Fórum dos Leitores

Participação dos nossos leitores

O Estado de S.Paulo

19 Julho 2016 | 03h00

MINHA CASA, MINHA VIDA

Campos de concentração

Quando eu cursava Arquitetura (FAU-USP, 1967-1971) ficava chocado com as fotos dos conjuntos habitacionais do BNH, que estavam mais para depósitos de gente que para habitação. Agora, passados 50 anos, a situação continua a mesma, como se vê na foto da primeira página do Estado de domingo, mostrando um conjunto de 3 mil casas (?) do Minha Casa, Minha Vida. Esse conjunto lembra os campos de concentração de Hitler. É chocante e, principalmente, frustrante ver como nada mudou. Aqueles conjuntos dos anos 60 eram tão mal feitos que os moradores tinham dificuldade de encontrar a própria casa. Hoje continua o mesmo desprezo dos governantes pela população mais pobre. Para o governo, qualquer coisa serve, e ainda se jacta de estar “dando” casa ao povo. Os caras não têm noção de arquitetura e urbanismo? E os projetistas? Só têm régua e esquadro? Cadê o compasso? Promover moradia é só pôr à disposição quatro paredes? E o convívio social, a infraestrutura? Isso sem falar no desperdício de se utilizarem boas glebas com maus projetos. E ainda temos de aguentar o discurso demagógico de que é melhor assim do que morar em favelas ou palafitas. E não venham falar em custos. Ao longo do exercício da minha profissão aprendi que sai mais barato fazer o bom do que o ruim. Porque o ruim tem de ser consertado e reformado várias vezes. Esse quadro se torna mais lamentável quando se pensa que o Brasil dispõe de um grande corpo de arquitetos e urbanistas aptos a fazer bons projetos, atuando com engenheiros, sociólogos, economistas e outros profissionais. A prova disso são alguns bons exemplos que podemos encontrar pelo Brasil, muitos em São Paulo. Quando se quer, faz-se. Naquela época, da ditadura militar, não se podia criticar nada. E agora, pode? Com a palavra o Instituto de Arquitetos do Brasil.

LUIZ LOUREIRO, arquiteto e

urbanista

loureiroefabiana@gmail.com

São José dos Campos

A impressionante foto de capa do Estadão de domingo, de autoria de Dida Sampaio, de um conjunto de 3 mil casas em Imperatriz (MA) com obras paradas, é o retrato emblemático do infortúnio do programa Minha Casa, Minha Vida. A paisagem das casinhas iguais separadas apenas pelas ruas de terra, sem lugar planejado para praças, escolas ou comércio, remete a imagens de campos de concentração, isoladas da vista de quem não frequenta as franjas das cidades. O volumoso e inédito investimento no maior programa habitacional do País, baseado na lógica quantitativa de financiamento de empresas construtoras, como demonstrado no texto do repórter Murilo Rodrigues Alves, frustrou a expectativa de uso dos conhecimentos culturais e técnicos dos arquitetos e engenheiros brasileiros na criação de lugares dignos para a população, particularmente a mais carente. O Estado brasileiro precisa urgentemente reparar esse dano.

HAROLDO PINHEIRO, presidente do Conselho de Arquitetura e Urbanismo do Brasil

julio.moreno@caubr.gov.br

Brasília

Abandono

Dói à urbanidade a foto no Estadão do conjunto de 3 mil casas inconclusas por falta de recursos. Pior: o Brasil é um dos países com maior área territorial do planeta e, pasmo, pergunto: as casas do Minha Casa precisaram ficar tão grudadas umas nas outras? Imaginem quem for morar no centro das 3 mil casas, quando estiverem prontas: privacidade mínima, tendo de passar por dezenas e dezenas de outras moradias. Terão calçadas? E “mais pior” ainda: todas sem um quintalzinho sequer para plantar um canteirinho de alface, ou de mandioca, ou de tomate, ou de agrião, ou de alguma erva medicinal... Lastimável! A medo, pergunto ainda: as outras 47 mil casas dessa série também têm o mesmo projeto “urbanístico”?

