Fórum dos Leitores

Colaboração dos leitores

O Estado de S.Paulo

08 Setembro 2016 | 03h00

SOB NOVA DIREÇÃO

A paz esteja conosco

A atuação do presidente Michel Temer está apenas começando. A herança de 12 milhões de desempregados, economia em pandarecos e corrupção em crescimento exponencial, deixada pela ex-presidente Dilma Rousseff, não é fácil de reverter. É necessário um mínimo de tempo para que o atual presidente consiga estancar a sangria e repor o Brasil nos trilhos. Esses revoltosos que não se conformam com o impeachment estão impacientes e não compreendem que Temer tem como único objetivo consertar a economia e tentar criar empregos até a próxima eleição. O presidente é um grande negociante, constitucionalista e experiente político, com todos os atributos necessários para aprovar seus projetos no Congresso Nacional. Vamos esperar um pouco e aproveitar as benesses da esperança para que a paz esteja conosco e o povo se acalme, porque essas manifestações violentas, com depredações, não alcançam nenhum resultado positivo para o País.

MÁRIO NEGRÃO BORGONOVI

marionegrao.borgonovi@gmail.com

Rio de Janeiro

Masoquismo

Será que essas pessoas que estão participando do “fora Temer” querem a volta da Dilma ao poder? Com exceção de alguns deputados e senadores do PT presentes a esses atos, os quais perderam privilégios e outras regalias, não dá para imaginar que esse povo queira ter de volta aquela que literalmente faliu o País, deixou 12 milhões de brasileiros desempregados (muitos deles presentes nas passeatas), trouxe de volta a inflação de dois dígitos e compactuou com a corrupção do seu partido. Ou são masoquistas conscientes ou estão sendo inconscientemente conduzidos, como inocentes úteis, pelos fanáticos do PT, cuja obsessão cega e violenta parece coisa do Estado Islâmico.

ARI GIORGI

arigiorgi@hotmail.com

São Paulo

Nazi-fascismo

A ascensão do nazismo começou de forma semelhante ao que o totalitário e antidemocrático partido de Lula está a fazer no País: a instauração da baderna, a mentira repetida mil vezes, a criação de milícias preparadas para agredir a população pacífica, que acaba assistindo a tudo acuada, e por aí vai. Cabe às forças da ordem restaurar a paz.

JOSÉ SEVERIANO MOREL FILHO

zzmorel@icloud.com

Santos

Ataque terrorista

Vizinha de Michel Temer, em São Paulo, teve o automóvel destruído por um coquetel molotov lançado de um carro misterioso com placas frias, segundo se noticiou. Quer dizer, partido perde boquinha de 13 anos e militantes – praticamente terroristas – partem para crimes graves, impondo até mesmo risco à vida alheia? Isso tem de ser punido! Vivemos num Estado Democrático de Direito! E com leis!

SÉRGIO ECKERMANN PASSOS

sepassos@yahoo.com.br

Porto Feliz

Serviço completo

Ótimo saber que o Ministério Público monitorou a polícia durante os protestos do feriado. Deveria também passar a monitorar os terroristas que depredam bens públicos e privados durante eventos desse tipo. Não façam serviço pela metade.

LAÉRCIO ZANNINI

spettro@uol.com.br

Garça

Direito de chiar

Esses protestos são organizados unicamente pelo pessoal da CUT, do MST e do MTST e contam apenas com pouco mais de cem pessoas com transporte gratuito e com distribuição dos sanduíches de mortadela. Espernear é um direito democrático.

JOSÉ CARLOS DE CASTRO RIOS

jc.rios@globo.com

São Paulo

Sindicatos do desemprego

Os sindicalistas gritam contra o projeto de terceirização e a reforma trabalhista, dizendo “proteger os trabalhadores”. Ora, o que assistimos nos últimos anos foi a uma forte atividade de sindicalistas (muitos eternizados na direção de sindicatos) defendendo (com recurso dos trabalhadores – em bandeiras, bonés, lanches, condução, etc.) um governo que destruiu 12 milhões de empregos. E empoleirados em fundos de pensão de empresas públicas – dando bilhões de prejuízo aos trabalhadores dessas empresas –, conforme demonstrado em reportagem do Estadão.

MARIA A. CRUZ

mm.cruz23@gmail.com

Vinhedo

Reforma ideal

Imposto sindical opcional.

SERGIO S. DE OLIVEIRA

ssoliveiramsm@gmail.com

Monte Santo de Minas (MG)

Ralos do dinheiro público

Antes de mexer na aposentadoria de quem realmente trabalha, Temer deveria ter a coragem de mandar levantar quantos milhões dos nossos suados impostos são canalizados para os milhares de malandros e desocupados dos sindicatos, ONGs, movimentos “sociais” e fundos partidários. Não adianta aumentar a captação sem acabar primeiro com os vazamentos.

JOÃO CARLOS A. MELO

jca.melo@yahoo.com.br

São Paulo

Greve no setor público

Ao excelente editorial Hora de exercer a autoridade (6/9, A3), que conclama o presidente, agora livre dos inconvenientes da interinidade, a exercer a sua autoridade contra os interesses e conveniências eleitorais de muitos que o cercam, eu o conclamaria também a exercer a sua autoridade contra os interesses corporativistas dos funcionários públicos que vivem chantageando o governo com greves absurdas em detrimento da população, que no fim é que sofre. O sr. presidente deve enviar ao Congresso, em regime de urgência, a lei que regulamenta a greve do setor público, que o lulopetismo engavetou por mais de 13 anos. Só assim não será chantageado pelos sindicalistas a serviço do lulopetismo, interessados agora no “quanto pior, melhor”.

