Fórum dos Leitores

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O Estado de S.Paulo

02 Novembro 2016 | 03h11

ELEIÇÕES 2016

Rescaldo

Tenho lido e assistido a praticamente todos os analistas políticos da imprensa brasileira destacarem três conclusões do resultado das urnas nesta eleição de 2016: a implosão do PT, a ascensão do PSDB e o aumento substancial das abstenções e dos votos nulos e em branco. Este último item tem sido motivo de muita especulação sobre o que estaria levando tantos eleitores a essa atitude, interpretada como desinteresse e revolta com a classe política. O que explica apenas parte da questão, pois o histórico das eleições no Brasil sempre apresentou aproximadamente 20% de ausência e votos inválidos. Ouso tentar explicar o aumento desse contingente nesta eleição. Para mim, isso se deve aos órfãos do PT, que, diante da desilusão com o partido no primeiro turno, optaram pela abstenção para não coonestarem a eleição de candidatos das legendas que compõem a base de Michel Temer. É claro que a crise econômica e a Operação Lava Jato também motivaram essa ausência. Ou seja, o PT perdeu grande parte da sua base, que está completamente desnorteada. Outra constatação é que o pêndulo da política se inclinou para a centro-direita. Agora, cabe aos partidos que compõem esse grupo político não decepcionar os eleitores, como fez o PT nos seus 13 anos e meio de poder. É preciso muita responsabilidade nos próximos anos. O Brasil precisa sair do século 19 e entrar definitivamente no século 21. O país do futuro se faz hoje. Chega de retroceder.

SANDRO FERREIRA

sandroferreira94@hotmail.com

Ponta Grossa (PR)

Volta por cima

Demorou muito, mas, felizmente, a população se conscientizou do mal que o lulopetismo vinha fazendo ao Brasil. Mas, como diz o provérbio, não há mal que sempre dure... Agora o governador Geraldo Alckmin e o PSDB fizeram barba, cabelo e bigode em grande número de prefeituras, ou seja, o partido obteve uma segunda chance para mostrar seu comando, sua força e sua capacidade de trabalho. E Alckmin está com a batuta na mão para reger essa orquestra, rumo à Presidência.

ANGELO TONELLI

angelotonelli@yahoo.com.br

São Paulo

Fato relevante

Nem vitória de Alckmin, derrota de Aécio, fim do PT, meio-termo do PMDB ou algum avanço dos nanicos. O fato relevante foi a ausência de Lula e Dilma Rousseff no segundo turno.

JOSE WILSON GAMBIER COSTA

jwilsonlencois@hotmail.com

Lençóis Paulista

Contribuição

A ex-presidenta Dilma Rousseff deu uma grande colaboração aos brasileiros: em seus cinco anos de mandato ela ensinou aos eleitores por que não se deve votar no PT.

WILSON LINO

wiolino@yahoo.com.br

São Paulo

Não votar e ser votado

Neste segundo turno, o ex-presidente não compareceu para votar, dizendo que, por ter mais de 70 anos, estava desobrigado de fazê-lo. Ele poderia ter ido às urnas e votado sem divulgar o seu voto; ou ainda ter votado nulo ou em branco. Mas preferiu se ausentar. Daí a questão: como pode ele esperar ser votado em 2018, caso seja candidato?

ÉLLIS A. OLIVEIRA

elliscnh@hotmail.com

Cunha

Discurso surrado

Depois da surra nas urnas que o PT levou, será que a alma mais honesta ainda acha que os culpados são as elites, a mídia conservadora e a crise externa?

ANTÔNIO CARELLI FILHO

palestrino1949@hotmail.com

Taubaté

Golpismo

E que leitura que o ilustre presidente do PT faz dos resultados das eleições municipais? Golpismo da maioria dos eleitores?

ODILON OTÁVIO DOS SANTOS

Marília

Para o governo, o resultado das urnas sepulta discurso do golpe. Vejo também que sepultou o golpe que o PT deu, demonstrado claramente nos funestos últimos 13 anos em que “administrou” nosso país. PT saudações!

JOSÉ ROBERTO NIERO

jrniero@yahoo.com.br

São Caetano do Sul

ESCOLAS INVADIDAS

Esquerda infiltrada

Mais que brilhante e oportuno o artigo Rebeldes tateando em busca de uma causa (30/10, A2), de Bolívar Lamounier. A doutrinação de jovens estudantes, e não apenas deles, vem sendo feita há muito tempo, com ênfase nos anos 1960-70. Lendo com atenção o Decálogo de Lenin, entre seus itens se destacam os que evidenciam o que vemos hoje no País. O de n.º 8, por exemplo, aplica-se perfeitamente às ocupações de escolas, em que se prega a promoção de distúrbios sem que as autoridades os coíbam. Enfatize-se que grande parte dos que participam de movimentos de esquerda nem sequer sabe, como eles mesmos declaram, o seu motivo. Nas manifestações os participantes trajam as indefectíveis camisas vermelhas, bradando “golpistas”, “fascistas”, etc., sem esquecer a quase sempre presente condução gratuita e o sanduíche de mortadela. A massa de manobra sempre foi a arma de que se valem os líderes de tais movimentos para atingir sua intenção. Agora, a ocupação dos colégios assume maior dimensão, eis que se verifica em vários Estados, e, mesmo assim, as autoridades constituídas exibem tímidas ações em defesa da ordem pública. A Constituição federal garante o direito a manifestações, assim entendidas as realizadas de forma ordeira e sem prejudicar quem não compactua com seu conteúdo nem com o modo como se dão. A infiltração de comunistas e de soit-disant “democratas” nas escolas e faculdades é o modus operandi de que eles sempre se valem na conquista de adeptos para a sua causa. Assim, com tudo o que se vê, resta, de forma democrática, valer-se dos ditames constitucionais e legais, com a indispensável ação firme das autoridades a impedir agressões aos valores da democracia e do Estado de Direito!

ANTONIO CLAUDIO G. DO CANTO

acgcanto@uol.com.br

São Paulo

Que país é este?

