Fórum dos Leitores

PMDB

O Estado de S.Paulo

30 Março 2016 | 03h00

O desembarque

Aos gritos de “fora PT”, o PMDB desembarcou da base do governo. E muita gente comemorou. De fato, o PT é tão ruim que fez os brasileiros torcerem para o PMDB, o que me lembra o crossover de terror Freddy x Jason, em que os monstros lutam entre si. No filme, os adolescentes torcem para Jason ganhar antes que Freddy Krueger acabe com tudo e com todos. Porque, afinal, do Jason é bem mais fácil escapar. Alguém imagina o PMDB ganhando uma eleição em 2018?

BRUNO JAYER FONTOURA

bjayer@uol.com.br

São Paulo

Quem deveria sair do governo é o PT, não o PMDB!

CLÁUDIO MOSCHELLA

arquiteto@claudiomoschella.net

São Paulo

Remoção

Uma coisa é uma coisa, outra coisa é outra coisa. O PMDB não está deixando o governo. É Dilma que começa a ser removida.

JOSÉ ROBERTO SANT’ANA

jrsantana10@gmail.com

Rio Claro

Abandono

Após o rompimento do PMDB com o governo, há motivos de sobra para que a presidente e seu chefe façam as malas e vão embora, deixando o Brasil em paz!

OMAR EL SEOUD

elseoud.usp@gmail.com

São Paulo

Barco furado

O PMDB desembarcou do governo. Nunca foi fiel o suficiente para continuar em barco furado. No mundo da política, salve-se quem puder. E o povo brasileiro, quando conseguirá desembarcar das dívidas, do desemprego, da insegurança e de todos os males causados por esse governo irresponsável e prepotente? Nosso barco vai ser consertado antes de afundar de vez?

ELISABETH MIGLIAVACCA

elisabeth448@gmail.com

São Paulo

Estreia na oposição

Desde a redemocratização nós, brasileiros, nos acostumamos a entender o PT como modelo de oposição. Só que o PT nunca foi oposição, sempre foi é “do contra”: absteve-se na eleição de Tancredo Neves em 1985, votou contra a Constituição em 1988, não participou da coalizão em torno de Itamar Franco em 1993, votou contra o Plano Real em 1994, contra a Lei de Responsabilidade Fiscal em 2000 e contra o Bolsa-Escola (que somado a outros programas viria a ser Bolsa Família) em 2001. E como quem é contra tudo não é a favor de nada, ao chegar ao poder o PT adotou como sua a agenda dos adversários – no caso, o PSDB, que na oposição fez o inverso, isto é, adotou o modelo petista e passou a atacar tudo o que havia construído, entregando de bandeja o mérito dos avanços a Lula e sua turma. Por tudo isso, este 29 de março é um dia histórico. O maior partido do Brasil faz sua estreia na oposição. Resta saber como será e, principalmente, por quanto tempo.

LÉO COUTINHO

leo.coutinho@uol.com.br

São Paulo

Redução de danos

É preferível ver uma luz, ainda que tênue, num provável governo do PMDB, caso o impeachment da presidente seja consumado, do que o apagão total, em todos os sentidos – ético, administrativo e político –, em que se encontram esse atual (des)governo e o seu partido.

CELSO NEVES DACCA

celsodacca@gmail.com

São Paulo

IMPEACHMENT

A hora da verdade

No artigo A hora da democracia (26/3, A2), Marco Aurélio Nogueira expôs claramente a falsidade do “não vai ter golpe, bordão dos governistas”, e sua opinião sobre a catilinária antidemocrática da presidente contra a Justiça, o Congresso e a mídia. São mesmo preocupantes o estímulo e a defesa dos atos destemperados em favor do governo que não governa e, principalmente, dos apoiadores que prometem acabar com a paz e “incendiar o País”. Não entendo como é permitida pela Justiça tal manifestação criminosa.

JOSE PAULO RUZZANTE

jp.ruzzante@uol.com.br

São Paulo

PARLAMENTARISMO

Utopia?

O artigo A utopia parlamentarista (28/3, A2), de Almir Pazzianotto Pinto, enseja-me as seguintes considerações: 1) O presidencialismo é uma peculiaridade histórica e cultural dos EUA, onde, peculiarmente validada pela tradição, tem funcionado sofrivelmente. 2) Não existe em nenhum outro país, com exceção das repúblicas sul-americanas que o macaquearam com péssimos resultados. O Brazil, que copiou ipsis litteris a legislação norte-americana, não foi diferente. Da proclamação da República até hoje nunca deu certo. O impasse que vivemos hoje, com a ameaça de mais quase três anos de desgoverno, que, a se concretizarem, nos custarão não sei quantas mais décadas de atraso, é um exemplo dramático. 3) As efêmeras experiências parlamentaristas que tivemos não servem de contra-argumento, por terem sido casuísticas e artificiais. 4) A instituição do parlamentarismo está longe de ser solução para os problemas do País. Mas é um primeiro passo necessário e urgente para uma correção de rumos.

JAN KROTOSZYNSKI

jankroto@gmail.com

Carapicuíba

Prezados Senhores,

O sr. Pazzianotto menciona que 1) o Brasil conviveu tranquilamente com o regime parlamentarista por longos 49 anos, sob dom Pedro II; 2) a República adotou o presidencialismo em 1891; 3) finalmente, com João Goulart, a malsucedida reintrodução do parlamentarismo não vingou por não haver clima para tanto, no contexto específico em que as coisas se desenrolavam no País. É maravilhoso o escorço histórico que o sr. Pazzianotto faz do parlamentarismo no Brasil. Mas é frustrante o desfecho do artigo, que, candidamente, recomenda ficarmos com o presidencialismo, sem ousar trazer qualquer solução para os desvios que o nosso presidencialismo tem mostrado. Mas que solução teríamos para pôr as coisas nos eixos? Nosso presidencialismo, descontada a soma dos anos de autoritarismo, falcatruas e ditaduras que o País testemunhou na vigência desse regime, não viveu muito mais do que nosso parlamentarismo. O que não pode perdurar é esse presidencialismo de fachada, em que o Executivo tem de se render ao Legislativo, comprando-o com mensalões, petrolões e outros ões. E agora, ridiculamente, com nossa governanta (substantivo feminino de governante...) tentando entabular negociações com esses presidentes do Legislativo de reputação nada abonadora para se evadir do processo de impeachment. Sr. Pazzianotto, que presidencialismo é este, afinal?

