Fórum dos Leitores

.

O Estado de S. Paulo

26 Outubro 2016 | 03h07

OPERAÇÃO MÉTIS

Coronel das Alagoas

O coronel alagoano que “preside” o Senado Federal, ao sentir que a água, pra não dizer outra coisa, está chegando a ele, reagiu com a seguinte frase: “Tenho ódio e nojo a métodos fascistas...”. Ora, o povo brasileiro tem não só ódio e nojo de coronéis de sua estirpe, como espera que o Senado se veja livre dele e seus jagunços. Ameaças, bravatas e desengavetamento de projetos para tentar obstruir a Justiça, que tanto o está incomodando, soam como desespero de quem sente que as coisas estão para mudar. Só lhe falta dizer que “bateram no rabo da jararaca” e que ele é uma das almas mais honestas deste país, etc. e tal, nessa tentativa desesperada de culpar o Judiciário por todos os seus atos ilícitos, que vêm de longa data. Ainda bem que temos a ministra Cármen Lúcia como presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), que está reagindo à altura às suas aleivosias.

RENATO AMARAL CAMARGO

natuscamargo@yahoo.com.br

São Paulo

Renan Calheiros: “Tenho ódio e nojo a métodos fascistas. Como presidente do Senado, cabe a mim repeli-los”. Cidadania: “Temos ódio e nojo de corruptos. Como cidadãos honestos, cabe a nós tirá-los do poder”.

JOSÉ ROBERTO NIERO

jrniero@yahoo.com.br

São Caetano do Sul

Batendo o desespero

Renan Calheiros está desesperado. Seu destempero mostra que, em breve, os poucos cabelos que ainda lhe restam daquele implante que ajudamos a pagar logo cairão. Comprar briga com o Judiciário, qualificando o juiz federal que autorizou a operação no Senado de “juizeco”, o que já resultou em veementes protestos da AMB e da Ajufe, além de, desrespeitosamente, chamar o ministro da Justiça de “chefete” de polícia, só vai piorar ainda mais sua situação perante a opinião pública. Esta anseia por ver os processos contra ele que dormem no STF terem andamento e torce para que, assim como no caso de Eduardo Cunha, a justiça seja feita, para o bem do Brasil.

RONALDO GOMES FERRAZ

ronferraz@globo.com

Rio de Janeiro

Estratégia ‘manjada’

Aparentemente, Renan decidiu adotar a estratégia Lula de defesa prévia: insultar juiz e policiais para depois, quando réu, alegar retaliação pessoal da parte do Judiciário. Além de equivocado, é ingrato: há anos a Justiça o ignora – quem sabe agora, esperemos, tenha sido despertada.

ALBERTO DWEK

aldwek@hotmail.com

São Paulo

Autocrítica

É possível que as críticas de Renan Calheiros ao Judiciário tenham origem numa autocrítica: “Como ainda não estou preso?”.

RUBENS T. DA LUZ STELMACHUK

rubens.stelmachuk@gmail.com

Curitiba 

Chegando a hora

A reação agressiva de Renan ao Judiciário e as articulações de emergência comprovam que o senador está consciente de que o fim está próximo.

LUIZ SERGIO DOS SANTOS VALLE

luizsergiovalle@gmail.com

São Paulo

Falta de decoro

“Chefete” (de polícia), “juizeco”, adjetivos pejorativos que jamais deveriam ser proferidos pelo presidente do Senado, integrante da linha sucessória neste país. A que ponto chegamos...

ANTONIO C. PEREIRA DA SILVA

aclaudiops@uol.com.br

São Paulo

Providências cabíveis

Lamentável que o ocupante de um cargo da relevância da presidência de um dos Poderes da República, de quem se espera um mínimo de compostura e de respeito às instituições, se refira a um membro do Judiciário como “juizeco”. Isso bem mostra o nível moral e intelectual de alguns representantes do povo no Legislativo. O fato de alguém se sentir injustiçado por uma decisão judicial que lhe desagrada em hipótese alguma permite tal comportamento, notadamente quando esse alguém é pago pelo cidadão contribuinte, que ao outorgar-lhe, pelo voto, procuração para representá-lo não lhe concede o direito de fazer e falar o que bem entender, muitas vezes apenas em defesa dos próprios interesses. Espera-se que o STF saiba tomar as providências cabíveis.

ARLETE PACHECO

arlpach@uol.com.br

Itanhaém

Gato e sapato

Sinceramente, não dá para acreditar que nossas instituições não sejam capazes de pôr fim às sandices de um indivíduo que já renunciou para não ser cassado, é réu em 12 inquéritos e humilha, faz gato e sapato de qualquer cidadão, juízes e outros Poderes. Ninguém faz nada? Quando penso que estamos evoluindo, mas vejo o que esse indivíduo faz e nada acontece, fico cada vez mais desanimado e descrente de que este país tenha jeito.

LUIZ ROBERTO SAVOLDELLI

savoldelli@uol.com.br

São Bernardo do Campo

CORRUPÇÃO

‘Lula, o intocável’

Discordo do editorial (25/10, A3), Lula não deve ser preso. Ele já está preso. Acuado, só pode frequentar “seletos” currais petistas ou visitar os amigos bolivarianos, senão será vaiado, hostilizado. É suficiente. E de bonificação não haverá quebra-quebras.

SÉRGIO BRUSCHINI

bruschini0207@gmail.com

São Paulo

Lava Jato

Com a delação dos Odebrechts, não restará podre sobre podre.

