Fórum dos leitores

IMPEACHMENT

O Estado de S.Paulo

18 Abril 2016 | 03h00

Aprovado pela Câmara

A partir de hoje, com a aprovação, ontem, da continuidade do impeachment pela Câmara dos Deputados, começamos a virar um capítulo negro, sujo, obscuro da nossa História, que ficará eternamente marcado de forma indelével e negativamente em nossa mente e em nosso coração. E vamos ter uma nova chance para, juntos, construirmos um novo futuro, com um Brasil digno, decente, honesto e justo para os nossos filhos e netos. Adeus, Dilma Rousseff, e até nunca mais!

LUCIANO DE PAOLI

lpaoli@uol.com.br

São Paulo

Verde e amarelo

Verde, amarelo, branco e azul cor de anil são as cores do Brasil. Mostramos, pacificamente, ao mundo inteiro do que é capaz o brasileiro. Salve, gigante desperto, povo varonil, “ordem e progresso”! Viva a Pátria amada, Brasil!

JOSE J. ROSA

jjrosa1945@yahoo.com.br

São Paulo 

A primeira etapa da erradicação do vermelho infernal do Partido das Trevas foi vencida. Há muito trabalho pela frente. Não podemos baixar a guarda! 

APARECIDA DILEIDE GAZIOLLA

aparecidagaziolla@gmail.com

São Caetano do Sul

O ovo

Agora a luta é no Senado Federal. Que seja uma vitória de lavada também, para não deixar dúvidas em quem ainda insiste com essa lengalenga de golpe... Por ora é só, o ovo ainda está na barriga da galinha. O grito de alegria, alívio e liberdade soltarei somente depois da votação dos senadores.

MARA MONTEZUMA ASSAF

montezuma.scriba@gmail.com

São Paulo

Caras de pau

Assistindo à votação do impeachment, percebi que deixei de ganhar dinheiro. Poderia ter ido a Brasília vender aos parlamentares vermelhos um creme facial: óleo de peroba! Chega! Basta! Nunca mais!

FERNANDO PAIM

afergpa@hotmail.com

Pindamonhangaba

Fernando Pessoa

Parodiando o poeta Fernando Pessoa, a respeito do número de deputados pró-governo: o PT é um fingidor, finge tão completamente que chega a fingir que é verdade a verdade que deveras mente. (Desculpe-me, Fernando Pessoa.)

SUELY SABBAG

ssbbag@hotmail.com

São Paulo

Abdicação

É absolutamente claro que aqueles que votaram contra o impeachment abdicaram da sua função legislativa, ao conferirem validade ao decreto presidencial que aprovou as pedaladas fiscais sem a participação do Congresso Nacional. Esse ato é típico de regimes de exceção, de regimes fascistas!

DANIEL OSTRONOFF

d.ostronoff@romeirohermero.com.br

São Paulo

Abençoado Pernambuco

E a terra de Lula foi decisiva na derrota desse projeto criminoso de poder. Tchau, Lula. E tchau, querida!

SÉRGIO ECKERMANN PASSOS

sepassos@yahoo.com.br

Porto Feliz 

‘Rex inutilis’

O PROFESSOR (com letras maiúsculas mesmo) Celso Lafer nos brinda mais uma vez, na edição deste domingo (A2), com o excelente e providencial artigo Rex inutilis, em que nos informa e ensina exatamente o que está acontecendo no nosso país. O artigo, lúcido e fundamentado no seu todo, deveria ser lido e discutido em salas de aula, dada a sua relevância. Ressalto o trecho “são características do rex inutilis na elaboração doutrinária do Direito medieval na Europa: a falta de apropriado discernimento político, a inépcia administrativa, a negligência moral, o acúmulo de erros políticos”. Xeque-mate.

JOSÉ EURIPEDES F. DE SOUSA

ninnoferreira@hotmail.com

São Paulo

Crise nua

Só tenho elogios ao artigo de Celso Lafer. Por favor, dediquem um minuto de seu tempo tão atabalhoado nestes tempos de multi-informações, de instantaneidade do “agora”, a algo “menos perene”, que despe a crise que crava nossa sociedade.