EURÍPEDES KÜHL

euripedes.kuhl@terra.com.br

Ribeirão Preto

Desastre social

Chega a causar arrepio cada vez que a presidente afastada Dillma Rousseff e asseclas do falido PT clamam que o governo sem eles “será um desastre social”. Desastre social está estampado na capa do Estadão de domingo. Mais de 50 mil residências do Minha Casa, Minha Vida iniciadas e não concluídas, deixando à míngua o sonho de milhares de famílias. Tudo nesses 13 últimos anos foi feito na base do marketing, propaganda enganosa, sem nenhuma condição econômica e programática viável. Resultado? Milhares de obras faraônicas espalhadas pelo País e não concluídas. Mas o dinheiro pago sumiu! Quem será responsabilizado?

BEATRIZ CAMPOS

beatriz.campos@uol.com.br

São Paulo

MANIFESTAÇÕES

Ruas esvaziadas

A propósito da matéria Apesar da promessa de manifestações, ruas ficam esvaziadas (17/7), entendo que as manifestações de rua mostraram um grande engajamento popular, foram muito importantes e acredito que devam repetir-se sempre que for necessário. Mas há momentos em que a democracia pede outros tipos de participação. O fundamental nesta transição é a permanência da mobilização das pessoas, ainda que não seja nas ruas. A participação política deve se dar na particularidade de cada um, mas a todo tempo. Precisamos ler mais, ouvir mais, discutir mais sobre política e, consequentemente, nos tornar cidadãos participativos – agentes da verdadeira mudança do País.

ALINE CARDOSO

aline@genteurbana.com.br

São Paulo

DELAÇÃO PREMIADA

Desserviço do ‘Estadão’

Domingo, minha filha de 13 anos veio dizendo: “Que absurdo esse negócio de delação premiada! O cara ia cumprir 80 anos de prisão e vai cumprir só 5!”. Tive de, pacientemente, tentar desconstruir o desserviço que o Estadão prestou na reportagem de 17/7 (A4). Expliquei que grande parte da lista publicada pelo jornal nem estaria ali se não fosse pela delação premiada. Ou seja, ao menos o sujeito vai cumprir 5 anos de prisão, em vez de zero. E, em segundo lugar, os políticos coordenadores dos esquemas estão, pela primeira vez, tendo de pagar pelo que fizeram, o que seria impossível sem a delação. Qual o objetivo do Estadão ao publicar reportagens distorcidas, com manchetes que levam ao erro? Proteger criminosos?

MARCELO GUTERMAN

margutbr@gmail.com

São Paulo

FRANCO MONTORO

Justa homenagem

Cumprimentos pela publicação do justo e brilhante artigo O chefe índio, do professor Luiz Carlos Bresser-Pereira, no Aliás, sobre o saudoso André Franco Montoro. O ex-governador de São Paulo foi, sem dúvida, um dos homens públicos mais íntegros e combativos que o Brasil já teve.

EUCLIDES ROSSIGNOLI

euclidesrossignoli@gmail.com

Avaré

Cartas selecionadas para o Fórum dos Leitores do portal estadao.com.br

DIFERENÇAS

 

A presidenta Dilma se diz indignada com a revelação pela revista Isto É das mordomias ilegais de sua filha Paula.   Indignados estamos nós que pagamos seus gastos absurdos.   Que ela veja a fotografia do ex-primeiro ministro da Inglaterra sr. David Cameron carregando uma caixa de sua mudança de 10 Downing Street, para saber como se comporta um político responsável no Primeiro Mundo.   Mas aqui não pensam em poupar o dinheiro público.  Só em gastar o suado dinheiro do trabalhador.  Infelizmente!

 

Silvano Corrêa scorrea@uol.com.br

São Paulo

 

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PESQUISA DATA FOLHA

 

Completamente inócuo o resultado da pesquisa Data Folha publicada no sábado (16/7), onde apresenta o resultado da pesquisa para a eleição do molusco no primeiro turno para 2018, com vitória sobre a Marina e, no segundo turno, uma incógnita. Discordo desse resultado, pois, até lá, boa parte do eleitorado do molusco estará morto pela fome. Aliás, onde anda a Marina? Pobre povo brasileiro.

 

Tanay Jim tanay.jim@gmail.com

São Caetano do Sul

 

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IMPRENSA PIXULECO

 

Quando a gente pensa que a imprensa paga por petista acabou por falta de financiamento, pipoca pesquisa mostrando Lula na liderança para presidente em 2018, quando este cidadão estará cumprindo pena. Lamentável!

 

Luiz Henrique Penchiari  lpenchiari@gmail.com

Vinhedo

 

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SOPRO DE ESPERANÇA

 

Sai Dilma, entra Temer. Sai Cunha, entra Maia. Troca providencial. Salvas as nossas instituições! Novos dias virão!