ARY NISENBAUM

aryn@uol.com.br

São Paulo

BRASIL

Eu me ufano

Motivos não faltam para que me ufane deste país. Senão, vejamos o que temos em nosso querido Brasil. Temos dois ex-presidentes da República “impichados”; outros dois estão na mira da Justiça: um é investigado e o outro já é réu em três inquéritos. Um ex-presidente da Câmara dos Deputados, cassado, está preso; o presidente do Senado responde a vários inquéritos cabeludos. Ex-ministros estão sendo investigados. Bandidos costumeiramente atacam delegacias; o Estado não consegue retomar várias zonas urbanas de posse do tráfico; ruas, praças e outros logradouros viram propriedade de sem-teto; policiais prenderem policiais é regra. Juízes vendem sentenças; ministros do Supremo criticam colegas via imprensa; ministro do STF “cria” artifício para favorecer presidenta, na maior caradura. Corruptos detêm partidos; corruptos roubam corruptos. Quero descer!!!

NATALINO FERRAZ MARTINS

natalino.martins@uol.com.br

São Paulo

“Juizeco? Chefete? Oxente! O cabra dos meneios conciliatórios está com a gota serena”

JOAQUIM QUINTINO FILHO / PIRASSUNUNGA, SOBRE

O DESTEMPERO VERBAL DO PRESIDENTE DO SENADO POR CAUSA DA OPERAÇÃO MÉTIS

jqf@terra.com.br

“Se eu chamar um juiz de ‘juizeco’ serei processado? E o Renan, não vai acontecer nada com ele?”

JOSÉ ROBERTO IGLESIAS / SÃO PAULO, IDEM

rzeiglesias@gmail.com

Cartas selecionadas para o Fórum dos Leitores do portal estadao.com.br

RESPEITO AO JUDICIÁRIO

Depois do triste e lamentável episódio em que o notório presidente do Senado Federal, Renan Calheiros (PMDB-AL), do alto de sua arrogância, chamou de "juizeco" o magistrado de primeira instância Vallisney de Souza Oliveira, merece registro e efusivos cumprimentos o contundente pronunciamento ontem da presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministra Cármen Lúcia. Ao abrir a sessão do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) - órgão de controle dos tribunais que também preside -, a ministra exigiu respeito ao Judiciário pelo Legislativo e pelo Executivo. Ficarão na História suas palavras em defesa da honra do Poder Judiciário: "Onde um juiz for destratado e diminuído, eu também serei". Que, doravante, o "presidenteco" do Senado, envolvido até o pescoço em nada menos do que 11 investigações por suspeita de envolvimento em práticas de corrupção, ilícitos e malfeitos de toda ordem, meça muito bem cada uma de suas palavras antes de abrir a boca. Respeito é bom e todos gostam, ainda que uns não façam por merecê-lo.

J. S. Decol decoljs@gmail.com

São Paulo

*

RENAN ACUSA

O povo brasileiro quer saber onde estão as provas do senador Renan Calheiros para afirmar com todas as letras que o ministro da Justiça, Alexandre de Morais, é um "chefete de polícia" que usa métodos "fascistas" em suas ações e que o juiz Vallisney de Souza Oliveira, da 10.ª Vara Federal de Brasília, é um "juizeco" por ter determinado a prisão de policiais do Senado. O povo está nas ruas aplaudindo a decisão do juiz, a ação do ministro e pedindo a prisão de Renan e de todos os outros parlamentares envolvidos com processos em andamento. 

Leônidas Marques leo.marquesvr@gmail.com

Volta Redonda (RJ)

*

O CORONEL DAS ALAGOAS

 

Renan Calheiros, presidente do Senado, que responde a mais de 12 inquéritos no Supremo Tribunal Federal, ficou furioso com a busca e apreensão e prisão do seu protegido diretor da Polícia Legislativa daquela Casa pela Operação Métis, da Polícia Federal. Chegou a chamar o juiz federal que autorizou a diligencia de "juizeco" e o ministro da Justiça, Alexandre de Moraes, de "chefete da polícia" que dá "bom dia para cavalo". Pelo andar da carruagem, o coronel das Alagoas está com muito medo de que descubram seu currículo recheado de tramoias e falcatruas.  

Júlio Roberto Ayres Brisola jrobrisola@uol.com.br

São Paulo

*

POLÍCIA PRIVILEGIADA

Para que o Senado tem uma Polícia Legislativa? E esta polícia também tem foro privilegiado? Poupe-nos!

Tania Tavares taniatma@hotmail.com

São Paulo

*

'SENADORZINHO'

Felizmente temos uma presidente no STF que defende o Poder Judiciário, quando atacado por um senador que paga suas pensões de forma incomum, faz transplante de cabelos com transporte de avião da FAB e tem outros esqueletos no armário. Em qualquer lugar sério, isso provocaria renúncia. Enquanto isso, o ministro que também foi atacado por este "senadorzinho" fica sem defesa. Será que o presidente concorda? 

M. Mendes de Brito mdebritovoni@gmail.com

Bertioga

*

COM DESPREZO

Será que no Brasil todo, Com tantos magistrados, não existe um "juizeco", ou mesmo um "chefete de polícia", para dar uma lição neste "presidenteco do Senadeco" e mandá-lo sem escala para o "xilindreco"?

Arnaldo de Almeida Dotoli arnaldodotoli@uol.com.br

São Paulo

*

O LADO VULGAR DO SENADOR

A agressão verbal do senador Renan Calheiros, que chamou um juiz de primeira instância de "juizeco", atingiu a presidente do Supremo, ministra Cármen Lúcia, e todo o Poder Judiciário: mostrou o lado vulgar do presidente do Senado. A demora do julgamento dos processos do presidente do Senado que estão no STF, bem como o perigo e o temor que Calheiros sente da Lava Jato, poderá prejudicar o andamento das votações importantes no Congresso Nacional: a PEC 241, que limita os gastos do governo, e a futura votação da reforma da Previdência. Essas duas votações são o caminho certo para tirar o País do atoleiro em que se encontra. 

