Fórum dos Leitores

PÓS-IMPEACHMENT

O Estado de S.Paulo

03 Setembro 2016 | 03h05

Os dilmistas

Após o impeachment, o que se viu na cidade de São Paulo foi um vandalismo sem igual: danificaram vários carros, ônibus, bancos, lojas e patrimônio público. Concordamos que exista uma parcela da população que ainda acredita que o PT pudesse fazer algo pelo Brasil, mas o que se viu foi algo típico de vândalos que, inconformados com a decisão do Senado, saíram à rua para depredar tudo o que viam pela frente. Isso só demonstra que o Senado agiu corretamente, pois o que nossa Bandeira prega é “ordem e progresso”. Ao que parece e com a demonstração que deram, “ordem” elles não conhecem. Se a presidenta saísse vencedora, tenham a certeza de que não haveria esse vandalismo que presenciamos. Vergonha e esperança.

CARLOS ALBERTO DUARTE

carlosadu@yahoo.com.br

São Paulo

Vocação antidemocrática

O comportamento de Dilma Rousseff e dos militantes do PT demonstra que esse partido jamais teve vocação democrática. Querem voltar ao poder pela arruaça, pela depredação, pelo insulto e pela força.

EUGÊNIO JOSÉ ALATI

eugeniojalati@gmail.com

Campinas

A violência como método

As demonstrações violentas que estão ocorrendo não são fortuitas. Esses grupos da militância “marrom” que irrompem em tais manifestações de inconformados com o afastamento de Dilma Rousseff, destruindo mobiliário público, vandalizando propriedades particulares e confrontando a polícia, são bem organizados, municiados e acobertados pelos autoproclamados “militantes pacíficos”. Essa agressividade busca aterrorizar os cidadãos, escarnecer da autoridade pública e obrigar a polícia a intervir para depois, cinicamente, denunciar a violência como se eles fossem vítimas. Sua meta é desestabilizar o fragilizado tecido social e impor o terror. Isso não é um acaso, é um método.

RENATO GENTILE ROCHA

rerocha65@gmail.com

São Paulo

Declaração de guerra

É absolutamente inaceitável, inadmissível e totalmente condenável a declaração bélica de Alexandre Conceição, coordenador nacional do MST, feita em alto e bom som: “O movimento vai reagir ao impeachment e à saída do PT do governo com sangue nos olhos, nas manifestações que devem recrudescer daqui por diante em todo o País. O povo vai sentir o golpe na pele. Nossa missão é reorganizar as massas. As manifestações vão incendiar as ruas e a luta vai radicalizar, para garantir os direitos ameaçados”. Diante do grito de guerra e do chamamento à baderna e à desordem, é imperioso que a Polícia Militar e as Forças Armadas estejam alertas e de prontidão. Todo o cuidado será pouco com esse tipo de gente.

J. S. DECOL

decoljs@gmail.com

São Paulo

Alckmin e a baderna

Perfeita a colocação no editorial do Estado de ontem (A baderna como legado, A3): “Se as autoridades responsáveis – de modo especial o governador paulista, sempre hesitante nesse assunto – não tiverem a coragem de adotar medidas duras (...), essa escalada da violência (...) colocará em risco, real e imediato, as liberdades fundamentais dos cidadãos”.

EDUARDO HABERLAND

ehaberland@hotmail.com

São Paulo

A farsa de Lewandowski

No último minuto do jogo, o ministro Ricardo Lewandowski (STF) mandou às favas sua condição de juiz dos juízes. Começou a dizer que lá não estava para interpretar a Constituição. Se assim é, qual a razão da lei para que o processo de impeachment seja presidido pelo presidente do STF, guardião maior da Constituição? Interpretar o regimento do Senado Renan Calheiros está cansado de fazer. Quem não percebeu a papelada nas mãos de Lewandowski para rebater um destaque que acabara de ser feito? A trama foi urdida na calada da noite. E os fantasmas que frequentam a desoras o “salão dos passos perdidos” receberam um convite para atravessar a rua e passar a assombrar o Senado. Prevaleceu o que se denomina em Direito o non liquet, a não entrega da prestação jurisdicional. Não se esqueça o dr. Lewandowski que ministros do STF também estão sujeitos a processos de impeachment.

AMADEU R. GARRIDO DE PAULA

amadeugarridoadv@uol.com.br

São Paulo

Já combinou com os russos?

O senador Renan Calheiros disse – lá na China, de onde não deveria voltar – que o fatiamento é uma questão de entendimento e no STF o placar estaria em 4 a 4. Como pode ser, se no STF são 11 ministros? E como ele sabe o resultado da votação antes de decididos os recursos interpostos?

CELSO DE CARVALHO MELLO

celsosaopauloadv@uol.com.br

São Paulo

Oscar 2016

Saiu o resultado do Oscar da República das Bananas: melhor atriz, Kátia Abreu; melhor ator, Renan Calheiros; melhor diretor, Lewandowski; melhor filme: Rasgando a Constituição.

