Fórum dos leitores

CORRUPÇÃO

O Estado de S.Paulo

20 Abril 2016 | 03h00

Fundos de pensão

Há algum tempo venho acompanhando as notícias sobre os fundos de pensão das empresas estatais. Ontem, lendo notícia no Estadão (B5), vi a tentativa de editar uma lei que afaste as interferências políticas da administração desses fundos, cujo rombo anunciado é de R$ 6,1 bilhões (é bi mesmo!), referentes a aventuras financeiras de interesses escusos. Desse total, os empregados deverão arcar com metade, e terão de pagar mais para cobrir o rombo, prolongando a permanência na empresa. Pergunto: onde estão os famigerados sindicatos dessas categorias, que se arvoram em defensores dos empregados? Onde estão as ditas centrais sindicais, que só servem para fazer baderna sob o manto de defesa do empregado? Não vi nenhum deles mover uma palha sequer para protestar contra esse descalabro. Nota: não sou empregado de nenhuma dessas estatais, mas me sinto aviltado.

LUIZ FRANCISCO DE A. SALGADO

salgado@grupolsalgado.com.br

São Paulo

O pior cego...

... é o que não quer ver. As evidências do que fizeram com este país, que se encontrava à beira da grandeza, estão aí para quem quiser ou puder enxergar: inflação, desemprego, corrupção deslavada e desavergonhada, pilhagem das empresas estatais (até há pouquíssimos anos a Petrobrás era a 20.ª maior companhia do mundo, hoje está em algo como 200.ª), atraso no pagamento de aposentadorias, recuo e provável extinção dos tão alardeados benefícios sociais, etc., etc. Na melhor das hipóteses, três anos para o início da recuperação. Só há três explicações para continuar aliado dessa societas sceleris: ignorância, má-fé ou burrice. Qual dessas três se aplica aos intelectuais e/ou artistas fiéis partidários do Perda Total?

JAN KROTOSZYNSKI

jankroto@gmail.com

Carapicuíba

Farra sindical

Se Michael Temer vier realmente a assumir a Presidência, uma das primeiras medidas deveria ser a de enfrentar os sindicatos, a exemplo do que fez Margaret Thatcher na Inglaterra anos atrás. Lula permitiu que os sindicatos não precisassem prestar contas das contribuições feitas pelos pobres trabalhadores brasileiros. Ou seja, é a farra total, que deve em parte financiar as demonstrações dos militantes da CUT e outras similares. E quem garante que parte dessa arrecadação não foi utilizada para financiar as campanhas eleitorais dele e da presidente Dilma?

KÁROLY J. GOMBERT

kjgombert@gmail.com

Vinhedo

IMPEACHMENT

Discurso presidencial

“Se é possível condenar um presidente sem culpabilidade, o que é possível fazer contra um cidadão comum?”, perguntou a presidente. É possível tirar o direito à saúde, à educação, à segurança, a uma vida digna, ao emprego, à verdade, ao sonho e à esperança de um presente e um futuro melhor para esta e futuras gerações. É pouco?!

SIMONE S. WEISS

ggggweiss@gmail.com

São Paulo

Exegese da fala de Dilma

Afirmações do dia 18/4 revelam visão centrada no próprio mundo imaginário: 1) “Os atos de que me acusaram foram baseados em um parecer técnico e nenhum deles beneficia a mim”. O que devemos entender? Como a beneficiária-mor foi a caixa eleitoral do PT, ela não comunga mais de seu ideário e por isso não foi beneficiada? Foi eleita à sua revelia? 2) Afirma que não viu, no domingo, “discussão sobre o crime de responsabilidade”. Ora, e esperava ver? Não era o foro adequado! Onde ela esteve na semana passada, quando a acusação e a defesa se manifestaram na Câmara dos Deputados? Às voltas com suas elucubrações? 3) Diz-se “estarrecida” com o que considera traição de Temer. Quem ela pensa que é? Nem os mais nobres homens da História foram unanimidade para seus próximos! Por que ela o seria? 4) Diz-se “torturada”: bom, se estivesse aprisionada, estaria mesmo sem defesas, mas está soltinha e ocupa o mais alto posto da Nação. Apanha porque quer, bastaria ter jogado a toalha e a “tortura” nem teria começado. Com quem estará competindo no seu mundo de divagações?

SANDRA MARIA GONÇALVES

sandgon@terra.com.br

São Paulo

De legitimidade

Por que o voto dado a Dilma teria sido legítimo e o voto dado a Temer, não, se os dois compunham a mesma chapa?

ELIANA PACE

pacecon@uol.com.br

São Paulo

Crença

Eu acredito que a Dilma não cometeu os crimes de responsabilidades a ela atribuídos, que é tudo vingança pessoal do presidente da Câmara, deputado Eduardo Cunha, que o vice Michel Temer traiu a presidente e a Nação e está tramando contra ela para destituí-la da Presidência, que tudo isso de impeachment é golpe da oposição para tomar o poder. E acredito em Papai Noel, coelhinho da Páscoa, fada do dente...