 

Mário Negrão Borgonovi marionegrao.borgonovi@gmail.com

Rio de Janeiro 

*

O BOM SAMARITANO

Ministra Cármen Lúcia rebate Calheiros. E tem de rebater mesmo! O presidente do Congresso Nacional, senador Renan Calheiros, posa de bom samaritano, mas responde a mais de 10 processos no Supremo Tribunal Federal - STF (o que, por si só, já retira qualquer credibilidade de suas declarações). Além disso, ele parece sofrer alucinações, visto que desconhece princípios básicos do texto constitucional. A Magna Carta garante prerrogativa de foro apenas às autoridades eleitas na esfera federal e estadual. Não há base legal para conceder tratamento diferenciado aos policiais do Senado.

 

Willian Martins martins.willian@globo.com

Guararema

*

PICARETAS

Cara ministra Cármen, o ex-presidente Lula afirmou alguns anos atrás que em nosso Congresso havia mais de "300 picaretas". E, geralmente, picareta não respeita nada e ninguém. Por favor, enquadre o senador Renan em qualquer um dos processos que contra ele tramitam aí, no STF, e acabe com mais um corrupto! Ele irá rapidinho para Curitiba, fazer companhia para o(s) outro(s) ex-presidente(s) de outras casas...

 

José Roberto Niero jrniero@yahoo.com.br

São Caetano do Sul 

*

PODEROSO CHEFÃO

A presidente do STF, Cármen Lúcia, defendeu o Judiciário das ofensas de Renan Calheiros. E Michel Temer, vai defender o seu ministro da Justiça? Ou tem medo dele?

Luíz Frid luiz.frid@globomail.com

São Paulo

*

DESTEMPERO

O presidente do Senado, Renan Calheiros, está "tremendo de medo" depois da admoestação que recebeu da presidente do Supremo Tribunal Federal a propósito de seu destempero ao se referir e criticar duramente o Judiciário. Com ironia, por favor!

José Marques seuqram.esoj@bol.com.br

São Paulo

*

O CHEFE RENAN

O presidente do Senado, Renan Calheiros, chamou o ministro da Justiça do governo federal de "chefe de polícia", por não ter agido no caso da operação que prendeu quatro policiais legislativos acusados de tentar atrapalhar a Lava Jato. E de que poderíamos chamar um presidente de Senado da República que defende, de forma veemente e autoritária, que a Polícia Legislativa, paga com o dinheiro do contribuinte, faça serviços particulares para os nobres senadores?

Abel Pires Rodrigues abel@knn.com.br

Rio de Janeiro 

*

DEZ ANOS DEPOIS

Há dez anos participei em São Paulo de uma passeata em que gritávamos "Fora Renan, fora Renan", depois de descobertas várias "irregularidades" dele no Senado. Ele não só não saiu, como continuou mandando e desmandando até no Brasil, sempre com aquele manjado sorrisinho cínico estampado no rosto. Só agora, depois da prisão de quatro seguranças do Senado acusados de fazerem varredura nos telefones de vários senadores investigados pela Lava Jato, é que o senador colérico e visivelmente nervoso, acusando excesso da Polícia Federal, retirou o famoso cinismo do rosto, sinais claros de que seu fim político está próximo. Será que agora, finalmente, Renan será defenestrado do Senado Federal, uma década depois? Que justiça rápida a nossa, não?

Beatriz Campos beatriz.campos@uol.com.br

São Paulo

*

RENAN ABUSOU

Como se diz em nosso interior, o coronel-mor de Alagoas, Renan Calheiros, carteou marra ao apelidar de "chefete de polícia" e de "juizeco" as autoridades responsáveis pela ação da Polícia Federal que deteve alguns elementos da polícia judiciária do Senado e coletou documentos que provem o trabalho desta para "minar" o da Operação Lava Jato. Tenho a impressão de que ele começou a cavar a fossa onde será enterrado. Toda essa gritaria dele e de outros políticos visa apenas a parar com o trabalho da Operação Lava Jato, via Polícia Federal e Justiça, que está dando uma "derrissada" na cambada de políticos que assalta o País. Sei não, mas desconfio de que o alagoano não tardará a ganhar hospedagem gratuita em Curitiba. Querem parar com a "sangria", só isso, gente!

Laércio Zanini spettro@uol.com.br

Garça

*

ESPERANDO O QUÊ?

O que estão esperando para prender logo Renan Calheiros e Lula? Um mais sujo do que o outro, e ambos ficam abrindo a boca para falar besteira. Acho que passou da hora, e a paciência do povo está acabando.

José Fernandez Rodriguez rodriguez1941@gmail.com

Campo Grande

*

SURREAL

O sr Renan Calheiros é um presidente do Senado singular. Após uma primeira gestão, em que foi obrigado a renunciar para não ter seu mandato cassado devido a recebimento de pagamentos impróprios de uma empreiteira, voltou à carga e foi novamente eleito por seus pares para a função que até hoje exerce. Na ocasião, sofreu forte oposição da população para assumir o segundo mandato. Os poderes públicos brasileiros conferem aos ocupantes uma aura imperial. Oriundo de um Estado em que o coronelismo é praticado de fato, o sr. Calheiros viu-se investido de poder quase que absoluto. E responsável por indicações em postos-chave na administração pública, verbas para investimento onde quer que determine e um afago à vaidade de todos os que dele venham a precisar. Assim, quando eventualmente contrariado, não devemos nos surpreender seja com a elevação de seu tom de voz, seja com o palavreado usado: o "juizeco" de primeira instância ou o "chefete de polícia" para um ministro da Justiça. Adicione-se a isso solicitar ao presidente da República uma reunião de líderes dos Três Poderes para discutir ações da Polícia Federal contra atos praticados pela Polícia Legislativa, assim como arbitragem do Supremo para a mesma causa. Surreal! O fato é que, respondendo a inúmeros processos e estando na mira da Operação Lava Jato, falta ao sr. Calheiros em credibilidade o que abusa em poder.

