Fórum dos Leitores

IMPEACHMENT

O Estado de S.Paulo

29 Março 2016 | 03h00

Fábrica de horrores

Enquanto a classe política e dirigente se digladia a respeito da conveniência ou não do afastamento da “presidenta”; enquanto uma elite intelectual autista e que parece viver no mundo da lua se dá ao desplante de afinar o discurso de que impeachment é golpe (posicionando-se a “favor da democracia” e fazendo ouvidos moucos à roubalheira ensurdecedora, cujo principal “atributo” tem sido exatamente solapar os alicerces do regime democrático, que apesar de tudo vai resistindo bravamente) e arruaceiros ameaçam pôr fogo no País; o mundo real vai exibindo aos brasileiros comuns o tamanho do estrago: Crise provoca o fechamento de mais de 4,4 mil fábricas em SP (Estadão, 28/3), Desemprego salta para 9,5% e número de desocupados chega a 9,6 milhões (24/3), Crise fecha 100 mil lojas em todo o País” (JN, 16/2). O mais sombrio de tudo isso é que, segundo análises confiáveis, de pessoas familiarizadas com o assunto, as chances de o impeachment dar em nada são iguais ou até maiores que a sua consumação no traumático processo que começa a se desenrolar no Congresso (“me arrisco a uma previsão: a votação na Câmara vai ser apertada, mas o impeachment não passa”, Ibsen Pinheiro, presidente do PMDB gaúcho e o parlamentar que presidiu em 1992 a sessão que depôs Fernando Collor de Mello, em declaração ao Estadão). Se levado em conta que boa parte da incalculável fortuna que foi surrupiada dos cofres públicos ainda está zanzando por aí, à espera de uma “boa causa” (não são poucos os deputados e senadores que têm um código de barras estampado na testa), não há por que duvidar que dona Dilma possa, sim, perfeitamente continuar sendo nossa rainha da Inglaterra até 2018. O problema é que até lá a caixa de Pandora estará devidamente aberta, com todos os seus demônios soltos, numa assombrosa visão faustiana de alguém que vendeu a alma ao diabo para se reeleger e cuja cobrança pelo prodígio realizado já se materializa na disseminação da miséria absoluta, na fratura exposta nas relações sociais, que literalmente faz dividir o País, e na irrigação de terreno fértil para o surgimento de “salvadores da pátria” de toda espécie. Pobre País!

FERNANDO CESAR GASPARINI

phernando.g@bol.com.br

Mogi Mirim

Atoleiro interminável

O País perdeu 1,1 milhão de empregos industriais em apenas um trimestre, verdadeiro absurdo dos absurdos, tudo por culpa desse desgoverno que está aí e nada fez, nada faz e nada fará para nos tirar deste atoleiro interminável que está destruindo o Brasil. Infelizmente, a luz no fim do túnel, para nossa tristeza, não passa de uma locomotiva em sentido contrário. Esse desgoverno só faz política pessoal, só pensa na continuidade e só faz mentir, mentir e mentir.

ARNALDO DE ALMEIDA DOTOLI

arnaldodotoli@hotmail.com

São Paulo

Desastre anunciado

Para evitar o impeachment, a estratégia de Dilma “vai ser varejo total, é balcão de feira. O governo vai facilitar a liberação de recursos e atuar com promessa de cargos na estrutura federal”, segundo um petista. É inacreditável e indefensável a irresponsabilidade da presidente perante seu país, também seu desamor por ele. Não entende, por capricho, que detonou o futuro do Brasil e somente sua saída trará de volta uma reação econômica e social? Prefere ser lembrada como aquela teimosa, perniciosa presidente que insistiu até sua última cartada, não importando o significado de sua permanência, qual seja, um desastre anunciado?

MYRIAN MACEDO

myrian.macedo@uol.com.br

São Paulo

Merece, sim

O impeachment é constitucional e o processo está sendo conduzido com base nas pedaladas fiscais, dentro do que prescreve a legislação. Trata-se de um julgamento político, e não jurídico. Vemos quase 10 milhões de desempregados, quase R$ 3 trilhões de dívida pública, mais de 4 mil empresas fechadas somente em São Paulo, o verdadeiro passa-moleque com a nomeação do Lula e a microcéfala presidente, que há um ano só se defende, sem contribuir para o País, ainda vem dizer que nada fez para merecer o seu impedimento? Ora, quanta desfaçatez!

ALCIDES FERRARI NETO

ferrari@afn.eng.br

São Paulo

Não vai ter golpe

Democracia é muito mais do que entregar o poder a quem teve a maioria dos votos. Democracia é respeito à lei. Dilma desrespeitou a lei quando gastou muito mais do que foi autorizada a fazê-lo, causando todo o desequilíbrio econômico que hoje vivemos: mais de 9 milhões de trabalhadores sem emprego, inflação de dois dígitos, recessão econômica, empresas fechando, juros dos mais altos do planeta. E está atolada no maior escândalo de corrupção da História da humanidade. O impedimento do presidente é previsto na Constituição que Dilma, em sua posse, jurou defender. É um procedimento legal, que a grande maioria da população demanda seja usado para interromper esse projeto criminoso de poder. Não vai ter golpe, vai ter impeachment!

