Fórum dos leitores

O Estado de S.Paulo

26 Setembro 2016 | 06h57

ENSINO MÉDIO

Revolução educacional

O governo militar implantou uma filosofia educacional no Brasil destinada a criar “imbecis treináveis”. Todas as mudanças dos governos democráticos foram – boas ou más – tópicas. No momento em que o governo Temer dá ênfase à liberdade dos talentos individuais, à liberdade de conhecer, surgem críticas paradoxais das gerações “robotizadas”, que se submeteram a currículos imensos e nada sabem. Em países como Portugal, o aluno pode ser malsucedido em diversas matérias, mas se for aprovado com um dez em determinado ramo do saber, este será seu destino. E a conjugação de multiplicidade de inclinações intelectuais resulta na sociedade da síntese dos homens livres. Afora as justas polêmicas da educação física e das artes, a proposta atual reflete a filosofia que, finalmente, repõe a educação brasileira aos trilhos de onde jamais deveria ter saído.

AMADEU R. GARRIDO DE PAULA

amadeugarridoadv@uol.com.br

São Paulo

Educação física e artística

Não entendo o furor despertado pela proposta de retirar a obrigatoriedade de educação física e artística da grade curricular do ensino médio. Primeiro, porque essas matérias serão mantidas sob a forma eletiva ou optativa. Segundo, porque o que existe hoje é um “me engana que eu gosto”. Na região onde moro há quatro escolas públicas que não têm um metro quadrado que seja para ministrar qualquer prática desportiva. Fico imaginando que tipo de aula os alunos recebem. E, convenhamos, educação artística vai um pouco além de bater lata ou pichar muros, por mais respeito que essas atividades possam merecer. Fariam melhor propugnar por uma qualificação melhor para oferecer algo de real valor aos alunos, por exemplo, firmando convênios com clubes e outras instituições que disponham de espaços e instalações adequadas.

MARCO ANTONIO ESTEVES BALBI

mbalbi69@globo.com

Rio de Janeiro

Fábrica de gênios

Um pouco difícil de entender a medida provisória que modifica o ensino médio, cujo projeto causou tanto alvoroço, comentários favoráveis e até comparações positivas com o americano. Mas há um contrassenso que precisa ser explicado. No ensino médio atual são lecionadas 13 disciplinas, no futuro seriam cobertas apenas 5 matérias, sendo os alunos obrigados a assistir a apenas 3: Português, Matemática e Inglês. Ou seja, atualmente os alunos aprendem um pouco de tudo e, após a reforma, passarão a aprender um tudo de nada. Mesmo assim, o período letivo anual passará das atuais 800 horas para 1.400 horas. Brilhante! Uma verdadeira fábrica de “Camõeses, Shakespeareses e Euclideses”.

FLAVIO BASSI

helena.bassi@uol.com.br

São Paulo

Reforma e democracia

Vi declarações de que a reforma do ensino estaria sendo feita de forma pouco democrática. Isso me fez lembrar que Dilma criou uma comissão de, pasmem, mais de cem pessoas para propor a reforma do ensino. Essa comissão “democrática” nos ofereceu um projeto pelo qual se abandonava o estudo das civilizações egípcia, grega, romana, da Idade Média e do Renascimento, para estudar a História da África e dos índios do Brasil e quilombolas. Percebe-se que as pessoas usam a palavra democracia de forma inadequada. Pela democracia, somos autorizados a indicar as pessoas competentes que têm de levar o País no caminho que nós desejamos, mas é a competência deles que nos levará aonde queremos. Feita a escolha, são essas pessoas competentes que definem o que fazer. No caso da reforma do ensino, são essas pessoas que definem o que faremos, utilizando para isso todo o conhecimento necessário. Já imaginaram um navio no qual, em vez do comandante, se reúnem todos os passageiros e se discute como manobrá-lo? Certamente daria um resultado igual ao do governo Dilma, com o navio indo bater em algum iceberg...

ALDO BERTOLUCCI

accpbertolucci@terra.com.br

São Paulo

Os ‘especialistas’

Dadas as reações de “especialistas” brasileiros em educação, sinto que ando tendo informações falsas. Na verdade, os resultados do Brasil em todos os critérios de avaliação de nosso sistema educacional, coroando anos de trabalho árduo desses “especialistas”, são fenomenais! As notícias de que nos situamos nos últimos lugares são apenas fruto da má intenção de jornalistas vendidos e da filosofia neoliberal da meritocracia. Realmente, para que reformar? Nossos “especialistas” nos asseguram mais alguns séculos de sucesso! Enfim, um mínimo de realismo se faz necessário.

