Fórum dos Leitores

IMPEACHMENT

O Estado de S.Paulo

17 Abril 2016 | 03h07

Sair é imperativo

Afastar a presidente Dilma do poder não é apenas uma questão política. O País precisa sair desta lerdeza, progredir, trabalhar, produzir, e para isso é necessário ter confiança nos agentes públicos. Não é nos dividindo entre o bem e o mal que vamos sair desta monstruosa crise, jamais vista; é com muito trabalho e seriedade, passo a passo, que poderemos alcançar as credenciais para alavancar o progresso. A saída do PT do governo é uma providência essencial. O que de mais relevante o governo petista fez foi aumentar o número de miseráveis do Bolsa Família e dividir o bolo da governabilidade entre seus aliados famintos, que só querem dinheiro e poder para usufruir o melhor, para si e sua família – olhem o exemplo do Lula. Nunca passamos por tamanho vexame, cada dia um novo escândalo de corrupção. Não sei até quando os brasileiros podem aguentar, aqui e lá fora.

ODILÉA MIGNON

cardosomignon@gmail.com

Rio de Janeiro

Paráfrase einsteiniana

Independentemente do resultado da votação na Câmara dos Deputados, um dito de Einstein parafraseado descreve fielmente as consequências do lulopetismo. Existem duas coisas infinitas: o universo e os prejuízos que Lula, Dilma, e o PT causaram ao Brasil. Não temos tanta certeza quanto ao universo.

OMAR EL SEOUD

elseoud.usp@gmail.com

São Paulo

Racionalidade à prova

Olhando o que está acontecendo no mundo atual, vemos que o liberalismo democrático está ameaçado pelo retorno de governos totalitários, sob o poder de supostos deuses. Os parlamentares brasileiros podem provar, hoje, que, embora a maioria dos eleitores brasileiros tenha sucumbido nos últimos anos a esse canto de sereia, o Brasil ainda é dotado de razão e, assim, votar em peso a favor do afastamento daqueles que se apresentam como divinos salvadores, que tal qual o Estado Islâmico exigem a vida de seus seguidores.

SANDRA MARIA GONÇALVES

sandgon@terra.com.br

São Paulo

À ‘intelligentsia’ universitária

Quando um médico mata dez pessoas consecutivamente, você continua indo a esse médico? Quando um engenheiro derruba 20 pontes seguidas, ele continua sendo contratado para fazer pontes? Adianta esfregar o diploma na cara dos outros? Há muito tempo que assisto a esse show de horrores e sou obrigado a responder. Em 2014, vocês disseram que se o cargo de presidente fosse para Marina Silva ou Aécio Neves a inflação aumentaria para os bancos colherem juros. Disseram que se a oposição ganhasse haveria ministros como Kátia Abreu e o fim de programas sociais. Erraram: isso aconteceu quando a presidente de vocês foi reeleita. Ridicularizaram a Empiricus quando mandou vender ações da Petrobrás e criticaram a analista do Santander quando ela previu o óbvio. Aconteceu. Depois, quando o dólar já estava a absurdos R$ 3, ridicularizaram a Empiricus de novo por dizer que o dólar chegaria a R$ 4, e quando isso aconteceu deram uma lição horrorosa de argumentos, sempre pavimentados em textos rebuscados (muitas vezes com citações acadêmicas, como se seu meio de divulgação fosse o Scielo), do tipo “não como dólar”, “o dólar reajustado à inflação é...” (numa clara demonstração de não entenderem o que é flutuação cambial) e barbaridades do gênero. Tiraram sarro do 13 de Março e choraram quando ele chegou. Denunciaram quem pedia impeachment, sendo que vocês pediram a vida inteira o de todo mundo. Disseram que as manifestações eram contra um ente genérico da corrupção e ficaram repetindo “e o Aécio?”, e o homem foi hostilizado na maior manifestação da História do Brasil. Citaram todas as fontes confiáveis de blogs que ninguém nunca ouviu falar. Pediram pelo amor de Deus para encerrarem o discurso de ódio enquanto seus amigos quebravam vidraças, queimavam nossa Bandeira, agrediam manifestantes. Levaram sova nas ruas enquanto ainda tentam explicar a irracionalidade de massa de junho de 2013 (“mas aquelas pessoas não eram todas de esquerda?”). Tentaram denunciar a máfia da merenda e o Eduardo Cunha e choraram quando não apareceram defensores deles. Ao gritarem o “todo mundo é corrupto”, viram que só vocês estavam nus – confrontados com o seu passado de “movimento pela moralidade na política”. É um 7 x 1 diário. Do “não vai ter golpe” ao apoio ao impeachment dado pela Ordem dos Advogados do Brasil. Do “e o pessoal do Direito?” aos mais de 750 magistrados que apoiam Sergio Moro. Desistiram de mandar os outros estudar História simplesmente porque as pessoas deixaram de acreditar em vocês. Vocês, os grandes “iluminados”, erram em tudo, o tempo todo. Agora, como última cartada, jogam os diplomas em cima da mesa e tentam esfregar seus títulos na cara das pessoas com “eu sou historiador”, “sou das ciências humanas” (como se um astrofísico operasse uma pessoa porque ele é das “ciências naturais”). Tentam dar a carteirada diária porque ninguém dá atenção a suas análises erradas. Suas previsões levariam qualquer investidor à falência e qualquer turista à confusão. Só posso atribuir isso a um súbito desespero. Um desespero de quem descobriu, às vezes aos 30 anos, que o mundo não é um sarau universitário. Que não faz diferença para o povo o que se chama PSTU ou PCB, simplesmente porque ninguém vota neles sequer para vereador. Porque o mundo revolucionário de vocês fracassou e fracassa todos os dias. Porque os intelectuais, em sua arrogância, seguem o velho hábito brasileiro de citar a si mesmos e nunca serem conhecidos pela sociedade (esse conjunto de pessoas do qual vocês têm repulsa, mas anseiam salvar). Parem de gritar que o lobo vai comer os carneiros. Nenhum pastor mais virá.