FLAVIO G. BELLEGARDE NUNES

fg@flaviogonzaga.com.br

São Paulo

 

Cartas selecionadas para o Fórum dos Leitores do portal estadao.com.br

 

DESEMBARQUE RETUMBANTE

 

Fartamente anunciado, o retumbante desembarque do PMDB do governo Dilma deveria vir acompanhado da desfiliação sumária do partido dos ministros que se recusarem a largar suas boquinhas. Se Michel Temer pretende continuar existindo na vida pública depois do fim do governo Dilma, ele deveria parar de ser visto ao lado de Eduardo Cunha e de Renan Calheiros, que deveriam deixar seus cargos para se dedicarem em tempo integral a suas defesas. Se Michel Temer tomar esses cuidados, ele irá governar o Brasil por alguns instantes, até Lula e Dilma homologarem o acordo de colaboração premiada com a Polícia Federal.

 

Mário Barilá Filho mariobarila@yahoo.com.br

São Paulo

 

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PRAGMATISMO

 

A partir de agora, o PMDB vai estar em cima do muro até quando acontecer a derradeira votação do impedimento. Se o impedimento passar, torna-se governo; caso contrário, pode até voltar a ser governo. Tudo com muito “pragmatismo”. Quem viver verá!

 

Jose Piacsek Neto bubanetopiacsek@gmail.com

Avanhandava

 

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PMDB

 

Quando a água chega aos porões do navio, os ratos “desembarcam”.

 

Luiz Henrique Penchiari lpenchiari@gmail.com

Vinhedo

 

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SALVE-SE QUEM PUDER

 

Recado ao PMDB: seguindo a filosofia Titanic, mais vale um lugar no bote salva-vidas do que um camarote na primeira classe de um transatlântico naufragando.

 

Sérgio Eckermann Passos sepassos@yahoo.com.br

Porto Feliz

 

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O INTERESSE DO PMDB

 

Por mais que Lula seja um bom articulador, como querem alguns na mídia, e por toda a dificuldade que Dilma Rousseff tem para negociar, não há como negar que nada que o governo desse ao PMDB o convenceria a não aderir ao impeachment. Ao partido de Michel Temer não interessam cargos, verbas, títulos e promessas. Lula e Dilma precisam acordar. O PMDB tem a Presidência. É preciso mais?

 

Izabel Avallone izabelavallone@gmail.com

São Paulo

 

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NOTA DE FALECIMENTO

 

29 de março de 2016: Faleceu o governo Dilma Rousseff, filho de Lula, aos 15 meses do segundo mandato, por falência de múltiplos órgãos. O velório, o enterro e a missa de 7.º dia serão anunciados em breve. Já vai tarde!

 

J.S. Decol decoljs@gmail.com

São Paulo

 

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CRISE

 

Dilma Rousseff, agora, vai ter insônia, como milhões de desempregados e outros milhões de empresários falidos.

 

Arnaldo Ravacci arnaldoravacci05@gmail.com

Sorocaba

 

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O PMDB E O ‘GOLPE’

 

Por absoluta falta de argumentos lógicos e aceitáveis, o Planalto e os lulopetistas querem associar o termo “golpe” à figura de Michel Temer, presidente do PMDB. Na realidade, nem o PMDB nem Michel Temer são golpistas, desde que o abandono ou o desembarque do partido da base de governo constitui direito líquido e certo, da mesma forma que o impeachment de dona Dilma não constitui golpe de quem quer que seja, porquanto figura o instituto na Carta Magna e foi objeto de apoio e respeito pelo Supremo Tribunal Federal (STF) e pela Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), além de outras entidades que operam com a lei e com o Direito. Agora, golpe é o lulopetismo querer amedrontar o povo brasileiro prometendo invasão de ruas por movimentos sindicais e sociais. Trata-se de golpe sujo e inaceitável.

 

José C. de Carvalho Carneiro carneirojc@ig.com.br

Rio Claro

 

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A ESCOLHA DO PMDB

 

Esta era a última oportunidade para este partido mostrar a que veio: ou fazer algo decente para o Brasil, em memória de seu passado de luta pela redemocratização e em sintonia com as vozes das ruas, desembarcando da base aliada do governo petista, o mais corrupto e incompetente de toda a nossa história – e com isso viabilizando a instauração e o sucesso do processo de impeachment contra Dilma – ou continuar sua triste sina de membro secundário de um governo que o despreza.

 

Paulo T. Sayão psayaoconsultoria@gmail.com

Cotia

 

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TEMER NA PRESIDÊNCIA

 

Pensem comigo, trocar Dilma por Temer não é o mesmo que trocar seis por meia dúzia, ambos não são angu da mesma panela, não seria o roto falando do rasgado? Por vários momentos, por vários dias, quando Dilma se ausentava, não era ele quem assumia a Presidência da República? Agora, o povo quer saber: se, como vice-presidente ou como presidente interino, ele nada fez, não moveu uma palha no sentido de brecar o desgoverno de Dilma Rousseff, o que fará agora, como presidente da República? Será que algo mudará?

