Fórum dos Leitores

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O Estado de S.Paulo

05 Novembro 2016 | 03h02

EDUCAÇÃO

Paralisação e ocupação

Foi aprovada na quinta-feira, em assembleia de estudantes, a paralisação e ocupação do câmpus de Guarulhos da Universidade Federal de São Paulo. Como estudante, não concordo com as medidas do governo Temer, todavia entendo que a paralisação estudantil, em especial do ensino superior público, na atual conjuntura nacional não fará o governo mudar sua postura. Entendo e respeito a posição política dos alunos em momento tão difícil que o Brasil passa, mas discordo frontalmente de sua metodologia, que, a meu ver, não surtirá efeito além do autoflagelo dos próprios alunos se durar muito tempo. Devemos lembrar que Guarulhos é um câmpus de Filosofia e Ciências Humanas, as mesmas matérias que o governo federal quer extinguir do ensino médio, mas a paralisação afeta exclusivamente os próprios alunos. Então, além de marcar uma posição política, qual o efeito prático da ocupação em nossa temerária conjuntura? Posso estar enganado e o próprio presidente da República estar assustado com o reduzido número de formandos em Filosofia, História da Arte e Ciências Sociais, mas ainda penso que o governo federal não está assim tão preocupado com os atuais ou futuros professores. Se for concretizada a anunciada reforma do ensino médio, os alunos que não serão mais professores, pois excluídas suas matérias do currículo nacional, não terão motivo para voltar às aulas ou se preocupar com o diploma.

VICTOR MARTINS LEAL

victorm.leal@hotmail.com

São Paulo

Assim não dá

O ano letivo da escola pública há anos vem sendo prejudicado por greves de professores. Agora, somem-se as invasões de alunos para protestar contra os governos de partidos que os professores não apoiam, qual seja, os que não são do PT e seus satélites. Pelo jeito, nem com cota de 200% os alunos da escola pública vão conseguir entrar na universidade.

GERALDO MAGELA XAVIER

gsilvaxavier@bol.com.br

Belo Horizonte

Prognóstico

Com certeza os alunos que deixaram de estudar para invadir escolas por uma causa que não é deles serão os futuros empregados dos jovens que optaram por continuar estudando.

FREDERICO FONTOURA LEINZ

fredy1943@gmail.com

São Paulo

Invasões seletivas

Não houve essas ocupações de escolas, incitadas pela esquerda, quando Dilma cortou R$ 12 bilhões da educação. Agora, se a PEC 241 for aprovada, a verba aumentará em R$ 100 bilhões. Que barbaridade! Essa gente fez e continua a fazer mal ao Brasil.

CARLOS EDUARDO RODRIGUES

ceb.rodrigues@hotmail.com

São Paulo

Quem ocupa

Nunca vou esquecer. Era dia de desocupação do Conjunto Residencial da Universidade de São Paulo (Crusp). Fui chamado pelo diretor da minha unidade para alertar três alunos meus, que estavam alojados no “aparelho”. Não acreditei. No dia seguinte verifiquei que os três haviam sido presos. Mas a caterva da elite comunista da época seria presa somente em Ibiúna. Muitos deles estão aí, no comando das seguidas anarquias de hoje. A minha maior surpresa foi porque pelo menos dois alunos eram de famílias abonadas. Durante as aulas, nada de anormal. Mas minhas ideias sobre a Doutrina Monroe foram mais sedimentadas. Nos EUA o macarthismo estava no auge. É isso aí.

FLÁVIO PRADA, professor titular da USP aposentado

flavioprada39@gmail.com

São Paulo

Atitudes incompreensíveis

Mais uma pergunta que não quer calar: por que parte da imprensa e tribunais, de maneira geral, defendem irrestritamente manifestantes ilegais, truculentos e violentos, ao mesmo tempo que atacam os órgãos de segurança encarregados de restabelecer a lei e a ordem, de defender seus policiais agredidos com pedras e coquetéis molotov e defender o patrimônio particular destruído por esses vândalos?

JOSÉ CLAUDIO M. RIZZO

jcmrizzo@uol.com.br

São Paulo

HEROÍNAS DA RESISTÊNCIA

Mulheres curdas

Sempre admirei o povo curdo, que luta por um Estado seu há séculos. Os curdos são combatidos ferozmente pela Turquia, pela Síria e por outros países, que não querem um país livre nos seus limites. Agora, lendo sobre a luta dessas guerreiras, lindas curdas, combatendo a ignorância com cantos, só posso felicitá-las e esperar que logo um Estado curdo se instale nos limites dessas ditaduras.