LEONARDO SARTORI MENEGATTO

leonardo_menegatto@msn.com

Americana

Precisa desenhar?

Alguém, por favor, avise a esse governo do PT que crime sem impeachment também é golpe.

EUGENIO DE ARAUJO SILVA

eugenio-araujo@uol.com.br

Canela (RS)

Justa causa

Hoje não haverá impeachment, nem golpe, vai haver demissão por justa causa.

JOSÉ CARLOS DEGASPARE

degaspare@uol.com.br

São Paulo

Resumo da ópera

Escolher entre um governo com graves acusações de corrupção e totalmente incompetente, de um lado, e um governo com graves acusações de corrupção, mas potencialmente competente e capaz de tirar o Brasil da crise – a opção não agrada, mas é a única viável no momento.

REGINA ULHÔA CINTRA

regina.cintra@yahoo.com.br

São Paulo

 

O IMPEACHMENT NA CÂMARA

 

Dilma Rousseff segue inexoravelmente para o fim de seu governo. Se, milagrosamente, não sofrer a derrota no impeachment, sofrerá outras ações já em curso, sob outras impropriedades cometidas. De qualquer forma, dificilmente terminará seu mandato. Seu erro maior foi ter subestimado nossa frágil democracia. Acreditou em que, vencendo por maioria simples, lhe era permitido fazer o que quisesse, sob os auspícios do padrinho deus Lula. Ao saírem da clandestinidade e optarem pelo caminho político da conquista do poder, jamais imaginaram que isso ocorreria tão rápido. Sem contar com filiados capacitados para exercer as responsabilidades do poder conquistado, apelaram para acordos com partidos e pessoas que lhes mostraram o mapa da mina. Com os cofres do dinheiro público abertos, com fraca supervisão, efetivou-se a união da fome com a vontade de comer. A Operação Lava Jato, mais que a oposição política, desnuda a prática e os desacredita. Tão rápido como a ascensão, assistimos agora a sua queda, com a debandada de quem antes lhes aplaudia.

 

Sergio Holl Lara jrmholl.idt@terra.com.br

Indaiatuba

 

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BANDEIRAS

 

Hoje teremos a votação, no plenário da Câmara dos Deputados, do impeachment da nossa presidente. Vou colocar na frente de minha casa, como direito de um cidadão brasileiro, a bandeira brasileira em apoio ao impeachment. Será que veremos casas com um pano vermelho pendurado?

 

Carlos Alberto Duarte carlosadu@yahoo.com.br

São Paulo

 

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2016, UM ANO HISTÓRICO

 

O ano de 2016, extremamente tumultuado pelos acontecimentos que trouxeram à tona a larga escala de corrupção no Brasil, evidenciou também o descalabro da Justiça brasileira e, especialmente, do Poder Legislativo nacional. Máscaras caíram, heróis foram criados, crápulas foram desmascarados e o País retoma hoje o caminho da nefasta inflação. Sob a mentira deslavada de que “tudo está bem”, apenas os mais abastados e os penduricalhos do poder se acham em situação boa. As migalhas distribuídas aos mais pobres escondem uma intenção de domínio e o povo carente, que antes não tinha pão, hoje já se satisfaz apenas com a mortadela. É necessário muito mais. A educação não pode ser apenas um diploma para o agraciado que mal sabe escrever o nome. A saúde pública deve ser mais que um atendimento correto, e não só mero comparecimento e uma receita de remédios que nem sequer pode o paciente comprar. Segurança pública é poder andar pelas ruas sem medo e com a certeza de que voltará para casa, onde os seus familiares estão seguros. No entanto, vemos os demagogos usando da “boa lábia” a fim de iludir os ignorantes. Vemos estes mesmos demagogos, abastados e com dinheiro fora do País, sendo endeusados por uma turba de pessoas cujo cérebro foi “lavado” e nele foram colocadas ideias pseudossocialistas. Vemos, agora, um Legislativo submisso e um Judiciário casuístico, onde benefícios são trocados e “favores”, pagos com interpretações diversas da Constituição. Vemos um governo paralelo implantado em hotéis de luxo ao lado do palácio do governo e uma presidente “de direito”, apenas, cujo mentor não concorda com que ela sofra o impeachment porque perderá o cargo de presidente “de fato”. Vemos uma tentativa de golpe, mas não o golpe de afastar Dilma do poder, e, sim, de mantê-la no poder para que seus asseclas possam continuar governando e cargos sejam trocados como 30 moedas de Judas. Vemos, no entanto – e isso é o mais grave –, Dilma e Lula se reunindo com grupos como o MST, a CUT e outros movimentos, procurando criar uma frente de defesa, esquecendo-se de que os pobres coitados dessa turma arregimentada serão os bois de piranha e estarão na frente de batalha, enquanto seus comandantes estarão à distancia tomando seu vinho importado e usando seus carrões. 2016, independentemente do resultado, será o ano de uma guerra civil, já que Lula, que representa o PT e por ele responde, juntamente com Stédile, Falcão, Rainha e outros dos pseudomovimentos sociais estão incitando o povo para um derramamento de sangue. Isso fica evidente em razão do muro divisório plantado na frente do Congresso Nacional. Lá estarão “nós” e “eles”, que certamente se enfrentarão numa batalha que se estenderá por todo o País. Quem viver verá.