 

Nivaldo Ribeiro Santos nivasan1928@gmail.com

São Paulo

 

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GOLPE

 

Golpe com canhão é antidemocrático e anticonstitucional. Impeachment é democrático e constitucional. Entenderam, partidos da oposição?

 

Moises Goldstein mgoldstein@bol.com.br

São Paulo

 

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AINDA SOBRE BOLSA BANQUEIRO

 

Quando o Supremo Tribunal Federal (STF) vai desenfurnar os processos sobre as “pedaladas”, que as instituições financeiras deram nas cadernetas de poupanças nos chamados “expurgos” dos planos econômicos?  

 

Oswaldo Colombo  colomboconsult@gmail.com

São Paulo

 

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‘MOLECAGENS’

 

Suely Caldas, sou seu leitor no Estadão e aprecio muito vossas análises didáticas, claras e precisas. Em 19 de junho adorei a “Molecagem com a Lei das Estatais”. Quando leio “dar respaldo à livre e farta distribuição de cargos e verbas dos tempos de Lula/Dilma”, atrevo-me a transcrever ideias que tento divulgar para auxiliar na eliminação de tais infaustos procedimentos e acontecimentos. 1) Proposta um - nenhum cidadão nomeado, concursado ou eleito para cargo em um poder da República poderá exercer cargo nomeado, concursado ou eleito em outro poder da República, sem renunciar ao cargo primeiro.  2) De emenda popular a respeito de reeleição legislativa -  Artigo 1.º: nenhum cidadão poderá cumprir mais que dois mandatos legislativos. Artigo 2.º: esta lei é aplicável a mandatos legislativos cumpridos e mandatos legislativos a cumprir. Artigo 3.º: esta lei é aplicável a todos os mandatos legislativos, do Senado Federal, da Câmara dos Deputados, das Assembleias Legislativas dos Estados e das Câmaras de vereadores dos municípios. Artigo 4.º: revogam-se quaisquer disposições em contrário.

Com meus cumprimentos republicanos.

 

Joaquim Pinhão

Rio Claro

 

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DOENÇA IMAGINÁRIA

 

O senhor ministro da Saúde precisa se informar melhor a respeito do brasileiro que procura a saúde pública e que, em sua opinião, imagina doença. O brasileiro, na sua maioria, tem o costume de procurar primeiro o balcão da farmácia, quando sente algum incômodo. O balconista, todo poderoso, faz seu diagnóstico, prescreve e vende o medicamento que lhe dá mais lucro. Errou. O indivíduo, então impressionado, procura o Serviço Público de Saúde depois que o balconista da farmácia fez seu diagnóstico e seu incômodo persistiu. Aumentou muito a procura pela doença imaginária. Necessário rever tal legalização e a liberalidade do funcionário (não médico) atuando nas farmácias?

 

Henrique Gândara clineurohenrique@uol.com.br

Ribeirão Preto

 

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UM MINISTRO INCOMPETENTE

 

É inacreditável que um ministro da Saúde do tipo Ricardo Barros consiga falar tantas baboseiras (estou sendo educado com esse termo) e ainda permaneça no cargo. Michel Temer não pode ignorar que é a quarta vez que ele se insurge contra a população, em vez de mostrar um mínimo de competência para sua função. Agora é o povo que leva a culpa por fazer consultas desnecessárias e manipular os médicos, para que solicitem exames inúteis.

 

Ademir Valezi adevale@icloud.com

São Paulo

 

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SEM SENTIDO

 

Como assim, escola sem ideologia? (Estadão 16/7, C10). Você quer professores de “esquerda”. Que esquerda? Por que não de direita? Você quis dizer comunista? Por que não dizer? Falar de “esquerda” é fácil; diga a verdade: comunista. Por que a escola tem de ser comunista e não democrática? A escola pode ter ideologia democrática ou não pode? Ou só comunista? A escola precisa formar profissionais para trabalhar e produzir, e não formar guerrilheiros que não trabalham, não produzem e destroem a economia. Essa sua ideia comunista já acabou, só resta na Coreia do Norte e em Cuba, nem a Rússia é mais, o muro caiu, lembra?