CARLOS DE OLIVEIRA AVILA

gardjota@gmail.com

São Paulo

Exemplo irlandês

Plano do PMDB corta subsídio e gasto público e Recessão ‘demitiu’ funcionalismo na Europa. A Irlanda, que esteve muito mal das pernas na crise de 2008, recuperou-se e hoje tem o maior crescimento econômico da Europa. E o que fez? Reduziu gastos e o déficit orçamentário, mantendo baixa a carga tributária – não aumentar impostos estimulou investimentos. No Brasil temos 32 ministérios, que custam mais de R$ 400 bilhões e empregam mais de 100 mil apadrinhados. Por isso, e muito mais, nada pode dar certo.

VANDERLEI ZANETTI

zanettiv@gmail.com

São Paulo

Palinódia

Em meu último livrinho de poemas, fiz uma palinódia em homenagem a Mikhail Bakunin, que viveu entre 1814 e 1876. Transcrevi dele, na epígrafe, a seguinte frase: “Assim, sob qualquer ângulo que se esteja situado para considerar esta questão, chega-se ao mesmo resultado execrável: o governo da imensa maioria das massas populares se faz por uma minoria privilegiada. Esta minoria, porém, dizem os marxistas, compor-se-á de operários. Sim, com certeza, de antigos operários, mas que, tão logo se tornem governantes ou representantes do povo, cessarão de ser operários e por-se-ão a observar o mundo proletário de cima do Estado; não mais representarão o povo, mas a si mesmos e suas pretensões de governá-lo. Quem duvida disso não conhece a natureza humana”. Confessei ao meu “irmão de armas” José Nêumanne o meu receio íntimo: do jeito que a “tigrada” tem agido, será que estarei correndo o risco de ser chamado, agora, de fascista? Valha-me Deus...

NEWTON DE LUCCA, poeta, professor titular da Faculdade de Direito da USP e magistrado federal

São Paulo

 

Cartas selecionadas para o Fórum dos Leitores do portal estadao.com.br

SEMANA DECISIVA

PMDB decide se rompe com Dilma Rousseff e os eleitores, se rompem com o PMDB.

Jorge Alberto Nurkin jorge.nurkin@gmail.com 

São Paulo

*

ESPÓLIO EM LIQUIDAÇÃO

Após a percepção da inevitável demolição da gigantesca base aliada, operação que será comandada pelo PMDB a partir da reunião do Diretório Nacional de hoje, o governo decidiu redistribuir os cargos apadrinhados por pemedebistas entre partidos que possam dar votos para barrar o processo de impeachment da presidente Dilma no Congresso. No momento em que o País atravessa a maior crise econômica e moral da sua história, o governo Dilma convoca a população para contribuir com um pouco mais do que resta do seu sugado suor, enquanto na outra ponta Dilma trabalha exclusivamente e sem limites para salvar o seu pescoço da degola.

Abel Pires Rodrigues     abel@knn.com.br 

Rio de Janeiro

*

VAI TER GOLPE, SIM!

Vai ter golpe, mas quem vai dar o golpe é o PMDB. Aliado do Partido dos Trabalhadores (PT) nos governos Lula e Dilma, é corresponsável por toda a corrupção, a ladroagem e a má gestão que acabaram com o País. O PMDB é tão culpado quanto o partido no poder. Desembarca do governo do PT para assumir um governo do PMDB, com Michel Temer, dando a maioria necessária ao Congresso Nacional para o impeachment. Isso, sim, é golpe!

Ricardo H. S. C. Nobrega cnc.eng@terra.com.br

São Paulo

*

TEMER

Apesar de ser farinha do mesmo saco, não precisamos temer por Temer assumir o governo. O País precisa continuar em alerta, com marcação cerrada, sem dar espaço para novas maracutaias. O que a Nação quer é um governo honesto, comprometido com o desenvolvimento e o bem-estar  de todos.

José Roberto Iglesias rzeiglesias@gmail.com

São Paulo

*

DESDE AQUELA CARTA...

Michel Temer, essa figura de mordomo de filme de terror, que colabora com o golpe organizando o abandono do PMDB ao governo, deveria ter dado o primeiro passo e desmamado quando enviou aquelas mal traçadas linhas, com a profundidade de “dor de cotovelo”. Desapegue!

Iracema Simões de Campos Gilii iracemacampos@yahoo.com.br 

São Paulo

*

POLITICALHA

Não estou entendendo por que os ministros do governo Dilma indicados pelo PMDB ainda estão apoiando o governo dela e não estão defendendo seu impeachment. Não seria melhor serem ministros do governo tendo o próprio presidente do PMDB como presidente da República? Ou mais importante do que o partido são os “pixulecos” que rolam por fora? Sinceramente, não é fácil aqui, no Brasil, entender política com tantas politicalhas envolvidas. Tomara que o juiz Sérgio Moro consiga colocar ordem nesta bagunça. 

Maria Carmen Del Bel Tunes carmen_tunes@yahoo.com.br 

Americana

*

TEMPO DE DESEMBARQUE

Quem não “desembarcar” agora de qualquer partido da base aliada ao atual governo não se elege em 2018. Os adversários políticos e as mídias locais estarão encarregadas por si sós de “liquidarem essa fatura” nos diversos rincões de nosso Brasil.