Sergio Holl Lara jrmholl.idt@terra.com.br

Indaiatuba

*

INSOLENTE

Não causa surpresa a manifestação do presidente do Senado. Figura ignóbil, que faz pouco de tudo e de todos. Mais uma vez somos brindados com sua insolência. Marca registrada desse servidor.

J. Perin Garcia jperin@uol.com.br

São Paulo

*

EXPRESSÃO GROTESCA

A democracia no Brasil tem como uma de suas características a existência dos Três Poderes. E os ocupantes dos cargos, sejam os eleitos ou os nomeados, têm por obrigação dar um exemplo de comportamento. Como entender, então, que uma pessoa que está no cargo de presidente do Senado use expressão grotesca ao se referir a um integrante do Poder Judiciário, por não concordar com uma decisão por ele tomada? Uma atitude inaceitável.

Uriel Villas Boas urielvillasboas@yahoo.com.br

Santos

*

O FASCISMO DE RENAN

 

O fascismo bateu à porta de Renan Calheiros! Quer incorporá-lo ao consciente dos juízes do Supremo Tribunal Federal. Mas, por ora, quem vigora é a lucidez, e não o lúcifer que lhe vem corrompendo a alma.

 

Carlos Leonel Imenes leonelzucaimenes@gmail.com

São Paulo

*

UM MAR DE PODRIDÃO

Qual o poder moral tem este presidente do Senado para propor o que quer que seja neste país? A quantos inquéritos responde no STF, já quer tem foro privilegiado? Se fosse um simples mortal, como todos nós, morreria na cadeia. A cada dia suas decisões são criadas para defender ladrões de colarinho branco. Estamos vivendo um mar de podridão sem tamanho na cúpula dos Três Poderes da República. Até a reserva moral que imaginávamos, o Judiciário, mostra suas garras com salários acima do teto. E agora, quem irá nos defender? Como diria um âncora da televisão brasileira: "Isto é uma vergonha!".

João Coelho Vítola jvitola@globo.com

Brasília 

*

ESTAMOS CANSADOS

O foro privilegiado é uma maneira de manter impunes os bandidos do poder, os poderosos, aqueles investidos em cargos importantes. Até hoje ninguém julgou nenhum processo da coleção mantida por Renan Calheiros, José Sarney, Romero Jucá e tantos outros desrespeitadores da Constituição e das leis. O foro privilegiado, pelo seu próprio funcionamento, tem de ser considerado inconstitucional, não funciona! Anos atrás, o então corregedor do Senado, Romeu Tuma, pediu abertura de inquérito à Polícia Federal. A investigação tramitou durante anos navegando contra a maré dos mafiosos do Congresso, mas naufragou perto da praia pedindo socorro! Marconi Perillo não deu esclarecimento à Polícia de Goiás, que supostamente havia descoberto a atuação do cangaço no Senado. Desta vez o senador Renan Calheiros está no barco pedindo socorro, e tudo indica que não será atendido e será o próximo habitante do Hotel Moro, em Curitiba. Basta! Os brasileiros já se cansaram deste filme de horror e de assaltos ao trem pagador!

Benone Augusto de Paiva benonepaiva@gmail.com

São Paulo

*

O SENADOR EM ROTA DE COLISÃO

O presidente do Senado, Renan Calheiros já encheu a paciência dos brasileiros. Figura malévola, verdadeiro coronel das Alagoas, onde possui o seu feudo, joga para si mesmo. Investigado pela Operação Lava Jato, vira-se mais do que charuto na boca de bêbado, tentando escapar das garras da Justiça. Vira e mexe seu nome aparece envolvido em escândalos de corrupção ou de pessoas ligadas a ele, envolvidas também em escândalos e indicadas pelo mesmo para os mais diversos cargos nos governos. Livrou a cara de Dilma Rousseff com uma manobra de última hora que resultou na manutenção dos direitos políticos dela, quando votou a favor do fatiamento do processo de impeachment. Mantém o presidente Michel Temer nas mãos, assim como manteve Dilma, já que ambos dependiam ou dependem da sua influência para votação dos projetos do governo no Congresso. Tenta jogar na pauta de votações o projeto de lei de abuso de autoridade, tentando controlar, com ele, a Polícia Federal, visando ao seu próprio interesse. Acabou de entrar em rota de colisão novamente com a Polícia Federal, o juiz de primeira instância e o boquirroto ministro da Justiça, Alexandre de Morais, por causa da invasão do espaço do Senado quando da prisão dos guardas legislativos, quando descobrimos várias figuras que por estes foram protegidas de grampos, como José Sarney, Fernando Collor e a execrável senadora Gleisi Hoffmann - o único que continua preso é o diretor da Polícia Legislativa, Pedro Ricardo Araújo de Carvalho, no cargo há onze anos e (para variar) por indicação de Renan. Renan Calheiros já fugiu uma vez da presidência do Senado 2005-2007 para não ser cassado. Agora foi eleito para o biênio 2015-2016. Quando teremos novas eleições para a Presidência do Senado? Este homem parece eterno, não aguentamos mais tanta impunidade. Basta! Chega de Renan Calheiros!