 

Arnaldo de Almeida Dotoli arnaldodotoli@hotmail.com

São Paulo

 

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DESANIMADOR

 

É desanimador saber que, quando Dilma, Lula e quadrilha deixarem o governo, serão substituídos por Temer, Cunha, Renan e gangue. Muitos daqueles se aliando a estes. É como o médico perguntar ao paciente se prefere morrer de pneumonia dupla ou simples. Continuemos vigilantes. Chega de canalhas, o Brasil não merece!

 

Carlos Alberto Roxo roxo.sete@gmail.com

São Paulo

 

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A PUDICA DA POLÍTICA NACIONAL

 

Michel Temer está tão ansioso para ser presidente que se esquece da antipatia que a maioria da população tem por seu partido e que acredita que, se o PMDB fosse uma mulher, teria como hino a bela música “Folhetim”, do compositor nota 10 Chico Buarque, (o Chico político atual, para mim, é nota zero). Para quem não lembra, a bela letra diz: “Se acaso me quiseres, sou dessas mulheres que só dizem sim, por uma coisa à toa, uma noitada boa, um cinema, um botequim...”. Para mim também lembra o belo filme de Luis Buñel, “A Bela da Tarde”, em que a maravilhosa Catherine Deneuve interpreta uma pudica dona de casa, exceto à tarde, quando vira uma cativante prostituta. Infelizmente, o Brasil sairá das presas do rato para cair nas presas da ratazana.

 

Alberto Souza Daneu curtasuasaude@uol.com.br

Osasco

 

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DEMOCRACIA AMEAÇADA

 

Quando um grupo de baderneiros travestidos de funcionários, militantes e até de deputados se arvora no direito de impedir que um grupo representativo da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) se manifeste no sentido de protocolar um documento (um pedido de impeachment) no Congresso Nacional, é sinal de que a democracia está seriamente ameaçada pelos petistas, por seus aliados de primeira hora, o PCdoB e outros partidos arrivistas companheiros de viagem, ou inocentes úteis. Não resta dúvida de que as recentes intervenções da presidente Dilma Rousseff, nomeando Lula ministro formal ou informalmente e um preposto deles no Ministério da Justiça, configuraram-se numa tomada do poder pela via pacífica. Aguarda-se a reação do Poder Legislativo, via impeachment, e do Poder Judiciário, via primeira instância e tribunais superiores, todos atuando de acordo com o desejo manifesto da maioria da população. Esperemos que a justiça prevaleça, pois, caso contrário, o golpe já foi dado.

 

Marco Antonio Esteves Balbi mbalbi69@globo.com

Rio de Janeiro

 

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DITADURA DE ESQUERDA

 

A Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) já enfrentou resistências infames à sua luta democrática no Brasil, inclusive bombas assassinas. Reconheça-se, porém, que, sob a vigência do inominável Ato Institucional n.º 5 (AI-5), que suprimiu o “habeas corpus”, os defensores de presos políticos jamais foram impedidos de protocolizar suas petições libertárias junto às auditorias militares. Evidentemente, os pedidos eram rejeitados pelo mérito, mas serviam de meio para salvaguardar a vida dos prisioneiros, como o fez, por muitas oportunidades, nossa combativa entidade de classe. Jamais poderia imaginar que fosse bloqueada no ato elementar do protocolo de uma petição. As ditaduras de esquerda não são mais radicais; são compostas de animais ferozes que habitam as mais densas selvas.

 

Amadeu R. Garrido de Paula amadeugarridoadv@uol.com.br 

São Paulo

 

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OAB GOLPISTA?

 

A OAB causando esta semana em Brasília! Estava mais do que na hora. Será ela golpista, também?

 

Elisabeth Migliavacca elisabeth448@gmail.com

São Paulo

 

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ERRO BRUTAL DA ORDEM

 

A manifestação dos advogados, que inclui um ex-presidente da OAB, mostra que efetivamente a atual direção da entidade está cometendo um erro brutal em pelo menos duas questões. A primeira, por certo, não ter feito uma ampla consulta aos advogados brasileiros sobre a apresentação de um pedido de impeachment da presidente Dilma Rousseff. E, em segundo lugar, é um posicionamento que caracteriza um partidarismo que não pode estar presente na direção dessa entidade.

 

Uriel Villas Boas urielvillasboas@yahoo.com.br

Santos

 

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ORDEM GOLPISTA

 

As repetidas manifestações das mais expressivas figuras do mundo jurídico, ao reafirmam a legalidade do processo de impeachment, previsto na Constituição federal, mostram quão lamentáveis são as atitudes de governistas, ao vincularem os pedidos nesse sentido, elaborados por prestigiadas instituições, a uma espécie de apropriação indébita da presidência. Assim, não se compreendem os tumultos ocorridos recentemente na Câmara dos Deputados  quando da tentativa de barrar a protocolização de um segundo requerimento formulado pela OAB. Com discurso inflamado, faca nos dentes, o deputado Wadih Damous (PT-RJ), ex-presidente por dois mandatos da seccional do Rio de Janeiro, aos berros do gramaticalmente pobre “não vai ter golpe”, tachou as iniciativas visando ao afastamento da presidente Dilma, de manobras de tapetão. Ao qualificar a Ordem de golpista, comete uma impropriedade, inadmissível por parte de um advogado que pertenceu aos seus quadros de liderança, pois sabe que uma das principais missões do órgão é exatamente a preservação da democracia. Pernicioso exemplo emanado de quem deveria acreditar na força do Direito e ser um dos seus mais fervorosos apóstolos.

 

Paulo Roberto Gotaç pgotac@gmail.com

Rio de Janeiro

 

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O DISCURSO DE GOLPE

 

Para a “presidanta”, desculpe, presidente, democracia é roubar e dilapidar as estatais, inclusive a Petrobrás. Todavia, prender os culpados é golpe. Até quando teremos de aguentar?

