Fórum dos Leitores

CORRUPÇÃO

O Estado de S.Paulo

07 Setembro 2016 | 03h05

Na barca de Caronte

A Polícia Federal (PF) não dá trégua à bandidagem que há 13 anos se instalou no País. Nessa segunda-feira deflagrou a Operação Greenfield, que vai investigar supostos desvios nos quatro maiores fundos de pensão do Brasil – Funcef, dos funcionários da Caixa; Petros, dos trabalhadores da Petrobrás; Previ, do Banco do Brasil; e Postalis, dos Correios. Foi alvo da PF também a sede da Eldorado Brasil, do Grupo J&F, em São Paulo. Nessa operação foram envolvidas 38 pessoas jurídicas e 74 pessoas físicas. O que chamou a atenção da Polícia Federal foi a análise dos déficits bilionários dos fundos de pensão, dos quais o dinheiro era desviado para investimentos de forma temerária e fraudulenta. Foram bloqueados ativos no valor aproximado de R$ 8 bilhões! Enquanto isso, inocentes úteis enfrentam a força repressiva em defesa da quadrilha que se recusa a reconhecer que “perdeu”, esbravejando que sua derrubada é golpe.

JAIR GOMES COELHO

jairgcoelho@gmail.com

Vassouras (RJ)

Condenado a não errar

Mais de 200 milhões de brasileiros agora estão de olho no novo presidente. Sua obrigação primordial é a manutenção e o reforço da Operação Lava Jato, passar o Brasil a limpo, expulsar os bandidos infiltrados no governo. Isso terá de ser a prioridade.

ARNALDO DE ALMEIDA DOTOLI

arnaldodotoli@uol.com.br

São Paulo

MANIFESTAÇÕES

Esquerda derrotada

Neste domingo mais uma vez ficou clara a diferença entre as manifestações anti-Dilma e as a favor: nas primeiras, com muitíssimo mais público, nunca houve violência e depredações, portanto, foram democráticas e pacíficas; ao contrário das de uma minoria de esquerdistas, com atos de vandalismo e atitudes fascistas. É o perfil guerrilheiro dessa esquerda derrotada.

FRANCISCO DA COSTA OLIVEIRA

fcoxav@gmail.com

São Paulo

Quem escolheu Temer?

Quem vai às manifestações votou em quem? Que eu saiba, em Dilma Rousseff e Michel Temer. Dilma caiu, Temer assumiu. Agora eles querem tirar o Temer. Eleição direta a esta altura não está na Constituição e a partir do ano que vem a eleição seria indireta, pelo Congresso. Quem eles querem pôr lá: de novo a Dilma, ou o Lula, o Mercadante, o Delúbio, o José Dirceu? Da próxima vez pensem antes de votar, porque, se os insatisfeitos acham o PMDB golpista, então, não votassem na chapa Dilma-Temer. Foi esse pacote que eles compraram. Eu não votei na Dilma, portanto, não votei no Temer. Mas acredito que o governo Temer poderá ser mais benéfico para o País do que o descalabro Dilma/PT. O Brasil está precisando de um pouco de paz. Será que é pedir muito?

LUIZ G. TRESSOLDI SARAIVA

lgtsaraiva@uol.com.br

São Paulo

Protestos e desemprego

As centrais sindicais, principalmente a CUT, que é um reduto dos petralhas, estão nas ruas protestando contra o governo Temer. Com certeza querem o retorno da Dilma porque pleiteiam aumentar o número de desempregados. É o cúmulo do absurdo os sindicatos apoiarem a maior responsável pela tragédia político-social e econômica vivida pelo Brasil. E os tais artistas e intelectuais estão protestando porque a mamata da Lei Rouanet está sendo investigada. Pobre Brasil. Fora, PT!

J. A. MULLER

josealcidesmuller@hotmail.com

Avaré

A razão de ser

Os protestos Brasil afora pedindo o afastamento de Temer têm uma razão não política, mas econômica: muitos perderam ou vão perder em breve a “boquinha” arranjada pelo PT e pelos partidos parceiros. Os manifestantes não parecem ter problemas financeiros, pois se vestem bem, podem protestar em qualquer dia e horário. Fica claro que a regra é fora Temer ou fora os apadrinhados pela quadrilha que se apossou do País. A Polícia Federal vai ter muito trabalho quando os computadores começarem a ser limpos e o sistema operacional do governo entrar em pane. É só uma questão de tempo, bem pouco...

LUIZ RESS ERDEI

gzero@zipail.com.br

Osasco

SOB NOVA DIREÇÃO

Cenário desolador

Depois de finalmente consumado o impeachment de Dilma Rousseff, o novo governo precisa agora encarar a difícil situação em que se encontra a economia brasileira, sem receio de adotar medidas impopulares essenciais para que o País inicie a longa e penosa recuperação do desastre fiscal criminoso perpetrado pela gestão da petista. Apenas o compromisso inarredável com a retomada do equilíbrio das contas públicas será capaz de enviar os sinais corretos para que os agentes privados se disponham a investir na economia brasileira e assim colaborem efetivamente para a saída da recessão e a volta do crescimento – ainda que a uma taxa muito modesta – no ano que vem. Porém impasses resistem em diversas frentes, sendo o mais recente (e imoral) o que envolve as punições a serem infligidas à ex-presidente no processo de impeachment. Numa demonstração inigualável de caradurismo, senadores (com o indisfarçável apoio do presidente do STF, Ricardo Lewandowski) decidiram rasgar a Constituição e livrar Dilma da condenação a oito anos de inelegibilidade. Esse e outros impasses estão evidentemente ligados à Lava Jato: ao pouparem Dilma, os políticos prestes a ser atingidos pela operação já armaram o palco do festival de pizza em que eles próprios se poderão fartar mais à frente. Diante desse caso específico, o que fará agora o STF? Encampará o mais escandaloso estupro da Constituição visto nos últimos tempos? À luz desse triste fato, emerge ainda uma questão inevitável: se senadores podem rasgar a Constituição sem o menor receio de quaisquer consequências, que garantias há de que leis como, por exemplo, a do teto de gastos (essencial para o saneamento das contas do governo) serão respeitadas? E o que todo esse cenário desolador diz sobre a segurança jurídica no Brasil? Em suma: existe confiança para investir num país como este?

