Fórum dos Leitores

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O Estado de S.Paulo

04 Novembro 2016 | 03h03

CAIXA 2

Anistia?!

O projeto das dez medidas contra corrupção elaborado pelo Ministério Público Federal (MPF) e apoiado pela nossa sociedade com mais de 1 milhão de assinaturas, que se encontra em discussão na Câmara dos Deputados, corre o sério risco de se tornar, na verdade, um pacote pró-corrupção! Manobra ardilosa em curso no Parlamento visa a anistiar do crime de caixa 2 partidos e parlamentares que utilizaram recursos ilícitos em campanha eleitoral até antes da aprovação do projeto. Se materializada essa excrescência da anistia pelo Congresso, muitos dos envolvidos na Operação Lava Jato se beneficiarão e poderão livrar-se de pesadas penas na Justiça. Ora, o crime de caixa 2 já consta no Código Eleitoral, o que falta, como propõe o MPF, é incluir os partidos políticos que captam dinheiro de origem ilícita e o ocultam do TSE. Não podemos perder de vista essa manobra.

PAULO PANOSSIAN

paulopanossian@hotmail.com

São Carlos

Não vamos engolir

Os parlamentares parecem não ter entendido o recado que as eleições municipais enviaram. Continuam na sua intenção de se autoinocentarem pelo uso do caixa 2. A exposição de seus crimes não os intimida. É impressionante a incapacidade deles de assimilar que a sociedade não admite essa anistia pretendida. Ainda devem acreditar que os brasileiros não têm memória. É preciso, então, lembrar-lhes: não engoliremos esse ato! Seus mandatos nos pertencem e da mesma forma os pusemos lá, confortavelmente sentados em suas cadeiras parlamentares, nós os retiraremos e os baniremos da vida pública. Não esqueceremos!

LUCIA HELENA FLAQUER

lucia.flaquer@gmail.com

São Paulo

Crime provado

Caixa 2 não é objeto de tipificação em nosso Código Penal. Todavia é, inquestionavelmente, o produto de uma entrada de numerário não registrada (sonegação, por exemplo). “Dinheiro não contabilizado”, como já disse alguém, quando, sem perceber, confirmou o ilícito ao tentar se explicar. Assim, não pode ser tido como simples indício – a exigir prova e tipificação – da ocorrência do ilícito que o criou. A mera existência do caixa 2 já é a prova que, de maneira inquestionável, o confirma. E sua ocorrência só poderia ser elidida com a prova – aí, sim – de que o caixa 2 teve origem legítima. Evidentemente, uma contradição em termos. Portanto, impossível de ser feita. É crime provado, portanto. Nada obsta – e tudo exige – que ele seja objeto de punição para quem o criou ou vier a criar. Ad quo e ad quem, sem dúvida.

JOSÉ ETULEY B. GONÇALVES

etuley@uol.com.br

Ribeirão Preto

ESCOLAS INVADIDAS

Cancelamento do Enem

O Ministério da Educação terá um prejuízo de R$ 12 milhões para fazer o Enem em duas etapas por causa das escolas invadidas. Justamente agora que o País está atolado em dívidas, com arrecadação em baixa, terá de arcar com esse prejuízo por causa de meia dúzia de alunos protestando? Tudo bem que estamos numa democracia, mas como contribuinte não mereço arcar com parte desse prejuízo milionário. Que tal o ministério dividir esses R$ 12 milhões com os pais dos alunos grevistas, ou com os partidos envolvidos, como PT, PCdoB e PSOL? Que a justiça seja feita, inclusive para com os 190 mil alunos que deverão ter seus exames transferidos para dezembro. O que não pode é só a população pagar a conta.

BEATRIZ CAMPOS

beatriz.campos@uol.com.br

São Paulo

Leniência governamental

A decisão de fazer novas provas do Enem para os estudantes designados a realizá-las nas dependências das centenas de escolas públicas ilegalmente ocupadas por alunos secundaristas baderneiros, em vez de obrigar, judicialmente, a desocupação, é mais um péssimo exemplo da política de frouxidão dos nossos governos federais no trato da ordem pública. Pouco importa o eventual mérito da causa, a chantagem será sempre um método violento e abjeto de protestar, que não condiz nem merece negociação com a democracia.

RUI DA FONSECA ELIA

rui.elia29@gmail.com

Rio de Janeiro

Baderna instalada

Ocupação de escolas, interdição de vias nos protestos, quebra-quebra, greve em serviços essenciais, etc. Esse é o retrato de um governo sem pulso. A democracia parte do pressuposto de que temos de respeitar o direito dos outros e cumprir os nossos deveres. Este governo teme críticas e fica inerte diante dos abusos. Ajam, srs. ministros da Justiça, da Educação, Polícias Federal, Civil, Militar e demais responsáveis pela ordem pública. Quem não respeita o direito alheio tem de ser preso e responder por isso, seja menor ou maior de idade. Ninguém está acima da lei.

ELIAS SKAF

eskaf@hotmail.com

São Paulo

Total insensatez

Resolveram judicializar o Enem justamente às vésperas das provas? Após um ano de estudo, os alunos não mereciam mais respeito? A insensibilidade de trazer insegurança na reta final do concurso ultrapassou todos os limites do bom senso.

RICARDO C. SIQUEIRA

ricardocsiqueira@globo.com

Niterói (RJ)

Capitulação

Se os governantes não conseguem desocupar as escolas, por que não fazer o Enem em outros locais (clubes esportivos, salões de festas, etc.)? Deixem quem só quer bagunçar, não prejudiquem quem quer participar. Remarcar é dar razão a quem não a tem.