 

Dionysio Vecchiatti dio.vecchiatti@terra.com.br  

Valinhos

 

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‘DAQUI EU NÃO SAIO...’

 

Dilma Rousseff disse que vai se esconder no banheiro se houver o impeachment.

 

Eugênio José Alati eugeniojalati@gmail.com

Campinas

 

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É AGORA OU NUNCA MAIS

 

Nunca tivemos uma oportunidade tão grande de livrar o nosso país do amontoado de lixo e de roubalheira criminosamente instalado pela maior quadrilha de políticos e empresários safados, comandados pelo PT, no poder. O Supremo Tribunal Federal, a OAB, a Operação Lava Jato, o juiz Sérgio Moro, a Polícia Federal, os promotores, os líderes de diversos movimentos sociais, etc., e principalmente a grande maioria dos brasileiros democraticamente grita nas ruas: Basta! Não tememos bravatas ou ameaças ridículas de pelegos lulistas. Não acreditamos nas manobras de última hora dos que até aqui foram coniventes e beneficiados pela criminosa rede – portanto, corruptos e ladrões também. Como em todas as quadrilhas, na hora do rapa, é cada um por si. Criador não reconhecendo criatura, pai não reconhecendo filho e, na correria, todos gritando “quem foi o maldito que deixou este poste no meio do caminho?”.

 

Rogerio Rizzo rizzomoreno41@gmail.com

São Paulo

 

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DILMA E ALLENDE

 

Assisti nos últimos dias a um magnífico documentário sobre os três anos que antecederam a deposição do presidente Salvador Allende em 11/9/1973. Guardadas as devidas circunstâncias históricas e o espectro político mundial, é impressionante como os perfis de Allende e de Dilma Rousseff são semelhantes. Ambas são figuras convictas de que estão agindo corretamente – por mais que as consequências de suas ações apontem diametralmente para o contrário – e são figuras totalmente obcecadas pela sua ideologia, o que as torna completamente cegas. Diferentemente de outros líderes esquerdistas, que saíram fugidos na calada da noite, Allende não se acovardou e morreu dentro do Palácio de La Moneda, agarrado à sua causa e ao seu fuzil AK47, presente de Fidel Castro. Acredito que não será necessário que a Força Aérea Brasileira (FAB) bombardeie o Planalto para Dilma sair, como fez a Força Aérea Chilena, porém, pelo perfil dela, será difícil que caminhe voluntariamente para descer a rampa. Veremos nos próximos dias como será o “impeachment do século 21”.

 

Frederico d’Avila fredericobdavila@hotmail.com

São Paulo

 

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DESEMPREGO

 

Por causa da péssima gestão da presidente Dilma (pedaladas fiscais, recessão, etc.), o País já tem 10 milhões de desempregados – e esse número aumenta sem cessar. Mas aquela que primeiro deveria perder o emprego não é demitida nem pede demissão.

 

Mário A. Dente eticototal@gmail.com

São Paulo

 

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O BRASIL ESTÁ PARADO

 

Tenho acompanhado Lula e Dilma durante os últimos acontecimentos do País. Fico assistindo ao desespero de ambos, principalmente de Lula, para sair ileso deste lamaçal que ele próprio criou. É lamentável ver um ex-presidente procurando qualquer saída que seja (honrosa ou não) quando só há uma direção: a prisão. O País está parado; ninguém governa mais. O que se vê é uma quadrilha imensa tentando provar que é inocente, que de nada sabe, tentando se safar de uma prestação de contas ao País que virá mais cedo ou mais tarde. Neste intervalo, vemos o desemprego deslanchar, a inflação aumentar, as empresas falirem e o povo a sofrer com isso tudo. Até quando vamos aguentar? O Brasil não tem uma oposição, não tem presidente, não tem governo algum. Estão todos, todos, cuidando de sua defesa; e nós, ao léu. Vamos mudar este país agora? Quem sabe faz a hora, não espera acontecer.  

 

Marcia Rossi Soares marciarossi1@hotmail.com

São Paulo

 

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FÁBRICAS FECHADAS

 

Após pouco mais de três décadas da criação da Central Única dos Trabalhadores (CUT), o Partido dos Trabalhadores (PT), também de Lula, continua fechando fábricas e, infelizmente, agora por todo o País. Se a CUT, comandada por Lula, nos anos 80 do século passado transformou a região do ABCD Paulista num verdadeiro “cemitério de galpões” de indústrias fechadas e abandonadas, em razão da radicalização no curso das greves, este quadro deprimente de atual recessão econômica produzida perversamente pelo governo Dilma, que em 2014 fechou 3.584 fábricas, já em 2015 fechou 4.451, ou 24% mais, de indústrias de todos os segmentos, que cerraram suas portas. Ora, se as projeções para este ano de 2016 são de que o PIB tenha uma queda em torno de 4%, milhares de outras empresas, por falta de pedidos e capital de giro, vão seguir o mesmo caminho, aumentando ainda mais o desespero dos trabalhadores com o fantasma do desemprego batendo à porta. E o que dizer, então, do PT, que se dizia ser o partido dos trabalhadores, e hoje dá um verdadeiro golpe nesta digna classe operária do País?

 

Paulo Panossian paulopanossian@hotmail.com

São Paulo

 

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MAROLINHA?

 

Ao que parece, ao menos em São Paulo o ex-presidente Lula acertou em sua fala, sempre aos ventos, sobre o que iria chegar ao Brasil: uma marolinha. Mas, com 4 mil fábricas fechadas em um ano, seria isso uma marolinha? Este Lula é um grande falador de catástrofes. Por fim, recomendo que os funcionários que perderam o emprego nestas 4 fábricas acampem na porta da casa do ex-presidente.