LUIZ SERGIO DOS SANTOS VALLE

luizsergiovalle@gmail.com

São Paulo

Todos fugindo de Moro

O afago a Dilma tem um recado bem claro. Sua elegibilidade lhe abre as portas ao secretariado de Minas Gerais, de seu amigo Pimentel, bem encrencado com algumas denúncias. Logo todos os outros políticos denunciados terão o mesmo privilégio. A fuga de Curitiba é o principal objetivo. O plenário do STF terá de tomar posição, porque seu presidente já disse de que lado está.

MÁRIO ISSA

drmarioissa@yahoo.com.br

São Paulo

Novos horizontes

Para Dilma, consummatum est. Para Lula, Sergio Moro.

LUIZ BIANCHI

luizbianchi@uol.com.br

São Paulo

Volta do pesadelo

Todos estão focando em Eduardo Cunha com essa “inovação” do fatiamento. Mas a ameaça real é o Lula, que mesmo emaranhado na Lava Jato pode voltar.

MARIO ANTONIO ROSSI

mario_rossi@uol.com.br

São Paulo

‘O ópio dos intelectuais’

Concordo integralmente com a opinião do leitor sr. Mário Rubens Costa sobre o artigo de autoria de Eugênio Bucci. Aliás, aproveito o ensejo para sugerir ao articulista a leitura de livro recentemente lançado e já nas livrarias, O Ópio dos Intelectuais, de Raymond Aron.

FERNANDO SOBRAL DA CRUZ

fernando@sobraldacruz.com.br

São Paulo

Cartas selecionadas para o Fórum dos Leitores do portal estadao.com.br

AGORA ESTÁ CLARO

Apesar dos meus 72 anos de idade, continuo a aprender. Parece-me mais ou menos evidente que, se uma pessoa é destituída, de maneira litigiosa, de um cargo que vinha ocupando, a própria destituição seria um atestado indiscutível de que a pessoa em questão seria inaceitável, daí para a frente, para ocupar o cargo em questão. No mundo empresarial é assim. Eu imaginava que, sendo a sra. "presidenta" destituída deste cargo, ficaria automaticamente impedida de ocupar qualquer cargo eletivo por determinado prazo (na minha opinião deveria ser para sempre, mas entendo e me resigno ao "corporativismo" odioso da classe politiqueira). E, pelo que entendia, é isso mesmo que nossa Constituição pretendia. Inicialmente, entendi que a atitude do dr. Ricardo Lewandowski, na sessão de 31 de agosto, seria apenas um gesto cavalheiresco, diante da proposta maluca da tropa do Partido dos Trabalhadores (PT), sem impacto sobre a inelegibilidade da presidente deposta, para que ela não tivesse de se submeter a um expurgo total. Agora, no entanto, percebo que, no fundo, ela escapa ilesa: poderá se candidatar a qualquer cargo eletivo imediatamente. Hoje, já fica claro que o sr. Eduardo Cunha pretende usar essa "jurisprudência" para se safar de sanções mais severas. Mais do que uma pena, é uma vergonha!

David Hastings david.hastings.brazil@gmail.com

São Paulo

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VEREDITO DAS URNAS

Parabéns ao Senado, que manteve os direitos eleitorais de Dilma Rousseff. Depois de ela pedir à exaustão, eis que ela conseguiu: o veredito do conjunto de sua obra será o veredito das urnas. 

Jorge A. Nurkin jorge.nurkin@gmail.com

São Paulo

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PREVISÃO

Luciana Genro, prefeita de Porto Alegre em 2016 e Dilma Rousseff governadora do Rio Grande do Sul em 2018. Acredito que acabarão os atrasos nos pagamentos do funcionalismo gaúcho, cujo governo atual é PMDB.

Reinaldo Cammarosano tatocammarosano@hotmail.com

Santos 

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IMPIZZAMENT

Constituição da República Federativa do Brasil de 1988, artigo 52, parágrafo único: "Compete ao Senado processar e julgar o/a presidente (...) limitando-se a condenação proferida por dois terços dos votos à perda do cargo, com inabilitação, por oito anos, para o exercício de função pública, sem prejuízo das demais sanções judiciais cabíveis". Como se viu, Dilma Rousseff foi impedida de prosseguir presidente até 2018, mantendo intactos seus direitos eletivos, o que constitui evidente e flagrante crime de lesa-Constituição. Impeachment meio calabresa, meio mozarela, à brasiliana, é impizzament. Vergonha!

J. S. Decol decoljs@gmail.com

São Paulo

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O SENTIDO DA CONSTITUIÇÃO

Analisando o artigo 52 da Constituição brasileira, em seu parágrafo único, não consegui vislumbrar nenhuma brecha que permitisse ao presidente daquele processo, Ricardo Lewandowski, aceitar de maneira deliberada uma petição de um pequeno grupo de senadores que, insatisfeito com o andamento do processo, tentaram de todas as maneiras interferir e até mesmo prolongar o julgamento, prevendo quem sabe um decurso de prazo. Porém o acordão costurado entre o ministro Lewandowski e mais alguns senadores da base do novo governo, a meu ver, não passa de mais um atentado contra a nossa Carta Magna, pois todos nós sabemos que, para processar uma alteração em qualquer artigo da Constituição, é necessário que haja a aprovação de uma Proposta de Emenda Constitucional (PEC) pelas duas Casas Legislativas. De uma coisa podemos ter certeza: caso essa manobra que foi executada pelo Senado não seja anulada de maneira cabal pelo STF, com certeza a nossa Constituição não terá mais sentido. Não é possível que no Brasil a Constituição seja invocada para impedir um candidato de disputar uma prefeitura e conceda perdão a um governante condenado por crime de responsabilidade fiscal.  