MIKA KROK

mikakrok@gmail.com

São Paulo

SENADO

Ainda a consulta pública

A consulta feita pelo site e-Cidadania, do Senado, diz que cerca de 95% de 300 mil pessoas consultadas se manifestaram contra a PEC do Teto (Uma ‘consulta’ muito estranha, 2/11, A3). É de conhecimento geral que esse site é facilmente manipulado. Muitas centrais usam computadores que fazem ligações automáticas. O mesmo aconteceu com o projeto de lei da terceirização. O resultado depende da vontade do freguês.

AMANCIO BARKER

abarker4141@gmail.com

São Paulo

CIDADE DE SÃO PAULO

Herança de Haddad

Um dos motivos da derrota do sr. Fernando Haddad nas urnas se deve a vivermos numa cidade onde as pessoas de bem são constantemente cobradas de suas obrigações e pessoas que não estão nem aí para as leis, para a cidadania e para o bem geral fazem o que querem e não acontece nada. Um bom exemplo: na Av. Engenheiro Billings, próximo da Ponte do Jaguaré, estão construindo dezenas de sobrados e, tenho a certeza absoluta, sem nenhuma licença, ao total arrepio da legislação municipal, sem responsáveis pela obra, sem nada. Como essa avenida é a pista local da Marginal do Pinheiros, é impossível que ninguém da Prefeitura tenha visto, que as obras não tenham sido fiscalizadas e as providências legais, tomadas. É a ocupação do solo de forma ilegal e irresponsável, que só aumenta os grandes problemas da nossa cidade. A administração Haddad foi uma das priores que tivemos, por isso a grande derrota eleitoral.

JOSÉ RENATO NASCIMENTO

jrnasc@gmail.com

São Paulo

Futura gestão

Acho um perigo quando as falas antecedem muito a ação. Menos, Doria, bem menos...

ANDREA M. ARNAUT

andreaarnaut@uol.com.br

São Paulo

“A Odebrecht deveria esclarecer se a Arena Corinthians foi construída no padrão Fifa ou no padrão Lula”

ELY WEINSTEIN / SÃO PAULO, SOBRE OS RECORRENTES PROBLEMAS NO ITAQUERÃO

elyw@terra.com.br

“Construtora Odebrecht + Lula = arena movediça”

JOSÉ ROBERTO NIERO / SÃO CAETANO DO SUL, SOBRE A NOVA QUEDA DE MÁRMORE NO ESTÁDIO DO CORINTHIANS

jrniero@yahoo.com.br

Cartas selecionadas para o Fórum dos Leitores do portal estadao.com.br

ILÍCITOS NO MARANHÃO

O Ministério Público do Maranhão denunciou a governadora Roseana Sarney (PMDB) por um megaesquema fraudulento de concessão de isenções fiscais da Secretaria da Fazenda que causou um rombo superior a R$ 400 milhões nos cofres públicos. O envolvimento do notório sobrenome Sarney em acusações de participação efetiva em toda sorte de malfeitos e ilicitudes há décadas deixou de ser novidade. É preciso bani-lo de vez da vida pública. Basta!

J. S. Decol decoljs@gmail.com

São Paulo

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O CLÃ SARNEY

 

Em 2001, durante o governo de Fernando Henrique Cardoso, Roseana Sarney e Jorge Murad, membros do clã Sarney, depois de inúmeras explicações incoerentes, conseguiram se livrar da Operação Lunus. Algum tempo depois, Fernando Sarney se safou da Operação Boi Barrica. Agora, Roseana foi denunciada pelo Ministério Público em suposto esquema fraudulento de concessões e isenções envolvendo R$ 410 milhões, justo no Maranhão, onde falta quase tudo. Mas o clã Sarney vai muito bem.

Humberto Schuwartz Soares hs-soares@uol.com.br

Vila Velha (ES)

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ESTADO EM CRISE

A ex-governadora Roseana Sarney foi denunciada pelo Ministério Público do Maranhão por esquema fraudulento de isenções fiscais e outras práticas criminosas, como compensações tributárias ilegais e outras práticas ilícitas. No Estado do Rio de Janeiro, as isenções fiscais levaram o Estado ao caos. A situação nos dois Estados é semelhante, a diferença é que o Ministério Público do Maranhão formalizou uma denúncia, enquanto o do Estado do Rio, por enquanto, nada. O que se sabe é que a má gestão aqui, no Rio, levou o Estado à calamidade pública, sem dinheiro para honrar seus compromissos, e a conta foi apresentada, por enquanto, aos servidores públicos, que sofrerão aumento na alíquota da contribuição previdenciária e terão outras tributações salariais. Como se eles fossem os únicos culpados pela crise. O ex-governador Sérgio Cabral e o seu vice, Luiz Pezão, hoje governador, quebraram o Estado e não terão nenhuma responsabilidade? A culpa é do servidor público e do povo, que não tem nenhum serviço funcionando. Vão pagar uma conta que não é deles. 