 

Claudio Mazetto cmazetto@ig.com.br

São Paulo

 

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TAL QUAL NO DIVÓRCIO

 

O impeachment é igual ao divórcio. Livra-se do cônjuge, mas não se livra dos problemas. No divórcio, livra-se do cônjuge, mas é impossível arrumar outro cônjuge melhor. Sem defeitos. No impeachment, livra-se de um(a) presidente, mas o seu substituto não resolverá nenhum problema. Mas o pior mesmo será o impeachment do substituto. Será o divórcio pela segunda vez. Isso significa que quem não está preparado para se casar não deve se casar. E quem não está preparado para ser presidente da República não deve se candidatar. Na certa, será o divórcio ou o impeachment! Respectivamente.

 

Ney José Pereira neyjosepereira@yahoo.com.br

São Paulo

 

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JUSTO AGORA?

 

Já pensaram se, justamente agora, no meio deste pega-pra-capar, o Bessias inventa de tirar aquelas férias atrasadas?

 

Joaquim Quintino Filho jqf@terra.com.br

Pirassununga

 

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POSTE

 

É, parece que “o poste” vai mesmo cair. Tomara que caia na cabeça do mau instalador, que não estudou em boa escola técnica.

 

Adriles Ulhoa Filho adriles@uai.com.br

Belo Horizonte

 

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ERRO

 

O maior erro de Dilma foi o mesmo cometido pelo ex-presidente Fernando Collor: escolher muito mal o companheiro de chapa.

 

Moyses Cheid Júnior jr.cheid@gmail.com

São Bernardo do Campo

 

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MONTANHA RUSSA

 

Estamos vivendo uma situação de teatro do absurdo, digna do mais insólito delírio de Eugène Ionesco. Temos uma presidente que, para se reeleger, represou tarifas públicas, “pedalou” as contas do governo, enganou sobre a real situação da economia e que, ao surgir a realidade, praticamente deixou de governar por falta de apoio político, tudo isso em meio a um ambiente de corrupção cujas investigações são constantemente ameaçadas pelos poderosos implicados de seu partido. Sem boia salva-vidas para socorro, a nossa dirigente máxima convocou um ex-presidente, investigado, para assumir seu mais importante ministério. Justificou a iniciativa ao alegar que, com suas habilidades, ele poderia exercer com eficiência a coordenação política, brindando-o de quebra com foro privilegiado, o que o desvincularia da primeira instância, numa clara demonstração de obstrução à Justiça. Apesar de estar sua posse sub judice, assim mesmo iniciou o cidadão seus trabalhos, instalado em luxuosa suíte, com despesas pagas não se sabe por quem, situada a pouca distância do Palácio do Planalto, de onde passou a governar o País. Lá, recebeu políticos – até o presidente do Senado foi flagrado ao visitá-lo – e operou um balcão de trocas visando a obter resultado favorável no processo de impedimento ao qual a presidente está submetida pelo Congresso. Reitera-se, no entanto, a todo momento, que, apesar do quadro caótico do País, com inflação e desemprego, as instituições funcionam. Há controvérsias, como dizia saudoso humorista. Talvez elas estejam, mas como uma montanha russa sem manutenção, que pode descarrilar a qualquer momento.

 

Paulo Roberto Gotaç pgotac@gmail.com

Rio de Janeiro

 

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DILEMA CONSTITUCIONAL

 

A Constituição que prevê o impedimento do presidente é a mesma que prevê sua escolha por meio de eleições livres e diretas. Nem o Parlamento, nem o Judiciário, nem qualquer órgão de controle e fiscalização tem legitimidade para processar e julgar o mandatário da Nação sufragado por 53 milhões de votos. Aqui o remédio constitucional é a convocação de um plebiscito popular para decidir sobre o destino do presidente.

 

Marcos Abrão m.abrao@terra.com.br

São Paulo

 

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UM RH PARA O BRASIL

 

Um bom departamento de Recursos Humanos teria impedido a catastrófica chegada de Dilma Rousseff à Presidência da República. Usando os mesmos procedimentos que qualquer empresa usa para contratar um novo funcionário (análise de currículo, entrevistas, testes), teria sido facilmente detectada a falta de condições da candidata Dilma para ocupar o cargo pretendido. Um currículo com várias passagens pela prisão por crimes como assalto a mão armada acenderia todas as luzes vermelhas, e testes e entrevistas iriam facilmente identificar a total falta de habilidade para trabalhar em equipe e obedecer a regras. Dilma Rousseff jamais seria contratada para ser a presidente de uma grande empresa. O Brasil precisa rever com humildade alguns conceitos da sua jovem democracia. Permitir que qualquer um pleiteie qualquer cargo, deixando tudo nas mãos do voto popular, que pode ser facilmente manipulado com mentiras e propaganda enganosa, é a receita do desastre democrático que o País vive hoje. A democracia brasileira precisa amadurecer, ser menos ingênua, criar mecanismos para se defender das quadrilhas criminosas que usam suas poucas e fracas regras para alcançar o poder e roubar à vontade.   