Por um lado, juízes competentes agem com rapidez na investigação e condenação de empresários e políticos que cometeram ilícitos; por outro, um grupo numeroso de “estudantes”, ou arruaceiros, invade, depreda e fecha centenas de escolas pelo Brasil afora, deixando milhares de alunos prejudicados, e ninguém consegue opor-se a tal descalabro. A quem cabe agir? À Justiça comum? Ao governo? À polícia? Ou não há solução para a baderna? Respondam.

TERCIO SARLI

terciosarli.edicoes@r7.com

Campinas

“Enquanto o PT se arrebenta, Ciro Gomes tenta recolher os cacos”

NIVALDO RIBEIRO SANTOS / SÃO PAULO, SOBRE A PROPOSTA DE REUNIR A ESQUERDA, DERROTADA NA ELEIÇÃO, SOB O SEU 

COMANDO COM VISTA A 2018

nivasan1928@gmail.com 

“Creio que alguns desses alunos têm tido maior frequência escolar durante as ‘ocupações’ do que em todo o ano letivo.Desse jeito a educação não é a solução”

CLAUDIO JUCHEM / SÃO PAULO, SOBRE AS ESCOLAS 

INVADIDAS EM VÁRIOS ESTADOS

cjuchem@gmail.com

Cartas selecionadas para o Fórum dos Leitores do portal estadao.com.br

BRASIL-AZERBAIJÃO

Em momento de aperto financeiro e alto nível de desemprego no Brasil, é estranho verificar que uma comitiva do Poder Legislativo foi viajar ao Azerbaijão, um país da órbita soviética, de pequena população, que foi conquistado por sua localização estratégica para que os russos chegassem à Ásia, onde pretendiam ampliar territórios e influência política. Nada que ver politicamente conosco. Assim, o que pode justificar o que parece ser mais um trem da alegria parlamentar? Não é realmente com essa conduta que o sr. Rodrigo Maia (DEM-RJ) conseguira melhorar o descrédito e a má imagem que hoje acompanham o Legislativo brasileiro em tempo de negociação de reformas econômicas e de políticas impactantes para a população que os elegeu.

Sergio Holl Lara jrmholl.idt@terra.com.br

Indaiatuba

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A VIAGEM DE RODRIGO MAIA

Fazer o que no Azerbaijão?

 

Robert Haller robelisa1@terra.com.br

São Paulo

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MISSÕES OFICIAIS

Em semana de feriado, 17 deputados saem do País em missões oficiais. Estão "se sacrificando" pelo Brasil e pela crise intensa por que passamos. E ainda perguntam o porquê de tantos votos nulos, brancos e da absurda abstenção nas eleições passadas.

 

José Roberto Niero jrniero@yahoo.com.br

São Caetano do Sul

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DAQUI PARA A FRENTE

Atenção, senhores! As eleições acabaram, seu poder de barganha idem, e aqueles políticos simpáticos, quase da família, vão lhe perguntar na primeira oportunidade: "Vem cá, te conheço?".

Ricardo C. Siqueira ricardocsiqueira@globo.com

Niterói (RJ)

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HORA DE TRABALHAR

Depois das urnas, vencedores e derrotados precisam tirar a faca da boca e o sangue dos olhos e começar a pensar grande, em benefício da população. 

Vicente Limongi Netto limonginetto@hotmail.com

Brasília

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NOVO QUADRO POLÍTICO

Com o resultado das eleições, os agora eleitos prefeitos terão um grande desafio pela frente. E, claro, a situação econômica desastrosa deixada pelo nazi-petismo-banditismo será o foco. Os prefeitos que conseguirem criar empregos e atrair empresas, além de sanear as finanças municipais, sairão como os novos e necessários líderes políticos no País. Não tenho dúvida de que a renovação do quadro político vai sair desta nova administração, e nomes de peso já começam a aparecer. Cada um que faça o melhor para sua cidade e estará fazendo bem para o País.

 

André Coutinho arcouti@uol.com.br

Campinas

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RIO DE JANEIRO

Que político não deseja incluir no seu currículo a glória de ser o alcaide de uma das belas cidade turísticas do mundo? Deve ser essa a chama que aquece os brios dos candidatos à prefeitura do Rio de Janeiro, a capital de um Estado que, política e economicamente, sempre esteve na crista das ondas. O Rio de Janeiro amarga uma crise econômica sem precedentes, que afeta todos os setores da vida dos fluminenses, mas até agora não se colocou o dedo na ferida para, pelo menos, explicar como a farra dos royalties do petróleo fez com que R$ 28,8 bilhões, de 1999 a 2016, escoassem pelo ralo das sucessivas viagens às principais capitais do mundo, jantares nos mais sofisticados restaurantes, anel de R$ 800 mil como presente de uma empreiteira e outras extravagâncias, "quando a mesa era farta". O Estados que estão na UTI das finanças agora recorrem ao Tesouro Nacional, como se este pudesse emitir papel moeda a tripa forra. O carioca escolheu seu novo prefeito, que, entre uma e outra bala perdida, um assalto e outro homicídio, já deve estar arrependido de ter de bancar o próprio São Sebastião, o mártir da cidade maravilhosa, que morreu flechado por não haver bala perdida.

Jair Gomes Coelho jairgcoelho@gmail.com

Vassouras (RJ)

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O INICIO DO FIM

O governo Leonel Brizola deu o pontapé inicial ao processo de falência do Rio de Janeiro. A folha de pagamento é um absurdo e a arrecadação é basicamente com a ciranda do petróleo - fora isso, o que o Rio produz? Turismo mal explorado: na verdade, 90% dos turistas vêm atrás de sexo, bebidas e drogas, que não recolhem impostos. E o milagre dos Jogos Olímpicos, os bilhões dos turistas? O gato comeu ou foi dinheiro gasto no mercado informal e não gerou arrecadação? Brizola relaxou com os morros e, agora, não tem quem consiga consertar.

Luiz Ress Erdei gzero@zipmail.com.br

Osasco

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TEOLOGIAS

Marcelo Crivella (PRB) foi eleito prefeito do Rio com o voto do eleitorado evangélico ligado à pragmática teologia da prosperidade. O corrupto PT, atado umbilicalmente à falaciosa teologia da libertação (marxismo travestido de pseudocristianismo), que participou da coligação que apoiou Marcelo Freixo (PSOL), sofreu fragorosa derrota. Acertou o escritor Luiz Felipe Pondé quando disse outrora que "a teologia da libertação escolheu os pobres, mas os pobres escolheram a teologia da prosperidade".