JOSÉ GILBERTO SILVESTRINI

jgsilvestrini@gmail.com

Pirassununga

Avisem aos chineses

Baseados nas críticas de alguns brasileiros a Temer pela compra na China de um par de sapatos e um brinquedo, é bom avisar aos chineses que vierem ao Brasil que não comprem nada fabricado aqui. Eles devem rezar pela mesma cartilha, até por questão de educação, e não cometer essa heresia. Em tempo: dona Dilma deveria ter sido alertada a não sair às compras em suas inúmeras viagens a Nova York e Roma. Sim, senhores, ela comprou produtos fabricados naqueles países! Que coisa horrível...

M. CRISTINA ROCHA AZEVEDO

crisrochazevedo@hotmail.com

Florianópolis

Cartas selecionadas para o Fórum dos Leitores do portal estadao.com.br

 

ELEIÇÃO EM SÃO PAULO

 

Não fosse a imprensa, os eleitores não saberiam um décimo do que se passa na política brasileira, por isso tanto ódio aos meios de comunicação que cumprem o seu dever de informar. Cabe aos eleitores a tarefa de acompanhar o trabalho dos parlamentares que só se lembram dos eleitores nas eleições. No caso de São Paulo, Fernando Haddad (PT), outro “poste” de Lula, não realizou metade das metas apresentadas em 2013. Os 49,59% alcançados não representam investimentos, e sim compromissos administrativos que em nada melhoram a vida do cidadão. Os secretários do prefeito saíram a campo para defendê-lo, é claro, alegando falta de ajuda da União. As 243 creches prometidas tornaram-se inviáveis sem ajuda da União, dizem eles, mas durante a campanha não havia entraves, tudo seria possível. E os milhões arrecadados do IPTU e das multas? Se querem um diagnóstico do governo municipal de São Paulo, peçam aos cidadãos que vivem nesta cidade. Sem saúde, sem segurança, com pessoas vivendo nas ruas, sujeira por todos os lados, pichações, entulhos e transito caótico. Eleitor, preste atenção ao que prometem os candidatos. Já passou da hora de punir os maus gestores. Sua arma é seu voto e, quando mal usado, traz sérias consequências para todos.

 

Izabel Avallone izabelavallone@gmail.com

São Paulo

 

*

PROMESSAS

 

Promessas são só promessas! Eleitores, as promessas de campanha não se cumprem nem se cobram. Essa é a “ética” da política. É preciso verificar bem o passado do candidato e não se iludir com as promessas durante a campanha.

 

Arcângelo S. Filho arcangelosforcin1@gmail.com

São Paulo

 

*

EM CAMPANHA

 

Quanta criatividade destes candidatos à Prefeitura: como sempre, toda a falsidade beijando, apertando mãos, dando abraços no povão, enfim, aqueles afagos totalmente falsos de sempre.  

 

Laert Pinto Barbosa laert_barbosa@globo.com

São Paulo

 

*

DIFÍCIL DE ESCOLHER

 

Quer coisa mais chata, mentirosa e intolerável do que propaganda política gratuita na TV? É gente prometendo coisas que jamais irá cumprir, mentindo descaradamente. Pobre do povo paulista, que terá de escolher, entre esses imbecis, um vereador e um prefeito.

 

Agostinho Locci legustan@gmail.com

São Paulo

 

*

PROPAGANDA ENGANOSA

 

Na propaganda política partidária, o candidato à reeleição Fernando Haddad, do PT, descreve louros de sua administração. No fim de semana, resolvi sair pela cidade e conferir como anda nossa querida São Paulo. Nas primeiras visões, fiquei com o coração constrito. Milhares de pessoas vivendo nas ruas, principalmente na Radial Leste, com quilômetros de barracas onde famílias inteiras vivem de maneira insalubre e degradante. A única coisa que me vem à cabeça é que o socialismo/comunismo que acompanha a ideologia do prefeito e do PT, antes de incluir a sociedade, precisa exclui-las totalmente. Essa a realidade nua e crua, não os louros e as maravilhas das propagandas políticas.

 

Beatriz Campos beatriz.campos@uol.com.br

São Paulo

 

*

O PALANQUE DE FERNANDO HADDAD

 

Parece que no seu palanque não estarão Dilma Rousseff, Lula, Rui Falcão, etc., apenas figurinhas folclóricas como Eduardo Suplicy e outros imbecis petistas que florearam a política brasileira. Lembremos que na sua eleição até Paulo Maluf apareceu “assessorando” Lula. Pode?

 

Ariovaldo Batista arioba06@hotmail.com

São Bernardo do Campo

 

*

SUMIÇO

 

Nas eleições anteriores, “o mais honesto” estava com todos os candidatos, inclusive com os “postes”. Este ano, porém, não apareceu em nenhuma propaganda, como também desapareceram o número 13 e o nome do partido. Por que será?