Henrique Schnaider hschnaider4@gmail.com

São Paulo

*

GRAMPOS NO SENADO

Quem não tem cabelos não gosta de grampos

Sinclair Rocha sinclairmalu@uol.com.br

São Paulo

*

EXPECTATIVA FRUSTRADA

A trajetória do presidente do Senado com processos no STF e o acordo com o presidente do Supremo para o fatiamento da pena do impeachment da presidente Dilma dão a impressão de desconforto do Supremo com respeito ao Congresso: com respeito às funções de processar e julgar na Constituição, como leigo, tenho a impressão de que o Supremo tem a posição enfraquecida com respeito ao Senado.  A expectativa nacional de punição dos políticos eleitos e partidos políticos participantes nas falcatruas da Petrobrás, da Eletrobrás, dos fundos de pensão, etc. não está se realizando. A preocupação com a possibilidade da extensão da crise política e econômica, por outro lado, está aumentando: as manifestações de insatisfações contra a Lava Jato no Congresso são desanimadoras! Creio ser necessária manifestação urgente das entidades representativas da sociedade civil cobrando a punição dos políticos e partidos envolvidos, prestigiando o Judiciário.

Darcy Andrade de Almeida dalmeida1@uol.com.br

São Paulo

*

ESCULHAMBAÇÃO GERAL

Maceió das Alagoas! Terra dos cabras-machos de saco roxo, como já disse um "valentão" que esteve presidente da República por dois anos - tanto que Maceió lidera o índice das capitais mais violentas do Brasil, quiçá do mundo. E esta semana ouvimos e vimos o nobre, ilibado, honestíssimo e cândido presidente do Senado, Renan Calheiros, com aquela cara de "xerifão", alcunhar um juiz da 10.ª Vara de Brasília (DF) de "juizeco". Mais um pouquinho e ele mandaria o juiz enfiar no "viegas" os mandados de buscas que foram feitos. Na empolgação, talvez querendo se sobrepor ao chefão do PCC, chamou o "enquanto" ministro da Justiça, Alexandre de Moraes, de "chefete de polícia". Taí, devemos, de outra forma, ser "concordantes" com o alagoano. Está corretíssimo! Não só quanto a este juiz da primeira instância, mas aos outros também, porque até ontem não conseguiram mandar para a cadeia este "bandidão" que responde a 12 processos no Supremo há muitos anos, mas continua lá a mandar e desmandar e a roubar e fazer todas as bandalheiras que os politicalhos honestos e cândidos e ilibados "nunca fazem". Pobre terra brasilis!

Arthur de Lucca arthurcaiolucca@gmail.com

Goiânia

*

IDENTIFICAÇÃO, BUSCA E APREENSÃO

O juiz é "juizeco"; o ministro, "chefete de polícia". Para o bem do Brasil, que se identifique o Renan.

A.Fernandes standyball@hotmail.com

São Paulo

*

ÓDIO E NOJO

Disse Renan, referindo-se à Operação Métis, que prendeu policiais legislativos: "Eu tenho ódio e nojo a métodos fascistas e cabe a mim repeli-los". Senhor Renan, 200 milhões de brasileiros também sentem ódio e nojo, e V. Excia. sabe muito bem de quem e por quê. Tua hora está próxima.

 

Walter Duarte walterd@globo.com

São Caetano do Sul

*

O BRASIL CONTRA O CRIME ORGANIZADO

Quanto tempo sobreviveria um político como Renan Calheiros na Alemanha? Uma pessoa com o currículo e o histórico de Lula e de Dilma Rousseff teriam sido eleitos para alguma coisa num país de Primeiro Mundo? O sistema político-partidário do Brasil está completamente podre. Depois de poucas décadas de democracia o que se viu foi o crescimento desordenado de verdadeiras organizações criminosas disfarçadas de partidos políticos cujo único objetivo é roubar dinheiro público. Essas organizações criminosas soterraram qualquer tentativa de fazer política, tudo o que se faz é roubar - e onde não se pode roubar nada é feito. Olimpíada, Copa do Mundo, estradas, metrô, hospitais, escolas, tudo é visto com o olhar de uma organização criminosa que precisa roubar cada vez mais para distribuir propinas cada vez maiores para um número cada vez maior de membros. Casos extremos como Cunha, Cabral, Lobão, Renan, Sarney e toda a turma do PT só podem ocorrer em razão do inquebrável corporativismo das organizações criminosas, que contam com um braço jurídico fortemente instalado na mais alta Corte do País, que não julga nem condena ninguém, nunca. Ironicamente, essas organizações criminosas sempre desprezaram a polícia, pois gozam de imunidade parlamentar, e é justamente a polícia quem está virando este jogo do Brasil contra o crime organizado. 