ADRILES ULHOA FILHO

adriles@uai.com.br

Belo Horizonte

Quem ocupa

Nunca vou esquecer. Era dia de ocupação da Reitoria da USP. Um elegante carro importado estaciona numa das poucas vagas disponíveis. Desce um aluno, de jeans e tênis, põe a mochila no ombro e caminha para assumir seu posto de revolucionário ocupante. Podem ter a certeza de que os ocupantes de hoje têm seu futuro assegurado e não dependem de um Enem qualquer.

MILAN TRSIC

cra612@gmail.com

Ribeirão Preto

Loucos por um mártir

O que os partidos ditos da esquerda querem mesmo é um cadáver de estudante, assim teriam um mártir para insuflar o povo contra o governo. Até o momento só conseguiram um pouco de sangue contaminado por drogas, mas se houver desocupação à força esse cadáver sempre pode ser “fabricado”.

PEDRO L. BICUDO

plbicudo@gmail.com

Avaré

“Sem anistia, caixa 2 é crime, que se punam os criminosos”

CARLOS E. BARROS RODRIGUES / SÃO PAULO, SOBRE A MANOBRA 

PARA LIVRAR DE CONDENAÇÃO QUEM USOU DINHEIRO ILÍCITO 

EM CAMPANHAS ELEITORAIS

rodrigues@hotmail.com

“Na questão acerca da invasão da ignorância radical, a resposta correta encontra-se no Código Penal”

A. FERNANDES / SÃO PAULO, SOBRE A ‘OCUPAÇÃO’ DE ESCOLAS

standyball@hotmail.com

Cartas selecionadas para o Fórum dos Leitores do portal estadao.com.br

NA SURDINA

A Câmara de Vereadores do Rio de Janeiro tentou aprovar aposentadoria vitalícia de R$ 15 mil para suas próprias excelências, depois de exercido o mandato. Se aprovado, o projeto já valeria a partir de 2017. O texto era de autoria do edil João Cabral (PMDB) - que, por sinal, não foi reeleito para a próxima legislatura. Esse projeto de lei contou com 35 assinaturas prévias e, se não fossem a incansável imprensa e os protestos nas redes sociais, a aberração teria passado com folga em plenário. Enquanto isso, na Câmara mais poderosa, a dos Deputados, em Brasília, a Comissão Anticorrupção analisa a portas fechadas a tipificação de caixa 2, o que, para críticos, poderá anistiar quem já se beneficiou deste sorrateiro meio de arrecadação. Em setembro, a proposta foi incluída "depressinha", de última hora, na pauta, após articulação de vários partidos, e graças a deputados de bons costumes foi retirada para ser mais bem analisada. A pressa para a aprovação vem da iminente delação premiada da construtora Odebrecht, que está em andamento e, segundo informações que correm por aí, cita mais de uma centena de deputados no ardiloso esquema de corrupção na Petrobrás. Portanto, marcação cerrada em futuras votações. Estamos de olho!    

     

Sérgio Dafré sergio_dafre@hotmail.com

Jundiaí

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INDIGNOS DO VOTO

Os vereadores do Rio tentaram aprovar na penumbra da Câmara, antiga gaiola de ouro, o projeto 1.442/2015, de autoria do também professor municipal João Cabral (PMDB). A proposta estabelecia uma espécie de mesada vitalícia de R$ 15.187,00, a ser acrescida à aposentadoria do município para aqueles que tivessem exercido três mandatos consecutivos ou quatro intercalados. Só não foram bem-sucedidos na rapina porque a votação foi adiada por um dia, por falta de quórum, período durante o qual os munícipes tomaram conhecimento da tentativa e organizaram pelas redes sociais uma petição online contra a medida, o que levou os nobres representantes à sua retirada. Mas o pior estava por vir: 34 vereadores dos mais diversos partidos apoiaram o absurdo, como coautores da solicitação, com a respectiva justificativa, e quando foram surpreendidos pela reação popular não assumiram a participação e até acharam abusiva a pretensão. E a população ainda vota neles...

Paulo Roberto Gotaç prgotac@hotmail.com

Rio de Janeiro

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QUASE DEU CERTO

Um vereador do Rio queria - e quase conseguiu - receber uma benesse que duraria toda a vida. Já recebe rendimentos da prefeitura e queria agregar mais uma boquinha. O negócio era tão vergonhoso e repercutiu tão mal na opinião pública que nem ele apareceu para votar favoravelmente. É o tipo do político mequetrefe. E, para variar, é do PMDB, ou seja, pupilo de Renan Calheiros, Romero Jucá e caterva.

Iria De Sa Dodde iriadodde@hotmail.com

Rio de Janeiro

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SINAL DOS TEMPOS ATUAIS

Sinal dos tempos atuais, tempos da Lava Jato e das redes sociais bastante ativas, os vereadores do Rio desistiram de aprovar, por 40 votos a zero, o indecente projeto de aposentadoria extra, proposta que instituía um aumento de R$ 15 mil para eles próprios, e que estava pronto para ser aprovado. Na presente conjuntura, o medo de receberem uma punição igual à sofrida pelo PT nas recentes eleições municipais faz com nossos políticos pensem duas vezes antes de tomarem decisões contrárias ao interesse público. 

