Fórum dos Leitores

CORRUPÇÃO

O Estado de S.Paulo

29 Setembro 2016 | 03h13

A vez de Gleisi e Paulo

A senadora Gleisi Hoffmann (PT-PR) e seu marido, Paulo Bernardo, agora são réus no Supremo Tribunal Federal (STF). O casal é acusado de corrupção passiva e lavagem de dinheiro. No governo de Dilma Rousseff, Gleisi foi chefe da Casa Civil e Paulo Bernardo, ministro das Comunicações. No governo de Lula da Silva, Paulo Bernardo foi ministro do Planejamento. O STF tomou essa decisão com base nas delações de Alberto Youssef, Paulo Roberto Costa e Antônio Carlos Pieruccini. O cerco está se fechando em torno de Lula e Dilma, que não têm mais como dizer que não sabiam de nada.

JOSÉ CARLOS SARAIVA DA COSTA

jcsdc@uol.com.br

Belo Horizonte

Foi por 5 x o que o Supremo aceitou a denúncia de lavagem de dinheiro e crimes de corrupção passiva. E agora, que desculpas Paulo Bernardo e Gleisi darão?

AGOSTINHO JOSÉ DE SÁ

agostinho.bsa@gmail.com

São Paulo

Afronta às instituições

Narizinho, também conhecida por Gleisi Hoffmann, ontem, na tribuna do Senado: “Tenho certeza que em condições de normalidade política e institucional essa denúncia nunca seria aceita pelo STF. Infelizmente, nós não estamos em condições de normalidade político-institucional”. Pergunta: o STF vai ouvir isso e ficar calado? Gleisi e o seu partido apoiam o Maduro e ela vem dizer que o Brasil vive um regime de exceção? Uma senadora da República não tem o direito de afrontar as nossas instituições. Depois esse pessoal reclama que está sendo hostilizado em aeroportos e restaurantes.

LUIZ GONZAGA T. SARAIVA

gtsaraiva@uol.com.br

São Paulo

Raciocínio torto

Gleisi e Paulo Bernardo viraram réus na Lava Jato exatamente porque são inocentes, se fossem culpados o STF jamais faria uma coisa dessas! É dessa maneira que os petistas raciocinam.

EUGÊNIO JOSÉ ALATI

eugenioalati13@gmail.com

Campinas

Coerência

A senadora Gleisi não tardou em vir a público pedir a cabeça do ministro Alexandre de Moraes, da Justiça, por suas declarações inconvenientes sobre a Lava Jato. Por coerência, a senadora, agora ré, deveria afastar-se do cargo até a conclusão do seu processo. Mas coerência nunca foi o forte da ilustre senadora.

LUCIANO HARARY

lharary@hotmail.com

São Paulo

Propinocracia

Para o Ministério Público Federal ficou claro que, sob o comando supremo de Lula, eram comuns as missões dos tesoureiros Paulo Ferreira, Delúbio Soares, João Vaccari Neto e dos ex-ministros Antônio Palocci e Guido Mantega. Para lhes dar cobertura não faltou gente de confiança na chefia da Casa Civil, como José Dirceu, Dilma Rousseff, Erenice Guerra, Palocci, Gleisi Hoffmann... Todos condenados ou na mira da Lava Jato.

NILSON OTÁVIO DE OLIVEIRA

noo@uol.com.br

Valinhos

No Metrô de São Paulo

Marcelo Odebrecht e os executivos da empresa não assinaram acordo de delação premiada? Então, eles precisam informar o nome dos corruptos “Corintiano”, “Estrela”, “Bragança”, “Brasileiro”, “Santista”, “Vizinho”, “Cambada de SP” e “Santo”, que lesaram os cofres públicos de São Paulo, recebendo propinas das obras do Metrô. E tomara que isso seja esclarecido antes de 2018, quando haverá eleições para governador, pois eu não aguento mais esse blá-blá-blá de obras superfaturadas, formação de cartéis, etc., nas obras do Metrô, desde o governo de Mário Covas. E que todo político corrupto seja punido, não importa se do PT ou do PSDB.

MARIA CARMEN DEL BEL TUNES

carmen_tunes@yahoo.com.br

Americana

GREVE DOS BANCÁRIOS

A quem interessa?

Existe um componente maquiavélico nesta greve dos bancários. Interessa, e muito, aos bancos a sua continuidade. As pessoas que relutavam em usar caixas eletrônicos estão sendo obrigadas a aprender a utilizá-los, sob pena de multas no pagamento de contas, inclusão do nome na Serasa e outros inconvenientes. E os funcionários bovinamente estão contribuindo para isso, o que fatalmente eliminará muitos dos seus serviços e mais tarde redundará em demissões.

ULYSSES F. NUNES JR.

ulyssesfn@terra.com.br

São Paulo

A CUT na berlinda

É preciso investigar a CUT, que arrebanhou desocupados para permanecerem acampados na porta dos bancos em greve, sustentando faixas com os dizeres: “Comissão de esclarecimento”. Mas quando questionados dizem que nada sabem.

LUIZ HENRIQUE F. C. PESTANA

luizhenriquefcpestana@gmail.com

São Paulo

Os mais prejudicados

Greves em alguns serviços prejudicam mais o público carente. É o caso dos bancos, que prestam uma série de serviços populares, como pagamento de Bolsa Família, seguro-desemprego e outros. Só no Brasil há greves tão longas, em outros países são por períodos curtos, intercalados, para não prejudicar a população.

HEITOR VIANNA P. FILHO

bob@intnet.com.br

Araruama (RJ)

ECONOMIA

As superendividadas

Até que enfim, um superalerta da maior importância para as cabeças da velha política brasileira (O risco das superendividadas, 27/9, A3). Deveria ser o primeiro passo para que a política brasileira, totalmente corroída pela incompetência ou, pior, má-fé volte a ter importância vital para a saúde de toda a sociedade brasileira. Parabéns pelo editorial.

TADASHI WENO

tadashi.weno@contida.com.br

São Paulo

ANVISA

Atraso de vida

A Anvisa alerta sobre a liberação de remédios (28/9, A15). Essa agência leva de cinco a mais de dez anos para liberar um medicamento e quando o faz já existem muitos outros de maior eficácia. É claro que a americana FDA e os demais países desenvolvidos, quando liberam um medicamento para suas populações, devem ser “cápsulas de farinha”, como diz a Anvisa, que alega que a saúde pública estaria em risco com a liberação. Será que as populações dos EUA e da Europa, onde esses medicamentos estão liberados, correm risco? É cômico!