ANDREA METNE ARNAUT

andreaarnaut@uol.com.br

São Paulo

Crime de responsabilidade

Vamos simplificar. Dilma fraudou o balanço. É crime fiscal e tributário.

MÁRCIO ROBERTO LOPES DA SILVA

marcioped.itu@gmail.com

Itu 

Millôr atualíssimo

“Deus do céu, toda essa luta pelo poder foi só para roubar?”. Atualíssimo o Millôr Fernandes, sobre o fim do governo Fernando Collor, em 1992. Parece que Millôr ainda vive.

LUIZ HENRIQUE PENCHIARI

luiz_penchiari@hotmail.com

Vinhedo

O pior está por vir

O (des)governo Dillma teve apenas dois grandes momentos: o da arrogância suprema no primeiro e de desespero humilhante no segundo. Em ambos, sempre a esquizofrenia política, que só a ideologia falida promove e vitamina. Mas o pior virá agora, pois seu legado decadente será a violência contra a sociedade, porque o PT, Lulla, Dillma e seu acólitos, sócios neste marxismo tosco e tipicamente subequatorial, enquanto não matarem a democracia não sossegarão!

PAULO BOCCATO

pofboccato@yahoo.com.br

Taquaritinga

CPI da CUT

Sugiro que os deputados federais instalem uma CPI para investigar a CUT. 

OSCAR STRAUSS FILHO

oscarstraussfilho@hotmail.com

São José dos Campos

Hora de sair

Conhecido o resultado da votação na Câmara dos Deputados com relação ao impeachment, se Dilma tivesse ainda um pouco de bom senso e um resquício de respeito pela Nação, ela deveria vir a público e fazer um pronunciamento pedindo paz à população e anunciando a sua renúncia. Sua saída em silêncio talvez permitisse que se iniciasse com maior rapidez o trabalho de recuperação do País. Gostaria que assim fosse.

ALVARO SALVI

alvarosalvi@hotmail.com

Santo André

 

Cartas selecionadas para o Fórum dos Leitores do portal estadao.com.br

O IMPEACHMENT APROVADO NA CÂMARA

 

Prevaleceu a vontade do povo brasileiro. Depois de longa espera, Dilma Rousseff já era.

 

Eduardo Augusto Delgado Filho e.delgadofilho@gmail.com

Campinas

 

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O VOTO DOS DEPUTADOS

 

“Pelo Brasil, pela minha família, pela Constituição, pelos meus eleitores, meu voto é...” Só se lembram disso tudo nestes dias? O que fazem ou por onde andam no restante dos dias?

 

Panayotis Poulis ppoulis46@gmail.com

Rio de Janeiro

 

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IMBRÓGLIO POLÍTICO

 

Aprovado o pedido de impedimento da presidente Dilma na Câmara dos Deputados, deveria entrar em cena o Tribunal Superior Eleitoral (TSE), para processar e julgar os pedidos de cassação dos mandatos de Dilma e Temer por abuso de poder político e econômico na última campanha presidencial, em 2014. Deferido o pedido de cassação da chapa ou por impedimento ou renúncia de ambos, o Congresso Nacional deverá convocar eleições presidenciais em 90 dias depois de aberta a última vaga.

 

Marcos Abrão m.abrao@terra.com.br

São Paulo

 

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RENÚNCIA

 

Sra. presidente Dilma, dizem que conselho não deveria nunca ser dado, e, sim, vendido, se fosse bom. Sinto, porém, necessidade de lhe dar este: se existe um mínimo de caráter e dignidade na sra., não perca sua chance, é agora ou nunca, renuncie e saia menos arranhada deste impasse. Quem sabe fazendo isso daqui a alguns anos, nos livros de História, as crianças possam ter uma melhor impressão de sua figura.