HENRIQUE BRIGATTE

hbrigatte@yahoo.com.br

Pindamonhangaba

CONSTITUIÇÃO VIOLADA

Lewandowski

Eu, como médico, em caso de má prática no exercício da profissão, posso ter cassado o meu direito de exercê-la. Um ministro do Supremo Tribunal que comete má prática ao não respeitar estritamente a Constituição, a qual tem o dever de proteger, não deveria ser impedido de exercer suas funções?

JORGE FLAQUER

jotaflaquer@hotmail.com

São Paulo

Cartas selecionadas para o Fórum dos Leitores do portal estadao.com.br

“Pessoas com coragem e fibra não destroem bens públicos ou particulares, Gandhi ou Mandela

jamais fizeram isso”

LUÍS FERNANDO MEIRELLES CARVALHO / SÃO PAULO, SOBRE 

PROTESTOS X ARRUAÇAS

meirelles@meirellescarvalho.com.br

“O destaque votado pelo acordão mostra que ao menos metade do Senado está envolvida na Lava Jato. Urge acabar com o foro privilegiado, verdadeiro indulto de bandido”

LUIZ HENRIQUE PENCHIARI / VINHEDO, SOBRE A CONSTITUIÇÃO VIOLADA

lpenchiari@gmail.com

SENADO, STF E O LIVRO

As últimas notícias dão conta de que os ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) pretendem lavar as mãos diante do assombroso caso do estupro constitucional cometido pelo Senado, com a anuência e, ao que se diz, coordenação do próprio presidente da Suprema Corte. Alegam os doutos senhores que a tendência é a de manter a decisão de Ricardo Lewandowski de fatiar a votação do impeachment de Dilma Rousseff, a fim de "preservar a instituição" ou a "soberania do Senado". Senado e Supremo Tribunal são compostos por homens e, como tal, são falíveis, sujeitos a pressão, a vaidades e desejos pessoais. Todos estes juízes e senadores passarão; a Constituição fica. Mais importante que a soberania dessas instituições, e acima delas, está a Constituição brasileira, a Lei Maior, que é imune a vaidades ou interesses políticos pessoais. É o que os guia, o instrumento com que trabalham, o que norteia suas decisões. Ela é o que é, chova ou faça sol. Que os homens que agora estão juízes ministros no Supremo Tribunal, guardiões da Constituição brasileira, cumpram sua obrigação e a coloquem em primeiro e altíssimo lugar.  

Maria C. Rocha Azevedo crisrochazevedo@hotmail.com

Florianópolis

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ATENÇÃO, OAB

Se vier a acionar o STF a fim de questionar a divisão da votação do impeachment em que saiu beneficiada a ex-presidente Dilma, espera-se ainda que a Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) utilize a Resolução n.º 02/2015 (Código de Ética e Disciplina) para demonstrar à Corte e à sociedade a discutível atuação do ex-ministro José Eduardo Cardozo - já postulante a governador de São Paulo - como primeiro responsável pela artimanha no Senado Federal.

Maria L. Ruhnke Jorge mlucia.rjorge@gmail.com

Piracicaba

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MELHOR NÃO

José Eduardo Cardozo vai voltar à Prefeitura de São Paulo após impeachment. É uma atitude pouco inteligente, visto que, se isso ocorrer, indubitavelmente, terá curta temporada no cargo.

José Carlos Alves jcalves@jcalves.net

São Paulo

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ESTÍMULO À REFLEXÃO

Todos os brasileiros, principalmente os advogados, reclamam uma manifestação da OAB a respeito do impeachment da sra. Dilma Rousseff e sobre a interpretação do dr. Ricardo Lewandowski, ministro presidente do Supremo Tribunal Federal, dada ao artigo 52, parágrafo único, da Constituição da República Federativa do Brasil. Qualquer que fosse a interpretação da OAB, seria estímulo à reflexão dos brasileiros sobre o futuro da Nação.

Lígia Maria Venturelli Fioravante lmfiora@uol.com.br

São Paulo

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MINISTROS CRIATIVOS

Esta semana, pela segunda vez em pouco mais de seis meses, o STF estará analisando a questão de se os condenados em segunda instância poderão ser conduzidos à cadeia, mesmo antes de todos os recursos de defesa terem, teoricamente, sido esgotados. Vamos esquecer por um minuto a loucura de rever uma decisão do STF em período tão exíguo. O relator da ação é Marco Aurélio Mello (voto vencido na primeira votação), e ele tem razão. A letra da Constituição é clara. Um cidadão brasileiro tem o direito (absurdo...) de aguardar em liberdade até que todas as oportunidades de defesa sejam exauridas. Mas o que o ministro Marco Aurélio se esquece é de que os membros da nossa Suprema Corte, inclusive ele, se comportam de forma contumaz no sentido de ter interpretações criativas da nossa Constituição, e o último exemplo foi dado por ninguém menos que o próprio presidente do STF. Mais do que isso, ou vamos nos esquecer da fraude impune do ministro Barroso quando mentiu descaradamente aos colegas sobre o regimento interno da Câmara dos Deputados? Está na hora de nos mobilizarmos para remover estes ministros "criativos" da nossa Corte. Se liga, STF! O povo está aprendendo!

