Fórum dos Leitores

A RECUPERAÇÃO DA OI

O Estado de S.Paulo

22 Junho 2016 | 03h00

Degringolada

A empresa Oi, que protocolou esta semana o mais alto pedido de recuperação judicial do Brasil (R$ 65 bilhões), começou a degringolar com a aquisição da Brasil Telecom, em 17 de maio de 2009, amparada num decreto presidencial do então presidente Lula, posto que a transação, orçada em R$ 5,8 bilhões, não tinha amparo legal. Herdou serviços de telefonia física em 25 Estados brasileiros, seus direitos e obrigações, e ingressou no teatro da promiscuidade entre o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), a Portugal Telecom e outros. O BNDES auxiliará no alívio de seus empréstimos à empresa em recuperação e, no fundo, mais dinheiro do povo brasileiro seguirá para a lata do lixo. A maioria das recuperações judiciais termina em falências, como sabem os operadores do Direito. Quem viver verá.

AMADEU R. GARRIDO DE PAULA

amadeugarridoadv@uol.com.br

São Paulo

Fundo perdido

A Oi, que chega agora ao volume morto, recolheu dos bancos públicos brasileiros dezenas de bilhões do nosso suado dinheirinho para “investir em tecnologia”. Sabem quando esses bancos vão receber de volta esse dinheiro? Nunca! E, no entanto, eles estão caladinhos. Mas há ainda uma cruz no fim do túnel: quando a Polícia Federal, por meio da Operação Lava Jato, apurar a participação de empreiteiras como a Andrade Gutierrez em negócios com a Oi, vai descobrir muitos malfeitos. Será que tem políticos envolvidos nisso? Mas lembrem-se, dinheiro de volta nunca mais!

NELIO ALVES GOMES

raytomonelio@hotmail.com

Curitiba

Dívida de R$ 65 bi

Esta história da Oi lembra a Petrobrás. Terá havido também corrupção com desvio multibilionário? O caso será estudado pela Lava Jato?

LUIGI VERCESI

luigiapvercesi@gmail.com

Botucatu

Oi e tchau

Com apenas sete anos de vida, a megaempresa de telecomunicações sonhada e abençoada por Lula, que chegou a alterar as leis para viabilizá-la, e depois de levar bilhões em verbas de bancos públicos e privados, vai a pique. Segundo a Bloomberg, há dívidas de R$ 7 bilhões com o BNDES, de R$ 4 bilhões com o Banco do Brasil e de R$ 2,5 bilhões com a Caixa Econômica Federal (CEF), que serão mandadas, provavelmente, para “a conta do Abreu”. Alguém acredita que a Oi ou seus sócios honrarão essas dívidas? Claro que não! O que é preciso saber agora é se esta quebra da empresa não é fraudulenta e, pior, premeditada. Depois de colocar muito dinheiro, ao longo dos anos, na Gamecorp de Fábio Luiz Lula da Silva, sob pressão da controladora da antiga Telemar, a Andrade Gutierrez, e de até presentear o ex-presidente Lula com uma antena celular em seu sítio, a Oi já estava na mira da Lava Jato. Que se aprofundem as investigações. Os contribuintes não merecem pagar por mais um rolo de Lula da Silva.

M.CRISTINA ROCHA AZEVEDO

crisrochazevedo@hotmail.com

Florianópolis

O início do fim

Por que será que a Oi está falindo? Será que tem algo que ver com o honesto Lula e seu PT? Será que a antena instalada ao lado do sítio de Lula em Atibaia e os R$ 5,2 milhões doados ao negócio de videogames do filhinho do ex-presidente (Gamecorp) foram a origem do começo do fim? E Lula ainda queria que ela fosse a nossa Microsoft... Por que será que não deu certo? Vergonha ainda defenderem este sujeitinho.

ANTONIO JOSE G.MARQUES

a.jose@uol.com.br

Rio de Janeiro

Estado forte

Fazendo um exercício de imaginação, como o PT ama a estatização, se ainda estivesse no poder, seríamos hoje sócios majoritários da Oi, com R$ 65 bilhões de dívida. Basta lembrar que Lula, num arroubo de bondade, socorreu o Banco Panamericano, de Silvio Santos, à época com uma dívida de quase R$ 5 bilhões, e hoje a Caixa Econômica Federal carrega esse sócio deficiente nas costas. Senhores senadores, por favor, impeachment já! Antes que a presidenta gerenta incompetenta Dilma retorne com sua já manjada teoria de “Estado forte”, ainda que quem assuma as dívidas seja o povo brasileiro.

