privilegiado? Como assim? Quer dizer que nem mesmo os cumpanheiros acreditam na alma mais honesta? Elles sabem...

APARECIDA DILEIDE GAZIOLLA

aparecidagaziolla@gmail.com

São Caetano do Sul

Um é pouco

Então o mais honesto, agora o mais fujão da Justiça, vai virar ministro? Vai precisar de mais alguns ministérios: um para dona Marisa, mais dois para os filhos e, claro, não se pode esquecer a madame Rosemary Noronha.

IVAN BERTAZZO

bertazzo@nusa.com.br

São Paulo

Boa ideia...

Lula ministro? Mas que excelente ideia! Ele será perfeito para gerir o Ministério do Bem-Estar Pessoal e do Fomento das Relações Amigáveis, atividade que vem exercendo com brilho e eficiência há anos, como comprovam os fatos que conhecemos. Creio mesmo que seria imbatível na função.

REGINA MARIA PEÑA

reginapena.adv@hotmail.com

São Paulo

Valhacouto

Pelo amor de Deus, dona Dilma, não lhe dê o Ministério da Educação. Esconda-o do dr. Sergio Moro em outro lugar.

ADRILES ULHOA FILHO

adriles@uai.com.br

Belo Horizonte

Prevalência da justiça

Interessante, nenhum bandido quer ser julgado pelo dr. Sergio Moro. Por quê? Por obra e arte da virtude da certeza de que a impunidade não prevalecerá. Com simplicidade franciscana: há juiz em Curitiba.

ISABEL KRAUSE ROCHA SOUTO

souto49@yahoo.com

Brasília

Chegamos lá!

Parece que só podemos contar com o juiz Sergio Moro mesmo. Além da coragem e determinação, responde em tempo ao anseio da sociedade que se quer livrar o quanto antes deste governo e seu partido, que destruíram o País. A depender da classe política e do resto do Judiciário, notadamente do STF, permaneceríamos mais alguns anos sendo arrastados pelos infindáveis recursos, delongas, verdadeiros golpes por brechas nas leis e nos regimentos para manter os corruptos nos cargos, estendendo a roubalheira usual. Já estamos em guerra com este governo petista e esta classe política sofrível e irresponsável há anos, não é mais possível adiar o que se tornou insustentável, levaram o País a estado de calamidade e guerra civil camuflada, mas já incontrolável. Intolerância, revolta, desespero e desesperança acometem os cidadãos que agora partem para o momento decisivo. Ante a omissão geral nos três Poderes, o Brasil encontrou seu líder e vai à luta. Não tem volta.

RONALDO PARISI

rparisi@uol.com.br

São Paulo

A reação desproporcional de Lula, incitando seus pelegos ao confronto, é prova inequívoca de que a jararaca mordeu a isca. Parabéns a Sergio Moro.

FRANCISCO JOSÉ SIDOTI

fransidoti@gmail.com

São Paulo

Prisão preventiva

Lula e seu partido não estariam cometendo uma ingratidão ao falarem mal da Lava Jato e do juiz Moro por causa da condução forçada dele para depoimento? É provável que a prisão preventiva tenha sido evitada somente por se tratar de um ex-presidente.

EUCLIDES ROSSIGNOLI

euclidesrossignoli@gmail.com

Avaré

Leitura sadia

Renan Calheiros deu um exemplar da Constituição federal a Lula. Recomendo que ele pelo menos dê uma olhada no artigo 5.º, que começa assim: “Todos são iguais perante a lei”...

ODILON OTÁVIO DOS SANTOS

Marília

Martírio

Lulla diz que se o matarem vira mártir. Ora, mártir é o povo brasileiro!

VICTÓRIO CANTERUCCIO

vicv@terra.com.br

São Paulo

Sobre as bobagens que o Lula falou (herói, mártir ou presidente), eu prefiro mártir.

LUIZ ROBERTO LIMA DE MORAES

luizroberto@thermoprat.com.br

Jundiaí

Dentre as opções apresentadas pelo debochado capo petista, várias pessoas o preferem mártir. Em nossa opinião, a melhor solução é que ele vire herói atrás das grades, ao lado de seus diletos companheiros já encarcerados.

ULISSES NUTTI MOREIRA

ulissesnutti@uol.com.br

Jundiaí

Cumprimentos

Como brasileiro democrata, cumprimento José Nêumanne e Roberto Livianu pela clareza como expõem a situação do governo brasileiro (9/3, A2). Seria bom que todos os brasileiros lessem.

JOÃO RICARDO SILVEIRA JALUKS

jr.jaluks@hotmail.com

São José dos Campos

 

Cartas selecionadas para o Fórum dos Leitores do portal estadao.com.br

LULA MINISTRO

As notícias correntes são de que o governo cogita uma solução para livrar Lula do confronto com o juiz Sérgio Moro: sua nomeação para algum ministério qualquer, dando-lhe foro privilegiado. Este seria o tiro de maior calibre que o Partido dos Trabalhadores (PT) daria no próprio pé, especialidade da agremiação. Se havia alguma dúvida de que o governo Dilma já acabou – na minha opinião, o segundo mandato nem sequer  iniciou –, a nomeação de Lula para cargo com foro privilegiado será a pá de cal.  