 

Mário Barilá Filho mariobarila@yahoo.com.br

São Paulo

 

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A VOTAÇÃO DO IMPEACHMENT

 

O voto dirá quem votou com a mão na consciência e quem votou com a mão no bolso.

 

Roberto Twiaschor rtwiaschor@uol.com.br

São Paulo

 

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AOS DEPUTADOS INDECISOS

 

Vale lembrar aos deputados que até o momento se dizem indecisos que, antes de votarem no processo de impeachment, pensem no Brasil e não na proposta que o PT está fazendo, pois toda esta bondade que o PT oferece agora já foi oferecida anteriormente e o que realmente recebemos em troca foram roubos aos cofres públicos, inflação, desemprego e, o que é pior, o endividamento do trabalhador. Num país que é considerado por nós, brasileiros, como o melhor país do mundo não pode continuar em decadência, como vem acontecendo nos dias de hoje. Você, que é deputado, que foi eleito para defender os interesses do seu povo, não pode admitir que o Brasil continue sendo assaltado por esta organização criminosa formada pelo PT – se não bastasse o “mensalão”, que já era muito, temos também os fatos apurados pela Lava Jato, o maior esquema de desvio de dinheiro que o País já conheceu, tudo isso na era PT, sob as ordens de Lula e Dilma. Então, senhores deputados, chegou a hora de defender o povo brasileiro e pôr um fim a este câncer que está nos matando pouco a pouco. Ainda há tempo de reverter o mal feito por este desgoverno a que chamamos de presidenta Dilma e recolocar o Brasil nos eixos.

 

Daniel de Jesus Gonçalves al_amachado@yahoo.com.br

Paranavaí (PR)

 

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DE BARBOSA A MORO

 

Não muito tempo atrás, o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Joaquim Barbosa nos deu esperança de que ainda existem pessoas honestas e vacinadas contra a corrupção no Brasil. Estranhamente e na efervescência política que o País vivia, Barbosa se aposentou. E não apenas se aposentou, mas, inclusive, se retirou das mídias e se abstém até hoje de se manifestar sobre a situação caótica de corrupção em que o País está mergulhado. Onde está o sr. Joaquim? Isolou-se com receio de ter o mesmo destino do prefeito Celso Daniel, das bravatas do sapo barbudo, do “exército” do MST? Agora estamos depositando nossas esperanças no juiz Sérgio Moro, mas não na instituição do Judiciário, que balança ao vento do sistema bolivariano. Deus nos ajude.

 

Geraldo Freitas geraldof.gti@gmail.com

São Paulo

 

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NO PLACAR, 342 VOTOS

 

342 votos! Ai, ai, ai, ai, tá chegando a hora, o dia já vem raiando, querida, e você vai ter de ir embora... O Brasil está lúcido, vamos reorganizar a nossa pátria amada, com dignidade e o respeito que ela merece. Se é de Norte a Sul, de Leste a Oeste, pouco importa, queremos é voltar a ter orgulho das cores verde e amarela. Somos um só povo, rico na sua miscigenação, e, independentemente da cor, do credo, do nível social, temos o mesmo ideal: ordem e progresso! 

 

Eduardo Foz de Macedo efozmacedo@gmail.com

São Paulo

 

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PAÍS DIVIDIDO

 

Pronto. Agora somos um país dividido, pelo menos na Esplanada dos Ministérios, em Brasília. De um lado, 80%, do outro, 20%. Mas o pior é que os 20% não entendem que os 80% estão lutando por eles. Os 80% querem um país com Lava Jato e os corruptos na cadeia. Os 80% querem a estabilidade do País de volta. Os 80% querem os milhões de empregos que se evaporaram. Os 80% querem um país sem doenças, que só estão nos afligindo por causa do descalabro desta gestão com a nossa saúde pública. Os 20%, e neles se incluem pessoas esclarecidas, ainda acreditam em Lula e no PT – eu nem falo em Dilma, porque ela é apenas um poste. Mas foram eles, Lula e o PT, que receberam um país em condições de galgar novos patamares e botaram tudo a perder com a sua ânsia de se perpetuar no poder a qualquer custo. Os 80%, hoje, sabem que Lula nunca pensou no povo, como ele diz, mas em si próprio. Os 80% entendem que democracia é reverter o golpe que foi dado na Petrobrás, levando uma empresa símbolo do País a se tornar uma das mais endividadas do planeta. Os 80% não morrem de amores por Michel Temer, mas é o que a Constituição nos reserva. Aliás, quem o colocou lá foi quem votou em Dilma, então por que não pensaram nisso antes? O certo é que Temer é o vice, e o vice assume no lugar da presidente legitimamente defenestrada do Palácio do Planalto. Novas eleições não estão previstas na Constituição. Essa opção não existe, e a que existe – o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) cassar a chapa – ninguém entende por que tanto demora. O fato é que os 80% querem ver o PT e seus asseclas longe do poder e, acreditem, os 20% ainda vão nos agradecer um dia.

