Fórum dos Leitores

VISITA A CUBA

O Estado de S.Paulo

22 Março 2016 | 03h00

Obama e o guarda-chuva

Domingo, final de tarde, eis que vejo Barack Obama desembarcar em Cuba. Chovia. Ele desceu com um guarda-chuva nas mãos, protegendo sua mulher. Súbito, viu que uma das filhas estava na chuva, cobriu-a e ficou um minuto debaixo d’água. Tão diferente daquela imagem da dona Dilma indo para o helicóptero, em Brasília, com um serviçal atrás, protegendo-a de uma garoa. Parecia uma imagem de Debret, do Brasil colonial.

IGNÁCIO DE LOYOLA BRANDÃO

loyolabrandao@gmail.com

São Paulo

Bravatas

Depois de meio século de bravatas, Cuba recebe o mensageiro da esperança. Verdade? Quem? O presidente dos EUA. Não acredito. E o sr. Lula nos oferece o quê? Bravatas.

MILAN TRSIC

cra612@gmail.com

Ribeirão Preto

PIXULECO & DILMENTIRA

Defesa da honra

Ao se referir ofensivamente aos ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) e do Superior Tribunal de Justiça (STJ), o cidadão Luiz Inácio Lula da Silva praticou crime contra a honra. Sem dúvida alguma, suas palavras ofenderam a dignidade e a reputação pessoal de cada um dos ministros desses tribunais. Não basta rebater o que ele disse, como já se pronunciaram alguns ministros; é preciso que ele responda a um regular processo-crime por injúria. Da mesma forma se diga no tocante ao procurador-geral da República e aos deputados federais e senadores.

PEDRO LUÍS DE C. VERGUEIRO

pedrover@matrix.com.br

São Paulo

Boca suja

As diversas gravações das conversas (com palavrões) de Lula com a cúpula governista e o insulto e o desrespeito aos ministros do STF só confirmam o que os brasileiros mais esclarecidos já sabiam: Lula é totalitário, autoritário e orgulhoso de sua própria ignorância. E ponto final.

EDGARD GOBBI

edgardgobbi@gmail.com

Campinas

Depois de a sra. Marisa Letícia nos mandar pôr as panelas no mesmo lugar onde seu marido mandou que os juízes pusessem o processo, e após vermos os elegantes gestos da filha e da neta de Lula para os jornalistas, compreendemos o real significado da “pátria educadora” de Dilma.

CARMELA TASSI CHAVES

tassichaves@yahoo.com.br

São Paulo

Boquirroto

Quem fala o que quer ouve o que não quer. Meu querido, confirme aqui pra gente: quem é mesmo que está “acovardado”?

JOAQUIM QUINTINO FILHO

jqf@terra.com.br

Pirassununga

A maré não está para Lula

Tudo o que o Lula tem feito está dando errado: falar besteira ao telefone, tentar ser ministro, negar o inegável, cobrar favores por nomeações e brigar com todos (Judiciário, Procuradoria, Senado, Câmara, imprensa, polícia, companheiros, etc.). O próximo tiro que ele vai ver sair pela culatra será a tentativa de brecar a Polícia Federal (PF). É, a maré não está para peixe, ou melhor, não está para Lula.

SÉRGIO ARANHA DA SILVA FILHO

aranhafilho@aasp.org.br

Garça

Bala de prata

Uma conversa em grampo telefônico que me deixou preocupado com a segurança de um juiz. Quem é o “bala de prata” que certo cidadão diz conhecer e que pode resolver seus problemas com esse juiz?

NÍVEO AURÉLIO VILLA

niveoavilla@terra.com.br

Atibaia

Elementar

O ministro da Justiça, Eugênio Aragão, ameaçou punir, mesmo sem provas, a equipe da Lava Jato em caso de vazamento de informações sobre as investigações em curso. Basta que ele sinta cheiro de vazamento, em suas próprias palavras. O preocupante é que há a possibilidade real de o vazamento ser estrategicamente “plantado” por alguém do governo. O governo vaza, o ministro sente o cheiro “suspeito” e pune a equipe da PF. Elementar, como 2 e 2 são 4.

THEREZA MARTINS

mthereza@uol.com.br

São Paulo

O novo ministro da Justiça já mostrou as garras contra a PF e com a alma da jararaca subjacente deixou bem claro a que veio: implodir a Operação Lava Jato.

JOSÉ ANTONIO GARBINO

ja.garbino@gmail.com

Bauru

FRANCO MONTORO

Democrata e republicano

Num momento em que vivemos uma crise socioeconômica que tem como um de seus pilares a degradação da ética na política, ler o artigo do professor Celso Lafer (20/3, A2) é um refrigério. Assinalar a personalidade de um líder como André Franco Montoro é fazer seus antigos auxiliares voltarem a respirar os ventos democráticos de seu governo.

ANTONIO CARLOS BERNARDO

antonil2001@uol.com.br

São Paulo

Na leitura do artigo do sr. Celso Lafer me veio à lembrança o livro do senador Franco Montoro Da Democracia que Temos para a Democracia que Queremos, onde no título Apresentação e no subtítulo O Debate e a Liberdade de Crítica como Condições de Progresso diz que na vida pública, como na ciência, os erros devem ser investigados e não escondidos. Só o debate e a crítica podem corrigir as falhas e promover o progresso. Por isso, a liberdade de imprensa, a independência dos Parlamentos e dos tribunais, a autonomia das universidades e o respeito aos direitos fundamentais dos indivíduos e dos grupos sociais constituem a base indispensável de uma sociedade aberta ao progresso. Parabéns ao sr. Celso Lafer pelo artigo, num momento tão crítico da nossa democracia.

