Fórum dos Leitores

Participação dos leitores

O Estado de S.Paulo

28 Julho 2016 | 03h00

ELEIÇÕES EM SÃO PAULO

Só pode ser castigo

A maior cidade da América Latina, com cerca de 12 milhões de habitantes, apresenta como candidatos a prefeito figuras do tipo de Doria, Marta Suplicy, Celso Russomanno, Fernando Haddad... Que mal fizemos a Deus? Em tempo: que papelão, sr. Andrea Matarazzo!

GUTO PACHECO

jam.pacheco@uol.com.br

São Paulo

Decepção

Lamentável a volúpia de nossos políticos que traem suas posições por qualquer acordo que lhes permita obter vantagem. Convicções, experiência, compromisso com a sociedade ou qualquer outro valor ético é jogado no lixo pelo impulso de conseguir, a qualquer preço, permanecer no cenário político-eleitoral, que por isso mesmo arrasta este país para o ridículo, a incompetência e a permanência de elementos indignos de nos representar. Decepção é o mínimo que se pode dizer sobre a “parceria” Marta-Matarazzo. Também repulsa e votos de fracasso. São Paulo merece coisa melhor.

RONALDO PARISI

rparisi@uol.com.br

São Paulo

Triste fim

Depois das cenas patéticas do ex-senador Eduardo Suplicy sendo carregado por policiais, agora ele vai a uma igreja agradecer (?) por não ter sido agredido e avisa a imprensa sobre o horário em que estaria lá. Tudo isso para impulsionar sua candidatura a vereador, em outubro. Que triste fim para um dos campeões de votos em passado recente.

MAURÍCIO LIMA

mapeli@uol.com.br

São Paulo

CORRUPÇÃO

Tirando o corpo fora

Dilma Rousseff diz que o PT deve responder por caixa 2 em suas campanhas, não ela. Afinal, qual é mesmo o partido dela?

ROBERT HALLER

robelisa1@terra.com.br

São Paulo

O eventual caixa 2 é problema do PT e de João Santana, afirma Dilma. E o grande problema do PT, de João Santana, do Senado e de todos os brasileiros é Dilma.

LUIZ RESS ERDEI

gzero@zipmail.com.br

Osasco

Melhoria

Em entrevista, a presidenta afastada disse que “a melhoria na economia do País não se deve a Temer”. Pode até ser verdade, mas uma coisa é certa: a melhora na economia do País se deu logo após o afastamento dela.

ARTUR TOPGIAN

topgian@terra.com.br

São Paulo

Devastador despreparo

Não me espanta que Dilma Rousseff não tivesse conhecimento do uso de caixa 2 em suas campanhas. Ela também não sabia que a compra da refinaria de Pasadena causaria sérios prejuízos à Petrobrás, assim como desconhecia que manter o preço da gasolina inalterado indevidamente poderia arruinar a estatal. Dilma nunca suspeitou que baixar os juros artificialmente provocaria o caos na economia. Da mesma forma que jamais imaginou que reduzir forçadamente o preço da energia elétrica traria graves consequências para as empresas do setor. A dura realidade é que Dilma nunca teve conhecimento de nada acerca de nada, mas os brasileiros têm plena lucidez do seu devastador despreparo.

LEÃO MACHADO NETO

lneto@uol.com.br

São Paulo

Sujeira

Após as declarações de Santana e Mônica podemos concluir: nossa política é suja e mal lavada.

PEDRO ARMELLINI

paarmellini08@gmail.com

Amparo

APARTAMENTO NO GUARUJÁ

Restituição

Dona Marisa Letícia não quer os R$ 300 mil (nem precisa deles). O que ela deseja, a meu ver, claro, é criar argumento de defesa para o marido (Lula). Como se tal atitude enganasse a Justiça Federal no Paraná. Ridículo.

ANDRÉ C. FROHNKNECHT

caxumba888@gmail.com

São Paulo

Bancoop

Dona Marisa deveria processar o antigo presidente da Bancoop João Vaccari Neto.

MOISES GOLDSTEIN

mg2448@icloud.com

São Paulo

APOSENTADOS

Sistema de castas

O editorial Ajuste fiscal ameaçado ((27/7, A3) trata dos aumentos salariais para o funcionalismo público, incluindo inativos, que estão inchando ainda mais o déficit das contas públicas. Fala-se até em aumento de impostos para cobrir tal rombo. Claro que seremos nós, os trabalhadores de segunda classe, que chamarão para pagar o pato. Enquanto isso, no domingo li a reportagem sobre o sr. Mozart Viana de Paiva, que comanda um tal de Gabinete Adjunto de Informações de Apoio à Decisão (seja lá o que isso quer dizer). Pois bem, esse senhor recebe aposentadoria no valor de R$ 33 mil (!!!), e não mais porque já chegou no teto permitido por lei. Quantos mais estão nessa mesma situação, ou quase lá, o que nos deixa morrendo de inveja, pois o máximo que um aposentado que vive no mundo real recebe é ao redor de R$ 4 mil? E eu que pensava que o sistema de castas só existia em outros lugares do mundo. Até quando teremos de sustentá-los?

ADEMIR ALONSO RODRIGUES

rodriguesalonso@uol.com.br

Santos

Bônus para todos!

O bônus para a Receita Federal chega a R$ 6,4 bilhões. Sou aposentado pelo INSS e se os da Receita vão ter bônus, todos os demais também têm direito. Quero o meu bônus já!

JOSÉ ROBERTO NIERO

jrniero@yahoo.com.br

São Caetano do Sul

Confisco lulopetista

Em 2003, no governo petista de Lula da Silva, foi criada a chamada “emenda constitucional do confisco” e a partir daí os idosos, aposentados e pensionistas passaram a ser roubados em 11%, para as diversas previdências em todo o Brasil. Com a palavra os chefes das quadrilhas que vêm roubando os idosos impunemente. O que eles têm a dizer?