 

Túllio M. Soares Carvalho tulliocarvalho.advocacia@gmail.com

Belo Horizonte

 

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CADÊ A DEMOCRACIA?

Quando Lula ganhou, em 2002, pessoas como eu não gostaram. Ainda assim, escrevi para este mesmo jornal, esperando prudência e desejando um bom governo ao presidente eleito, ainda que pontuasse sobre a considerável parcela que não o queria no poder e votou em José Serra - então seu oponente. Pois eis que bastou Marcelo Crivella vencer Marcelo Freixo no Rio (entendo o recorde da abstenção, ambos são maus candidatos) que a esquerda gourmet (PSOL e companhia) começou a disparar ódio puro na internet, dizendo que os pobres não sabem votar, que são burros, que vão pagar pelo erro. Quanto ódio. Quanta falta de senso democrático, de respeito ao resultado. Criticar? Claro que pode. Mas ao menos esperem o governo do bispo começar. A esquerda que não sabe perder, que defende a democracia só quando ela ganha comprova - uma vez mais - que o conhecimento que tem sobre democracia ainda é muito primitivo.

Sérgio Eckermann Passos sepassos@yahoo.com.br

Porto Feliz 

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BANDEIRA

Que fique como exemplo: queimar bandeira de outro país (Israel) não vence eleições, sr. Marcelo Freixo, do PSOL.

Moises Goldstein mgoldstein@bol.com.br

São Paulo

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DERROTA

Um grande perdedor nestas eleições, embora seu partido não o tenha sido, foi o senador Aécio Neves (PSDB-MG). Hoje o cacife dele para pleitear a candidatura à Presidência da República é zero. Perder na capital do Estado que governou não estava no script dele, e isso com certeza foi um golpe para ele, embora não assuma.

Panayotis Poulis ppoulis46@gmail.com

Rio de Janeiro

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JÁ ERA

Bye, bye, Aécio Neves!

Sergio S. de Oliveira ssoliveiramsm@gmail.com

Monte Santo de Minas (MG)

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RUÍNA DO PT, SUCESSO DO PSDB

Se faltava algum motivo para comprovar e convencer a cúpula do PT de que o impeachment de Dilma Rousseff não foi golpe e que o povo brasileiro queria o partido longe do poder desta República, a derrota humilhante nas urnas de seus candidatos neste pleito de outubro completou a tarefa. Além da expressiva redução do número de vereadores eleitos, que em 2012 eram 5.067 e, agora, são 2.795, o partido perdeu também o comando de 60% das prefeituras que detinha: de 638 prefeitos eleitos em 2012, ficaram em míseras 254 cidades em 2016. O PT perdeu, inclusive, a prefeitura de São Paulo e em todas as cidades do ABCD - reduto que era dominado pelo PT de Lula há décadas. Assim, o petismo, juntando os cacos desta ruína, sai hoje deste pleito menor do que PDT, PR, DEM e PTB. Enquanto isso, o grande vencedor foi o PSDB, que de 695 prefeituras conquistadas em 2012 elegeu agora 803 prefeitos. E, das 92 cidades com mais de 200 mil habitantes, os tucanos elegeram candidatos em 28 delas, ante 19 na eleição anterior. E, entre as 26 capitais, em 7 a vitória foi de tucanos - incluindo São Paulo, com João Dória, e, pela primeira vez, Porto Alegre, com Nelson Marchezan Júnior.  A grande frustração foi Aécio Neves, presidente do PSDB, que na sua terra, Belo Horizonte (MG), seu candidato, João Leite, perdeu no segundo turno para Alexandre Kalil, da minúscula sigla PHS. E um partido inexpressivo, o PMN, elegeu Rafael Greca, que voltará a partir de janeiro a administrar a bela capital Curitiba. Já o PMDB, do presidente Michel Temer, comemora o crescimento de 1,5% do partido ao eleger 1.037 prefeitos, ante 1.021 em 2012. O partidão que dirige hoje o País também ressuscitou uma velha figura da política nacional, que aos 82 anos de idade foi eleito para voltar a dirigir a prefeitura de Goiânia: o ex-governador Iris Resende. Portanto, numa eleição com alto e histórico índice de abstenção, de votos em branco e nulos, o eleitor, cansado e indignado, reduziu a pó o outrora PT, de Lula, que prometeu a ética, mas entregou a mais perversa corrupção da história dentro das nossas instituições.

Paulo Panossian paulopanossian@hotmail.com

São Carlos

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O FIM DO PT

No domingo, reiteramos o repúdio ao PT. O discurso do "nós" contra "eles" terminou. E, para completar e encerrar a vida política de Lula, seu não comparecimento ao direito sagrado do voto. Medo, este foi o seu motivo. Curitiba o espera.

Claudio Baptista clabap45@gmail.com

São Paulo

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MARICÁ

Maricá (RJ) é o único município fluminense que elegeu um prefeito do PT. Não é que Eduardo Paes tinha razão quando qualificou a cidade em conversa com Lula...

Ronaldo Gomes Ferraz ronferraz@globo.com

Rio de Janeiro

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VOO

Com a fragorosa, acachapante e merecida derrota do PT em todo o País, o PSDB sagrou-se o maior vitorioso entre os partidos, tendo sob governo de seus prefeitos, a partir de 2017, um em cada quatro dos eleitores - 34,4 milhões (23,9%) - em 803 cidades. Findo o segundo turno, o Brasil dá mostras inequívocas e inquestionáveis de sua repulsa ao lulopetismo, de triste e lamentável memória, doravante nada mais do que uma estrela (de)cadente,

opaca e desbotada na história política do País. Que os tucanos decolem para um voo seguro e sem turbulências, conduzindo a Nação rumo ao seu grandioso e merecido destino. Decola, Brasil!

J. S. Decol decoljs@gmail.com

São Paulo

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LULA, DO VOTO À CANDIDATURA

Lula vive alardeando que será candidato a presidente em 2018. Votou em São Bernardo do Campo no primeiro turno da eleição de 2016, mas o candidato petista nem passou para o segundo turno, com apenas 13% dos votos. No domingo, como o PT não concorreu a nada, Lula deixou de votar, alegando ter já mais de 70 anos - quando, na verdade, todos nós sabemos os reais motivos pelos quais deixou de exercer o dever de cidadão. Se por ter mais de 70 anos não vota, por que estaria apto a concorrer ao cargo de presidente? Talvez para acabar de vez de quebrar o Brasil.