FABIO ORBITE

inforbite@yahoo.com.br

São Paulo

Desamor à Pátria

Dilma, poço de má-fé e inconsciência. Injustiçado é o Brasil!

ULYSSES F. NUNES JR.

ulyssesfn@terra.com.br

São Paulo

Perguntar não ofende

Quando o presidente da Câmara, Eduardo Cunha, solicitou ao presidente do STF audiência para discutir o rito do processo de impeachment na Câmara, Ricardo Lewandowski quis a presença da imprensa para testemunhar o que seria discutido. Pois bem, agora o presidente do Senado, Renan Calheiros, fez o mesmo pedido e foi atendido a portas fechadas. Dois pesos e duas medidas? Por que não chamou a imprensa? O que eles teriam a esconder dos brasileiros?

PEDRO SERGIO RONCO

sergioronco@uol.com.br

Ribeirão Bonito

Desmentido

Ao contrário do que foi veiculado na imprensa, que eu teria estado no Palácio do Planalto manifestando apoio como jurista à campanha contra o impeachment da presidente da República, em nenhuma ocasião fiz declaração sobre o assunto, mas entendo que a matéria consta da Constituição e que a solução da crise deve ocorrer com absoluto respeito e observância das normas constitucionais. Completando este desmentido, informo que no dia 22 de março, data do encontro de juristas no Palácio do Planalto, eu me achava no município de São João do Sabugi, no alto sertão do Rio Grande do Norte, de onde acabo de regressar e tomar conhecimento da divulgação de meu nome num evento de que não participei. Essa notícia não corresponde, portanto, à verdade.

PAULO BONAVIDES

Fortaleza

Cartas selecionadas para o Fórum dos Leitores do portal estadao.com.br

O JULGAMENTO DA POSSE DE LULA

Hoje, dia 20 de abril, será um dia tão ou mais importante que o domingo, dia 17: o Supremo Tribunal Federal (STF) poderá mandar a “jararaca” (meio desdentada agora) para as mãos do juiz federal Sérgio Moro, responsável pela Operação Lava Jato na primeira instância. Será que nós, brasileiros, teremos o tão merecido filme perfeito, com a cena final de uma paulada terminal na cabeça do réptil?

Paulo Cesar Feltrini pc.feltrini@hotmail.com

São Paulo 

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O GRANDE DERROTADO

O grande derrotado na votação sobre a admissibilidade do impeachment de Dilma Rousseff pela Câmara dos Deputados foi Lula. Responsável por indicar e tudo fazer para eleger Dilma, Lula depositou suas fichas de que nada iria mudar. Diante de sua arrogância, prepotência e mau-caratismo, achou que poderia fazer de boba toda a sociedade brasileira. O golpe foi certeiro e mortal. Dilma está fora, Lula também e o PT está desmoralizado e desacreditado, tal qual a economia deste país. Petistas alardearam que, se houvesse impeachment, eles iriam “incendiar” o Brasil. Pois é, o impeachment passou na Câmara, vai para o Senado e muito em breve essa novela terá fim. Quanto aos baderneiros que só aceitam aquilo que é bom para eles, o remédio para a violência e a desobediência tem nome: Constituição. 

Izabel Avallone izabelavallone@gmail.com

São Paulo

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‘RETROCESSO’?

 

O ministro Jaques Wagner, ignorando a transgressão à Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF), o estelionato eleitoral e o crime de obstrução à Justiça ao tentar nomear Lula ministro, para que este desfrutasse de foro especial, além da economia em frangalhos por causa da falta de credibilidade da “presidenta” Dilma, fala que é “retrocesso” a Câmara dar sequência ao impeachment. Jaques Wagner acredita na “justiça” do Senado para corrigir o erro da Câmara. O Brasil está à deriva e acéfalo, justo por causa da falta de punição aos infratores. Hoje, quando se fala em justiça, é imediata a associação ao juiz Sérgio Moro, que está enredando os corruptos com integral apoio dos homens do bem, ansiosos por dias melhores, sem a desenfreada corrupção das gestões Lula/Dilma.

Humberto Schuwartz Soares hs-soares@uol.com.br

Vila Velha (ES)

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IMPEACHMENT

No dia 17/4/2016 começou o “rito de passagem” de um governo que dilapidou de vez a ética e a moral para se manter no poder.

Francisco José Sidoti fransidoti@gmail.com

São Paulo

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ZERO A ZERO

Não podemos deixar a faxina terminar com o impeachment da presidente Dilma. A vitória não está no primeiro passo, mas no último degrau da escada.

Ricardo C. Siqueira ricardocsiqueira@globo.com

Niterói (RJ)

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NÃO HÁ O QUE COMEMORAR

Em verdade, não há o que comemorar, mas, sim, lamentar. Lamentar que o País tenha chegado à situação em que se encontra, a ponto de ter de se destituir do cargo a presidente, não importa que ela e seu partido estejam, como estão, na raiz de todos os problemas. Hora de lamentar, ainda, o triste espetáculo proporcionado domingo por deputados sem compostura, incapazes de manter um mínimo de seriedade num momento de tal gravidade.