OLAVO DE ALMEIDA SOARES

olavoasoares@gmail.com

São Paulo

Excelente o artigo do professor Celso Lafer. Todos os que tiveram o privilégio de conhecer Franco Montoro e tratar com ele, ainda que em situações esporádicas, como foi o meu caso, sabem que esse líder cristão foi republicano sem precisar anunciar essa qualidade, como depois se tornou regra. Montoro foi um grande líder democrata. E seu respeito à opinião alheia e à lei chegou a desagradar a certos importantes colaboradores quando governador de São Paulo. Obrigado, Montoro, e obrigado, Celso Lafer, por nos recordar esse exemplo de bom político.

EDGARD SILVEIRA BUENO FILHO

e.bueno@limalaw.com.br

São Paulo

 

Cartas selecionadas para o Fórum dos Leitores do portal estadao.com.br

CRUZADA CONTRA A LAVA JATO

 

Mal assumiu o cargo, o novo ministro da Justiça, Eugênio Aragão, cumpriu ordem recebida do chefão por meio de uma das interceptações telefônicas liberadas pelo juiz federal Sérgio Moro. Em entrevista publicada no sábado, Aragão ameaça com demissão sumária a equipe de investigação da Operação Lava Jato, e “não precisa ter provas”. Mais uma prova flagrante de obstrução à Justiça. O pior é que, desta vez, pelo próprio titular da pasta que deveria zelar para que a justiça fosse perseguida com isonomia e independência, como afirmou o excelentíssimo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Celso de Mello. Se prenderam um senador baseado em grampo particular, mais do que justo que prendam um ministro de Estado pelo mesmo crime, ou ao menos que o convoquem a se explicar.

 

Carlos Ney Millen Coutinho cncoutinho@uol.com.br

Rio de Janeiro

 

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AVISO

 

O novo ministro da Justiça, em total contradição com o seu cargo, ameaçou desmontar a Operação Lava Jato ao menor cheiro de vazamento, independentemente de provas (!). Se o infeliz fizer isso, é bom que saiba que será convocada imediatamente uma greve geral no País, que acabará apenas quando ele, ministro, for demitido e recolocados integralmente em seus lugares os membros afastados.

 

Ruy Nepomuceno Filho ruine@terra.com.br

São Paulo

 

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BRAVATA

 

O recém-nomeado ministro da Justiça diz que trocará toda a equipe da Polícia Federal se nela detectar cheiro de vazamento, mesmo “sem provas”. Isso, evidentemente, só pode ser um inexplicável exagero verbal. Tanto sob o aspecto jurídico quanto administrativo. E deve ser apenas uma bravata hipotética para impedir vazamentos fora do momento oportuno. Se for só isso, é até justificável. Desde que, evidentemente, com provas. Mesmo porque, mais à frente, tudo se saberá. Com exceção, é claro, de algumas pessoas “que nunca sabem de nada”. Ora, o povo brasileiro há muito tempo vem sentido esse cheiro de vazamento. E é de esgoto nauseante. E localizado onde todos sabem. Basta ver a enxurrada que recentemente foi apresentada à Nação. E não veio da boca da Polícia Federal. Que, sendo de outra estirpe, segue à risca a regulamentação de regência e só merece nossos aplausos.

 

José Etuley Barbosa Gonçalves etuley@uol.com.br

Ribeirão Preto

 

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MINISTRO DA JUSTIÇA BOLIVARIANA

 

“Cheirou vazamento, a equipe será trocada”, assinado: Eugênio Aragão, ministro da Justiça do governo Dilma, a mando de Nicolás Maduro, presidente da ex-Venezuela.

 

Marcos Catap marcoscatap@uol.com.br

São Paulo

 

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FORA EUGÊNIO ARAGÃO

 

Fora Eugênio Aragão! Fora Lula! Fora Dilma! Fora PT! Com urgência.

 

Suely Mandelbaum suely.m@terra.com.br

São Paulo

 

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A JUSTIÇA E OS HOLOFOTES

 

Concordo com o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Teori Zavascki que “juiz não deve buscar holofotes”. Penso, ainda, que ministro também não deva buscar tal aparato de iluminação elétrica, mais próprio para a ribalta. Além da iluminação, ministros e juízes, fora dos autos, não deveriam usar linguagem ambígua ou obscura para a compreensão dos leigos, estes contribuintes que pagam os proventos dos servidores públicos.

 

Mário Rubens Costa costamar31@terra.com.br

Campinas

 

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‘ISENTO’, TEORICAMENTE

 

Para derrubar a decisão que impede o ex-presidente Lula de assumir o cargo de ministro-chefe da Casa Civil, o governo do PT está apostando na estratégia de questionar a imparcialidade do ministro Gilmar Mendes, do STF, para decidir o caso. A principal alegação da Casa é a de que o magistrado teria uma relação de “amizade” com quem subscreveu o pedido contra aquele que se diz o “mais honesto” do Brasil. Isso porque, no caso, a causídica trabalha no mesmo instituto (IDP) do qual Mendes é sócio-fundador. Gilmar refuta, dizendo que ela apenas trabalha no instituto e que isso não faz de ambos “amigos” – argumento que faz todo sentido. É curioso que, paralelamente a isso, a Advocacia-Geral da União (AGU) esteja, em outro “front”, pedindo ao ministro do STF Teori Zavascki liminar para garantir Lula no ministério, sem atentar para que Teori é o mesmo que: 1) barrou buscas da Polícia Federal na casa do senador Renan Calheiros, de quem Dilma espera ajuda para livrar-se do impedimento; 2) concedeu liminar, em outubro de 2015, suspendendo o rito do impeachment, em sintonia com o que queria o Palácio do Planalto; 3) absolveu réus petistas na Ação Penal 470 (“mensalão”) da pena de formação de quadrilha, embora, de fato, os réus fossem notórios quadrilheiros; 4) mandou soltar importante executivo da Odebrecht que, segundo o juiz Sérgio Moro, “desempenhava papel relevante” no pagamento de propinas; 5) revogou a prisão do  notório banqueiro André Esteves; e 6) mandou soltar o senador Delcídio Amaral. Com decisões como estas partindo da pena do ministro Teori Zavascki, aliás, nomeado por Dilma para integrar o colegiado da Suprema Corte, qualquer cristão ficaria com a “pulga atrás da orelha” e teria dúvidas ainda maiores quanto à isenção do referido para atuar nesses autos.