Claudio Juchem cjuchem@gmail.com 

São Paulo

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A GOTA D’ÁGUA

O governo está discutindo a possibilidade de oferecer um ministério a Lula para que ele não possa ser preso, para contar com imunidade. Esse tipo de atitude é muito próprio de tiranias, de regimes ditatoriais e será a gota d’água para a população demonizar ainda mais os que hoje estão no governo.  Se realmente fizerem isso, seria o caso de perguntar: em que ministério? Se for na Casa Civil, estarão oficializando o cargo de Dilma, isto é, “despachante”, a pessoa encarregada de fazer, como sempre, o que Lula manda. Pode ser também no Ministério da Justiça, para tentar segurar a Polícia Federal. Um outro lugar poderia ser o Ministério da Educação, para justificar o slogan “Pátria Educadora”. Se oferecerem e Lula aceitar, o ato provocará indignação ainda maior entre os brasileiros, sem contar que internacionalmente esse governo será colocado, definitivamente, no mesmo plano em que se encontram Nicolás Maduro, da Venezuela, o cocaleiro Evo Morales, da Bolívia, e outros governantes imoráis da América Latina.  Decididamente, não merecemos isso.

Alvaro Salvi alvarosalvi@hotmail.com 

Santo André

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MEDO DO JUIZ

 

Lula ministro? Só essa que faltava! Como dizem os mineiros, “uai”, é medo do Moro!

Alessandro Lucchesi timtim.lucchesi@hotmail.com

Casa Branca

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O MINISTÉRIO NA BACIA DAS ALMAS

Dilma oferecer um ministério para Lula evitar a prisão é um ultraje, um total desrespeito à nossa democracia, tão duramente conquistada.

Maria do Carmo Zaffalon Leme Cardoso mdokrmo@hotmail.com

Bauru

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IMORALIDADE

Um ministério para Lula se livrar da cadeia? Mais uma vez, este (des)governo brinca com fogo, pois parece que a observância ao princípio constitucional da moralidade é o que menos importa.

Odilon Otávio dos Santos

Marília

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ESTOQUE DE BOBAGENS

Quando se pensa que Dilma Rousseff esgotou o estoque de bobagens, ela se supera mais uma vez, pensando em nomear Lula ministro, para protegê-lo da Justiça. Com esse gesto, Dilma explica à opinião pública que quem deve teme.

Cloder Rivas Martos closir@ig.com.br 

São Paulo

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NÃO DÁ MAIS

É aquilo que a gente vem falando há tempos: Dilma é muito perniciosa, não pode continuar à frente deste grande país que é o Brasil, e de país nenhum! E não é que ela convidaria Lula, aquele que diz que, se for preso, vira “herói”, a assumir um cargo de ministro a fim de ele se livrar da prisão? Usa seu mandato de presidente da República a seu bel prazer, está nem aí para os brasileiros, para a ética, para o respeito às instituições. Fica cada vez mais evidente que ela se mantém presidente com o exclusivo intuito de salvar a própria pele e a de seus camaradas, utilizando os meios que o cargo lhe confere. Renunciar? Jamais! Além de não ter essa grandeza, como abandonar a máquina pública, que lhe dá suporte para sua tentativa de salvação? Que mais falta para provar sua nocividade, além de tudo o que nos deixa como herança? Maldita, né? Lula e Dilma, que dupla!

Myrian Macedo myrian.macedo@uol.com.br  

São Paulo

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A FORMALIZAÇÃO DA INDECÊNCIA

Caso a “alma mais honesta deste país” aceite cargo para ministro, que tal criarmos o Ministério dos Corruptos? Assim formalizamos esta indecência. 

Ariovaldo J. Geraissate ari.bebidas@terra.com.br

São Paulo

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CONFISSÃO DE CULPA

A presidente, quase diariamente, se insurge contra o que para ela são julgamentos precipitados. Mas, se vier a acolher Lula em seu ministério, já terá feito o julgamento do ex-presidente. Portanto, para ela, Lula tem culpa, corre riscos e necessita de proteção.

 

Jose Wilson Gambier Costa jwilsonlencois@hotmail.com 

Lençóis Paulista

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PERTO DO FIM

Lula ministro é sinal de que o arremedo de governo Dilma que restou se aproxima do ocaso.

Francisco José Sidoti fransidoti@gmail.com 

São Paulo

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HERÓI, MÁRTIR OU PRESIDENTE

O ex-presidente Lula declarou: “Se me prenderem, eu viro herói. Se me matarem, viro mártir, e, se me deixarem solto, viro presidente de novo”. Isso é o que chamamos de demagogia. Mas será que conseguirá ser novamente presidente? Haja mortadela!

Carlos E. Barros Rodrigues ceb.rodrigues@hotmail.com 

São Paulo

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AS TRÊS OPÇÕES DE LULA

“A partir de agora (...)”, torço com firmeza pela primeira opção das três que Lula citou: virar herói. Herói no xadrez, como Zé Dirceu, Marcos Valério e outros. A segunda opção pode ser descartada, pois somos todos mortais, e “ela” virá naturalmente. Ou ele pensa que é imortal? A terceira opção acho pouco provável pelo andar da carruagem da Polícia Federal.

Adriles Ulhoa Filho adriles@uai.com.br 

Belo Horizonte

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BEZERRO DE OURO

A insensatez vai ao infinito. O ex-presidente se postou entre três opções: virar herói, mártir ou presidente. Para presidente, em 2018, desafia até o dom da vida dado por Deus. Esqueceu-se da outra opção, esta adotada por seus seguidores: tornar-se o bezerro de ouro moderno. A situação atual não é muito diferente daquela do povo conduzido por Moisés: ao invés da lei, preferiram adorar um bezerro de ouro, tendo recebido o merecido castigo. Agora, os seguidores se saem com uma pérola: torná-lo ministro para evitar que vire herói (na forma como ele assim entende). A que ponto chegamos: presenciar  a transformação do “pixuleco” em bezerro de ouro! 

