Fórum dos Leitores

PARALIMPÍADA

O Estado de S.Paulo

09 Setembro 2016 | 03h07

Abertura dos Jogos

O mundo agradece ao Brasil, representado por sua Cidade Maravilhosa, pelas horas de pura alegria. Parabéns!

OMAR EL SEOUD

elseoud.usp@gmail.com

São Paulo

Omissão olímpica

O Brasil é sede do maior evento de superação e inclusão social por meio do esporte e nenhuma TV aberta transmitiu a abertura. Não há nenhuma reportagem do antes e do depois dos atletas participantes dos Jogos. Os gastos foram além dos suportáveis pelo Brasil. Mas não há nenhuma reportagem quanto ao aproveitamento, público, dos espaços. A Procuradoria da República e a mídia estão preocupados em dar espaço ao governo corrupto deposto, aos bandidos e em punir os policiais. Que tal ajudarem a construir um novo País?

CARLOS JOSÉ MARCIÉRI

carlosjoseunb@gmail.com

Brasília

SOB NOVA DIREÇÃO

‘Bora, Temer’

Por que a mídia insiste tanto em dizer que Michel Temer foi vaiado na abertura da Paralimpíada e no desfile de 7 de Setembro e não mostra os aplausos que recebeu? Não foi a corporação da Polícia Federal a mais aplaudida no desfile? Isso quer dizer o quê? Que o povo aprova a Operação Lava Jato e, por conseguinte, apoia a prisão dos culpados por tanta corrupção nos governos do PT. Muitos dos que lá estiveram afirmam que o “fora Temer” acabou abafado pelo “fora PT”. Então, vamos lá, presidente Temer! Não ligue para as vaias encomendadas e faça o que tem de ser feito que a grande maioria dos brasileiros lhe dará o apoio necessário para pôr o Brasil de volta na rota do crescimento. O que o povo mais precisa neste momento é de um governante que tenha seriedade, competência e sabedoria para lidar com a impopularidade insuflada pelos oportunistas de plantão que querem apostar num clima de insegurança e animosidade. “Bora, Temer”, vamos à luta por um Brasil melhor! Faz 14 longos anos que o povo não sabe o que é uma boa e séria governança.

ELIANA FRANÇA LEME

efleme@gmail.com

São Paulo

Dane-se o País

Quando Lula era presidente e pipocavam protestos e críticas, o PT lançou o bordão “deixa o homem trabalhar”. Fora do poder, o bordão petista é “vamos tumultuar e o Brasil que se dane”.

LUIZ HENRIQUE PENCHIARI

lpenchiari@gmail.com

Vinhedo

Irrelevância

As manifestações pelo Brasil dos grupos petistas e seus paus-mandados (PCdoB, CUT, MST, MTST, UNE) continuam de forma pífia, irrelevante, restrita a eles mesmos e sem conseguir o seu maior objetivo de fazer a população se engajar nos protestos e acreditar nas ideias que o PT está querendo vender – “fora Temer” e “diretas já” –, totalmente inconstitucionais. Portanto, um evidente fracasso.

HENRIQUE SCHNAIDER

hschnaider4@gmail.com

São Paulo

MINISTÉRIO PÚBLICO

‘Os excessos do MPF’

O Ministério Público Federal (MPF), ao comunicar aos governos de São Paulo e do Rio de Janeiro que vai monitorar os possíveis excessos da Polícia Militar nas próximas manifestações contra o governo Temer, além de demonstrar total parcialidade, ignorando os atos de vandalismo praticados pelos baderneiros sob a orientação do PT, conseguiu manchar a reputação desse órgão, construída pelo excelente trabalho que vem realizando na Operação Lava Jato.

JOSÉ VARLESE FILHO

jvarlese@uol.com.br

Mairiporã

Em outubro de 2014 o Estadão publicou reportagem sobre um juiz que queria vetar o uso de balas de borracha em reintegração de posse de áreas invadidas pelos ditos movimentos sociais. Agora vem a Procuradoria Federal dos Direitos do Cidadão dando a entender que as ações das forças policiais serão objeto de acompanhamento visando a saber se a conduta dos agentes da lei se enquadra nos parâmetros nacionais e internacionais. Como cidadão, gostaria de saber quem vai acompanhar os indivíduos violentos que participam dessas manifestações. E, mais ainda, quem vai acompanhar os cidadãos de bem que tiverem seu patrimônio danificado ou destruído por esses vândalos.

ALOISIO PEDRO NOVELLI

celnovelli@terra.com.br

Marília

Vigiando a polícia

Deixem-me entender: os procuradores do sr. Janot vigiarão a polícia durante os protestos dos marginais do Boulos e outros líderes de bandidos? Então, será permitido aos vândalos petralhas e demais vermelhos depredar o patrimônio público e privado e os excessos serão dos policiais? Por favor, senhores, juízo se faz necessário, para o Brasil voltar aos trilhos, agora livre do PT. Deus seja louvado!