 

Silvio Natal silvionatal49@gmail.com

São Paulo

 

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SUPREMO ABRIGO

 

O pior para o Supremo Tribunal Federal é aparecer como abrigo preferido pelos criminosos. Todos querem foro privilegiado. Por que seria? Realmente, são compráveis? Hein, Rosa Weber, Teori Zavascki e Ricardo Lewandowski?

 

Cecilia Centurion ceciliacenturion.g@gmail.com

São Paulo

 

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TEORI ZAVASCKI

 

De acordo com o “Estado” de 19/3/2016, página A5, o ministro Teori Zavascki, do STF, ao receber o título de cidadão ribeirão-pretano, afirmou que “o Poder Judiciário tem de exercer seu papel com prudência, com serenidade, com racionalidade e respeito ao contraditório, sem protagonismos, porque é isso que a sociedade espera de um juiz”. O ilustre ministro tem longa experiência na magistratura, de modo que sua visão daquilo que a sociedade espera de um juiz certamente deve ser levada em conta. Como advogado militante há quase 50 anos, julgo-me, humildemente, não menos habilitado para confirmar que a sociedade espera isso de um juiz e para aditar que, salvo melhor juízo, espera um pouco mais. Espera que o juiz aja com prudência, mas com firmeza; com serenidade, porém com autoridade; que seja um homem ou uma mulher do seu tempo; e que, se sua jurisdição estiver na confluência do poder estatal, político ou econômico e dos direitos do conjunto das pessoas que integram a sociedade, que seja muito atento para coarctar os abusos que os primeiros podem praticar em detrimento dos segundos e, no limite, em detrimento do próprio País; que, no conflito entre direitos fundamentais de suspeitos de integrar organizações criminosas, de um lado, e direitos fundamentais das pessoas que formam a sociedade, de outro, saiba ponderar com inteligência e com a necessária coragem a fim de decidir quais os valores constitucionalmente assegurados que devem prevalecer num determinado caso, em atenção ao princípio da razoabilidade e inspirado nos superiores interesses da Nação; que no conflito entre certos formalismos burocráticos estéreis e a substância do caso, saiba fazer a escolha correta; que não se deixe enlear pelo cinismo; que não seja protagonista, expondo-se desnecessariamente, aos holofotes, mas que também não se encerre num mutismo total, de modo que a sociedade possa sentir que juiz também é feito de carne e osso, e não apenas uma máquina decisória; e, por último, embora não menos importante que as outras qualidades, as quais, aliás, não são exaustivas, que tenha a perspicácia suficiente para não acreditar em histórias da carochinha, procurando sempre enxergar a nudez crua da verdade sob o manto diáfano da fantasia.  

 

Lionel Zaclis zaclis@bkbg.com.br

São Paulo

 

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LUZ E SOMBRA

 

Ao invés de criticar os “holofotes”, melhor para o País se o ministro Teori ajudasse na “iluminação”...

 

A.Fernandes standyball@hotmail.com

São Paulo

 

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AOS MINISTROS

 

Em primeiro lugar, ao ministro Teori Zavascki: se holofotes foram acesos, o foram pelo curto-circuito moral e estão a iluminar os cantinhos mais recônditos em que se esgueira, sorrateira, a indecência, exposta a cada jato da operação. Crítica deve ser dirigida ao agir e ao se esconder sob pretexto de discrição. A Justiça deve mostrar sua face, senão vai parecer, como já parece ao povo, vestir uma máscara que lhe oculta a verdadeira face. Por isso, sr. ministro Teori, o brasileiro elege a primeira instância dela como a verdadeira e desconfia das instâncias mais altas. Aliás, causa espécie que, diante de humilhantes ataques, agora públicos, ao STF, apenas os ministros Celso de Mello e Gilmar Mendes se tenham manifestado, deixando pairar no ar que o S da sigla se traduza como Submisso. E os demais, não se sentiram atingidos? Em segundo lugar, ao ministro-tampão da Justiça sr. Eugênio Aragão, que legará aos seus descendentes e à história do Brasil sua efêmera passagem pela pasta, que durará até concluir-se o escorraçar da súcia que assalta o País, detendo, até aqui, o poder: será que o seletivo olfato do sr. Aragão conseguirá discriminar algum outro cheiro que lhe desagrade, mesmo estando cercado e imerso no odor malcheiroso e pútrido que exala do lixão governista? Dá para responder? Aguardamos.

 

Ricardo Hanna ricardohanna@bol.com.br

São Paulo

 

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LULA NA LAVA JATO

 

Joaquim Barbosa, que foi ministro do STF, divulgou seu parecer sobre Lula e a mudança de foro para privilegiado: não é nada disso! Ser articulador político oficial lhe dá livre trânsito para tratar do assunto que realmente mais interessa no momento: implodir a Lava Jato. A questão do foro privilegiado é de bem menor importância para ele. Mais uma jogada de mestre que comprova a sagacidade de Lula.