GUSTAVO GUIMARÃES DA VEIGA

ggveiga@outlook.com

São Paulo

“Paulo Bernardo e Gleisi, parabéns. Casal que dilapida unido permanece unido até no inferno”

CARMELA TASSI CHAVES / SÃO PAULO, SOBRE OS NOVOS

RÉUS DA OPERAÇÃO LAVA JATO

tassichaves@yahoo.com.br

“Por 5 x 0, a defensora da ‘presidenta’ agora poderá tornar-se detenta”

NÍVEO AURÉLIO VILLA / ATIBAIA, IDEM

niveoavilla@terra.com.br

“Que vergonha, hein, senadora?!”

SÉRGIO ECKERMANN PASSOS / PORTO FELIZ, IDEM

sepassos@yahoo.com.br

Cartas selecionadas para o Fórum dos Leitores do portal estadao.com.br

CASO CELSO DANIEL

Na terça-feira, morreu também Sérgio Gomes da Silva, o "Sombra", mais um dos envolvidos na morte do prefeito de Santo André Celso Daniel (PT). Coincidência é a única explicação que o idiota encontra para a coincidência...

Luíz Frid luiz.frid@globomail.com

São Paulo

*

ALIVIADOS

Morreu em São Paulo o empresário Sérgio Gomes da Silva, o "Sombra", acometido de um câncer. O Ministério Público o acusava de ser o mandante do assassinato do prefeito do PT. Várias e possíveis testemunhas deste crime bárbaro foram assassinadas após a morte de Celso Daniel, inclusive o garçom que serviu seu último jantar, na mesa que Celso dividia com Sombra num restaurante da capital paulista. Na época se falava que o mandante poderia ter sido José Dirceu; depois, o ex-presidente Lula; e, por fim, ele, o Sombra, foi condenado a 15 anos de prisão. Se houve outros culpados, nesta hora devem estar sorrindo aliviados.

Arnaldo de Almeida Dotoli arnaldodotoli@uol.com.br

São Paulo

*

OS MORTOS DO CASO DANIEL

Sobre a declaração do sr. Roberto Podval de que o "Sombra" vivia aflito por ser acusado de ser o mandante da morte do prefeito Celso Daniel, entende-se o porquê dessa suposta aflição, visto que os mandantes de fato ainda estão soltos, à mercê de chantagens. Ele, acredita-se, foi um facilitador, abrindo a porta de um carro que era blindado para os "assaltantes". Já as testemunhas, quase todas, morreram a seguir e por razões diversas. Até que para um homicídio comum - como afirmado à época - é no mínimo estranho acompanhar tantas mortes acessórias ao assassinato de Celso Daniel. Continuamos aguardando que a história esclareça este crime brutal, já que a Justiça parece cega.

Célia Canhedo cecanhedo@gmail.com

São Paulo

*

CASO ENCERRADO

Mais uma vez, a força do mal e a injustiça superaram o bem e a justiça neste país. Morreu em São Paulo de câncer o empresário Sérgio Gomes da Silva, o "Sombra", um dos principais personagens do caso envolvendo o assassinato do prefeito Celso Daniel (PT), em janeiro de 2002. Assim, jamais saberemos quem foi o principal protagonista e, consequentemente, o mandante daquele crime, pois com Sombra morre também a continuidade dessa investigação.

Angelo Tonelli angelotonelli@yahoo.com.br

São Paulo

*

VOLTA AO PASSADO

Na segunda-feira, a Operação Lava Jato levou à prisão outro ministro da Fazenda do PT, Antonio Palocci Filho. Aquele, cujo caseiro Francenildo denunciou que, em 2006, mantinha uma casa alugada no Distrito Federal onde promovia encontros clandestinos com políticos, levando malas de dinheiro e proporcionando "festinhas íntimas", o que levou os brasileiros a apelidarem o lugar de "Casa da Mãe Joana". Na época, Palocci chegou até a usar de seu prestígio de ministro para invadir a conta particular do caseiro na Caixa Econômica Federal (CEF), tentando denegrir sua denúncia. Muitos boatos correram nestes anos todos sobre essa figura importante do PT, enquanto atuante ou não, mas nunca encontravam seus rastros, bem no estilo das máfias italianas. A operação da Polícia Federal, chamada Omertà, deveria levar o nome de "Mafia da Famiglia Petista". A prisão coloca o bode na sala de Lula e Dilma.

Beatriz Campos beatriz.campos@uol.com.br

São Paulo

*

UM MAU MÊS

Recentemente, a Polícia Federal prendeu os ex-ministros Antonio Palocci e Guido Mantega. Mantega foi ministro do Planejamento e Palocci foi ministro da Fazenda, ambos no governo do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Palocci foi ministro-chefe da Casa Civil no governo da ex-presidente Dilma Rousseff. Paulo Bernardo, réu no Supremo Tribunal Federal (STF), também foi ministro dos governos petistas. Definitivamente, o mês de setembro de 2016 foi péssimo para Lula e Dilma, que estão cada vez mais envolvidos no gigantesco esquema de desvio de dinheiro da Petrobrás. 

José Carlos Saraiva da Costa jcsdc@uol.com.br

Belo Horizonte 

*

OS HOMENS DO(A) PRESIDENTE

Estamos vivendo a versão brasileira do famoso filme "Todos os homens do presidente", que trata das falcatruas cometidas pela turma do ex-presidente Richard Nixon, dos Estados Unidos, para ganhar as eleições de 1972. Com a prisão do "Italiano", tombou mais um membro do círculo íntimo do honesto Lula e da injustiçada Dilma Rousseff. Não devemos nos apressar, entretanto, em ligar.

 

Omar El Seoud ElSeoud.USP@gmail.com

São Paulo

*

PETISTAS PRESOS

Nos últimos 13 anos o Brasil foi governado por um bando de ladrões que continuam alardeando inocência!

Lourdes Migliavacca lourdesmigliavacca@yahoo.com

São Paulo

*

SAFO

Antonio Palocci há uma semana já aguardava a visita da Polícia Federal em seu apartamento de R$ 6 milhões, tanto é verdade que até fez cara de alívio. Nem mesmo o vazamento do ministro da Justiça, Alexandre de Moraes, sobre o assunto o tirou da paz. Esse é safo!