 

José Roberto Cicolim jrobcicolim@uol.com.br 

Cordeirópolis 

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HERÓI

Então o “homi”, se prenderem, vira herói; se matarem, vira mártir; e, se o deixarem solto, vira presidente? Herói de quem, “cara pálida”? Só se for dos aloprados. Mártir, só se for dos puxa-sacos, e presidente, só se for do clube dos praticantes do Artigo 171. Gabarito para isso não lhe falta. Ele só engana os que querem ser enganados. Sempre foi como papagaio: só tem pena e prosa. E, também como se diz: o coração se contenta com ilusões, mas o estômago é mais exigente.

Antonio Molina molinaengenharia.santafe@gmail.com 

Santa Fé do Sul

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AINDA LULA...

“Se me deixarem solto, viro presidente”, se o prenderem, vira presidente do Instituto Butantã, pela enorme quantidade de veneno armazenada numa única criatura.

Luiz Ress Erdei gzero@zipmail.com.br

Osasco

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ELEITO

Lula está certo: se não for preso, vai ser eleito o maior vigarista brasileiro, como nunca antes houve...

Godofredo Soares godofredocaetanosoares@gmail.com  

São Paulo

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E$TE É LULA

Constou na primeira página do “Estadão” de 9/3 a reflexão feita pelo ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva: “A partir de agora, se me prenderem, eu viro herói, se me matarem, viro mártir, e, se me deixarem solto, viro presidente de novo”. É o que ele quer, mas o povo não quer. Excelente confissão dos crimes cometidos. Antes de mais nada, vire brasileiro e devolva tudo o que roubou do País e cumpra a pena condenatória; ou. se tiver coragem, siga o exemplo de Getúlio Vargas, e será apenas um bandido suicida. Sem ética, sem moral, sem caráter, sem princípios, sem educação e sem nenhuma humildade. E$te é (ou foi) Lula? Opine e comente o que você acha.

 

Luiz Dias lfd.silva@uol.com.br 

São Paulo

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QUAL A DIFERENÇA?

Golpes, falcatruas, malandragens, conchavos e tudo o mais que o PT e o governo condenam em Eduardo Cunha (PMDB-RJ) também são fartamente usados por Dilma Rousseff, como a venda de ministérios, a demissão e a nomeação de ministro no dia seguinte e, agora, esta última de oferecer um ministério a Lula para lhe dar imunidade e livrá-lo do juiz Sérgio Moro. A que ponto de indecência e sem-vergonhice chegou este governo!

Ronaldo Gomes Ferraz ronferraz@globo.com 

Rio de Janeiro 

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O APAGAR DAS LUZES

É impressionante observar como o PT funciona.  Lula ministro é o último suspiro desse partido que não está sabendo se retirar do poder com um mínimo de dignidade. Até as pessoas mais cuidadosas em seus comentários e observações estão ficando perplexas com tanto desespero para se manter no poder. Acho que está chegando a hora de Lula fazer os seus comícios na cadeia e de a “presidenta” partir. Sejam ao menos um pouquinho sensatos, o jogo está acabando e as luzes vão se apagar, esteja a jararaca com ou sem cabeça. E o Brasil vai comemorar.

Madalena Nitz madanitz@gmail.com 

São Paulo

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NOVO MINISTÉRIO

A “presidenta” Dilma pensa em nomear Lula para um ministério, dando-lhe foro privilegiado. Já temos o Ministério da Pesca. Que tal criar para ele o Ministério da Jararaca?

 

Silvano Corrêa scorrea@uol.com.br

São Paulo

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REDENÇÃO

Até que enfim, após Lula se comparar a uma cobra e achar que sobreviveu à Operação Lava Jato, o  bispo-auxiliar da Arquidiocese de Aparecida, dom Darci José Nicioli, em seu sermão dominical, convocou a sociedade brasileira a “pisar a cabeça da jararaca”. Parece que a Igreja Católica está tentando se redimir de um tremendo erro. Em 1980, a Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), infestada de comunistas caviar que, junto com os picaretas da Teologia da Libertação e os intelectuais que não leem, comunistas do mundo artístico que só passam féria em Paris e trabalhadores que nunca trabalharam, liderados, lógico, por um crápula extremamente populista e preguiçoso a ponto de esmagar o dedo numa prensa para conseguir, e conseguiu, uma aposentadoria precoce, criaram a maior organização criminosa de que se tem notícia e que até hoje atua no País, dilapidando o nosso patrimônio, aparelhando o Estado, segregando a população e tentando se perpetuar no poder. É louvável a atitude deste bispo. Espero que ele não seja transferido para a tríplice fronteira de Brasil-Colômbia-Peru e nunca seja divulgada a notícia de que ele tenha sido “devorado” por índios. Não estou exagerando, lembrem-se de que a organização já matou dois prefeitos e deixou no rastro mais sete assassinatos nunca esclarecidos. Boa sorte, Dom Nicioli!

Humberto de Luna Freire Filho hlffilho@gmail.com 

São Paulo 

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NÃO ENTENDEMOS

No palanque em “comemoração” ao dia da “condução sob vara”, Lula discursava e chorava. Rui Falcão, ao seu lado, sorria, satisfeito. Ninguém entendeu nada.

Maria Cristina Rocha Azevedo crisrochazevedo@hotmail.com 

Florianópolis

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LINGUAGEM FIGURADA

Causou-me espanto ouvir o ex-presidente Lula usar o termo “jararaca” para se referir a ele mesmo. Esse vocabulário está a anos luz do vernáculo de uma pessoa culta que deveria governar uma nação do tamanho da nossa. Mas, pensando bem, acertou em cheio. Nunca vi a linguagem figurada ser tão bem aplicada. Até então, nunca tinha visto tanta verdade sair da boca de uma pessoa. As características do ofídio, rastejar, inocular veneno, causar pânico, matar, trocar de pele, se alimentar do ser mais fraco e ser sorrateira, nunca foram tão bem exemplificadas. Parabéns, sr. Luiz Inácio, por ter sido tão transparente e verdadeiro.