ANTONIO CLAUDIO LELLIS VIEIRA

lellisvieira@gmail.com

São Paulo

ELEIÇÃO MUNICIPAL

Progressistas x Doria

Li no Estadão artigo de Marco Aurélio Nogueira (14/9, A2) que classifica a posição do candidato do PSDB à Prefeitura de São Paulo, João Doria, como um “conservadorismo adocicado”, o que seria “retrocesso preocupante”. Há ainda notícias de boicote por parte de dirigentes da sigla, autointitulados “tucanos autênticos”, porque entendem que a candidatura Doria simboliza tudo contra o que lutaram desde a fundação do partido. Pergunto: quais são as propostas conservadoras de Doria? De que aspecto do programa do partido essas propostas divergem? Será que essa desaprovação é porque o candidato se apresenta como gestor, em vez de político? Ou porque não discursa em favor do empoderamento das minorias? Pode ser. Mas FHC privatizou, Serra, agora no Ministério de Temer, coloca o Brasil contra o bolivarianismo e Andrea Matarazzo se filia ao partido de Kassab – que, declaradamente, “não é de direita nem de esquerda”. Então, onde está a coerência desses “autênticos” que não se rebelaram antes? Espero que toda essa celeuma não seja apenas uma guerra de poder dentro do partido.

CELY MCNAUGHTON

cely@mcnaughton.com.br

São Paulo

Cidade doente

O que de fato me preocupa é que o futuro prefeito eleito tenha ao seu lado um bom grupo de pessoas para, juntos, pensarem soluções para tantos problemas que vão encontrar. São Paulo é uma cidade adoentada, e de doença terminal, atingindo todos os seus órgãos! É preciso uma junta médica com vários especialistas, de notório e enorme saber. E para salvar a cidade essa junta médica precisa ficar diuturnamente reunida, analisando, agindo, monitorando. São Paulo é uma bomba-relógio a ser desmontada. Se a deixarmos na mão de um único médico-prefeito, ou se essa junta médica não for competente, é roça!

EDUARDO BRITTO

britto@znnalinha.com.br

São Paulo

Cartas selecionadas para o Fórum dos Leitores do portal estadao.com.br

CRISE NOS ESTADOS

Se 20 dos 27 governadores de Estado pedem socorro financeiro ao presidente Michel Temer, o que dizer aos 12 milhões de desempregados e aos milhares de endividados Brasil afora, que, ao contrário dos governantes, não deram causa ao estado em que se encontram? A quem pedir dignidade para se recomporem?

Mario Cobucci Junior maritocobucci@gmail.com

São Paulo

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FALÊNCIA

Se um grande número de Estados ameaçou, na semana passada, decretar estado de calamidade pública em razão da gravíssima crise financeira que os levou à situação pré-falimentar atual, quanto faltará para o País decretar sua própria falência?! Tempos piores virão. Quem sobreviver verá.

J. S. Decol decoljs@gmail.com

São Paulo

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EMPRÉSTIMOS

Outra vez o governo Temer cede a pressões. Agora, estimula a tomada de empréstimos pelos Estados praticamente falidos (se essa figura jurídica pudesse se aplicar). E o pior é que Henrique Meirelles oferece o aval da União para isso, já que sem um avalista nenhum banco entraria nessa aventura. A União, salvo engano, não é mãe dos Estados, muito menos pai de filhos pródigos. Michel Temer deveria informar isso a eles, com a coragem que o momento exigiria.

Ademir Valezi valezi@uol.com.br

São Paulo 

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ECONOMIA NOS ESTADOS

Antes de recorrem ao presidente por mais recursos, os governadores devem apresentar e executar esforços de redução de despesas, sobretudo de custeio. Que enfrentem os eleitores estaduais. E o presidente deve condicionar o exame das petições aos planos e às execuções imediatas. A mídia haveria de apoiar essa linha de ação. Que sejam de fato reduzidos os vencimentos dos servidores pelo menos por eliminação de reajustes, dispensa dos dispensáveis, eliminação de veículos públicos, etc., etc., com os governadores dando o exemplo de redução de vencimentos.