 

Moises Goldstein mgoldstein@bol.com.br

São Paulo

 

*

SERVIR À POPULAÇÃO

 

O Brasil livre da corrupção, creio ser este o caminho ideal para o progresso do País, para que exemplos de moralidade pública sejam mostrados para a população, em todas as esferas de governo. Para que, consequentemente, tenhamos ordem pública, é necessário ter ordem política. Muito mais que rezar a cartilha constitucional, nossos representantes eleitos deveriam jurar respeito ao povo e servi-lo, enquanto estiverem no poder.

 

Célio Borba borba.celio@bol.com.br

Curitiba

 

*

ANO DE ELEIÇÃO

 

Não basta pagar impostos, é preciso saber para onde esse dinheiro é destinado. A corrupção é prática antiga, que toma novas formas, mas tem os mesmos falsos princípios. Políticos que em quatro anos constroem mansões com piscinas e carros estacionados para cada filho são candidatos a não serem votados novamente, pois é provável que sejam corruptos. Não se deixe enganar, eleitor. Se você ainda não parou para pensar, pense bem. Você é livre. Não aceite opinião de oportunistas. É o destino da Nação nas nossas mãos. Vamos festejar a democracia e a cidadania.

 

Paulo R. Girão Lessa paulinhogirao@gmail.com

Fortaleza

 

*

PERGUNTAS AOS CANDIDATOS

 

Amigo leitor, novamente começam as disputas aos cargos de prefeito e vereadores. Quem está no poder quer continuar, e muitos outros querem entrar. Caro candidato, ou candidata, responda você com sinceridade às seguintes perguntas: 1) Se você ganhar um grande prêmio na loteria, continuaria ainda nas disputas? 2) Se após ter sido eleito, ou eleita, continuaria a exercer o cargo, caso fosse ganhador do grande prêmio? 3) Se, de repente, mudassem os salários dos vereadores, passando a receber salário mínimo, continuaria até o fim do mandato ou abandonaria seus eleitores? 4) Por que você aceitou convite ou procurou se candidatar? Quem sabe o interesse dos candidatos seja mesmo o bem da cidade e dos munícipes? É oque o povo realmente espera e precisa.

 

Valdir Agnese valdir.agnese@yahoo.com.br

Santa Bárbara d’Oeste

 

*

POR UMA POLÍTICA REPRESENTATIVA

 

Cumprimento pelo artigo “Fim”, de Denis Lerrer Rosenfield (5/9, A2). Realista e justo. A aprovação da cláusula de barreira para os partidos políticos, a aprovação do fim das coligações partidárias nas eleições legislativas e, principalmente, a aprovação do voto distrital para as eleições legislativas são os remédios indispensáveis para afastar a política brasileira do racionalismo ideológico e do presidencialismo de coalizão, para termos, então, uma política representativa em função do bem comum.

 

Renato Rua de Almeida renatorua@uol.com.br

São Paulo

 

*

DIVISÃO INJUSTA

 

A fórmula da divisão dos horários na mídia para candidatos a cargos eletivos é de uma injustiça descomunal. Como alguém pode mostrar novos caminhos se mal tem tempo para expor suas ideias?  Corremos sempre o risco de termos os mesmos candidatos, sem que os novos tenham alguma chance. É o mesmo que exigir experiência de alguém que busca seu primeiro emprego. Acho que todos deveriam ter o mesmo tempo e espaço para que o público possa avaliar os candidatos, sejam eles majoritários ou proporcionais. Da maneira como está, não teremos chance de uma renovação política.

 

Elias Skaf eskaf@hotmail.com

São Paulo

 

*

FALSA DEMOCRACIA

 

Não existe democracia no Brasil, o povo não manda em nada. Nas eleições, os candidatos são escolhidos previamente pelos partidos políticos sem qualquer participação popular. Os eleitos pelos partidos vão, então, disputar uma eleição de mentirinha, quando o povo irá finalmente poder escolher entre aqueles que já foram previamente escolhidos pelos partidos. Esse sistema pseudodemocrático é responsável pela perpetuação de todas as nulidades que temos hoje na política. Pessoas honestas, de boa-fé, trabalhadores competentes, não têm vez nesse jogo de cartas marcadas em que quem ganha são sempre os partidos políticos. Para transformar o Brasil numa democracia de verdade seria preciso criar mecanismos para acomodar candidaturas independentes, quebrando as pernas dos partidos e dos execráveis políticos profissionais, aqueles que nunca souberam fazer outra coisa na vida além de política, que teriam de concorrer com os homens e mulheres independentes que resolvessem se candidatar. O Fundo Partidário seria usado para financiar a candidatura de todos os candidatos independentes.

 

Mário Barilá Filho mariobarilafilho@me.com

São Paulo

 

*

A OUSADIA DA SUPREMA CORTE

 