Júlio Roberto Ayres Brisola jrobrisola@uol.com.br

São Paulo

*

HIPOCRISIA

A hipocrisia de alguns órgãos de imprensa e da política chega às raias do absurdo. Na semana passada, todos já sabiam que vinha coisa brava esta semana. E o nome de Antonio Palocci era campeão. Bastou o ministro da Justiça dar um "spoiler" óbvio para quase perder o cargo. O momento hilário foi ver Gleisi Hoffmann e Vanessa Grazziotin "indignadas". Vai ficar cada vez melhor. Obrigada, Francenildo, você nos livrou de Palocci na Presidência da República.

Elisabeth Migliavacca

São Paulo 

*

FIÉIS DA BALANÇA?

?

José Dirceu não falou, João Vaccari Neto não falou, Delúbio Soares não falou, José Genoino não falou. Só para citar os mais emblemáticos. Que ninguém espere que o senhor Antonio Palocci "abra o bico", como se usa dizer. Pura e simples!

Eleonora Samara eleonorsamara@bol.com.br

São Paulo

*

UNIDOS

Os membros da família petista seguem unidos, mas como investigados, réus ou já presos por supostos atos de corrupção investigados pela Operação Lava Jato e outras operações policiais em que estão metidos. Os ex-ministros de Lula e Dilma, o casal petista Gleisi Hoffmann e Paulo Bernardo, por decisão do Supremo Tribunal Federal (STF), tornam-se réus na Lava Jato porque, supostamente, receberam R$ 1 milhão de propina do esquema de corrupção na Petrobrás. A senadora Gleisi, que gastou desnecessariamente muita energia na tropa de choque do PT que chamava de "golpe" o impeachment de Dilma Rousseff, vai precisar de muito fôlego também para tentar convencer o Judiciário (o que será difícil) de que não é corrupta. E o seu marido, Bernardo, além desta investigação citada acima, tem nas suas costas outra, pela qual até já chegou a ser preso, por supostamente ter recebido de propina para proveito pessoal e para o PT mais de R$ 100 milhões oriundos de desvios de operações de empréstimo consignado de funcionários públicos.  Eis a vocação do PT de Lula.

Paulo Panossian paulopanossian@hotmail.com

São Carlos

*

CASAL 20 MI

Finalmente, o Supremo Tribunal Federal (STF) aceita denúncia e torna o ex-ministro do Planejamento Paulo Bernardo e a senadora Gleisi Hoffmann réus na Lava Jato.

Sergio S. de Oliveira ssoliveiramsm@gmail.com

Monte Santo de Minas (MG)

*

A BELA GLEISI HOFFMANN

Dizem que toda unanimidade é burra, mas esse velho ditado não foi ouvido pelo relator e todos os membros da corte da Operação Lava Jato no STF, na denúncia do procurador-geral da República,  Rodrigo Janot, contra a senadora Gleisi Hoffmann. O esquema era altamente familiar, já que o marido, ex-ministro Paulo Bernardo, cobrou propina a um ex-diretor da Petrobrás, Paulo Roberto Costa (o "Paulinho"), para abastecer a dispensa eleitoral da esposa, a bela e contundente senadora Gleisi, num papel muito feio, em contraste com toda a sua beleza.

Abel Pires Rodrigues abel@knn.com.br

Rio de Janeiro 

*

DESABAFO

O Brasil tem milhões de habitantes prevalentemente honestos, é a sétima economia do mundo, é o quinto país em área territorial. Tudo isso acaba perdendo significado e importância pela obra de alguns milheiros de indivíduos que, infelizmente, elegemos como nossos representantes e que, na sombra de etiquetas neoliberais e populistas, arruinaram a economia e sujaram o nome do País. As teorias neoliberais e um câmbio favorável permitiram que as empresas encontrassem vantagens na importação de insumos, vantagens, porém, provisórias, que inibiram a modernização e a inovação do setor produtivo. Da mesma maneira, as teorias populistas arruinaram a economia do Estado sem proporcionar vantagens à população. A ganância e a corrupção nas altas esferas da política foram imitadas nos demais segmentos da administração pública, o que acabou proporcionando aos seus usuários serviços cada vez piores. A austeridade atualmente proclamada servirá somente para tentar acertar o caixa do Estado. O custo da salvação, se vier, será em longo prazo e quem o pagará será, como sempre, o contribuinte, aquele que sempre pagou bastante sem receber muito em troca. Além dos males da política, o País está assistindo a uma sensível onda de violência que encontra suas raízes no tráfico de drogas e nos poucos resultados da ação policial. Parece que toda a energia dos procuradores e do efetivo policial está direcionada para a Operação Lava Jato, que, entretanto, é uma operação sem fim gerada principalmente pela delação premiada, uma corrente feita de anéis interligados cuja extensão é desconhecida. Parece-me justo lembrar que a modalidade da delação é totalmente priva de moralidade, considerando que o malandro tenta se livrar, cerca vingança ou não acha justo afundar sozinho. Lembro que, por tradição, na Itália, os "Carabinieri obedecem em silêncio, em silêncio servem, em silêncio morrem, longe do perigoso protagonismo que por aqui virou mania. Acho que os brasileiros de bem, que são quase 200 milhões, precisam de um País que funcione, que saiba administrar a "rés publica" e entenda a necessidade imperiosa de encontrar os meios para afastar do poder os protagonistas da corrupção e da incompetência, que, mesmo com novas máscaras, continuam no mesmo palco.

Francesco Magrini framagr@ig.com.br

Cachoeira Paulista

*

LIMPANDO A SUJEIRA

Com a força-tarefa da Operação Lava Jato chegando ao metrô de São Paulo, presumo que em breve poderemos ver tucanos na gaiola.

Virgílio Melhado Passoni mmpassoni@gmail.com

Jandaia do Sul (PR)

*

PUNIÇÃO

A população brasileira, em todos os Estados, sofre as consequências de acordos e conchavos entre muitos Executivos e Legislativos com empreiteiras que ganham contratos para a execução de obras públicas. A Operação Lava Jato deveria servir de exemplo e motivação para que esses fatos fossem investigados e os irresponsáveis fossem punidos, como no caso da suspeita de propina em obras do Metrô de São Paulo. Qual o organismo que vai investigar?