José Carlos S. Carvalho jcstabel@gmail.com

Barueri

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BOAS NOVIDADES

Independentemente do resultado, a verdade é que este processo de impeachment trouxe algumas boas novidades. A primeira delas foi o debate político que tomou conta de boa parte das conversas Brasil afora, virou assunto do dia, como se fosse o próximo capítulo da novela. “Brasileiro não se envolve em política, é alienado.” Desta vez, a grande maioria da população acompanhou passo a passo a marcha do processo, discutiu, torceu. Nossa empregada tem chegado em casa sempre com uma nova informação para a conversa matinal. Ela assistiu à sessão do STF que analisou se o rito da Câmara estava adequado. Isso não é extraordinário? E o envolvimento da população não foi superficial. Ao contrário do que normalmente acontece – e este é mais um dos saldos positivos –, brasileiros saíram às ruas para defender suas posições e de forma muito intensa, a ponto de gerar o receio de embates violentos, o que não aconteceu. Outro ponto importante: ficamos conhecendo um número maior de representantes do povo, tanto os que dominaram a cena quanto os que protagonizaram a lastimável ladainha repisada à exaustão em que, na hora de votar, deputados homenagearam parentes e amigos. Ficou meridianamente claro por que esta casta ignóbil é conhecida como “baixo clero”. Também restou evidente que a Câmara (e o Senado a acompanha nisso) reproduz as capitanias hereditárias, porque proliferam os filhos, netos e até um que foi carimbado de bisneto de figuras que dominam seus territórios: Nelson Marchesan Jr., Arthur Lira, Newton Cardoso Jr., Clarissa Garotinho, Sarney Filho, Eli Corrêa Filho, Bruno Covas, Marinha Raupp, Paulo Abi-Ackel, Ricardo Izar, Cristiane Brasil (filha de Roberto Jefferson), Marco Antonio Cabral, Pedro Cunha Lima, Jutahy Junior e, finalmente, Arthur Virgílio Bisneto, entre muitos outros. Para quem ainda duvida do envolvimento do povo, basta lembrar que as principais redes de TV aberta e fechada transmitiram toda a sessão da Câmara. Isso também não é extraordinário?

Fernando Procópio de Araújo Ferraz fernando@procopioferraz.com.br

São Paulo

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VITÓRIA

Parabéns, senhores parlamentares. Souberam conduzir a votação do processo de admissibilidade do impeachment com respeito e seriedade, uma prova, na prática, de que defendemos a democracia. Esperança, reconstrução e família, palavras mais citadas nos depoimentos que nos levam a refletir e agir. Estamos caminhando, graças a Deus! O povo unido jamais será vencido.

Vera Pinheiro vpinheiro2009@gmail.com

São Paulo

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PLANILHA FALHA

Parece que alguns dias atrás a senhora dona Dilma estava “trabalhando” na sua planilha e estimando que iria obter 200 votos contra o impeachment do seu mandato na Câmara, o que realmente não se concretizou. Não sei quem lhe ajudou na confecção deste gráfico, mas estava claro desde o início do processo que a oposição ganharia, mas até ela não esperava conseguir uma vitória tão estrondosa com uma diferença de 25 votos, o que mostra a fragilidade do governo e a falta absoluta de apoio à continuação de sua permanência na Presidência do País. Seria de bom alvitre nestas circunstâncias que a presidente se propusesse a tomar uma decisão de nobreza e patriotismo, renunciando ao seu cargo e poupando-a o desgosto e o vexame de nova derrota no Senado, que muito provavelmente seguirá o caminho da Câmara dos Deputados. Espero que o preparo da planilha dela para computar os seus votos no Senado não seja tão falho quanto o da Câmara. 

Filip Riwczes filipriw@gmail.com

São Paulo

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OS DOCENTES DE AMANHÃ

O resultado da votação do impeachment na Câmara dos Deputados demonstra claramente que as falcatruas praticadas pelo governo do PT chegaram ao fim. O meu receio, no entanto, é saber como os professores de História, em sua maioria formados em universidades tradicionalmente esquerdistas, tratarão do assunto no futuro. As próximas gerações verão o dia 17/4/2016 como o primeiro passo para o final da corrupção ou entenderão que a elite branca arquitetou um golpe contra a classe trabalhadora do País? Com a palavra, os docentes do amanhã. 