Quem pensou que, naquela quarta-feira 31 de agosto, viu tudo o que um Supremo Tribunal Federal (STF) aparelhado pode fazer enganou-se! No dia seguinte, ousaram ainda mais. O ministro Marco Aurélio Mello rasgou a lei ao liberar a movimentação de bens da empreiteira Odebrecht indisponibilizados pelo Tribunal de Contas da União (TCU). O ministro diz que não reconhece “a órgão administrativo, como é o TCU, poder dessa natureza”. Ocorre que o parágrafo segundo do artigo 44 da lei que rege as atribuições do TCU diz: “Art. 44. No início ou no curso de qualquer apuração, o Tribunal, de ofício ou a requerimento do Ministério Público, determinará, cautelarmente, o afastamento temporário do responsável, se existirem indícios suficientes de que, prosseguindo no exercício de suas funções, possa retardar ou dificultar a realização de auditoria ou inspeção, causar novos danos ao Erário ou inviabilizar o seu ressarcimento. (…) § 2° Nas mesmas circunstâncias do caput deste artigo e do parágrafo anterior, poderá o Tribunal, sem prejuízo das medidas previstas nos arts. 60 e 61 desta Lei, decretar, por prazo não superior a um ano, a indisponibilidade de bens do responsável, tantos quantos considerados bastantes para garantir o ressarcimento dos danos em apuração”. É a segunda vez, em uma semana, que dois ministros do STF não conseguem ler o que vai escrito claramente na lei. Em outras ocasiões, seus colegas mostraram a mesma dificuldade com a compreensão de textos, como no caso de Luis Roberto Barroso, ao “interpretar” o rito do impeachment, omitindo o trecho final do inciso III do artigo 188 do Regimento Interno da Câmara dos Deputados. Ou Dias Toffoli, que libertou Paulo Bernardo por um “constrangimento ilegal”, que só ele e o réu viram. Os ministros do STF atual são típicos representantes de um Judiciário de República bananeira. Apesar de suas enormes – e ridículas – empáfia e pose, não são e jamais serão mais do que isso. Vaidosos, imaginam-se sábios do Direito Constitucional, quando nem sequer conseguem compreender um texto simples. Tudo indica que os ministros do STF ou são analfabetos funcionais ou padecem de DDC, Doença Degenerativa de Caráter, em fase avançada.

 

Maria C. Rocha Azevedo crisrochazevedo@hotmail.com

Florianópolis

 

*

PODERES CORROMPIDOS

 

Enquanto o Poder Judiciário, com o STF ensebado, não age, os criminosos livremente se juntam nos gabinetes para conspirar contra a Operação Lava Jato e possíveis punições. Pior, com o presidente do STF participando dos conluios. Lamento, mas não tem salvação, o sistema está completamente viciado com a podridão, não vamos conseguir tirar o governo dos criminosos que tomaram o Estado de assalto e o mantêm voltado para o crime. Os Três Poderes corrompidos.

 

Nelson Pereira Bizerra nepebizerra@hotmail.com

São Paulo

 

*

SALVAÇÃO

 

Muitos políticos estão tentando fazer da Lava Jato uma simples Lava 14-Bis.

 

Luíz Frid luiz.frid@globomail.com

São Paulo

 

*

‘ME ENGANA QUE EU GOSTO’

 

Trecho do editorial publicado pelo “Estadão” em sua edição de 1/9/2016, ao referir-se ao delito jurídico-constitucional executado pelo Senado federal após a cassação de Dilma Rousseff e arquitetado, com escusos propósitos, por felpudas raposas, envolvidas em inúmeros processos na Justiça que há décadas circulam pelo Parlamento: “O fato é que aqueles que tramaram a cavilação estavam no seu dia de sorte. O ministro Lewandowski, não conhecendo o artigo 52, aceitou o destaque que fatiou a votação. E assim, com a inocente anuência do presidente do Supremo Tribunal Federal, a Constituição foi reescrita no joelho”. Que me perdoem os nobres editorialistas, mas só me resta uma reação diante da hipótese de desconhecimento do artigo citado por parte do presidente da Suprema Corte. No popular: “Me engana que eu gosto”.

 

Paulo Roberto Gotaç pgotac@gmail.com

Rio de Janeiro

 

*

MUITA CALMA NESSA HORA

 

O erro cometido na condenação de Dilma deixando seus direitos políticos habilitados deve ser tratado com calma. Nessa hora é melhor aguardar a posse da ministra Cármen Lúcia na presidência do Supremo Tribunal Federal, pela sua posição de intolerância com corrupção e maracutaias.

 

Júlio Roberto Ayres Brisola jrobrisola@uol.com.br

São Paulo

 

*

O QUE ESTÃO ESPERANDO?

 

Eu me sinto traída, pois um primeiro resultado naquele dia 31 de agosto no Senado deu que Dilma Rousseff estaria inabilitada por oito anos. Mais tarde um pouco, a televisão anunciou-me que estaria habilitada. Por que mudaram? Quem mudou? Com que direito? Está escrito na Constituição! Os senhores senadores ousaram negligenciar a Constituição, e numa hora tão importante de nossa história? É uma vergonha! Espero firmemente que isso seja corrigido logo. Estão pensando o que de nós?

 

Maria H. Silva Dutra de Oliveira mhsdoliveira@yahoo.com.br

São Paulo

 

*

UMA NOVA CONSTITUIÇÃO

 

Na verdade eu vos digo: “Vamos convocar a proposição de uma nova Constituição federal, extremamente enxuta, já que a atual, imensa, não está servindo mais”.

 

Vanderlei Zanetti zanettiv@gmail.com

São Paulo

 

*

É O FORO, ESTUPIDO!

 

A tramoia da votação fatiada do impeachment de Dilma não tem como objetivo a possibilidade de engordar a renda mensal da ex-presidente com possíveis aulas em universidades federais (obviamente, nenhuma universidade particular de respeito contrataria alguém completamente desconexa e despreparada para dar aula). O que a canalha objetiva é abrigar a ex-presidente em alguma secretaria de governo para garantir-lhe foro privilegiado, na esperança de contínuas manobras para afastá-la de Curitiba e, com ela, os outros possíveis implicados nas tramas palacianas dos “petralhas”.