Jose Piacsek Neto bubanetopiacsek@gmail.com 

Avanhandava

*

A OFICIALIZAÇÃO DO MENSALÃO

Quer seja empossado como ministro-chefe da Casa Civil ou, como já se pronunciou a “madama”, assessor, mas efetivamente exercendo seu terceiro mandato como presidente da República “de facto”, protegido pelo manto da impunidade adquirida por meio de foro privilegiado ou não, o molusco boquirroto Luiz Inácio articulará novamente a reestruturação de sua quadrilha por meio do balcão de negócios e negociatas ao qual estão vinculados os partidos da chamada base aliada. Estará de volta, agora devidamente oficializado, com as prestações de contas legalizadas e juridicamente aceito, o Mensalão II, o apocalipse moral.

Renato Otto Ortlepp renatotto@hotmail.com  

São Paulo

*

O IMPEACHMENT NO CONGRESSO

Será que o “toma lá dá cá” vai salvar Dilma?

  

Robert Haller robelisa1@terra.com.br

São Paulo

*

O ACUADO RENAN CALHEIROS

Ao presidente do Senado, sr. Renan Calheiros (PMDB-AL), falta coragem e sobra cara de pau. É certo que em tempo algum foi um observador dos preceitos republicados e da democracia séria. Anda, no entanto, exagerando. Depois de seus problemas pessoais que macularam o cargo de senador da República, continua sempre a não elevar o nome da instituição a que pertence. Agora, numa atitude, servil e de pouca-vergonha, além de ir na contramão das manifestações da maioria de seu partido, antecipa sua opinião, muito suspeita, da inexistência de crime de responsabilidade cometido pela presidente Dilma, e ainda fala como criança mimada, que nunca foi prestigiado pelo governo, mas, mesmo assim, não se sente à vontade para apoiar a presidente. Quem é ele, afinal, um amedrontado, já que pipocam processos contra ele no Supremo Tribunal Federal (STF), ou um mal intencionado, apegado aos seus projetos pessoais nada republicanos?

Jorge Augusto Morais da Silva jotaugustoadv@icloud.com 

São Paulo

*

LEI DE SEGURANÇA NACIONAL

A nefanda Lei de Segurança Nacional (Lei n.º 7.170/83) jazia no esquecimento. A redemocratização e a Carta de 1988 a pulverizaram. Não passava de um entulho nos porões da história. O Supremo Tribunal Federal não a declarou não recepcionada, mas seu destino, se posto em verdade, tal como a Lei de Imprensa, seria a não recepção por sua incompatibilidade com o regime democrático.  Eis que o governo “progressista” da presidente Dilma Rousseff voltou a invocá-la, porque seus adversos estariam a abalar a segurança do Estado, ao pretender o nominoso “golpe”. Com efeito, nela veio fundamentado o pedido feito ao ministro Teori Zavascki, que acatou o pleito liminar sem recorrer a um monstro jurídico, até porque a lei de regência das interceptações telefônicas lhe dava matéria-prima para decidir de acordo com suas convicções. 

 

Amadeu R. Garrido de Paula amadeugarridoadv@uol.com.br 

São Paulo

*

GOLPE?

Esse discurso de “golpe” é típico do bolivarianismo chulo praticado por Nicolás Maduro. Aliás, golpe, para ser golpe, tem de ser rápido. Este se arrasta há mais de ano.

Elisabeth Migliavacca elisabeth448@gmail.com 

São Paulo

*

ANTES DE PARTIR

Saboreio cada evento que demonstra a derrocada – inexorável – do partido político mais corrupto da História. Na semana passada, a presidente Dilma chamou ao palácio-bunker alguns jornalistas estrangeiros, com o juvenil intuito de provar que um golpe estava em curso. Resposta da revista inglesa “The Economist”, em brilhante editorial: “time to go”. 

Júlio Cruz Lima Neto limaj@plastekbrasil.com.br 

São Paulo

*

HERANÇA

Nunca antes neste país houve um presidente que deixou uma herança tão maldita aos seus governados, mas possibilitou uma herança maravilhosa aos seus filhos e aos companheiros de partido.

Carlos R. Gomes Fernandes crgfernandes@uol.com.br 

Ourinhos 

*

‘QUE POLÍTICA AS CRIANÇAS ESTÃO APRENDENDO?’

No texto “Que política as crianças estão aprendendo?” (“Estadão”, 27/3, A7) é mostrada uma roda de professores com seus alunos na Escola Viva, além de certos aspectos que eram inadmissíveis há algum tempo, como um professor barbudo dando aula de camiseta e bermuda, ou crianças colocando os pés sobre as cadeiras e consultando smartphones em plena aula, e muito menos aprendendo política na escola, pois nesta idade a ênfase era em Português, Matemática, alguma coisa de História do Brasil, Ciências e Geografia. Seria inacreditável que uma criança desenhasse, em aula, o enforcamento de um presidente da República. Fiquei interessado em saber que tipo de ensino é lecionado nessa escola, e verifiquei que ela tem como propósito formar pessoas com competência e sensibilidade para compreender e produzir conhecimento em ambientes colaborativos e gerar soluções inovadoras que considerem a imprevisibilidade, a complexidade e a diversidade do mundo contemporâneo. Fiquei imaginando que professor está apto a ensinar imprevisibilidade ou complexibilidade e diversidade do mundo contemporâneo. Nem Einstein. Será por isso que nossos alunos vão mal em testes internacionais de avaliação do Pisa, por exemplo, quando foi constatado que 49,2% dos alunos brasileiros não alcançam o nível 2 de desempenho na avaliação, que tem o nível 6 como teto? Isso significa que eles não são capazes de deduzir informações de um texto e de estabelecer relações entre diferentes partes do texto. Tudo tem sua lógica, aqui, nossas crianças estudam Lula e Dilma. 