NEWTON FARO

newtonfaro@yahoo.com.br

Rio de Janeiro

Planos de saúde

O reajuste das aposentadorias do INSS neste ano foi de 9%, todavia, o meu plano de saúde (Unimed Fesp) no mês de agosto terá um reajuste de 28,8%. Aonde vamos parar?

VALTER GALI

vgali@concili.com.br

São Paulo

Cartas selecionadas para o Fórum dos Leitores do portal estadao.com.br

DESEMPREGO

 

Apenas na região metropolitana de São Paulo existe 1,99 milhão de desempregados, e, levando em consideração que esses desempregados são arrimo de família para em média três dependentes, chegamos à conclusão de que praticamente metade da população urbana está com sérios problemas para se manter. O “lullodilmismo” não nos deixou uma “herança maldita”, mas, sim, uma herança diabólica. Vemos por que se reeleger fazendo conchavo com o diabo dá no que dá, porque quem paga a conta ao diabo são os súditos eleitores. Se isso está acontecendo em São Paulo, imaginem no resto do País? Mais um motivo contundente para que nossos digníssimos senadores afastem de vez este pesadelo chamado Dilma Rousseff!

 

Beatriz Campos beatriz.campos@uol.com.br

São Paulo

 

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SINTONIA

 

“Há algo de podre no reino da Dinamarca.” Enquanto o ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, insiste em que será preciso elevar a carga tributária para fazer face aos gastos, o presidente interino, Michel Temer, aumenta salários a torto e a direito nos Três Poderes, o que, em efeito dominó, irá refletir nos Estados e nos municípios – que também estão de pires na mão. Ao que parece, não há sintonia nem sobriedade na administração federal, comprometendo a nossa esperança de dias melhores, de superar a crise. 

 

Humberto Schuwartz Soares hs-soares@uol.com.br

Vila Velha (ES)

 

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A ECONOMIA E A OLIMPÍADA

 

Os brasileiros estão mais preocupados com a situação econômica e política do País que com a Olimpíada Rio-2016, o que se nota pelas manifestações de rua e em ambientes fechados. Com efeito, pesquisa do Ibope para o “Estadão” demonstra que 59% dos entrevistados desejam bons resultados para o Brasil, enquanto 31% entendem que o sucesso do País não é muito importante ou essencial, permanecendo o Sudeste mais ainda distanciado com relação aos resultados dos Jogos. Realmente, estão doendo na pele dos brasileiros o acentuado desemprego (12 milhões de desempregados), a inflação, a economia patinando e, ainda, um governo que quer realizar, mas espera o fim de sua interinidade. É um conjunto de fatos que retira dos brasileiros a vontade de participação, como existiu na Copa, em 2014.

 

José C. de Carvalho Carneiro carneirojc@ig.com.br

Rio Claro

 

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COMEÇOU MAL

 

Os problemas básicos de acabamento nas redes hidráulica, elétrica e de gás da Vila Olímpica, no Rio de Janeiro, causaram a recusa de entrada da delegação australiana e forçaram as delegações britânica e dos Estados Unidos a contratarem, por conta própria, trabalhadores para consertar o serviço mal feito. Os comentários levianos do prefeito do Rio, Eduardo Paes, e a enrolação do presidente do comitê organizador dos Jogos, Carlos Artur Nuzman, mostram o tamanho do problema desta Olimpíada: homérico!

 

Omar El Seoud ElSeoud.USP@gmail.com

São Paulo

 

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ESPERANÇA

 

A tão esperada Olimpíada nem começou e só tivemos problemas e decepções. Esperamos que, por ocasião da sua realização, tenhamos algum êxito nas competições, algo difícil, mas não impossível. Que Deus nos ajude!

 

Laert Pinto Barbosa laert_barbosa@globo.com

São Paulo

 

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O ‘PIUDO’

 

Eduardo Paes, prefeito do Rio de Janeiro e responsável pelas obras da Vila Olímpica, perdeu uma grande chance de ficar calado. Optou por fazer piada ante os reclamos da delegação da Austrália. Depois, com cara de tacho, resolveu se manifestar com seriedade. Vamos ver qual será o seu comportamento quando a Polícia Federal e o Ministério Público iniciarem as investigações nos gastos astronômicos que giram a mais de R$ 2,3 bilhões. Aguardemos.

 

Júlio Roberto Ayres Brisola jrobrisola@uol.com.br

São Paulo

                                                             

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SAIA-JUSTA

 

Não tivemos capacidade de organizar os Jogos Pan-americanos em 2007. É um atrevimento enorme querer sediar a Olimpíada de 2016. Primeiro, a Austrália se recusou a usar a Vila Olímpica, depois foi a vez da Argentina. O “fantástico” prefeito Eduardo Paes deveria ficar de boca fechada. Entregamos a Vila Olímpica como se fosse Minha Casa, Minha Vida. Ainda vamos passar por muitas mais saias-justas. Viva o Brasil!

 

Ariovaldo J. Geraissate ari.bebidas@terra.com.br

São Paulo

 

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PIADA SEM GRAÇA

 

Vergonhosa a atitude do prefeito da cidade do Rio de Janeiro, alegando que iria colocar um canguru para ficar pulando na frente dos australianos, após a chefe da delegação da Austrália dar entrevista coletiva anunciando que todos iriam para um hotel em face das péssimas condições dos apartamentos da Vila Olímpica, inclusive com fios descascados e cheiro de gás. Será que o senhor Eduardo Paes arcaria com os custos do hotel usado pelos australianos, num gesto de elegância, para diminuir o grau da vergonha que passamos?

 

Antônio Carelli Filho palestrino1949@hotmail.com

Taubaté

 

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JÁ DIZIA O REI JUAN CARLOS...

 

Prefeito Eduardo Paes, “por qué no te callas”?

 

Luíz Frid luiz.frid@globomail.com

São Paulo

 

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RIO-2016

 

Olimpíadas ou OlimPIADAS?