Harald Hellmuth hhellmuth@uol.com.br

São Paulo

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PARA ECONOMIZAR

A fim de reduzir os gastos a patamares próximos à realidade brasileira, colocá-los na média das nações economicamente equivalentes, bem como assegurar a recuperação econômica necessária e não garantida até então, o novo governo deveria, entre outras medidas moralizadoras, reduzir drasticamente os salários de políticos, bem como extinguir suas mordomias e as de seus familiares, bem como as verbas de gabinetes, como as para seu transporte (limitar um carro popular para cada senador e deputado federal), com consumo controlado, acabar com cargos comissionados e aproveitar que o tema da ocasião é Previdência para, até por questão de justiça, acabar com a aposentadoria vitalícia de políticos com oito anos de “trabalho”. Com essas medidas, não seria preciso falar em aumento de impostos, considerando, ainda, que o Brasil é imbatível nesse quesito e no mau uso deles. Em seguida, uma reforma político-administrativa, com redução quantitativa de políticos na Câmara dos Deputados, no Senado, na bancada de deputados estaduais e de vereadores. Assim sobrará dinheiro para saúde, educação, segurança, etc.

José Carlos Alves jcalves@jcalves.net

São Paulo

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REFORMAS JÁ

Se o Brasil não se modernizar, aprovar mudanças cruciais tanto nas despesas públicas quanto na Previdência pública e privada, o Brasil de amanhã será o Rio de Janeiro de hoje, que, quebrado, não tem dinheiro para pagar o salário do funcionalismo, aposentados e despesas básicas para o cidadão carioca. Só que, em vez de apenas 17 milhões de prejudicados, seremos 206 milhões. Queremos chegar a esse desastre também, senhores congressistas, sindicalistas e socialistas do dinheiro capitalista? Reformas já!

Beatriz Campos beatriz.campos@uol.com.br

São Paulo

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INEFICIÊNCIA – QUAL É A RESPOSTA?

Gostaria que o autor do artigo “Previdência – injusta, insustentável e ineficiente” (17/9, A2), José Márcio Camargo, buscasse com os “irresponsáveis” pela Previdência a resposta para o aspecto de como eles investiram o dinheiro que eu contribui sobre 20 e 10 salários, tão bem analisada pelo leitor sr. Lourenço Nampo no “Fórum dos Leitores” de 19/9. Não é o caso para uma CPI ou, melhor, para a Lava Jato?

José Gilberto Silvestrini jgsilvestrini@gmail.com

Pirassununga

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CONVENÇÃO 158 DA OIT

O “Estadão” de 19/9 trouxe um assunto que não é recente, mas de importância tamanha que mais de uma ação foi originariamente proposta no Supremo Tribunal Federal (STF): a Convenção 158 da Organização Internacional do Trabalho (OIT). Em apertada síntese, a Convenção 158 acaba com a “despedida direta imotivada” e, segundo ela, seriam todos os empregados “estáveis”, como os servidores admitidos após concurso público. Mas não tem sido essa a interpretação dessa convenção: intermediação legislativa para efeito de sua integral aplicabilidade no plano doméstico, configurando, sob tal aspecto, mera proposta de legislação dirigida ao legislador interno, não consagrou, como única consequência derivada da ruptura abusiva ou arbitrária do contrato de trabalho, o dever de os Estados-partes, como o Brasil, instituírem, em sua legislação nacional, apenas a garantia da reintegração no emprego. Pelo contrário, a Convenção 158/OIT expressamente permite a cada Estado-parte (artigo 10) que, em função de seu próprio ordenamento positivo interno, opte pela solução normativa que se revelar mais consentânea e compatível com a legislação e a prática nacionais, adotando, em consequência, sempre “a se revelar mais consentânea e compatível com a legislação e a prática nacionais, adotando, em consequência, sempre com estrita observância do estatuto fundamental de cada país (a Constituição brasileira, no caso), a fórmula da reintegração no emprego e/ou da indenização compensatória” (ADI 1.480MC, rel. ministro Celso de Mello, j. 4-9-1997, P, DJde 18-5-2001). Por essas e outras razões, não posso concordar com o editorial “Riscos nas relações de trabalho” (“Estadão”, 19/9, A3), pois a norma internacional inserta no ordenamento jurídico pátrio se faz de acordo com a existência das leis, mas, sobretudo, da Constituição federal. Desta forma, como decidiu o decano do STF no aresto parcialmente transcrito, expressamente estabelece as alternativas que poderão ocorrer na demissão arbitrária (despedida direta imotivada). Duas soluções: reintegração, mas hipóteses previstas em lei: as de estabilidades legais (como Cipa, gestante, acidente de trabalho, dirigente sindical, entre outras), as de estabilidades por força de convenção coletiva de trabalho, bem como a garantia indireta do emprego em função das cotas mínimas de profissionais (deficientes físicos) que as empresas são obrigadas a manter no quadro de pessoal. Ou, a outra solução apontada pelo ministro que decidiu conforme a Constituição, a indenização (saldo de salário; aviso prévio indenizado; aviso prévio indenizado proporcional; férias vencidas e um terço de férias; férias proporcionais e um terço de férias proporcionais; 13.º salário proporcional; Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS); e multa de 40% sobre o saldo do FGTS; seguro-desemprego). Quero dizer, não vejo que o risco decorrente de uma interpretação estritamente literal da Convenção 158 OIT tenha o condão de tornar inconstitucionais as várias das normas estabelecidas no art. 7.º e seus incisos da Constituição federal, bem como do art. 10 do Ato das Disposições Constitucionais Transitórias (ADCT).