SERGIO CORTEZ

cortez@lavoremoveis.com

São Paulo

Solução salomônica

Como o Ministério Público Federal se manifestou de maneira unilateral sobre possíveis excessos na atuação da polícia contra os manifestantes, basta deixar rolar e descontar os prejuízos que os black blocs infiltrados causarem ao patrimônio público e privado das verbas do próprio MPF, de preferência das salariais.

MARIO GHELLERE FILHO

marinhoghellere@gmail.com

Mococa

CORRUPÇÃO

Prova ilícita?

O artigo Dez medidas salvadoras. Serão mesmo?, do emérito advogado criminal Antonio Cláudio Mariz de Oliveira (6/9, A2), é, como sempre, digno de ser lido e guardado. Assim, é preciso se munir de coragem para contraditá-lo. Faço-o, porém, respeitosamente e num único foco: as provas “ilícitas” produzidas de boa-fé. É verdade, como diz o articulista, que sua obtenção mediante “invasão de casas (...), prisões ilegais, quebras de sigilo, busca e apreensão” (etc., etc.) poderá ser perpetrada. Já escrevi anteriormente que “é de se ver que quem tem medo dessa prova (ilícita, mas obtida de boa-fé) só pode ser aquele que cometeu o ilícito. A ninguém mais essa prova prejudica e sua eficácia beneficia a Justiça. O contrário, entendo, é casuísmo que prejudica a apuração e as consequências penais de ilicitude provada”. O ilustre advogado criminal afirma que os atos por ele listados “não passarão pelo crivo do Judiciário”. Entende-se, portanto, que, se passados por esse crivo (e isso é necessário) e reconhecidos como de boa-fé – o que anulará casos de arbítrio e de má-fé –, deverão ser considerados eficazes.

JOSÉ ETULEY BARBOSA GONÇALVES, advogado

etuley@uol.com.br

Ribeirão Preto

“Mesmo após os bilionários assaltos aos fundos de pensão dos trabalhadores, muitos deles ainda defendem os petralhas. Síndrome de Estocolmo?”

RICARDO C. T. MARTINS / SÃO PAULO

rctmartins@gmail.com

“E o assalto ao FGTS como fica?”

ARNALDO RAVACCI / SOROCABA

arnaldoravacci05@gmail.com

Cartas selecionadas para o Fórum dos Leitores do portal estadao.com.br

PARALIMPÍADA RIO-2016

A abertura oficial dos Jogos Paralímpicos aconteceu no dia da independência do Brasil. Mais de 4.350 atletas de 176 países vão participar dos jogos em 22 modalidades esportivas. As competições são para portadores de deficiência física e as regras são definidas de acordo com a dimensão da deficiência de cada atleta, assim a disputa se torna mais justa. Infelizmente, nenhuma TV aberta do País fez a transmissão ao vivo - a TV Brasil, que é pública, o fez, mas poucas residências captam o seu sinal. A falta de interesse das emissoras é pela baixa audiência, que não atrai os anunciantes? Ou seja, não há telespectadores assistindo. Será preconceito da sociedade? É necessário refletir sobre o assunto, pois temos compaixão, mas na prática somos muito distantes. Ou não? Enfim, nos anos 80 e 90, apitei jogos de futsal para cegos e, desde então, minha "visão" se expandiu. Esporte, além de bom para a saúde, é o melhor meio de interação e de boas e muitas amizades e paixões. 

Alex Tanner alextanner.sss@hotmail.com

Sumaré

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TRANSMISSÃO

Erraram feio as grandes emissoras de TV aberta do País em não transmitirem ao vivo a cerimônia de abertura da Paralimpíada, por sinal, belíssima. Nada justifica, nem mesmo questões financeiras, tamanho descaso - para não dizer discriminação - com um evento tão importante quanto foi a Olimpíada. 

Luciano Harary lharary@hotmail.com

São Paulo

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FALTA DE INCENTIVO

Nossa "Pátria Varonil" não apresentou em nenhuma emissora de TV aberta a abertura da Paralimpíada Ri-2016. Isso, na opinião de muitos, inclusive a minha, é no mínimo uma falta de cooperação e de incentivo aos para-atletas de nosso país. Quem seriam os irresponsáveis por essa insensatez?

Ricardo Guilherme ricardogui@icloud.com

Monte Alegre do Sul

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CERIMÔNIA DE ABERTURA

Na abertura dos Jogos Paralímpicos, pudemos notar que o Brasil, quando quer homenagear o Brasil, homenageia a África. Não tem nada de nobre ou patriótico ou verdadeiro nisso! Quando vem alguma autoridade no Brasil acompanhada de esposa ou familiares, o cerimonial as leva para visitar favelas e mostra as crianças quase nuas dançando ao som de tambores, customizadas "à africana" ou indígena com o intuito de receberem polpudas doações que nunca beneficiarão as comunidades ou as crianças. Será que não poderiam levá-las para conhecer universidades ou indústrias de ponta?

Nelio Alves Gomes raytomonelio@hotmail.com

Curitiba

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CONTRASTE

É no mínimo curiosa a abertura da Paralimpíada, que celebra a inclusão, dividir a capa do "Estadão" com o parecer de Rodrigo Janot pelo aborto de crianças com microcefalia resultante do vírus da zika. Esse contraste mostra bem a inconsistência do discurso daqueles que defendem, a um só tempo, a morte do deficiente antes de seu nascimento e a sua inclusão após o seu nascimento.