Oscar Thompson OscarThompson@hotmail.com

Santana de Parnaíba

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MALFEITO

Lamentável que um integrante da Corte maior do País possa agir da maneira como agiu, livrando a ex-presidente Dilma Rousseff de perder seus direitos políticos. Pareceu-nos que já sabia com antecedência da manobra preparada por alguns seguidores da cassada, desprezando completamente o texto da Constituição. Resta-nos confiar na firmeza dos demais ministros do STF, refazendo esse malfeito.

Pedro Sergio Ronco sergioronco@uol.com.br

Ribeirão Bonito

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O PALPITE DO PAPA FRANCISCO

O papa Francisco afirmou não saber se será possível visitar o Brasil no próximo ano, em face de o País estar vivendo um "momento triste" ("Estadão", 4/9, A7). No mínimo infeliz e insensata essa avaliação do papa Francisco para com o Brasil, a não ser que ele esteja se referindo aos 12 milhões de brasileiros desempregados, ou aos milhares de "cumpanheiros" que perderam suas boquinhas nas estatais do (des)governo "petralha", por longos 13 anos no poder, ou ainda sobre a tristeza enorme da família do prefeito de Santo André Celso Daniel, ou da família do prefeito de Campinas Toninho do PT, ambos assassinados em condições violentas e traumáticas e há longos 15 anos sem os devidos esclarecimentos convincentes para a população e seus familiares. O papa Francisco poderia, portanto, eliminar suas dúvidas e visitar sem medo nosso querido e alegre Brasil, ou, então, se ele prefere mais euforia, que visite a Venezuela.

Antônio Carelli Filho palestrino1949@hotmail.com

Taubaté

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O PAPA E O BRASIL

Minha opinião sobre as declarações do papa: o papa Francisco perdeu uma grande oportunidade de ficar calado. Dar palpite sem conhecimento aprofundado dos fatos é uma lástima. Ao invés de se preocupar com o Brasil, deveria, sim, se preocupar com a erva daninha chamada pedofilia que habita os jardins da Igreja Católica e que ele não consegue fazer com que acabe. Ele deve avaliar se vale a pena ou não visitar o Brasil de novo.

Arlei Burbarelli anfburbarelli@uol.com.br

São Paulo

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MAL INFORMADO

O presidente Michel Temer minimizou as manifestações contra seu governo ocorridas nas principais capitais do Brasil. Logo, não faz sentido a tese da preocupação com atos de violência, na avaliação que fez da mensagem do papa, sobre um  momento de dificuldades que o País atravessaria. Vivemos, aqui, em plena democracia e com absoluta normalidade constitucional. Então, se o papa deseja tecer comentários políticos, que não são da sua seara, sua santidade tem a obrigação e o divino dever de se informar melhor.

Abel Pires Rodrigues abel@knn.com.br

Rio de Janeiro 

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'GOLPE?'

Duas das maiores potências globais - EUA e China - e o principal parceiro do Brasil na América do Sul reconheceram o novo governo brasileiro como legítimo, em detrimento dos países de governos bolivarianos Equador, Bolívia e Venezuela. E agora, os petistas e "cumpanheiros" vão dizer que existe um golpe patrocinado pelos EUA? 

 

Giovani Lima Montenegro giovannilima22@icloud.com

São Paulo

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MARÉ ALTA

No Caribe, a maré está alta. Os venezuelanos seguiram o nosso exemplo e também foram às ruas contra o governo de Nicolás Maduro. Parece que as lambanças de Maduro esgotaram a paciência daquele povo sofrido. Na Bolívia, as coisas não andam muito bem para Evo Morales. O povo peruano também está saturado do bolivarianismo, mudou o curso. Há algum tempo, os argentinos extirparam o padrão Kirchner de governar. Oxalá a América do Sul possa crescer, voltando a ser o Eldorado do mundo.

J. Perin Garcia jperin@uol.com.br

São Paulo

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'POR QUÉ NO TE CALLAS?'

O governo da Bolívia revoltou-se com a decisão sobre o impeachment no Brasil. Seria bom informar a seu presidente que no Brasil, mesmo a despeito de falhas, fazemos uso de  instrumentos constitucionais para a destituição de um  governante, ao contrário daquilo que ocorreu recentemente naquele país, quando um ministro de Estado foi covardemente morto mediante um linchamento! A atitude de Evo Morales me faz lembrar a piada do sujeito que, com os bigodes lambuzados de bosta, cheira o ar e diz que defecaram no mundo. Portanto, cada um que cuide de seus próprios problemas.

Arlete Pacheco arlpach@uol.com.br

Itanhaém

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EFEITO POSITIVO

O primeiro efeito positivo do impeachment de Dilma Rousseff já veio: o distanciamento de países como Venezuela, Bolívia e Equador, que receberam rios de dinheiro (do trabalhador brasileiro), via esquema de desvio BNDES-Odebrecht-PT. Esses países são governados por picaretas típicos da América Latina e só trouxeram prejuízos para nós.

André Coutinho arcouti@uol.com.br

Campinas

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O SAPATO CHINÊS DE TEMER

Se causou espécie a noticiada compra emergencial de um prosaico sapato social pelo presidente Michel Temer, em visita à China, provocou pasmo ainda maior sua declaração de que o que calçava "quebrou". Conhecido como grande fabricante e exportador de calçados, que imagem o Brasil passa ao exterior num episódio banal como este? Francamente!

J. S. Decol decoljs@gmail.com

São Paulo

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QUAL É A PAUTA?