 

Alpoim da Silva Botelho alpoim.orienta@uol.com.br

São Paulo

 

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PROFESSORES IDEIAIS

 

Marcelo Rubem Paiva, em seu artigo no Estadão ensina que “... professor de história deve ser de esquerda. E barbudo. Tem de contestar os regimes, o sistema, sugerir o novo o diferente. Tem de expor injustiças sociais, procurar a indignação dos seus alunos, extrair a bondade humana, o altruísmo. Como abordar o absolutismo, Hitler, Mussolini e. o liberalismo econômico, sem uma visão de esquerda?”.  E cita seus professores de esquerda, inclusive um do PCB. Professores de esquerda formam alunos como o Marcelo Paiva.  Que acredita que a bondade humana e o altruísmo são monopólios da esquerda.  Contestam os regimes (mas ensinam que nos países comunistas ninguém pode contestá-los?).   Professores que sugerem o novo, o diferente:  como os regimes de esquerda? No artigo, o Marcelo (claro, formado por professores de esquerda) em nenhum momento cita o absolutismo de Stalin e seu Gulag.  Mao Tsé Tung e a sua Revolução Cultural.  O Khmer Vermelho no Camboja.  O governo comunista da Albânia. Ah, sim, criticar o liberalismo econômico.  Regime de esquerda, socialismo é que resolve.  Professores de esquerda (e o Marcelo Paiva) nunca citam Cuba, Venezuela como fracassos econômicos de um regime (justificam os paredões do Fidel como necessidade histórica).  Jamais vão comparar as diferenças sociais, econômicas e democráticas entre a Coreia do Sul e a do Norte (ou, no passado, entre a Alemanha Oriental e a Ocidental).  Professores de esquerda levam o Marcelo Paiva  (e pessoal da Comissão da Verdade) a apontar os excessos dos militares pós-64, mas nunca citam os atentados e assassinatos dos guerrilheiros. Guerrilheiros que (já confessados por alguns participantes) não desejavam lutar pela democracia, mas impor um regime igual ao cubano no Brasil. Finalizando seu artigo,  Marcelo Paiva diz que a “missão dos professores é criar reflexões, comparações, provar contradições...” Essa “missão”, como fartamente demonstrada, inclusive por vídeos de professores-doutrinadores de esquerda nas salas e pela militância estudantil  (em DCEs e UNE), tem sido usada com mão única... E nada tem indicado que buscam comparações!

 

Márcio Cruz mm.cruz23@gmail.com

São Paulo

 

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BOBAGEM SEM SENTIDO

 

Marcelo Rubens Paiva escreve um artigo repleto de preconceitos e equívocos em relação ao professor em sua coluna “Como assim, escola sem ideologia?”! O professor visto por ele tem um modo reducionista e absurdamente preconceituoso de ser e agir. Não me lembro de ter lido tamanhas bobagens em relação a como deveria ser um professor. Um verdadeiro desserviço para educação. Um bom professor de História ou de qualquer outra disciplina deve ser apenas um facilitador da aprendizagem, sua atuação deve ser neutra, não alguém que induza o educando a uma premissa estabelecida; deve levar o aluno a fazer suas próprias descobertas e nunca induzi-lo a ideias estabelecidas, principalmente em relação às ideologias políticas. O colunista deveria ler mais sobre Educação e rever sua concepção de professor que demonstrou nesse artigo: uma verdadeira bobagem, sem o menor sentido!

 

Therezza Lima therezz@uol.com.br

São José dos Campos

 

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ESCOLA SEM IDEOLOGIA

 

Gostei muito do seu artigo. Escola sem ideologia é uma piada de mau gosto. O confronto nos textos é essencial para a formação crítica do aluno. Sr. Marcelo, apenas uma curiosidade, por que em artigos desse tipo, escrito por pessoas como o senhor, nas citações dos grandes assassinos da história nunca são apresentados os grandes assassinos da esquerda como Mao Tse Tung e Josef Stalin, Pol Pot? Desconfio que saiba a resposta. Nem os senhores, nem os professores barbudos da esquerda ousariam atacar seus ídolos. É uma questão de simpatia. Eles são cruéis, mas jogam no nosso time. Felicidades!