Marcelo Guterman  margutbr@gmail.com

São Paulo

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EXEMPLOS DE VIDA

O Brasil, com a Paralimpíada, entra mais uma vez em destaque na imprensa mundial. São milhares de atletas de quase todos os países que estão no Rio de Janeiro mostrando suas qualidades como atletas, disputando as medalhas. No entanto, merece destaque a demonstração de que nem tudo está perdido e de que não se deve desistir diante de qualquer situação negativa. As deficiências desde o nascimento ou causadas por algum acontecimento não impedem a demonstração efetiva de capacidade de enfrentamento, mantendo elevada a autoestima. São exemplos a serem seguidos, para melhorar o mundo onde estamos.

Uriel Villas Boas urielvillasboas@yahoo.com.br

Santos

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LULA E A JUSTIÇA

"Lula quer 'embaraçar' investigações, diz Teori" ("Estadão", 8/9). Lula tanto mexeu que o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Teori Zavascki percebeu que "a alma mais honesta" do País está embaraçando e dificultando as investigações do juiz Sérgio Moro. Aliás, segundo consta, terminadas as eleições municipais, "elle" permanecerá por um bom tempo lá, no Paraná.

Júlio Roberto Ayres Brisola jrobrisola@uol.com.br

São Paulo

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ESTRATÉGIA DE MALANDRO

Não acredito que os tais 20 advogados do sr. Luiz Inácio não saibam que seus infectos recursos serão, por enquanto, recusados. Muito primário seria. Mais plausível seja uma estratégia de intimidação e tentativa de desestabilização da atuação admirável da Justiça em Curitiba (Sérgio Moro, procuradores, Polícia Federal).

Célia Canhedo cecanhedo@gmail.com

São Paulo

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INDEPENDÊNCIA

O Tribunal de Contas da União (TCU) constatou que a honestíssima ex-presidente Dilma Rousseff mostrou que aprendeu a lição com seu mestre e carregou do palácio 140 itens do acervo da União, nos caminhões com 72 toneladas que estão levando sua mudança. Claro que bem menos do que seu antecessor, que foi mais voraz e levou 560 itens. Desse legado de desvios e de impunidade ainda resta a audácia de se dizerem ferozes oposições e incentivarem a insanidade dos movimentos criminosos contra a população e o patrimônio público. Enquanto isso, a Polícia Federal é aplaudidíssima por onde passa, a Procuradoria-Geral da República prorrogou os trabalhos da Operação Lava Jato por mais um ano e até a seleção brasileira de futebol ganhou dois jogos seguidos que colocaram o Brasil na vice-liderança das eliminatórias da Copa do Mundo. Respiramos aliviados, com um 7 de Setembro em que comemoramos duas independências do Brasil: a que nos libertou de Portugal e a que nos livrou do PT. 

Carmela Tassi Chaves tassichaves@yahoo.com.br

São Paulo

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FOFOCA OU REALIDADE?

Dizem as más línguas, que Lula precisou de 11 caminhões para retirar seus "bens" do Palácio da Alvorada após o término de seu governo (oito anos) e que Dilma está usando "apenas" 4 caminhões para a sua mudança de Brasília para Porto Alegre, após cinco anos de governo. E FHC, usou quantos caminhões para retirar seus bens do Palácio da Alvorada, após 8 anos ali instalado? E quantos caminhões foram utilizados para eles se instalarem no local? Uia, esse assunto é apenas fofoca ou pode ser assunto de uma grande matéria?

Maria C. Del Bel Tunes carmen_tunes@yahoo.com.br

Americana

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O CRIME, ENFIM, COMPENSOU

A cada dia nos conscientizamos mais de que vivemos num país onde o crime compensa, de fato, pois, entre infinitos casos, vejam o de Dilma Rousseff: após julgada e condenada no impeachment a deixar o cargo de "presidenta", pelos crimes cometidos, ainda assim terá inúmeras mordomias, vantagens e benefícios pagos por nós, logicamente. Ou seja: terá direito a oito servidores de livre escolha, com salários que vão de R$ 2,2 mil a R$ 11,2 mil - sem dúvidas, os pagará pelo teto máximo -, além de dois carros à sua disposição. E vai ainda receber metade do salário que recebia na Presidência - eu ia complementar afirmando que "receberá para não fazer nada", mas ela nunca fez nada em tempo algum, a não ser destruir o País, portanto é desnecessário fazer tal afirmação. Agora, aproveitará para veranear no Rio de Janeiro, como afirmou que o fará, sob o argumento de considerá-lo mais estratégico para a atuação política. Portanto, só nos resta rezar, pedindo proteção a Deus, para mantê-la afastada. Né, não?

Angelo Tonelli angelotonelli@yahoo.com.br

São Paulo

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PRIVILÉGIOS

Depois de a ex-"presidenta" ter aniquilado a Petrobrás, deixado o Brasil em frangalhos, com 12 milhões de desempregados e algumas coisinhas mais, ela terá direito a quatro seguranças, dois veículos oficiais (com dois motoristas) e dois assessores pessoais, após seu impeachment. E esses servidores públicos serão pagos pela União! Este realmente não é um país sério.