Ronaldo Gomes Ferraz ronferraz@globo.com

Rio de Janeiro

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ABERRAÇÕES EXPOSTAS

Nós, brasileiros, precisamos acordar e mostrar aos nossos governantes (presidente, senadores, deputados, prefeitos e vereadores) que não vamos mais continuar deitados eternamente em berço esplêndido esperando a volta da ética e da moral que a maioria dos senhores mandou para as cucuias, sem um mínimo de escrúpulo. Estamos começando, com a ajuda da imprensa e das redes sociais, um trabalho para mostrar as aberrações da Presidência da República, do Congresso Nacional, das Assembleias Legislativas, das prefeituras e das Câmaras de Vereadores. Confesso que na minha cabeça os órgãos supracitados já estão armazenados como símbolo da imoralidade. Como exemplo, cito dois casos: 1) a atitude do presidente do Senado e do Congresso Nacional, Renan Calheiros, do PMDB, manobrando para anistiar os envolvidos com propinas no caixa 2, principalmente os da Operação Lava Jato; e 2) o presidente da Câmara de Vereadores do Estado do Rio de Janeiro, Jorge Felipe,  do PMDB, que, mesmo sabendo da falência do Estado, tentou  passar, na calada da noite, numa sessão extraordinária, uma proposta de salário vitalício de R$ 15 mil para vereadores com mais de dois mandatos. Importante: a Câmara que está tentando dar o golpe do salário vitalício é a mesma que acaba de decretar a calamidade pública do Estado. Acorda, Brasil!

Leônidas Marques leo.marquesvr@gmail.com 

Volta Redonda (RJ)

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'SUFOCO FISCAL E SALÁRIO PÚBLICO'

Tive uma belíssima e rara surpresa ao ler o artigo do almirante Mario Cesar Flores no "Estadão" de 1/11 ("Sufoco fiscal e salário público"). Ele abordou a situação do erário e os salários dos funcionários públicos. Com equilíbrio, fino bom humor, até sutil autoironia e, pasmem, sem corporativismo, dissertou com brilho sobre a situação atual. Meus cumprimentos.

Luiz Cesar de Queiroz Melo lcqm10@terra.com.br

São José do Rio Preto

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IRRESPONSÁVEIS

Os irresponsáveis à frente do Estado do Rio, desde o primeiro governo Sérgio Cabral, brincaram de governar. Gastaram sem critério ou noção. Maquiavam as receitas. Agora, querem que os servidores e aposentados, por meio do aumento da contribuição previdenciária e da taxação dos salários, paguem a conta. O ICMS também deverá aumentar. Tiro no pé. A economia está em recessão, o consumo está retraído, e a elevação do ICMS implica aumento nos preços. E esperam arrecadar mais? É, devem ser gênios. Em alguns países, dirigentes assim são condenados à morte. Aqui, bem, aqui... deixa para lá. Deveriam ser todos processados por gestão temerária e, pelo menos, presos. Espera-se que a Assembleia Legislativa do Rio, que terá de aprovar algumas dessas medidas, tenha mais juízo e bom senso que os irresponsáveis do governo estadual. Não é justo apresentar a conta à sociedade.

Panayotis Poulis ppoulis46@gmail.com

Rio de Janeiro

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MISSÃO QUASE IMPOSSÍVEL

Ao vencer as eleições para prefeito do Rio de Janeiro, Marcelo Crivella (PRB) ganhou a primeira batalha de fogo. No cargo, Crivella terá de rezar dobrado. Vai ter de se agarrar com todos os ensinamentos e exortações da "Bíblia" para encarar a maior de todas as guerras: carregar, com destemor e fé dos deuses, uma pesada cruz para tirar a ex-Cidade Maravilhosa do caminho do caos. Se conseguir o milagre, muitos cariocas poderão até mudar de religião, e, cantando glória a Deus, subirão de joelhos as escadas da Igreja da Penha. Aí, sim, Crivella obterá credenciais para entrar na disputa para a Presidência da República. 

Vicente Limongi Netto limonginetto@hotmail.com

Brasília

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CRIME TRAVESTIDO

O Congresso Nacional quer aprovar a proposta de lei que criminaliza o caixa 2, como se isso já não fosse crime há muito tempo. No mês passado e na calada da noite, os deputados tentaram aprova-la, mas com uma ressalva vergonhosa: "quem fez caixa 2 até a presente data fica anistiado e não responde processo". A presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Cármen Lúcia, já se posicionou: "Querem travestir o crime do caixa 2. Crime é crime". Para estes políticos, a resposta negativa das urnas nas últimas eleições ainda não foi suficiente para criarem vergonha na cara. Ainda bem que temos Cármen Lúcia para defender o País.

 

Júlio Roberto Ayres Brisola jrobrisola@uol.com.br

São Paulo

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LIMPEZA MORAL

Os políticos citados como tendo recebido caixa 2 têm pesadelo com Curitiba e pavor de serem presos. Eles argumentam que quem cometeu crime antes da aprovação da lei, por uma brecha jurídica, deve ser anistiado. Sabemos que caixa 2 é corrupção, portanto, é crime. Para o bem da nação brasileira, que tal puni-los "apenas" com suspensão dos direitos políticos por oito anos?

  

Roberto Hungria cardosohungria@gmail.com

Itapetininga

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SELVA PERIGOSA

Proposta na Câmara estabelece brecha para anistiar o caixa 2. Pessoal esperto. Vista de cima, a paisagem é bonita. Porém, dentro da selva, é muito perigosa!