 

Oscar Thompson oscarthompson@hotmail.com

Santana de Parnaíba

 

*

NÃO TÃO TARDE

 

Em face do ingresso no Supremo Tribunal Federal de ação contra o julgamento que decretou seu impeachment – formalizado, de acordo com ministro do STF, “de forma bizarra” sob a gestão do presidente do tribunal parlamentar –, a senhora Dilma Vana Rousseff demonstra uma insistência que ultrapassa os ditames da lógica, da razão, do bom senso e da ética. É emblemático que, naquele histórico julgamento, a senhora Janaína Paschoal tenha chorado pelos netos da senhora Rousseff e que, em qualquer circunstância ou ocasião, a senhora Rousseff jamais tenha chorado pelos familiares de Mario Kozel Filho, Noel de Oliveira Ramos e Estanislau Ignácio Correia – para citar apenas três dentre os brasileiros que foram covardemente assassinados pelos grupos terroristas a que ela pertenceu na juventude, quando sob o argumento de que lutava contra o regime vigente no Brasil, em realidade, objetivava implantar em nosso país uma ditadura abominada e hedionda. Conquanto seja “a democracia o pior de todos os regimes, exceto todos os demais”, a senhora Rousseff não consegue conviver com as virtudes democráticas; ela só consegue agir em consonância com suas mazelas. Para ela a liberdade é a faculdade de espalhar tudo que seu corpo e mente, bem ou mal formados (esse juízo dependo do caráter e dos valores de quem avalia), produzem independentemente dos meios, da retidão, da conveniência, do local e do tempo disponíveis. De forma similar, para ela, a verdade é a faculdade de usufruir dessa liberdade maculada, da forma como justificam os seus fins. Por teimoso e incorrigível otimismo, entendo que o País dos netos da senhora Rousseff – e de todos os demais – será melhor exatamente porque a claudicante democracia que ela tanto conspurca permitiu que ela fosse expurgada, não tão tarde quanto irremediável.

 

Aléssio Ribeiro Souto souto49@yahoo.com

Brasília

 

*

DILMA, OSTRACISMO E GUERRA CIVIL

 

Nem se fale da malandragem ocorrida na sessão do impeachment que manteve os direitos políticos da Dilma Rousseff. Falemos do mérito em si. Custa acreditar que, justo no caso do afastamento de um presidente da República, ocorrência das mais extremas na vida de um país, se tenha ignorado a clara regra constitucional que impõe a perda dos direitos políticos por oito anos. É medida salutar para pacificar o País e para preservar o próprio afastado dos embates políticos, inspirada no ostracismo da Grécia Antiga. Fernando Collor sofreu essa sanção e nunca saberemos o quanto isso foi bom para o próprio Collor. É triste ainda ver que Dilma se recusa, mesmo encerrado seu inglório mandato, a ter uma postura de estadista. Vejamos o que ela disse numa rede social, ao comentar a situação de uma jovem que foi ferida num protesto violento em São Paulo: “Vítima da violência policial que tenta reprimir manifestações democráticas, Deborah perdeu a visão ao ser atingida por estilhaços de uma bomba. A resistência e a pecha de golpista incomodam os algozes da democracia. O direito constitucional à livre manifestação precisa ser respeitado”. É preciso que Dilma apazigue os ânimos e não insufle mais esta postura de conflito. Não precisamos de mártires, eis que os irresponsáveis que estão incitando as massas não serão os mortos e feridos nas ruas. Há vários dias esbirros autoritários dos derrotados na votação do impeachment estão a afrontar a democracia agredindo policiais e destruindo propriedade pública e privada aqui, em São Paulo. Dilma e Lula, tenham a estatura que vocês não tiveram durante os seus mandatos e mandem suas tropas para casa! Ajudem a pacificar o País que vocês governaram. Não vamos tolerar uma guerra civil pelo mandato de Dilma, não vamos derrubar sangue de brasileiros em prol da pior presidente da História. Basta!

 

Luiz A. Módolo de Paula luaump@yahoo.com.br

São Paulo

 

*

O POVO QUE SE ARREBENTE

 

Discurso lúgubre e ameaçador de despedida da presidente Dilma: “Não gostaria de estar no lugar dos que se julgam vencedores. A história será implacável com eles”. Dilma tem razão, realmente, o suposto vencedor, o que ganhou? Um país derrotado pela corrupção, com a economia naufragada, uma desorganização sem precedentes e um exército imenso de desempregados. Estes são os louros da vitória que nós (povo) herdamos da sua desastrosa passagem pelo governo. Para completar: “Prometo a Temer uma oposição firme incansável e enérgica”. Em outras palavras, o povo que se arrebente.    

 

Ivan Bertazzo bertazzo@nusa.com.br

São Paulo

 

*

TRAJETÓRIA

 

A terrorista Dilma virou ministra, foi presidente do Conselho da Petrobrás, onde, sob sua tutela, a compra da Refinaria de Pasadena causou prejuízo de US$ 1 bilhão, mas ela não foi sequer advertida. Virou “poste” e assumiu o mais alto cargo na hierarquia brasileira. Com suas trapaças fiscais, iludiu 54 milhões de eleitores para se reeleger. Foi desmascarada pelo TCU por causa de suas pedaladas transgredindo a Lei de Responsabilidade Fiscal e a Constituição. Diz ser inocente e que jamais transgrediu as leis, que o impeachment a que foi submetida é golpe. Em sua conta, ignora 12 milhões de desempregados, quase quebra a petrolífera, deixa o governo com inflação e gastos em alta, sem credibilidade e a economia brasileira totalmente desestruturada.