 

Paulo Antonio Neder pauloneder@aasp.org.br

Barueri

 

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ENGENHARIA NACIONAL

 

Ciclovia que cai; avenidas, recém-inauguradas, esburacadas; VLT mais enguiçado do que rodando; prédios entregues inacabados. Que vergonha eu tenho de ser engenheiro! E o Conselho Regional de Engenharia e Arquitetura (Crea) e o Conselho Federal de Engenharia e Agronomia (Confea), o que fazem?

 

Milton Bulach mbulach@gmail.com

Campinas

 

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FRACASSO OLÍMPICO

 

O fracasso das obras da Vila Olímpica são um retrato acabado do fracasso do modelo brasileiro de governo. Num país onde o governo contrata uma obra de má-fé, pensando só em quanto dinheiro será desviado, a empreiteira só pensa em quanto poderá superfaturar tal obra, quantos aditivos poderão ser feitos para roubar mais, os engenheiros entram no clima de roubalheira e também desviam o que puderem, o mesmo acontece até com os peões da obra, que percebem a roubalheira e também vão levar o deles. A obra acaba custando cinco vezes mais que o previsto e não fica pronta, exatamente como aconteceu com a Vila Olímpica. Esse comportamento criminoso se repete em cada túnel, em cada ponte, em cada casa popular, em todos os hospitais e escolas, nas obras contra a seca, nas represas, em tudo o que o governo faz imperam a má-fé e a corrupção. Fica fácil de entender por que o Brasil continua se arrastando num padrão de subdesenvolvimento africano, quando poderia ser um dos países mais ricos do mundo. 

 

Mário Barilá Filho mariobarila@yahoo.com.br

São Paulo

 

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SÓ VEXAME

 

A notícia de que o Rio improvisou força-tarefa para reparar os defeitos apresentados nos apartamentos da Vila Olímpica nos mostra qual era o objetivo dos que comemoraram, efusivamente, a escolha do País como sede da Olimpíada, em 2009: só embolsar muito dinheiro (as propinas). As “belíssimas” instalações, conforme palavras das sumidades, não passam de fachada para ufanismo do povo incauto, mas não enganam os usuários que precisam de conforto para se concentrar nos seus propósitos! Impressionante a desfaçatez do prefeito ao fazer troça do reclamo geral, pensando tratar com o brasileiro “bonzinho”, que aceita tudo sem queixa. Baita vexame!

 

Aparecida Dileide Gaziolla aparecidagaziolla@gmail.com

São Caetano do Sul

 

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RECEPÇÃO BRASILEIRA

 

A leitora sra. Leda Terezinha Marchiori, em seu comentário publicado em 26/7/2016 no “Fórum dos Leitores” sobre a decisão de sediarmos a Olimpíada, inicialmente critica essa decisão e também a escolha do Rio de Janeiro como sede dos jogos, passando, então, a elogiar a nossa forma de receber estrangeiros. No final, estranhamente, toma uma atitude indelicada e sugere aos australianos, que foram oficialmente convidados pelo Brasil e certamente recebidos com os tais carinho e atenção, a juntar sua bagagem e usar o Galeão para voltar para casa. Os australianos não reclamaram da recepção que haviam recebido, mas, com todo direito, recusaram-se a usar as acomodações da Vila Olímpica por considerá-las inadequadas. Essa inadequação foi confirmada pela correria para arranjar, de última hora, 600 profissionais para concluir a obra inacabada.

 

Helena A. Pereira Bassi helena.bassi@uol.com.br

São Paulo

 

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SERIEDADE É O TOM

 

Com relação às reclamações contra o péssimo estado dos apartamentos encontrado por delegações de países que disputarão a Olimpíada do Brasil, Dani Piedade, pivô da seleção brasileira de handebol, acredita que houve um exagero sobre o tema. “Nós limpamos e nos organizamos”, afirmou. E, assumindo o seu lado patriota: “Somos brasileiros, pô!”. Admiro o espírito da atleta, guerreiro, conciliador, de superação, mas sinto-me obrigada a entrar em campo para discordar. Para mim, soou como o conformismo de uma agente da Polícia Federal diante do fato de não haver material para a confecção de capas de passaporte, o que gerou transtorno enorme para a população: “Acontece”! Sim, um problema pontual em um dos apartamentos, ou em dois, nada a agravar. Porém, o estado calamitoso encontrado, queridas atleta e agente da PF, mostra o lado brasileiro mais pernicioso e triste da falta de seriedade para com compromissos importantes assumidos por nossas autoridades.  Diante disso, não pode acontecer esse conformismo, essa aceitação inebriante, como se estivéssemos mesmo embriagados. Ou também estaremos agindo para hipertrofiar sua irresponsabilidade. Uma vez contratada essa Olimpíada, coisas como vazamento de água, fios desencapados e até sujeira grossa pós-obra não poderiam jamais ser encontrados. Não colocaram de última hora 600 funcionários para consertar essa lambança já quando as delegações haviam chegado? Fica a pergunta: por que não fizeram isso 15 dias antes? Falta de responsabilidade, falta de compromisso, descaso, desleixo.  Não “está demais”, cara Dani, isso tem de mudar no nosso Brasil!

 

Myrian Macedo myrian.macedo@uol.com.br

São Paulo

 

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FORÇA-TAREFA

 

Conforme o noticiário, a título de resolver os gravíssimos problemas encontrados nas acomodações da Vila Olímpica, no Rio de Janeiro, resolveram demitir o síndico. Ora, tenham a santa paciência! Para quem conhece a piada, seria o mesmo que tirar o bode ou o sofá da sala. Francamente!

 

José Marques seuqram2@hotmail.com

São Paulo

 

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OLIMPÍADA

 

“Quem não tem competência não se estabelece”!