João Henrique Rieder rieder@uol.com.br

São Paulo

*

IMPOTENTES

Diante dos fatos e de nossa imensa fragilidade, perguntamos: na prática, o que a população poderá fazer se ficar comprovado o envolvimento da maioria absoluta dos políticos das esferas municipal, estadual e federal em crimes de corrupção?

Ricardo C. Siqueira ricardocsiqueira@globo.com 

Niterói (RJ)

*

QUEM TEM MEDO DA DELAÇÃO?

 

O encontro da superplanilha da Construtora Odebrecht contendo os nomes de quase 300 políticos de todos os níveis, pertencentes a 24 partidos, que teriam recebido recursos da empresa é a grande bomba política dos últimos dias. Quem tiver valores divergentes da planilha declarados à Justiça Eleitoral terá de explicar as razões do “plus”. Além da planilha, o que hoje tira o sono de muita gente é o acordo de leniência da Odebrecht e de delação premiada que seu ex-presidente e demais executivos propuseram às autoridades judiciárias. Se eles falarem tudo o que devem saber, podem comprometer muita gente, mas evitarão sofrer o que sofreu Marcos Valério no caso do mensalão e, com certeza, darão um tiro certeiro na corrupção. O Brasil precisa purgar toda a corrupção, o vício e a impunidade para que a má política e a administração temerária deixem de atrapalhar os passos de sua economia e de fazer o povo sofrer.

 

Dirceu Cardoso Gonçalves aspomilpm@terra.com.br

São Paulo

*

LEMA

Norberto Odebrecht, fundador da empresa, pai de Emílio e avô de Marcelo, tinha um lema: “O que funciona está certo”. Esse lema, aplicado aos negócios da empresa, virou: “A corrupção está certa”. Aplicado por três gerações, agora ele vai mudar, graças ao juiz federal Sérgio Moro, para: “A delação certa”.

Silvano Antonio Roxo silvanoantonioroxo@gmail.com 

Santana de Parnaíba

*

NUMEROLOGIA

A Odebrecht delata 286 políticos de 24 partidos. Os números 24 e 13 são irmãos?

Mário A. Dente eticototal@gmail.com

São Paulo

*

ESTÁ EXPLICADO

Na lista da Odebrecht, que tem mais de 200 nomes envolvidos no esquema apurado pela Operação Lava Jato, a maioria de políticos, e que foi posta em sigilo pelo juiz Sérgio Moro, havia a anotação de recursos repassados por meio de uma cervejaria de Petrópolis, a mesma com uma dívida bem grande de ICMS no Estado do Rio de Janeiro. Agora, está explicado. Quem vai processar a cervejaria? Para correrem o risco de jogarem mais m... no ventilador? Enquanto isso, o governo não diz como está a cobrança dos R$ 20 bilhões de ICMS das empresas que não o recolheram. Como também não diz por qual motivo o governo Cabral-Pezão concedeu incentivo para empresas se instalarem no Estado do Rio nem a contrapartida que essas empresas teriam de dar. É mais fácil atrasar o pagamento dos servidores. E, agora, falam em parcelar. Farão uma reunião sobre isso. Será que nessa reunião vai aparecer alguém com neurônios e perguntar: Por que temos de penalizar quem não tem culpa? Mas neurônios no governo Pezão são coisa rara.

Panayotis Poulis ppoulis46@gmail.com 

Rio de Janeiro

*

DELATORES

Sr. José Carlos Bumlai, sr. Luiz Fernando Pezão, peço a Deus que os cure do câncer físico. Peço aos dois que aproveitem este momento difícil e façam uma reflexão profunda. Quantas pessoas estão sofrendo com a saúde precária do País, com a falta de educação de qualidade, com a falta de segurança, com o desemprego, etc.? Os dois, entre muitos, são corresponsáveis pelo caos estabelecido e podem ajudar a extirpar o câncer político e moral do País. Colaborem com a Justiça, falem tudo o que sabem, doa a quem doer. Sejam justos e honestos enquanto há tempo.

João B. Vieira joaobvieira@yahoo.com.br 

Sertãozinho

*

A ÚLTIMA TRINCHEIRA DA CIDADANIA

Léo Pinheiro é dono de 10% da OAS, o real dono é César Mata Pires, ex-genro do falecido baiano Antônio Carlos Magalhães. Dizem que as iniciais da empresa significam “Obrigado, Amigo Sogro”. E por que Léo Pinheiro é quem está sendo investigado e preso? Interessante notar que as grandes empreiteiras colocaram um testa de ferro para responder aos ilícitos, enquanto os reais donos gozam das benesses, mesmo caso da Camargo Correa. Exceção feita à Odebrecht, em que o chefão do esquema, Marcelo Bahia Odebrecht, está preso, aguardando a prisão de seu companheiro de negócios Lula da Silva. É por isso que esta gente odeia a Lava Jato, o juiz Sérgio Moro, os procuradores e a Polícia Federal. Mas o Brasil que trabalha está satisfeito e à espera da justiça, a última trincheira da cidadania.