Uriel Villas Boas urielvillasboas@yahoo.com.br

Santos

*

OS CONTÊINERES DE LULA

O caso dos 14 contêineres que Lula levou consigo depois de seus anos no Palácio do Planalto, lembrado em editorial do "Estadão" de 22/9, é um escândalo pela mera existência. E não revelaram ainda (?) o seu conteúdo. A falta de pressão por desvendar este mistério presta um mau testemunho da percepção política e moral reinante. Não há memória de generais dos governos militares, nem Itamar ou FHC terem levado troféus dos seus períodos de governo para casa. Por que não há uma onda de indignação agora? Quem, como e por que pagou o depósito é secundário, embora importante. A mídia deve acertar o foco.

Harald Hellmuth hhellmuth@uol.com.br

São Paulo

*

CORPO MOLE

Ninguém sabe o que tem dentro dos 14 contêineres de Lula... Ninguém fez medida de arrolamento, cautelar, do conteúdo? É patrimônio público (o réu Paulo Okamotto diz que sim...)? Onde está o Ministério Público Federal (MPF), principalmente depois que se descobriram desvios de obras de arte do Planalto, assim como faqueiro recebido da majestade inglesa? Será que o conteúdo já não foi substituído por "bugigangas", como sugere o editorial do "Estadão" de 22/9? De novo: onde está você, MPF? Pelo menos estão apurando as omissões tantas nesse episódio, a prevaricação? Por que estes anos todos de corpo mole? Quem explica?

Paulo Américo de Andrade paandrade@gmail.com

São Paulo

*

BEM DO POVO

Como disse o sr. Paulo Okamotto, o conteúdo dos contêineres é "um bem cultural do povo brasileiro". Por que, então, em vez de solicitar à construtora OAS o pagamento do aluguel dos mesmos, não seria melhor doar para uma universidade ou museu?

Vital Romaneli Penha vrpenha@terra.com.br

Jacareí

*

ACERVO NOSSO

Apenas uma pergunta: se os contêineres de Lula, guardados à custa da OAS, contêm apenas acervo do povo, eu me pergunto por que não deixou tudo no palácio quando saiu? 

Lucia Mendonça luciamendonca@terra.com.br

São Paulo

*

'TRALHAS'

Será que a OAS patrocinaria o armazenamento das "tralhas" que estão atravancando a minha dispensa?!

José Gilberto Silvestrini jgsilvestrini@gmail.com

Pirassununga 

*

TRAJETÓRIA

Ao analisar a trajetória de Lula, chega-se a uma conclusão óbvia: constata-se uma convergência de seus atos ideológicos e políticos para a obtenção de um mesmo fim, a perpetuação de seu grupo político no poder. No campo ideológico, iniciou, juntamente com Fidel Castro, em 1990, o Foro de São Paulo, organismo comunista que tinha como objetivo reunir países de esquerda e criar a União das Repúblicas Socialistas da América Latina, nos moldes da extinta URSS. Resolveu apoiar esses países. Foram beneficiados, principalmente, Cuba, Venezuela, Equador, Argentina, Nicarágua e Panamá. Por intermédio do BNDES, sem o conhecimento do Congresso Nacional, canalizou bilhões de dólares para esses países, principalmente nos dois últimos anos de seu governo. As obras foram entregues a grandes empresas nacionais. Podem ser citadas algumas: hidrelétricas, portos, aeroportos, aquedutos, metrôs, pontes, rodovias. Simultaneamente, escancarou as portas da Petrobrás, iniciando-se aí o malsinado propinoduto, no qual participam as empresas envolvidas nas obras no exterior, bancos, funcionários da empresa e partidos políticos. Prosseguindo no seu projeto, elegeu a sua sucessora, que seguiu na mesma linha de atuação. A política econômica adotada por ambos, somada ao desvio de recursos para o exterior e a deslavada corrupção que imperou no período, arrasou com a economia nacional. E ainda tem gente que grita "Fora Temer"...

Ricardo Pereira de Miranda ricarmiran@terra.com.br

Salvador

*

INTRIGANTE

Observação intrigante: por que os indivíduos que apoiam o "Fora Temer" nada falam sobre o "Volta Dilma" ou o "Fora PT", que escolheu Michel Temer e o PMDB?

 

Leila E. Leitão

São Paulo 

*

QUEM É 'O CARA'?

Durante o seu segundo governo, Lula, em encontro com o presidente Barack Obama, para surpresa dos brasileiros esclarecidos, foi chamado por ele de "o cara". A avaliação equivocada de uma autoridade com o prestígio de um presidente americano contribuiu para iludir ainda mais os já desorientados eleitores brasileiros em relação à figura sinistra e maléfica de Lula, dando-lhe condições de, com seu prestígio, agora aumentado, eleger mais um "poste", causando-nos este imensurável prejuízo. George Washington, sim, foi o cara, pois financiou milhares de colonos para se estabelecerem em terras, e, após poucos anos, tornou aquele país no maior produtor de grãos do mundo, propiciando arrecadação de bilhões de dólares em impostos. Já o programa Bolsa Família, por exemplo, criado pelo "cara" petista, nos tem onerado com R$ 14 bilhões eternamente. Portanto, digam-me: Quem é o cara? 

Josias R. de Souza josias42souza@gmail.com

Guarulhos

*

'UM KEYNES INVEROSSÍMIL'

Em excelente artigo publicado ontem no caderno de "Economia" do "Estadão", com o título "Um Keynes inverossímil" (página B2), o professor Marcelo de Paiva Abreu, com espantosa síntese, ministrou aula memorável sobre a participação de John Maynard Keynes na reunião de Bretton Woods e, com elegância rara, corrigiu uma série de equívocos cometidos por Luis Fernando Veríssimo em artigo publicado no jornal "O Globo" de 25/9 sobre o economista inglês e os autointitulados keynesianos. Além disso, sutil e genial, desertou os falsos herdeiros de Keynes Dilma Rousseff e Guido Mantega. Obrigado, professor, pela aula.

Cezar João Augusto cezarja3008@gmail.com

Bertioga

*

SOBRE KEYNES E VERÍSSIMO

Muito interessante o artigo do sr. Marcelo de Paiva Abreu sobre Bretton Woods, Lorde Keynes e a visão de Luis Fernando Veríssimo a respeito. Vai ao encontro de minha opinião a respeito do sr. Veríssimo: os textos de economia e política dele não estão à altura do cronista original e inventivo que, de forma geral, ele é. Quando aborda esses temas, comporta-se como um militante, com argumentos pueris e inconsistentes - um mestre do "wishfull thinking".