 

Francisco José Sidoti fransidoti@gmail.com

São Paulo

 

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O PRIMEIRO RECORDE

 

Nem bem começou e já temos em menos de 24 horas (recorde olímpico) a primeira reclamação quanto a um item dos jogos que serão realizados no Rio de Janeiro. Acomodações para atletas em condições tipo Minha Casa, Minha Vida... Os organizadores se esqueceram de que no local estarão atletas renomados do mundo inteiro e de que estes trazem consigo a experiência de seus países e alguns de muitas Olimpíadas e campeonatos mundiais disputados. Quando o primeiro barco começar a regata nas águas sujas e fétidas, o mundo perceberá que não deveria ter concedido ao Brasil a possibilidade de organizar um evento dessa magnitude. Pena que será tarde demais. A conta? Essa o nosso povo vai pagar por anos a fio.

 

Rafael Moia Filho rmoiaf@uol.com.br

Bauru

 

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O LUCRO JÁ ESTÁ EM CAIXA

 

Na Olimpíada Rio-2016, a vergonha do despreparo e do atraso nas obras já foi, está visível para o mundo. O lucro de algumas pessoas, políticos e administradores, já foi executado, como foram em 2007 no Pan-Americano e em 2014 na Copa do Mundo com seus estádios. Grande parte dos prestadores de serviços nem CNPJ tinha. É o Brasil. Só nos resta torcer para que tudo ocorra bem na parte esportiva e de segurança.

 

Celso de Carvalho Mello celsosaopauloadv@uol.com.br

São Paulo

 

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DOPING

 

O Comitê Olímpico Internacional (COI) liberou a Rússia para participar da Olimpíada, manteve o veto ao atletismo e, surpreendentemente, para a atleta que denunciou o esquema de doping. A princípio, eu acho que a Rússia não deveria participar, em nenhuma modalidade. A punição seria para o país e, consequentemente, todos os atletas seriam atingidos, porque o esquema foi armado, conforme foi provado, pelos dirigentes russos. A decisão do COI tira a seriedade da competição. É melhor não ter mais exame antidoping. A decisão do COI desmoraliza a decisão da World Anti-Doping Agency (Wada). Como fica, se em outra Olimpíada ocorrer a mesma coisa? Pelo visto, ninguém mais será punido. Não entendi a razão da decisão do COI. Desmoralizaram o esporte olímpico. Amarelaram.

 

Panayotis Poulis ppoulis46@gmail.com

Rio de Janeiro

 

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A RÚSSIA NA OLIMPÍADA

 

A propósito do imbróglio envolvendo a gravíssima acusação de prática de doping de Estado adotada pela Rússia aos seus atletas olímpicos, cabe, por oportuno, parafrasear Hamlet, de Shakespeare: “Há mais coisas entre a decisão do Comitê Olímpico Internacional de permitir a participação da delegação russa nos Jogos Olímpicos do Rio de Janeiro (exceção feita ao atletismo) do que supõe a nossa vã filosofia. Com efeito, o ideal “jogos limpos, atletas limpos”, que deveria nortear a mais importante competição desportiva do planeta, foi solenemente desprezado em nome da ameaça feita pela Rússia ao COI. Vergonha!

 

J. S. Decol decoljs@gmail.com

São Paulo

 

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ATAQUE NA NORMANDIA

 

Sobre o assassinato do padre francês pelo Estado Islâmico, na terça-feira: 1) não há como defender todas as pessoas de assassinos, sejam fanáticos ideológicos, sejam psicopatas, sejam o que for; 2) a estratégia terrorista foi um sucesso. Conseguiu destaque em toda a imprensa internacional e gerou medo. Nem foi necessário gastar dinheiro com bombas, planejamento. Basta um canalha com uma faca para conseguir a atenção e propagar o medo; 3) o desafio, agora, é decidir que tratamento dar às notícias terroristas na imprensa, equilibrar o dever de informar com a estratégia de promover terror e também manter leitores, o que significa anunciantes e o imprescindível dinheiro.

 

Cyro Masci cyro@masci.com.br

São Paulo

 

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HIPOCRISIA PURA

 

Agora os assassinos do Estado Islâmico (EI) atacaram uma igreja católica na Normandia e degolaram um sacerdote, não se contentando mais em aniquilar seus próprios irmãos muçulmanos, aqueles que não rezam na cartilha dos islamitas fanáticos. Aqui, entre nós, cristãos ocidentais, ficamos à vontade para julgar e entender o porquê, e não se tomam providências sérias e cirúrgicas contra os extremistas do EI. A hipocrisia dos governantes em não assimilarem os atos terroristas a um Islã irreal, humanamente desconhecido, gerador dos ditames a estas facções religiosas fanatizadas está levando o mundo ocidental à total aversão aos nossos irmãos muçulmanos como um todo. A continuar nessa toada, de ir aceitando a barbárie, acendendo velas, colocando flores e bichos de pelúcia, bonecas e outros objetos pessoais nos locais dos massacres, nas orações desesperadas dos familiares, a matilha e alguns lobos solitários (nada contra os lobos, animais magníficos) continuarão atacando novas vítimas indefesas e nós, dizendo amém, até as barbáries virarem contra nós próprios.

 

Aloisio De Lucca aloisiodelucca@yahoo.com.br

Limeira

 

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O PROBLEMA REAL

 

Depois do ataque mortal com facas no Japão e do acontecido em Nice com um caminhão, recentemente, espera-se que a humanidade entenda que o problema não são as armas, mas as cabeças. Proíba-se, então, o porte de cabeças...