Everson Rogério Pavani roger.advog@gmail.com 

São Paulo

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JARARACA

Além de Sérgio Moro, agora também o Instituto Butantã está à sua caça!

Robert Haller robelisa1@terra.com.br 

São Paulo

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O QUE É? O QUE É?

É filhote de jararaca, tem cara de jararaca, é peçonhenta como jararaca, mas não é jararaca, posto que tem um dedo médio enorme, farto e bem nutrido. Resposta, dia 13 de março, domingo, na Avenida Paulista, porque ligar o computador na segunda-feira de manhã, para declarar o Imposto de Renda, ver em quanto seremos roubados, após ver aquela cena indecente e não enfartar, só pela misericórdia de Deus mesmo. 

Marcia Meirelles marciambm@yahoo.com.br 

São Paulo

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UM MINISTÉRIO PARA ESCAPAR DE MORO

Socorro, Instituto Butantã! Capturem esta jararaca!

 

José Roberto Niero jrniero@yahoo.com.br 

São Caetano do Sul 

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É BOM LEMBRAR QUE É MORTAL

Lula terá uma audiência com Sérgio Moro, só que desta vez não poderá fugir, como andava fazendo nas demais solicitações do Ministério Público e da Polícia, e depois dá uma de inocente dizendo que bastaria um convite e ele compareceria, depois de criticar a condução coercitiva para depor no dia 4/2. Driblou várias vezes o oficial de Justiça para não testemunhar na ação da Operação Passe Livre, que investiga José Carlos Bumlai. Sérgio Moro aproveitou a condução coercitiva para intimar Lula a comparecer à Justiça Federal em São Paulo, no dia 14 de março, às 9h30. Seu depoimento será tomado por videoconferência. Por esse convite Lula não esperava. O ex-presidente precisaria de alguém que lhe dissesse: “Memento mori”! (lembre-se de que você é mortal).

 

Leila E. Leitão

São Paulo

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LULA E A JUSTIÇA

 

Enquanto Lula considera que pode arrostar as instituições judiciárias, como se observa de sua negativa de comparecer ao Ministério Público do Estado de São Paulo, apresentando declarações por escrito, o que o sujeita a uma nova condução coercitiva, desta feita irrepreensível, um homônimo, chamado por equívoco à presença do juiz Sérgio Moro, homem simples como a grande maioria deste povo de Deus, prestou, inclusive, juramento de dizer a verdade. Como já dizia Victor Hugo (“O homem que ri”), um andrajoso então levado à presença de um juiz, depois de pronunciada uma sentença de absolvição, ainda assim deixa o prédio majestoso da Justiça em desabalada carreira. 

 

Amadeu R. Garrido de Paula amadeugarridoadv@uol.com.br 

São Paulo

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OS CRÍTICOS DE SÉRGIO MORO

Li no “Estadão” esta semana que os integrantes do grupo conhecido como “Juízes pela Democracia” estão contra as decisões do dr. Sérgio Moro no caso da Operação Lava Jato. O Brasil está nesta situação falimentar e exposto à quadrilha do PT exatamente pela existência de pessoas como as que integram este grupo de juízes. Sou advogado militante há 45 anos e afirmo que os que integram referido grupo são aqueles que menos gostam de trabalhar; nenhum deles é vocacionado para a profissão e as piores sentenças são as por eles proferidas. Tivéssemos 2 mil juízes da qualidade do dr. Sérgio Moro, e o Poder Judiciário brasileiro seria muito mais sério e respeitado. 

Carlos Alberto Ferreira carlos.alberto572@terra.com.br 

Águas de Lindóia

 

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SHOW MIDIÁTICO

É estranho que associações de juízes e alguns ministros do Supremo achem que houve exageros e até show para a mídia na condução coercitiva do ex-presidente. A nós, os iguais mais comuns, parece-nos mais midiática a transmissão de julgamentos no Supremo pela televisão, faltando apenas mostrarem os “artistas” nos camarins e que a opinião destes senhores está baseada em que o ex-presidente é mais igual que os outros. Dos demais não há reclamação! Estão com medo de um eventual renascimento da fênix, o que prejudicaria uma promoção? Ou é por estas opiniões que os pobres não têm chances em instâncias superiores?  

M. Mendes de Brito voni.brito@gmail.com 

Bertioga

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VÍTIMA

Lula não precisa bancar a vítima, basta que faça como fez no mensalão: diga que não sabia de nada e que foi traído, e seus fanáticos seguidores acreditarão. Ainda bem que os seguidores alienados ou enganados estão diminuindo, permanecendo praticamente o seu grupo de milicianos e os que participam do butim, pois não pretendem largar o bem-bom. Está cada vez mais difícil de esconder todos os malfeitos. É muita gente para ficar quieta e bancar os heróis na defesa do poderoso chefão. Pessoal, abram o bico, estamos todos ávidos para conhecer finalmente a verdade!

Alberto Bastos Cardoso de Carvalho albcc@ig.com.br  

São Paulo

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A CONDENAÇÃO DE MARCELO ODEBRECHT

Cumprimento o juiz federal Sérgio Moro pela condenação do empreiteiro Marcelo Odebrecht à pena de 19 anos de reclusão, pela prática dos crimes de corrupção ativa e lavagem de dinheiro. Justiça foi feita. A Operação Lava Jato, com a condenação de grandes empresários e empreiteiros corruptos, é um marco positivo na luta contra a impunidade dos ricos e poderosos no Brasil. A lei vale para todos, esse é o princípio republicano que não pode ser esquecido jamais.