Marcelo L. Z. Bernabe zbernabe@hotmail.com

São Paulo

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SANDICE

Cumprimento o jornal pelo editorial "A tentação totalitária do PT", publicado pelo "Estadão" em 6/9/2016. Tem-se ali um resumo perfeito do que são a sandice, a mediocridade e a loucura (para ficar só nessa adjetivação) do Partido dos Trabalhadores (PT), que continuará a ter nas suas fileiras, por causa de outros não menos medíocres senhores senadores da República, uma senhora desequilibrada que dizem ter sido "presidenta" deste nosso país, que se diz uma República. 

Ary Braga P. Filho ary.pacheco.filho@gmail.com

Brasília

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DILMA NA OPOSIÇÃO

A ex-presidente Dilma Rousseff bravateia e ameaça o novo governo com uma oposição muito dura. Ora, bastaria que ela se antecipasse aos fatos e aderisse ao programa de delação premiada da Polícia Federal, contando todos os detalhes dos crimes e desvios de dinheiro praticados em sua gestão para que o governo Temer fosse aniquilado. O novo presidente Michel Temer era, até ontem, importante membro do governo Dilma e sempre soube, aprovou e participou de tudo o que Dilma fez. O problema de Dilma e Temer é que um não consegue destruir o outro sem cometer suicídio. São como irmãos siameses unidos pelo bolso, membros da mesma quadrilha, farinha do mesmo saco, inseparáveis. 

Mário Barilá Filho mariobarilafilho@me.com

São Paulo

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REFORMAS

No artigo "Contra vento e maré, as reformas prosseguem", de Ricardo Vélez Rodriguez ("Estadão", 8/9, A2), o autor declara o que vê: a imprescindibilidade de mudanças e reformas, quase todas apenas viáveis por emendas à Constituição. Em nosso país (Constituição rígida, ou seja, procedimento legislativo mais dificultoso para sua alteração), as alterações do texto constitucional têm início com uma Proposta de Emenda à Constituição (PEC), conforme previsão do artigo 60 da Constituição federal de 1988. A emenda deve ser proposta por no mínimo ? (um terço) dos membros da Câmara dos Deputados ou do Senado Federal; pelo presidente da República; ou por mais da metade das Assembleias Legislativas das Unidades da Federação, manifestando-se, cada uma delas, pela maioria relativa (isto é, maioria simples) de seus membros. O quórum para aprovação é qualificado (3/5 dos votos dos parlamentares, em cada Casa Legislativa), e o processo se dará em dois turnos de votação. E tudo isso em ano eleitoral, quando os parlamentares retornam às suas bases. E o PT ainda grita "fora Temer", não abrindo mão do que o autor chamou de "anarquismo e arruaça sistemática". Por isso o artigo é, na verdade, um colegiado de pedidos: que o Executivo leve a termo as cinco reformas urgentes (teto para gasto público, reforma previdenciária, trabalhista e política, adoção de medidas tendentes a melhorar a infraestrutura do País); que o Legislativo cumpra sua função primeira, que é comparecer às sessões e votar as PECs das reformas; e que o Judiciário garanta a segurança jurídica, mantendo-se afastado das questões "interna corporis"  do Senado Federal, especialmente na questão do fatiamento da votação do impeachment, que não há de ser modificada (segundo o autor).

Andrea Metne Arnaut andreaarnaut@uol.com.br

São Paulo

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NEGÓCIO DA CHINA?

Logo após ter sido empossado presidente da República, Michel Temer embarcou para a China.  Viagem perfeitamente evitável, Henrique Meirelles o representaria muito bem, pois se perderam sete dias de precioso tempo para agilizar o envio ao Congresso das necessárias e urgentíssimas medidas saneadoras, entre elas a reforma da Previdência, deficitária até a tampa, que a qualquer momento pode explodir e deixar milhões de aposentados na rua da amargura. Como diz o ditado, "tempo é dinheiro", ainda mais para nós, que estamos à beira da falência, se encaixa perfeitamente. Voltou da China, onde ofereceu milhões de oportunidades para investimentos e com a promessa imediata de US$ 10 bilhões a serem aplicados em nosso território. Pressionado pelo "insosso" PSDB, vai enviar a reforma da Previdência antes das eleições municipais. Conversa para "inglês ver", ou melhor, para "chinês ver". Embora os dirigentes deste país asiático tenham os olhos puxadinhos, são responsáveis e enxergam de longe, só aplicam seu dinheiro se tiverem retorno garantido. Portanto, se Temer pretende fazer um "negócio da China", é bom correr, ser firme e destemido e pôr em marcha todas as reformas prometidas.            

Sérgio Dafré sergio_dafre@hotmail.com

Jundiaí

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APOSENTADORIA

 

No tempo de Getúlio Vargas, a expectativa de vida dos brasileiros era de 37 anos e a idade mínima para aposentadoria era de 65 anos. Nada mais injusto! Hoje, a expectativa de vida do brasileiro é de 76 anos e Michel Temer estuda fixar a idade mínima para aposentadoria em 65 anos. Nada mais justo!