 

Luiz R. de Barros Santos luizroberto.santos@gmail.com

São Paulo

 

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NA INTIMIDADE SE REVELA O HOMEM

 

“Uma Suprema Corte totalmente acovardada...” Tem-se que na intimidade se revela o homem. Só as alcovas conhecem a verdade verdadeira. Na intimidade, o homem se despe das formalidades e hipocrisias e deixa bem transparente sua própria feição, realmente o que é na essência, sem máscaras. A ofensa sobe de graduação de mínima para máxima, levando em conta a pessoa ofendida. Se Lula tivesse atirado essas ofensas em face de seu doméstico, seria passível de sofrer ação por danos morais à vista do ataque direto à dignidade do ser humano. Agora, atirar essas ofensas com palavras soezes, com o vocabulário de porta de cloaca, contra autoridades do mais alto escalão do País, tanto maior se agrava a ofensa quanto maior é a altura da autoridade ofendida. No caso em tela, os ofendidos foram todas as maiores autoridades judiciárias do País, como se elas, subalternas, lá tivessem sido colocadas a dedo para obrarem a vontade do semideus, Lula. A ira externada com o palavrório de carroceiro atiradas como da forma que foram, fato inconteste, são altamente inquietantes: uma, qual a influência esperada por ele, das autoridades enxovalhadas, teria sido por não terem “calado” a Lava Jato? Até que ponto essas autoridades dobram-se à vontade do semideus enfurecido? O ministro decano do Supremo Tribunal deu resposta à altura, sonora e trovejante, em tonalidade maior, ao reverberar o torpe do palavrório como fruto “de mentes autocráticas e arrogantes, (...) gesto leviano e irresponsável” (Celso de Mello), própria de quem treme pela grandíssima culpa que tem, cujos malfeitos começam a se revelar. O grito de desespero vem em forma de xingamentos, é porque lhe bate à porta a Justiça, “firme, justa, impessoal e isenta”, na busca do criminoso que se supunha acima da lei.

 

Antonio Bonival Camargo bonival@camargoecamargo.adv.br

São Paulo

 

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AS DUAS FACES DE LULA

 

O ex-quase ministro sr. Luiz Inácio precisa mostrar aos seus seguidores e ao mundo como quer ser visto. Ao telefone, se mostra rude, dono de um vernáculo pútrido, difama o STF, o Superior Tribunal de Justiça (STJ), a Polícia Federal, enfim, ninguém vale nada, ninguém é mais corajoso e honesto do que ele, o guerrilheiro que está acima da lei e da moral. Em sua carta aberta, divulgada na quinta-feira passada, diz que acredita na justiça, e se mostra a pessoa mais injustiçada do mundo, acreditando que seus indicados lhes afagarão, em plena demonstração de gratidão e imoralidade. Engana-se. Ora, sr. ex-quase ministro, o País e o mundo já lhe conhecem, apesar de sua dupla personalidade, e o recado das ruas foi claro: o País está cansado de suas bravatas, seus seguidores estão se esvaindo, estão cansados de pão com mortadela, do SUS, do transporte público precário e das bolsas esmolas, querem frequentar o hospital que vossa senhoria frequenta, beber o vinho que vossa senhoria diz desconhecer e ter os amigos que vossa senhoria diz ter e até poder frequentar o pequeno tríplex “Minha Casa, Minha Vida”. A máscara está caindo, o porcentual com que vosso partido diz ter elegido vossa pupila, por meio daquelas maquininhas tão questionadas, não foi condizente com a quantidade de seguidores que se apresentaram em vossos manifestos. A casa está ruindo, o PMDB parece estar de malas prontas, a bolsa de valores sinaliza todos os dias a derrocada da “presidenta”, os financiadores de vosso partido estão atrás das grades. Sugiro que mude seu discurso, que afine vosso vocabulário e que procure amigos de verdade.

 

Everson Rogério Pavani roger.advog@gmail.com

São Paulo

 

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INTERCEPTAÇÃO TELEFÔNICA

 

Se aos pais de uma criança é permitido instalar microfones e câmeras ocultas para saber como a babá esta tratando seu filho, por que não é permitido grampo nos telefones de governantes de um país onde a população vem sofrendo ataques aos seus cofres públicos, além de lhe serem obrigados a pagar altos impostos exorbitantes para cobrir o déficit destes mesmos governantes?

 

Teresa da Motta Vater ganesha55@gmail.com

Rio de Janeiro

 

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RECORDAR É VIVER

 

A presidente da República afirmou que vai preso quem grampear o presidente dos Estados Unidos. Dilma Rousseff se esquece de que, quando Bill Clinton se envolveu Monica Lewinsky, ele foi grampeado por Linda Tripp, amiga da estagiária da Casa Branca, que não foi presa. Foi aberto processo contra o presidente na Câmara dos Representantes por perjúrio e ele escapou do impeachment no Senado porque faltaram dez votos para a cassação do mandato.

 

Luiz Roberto Da Costa Jr. lrcostajr@uol.com.br

Campinas

 

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AS AMBIÇÕES DO EX-PRESIDENTE

 

Não foi por acaso que Lula, na Presidência, envidou esforços para que a Copa do Mundo de Futebol de 2014 e a Olimpíada de 2016 fossem realizadas no País. Atrás dessa iniciativa havia objetivos pessoais: ser conhecido internacionalmente e arrecadar muito dinheiro para o seu partido. Quanto ao primeiro, almejava ser secretário-geral da ONU ou receber o Prêmio Nobel da Paz. Depois de prestar depoimento, que durou quatro horas, na Polícia Federal, saiu vociferando ódio, proclamando que a militância petista fosse às ruas, defendendo o PT e o não impeachment de Dilma. Lula quer se comparar a Nelson Mandela, mas este, ganhador do Nobel da Paz, ao sair da cadeia, onde ficou por 24 anos, por ser contra o apartheid, em sua primeira entrevista, pediu a paz entre negros e brancos, impedindo uma guerra civil na África do Sul. A ambição de Lula está terminando: ele está sendo processado por corrupção, tráfico de influência e ocultação de bens. Quanta prepotência querer se comparar a Mandela.