José da Silva jsilvame@hotmail.com

Osasco

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IMPEACHMENT

 

Apesar da articulação salafrária feita de última hora, há que reconhecer que o momento foi histórico. Para demonstrar que podemos mesmo estar encerrando "um período sombrio da história" ("Dá para olhar para a frente?", 1/9, A3), espera-se que o Supremo Tribunal Federal (STF) anule a votação que deu imunidade a criminosos condenados pelo Congresso e que o presidente Michel Temer, mostrando-se à altura dos anseios de "todo cidadão honesto deste país" ("O desfecho do impeachment", 1/9, A3), "promova" o ministro Ricardo Lewandowski para alguma Corte internacional e indique para o seu lugar no STF alguém com a envergadura moral do jovem, honrado e competente juiz Sérgio Moro.

Nilson Otávio de Oliveira noo@uol.com.br

Valinhos

 

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DISCURSO GARANTIDO

Com a decisão patética dos senadores de fazerem o serviço pela metade ao manter os direitos de exercer função pública da agora finalmente ex-presidente Dilma Rousseff, ela sai com um sorriso no canto da boca, apesar de defenestrada do palácio. Ela manterá mais do que os direitos públicos: também o discurso de vitimização, que tão bem sabem fazer os petistas, para uma possível volta triunfal em 2018. Para nossa sorte, não há tempo hábil de ela concorrer nas eleições deste ano. Assim fica difícil de dar um voto de confiança a este novo governo, que mal começou e já ameaça rachar. 

 

Giovani Lima Montenegro giovannilima22@icloud.com

São Paulo

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DECISÃO SURREAL

O senadores que pouparam Dilma de ficar inelegível observaram a seguinte fase de Aristóteles: "O que está em nosso poder para fazer encontra-se em nosso poder para não fazer". Sinceramente, não sei como desqualificá-los. Transformaram uma questão séria em piada. Rasgaram a Constituição. Pobre governo Temer. Traíra de tudo quanto é lado.

Paulo H. Coimbra de Oliveira ph.coimbraoliveira@gmail.com

Rio de Janeiro

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O BRASIL EM RISCO

A decisão deste ministro Lewandowski nos amedronta. O próprio "Estadão" de 1.º de setembro referiu-se como improvável o voto em separado. Sinto-me envergonhado e triste. O que fazer? Sinceramente, não sei.

Claudio A. S. Baptista clabap45@gmail.com

São Paulo

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MELHOR ASSIM

Passado o aturdimento, chega-se à conclusão de que a solução posta pelo ministro Lewandowski relativamente à interpretação do artigo 52, inciso I, parágrafo único da Constituição federal foi a melhor para aquele momento, senão vejamos: não se pode olvidar que a defesa da "presidenta inocenta" foi direcionada, desde o início do processo, na Comissão Especial do Impeachment, no sentido de procrastinar o feito, esticando-o até o esgotamento do prazo de 180 dias, dentro dos quais deveria estar encerrado, sob a pena de ela reassumir o cargo. Quando no plenário do Senado foi apresentada pela defesa, como preliminar, a proposição no sentido de votar não apenas pela perda ou não do cargo, mas também pela aplicação ou não da pena de inabilitação por oito anos do exercício de função pública, o risco de ser indeferida essa proposição era a defesa ir correndo atravessar a praça rumo ao Supremo Tribunal Federal, requerendo a obtenção de uma liminar para suspensão do julgamento. Não se sabe para qual ministro seria distribuída a ação e não se sabe, menos ainda, qual seria sua decisão, e muitíssimo menos ainda se, concedida a liminar, quanto tempo poderia levar o plenário daquela Corte para se manifestar sobre a questão! Enquanto isso, o País permaneceria mergulhado na incerteza e o presidente interino permaneceria sem poder tomar decisões de cunho efetivo e sem poder ainda viajar ao exterior para ter a chance de consertar o estrago causado pelo desgoverno lulopetista! Já agora, mesmo que haja discussão judicial, não há mais a urgência que aquele momento exigia. Agora, o que se espera do STF é atenção para o fato de que pau que bate em Chico também bate em Francisco. Se Collor, em quem nunca votei, foi julgado inabilitado por oito anos, por que Dilma também não pode sê-lo? Ou será que chegará o dia em que se terá de pedir desculpas a Collor? Recentemente, ao ser concedida saída do Dia dos Pais para determinada presidiária que participou do assassinato dos pais, a justificativa apresentada foi que os benefícios da lei servem para todos. Portanto, se os benefícios da lei servem para todos, as penalidades da lei também devem servir. 