Geraldo F. Marcondes Jr. gfonsecamarcondes@uol.com.br

Taubaté

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ANISTIA PARA CAIXA 2

Presume-se que pessoas de bem, especialmente as nascidas nesta República bananeira tupiniquim (ainda no involutivo estágio civilizatório, em termos político-partidários, de nossos ancestrais botocudos), ainda acreditem que há limites para a quebra de valores morais e éticos (vergonha na cara, em bom Português) na práxis legislativa. Para os políticos tupiniquins da atual safra, contaminados por 13 anos de convivência com o socialismo-de-galinheiro praticado pelo lulodilmopetismo, não há. Prova material dessa avaliação é que está em curso, na calada da noite e nos desvãos da Câmara e do Senado, Projeto de Lei ou de PEC (ambos clandestinos) que visa a anistiar políticos tupiniquins (destropatas, esquerdopatas ou anfíbios) flagrados (ou delatados, tanto faz) pela Operação Lava Jato na prática de ilicitudes no financiamento de suas campanhas eleitorais. Convém alertar às ingênuas pessoas de bem deste país que, para a atual classe de deputados federais, senadores e ministros de gabinete do governo federal de plantão, essa presunção de ética, moral e vergonha na cara em ações e intenções políticas é história para boi dormir. Para todos os atuais políticos tupiniquins (incluem-se aqui as exceções de praxe, por estarem contaminadas pelos 13 anos de convívio com o lulodilmopetismo), a regra limite admitida é só ter de vender a mãe em último caso. Se for inevitável, negociada  em dez parcelas no cartão. A entrega, claro, fica sujeita a nova negociação.

Ruy Tapioca  ruytapioca@gmail.com

Rio de Janeiro

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EQUILÍBRIO NECESSÁRIO

Senhores, embora possa concordar com que podem ter havido doações por pessoas jurídicas ("entre 1993 e 2015") dentro da legalidade, gostaria de saber como diferenciar, tendo em vista a fungibilidade das doações, as originadas das mesmas empresas envolvidas na Lava Jato no petrolão - quando é de conhecimento geral que estes doadores sempre "contribuíram" com todos os partidos - das realizadas apenas como participantes de um sistema democrático?

Marcelo Falsetti Cabral mfalsetti2002@yahoo.com

São Paulo

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FINANCIAMENTO DE CAMPANHA

Tenho uma sugestão aos senhores políticos de nosso país. Observei que a Câmara dos Deputados quer pegar uma parcela razoável do IRPF (cerca de R$ 1,5 bilhão), mais a parcela de R$ 300 milhões da renúncia à propaganda gratuita, além dos R$ 800 milhões (que eram R$ 300 milhões e a presidente Dilma aumentou para R$ 800 milhões) que eles já recebem do Fundo Partidário. Julgo inviável retirar dinheiro do IRPF, pois esse valor fará falta para aplicação em educação e saúde. Além disso, vivemos uma situação fiscal caótica e tenho certeza de que os políticos, patriotas que são, não quererão afundar ainda mais nosso Brasil. Sugestão: abrir mão de todo esse dinheiro em favor do erário e descontar 10% do salário de cada político todo mês; temos 513 deputados federais, 81 senadores, 27 governadores e vices; mais de 5 mil prefeitos e vices, um monte de deputados estaduais e uma enormidade de vereadores. Assim eles provarão suas boas intenções e seu amor à Pátria.

Ademir Manir Sanna ademir.sanna@gmail.com

São Paulo

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CONGRESSO DUAS CARAS

Dá para confiar num Congresso como este? Aprovam a Proposta de Emenda Constitucional (PEC) 241, do Teto dos Gastos Públicos; e, um dia depois, dão aumento de salário à Polícia Federal e a outras categorias? Agora, o valor acordado com o aumento deverá sair de outra fonte, que será de onde mesmo? Da saúde e da educação, custo que recai diretamente na sociedade brasileira. Esta sociedade existe apenas em ano de eleições. O funcionário público é intocável, recebe hoje salário muito acima da iniciativa privada, mesmo quando o povo que paga seus salários está desempregado. Depois desta, alguém acha que sairá alguma coisa que preste das reformas da Previdência e política? Quando chegam à "Ilha da Fantasia" chamada Brasília, se esquecem da promessa de campanha e ficam legislando apenas em causa própria. O Congresso eleito em 2014 foi o pior da nossa história democrática. Por isso, em 2018, fora! 

Beatriz Campos beatriz.campos@uol.com.br

São Paulo

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MORALIZAÇÃO JÁ!

O Projeto do Teto dos Gastos, PEC 241, já aprovado em dois turnos pela Câmara dos Deputados, está agora em análise para votação no Senado. Uma vez aprovado, este projeto será um avanço e tanto para limitar os gastos públicos nos próximos 20 anos, sendo possível sua revisão após 10 anos de sua entrada em vigor. Minhas sugestões para moralizar de vez o País: acabar com aposentadorias de deputados após exercer oito anos no cargo. Acabar com aposentadoria integral para funcionários públicos. Fim dos cargos comissionados. Teto para salários do Poder Judiciário - existem desembargadores, por exemplo, que ganham cerca de R$ 200 mil por mês. Rígida fiscalização dos tributos fiscais. Imposto de Renda sobre grandes fortunas. Penas rígidas e rigorosas para funcionários e políticos corruptos. Enfim, o Brasil precisa tomar vergonha na cara.  

Edgard Gobbi edgardgobbi@gmail.com

Campinas 

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PEC DO TETO E REFORMAS

Quando Michel Temer era presidente da Câmara dos Deputados, em 1998, foram aprovadas emendas constitucionais (19 e 20) que dispõem sobre o controle de gastos, finanças públicas e modificações no sistema previdenciário. Não se conhece o efeito  prático dessas medidas na sociedade. Teto nos vencimentos de agentes públicos e isonomia não  são observados, a maioria dos servidores públicos e os militares já sofrem reajustes inferiores à inflação, a PEC 241 vai introduzir mais letra morta na Constituição, que já virou colcha de retalhos. Cumprir com rigor o atual texto da Constituição cidadã  seria o necessário e suficiente para atingir os seus propósitos de bem-estar com harmonia social e desenvolvimento.