 

Cláudio Moschella arquiteto@claudiomoschella.net

São Paulo

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DESIGUALDADE

O governo vai mexer na idade para aposentadoria alegando que, mantida a situação atual, vai aumentar o déficit, mas só no caso dos aposentados do INSS. Sobre o déficit dos aposentados do serviço público e a aberração de políticos terem direito a aposentadoria se não forem reeleitos com salário integral dos da ativa nada se fala. Na minha opinião, todos deveriam ter opção de contribuição obrigatória ou aplicar num fundo de banco, por prazo de 35 anos. A partir do primeiro mês do ano 36, receberiam de rendimentos 5 ou 10 vezes o que recebem do INSS. Isso sem falar dos desvios dos fundos de pensão das estatais...

Mário A. Dente eticototal@gmail.com

São Paulo

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FALTA TRANSPARÊNCIA

Há um ditado em inglês ("ignorance is a blessing") que pressupõe uma  bênção decorrente da ignorância. Nestes comentários, estou reconhecendo minha ignorância e, ao mesmo tempo, ignorando uma suposta bênção. Com respeito às políticas de aposentadoria e seus efeitos na inter-relação entre o valor das contribuições pelos participantes e nas aposentadorias a lhe serem pagas pelo respectivo plano, minha ignorância decorre de dois fatores. O primeiro refere-se à finalidade das contribuições dos participantes e dos respectivos empregadores efetuadas ao INSS, e, o segundo, da análise atuarial para determinar o valor das contribuições a serem feitas pelos seus participantes. Com referência aos sujeitos do plano, creio que: 1) por iniciativa política de um presidente populista, o INSS passou a pagar a pessoas que jamais contribuíram para o plano (salário família), ou que, igualmente incoerente, embora a pessoa física tenha contribuído, foi outorgado beneficio a algumas pessoas jurídicas (empregadores) a isenção de contribuir - isto é, não houve plena contribuição como supostamente previstas nos planos originais; e 2) as planilhas para ilustrar as deficiências econômicas do plano em execução foram elaboradas por economista, provavelmente com base em dados contábeis, e não por um atuário, que, segundo entendo, é o único profissional qualificado para analisar a estrutura econômica de um plano de aposentadoria e avaliar seu desempenho, ou seja, identificar possíveis desvios entre os seus fundamentos e execução. Na eventualidade de ocorrência do primeiro fator, salário família, é evidente que referidos pagamentos não deveriam ser imputados ao INSS (plano de aposentadoria - o almoço de graça, recorrendo a outro ditado), uma vez que os por ele indevidamente beneficiados usufruem o bônus de um  plano de aposentadoria sem o ônus de ter a ele contribuído. Note-se que não estou expressando juízo sobre os méritos socioeconômicos desses pagamentos. Pessoalmente, em decorrência da bênção decorrente da minha ignorância, não consigo vislumbrar por que os funcionários ativos e respectivos empregadores devam absorver parte, se não a totalidade, dos déficits decorrentes das pensões a pessoas que não participaram ativa e economicamente do plano de aposentadorias. A análise do problema, pela imprensa e pelo governo, até aqui foi efetuada sem qualquer transparência, solenemente ignorando causa e efeito de um mal explicado plano de aposentadoria. 

Paulo Adolpho Santi pasanti@terra.com.br

Vinhedo

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MEDIOCRIDADE

Para efetuar as necessárias reformas que exige a precária situação da economia da Nação, precisaríamos de um Executivo e de um Legislativo de homens de valor e de algum estadista. Para citar apenas três cargos, a Presidência da República e as duas Casas do Congresso deveriam contar com homens de escol. Infelizmente, o que temos nos três postos são politiqueiros medíocres, sendo a presidência do Senado ocupada pela mais reles das três figuras. Que os deuses tenham piedade de nós, pois contar com a maioria dos políticos que temos e os eleitores que os elegem não é bom prenúncio.

Mário Rubens Costa costamar31@terra.com.br

Campinas

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URGÊNCIA

Embora a maioria dos brasileiros não concorde com as reformas do trabalho e da Previdência, na situação a que chegamos tais processos são essenciais e devem ocorrer o mais rápido possível, a fim de que possamos sair desse buraco e não corramos o risco de ficar sem recursos no futuro.

Laert Pinto Barbosa  laert_barbosa@globo.com

São Paulo

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DE VOLTA ÀS RUAS

Estou brava! Fomos às ruas vezes seguidas exigindo o impeachment de Dilma e, no último segundo do segundo tempo, só conseguimos um afastamento meia-boca da presidente, adrede combinado e com a marca safada do PT. Fomos ingênuos e eles nos enrolaram mais uma vez. É bom admitirmos isso de uma vez para lembrarmos sempre de com quem estamos lidando. Mas, não bastando isso, parece que nos acomodamos a esse embuste - ou estaremos em choque? Não sei. Mas a verdade é que a vitória conseguida por métodos escusos pelo PT e por seu aliado de toga incentivou a militância e a meliância a tomar conta das ruas. E nós estamos só observando... O que aconteceu conosco, onde estão os movimentos sociais a nos mobilizar? Congelamos? Retroagimos? Ora, pelo amor de Deus, voltemos a ocupar as ruas, inclusive em movimentos menores, orquestrados, diários, difusos. Temos bons professores vermelhos a nos ensinar como aparecer. Só não podemos nos acomodar com esta vitória meia-gota que apenas favoreceu Dilma e o PT, pois tirou a responsabilidade de seus ombros de consertar o estrago nacional e ainda a manteve com privilégios e com a língua afiada para criticar Temer, para quem sobrou o trabalho! Que políticos de terceira... que permitiram que o povo fosse traído!