Arlete Pacheco arlpach@uol.com.br 

Itanhaém

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MEDIDA INÓCUA

Minha opinião é de que os direitos garantidos a Dilma Rousseff são uma medida inócua. O PT, quando deu apoio a ela na comissão do impeachment, colocou o que havia de pior para defendê-la. Nem um advogado pago foi contratado. Então, com certeza, o PT estava sangrando e queria pagar a sangria. Lula é cachorro morto que nem urubu come sua carniça. E tem mais: quem vai querer contratá-la para palestras ou qualquer atividade executiva? É certeza da falência, especialidade dela, que faliu lojinha de R$ 1,99 e o Brasil. Está muito enganada a senadora Kátia Abreu.

Iria de Sa Dodde iriadodde@hotmail.com

Rio de Janeiro

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GOLPE NO SENADO

Estavam certos os petistas quando falavam em golpe, só que quem o deu foi o presidente do STF, Ricardo Lewandowski, ao aceitar o pedido apresentado de última hora pelo PT, com o endosso de Renan Calheiros, Kátia Abreu e Lindbergh Farias. Na Constituição brasileira, artigo 52, paragrafo único, está escrito: "(...) perda do cargo com inabilitação por oito anos, para o exercício de função pública, sem prejuízo das demais sanções judiciais cabíveis". Assim valeu para Collor, mas não para Dilma. Dois pesos, duas medidas!

João Manuel Maio clinicamaio@terra.com.br

São José dos Campos 

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ESTUPRO CONSTITUCIONAL

Deram um jeitinho no artigo 52 da Constituição. Uma vergonha! Já vi o Supremo Tribunal Federal (STF) interpretar à sua maneira alguns dispositivos constitucionais, mas como desta vez, diante de todos os senadores, à vista de todo o País, na frente de toda a imprensa internacional, eu nunca havia visto. Um verdadeiro estupro constitucional explícito. Não acredito mais neste país. Caras de pau, Renan Calheiros e Ricardo Lewandowski! Mancomunados. Exatamente no meio da sessão de julgamento do impeachment por crime de responsabilidade cometem descaradamente um crime de responsabilidade diante das câmeras. Fica, Dilma, você é mais honesta do que eles!

Gilberto Dib gilberto@dib.com.br

São Paulo

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ÓPERA BUFA DO SENADO

Nos últimos dias, o Senado pareceu mais um teatro em cujo palco foi encenado um espetáculo inédito que apresentou uma peça mais para ópera bufa, com enredo em que uma personagem atuou em papel de santa, como uma Joana D'Arc moderna, sofrida e perseguida por inimigos interessados em colocá-la numa pira e atear fogo. Trazia a tiracolo um ator traquejado nesse tipo de comédia no papel de cavaleiro andante, como um Lancelot, que em defesa da parceira conseguiu extrair de si mesmo lágrimas de colírio numa atuação brilhante em busca de comover inimigos para que desistissem de seus desígnios. Mas cansou a plateia local e a de monitores de tevês ver a dupla Joana e Lancelot repetir desde o primeiro ato as mesmas falas nesta encenação, apesar da perfeição em seus papéis, que os deixam candidatos sérios a algum prêmio teatral. Toda essa comédia seguiu um roteiro de novela mexicana, que desde o início lembrou obra de algum autor global até o último ato em simulacro de final sentimental, em que os inimigos cobraram seus pecados, mas não acenderam a pira! Este final pareceu menos novela e mais série, porque deixou um rabicho para sequenciar. Uma gigantesca pizza, com perdão em usar este delicioso alimento para apelidar a podridão que necrosa a política tupiniquim. 

Laércio Zanini spettro@uol.com.br

Garça

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SANTA

Tem como enviar um recado ao papa para canonizar Dilma Rousseff? Uma santa que nem erros cometeu, senão por ignorância.

Welenson Castro welenson@outlook.com

Guarulhos

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IMPEDIMENTO

O espetáculo terminou. Qual será a próxima atração da política brasileira?

Antonio Carniato Filho antoniocarniato@gmail.com

Santa Rita do Passa Quatro 

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O MURO DE RENAN

Dona Dilma é desaforenta, pois disse que foi tirada do poder por um "grupo de corruptos investigados". Boquirrota, como sempre, levou de graça o resultado da segunda votação, por interferência de Renan Calheiros, que fez até sigilo do seu voto no impeachment. Disse o político fronteiriço (sempre na linha divisória, isto é, no muro) que seria castigo demais a suspensão de direitos políticos da defenestrada presidente. É politicagem baixa e nojenta, de quem tem o rabo preso por cerca de oito inquéritos que adormecem em berço esplêndido no Supremo. O presidente Lewandowski, não se sabe a razão, agradecia a cada senador que discursava, porém, em razão do quê? Enfim, permitiu a televisão ver até que ponto vão as baixarias e negociações na chamada Câmara Alta, o que não é de sua exclusividade, mas também da Câmara Baixa e do Executivo.