Luiz Roberto Savoldelli savoldelli@uol.com.br

São Bernardo do Campo 

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DIREITO NEGADO

O ex-presidente Lula, sob a alegação de estar com 71 anos de idade, alega não ser legalmente obrigado a votar, e por isso não compareceu às urnas no domingo, em São Bernardo do Campo. O filósofo e professor da USP Renato Janine Ribeiro, ex-ministro da Educação, afirmou que "Lula tem esse direito democrático". Realmente o tem, como qualquer outro eleitor da mesma idade ou mais. Mas o caso de Lula é excepcional, tanto civil-partidário quanto politicamente. Como pode um ex-presidente da República reeleito pelo voto popular dizer que não é obrigado a comparecer para votar por causa de sua idade, quando tem a obrigação, para, como exemplo, não só por ser duas vezes ex-presidente, como também - o que é pior - por admitir que o fundador de um partido se negue, por questão de idade, a praticar uma das mais importantes atribuições que o direito dá aos cidadãos, que é o direito do voto. 

Antonio Brandileone abrandileone@uol.com.br

Assis 

    

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ERA OBRIGAÇÃO

O sr. Lula da Silva cometeu um erro imperdoável não votando no dia 30 de outubro! Ele, que fora eleito pelo voto popular duas vezes, faltou ao dever de, tendo sido presidente da República, comparecer à urna para dar exemplo cívico ao povo que, feliz ou infelizmente, fora governado por ele. Péssimo exemplo!

Henrique Gândara clineurohenrique@uol.com.br

Ribeirão Preto

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A FORÇA DO EXEMPLO

A distinção e o valor de um povo são determinados em grande parte pelos exemplos de seus líderes. Os bons exemplos, bem entendidos e divulgados, valorizam o tecido nacional e a honradez de seus cidadãos, enquanto os maus exemplos o depreciam.  Nas nações do Primeiro Mundo não se perde oportunidade de destacar na mídia e em bancos escolares as boas atuações de seus fundadores e patriarcas, assim como censurar os maus exemplos ocorridos na História. Infelizmente, no Brasil pouco se faz nesse sentido. Até a importante atuação de Ruy Barbosa, conhecido como o Águia de Haia, é depreciada ou esquecida. O ex-presidente Fernando Henrique Cardoso e sua equipe econômica deixaram o Brasil sem inflação, com a Lei de Responsabilidade Fiscal, importantes programas sociais sob os cuidados de dona Ruth Cardoso, além de privatizações essenciais, como a da Companhia Siderúrgica Nacional e a das telecomunicações, e assistiu a todo esse esforço ser tachado de "herança maldita" pelo seu sucessor. Um bom exemplo, que foi desperdiçado em várias campanhas eleitorais perdidas pelo PSDB. Nos quase 14 anos de governos petistas, sofremos uma série enorme de maus exemplos tanto de Lula quanto de Dilma Rousseff, ambos demonstrando pouco apreço à educação e desconhecimento de assuntos mais comezinhos e básicos. Até a educação da Língua Portuguesa sofreu de maus exemplos ao apresentar em livros-textos linguajar errado, justificando-o como comum ao povo. Maus exemplos que foram aceitos e, até, aplaudidos pelos petistas. Felizmente, nos últimos anos, tivemos líderes que nos legaram ótimos exemplos: o presidente Michel Temer, ao declarar que não vai concorrer à reeleição para poder realizar os "amargos" ajustes necessários; o juiz Sergio Moro, com sua Operação Lava Jato acabando com a impunidade de muitos "poderosos"; a ministra Cármen Lúcia, que, ao assumir a presidência do Supremo Tribunal Federal (STF), foi pessoalmente visitar presídios e conferir a péssima condição em que se encontram os detentos; o prefeito eleito de São Paulo, sr. João Dória, que respondeu a Lula - quando este criticou seu vestuário como sendo mais caro que os "cisnes" (?) comprados por dona Marisa - dizendo que havia comprado sua roupa com dinheiro fruto de seu trabalho; e, finalmente, o povo, que despertou da demagogia e do populismo do PT para votar maciçamente nos candidatos da base de apoio ao governo Temer. Que este "novo" Brasil possa fixar bem os bons exemplos e fugir dos maus daqui para a frente. Está na hora de mais orgulho nacional, pé no chão e muito trabalho. Chega da ignorância que aceita ilusões e falsas promessas.

 

Silvano Corrêa scorrea@uol.com.br

São Paulo 

    

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DESPEDIDA

Após o término das eleições, cabe um cumprimento aos petralhas: "Tchau, queridos e queridas".

Sergio Cortez cortez@lavoremoveis.com

São Paulo

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BOMBA-RELÓGIO

Os prefeitos eleitos no ABCD não podem pensar que, eleições vencidas, vida tranquila. Antes de qualquer coisa, precisam desmontar os "sindicatos" que viveram uma tremenda farra nos 13 anos de PT no poder. Ficaram mal acostumados e mimados, ainda mais agora, com 18% dos trabalhadores desempregados. Em pouco tempo, estarão a mil afirmando que a culpa é dos novos prefeitos. Desmontar essa bomba-relógio não é coisa para iniciantes, e esperamos que estejam com olhos e ouvidos bem alertas. Boa sorte a todos.