 

Bianca Machado Cerrutti bicerr@gmail.com

São Carlos

 

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REDENÇÃO

 

A palavra golpe perdeu todo o seu sentido, de tanto ser usada erroneamente, foi subvertida à ordem da situação. Precisamos inventar outra palavra. Este governo se apossou até do vernáculo, corrompeu o dicionário. A votação do impeachment precisa urgentemente de adjetivo adequado e verdadeiro: redenção.

 

Elisabeth Migliavacca elisabeth448@gmail.com

São Paulo

 

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PATÉTICO

 

Para aqueles, como eu, presenteados com uma já longa vida, que viveram os acontecimentos de 1964 e tomaram conhecimento da atuação de personagens daquela época, muitos ainda entre nós, entre eles Dilma Rousseff, que, apoiados por regimes estranhos à nação brasileira, optaram pela luta armada para chegar ao poder e foram rechaçados pelo clamor da sociedade às Forças Armadas, chega a ser patético e bizarro ouvir a sra. Rousseff bradar a seus apoiadores, grande parte nem sequer nascida naqueles idos, que, ao tentar esvaziar o presente processo de afastamento constitucional (“golpe”, segundo ela), ela defende a democracia.

 

Paulo Roberto Gotaç pgotac@gmail.com

Rio de Janeiro

 

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O PLACAR NA PRIMEIRA PÁGINA

 

O jornal “O Estado de S. Paulo”, orgulho da imprensa brasileira, seguindo sua tradição de “arauto”, de “pregoeiro”, de “mensageiro” dos principais acontecimentos ocorridos no nosso país, na edição de ontem (17/4/2016), na primeira página do primeiro caderno, relaciona, um a um, em ordem alfabética, o nome dos deputados federais de cada partido que votariam sobre o impeachment da presidente Dilma. O placar desse processo representa um trabalho grandioso do jornal.

 

Antonio Brandileone abrandileone@uol.com.br

Assis

 

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HISTÓRICO

 

Bela capa do “Estadão” de ontem: pura história!

 

Myrian Macedo myrian.macedo@uol.com.br

São Paulo

 

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EDIÇÃO HISTÓRICA

 

O “Estadão” não falha nas horas mais importantes para o País. Sinto orgulho de ser um leitor de tão importante jornal brasileiro.

 

Adalberto Amaral Allegrini adalberto.allegrini@gmail.com

Bragança Paulista

 

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PRÓXIMOS PASSOS

 

Dilma Rousseff sair da Presidência não é o mais importante, pois ela já não governa há muito tempo, só incomodava com suas mentiras. O importante, depois do impeachment, é retirar a quadrilha encastelada nos mais altos cargos da República. Teremos Michel Temer, Eduardo Cunha e outros, mas depois a gente acerta. Ficará mais fácil.

 

Délcio Nogueira dos Santos delciosantos@gmail.com

São Paulo

 

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LEGALIZAÇÃO

 

A partir de hoje, segunda-feira, após o impeachment da presidente Dilma aprovado na Câmara, a roubalheira no Brasil vai ser legalizada e vamos ter de conviver com ela. Michel Temer presidente, Eduardo Cunha vice e Roberto Jefferson, presidente do PTB, depois de condenado no mensalão, ministro. Só está faltando o Valdemar Costa Neto, presidente do PR, no novo governo. O Brasil está completamente desprovido de políticos honestos. Até Paulo Maluf está imbuído na cassação de políticos ladrões.

 

Arnaldo Luiz de Oliveira Filho arluolf@hotmail.com

Itapeva

 

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IMPEACHMENT

 

Dilma já... Cunha depois.

 

Affonso Renato Meira armeira@usp.br

São Paulo

 

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O BRASIL, SEGUNDO O ‘NYT’

 

O jornal “The New York Times” publicou em suas páginas uma reportagem em que diz que Dilma Rousseff, uma pessoa que não rouba, segundo o entendimento do jornal, é julgada por ladrões. A reportagem, bastante tendenciosa, finge não saber que Dilma não foi julgada por roubo, mas por desrespeito à nossa Constituição, com diversas e graves infrações cometidas à mesma. Quem a julgou é o nosso Congresso, que, infelizmente, por culpa do nosso sistema político e dos eleitores brasileiros, em boa parte é composto de ladrões, não deixando, pois, de ser uma observação parcialmente correta do jornal.