 

Benedito S. Ribeiro beneditosilverioribeiro@ig.com.br

São Paulo

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A TRAIÇÃO

Depois de tanta luta conseguimos que Dilma fosse levada ao processo de impeachment. Foram momentos dramáticos até a votação que resultou no afastamento da presidente. Entretanto, ninguém imaginava a traição de Renan Calheiros, em combinação com José Eduardo Cardozo e o ministro Lewandowski, pela redução da pena de Dilma. Com isso, Renan Calheiros buscou aumentar seu poder perante o novo governo. Como se sabe, Renan não é confiável para com governo, mas apenas para o Supremo. Nesse tribunal, Renan tem mais de dez processos, incluindo um por apropriação indébita, e consegue que o tribunal não o julgue. A maioria do Congresso Nacional que votou pela cassação de Dilma também se sentiu traída. Nunca um presidente do Senado teve uma atitude tão baixa como essa.

Fabio Figueiredo fafig3@terra.com.br

São Paulo

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DOZE HOMENS E UMA SENTENÇA

A gambiarra feita às pressas pelo ardiloso Renan Calheiros "enganou" até o experiente (quase escrevi esperto) presidente do STF que vinha comandando até bem o processo final do impeachment de Dilma, doeu. Mas há de ter troco! Ora, ora... A rasgada infeliz da Constituição, para agradar aos petistas e armar boa cama para seus interesses futuros, foi horrorosa. Tomo emprestado de famoso filme de 1957 o título que dei a esse texto, para dizer que, além dos notórios 20 fanáticos que apoiaram a presidente, 12 foram aqueles que distorceram a História.

Adriles Ulhoa Filho adriles@uai.com.br

Belo Horizonte

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JUSTIÇA 'MEIA-BOCA'

Antes da sessão no Senado Federal, tinha em mente um título como "Vitória da sensatez", que se foi desvanecendo na medida em que o presidente ministro Lewandowski discorria sobre o pedido de fatiamento do julgamento de impeachment da "presidenta" Dilma e o que se assistia de desrespeito à Constituição que todos dizem respeitar. De pedalada em pedalada, "elles" vão longe. A matriz da questão está no artigo 52, ao determinar que "compete privativamente ao Senado Federal: I - processar e julgar o presidente e (...), nos crimes de responsabilidade, bem como os ministros (...)" e, no parágrafo único, ao explicitar "nos casos previstos nos incisos I e II, funcionará como presidente o do Supremo Tribunal Federal, limitando-se a condenação, que somente será proferida por dois terços dos votos do Senado Federal, à perda do cargo, com inabilitação, por oito anos, para o exercício de função pública, sem prejuízo das demais sanções judiciais cabíveis". Como exaustivamente contribuíram os senadores contrários à divisão do julgamento em duas partes, o texto constitucional se depara indivisível ao impor "limitando-se a condenação à perda do cargo, com inabilitação, por oito anos, para o exercício de função pública". No entanto, foi usado dispositivo do regimento do Senado, por meio de requerimento de destaque propondo tal repartição, deferido pelo ministro Lewandowski, que mais de uma vez reforçou e respondeu aos que se manifestaram contrariamente que cabia aos senadores a interpretação da Constituição, que ele não tinha autoridade para fazê-lo, embora tivesse posição a respeito. Só na Corte Suprema se pronunciaria. Uma incoerência, pois que a detentora do cargo de presidente, ao ser condenada por ter cometido crime pelo voto de 61 senadores, exigidos 54 no mínimo, deveria em consequência ser considerada inabilitada ao exercício de função pública, qualquer uma, e mais: "sem prejuízo das demais sanções judiciais cabíveis". Não ficou claro, se por compaixão, misericórdia, prêmio de consolação, acordão, vários senadores que condenaram a "presidenta" por ter cometido crime, assumiram o papel de descumprir ou interpretar a Constituição de modo diverso do texto que implica o caso de condenada à perda do cargo e não poder se habilitar a outras funções públicas. Lógico, racional, coerente. A condenação está limitada, na esfera do Senado, à perda do mandato, com impedimento pelo prazo também estipulado de exercer outra função pública. Penas definidas e impostas pela Constituição. A cidadã Dilma Rousseff pode ainda sofrer as sanções judiciais cabíveis fora da competência do Senado. Como a sociedade que repudiou o governo Dilma irá suportar nova candidatura a presidente em 2018? Ao Senado, à Câmara dos Deputados, Assembleias Legislativas, governos estaduais? Mais um escárnio, além do argumento da senadora Kátia Abreu, que, ao defender o referido destaque, apelou aos colegas com a seguinte expressão: "Como uma ex-presidente vai se sustentar com um salário de R$ 5 mil?". Tapa na cara da sociedade, que ansiava pelo afastamento da incompetente "presidenta". O presidente do Senado, Renan Calheiros, foi copartícipe do incentivo ao descumprimento do preceito constitucional ao invocar ditado típico da sua região e ao concluir que "não podemos ser mau (sic)", como se a condenação pelo crime de responsabilidade e as penas correlatas se submetessem a critérios pessoais. O processo do impeachment durou nove meses e o parto que não é da montanha pariu um monstro com o nome de remendo constitucional. Espera-se que o Supremo corrija essa trapalhada feita pelo Senado sob a presidência do ministro Lewandowski com ajuda do presidente do Senado e a traição de senadores do PMDB. Da fala da "ex-presidenta", um trecho interessante: "Grupo envolvido em corrupção tramou o golpe". Deve ter se esquecido de que os presos, condenados e outros indiciados são do PT.