Beatriz Campos beatriz.campos@uol.com.br

São Paulo

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ACABOU O PODER

O resultados das eleições municipais mostrou que, finalmente, o eleitor brasileiro livrou-se da influência histórica da esquerda alojada na imprensa e que também não mais se deixa influenciar por nossos institutos de pesquisa. Infelizmente, as universidades foram tomadas por esquerdistas, sobretudo nos cursos das áreas de Comunicações e Ciências Humanas. Há décadas os alunos sofrem forte aliciamento dos seus mestres, pagando preço alto caso não comunguem das mesmas ideias. Grande parte dos nossos jornalistas, aqueles com menos de 40 anos, saiu destas verdadeiras madraças de esquerda e, mesmo inconscientemente, "professa sua fé" dentro das redações. Por muito tempo, veículos de comunicação elegeram os seus escolhidos, sempre alinhados ao pensamento dito "progressista", por meio de matérias que os favoreciam, em enorme quantidade, fazendo do gesto mais comezinho manchetes em letras garrafais, enaltecendo o candidato. Da mesma forma, aqueles a quem repudiavam por questões meramente partidárias passavam por um verdadeiro corredor polonês de manchetes desfavoráveis e sofriam o já conhecido "assassinato de reputações", instrumento utilizado fartamente pela imprensa brasileira. Os maus atos de candidatos de esquerda sempre eram "supostos", até trânsito em julgado. Os de candidatos da "direita" eram fato provado, antes mesmo da investigação. De outro lado, os institutos de pesquisa mais contratados impulsionavam os números do candidato favorito, às vezes "reajustando" os números na reta final da eleição, outras vezes arcando com a reputação de incompetentes, quando as urnas mostravam enormes diferenças entre os resultados das pesquisas e os das urnas. Mais tarde, soube-se que alguns destes institutos recebiam dinheiro de corrupção, como todos já desconfiávamos. O eleitor e leitor, pouco a pouco, deu-se conta de que era apenas um peão no tabuleiro político jogado entre partidos de esquerda e a imprensa formada com viés esquerdista, sendo manipulado e induzido a fazer escolhas com bases falsas ou distorcidas. As eleições municipais de 2016 mostraram que a tática não funciona mais. Tomemos como exemplo as cidades de São Paulo e Rio de Janeiro. Em São Paulo, João Dória (PSDB) sofreu fortes ataques e chegou a ser ridicularizado pelos jornais. Para nosso espanto, houve reportagem negativa até mesmo sobre a forma de o então candidato comer um pastel! Das suas roupas ao seu vocabulário, tudo foi motivo de desqualificação. Não adiantou. Dória foi eleito em primeiro turno. No Rio, veículos de televisão e grande parte da mídia impressa de tudo fizeram para eleger o candidato do PSOL, Marcelo Freixo. Para isso, tentaram "assassinar" a reputação de Marcelo Crivella (PRB) e não pouparam esforços para isso. Tanto esforço resultou em nada. Numa eleição com dois candidatos, Freixo chegou em terceiro, atrás de Crivella e das abstenções/nulos/brancos. O eleitor e leitor, hoje, dispõe de muito mais fontes de informação do que a mídia tradicional. Blogs e sites independentes, as mídias sociais e até uns poucos jornalistas "perdidos" nas redações em nome da "pluralidade" passaram a ter um papel muito mais importante na formação de opinião dos leitores, simplesmente por não terem "lado" ou preferência que não seja o de melhor gestor e caráter, além de darem espaço a ideias ditas "conservadoras", que só são anomalia em países cuja democracia é mera fachada. A perda de poder de influência da esquerda, por meio dos jornais, é uma ótima notícia para os brasileiros que foram induzidos ao erro por muito tempo, pagando agora o preço alto da má informação. Podemos dizer hoje, sem medo de errar, que a imprensa brasileira não elege mais ninguém. Antes tarde do que nunca! 

Maria C. Rocha Azevedo crisrochazevedo@hotmail.com

Florianópolis

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A OCUPAÇÃO DAS ESCOLAS

O maior absurdo que está acontecendo atualmente no Brasil é a ocupação de escolas públicas por estudantes (?) do ensino médio. Como se já não bastassem um dos nosso maiores problemas, que é o péssimo nível do ensino no País, resultado de políticas públicas ruins na área; as constantes greves de professores que, depois de meses parados, continuam a receber seus salários; alunos ou pseudoalunos constantemente protestando, falando em direitos, mas se esquecendo dos deveres; pais que, ao invés de conversarem e orientarem os seus filhos para uma boa educação, preferem dar-lhes apoios em manifestações, às vezes violentas. E o pior de tudo: algumas autoridades, não só da área da educação, mas também da área da Justiça, dando-lhes cobertura. Um absurdo. Ocupação de prédios públicos sem autorização é violação das leis, e isso é crime. Quando as autoridades vão retirar, mesmo que à força, este bando de invasores mascarados, infratores, que tão mal estão fazendo à educação no Brasil?

Éllis A. Oliveira elliscnh@hotmail.com

Cunha 

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'REBELDES TATEANDO EM BUSCA DE UMA CAUSA'

O artigo de Bolívar Lamounier de domingo (30/10, A2) no "Estadão" trouxe a "eminência parda" por trás das ocupações das instituições de ensino, por discentes e docentes. Motivo? A Medida Provisória (MP) de Michel Temer alterando a grade do ensino médio. Mas, então, perdendo apenas alguns instantes sobre o artigo, percebo o quão manipulada está a turba, formada, em sua maior parte, por estudantes, muito mais "inocentes" do que "infratores". A inocência, aliada à rebeldia comum da juventude, constitui o "solo adubado" em que facções extremadas de partidos políticos e sindicatos lançam as sementes. Tenho certeza de que a maioria dos jovens rebelados não sabe o que diz a MP da Educação "de visu", só "de alditur" (ouvir dizer). E quem diz? São estas organizações desorganizadas acima referidas, que têm um único escopo: tornar ingovernável o País. Por quê? Para que voltemos a nos regozijar com a "alegria" causada pela devassa relação poder político-poder econômico, a viver dias de pseudoprosperidade, isto é, como se ao passar sem qualquer comedimento o nosso cartão de crédito nos esquecêssemos de que, ao cabo de determinado prazo, é inevitável a fatura, e seu inadimplemento implica a incidência de juros tão extorsivos que nos remete àqueles cobrados por Alyona Ivanovna, agiota assassinada por Dostóievski ("Crime e Castigo").