Mário Barilá Filho mariobarila@yahoo.com.br

São Paulo

*

INACEITÁVEL

Os políticos circunstancialmente à frente do Poder Legislativo, apequenados pela falta de ideal e de propostas, além da falta do zelo pelo bem público, sem contar as fortes evidências de uso da máquina administrativa e de um sistema político deturpado para enriquecimento próprio e construção de oligarquias que lhes garantam a perpetuação de si próprios e de seus herdeiros no "poder", parecem ter em comum o desejo de diminuir quem tenta fazer o seu trabalho institucional. As referências de Renan Calheiros aos juízes, chamados de "juizecos", e ao ministro da Justiça, chamado de "chefete de polícia", são inaceitáveis. O circunstancial presidente do Senado, nesta época em que todos parecem querer apenas se locupletar, ferindo a dignidade das funções públicas que ocupam, não pode usar a Polícia Legislativa, cujo objetivo deveria ser apenas o zelo patrimonial pelas dependências do Congresso, para atividades contrapoliciais e que causem embaraço às investigações policiais e atividades judiciais em andamento. Ao agir dessa forma, além de ferir o decoro que deveria pautar suas ações como parlamentar, o senador Renan Calheiros só confirma o que todos neste país já intuem: o envolvimento de muitos parlamentares em atividades ilícitas, incluindo desvios de recursos públicos, recebimento de propinas e sabe-se lá o que mais, pois jamais confessarão sua desonra, sendo necessárias por esse motivo investigações às cegas para tentar juntar as peças desse quebra-cabeça macabro. A Polícia Legislativa não pode ser usada como parte dessas ações indignas típicas das máfias. A sorte desse Parlamento é contar com uma imprensa tímida, superficial e ineficaz na apuração dos fatos, que se limita a anunciar os resultados das apurações de um grupo de promotores, juízes e policiais jovens e obstinados que cumprem o seu papel com dignidade e destemor, quando poderiam simplesmente se acomodar como muitos nesta República o fazem. Por esse motivo é que, concordando com o que disse a ministra Cármen Lúcia, ofender esses servidores públicos no cumprimento do seu dever é ofender cada brasileiro que anseia ver superada esta fase histórica tenebrosa em que a política se transformou numa forma mesquinha de se manter no poder, sem projeto, sem ideais e, pior, dilapidando o patrimônio público brasileiro.

 

Airton Reis Júnior areisjr@uol.com.br

São Paulo

*

DE OLHOS BEM ABERTOS

Advogados de defesa dos indiciados pela Lava Jato bradam a plenos pulmões que as denúncias são fantasiosas, nossa Polícia Federal é tachada de fascista pelo presidente do Senado, juízes de primeira instância são moralmente diminuídos em suas esferas judiciais, ministro da Justiça não passa de um reles "chefete de polícia" e por aí vão os descalabros proferidos por todos os que de alguma forma estão enrolados até o pescoço nos diversos processos judiciais em trâmites no Judiciário - do primeiro grau até o Supremo. Quais serão as consequências penais de tamanho desrespeito àqueles que ditam de forma justa os direitos constitucionais dos cidadãos? A presidente do Supremo Tribunal Federal, ministra Cármen Lúcia, deu a senha necessária para a tomada de providências. Estamos de olhos bem abertos, por mudanças drásticas em nosso ordenamento político-social e jurídico também, e não nos omitiremos em levar milhões às ruas novamente.

Aloisio De Lucca aloisiodelucca@yahoo.com.br

Limeira

*

O PROJETO DE ABUSO DE AUTORIDADE

A disposição do presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), está sendo criticada por tentar acelerar a tramitação do projeto de sua autoria que torna mais rígida e, na verdade, é um instrumento que pretende colocar algemas na Lava Jato. As propostas contidas no texto do projeto de Renan pretendem dar aos corruptos, que diariamente brotam como tiririca na relva, um paraíso como a Ilha de Tortuga, antro inatacável dos mais famosos piratas dos séculos 18 e 19.

 

Jair Gomes Coelho jairgcoelho@gmail.com

Vassouras (RJ)

*

SENADO

Ao tempo de Calígula, Roma teve Incitatus em seu Senado. Em nosso tempo, temos em nosso Senado Renan Calheiros na presidência e tantos outros "investigados" por seus supostos desvios de conduta. Diante do comportamento do presidente da Casa de Rui e de muitos de seus membros, talvez estivéssemos menos mal se na Casa houvesse mais equinos. Já é tempo de os partidos políticos propiciarem a seus eleitores a oportunidade de melhorarem nosso Legislativo.

Mário Rubens Costa costamar31@terra.com.br

Campinas

*

GLÓRIA PASSAGEIRA

Senador Renan, tente exercer o seu poder ao máximo. Hoje quase sem limites. Mas lembre-se de Eduardo Cunha. Cunha, hoje, é você amanhã ou depois de amanhã. "Sic transit gloria mundi."

 

Ulysses Fernandes Nunes Jr Ulyssesfn@terra.com.br

São Paulo

*

CARTÕES AMARELOS

A postura de Renan Calheiros é típica de quem sente que vai ser punido. Em futebolês, diríamos que ele acaba de receber o segundo cartão amarelo na mesma partida.

Marcos Catap carcoscatap@uol.com.br

São Paulo

*

GOVERNABILIDADE

O Brasil depende de Renan para tocar o barco? Estamos fritos.

Roberto Twiaschor rtwiaschor@uol.vcom.br

São Paulo

*

A JUSTIÇA E OS AMIGOS

A Justiça brasileira não funciona por causa dos homens que a conduzem. Nosso Congresso virou uma quadrilha, comandada por Renan e Jucá, que têm muitos processos no STF, que não os julga, mantendo o nível de transgressões elevado, por motivos impossíveis de compreender. Agora, o ministro Luis Roberto Barroso nos surpreende liberando o maior responsável pelo mensalão, José Dirceu, de quem cancelou mais de 80% da pena. Dirceu, condenado a 11 anos e dois meses, cumpriu um ano na cadeia e um ano em casa, sendo liberado do resto da pena imposta pelo STF. Como pode um ministro cancelar a decisão de toda uma Corte? É um desrespeito de Barroso à Justiça brasileira. O que vale é a opinião dele. Quando o brasileiro diz que no Brasil a Justiça não funciona, é por causa de juízes desse tipo, que jogou todo o trabalho de meses do processo do mensalão e as opiniões e votos no lixo. O que valeu foi a opinião de Barroso. Temo, agora, pelo que ocorrerá com a Lava Jato, sendo submetida a uma Corte Maior que tem oito membros indicados pelo PT, o partido iniciador dos assaltos, num total de 11 juízes. A julgar por essa atitude do juiz Barroso, temo que os presos de Curitiba ficarão muito pouco tempo na cadeia, e logo ficarão livres para gastarem o que não lhes foi confiscado. O Brasil tem leis, boas leis, mas sofre a falta de honestidade de juízes, é o que a população diz. Sérgio Moro é só um valente que aparentemente iria melhorar o Brasil. A atitude de Barroso mostra como será difícil de melhorá-la.