 

Gabriel Henrique Santoro, professor universitário santoro.gabriel@uol.com.br

São Paulo

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MOMENTO HISTÓRICO, ESPETÁCULO DEPRIMENTE

Independentemente do resultado na Câmara dos Deputados, parlamentares atuaram como papagaios de piratas, disputaram o microfone e exageraram no marketing pessoal – tudo pelos 10 segundos de fama! Independentemente da ideologia, fizeram brincadeiras, se vestiram de palhaços e jogaram confetes, mas não estavam num programa de auditório. Independentemente do partido, evocaram a religião e homenagearam a família – num gesto para transferir a real responsabilidade pelo voto. Independentemente da região, sequestraram os “esses” e espancaram a gramática – como se a ignorância fosse condição para ser eleito. Independentemente do grau de corrupção em que muitos se envolveram, aproveitaram o momento ímpar para criticar seus pares – como se não houvesse amanhã. Trocar nomes não é suficiente; é preciso uma reforma profunda, sobretudo ética e moral.

Mauro Wainstock mauro.wainstock@gmail.com

Rio de Janeiro

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BANDO DE LOUCOS

Eu sempre afirmei que os políticos representavam a si próprios, e não ao povo que os elegeu. Na votação do impeachment da presidente Dilma na Câmara, isso ficou bem claro. Tanto aqueles que votaram “sim” quanto aqueles que votaram “não” deram como motivo da escolha a segurança e o conforto dos seus familiares, que iam desde os pais até os netos. Ninguém lembrou que eles foram eleitos para representar o povo – os eleitores. Fiquei abismada com a falta de cultura e de educação dos nossos deputados. Pareciam um bando de loucos gesticulando e gritando para justificar os seus votos, enquanto, na realidade, tentavam chamar a atenção do público. Se eles fossem cultos, com o mínimo de vocabulário, não precisariam berrar nem gesticular. Poderiam explicar o porquê do voto de forma clara e usando palavras adequadas.

 

Satiko Motoie Simmio satiko.motoie@hotmail.com

São Paulo 

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DEPUTADOS

Eleitores escolhem seus representantes de acordo com suas afinidades e identificações. Portanto, não entendo o espanto das pessoas com o nível visto no domingo. Aqueles indivíduos foram eleitos, é o que se escolheu – e a maioria dos eleitores nem se lembra em quem votou.

 

Francisco da Costa Oliveira fcoxav@gmail.com

São Paulo

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CRÍTICA AOS VOTOS EM PLENÁRIO

Não sei qual a razão do espanto e dos comentários críticos a respeito das declarações de voto dos defensores do impeachment. São mais do que conhecidas as razões dos seus votos, defendidos por 82% dos eleitores. Eles apenas aproveitaram seus 15 segundos de fama e a maioria de suas mensagens foi positiva, de agradecimento e de amor à Pátria e a suas cidades. No entanto, os críticos silenciaram a respeito da linguagem e das mensagens raivosas dos defensores do contra, repetidas por todos em diferentes tons, como um mantra. Muito mais danosas e perigosas elas são, por insuflarem o ódio, claro exemplo de aversão à convivência democrática entre contrários, contradizendo seu discurso de defesa da democracia, que tanto abominam. A verdade é que nossos representantes no Parlamento são a expressão do que somos, são um espelho de todos nós, porque foi no nosso meio que foram escolhidos. Isso também mostra que a maioria dos brasileiros não é raivosa nem antidemocrática, o que deveria ser razão de otimismo, e não de crítica injusta.

 

Carlos Ney Millen Coutinho cncoutinho@uol.com.br

Rio de Janeiro 

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HUMORÍSTICO

O melhor programa humorístico do ano na TV foi a votação do impeachment de Dilma Rousseff na Câmara. Só no YouTube, a sessão teve quase 3 milhões de visualizações. É para “Porta dos Fundos” nenhum botar defeito. Vamos, agora, ao Senado. Fora Dilma!

Marcelo Cioti marcelo.cioti@gmail.com

Atibaia

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JUSTIÇA SELETIVA

Nunca se ouviu tanto o nome de Deus em vão como durante a votação do impeachment ocorrido na Câmara: “Sr. presidente, em nome de Deus, do meu pai, da minha mãe, do meu filho que vai nascer... meu voto é...”. Lamentável, vergonhoso! E, como bem disseram alguns deputados, nunca vi tanta hipocrisia em poucos metros quadrados. A História não esquecerá, jamais, seus golpistas, quando a direita do Brasil dá o golpe na soberania (voto) do povo brasileiro. Que alternativas nós temos, quando o chefe da Câmara é o pior político do Brasil, mas conduziu o impeachment? Com que moral ética isso pode ter sido permitido e ignorado pela Justiça “seletiva” brasileira? Eu tenho vergonha de ser brasileira e que o mundo assistiu a este circo, uma verdadeira perseguição implacável contra uma “presidenta” contra quem não há provas de corrupção, como há contra o sr. Cunha – e estranhamente este sr. não foi e é perseguido, cassado e preso, por quê? A Justiça brasileira lavou as mãos como Pilatos e deixou este circo de horrores a desestabilizar o governo há meses, nas mãos deste político sem ética e sem moral. Está explícito que a Justiça não persegue o PMDB: o sr. Moro, que dizem ser tão bom, até hoje não enxergou o sr. Cunha. Por quê? É Justiça seletiva, sim, é a direita unida em prol do impeachment. Foi um julgamento político, e não jurídico. Eu sou contra o golpe, pela justiça de verdade, e não partidária, e pela democracia. Impeachment sem crime é golpe. Golpe é crime e é a presença de Cunha como presidente na Câmara.