Andrea Metne Arnaut andreaarnaut@uol.com.br

São Paulo

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ELA SÓ QUERIA ESTUDAR

Malala Yousafzai é uma adolescente paquistanesa que só queria estudar e arriscou sua vida para conseguir esse direito para si e para todas as outras meninas de seu país. Foi gravemente ferida na cabeça e no pescoço e quase perdeu sua vida. Mas ela não desistiu de sua luta. Malala jamais ocuparia uma escola, ao contrário, ela vê a escola como um local sagrado, que lhe permite ampliar seus horizontes e que a libertará dos grilhões da falta de conhecimento. Assim deve ser encarada uma escola, como local sagrado, que deve ser respeitado e reverenciado como a única possibilidade para alguns de terem maiores e melhores oportunidades na vida. A educação é um valor que deveria estar introjetado nas mentes e corações dos estudantes brasileiros em qualquer etapa, desde seu início, como condição fundamental para seu desenvolvimento, e não vista e sentida a escola como local de invasões, depredações e autoritarismo, impedindo que outros alunos tenham um ano letivo regular. Se estudantes desejam reivindicar o que quer que seja, que o façam em assembleias próprias para isso, sem a interrupção de aulas com ocupações de locais que não lhes pertencem unicamente, mas a todos os que pagam impostos para terem o direito de estudar. O direito de estudar é sagrado e não é correto nem direito que uma minoria envolvida por uma narrativa de protesto contra medidas cujo alcance ela nem sequer compreende determine se haverá ou não ocupações e consequente interrupção de aulas. Tudo isso só prejudica os mais pobres, pois os mais abastados sempre terão à disposição as escolas particulares onde sempre terão ensino de boa qualidade e um futuro promissor. Ao invés de darem espaço para uma garota vir defender num plenário de alguma Câmara de Vereadores a ocupação de escolas, convidem Malala Yousafzai para lhes vir falar como sofrem aqueles que não têm direito a frequentar uma escola. Perguntem se gostariam que lhes fechassem a porta do espaço onde têm a chance de adquirir um conhecimento que é sentido como algo tão valioso. Os que ocupam escolas aqui, afinal, que justificativa têm para tanta arrogância, rancor e revolta? Por favor, expliquem aos que não têm esse privilégio, até mesmo para os que, precisando ganhar o pão de cada dia, não têm a mesma chance, aqui mesmo, no Brasil.

Eliana França Leme efleme@gmail.com

São Paulo

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PAIS

Onde estão os pais destes estudantes, que não foram lá buscar seus filhos nas escolas ocupadas? Ou estão recebendo alguma "compensação" para os manterem lá?

Márcio R. Lopes da Silva marcioped.itu@gmail.com

Itu

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POBRES ALUNOS GREVISTAS

Secundarista em greve é um contrassenso.  Deveriam estar felizes por estarem na escola. Deveriam estar preocupados por aprender para o bem de seu próprio futuro. Seu comportamento e suas palavras denunciam a natural falta de condições para julgar currículos. São massa de manobra de "forças ocultas". Perdoemo-los, porque não sabem o que fazem.

Harald Hellmuth hhellmuth@uol.com.br

São Paulo

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EXEMPLOS SUBLIMINARES?

Dois fatos preocupantes: 1) a truculenta ação de Renan Calheiros na defesa de sua polícia, criticando o "juiz(eco) de primeira instância", ato referendado por juiz do STF, me fez lembrar de Brizola, então candidato ao governo do Rio de Janeiro, e sua famosa proposta em reunião com o morro: "Vocês não descem e nós não subimos". E 2) a foto da jovem curitibana mascarada estampada no "Estadão" (29/10) remeteria ao Talibã (estudante, no idioma patshtun)?

 

Adilson Mencarini adilsonmencarini@uol.com.br

Guarulhos

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CONGRESSO E CANGAÇO

Li nos jornais de ontem que os capangas do Senado (apelidados de "polícia legislativa") voltaram, pela mão do sátrapa das Alagoas, livres, leves e soltos, ao seu "trabalho" de ocultação e destruição de provas de delitos dos "ilustres" parlamentares. Congresso e cangaço de mão dadas. E tudo isso com o beneplácito de um ministro do STF.  Pedindo licença ao professor Carvalhosa, repito com ele: que vexame, que vergonha!

Eduardo Spinola e Castro  3491esc@gmail.com

São Paulo

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ALVOS ERRADOS

Sai a tropa de choque de Eduardo Cunha, entra a tropa de choque de Renan Calheiros. Que tal se estas tropas apoiassem parlamentares mais bem intencionados do que os envolvidos em crimes?

Luiz Frid luiz.frid@globomail.com

São Paulo

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POLÍCIA LEGISLATIVA

Gostaria de ver a cara do ministro Teori Zavascki depois de ele ler o artigo do dr. Modesto Carvalhosa "A milícia de Calheiros e o abuso de poder" (29/10, A2). A minha dúvida é se esta "polícia do Senado" foi criada por Renan ou por Sarney.

Gilberto Junqueira Meirelles gilberto@castanhal.com.br

São Paulo

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UM RETRATO DO BRASIL

Cumprimento os articulistas Modesto Carvalhosa e Rubens Figueiredo ("Estadão", 29/10, A2), que traçaram um preciso retrato do País e suas idiossincrasias. No que concerne à velocidade com que o mundo moderno avança, o Brasil atual apresenta-se compatível com uma tartaruga manca, estando sempre aquém no quesito da eficiência, transparência e licitude da administração pública. E o pesado casco desse réptil equivale ao peso do Estado brasileiro sobre as costas dos cidadãos, que invariavelmente pagam a conta. Há que se repensar o Brasil e o momento é agora.

Angela Barea angelabarea@yahoo.com.br

São Paulo

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RENAN E O STF

Quer dizer que o STF resolveu endurecer contra Renan Calheiros e vai votar um projeto que, se aprovado, poderá afastá-lo da presidência do Senado? Ora, o STF está há anos sentado em cima de uma dezena de processos que poderiam colocar Renan Calheiros na cadeia, e todos esses processos vão continuar parados por tempo indeterminado. É impressionante a criatividade das organizações criminosas para dar um mínimo de satisfação à sociedade e, ao mesmo tempo, permitir que os esquemas de corrupção continuem funcionando a todo vapor. 