Mara Montezuma Assaf montezuma.scriba@gmail.com

São Paulo

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'SÓ SE FOR A PAU, JUVENAL'

Em seu artigo de 7/9, o sr. José Nêumanne só se esqueceu de arrematar entre os "indícios" apresentados pelo ministro do STF Ricardo Lewandowski a utilização, certamente "por pura coincidência", de uma gravata vermelha!

Marcelo Falsetti Cabral mfalsetti2002@yahoo.com

São Paulo

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UMA VEZ PT...

Ministro Ricardo Lewandowski, o senhor se enganou na cor da gravata deste dia 7 de Setembro.

Guto Pacheco jam.pacheco@uol.com.br

São Paulo 

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PROTESTOS ANTIGOVERNO

As atuais manifestações contra o governo Temer têm mostrado o retorno do investimento que os governos petistas fizeram nestas instituições de pouca utilidade como a juventude socialista, o seu braço sindical, a CUT, e os partidos satélites de esquerda, que agora fazem essas manifestações de claque, com dinheiro do povo brasileiro - ou, ainda, o MST, que mudou o foco de ataque do latifúndio improdutivo para o agronegócio, ou seja, se esquecem de criticar o PT que em 13 anos não fez a reforma agrária e, agora, ataca o governo Temer. Deve estar lamentando a torneira de recursos que se fechou com a mudança de governo. A julgar pela regularidade das manifestações, trata-se de uma manifestação de desocupados remunerados, pois, se fossem desempregados, estariam colocando na conta do governo impedido o desemprego, mas não. Estes manifestantes de claque não protestam contra o desemprego, pois o endereço do protesto seria outro, o mesmo da roubalheira petista, que também é o do enriquecimento ilícito que fez o pé de meia da cúpula petista. Uma coisa salutar que o atual governo deveria fazer é auditar os repasses dos governos Lula e Dilma para esses movimentos de desocupados profissionais que só querem tumultuar o processo de recuperar o País pós-lambanças petistas & cia., e mostrar o quanto de dinheiro do povo foi desviado para esses movimentos de apropriação espúria por uma minoria de escolhidos, uma verdadeira ação entre amigos. Vide a cúpula da CUT, que havia sido transferida para a cúpula do Sistema SESI com salários maravilhosos. Mas, agora, está procurando emprego.

Luís S. Soares Rodrigues luisseveriano@bol.com.br

Mesquita (RJ)

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BADERNA E IMPUNIDADE

Ao ver serem soltos os jovens presos pela Polícia Militar por posse de instrumentos perigosos (pedras, porretes, etc.) durante as pseudomanifestações da semana passada, quando, além da baderna, houve destruição de património (bancos, lojas, pontos de ônibus), vi que eles saíram e foram recebidos comemorando como se fossem heróis. Na minha opinião, estes jovens estão muito longe de comemorar qualquer coisa que seja, muito pelo contrário. É muito triste ver que, depois de presos pela PM por motivo justo, pela bagunça generalizada que provocaram e pelo perigo que representavam, simplesmente são liberados impunes, quando deveriam pagar pelos crimes cometidos. As leis foram feitas para serem cumpridas, independentemente de quem seja o punido.

Henrique Schnaider hschnaider4@gmail.com

São Paulo

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A POLÍCIA VIGIADA

O Ministério Público Federal acompanhou a Polícia Militar nas manifestações de protesto contra Michel Temer no dia 7/9/2016. Muito bom, ótimo que seja assim. Entretanto, as manifestações com as pessoas que votaram na chapa Dilma-Temer também foram acompanhadas pelo Ministério Público para ver o nível de quebra-quebra e de vandalismo no final da passeata? A democracia cantada em verso e prosa pelo Partido dos Trabalhadores já é bem conhecida, só falta ser efetivamente confirmada pelo MPF e que as providências cabíveis dentro das leis sejam aplicadas.

Antônio Carelli Filho palestrino1949@hotmail.com

Taubaté

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O INVERSO

O Ministério Público Federal vai monitorar as Polícias Militares, no lugar de fazê-lo com os vândalos esquerdistas que depredam pelas avenidas. É o cúmulo do absurdo.

Antonio C. Soares Bonsegno acsbonsegno@terra.com.br

Santos

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COMO?

O Ministério Público Federal (MPF) decidiu monitorar as manifestações contra Temer. Os procuradores dizem querer evitar abuso de força da polícia. Entendo, então, que quem deve proteger o patrimônio público são os ativistas black bloc. E Renan Calheiros afirmou que só o Senado está virando um hospício...