 

Ronaldo Gomes Ferraz ronferraz@globo.com

Rio de Janeiro

 

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PRESIDENCIALISMO DE COALIZÃO

 

A concentração de poder no presidencialismo de coalizão é nociva à democracia. O chefe de Estado, por acumular a função de chefe de governo, acaba por arrastar a crise política para si mesmo. Diante da impossibilidade de convocar eleições ou trocar o governo, o País passa sistematicamente por graves instabilidades políticas. As sucessivas quedas de presidentes ao longo da história republicana refletem a própria escolha dos eleitores que optaram por este sistema de governo tanto no referendo de 1963 quanto no plebiscito de 1993.

 

Luiz Roberto Da Costa Jr. lrcostajr@uol.com.br

Campinas

 

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FALTA-NOS UM ESTADISTA

 

O Brasil de hoje, que vivencia um dos espetáculos mais absurdos de sua vida pública, carece de um verdadeiro estadista no mais puro sentido da palavra. Tudo culminou para a atual situação, exatamente porque não temos um estadista no comando do País. Pessoas que foram eleitas para unirem nosso povo atuaram no sentido contrário. Ao invés de agirem no sentido de minimizar as diferenças entres as diversas correntes do pensamento nacional, sempre procuraram evidenciar as discrepâncias e os paradoxos da nossa sociedade, atribuindo aos oposicionistas a culpa pelos resultados da gestão da coisa pública brasileira. É evidente que ninguém, em sã consciência, possa ser contra o enriquecimento dos mais pobres, até mesmo porque as leis de mercado atuam favoravelmente ao enriquecimento de todos. O que ninguém gosta de ver é o enriquecimento ilícito de privilegiados e de correligionários de determinadas correntes políticas. Além do mais, e mesmo diante de fatos concretos, o que mais se ouve no mundo da política brasileira é a tentativa de insuflar ânimos e divergências de grupos de interesse. Assim sendo, o atual momento reflete exatamente os paradoxos da ausência de um verdadeiro estadista no comando do Brasil. O que mais a sociedade brasileira pede, neste momento, é que aflore na política brasileira uma corrente de pensamento que possa nos tirar do atual dilema.

 

Neves Terriani Laera nlaera@gmail.com

Rio de Janeiro

 

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AS MOSCAS

 

Mesmo que gradativamente, se o futuro presidente não cortar os inúmeros e inoperantes ministérios; se não retirar todas as laranjas podres existentes no cesto do governo; se não controlar os gastos sociais; se não consertar o rombo nos cofres do BNDES, do Banco do Brasil e da Caixa Econômica Federal (CEF), fiscalizando suas operações; se não controlar as atividades da Petrobrás, com certeza, vamos verificar que só mudou a mosca.

 

Paulo de Oliveira Barros dr.paulobarros25000@gmail.com

São Paulo

 

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A UTÓPICA PÁTRIA EDUCADORA

 

Era uma vez um projeto megalomaníaco de uma quadrilha que conseguiu se agarrar ao poder central do País e, com uma estratégia de vampirização das estatais e um compadrio com as megaempreiteiras, conseguiu, com muito dinheiro de propinas e sucateamento da maior empresa estatal do Brasil e uma das maiores petrolíferas do planeta, alcançar o poder central e conseguir duas reeleições presidenciais. Daí para o aparelhamento do Legislativo foi uma questão de tempo. O marketing milionário criou slogans chamativos de pouco ou nenhum efeito: “Brasil, um país de todos” e “Brasil, Pátria Educadora”. Essa pátria educadora jamais esteve realmente nos planos deste governo que tem na massa ignara o seu potencial eleitoreiro. A pátria educadora de Dilma tem no ensino médio um gargalo muito perigoso. Educadores e especialistas alertam o governo sem, contudo, encontrarem ressonância. A indigência da educação no Brasil começa no ensino fundamental. Os indicadores do Censo Escolar do MEC, de 2015, mostram que 10% dos alunos do 3.º ano do ensino fundamental são reprovados no Brasil. No primeiro ano é pior: a taxa é de 26,5%. Entre 2014 e 2015 houve uma queda de 2,7% nas matrículas do ensino médio. Significa que o número de jovens entre 15 e 17 anos fora da escola chega a 1,6 milhão. Essa retração implica a demanda de mão de obra especializada e o incremento educacional do País. Para começo de alguma coisa séria neste setor, o primeiro passo seria a nomeação para o Ministério da Educação de pessoa que tenha intimidade com a Educação.