Andrea Metne Arnaut andreaarnaut@uol.com.br

São Paulo

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ELEIÇÃO 2016

O vereador Wadih Mutran (PDT-SP) disse que ganhar R$ 15 mil como vereador é “uma miséria”. Mesmo assim, vai concorrer ao seu nono mandato na Câmara – faz 30 anos que ele está lá. E Mutran foi mais longe: disse que já ganhou cinco vezes na Loteria Federal. Será que é para justificar o aumento do seu patrimônio? Isso me lembra dos “anões” do Senado Federal, que ganharam mais vezes do que a quantidade de sorteios.

Júlio Roberto Ayres Brisola jrobrisola@uol.com.br

São Paulo

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GABINETES VAZIOS

O Brasil inteiro está sentindo um vazio quase que total nos gabinetes do Senado, das Câmaras e das Assembleias Legislativas. Senadores, deputados e vereadores estão deixando de comparecer ao trabalho para se dedicarem às campanhas eleitorais, pouco se importando com os projetos e as medidas que precisam ser votados com urgência. Estamos de olhos abertos e não vamos votar naqueles ou naquelas que vemos nas ruas fazendo campanha no horário de expediente e, no fim do mês, sem o menor constrangimento, recebem o salário integral. Estamos de olho.

Leônidas Marques leo.marquesvr@gmail.com

Volta Redonda (RJ)

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NÃO EXISTE ALMOÇO GRÁTIS

Empresas estão driblando a lei para doarem nas campanhas eleitorais. Alguém tinha dúvida sobre isso? Se alguém tem, deve acreditar também em Branca de Neve, Papai Noel, etc. É óbvio que, ao proibirem a contribuição das empresas, e não a das pessoas físicas, as empresas passariam a contribuir por meio dos seus sócios, diretores, etc. Como dizia o falecido Nelson Rodrigues, isso é de um óbvio ululante. Proibiram as empresas por causa dos escândalos da Operação Lava Jato, pensando que resolveriam ou minimizariam o problema, e estão vendo que deram um tiro n’água. É óbvio que as contribuições destes sócios ou diretores das empresas não é gratuita. Não é pelos lindos olhos do(a) candidato(a). É claro que querem que sua empresa seja beneficiada de alguma forma. Não existe almoço grátis. Então, para mim, trocaram seis por meia dúzia.

Panayotis Poulis ppoulis46@gmail.com

Rio de Janeiro

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DOAÇÕES

Até o dia 16/9/2016 os partidos políticos receberam R$ 644 milhões em doações para as candidaturas a prefeitos e vereadores. Esse total corresponde a 731.818 salários mínimos ou a 2.189 postos de saúde. Mente-se muito e gasta-se muito em campanhas eleitorais neste Brasil. Os candidatos não estão nem um pouco preocupados com a saúde, com a segurança e menos ainda com a educação.

José Carlos Saraiva da Costa jcsdc@uol.com.br

Belo Horizonte 

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CUSTO-BENEFÍCIO

Pois é, sem o dinheiro dos empresários, ou só com uma “merreca” que alguns arriscam em alguns candidatos que podem chegar lá, a vida dos candidatos anda difícil. Sem a “sobra de campanha” de antigamente, que pagava apartamentos em Ipanema, no Guarujá e casas de campo Brasil afora, os políticos já estão achando que o custo benefício de ficar dois meses em campanha sem ganhar nada não é justo e é melhor tentar ganhar dinheiro de outra forma. O problema é que a forma mais fácil de ganhar dinheiro é enganando alguém, e esta é a especialidade da maioria dos candidatos. Ou volta o financiamento de campanha pelas empreiteiras ou periga de não termos candidatos suficientes nas eleições de 2018, o que seria uma bênção divina.