 

Roberto Rufo rrufo54@gmail.com

Santos

 

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ERDOGAN E A DEMOCRACIA

 

O golpe militar turco acabou frustrado pela intervenção pronta da população, no sentido de defender um governo eleito, de direita sunita nacionalista, conduzido autoritariamente por Recep Tayyp Erdogan, que promoveu desenvolvimento e bem-estar social em seu país, não obstante tenha elevado um castelo para si em Ancara. A lição que se tira do episódio é a de que os povos valorizam o regime democrático, porém não como fim em si, mas desde que acompanhado de políticas públicas que satisfaçam os anseios do povo. 

 

Amadeu Garrido amadeugarridoadv@uol.com.br

São Paulo

 

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TURQUIA

 

Na Turquia, o islâmico presidente Erdogan é um claro candidato a ditador e por pouco não foi apeado do poder por uma parte do exército que não aceita a pretensa tirania e, da mesma forma que outros ditadores do lado de cá, apelou ao povo, facilmente manipulável, que saiu às ruas em sua defesa. Se concretizada a façanha, com tanques e tiros pelas ruas, sim, isso seria golpe! Viajando no tapete voador do mundo otomano para o mundo da fantasia, recordamos as pacíficas manifestações brasileiras, nas quais os milhares de manifestantes exigiam a saída da presidente Dilma Rousseff do comando da Nação. Dentro dos trâmites legais, por meio do Poder Judiciário, a má dama foi afastada, mas continua com salário integral, morando - de graça - no Palácio da Alvorada e conseguindo de seus correligionários uma super vaquinha para ir onde quiser e, sem fazer gracejos, dizer que sofreu um golpe. Só se foi das urnas eletrônicas fraudadas, que a elegeram sem que tivesse as mínimas condições para governar!

 

Carmela Tassi Chaves tassichaves@yahoo.com.br

São Paulo

 

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O CINISMO E A HIPOCRISIA

 

Infelizmente a tentativa de golpe na Turquia  falhou, afinal, Erdogan não passa de mais um tirano que até agora não estava respeitando os direitos humanos, perseguia a imprensa livre e também demonstrava uma tendência clara de tornar o país num Estado religioso . A Turquia desde o general Ataturk sempre foi um país laico. Todas as grandes potências (EUA França Alemanha) condenaram a tentativa de golpe. Aí eu pergunto: estavam satisfeitos com Erdogan? Foi a mesma coisa no Egito, quando o general All Sissi tomou o poder, que estava nas mãos e Mohamed All Moursi, eleito “democraticamente” e o Egito estava em constante agitação e nas mãos da Organização radical da Irmandade Muçulmana, já que Moursi era um dos seus representantes. Hoje o país está em relativa calma. É a mesma coisa que amanhã um golpe derrubar o tirano Maduro da Venezuela. Quem vai lamentar, a não ser os bolivarianos? Convenhamos que nem sempre um golpe é algo ruim, a não ser que haja um desvirtuamento dos objetivos a serem alcançados, como aconteceu aqui no Brasil.

 

Henrique Schnaider hschnaider4@gmail.com

São Paulo

 

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PERGUNTAR NÃO OFENDE...

 

Quem financia organismos como o Estado Islâmico?  Em quais bancos o dinheiro é depositado?  Ou será que roupas, comida, calçados, armas, munições, veículos e demais itens são trazidos pelo gênio da lâmpada de Aladim?  Ou será que dinheiro já está nascendo em árvores?

 

Arlete Pacheco arlpach@uol.com.br

Itanhaém

 

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TENTATIVA DE GOLPE MILITAR

 

A ameaça externa oriunda da guerra na fronteira e o medo interno do caos por causa do terrorismo são os fatores que provocaram a desestabilização política na Turquia. O risco de ruptura institucional, que levaria à queda da democracia por causa da decisão de uma facção do Exército de assumir o controle do país e decretar lei marcial, foi derrotado com o povo nas ruas em defesa da liberdade.

 

Luiz Roberto da Costa Jr. lrcostajr@uol.com.br

Campinas

 

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MUNICÍPIOS

 

Muito esclarecedor o editorial “A crise nos municípios”, de 17/7 (A3). Parabéns! Na realidade, o que a imensa maioria dos municípios não consegue é obter, por meios próprios ou não, os recursos de que precisa para fazer alguma coisa mais do que pagar a geralmente hipertrofiada massa de servidores, bem como os, por regra, muito bem pagos vereadores, prefeito, vice-prefeito e secretários. Independentemente de outros males, as administrações municipais no Brasil costumam ser uma coisa horrorosa.