Mário Barilá Filho mariobarila@yahoo.com.br

São Paulo

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A MUDANÇA

Não resta muita esperança numa reforma política que ponha fim a tanta roubalheira no sistema político brasileiro. Alguma  coisa deve mudar, mas não a ponto de nos livrar dos políticos que se desviam do caminho e causam tamanha desilusão a ponto de termos mais de 2 milhões de ausentes nas urnas ou votando em branco ou nulo este ano. Situação triste esta, depois de tanta luta pela redemocratização do País. Às vezes dá saudade dos generais, que mantinham de certa forma a ordem, os empregos e os aumentos salariais. Nosso regime democrático está sendo ótimo para a bandidagem dos políticos corruptos, com raras exceções. A corrupção tomou conta do País e nosso Poder Judiciário não tem pressa para julgar e condenar essa gente que se aproveita do cargo para desviar recursos públicos. A corrupção se tornou sistêmica e nossas esperanças estão depositadas nos novatos, mas precisamos nos livrar dos contumazes apropriadores do dinheiro do contribuinte. Ainda confiamos na Justiça!

Odiléa Mignon cardosomignon@gmail.com

Rio de Janeiro

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'A JUSTIÇA EM NÚMEROS'

No editorial de segunda-feira (31/10, A3), tomamos conhecimentos de números no mínimo preocupantes divulgados pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ) sobre o balanço de 2015 do Poder Judiciário. Para além daqueles dados estatísticos de processos em tramitação, há a questão do custo dos juízes: média de R$ 46 mil. Como assim? E o teto constitucional de R$ 33.763,00? Teto? Que teto? Imagine que para cada magistrado que perceba o valor do teto há um que custa R$ 58.237,00 ao Estado, para que se tenha o valor médio indicado. E pensar que nesta quadra estamos com quase 12 milhões de desempregados. De fato, este país é muito injusto!

Jose Antonio S. Bordeira bordeira@compuland.com.br

Petrópolis (RJ)

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UM BARQUINHO FAZENDO ÁGUA

O ministro Ricardo Lewandowski, em entrevista ao "Estado" (29/10, A6), certamente teve a concordância de toda a sociedade ao definir a situação do STF: "Aqui é como tirar água de um barquinho furado". Tal declaração exprime com exatidão a situação do máximo tribunal do País. O STF possui atualmente 77.179 processos autuados, o que dá, em média, 7.014,45 processos para cada um dos 11 ministros. Destes, 50.562 ainda precisarão ser distribuídos entre os ministros. Inúmeras são as causas que levaram a tal absurdo, como a mencionada pelo próprio ministro Lewandowski: não estarem utilizando os mecanismos da repercussão geral e da súmula vinculante, ou seja, decisões que seriam aplicadas obrigatoriamente, nas instâncias inferiores, em casos assemelhados. E a pergunta que assalta de imediato nossas mentes é: E por que não os estão utilizando? De fato, recentemente, o STF, ao decidir, com o voto de minerva da presidente Cármen Lúcia, que após a condenação na segunda instância os criminosos permanecerão presos, mesmo se entrarem com recursos em instâncias superiores, optaram também em não tornar tal decisão como vinculante, o que reduziria o número de processos encaminhados àquela Corte. Também, como comentou o ministro Luiz Fux, os votos lidos em plenário são muito demorados e enfadonhos, repletos de menções a juristas de renome, a ponto de cada ministro utilizar uma hora em média para relatá-los. Não tem a mínima lógica. Porém, o mais importante é o fato de criminosos perversos e confessos poderem ficar anos para receberem a pena final, a ponto de muitas prescreverem, graças a um Código Penal ultrapassado, mas cujas falhas ninguém se preocupa em corrigir, inclusive os ministros do Supremo. Essa situação criou a lucrativa prática da chicana, que tem enriquecido inúmeros advogados criminalistas. Cabe ressaltar o odioso instrumento do foro privilegiado, que abrange um número absurdo de casos com tal direito, obrigando o STF a julgar processos que deveriam ser resolvidos nas instâncias inferiores. Há, também, a inaceitável prerrogativa de um ministro pedir vistas a um processo e não ter prazo nenhum para devolvê-lo. Por fim, percebe-se que os ministros estão de certa forma acomodados com o rito atual, demorado e improdutivo, quando já poderiam ter-se insurgido contra essa perversa realidade, alterando, no possível, o seu próprio rito.

Gilberto Pacini benetazzos@bol.com.br

São Paulo

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POBRE POVO QUE PRECISA DE SALVADORES

Pobre povo brasileiro que precisa de salvadores. Alguém disse que um povo que precisa de salvadores não merece ser salvo. Tancredo Neves, morto precocemente; Collor, o caçador de marajás; Lula, o trabalhador pobre e humilde; e, agora, o STF. Estamos judicializando todas as questões como se os 11 ministros fossem o suprassumo da sabedoria. Com certeza não o são. Alguns já tiveram seus nomes citados em delações sobre tráfico de influência, mas nem sequer foram questionados, como se estivessem acima de qualquer suspeita. Na sentença sobre a desaposentação, o momento político e econômico do Brasil para alguns ministros é situação que influencia o voto. Acredito que a interpretação tem de ser uma só sobre o assunto em pauta: o ambiente político e econômico não deve se misturar ao mérito do que está sendo julgado. O STF está se arvorando no último reduto de credibilidade do País, e isso é perigoso e enganoso. As recentes críticas aos juízes sobre ações da Lava Jato, infelizmente, estão me levando a acreditar que estão minando as investigações para proteger outros envolvidos que ainda não tiveram provas acumuladas contra si. A proteção que o STF proporciona ao ex-presidente Lula é inacreditável e vergonhosa - por menos do que já foi apurado contra ele outros políticos corruptos  foram presos. Juntando tudo, temos um poder que está posto como salvador da Pátria, tentando minar esforços sobre investigações de juízes e promotores, com propósitos nada claros, protegendo ex-presidentes talvez por temer que os próprios ministros possam ser envolvidos no lamaçal de corrupção. Uma questão interessante: tudo o que o STF decide deve ser acatado? São inquestionáveis suas decisões? Afinal, são seres humanos sujeitos a erros, acertos, objetivos, etc. e, portanto, estão sujeitos a erros e decisões absurdas, mesmo que sejam 11 para votar e interpretar as ações. Se houver questionamento sobre as decisões do STF, isso será considerado pelos ministros do STF como golpe de Estado?