Panayotis Poulis ppoulis46@gmail.com

Rio de Janeiro

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MAIS UMA TRAPALHADA

Governos estaduais que se endividaram nos últimos 13 anos com o beneplácito irresponsável e inconsequente de uma "presidenta" petista, que agora enfrentam sérios problemas para manter em dia a folha de pagamento do funcionalismo.

Sergio S. de Oliveira ssoliveiramsm@gmail.com

Monte Santo de Minas (MG)

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A TRAGÉDIA DA SAMARCO

Quinta-feira, 3/11, a série de reportagens do "Estadão" sobre a tragédia provocada pelo rompimento da barragem da Samarco abordou a situação da maior cidade dependente das águas do Rio Doce, Governador Valadares (MG). Ainda enlameada, a população teve de aprender a não depender da água que sai das torneiras. Poços artesianos foram sendo abertos pela população, sem controle das autoridades, tamanho é o caos no abastecimento de água que a cidade vive. Com 279 mil habitantes, não é preciso haver muitos estudos para, mesmo à distância, aquilatarmos as dificuldades por que passam os seus moradores, em razão da criminosa onda de lama que invadiu toda a bacia do Rio Doce, não só no que tange ao abastecimento de águas, mas também numa série de atividades ali desenvolvidas e que agora não são mais viáveis. E, como vem acontecendo há tempos, a direção da Samarco só de manifestou por escrito, o que eu até entendo, pois acredito que nenhum de seus membros tem coragem de vir a público tentar explicar o inexplicável. Diz a nota da mineradora que a sua "responsabilidade é limitada aos eventuais danos provocados pela passagem da pluma de turbidez no Rio Doce, especificamente no trecho que abastece o município". Não dá para deixar de se indignar com tanta indiferença daqueles que provocaram não só o maior desastre ecológico do País, como também um dos maiores do planeta. E veio à minha memória a declaração do ministro do Meio Ambiente, Sarney Filho, ao programa "Cidades e Soluções", da Globo News, de que a bancada no Congresso Nacional que dá cobertura às mineradoras é grande. Em país mais justo e evoluído, a mineradora já teria tido cassado o seu direito de exercer as suas atividades e os seus diretores estariam devidamente condenados.

Gilberto Pacini benetazzos@bol.com.br

São Paulo

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JULGAMENTO PÓS-ELEITORAL

As recentes eleições sofreram reflexos da Operação Lava Jato, que repercutiu tanto na elevada abstenção como no número alto de votos brancos e nulos. E com destaque também para as derrotas de candidatos de determinada tendência política. Mas quem achar que o quadro vai se repetir, por certo, está equivocado. O prosseguimento da Operação Lava Jato vai atingir novos atores políticos com as delações de empresários como os da Odebrecht. Além disso, as reformas do governo Temer vão atingir aposentados e trabalhadores da ativa e provocarão repercussão negativa. São muitas as questões a serem levadas em consideração antes de qualquer julgamento definitivo.

Uriel Villas Boas urielvillasboas@yahoo.com.br

Santos

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RUÍDO INDECIFRÁVEL

Se as urnas deram uma clara resposta política, o que ficou fora delas foi mais sonoro. Com abstenção e votos nulos e brancos recordes, além de uma pulverização inédita dos eleitos entre os partidos, a população clama por uma nova forma de representação. Qual seria ela é uma dúvida, pois no meio de tantos protestos resta um ruído ainda indecifrável.

 

Adilson Roberto Gonçalves prodomoarg@gmail.com

Campinas

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ABSTENÇÃO

Decepção, desilusão, descrença e náusea, somadas, resultaram nos 7 milhões de brasileiros que se abstiveram de votar no segundo turno das eleições municipais de 2016. A raiz da alarmante abstenção está na crise moral, no banditismo institucional que varre o País, face exibida nos sucessivos capítulos da Operação Lava Jato. A Praça dos Três Poderes, o topo do poder em Brasília, se assemelha a uma galeria de meliantes, multifacetados criminosos de ontem, de hoje e, é quase certo, de amanhã. Não fosse a inação patológica do Supremo Tribunal Federal, o cárcere de Curitiba transbordaria de políticos e Renan Calheiros não teria topete e voz para achincalhar o Poder Judiciário.