 

Renato Khair renatokhair@uol.com.br 

São Paulo

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PROGRAMA DE PROTEÇÃO

Em junho de 2015, na iminência da prisão do filho Marcelo Odebrecht, o pai, Emilio Odebrecht, afirmou que, se o rebento fosse preso, deveriam construir mais três celas: uma para ele, uma para Lula e outra para Dilma. Pois bem! O herdeiro está condenado a 19 anos de prisão e o pai quer que o prisioneiro não espere para fechar o acordo de delação premiada, embora este queira poupar criador e criatura. Sugiro que esse mistério deva ser investigado a fundo e a família, incluída em programa de proteção à testemunha, assim recomenda a previdência, em razão de suspeitas a pairar sobre alguns desaparecimentos estranhos de companheiros daqueles a serem atingidos pela delação.

Aparecida Dileide Gaziolla aparecidagaziolla@gmail.com 

São Caetano do Sul 

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UM HOMEM DE PALAVRA

O senhor Emilio Odebrecht é um empresário bem-sucedido e um homem de palavra. Portanto, acho bom alguém providenciar a compra dos tijolos para a construção de mais três  celas, ou seja, uma para ele, outra para Lula e a última para a presidente Dilma, conforme sua declaração de 20/6/2015, ocasião da prisão do seu filho Marcelo.

Arnaldo de Almeida Dotoli arnaldodotoli@hotmail.com

São Paulo

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‘INSTITUIÇÕES EM FRANGALHOS’

Em 13 de dezembro de 1968, o “Estadão” publicou o editorial “Instituições em frangalhos”, pouco antes do AI-5. Passados quase 48 anos, em pleno regime democrático, os frangalhos continuam, agora com os mensalões, petrolões, lulopetismo e o Estado brasileiro sem crédito algum. Uma vergonha.

Wetemberg Aires de Oliveira  berg1971@gmail.com

São Paulo

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PERDERAM O RUMO E O PRUMO

 

Editorial da casa de domingo (6/3, A3) chama abertamente o ex-presidente Lula de “chefe do bando”. Há tempos que eu, em meu círculo de amigos e familiares, chamo o PT de “máfia” e Lula de “chefe da máfia”. Indiscutivelmente, a sigla é uma organização criminosa, que tem Lula como chefe. Chefe de quadrilha, assim como Al Capone ou Pablo Escobar, nem mais, nem menos. E o pior é que está tudo não “na cara” que nem dá para eles redarguirem, tanto que o próprio “capo” dessa camorra há muito abdicou de fazê-lo, preferindo fazer a linha “perseguido político”, vociferando contra a “mídia golpista”, o Ministério Público, a “justiça tucana” e outras idiotices do gênero. Após seu depoimento à Polícia Federal na sexta-feira, o “capo” foi flagrado falando ao celular em vídeo gravado pela deputada aliada Jandira Feghali (PCdoB-RJ), no qual é nítido ouvi-lo dizer à sua interlocutora, a presidente Dilma, “eles que enfiem no c... o processo” em que seu nome é arrolado. Só por aí já dá para sentir o apreço de Lula pelas instituições democráticas e o “nível” de rodapé de lupanar do cais do porto de quem nos governou e hoje nos governa. Já perderam o norte. E agora estão perdendo o prumo.

Silvio Natal silvionatal49@gmail.com 

São Paulo

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O VÍDEO

Após a divulgação do vídeo gravado pela deputada Jandira Feghali, o País inteiro pôde ver o preparo do ex-presidente e da atual presidente do Brasil. Quando se fala em preparo para assumir certos cargos, não se fala só de estudo, mas de educação, caráter, honestidade e do que mais não foi mostrado no vídeo. As investigações vão continuar, sim, Lula, e, se for culpado, quem vai ser enfiado na cadeia são você e seus companheiros. Depois de tanto exemplo de falcatruas, desonestidade e corrupção, as crianças deste país têm de ter tempo e a chance de perceber que ser honesto ainda vale a pena.

Olavo Bruschini o.bruschini@terra.com.br 

Monte Azul Paulista

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A VERDADEIRA FACE

O vídeo gravado por uma militante petista e vazado nas redes sociais e na internet, com Lula dizendo o que a Polícia Federal e a Procuradoria poderiam fazer com os processos da Lava Jato, mostra a certeza da impunidade deste senhor.

Cesar Araujo cesar0304araujo@gmail.com 

São Paulo

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POR QUE A INSISTÊNCIA?

A presidente Dilma Rousseff vem insistentemente defendendo o ex-presidente Lula após os eventos da última sexta-feira. Não vou ficar reclamando, aqui, que ela fica viajando para cima e para baixo à custa dos contribuintes, defendendo um (mais que) suspeito de crimes cometidos contra a Nação. Mas a insistência em não se distanciar de vez do ex-presidente e candidato a presidiário só pode indicar duas possibilidades, e nenhuma delas é boa. Ou a presidente é oligofrênica ou ela faz parte do grupo criminoso do qual o ex-presidente é suspeito de ser o comandante. E olhem que a probabilidade de ser os dois não é pequena...

Oscar Thompson oscarthompson@hotmail.com 

Santana de Parnaíba

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DESORIENTADA

Nunca antes na história deste país um presidente da República chegou ao extremo em dedicar-se a proteger quem na Presidência a colocou, enquanto o País afunda pela péssima gestão a olhos vistos. Criticar decisões judiciais é típico do petismo quando seus interesses não são atendidos. Coercitivamente levado a depor, não foi privilégio de Lula diante das roubalheiras mostradas pela Lava Jato, lembrando que mais 114 pessoas foram pelo mesmo caminho, e disso nada se falou. Não satisfeita com a subserviência a Lula, a “mulher sapiens” põe na conta da oposição o fato de estar esta “sistematicamente dividindo o País entre nós e eles”. Tergiversar faz parte do arsenal de justificativas sem nexo presidencial. E, a completar o quadro dantesco, vem o ex-ministro Gilberto Carvalho alertar que “estão brincando com fogo” os que acusam Lula, o puro, que não sabe de nada. Afinal, pretendem os petistas fazer do Brasil uma nova Venezuela? Não conseguirão.