 

Paulo  Marcos Gomes Lustoza pmlustoz@gmail.com

Rio de Janeiro

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DÉFICIT ALTO DE SETEMBRO

O Banco Central (BC), ao divulgar o déficit fiscal nas contas públicas - incluindo União, Estados e municípios - no mês de setembro, de R$ 26,64 bilhões, ante R$ 7,31 bilhões de déficit em 2015, ou seja, o pior resultado para o mês desde 2001, ratifica que a nossa economia continua em recessão pelo segundo ano consecutivo, e a arrecadação de impostos continua em queda. No acumulado dos nove meses deste ano, o déficit já atingiu R$ 85,5 bilhões. E, nos últimos 12 meses, R$ 188,32 bilhões.   Mas é bom ressaltar que o déficit público projetado pela equipe econômica para este ano, de R$ 170,5 bilhões, não deve ser ultrapassado, como garante o governo, já que também teremos a entrada de recursos ainda não contabilizados da repatriação de ativos do exterior. Um refresco, em meio à tempestade desta impiedosa recessão econômica.

Paulo Panossian paulopanossian@hotmail.com

São Carlos 

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ACREDITE QUEM QUISER

Subsídios do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) inflaram ilegalmente balanço da Caixa Econômica Federal (CEF) em R$ 15 bilhões, mostra recente estudo. Tal manobra/manipulação fez com que a Caixa se pronunciasse argumentando ter recebido este valor por "serviços prestados". A coisa mudou de nome, é?

Angelo Tonelli angelotonelli@yahoo.com.br

São Paulo

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A BANCA DA ODEBRECHT

Li na "Coluna do Estadão" de quarta-feira que a Odebrecht tem contratados "quase 20 escritórios de advocacia para defender seus executivos na Operação Lava Jato". Estimando em média 5 advogados por escritório, são quase 100 trabalhando nas defesas. Dessa estimativa dá para perceber a competência do juiz Sérgio Moro: 100 contra 1! Sem considerar os honorários desses escritórios, comparados ao salário do juiz.

Carlos Alberto Roxo roxo_7@terra.com.br

São Paulo

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COMPENSA

O balanço da lambança criminosa da Odebrecht é amplamente favorável à empresa: roubaram sistematicamente durante décadas bilhões de reais em contratos superfaturados com o governo; o "chefete" Marcelo Odebrecht foi preso por dois anos, e segue o jogo. Qualquer criança pode concluir que, sim, o crime compensa, compensa muito. Dois aninhos em cana, numa cela diferenciada, sai da cadeia bilionário e pode continuar roubando como se nada tivesse acontecido. A conclusão de todo brasileiro é uma só: quero ser Marcelo Odebrecht. 

Mário Barilá Filho mariobarila@yahoo.com.br

São Paulo

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A AGUARDADA DELAÇÃO

A Operação Lava Jato homologando a delação de Marcelo Odebrecht provocará um "terremoto" catastrófico em Brasília e em São Bernardo do Campo, causando um estrago enorme. E estas duas cidades nunca mais serão as mesmas. O povo brasileiro está aguardando ansiosamente por essa delação.

Antônio Carelli Filho palestrino1949@hotmail.com

Taubaté

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NÃO SOBRA UM

Por causa das delações da turminha da Odebrecht, por favor, não gritem "pega ladrão" na Praça dos Três Poderes.

José Luiz Tedesco tedescoporto@hotmail.com

Presidente Epitácio 

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CORRUPÇÃO E CASTIGO

O ex-procurador-geral de Teerã, Saed Mortazavi, foi condenado a 70 chibatadas por "desvios de bens públicos" e a 65 chibatadas por "negligência e desperdício de bens públicos". Lá, a lei é severa contra corruptos e corruptores. Aqui, no Brasil, tratam com magnanimidade os grandes corruptos da história do País. Roubam bilhões, fazem uma delação premiada, reduzem-se as penas e boa parte deles vai para casa gozar fora das grades de uma vida nababesca e feliz com o dinheiro surrupiado do Estado - dinheiro que, se aplicado na área do social (saúde principalmente), salvaria milhares de vidas   que são ceifadas por falta de atendimento adequado na rede pública. E alguns dizem ainda que este é o país do futuro. Quando?

Mario Pallazini mpallazini@hotmail.com

São Paulo

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TESTEMUNHAS DE CUNHA

Em sua defesa prévia, os advogados do ex-deputado federal Eduardo Cunha incluíram como suas testemunhas o atual presidente da República, Michel Temer, e o ex-presidente Lula. Se realmente eles forem ouvidos, a coisa vai pegar...

Artur Topgian topgian.advogados@terra.com.br

São Paulo

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OLHA QUEM ESTÁ FALANDO

Lula falou esta semana a estudantes da Universidade Federal de São Carlos: "Cada vez mais, em vez de negar a política, a gente tem que fazer política. Porque a desgraça de quem não gosta de política é que é governado por quem gosta. E quem gosta é sempre a minoria, é sempre a elite". Comente: ele, que come, bebe e respira política, sempre negou ser elite. Ato-falho ou agora caiu a ficha? Quem gosta de política e faz política VOTA. Este canalha, sem moral e coerência, declarou, primeiro, que não votou no segundo turno deste ano porque o seu candidato tinha sido eliminado no primeiro turno. Depois, refez a sua declaração: "Como tenho mais de 70 anos, não sou obrigado a votar". Ora, quem não exerce o direito do voto, ou só o faz quando convém, não deveria se candidatar a qualquer cargo eletivo, afinal, como ele mesmo diz, o voto  não tem valor.