 

Ernesto Caruso egcaruso@gmail.com

Campo Grande

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IGUAIS?

Todos são iguais perante a lei, agora não sei se ao fim dessa frase coloco um ponto de interrogação ou um ponto de exclamação. Os senadores, capitaneados por Renan Calheiros, iniciaram uma nova era na dosimetria, não da pena, mas do crime, só faltou dizer "gente, já pegamos o que queríamos", ou, como disse uma vez ilibado político e filósofo de São Paulo, "estupra, mas não mata".

Gattaz Ganem gattaz@globo.com

Carapicuíba

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O CORONEL DAS ALAGOAS

Renan Calheiros acredita ser mais inteligente que os demais brasileiros. A vergonhosa defesa da não inabilitação da presidente pelo seu afastamento definitivo do cargo de presidente do Brasil demonstra o quanto é merecedor do desprezo de todos os brasileiros pelas suas ações. É evidente que o coronel da pilantragem das Alagoas não teve vergonha de incentivar aqueles que estão na mira da Justiça para rasgar a Constituição brasileira. O que ele pretende com isso é apenas tentar mitigar a situação daqueles que deverão ser julgados futuramente pelos seus atos irresponsáveis como políticos. E Ricardo Lewandowski se esqueceu de que ele dirigia 81 juízes, em condições de colegiado, portanto ali estava o Supremo Tribunal Federal. Impossível aceitar tantas leviandades neste nosso pobre Brasil. Irresponsáveis fatiaram a nossa Constituição. Quando vamos começar a combater a pilantragem dentro da política brasileira?

José Wilson Lopes jwlopes@uol.com.br

Garça

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MANOBRA NO HOSPÍCIO

Renan Calheiros se protege em seu futuro com a concordância do presidente do Supremo, que deveria ter por atribuição proteger a Constituição, numa manobra política digna de um presidente do Senado que disse anteriormente que aquela Casa parecia um "hospício". 

 

Thomaz R. de Almeida Filho thomazraposo@yahoo.com.br

São Paulo

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VELHACOS

É com profunda preocupação e consternação que acompanho as manobras dos atores desta ópera bufa em que se transformou o impeachment da ex (ou atual, ou futura) presidente da República, sejam eles do Congresso Nacional, do Judiciário brasileiro e os políticos em geral, que estão pondo fogo no circo em que converteram a Nação, sem atentar para a segurança e o bem-estar da população que estão tentando utilizar como massa de manobra em benefício de fins escusos. De um lado temos o PT tentando nos fazer acreditar numa história inverossímil por eles inventada que os apresenta como o modelo da inocência e da virtude universal, visando a esconder a vocação corrupta e corruptora de seus membros de destaque; e, do outro, um enxame de políticos corruptos sem caráter e sem qualquer compromisso com o bem-estar do povo brasileiro, comprometidos tão somente com a rapina que estão aplicando sobre a Nação. É de notar o escárnio e a chacota que essas figuras estão demonstrando por nós, como se fôssemos um bando de imbecis. Deixo registrados, aqui, a minha inconformidade e o meu protesto contra tais ocorrências e conclamo o povo que se pretende espoliar a reagir com energia à ação desses velhacos da política nacional.

Antonio José T. de Matos torreiradematos@gmail.com

São Paulo

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GOLPE NA CONSTITUIÇÃO

Absurdo o desmembramento da votação do impeachment no Senado, que está em clara contradição com o que determina a Constituição federal em seu artigo 52. Lamentável a aceitação do desmembramento pelo ministro Ricardo Lewandowski, que ficará marcado para sempre, por essa decisão equivocada, como alguém que não entende nada de Constituição ou, pior, que não respeita a Carta Magna e se sujeita a arranjos políticos espúrios favoráveis ao corporativismo e à corrupção. O precedente criado se estenderá a diversos políticos atingidos pela Operação Lava Jato e o primeiro beneficiado desse jeitinho será Eduardo Cunha. A primeira consequência nefasta pode ser a retirada do apoio político do PSDB e do DEM - que não participaram do arranjo e não o aprovam - ao governo, agora definitivo, de Michel Temer, o que pode comprometer o novo governo desde o nascedouro. Outra consequência possível é a de fortalecer o recurso petista ao STF visando à anulação da perda do mandato presidencial, já que, se não há motivo para a perda dos direitos políticos, também não o há para a perda do mandato, pois tudo é uma coisa só. Resumindo, foi criada uma enorme confusão política e jurídica, que estenderá a atual pendenga por tempo indeterminado, comprometendo a missão de recuperação e de reformas do governo Temer. Este, sim, é um autêntico golpe na Constituição e na decência. Não é coisa de país sério.