 

Luiz Gonzaga Tressoldi Saraiva lgtsaraiva@uol.com.br

São Paulo

 

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BOM SENSO

 

Tia Dilma, pense um pouco, ao menos uma vez, e talvez possa se conscientizar de que é muito melhor renunciar do que ser “expulsa” e “despejada”. Né não?

 

Angelo Tonelli angelotonelli@yahoo.com.br

São Paulo

 

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CARTA A DILMA ROUSSEF

 

Prezada Dilma, permita-me o tom coloquial, para apresentar-lhe minha opinião sobre os acontecimentos que a têm envolvido em seu segundo mandato. Nunca duvidei de seu idealismo nem de suas boas intenções, embora de boas intenções esteja cheio o inferno. Blindada por um entorno de acólitos que não ousam mostrar-lhe a realidade, e acalentada no Salão Verde por plateias de aplauso garantido, não lhe é possível aperceber-se da situação terrível em que o País está mergulhado. O cidadão comum sofre na pele as consequências de suas decisões equivocadas, que não são obra apenas sua, mas de uma pretensa ideologia petista: economia em recessão, com o PIB despencando, mais de 10 milhões de desempregados, milhares de empresas fechando as portas, inflação nas alturas, e, o que é pior, sem nenhuma perspectiva de recuperação em médio prazo. A culpa por esse descalabro não é exclusivamente sua. A culpa maior é de quem mistificou o povo inventando suas imagens de “gerentona” e “mãe do PAC”, nas quais até a sra. mesma acreditou. Ao fazer “o diabo” para se reeleger, a sra. se esqueceu de que o demônio logo lhe cobraria um preço muito alto: sua agonia num autêntico garrote medieval, em que as adversidades sucessivas vão torcendo a corrente em torno de seu corpo. Faltaram-lhe, Dilma, os cabedais para ocupar a Presidência, e a competência e a autonomia para escolher pessoas qualificadas para compor sua equipe de governo. Sobraram-lhe voluntariedade e prepotência para achar que poderia moldar a realidade conforme seus desejos.  Dilma, nosso país está sangrando e não existe a menor possibilidade de que a sra. possa consertar o estrago feito.  Por isso tomei a liberdade de dirigir-lhe estas palavras e um apelo, isentos de qualquer partidarismo, sugerindo-lhe que, para seu próprio bem e para o bem de todos nós, saiba sair o que governar não soube: tenha um gesto final de grandeza e humildade e abrevie o seu e o nosso sofrimento, renunciando ao cargo juntamente com o vice-presidente e o presidente da Câmara dos Deputados. Se a sra. tomar essa iniciativa, a opinião pública se encarregará de convencer os outros dois. Cordialmente,

 

Hélio de Lima Carvalho hlc.consult@uol.com.br

São Paulo

 

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DESCANSO

 

“Presidenta” Dilma, estresse é péssimo para a saúde. Renuncie e aproveite umas longas férias em Cuba.

 

Luigi Vercesi luigiapvercesi@gmail.com

Botucatu

 

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CONSELHO

 

Presidente Dilma, seu governo está envolvido num turbilhão de denúncias, descontrole da inflação, inúmeros malfeitos, falta de credibilidade no Brasil e no exterior, apetites insaciáveis de seus “apoiadores” (?), sempre querendo uma fatia maior do bolo, entre outras mazelas, que mais parece um pântano de areia movediça, onde nada anda... Para quem já passou por uma doença grave, tudo isso deve lhe incomodar, e muito. Para seus “apoiadores/abutres” tudo isso não tem a menor importância, pois a eles apenas interessa a manutenção do poder a qualquer custo.

Pense um pouco mais na sua saúde, na sua família e deixe de ser o instrumento destes “abutres” para viver junto dos seus, que lhe têm afeto sem outros interesses. Aproveite para acompanhar o crescimento dos seus netos, que, digo por experiência própria, é uma das melhores coisas da vida. Faça uma reflexão junto dos seus e volte para casa, presidente, antes que os “abutres” a destruam física e politicamente.

 

Dirceu Valle dirvalle@terra.com.br

Rio de Janeiro

 

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RENÚNCIA OU ATO FALHO?

 

Luiz Inácio Lula da Silva afirmou que, se dona Dilma for impedida de permanecer na Presidência da República, ele não sairá das ruas. Ora! É promessa ou solidariedade? Vai virar morador de rua? E o que irá fazer com o sítio de Atibaia e com o tríplex do Guarujá? Foi ato falho ao pronunciar a pala “ruas”? Na Papuda não tem ruas, tem corredores e com hora pré-estabelecida para poder circular.

 

Humberto de Luna Freire Filho hlffilho@gmail.com

São Paulo

 

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GOVERNO DE CONCILIAÇÃO NACIONAL

 

Agora, que estamos prestes a conseguir o impeachment da presidente, é necessário começarmos a pensar na conciliação da Nação. Para isso, sugiro que o dr. Temer faça uma completa reforma ministerial e crie o Ministério da Corrupção. Dentro da filosofia de um ministério de notáveis, de união nacional e sem revanchismos, Luiz Inácio seria nomeado ministro corrupto. Nunca antes na história deste país alguém mostrou tanto talento em criar e conduzir uma organização criminosa. Este, aliás, é o único talento administrativo de Luiz Inácio, que atuaria com plena transparência dentro do novo governo, adotando valores de comissões no padrão internacional e fiscalizadas pelo sistema de arrecadação de recursos dos governos federal, estadual e municipal. A sede do ministério seria na Papuda, que teria dupla função, evitando novas despesas ao erário, inclusive nas visitas ao gabinete do dr. Sérgio Moro. Todas as saídas da Papuda pelo ministro e seus funcionários seriam acompanhadas pela Polícia Federal, para proteção do povo brasileiro.