Claudio Juchem cjuchem@gmail.com

São Paulo 

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ELITE

Vejam quem diz, da elite que vota. Quem não votou é o mais novo coxinha da cidade.

Moises Goldstein mgoldstein@bol.com.br

São Paulo

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SILÊNCIO

Lula faria bem melhor se continuasse calado. Nem desculpas se aceita atualmente. Basta ver a desgraça que virou o País com a incompetência petista.  Graças a Deus, nem para síndico de prédio ele será eleito.

José Sergio Trabbold jsergiotrabbold@hotmail.com

São  Paulo

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OS PROTESTOS, OS ESTUDANTES E OS OUTROS

 

Estudantes ocupam escolas, impedem as aulas e inviabilizam a aplicação do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), neste fim de semana. No Paraná, onde começaram as invasões, a Justiça concedeu reintegração de posse e parte dos prédios já foi desocupada. Em São Paulo, a Polícia Militar começa a desocupar as escolas sem ordem judicial, baseada em parecer da Procuradoria-Geral do Estado, que estimula os órgãos e a polícia estadual a preservarem o patrimônio público. Boa parte dos manifestantes, com certeza, nem sabe quais as repercussões da PEC 241 e da reforma do ensino médio na já caótica educação brasileira. As autoridades têm o dever de zelar pela integridade dos prédios públicos e dos serviços neles sediados e, além disso, de apurar devidamente as reivindicações, promover o diálogo possível e, da mesma forma, afastar os corpos estranhos que possam estar insuflando os movimentos. Mesmo que isso lhes custe protestos e impopularidade. Parar o ensino só pode interessar somente aos militantes políticos que querem produzir o caos e, por isso, eles têm de ser confrontados pelos rigores da lei.

 

Dirceu Cardoso Gonçalves aspomilpm@terra.com.br

São Paulo

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AINDA NAS MÃOS DE BANDIDOS

Apesar da saída do PT do poder, seus aliados ainda mandam no País. As autoridades ontem ainda discutiam o que fazer com o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), em razão da invasão de escolas Brasil afora. As "inteligentes" medidas custarão R$ 12 milhões e centenas de garotos terão de esperar por outra prova do Enem, em dezembro, só para eles. Por que o Brasil não enfrenta os restos do PT e aliados já, os bandidos que estão por trás dessa operação? Os garotos nem sabem por que invadiram as escolas e estão se divertindo com transas sexuais nos locais, segundo a imprensa. Não seria o momento de as autoridades assumirem suas responsabilidades, pois quem tem DIREITO às escolas são seus alunos? Pelo que se vê das "forças" do governo, se os meninos decidirem invadir hospitais, as autoridades também não reagirão. O Brasil continua na mão de bandidos.

Fabio Figueiredo fafig3@terra.com.br

São Paulo

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ESCOLAS INVADIDAS

O artigo "Rebeldes tateando em busca de uma causa", de Bolívar Lamounier (30/10, A2), analisa com perfeição as invasões de escolas. Que ele chama de "uma tática violenta (ocupação é violência), descartando liminarmente o diálogo com as autoridades do governo (...)". E assim realmente é. Lembra-me o caso da discussão entre dois chineses. Por duas horas utilizavam-se de seus argumentos em favor do ponto de vista defendido. Um observador estrangeiro perguntou: "Não vão sair disso? Não vão partir para a violência?". Ao que outro chinês retrucou: "O primeiro que der um tapa mostra que acabaram seus argumentos". E assim é. Os invasores, com esse procedimento, sem nenhum argumento válido, seguem cega e docilmente as ordens da UNE e da Ubes. Sem qualquer argumento racional e sem nem sequer analisar - ou mesmo saber - o motivo pelo qual assim procedem. 

José Etuley Barbosa Gonçalves etuley@uol.com.br

Ribeirão Preto

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ALIMENTANDO A DESIGUALDADE

Enquanto os alunos do ensino público invadem escolas para se manifestarem contra uma PEC que nem sequer sabem o que é, até porque estão na fase de alfabetização e aprendizado das quatro operações aritméticas, os jovens das escolas particulares continuam estudando. Assim, a diferença que já existe no nível de instrução formal desses alunos certamente aumentará e se refletirá, ainda mais, na desigualdade de oportunidades de emprego entre esses jovens e o acirramento entre classes sociais. Aliás, esse deve ser o intuito dos partidos de esquerda apoiadores das chamadas "ocupações", utilizando-se, para esse propósito, de imaturos alunos como bucha de canhão.

Frederico Fontoura Leinz fredy1943@gmail.com

São Paulo

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FALTA DE OCUPAÇÃO ESCOLAR

Em vez de se dedicarem ao estudo das matérias constantes na grade curricular, jovens do ensino médio se deixam contaminar pela pregação ideológica de professores, inclinados à esquerda, inconformados com o descaso recorrente de governantes que insistem em manter os seus salários entre os piores do mundo.