Luiz Ress Erdei gzero@zipmail.com.br

Osasco

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REFORMA GERAL

Já foi extinta a doação de pessoas jurídicas para campanhas eleitorais. Agora, o Congresso Nacional deve proibir doações de pessoas físicas, carreatas, adesivos, carros de som, bandeiras, comícios, ativistas e deixar apenas o Fundo Partidário para financiar as campanhas eleitorais. Acredito que essas medidas, com voto facultativo, distrital, fidelidade partidária, mínimo de cinco anos para poder ser escolhido pelos filiados para ser candidato, fim da reeleição e das coligações, poderemos dar um pequeno, mas importante, passo rumo à democracia.

Edivan Batista Carvalho edivanbatista@yahoo.com.br

Fortaleza

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BOM COMEÇO

A Justiça Eleitoral barrou 2.300 candidatos fichas-sujas na eleição deste ano. Acredito que, para o bem da Nação, já é um bom começo.

Virgílio Melhado Passoni mmpassoni@gmail.com

Jandaia do Sul (PR)

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CIDADE MAIS LIMPA

Em matéria sobre as próximas eleições municipais, este jornal publicou comentário do resultado das mudanças na legislação que trata do financiamento das campanhas eleitorais. O aspecto enfocado foi a limpeza que a falta de recursos propiciou às ruas e logradouros públicos nas cidades. Sem dúvida, o empobrecimento das campanhas propiciou resultado benéfico à higiene pública. Tomara que o mesmo ocorra para a higienização tão necessária na política nacional em todos os seus aspectos. Infelizmente, parece que suas excelências os políticos preferem agir em ambientes menos estéreis e bem mais poluídos.

Mário Rubens Costa costamar31@terra.com.br

Campinas

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HORÁRIO POLÍTICO

O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e os tribunais eleitorais regionais deveriam gravar os programas do horário político no rádio e na TV. Acabada a eleição, esperar por 12 meses e, se as promessas dos eleitos (prefeitos e vereadores) para o período não forem cumpridas, cassar seus mandatos. Isso acabaria com as promessas que os candidatos fazem sabendo que não serão cumpridas. Em 2018 faremos exigências iguais para presidente, senadores, deputados federais e estaduais e governadores.

Mário A. Dente eticototal@gmail.com

São Paulo

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LEI? QUE LEI?

 

Enquanto não houver uma legislação eleitoral séria e que puna exemplarmente o candidato que fez promessas claramente inexequíveis e não as cumpriu, continuaremos a ver e a ouvir no horário gratuito as absurdas mentiras que os candidatos contam no intuito de conquistar o eleitor. Pura e simples. 

 

José Marques  seuqram2@hotmail.com

São Paulo

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NÃO CAIA NESSA

O “ser político” é um personagem criado e treinado para dizer o que você quer ouvir. Porém, assim como folia de carnaval, promessas de campanha costumam terminar sem fantasia.

Ricardo C. Siqueira ricardocsiqueira@globo.com

Niterói (RJ)

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INCREDULIDADE POLÍTICA

Nunca antes na história deste país a população e os eleitores estiveram tão incrédulos na política. A enorme falta de crença ou fé nos políticos é devida à famigerada e imensurável corrupção, já que serviços básicos carecem de melhorias e de gestão. A impressão é de que estamos entregues e abandonados à própria sorte. No próximo domingo, 2 de outubro, serão realizadas as eleições municipais em todo o País e nós, eleitores, estamos incrédulos com relação à classe política – por isso a maioria dos eleitores vai “votar” apenas por ser obrigatório. Acredito que haverá muitos votos nulos de protesto. Porém devemos avaliar os candidatos, sua biografia e seu caráter, e assim votarmos em alguém, porque, se abdicarmos da nossa escolha, os maus e os ruins vão triunfar. Cumprimento os jovens e novos candidatos ao pleito neste momento tão delicado da política nacional, quando todos são antecipadamente subjugados. Reflexão: o $i$tema político corrompe, contudo nem todos os candidatos são iguais e ligados umbilicalmente. 