 

Luiz Felipe Schittini fschittini@gmail.com

Rio de Janeiro

 

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ATO DE NOMEAÇÃO

 

Corre no WhatsApp orientação ao sr. Lula sobre qual o procedimento para utilizar aquele “papel” que lhe fora enviado pela sra. Dilma, “em caso de necessidade”, antes de tomar posse como ministro da Casa Civil.

 

Marcio Nadalin Patroni marcio.nadalin@uol.com.br

São Paulo

 

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O CARGO E O FORO

 

Se Dilma diz que Lula como ministro da Casa Civil é apenas para ajudar o governo, tenho certeza de que, se ele abrir mão do foro privilegiado, por escrito, ninguém contestará.

 

Ely Weinstein elyw@terra.com.br

São Paulo

 

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NO VERNÁCULO DO EX-PRESIDENTE

 

Se receber mandado de prisão, pergunto: onde é que Lula vai enfiá-lo?

 

Roberto Twiaschor rtwiaschor@uol.com.br

São Paulo

 

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BOM PARA ELE

 

Lula deve dar-se por feliz por não chegar à Casa “Covil” do governo. Os anteriores residentes são Zé Dirceu, Erenice Guerra, Antonio Palocci, Dilma Rousseff e o “Compositor”. Até mesmo para Lula são péssimas companhias.

 

Roberto Carderelli robertocarderelli@gmail.com

São Paulo

 

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VERBOS PERFEITOS

 

O brilhante articulista Bolívar Lamounier fez uso de dois verbos no “Estadão” de sábado (19/3), que ilustram bem a atitude da presidente Dilma Rousseff ao querer nomear o ex-presidente Lula para o cargo de ministro-chefe da Casa Civil: acoitar e homiziar.

 

Mauro Lacerda de Ávila lacerdaavila@uol.com.br

São Paulo

 

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‘HORA DE FIXAR RESPONSABILIDADES’

 

O artigo de Bolívar Lamounier “Hora de fixar responsabilidades”, publicado no “Estadão” de sábado, é digno de um pôster! Espetacular na simplicidade de analisar os fatos marcantes e propor três pontos fundamentais para repensarmos o futuro do Brasil: o total desprezo atribuído às instituições democráticas e de direito expresso em palavras de baixo calão por quem ocupa e/ou quer ocupar a Presidência; o apressamento do impeachment; e a voz do povo nas ruas manifestando sua repulsa a estes acontecimentos. É sensato refletir (e agir) sobre essas responsabilidades. Parabéns  ao articulista

 

Fátima Denari fadenari@terra.com.br

São Paulo

 

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LULA SERÁ ‘ARTICULADOR INFORMAL’

 

Nossa “presidenta”, Dilma Rousseff, inventou um novo cargo no Executivo, o de “ministro informal”.   Será que é para combinar com seu governo, que está cada vez mais informal? Assim não dá! O que o Brasil está precisando urgentemente é de um novo governo, formal, responsável e comprometido com tirá-lo do buraco em que os 13 anos de lulopetismo o colocaram. Não de um ministro quebra-galho!   Impeachment já! 

 

Silvano Corrêa scorrea@uol.com.br

São Paulo

 

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TEVE GOLPE

 

Não eram os petistas e adeptos que proclamavam “não vai ter golpe!”? Então, quer dizer que Lula esconder-se sob o véu do foro privilegiado e, ainda por cima, na prática, tomar o lugar da presidente, não seria golpe? Lula assinou sua confissão de culpa! E não me venham com os argumentos de que ele seria julgado pelo STF, a “Justiça das Justiças”. Infelizmente, há uma desconfiança generalizada de que nem Rodrigo Janot (procurador-geral da República), tampouco a mais alta Corte do País tenham a isenção necessária para julgar Lula. Certamente, a manobra lulopetista é um golpe na ética e na probidade administrativa. Dilma, a covarde e incompetente, renunciou, sim!

 

Karla Sarquis kasas@uol.com.br

São Paulo

 

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UMA VÍRGULA

 

Entendemos errado, senhores! Quando, diante da ameaça de impeachment, os petistas gritavam o que ouvíamos como “não vai ter golpe!”, eles, na verdade, diziam: “Não! Vai ter golpe!”. Uma vírgula muda tudo.

 

M. Cristina Rocha Azevedo crisrochazevedo@hotmail.com

Florianópolis

 

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NÃO VAI TER GOLPE?

 

As perguntas que não querem calar: o que fazia o ministro da Defesa, Aldo Rebelo, na reunião ocorrida no Palácio da Alvorada, na noite do dia 13/3/2016, depois das manifestações contra o governo, com a presença da presidente Dilma, do ministro das Comunicações, Edinho Silva, do então chefe da Casa Civil, Jaques Wagner, do ministro do Desenvolvimento, Ricardo Berzoini, e do então advogado-geral da União José Eduardo Cardozo? O que foi tratado no âmbito do Ministério da Defesa? Não vai ter golpe? Ou vai ter golpe de esquerda? Com a palavra, a sra. excelentíssima presidente da República, Dilma Rousseff.

 

José Claudio Marmo Rizzo jcmrizzo@uol.com.br

São Paulo

 

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QUARTEIRÕES OCUPADOS

 

Discutível a comparação em quarteirões da Avenida Paulista ocupados pelos manifestos dos dias 13/3 (contra o governo) e 18/3 (a favor do governo): 23 quarteirões, em um; e 11, no outro. Neste último houve a montagem de palanquinhos e palanquetes, sem dizer que o palanque ocupado pelo palanqueiro em chefe era bem grande. Some-se o fato de que a medição foi feita em horário de saída de dezenas de milhares de funcionários que trabalham na Avenida Paulista e seu entorno em dia útil. Acrescente-se, ainda, que, numa visão mais apurada, percebe-se que os manifestantes não estavam tão próximos uns dos outros como no primeiro, roupa vermelha se confunde com a rua em hora noturna. Daí pode-se concluir que o número de manifestantes que realmente se dirigiram ao evento ocuparia espaço muito menor.