BEATRIZ CAMPOS

beatriz.campos@uol.com.br

São Paulo

ODEBRECHT

Punição exemplar

Uma empresa que compra um banco num paraíso fiscal para movimentar o dinheiro roubado do Brasil tem de receber uma punição muito mais severa que a prisão de uns poucos diretores (Odebrecht adquiriu banco para propina, diz delator, Estadão, 206, A4). A Odebrecht deveria ser desapropriada, para servir de exemplo e desestimular esse tipo de ação criminosa que arrasou o País. Ainda há quem tenha a coragem de falar em acordo de leniência, para que tudo volte a funcionar às mil maravilhas!

MÁRIO BARILÁ FILHO

mariobarila@yahoo.com.br

São Paulo

TERRAS BRASILEIRAS

Cheiro de falcatrua

É impressionante como os ministros do governo Temer vivem inventando moda: um demonstrou na semana passada a clara intenção de acabar com a Operação Lava Jato. Agora, somos surpreendidos com a ideia maluca, para não dizer de jerico, do ministro da Agricultura, Blairo Maggi, sugerindo ao presidente Michel Temer liberar a venda de terras brasileiras para investidores estrangeiros, alegando para isso a ampliação do crédito no País (“os bancos de fora, que emprestam no Brasil, não podem receber as terras como garantia. Porque, se tiver que executar a dívida, não pode ficar com a terra”). Menos, senhor ministro, menos. O valor do alqueire de nossas terras em real, se transformado em dólar, sairia para eles praticamente de graça. São ideias como esta que me cheiram a falcatruas, principalmente quando se sabe que o sonho dos chineses sempre foi comprar nossas terras.

ARNALDO DE ALMEIDA DOTOLI

arnaldodotoli@uol.com.br

São Paulo

Jogo limpo

Com toda vênia, o ministro Maggi quer é valorizar as terras, inclusive as suas. A justificativa dada para permitir a venda de terras a estrangeiros – sem entrar no mérito da venda em si – pode, e é, resolvida via obtenção de carta de fiança de um banco brasileiro a favor do estrangeiro, com garantia das terras ao primeiro. Comecemos a jogar limpo, excelência! Basta o PT para enganar o povo!

CÁSSIO M. DE R. CAMARGOS

cassiocam@terra.com.br

São Paulo

 

Cartas selecionadas para o Fórum dos Leitores do portal estadao.com.br

A MORTE DA SUPERTELE OI

O PT está assistindo a morte de sua “supertele nacional”, criada em 2008, na fusão da Oi com o Brasil Telecom. Para que houvesse a fusão, o governo Lula mexeu na legislação, ninguém gritou, como fizeram os petistas quando das privatizações no governo FHC. Em 2013, a Oi em dificuldades se uniu à empresa Portugal Telecom, mas também não deu certo, pois a má gestão perdurou.  O pedido de recuperação judicial da Oi mostra que a política do governo do PT, alardeando que essa grande empresa seria capaz de competir globalmente virou água. Nem com a ajuda de R$ 16 bilhões vindos do Banco do Brasil, da Caixa e do BNDES o negócio prosperou. O total da dívida da Oi é de R$ 65,4 bilhões. Quem ganhou com a criação da Oi? Acho que Lula, que tem uma antena em seu sítio de Atibaia para seu deleite, e seu filho, que teve R$ 5,2 milhões da empresa investidos no seu negócio de videogames. Quem perdeu? O povão que vai pagar a conta.   

Izabel Avallone izabelavallone@gmail.com

São Paulo

 

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A FALÊNCIA DA OI

É possível sim a falência da Oi, causada por incompetência fenomenal do setor privado. E já sabemos quem vai pagar a conta!

Omar El Seoud elseoud.usp@gmail.com

São Paulo

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VERBA PÚBLICA NO RALO

Mais uma cratera se abre nas contas dos bancos públicos, com o pedido de recuperação judicial da Oi, que acumula uma dívida praticamente impagável de R$ 65,4 bilhões. E o BNDES, a Caixa e o Banco do Brasil, na esteira do delírio petista de criar empresas privadas “campeãs nacionais”, emprestaram à Oi, a pedido do Planalto, R$ 12 bilhões.  Difícil também é entender como bancos eficientes como o Itaú e o Bradesco abriram seus cofres despejando juntos na Oi R$ 4,7 bilhões.  E esta derrama irresponsável de recursos públicos nesta era petista não para por aí, já que outros bilhões de reais, principalmente do BNDES, foram liberados a empresas sem compromisso de criar um único emprego, como nos casos de fusão de empresas que, além dessa “supertele  nacional”, beneficiaram os frigoríficos JBS, Marfrig, etc. E de outras que receberam recursos vultosos já em situação financeira precária. 

Paulo Panossian paulopanossian@hotmail.coam

São Carlos

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DESVALORIZAÇÃO

A Oi quebrou e o sítio desvalorizou. Quem dará a manutenção? 