Luíz Frid luiz.frid@globomail.com

São Paulo

 

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E QUEM ZELA POR NÓS?

Como cidadã, estou confusa com a iniciativa do MPF para "monitorar" a PM/SP - governo do PSDB -, que estaria a violar os direitos humanos dos apoiadores do PT e da ex-presidente da República, que protagonizaram cenas da mais explícita violência contra bens públicos e privados. Esse "monitoramento" não incluiria as ações de depredação de vândalos, chamados pelos politicamente corretos de manifestantes? Quem estaria zelando pelos direitos de nós, cidadãos comuns, que não podem se valer de instituições "cumpanheiras"?  

Ana Lúcia Amaral anamaral@uol.com.br

São Paulo

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PLANTADORES DE RABANETE

Após uma anarquista se ferir num dos olhos numa ação contra o Estado Democrático, multiplicaram-se as acusações contra a polícia, como se a corporação não tivesse de intervir para restabelecer a ordem e preservar vidas de pessoas inocentes que porventura fossem atacadas por essas hordas. Agora critica-se uma postagem compatilhada por um policial em que diz: "Quem planta rabanete colhe rabanete". Ora, eu também concordo com essa afirmação. Dizer que uma minoria faz isso não convence. Nas manifestações contra a então presidente Dilma e o PT, para resgatarmos o Brasil das mãos criminosas desse partido e sua gente, não houve black blocs, isso não era do interesse deles, que querem a destruição do País. E, se eles tentassem se infiltrar entre nós, não permitiríamos. Eu vi nas imagens, praticamente todos os manifestantes jogando pedras na polícia e depredando tudo o que podiam, e os mais afoitos e mascarados saiam de dentro do grupo, portanto, era um só grupo. Espero que este jornal publique também opiniões contrária à desordem.

Elieze Honorio da Silva honorio09@hotmail.com

São Paulo

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HUMORISMO

Ao atribuir uma espécie de autonomia à presente crise, a população começa a se esquecer de que, na verdade, ela foi consequência direta dos últimos mandatos petistas, incompetentes no trato com as contas públicas e arrogantes no relacionamento com as forças políticas desta confusa democracia brasileira. Estar na origem do atual estado de incerteza e falta de confiança na economia, drenar expressivos recursos do BNDES para ditaduras bolivarianas e africanas, com objetivos duvidosos, eivados de envolvimentos com empreiteiras, ora investigadas pela Justiça, aniquilar e aparelhar as maiores estatais e deixá-las de joelhos e caóticas, tudo executado num macabro caldo de corrupção, são algumas das reais determinantes. Nota-se, no entanto, nos meios de comunicação um tipo de condescendência, vindo das pessoas desempregadas e angustiadas, que reveste tal situação de uma certa camada de humorismo, temperada com memória curta, e que leva boa parte das vítimas a bradar, sem muita convicção, tangidas por suspeitos movimentos sociais, o já monótono "Fora Temer".

Paulo Roberto Gotaç pgotac@gmail.com 

Rio de Janeiro

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PICUINHAS JURÍDICAS

Rodrigo Janot vê STF "mais lento" na Operação Lava Jato, e Gilmar Mendes reage. Uma simples opinião de engenheiro: o procurador-geral e o ministro Gilmar, ao invés de gastarem energia com troca de farpas, deveriam concentrá-la em dar vazão nos processos.

Luiz Toshihiro Massuda ltmassuda@yahoo.com.br

Araraquara

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GREVE DOS BANCÁRIOS

Protesto contra esta greve neste momento em que é necessário ter união para recuperar a devastação feita pelos governos Lula e Dilma, cuja herança é de 12 milhões de desempregados. Os bancários estão empregados e recebem salário no fim do mês. Os grevistas demonstram grande desconsideração!

Lourdes Migliavacca lourdesmigliavacca@yahoo.com

São Paulo

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CRIANÇAS DESLOCADAS

O número de crianças que tiveram de abandonar seus países de origem e perambulam pelo mundo atinge 50 milhões, segundo relatório divulgado nesta semana pelo Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef). Crianças representam cerca de um terço da população do mundo, mas cerca de metade de todos os refugiados. Muitas vêm da Síria e do Afeganistão. Proteger essas crianças é um dever moral para a humanidade. Mas absorver suas famílias representa um custo e um risco que nenhum país está disposto a assumir. Ocorre que separá-las de suas famílias é algo desaconselhável, e eis a raiz do dilema. Penso que o Brasil poderia considerar receber uma parte destes pequenos imigrantes cuja família se restringir a suas mães, se países ricos assumirem os custos de sua manutenção até atingirem a maioridade. Aqui, ao menos elas encontrariam uma sociedade aberta, teriam acesso a alimentação, residência, serviços de saúde e de educação e estariam a salvo da xenofobia, da discriminação e da marginalização que tanto as têm feito sofrer.