 

Edivelton Tadeu Mendes etm_mblm@ig.com.br

São Paulo

 

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TRAGÉDIA ECONÔMICA

 

As cidades brasileiras estão se transformando num cemitério de imóveis vazios e se deteriorando. Mais de 100 mil lojas urbanas fecharam, o que equivale ao fechamento de todos os shopping existentes no País. Só no Estado de São Paulo mais de 8 mil fábricas fecharam nos últimos dois anos – em 2015, mais de 4.450, e em 2014 mais de 3.580 –, além das inúmeras empresas que requereram a recuperação judicial e as que já tiveram sua falência decretada. Faltam dados dos demais Estados. A atual crise econômica, política, moral e social provocada pela roubalheira e a corrupção do PT, cada dia que pa$$a, crescem sem limites. O desemprego elevado em breve estará causando uma convulsão social sem controles e precedentes na história brasileira. Precisamos extirpar o PT do poder, o câncer do Brasil. Qual a razão da omissão das nossas instituições? Será que vão esperar o derramamento de sangue dos brasileiros para intervirem? É por demais lamentável.

 

Fernando Silva lfd.dasilva@uol.com.br

São Paulo

 

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POR ONDE ANDA?

 

Estou à procura de respostas para duas perguntas. Se alguém souber, por favor, me responda. Agradeço. A primeira: em que toca se escondeu o rato de esgoto que ocupa o cargo de ministro da Educação, Aloizio Mercadante? Normalmente, ele se escondia sob a saia da subpresidente, até para fugir do presidente de fato, que não gosta dele. Minha segunda pergunta: por que esse marginal que tentou obstruir a Justiça, comprando o silêncio de outro corrupto para não fazer delação premiada, ainda não foi preso? O nosso “independente” Rodrigo Janot, procurador-geral da República, não vai se sentir indignado com a conduta desse desqualificado tentando obstruir a Justiça? Sua indignação, senhor Janot, é seletiva? Só vem à tona quando o bandido não pertence às hostes do governo? Senhor ministro da Educação da “Pátria Educadora”, dê-nos um sinal de vida, estamos muito preocupados com o seu sumiço. O senhor não foi jantar com o “sombra”, não é mesmo? Cuide-se, o País hoje é comandado por marginais dispostos a tudo. Até vale citar a seguinte frase: vivemos num país onde ladrões de sindicatos transformaram o País em sindicato de ladrões. E para essa gente tudo é válido, acredite ministro!

 

Humberto de Luna Freire Filho hlffilho@gmail.com

São Paulo

 

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DOIS PESOS, VÁRIAS MEDIDAS

 

Há pouco mais de dois meses, o senador Delcídio Amaral foi preso sob a justificativa de que estaria tentando atrapalhar as investigações judiciais e obstruir a Justiça. Uma gravação de voz realizada por um filho de um preso foi a prova suficiente para retirar o senador de circulação. Delcídio prometia pagar uma quantia ao preso Nestor Cerveró, um ex-diretor da Petrobrás, em troca do seu silêncio. Também sugerira conversar com ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) e com colegas influentes na política. Felizmente, não há notícias de que tenha conseguido conversar com alguém. Não conseguiu a soltura do preso nem o silêncio do seu interessado. No dia 15 de março de 2016 foi divulgada outra gravação, desta vez envolvendo um senador licenciado, ministro de Estado, talvez o mais próximo da presidente da República. Foi gravada por um assessor do próprio Delcídio. O ministro prometia conversar, de novo, com ministros do STF, especialmente com o presidente da Corte, e com políticos influentes, para encontrarem uma saída para o senador que fora preso. Delcídio prometia mandar o “passarinho” Cerveró voar para o exterior, de onde o retorno fica mais difícil, por causa da soberania dos países. A saída prometida por Mercadante não foi claramente definida. Mas era para o preso sair da cadeia, tal como acontecera com Delcídio. E os meios que colocam qualquer preso na rua só podem ser jurídicos, e não políticos. Ambas as promessas de ajuda envolviam dinheiro, um com quantia definida, a de agora, sabe-se lá como! Tão iguais as duas gravações quanto diferentes foram as consequências. Essa diferenciação de situações idênticas é a mais prejudicial em todas as relações entre poder e sociedade no Brasil. No campo jurídico, permite dar tratamento diferente a situações absolutamente iguais, dependendo dos envolvidos. A sociedade fica sem solidez nas suas referências entre um ato, seja delituoso ou não, e suas consequências lógicas. Além disso, o fato fica relativizado, dependendo de quem o praticou. Enquanto Delcídio foi preso, Mercadante continua ministro da Educação. Neste particular, há uma agravante. Pela simbologia da Educação, torna-se desalentador imaginar que a escola do seu filho tem um representante máximo capaz de inventar uma reunião numa faculdade qualquer para fazer uma visita particular a alguém. Isso foi escrito antes das gravações do ex-presidente Lula, sobre as quais cabe lembrar apenas que Lula chamara Delcídio Amaral de “imbecil”, segundo o noticiário, por ter-se deixado ser gravado. Já a Procuradoria Geral da República precisaria buscar o real sentido do trecho em que a presidente Dilma diz que “é só para usar em caso de necessidade”. E na berlinda mesmo ficou o Supremo Tribunal Federal, sobre quem seriam os cinco ministros da presidente. No mínimo desse esclarecimento ela e o senador Delcídio Amaral deveriam ser cobrados.