Jorge Manuel de Oliveira jmoliv11@hotmail.com

Guarulhos

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PSDB, DEM E O ACORDÃO

Se fosse de fato verdade que DEM e PSDB não participaram do acordão para livrar Dilma e demais corruptos do ostracismo político, não seria esperado que eles não recuassem inicialmente da decisão de recorrer ao Supremo contra aquele absurdo? A equação a que se chega, até aqui, é: PSDB = PT = PMDB = DEM. E, somando todos, o resultado é zero.

Marcus Fadel marcusvtf@gmail.com

Curitiba

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CENÁRIO

A grande incoerência da condenação da perda de cargo da ex-presidente Dilma com a habilitação para exercer função pública foi o cenário criado, em que Michel Temer não é elegível nas eleições de 2018 e ela, cassada, sim. É como diz o "Estadão" no seu editorial "O desfecho do impeachment" (1/9, A3): "Um punhado de notórios personagens da vida política aproveitou a deixa para urdir uma maracutaia digna de uma república bananeira". 

José Wilson de Lima Costa jwlcosta@bol.com.br

São Paulo 

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MAU PRECEDENTE

Dilma sai, porém mantém os direitos políticos e poderá ocupar cargos públicos. Não concordo que a Constituição seja interpretada a bel prazer por quem quer que seja. Ficou a impressão de que houve arranjos políticos. Eduardo Cunha, se for cassado, garantirá também os seus direitos políticos? E "Lulla", se for condenado pelas coisas das quais é investigado, também manterá seus direitos políticos? E Collor, contará com reparação por ter ficado sem direitos políticos durante oito anos? Será que esses que promovem arranjos pensam um momento sequer em como os vemos lá, em Brasília?

Alvaro Salvi alvarosalvi@hotmail.com

Santo André

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FORA DA LEI

No início do processo de impeachment no Senado Federal, o jornal "Estadão" publicou notícia de que o sr. Luiz Inácio Lula da Silva disse que a Constituição estava sendo rasgada. Essa frase me fez lembrar uma outra, jactada pelo mesmo cidadão, de que no Congresso existiam mais de "300 picaretas". Em qual das frases acreditar? Ou nas duas? Luiz Inácio Lula da Silva, ex-torneiro mecânico, ex-presidente, mas eterno fora da lei.

Manuel José F. Pires Manuel-falcao@creci.org.br

São Paulo

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LIÇÃO

O único ensinamento que fica para o povo brasileiro depois do impeachment é: aprender a votar. O voto é a nossa única resposta efetiva.

Elisabeth Migliavacca

São Paulo 

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O PACIENTE MELHOROU

O Brasil está doente, todos com mediana inteligência o sabem. Conseguimos estancar a sangria, o que já é grande coisa e motivo de comemoração! O tumor continua.

Sandra Maria Gonçalves sandgon@terra.com.br

São Paulo

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NÃO VENCEMOS A GUERRA

Como pode um ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), que deveria ser um guardião da Constituição federal, feri-la de morte? Foi o que fez o ministro Ricardo Lewandowski, que, desconhecendo ou ignorando o artigo 52, não rejeitou o pedido da "turma da chupeta" para desvincular a cassação da inabilitação da presidente Dilma Rousseff durante o processo de impeachment. E Renan Calheiros pensa que é o novo "deus" do Brasil, que pode trair o povo brasileiro que trabalha e paga impostos desta forma leviana, unindo-se aos "petralhas" e aprovando o acordão. Estão dizendo que ele foi o grande vencedor do impeachment, pois garantiu o afastamento de Dilma, mas manteve seus direitos políticos. Será? Espero que os movimentos de rua e suas lideranças voltem a se organizar e chamem o povo de volta para as ruas, para derrubar Lewandowski e Renan Calheiros. Vencemos uma batalha, mais ainda não ganhamos a guerra.

Maria C. Del Bel Tunes carmen_tunes@yahoo.com.br

Americana

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ELE MERECE

A Constituição brasileira foi ridicularizada por um indivíduo que tem, por primeira obrigação, defendê-la de qualquer ameaça. Esse indivíduo é o sr. Lewandowski, presidente do STF. Podemos pedir o impeachment do referido indivíduo? Ele merece.

Luiz R. Lima de Moraes luizroberto@thermoprat.com.br

Jundiaí

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RESPONSABILIDADE CONSTITUCIONAL

Se a presidente foi destituída por cometer crime de responsabilidade fiscal, não é o caso de pedir a destituição do presidente do STF por crime de responsabilidade constitucional? O presidente do tribunal cuja principal função é proteger a Constituição toma uma decisão monocrática contra aquela que deve proteger? Como pode? Impeachment nele, já!

 

José Claudio Marmo Rizzo jcmrizzo@uol.com.br

São Paulo

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AO OSTRACISMO

Não há a hipótese de desrespeito à Constituição pelo Ministro Lewandowski por qualquer interesse pessoal. Ele apenas não conhece o seu artigo 52. Mas teve tempo para pesquisar antes de sua decisão. Faltam, contudo, poucos dias para o seu ostracismo. Esperemos melhor sorte com Cármen Lúcia à frente do STF.