José Maria Leal Paes josemarialealpaes@gmail.com

Belém

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VOTO FACULTATIVO

Emanuel Kant, o grande filósofo alemão do século 18, ensinou que um ato feito por prazer tem um alto valor ético e moral, ao contrário do mesmo ato feito por imposição. Este é o caso do nosso voto, obrigatório por imposição política, cada vez mais desqualificado, haja vista a alta taxa de votos nulos e brancos nas últimas eleições. Passou da hora de sepultarmos esse famigerado fardo imposto pelos políticos à sociedade brasileira.

Geraldo Norberto C. Sgarbi gncsgarbi@gmail.com

Belo Horizonte

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A VOZ DAS URNAS

Esta eleição municipal chegou ao fim numa hora em que dúvidas cruciantes envolviam o cenário político nacional. Consideremos que na eleição do segundo turno, envolvendo 57 municípios com candidatos a prefeito, houve uma abstenção de quase 50% dos eleitores, considerando os que foram para qualquer diversão longe das urnas eletrônicas. O que dizer das ruas repletas de manifestantes quase diariamente bradando "Fora Temer" e "Volta Dilma"? O que dizer de uma tropa de choque de senadores do PT e do PCdoB que, à exaustão, diante de um processo lícito, vociferavam que a sessão presidida pelo presidente do Supremo Tribunal Federal e pelo presidente do Senado estava aplicando um golpe parlamentar, rasgando a Constituição contra uma mulher honesta? O idioma das urnas era desconhecido, mas logo que se encerraram as apurações traduziu-se que a urna eletrônica fazia o papel de coveiro do Partido dos Trabalhadores. Sabe-se que as manifestações pró-Dilma eram alimentadas a propinas e sanduíche de mortadela para desocupados que enchiam as ruas e avenidas, sendo a maioria deles do contingente de 12 milhões de desempregados. As primeiras análises indicam que um tsunami de democracia varreu toda a pretensão da esquerda caviar/bolivariana, com um fracasso eleitoral jamais visto na história política brasileira. PT, PSOL e PCdoB que reforcem a situação política de Nicolás Maduro, na Venezuela. Num ranking de performances, nesta eleição o PT ainda conseguiu a 10.ª colocação. "O Brasil precisa explorar com urgência a sua riqueza, porque a pobreza não aguenta mais ser explorada" (Max Nunes).

 

Jair Gomes Coelho jairgcoelho@gmail.com

Vassouras (RJ)

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NOCAUTE

O Partido dos Trabalhadores levou uma surra nas urnas. O PT ganhou as eleições em apenas uma capital, Rio Branco. A clara resposta do povo brasileiro veio pelo voto direto. Os ex-presidentes Luiz Inácio Lula da Silva e Dilma Rousseff, que foram os grandes gestores da baderna, traçaram o roteiro do fracasso do partido. O surpreendente número de abstenções reflete a descrença do povo brasileiro com a classe política, que nunca esteve tão desacreditada. Lula foi nocauteado nas eleições municipais de 2016. O PT sai enfraquecido dessas eleições, mostrando claramente a insatisfação dos brasileiros com toda a lambança implantada pelas gestões petistas.

José Carlos Saraiva da Costa jcsdc@uol.com.br

Belo Horizonte

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FALOU E NÃO DISSE!

O ex-ministro Tarso Genro, de tristes recordações, disse que: "Se o PT não fizer debate profundo, pessoas vão sair" ("Estadão", 3/11). Ora, senhor Tarso, até porque, convenhamos, muitos poderão estar presos num futuro muito próximo, não é verdade? Simples assim!

 

José Marques seuqram.esoj@bol.com.br

São Paulo

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O RESSURGIMENTO DO PT

O vereador eleito Eduardo Suplicy deveria se casar com a filósofa Marilena Chauí e conceberem uma nova geração de petistas.