Regina Teles telesreginamara@gmail.com

São Paulo

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‘PELA DEMOCRACIA’

Na defesa de seus votos, a maioria dos deputados a favor de Dilma dizia “pela democracia”... Essa expressão é a prova da falsidade de intenções, pois os que a pronunciavam eram quase sempre do PT, do PSOL, do PCdoB ou do PDT, ou seja, os partidos que pregam a revolução marxista, em que, a História mostra, a primeira vítima é justamente a democracia. O impeachment é a arma da democracia para impedir o totalitarismo comunista. Pela democracia, fora Dilma!

Gilberto Dib gilberto@dib.com.br

São Paulo

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PÍLULA DOURADA

Nunca ouvimos tantas vezes a palavra democracia como em tempos recentes, dita pela boca dos petistas e demais partidos esquerdistas e seus apoiadores. Adeptos de um regime ditatorial de esquerda, insistem em que lutam pela democracia. Seus seguidores assaltaram bancos e mataram pessoas, no passado, dizendo estar “lutando pela democracia”. Pura mentira. O que ocorre é que a democracia é tolerante com todas as ideias, mesmo com aquelas que pretendem destruí-la, e, portanto, lhes é temporariamente útil na perseguição de seus objetivos. Se acreditam tanto no seu ideário, abram o jogo e não fiquem tentando dourar a pílula amarga da ideologia comunista.

Níveo Aurélio Villa niveoavilla@terra.com.br

Atibaia

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A LÓGICA PETISTA

Não foram poucas as vezes em que a palavra “farsa” foi proferida por deputados do PT e do PCdoB no decorrer da votação do impeachment na Câmara. Ora, se tais parlamentares julgavam a sessão plenária ser uma farsa, por que então participaram dela ou não a abandonaram? Resposta: porque, se houvesse uma reviravolta, o processo teria sido democrático, e não uma farsa. Ou seja, o que sopra a favor do PT é democrático e o contrário é farsa ou golpe. Sempre foi assim, desde sua fundação, e dificilmente mudará. 

Luciano Harary lharary@hotmail.com

São Paulo

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FARSA

O PT é o partido nazista do Brasil, que se esconde chamando adversários de fascistas. Destruíram a Petrobrás para afogar nossa democracia no dinheiro roubado. Depois, nazistas puro-sangue, gritam: “a Petrobrás é intocável”. Porém, no domingo, 71% da Câmara federal (legítimos representantes de 74 milhões de eleitores, 20 milhões a mais que os enganados pela “presidenta” nazista) determinaram: existe o suficiente para indiciá-la e propor abertura do julgamento pelo Senado. Indiciar e propor, nada mais. Como manda a Constituição. O resto é farsa nazista, lulopetista, a grande mentira.

Mauricio Rocha e Silva marosilva36@gmail.com

São Paulo

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A MÁSCARA DA CÂMARA

É inegável que certos votos proferidos durante a votação no último domingo na Câmara foram espantosos, como o do deputado Jair Bolsonaro. Reportagem do “Estado” (“Retórica durante discursos tira ‘máscara’ da Câmara”, 19/4, A9) trouxe o comentário de estudiosos sobre as mais anódinas intervenções dos deputados no referido processo. Entretanto, chama a atenção a proximidade da opinião desses estudiosos da reação geral dos usuários de Facebook no domingo. Estranha o fato de nenhum deles comentar como a referência a seus núcleos familiares expõe a mais absoluta fragilidade do governo em todas as camadas sociais. Ao referir-se à mãe e à tia, os deputados estão dizendo que, se votassem com o governo, a despeito de tudo o que o governo pudesse oferecer, não conseguiriam sustentar essa posição nem em casa. Os representantes do povo deveriam ser eleitos com maior cuidado e deveriam também expressar votos mais burilados e convenientes com o mérito em discussão, mas atacar a Câmara neste momento não é nada mais que defender a tese do governo de “golpe”. Em mais de uma das muitas ironias do destino guardadas ao PT, golpe neste momento é desqualificar um Congresso que, ainda que longe do ideal, é legítimo e vota processo de impeachment dentro da legalidade.

André Botelho Scholz abotelhos@gmail.com

São Paulo

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CURIOSO

Curioso: muito se comentou a respeito do voto a favor do impeachment dado pelo deputado Jair Bolsonaro (PSC-RJ), quando este lembrou em sua fala o coronel Brilhante Ustra, tachado pela esquerda de torturador, mas ninguém mostrou indignação pelo voto do deputado Glauber Braga (PSOL-RJ), por ele dedicado ao terrorista assassino Carlos Marighella.