Durante os 13 anos do lulopetismo, não me lembro de a imprensa mostrar-se interessada no que o ex-presidente Lula e a ex-presidente Dilma fizeram ou deixaram de fazer em suas viagens internacionais em momentos de lazer. A respeito de Dilma, ainda tentaram, vez por outra, passar uma ideia de que ela se preocupava com atrações culturais, mas o que ficou marcado mesmo foi o furo de um repórter ao descobri-la num restaurante estrelado de Lisboa, em escala mal explicada até hoje. Mas eis que já na primeira viagem do presidente Michel Temer, repentinamente, se interessaram por aquilo que ele compra ou deixa de comprar. Eu só queria entender a pauta.

Marco Antonio Esteves Balbi mbalbi69@globo.com

Rio de Janeiro

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COMPRA SIMBÓLICA

O presidente Michel Temer, na sua estadia na China para tomar parte no encontro dos líderes das 20 maiores economias do mundo, diga-se de passagem, viajando tão logo após tomar posse como presidente definitivo da República, como diz o "Estadão", para ganhar legitimidade internacional, e aproveitando dita viagem, foi no sábado à tarde a um shopping chinês comprar dois produtos ora em crise na indústria brasileira: um par de sapatos de couro e um brinquedo, gastando, segundo informa o "Estadão", o equivalente a R$ 389 no par de calçados e R$ 195 num cachorro eletrônico que fala chinês, gastando, portanto, a quantia de R$ 584. Este gesto do presidente Temer representa muito mais do que uma simples compra comercial, tem um simbolismo fático de início de futuras grandes transações que reconstruirão o caminho do crescimento das relações comerciais diplomáticas do Brasil com as outras nações do mundo, tirando-o da nefasta situação de país subdesenvolvido e de uma República de banana sem crédito para investimentos, a que o levaram os governos petistas anteriores, de quem hoje, graças a Deus, nosso Brasil está livre. 

Antonio Brandileone abrandileone@uol.com.br

Assis

 

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'TRISTE FIM'

"Triste fim", disse Fernando Henrique Cardoso no "Estadão" de domingo (4/9, A2). Deveria dizer também "felizmente acabou". O que acabou? Acabou a tentativa de subversão das instituições, de implantar um sistema socialista com economia dirigida pelo Estado, quer dizer, pelo partido, o PT.  FHC sabe disso, mas não faz a mínima menção. FHC surfa na onda das afirmações de outros e mantém distância. Escreve como se fosse um sociólogo a contemplar os desenvolvimentos políticos de dentro da casa de marfim da academia. Aliena-se de sua posição como político e, assim, procedendo de sua responsabilidade cidadã. Citando as palavras finais do artigo: "Não basta (...) belas palavras, também (digo sobretudo) é preciso oferecer (...) um rumo concreto para o País e sua gente". Onde fica a sua contribuição, ex-presidente FHC?

Harald Hellmuth hhellmuth@uol.com.br

São Paulo

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O 'CONJUNTO DA OBRA'

Em vários ramos da atividade humana existe um conceito de "conjunto da obra". Um prêmio pelo "conjunto da obra" pode ser concedido a um indivíduo em homenagem às suas contribuições durante toda a vida. Muitas organizações de vários campos concedem tais prêmios, incluindo de entretenimento, desporto, academia e instituições filantrópicas. O famoso Prêmio Nobel, muitas vezes, já agraciou personalidades, nas mais diversas áreas, pelo "conjunto da obra". Mas também pela ausência de comprometimento, por desvios de conduta, pelo despotismo monossilábico, pela sangria dos cofres públicos de maneira a obter criminoso favorecimento pessoal, tudo isso e ainda um pouco mais performam o "conjunto da obra", que, no dizer do ministro Celso de Mello, configura o "projeto criminoso de poder". E a concisa e precisa definição de "conjunto da obra" do decano do STF, que teve por consequência a ruína econômica do País. Foram 13 anos de orgia com a "coisa pública". Não são, pois, apenas as pedaladas que geraram o ambiente de repulsa da sociedade à presidente Dilma Rousseff. O "conjunto da obra" é que tornou intolerável a continuidade do segundo mandato de Dilma. E, no caso, o "conjunto da obra" teve como a cereja do bolo o vazamento da escuta da conversa entre Dilma e Lula em que ouvimos a discussão sobre a nomeação para um dos ministérios mais importantes do governo, a Casa Civil, como se o respectivo termo de posse fosse uma simples missiva. Em verdade, era mais uma sórdida manobra visando a garantir ao ex-presidente Lula direito ao foro por prerrogativa de função, isto é, escapar da jurisdição do juiz federal Sergio Moro, que ele (Lula) não entende por que o persegue. É isso o que noutra dicção expressa e entrelinhas afirma Fernando Henrique Cardoso no artigo "Triste fim" ("Estadão" de 4/9). E ele espera, quase "pede", que o PT abandone esta "visão de um mundo dividido em classes e organizado em torno do eixo direita-esquerda", e o desafia a uma verdadeira reconstrução e para o diálogo não hegemônico? Aliás, põe em dúvida o próprio partido - PSDB - saberá como aglutinar a maioria, apesar das esperadas divergências. Será difícil. Muito. O presidente não ali está em virtude do sufrágio, que tem pautas delicadíssimas pela frente, como as reformas trabalhistas e da Previdência - temas quase "imexíveis", tendo em vista a resistência das entidades de classe e, quiçá, do próprio PT. Esperemos que tudo dê certo. Como na recente Olimpíada, em que o Brasil desacreditado fez bonito.