Jorge Alberto Nurkin jorge.nurkin@gmail.com

São Paulo

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REFUGIADOS E MACERADOS

  

"Quem com ferro fere com ferro será ferido", metáfora cristã que deveria encimar as portas da ONU, enquanto não fechem. A bandidagem, na Síria, no Líbano e no Afeganistão - e é disso que se trata - tem de ser superada por uma força maior, internacional, se não quisermos continuar a ver, entre outras monstruosidades, faces de crianças maceradas, ensanguentadas, que, certamente, se perguntam se nasceram no inferno. Céu e inferno não são localizações topográficas, mas os extremos da alma humana. Até quando o melhor da comunidade internacional conviverá inerte, no extremo infernal de sua alma, e os refugiados exibidos como vítimas em Olimpíadas? 

 

Amadeu R. Garrido de Paula amadeugarridoadv@uol.com.br

São Paulo

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UM ESTADISTA PORTUGUÊS

A alvissareira mensagem contida na entrevista do primeiro-ministro português, Antônio Costa, veiculada no dia 7/9, reacende a esperança dos homens para a paz entre os povos de todo o mundo. Foi uma fala de um verdadeiro estadista, algo difícil de ver hoje em dia. Talvez, seja apenas um em meio a tantos que não têm a sensibilidade e o bom senso do líder de Portugal. Provavelmente se antecipando à notícia de ontem de que a Inglaterra pretende construir um muro isolando parte do seu território no Porto de Calais, na França, de modo a inibir a imigração de refugiados, disse: "Se queremos ser uma união (União Europeia), temos de compartilhar dos encargos e dos benefícios". 

Carlos B. Pereira da Silva carlosbpsilva@gmail.com

Rio Claro

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EDUCAÇÃO

Sobre o artigo "Eu gostaria de querer ser professor" (8/9, A2), de Priscila Cruz, do movimento Todos pela Educação, eu contesto. A profissão mais importante do País é ser titular do escrete nacional. O mais importante de todos é Neymar, lógico. Jogou duas partidas mal e foi execrado. Até brigou com seu porta-voz oficioso. VIPs têm isso. O de Lula era Kennedy Alencar, lembram? Sobre doutrinação, competitividade, meritocracia, nenhuma escassa palavrinha. Só a soberba, "somos os mais importantes". No entanto, duas daquelas palavrinhas ali em cima mudaram o escrete de água para BOM vinho. Que tal, pelo menos, pensar nelas? Menos, professora, menos...

Silvio Maciel silviomaciel1@yahoo.com

São Paulo

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COTAS NAS UNIVERSIDADES

Recentes reportagens do "Estadão" revelam a importância e o sucesso da Lei de Cotas. Os autores da matéria mostram que a lei não comprometeu a qualidade de ensino na universidade pública e, acrescento, não há razão para pressupor que comprometerá a qualidade da pesquisa. Nesse contexto, a lamentável insistência de burocratas da Ciência em se opor às cotas - como informa editorial do jornal ("Estado", 7/9, A3) - reflete tão-somente preconceitos sociais e raciais. Dificuldades enfrentadas com frequência com e pelos cientistas em início de carreira se referem à redação científica e à ausência de conhecimentos em Filosofia da Ciência. Carências que, às vezes, afetam os próprios pesquisadores sêniores.

Tibor Rabóczkay trabocka@iq.usp.br

São Paulo

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INTELECTUAIS GABIRUS

A lei das cotas nas universidades (seguindo o mantra do politicamente correto) vai nos levar a ter intelectuais gabirus. O que possibilitou o enorme avanço experimentado por nossa civilização foi a permeabilidade social em que o mais capaz é passível de ascensão independentemente do sobrenome ou da casta, mas dependente do mérito e da sua capacidade. Estamos vivendo um processo involutivo em que o menos capaz sobrepuja o mais capaz. Ao invés de toda a demagogia politicamente correta, tem o Brasil de investir na escola primária, permitindo que qualquer brasileiro atinja sua capacidade inata aprendendo a pensar. O que está faltando a esta nação é capacidade de raciocínio!

Oscar Seeklar Muller oscarmuller2211@gmail.com

São Paulo

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COTAS

Alguém responda: o sistema de cotas é manifestação (ou tem caráter) racista e/ou discricionária?

 

Ulysses Fernandes Nunes Jr Ulyssesfn@terra.com.br

São Paulo

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CRIME SEM PUNIÇÃO

Sobre o motociclista que foi assaltado e morto no bairro da Lapa, apesar de a esposa dele implorar para o ladrão não atirar, este o matou. A vida não vale absolutamente nada para estes lixos. Entra governo e sai governo, mas ninguém ainda teve a coragem de acabar de vez com a impunidade, que começa entre as autoridades - para não afetarem a si próprias. E, como a lei é uma só, os bandidos de todos os níveis se beneficiam dessa falta de leis mais duras. De 2000 para cá já morreram em latrocínios milhares e milhares de pessoas de bem, entes queridos de alguém que sofre até hoje pela perda. A gestão da esquerda no poder fez vários projetos favorecendo bandidos e instigando a roubarem mais. Então pergunto: quando entrará um governo realmente sério, que irá mudar radicalmente a lei penal? Quando?

Anderson Maschette andersonmaschette@yahoo.com

São Paulo

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