 

Gilberto Dib gilberto@dib.com.br

São Paulo

 

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ELEIÇÃO NOS EUA

 

Há quem já tenha dito que o candidato à presidência dos Estados Unidos o bilionário Donald Trump é um risco à democracia, caso ele chegue à Casa Branca. Penso que esse personagem lembra o barulhento personagem de Walt Disney. Suas afirmações e convicções sobre assuntos de interesse até de segurança internacional colocam esse “tio Patinhas” no cadastro de políticos que não são estranhos para nós, brasileiros. Quando Jânio Quadros assumiu a Presidência do Brasil, já se sabia, como os americanos desconfiam, que nada poderia dar certo. Meteu os pés pelas mãos e culminou com o ato de provocação ao condecorar com a medalha da Ordem do Cruzeiro do Sul o guerrilheiro argentino Ernesto Guevara, braço direito de Fidel Castro na revolução cubana. Quanto a Hillary Clinton, que estava alguns pontos à frente de Trump, já perdeu espaços importantes. Estariam os americanos escaldados com as performances das “presidentas” do Cone Sul?

 

Jair Gomes Coelho jairgcoelho@gmail.com

Vassouras (RJ)

 

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TROCA

 

O Brasil precisa muito mais que os Estados Unidos de Trump presidente, um homem que ignora chororô de vagabundo e arruma décadas de deboche, Donald Trump, então, governa o Brasil e os Estados Unidos ficam com a louca do zoião, Misses Clinton.

 

Roberto Moreira da Silva rrobertoms@uol.com.br

São Paulo

 

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BRASIL, ELEIÇÕES 2016

 

As eleições municipais deste ano estão chegando. E isso exige uma reflexão, ou seja, depois das denúncias de corrupção contra a classe política, por certo tem gente que não vai querer votar. O que é uma posição absurda. Mais do que nunca precisamos avaliar os candidatos, buscar as informações sobre seu comportamento, ouvir suas propostas e, assim, escolher quem realmente pode ser nosso representante no legislativo ou no governo municipal. Chega de voto de protesto, voto nulo ou abstenção. A consciência política é fundamental.

 

Uriel Villas Boas urielvillasboas@yahoo.com.br

Santos

 

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COLIGAÇÃO OU MINIQUADRILHA

 

Em época de eleição tudo o que foi dito durante os três anos e meio passados desde a última eleição não tem valor algum. O candidato que jurava que fulano era um ladrão e safado, hoje, é seu companheiro(a) na chapa, a tal coligação, que é mais ou menos a formação de uma miniquadrilha para assaltar o título de eleitor do cidadão desavisado. O antigo grande amigo já passa a não valer nada, é um vendido, safado. Os partidos nanicos, os “di menor” da política, fazem o que querem e são inimputáveis, vendem seu tempo no rádio e na TV para quem pagar melhor. Ideologia? O que é isso? Onde vende? E assim caminha, como sempre, a inescrupulosa e imoral política brasileira.

 

Luiz Ress Erdei gzero@zipmail.com.br

Osasco

 

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A DISPUTA EM SÃO PAULO

 

Para quem assiste do lado de cá às composições políticas, fica difícil de entender como pode uma pessoa falar mal da outra e, no instante seguinte, se juntar a ela. Dizem que a política é a arte do possível. Por isso já vimos Lula xingando Maluf, Sarney e, depois, beberam no mesmo pote. Andrea Matarazzo (PSD) vai compor com Marta Suplicy (PMDB). Certamente, eles avaliaram o que seria melhor para vencer as eleições municipais. São Paulo, a maior cidade da América Latina, merece um prefeito que cuide dela. Nossa cidade está abandonada e não é por falta de dinheiro, é por falta de gestão. Vamos repudiar candidatos que só pensam em aumentar o IPTU, na indústria das multas e na proliferação de radares.   

 

Izabel Avallone izabelavallone@gmail.com

São Paulo

 

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MARTA COM MATARAZZO

 

Depois de ser indeferido pelo governador Geraldo Alckmin à sua candidatura à Prefeitura de São Paulo pelo PSDB, Andrea Matarazzo entra para o partido do ministro Gilberto Kassab, o PSD, e, para regozijo do PMDB, aceita ser vice na chapa de Marta Suplicy. Desta forma a candidata Marta se fortalece para a disputa da eleição majoritária de outubro próximo, e com grandes chances de voltar a ser prefeita da Capital. Se isso ocorrer, perdem o PSDB e, principalmente, Alckmin, se o seu desconhecido candidato João Dória Jr. fracassar nessa disputa. E talvez nem tenha o gostinho de disputar um segundo turno deste pleito. A impressão que fica é de que o governador de São Paulo tomou uma decisão com o estômago quando excluiu Matarazzo, este que foi um fiel e competente político dentre os quadros dos tucanos...

 

Paulo Panossian paulopanossian@hotmail.com

São Carlos

 

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PULO NO PRECIPÍCIO

 

Eu sempre acompanhei a vida política de Andrea Matarazzo, admirava-o muito e sempre votei nele por notar o seu bom comportamento diferenciado dos demais. Agora, que decepção vê-lo abraçar “Martaxa relaxa e goza”! Socorro! Será que essa pessoa que eu tanto admirava perdeu o juízo? Enfim, chegou o momento de realmente conhecê-lo e pôr um fim em minha ilusão. Pobre Andrea! Se o sr. tivesse saído candidato a vereador estaria mais por cima do que avião a jato e com a sua moral de pé, amparado pelos seus eleitores e ainda na expectativa de boas e futuras possibilidades de progressos na vida política. Andrea, lembre-se de que este seu pulo foi para o precipício. Espere o possível arrependimento.

 

Benone Augusto de Paiva benonepaiva@gmail.com

São Paulo

 

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COMO PODE?

 

Como o sr. Andrea Matarazzo aceita ser vice de  uma mulher como Marta Suplicy? Esta amiga de Lula riu dos familiares do acidente da TAM e mandou os familiares relaxarem e gozarem. Queria ver se o acidente fosse com algum de seus filhos, se ela iria rir. São Paulo merece ser mais humilhada ainda?