Andrea Metne Arnaut andreaarnaut@uol.com.br

São Paulo

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A AMBIÇÃO DE UMA IDEOLOGIA

O que esperar de políticos e de uma legenda partidária que se originou na busca de maior representatividade e anseios populares, desafiou e venceu antigos caciques políticos, mobilizou e deu esperanças a milhões de brasileiros, e, ao conquistar o poder duramente almejado, mudou seus objetivos e foi corroída pelo que mais repudiava, perdeu sua alma, sua simplicidade, seu amor à causa? O poder a qualquer preço, distanciamento de velhos compromissos, acordo obscuros, omissões, farsas, mentiras e muito dinheiro transformaram muitas esperanças em indignação, um partido cujos membros e coligados perderam princípios morais e credibilidade. Envolvido num mar de lamas, aquele partido pobre criado no mais baixo clero, com objetivo nobre, agora agoniza e entra para a História como o maior engodo político. No final, restou ideologia x dinheiro, e a ideologia perdeu longe...

Julio Carlos Alves julio@designslab.com.br

Campinas

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PROFESSORA UNIVERSITÁRIA

Alguém disse, por aí, após o impeachment, que doravante Dilma Rousseff poderia fazer carreira no magistério e lecionar em universidades. Quem sabe...? Talvez tivesse sucesso em Cuba, Bolívia, Equador, Venezuela, onde suas aulas seriam bastante apreciadas (assim como as palestras famosas e bem pagas de Lula). Nesses países, afinal, não se tem conhecimento muito aprofundado sobre a conquista da mandioca, a "mulher sapiens", o aeroporto como nova forma de transporte ou como é importantíssimo atender os bodes. Aliás, ela já poderia embarcar com os embaixadores que foram chamados de volta a seus países, porque aqui já ensinou bastante...

Edméa Ramos da Silva paulameia@terra.com.br

Santos

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PRÊMIO

Leio em algum lugar que uma das justificativas da não inabilitação da ex-presidente Dilma é que, embora tenha cometido crime, ela é honesta. Ué! Será que pela nova Constituição, aquela lançada em 31/8/2016, honestidade, agora, é passível de prêmio, não é mais uma obrigação? Se assim for, onde eu retiro o meu mimo?

Marcia Meirelles marciambm@yahoo.com.br

São Paulo

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COM MODERAÇÃO

Dona Dilma, não comemore antecipadamente. Logo, a Operação Lava Jato e o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) estarão no seu encalço e não haverá "pedalowski".

Arnaldo Ravacci arnaldoravacci05@gmail.com

Sorocaba

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'O BRASIL REAL E O DA NARRATIVA'

Parabéns pelo excelente artigo de Fernão Lara Mesquita no "Estadão" de 5 de setembro ("O Brasil real e o da narrativa"). Direto ao ponto central do problema que enfrentamos como nação: o brutal desequilíbrio entre os dois Brasis, o dos agraciados com os benefícios da arrecadação pública exagerada e o restante, o Brasil real, submisso ao Brasil privilegiado pela conexão aos detentores do poder. Este jornal e o resto da imprensa responsável precisam trazer esse tema ao centro do debate político e da discussão das reformas que precisamos fazer. 

Sergio Lozass lozass@gmail.com

São Paulo

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ASSUNTO TABU

Até que enfim o assunto tratado no artigo "O Brasil real e o da narrativa" (5/9, A2) é colocado em debate, um tabu em nosso país, pois de modo geral a população brasileira, o nosso povo, o que almeja mesmo é ser funcionário público e se aposentar bem. Tenho falado isso onde posso e a sensação que percebo é de que as pessoas não sabem de onde vem o dinheiro do Estado, há certa confusão mental, não gostam de empresários e de ganhar dinheiro e ter lucro é um pecado mortal. Pessoas lúcidas enxergam o que é necessário ser feito e têm consciência do quanto o Brasil é rico e que em pouco tempo, com mudanças corretas, temos condições de virar potência, mas as palavras de uns poucos não fazem eco nos demais. Este é um assunto sobre o qual dá vontade de discorrer, para tentar elucidar e convencer, pois, a meu ver, é o caminho que devemos seguir, é preciso conhecer e entender a mecânica da produção, do consumo, da poupança e da geração de riqueza. Sr. Fernão Lara Mesquita, abrace esta ideia e dê prosseguimento com os seus pares, pois o senhor pode.

Guilherme Pacheco e Silva guilherme@tagua.com.br

São Paulo 

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REFORMA DA PREVIDÊNCIA

Bom, se o governo terá de reduzir as aposentadorias por falta de recursos para pagá-las, como ameaça o ministro da Casa Civil - na hipótese de a reforma não incluir a idade mínima e desvincular os pagamentos do salário mínimo -, seria bom que esclarecesse desde já se a redução ocorrerá para quem recebe valores de marajás ou, como é mais provável no governo Michel Temer, para quem recebe o salário mínimo.

Ademir Valezi valezi@uol.com.br

São Paulo 

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MUDANÇAS NA APOSENTADORIA

Sob a ótica econômica, é certo adotar a idade mínima para aposentadoria de 65 anos para todos os brasileiros, tanto para homens quanto para as mulheres, tendo trabalhado na iniciativa privada ou ter seguido careira pública, pois houve o aumento da expectativa de vida da população e a redução da fecundidade das famílias, o que fez o sistema não ser mais economicamente sustentável. Porém, como em nosso sistema previdenciário os benefícios dos aposentados são pagos pelos que estão na ativa, outra forma para garantir o financiamento adequado do sistema seria aumentar a base da pirâmide etária, ao incentivar as famílias a terem mais filhos. Para isso, sugiro a redução de um ano na idade mínima na aposentadoria das mães, por cada filho que tiveram, limitado à redução máxima de cinco anos. Bastando para isso apresentar na hora de se aposentar a certidão de nascimento dos filhos e um comprovante de que os mesmos completaram no mínimo 16 anos de vida. Assim, uma mãe com cinco filhos se aposenta com 60 anos e uma mãe com dois filhos com 63 anos. Seria um ato de justiça para as mães da Nação.