Jose W. Gambier Costa jwilsonlencois@hotmail.com

Lençóis Paulista

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GRAVATA

O povo brasileiro ainda comenta muito a gravata bem vermelha do ministro Lewandowski na sessão de quarta-feira. Freud explica!

Roberto Hungria cardosohungria@gmail.com

Itapetininga

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TEATRO

Sai Lewandowski de cena. Gênero pantomima. Entra Sérgio Moro em cena. Gênero documentário.

Carlos Alberto Roxo roxo.sete@gmail.com

São Paulo

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PROTESTOS ANTI-IMPEACHMENT

É inaceitável o autoritarismo que estamos vendo no Brasil de hoje. Pessoas vão pacificamente exercer seu direito de protesto e sua liberdade de expressão e são covardemente agredidas e feridas pela Polícia Militar. Uma jovem ficou cega de um olho, vítima da violência policial. Uma senadora foi ameaçada e agredida por um "advogado" num voo que vinha de Brasília logo após a votação do impeachment. São cenas de pura barbárie, praticadas por verdadeiros fascistas, movidos pela intolerância e pelo ódio, que não sabem conviver em paz e não respeitam a democracia e os direitos humanos. Não podemos admitir que a barbárie vença a civilização. De retrocesso em retrocesso, onde iremos parar?

Renato Khair renatokhair@uol.com.br

São Paulo

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O CAOS E A IRRESPONSABILIDADE

Muito triste o fato de a universitária Deborah Fabri ter perdido a visão do olho esquerdo, vítima de estilhaços de uma bomba de efeito moral, na manifestação de 31/8 - que terminou em baderna e amplo vandalismo -, após a ação criminosa dos black blocs. Em princípio, pensei tratar-se Deborah de uma pobre vítima, encurralada pela zona de guerra imposta pelos baderneiros e combatida pelos policiais com medidas duras; dadas as táticas de guerra dos black blocs, sem nenhum respeito pela vida alheia ou pela propriedade privada e pública. Todavia, ao aprofundar meu conhecimento sobre os fatos expressos na imprensa, descobri que a jovem ferida faz parte de um movimento - até então, por mim desconhecido - chamado de Levante Popular da Juventude. Eis que o tal Levante é uma versão "genérica" do MST, aquele grupo baderneiro patrocinado pelos petistas que age de modo criminoso, promovendo invasões ilegais, violência, destruição e não tem nenhum respeito à propriedade privada, sem qualquer compromisso com o diálogo civilizado e o respeito à ordem. O MST prega quase o mesmo anarquismo dos black blocs; algo completamente contrário ao que é aceitável por uma sociedade civilizada como a nossa, regida por leis sólidas e uma Constituição plena. Ou seja, a jovem não mais parece uma vítima acometida de supetão, no caos da baderna implantada pelos criminosos black blocs. Pelo visto, tinha consciência do risco que corria. Entretanto, ao observar o colapso da ordem e a instauração da violência, qualquer cidadão que tenha bom-senso cívico e instinto de autopreservação deveria se retirar imediatamente de tais atos, em virtude das convicções democráticas de ordem e respeito às leis. Após atentar aos detalhes, concluo que a pobre Deborah foi irresponsável em permanecer no meio do caos anárquico implantado pelos criminosos black blocs.

Sérgio Eckermann Passos sepassos@yahoo.com.br

Porto Feliz 

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LIMITE DOS DIREITOS

Todos têm o direito de protestar, mas depredar não. E é esse o comportamento destes vermelhos contrários ao impeachment de Dilma Rousseff (que se deu num julgamento dentro da lei, salvo o detalhe dos direitos concedidos a ela). Tal comportamento, característico dos petistas, tem passado dos limites e precisa ser combatido com veemência. A polícia tem sido muito complacente.

Laert Pinto Barbosa laert_barbosa@globo.com

São Paulo

 

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RESPOSTA À SOCIEDADE

Não votei em Temer, muito menos em Dilma, mas desejo sucesso ao novo presidente. As manifestações de petistas contra Temer são ridículas, porque foram eles que votaram nele. Se os petistas querem mostrar que têm razão, que se apresentem como pessoas racionais e dispostas a dar o melhor. Fazer manifestações de destruição, ameaças e xingamentos só mostra o que o PT tem de pior e nada de bom para apresentar à sociedade. Ou os petistas têm medo de Temer? Se tem alguém que sabe das falcatruas, conchavos, mentiras, caixa 2 de campanha, fraudes, etc. é Michel Temer, que pode destruir o partido. E mais: Temer, com sua experiência política, sabe como Lula foi construído. Será que o PT vai mostrar que tem razão apresentando lixo político e humano como Gleisi, Lindbergh, etc.? Não dá, mesmo. Está na hora de mudar totalmente para sobreviver. O Brasil não pode ser vítima de um bando de malucos e corruptos. 

André Coutinho arcouti@uol.com.br

Campinas

 

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