Paulo Roberto Gotaç prgotac@hotmail.com

Rio de Janeiro

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DECORO PARLAMENTAR

O ilustre jornalista Eugênio Bucci, no “Estadão” do dia 19/4/2016, afirmou que o deputado Jair Bolsonaro feriu o decoro parlamentar ao invocar o coronel Brilhante Ustra quando votou em favor do impedimento da sra. Dilma. Admitindo que o sr. Bucci esteja correto, idêntico deslize não foi praticado pelo deputado (menos expressivo) que invocou o nome do capitão Lamarca, desertor, terrorista, que executou fria e covardemente um soldado indefeso? Os da direita são patrulhados e execrados, enquanto os da esquerda são imunes por natureza. Se houve infração, todos merecem punição. A isenção não deve comandar os pronunciamentos do bom jornalista?

Ulisses Nutti Moreira ulissesnutti@uol.com.br

Jundiaí

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VALE PARA TODOS

Tenho observado que os comentaristas políticos têm criticado severamente a atitude do deputado Jair Bolsonaro homenageando o coronel Ustra e o regime militar durante o seu voto no domingo, na Câmara. Será que se esqueceram da atitude igualmente reprovável de alguns deputados que, também na hora do voto, prestaram homenagem a Marighella e ao capitão Lamarca? Ou pensam que esses terroristas, que torturaram e mataram inocentes, visando à implantação de um regime totalitarista, combateram em nome da democracia?

Gerson da Silva Monteiro gersufn@uol.com.br

Sorocaba

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PESCADORES DE ÁGUAS TURVAS

 

Certamente, não fará o mínimo eco, no eventual novo governo, a demoníaca lembrança de Jair Bolsonaro a Carlos Alberto Brilhante Ustra, o infame “Major Tibiriçá”, torturador do DOI-Codi. Pescadores de águas turvas sempre aparecem, mas é indiscutível que a oposição que votou “sim” se guia pelo binômio economia de mercado e democracia respeitadora da íntegra das liberdades públicas e individuais.

 

Amadeu R. Garrido de Paula amadeugarridoadv@uol.com.br

São Paulo

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SALDO RUIM

O regimento interno da Câmara dos Deputados se mostrou ineficaz no julgamento do impeachment. Perdeu-se muito tempo por não haver clareza nas normas da Casa Legislativa. Recorreu-se ao Supremo Tribunal Federal (STF) para que os seus juízes esclarecessem dúvidas quanto ao funcionamento da Câmara, em caso de início de processo de impeachment. Nada disso seria necessário se o texto fosse assertivo e não deixasse margem à dupla interpretação. Fatos semelhantes ocorreram na leitura da Constituição do Brasil. Existem tantas emendas e os textos são tão complexos, que o precioso tempo é perdido. Podem ter certeza de que o maior prejudicado com toda esta história foi o Brasil, que viu a sua produção normal cair e a especulação financeira triunfar. 

José Carlos Saraiva da Costa jcsdc@uol.com.br

Belo Horizonte 

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O POVO QUER RESPOSTA

Que esta festa dos parlamentares da Câmara, após a votação vitoriosa do impeachment de Dilma, não fique restrita somente à classe política. Foi o povo brasileiro, com as diversas manifestações populares realizadas nestes últimos três anos, que promoveu este sentimento nacional de que, com a alta da inflação, o desemprego em massa, a falta de respeito no uso dos recursos públicos, etc., este governo Dilma não poderia mais continuar dirigindo a Nação. Nesse aspecto, nossa sociedade exige resposta da classe política. Que, ao concluir o evento do impeachment da presidente, se forme um novo governo, capaz de recuperar o crescimento econômico, fazer as reformas constitucionais necessárias e gerar distribuição de renda em condições de devolver a capacidade de consumo da família brasileira.

Paulo Panossian paulopanossian@hotmail.com

São Carlos

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NUM PROVÁVEL GOVERNO TEMER

A atitude do atualmente vice-presidente, Michel Temer, precisa ser rápida e incisiva, sem meias palavras ou linguagem “política”, pois não é possível trocar seis por meia dúzia. Para eliminar os temores, continuar mantendo o apoio popular e impedir a reação dos derrotados, espera-se do vice uma manifestação definindo suas prioridades imediatas. Entre tanta coisa a ser feita, é fundamental que o atualmente vice deixe explícita sua linha de atuação: apoio total à continuidade da Operação Lava Jato, sem interferências na Polícia Federal e no Ministério Público, fim da desculpa da “governabilidade”, com nomeações de ministros baseada na competência e na honestidade, independentemente da origem ou não partidária, fim do aparelhamento do Estado, com a diminuição drástica dos mais de 20 mil filiados do PT em “boquinhas”, continuidade dos programas sociais, eliminando as irregularidades de beneficiados políticos e fantasmas, reforma política com cláusulas que acabem com a “farra” dos partidos nanicos, forma de eleição que privilegie o voto distrital, redimensionamento dos fundos partidários generosos e fim da infidelidade partidária, e reforma da Previdência, atacando a imoralidade das aposentadorias precoces que inviabilizam o sistema.