 

Helio Rubens Taddei Ramos hrtramos@uol.com.br

São Paulo

 

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QUE SEJA EM PAZ

 

“Domingo eu vou para o Maracanã. E torcer pro time que sou fã, vou levar foguetes e bandeira. Não vai ser de brincadeira. Ele vai ser campeão.” Como diz essa música de grande sucesso, este domingo será um dia de decisão para o Brasil. A Esplanada estará dividida. Do lado esquerdo, os vermelhos que são contra o impeachment, que têm Lula e Dilma como grandes referências e são apoiados por movimentos sociais, intelectuais de esquerda e grande parte da parcela pobre do País, principalmente aquela que é beneficiada pelos programas assistenciais do governo. São vulgarmente chamados de “petralhas”, uma ironia por causa de os principais alvos das ações policiais da Operação Lava Jato serem de alguma forma ligados ao governo. E, do lado direito, estão os verde-amarelos, que têm como ídolo o militar da reserva e atual deputado federal Jair Bolsonaro. Esse grupo é apoiado pela classe média alta da sociedade,  pessoas esclarecidas, que têm curso superior e bons empregos. São vulgarmente chamados de “coxinhas”, alusão à classe burguesa que estava na Avenida Paulista comendo coxinhas na lanchonete Habbib’s. Esse grupo tem apoio de empresários e políticos de oposição e da poderosa Vênus platinada, a Rede Globo. E dos simpatizantes conhecidos podemos destacar o próprio vice-presidente, Michel Temer, e o presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha. O grande palco dessa decisão não será num estádio, e, sim, no plenário da Câmara federal. A galeria não terá a participação do povo, mas, sim, de jornalistas. O povo estará do lado de fora, dividido por um muro e pelas forças de segurança do País (Polícias Militar, Civil, Federal, Legislativa, Marinha, Aeronáutica e Exército), que estarão garantindo o direito constitucional de ele se manifestar. E quem será o grande vencedor dessa peleja? Com certeza, serão o povo brasileiro e a democracia. Pelo menos é o que esperamos: que o resultado termine de forma tranquila. Sem aqueles ataques de torcidas rivais que costumamos ver em partidas de futebol. E espero que se encerre esta crise econômica, pois ninguém a aguenta mais, e o País está pagando um preço muito alto em razão dessa crise política, que não beneficia ninguém. A economia e a autoestima da Nação estão em frangalhos. Precisamos, como a fênix, ressurgir das cinzas para que possamos decolar no voo rumo ao desenvolvimento.

 

Edilson Ricardo rs311068@gmail.com

Brasília

 

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O MURO DA VERGONHA

 

O muro do impeachment, erguido em plena Esplanada dos Ministérios, está mais para “muro da vergonha”, porque, mais do que nunca, é a separação entre “nós e eles” que o lullopetismo conseguiu implantar no País. Vergonha!

 

Beatriz Campos beatriz.campos@uol.com.br

São Paulo

 

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EM VEZ DE PONTES, MUROS

 

O PT conseguiu contrariar até o papa Francisco: conseguiu, em vez de construir pontes, construir muros. Este é o legado deste governo.

 

Luíz Frid luiz.frid@globomail.com

São Paulo

 

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RECUPERAÇÃO

 

Tivemos um exemplo do que o PT (vermelhos) quer para o País (tumultuado). Não adianta fecharem avenidas, marginais ou estradas, a derrota está selada. Vamos recuperar o Brasil que éramos antes de eles assumirem e afundarem o País!

 

Laert Pinto Barbosa laert_barbosa@globo.com

São Paulo

 

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OS DEMOCRATAS SELVAGENS

 

Um governo cujos militantes incendeiam o País de Norte a Sul, atacam a população, invadirão propriedades e atearão muito fogo, “mutatis mutandis”, é o Estado Islâmico em sua versão tupiniquim, base de apoio de quem nos governa. E clamam por democracia. Mentem, falam em História, que só pode ser a história da infâmia. O governo já nos destruiu; os militantes, por seu projeto de poder, querem nos ajoelhar. O Brasil, contudo, é muito superior a esses desatinados. Não sucumbiremos.

 

Amadeu R. Garrido de Paula amadeugarridoadv@uol.com.br

São Paulo

 

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DIA D

 

Em 2014, iludidos pela miragem do milionário marketing político falso e mentiroso, mais de 54 milhões de eleitores cometeram o grande equívoco de votar a favor da reeleição de Dilma Rousseff. Hoje, neste decisivo domingo, o dia D, 513 deputados da Câmara terão a oportunidade e a responsabilidade histórica de reparar o erro. A hora é essa. Muda, Brasil!

 

J. S. Decol  decoljs@gmail.com

São Paulo

 

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PRESIDENCIALISMO X PARLAMENTARISMO

 

O Brasil é um país presidencialista. Mas, hoje, nós vamos ter uma amostra grátis do que é o parlamentarismo: apenas 513 deputados decidirão quem será o chefe do governo federal, enquanto a multidão de 205 milhões de brasileiros será obrigada a aceitar essa decisão.