Michael Peuser mpeuser@hotmail.com

São Paulo

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REFORMA JUSTA

A forma justa de regularizar a Previdência Social Pública é editando lei, única para todos, criando o regime de capitalização das contribuições de 8% dos trabalhadores e de 16% das empresas e assemelhados, públicos e privados, sobre o total de rendimentos e similares, concedendo-se o benefício da aposentadoria a partir dos 45 anos. Simulação feita com correção mensal do capital em 0,6%, e do valor-base e do benefício em 0,5%, sendo este concedido aos 45 anos de contribuição - com o valor de 90% da última base de contribuição -, o aposentado e/ou seus herdeiros usufruirão do benefício por 213 meses. Em paralelo, institua-se Previdência suplementar (opcional), auxílio doença e seguro desemprego em porcentuais e bases iguais para todos.

Valentim José Camarço Neto vjcneto@gmail.com

São Paulo

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COMEÇO

Todos nós sabemos que a reforma da Previdência é necessária. Que tal começarmos pelas aposentadorias especiais? E sem aquele ridículo argumento de direito adquirido, mesmo porque ele foi deferido pelos não confiáveis?

Marcos Catap arcoscatap@uol.com.br

São Paulo

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O TAMANHO DO ROMBO

Há estudos sérios de especialistas em contas públicas que dizem que o tão propalado déficit previdenciário não tem a magnitude que há anos se propaga, em face de desvios de pagamentos no setor que manipulam tal item da gestão pública entre nós. Reformar a Previdência não pode partir de premissas falsas, sob a pena de ela não ter efeito saneador, o que pode até agravar a realidade previdenciária que se está tentando corrigir.

José de A. Nobre de Almeida josedalmeida@globo.com

Rio de Janeiro

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INJUSTIÇA

Muito se fala em reforma da Previdência como salvação do País. Só que não basta aumentar limite de idade, impedir excesso de afastamentos por problemas de saúde e diminuir mais ainda benefícios se lá, nos rincões do País, onde a lei do cangaço impera, continuem a burlar dados, documentos, etc. e beneficiar quem nunca contribuiu, por meio da aposentadoria rural, um problema recorrente em nosso país - a Previdência urbana, sozinha, pagando a conta da outra. Essa é uma das maiores injustiças que vêm acontecendo no Brasil, e só com a contribuição total e irrestrita se fará justiça social. Todos, sem exceção, precisam contribuir. Sem esse controle, podem fazer a reforma que for, que o Brasil continuará quebrado.

Beatriz Campos beatriz.campos@uol.com.br

São Paulo

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E A DELES?

Não vejo ninguém falar em mudar a aposentadoria dos políticos, que é um deboche com o trabalhador. Eles se aposentam com salário integral depois de dois mandatos ou oito anos de vagabundagem. Só a Previdência Social é que dá prejuízo?

Paulo Drummond paulodrummond83@gmail.com

São Paulo

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OPÇÃO

Os trabalhadores deveriam ter a opção de contribuir para o INSS ou para um fundo privado, pelos mesmos 35 anos. Eu fiz uns cálculos e verifiquei: 1) no INSS, você se sujeita aos políticos; 2) num fundo privado, você deposita por 35 anos e o rendimento mensal é muito maior do que o da poupança; e mais: a partir do 13.º mês, você recebe um crédito pelo valor depositado na conta investimento - que vai aumentando a cada ano. Na opção investimento, a partir do 35.º ano, você recebe aproximadamente cinco vezes mais do que o INSS paga. Além disso, o que você depositou é seu, e não do INSS. 

Mário A. Dente eticototal@gmail.com

São Paulo

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ANTES DE FALAR EM REFORMA

Fala-se tanto nesta tal reforma da Previdência, mas eu, como infeliz participante desse perverso sistema, pergunto: 1) cadê a contribuição governamental (e não me venham falar que são indiretas, por tributos, pois esses só os dois idiotas, patrão e empregado, recolhem. O Leviatã é isento; 2) não seria boa uma prestação de contas desde a criação do instituto? Os 20 ou 30 primeiros anos, só arrecadando, antes de a turma aposentar, cadê? 3) Quais medidas enérgicas, mesmo, estão sendo tomadas para cobrar o que foi sonegado? Depois disso tudo esclarecido, terei o maior desprazer de falar em reforma.

Paulo Américo de Andrade paandrade@gmail.com

São Paulo

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PREVIDÊNCIA DESCONHECIDA OU ROUBADA?

Cadê o dinheiro que deveria estar lá, quando havia mais pessoas contribuintes do que havia beneficiários? Disso ninguém fala? Devolvam o dinheiro roubado por estes larápios.

Nelson Pereira Bizerra nepebizerra@hotmail.com

São Paulo 

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MENTIRA DO SENADOR

Na sua manifestação durante a sessão da tarde de 30 de agosto, no processo de impeachment, o senador Roberto Requião (PMDB-PR) atribuiu ao governo do presidente Michel Temer a intenção de desvincular do reajuste dos valores de aposentadoria dos valores superiores ao salário mínimo ao mesmo fator que o do salário mínimo. Está implícita na sua afirmação que, atualmente, as aposentadorias estariam sendo corrigidas com o mesmo fator que o salário mínimo. Não só isso é falso, como as correções "a menor" têm lesado continuamente os proventos superiores a um salário mínimo. No meu caso, estou sendo lesado em 40% do teto, que me foi atribuído na concessão da aposentadoria. Fale sério, senhor senador.