Mario Cobucci Junior maritocobucci@gmail.com

São Paulo

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MORDEU A ISCA

Lula mordeu a isca, achou que poderia manipular o povo, a imprensa e a oposição. Esqueceu que sua luta a partir de agora é com a polícia e com a Justiça. A oposição agiu certo em se fingir de morta, como na época com Paulo Maluf. Eles que se entendam, e a política segue.

Adilson Massa amassa1409@gmail.com 

São Paulo

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OPOSIÇÃO?

Apesar de toda a turbulência política existente no Brasil hoje, não temos visto os senadores José Serra, Tasso Jereissati, Aloisio Nunes, etc. se pronunciarem publicamente. Basicamente, se veem na mídia fazendo oposição Aécio Neves e Pauderney Avelino. Acho lamentável essa inoperância, essa incompetência da oposição ao governo federal. Ainda por cima se veem acusações da situação de que a oposição é a culpada pela divisão atualmente existente no Brasil, o que não faz sentido, pois o tumulto político existente decorre das atuações dos procuradores e juízes federais, e não da oposição.

Marcos Venicio Sanches mvsanches@gmail.com 

São Paulo

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A FALÊNCIA DA CONSTITUIÇÃO DE 1988

A edição do “Estadão” de 6/3/2016 é um verdadeiro mosaico da crise em que nos encontramos. Fernando Henrique Cardoso, em sua postura usual de estadista – até porque casos de polícia têm de ser tratados pela polícia –, reflete em “Cartas na mesa” (página A2) sobre a Constituição de 1988 e algumas das suas imperfeições, muitas objeto de críticas quando da sua promulgação, como a distribuição de benefícios sem contar com receita; a proliferação de partidos; etc.; muitas questões em aberto que seriam tratadas depois, pois naquele momento ninguém segurava o dr. Ulysses e todos os brasileiros no esforço da redemocratização, a mim incluso, que trabalhei em 1986 em diretório acadêmico para oferecer contribuições à Carta Magna. Numa demonstração de que as críticas não eram infundadas, e passados 28 anos da promulgação, temos o Estado brasileiro em vias de insolvência – não esquecendo a contribuição de novos últimos governantes nesse sentido –, um partido que era o arauto da moral e dos bons costumes e que poderia ser considerado o único partido autêntico no Brasil, concordasse-se ou não com seu ideário, no fundo do poço, como atesta um de seus fundadores, Olívio Dutra (página A10), quando afirma: “Quero que o PT saia da inhaca em que se meteu”, percepção que muitos do PT se recusam a enxergar, o que poderíamos atribuir a muitas matizes, tanto de ordem ideológica e/ou talvez de apego ao poder. Já esta “inhaca” foi retratada de forma excelente na página A3, no editorial “O chefe do bando”. Conforme nos ensina Manoel G. Ferreira Filho, já em 2001, sobre reforma, revisão e alteração constitucional: “A lei suprema não pode ser editada de uma vez para todo o futuro”, e acredito que está na hora de pensar na reforma, que seria a carta “ás de ouro”, não obstante de realizar as alterações prementes propostas por FHC, dado qualificar antes os jogadores a participar do “jogo de cartas” dessas alterações – qualificação essa que parece está para ser aplicada pelo nosso Judiciário –, de forma a tirar nosso país da paralisia em que se encontra, mas não nos esqueçamos da reforma. Ela urge, e estou disposto a colaborar novamente, assim como muitos outros brasileiros.

 

José Nestor C. Cerqueira nestor.fwb@terra.com.br 

São Paulo

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‘CARTAS NA MESA’

Ao ler o artigo “Cartas na mesa” (6/3, A2), de Fernando Henrique Cardoso, identifiquei-me claramente com seus pensamentos. A situação que vivemos hoje se trata de uma crise política que resulta na crise econômica, por causa da má gestão da economia pelos políticos. Por exemplo, o ambiente ruim que está na nossa política espanta investidores de outros países. Devemos reconhecer, também, que, além de ser uma crise estruturalmente política, é algo que não chegou de repente, portanto ela vem se formando com os anos, mas sendo deixada de lado, até seu ápice chegar. Como diz o próprio Fernando Henrique, “só nas crises se fazem grandes mudanças”. Um grande exemplo disso é a crise hídrica vivida por São Paulo em 2015, que acabou fechando as portas de pequenas empresas e reduzindo a produção das maiores, mas novamente não foi algo repentino, desde o começo deste século São Paulo vem enfrentando crises hídricas, porém somente nos momentos mais difíceis notou-se uma tentativa de mudança pelo governo. Essas mudanças tomadas pelo governo até então têm se mostrado ser resoluções momentâneas. Assim, precisamos encontrar um jeito de não ser somente uma mudança que morra no momento, mas que se reflita num futuro melhor. E a forma mais adequada de fazer isso seria mudarmos a cultura da política de nosso país, reconstruindo a ideia de política que está hoje na cabeça do povo brasileiro, e, desta forma, encontrando um meio mais certo de exercê-la, porém vale ressaltar que isso seria um longo processo.