 

Humberto Schuwartz Soares

Vila Velha (ES)

 

*

A LEGALIZAÇÃO DA ‘PEDALADA’

 

Pedalada fiscal deixou de ser crime após a Lei 13.332/16, de 2/9/2016, sancionada pelo presidente interino da Câmara dos Deputados Rodrigo Maia um dia após o impeachment por suposto crime que motivou a saída de Dilma Rousseff. Ou seja, após condenar Dilma, eles mudam a lei para que Temer e os governadores não sejam incomodados ao fazerem o que todos sempre fizeram na gestão pública. Se isso não for golpe, sinceramente não sei como denominá-lo. Enquanto isso, Renan Calheiros, Romero Jucá, Eduardo Cunha e os demais envolvidos em processos de corrupção estão livres rindo à toa da sociedade brasileira, que a rigor é contra apenas um tipo de corrupção. Inocentes os que pensaram que eliminar a corrupção fosse somente tirar o PT do poder, quando permitiram e deram aval a um governo ultrassuspeito das mesmas práticas que condenaram em passeatas inócuas. Detalhe: não sou petista nem filiado a nenhum partido político.

 

Rafael Moia Filho rmoiaf@uol.com.br

Bauru

 

*

‘DESMONTAR DE NOVO’

 

O artigo escrito pelo sociólogo José de Souza Martins, professor emérito da USP, publicado no caderno “Aliás” da edição de domingo (4/9), merece leitura em horário nobre em todos os veículos de comunicação do País. Em meio a tanta mediocridade, o professor mais uma vez surge como uma verdadeira luz a clarear o caminho que inexoravelmente haveremos de trilhar. Que os mandatários aprendam a beber, um pouco que seja, mais que de sua cultura, de sua inegável sabedoria.

 

Eduardo Augusto D. Filho e.delgadofilho@gmail.com

Campinas

 

*

DESAFIO

 

Dilma Rousseff deixa para Temer um Brasil com uma dívida em relação ao PIB de 69% (dado de junho), sendo que, quando assumiu, em 2011, esta relação era de 52%. Cofres absolutamente vazios e esqueletos por toda parte. Três anos sem crescimento, dois deles com recessão. Economia patinando. Crescimento pujante, só em três coisas: uma, no déficit fiscal, que está acima de 10% do PIB; duas, no índice de desemprego, 11,5 milhões de pessoas, crescendo a 18,6% no trimestre e com tendência de alta; e três, nas falências, que estão 88% maiores e com forte viés de alta. Corrupção e fisiologismo num grau nunca dantes experimentado. E, sobre o apetite dos políticos que garantem a governabilidade, nem é bom falar. Quanto tempo levará para o novo presidente reverter cada uma dessas coisas? Conseguirá fazê-lo no decorrer de seu mandato? Haja desafio!

 

Jorge A. Nurkin jorge.nurkin@gmail.com

São Paulo

 

*

INTERESSES

 

Na votação do impeachment da ex-presidente Dilma Rousseff, ao fatiar a votação, não estaria embutido um ajuste entre os presidentes do Senado, Renan Calheiros, e do STF, Ricardo Lewandowski, para reajustar os salários dos ministros do Supremo?

 

Reinaldo Cammarosano tatocammarosano@hotmail.com

Santos

 

*

BEM FEITO

 

Noticiou o “Estadão” de 4/9 que houve uma “troca de favores” entre Renan Calheiros e o ministro Lewandowski: Renan queria o fatiamento das penas previstas no artigo 52, parágrafo único, da Constituição federal, e Lewandowski queria que Renan adiantasse, em regime de urgência, o aumento dos vencimentos do Judiciário. Lewandowski fez sua parte. E Renan? Foi para a China. Bem feito, ministro! Sem querer, um personagem que não tem propriamente a imagem de um líder probo aplicou o princípio da moralidade, e não permutou o aumento no momento em que sua Excelência, o presidente do STF, gostaria. Mas não se entusiasmem, pois, como sabe a fonte pagadora (povo), o aumento será concedido nos próximos dias, depois da volta de Temer e de seus sequazes.

 

Andrea Metne Arnaut  andreaarnaut@uol.com.br

São Paulo

 

*

ESTADO ANÁRQUICO

 

O STF declarou ilegal o reajuste de 24% dado aos servidores da Justiça do Rio em 2011. Reajuste tem de ser através de lei, o que não foi o caso. Mas ninguém vai fazer nada. O Estado, que poderia fazer, disse que nada fará. Pelo visto, deve estar nadando em dinheiro. Ótimo. Não vai mais atrasar salários, vai pagar todas as empresas terceirizadas, vai transferir recursos para as secretarias executarem seus orçamentos. Maravilha! País surreal o Brasil! A Corte Suprema declara um reajuste ilegal, mas ninguém respeita a decisão. Estamos no limiar do Estado Anárquico ou já estamos nele?