Francisco Paulo Uras francisco.uras@uras.com.br

São Paulo

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ESTAMOS DE OLHO

Quem será que vai enganar de novo o Brasil?

Fabio Morganti tao2@terra.com.br

São Paulo

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PURGAÇÃO

Horas após a retumbante derrota do petismo na Câmara dos Deputados, o “Estadão” traz em primeira página de sua edição de 19/4 uma foto emblemática exibindo sorridentes Eduardo Cunha e Renan Calheiros. Este último com direito a um “penduricalho” ao lado da foto na forma de uma chamada para a notícia da acusação a ele desferida pelo notório delator da Lava Jato, Nestor Cerveró, de ter embolsado algo em torno de US$ 6 milhões (!) num contrato da Petrobrás. Sobre Eduardo Cunha, este dispensa apresentações neste enredo pantanoso. Tal imagem exibe à sociedade brasileira que é imperativo neste momento não se deixar inebriar pela vitória de domingo e que há ainda um longo e certamente tortuoso caminho a ser perseguido até que o País esteja livre das amarras de uma classe política corrupta, perdulária, cujos representantes deste círculo de delinquência (não generalizemos, existem, sim, os que são merecedores dos votos que receberam para representar seus eleitores) se adaptam facilmente às circunstâncias para manterem intactos seus privilégios. Fora Cunha, fora Renan!

Fernando Cesar Gasparini phernando.g@bol.com.br

Mogi Mirim 

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OS LIGEIROS

A foto de capa de ontem do “Estado” demonstra a falta de vergonha na cara dos dois medíocres, Eduardo Cunha e Renan Calheiros. Nenhum presta, e continuam posando de honestos. Afastamento e banimento da política nacional de políticos corruptos que têm posses além de seus ganhos. A sociedade brasileira não merece vê-los onde estão. Pobre Brasil, que passa por uma situação caótica por incompetência geral dos seus mandatários. Só os acordos escusos para nos salvar. Lamentável.

Edmar Augusto Monteiro eamonteiroea@hotmail.com

São Paulo

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CUNHA & RENAN

“Corrupt politicians make the other ten percent look bad” (políticos corruptos fazem os outros 10% parecerem maus) (Henry Kissinger). Ontem vi a foto de Cunha & Renan na primeira página do “Estadão” e imediatamente me lembrei dessa frase antiga de Kissinger. Os outros 10% de políticos honestos (se hoje forem somente 10%), junto com os outros 90% corruptos (com certeza), parecem igualmente deprimentes na foto do “Estadão” de ontem. Afinal, Cunha & Renan são muito bem representados por políticos corruptos que “trabalham” no Congresso, porque foram eles exatamente que “brigaram” para estes dois, respectivamente, presidirem a Câmara e o Senado. Também notei que os braços dos dois pendem para o sofá, agarrando-se no sofá para não serem dignos, renunciarem e irem cuidar, junto com seus advogados, de suas extensas folhas criminais. Cunha, réu no STF; Renan, na mira da Lava Jato, sem olhar para o espelho, a folha corrida péssima que construiu.   

Joaquim Carlos Fernandes jucafernandes@terra.com.br

São Paulo

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POLÍTICA NACIONAL

A que ponto chegamos na política nacional: um gângster comanda uma sessão de deputados, todos mercenários, do Congresso Nacional para votação do impeachment da presidente que nada mais é do que secretária-geral de uma organização criminosa, o nazipetismo. Ambos foram eleitos pelo povo. Quem sabe a partir de agora a população comece a dar mais atenção e responsabilidade às eleições e a votar de forma mais consciente. Ou que apareçam novos líderes no cenário político partidário. Gente limpa e ética. Isso vale também para governadores, prefeitos, deputados estaduais, vereadores, etc.

 

André Coutinho arcouti@uol.com.br

Campinas

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NOVAS ELEIÇÕES, A PROPOSTA DE MARINA

Dona Marina Silva propõe novas eleições, ao invés de impeachment, por saber que se trata de uma alternativa mais lenta, dependendo de julgamento do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), que perde qualquer corrida para lesma ou tartaruga. Assim, o seu querido PT continua no poder, arrebentando o País – lembrando que há, também, uma pesquisa de intenção de voto recente, que parece fajuta ou pelo menos divulgada na hora errada, mostrando suas chances de se eleger. Dona Marina, fique na Rede, descansando, já que inventou formar um novo e inflacionário (aumenta custos governamentais) partido, e perca de novo, depois de aparecer um bom tempo em primeiro nas pesquisas. Pare de olhar seu próprio umbigo e pense  um pouco no Brasil.

M. Mendes de Brito voni.brito@gmail.com

Bertioga

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A PÍLULA DO CÂNCER

A presidente Dilma Rousseff sancionou na semana passada a lei que permite a comercialização e o uso da chamada pílula do câncer, sem o respaldo de entidades sérias e que dão suporte à regulamentação de medicamentos, como o Conselho Federal de Medicina e a Anvisa. Espero que as pessoas que venham a fazer uso dessa pílula e descubram a sua ineficácia ou seus efeitos deletérios possam processar diretamente e criminalmente esta senhora, que desrespeita as entidades reguladoras governamentais e carece de competência técnica tanto para governar quanto na esfera médica.