Izabel Avallone izabelavallone@gmail.com

São Paulo

*

A SAGA DO ‘13’

O competente juiz Sérgio Moro é titular da 13.ª Vara Criminal Federal do Paraná. Foi reconhecido pela revista americana “Fortune” como o 13.º líder mundial, portanto, respeitado no planeta, fato que não pode trazer invejas e ciúmes aos ministros do STF. Já a sua atuação, entre outras, é combater as falcatruas e maracutaias da tigrada do PT, que também leva o número 13 em sua legenda. Tomara Deus que, nos próximos 13 dias, o povo brasileiro também vislumbre a conclusão do impeachment.

Júlio Roberto Ayres Brisola jrobrisola@uol.com.br

São Paulo

*

RECONHECIMENTO

O reconhecimento internacional do trabalho excepcional desempenhado pelo juiz Sérgio Fernando Moro é novamente posto em realce pela revista “Fortune”, como a 13.ª (não é coincidência) personalidade mais influente do planeta. O fato é auspicioso e diminui as críticas internas, inclusive de colegas da Suprema Corte que, talvez por ciumeira ou espírito menor, fazem juízo censório, pondo em conflito a própria magistratura.

  

Carlos Henrique Abrao abraoc@uol.com.br 

São Paulo

*

NÚMERO DE SORTE

Sérgio Fernando Moro já recebeu inúmeras premiações por sua notável seriedade e competência, e a mais recente foi a da “Fortune”, que entre 50 nomes – ele é o único brasileiro – o elegeu como o 13.º maior líder mundial. Parece que o número 13 dá muita sorte a este admirável patriota...

Carmela Tassi Chaves tassichaves@yahoo.com.br 

São Paulo

*

IRONIA

Que ironia: Sérgio Moro, número 13, honestidade modulada pela cultura; e, no outro número 13, trapaceiros e boçais.

Pedro Armellini paarmellini08@gmail.com 

Amparo

*

‘DA VOZ DAS URNAS À VOZ DAS RUAS’

Quanta lucidez do ex-ministro do STF Carlos Ayres Britto em seu artigo publicado no “Estadão” de domingo (27/3, A2). Quanto pesar por essa absurda aposentadoria compulsória àquele que completa 70 anos! A lucidez precisa, como a lâmina de um bisturi, veiculada de forma quase poética, o que aumenta ainda a conotação do texto, é absolutamente comovente (a capacidade cognitiva e elaborativa sempre me emociona). Termina seu artigo o querido e sempre ministro Carlos Ayres Britto afirmando: “O que se espera desse tipo de cidadania a céu aberto é que ele se junte àquela de natureza digital para significar a prática do jogo que mais conta: o jogo da verdade constitucional brasileira. Início de uma era de transporte da melhor normatividade para a melhor experiência”. Oxalá, ministro, oxalá.

Andrea Metne Arnaut andreaarnaut@uol.com.br

São Paulo

*

ABUTRES

Os abutres veem que a carcaça está vazia de carnes, mas permanecem à sua volta para, quem sabe, conseguir mais alguma lasquinha. Assim agem aqueles que querem dispor, a seu bel prazer, do país sob seu governo. Não podem admitir que acabou, porque odeiam ter de deixar  as delícias do poder. Dilma Rousseff não renuncia, não porque seja uma mulher forte e corajosa, mas porque é teimosa, assim como Lula. Eles sabem perfeitamente o mal que fizeram ao Brasil, arrasando a economia, a Petrobrás, praticando a mais abjeta corrupção com empreiteiras, tornando a política num balcão de negociatas em que o império da lei não conta. Ocorre que a imensa maioria do povo não quer mais assistir calada a estes golpes contra a Nação, contra a Constituição. Não suporta mais esta gentalha que invade os partidos políticos (sejam governistas ou oposicionistas) apenas para se dar bem na vida e agora se desespera para fugir da polícia. Teremos cicatrizes, sim, mas não por causa do impeachment, absolutamente constitucional, e, sim, porque a  incompetência administrativa e a má-fé governamental nos levaram a isso. Precisamos de alma nova, de gente nova a comandar um país que se quer novo. Pode demorar. Mas, por enquanto, espera-se um único ato de coragem verdadeira da Presidência, que nos dará certo alívio: renúncia já!

 

Edméa Ramos da Silva paulameia@terra.com.br 

Santos 

*

A DEMAGOGIA QUER MANTER A CLEPTOCRACIA

A demagogia se escancarou na Presidência da República, que conduz a política sob argumentos “apelativos e irracionais” vindos de Dilma e de Lula. Cientes de serem investigados em processos indefensáveis na esfera jurídica, seguiram publicando a posse de Lula como ministro no “Diário Oficial” da União. Passaram a negar o racional, financiam e manipulam o “saldo de seguidores” nos poderes e nas ruas, usam argumentos fora do senso comum, discursos minados com disjunções falaciosas e com promessas não realizáveis. Atualmente, evoluíram o discurso para a incitação pública ao crime, contra as autoridades constituídas para cumprir as finalidades do Estado. Seguem juntos sem renunciar aos escalões de presidente e ministro, com explícito dolo nas motivações. Traficando influências torpes, permanecem na competição pelo Poder Executivo da República em proveito próprio e para manutenção da cleptocracia aos seus seguidores. Precisam ser destituídos! 