 

Wellington Anselmo Martins am.wellington@hotmail.com

Bauru

 

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A RESPONSABILIDADE DOS DEPUTADOS

 

A partir de hoje o brasileiro vai saber quais deputados traíram a vontade popular em favor deste desgoverno corrupto e incompetente, votando contra o impeachment. Eles deverão ser esquecidos e banidos numa próxima eleição pelas suas bases eleitorais. Afastando esses parlamentares da vida pública, estamos evitando que o Brasil se transforme numa Venezuela.

 

José Wilson de Lima Costa jwlcosta@bol.com.br

São Paulo

 

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CARTA AOS SENHORES DEPUTADOS

 

Faz saber que, no dia 17/4/2016, será escrita uma nova página da história do Brasil. Àqueles que, por sua vez, ainda não entenderam a gravidade dessa situação, ou até mesmo estão somente em busca de interesses próprios, vale lembrar: os senhores terão a oportunidade neste dia de limpar a honra de seus nomes e mostrar para todo o Brasil que não votam pensando em interesses partidários, e, sim, votaram pensando num Brasil mais respeitado e com dignidade para seus filhos, netos e todos aqueles que os elegeram. Hoje faço um grande apelo aos eleitores brasileiros: acompanhem a votação de seus deputados e analisem se realmente eles estão preocupados com seu partido ou com nosso Brasil. Só assim nas próximas eleições poderemos excluir estes que não têm honra ao voto de confiança que depositamos, e aí, sim, nunca mais votar em quem nos traiu. Ainda há tempo de limpar seus nomes e mostrar ao Brasil que vocês trabalhão para o nosso povo, e não para seus partidos.

 

Belmiro Hernandez Junior belmirohernandez@gmail.com

São José do Rio Preto

 

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O GOLPE DA DOR DE BARRIGA

 

Será de bom alvitre que os nobres parlamentares, neste histórico domingo, 17 de abril de 2016, que estiverem acovardados de comparecerem ao plenário da Casa, como gostam de dizer, não arrumem uma “dor de barriga de última hora” e venham, no dia seguinte, com atestado médico emitido por algum médico cubano do programa Mais Médicos. Aí, sim, isso será chamado de golpe.

 

Jose Piacsek Neto bubanetopiacsek@gmail.com

Avanhandava

 

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SERENIDADE?

 

Em vídeo divulgado, Lula pediu serenidade aos deputados, com ares de ameaça. A defesa que faz não é a da democracia de todos, mas da hegemonia de seu partido e de sua ideologia. Os petistas é que têm de ficar serenos diante da voz do povo e das leis constitucionais. Fora disso é que é golpe!

 

Silvano Corrêa scorrea@uol.com.br

São Paulo

 

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A PARTIR DE AMANHÃ

 

Em discurso, Lula, o Boca de Fogo, totalmente rouco, disse que a partir de amanhã, 18/4, vai organizar um novo país e acabar com a corrupção. Um homem como “ele” não pode pensar em suicídio! Lula da Silva pode ir para as ruas, esbravejar, mentir, rosnar e ofender as pessoas, justificando o seu codinome “boca de fogo”, talvez até o dia que finalmente vá para Curitiba. Aí o Brasil vai comemorar, pois haverá tranquilidade, paz e crescimento, fatos que “ele” não deixou acontecerem desde janeiro de 2003. Os parasitas da CUT, do MST, do MTST e de outros movimentos deverão trabalhar para sobreviver, o que será novidade para eles. As centrais sindicais deverão prestar contas do dinheiro recebido. E “ele” deve entrar tristemente para a História como corrupto e mentiroso.

 

Celso de Carvalho Mello celsosaopauloadv@uol.com.br

São Paulo

 

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O REI ESTÁ NU

 

Na embaralhada situação atual do Brasil, o jogo de baralho da política esquentou, valetes e damas fecham-se em copas, temendo espadas e paus, os ases não aparecem e o resultado é incerto. O rei está nu (como no conto de Hans Christian Andersen) e a rainha é carta fora do baralho. O jogo acabou...    Tchau, queridos!

 

Sergio A. Monteiro samvilar@uol.com.br

São Paulo

 

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TERRA ARRASADA

 

O que o STF absurdamente fez no fim do ano passado, capitaneado pelo politizado voto do sr. Luis Roberto Barroso, ao alterar o rito procedimental do processo de impeachment da iminente ex-presidente, foi tornar praticamente inócua a decisão de hoje da Câmara dos Deputados, outorgando ao Senado Federal a decisão final e prevalecente sobre a abertura do processo referido. Ao fazê-lo, diga-se logo, rasgando o meridiano texto constitucional, que define que tal prerrogativa é exclusiva da Câmara (artigo 51, inciso I), gerou um intervalo no qual o País ficará numa situação no mínimo problemática, senão preocupante: quem governará do dia 18 de abril ao dia 11 de maio, quando supostamente será a data da votação dos senadores pela abertura do processo, com o consequente afastamento da ex-presidente? Uma senhora que reconhece que, perdendo na Câmara, se considera “carta fora do baralho”, com sua índole e a de seu partido, será que não fará ainda mais terra arrasada para prejudicar a gestão Temer? E o Congresso, o que fará nestes 25 dias? O País, no abismo econômico e social que se encontra, não pode se dar ao luxo de parar neste período, com as galopantes dívidas públicas e o desemprego explodindo, a economia derretendo e o horizonte cada vez mais sombrio. Parabéns, STF, por deixar o País acéfalo!