 

Euclides Rossignoli euclidesrossignoli@gmail.com

Avaré

 

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CANDIDATOS A PREFEITO

 

Pelos nominados na pesquisa Data Folha para a Prefeitura, pergunto: São Paulo merece isso?

 

Marcos Catap marcoscatap@uol.com

São Paulo

 

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AINDA SOBRE NOSSA BANDEIRA

 

A proibição da bandeira do Brasil na Paulista é mais uma surpreendente imbecilidade praticada por Haddad.

 

Roberto Twiaschor rtwiaschor@uol.com.br

São Paulo

 

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AFRONTA À BANDEIRA

 

Estou indignado e revoltado com a falta de patriotismo de nosso povo, que não sente orgulho de nossa Nação nem de nossos símbolos que nos representam, deixando com que antipatriotas bolivarianos, ligados à Prefeitura de São Paulo e comandados por um serviçal de Lula e Dilma, proíba a exibição da nossa bandeira. Se a impressa não alertar o povo logo, os símbolos que teremos de reverenciar serão as bandeiras de Cuba, Venezuela, Bolívia e as fotos de Fidel Castro, Hugo Chaves e Che Guevara.

 

José Roberto Aguado jraguado52@gmail.com

São Paulo

 

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INCOERÊNCIA E INCOMPETÊNCIA

 

Haddad com sua eterna incompetência e incoerência determinou: “colocar propaganda nas bancas de jornais, pode, já a bandeira do Brasil, no prédio da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), não pode”, em respeito à Lei da Cidade Limpa que ele mesmo não respeita. Tchau, querido!

 

Júlio Roberto Ayres Brisola jrobrisola@uol.com.br

São Paulo

 

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BANDEIRA BRASILEIRA NA FIESP

 

Essa atitude antipatriótica e rancorosa do prefeito Haddad de proibir a exposição da bandeira brasileira na fachada da Fiesp na Avenida Paulista, alegando que fere a Lei da Cidade Limpa é de um enorme despropósito. O que fere a nossa cidade é uma Prefeitura inoperante e inapta que, além de não tomar conta dos problemas graves de cunho social da comunidade, deixa as fachadas dos edifícios serem pichadas e colar cartazes na maioria dos postes, o que realmente degrada e polui o visual da nossa sofrida cidade.

 

José Eduardo de Almeida Machado jecameng@hotmail.com

São Paulo

 

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APROPRIAÇÃO PERNICIOSA

 

A bandeira brasileira foi transformada na nova cruz suástica, que outrora estava mais associada à alegria do que às políticas fascistas de Hitler e seus asseclas. A projeção verde e amarela na Fiesp não guarda relação alguma com patriotismo, mas com um projeto de Estado cínico, calcado na prepotência e na truculência de grupos antidemocráticos, que se valem de falsos discursos para instilar ódio. A democracia brasileira tem as cores do voto dos cidadãos brasileiros.

 

Décio Hernandez Di Giorgi decio.di.giorgi@gmail.com

São Paulo

 

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PAÍS DOS CORRUPTOS

 

No Rio de Janeiro os hospitais atendem os doentes nos corredores; falta segurança; as águas podres de esgoto são jogadas no mar; há falta de pagamento para os funcionários. A comunidade internacional mesmo sabendo disso tudo manda seus atletas para a Olimpíada. Se nos países adiantados o terrorismo consegue se infiltrar, imagine neste país de quinto mundo, de fome, incompetência e miséria, onde o terrorismo pode se juntar ao caos já instalado pela ausência do poder público, que deixa a população largada à própria sorte. O governo investiu bilhões de nossos bolsos para as redes de televisão faturarem. Brasil, um país de todos os corruptos.

 

Manoel José Rodrigues  manoel.poeta@hotmail.com

Alvorada do Sul (PR)

 

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PREFEITO DO RIO

 

Este prefeito do Rio de Janeiro não sabe se comportar como pessoa séria, pois não sabe guardar para si pensamentos que passam pela cabeça de todo mundo, não conseguindo entender que, como homem público, deveria manter as reservas necessárias para o mundo exterior. Tem debaixo de sua governança um batalhão que somente persegue vendedores ou multa carros, com objetivos que prefiro não conhecer, não trabalha para o povo, e sim para sua visibilidade de grande empreendedor, não exige um planejamento correto e se acha o máximo nas suas realizações.

 

Thomaz Raposo de Almeida Filho thomazraposo@yahoo.com.br

São Paulo

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