 

Pedro Cardoso da Costa pedcardosodacosta@refletindoobrasil.com.br

São Paulo

 

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O MERCADOR

 

O atual ministro da Educação, depois da lambança de seu desvio de atribuições junto ao assessor do senador Delcídio Amaral, agora aparece na mídia para ir atrás de 1,6 milhão de jovens que estão fora da escola, inclusive 954 mil crianças de 4 a 5 anos. Ora, sr. ministro, esse assunto passa pela falta de políticas voltadas para o planejamento familiar e a inclusão social, para não dizer controle da natalidade. Quando o governo estimula a procriação em troca de Bolsa Família e outras tais, o que o sr. espera? A classe média responsável, que paga impostos, admite apenas um ou no máximo dois filhos, já que está difícil prover educação decente num país onde o ensino público vai mal das pernas. Isso sem contar a saúde pública... Aliás, sr. ministro, só estão satisfeitos com essa  situação os traficantes e a bandidagem de toda ordem, que encontram mão de obra fácil nos filhos desvalidos do Brasil que a classe política ajudou a construir.

 

Antonio Barros barcarant@gmail.com

Pirassununga

 

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EDUCADORA?

 

Pátria educadora: matrículas diminuem. Há 3 milhões fora da escola!

 

Jorge Alberto Nurkin jorge.nurkin@gmail.com

São Paulo

 

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DELATADOS

A mesma delação premiada de Delcídio que serviu para incriminar Dilma e Lula não serve para também incriminar Temer, Aécio e outros?

 

Arnaldo Luiz de Oliveira Filho arluolf@hotmail.com

Itapeva

 

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ASSUNTO RECORRENTE

 

Isto é uma gravação: por que, entre todos os políticos denunciados, só avançou o processo contra Eduardo Cunha? O processo de Renan Calheiros tem quase dez anos e quase o ministro Edson Fachin o levou ao pleno, mas rapidamente mandaram que fosse engavetado. Renan quer ajudar Lula a destruir a Operação Lava Jato e o juiz Sérgio Moro. E tenho de acreditar que somos todos iguais perante a lei? Não dá...

 

Luíz Frid luiz.frid@globomail.com

São Paulo

 

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CAIXA PRETA ELEITORAL

 

Assim como a Operação Lava Jato surgiu do nada e hoje possui um alcance inimaginável, acredito que no âmbito eleitoral uma pequena fagulha também poderia deflagrar um incêndio devastador, ou seja, brasileiros entreolham-se, perplexos: quem elegeu Maluf, Collor, Lobão, Cunha e Renan, só para citar alguns?  Não, não fomos nós!

 

Ricardo C. Siqueira ricardocsiqueira@globo.com

Niterói (RJ)

 

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AGORA ‘ELLE’ SABE DE TUDO...

 

“Lulla” intimou Renan Calheiros com a seguinte afirmação: “Se ‘Dillma’ cair, todo mundo vai cair junto, pois eu sei de muita coisa”. Ora, “Lulla” nunca soube de nada e agora já sabe de tudo?

   

Júlio Roberto Ayres Brisola jrobrisola@uol.com.br

São Paulo

 

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SANTA INGENUIDADE

 

Em artigo na página A2 do dia 29 de março, o famoso publicitário Roberto Duailibi argumenta que a pior punição dos políticos condenados não virá da Justiça, mas, sim, do ostracismo social. Quanta ingenuidade! Na sua lógica de pessoa do bem, o sr. Duailibi se esquece de uma infinidade de exemplos recentes de apoio público a políticos corruptos, da reeleição de políticos condenados (que só não mais ocorrerá em razão de lei, e não de vontade popular), dos políticos procurados e até condenados internacionalmente circulando felizes por aí, das incontáveis expressões (públicas!) de desprezo de políticos pelo povo (que deveriam representar), etc. O sr. Duailibi confunde as expressões de “profunda antipatia” popular em locais públicos contra figuras do PT, e só do PT, com uma mudança brusca na cultura brasileira. Essas expressões “exaltadas” contra representantes do PT são resultado direto do desmascaramento de um fenômeno político muito específico chamado PT, que abusa não só de uma mensagem agressiva de guerra entre nós contra eles, mas também de uma infindável, constante e incorrigível compulsão por fraudes, mentiras e agressões contra tudo o que não faz parte e não colabora com o seu projeto de poder, e não de uma mudança na cultura brasileira. Como mostrou a experiência italiana em interessante artigo publicado aqui, no “Estadão”, a corrupção está tão profundamente arraigada na cultura brasileira que precisaremos de gerações de políticos e empresários sendo processados e duramente condenados, de forma constante e implacável, durante décadas, para que a cultura brasileira mude.

 

Oscar Thompson oscarthompson@hotmail.com

Santana de Parnaíba

 

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BOLSOS CHEIOS

 

Discordo em gênero, número e grau do que escreveu o sr. Roberto Duailibi (29/3, A2). Político é um profissional que visa ao beneficio próprio, ao enriquecimento rápido e a benefícios diversos até morrer. Todos os políticos! Principal causa: ausência de educação e falta de formação de caráter. Com certeza, viverão, sim, sem a graça popular, desde que com os bolsos cheios.

 

Renato M. Miranda renatomiranda66@gmail.com

Itu

 

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DESPREZO

 

Excelente o artigo de Roberto Duailibi na edição do dia 29/3. De fato, o pior julgamento do homem público são o desprestígio e o desprezo da população.

 

Alexis Thuller Pagliarini alexis@fenapro.org.br

São Paulo

 

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LULA E O PARECER DO PGR

 

O parecer do sr. procurador-geral da República (PGR), sr. Rodrigo Janot, ao afirmar que não há impedimento para o sr. Lula ser nomeado ministro, mas que deve ser mantido o foro de Curitiba para a continuidade da apuração das acusações que pesam sobre o ex-presidente, sob o argumento de que há indícios de interesses escusos na nomeação, é de uma incoerência própria de alguém que não quer assumir a responsabilidade pelos seus atos. Se não vejamos: 1) se há indícios de irregularidade na nomeação, não poderá ser legitimada pela Procuradoria. 2) Se a nomeação é legitima, não pode a Procuradoria alterar o foro, visto que  a Constituição federal determina que os ministros de Estado (entre outros) só podem ser julgados pelo Supremo Tribunal Federal. Então, sr. Janot, como é que ficamos?