Luciane Terra da Silva lucianeterra@hotmail.com 

São Paulo

*

NEM A COBRA NEM O SEU COURO

O autorrótulo de jararaca, gritado por um ex-presidente desesperado aos quatro ventos, foi totalmente descabido. O falastrão incorrigível, depois de insultar os membros do Judiciário, os dirigentes de ambas as Casas do Congresso, chamando de “covardes” os primeiros e de “corruptos” os segundos, correu a procurar esconderijo sob as asas e saias de sua desajeitada pupila, fugindo das garras da Justiça. No fundo mesmo, Lula não passa de um vil miserável camaleão.

Luís Lago luislago2002@hotmail.com

São Paulo

*

ESTUPIDEZ INOMINÁVEL

Não é mudo, mas ultimamente andou falando pouco. Agora falou. Está no “O Estado de S. Paulo” uma sua entrevista (25/3/2016). Dela, basta sua avaliação sobre a proposta de ingresso de Lula no governo Dilma: “Trazer o Lula para dentro do governo foi uma estupidez inominável (...)”. Mesmo partindo de Ciro Gomes, finalmente ele falou, enfim, uma coisa séria. E por ter feito parte da governabilidade de Lula, sabe muito bem o que falou e por que falou isso: “estupidez inominável”.

Pedro Luís de Campos Vergueiro pedrover@matrix.com.br

São Paulo

*

QUEM NÃO GOSTA DA JUSTIÇA

Quem trabalha honestamente e paga seus impostos para manter a máquina administrativa tem na Polícia e na Justiça suportes indispensáveis para sua segurança e tranquilidade. Quem não gosta da Polícia e da Justiça são os bandidos e corruptos a quem as autoridades incomodam. Apontar a Operação Lava Jato como culpada pela crise econômica, como fez na semana passada o demagogo enredado em graves “maracutaias” Luiz Inácio, é procurar prender a Polícia e a Justiça para soltar os ladrões que, estes sim, vinham comprometendo a economia do País e a moral da Nação, ao institucionalizar a roubalheira desenfreada. Não há opção razoável entre o falastrão Lula e o juiz Moro que não seja a de apoiar a Justiça na luta pela decência. Abaixo a corrupção, o cinismo e a demagogia lulopetita e de seu bando.

Gustavo A. S. Murgel gustavomurgel@hotmail.com

Campinas

*

TRAGÉDIA PREVISTA

O economista Antonio Delfim Netto, que há pouco tempo foi conselheiro da Presidência, declarou que “a presidente Dilma construiu uma tragédia com o apoio da sociedade e agora corre o risco significativo de perder o mandato”. Discordo do sr. Delfim Netto. A tragédia foi construída pelo PT, sob a orientação de Lula, seguindo a agenda do Foro de São Paulo. Dilma foi só uma importante peça no esquema. Também discordo de que a sociedade apoiou essa “tragédia”. Ela foi enganada por muitas mentiras e uma propaganda ideológica, populista e demagógica. Com a chegada da inflação e o desemprego, aquela faixa da sociedade que estava sendo enganada finalmente acordou. A força da ilusão acabou e a péssima construção, como um castelo de cartas, está desmoronando. Como a presidente não renuncia, a esperança é o impeachment. E, sob um governo mais sério e competente, poderemos iniciar a necessária reconstrução. Infelizmente, vamos ter de enfrentar muitos sacrifícios para consertar os estragos e o tempo perdido que não se recupera mais!

 

Silvano Corrêa scorrea@uol.com.br 

São Paulo

*

GRANDES PLANOS

Enquanto na Europa os países enxugam as máquinas públicas, no Brasil o governo gasta em torno de 40% (talvez muito mais) do que arrecada com o funcionalismo. A sra. Rousseff, na contramão da lógica, com a arrecadação em queda vertiginosa, apresentou aos “seus” ministros (como se ela os possuísse, e não o governo) planos para os próximos dias e meses até 2018, afirmando que aguenta bem a pressão por ser resistente. De que consistem esses planos? Ninguém sabe, ninguém informa. O que se sabe é que a ordem é abrir o cofre e oferecer cargos no primeiro escalão, para apaziguar os aliados, defenestrar os “traidores”, tudo sob a batuta do inominável criador. E lá vem mais propaganda para vender a imagem da “madama” como mulher “guerreira”. E a economia esfacelada? E os desempregados? Que se lixem, porque a prioridade é a manutenção do poder, não?

Aparecida Dileide Gaziolla aparecidagaziolla@gmail.com 

São Caetano do Sul 

*

A FOLHA DE PAGAMENTO DO GOVERNO

O estrondoso aumento na folha de pagamento do governo nesses 13 anos declara o que se deu na área da educação. Mas estudos mostram que existe um funcionário burocrático para cada professor. E aí? Se pelo menos a educação tivesse servido para educar... mas, com apenas 15% da população brasileira sendo realmente alfabetizada, chegamos à conclusão de que serve apenas como cabide de emprego. Faltariam repartição, escola e pátio, se todos fossem convocados no mesmo dia. O socialismo é assim mesmo: emprego para os “cumpanheiros”, até o dia em que o País quebra. Aí aparecem as distorções. 