Vito Labate Neto vitolabate@yahoo.com

Mairiporã

*

INCONTESTÁVEL

Agradeço ao sr. Marcelo de Paiva Abreu pelo artigo "Um Keynes inverossímil" ("Estadão", 28/9, B2). Claro, explícito e não deixa dúvidas sobre o assunto. Como é bom ler o texto de pessoas que não confundem alhos com bugalhos.

Maria Sueli de Almeida sueli2@terra.com.br

Curitiba

*

OPORTUNISMO

 

Reconheço a inteligência e o talento de Luis Fernando Veríssimo, mas reconheço, também, seu oportunismo para politizar - sempre em benefício da esquerda atrasada - assuntos políticos nacionais. O professor Marcelo de Paiva Abreu lavou minha alma com o artigo "Um Keynes inverossímil". 

Sergio Rodrigues serrod@uol.com.br

São Paulo

*

LEITURA RECOMENDADA

Excelente o artigo de Marcelo de Paiva Abreu, "Um Keynes inverossímil" (28/9, B2), sobre o malabarismo ignorante e desatualizado de Luis Fernando Veríssimo no artigo "Filhote", publicado no "O Globo" de 25/9. Começando pelo discreto trocadilho do título - sem ser "mal agradecido ao seu pai" (o grande Veríssimo) -, Paiva enumera vários erros grosseiros do autor sobre Keynes, pelos quais este "reviraria no túmulo" ao ver seu nome associado à política econômica desastrosa de Dilma Rousseff. Leitura recomendada para pessoas que, como Arnaldo Jabor, "estão prontas para renegar as suas dúvidas pequeno-burguesas" ("O exército do 'Fora Temer'", 27/9) aprendendo com os intelectuais e artistas famosos.

José Antonio Garbino ja.garbino@gmail.com

Bauru

*

ELEIÇÕES MUNICIPAIS

No próximo dia 1.º de janeiro de 2017, mais de 5.500 novos prefeitos tomarão posse no Brasil. Todos os candidatos que serão eleitos ou reeleitos no próximo fim de semana, sem exceção, estão prometendo, em suas campanhas, a solução de todos os problemas. Depois de eleitos e antes mesmo da posse, os que tiveram mídia já terão dito que imaginavam a dificuldade. Após a posse, a maioria já dirá ter certeza de que não cumprirá suas promessas fáceis. Mas isso é uma retórica de um modelo distorcido e arcaico de fazer política: ou promete tudo, numa fantasia enlouquecida e escancaradamente mentirosa, ou, com um discurso mais realista, não se elege nem para síndico. Administrar é priorizar. Uma das principais prioridades deveria ser firmarem um pacto para extinguirem o analfabetismo funcional em quatro anos de gestão. Pode não ser possível, mas deveriam tentar, já que se trata de um problema de difícil solução, em relação ao qual vários programas nem chegaram perto de resolver. Há uns 40 anos criaram o chamado Mobral, Movimento Brasileiro de Alfabetização. Depois, o Mova, Movimento de Alfabetização de Jovens e Adultos, EJA, Educação de Jovens e Adultos, além de muitos outros discursos e promessas. Deveriam estabelecer metas claras, plausíveis e tentar cumpri-las. Cada prefeito tem um secretário e uma equipe de educação para isso. Nenhuma medida para valer, visando a qualificar os professores para melhorar a qualidade do ensino, é posta em prática. Colocar computadores públicos em todos os bairros e vilas se faz imperioso. Existem algumas iniciativas esparsas, que não geram resultados concretos. Sem projetos mirabolantes, deveriam criar políticas de arborização das cidades, vilarejos e de estradas nas áreas rurais. Poderiam fornecer mudas adequadas aos solos, ficando o proprietário do imóvel responsável por zelar e proteger as árvores. Na área da saúde, toda prefeitura deveria contratar ao menos um urologista, um ginecologista para exames preliminares, que desafogariam os centros médicos das cidades maiores. Pequenos postos de atendimento deveriam ser instalados nos vilarejos, com ambulância disponível para transportar as emergências, não permitindo a utilização desses carros para subir e descer com diretores e funcionários. Muitas são mais usadas para isso do que para conduzirem os doentes. Fechar-se-ia o ciclo de medidas simples com a contratação de dentistas para orientação de cuidados preventivos. Também deveriam desenvolver campanha de forma permanente, a fim de cobrar de moradores e de comerciantes que mantenham suas calçadas e meios-fios totalmente limpos; sem papel de bala, sem borrachas de chiclete, sem bitucas de cigarro.  Exigir das escolas que orientem os alunos sobre atos do dia a dia, como o respeito às regras de trânsito, a alimentação adequada, a ingestão suficiente de líquido e outros comportamentos. Entre essas e tantas outras medidas, também deveriam instituir oficialmente torneios de esportes diversos. Alguns no âmbito das escolas, outros em vilas e distritos, até chegar ao nível municipal, com premiação financeira. Outras competições mais amplas, num espaço de tempo maior, de esportes como vôlei, natação, futebol, dama, tênis de quadra e de mesa, xadrez e outros. Tudo de forma simples e prática.

Pedro C. da Costa pedcardosodacosta@refletindoobrasil.com.br

São Paulo

*

BOA SORTE, SÃO PAULO

Cumprimento o eleitor paulistano e toda a população da Capital, pois, segundo as últimas pesquisas (Datafolha) um nome nunca antes visto nos meios políticos está tomando a dianteira para assumir a prefeitura da maior cidade do País. O excelente editorial "Uma eleição melancólica" ("Estado", 25/9, A3) fala da profunda decepção de São Paulo não ter nenhum candidato à altura para governar a cidade e que a eleição está repleta de rostos conhecidos. Bem por isso é que a população está inclinada a eleger um ilustre desconhecido nos meios políticos, pois está "cheia" de votar em ilustres conhecidos, e, no entanto, a cidade, há anos, continua emperrada e com graves problemas. Então, por que não tentar algo novo, para sair desse viciado marasmo perene? A hora é esta. Quem sabe o Brasil, carente de novas lideranças, siga o exemplo de São Paulo e descarte os eternos medalhões, a começar pelas eleições majoritárias de 2018.   

Sérgio Dafré sergio_dafre@hotmil.com

Jundiaí

*

'POSTE'

Vai ser difícil de acender depois de domingo. Nem trazendo o eletricista incomparável.