 

Marisa Veiga de Medeiros marisaveigademedeiros@gmail.com

Campinas

 

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FOCO EM EDUARDO SUPLICY

 

O ex-senador (felizmente) Eduardo Suplicy não perde nenhuma oportunidade de aparecer, mesmo que para isso tenha de atrapalhar o trabalho de outrem, tentando até impedir a execução de uma ordem judicial, como aconteceu esta semana. Quando não consegue nenhuma oportunidade para exercer sua paranoia, canta (por Deus, ninguém merece). Permito-me, então, duas sugestões para facilitar sua busca de notoriedade: cromar as orelhas, ou pendurar uma melancia no pescoço, ou ambas as coisas. A propósito, parabéns à Polícia Militar que retirou a figura do local da reintegração de posse.

 

Sergio Cortez cortez@lavoremoveis.com

São Paulo

 

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PRESOS AO TEMPO

 

Da mesma forma que existem adolescentes que não crescem, há políticos inconformados com o correr do tempo, presos aos anos de chumbo e a uma ideologia repleta de subterfúgios, como se ainda vivêssemos os anos 60. É chegada a hora de superar, evoluir, desfrutar da nova era. A ditadura não pode ser argumento para tudo e contra todos. A foto de Eduardo Suplicy, 75 anos, carregado por militares como um líder estudantil, será para sempre um instantâneo em preto-e-branco.

 

Ricardo C. Siqueira ricardocsiqueira@globo.com

Niterói (RJ)

 

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DEMAGOGIA NA PREFEITURA

 

A honra nacional está salva e vingada. Na falta do que fazer de mais útil para a população, o prefeito de São Paulo, Fernando Haddad (PT), teve uma ideia luminosa: trocou o nome do Minhocão, de Elevado Costa e Silva para Presidente João Goulart. O atilado prefeito pensa (perdão, foi mal) que assim vai obter mais votos nas eleições de outubro. Coitadinho. O demagogo Haddad insulta e desrespeita a história, porque militar também é povo.

 

Vicente Limongi Netto limonginetto@hotmail.com

Brasília

 

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MINHOCÃO E COERÊNCIA

 

Não sou fã de Paulo Maluf, mas concordo com sua opinião lamentando a troca de nome do Elevado Costa e Silva para João Goulart. Caso essa lei ganhe abrangência nacional, espero que, por coerência, também sirva para renomear as Ruas e Avenidas Lênin, em Belo Horizonte, Diadema, São José dos Campos, Porto Alegre, etc. Idem para as chamadas Ernesto Che Guevara em Campinas, Blumenau, Contagem, Curitiba, Caxias do Sul; ou as Fidel Castro, em Feira de Santana e Fortaleza. E, muito pior: a Rua Mao Tse Tung, em Serra (ES). Ou será que só os nomes ligados à direita merecem ser varridos para baixo do tapete?

 

Luciano Nogueira Marmontel automatmg@gmail.com

Pouso Alegre (MG)

 

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FALTA DO QUE FAZER

 

Vou entrar pessoalmente na Justiça contra a mudança de nome do Minhocão, sancionada pelo prefeito Fernando Haddad e proposta pelo vereador Eliseu Gabriel (PSB). Também acionarei ambos por utilizarem seus mandatos para proporem imbecilidades como esta e outras cretinices do gênero, como o caso da proibição da projeção da bandeira nacional no prédio da Fiesp, ao invés de se dedicarem a atender às inúmeras demandas urgentes da população paulistana. A esquerda não perde a mania de querer reescrever a história à sua moda, assim como Joseph Stalin tinha o costume de apagar seus desafetos e ex-aliados das fotografias oficiais. Pior ainda é querer mudar o nome do Minhocão para João Goulart, um covarde que fugiu para o Uruguai na calada da noite, deixando o País acéfalo. Vergonhoso!

 

Frederico d’Avila fredericobdavila@hotmail.com

São Paulo

 

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OUSADIA ELEITOREIRA

 

O prefeito Haddad, num arroubo rompante, resolveu tomar uma atitude de extrema magnitude: mudou o nome do Minhocão. Parabéns, prefeito, considere-se reeleito!

 

Marcos Catap marcoscatap@uol.com.br

São Paulo

 

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O CASO DO JORNALEIRO E DO JUIZ

 

Só agora, depois de sete meses, provocado por matéria do “Estadão” de domingo passado, 24/7, é que o desembargador Freitas Filho (7.ª Câmara Criminal) se deu conta, conforme sua decisão de 25/7, de que o jornaleiro José Valde Bizerra “é absolutamente primário e possui residência no distrito de culpa”? Lastimável, respeitosamente, digno magistrado e respectivos pares que o acompanharam nos dois habeas corpus anteriormente denegados. Pergunto: e se o paciente tivesse falecido enquanto preso?

 

Roberto Mario Mortari, desembargador aposentado do TJSP robertomortari@hotmail.com

São Paulo

 

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UM CASO EM MILHARES

 

O caso do jornaleiro que foi condenado e preso por xingar um juiz nas redes sociais só terminou com a sua soltura graças à velada pressão da mídia. Senão, certamente, continuaria cumprindo prisão fechada, totalmente ao arrepio da lei, já que o regime inicial para cumprir a pena foi o regime semiaberto. Infelizmente, esta é apenas uma das milhares e milhares de situações em que cidadãos, como o jornaleiro, amargam penas que poderiam ser cumpridas em regimes menos rigorosos e sem o ônus do Estado de alimentar, cuidar e vestir esses condenados. É a hipocrisia que assola no seio de todos os Poderes da República.