Eugênio José Alati eugenioalati13@gmail.com

Campinas

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ORAI E VIGIAI

É gratificante ver a euforia com a morte do PT, ou quase isso, nas últimas eleições. Mas, enquanto o PT é apenas um corpo, o petismo é um espírito, o chamado "encosto", que permeia toda a sociedade, de forma insidiosa e constante. Como sabemos todos, espíritos não morrem, apenas se apossam de outros corpos quando o hospedeiro já não lhes pode mais dar abrigo. Necessário, então, rezar muito e de olhos sempre bem abertos. 

Marcia Meirelles marciambm@yahoo.com.br

São Paulo

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GOLPE FATAL

Depois de, por incompetência comprovada, conseguir falir uma simples loja de produtos vendidos a R$ 1,99, de quase destruir uma potência como a Petrobrás e de levar o Brasil à pior crise econômica de toda a sua história, os luminares do PT decidiram convidar Dilma Rousseff para o Conselho de Administração da sua Fundação Perseu Abramo. Parece, até, que eles estão achando que o tombo sofrido nas eleições municipais não foi grande o suficiente para acabar com o partido e resolveram convocar Dilma para desferir o golpe fatal.

Ronaldo Gomes Ferraz ronferraz@globo.com

Rio de Janeiro

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ESCOLAS INVADIDAS

Estas escolas ocupadas por alunos "paus mandados" de partidos políticos sem compromisso com a Nação, como o PT de Lula, afrontam a sociedade brasileira. Estes estudantes se lixam e desobedecem até a decisão judicial que autoriza a desocupação destes estabelecimentos. Além do que, esta minoria arruaceira, entre outros prejuízos, como a interrupção do ano letivo, força o Ministério da Educação (MEC) a realizar um segundo Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), em dezembro, a um custo de R$ 12 milhões (que dariam para comprar 1,4 tonelada de feijão), só para atender a 240 mil alunos que fariam a prova este fim de semana nessas escolas ocupadas, que representam apenas 2,2% do total de 8,6 milhões de pessoas que vão participar deste evento. É muita esculhambação.

Paulo Panossian paulopanossian@hotmail.com

São Carlos

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TEMPOS DE RADICALISMOS

Esquerda contra direita no Paraná, demonstrando-se ambas nas ocupações de escolas. Verdadeira luta entre agressores da Proposta de Emenda Constitucional (PEC) 241, da reforma do ensino e adeptos do lulopetismo e defensores delas e contrários às ações do lulopetismo. Harmonia que não atinge seu ponto satisfatório entre os Poderes da República, embora diga a Carta Magna que são eles independentes e harmônicos. Entretanto, tudo se encaminha para os interesses da Nação, de tal sorte que as acomodações entre as alas e entre os radicais resultam em ações de interesse para os brasileiros. E ainda bem que tudo esteja transcorrendo sob o império da lei e dos ditames constitucionais.

José C. de Carvalho Carneiro carneiro.jcc@uol.com.br

Rio Claro

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ALCKMIN E AS OBRAS

Muito estranho o que vem acontecendo com os fatos políticos ligados ao governo de São Paulo. Todos estão preocupados em colar no governador Geraldo Alckmin o título de futuro presidente do Brasil. Bastou fechar as urnas municipais e só se fala nas eleições de 2018. Como pode alguém apostar em Alckmin para presidir o Brasil, se ele não entrega obras? Há quanto tempo começou a construção do monotrilho, linha 17 Ouro, que ligaria a Estação Jabaquara do Metrô ao Shopping Butantã, na Avenida Francisco Morato, previsto para ficar pronto apenas o trecho entre o Aeroporto de Congonhas e a Marginal Pinheiros, onde o monotrilho faria integração com a Linha 9 da CPTM na Copa do Mundo de 2014? E a linha do Metrô que iria até Guarulhos? E a linha lilás em Santo Amaro? Em breve teremos outra Copa e nada das obras ficarem prontas. De 2012, quando as obras começaram, até agora, nada foi concluído. Com certeza, os preços triplicaram, tais quais as obras de Belo Monte. Agora que os brasileiros acordaram, vão deixar isso barato?  

Izabel Avallone izabelavallone@gmail.com

São Paulo

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STF SURPREENDIDO

O Supremo Tribunal Federal (STF) se mostrou surpreendido quando soube que o marqueteiro Duda Mendonça, mesmo não sendo condenado no caso do mensalão, pois conseguiu passar pela "fresta", continuou exercendo sua função, transferindo propinas da Odebrecht ao presidente da Fiesp, Paulo Skaf. Será que Lewandowski, Toffoli & Cia agora terão mais cuidado ao analisar as provas dessas lambanças? Não adianta ser só ministro, tem de participar!