 

Panayotis Poulis ppoulis46@gmail.com

Rio de Janeiro

 

*

ESTRANHO

 

A tradicional morosidade da Justiça coloca em sobressalto servidores da Justiça do Estado do Rio num total de 24 mil. No entendimento do STF, o Estado pode permitir corte de 24% de reajuste por servidores da Justiça em 2011. Até agora 7 dos 11 ministros do STF já se manifestaram contra o reajuste, o que causará corte nos salários de 24%, sem a obrigação de devolver quantias já recebidas. Na atual conjuntura, perder 24% do salário é qualquer coisa inimaginável. Para o deputado Luiz Paulo Corrêa da Rocha, a solução do problema seria a aprovação de uma lei concedendo novo aumento à categoria. Estranho é uma lei cinco anos atrás só agora estar sendo apreciada pelo Supremo Tribunal Federal.

 

Jair Gomes Coelho jairgcoelho@gmail.com

Vassouras (RJ)

 

*

CANTO DE SEREIA

 

Ao livrar-se da venezualização-bolivarianista terceiromundana, para não ruir o que sobrou, o Brasil, agora, precisa livrar-se do nefasto exemplo grego, cujo descaminho trilhado lá exigiu de todos, sem nada haver contribuído.

 

Bento M. M. Navarro Filho bentobrasileiro@yahoo.com.br

Campinas

 

*

TRISTEZA

 

Vejam a situação em que o petelulismo corrupto e sujo deixou o Brasil nos 13 últimos anos no “pudê”. Simplesmente lamentável, melancólico, porém real: a Dedini, maior empresa de base do País, para produção de equipamentos para usinas de açúcar e etanol, demite os últimos 100 funcionários que ainda mantinha, de 3 mil que chegou a ter na sua unidade de Sertãozinho (SP), e fecha de vez suas portas. Pena!

 

Angelo Tonelli angelotonelli@yahoo.com.br

São Paulo

 

*

UM BASTA NA CRISE

 

Está mais do que na hora de nossas verdadeiras lideranças não contaminadas com a mancha antiética de corrupção tomarem as rédeas das altas decisões da gestão pública entre nós. A Nação e sua economia não podem mais ficar paralisadas em face da atual crise, impondo que tais personalidades comandem as urgentes e necessárias reformas estruturantes, que façam o País voltar a caminhar rumo ao seu futuro grandioso com que tanto sonhamos e temos condições de viver. 

 

José de A. Nobre de Almeida josedalmeida@globo.com

Rio de Janeiro

 

*

A VEZ DE EDUARDO CUNHA

 

Estou quase pedindo desculpas por não ser advogado. Mas acho que sei ler. Para mim, Dilma Rousseff foi destituída por “crime” de responsabilidade também cometido por ex-presidentes, atuais governadores e muitos prefeitos. Só ela foi julgada porque Eduardo Cunha aceitou a denúncia como entrevero pessoal. Para os demais chefes de Executivos, jamais uma acusação desse teor teria seguimento. Na verdade, a palavra crime é inadequada neste caso. Talvez desobediência seria o termo mais adequado. Desobedeceu a procedimentos financeiro-contábeis e incorreu em penalidade severa de perda de mandato. Claro que o que provocou sua condenação não foi só isso, mas, como o julgamento foi necessariamente político, outras razões até mais relevantes, como a desorganização brutal do Estado, a falta de competência econômica e a sobra de arrogância – em meio a muita corrupção percebida ou não – levaram ao desfecho conhecido. Agora, mesmo um não advogado pode ler a Constituição e lá está escrito que a punição para quem perde o mandato eleitoral também abrange a perda dos direitos políticos durante os oito anos seguintes. Interpretação divergente de dispositivo literal é complicado. Mas a pergunta que fica é se num julgamento eminentemente político os outros fatores que foram considerados também não podem ser utilizados para alterar parte da condenação, que foi o que ocorreu. Lewandowski, Renan e até Michel Temer estão admitindo isso. Já o julgamento de Eduardo Cunha, se houver, não poderá ser político e, portanto, sua condenação, se ocorrer, deverá abranger a perda de seus direitos políticos.

 

Ademir Valezi valezi@uol.com.br

São Paulo

 

*

SÓ FALTOU EXALTAR O DEPUTADO

 

No primeiro discurso como presidente efetivo, para coroar a alegria da vitória e ser completamente justo em suas colocações, Michel Temer faltou declarar, alto e em bom som: “Brasileiros, agradeço a todos as manifestações de carinho e esperanças depositados no novo governo. Gostaria de agradecer, tomado pelo sentimento da gratidão, especialmente ao deputado e ex-presidente da Câmara Eduardo Cunha. Graças a ele tornei-me de fato chefe da Nação. Foi pela iniciativa, firmeza e sensibilidade de Cunha, colocando em votação o processo de impeachment, aprovado por esmagadora maioria dos deputados, que hoje posso afirmar, com satisfação, que serei o presidente de todos os brasileiros por 2 anos e 5 meses. Graças à coragem e ao patriotismo de Eduardo Cunha, fraternal companheiro do PMDB, a farsa petista que arruinava o País foi finalmente enterrada e não deixará saudades. O Brasil jamais se esquecerá da oportuna e necessária  atitude de Eduardo Cunha”. 