Sergio S de Oliveira ssoliveiramsm@gmail.com

Monte Santo de Minas (MG)

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MANIFESTAÇÃO GROTESCA

A cada dia que passa fico mais e mais indignada com estas ocupações nas escolas. Com certeza, 99% dos estudantes não sabem nada a respeito desta PEC 241, que por sinal agora mudou para PEC 55 - aliás, esta proposta de o Senado pô-la em consulta pública para mim cheira muito mal. Estes coitados, na sua maioria sem preparo nenhum, pois nossa educação é de décima categoria, se deixam levar por pessoas  que na verdade querem é a total falência do Brasil, mas o que me assusta de verdade é ver professores que ainda tiveram uma boa formação incentivar esses estudantes a se amotinarem deste modo. Enquanto estão amotinados, perdem aula e se distanciam cada vez mais dos alunos de escolas particulares. Se esses professores quisessem realmente o bem dos estudantes, deveriam ensiná-los a votar conscientemente, não incitando estes jovens para apoiarem este ou aquele partido político. Agora, por causa desta manifestação grotesca, vários alunos, se não todos, não poderão fazer o Enem este fim de semana, e, quando forem fazê-lo, estarão mais despreparados ainda. Este novo custo para fazer o Enem deveria recair sobre todos os alunos amotinados, que, além de usarem drogas enquanto estão amotinados, cobrem o rosto como verdadeiros bandidos que são.

Mara Bruna mmichelettibarros@gmail.com

São Sebastião

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DIREITO DE PREJUDICAR

 

De início, é de salientar que estudante não é classe, mas candidato a uma classe. Como tal, os protestos estudantis não podem ir além dos limites democráticos, porque estes não permitem os danos a outros. A ocupação de escolas, sem dúvida, está trazendo prejuízos não só ao governo, como também aos prestadores de exames do Enem, aliás, colegas da condição de candidatos a uma classe. Como o STF decidiu favorável à permissão do não pagamento dos dias parados dos grevistas do serviço público, também, após as notificações pertinentes, podem tais ocupantes ter suas faltas apontadas como más notas para as aprovações ou reprovações anuais. De outro lado, estudante não pode servir de massa de manobra de grupos ideológicos perdedores de eleições.

José C. de Carvalho Carneiro carneirojc@ig.com.br

Rio Claro

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ENEM

Enquanto dizem que os deputados têm as mãos sujas, os alunos que permanecem nas escolas que teriam o Enem terão suas consciências pesadas por prejudicarem seus colegas.

Tania Tavares taniatma@hotmail.com

São Paulo

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RELEVÂNCIA E OBJETIVIDADE

Não sei bem o que pensar sobre esta teimosia em ocupar escolas. Será uma união de vagabundices entre professores que não querem nada com o trabalho e alunos "ruins de nota"? Haverá alguma base filosófica? Num país em que muita gente sai das escolas como analfabetos funcionais, qualquer medida que vise à melhoria deveria ser considerada. Sobre a desculpa de protesto contra a PEC 241, a coisa me parece tão descabida quanto o cenário observado no interior do Peru na década de 1970 do século passado: no território dominado pelo Sendero Luminoso encontravam-se gatos e cachorros enforcados nos postes. Para quem se interessava em saber a razão, era explicado que se tratava de um protesto contra a "claque dos quatro". Aqui, devo explicar que a tal "claque" era liderada pela esposa de Mao Tse-tung, que, após a morte dele, tentava dominar a governo chinês. Deu para entender a relevância e a objetividade do protesto?

Nestor R. Pereira Filho rodrigues-nestor@ig.com.br

São Paulo

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A LOUVAÇÃO DA BURRICE

Para ter uma sociedade subjugada e oprimida, basta manter o povo na obscuridade do conhecimento. Por isso Hitler incinerou livros. Lula, no apogeu da fama, declarava que chegou à Presidência do País sem ter lido um só livro. Dona Dilma retirou R$ 10,5 bilhões do MEC. Lula apoia a menina (estudante) chamada de "musa das invasões das escola" do Paraná, que declarou: "A escola é nossa, por isso podemos invadi-la". Desde que os alunos que queiram estudar não possam entrar no recinto de ensino, é de uma falta de conhecimento total (burrice mesmo).

Wilson Lino wiolino@yahoo.com.br

São Paulo

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LOCAL ERRADO

No ano passado escolas paulistas foram invadidas por "estudantes" contra a reforma que o governo estadual pretendia. O Estado foi incompetente e recuou, pois não evidenciou a necessidade do fechamento das escolas proposto. Agora, estudantes estão invadindo escolas por todo o Brasil contra a proposta de lei do governo federal, a PEC 241, que congela os gastos públicos por 20 anos (terá correção anual da inflação e revisão após dez anos). Particularmente, acredito que o governo está tentando fazer gestão a médio e a longo prazos, pois o País está falido, mais de 70% dos municípios estão quebrados e medidas antipopulares devem ser adotadas. Os estudantes devem protestar, buscar melhorias e tudo o mais, pois é notório que a educação é a base de tudo. Contudo, ao invadirem as escolas, eles estão paralisando o desenvolvimento de outros estudantes, ainda mais nesta época que fecha o ciclo escolar. E 200 mil estudantes serão prejudicados com o adiamento de suas provas do Enem. Enfim, os invasores estão protestando em local errado.