 

Jair Gomes Coelho jairgcoelho@gmail.com

Vassouras (RJ)

 

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AS PREVISÕES DO FMI

 

Segundo as novas projeções do Fundo Monetário Internacional (FMI), o desempenho da economia do Brasil no futuro próximo será “um dos piores do mundo”, devendo seguir em marcha lenta até 2021 (!), quando apresentará uma pequena expansão. Como se vê, dias e anos piores virão. Quem sobreviver verá.

 

J. S. Decol decoljs@gmail.com

São Paulo

 

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PENUMBRA ECONÔMICA

 

Depois de demonstrar também sintonia com os nossos analistas econômicos de que queda do PIB será em torno de 3,80% em 2016, o Fundo Monetário Internacional (FMI) afirma que o Brasil somente em 2020 vai registrar superávit nas contas públicas. Esse quadro econômico tenebroso precisa mudar, e rápido. E o caminho é extirpar o cancro da crise política atual, além de uma provável nova gestão do Planalto compromissada com a recomposição das contas públicas, hoje em frangalhos. Isso sem desprezar a sintonia com o mercado, incentivando investidores a participar das necessárias obras de infraestrutura, e sem abrir mão das reformas constitucionais como a da Previdência, a tributária, a trabalhista e a política. É agora ou nunca...

 

Paulo Panossian paulopanossian@hotmail.com

São Carlos

 

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A CRISE NO RIO DE JANEIRO

 

Sejamos francos: o Estado que não tem dinheiro sequer para pagar um mês de salário aos seus aposentados e pensionistas reúne alguma condição (moral ou econômica) para fazer festa, sediar uma Olimpíada?

 

Ricardo C. Siqueira ricardocsiqueira@globo.com

Niterói (RJ)

 

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CAOS FINANCEIRO

 

O apavorante sofrimento que grande parte dos servidores fluminenses está sofrendo, de não estar recebendo seus vencimentos e proventos, é emblemático. Tal realidade se deve à má gestão estadual dos últimos governantes fluminenses, que de forma irresponsável, entre outros erros, não tiveram capacidade de antever a crise que se avinhava, quando isenções tributárias foram concedidas a empresas aqui instaladas, gerando, com outras formas de má gestão, o caos financeiro que agora atinge todo o Estado do Rio de Janeiro.

 

José de A. Nobre de Almeida josedalmeida@globo.com

Rio de Janeiro

 

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AMEAÇA TERRORISTA

 

A Olimpíada Rio 2016, além de ter prejudicado o Brasil, fazendo-nos gastar dinheiro e que não dispúnhamos nem podíamos gastar, só serviu e ainda serve para estimular a prática de corrupção. Com uma agravante perigosíssima: criamos um campo ideal para atuação do Estado Islâmico, com ataques terroristas – e a ameaça está confirmada pela Agência Brasileira de Inteligência (Abin).

 

Angelo Tonelli angelotonelli@yahoo.com.br

São Paulo

 

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PAÍS DE ‘MERDE’

 

Pior que a ameaça ao Brasil durante a Olimpíada foi o terrorista ameaçador do Estado Islâmico ter considerado nosso país como “merde”.

 

Mario Cobucci Junior maritocobucci@gmail.com

São Paulo

 

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EM SP, O BÔNUS DOS PROFESSORES

 

O governador Geraldo Alckmin criou o maldito “bônus” para não repor perdas salariais de professores e policiais. Ele não repõe perdas nem paga bônus (como ele mesmo resolveu dar). Agora, para se mostrar bonzinho, fez uma enquete entre os professores, e pequena parcela decidiu pelo maldito bônus, já que ruim por péssimo, vai-se pagar o bônus atrasado. Em 2015, Alckmin deu uma banana para os servidores públicos. Na verdade, esperar o que de um político?