Mario Helvio Miotto mariohmiotto@gmail.com

Piracicaba

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TUTELA DISCRIMINATÓRIA

Idade para se aposentar pode chegar a 65 ou 70 anos ("Estadão", 28/8, A3 e 21/8, B5). Sou contra o duplo regime da Previdência, que equipara políticos e funcionários públicos à realeza brasileira, já abolida, teoricamente. Sou obrigada a também ser contra a idade mínima de 65 ou 70 anos para a aposentadoria, visto que temos o Estatuto do Idoso, de 2003, destinado a "regular os direitos" assegurados às pessoas com idade igual ou superior a 60 (sessenta) anos. Esse estatuto em alguns aspectos torna na prática essas pessoas dependentes, e, agora, o governo quer que elas trabalhem até os 65, 67 ou 70 anos? E, ainda, a Corregedoria de Justiça paulista, através de seu provimento 40/2012, item 131, recomenda aos cartórios limitar a um ano procurações feitas por pessoas de mais de 60 anos; tal recomendação, além de gerar nas renovações um belo caça-níqueis para os cartórios, é obviamente discriminatória, cabendo a qualquer oficial de cartório julgar o que é de interesse do outorgante da procuração. Discriminações oficiais brasileiras equiparam esta categoria de pessoas úteis à criança, e a serem tutelados por qualquer um, o que tem de ser objeto de correção também. Não sou contra a reforma da Previdência, mas contra a pretensa proteção de uma faixa de idade adulta, que é, na prática, restrição à vida plena de pessoas em sua capacidade integral.

Suely Mandelbaum suely.m@terra.com.br

São Paulo

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HORA INADEQUADA

A preocupação de alguns segmentos aliados do agora presidente Michel Temer em relação às possíveis mudanças nas legislações previdenciária e trabalhista está presente na indicação de que os projetos sejam encaminhados depois do segundo turno das eleições municipais. É o temor de que a repercussão seja negativa em termos eleitorais. E, por outro lado, mostra que efetivamente são atitudes oportunistas e corporativas. Aproveitam um momento de certa dificuldade de mobilização dos possíveis prejudicados, os trabalhadores das mais diferentes categorias. A que ponto chega o nível dessa classe política ora no comando do nosso país.

Uriel Villas Boas urielvillasboas@yahoo.com.br

Santos

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COTAS

Manchete do "Estadão" de domingo (4/9) foi de que vagas de cotistas já é maioria em universidades federais. Gastam-se quase dois terços do salário com mensalidades em escolas particulares para os filhos no ensino básico. Quer dizer, então, que os pobres que estudam em escolas particulares, mesmo simples, não vão ter chance de ingressarem numa universidade pública?

João Evangelista Belém jebelem@yahoo.com.br

Lauro de Freitas (BA)

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COTISTAS NAS UNIVERSIDADES FEDERAIS

Não se trata de racismo, diferenças sociais ou qualquer outra insinuação diferente, mas, sim, de injustiça, pois, continuando como está, as 63 universidades federais do País, em breve, serão permitidas só para alunos cotistas, pela maneira como vem aumentando o porcentual anualmente. Assim deixarão de prevalecer o conhecimento, a capacidade, a dedicação de vestibulandos e a competitividade em obter as melhores médias que os capacitam a ingressar estudando, para tanto, de 12 a 15 horas por dia.

Angelo Tonelli angelotonelli@yahoo.com.br

São Paulo

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SETE DE SETEMBRO

Do feriado de 7 de Setembro nos lembramos sempre como o dia dos desfiles cívicos, quando muitos torcem para que caia no finalzinho da semana, para descansar, ir à praia, ao shopping fazer compras e se divertir. Mas precisamos nos lembrar dos nossos heróis, homens que morreram lutando pelos nossos ideais, que nos libertaram da tirania portuguesa. Precisamos nos lembrar do final do século 18, quando houve a Inconfidência Mineira, em 1789, e a Conjuração Baiana, em 1798, ambos com objetivos de romper a dominação de Portugal sobre o Brasil e estabelecer condições humanas para vivermos como vivemos atualmente. Precisamos nos lembrar do dia 9 de janeiro de 1822, mais conhecido como "O Dia do Fico", marco que antecedeu a história. Precisamos nos lembrar sempre de que em 7 de setembro de 1822, às margens do Rio Ipiranga, no Estado de São Paulo, Dom Pedro nos libertou. Há 194 anos somos livres, independentes, chegamos até aqui com muita luta e trabalho dos homens de bem. Lembremos desta data tão importante com amor, orgulho, respeito e alegria em nossos corações.

Márcia Callado marciacallado@bol.com.br

São Paulo

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DIA DA PÁTRIA

Livrai, Senhor, a Pátria do julgamento de Lewandowski, naquele hospício que não tem moral para julgar nada, segundo a Epístola de Gleisi Hoffmann aos Calheiros. 

José Maria Leal Paes josemarialealpaes@gmail.com

Belém 

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MANIFESTAÇÕES ANTI-IMPEACHMENT

Eduardo Suplicy foi furtado em ato contra Michel Temer em São Paulo, pelos seus próprios correligionários. Desta vez nem precisou deitar-se ao chão para chamar a atenção da mídia. 

Júlio Roberto Ayres Brisola jrobrisola@uol.com.br

São Paulo

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INFILTRADO

Será que algum "coxinha" infiltrado entre os manifestantes roubou a carteira do Suplicy?

Odilon Otavio dos Santos

Marília

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A QUEM INTERESSA A VIOLÊNCIA?

As manifestações de fúria e depredação da coisa pública que aconteceram em São Paulo após o impeachment de Dilma Rousseff foram evidentemente premeditadas e orquestradas. Não só os autores, como os mentores dessas ações precisam ser identificados e punidos, o que já está sendo feito. O que mais impressiona, no entanto, é a reação do PT e de simpatizantes a esta violência. O presidente do PT, Rui Falcão, por exemplo, em meio a mais um discurso obsoleto em reunião da Executiva Nacional do partido, não fez uma menção sequer a estes protestos, e Guilherme Boulos, coordenador do MTST, limitou-se a afirmar, de forma pouco comprometedora, que em suas manifestações "não há espaço para práticas dessa natureza". Que o PT ou quem quer que seja têm todo o direito de fazer oposição sistemática ao governo de Michel Temer ninguém discute, é da democracia. Agora, não condenar atos de banditismo é, no mínimo, imoral e antidemocrático, para não dizer conivente. 