Alex Tanner alextanner.sss@hotmail.com

Sumaré

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DEBATES

Aproveitando esta época eleitoral, queria mostrar meu descontentamento com a forma dos debates entre os candidatos e mesmo a perguntas realizadas aos candidatos principais (prefeito, governador, presidente) tanto pelos jornalistas quanto pelos próprios candidatos. As perguntas não são feitas com a intenção de saber dos candidatos o que eles vão fazer para solucionar os principais problemas das cidades, tais como invasões de terra, excesso de funcionários públicos, transportes subsidiados de baixa qualidade, escolas precárias de infraestrutura e professores, precária situação da saúde, segurança, desemprego, etc. Perguntam coisas que não interessam, não resolvem os problemas do dia a dia de uma cidade, de um Estado, do País. Estamos cansados desta mesmice, é preciso mudar radicalmente a forma das perguntas. Por exemplo: “Como vai fazer isso?” “Tem dinheiro para isso?” “Qual seu plano de infraestrutura, seu plano para educação?”. E, a partir daí, se faz a comparação entre os candidatos.

 

Tiago Homem de Melo de C. e Silva tihmcs@ig.com.br

Campinas 

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PASSE LIVRE DO DESEMPREGADO

Em São Paulo, primeiro, Fernando Haddad (PT-SP) veta o passe livre para os desempregados. Agora, em vésperas de eleições, promete o benefício, se for reeleito. Não seria melhor prometer políticas que incentivam o emprego e o trabalho? Passe livre não paga dívidas nem compra comida. Mas políticos e, principalmente, petistas prometem qualquer coisa.

 

Claudio Juchem cjuchem@gmail.com

São Paulo

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HERANÇA MALDITA

Fernando Haddad, prefeito de São Paulo, ciente de que sua reeleição foi para as calendas, prepara pacotes de maldades para deixar de herança para seu sucessor, seja Marta Suplicy, João Dória ou outro candidato qualquer. Relatórios da SPTrans dão conta de que dívida da Prefeitura com empresas de ônibus fecham no vermelho há cinco meses e aumentou de R$ 33 milhões para R$ 169 milhões, crescendo 444% desde abril. O incrível é que a Prefeitura nega haver dívida. Petista é assim mesmo: nem diante dos números ele admite. Nega, nega e nega! E a herança maldita desta gestão, pobre de quem levar, seja quem tiver a “sorte” de ganhar a eleição, seja a população.

Mara Montezuma Assaf montezuma.scriba@gmail.com

São Paulo

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FERNANDO HADDAD

Os paulistanos não repetiriam o mesmo “erro” duas vezes – desde que as eleições municipais não sejam decididas por uma fraude na urna eletrônica... Todos sabemos o desastre que foi e é Fernando “Malddad” na Prefeitura. Nas recentes pesquisas, o candidato do PT é o quarto colocado. Outros três candidatos representam indiretamente o PT: Celso Russomanno, Marta Suplicy e Luiza Erundina. Só nos resta uma única opção sem passado político: João Dória. Que acabem as “sacanagens” preparadas pelo atual prefeito, tais como: 1) as pegadinhas da indústria de multas, com inúmeras placas de trânsito e radares escondidos ou estrategicamente colocados com o único objetivo de multar (a multa pa$$ou a ser mais um imposto em São Paulo, para penalizar os motoristas), além do indevido destino da receita de$$as multas/impostos; 2) a redução da velocidade máxima e estreitamento das faixas em grande parte das ruas e avenidas; 3) as ciclovias inúteis, em decomposição, que na sua maioria mais atrapalham a via do que ajudam; 4) as faixas exclusivas de ônibus em ruas ou avenidas com apenas duas faixas de trânsito (é o cúmulo!); 5) outra questão séria, a elevada dívida de quase R$ 170 milhões da Prefeitura com as empresas de ônibus. Quando será paga? Ou corremos o risco de greve no transporte público? Ufa! Está chegando ao fim... PT nunca mais!      

 

Luiz Dias lfd.silva1940@gmail.com

São Paulo

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MARÉ BAIXA

As eleições se aproximam. A maré está baixa para a turma do “Fora Temer”. Há que cuidar para que não aconteça como às vésperas das eleições de 1988, quando a candidata do PT, que estava sem chances, segundo as pesquisas, conseguiu virar prefeita de São Paulo após as lideranças fabricarem duas vítimas no piquete grevista às portas da Usina de Volta Redonda, fato de imediato superexplorado pela turma da mídia comprometida com eles.