 

Roberto Luiz Pinto e Silva robertolpsilva@hotmail.com

São Paulo

 

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UM NO CRAVO E OUTRO NA FERRADURA?

 

A serem verdadeiros os termos constantes da matéria da página A9 do “Estadão” de ontem (29/3), a respeito do parecer do procurador-geral da República analisando a legalidade/regularidade da nomeação de Lula para ministro-chefe da Casa Civil, na medida em que a presidente da República pode nomear quem quiser para o cargo de ministro de Estado, e a circunstância de se tratar de investigado na Operação Lava Jato não importar, por força do princípio da presunção de inocência, para depois reconhecer que a nomeação e posse foram apressadas para interromper as investigações, penso que seria o caso de, pela contradição que encerra, pedir ao PGR que esclareça: ou há vício no ato da Presidência da República, que seria causa de enquadramento penal, ou é tudo legítimo. Um no cravo e outro na ferradura?

 

Ana Lúcia Amaral anamaral@uol.com.br

São Paulo

 

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DÚVIDAS

 

Lendo o intrincado parecer do PGR, dr. Janot, senti-me acometido de grave deficiência cognitiva. Não percebi se o sr. da Silva tem ou não condições de ser ministro e se a presidente tem ou não discernimento e conceito do que seja moral e do que seja imoral, do que seja ético e do que não o seja. Outra coisa que escapou à minha compreensão é o que, “do ponto de vista jurídico”, não apresente obstáculo para a nomeação de um ministro de Estado, o que, “do ponto de vista ético”, seja absolutamente inaceitável. Que nesta República haja quem se ache acima da lei não é novidade, o que parece novo é que “do ponto de vista jurídico” ética e moral não façam mais parte de seus fundamentos. As pessoas “normais” deste país devem estar perplexas com o sábio parecer do doutíssimo procurador-geral.

 

Mário Rubens Costa costamar31@terra.com.br

Campinas

 

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PROGRAMA

 

Espetáculos PGR apresenta...  Janot, o contorcionista!

 

A.Fernandes standyball@hotmail.com

São Paulo

 

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JANOT E O APADRINHADO

 

Ontem soube, estarrecido, que o procurador-geral da República, Rodrigo Janot, enviou parecer favorável à posse do ex-presidente Lula como ministro da Casa Civil e sugerindo que o processo de investigação no processo da Lava Jato fique com o juiz Sérgio Moro. Pois bem, se a nomeação de Lula a ministro lhe dará foro privilegiado, de que valeão todas as provas de descaminhos do sr. Lula levantadas na Lava Jato, se o STF no futuro poderá inocentá-lo? Desculpe-me, sr. Janot, seja homem, tome para si a tarefa de investigar este processo e apresente literalmente à Nação seu trabalho e sua conclusão.

 

Urias Borrasca urias@mercosulrefratarios.com.br

Sertãozinho

 

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ANÁLISE COMPLICADA

 

No meu entender, a resposta do procurador-geral  da República ao ministro Teori Zavascki, embora tenha caracterizado a nomeação de Lula como tentativa de obstrução de Justiça e desvio de  finalidade, portanto indicando que considerava haver indícios de crime de responsabilidade da presidente, motivo para impeachment claramente definido na Constituição federal, termina com uma recomendação de implementação no mínimo complicada. O procurador, apesar de concordar com a premissa do ministro Gilmar Mendes de que o moto principal da nomeação foi afastar o nomeado da ação da esfera do juiz Moro e ter, por isso, simplesmente suspendido liminarmente essa nomeação e seus efeitos, impedindo a consecução do crime de obstrução intentado, recomenda um complexo mecanismo de legalidade duvidosa para aprovar a nomeação e, ao mesmo tempo, retirar o foro privilegiado do nomeado, mantendo o processo na jurisdição do juiz Sérgio Moro. A solução muito mais fácil seria simplesmente avalizar a decisão tomada pelo ministro Mendes. O que aparentemente não é a opinião do ministro Teori, o que talvez explique a tentativa do procurador de não o contradizer diretamente.

 

Carlos Ney Millen Coutinho cncoutinho@uol.com.br

Rio de Janeiro

 

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SAMBA DO CRIOULO DOIDO

 

Gilmar Mendes, ministro do Supremo Tribunal Federal, invalidou a posse de Luiz Inácio Lula da Silva na Casa Civil e mandou o processo para o juiz Sérgio Moro, na primeira instância. Em seguida, Teori Zavascki, também do STF, avocou o processo para a egrégia Corte Suprema, mas manteve a invalidade da investidura. Por derradeiro e por enquanto, Rodrigo Janot, procurador-geral da República, acolhe a posse do ex-presidente, porém pede que as investigações retornem a Moro (manchete do “Estadão” de ontem). Diante dessa babel, impossível não evocar o antigo sucesso dos Demônios da Garoa que começa assim: “Foi em Diamantina, onde nasceu JK, que a princesa Leopoldina arresolveu se casá, mas Chica da Silva tinha outros pretendentes e obrigou a princesa a se casá com Tiradentes”. 