Beatriz Campos beatriz.campos@uol.com.br 

São Paulo

*

TUDO PARADO

A dívida pública federal alcançou R$ 2,8 trilhões. Dilma continua gastando desenfreadamente, sem se preocupar com os contribuintes brasileiros, que aguardam ansiosamente a definição do impeachment. O Congresso Nacional também está pouco preocupado com os sérios problemas do País e seus membros estão empenhados em se beneficiar no governo do próximo presidente.

José Carlos Saraiva da Costa jcsdc@uol.com.br 

Belo Horizonte

*

DESMORALIZANTE

O dito país dos produtos-piratas, receptador de carros roubados, reduto das sacoleiras brasileiras, etc., o Paraguai hoje tem uma situação econômica estável e longe da recessão desta terra tupiniquim. Seu PIB cresce bem há vários anos, como também sua imagem perante a comunidade financeira internacional, diferentemente do que ocorre com esta terra tupiniquim. O governo paraguaio captou US$ 600 milhões de bônus com uma taxa de juros menor do que a que vem sendo oferecida ao nosso país, ou seja, com retorno de 5%, enquanto o Brasil, no início deste mês, ao captar US$ 1,5 bilhão em bônus, teve de oferecer retorno de 6,125%. Não é à toa que empresários brasileiros estão transferindo seus negócios para o Paraguai.

Paulo Panossian paulopanossian@hotmail.com

São Carlos

*

CRISE E AMEAÇA

De um lado, o sr. Guilherme Boulos, líder do Movimento dos Trabalhadores Sem Teto (MTST), diz que não haverá “um dia sequer de paz” no Brasil se o impeachment da presidente Dilma passar. Para completar, o presidente do PT, Rui Falcão, postou uma mensagem nas redes sociais (26/3) dizendo: “Queremos a paz, mas não tememos a guerra”. Diante deste cenário de ameaças à ordem pública, será que esses “líderes de araque”, que desconhecem a Constituição, não sabem que as Forças Armadas estarão ao lado do povo e poderão ser presos?  

Edgard Gobbi edgardgobbi@gmail.com 

Campinas 

*

PERGUNTA LÓGICA

É dado o direito a qualquer cidadão brasileiro de convocar o povo para uma luta armada? Na minha inteira ignorância em leis, eu diria que não. Porém, o sr. Rui Falcão fala abertamente em mergulhar o Brasil numa guerra civil. Como salientei antes, sou tapado em matéria de leis, mas creio que isso seja crime. Onde estão a Justiça, a polícia? Minimamente, ele deveria ser preso e proibido de abrir a boca. Afinal, seus “amiguinhos” já falam mentiras e besteiras suficientes para enaltecer suas burrices... 

Wilson Matiotta loluvies@gmail.com 

São Paulo

*

ARTICULADO

Rui Falcão, presidente do PT, está tão articulado quanto a presidente Dilma. Está afirmando que a atual situação política lembra o golpe de 1964. Só se esqueceu de que não há militares nem milícias. O “golpe” é do povo brasileiro para limpar a promiscuidade, as ilegalidades  e a incompetência deste governo. Acabou!

Luíz Frid luiz.frid@globomail.com 

São Paulo

*

O EXÉRCITO DOS DESEMPREGADOS

Senhores Boulos e João Pedro Stédile, do MST, cuidado quando falam em “incendiar” o País caso a presidente sofra o impeachment, perfeitamente legal e previsto na nossa Constituição. O grupo de arruaceiros que os senhores representam não é páreo para o nosso contingente, até agora, de quase 10 milhões de desempregados.

Eduardo Augusto de Campos Pires eacpires@gmail.com

São Paulo

*

MST E MTST

No Brasil de hoje, para qualquer pessoa, física ou jurídica, existir, precisa de CPF ou de CNPJ. As duas figuras MST e MTST não tem. Logo, não existem. Este governo os apoia e supre seus caixas e nós pagamos para sermos esbulhados. 

Jair Nisio jair@smartwood.com.br

São Paulo

*

A DITADURA DOS SINDICATOS

A Central única dos Trabalhadores (CUT) não só não cuida dos interesses dos trabalhadores, como também, fugindo do que seria sua finalidade, se tornou uma facção política e, pior ainda, adepta de métodos escusos, criminosos e absolutamente antidemocráticos. As contribuições obrigatórias dos trabalhadores são carreadas para uma casta de sindicalistas que se locupletam e usam os trabalhadores como massa de manobra para atingir seus objetivos, sendo a meta final a conquista e a manutenção do poder. No poder, são absolutamente alheios às necessidades da população e instalam o caos em todas as áreas da vida social, limitando-se a distribuir migalhas a estes contingentes em situação de completa penúria. A eles se somam movimentos pseudossociais cujas lideranças são afinadas com estes “despropósitos”, trazendo esses infelizes, que nada mais são do que consequências da má gestão da coisa pública, para engrossar os contingentes de manifestantes, muitos deles obrigados a comparecerem aos atos e outros, ainda, pagos para tal. A classe política, em grande parte oriunda deste contexto, contamina o processo político eleitoral. A corrupção passa a ser, então, um meio para atingir a conquista e a manutenção do poder. Esse método afasta as pessoas íntegras do processo político, que passa a ser visto cada vez mais como sinônimo de safadeza. A representatividade política, alma da democracia, com raras exceções, deixa de existir. Quando a população acorda e tenta intervir por meio de mecanismos que a Constituição oferece, as militâncias desses movimentos se transformam em milícias e passam a ameaçar as instituições e quem quer que ouse atrapalhar seus planos. As populações miseráveis e incultas são ferramentas indispensáveis para a manutenção deste descalabro e, para tanto, a depender desses movimentos, serão mantidas assim, pelo menos enquanto eles persistirem.