Fabio Figueiredo fafig3@terra.com.br

São Paulo

*

OPERAÇÃO LAVA JATO

Como estrela da Operação Lava Jato, a empreiteira Odebrecht, com delação ou não, começa a fazer estrago na vida de muitos políticos que supostamente receberam propina da empresa. Enquanto o ex-ministro de Lula e de Dilma Antonio Palocci e mais quatro são indiciados pela Polícia Federal por corrupção passiva, a grande novidade é que no curso destas investigações foram encontrados documentos da empreiteira em que nas suas planilhas identificaram Lula como sendo o "amigo", "amigo de meu pai" e "amigo do EO", ou seja, Emílio Odebrecht, patriarca fundador da empresa. Numa planilha apresentada pela Polícia Federal, que é um documento demonstrativo da própria Odebrecht, de R$ 128 milhões pagos de forma ilícita pela empresa ao PT e seus camaradas, ficou um saldo de R$ 79 milhões, que assim foi distribuído: para o alcunhado de "italiano", Antônio Palocci, R$ 6 milhões; para o ex-ministro da Fazenda Guido Mantega, identificado pela Odebrecht como "pós-Itália", mais R$ 50 milhões; e para o filho de Garanhuns, Lula, R$ 23 milhões. Ou seja, pelo jeito, o ex-presidente era figurinha mais do que carimbada nesta rota criminosa da "conta corrente da propina" da Odebrecht. Muy "amigo", este Lula... Mas não do Brasil, e, sim, da roubalheira sem fim da excrescente era petista.

Paulo Panossian paulopanossian@hotmail.com

São Paulo

*

O 'PÓS-ITÁLIA'

Afinal, quando Guido Mantega será novamente preso?

 

Robert Haller robelisa1@terra.com.br

São Paulo

*

A DELAÇÃO DE ODEBRECHT

A defesa de Marcelo Odebrecht está prestes a fechar acordo de colaboração premiada e, brevemente, a verdadeira identidade do "amigo" será apenas confirmada, pois a Polícia Federal já sabe quem é. Sendo o ex-presidente Lula réu em três ações penais, o que os órgãos competentes estão esperando para confiscar o passaporte dele e de sua família?

Luciano Harary lharary@hotmail.com

São Paulo

*

AS MÁS AMIZADES

Lula deveria escolher melhor suas amizades.

Eugênio José Alati eugenioalati13@gmail.com

Campinas 

*

'O AMIGO'

Depois de o blog "O Antagonista" ter desvendado que "amigo" era Lula na planilha de Marcelo Odebrecht, eis que o "Estadão", "O Globo", a "Veja", a "Isto é" e a "Folha" resolvem aceitar que o amigo é realmente Lula. Ainda que seus advogados queiram desconstruir a narrativa da Lava Jato, vamos aguardar o que dirão na delação premiada os donos da Odebrecht. Já se sabe que dificilmente essa gente teria ido tão longe não fosse a interferência do ex-presidente. E não adianta culpar a imprensa agora, Lula. Ela lhe facilitou a vida durante todos estes anos, fazendo o mundo crer que você era o salvador da Pátria. Acabou, a conta chegou e com imprensa ou sem você será condenado pelos crimes pelos quais vem sendo denunciado.

Izabel Avallone izabelavallone@gmail.com

São Paulo

*

GANGUE

Até que enfim estão aparecendo provas irrefutáveis contra o homem "mais honesto" do mundo. A maior empresa amiga do "amigo" que aparece na Operação Lava Jato, a Odebrecht, na pessoa de seu maior representante e delator, está fazendo um grande desastre na vida de Lula, Dilma, Palocci e Guido Mantega. A fortuna que rolou entre estes e outros mais é assombrosa e Lula, que jamais imaginou que seria descoberto, ficou nu com mais uma descoberta desta etapa da rota criminosa que percorreu durante 13 anos de desgoverno, com traços de verdadeira gangue de bandidos travestidos de amigos dos pobres. Não há advogado que transforme esta turma em inocentes anjos. E enojante pensar no que foram capazes.

 

Leila E. Leitão

São Paulo 

 

*

ALMAS HONESTAS E LIVRES

A esposa do ex-governador do Rio de Janeiro Sérgio Cabral ganhou uma joia no valor de R$ 800 mil de Fernando Cavendish, dono da Construtora Delta Engenharia. Cabral anda solto por aí, como se nada tivesse acontecido. O empresário Felipe Parente delatou o esquema de propina envolvendo o presidente do Senado, Renan Calheiros. Como temos observado nos últimos meses, a lista de congressistas envolvidos em esquemas de corrupção não para de crescer. O STF, capitaneado por Cármen Lúcia, precisa julgar com rapidez os crimes cometidos pelos membros do Congresso Nacional. Enquanto estas almas honestas estiverem circulando livremente pelo País, os cofres públicos continuarão a ser assaltados com voracidade.

José Carlos Saraiva da Costa jcsdc@uol.com.br

Belo Horizonte 

*

MAIS QUE LACRES

Noticias dão conta de que os advogados de Lula avisaram o juiz Sergio Moro de que os lacres da Polícia Federal no galpão do Sindicato dos Metalúrgicos do ABC, onde estão guardados objetos do acervo presidencial, foram arrancados pelo "vento e por fortes chuvas". Coincidentemente, está para vencer o prazo dado a Lula para devolver os objetos ao Planalto. Talvez a chuva e o vento tenham carregado mais que somente os lacres.  