 

Marcia Meirelles marciambm@yahoo.com.br

São Paulo

 

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CIZÂNIA

 

Dividir os brasileiros entre “coxinhas” e “mortadelas”, atiçando o enfrentamento, o ódio e a cizânia, é o que bem sabe fazer Lula, o ex-líder sindical de porta de fábrica que conseguiu destaque colocando operários contra patrões no início de sua carreira política. É como dizem os ditados: “O urso perde o pelo, mas não o cheiro” e “o lobo perde o pelo, mas não o vício”.

 

J. S. Decol decoljs@gmail.com 

São Paulo

 

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DÚVIDA

 

Como alguém pode ser contra a corrupção e a favor do PT e do governo Dilma? Só queria entender...

 

Luíz Frid luiz.frid@globomail.com

São Paulo

 

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A REVANCHE DE CHICO BUARQUE

 

A revanche do petista Chico Buarque de Holanda contra o diretor Cláudio Castilho e o grupo de atores que ele dirige no musical com músicas do compositor ficou manifesta quando anunciou que desistira da autorização para utilização de suas composições. Além de rasteira, a manifestação do autor de “Cio da Terra” e “Morena de Angola” nos termos da lei não existe. A mencionada desautorização implica que houve uma autorização, remunerada ou não, para que suas composições – algumas eventualmente contaram com a  participação de outros compositores – se traduzissem  num  contrato  tácito ou expresso. O primeiro ocorre pela simples aquiescência oral ou por algum gesto, desde que seja espontâneo. O segundo já exige alguma formalização, geralmente remunerada, com clausulas – inclusive penais quanto à sua rescisão. Então, numa situação ou outra, a simples contrariedade pela manifestação antipetista do diretor e do elenco do musical, que levou o autor a desautorizar a utilização de suas músicas, a meu ver, não deve ser levada em consideração. Muito menos interromper unilateralmente uma relação jurídica – ao que parece revestida de todos os requisições legais sem que haja um motivo relevante. Que não pode ser considerado numa simples contrariedade de caráter pessoal – o pior: de natureza política, que se traduz em preconceito, manifesta intolerância com a opinião contrária à sua. Por último, a montagem, publicidade e contratos advindos da boa qualidade do espetáculo exigiram despesas e investimentos consideráveis, que deverão ser levados em consideração (discussão!), por inviabilizar o prosseguimento das apresentações do musical, no momento em que umas das partes se dispõe a romper com vínculo contratual. É do nosso Direito – ainda que traga algum viés petista.

 

Noel Gonçalves Cerqueira noelcerqueira@gmail.com

Jacarezinho (PR)

 

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CENSURA

 

Chico Buarque foi censurado inúmeras vezes durante a ditadura militar. Deve ter aprendido. Agora ele também censura.

 

Maria Tereza Murray terezamurray@hotmail.com

São Paulo

 

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‘O FUGITIVO, A RAINHA E OS CIDADÃOS’

 

Para os anais da história, a verdadeira e cristalina sanha do lulopetismo foi descrita por Denis Lerrer Rosenfield e publicada pelo “Estadão” na página A2 de segunda-feira, 21 de março. Que passem mil anos... a verdade está ali.

 

Jose Wilson Gambier Costa jwilsonlencois@hotmail.com

Lençóis Paulista

 

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DO PROTESTO À PARALISAÇÃO

 

Confirmada a chamada por paralisação, no próximo dia 30 de março, pela denominada “oposição”, que conta com o apoio de 90% da população. Não haverá neste dia “nenhum” trabalhador em atividade, visto que o restante (os 10%) já está paralisado há mais de 13 anos.

 

José Carlos Alves jcalves@jcalves.net

São Paulo

 

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ÀS PORTAS DO IMPEACHMENT

 

O agora ministro-chefe da Advocacia-Geral da União (AGU), José Eduardo Cardozo (não podemos nos esquecer: um dos três porquinhos de Dilma), solicitou à Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) para participar da reunião em que estaria sendo decidido o apoio ou não da entidade ao pedido de impeachment da presidente Dilma Rousseff, e que acabou aprovando o apoio pelo placar de 26 x 2 a favor do impeachment. Ao fazer uso de sua palavra, o sr. José Eduardo Cardozo desqualificou a delação premiada do senador Delcídio Amaral, declarando que “não se pode tomar como prova as palavras de um simples réu preso”. Ocorre que o sr. Delcídio não é um simples réu, já que era o líder do governo no Senado, e integrante do PT, quando foi preso pela Operação Lava Jato. E, completamente perdido, o sr. José Eduardo Cardozo classificou a delação de Delcídio como “mentirosa e puro ato de revanchismo”. Sr. Cardozo, a delação do senador Delcídio foi homologada pelo ministro do STF Teori Zavascki e, para sê-lo, deve ter provas certamente irrefutáveis.

 

Agnes Eckermann agneseck@gmail.com

Porto Feliz

 

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OS AMERICANOS JÁ SABIAM

 

Delcídio Amaral, em delação premiada, disse que a presidente Dilma sabia de toda a corrupção na Petrobrás, mas fazia de conta que não, porque ali estava a galinha dos ovos de ouro que pagaria sua campanha política em 2010 e em 2014. Por isso, agora, deu para entender por que a presidente ficou tão indignada quando soube dos grampos feitos a ela pelo serviço secreto americano. Ela ter escondido dos brasileiros, mas ser descoberta pelos “imperialistas americanos”, foi de matar, já que os petistas/comunistas sempre quiseram passar a aura de honestos, trabalhadores e comprometidos com os pobres e oprimidos. Ela cancelou a viagem que faria aos EUA não por indignação, e, sim, por vergonha.