 

Vicente Limongi Netto limonginetto@hotmail.com

Brasília

 

*

ABANDONANDO O BARCO

 

Evidente que o petismo dispõe de pessoas inteligentes, mas, certamente, existem outras mais ladinas e diligentes que não deixaram ser alcançadas pela investigação criminal. Penso que são aqueles que, após usufruírem das benesses, favores e vantagens de uma sequência de governos corruptos – em que o compadrio, o aparelhamento e identidades de propósitos vinham acompanhados de benefícios, muitas vezes ilícitos – abandonaram o barco antes do desbaratamento da organização criminosa, das prisões, dos processos criminais e da vertiginosa queda do petismo como força política que tendia ao monopolismo e ao poder hegemônico. Alguns se afastaram dos cargos políticos e se mantiveram também distantes das lides partidárias, tendo como exemplo desse comportamento o ex-ministro Luiz Gushiken, um dos grandes próceres petista, oriundo do sindicalismo bancário, que participou ativamente dos primeiros governos petista. É reverenciado e lembrado como expressivo quadro do partido – sua movimentação junto aos fundos de pensão merece ser recuperada em algum momento. Num momento de júbilo de sua corrente político-ideológica com o sucesso dos primeiros governos petistas, repentinamente, Luiz Gushiken, por motivos não explicados convenientemente – apesar da moléstia que o acometera, outros a contraíram e mesmo assim continuaram na “luta pela peculiar democracia” – afastou-se da ribalta para se dedicar a suposta atividade privada em sua cidade de Indaiatuba (SP), mas, certamente, não perdeu seu contatos na área política governamental e paralelas para maximizar suas consultorias e assessorias empresariais. Outro que, por imposição das circunstâncias, viu-se alijado das atividades governamentais foi José Dirceu, apenas não se absteve de usar seus contatos e subserviência dos companheiros para auferir altos ganhos. Usou descaradamente da sua influência junto aos órgãos governamentais e paraestatais para vender suas consultorias. Oportuno lembrar que, por ocasião do escândalo do mensalão, ambos se viram envolvidos com as atividades ilícitas. Gushiken teve seu nome retirado da investigação, em decorrência de sua morte prematura, sendo extinta sua punibilidade. E José Dirceu acabou preso e condenado. Por persistir na prática criminosa, o ex-líder estudantil retornou à prisão por ocasião do petrolão – como reincidente, haverá de amargar um bom tempo de reclusão. Por certo, outros próceres petista também abandonaram o barco antes do seu afundamento – sobre quem sugiro que o jornalismo investigativo acompanhe os passos e destino sempre com objetivo de trazer mais luz a esse triste período da nossa histórica política. A narrativa haverá de ser ampla e, se possível, completa – com todos os seus personagens.

 

Noel Gonçalves Cerqueira noelcerqueira@gmail.com

Jacarezinho (PR)

 

*

OS FUNDOS DAS ESTATAIS

 

Os chamados fundos de pensão das estatais sempre foram centros para propiciar grandes mordomias aos empregados dessas empresas. As empresas, ao serem criadas, recebem enormes aportes do Tesouro Nacional, tanto para formação inicial das mesmas como para o fundo. Os empregados recebem inúmeras regalias, tudo quase totalmente pago pela estatal e oriundo dos cofres públicos. Seus estatutos até mencionam que certos déficits podem ser cobertos pela empresa, na realidade pelos cofres públicos. Para ter uma ideia das mordomias nas estatais, algumas chegam a cobrir 70% do valor de mensalidades escolares de filhos de empregados. Na hora em que o governo pensa em mexer no INSS, pelo qual a maioria recebe minguados benefícios, a situação nas estatais e seus fundos de pensão se torna uma afronta maior ainda à população.

 

Heitor Vianna P. Filho bob@intnet.com.br

Araruama (RJ)

 

*

OMISSÃO NA BR-367

 

Não é de hoje que a BR-367, no Vale do Jequitinhonha, Minas Gerais, sofre pelo descaso e pela inoperância do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit) no que diz respeito à conclusão de dois trechos de pouco mais de 100 km. Exatamente há 40 anos persiste essa omissão. Pois bem, no caso do trecho entre Almenara a Salto da Divisa, esse descaso chega a proporções degradantes e irresponsáveis. Saindo de Almenara para Salto da Divisa, o percurso é coisa para quem tem off-road, para os fora de estrada, começando pelo péssimo acesso a uma ponte de madeira, cerca de 05 km de Almenara. Mais à frente, em torno de 10 km, um longo acesso de estrada de chão em péssimas condições, passa-se, ao lado de uma ponte de madeira incendiada, por um desvio feito por um filho de Deus que teve piedade deste povo. Percorremos mais 20 km e chegamos à ponte metálica, mantida pelo Exército brasileiro há cerca de um ano, que substitui a ponte incendiada, pedaço que para transpor necessita de muita paciência, apesar dos esforços do Exército. Adiante, seguimos por um trecho pavimentado em péssimas condições, que, após tanto remendo, mais parece uma colcha de retalhos. Quando pensamos que vai melhorar, chegamos à maldita estrada de chão. Esse é o sofrimento maior, e não é o final. Após 12 km de sacolejos, pegamos uma estrada municipal de 2 km, atravessamos uma ponte de madeira e chegamos a Jacinto. Não dá para descrever a situação até chegar a Salto da Divisa e, depois os buracos de Salto da Divisa, a Itagimirim até a BR-101, no Estado da Bahia. É muito sofrimento. Pensem bem, turistas, no que vão enfrentar.

 

Rodrigo A. Campos rodrigoalmeidacampos@yahoo.com.br

Jacinto (MG)

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.