 

Edmar Augusto Monteiro edmarmonteiro@ig.com.br

São Paulo

 

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GOVERNO DO ESTADO

 

Linha ouro do monotrilho, 9 anos para concluir! Linha amarela do metrô, 19 anos para concluir! E o transporte público é prioridade... Imagine se não fosse.

 

Gustavo Guimarães da Veiga ggveiga@outlook.com

São Paulo

 

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MÁFIA DA MERENDA

 

A contrapartida da alegria estampada na foto publicada no “Estadão” de sexta-feira – em que o vendedor da Cooperativa Orgânica Agrícola Familiar (Coaf), Carlos Luciano Lopes, aparece sorrindo e debruçado sobre uma pilha enorme de notas de R$ 50, R$ 20, R$ 10 e R$ 2, dinheiro que seria originário de propina envolvendo contratos de merenda com escolas – seriam crianças com fome, anêmicas e desnutridas. Enquanto isso, notamos o bem-estar deste canalha e dos demais componentes da chamada máfia da merenda escolar, investigada pela Operação Alba Branca.

 

Arnaldo de Almeida Dotoli arnaldodotoli@hotmail.com

São Paulo

 

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MERENDA MUNICIPAL

 

O “chupetinha” deixou as crianças sem merenda?

 

Nelson Pereira Bizerra nepebizerra@hotmail.com

São Paulo

 

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SEGUNDO TEMPO

 

E, por falar em roubalheira, como será que caminha o processo que irá denunciar os assaltos ao Metrô e aos trens da CPTM?

 

Virgílio Melhado Passoni mmpassoni@gmail.com

Jandaia do Sul (PR)

 

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OPERAÇÃO LAVA JATO

 

Otavio Azevedo, ex-presidente da construtora Andrade Gutierrez, portanto uma pessoa muito bem informada, declarou, em suma, que o BNDES, via sua empresa, deu dinheiro – propina – a João Vaccari Neto, então tesoureiro do PT. Valor: a quantia de uns US$ 8,7 milhões (“PT cobrou por Obra na Venezuela, diz delator”, “O Estado de S. Paulo”, 16/4). Será que o sr. Vaccari não podia imaginar que só uma parte desse dinheiro teria tirado a Santa Casa de Misericórdia de São Paulo do buraco? E, além disso, teria permitido que as unidades de pronto-socorro pudessem ter seus estoques de medicamentos em dia para atender a enorme população carente? Bem, Otávio Azevedo disse o que fez; e o senhor Vaccari Neto, vai dizer o que a respeito?

 

Pedro Luís de Campos Vergueiro pedrover@matrix.com.br

São Paulo

 

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GLEISI HOFFMANN

 

O procurador-geral da República, Rodrigo Janot, livrou a cara da senadora Gleisi Hoffmann, afastando-a das garras da Polícia Federal. E aí fica a pergunta: a Polícia Federal conclui o inquérito e indiciou-a e a seu marido por utilizar R$ 1 milhão de dinheiro de propina da Petrobrás, e isso vai acabar em pizza? Vai ser julgada pelo Supremo Tribunal Federal (STF), que, como muito bem disse José Nêumanne Pinto no programa “Roda Viva”, da TV Cultura, não condena ninguém?

 

Paulo Cesar Feltrini pc.feltrini@hotmail.com

São Paulo

 

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LIGAÇÃO ÓBVIA

 

Alguém pode fazer um desenho para explicar como é possível que José Dirceu tenha feito sozinho toda a lambança na Petrobrás, sem que seu chefe, Lula, soubesse de nada, e sem que a companheira Dilma, presidente do conselho da Petrobrás, soubesse? Quando José Dirceu caiu pelo mensalão, a companheira Dilma assumiu seu lugar na Casa Civil, e os esquemas de desvio de dinheiro na Petrobrás continuaram a todo vapor. É preciso uma enorme capacidade de abstração da realidade para não enxergar que Lula e Dilma são os verdadeiros chefes da quadrilha criminosa que está destruindo o País. 