Maria Aparecida Gamba mariaaparecidagamba@gmail.com

Garça

                       

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GESTÃO MARTA

Na propaganda eleitoral gratuita na televisão, Marta Suplicy (PMDB) diz, em alto e bom som que, quando prefeita, fez 21 CEUs. Só não mencionou quantos infernos deixou. Né, não? 

Angelo Tonelli angelotonelli@yahoo.com.br

São Paulo

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NÃO CHEIRA BEM

O candidato tucano à Prefeitura de São Paulo, João Doria, diz que, caso seja eleito, vai abrir mão do salário de prefeito. Francamente, esse negócio de abrir mão de salário não me cheira bem. É como se ele desse com uma mão e recebesse com as duas. Estaria ele deslumbrado com os bilhões que a Prefeitura terá de administrar nos próximos quatro anos? Esse negócio de trabalhar de graça ou doar o salário não passa de conversa para boi dormir, ou será que ele pensa que somos idiotas? Calma, candidato Doria, quando a esmola é alta, o santo desconfia.

Arnaldo de Almeida Dotoli arnaldodotoli@uol.com.br

São Paulo

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PUBLICIDADE

Depois de João Santana ficou a lição de que político bom não se encontra em supermercado. O tempo exíguo – para nosso alívio – de campanha eleitoral é suficiente para mostrar o que precisamos ver, além do que já conhecíamos de cada candidato. A princípio, João Doria (PSDB), candidato a prefeito em São Paulo, uma incógnita, não solicitava muita atenção, mas, com as apresentações diárias, constatamos seriedade, segurança, credibilidade e confiabilidade, merecendo ter atingido o primeiro lugar nas pesquisas. Ele que se prepare: até as eleições haverá muitos pacotes de maldade vindos de todos os lados contra ele.

Carmela Tassi Chaves tassichaves@yahoo.com.br

São Paulo

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VOTO NULO OU BRANCO

“O pior analfabeto é o analfabeto político.” O sábio pensamento atribuído ao pensador Bertolt Brecht cabe como uma luva nas justificativa que os anuladores convictos do voto usam para justificar a decisão. Na lista de postulantes não existe o candidato voto em branco ou o candidato voto nulo. Quando o eleitor consuma uma dessas opções, além de se enquadrar no provérbio acima, como outra consequência, estará dando um tiro no próprio pé, pois o candidato que ele mais rejeita poderá ser o eleito, corroborado por sua ignorante escolha. 

Abel Pires Rodrigues abel@knn.com.br

Rio de Janeiro

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A PRIMAVERA PETISTA

Desde que Lula, banhado em lágrimas, pediu aos petistas para saírem às ruas vestindo vermelho, não vi ninguém fazendo isso. Talvez agora, com a chegada da primavera...

Jorge A. Nurkin jorge.nurkin@gmail.com

São Paulo

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ORGANIZAÇÃO CRIMINOSA

Com o prosseguimento da Operação Lava Jato, fica cada vez mais claro o “modus operandi” do Partido dos Trabalhadores (PT), que praticou atividades criminosas que lembram o Primeiro Comando da Capital ou o Comando Vermelho, com o único intuito de se perpetuar no poder.

Paulo de Tarso Abrão ptabrao@uol.com.br

São Paulo

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LEGADO

O ex-ministro da Fazenda de Lula e de Dilma Rousseff, Guido Mantega, que foi preso na 34.ª fase da Operação Lava Jato e, depois, solto pelo juiz Sérgio Moro, em razão de sua mulher enferma estar sofrendo cirurgia num hospital de São Paulo, é mais um dos principais indicados pelo PT para os altos cargos desta República que preferiram a corrupção a servir à Nação com dignidade. Mesmo depois do mensalão, raros foram os ministros desta era petista que não foram presos, ou não estão sendo investigados na Lava Jato, ou, ainda, em outras operações policiais por envolvimento em atos de corrupção. Os nomes vão de José Dirceu, passando por Antônio Palocci, Gleisi Hoffmann, Paulo Bernardo, Erenice Guerra, Edinho Silva até a ex-presidente Dilma Rousseff, por ter, entre outros crimes, utilizado verbas ilícitas em suas campanhas eleitorais. E, em meio a outros corruptos ligados ao partido, como o marqueteiro João Santana, não poderia faltar o responsável direto por essas medíocres nomeações para o Planalto: Luiz Inácio Lula da Silva, que pela segunda vez também é declarado réu na Lava Jato. É evidente que o objetivo dos petistas era o de enriquecer no poder, lixando-se literalmente para o desenvolvimento do nosso país. Como legado, além dos bilhões de reais desviados das nossas estatais, deixaram uma economia em profunda recessão, com 12 milhões de desempregados.