Frederico Gosling do Amaral amaral.frederico@uol.com.br 

São Paulo

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A VINGANÇA DE ALCKMIN

Por não conseguir esquecer 2006, quando, contra todos os prognósticos desfavoráveis, Geraldo Alckmin ainda assim resolveu lançar-se candidato a prefeito de São Paulo, mesmo que os paulistanos satisfeitos com os dois anos de administração Serra acenavam que votariam no seu indicado e vice, Gilberto Kassab (o que hoje demonstrou que, afinal, erramos), agora nosso governador, movido pelo rancor, decide apoiar João Doria, que nas prévias do PSDB para a Prefeitura de São Paulo entrou chutando o balde pela porta dos fundos, e quer nos empurrá-lo como candidato pela goela abaixo. Mais ainda: Alckmin aparece na mídia recebendo vassalagem de ninguém menos que Paulo Maluf. Aliás, o mesmo azarão de Fernando Haddad... Caro governador Alckmin, tenho alto apreço pelo seu trabalho como administrador, mas meu respeito por sua figura política está craquelado. Se pensa que vingança é prato que se come frio, na maioria das vezes ele já está podre, nem se come mais. Repense! Ainda dá tempo!

Mara Montezuma Assaf montezuma.scriba@gmail.com

São Paulo

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A HISTÓRIA SE REPETE

Parece que o governador Geraldo Alckmin não aprendeu a lição com sua derrota na eleição presidencial de 2006. Nesse pleito, depois de uma heroica e inesperada arrancada de última hora, conseguiu chegar ao segundo turno com reais chances de vitória contra Lula. Entretanto, no dia seguinte da contagem de votos do primeiro turno, o dr. Alckmin aceitou o apoio do casal Garotinho, aparecendo em foto, neste mesmo “Estadão”, sorridente, ao lado do casal. Com apoios tão prestigiados, o dr. Alckmin conseguiu ter no segundo turno menos votos que no primeiro. Agora, revivendo a experiência, o governador acaba de receber o apoio do ex-prefeito Paulo Maluf, sendo fotografado todo sorridente ao lado do ex-prefeito. A história se repete.

Luigi Petti pettirluigi@gmail.com 

São Paulo

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ELOGIO NEGATIVO

O governador Alckmin deve querer saber que adversário político pediu para Maluf elogiar sua gestão.

Luíz Frid luiz.frid@globomail.com 

São Paulo

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SACRIFÍCIO

Chamou-me a atenção a entrevista do sr. Pedro Wongtschowski, presidente do Instituto de Estudos para o Desenvolvimento Industrial (Iedi), no caderno de “Economia” de 8/3 (página B6). Diz o referido cidadão: “Não se tira o Brasil da situação em que está sem sacrifício”. Pois bem, sacrifício de quem, cara-pálida? A repórter, arguta e perspicaz, perguntou: “Quem tem de abrir mão de quê?”. Então, a resposta não surpreende, é cantilena de sempre. Objetivamente, respondeu: mudar as conquista sociais dos trabalhadores, cortar gastos públicos, reduzir ministérios e cargos políticos, nem pensar; diminuir lucros das empresas – se é que as indústrias ainda os têm –, nem pensar. Em resumo, apenas o povo paga a conta. Há mais. A repórter indaga: “Que tipo de sacrifício?”. A resposta não podia ser mais clara: insinua que se “jogue nas costas dos trabalhadores”, além de se mostrar simpático à atual política e de acreditar que, se o povo pagar a conta, dona Dilma termina o governo que não começou. Em que país vive este presidente, senhores industriais?

Carlos B. Pereira da Silva carlosbpsilva@gmail.com 

Rio Claro

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MEXAM-SE

Dilma, Lula, PMDB, PSDB, PT, esquerdas só estão preocupados com vencer eleições. O povo, o País que se danem. A maioria do setor público é ineficiente e cara. Privatizem, promovam a concorrência, proíbam o monopólio, o fim da burocracia, reduzam impostos de exportação, reduzam juros, tenham responsabilidade fiscal, façam a reforma tributária, incentivem a produção, modernizem-se, ponham fim aos subsídios. Estão perdidos? União nacional.

Jefferson Antônio Barbi

Sorocaba

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DESVIOS NOS FUNDOS DE PENSÃO

Um novo fantasma aterroriza os funcionários das empresas estatais: os desvios nos fundos de pensão patrocinados pelo atual governo. Além dos desvios apurados na Petrobrás, já contabilizados em mais de R$ 50 bilhões, e os casos Eletrobrás, Caixa Econômica Federal (CEF), Correios, BNDES, etc., agora é a vez dos fundos de pensão. Na Postalis, os prejuízos apurados já passam de R$ 5 bilhões. Os funcionários do Banco do Brasil (BB) são a bola da vez. Após o BB deixar de aportar R$ 8 bilhões na Previ, para inflar seus lucros e pagar dividendos à União (mais uma pedalada!) – dinheiro que deveria ser destinado à melhoria nas pensões e aposentadorias que não ultrapassam, em média, R$ 2,5 mil –, os aposentados e pensionistas da Previ se deparam com um prejuízo de mais de R$ 400 milhões, dinheiro aplicado (a mando de quem?) na Sete Brasil, empresa em estado falimentar. O que mais revolta é que, enquanto a média das complementações não ultrapassa R$ 2,5 mil (e ainda sobre isso incide desconto mensal de 8% para o fundo), alguns príncipes como o ex-presidente do BB levam uma aposentadoria da Previ de R$ 62 mil. É realmente um exemplo de ética e apreço para com os funcionários da estatal. A Caixa de Assistência também recebe o mesmo tratamento e periga deixar milhares de aposentados na rua da amargura. É este o governo dos trabalhadores?