 

Beatriz Campos beatriz.campos@uol.com.br

São Paulo

 

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A CONSTITUIÇÃO E O IMPEDIMENTO

 

O artigo de Geraldo Brindeiro (“A supremacia da Carta Magna e o impeachment”, 19/3, A2) é mais que uma luz, uma estrela no final do túnel. Excelente lição de Direito Constitucional brasileiro. Preciso e objetivo, o artigo mostra como o crime de responsabilidade é disciplinado pela Constituição da República brasileira de 1988 e pela legislação infraconstitucional por ela recepcionada, e como deve ser a Constituição cumprida. Atenta para um fato pouco explorado nos debates em torno do assunto: além de inconstitucionalidades e ilegalidades explícitas, a lei tipifica, também, como crime de responsabilidade “o procedimento de modo incompatível com a dignidade, a honra, e o decoro do cargo”. Atitudes que jamais devem ser olvidadas por quem exerce funções públicas de altíssimo nível. Mais não precisa ser dito. Cabe à Câmara dos Deputados, representante do povo, o poder constitucional de aferir a existência do impeachment, que nossa Constituição intitula “crime de responsabilidade”. Os fatos e atos tipificados pela Constituição e pela lei estão à vista nos documentos e procedimentos que, comprovadamente, não os simulam. Publicado no mesmo dia e na mesma página, o artigo de Bolívar Lamounier não é menos brilhante e educativo: é hora de fixar “e cobrar” responsabilidades.

 

Anna Candida da Cunha Ferraz anacandi@terra.com.br

São Paulo

 

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MARINA SILVA

 

Zé Dirceu, em 2014, sobre Marina Silva: “Ela é o Lula de saias”. Advinhem quem vai herdar o eleitorado de Lula?

 

Jorge Alberto Nurkin jorge.nurkin@gmail.com

São Paulo

 

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‘CUNHA, TEMER E GILMAR’

 

Leio e sempre e gosto bastante da coluna de José Roberto de Toledo. Ontem, contudo, me chamou a atenção o que me pareceu um certo viés “marinista” (“Cunha, Temer e Gilmar”, 21/3, A6). Não seria ingenuidade desdenhar o fato de que Marina tem se encastelado num silêncio que mais parece envergonhado? A ex-petista só saiu do partido muito tardiamente e nunca teve ou tem coragem de criticar Lula abertamente. Permaneceu ministra mesmo depois das revelações do escândalo do mensalão. Saiu por discórdia pessoal com Dilma. Vale, contudo, admitir que senso de oportunidade a inconsistente candidata tem: agora, depois que o quadro começa a se esboçar de modo mais nítido, lá vem ela, dar o ar da graça, com sua (esganiçada) voz. Além dessa crítica à mera sugestão da hipótese Marina Silva, que considero no mínimo despreparada (e por isso manobrável, sobretudo por seu pendor religioso), fica minha pergunta: que outra hipótese (melhor) temos, além dessa articulação do senador José Serra, em favor de um governo-tampão, nos moldes daquele que salvou o Brasil da hiperinflação, com todas as consequências indiretas, mas não menos importantes, sobretudo o apaziguamento da mentalidade brasileira, então retirada da inconstância, e a volta de pessoal capaz, competente e técnico a funções hoje ocupadas por pelegos de todos os tipos e matizes?

 

Marly N. Peres marly.lexis@gmail.com

São Paulo

 

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ACORDO SERRA-TEMER

 

Todos sabem e já ouviram José Serra dizer que a grande obsessão dele era ser presidente da República, porém não conseguiu e parece não ter mais chance para isso. Mas, ao invés de continuar com a dignidade intacta, prefere fazer um acordo com Michel Temer, do PMDB, para um pós-impeachment de Dilma Rousseff. Que fim de biografia José Serra está dando a si mesmo.

 

Marcos Barbosa micabarbosa@gmail.com

Casa Branca

 

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ENTREVISTA FHC

 

Excelente a entrevista com Fernando Henrique Cardoso (“Agora o caminho é o impeachment”, 20/3, A4). Como sempre, suas colocações são perfeitas, ponderadas, claras e expressas na forma (e no linguajar) como um verdadeiro estadista deve se expressar.

 

Ariovaldo Marques arimarques.sp@gmail.com

São Paulo

 

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TIRO NO PÉ

 

O ex-presidente FHC pede o impeachment da presidente Dilma e diz que o PSDB tem de apoiar o vice Michel Temer. O impeachment é o desejo da maioria do povo, segundo pesquisa, mas o apoio ao vice Michel Temer é um tiro no pé. Ninguém quer governando o País outro acusado de envolvimento em corrupção. Sai das garras do lobo e cai nas da hiena.

 

Panayotis Poulis ppoulis46@gmail.com

Rio de Janeiro

 

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RESPOSTA À ALTURA

 

Até que enfim FHC, intelectual, sociólogo, cientista, professor universitário, poliglota, figura respeitada no mundo por sua erudição, sempre atacado por Lula, com quem conviveu nos tempos das Diretas Já, o venceu em duas disputas para presidente do Brasil, ambas no primeiro turno, parece ter provocado em Lula um complexo de inferioridade, e só agora, em entrevista, responde à altura suas provocações e diz que ele é irresponsável e seus atos são “coisas de chefe de bando”.