Paulo Panossian paulopanossian@hotmail.com

São Carlos

     

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‘PROPINOCRACIA’

 

A prisão de Guido Mantega, o artífice da “nova matriz econômica”, aquela que quase destruiu a economia e as finanças do País, demonstra que a “propinocracia”, no dizer da Lava Jato, realmente existiu e com a participação de expoentes do PT e dos governos do PT, sob a chefia de Lula, como bem expôs o editorial do “Estadão” de 22/9. Assim, o entrosamento para a obtenção e concessão de propinas, seja da Petrobrás ou de outros órgãos estatais, era patente e necessário, mas sob a batuta de Lula, o comandante do propinoduto do governo petista. Na realidade, as provas serão facilmente analisadas, catalogadas e suficientes para o livre convencimento do eminente magistrado Sérgio Moro. É bom que Lula compre um bom tênis, porque Curitiba fica distante.

José C. de Carvalho Carneiro carneirojc@ig.com.br

Rio Claro

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OPERAÇÃO ARQUIVO X

Quer dizer que o pão caiu com o Mantega virado para baixo? E aí, será a Lei de Murphy ou a Lei de Moro?

Eduardo Domingues domingueseduardo@uol.com.br

São Paulo

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A VERDADE, GUIDO MANTEGA

 

Na Operação Arquivo X, muitos foram os envolvidos, e o ex-ministro Guido Mantega foi um dos caçados pela Polícia Federal. Mas, como a prisão se deu no hospital Albert Einstein, quando Mantega acompanhava a cirurgia da esposa, tão logo o juiz Sérgio Moro soube, imediatamente mandou soltar o ex-ministro e retorná-lo ao hospital. Espera-se que Mantega, passado o sufoco, seja consciente e só fale a verdade, doa a quem doer, como diria Lula em seu tempo de glória. 

Humberto Schuwartz Soares hs-soares@uol.com.br

Vila Velha (ES)

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ROTA DE FUGA

Mantega começa a pensar na rota de Henrique Pizzolato.

Milan Trsic cra612@gmail.com

Ribeirão Preto

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SHOW DE PIROTECNIA

 

Muito se falou (e ainda se fala) da prisão temporária do ex-ministro Mantega e de sua soltura poucas horas depois, decretada pelo juiz Sérgio Moro. Mas pouco ou nada se falou das condições lamentáveis da ação da Polícia Federal, ocorrida no hospital onde a esposa do ministro estava internada para uma cirurgia de urgência. O juiz Sérgio Moro deveria, antes de tudo, mandar prender o conhecido bandidaço Luiz Inácio Lula, protagonista de escândalos muito mais graves e que continua soltinho da silva.

 

Cláudio Moschella arquiteto@claudiomoschella.net

São Paulo

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NA MIRA

Do jeito que vai indo a carruagem, até Jesus Cristo deve estar na mira da Lava Jato.

Antonio Carniato Filho antoniocarniato@gmail.com

Santa Rita do Passa Quatro

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JUSTIÇA GLAMOURIZADA

Da época da glamourização dos chefs de “cuisine”, estamos agora entrando na dos representantes da Justiça, em todas as suas esferas: frases de efeito, ironia, indignação, rompantes de humanidade e/ou falta dela são alguns dos ingredientes que, tal qual o sal do Himalaia, o azeite de trufas, o limão siciliano e outros tantos, muitas vezes servem apenas para mascarar a realidade do que estamos comendo. Eu ainda tenho esperança na delação premiada, é onde a real natureza dos fatos está menos disfarçada.

Sandra Maria Gonçalves sandgon@terra.com.br

São Paulo

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NADA QUE VER

Que fique claro de uma vez por todas: o fato de que muita gente foi presa na Operação Lava Jato por corrupção ativa e passiva, lavagem de dinheiro, contratos fraudulentos de serviços não realizados, operações de caixa 2 aqui e no exterior com recursos da Petrobrás, etc. não tem nada que ver com Dilma, Lula ou o PT, pois as pessoas cometem os citados crimes por hobby, filantropia ou por não terem nada melhor a fazer...

 

Omar El Seoud  ElSeoud.USP@gmail.com

São Paulo

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