Moises Goldstein mg2448@icloud.com

São Paulo

*

ERUNDINA E A EX-CMTC

Dona Erundina, candidata à Prefeitura de São Paulo pelo Psol, a senhora está lembrada da CMTC, uma grande companhia de transporte municipal paulistana que dava muitos empregos a motoristas, cobradores e diversos outros em várias profissões? Quando a senhora assumiu a Prefeitura de São Paulo, em 1989, ela já era um cabide de empregos com seis funcionários por ônibus, o dobro da média das demais companhias. Pois bem, pasmem! Quando a senhora entregou a Prefeitura paulistana para Paulo Maluf, a CMTC estava com o dobro de funcionários de quando a senhora a recebeu. 12 funcionários por ônibus! O seu sucessor, Paulo Maluf, não teve outra saída senão fechar a CMTC, que estava falida! A senhora teria coragem, agora, de dizer quantos funcionários foram para a rua em razão de sua incompetência?

Benone Augusto de Paiva benonepaiva@gmail.com

São Paulo

*

'MANANCIAIS BANDIDOS E POLÍTICA'

Quero congratular a opinião editorial do "Estado" com o ilustrativo texto "Bandidagem nos mananciais" (27/9, A3). Veio chamar a atenção deste tema estratégico para a sobrevivência da espécie, em plena campanha para eleger o prefeito da cidade e numa metrópole em constante crise hídrica por causa do seu "modelo romano" de abastecimento, pouco se trate da questão estrutural dos mananciais. Parelheiros é a subprefeitura com ¼ do território do município e daquele manancial vem 1 de cada 3 copos de água que se utiliza na cidade. Em 19 anos aquele território aumentou sua população em 136%, enquanto cerca de 14 subprefeituras diminuíam sua população. Fui subprefeito de Parelheiros de 2005-2009 e tenho a convicção de foi iniciada e descontinuada uma política integral de Estado respeito aos mananciais da cidade. No link https://issuu.com/walterteschtesch/docs/dossi___opera____o_defesa_das__agua, para quem desejar se informar e aprofundar nas diversas facetas do tema, está registrado um vasto conjunto de informações deste modelo perverso de ocupação dos mananciais, artigos que ilustram os temas envolvidos em quatro anos de gestão contínua, o caso de Vargem Grande, que ocupa a Cratera de Colônia, e um dossiê da única experiência de fiscalização integrada que deu resultados efetivos, que foi a Operação de Defesa das Águas. Esta se inicia em Parelheiros e terminou monitorando 17 subprefeituras. Parelheiros, parte da Capela do Socorro e M'Boi Mirim, com conexão com as represas, deveriam certamente ter um estatuto especial de gestão e monitoramento constante de um prefeito que queira garantir o futuro seguro à cidade. Do contrário, a tendência é ampliar o modelo predatório de urbanização selvagem, com consequências previsíveis que já vemos em alguns Estados e países. Agora temos na agenda o manancial da Bacia do Alto Juquiá, de onde virá água para cerca de 1.500.000 paulistanos. Ali, quem sabe, ainda podemos realizar uma gestão integrada e pacífica que garanta água à cidade. Temos uma Área de Proteção e Recuperação de Manancial de 1 mil km2 e com cerca de 50 mil habitantes. Contudo, a Regis Bittencourt e a Raposo Tavares e o prometido Metrô para Taboão da Serra são fatores indutores de ocupação sem regras, que terminará por uma rápida ocupação irregular da região.

Walter Tesch walter.tesch65@gmail.com

São Paulo

*

BOA IDEIA

Ideias importantes que eram difíceis de serem praticadas agora são fáceis. Durante décadas, combati quase que no deserto a inutilidade para veículos leves do carregamento dos extintores de incêndio. Quando já não vislumbrava mais o fim daquela excrecência, eis que o Denatran, ou sei lá que alto órgão, decidiu desobrigar os condutores de seu uso. Há muitos anos, penso também que muitos feridos e assassinados no trânsito poderiam não ter sido nem feridos nem assassinados se pudéssemos enviar para um órgão central textos, fotos e vídeos de condutores colocando a vida sua e, pior, a integridade física dos outros em risco. Esse órgão central avaliaria o material e, imediatamente, acionaria o órgão de trânsito mais próximo do infrator, que tomaria as providências cabíveis. Dados do mau condutor seriam armazenados e transmitidos para todos os pontos do País com a finalidade de coibir seus abusos. Hoje, isso é perfeitamente possível. Pois bem! O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) acaba de introduzir algo exatamente assim para coibir infrações à legislação eleitoral. Cada pessoa de boa índole pode, agora, encaminhar denúncias para quem tem o dever de impedir ações proibidas no período eleitoral. Gostei. E agora está mais fácil de transpor a ideia para o campo tenebroso do trânsito e torná-lo suave como deveria ter sido sempre.

 

Osnir G. Santa Rosa osnirsantarosa@bol.com.br

São Paulo

*

TRÂNSITO SEM ESTUDO

Quero denunciar um flagrante desrespeito ao cidadão subjugado à indústria da multa implantada em São Paulo. No bairro da Água Rasa, na Rua do Acre, entre as Ruas Guareí e Mogi Mirim, existe uma faixa de ônibus de aproximadamente 40 m onde está instalado um radar. Isso foi resultado da implantação de uma faixa de ônibus na Rua do Acre que resultou numa situação catastrófica para o motorista que vem pela Avenida Salim Farah Maluf e, agora, é obrigado a fazer o retorno para acessar a Avenida Sapopemba ou a Avenida Regente Feijó por ali. Nessa implantação, houve ausência total de engenharia de tráfego, prejudicando os motoristas e, ainda, com o efeito perverso de não facilitar o fluxo de ônibus. Explico: o motorista, ao tentar acessar a Rua do Acre, vindo da Rua Guareí, encontra o trânsito sempre parado, ficando sem condições de acessar a via. Ocorre que, enquanto fica tentando uma brecha para seguir, fica naturalmente impedindo a passagem dos ônibus, e isso acontece devido a uma faixa de ônibus de 40 m, com um radar preparado para pegar os incautos, que por segurança estão olhando para o lado oposto, onde está o tráfego. E mais: os próprios ônibus não respeitam sua faixa, pois têm de se posicionar à esquerda para acessar a Avenida Álvaro Ramos. Se tivesse havido um mínimo de estudo nesse trecho, devido ao retorno, não deveria ter faixa de ônibus.