Alex Tanner alextanner.sss@hotmail.com

Sumaré

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A TURBA 'INTOCÁVEL'

Cumprimento o autor do editorial do "Estadão" "O Enem e as escolas ocupadas" (3/11, A3). Ele detalha como um partido político e até mesmo um líder do alcance internacional, como é Lula, são capazes de fazer uma insurreição, uma turba, com adolescentes que, longe de serem "rebeldes", são inocentes o suficiente para apostar na impostura do PT. E, então, uma jovem de 16 anos que não faz a menor ideia do quanto está sendo usada faz discursos, envaidecida, no Legislativo paranaense e na Comissão de Direitos Humanos do Senado. Jovens, com a ilusão insuflada por facções políticas radicais, entendem legítimas as ocupações, uma vez que a PEC 241 (PEC do Teto), assim como a Medida Provisória que disciplina alterações no ensino médio, serão nocivas à educação. E, então, sobrevém uma decisão de um juiz do Distrito Federal que chama a atenção por deixar de tratar os jovens como "seres inimputáveis, que por esta razão 'podem tudo'". Entendeu a ilicitude das ocupações e determinou que a Polícia Militar do DF não permitisse o acesso de familiares dos estudantes no local, impedisse a entrada de alimentos, suspendesse o fornecimento de água e energia e utilizasse instrumentos sonoros para que os ocupantes não conseguissem dormir. A escola, então, foi desocupada na manhã de terça-feira (1/11), de forma pacífica. Melhor que seja assim, pois, por inimputáveis, os danos cometidos pelos jovens deverão ser restituídos por seus pais (creiam-me, às vezes cúmplices). Diz o artigo 932, inciso I, do Código Civil: Art. 932. São também responsáveis pela reparação civil: I - os pais, pelos filhos menores que estiverem sob sua autoridade e em sua companhia;. 932. São também responsáveis pela reparação civil: I - os pais, pelos filhos menores que estiverem sob sua autoridade e em sua companhia. Então, discordo veementemente quando proclamam que o prejuízo desta baderna deverá ser suportado apenas pela União. A Advocacia-Geral da União que trate de trabalhar. E também o Ministério Público, quando da ocorrência flagrante de ato infracional. O mínimo de disciplina é o que se espera de um Estado democrático. A turba "intocável" enseja medidas bastante duras, e colocar em risco o nosso Estado de Direito. 

Andrea Metne Arnaut andreaarnaut@uol.com.br

São Paulo 

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O DESASTRE DE MARIANA

O "Estadão" iniciou no domingo uma série de reportagens sobre "A maior tragédia ambiental do País", referindo-se às consequências do rompimento da barragem da Samarco em Mariana (MG). De dimensões catastróficas, o desastre prejudicou 3 milhões de pessoas nas 27 cidades de Minas Gerais e do Espírito Santo ao longo da Bacia do Rio Doce, até a região ao redor da sua foz, no Oceano Atlântico. Matou 19 pessoas, deixou 1.500 desabrigadas e alterou a vida das demais. E, um ano depois do fatídico 5/11/2015, os dirigentes daquela empresa continuam, cinicamente, afirmado que ignoravam que a barragem corria risco de rompimento. Ao mesmo tempo, as vítimas são discriminadas pela população local, com alcunhas maldosas e injustas. Como engenheiro, sei que um desastre ocasionado por uma obra de engenharia só ocorre por erro crasso do projeto, como a ciclovia do Rio de Janeiro, ou por infração das rígidas normas de segurança que regem a profissão, geralmente por ganância dos seus responsáveis, como é o caso em questão. Num país onde a Justiça é apenas uma hipótese, como aqui, os responsáveis por terem destruído uma bacia hidrográfica inteira contavam e ainda contam com a impunidade. Somente recentemente foram denunciados pelo Ministério Público Federal, 22 diretores da Samarco e das suas controladoras. Um procurador da República que participou da força-tarefa declarou ao jornalista André Trigueiro, no programa "Cidades e Soluções", da Globo News, que identificaram um documento interno da Samarco que previa, em caso de rompimento da barragem, a possibilidade de provocar até 20 mortes, dano ambiental grave e paralisação das atividades da empresa por até dois anos. Ou seja, seus próprios técnicos previram, com incrível precisão e detalhamento, o que infelizmente ocorreu e vem ocorrendo. Como antecipou o professor Paulo Saldiva, da USP, os rejeitos formaram um tapete mortal no fundo dos rios, quiçá contaminando o lençol freático, impossibilitando o plantio e o uso de poços. Igualmente, formou um tapete, no fundo do Oceano Atlântico, na região da foz do Rio Doce, inviabilizando a pesca marítima também. Embora a direção da Samarco continue negando o óbvio ululante, não resta mais nenhuma dúvida de que o pavoroso desastre ocorreu por culpa exclusiva dos dirigentes da Samarco. Um crime tão grave e de danos incalculáveis, perpetrado por dirigentes gananciosos e desumanos que ainda insistem em negar uma culpa que já não pode mais ser negada. E a dívida que essa empresa e seus dirigentes têm com a sociedade é incalculável, pois qual é o preço de uma bacia hidrográfica?

Gilberto Pacini benetazzos@bol.com.br

São Paulo

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PIZZA DE LAMA

Nunca se viu em toda a história do Brasil um desastre com proporções tão devastadoras quanto aquele ocorrido há um ano, em decorrência do rompimento da barragem da Samarco, no distrito de Bento Rodrigues, em Mariana (MG). O Rio Doce foi coberto por uma lama de rejeitos que poluiu rios, destruiu a vegetação nativa, arrasou comunidades e matou 19 pessoas. O transtorno desembocou no mar, no Estado do Espírito Santo. Pelo andar da carruagem, o processo vai acabar em pizza, sabor lama. Os rios continuam morrendo, centenas de pessoas estão vivendo de forma precária, pescadores estão sem recursos e a impunidade continua reinando neste imenso Brasil.

José Carlos Saraiva da Costa jcsdc@uol.com.br

Belo Horizonte 

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BREXIT

De início, o plebiscito resolveria, mas agora a Corte britânica decidiu que o Parlamento também precisa aprovar o Brexit. Pelo visto, o resultado não agradou...

Ricardo C. Siqueira ricardocsiqueira@globo.com

Niterói (RJ)

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