 

Mário Barilá Filho mariobarila@yahoo.com.br

São Paulo

 

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QUEM RESTARÁ?

 

Se a Operação Lava jato conseguir chegar ao fim, será que descobriremos um político honesto?

 

Milton Bulach mbulach@gmail.com

Campinas

 

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MAIS FÁCIL

 

Alguém ainda tem duvidas sobre a razão da capitalização da Petrobrás? Surrupiar de um só lugar, sabendo que o dinheiro está lá, é mais fácil. Súcia.

 

André C. Frohnknecht caxumba888@gmail.com

São Paulo

 

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AS CONTAS DA PETROBRÁS

 

Ao pedir para a Comissão de Valores Mobiliários (CVM) investigar o uso de prática contábil “exótica” pela Petrobrás, ex-integrante do conselho de administração da estatal alega que tal prática pode induzir investidores a erro, por distorcer a realidade econômica da empresa. A revisão das demonstrações financeiras dos balanços de 2013 e 2014 pode provocar reduções ainda mais sensíveis no valor das ações da companhia. Azar dos petistas, que abocanharam a Petrobrás para si próprios. 

 

Sergio S. de Oliveira ssoliveira@netsite.com.br

Monte Santo de Minas (MG)

 

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A RAIZ DO MAL

 

O deputado Roberto Jefferson afirmou que a estatal é a semente de corrupção no Brasil, sendo que elas são o braço financeiro das corporações sindicais e de partidos. É necessário, para cortar o mal pela raiz, acabar com a contribuição sindical obrigatória e a sua privatização.

 

Paulo de Tarso Abrão ptabrao@uol.com.br

São Paulo

 

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OPERAÇÃO VITÓRIA DE PIRRO

 

A Paróquia de São Pedro, em Taguatinga (DF), declarou que todas as contribuições recebidas de empreiteiras e arrecadadas pelo ex-senador Gim “Projeto Alcoólico” Argello (PTB-DF), foram recebidas legalmente e declaradas regularmente ao Vaticano. Já quem só declara ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) é partideco, que recebe pixuleco.

 

Claudio Juchem cjuchem@gmail.com

São Paulo

        

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NEGOCIATA

 

Certa vez, Gim Argello fora indicado ministro do Tribunal de Contas da União (TCU). Felizmente, houve rejeição daquele tribunal.

 

Arnaldo Ravacci arnaldoravacci05@gmail.com

Sorocaba

 

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LAVA JATO E TEOR ALCOÓLICO

 

O Gim embriagou-se tanto com o poder que agora curte uma cana lá em Curitiba...

 

A.Fernandes standyball@hotmail.com

São Paulo

 

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CORRUPÇÃO E PREÇOS PÚBLICOS E PRIVADOS

 

A luta dos brasileiros contra a corrupção continuará após o impeachment de Dilma Rousseff. A Operação Lava Jato precisa continuar de forma exemplar com as investigações e prisões dos ladrões do dinheiro público, para buscar as responsabilidades civil, criminal e administrativa dos envolvidos. Está evidente que o procedimento administrativo da licitação pública, estabelecido na Lei 8.666/93, tem permitido esse mar de corrupção que inundou o País. É preciso outra lei com novo procedimento administrativo; com a transformação da corrupção em crime hediondo, criminalização do caixa dois e do enriquecimento ilícito de servidores. Facilmente a corrupção nas licitações ocorre em todos os órgãos públicos do País, com recursos públicos desviados. É preciso uma revisão de todos os contratos e termos aditivos existentes na administração pública federal, estadual e municipal. O mesmo preço praticado no negócio privado deve ser praticado no negócio público. Na prática, isso não vem ocorrendo. Os preços públicos sempre estão superfaturados, possibilitando o surgimento da corrupção. Apenas o impeachment não mudará essa realidade. A solução não é a tal parceria público-privada. O setor público tem inúmeras responsabilidades com o Parlamento e com os contribuintes, que, obviamente, o setor privado não tem. A publicidade dos atos e transparência no setor público excede àquelas requeridas no setor privado. Mas os preços praticados pelo público e privado, numa mesma conjuntura econômica, teoricamente devem ser os mesmos. Se o preço público for superior, estará superfaturado, promovendo a continuidade deste mar de lama de corrupção presente em todos os órgãos públicos do País.