 

Antonio F. Alves Junior antonio@franciscoalves.com.br

São Paulo

*

MASSACRE DO CARANDIRU

Com efeito, a anulação pela 4.ª Câmara Criminal do Tribunal de Justiça de São Paulo (TJSP) dos julgamentos dos 74 policiais militares condenados pelo massacre do Carandiru, em que 111 detentos foram brutalmente executados a tiros, após uma rebelião, em 1992, constitui crime bárbaro e hediondo de violação de direitos humanos. Como se sabe, todos os réus admitiram que atiraram contra os presos e já foram condenados por unanimidade (!) em cinco tribunais diferentes. Como bem disse Maria Laura Canineu, diretora no Brasil da notória Human Rights Watch, "a decisão de anular o julgamento dos policiais reforça a tese de que a impunidade nos casos de abusos cometidos por agentes do Estado é a regra no País e reflete a falha do Estado em todas as frentes, quando se trata de investigar e punir graves violações de direitos humanos, como torturas e execuções". Por oportuno, cabe também citar o que disse o desembargador Camilo Léllis, que votou contra a absolvição dos PMs: "É preciso individualizar a conduta de cada policial. Houve uma situação de confronto e acredito que aconteceram excessos, mas é preciso verificar quem se excedeu, quem atirou em quem. A perícia foi inconclusva e duvidosa". Diante do revés da Justiça, a anulação do julgamento constitui uma afronta e um novo massacre contra os direitos humanos. Uma vergonha!

J. S. Decol decoljs@gmail.com

São Paulo

*

LEGÍTIMA DEFESA

Há que enaltecer e não reagir com perplexidade à insofismável decisão do Tribunal de Justiça de São Paulo (TJSP), de expressivo conteúdo técnico-jurídico, que anulou, na terça-feira, os julgamentos dos 74 policiais militares condenados pelo massacre do Carandiru, em que 111 detentos foram mortos (marginais ensandecidos que se mostraram dispostos a provocar um massacre e a matar os policiais que se insurgissem contra a rebelião atroz desencadeada). O voto proferido pelo relator, desembargador Ivan Sartori, que presidiu a sessão da 4.ª criminal do TJSP, foi assombrosamente lídimo ao prolatar que os acusados agiram em legítima defesa e que a situação encontrada pelos policiais militares no pavilhão nove do Carandiru era "alarmante". Coerentemente, o relator recomendou absolvição do 74 policiais. Outros dois desembargadores também votaram pela anulação do julgamento, mas foram contra a absolvição dos 74 PMs. Como a decisão pela absolvição dos 74 PMs não foi unânime, outra sessão será marcada com a presença de outros dois desembargadores que não estiveram presentes na sessão de terça-feira. Que se faça justiça e que os 74 PMs sejam inocentados por absoluta ausência de provas cabais. De outra sorte, não deve surpreender a reação de entidades de direitos humanos que revelaram perplexidade e insatisfação, uma vez que, histórica e prodigamente, elas têm se pautado única e exasperadamente por defender direitos humanos apenas para os bandidos (eu não conheço sequer uma defesa veemente dessas entidades a favor de inocentes que foram mortos pela ação de meliantes).

Junios Paes Leme junios.paesleme@outlook.com

Santos 

*

CARANDIRU

Cumprimento o "Estadão" pela publicação de excelente matéria na página A12 de 28/9. Cumprimento o jornalista Alexandre Hisayasu pelo trabalho. Cumprimento os desembargadores Camilo Lellis e Edison Brandão, pela correta e corajosa decisão. Uma questão de matar ou morrer. A rebelião no Carandiru era uma farsa. Na verdade, era uma emboscada para matarem os PMs, apossarem-se das armas e soltarem 6 mil presos de alta periculosidade, que iriam se espalhar por toda a cidade e o País, matando e assaltando. Os presos colocaram colchões incendiados nas extremidades do corredor e os PMs ficaram encurralados. Os presos provocaram um curto-circuito e cobriram as janelas com cobertores, provocando uma escuridão com a fumaça. Os presos gritavam que tinham armas e que todos os PMs iriam morrer, jogaram óleo de cozinha no corredor e gritavam que era combustível e que todos iriam morrer queimados. Jogaram aviões de papel com alfinetes na ponta e zarabatanas feitas de caneta com também alfinete na ponta com sangue e alardeavam que estavam com sangue contaminado com HIV. Sentimos pelos presos que morreram, que gritavam que tinham as chaves da cela e que sairiam para matar os PMs. Os PMs só atiraram porque não tinham outra saída, era situação de vida ou morte, estavam encurralados. Ninguém ficou feliz com o resultado da operação, muitos ficaram com problemas emocionais e não conseguiam dormir, muitos ficaram traumatizados com problemas psíquicos e até hoje têm medo de ser assassinados por parentes e amigos dos presos. Detalhes da operação me foram contados de maneira informal, de colega para colega, de amigo para amigo, pelo coronel Ubiratam. E PMs meus conhecidos, que vinham consultar comigo, com medo de estarem contaminados pelo vírus da aids. Os PMs têm de ser condecorados e homenageados, foram verdadeiros heróis, arriscaram a vida pela sociedade e o resultado do confronto poderia ter sido vitorioso da outra parte no fim do confronto.

Salomao Fainberg Tessler stessler@uol.com.br

São Paulo

*

BURACO NO MARACANÃ

A apresentação da bailarina dançando com um robô na cerimônia de abertura da Paralimpíada do Rio de Janeiro deixou o público maravilhado pela performance técnica de ambos. A tecnologia de ponta usada na construção do robô contrasta tremendamente com a imbecilidade dos responsáveis pelo evento ao permitir a escavação de um buraco de 6m de comprimento por 4m de largura e 1,5m de profundidade no centro do gramado do Maracanã para fixação do robô. Será que ninguém pensou em fazer um palco elevado desmontável? Isso só demonstra a total falta de critério, sensibilidade e respeito com a tecnologia e com o dinheiro do povo brasileiro na construção do gramado do estádio. Infelizmente, o gramado nunca mais será o mesmo. Vai ficar igual às nossas rodovias, que, quando remendadas, ficam sujeitas a enormes depressões.  