Carlos Eduardo Stamato dadostamato@hotmail.com 

Bebedouro

*

CONGRESSO DA CUT

Recebi um vídeo, gravado após a manifestação do dia 13 de março, no Hotel Summerville, em Porto de Galinhas, mostrando um congresso dos pelegos da CUT. O rapaz que registrou o fato ainda ressalta que é hotel de superluxuoso e é onde o PT faz a farra com o dinheiro dos nossos impostos. E dona Dilma diz que não tem recursos para socorrer o País... Ora, e de onde saiu tanta verba para cobrir tal despesa? Como dizia Joãozinho Trinta, “pobre gosta é de luxo, não de lixo”.

João Roberto Gullino jrobertogullino@gmail.com 

Petrópolis (RJ)

*

AS VIAGENS DE BARACK OBAMA

A não visita do presidente Barak Obama custou ao Brasil bilhões de dólares em negócios não realizados. Obama, em viagem pela América Latina, não foi sequer convidado pelo governo da presidente Dilma, que prefere negociar com as outras nulidades do que sobrou do bloco comunista bolivariano, leia-se Venezuela, Bolívia e Cuba. As convicções ideológicas da presidente Dilma afastaram o Brasil de seus parceiros tradicionais, Estados Unidos e Europa. Os parceiros bolivarianos lucraram muito com o Brasil: Cuba com o Mais Médicos; e Venezuela e Colômbia fizeram a festa pilhando a Petrobrás. O desastroso governo da presidente Dilma foi uma verdadeira catástrofe para o Brasil, e o prejuízo da ideologia comunista bolivariana pode ser até maior que o custo dos escândalos de corrupção somados. 

Mário Barilá Filho mariobarila@yahoo.com.br 

São Paulo

*

LÍDER REGIONAL

Barack Obama deveria restringir sua badalada viagem à ilha de Cuba, como deferência exclusiva, mas não, estendeu-a à Argentina. Cruzou o espaço aéreo do Brasil sem nem sequer um “good morning” ao “cara”. Até aí, dá para entender, criaria uma situação delicada. Mas prenunciar o país vizinho como líder regional é demais. Regional de onde? Austral? Das Malvinas? Dos demais sul-americanos? Os numerosíssimos americanos novos de Governador Valadares (MG) e de outros rincões do Brasil que atuam nos Estados Unidos devem estar desapontados, Obama! Dançar o tango transparece refinamento, mas algo demagógico, comum aos americanos do Sul e... do Norte também?

Arary da Cruz Tiriba atiiriba@terra.com.br

São Paulo

*

VISITA À ARGENTINA

Eu gostaria que o Brasil tivesse condições de receber a visita de Barack Obama, como teve a Argentina nos últimos dias.

Harald Hellmuth hhellmuth@uol.com.br 

São Paulo

*

MUDANÇAS NA AMÉRICA DO SUL

Para Obama, Mauricio Macri devolve à Argentina papel de líder regional. Mas Dilma Rousseff é líder dos países mais democráticos e desenvolvidos da América do Sul: Bolívia, Equador, Venezuela. Ahhh, e da América Central também: Cuba, apesar de este país estar se tornando de Terceiro Mundo, com a aproximação com os EUA...

 

Jose Roberto Niero jrniero@yahoo.com.br 

São Caetano do Sul 

*

ENCERRAMENTO DE UM CICLO

A histórica visita de Obama a Cuba, reatando as relações diplomáticas entre os dois países, sepultando de vez a lendária guerra fria, tem um outro efeito igualmente histórico: deixa os senectos radicais de ambos os lados da antiga dicotomia  geopolítica ideológica do passado, que ainda exploravam o “exemplo cubano” para defender seus argumentos, sem motivação para brandir suas jurássicas ameaças posturais argumentativas que não voltam mais. Encerra-se, assim, entre nós, um ciclo da história, que tanto nos impediu, com tais desavenças, que avançássemos rumo a um processo de desenvolvimento que hoje ainda nos faz tanta falta. 

José de A. Nobre de Almeida josedalmeida@globo.com 

Rio de Janeiro

*

STONES

Brilhante análise de Guilherme Sobota (26/3) sobre os Stones, mas ele se esqueceu de citar a música “Indian Girl”, do disco “Emotional Rescue”, que, além de ter tema político, cita Fidel Castro em sua letra (“Little Indian girl where is your father? Little Indian girl where is your momma? They’re fighting for Mr. Castro in the streets of Angola”). Não teria sido bastante oportuno, pela ocasião, ter citado especificamente essa música na interessante análise? E comprova que a banda não é tão apolítica assim... “Too Much Blood” e “Gimme Shelter” talvez possam ser lembradas por possuírem certa crítica de natureza política, segundo alguns pontos de vistas.

Amílcar Henrique dr.amilcarhenrique@gmail.com 

Maringá (PR)

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.