Maria C. Rocha Azevedo crisrochazevedo@hotmail.com

Florianópolis

*

O FURTO DOS BEAGLES

Há três anos, o Instituto Royal, em São Roque, interior de São Paulo, foi invadido e 178 cães da raça beagle, 7 coelhos e camundongos foram furtados. Até agora, ninguém foi "punido" pela invasão e furto dos animais e a investigação não avançou, apesar de muitos ativistas terem sido identificados. O título do texto publicado no "Estadão" é: "Após 3 anos, furto dos Beagles não tem punição". Eu pergunto: os beagles foram furtados ou liberados da escravidão? Os repórteres do "Estadão" entrevistaram os beagles para nos informarem se eles querem voltar para o Instituto Royal ou preferem ficar livres, mesmo que abandonados? Eu não participei da invasão do instituto, mas apoiei quem participou, pois adoro os animais e não quero que eles sejam explorados para me garantir uma pele mais bonita aos 60 anos, e após três anos continuo apoiando os invasores e defendendo a liberdade dos beagles.

Maria Carmen Del Bel Tunes carmen_tunes@yahoo.com.br

Americana

*

INSTITUTO ROYAL

É um absurdo que um centro de pesquisa para benefícios da saúde humana tenha sido fechado por vândalos que, um dia, precisarão de medicamentos para tratar de suas próprias doenças e dos seus familiares. E, pior, ninguém foi punido por esse crime e pelo furto de animais. Que as autoridades coloquem todos atrás das grades! 

Carlos Fabian Seixas de Oliveira seof_dr@hotmail.com

Campos dos Goytacazes (RJ) 

*

VIOLÊNCIA NOS ESTÁDIOS

Não é novidade, infelizmente, ter confusão e brigas em estádios de futebol, seja no Brasil ou no mundo afora. Mas na Europa as punições têm sido severas e os "machões" têm se dado mal. Fiquei chocado com as imagens da confusão que a torcida do Corinthians promoveu no domingo no Maracanã, no jogo contra o Flamengo. Confrontaram policiais armados, partiram para cima, encurralaram, agrediram e por muito pouco não chegaram a tomar a arma de um deles. Foi impressionante! Não foi a primeira vez que estes verdadeiros bandidos protagonizam estes "espetáculos" dantescos. Muitos, inclusive, participaram da morte do garoto boliviano pela Libertadores em 2013. Sem falar em tráfico de drogas, ligações com o PCC, etc. Lógico que não é exclusividade da Gaviões. A Mancha Verde já tinha cometido selvageria em Brasília, e por causa dela o Palmeiras tem tido de jogar sem a carga total de ingressos, entre outras penalidades. É chegada a hora de pararem de passar a mão na cabeça destas gangues travestidas de torcidas organizadas. Os políticos PRECISAM mudar o Código Penal, torná-lo mais rápido e eficiente. O resultado, hoje, é o que vimos no domingo: falta de respeito e, por que não dizer, até de medo da polícia. Talvez isso seja reflexo da absurda "campanha" que temos visto Brasil afora de queixas contra a "opressão" policial. Políticos de esquerda (para variar) ficam insistindo na desmilitarização da polícia, querendo que resolvam conflitos sem armas. Absurdo! Ao contrário, eles têm é de ter mais poder e ser mais bem equipados. Se houver excessos, a legislação atual já consegue puni-los. Queremos ordem!

 

Domingos Cesar Tucci d.ctucci@globo.com

São Paulo

*

RUA FECHADA

Como assinante deste jornal há mais de 20 anos e assíduo leitor do "Fórum dos Leitores", sinto-me na obrigação de exprimir minha opinião a respeito do fechamento da Rua Palestra Itália. Muito me admira ter lido na mídia apenas as opiniões contrárias ao fechamento do entorno do estádio do Palmeiras no último domingo (23/10) no jogo contra o Sport Recife. Nesta época de tanta violência dentro e fora dos estádios, a medida tomada foi uma das melhores e mais eficazes que vi nos últimos tempos. Há mais de 30 anos frequentado jogos do Palmeiras, jamais fui a um jogo de maneira tão tranquila e pacífica. Sem tumulto na entrada, sem filas e empurra-empurra, sem episódios de furtos (habituais nas entradas dos jogos pela Rua Palestra Itália), com um clima de paz que fez meu filho de 11 anos perceber como um jogo de futebol pode ter um ambiente tranquilo e agradável. Basta as autoridades tomarem medidas eficientes e sensatas, ao invés de querer inventar soluções. E como seria bom que a mídia, que tanto fala em pacificar e organizar o nosso futebol, pudesse divulgar as ações efetivas, ao invés de dar notícia apenas dos que se sentem prejudicados pelo bem da maioria.

Fernando de Souza Rossi vandorossi@uol.com.br

São Paulo 

*

O BRASIL NA FÓRMULA 1

Excelente a reportagem deste jornal que mostrou que a ausência de categorias de base no País, a necessidade de alto valor de investimento na Europa e a formação deficiente dos pilotos brasileiros afastam as chances de o Brasil voltar a brilhar na Fórmula 1 ("Estadão", 23/10). Categoria máxima do automobilismo mundial, em que a última vitória brasileira ocorreu há 8 anos, o último título mundial foi comemorado há 25 anos e que pode ficar sem pilotos pela primeira vez desde 1969. 

Luiz Roberto Da Costa Jr. lrcostajr@uol.com.br

Campinas

*

CARLOS ALBERTO TORRES

Síntese para o valoroso Carlos Alberto Torres, mais uma figura decente que Deus chamou para perto de si: foi craque no campo e fora dele.  

Vicente Limongi Netto limonginetto@hotmail.com

Brasília

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.