Valdy Callado valdypinto@hotmail.com

São Paulo

*

AGONIA TRABALHISTA

Desculpem-me por tratar de um assunto pessoal neste espaço, mas é a única maneira que tenho para tentar ser ouvido pelo Tribunal Superior do Trabalho (TST). Em junho de 2006, entrei com um processo trabalhista contra meu antigo empregador. Um processo simples, sobre direitos não reconhecidos. Tinha 61 anos de idade. O processo levou dez anos - isso mesmo, dez anos - para ser julgado no Rio de Janeiro. Após a terceira instância, em face dos recursos apresentados, ganhei em boa parte a causa. Não recorri da sentença, embora não tenha sido atendido em minhas justas pretensões. Melhor alguma coisa do que nada. A recorrida apelou para o TST em Brasília, por puro sentimento de protelação, o que não vem ao caso. Em outubro de 2015, o processo foi para a instância superior, já digitalizado. Meu advogado fez petição de preferência em razão de minha idade, mas parece que encontrou ouvidos moucos. Até hoje, pelo que sei, o juiz relator em Brasília não levou o processo ao plenário. Estou passando por dificuldades concretas e é fundamental para minha sobrevivência e da família ter esse assunto resolvido de uma vez por todas. Não peço nenhum reexame da sentença proferida, somente a devolução para a vara competente no Rio de Janeiro, para acabar com essa agonia e sobressalto que estou vivendo, seja o resultado que for. 

Paulo Tude petude@hotmail.com

São Paulo

*

AS PRIORIDADES DO STF

Prezada ministra Cármen Lúcia, presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), estamos vivendo uma época difícil. Em seu discurso de posse na presidência do STF, exaltou o cidadão brasileiro e a justiça. Solicito informar aos cidadãos brasileiros qual é a data provável para o andamento célere dos 12 inquéritos envolvendo o presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL). Aproveitando que está no início de sua trajetória no comando do Supremo Tribunal Federal, por que não inovar e criar uma lista pública de prioridades, que pudesse ser consultada pelos cidadãos brasileiros para verificarem a atuação desta casa, em sintonia com as prioridades da Nação? Não creio que algo que estava há 33 anos nas prateleiras do STF seja algo de extrema prioridade, me desculpe.

Ricardo Lorenzi ricardo.lorenzi@gmail.com

São Paulo 

*

INTERMINÁVEL

Previsão do julgamento dos processos de Renan Calheiros no STF: 2050.

Paulo de Tarso Abrão ptabrao@uol.com.br

São Paulo

*

NOVO STF?

Com Ricardo Lewandowski já sabíamos que "de onde menos se espera, dali é que não vem nada mesmo". Será que com a nova senhora ministra Cármen Lúcia continuaremos com o "que país é este?".

Roberto Carderelli robertocarderelli@gmail.com

São Paulo

*

ACORDO DE PAZ NA COLÔMBIA

Acompanhamos pela mídia a celebração do acordo de paz entre o governo colombiano e as Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc), que pôs fim a mais de 50 anos de beligerância, cuja pretensão agora é se tornarem um partido político; bolivariano, é claro. Podemos até louvar a iniciativa, pois todos pretendemos a paz e a democracia, mas podemos falar em democracia com esquerdistas bolivarianos? E há outras implicações para nós, por fazerem fronteira, pois as Farcs sobreviviam à custa do narcotráfico, que financiava seus armamentos. E agora, vão viver de quê? Se continuarem a produzir e vender drogas para manter seu partido político, quem mais, além do Brasil, seria o seu potencial consumidor? É coisa para pensar.

Carmela Tassi Chaves tassichaves@yahoo.com.br

São Paulo

*

BEBÊS BOLIVARIANOS

  

A fila de recém-nascidos venezuelanos depositados em caixas de papelão, expostas pela imprensa brasileira, movimenta nossos mais profundos sentimentos de indignação. No entanto, até hoje, ninguém comentou a desativação dos berçários brasileiros, em razão de custos financeiros. O fato ocorre até mesmo nas maternidades paulistanas de pico, desde que o descalabro econômico levou a poupar até o inimaginável. Aqui não há caixas, há o nada sem vestígios. O bebê fica na cama da mãe, sem considerar o desconforto de dois seres em seus momentos decisivos da vida, e até mesmo o risco de infanticídio - a morte do neonato pela própria mãe, em estado puerperal. O roto exibe o rasgado em ignomínias bolivarianas. 

  

Amadeu R. Garrido de Paula amadeugarridoadv@uol.com.br

São Paulo

*

SIMON PERES

O mundo ontem amanheceu de luto em face da morte do ex-presidente de Israel Shimon Peres, mundialmente conhecido como um dos responsáveis  pelos Acordos de Paz de Oslo, no ano de 1993, notadamente em face das negociações de paz com os palestinos e por esse altruístico trabalho foi premiado com o Prêmio Nobel da Paz no ano de 1994. A humanidade está carente de homens épicos homéricos, preocupados de fato com os direitos humanos. Vai ser muito difícil de substituir o seu extraordinário legado.

Vasco Vasconcelos vasco.vasconcelos@brturbo.com.br

Brasília

*

O HOMEM DO BEM

Shimon Peres foi um político íntegro, honesto e coerente, coisa rara neste meio. Extremamente democrático, quando no poder, soube ouvir todos e sempre esteve apto a fazer concessões para a paz. Quase conquistou-a. Peres nunca deixou de defender o sionismo, princípio básico da existência do povo israelense. Todavia, mesmo com pulso firme, jamais deixou o desejo pela coexistência pacífica de lado. Sempre aberto ao diálogo, Peres era querido por amigos e parceiros e respeitado por inimigos. Sem perder a altivez, nunca deixou de ser humilde. Foi um bom homem. Z''L ("zikhrono livrakha", que, em hebraico, quer dizer "sagrada seja a sua memória").

Sérgio Eckermann Passos sepassos@yahoo.com.br

Porto Feliz 

*

GRANDE PERDA

Foi Shimon Peres quem entendeu que Israel teria de se transformar numa "Incubadora de Ideias" para encontrar seu lugar o mundo. Foi o maior incentivador do desenvolvimento tecnológico em todas as áreas, tendo criado Israel Aerospace Industry, a empresa de aeronáutica israelense (1953). Foi daí que Israel passou a investir pesadamente em tecnologia, sempre incentivado por Peres. Graças a seu incansável trabalho na criação de centros de excelência, foi em Israel que se inventaram o celular, o cabo USB, o tomate cereja, a medicina não invasiva, o Waze, etc. Tornou-se um pacifista, tendo fundado e dirigido, até 15 dias atrás, o Centro Peres para a Paz. Com sua morte, perde Israel, perde o Oriente Médio, perde o mundo judaico e perde a humanidade.

Marcos L. Susskind mlsusskind@gmail.com

São Paulo

 

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.