 

Sergio Vivacqua de Medeiros Sergiovivacqua@ig.com.br

Rio de Janeiro

 

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DESRESPEITO

 

Ver um Supremo Tribunal, durante oito horas, decidindo como será o voto dos senhores deputados na Câmara, se por ordem alfabética ou por faixa geográfica, latitudes, etc., é no mínimo um desrespeito aos senhores congressistas. É como se eles, pelo efeito-cascata, pudessem mudar o seu voto e a sua convicção na última hora, já em meio à votação. Seria o mesmo que chamá-los de venais oportunistas e interesseiros (adjetivos não compatíveis com o perfil dos nossos representantes). Assinado, Frank Underwood (protagonista da série   “House of Cards”).

 

Marcos Catap marcoscatap@uol.com.br

São Paulo

 

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O SUPREMO À PROVA

 

Pelo andar da carruagem, o Supremo Tribunal Federal (STF) será o grande e único protagonista do impedimento da “presidenta” e atual “residenta” do Palácio da Alvorada. Com a atuação sem noção do ridículo do advogado de dona Dilma, José Eduardo Cardozo, que atualmente ocupa, de favor, o cargo de advogado-geral da União, que ao teor do artigo 131, § 1.º da Constituição de 88 representa apenas a União, não o cargo de “presidenta”. Tudo indica que cada uma das decisões proferidas pelo Poder Legislativo, na forma da Constituição, será levada ao Supremo, mesmo sem fundamento, pelo advogado geral de dona Dilma. A atitude do dr. Cardozo tipifica crime de prevaricação, ao teor do artigo 319, do Código Penal (praticar ato contra disposição expressa de lei, para satisfazer interesse ou sentimento pessoal). Com a palavra, o dr. Rodrigo Janot.

 

Carlos B. Pereira da Silva carlosbpsilva@gmail.com

Rio Claro

 

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SUPREMO GOLPE

 

Será que a rainha de ouros (rolou muita grana até agora no seu reinado) vai ficar fora do baralho? Afinal, até o Supremo Tribunal Federal aderiu ao golpe!

 

Alberto Bastos Cardoso de Carvalho albcc@ig.com.br

São Paulo

 

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ELEMENTAR

 

Se o processo do impeachment tem o beneplácito do STF e se o Congresso obedece à risca o rito constitucional estabelecido para tanto, por que será que a presidente Dilma se queixa de golpe?

 

Sergio S. de Oliveira ssoliveira@netsite.com.br

Monte Santo de Minas (MG)

 

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REUNIFICAÇÃO NACIONAL

 

A entrevista concedida pelo ex-deputado federal Roberto Jefferson ao programa “Roda Viva”, da TV Cultura, na segunda-feira (11/4), clareou muito bem a situação do País e reiterou o rumo a ser tomado. Jefferson, condenado na Ação Penal 470 e revelador do mensalão, foi enfático ao declarar que certas conversas que se davam com Lula jamais ocorreram com Fernando Henrique. Isso porque o PT, no auge de seu autoritarismo, jamais captou a essência, quiçá nunca a praticou, do presidencialismo de coalizão. Seu projeto de administração federal foi feito a portas fechadas, sem a participação de “não petistas”. A solução encontrada foi a cooptação para governar, daí o mensalão e o destino de boa parte dos recursos desviados das estatais. Urge um governo de reunificação nacional, que faça a transição para as reformas necessárias – cláusula de barreira, voto distrital, questões tributárias e trabalhistas, tratar do Orçamento engessado, etc. e tal. Nesse sentido, o áudio supostamente vazado em que o vice-presidente Michel Temer elucida suas propostas para o cada vez mais próximo pós-Dilma não tem nada de “golpe” ou “conspiração”. Pelo contrário, o conteúdo é puramente republicano e apaziguador. O Brasil saiu mais forte do impeachment de Fernando Collor, que possibilitou uma união em torno de Itamar Franco e a formulação do Plano Real, e poderá explorar e desenvolver todas as suas capacidades, que não são poucas, assim que o projeto criminoso de poder for afastado do Estado. Avisem a José Eduardo Cardozo que a queda de Dilma não passará para a história como “Golpe de Abril”. Será um capítulo especial, pois nada mais está sendo feito do que justiça.

 

Elias Menezes elias.natal@hotmail.com

Nepomuceno (MG)

 

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POR DENTRO DO LADO ‘PODRE’

 

Brasileiros, assistam pela internet ao “Roda Viva” com Roberto Jefferson (11/4). A verdade pelo lado de quem conheceu o lado “podre”. Ninguém (PTista) sobrevive a isso.

 

Ricardo Luiz Ruivo Muniz ricmuniz45@me.com

São Paulo

 

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A LAMA DA SAMARCO

 

Enquanto o Brasil discute o impedimento da presidente Dilma, a Samarco, com sua lama maldita e seus dirigentes, continua impune, já que caiu no esquecimento o assassinato de 17 pessoas, o assassinato do Rio Doce, da fauna e da flora da região, sem contar os que estão sendo prejudicados economicamente e os que ainda choram a morte de entes queridos. Até quando?

 

Alberto Souza Daneu curtasuasaude@uol.com.br

Osasco

 

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