 

Antônio de Deus Neto antoniodedeus2012@hotmail.com

São Paulo

 

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CORRUPÇÃO NOS FUNDOS DE PENSÃO

 

A Operação Positus já indiciou sete envolvidos em fraudes no Postalis, o fundo de pensão dos Correios, que causou um rombo de R$ 400 milhões. A CPI que engloba os quatro principais fundos de pensão das estatais, o Funcef (Caixa), o Petrus (Petrobrás), o Previ (Banco do Brasil) e o Postalis (Correios), apura que eles já perderam em um ano R$ 56 bilhões e deve indiciar 200 pessoas. Qualquer estatal que sofra uma CPI ou que caia no crivo da Lava Jato, por certo sabe que se descobrirá corrupção desenfreada de seus gestores. Isso ocorre porque o preenchimento de cargos não respeita a meritocracia, mas o compadrio, os compromissos com as alianças políticas. Quando a cobiça e a desonestidade se unem, a impunidade e os bilhões dos trabalhadores brasileiros vão parar nos paraísos fiscais. O Ministério Público, a Polícia Federal e a mídia sem algemas são responsáveis por este sentimento despertado no cidadão, que é o orgulho de ser brasileiro.

 

Jair Gomes Coelho jairgcoelho@gmail.com

Vassouras (RJ)

 

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DIAS MELHORES VIRÃO

 

Dias melhores virão para o Brasil, após este desentrave político. Não será sem sacrifícios, mas superaremos o momento, sou um crédulo. E por quê? Deparei-me esta semana no “Estadão” com dois excelentes artigos. O primeiro, “Pobreza rural, pobreza de ideias”, de Zander Navarro e Eliseu Alves. Destaco do texto: 1) dos 4,4 milhões de estabelecimentos rurais validados no último levantamento censitário, apenas 500 mil respondem por 90% do valor bruto da produção. Dentre estes, apenas 24 mil produziram a metade do valor. 2) Os demais 3,9 milhões de imóveis resistirão nos próximos anos? 3) Nestes 2,9 milhões residem famílias extremamente pobres. 4) Vivem em especial no Nordeste rural, famílias envelhecidas que recebem do Bolsa Família e aposentadorias rurais. 5) Outro milhão de propriedades, onde vive uma baixa classe média rural com renda de um salário mínimo por pessoa (considerar quatro moradores, sendo mais expressivo em três Estados sulistas). 6) Milhões de famílias rurais pobres, encurraladas em face ao seu desamparo, parecem estar condenadas à migração para as cidades. Concluem: é surpreendente como a sociedade não esteja discutindo esse tema. O segundo artigo é “A pujança do campo”. Destaco dele: 1) As exportações de US$ 8,35 milhões do agronegócio em março foram recordes para o mês. 2) Só esse dado já mostra a pujança da atividade rural e de setores industriais a ela vinculados. 3) Saldo de US$ 8,39 bilhões na balança comercial no primeiro trimestre. Conclui: o setor é essencial para o nosso crescimento e podem-se imaginar os ganhos maiores para o País, caso houvesse infraestrutura adequada. Vejam que falta de visão e de vontade deste governo, que, ao invés de benesses, deveria ter uma política correta e voltada para esse setor. Um velho talvez ditado: “o país cresce à noite quando os políticos estão dormindo”. Quem assumir o nosso Brasil terá de formatar uma equipe absolutamente afinada com esse setor, como diz o “Estadão”, de pujança.

 

Claudio A. S. Baptista  clabap45@gmail.com

São Paulo

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