 

Elio S. Santos ele56@bol.com.br 

Brasília

 

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INSS, DÉFICIT E DESCONTROLE

É muito estranho o comportamento do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS). Falam de déficit e, então, tentam corrigir prejudicando permanentemente aos aposentados; tentam criar mais impostos para tampar o rombo, mas a gestão é no mínimo descontrolada e até criminosa, sempre contando com a ajuda de médicos despreparados e de funcionários aproveitadores do sistema. Refiro-me especificamente ao sistema de encostar funcionários por meses e meses, adiando as perícias indefinidamente, prejudicando desta forma o próprio INSS e as empresas que perdem o funcionário e têm de contratar outro para suplantar aquele que foi encostado indefinidamente. Há uma irresponsabilidade enorme nisso, e me pergunto o porquê de nenhum promotor tomar cartas no assunto para investigar de fato se os médicos encostam os funcionários com diagnósticos certos e depois de terem realmente provado que o funcionário necessita ficar encostado. Há uma enormidade de casos de pessoas encostadas sem terem feito qualquer exame exaustivo que demonstre a necessidade dessa medida. A última moda são a crise de pânico e a depressão, milhares de trabalhadores encostados à espera de uma perícia, o INSS pagando o salário e a empresa privada pagando mais um.

Osvaldo Daniel Salas salas.osvaldo.daniel@gmail.com 

Foz do Iguaçu (PR)

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‘NOVOS TEMPOS NA AMÉRICA DO SUL’

Lendo o magnífico artigo de Sergio Amaral (“Novos tempos na América do Sul”, 8/3, A2) e, como uruguaio residente no Brasil, pergunto-me por que a análise comparativa do panorama sul-americano tem um (na verdade dois) ponto cego: Chile e Uruguai são países “de esquerda” (se isso quer dizer algo hoje) e, no entanto, têm um desempenho aceitável. Não quero dizer que sejam uma maravilha, mas que escapam de raspão da maioria das pragas que o excelente artigo de Sergio Amaral descreve. Que a opinião “de direita” (se isso quer dizer algo hoje) não queira falar que países de governo socialista podem crescer e distribuir sem corrupção é estranho. Mais estranho ainda é que os observadores de esquerda também preferem não olhar para eles. Será que só é bom “progressista” quem é bolivariano e corrupto?

Félix Héctor Rígoli felix.rigoli@usp.br

São Paulo

 

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NOVELA SEM FIM

O artigo assinado por Washington Novaes, publicado no jornal “O Estado de S. Paulo” na sexta-feira (4/3, A2), com o título “A novela que não tem fim da proibição do amianto”, tem afirmações equivocadas sobre o uso do amianto no Brasil. O articulista ignora que não existe nem existirá mais qualquer caso de doença relacionada ao amianto que hoje é produzido e usado no País. Primeiro: o uso do amianto crisotila, expressamente autorizado no Brasil pela Lei Federal n.º 9.055/95, hoje é seguro e controlado. Houve, sim, no passado, um tipo de amianto conhecido como anfibólio. Trabalhadores que passaram muitos anos em contato com esse tipo de amianto, sem os cuidados existentes hoje, contraíram doenças. Mas agora os tempos são outros. O anfibólio foi banido no mundo inteiro. Apesar dos argumentos insistentes de “proteção à saúde”, 100% dos empregados da mineração brasileira que trabalham há mais de 25 anos foram examinados e não apresentaram sequer qualquer alteração relacionada ao amianto. Motivo: o uso do amianto hoje no Brasil é controlado e rigorosamente fiscalizado. Portanto, não causa nenhum mal à saúde da forma como é utilizado. O amianto usado no Brasil é o crisotila. A fibra natural é permitida em mais de 150 países e não oferece riscos à saúde de trabalhadores, de quem comercializa ou de quem usa telhas com a fibra. Atualmente, mais de 50% das casas brasileiras são cobertas com telhas desse mineral. Milhões de pessoas viveram e vivem décadas em residências cujas caixas d’água e telhas são feitas com o amianto crisotila. Não existe um único caso de usuário que tenha contraído qualquer tipo de doença por isso. Existem pelo menos sete ações questionando leis estaduais, que proíbem o amianto, no Supremo Tribunal Federal (STF). Há grandes chances de essas leis serem consideradas inconstitucionais. Dois votos já foram proferidos. Em seu voto, o ministro Marco Aurélio Mello destacou que, “se o amianto deve ser proibido em virtude dos riscos que gera à coletividade ante o uso indevido, talvez tenhamos de vedar, com maior razão, as facas afiadas, as armas de fogo, os veículos automotores, tudo que, fora do uso normal, é capaz de trazer danos às pessoas”. O posicionamento mostra, claramente, que nenhum produto deve ser proibido em virtude do risco pelo uso indevido. Caso contrário, muitos seriam banidos do mercado. Entre eles, o carvão, a gasolina e até a linguiça e o bacon, que foram apontados pela Organização Mundial da Saúde (OMS) como possíveis causadores de câncer. Apesar de recentes decisões brasileiras, com base em informações distorcidas sobre o amianto, na Europa, a Justiça tem barrado iniciativas de organizações, advogados, médicos e seguradoras que dizem defender “vítimas do amianto”. O Judiciário europeu está tendo um olhar mais profundo sobre argumentos jurídicos e científicos sólidos e tem rejeitado pedidos baseados em meras manipulações de dados. A base das decisões judiciais são fatos reais atuais. A expectativa é que ocorra o mesmo no Brasil, onde hoje o amianto é usado de forma segura. A cadeia produtiva do amianto crisotila movimenta, atualmente, R$ 3,7 bilhões por ano. Logo, percebe-se o interesse de concorrentes neste mercado de fibras. Uma vez transformada a mentira em “verdade”, os concorrentes usam suas conclusões para influir em processos trabalhistas e cíveis em busca de condenações de valores estratosféricos. A ideia é incentivar a cultura do medo, com base em interesses meramente mercadológicos, para que o amianto crisotila seja substituído por outras fibras menos resistentes e mais caras. 

Rubens Rela Filho, diretor-geral da Sama Minerações, membro do Conselho Superior do Instituto Brasileiro do Crisotila andre@original123.com.br

São Paulo