Luciano Harary lharary@hotmail.com

São Paulo

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SOLTURA DOS MANIFESTANTES

Cumprimento a atuação da Defensoria Pública e do juiz Rodrigo Tellini, que soltou os jovens manifestantes que foram presos ilegalmente pela Polícia Militar nas manifestações populares em São Paulo no domingo. Felizmente, ainda há bons juízes no Brasil, que defendem a Constituição federal, a democracia, a liberdade de expressão e de livre manifestação, bem como o Estado Democrático de Direito, e que não transigem com o arbítrio e a violência policial.

Renato Khair renatokhair@uol.com.br

São Paulo

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VINGANÇA

Após a votação do impeachment de Dilma Rousseff (PT), diversos protestos estão acontecendo pelo País. Os manifestantes,  muitos vândalos entre eles, não concordam com a posse de Michel Temer (PMDB), que atribuem a "golpe". Dilma sempre disse que seu vice era o melhor vice, inteligente, íntegro, etc., e com o apoio do PMDB formaram dupla, então os inconformados são os mesmos que elegeram Temer. Durante o período deste processo, Lula, que se intitulou de "mais honesto" político do Brasil, disse para muitas lideranças sindicais que era necessário mostrar "força". Sabemos que força é violência, vandalismo, invasões, etc., fatos típicos dos alienados vermelhos. Até a "inocenta" Dilma, após perda oficial do poder, disse: "Faremos oposição como nunca antes neste país", e atrás de Dilma estava a indigesta senadora Gleisi Hoffmann (PT) com olhos que expressavam cólera. Enfim, eles não estão preocupados com a população, e, sim, com as benesses do poder. E com orgulho ferido eles são movidos por ódio e vingança. Reflexão: "paz no futuro e glória no passado" é uma frase conflitante do Hino Nacional. 

Alex Tanner alextanner.sss@hotmail.com

Sumaré 

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ESPERADO

Insuflados por desesperados petistas, um bando de irresponsáveis tomam as ruas destruindo patrimônio público e privado, a título de contestarem a defenestração de Dilma e pedindo a saída de Michel Temer. Eram esperadas as presentes arruaças prometidas por aqueles partidários que acreditam que a democracia serve a todos os seus interesses ilegais, anárquicos, como o dinheiro público no bolso do privado. 

Mario Cobucci Junior maritocobucci@gmail.com

São Paulo

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MOVIMENTO NAS RUAS

Pelo número de revoltosos pelas ruas deste Brasil afora vê-se o tamanho da ignorância pelo País.

Antonio Carniato Filho antoniocarniato@gmail.com

Santa Rita do Passa Quatro

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CONTAGEM

O ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, em entrevista à imprensa na China, declarou que 100 mil pessoas nas manifestações petistas e dos ditos "movimentos sociais" era um número considerável. Gostaria de informar ao ministro que a informação deste número de manifestantes foi dada pelos organizadores das manifestações, quantidade de pessoas que provavelmente está longe de ser verdadeira, já que os organizadores petistas costumam exagerar nos números de participantes e a Polícia Militar, que é muito mais confiável, não informou números. Ou o ministro está muito mal assessorado ou foi muito ingênuo aceitando a informação que algum  repórter lhe deu na hora da entrevista.

Henrique Schnaider hschnaider4@gmail.com

São Paulo

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UM JEITO DIFERENTE DE VER A RIO-2016 

Tenho mania de ver as coisas por ângulos inusitados. Assim, elas ficam surpreendentes, mesmo sendo óbvias. Para ver a Rio-2016 de uma maneira completamente diferente, pedi a ajuda do meu amigo João Kamensky, especialista em informática, para fazer uma outra tabela com os resultados da Olimpíada mais recente. Buscamos - nesta nova tabela - retratar o grau de premiação dos habitantes dos 200 e tantos países que participaram da Rio-2016. Assim como a renda per capita serve para indicar o grau de participação das pessoas no bolo de riquezas de um país, a nova  tabela teria a função de mostrar o quanto cada habitante estaria mais longe ou mais perto das medalhas conquistadas. Para poder fazer as contas, transformamos medalha em pontos. Aplicamos a elas o mesmo critério de pontuação usado na Fórmula 1: 1.º lugar (ouro), 50 pontos; 2.º (prata), 36 pontos; e 3.º (bronze), 30  pontos. Então, somamos os pontos de cada país e os dividimos por sua população, para obter os pontos per capita ou o índice que retrataria quais nacionalidades foram - proporcionalmente - as mais medalhadas. Aí, grandes surpresas: a pequena ilha caribenha de Granada - com somente uma medalha de prata e 103.930 habitantes - saltou da humilde 69.ª posição na tabela oficial para o 1.º lugar, topo da nova tabela. Na contramão, os Estados Unidos - 121 medalhas, 46 ouros, 37 pratas e 38 bronzes; com a megapopulação de 308,7 milhões - despencaram do brilhante 1.º lugar da tabela oficial para a 41.ª   posição na tabela que inventamos. O Brasil também foi rebaixado, sendo o que mais perdeu posições: 54 (do 13.º para o 67.º lugar). A nova tabela não cabe neste espaço. Quem quiser conhecê-la, escreva para luiz.salgado@hotmail.com, que passarei a tabela.

Luiz Salgado Ribeiro luiz.salgado@hotmail.com

São Paulo

 

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