Geraldo José de Freitas geraldof.gti@gmail.com

São Paulo

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OPERAÇÃO LAVA JATO

Lula afirma que não é o "Amigo do Pai" mencionado nas planilhas da construtora Odebrecht, e quem acha isso, diz ele, "vai cair do cavalo". Ora, a alma mais honesta do País não percebeu que não foi "elle" quem criou esse codinome nas operações, mas, sim, "EO", ou seja, Emílio Odebrecht, que já acertou um acordo de delação premiada com o Ministério Público, e que, com certeza, o codinome "delle" vai mudar para o "Inimigo do Pai"? 

Júlio Roberto Ayres Brisola jrobrisola@uol.com.br

São Paulo

                                                              

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COBRANÇA DO TCU

Conforme noticiado na imprensa em 6 de abril de 2016, o Tribunal de Contas da União (TCU) havia determinado a paralisação imediata do programa da reforma agrária do Incra em todo o País, pois haviam sido identificados pela auditoria mais de 578 mil beneficiários irregulares, entre eles 1.017 políticos inseridos nesse programa do governo federal. Como não houve mais notícias dessa investigação, será que o TCU decidiu deixar tudo cozinhando em banho-maria? 

Edgard Gobbi edgardgobbi@gmail.com

Campinas 

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MORATÓRIA DA SOJA

Gostaria de saber quem autorizou o ministro do Meio Ambiente, Sarney Filho, a entregar o Brasil a ONGs para "segurar a expansão da soja". Será que foi a American Soybean Association? Ameaçada? O Brasil e a única fronteira agrícola do mundo. 

Jair Nisio jair@smartwood.com.br

Curitiba

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SENTENÇA PREOCUPANTE

O juiz Valentino Aparecido de Andrade, da 10.ª Vara da Fazenda Pública, condenou "o governo do Estado de São Paulo em R$ 8 milhões por danos morais e sociais sob a alegação de que a Polícia Militar usou violência desproporcional durante as manifestações de 2013". Será que para proferir tal sentença ele colocou na balança os tiros de borrachas disparados de um lado e os danos patrimoniais públicos e privados praticados pelos manifestantes do outro lado? E quem vai reembolsar os danos causados pelos manifestantes (vidraças quebradas, veículos danificados e queimados, etc.)? Enfim, para a sentença ficar "perfeita", só falta o juiz ratear o valor da multa aplicada entre os black blocs. 

Maria C. Del Bel Tunes carmen_tunes@yahoo.com.br

Americana

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MULTAS DE TRÂNSITO

Li nas páginas do "Estadão": "Multas de Trânsito ficam mais pesadas a partir de hoje (1/11); confira o que muda". Na minha opinião, trata-se de mais uma  charangada por conta do governo, tal qual a redução do preço da gasolina. Se quisessem resolver mesmo o problema de muitos acidentes de trânsito, muitos mesmos, era elevar uns 5.000% nas "dirigindo e falando ao celular". Duzentos e noventa e três reais e uns centavos não intimidarão ninguém. Ninguém.

Arthur de Lucca arthurcaiolucca@gmail.com

Goiânia

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DIA DE FINADOS

"Deixai os mortos sepultar seus mortos" (Jesus Cristo, Mt. 8:22). A citação que Jesus Cristo diz sobre os mortos era uma parábola, porém muitos na época não entendiam. Nos dias atuais, discernir os contextos bíblicos também é complexo, e por isso há muitas crenças ou religiões. O dia 2 do novembro foi oficializado no século XI pela religião católica e se tornou feriado nacional em alguns países. No Brasil, os cemitérios de todo o País ficam lotados, e as pessoas vão até os túmulos visitar os entes queridos, e há diversas manifestações: tristeza, choro, lamentos, etc. Eu não sou católico nem tenho religião, gosto de ler sobre os assuntos da fé. E acredito que o maior poder de influência, controle, imposição, etc. durante séculos deriva do catolicismo, caso do calendário, que é gregoriano (papa Gregório XIII) e da maioria dos feriados. Vale lembrar que o cristianismo foi divulgado/expandido pela poderosa Igreja Católica. Enfim, bom feriado a todos, se possível, com as melhores lembranças. 

Alex Tanner alextanner.sss@hotmail.com

Sumaré

 

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HOMENAGEM

É tradição, neste dia 2 de novembro, Dia de Finados, fazermos reverências aos mortos, principalmente  aos nossos entes queridos. Aproveitemos a data, façamos nossas homenagens (execrando) aos falecidos políticos da última eleição, incluindo aí medalhões, ex-presidentes e partidos políticos. Descansem em paz!

João B. Vieira joaobvieira@yahoo.com.br

Sertãozinho

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TERREMOTOS NA ITÁLIA

Sobre a matéria "Terremoto mais forte desde 1980 causa danos na Itália", na galeria de tragédias inevitáveis que a Itália mantém em aberto, o quadro mais novo são séculos de história e vidas arruinadas. A cobertura do "Estadão" revela e conclui a pintura de um cenário de devastação. Se, com o terremoto antecedente, a região estava enferma, após a nova catástrofe a situação atingiu níveis alarmantes. A cena é para heróis, pois "O Inferno de Dante" está só começando.

Guilherme Rabelo guilhermerabelo@terra.com.br

Curitiba

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ELEIÇÃO NOS EUA

Dentro de uma semana os EUA terão de escolher entre a somatória de vários grandes riscos e a certeza de um novo Watergate. Falta de opção é isso, o resto é brincadeira.  

Jorge A. Nurkin  jorge.nurkin@gmail.com

São Paulo

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EMAILGATE

O Emailgate envolvendo a candidata Hillary Clinton pode mudar o resultado da eleição nos EUA, faltando apenas uma semana para a votação, dada a desconfiança crescente em sua polêmica imagem como uma pessoa não confiável. 

 

Luiz Roberto Da Costa Jr lrcostajr@uol.com.br

Campinas

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'DOS MALES DO ANTIAMERICANISMO'

Cumprimento o colunista Fábio Biazzi ("Dos males do antiamericanismo", 31/10, A2) e a nova fase do Itamaraty, sob a batuta de José Serra. Todos os países têm defeitos e qualidades. Aprender com as qualidades dos americanos só vai fortalecer a democracia brasileira e o próprio Brasil. 

Marcos Bonassi marcosbonassi@uol.com.br

São Paulo

 

 

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