 

Carlos B. Pereira da Silva carlosbpsilva@gmail.com

Rio Claro

 

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SOLIDARIEDADE

 

Confesso que meu domingo foi um tanto perturbado, não pela vitória do Galo sobre o meu Palestra, não, isso não me incomodaria tanto. Minha indignação surgiu da leitura de uma reportagem do “Estadão” de domingo, sobre um desafortunado jornaleiro de 62 anos, da cidade de Santo André, no ABC paulista. Trata-se do sr. José Valde Bizerra, que, como muitos brasileiros, recorreu ao Judiciário para tentar valer seu direito, o de continuar o seu negócio de jornaleiro em sua cidade. Perdeu em todas as instâncias. Aí começa seu verdadeiro revés, pois, no calor da indignação com a sentença, acabou por injuriar o magistrado que julgou sua causa, lançando ofensas em rede social e no próprio e-mail do juiz. Ora, qualquer estudante de Direito, mesmo um tardio, como este que escreve, saberia que isso configura crime contra a honra e ainda mais com o agravante de o injuriado ser um magistrado. Ocorre que o sr. Bizerra foi condenado por crime contra a honra e sua pena foi de 7 anos de prisão, dada por uma juíza do mesmo fórum onde despacha o juiz ofendido. Talvez ela tenha se sentido mais ofendida do que ele e, para dar o exemplo a quem ousou contra um dos seus, sentenciou-lhe pena demasiadamente desproporcional, com o perdão do pleonasmo. Nem mesmo o pai do positivismo jurídico Hans Kelsen, em sua teoria pura do Direito, poderia supor tamanho rigor. Neste caso a juíza extrapolou em suas atribuições, no que claramente sua interpretação sofreu grande influência do corporativismo. Imaginem se outro cidadão fosse injuriado pelo sr. Bizerra, certamente a pena seria a doação de dez cestas básicas para alguma instituição de caridade, e ninguém mais falaria disso. A mensagem que o Judiciário passa para os cidadãos é de que não há limites para o castigo daquele que ofender alguém da toga. Quero deixar aqui minha solidariedade ao sr. Bizerra e à sua família, que devem ter passado por terríveis momentos, até com risco de morte na prisão. E deixo, obviamente, a minha indignação com a sentença absurda e descabida, que por mais que se justifique, usando as mais elaboradas ferramentas jurídicas, não é aceitável pela sociedade. Muito prazer, excelências, eu sou a opinião pública.

 

Robson Neri Gonçalves de Oliveira rbneri27@gmail.com

São Paulo

        

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O CASO TRÍPLEX

 

Causa estranheza a notícia do pedido de restituição, por dona Marisa Letícia, do investimento feito na compra do apartamento tríplex no Guarujá que, segundo seu marido, o ex-presidente Lula, não lhe pertence. A informação é de que ela pede R$ 300 mil. Afinal, quem é o proprietário do imóvel? O ex-presidente nega ser o dono. Logo... É possível também que a qualquer momento ela coloque à venda um sítio em Atibaia!

 

Henrique Gândara clineurohenrique@uol.com.br

Ribeirão Preto

 

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CHICANA OU ESCÁRNIO

 

A exigência feita pelos advogados de dona Marisa Letícia de receber, “em parcela única e imediata”, R$ 300.817,37, referentes à cota de um apartamento no Edifício Solaris – o famoso tríplex –, só pode ser chicana ou escárnio, ou ambas essas coisas, né não?

 

Roberto Bruzadin bobbruza@terra.com.br

São Paulo

 

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OPERAÇÃO LAVA JATO

 

Apesar da crítica a uma certa parte da mídia de tornar os crimes de colarinho branco em palco teatral, eu vim conhecer e respeitar o doutor Antonio Cláudio Mariz de Oliveira, advogado criminal, e toda sua reconhecida competência, por meio dessa mesma mídia. Como advogado criminalista que é, torna-se perfeitamente compreensível sua crítica à atuação midiática dos veículos de comunicação (“A sociedade da Lava Jato”, “Estadão”, 27/7, A2). Erra, entretanto, o preclaro doutor, para usar um verbete do cotidiano dos senhores advogados, ao dizer que a essas mídias cabe a responsabilidade pedagógica e didática para que a sociedade venha compreender causas e consequências desses delitos. Por que tenho essa opinião? Vou entrar logo na minha oitava década de existência. Como professor universitário e empresário aposentado, e, hoje, escritor, acumulei uma vasta experiência de como são as coisas. Não nos cabe, enquanto cidadãos, envolvidos na luta diária pela sobrevivência e para criar uma família com decência e dignidade, não deixar de vibrar e exaltar algo que ainda não havíamos visto: a Operação Lava Jato. Como cidadãos nos cabe, isso sim, procurar pelo testemunho dar exemplo aos seus concidadãos, empregados ou não, alunos ou não, companheiros de trabalho ou não, patrões ou não. Isso é o que a maioria de nós, pessoas comuns, fazemos. A mídia busca objetivos financeiros? Os advogados também, sobretudo quando casos como os da Lava Jato envolvem pessoas poderosas e endinheiradas. A Lava Jato, sim, certamente, fará um trabalho pedagógico. Os jovens juízes, procuradores e policiais, emergentes de uma geração após a minha e a do doutor Mariz de Oliveira, podem até em certos momentos ter se empolgado. Contudo, a minha geração e a do doutor Mariz de Oliveira o que fez para acabar com a corrupção? Nada! Absolutamente nada, exceto a complacência com todos os desmandos que conduziram o País a esta situação de penúria e prostração. Vejo, sim, com muito orgulho o que está sendo feito. Muitos pensarão duas vezes antes de meterem a mão no que não lhes pertence. Isso, sim, é pedagógico.

 

Éden A. Santos edensantos@uol.com.br

São Paulo

 

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O BRASIL NÃO SERÁ O MESMO

 

Este senhor Mariz de Oliveira vem escrever sobre a Lava Jato como advogado criminal. Esquece-se de que, antes de tudo, é brasileiro. O juiz Sergio Moro revolucionou a Justiça brasileira e tem de ser louvado, sim, por ter tido tanta coragem e determinação. O Brasil não mais será o mesmo depois da Lava Jato, apesar de toda a ciumeira e “jus esperneandi” dos advogados pagos a peso de ouro para defender corruptos.