Moises Goldstein mgoldstein@bol.com.br

São Paulo 

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RECUPERAÇÃO JUDICIAL DA OI

Mais uma vez vemos que, onde o sr. Lulla põe as mãos, a coisa não acaba bem, quer dizer para a empresa, para o Banco do Brasil, para o BNDES e para o País, pois certamente para seu filho Fábio Luiz e para a Gamecorp a coisa funcionou muito bem com o investimento de cerca de R$ 5 milhões numa empresa de "fundo de quintal". Assim como este suposto investimento, quantos mais esta empresa teria feito nos mesmos moldes para chegar num rombo de R$ 65 milhões? Gostaria de ver o sr. Lulla com a sua "vasta experiência" ajudar e aconselhar a Oi a sair desta enrascada!

Luiz Roberto Savoldelli savoldelli@uol.com.br

São Bernardo do Campo

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APETITE SEM FIM

Os petralhas conseguiram quebrar a Petrobrás, agora a Eletrobrás, limparam os cofres brasileiros, emprestaram milhões (do BNDES) para as empresas de Lula e Lulinha (Oi e Friboi) e ainda culpam FHC pelas privatizações...  Pior ainda, querem retornar ao governo para roer os ossos que sobraram...   Será que isso nunca terá fim?

Carlos Eduardo Barros Rodrigues ceb.rodrigues@hotmail.com

São Paulo

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MIDAS AO CONTRÁRIO

A Oi (antiga Telemar, que favoreceu a empresa do filho do Lula com R$ 5 milhões, em valores da época) é mais um "case" que, com ajuda do lulopetismo, deu com os burros n'água.  Outros "cases":  Petros, Postalis, Funcef etc. além do nosso Brasil.

Darcy Martino darcymartino@hotmail.com

São Paulo

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TEMPOS BICUDOS

Oi, querida, o que está havendo com a nossa querida Oi?

Joaquim Quintino Filho jqf@terra.com.br

Pirassununga 

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SURPRESA!

A instalação da antena da operadora Oi no sítio do Lula deu tanto prejuízo quanto a participação na empresa do Lulinha, que ela quebrou. Aposto que tem dinheiro do BNDES. Puro azar...

Luíz Frid luiz.frid@globomail.com

São Paulo

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CORREIOS

Uma estatal, os Correios, terá aumento em seus serviços, que só serve para engordar o bolso de políticos, pois o serviço prestado à população é péssimo!

Marcos Barbosa micabarbosa@gmail.com

São Paulo

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AJUDA AOS ESTADOS

Pelo jeito não foi apenas o povo brasileiro que foi embalado pela propaganda irresponsável do ex-presidente Lulla, que incentivou todos a ire às compras. Governadores também entraram na onda. Gastaram sem dó, o que os levou agora a pedir socorro ao governo federal. Só tem uma diferença. O povo aprendeu a duras penas, arrependeu-se de ter entrado na onda de Lulla e parou de gastar para equilibrar seu orçamento. Já os Estados fizeram dívidas inegociáveis, sem condições de serem cortadas, inclusive com sérios problemas na Previdência estatal. Mas fica uma pergunta: se o governo Temer ajudar depois desta farra os  irresponsáveis dos Estados, não se comprometerá também com a Lei de Responsabilidade Fiscal? Pela lei, o governo federal é proibido de ajudar governos gastões e irresponsáveis. E aí?  

Beatriz Campos beatriz.campos@uol.com.br

São Paulo

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PALAVRA DE GOVERNADOR

O interino Francisco Dornelles disse que "a Olimpíada não pode fracassar", mas o Estado pode? A primazia teria alguma relação com as eleições de outubro?

Ricardo C. Siqueira ricardocsiqueira@globo.com

Niterói (RJ)

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ANÕES SEM CRITÉRIOS

Lindberger Farias, Fátima Bezerra, Gleise Hoffmann, Vanessa Grazziotin, Humberto Costa, José Eduardo Cardozo e Temário Motta. Esses são os sete anões trapalhões da Dilma, em contradição aos sete anões simpáticos da Branca de Neve. Pelo que leio nos jornais, esses sete participantes da Comissão de Impeachment estão fazendo um papel ridículo em defesa de um governo que comprovadamente cometeu crime de responsabilidade fiscal.

Adalberto Amaral Allegrini adalberto.allegrini@gmail.com

Bragança Paulista 

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SHOW MAMBEMBE

Bizarrice pura é o comportamento dos petistas na Comissão do Senado que avalia o pedido de impeachment definitivo da presidente afastada Dilma. Fogem do tema, que é a forma como Dilma emitiu decretos e pedalou, esperando compensar o crime evocando o "fim social" das ações. Usam e abusam do tempo com as suas 40 providenciais testemunhas, todas do governo afastado, procurando levar a análise para o conteúdo das medidas, permitindo admitir de que as respostas vêm preparadas, sabendo das perguntas e se fingindo de desentendidos quanto ao verdadeiro objetivo da comissão. Eles não mudam e continuam nos julgando idiotas.