Solange Jana solangejana@terra.com.br

São Paulo

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FOSFOETANOLAMINA

 

A liberação do uso da fosfoetanolamina sintética para pacientes com câncer, publicada na quinta-feira (14/4) no “Diário Oficial” da União, provocou manifestações diversas. A experiência feita com seres humanos tem com finalidade melhorar a qualidade de vida do homem. Nos campos de concentração nazista os prisioneiros foram colocados à disposição dos médicos para qualquer tipo de experimentação. Em abril de 1947, foram submetidas ao Conselho de Crimes de Guerra seis pontos que definiam a legitimidade de experimentos médicos com seres humanos. O veredicto do julgamento de Nuremberg adotou tais pontos e adicionou mais quatro que passaram a constituir o “Código de Nuremberg”. A utilização desta droga nos termos que vêm sendo utilizados vai contra dois dos dez princípios desse código. O terceiro, que diz: o experimento deve ser baseado em experimentação animal e no conhecimento da evolução da doença, e os resultados devem justificar a experimentação. O oitavo: o experimento deve ser conduzido apenas por pessoas cientificamente qualificadas. Deve ser exigido o maior grau possível de cuidado e habilidade em todos os estágios daqueles que conduzem a gerenciam o experimento. Com a liberação da droga, estão-se contrariando pelo menos dois dos dez princípios que regem o “Código de Nuremberg”. O Conselho Regional de Medicina deve se manifestar, repudiando essa decisão, e tentar revertê-la. Que sejam realizados estudos baseados em evidências para poder liberá-la ou não.  

 

Jorge Eduardo Nudel, médico jorgenudel@Hotmail.com

São Paulo

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POLICIAIS MILITARES MORTOS

O “Estadão” publicou no domingo, 17/4 (página A28), a notícia com o título “Explode no Estado n.º de PMs mortos”, sobre a violência em que vivemos. Gostaria de saber quantas instituições dos Direitos Humanos virão a público para lamentar a ocorrência, solidarizar-se com suas enlutadas famílias e afirmar que os bandidos são violentos e que, antes de dialogar, já chegam atirando.

Éden A. Santos edensantos@uol.com.br

São Paulo

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VALORES INVERTIDOS

Vivemos um momento em que os valores estão invertidos. Ser funcionário público tornou-se um castigo pelos governantes. A sociedade clama por seus direitos e os governantes não cumprem leis e suas obrigações. O policial, exposto com sua farda, arca com a vida os desmandos do palácio. Salário baixo, desmotivação, direitos usurpados e o descaso fruto de pessoas que visam às eleições, aos cargos, às mamatas, às tetas do governo. Isso aí, simples assim.

Edmar Augusto Monteiro eamonteiroea@hotmail.com

São Paulo

  

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PLANEJAMENTO URBANO

A reportagem “Só metade das cidades tem plano diretor” (16/4, A25) demonstra com dados oficiais do IBGE a fragilidade do planejamento urbano no País. O plano diretor não se restringe a tabelas de dados, mapas e fixação de regras para o uso e ocupação do território de uma cidade. Se elaborado de forma participativa, como exige o Estatuto da Cidade, ele é uma espécie de contrato social sobre a sustentabilidade de cada porção urbana do País. Mas, por si só, o plano diretor é insuficiente. Ele deve estar integrado com políticas regionais e uma efetiva política nacional de desenvolvimento urbano. E isso só se constrói com a reconstituição e transformação em carreiras de Estado das equipes técnicas que atuam em todos os níveis do Executivo.  Para ter uma ideia, hoje apenas um terço dos municípios brasileiros têm arquitetos e urbanistas residentes e só um número residual atua em prefeituras. Com a palavra, os candidatos a prefeito.

Haroldo Pinheiro, presidente do Conselho de Arquitetura e Urbanismo do Brasil (CAU/BR) julio.moreno@caubr.gov.br

Brasília

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PARA NÃO DETURPAR A HISTÓRIA

Da Revolução Francesa (1789) aos nossos dias, virou uma espécie de “senso comum” atribuir à era moderna os fatos mais recentes que acontecem ao redor do mundo. Esta nota tem como objetivo alertar estudiosos no mundo todo. Por que erros tão frequentes como “era moderna” estão em voga justamente no período da história da humanidade em que a tecnologia oferece diversidade de meios para dissipar dúvidas? Muitos estudiosos acadêmicos, jornalistas e políticos costumam dar conotação aos fatos atuais à era moderna. É bom refrescar a memória, que a Revolução Francesa de 1789 teve como grande marco o fim da era moderna, que deu início à era atual ou contemporânea. 

José Benigno josebenignojournalist@hotmail.com

Caruaru (PE)

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