 

Luiz Bianchi luizbianchi@uol.com.br

São Paulo

 

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CUSPINDO FOGO

 

É com surpresa e espanto que leio a entrevista de FHC no “Estadão” e a reportagem na “Folha de S.Paulo” de domingo sobre o pedido de impeachment de Dilma Rousseff e a não tomada de posse de Lula na Casa Civil. Penso com meus botões: que capital moral ele tem para pedir a cabeça de Lula e de Dilma? Que capital moral tem um presidente que atuou contra o interesse público e vendeu parte do País para o capital estrangeiro? Falta de poupança interna, conversa para boi dormir, haja políticas públicas neste país. Que capital moral tem um presidente que, além disso, vendeu o Sistema Telebrás e a Vale a preço de banana? Que capital ele tem? Nenhum. Eles podem alegar que a conjuntura internacional determinou o preço de banana das privatizações, mas isso não convence, eles poderiam ter esperado a conjuntura internacional melhorar, afinal ele tinha e tem um bando de economistas com convicções rasteiras que adoram projetar o futuro e não foram capazes de esperar uma melhora da conjuntura internacional. Privatizaram num momento errado, pensando que esse fosse o caminho a ser seguido, e fizeram uma manobra entreguista ao extremo. O setor de serviços, que não exporta, foi entregue ao capital estrangeiro. A entrega ao extremo, aliada ao desinteresse público. Sugiro que FHC volte ao seu ostracismo com o monte de aposentadorias de professor que ele tem ou tinha. Me espanta, ainda mais, o Tribunal de Contas da União (TCU) não ter investigado o sr. FHC e sua equipe econômica. Foi e é um claro flagrante contra o interesse público do TCU e de FHC. Ainda há tempo de o TCU tomar uma atitude. Lamentável. Lamentável. Tem muita gente cuspindo fogo com essa situação.

 

Lino André Votta Alves lvottaalves@gmail.com

Campinas

 

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LULA E FHC

 

O Plano Real foi um inestimável legado e nos aproximou do mundo desenvolvido. O legado do lulopetismo está por ser consolidado e ficará assim registrado na História: embuste, corrupção e terra arrasada na economia. Foi o que o povo brasileiro expressou no dia 13 de maio de 2016. Sentimos duramente o desperdício do enorme esforço de toda a Nação, que se vê tolhida de perspectiva e apequenada no cenário mundial. Falta humildade ao líder do governo na Câmara dos Deputados quando ele compara os dois legados. Antes de críticas a FHC, cabe ao lulopetismo fazer o devido “mea culpa” e ressarcir moral e judicialmente o povo brasileiro.

 

Paulo de Araujo Prado pprado999@gmail.com

São Paulo

 

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LÍDER NA CÂMARA?

 

O deputado José Guimarães (PT), líder do governo na Câmara federal, reagiu à entrevista com FHC dizendo que Lula analfabeto fez um governo dez vezes melhor que o de FHC, sociólogo. A gente observa pelo estado político e econômico do Brasil... Lula seguiu, no seu primeiro governo, tudo o que foi deixado por FHC. O PT está naufragando, pois seus membros não têm sensibilidade, são fanáticos, quase uma maioria analfabeta, vide este senhor Guimarães, conhecido pelos “dólares na cueca”, que não sabe se expressar, é grosseiro e comete erros primários de Português – vamos ver pelo andamento do impeachment do “poste ambulante” e com a prisão de seu “ídolo”, aquele que não é nada e liga diariamente para ministros para aconselhá-los contra o STF, o STJ e reclamar da própria Câmara dos Deputados, da qual Guimarães faz parte.

 

Celso de Carvalho Mello celsosaopauloadv@uol.com.br

São Paulo

 

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BARACK OBAMA EM CUBA

 

Enquanto os cubanos vão se americanizando, o Brasil tenta ser uma Cuba.

 

Moises Goldstein mgoldstein@bol.com.br

São Paulo

 

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ANALOGIA IMPORTANTE

 

O espetáculo dado pela polícia coercitiva do governo cubano contra o movimento oposicionista das Damas de Branco pela ida de Barack Obama àquele país, e que foi gravado, é uma excelente amostragem não só para o presidente americano, mas para todos os povos que amam e clamam pela democracia e pela liberdade de opinião. Desde a derrubada de Fulgêncio Batista, Cuba se tornou uma ditadura de esquerda hereditária, mais ou menos o que os “petralhas” e afins do (desa)Foro de São Paulo pretendem para o Brasil. Dilma Rousseff, se lá estivesse, provavelmente estaria com as Damas de Vermelho.

 

Carmela Tassi Chaves palestrino1949@hotmail.com

São Paulo

 

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ELEIÇÕES 2016

 

Andrea Matarazzo se desfiliou do PSDB, inconformado com as manipulações das prévias para escolha do candidato do partido à Prefeitura de São Paulo. João Dória se defende, dizendo que as acusações de Matarazzo não passam de choro de perdedor, “mas que o respeita pela desorientação emocional deste momento”. Dória é apenas um empresário sem nenhuma experiência política, mas parece carregar em seus genes o pior do pior dos políticos deste país. Por isso, melhor uma desorientação emocional passageira do que um desvio de caráter permanente, o que é o caso de Dória.

 

Mara Montezuma Assaf montezuma.scriba@gmail.com

São Paulo

 

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A MORTE DE ROGER AGNELLI

 

Não sou advogado nem parente, mas em respeito ao extraordinário homem e executivo que foi o falecido Roger Agnelli, a quem tive a honra de conhecer, peço-lhes informar ao leitor sr. Bernardo Dorneles Fritscher que suas suspeitas sobre o infausto e lamentável acidente ocorrido no último sábado em São Paulo nada tem que ver com a compra da Refinaria de Pasadena, pois na ata que a autorizou não existe a sua assinatura. 

 

Luiz Antônio Alves de Souza  zam@uol.com.br

São Paulo

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