 

Elisabeth Migliavacca

São Paulo

 

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‘JUS ESPERNEANDI’

 

O artigo publicado pelo “Estadão” de 27/7 de autoria do sr. Antonio Cláudio Mariz de Oliveira, defensor de criminosos profissionais perigosíssimos, é de nos preocupar. Aproveitando o direito de manifestação que me é conferido pelo Estado Democrático de Direito, observo que o referido artigo acusa Deus e o mundo, a mídia, o povo honesto e sofredor, a Operação Lava Jato e, nas entrelinhas, o juiz Sergio Moro de conspirarem contra a lei, da qual o referido articulista parece ser o único defensor “paladino da justiça e da honradez”. Ora, este sr. deve estar muito preocupado em receber seus honorários milionários, e então esperneia em todos os sentidos. Não deveria o “Estadão”, na minha pobre opinião, dar espaço para desesperadas e revoltantes críticas como as deste cidadão.

 

Roberto Carderelli robertocarderelli@gmail.com

São Paulo

 

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XARÁ DE TOCAIA

 

O meu xará Cláudio, de sobrenome Mariz de Oliveira, diante da frustração de ter sido convidado e, depois, desconvidado a ocupar o cargo de ministro da Justiça quando percebeu-se que ele ia, simplesmente, detonar a Operação Lava Jato, volta agora de maneira insidiosa a investir contra essa operação redentora. Desta feita, num artigo publicado ontem, 27/7, no “Estadão”, ele declara, do alto de sua sabedoria jurídica, que “a operação (...) não poderá extirpar todos os nossos males”. Ou seja, uma declaração sobre o óbvio ululante. A Lava Jato de fato não pretende ser uma solução completa. Ela é um aríete seguido de uma cunha que rompeu com a barreira contra a impunidade que a banca dos advogados de porta de mansão criou para proteger seus clientes corruptos. Acabou a farra de recursos procrastinatórios que deixavam bandidos afastados das penas a que tinham sido condenados até que as mesmas prescrevessem. Os Kakais da vida não sabem mais o que fazer para resolver essa questão. Aliás, caberia ainda indagar sobre a origem dos recursos que seus clientes corruptos estão usando para pagar esses superadvogados. Sei que virá a desculpa falaciosa de que não cabe a eles descobrir a origem desses recursos, da mesma forma que aos médicos não caberia questionar a origem dos recursos que pagam os honorários de seus pacientes terminais. Neste caso, como bem diz a sabedoria popular, o que tem que ver o “u” com as “alças”? Na minha opinião pessoal, os honorários recebidos pelos advogados de clientes corruptos para defendê-los equivalem ao crime de interceptação de produtos roubados. O interceptador não pode alegar desconhecer a origem do produto que comprou. No caso dos honorários advocatícios como estes, trata-se simplesmente de lavagem de dinheiro roubado travestida de um manto legal.

 

José Claudio Marmo Rizzo jcmrizzo@uol.com.br

São Paulo

 

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‘A SOCIEDADE DA LAVA JATO’

 

O texto publicado ontem no “Estadão” é mais midiático que o alvo do próprio texto, a televisão e a Operação Lava Jato. O autor chega ao cúmulo de discorrer a respeito de “cenas de sangue, crueldade e extrema violência” para introduzir seus argumentos de supostos excessos da Operação Lava Jato. Não cita, entretanto, um único exemplo de excesso da Operação Lava Jato, que por sua importância social, política, institucional e alcance a notáveis “nunca antes” molestados, com suas bancas de advogados zelosos, não possa ter ocorrido. Se nosso sistema prisional está lotado, talvez seja porque os verdadeiros criminosos, aqueles que deveriam dar exemplo e nos representar na promoção do bem-estar e progresso do País, pensam somente em suas contas bancárias à custa de “propinas” astronômicas. Se não pode, ou não quer, contribuir para um País melhor, então deixe quem tem competência fazê-lo!

 

Paulo Bedê Miranda paulobede@hotmail.com

São Paulo

 

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‘ADEUS ÀS ILUSÕES’

 

Morei em Paris na década de 1980, início do governo Mitterand. Assustava-me ver as investidas dos jornalistas em entrevistas com o presidente, nas quais o ataque, na necessidade, era frontal, inequívoco, sem se importar com o constrangimento gerado. Voltei para o Brasil e me incomoda até hoje a postura, na maioria das vezes cordial, dos jornalistas, mesmo em face de declarados canalhas. José Nêumanne é a exceção. É, sem dúvida, o mais direto e contundente jornalista, seja nos artigos (“Adeus às ilusões”, de 27/7, é apenas um exemplo) ou, principalmente, nas entrevistas em que a presença do atacado pode intimidar. Por favor, José Nêumanne, não baixe a verve, não caia na vala comum dos jornalistas cordiais. O momento exige isso.

 

Eduardo Campolina ecampoli@musica.ufmg.br

Belo Horizonte

 

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O REI ESTÁ NU

 

No artigo “Adeus às ilusões”, quando o jornalista, poeta e escritor José Nêumanne, queridíssimo (mas por outros terrível), afirma que a “confissão do casal (Santana) desautoriza a versão de que Dilma é ‘pessoalmente honesta’”, fez o papel da criança, no conto “A roupa nova do imperador”, do dinamarquês Hans Christian Andersen, publicado em 1837. Quando, ao passear nu pelas ruas das cidade, convicto de que trajava as mais belas vestes, a propensão à verdade é ao questionamento da criança exige: “O rei está nu!”. O grito é por todos ouvido. O rei se encolhe, suspeitando de que a afirmação é verdadeira, mas tenta manter-se, continuando a procissão orgulhosamente, e continua a procissão. A mesma natureza (declarar o óbvio de ciência de todos os governados) as declarações dos marqueteiros ao juiz Sérgio Moro: a presidente afastada está pessoalmente despida, deixando à mostra sua desonestidade.

 

Andrea Metne Arnaut andreaarnaut@uol.com.br

São Paulo

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