Mario Cobucci Junior maritocobucci@gmail.com

São Paulo

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TESTEMUNHAS INÓCUAS

Tenho acompanhado pela TV Senado o processo de impeachment. Nesta fase falam as "testemunhas" de defesa de Dilma. A impressão que tenho destes é que são militantes do PT e genéricos. Repetem bem os mantras e, na verdade, parecem ventríloquos. A bem da verdade falam o que seus ex-patrões querem ouvir. Parece script de novela. Nada acrescentam e nada ajudarão na defesa. Com certeza é simplesmente procrastinação. E tiveram como padrinho desta sandice Lewandovski.

Paulo Henrique Coimbra de Oliveira ph.coimbraoliveira@gmail.com

Rio de Janeiro

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CRISTÓVAM BUARQUE

Eu o admirava por seu intelecto, o seu jeito de ponderar, mas o que vejo hoje é um ridículo discurso, é um grande leilão do seu voto, espero que só fique como suplente, pois ficou muito chato.

João luiz Piccioni piccionijl@me.com

São Paulo

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ARTIGO 

Belíssimo o artigo do eminente educador João Batista Araújo e Oliveira, sob o título Os 50 anos do Relatório Coleman (A2, 21/6). O artigo deveria ser lido, relido e analisado por todos os que sonham com uma educação à altura da nossa grandeza histórica.

Deputado Paes Landim dep.paeslandim@camara.leg.br

Brasília 

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OLIMPÍADA

As obras implementadas pelo prefeito Eduardo Paes, por conta da Olimpíada, afetaram os deslocamentos na cidade: houve inversões de mão das vias, mudanças de linhas de ônibus, impedimentos e interdições de ruas e avenidas, obras feitas com má qualidade dos materiais, a tragédia da queda da ciclovia da Av. Niemeyer, a morte dos cidadãos que por lá circulavam, a dúvida sobre o superfaturamento das obras de Deodoro, os impedimento de parte das praias da zona sul com a colocação de mafuás para shows e, enfim, o infernal ataque à cidade maravilhosa com obras de mau gosto, que desfiguram a história e o meio ambiente, instigam-me a abandonar a capital durante a Olimpíada. O prefeito, prevendo a saída em massa dos moradores do Rio, suplica que todos fiquem em casa. Lamentável! 

 

Mário Negrão Borgonovi marionegrao.borgonovi@gmail.com

Rio de Janeiro

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TERRORISMO

Eliane Catanhêde toca num assunto deveras preocupante: a infraestrutura caótica que a cidade do Rio de Janeiro, em termos de segurança, com a recente declaração de calamidade pública e sinais de terrorismo na Olimpíada.

Marcos Barbosa micabarbosa@gmail.com

São Paulo

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A MORTE DE JUMA

Mataram uma onça pintada colocada no lugar errado. Por causa de uma tocha em chamas o animal entrou em desespero e ficou violenta. O que impressiona é que o Brasil não acerta uma! Economia destroçada, um lamaçal de corrupção e ainda trazem a Copa e os jogos olímpicos. Isso é para país desenvolvido, não subdesenvolvido.

Luiz Ress Erdei gzero@zipmail.com.br

São Paulo

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COBERTORES ABANDONADOS

Uma falta de respeito por parte dos moradores de rua os montes de cobertores descartados enchendo as ruas do centro de São Paulo. Um tapa na cara das ONGs e de grupos de amigos que se mobilizaram para ajudá-los. A gente acaba por ter de dar razão ao prefeito Haddad...

João Manuel Maio clinicamaio@terra.com.br

São José dos Campos 

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INCOERÊNCIA

O técnico Tite, motivado pela corrupção comprovada reinante na CBF, assinou, há cerca de seis meses, um manifesto exigindo a renúncia do presidente da entidade, Marco Polo del Nero. Hoje, ele aceita o convite do mesmo dirigente para liderar a nova comissão técnica da seleção, face ao fracasso da anterior, incapaz de, até agora, garantir a participação do País no próximo mundial e responsável pela eliminação na Copa América, ainda na primeira fase.  Não há dúvida de que Tite é, na atualidade, o treinador mais capacitado para recuperar o prestígio da seleção. Mas sob o ponto de vista da coerência com o seu posicionamento anterior, como encaixá-lo num grupo de pessoas que ele próprio queria ver fora dos destinos do futebol nacional?

Paulo Roberto Gotaç pgotac@gmail.com

Rio de Janeiro

 

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