 

Joaquim Quintino Filho jqf@terra.com.br

Pirassununga

 

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TESES COLIDENTES

 

Expliquem-me, por favor, se Janot entende pela constitucionalidade da nomeação de Lula ao cargo de ministro de Estado (art. 84, I, da Constituição da República), como, então, pede que as investigações contra o ex-presidente retornem à jurisdição de Moro? Ou bem Lula é ministro de Estado, e passa a gozar de foro privilegiado (STF), ou não, e aí, sim, a competência retorna à primeira instância. Ora, defender a nomeação concomitantemente com a remessa dos autos à jurisdição comum ordinária parece-me postulação de teses colidentes, que só colaboram à morosidade da Justiça, criando um processo kafkaniano, de “sobe e desce”, num momento em que o País clama pelo devido processo legal (neste inserto o primado da celeridade processual).

 

Andrea Metne Arnaut andreaarnaut@uol.com.br

São Paulo

 

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DUAS VELAS

 

Em outros tempos poderia ser tachado de heresia jurídica – aquele argumento ou colocação que nos choca a todos, empobrece a discussão e nos deixa estupefeitos e, ao mesmo tempo, indignados. Em determinadas passagens da vida, o homem público que honra o seu ofício e define a sua independência como moldagem familiar que lhe garantiu os estudos e, portanto, o sucesso carreira, não pode hesitar, tampouco diversificar, particularmente – ou, melhor, principalmente! – numa quadra de definições políticas, sociais, econômicas, jurídicas por que passa o nosso país. E ele sabe muito disso! Pelo menos é o que deixou antever em sua fala por ocasião de sua estada nos altiplanos suíços. Pode até não ser a tradução correta do teor do seu parecer na ação proposta pela Advocacia-Geral da União (AGU) no STF para ver legitimada a nomeação do ex-presidente petista para o cargo de ministro de Estado, mas não tem como fugir da sua sugestão. Definiu o ato da “presidente petista” como discricionário – por meio do qual o administrador público, sponte sua, se ampara na questão da oportunidade e da conveniência para adotá-lo. Muito bem! Até aí, levando simplesmente ao pé da letra essa autorização tácita, por inserida em algum momento no nosso direito objetivo e consagrada pela doutrina – ainda que com algumas reservas – como possibilidade dada ao administrador gerir a coisa pública através de atos definidos como de império. Ainda que nesse contexto o governando haverá de se balizar por outros valores maiores – como aqueles definidos pelo artigo 37 da Constituição – no tocante à moralidade, impessoalidade, publicidade e outros que já algum tempo deixamos de levar em contar. Dentre esses, seguramente, encontra-se o “desvio de finalidade”, muito bem lembrado pelo PGR e que a partir dessa premissa  concluiu que o ato de nomeação do ex-presidente exalava odor de favorecimento para lhe garantir o foro privilegiado no STF. No meu modesto entendimento, uma nova e definitiva escorregada do procurador-geral, com esse argumento, sustentar que um ministro de Estado – detentor de foro privilegiado na Constituição – possa ser investigado e processado por um juiz de primeira instância alcança as raias da estoitice. Uma platitude sem tamanho, própria daquelas pessoas hesitantes, ou sem fé, que preferem acender uma vela para o santo de sua devoção e outra para o diabo. Assim não dá para continuar a discussão, Paro por aqui!

 

Noel Gonçalves Cerqueira noelcerqueira@gmail.com

Jacarezinho (PR)

 

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GRATIDÃO

 

Janot mesmo declarou, quando estava na Europa e estourou este caso aqui, no Brasil, que deve sua posição atual somente a sua família, e a mais ninguém. Pelo jeito, alguma coisa mudou, né? Por que agora Lula pode assumir a Casa Civil? Será por que ele afirmou que Janot é um mal agradecido por ter tal cargo em função de alguma maracutaia dele? Ou será que Lula faz parte da família de Janot e ninguém sabe? Como acreditar num procurador-geral da República que tem esse tipo de comportamento?

 

José Roberto Niero jrniero@yahoo.com.br

São Caetano do Sul

 

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JUSTIÇA

 

O combate à corrupção, a impunidade e a liberdade de expressão e de imprensa foram os principais temas que fundamentaram a cerimônia do “Prêmio faz a Diferença”, concedido à ministra Cármen Lúcia, do Supremo Tribunal Federal. Às vezes uma notícia boa como esta alimenta nossa alma e a esperança de sairmos do atoleiro em que se encontra o País. São pessoas dignas, simples e competentes, como Cármen Lúcia, que nos deixam felizes e com energia para suportar as agruras do momento que vivemos. As inversões de valores e de verdades que são disseminadas na população desinformada agridem e enojam os cidadãos que desejam um país civilizado, pacífico, com saúde, educação e segurança ao alcance de todos.

 

Mário Negrão Borgonovi marionegrao.borgonovi@gmail.com 

Rio de Janeiro

 

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BARBÁRIE

 

A poucos meses  da  realização  de  um  dos  maiores  eventos da  humanidade, a Olimpíada, os principais jornais do País retratam  uma violência descabida. Pessoas atearam fogo em dois  ônibus e a uma estação do BRT no bairro de Madureira, no Rio de Janeiro. A razão dessa barbárie foi a morte de uma criança em razão de uma guerra entre traficantes da região. Essa morte retrata muito bem a situação caótica do nosso país, com uma grave crise moral e ética, em que a corrupção predomina, as leis não são respeitadas e ameaças de atos de violência ecoam daqueles que deveriam dar o exemplo.

 

Luiz Felipe Schittini fschittini@gmail.com

Rio de Janeiro

 

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GERAÇÃO ZIKA

 

Surtos epidêmicos e concomitantes no Brasil em 2016: dengue, chikungunya, zika, síndrome de Guillain-Barré, malária, gripe H1N1. Resultado da falta de investimento em infraestrutura e saúde, por 14 longos anos: metade das casas no Brasil não tem sistema de esgoto. As crianças nascidas com microcefalia serão conhecidas como parte da geração zika, marca vergonhosa e perene da administração do PT.

 

Mara Montezuma Assaf montezuma.scriba@gmail.com

São Paulo

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