Júlio Roberto Ayres Brisola jrobrisola@uol.com.br

São Paulo

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DEMOCRACIA AMEAÇADA

Se o Poder Judiciário de um Estado se molda aos interesses do poder político, a democracia está ameaçada. O que se observa hoje no Brasil é a atuação lamentável de uma Corte Suprema, expressão máxima do cumprimento da lei e da defesa da sociedade, ao permitir que se acumulem durante anos, sem julgamento, processos contra pessoas que cometeram delitos graves de corrupção, mas que gozam do chamado foro privilegiado, e, pior, ao tolerar e até de certa forma endossar a agressão e a afronta perpetradas pelo presidente do Senado a decisões legais, com ofensas públicas às autoridades envolvidas. Diante destes fatos, não há razão para considerar democrático o regime vigente por aqui. E o mais preocupante é que tudo se passa diante do olhar impassível do povo, que, deseducado, só serve para votar e não consegue reconhecer a gravidade das distorções.

Paulo Roberto Gotaç pgotac@gmail.com

Rio de Janeiro

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CUSTO-BENEFÍCIO DO STF

Diariamente leio as opiniões dos leitores nos jornais sobre o Supremo Tribunal Federal (STF) e não vejo nenhum elogio, só críticas. Quando vejo as sessões na TV, fico admirado ao ver o blá, blá, blá dos juristas, querendo mostrar seus conhecimentos jurídicos/constitucionais: parecem programas de auditório, só faltam as palmas. Acho que as sessões não deveriam ser televisionadas e os magistrados só deveriam ter três minutos, no máximo, para dar sua opinião. E 60 dias no máximo para darem sua sentença nos casos que evolverem membros dos Três Poderes. E mudar a escolha de ministros para concursos, e não mais pela nomeação pelo Executivo, confirmada no Legislativo. E férias de 30 dias, sem recessos, como os contribuintes.

Mário A. Dente eticototal@gmail.com

São Paulo

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JUSTIÇA TRABALHISTA

Disse, recentemente, o presidente do Tribunal Superior do Trabalho (TST) ver favorecimento da Justiça Trabalhista ao trabalhador, como se fosse algo inusitado o que é absolutamente óbvio, pois desde a sua promulgação, em maio de 1943, é notório o cunho paternalista da legislação trabalhista, adotado por massiva maioria dos magistrados, da primeira instância ao Tribunal Superior. Como se tanto não bastasse, estribados no princípio da analogia estatuído na Lei de Introdução do Código Civil e subsidiados pela legislação federal, continuadamente, extrapolam em muito os julgados a favor do "trabalhador", a exemplo a execução de bens de sócios e diretores de empresas condenadas em ações trabalhistas, mesmo que sem participação direta na administração das mesmas, violando o direito societário e o Código Tributário Nacional, equivocadamente avocando o acima referido principio geral de direito.

Geraldo C. Meirelles gmeirelles.adv@gmail.com

São Paulo

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TRIBUNAIS TRUCULENTOS

Tem toda razão o ministro Gilberto Mendes ao comparar a nossa Justiça Trabalhista à truculência dos tribunais da antiga União Soviética.

 

Marius Oswald Arantes Rathsam mariusrathsam@hotmail.com

São Paulo

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DECISÃO 'DESBALANCEADA'

Em leitura do tema "desbalanceamento da Justiça em favor do trabalhador", publicado no domingo, 30/10, repudio totalmente a informação. Minha esposa entrou com um processo trabalhista requerendo horas extras não pagas pela empresa em que trabalhou. Na primeira instância, a juíza fez-lhe uma pergunta óbvia para qualquer criança responder, se ela batia o cartão de ponto corretamente, e minha esposa disse que "sim", porque era obrigada (óbvio, do contrário, lhe mandariam embora). Mesmo com testemunhas, a decisão foi "desbalanceada": foi escrito que se subtende que, na hora de entrada na empresa e na saída, correto, porém, para aquela primeira audiência, constou na ata que minha esposa não tinha direito a receber nada, pois, como consta, ela passou a ré (?). Após isso, mesmo o advogado tendo entrado com outros pedidos, o que valeu foi a lamentável decisão da "primeira instância", mesmo com testemunhas. Sobre o mesmo desbalanceamento, aos senhores leitores, a mesma empresa, após dois anos, fechou as portas de forma estranha, não deixando nenhum paradeiro (local, informações, dono, espaço físico que ficou largado com documentos, etc.) ou qualquer informação aos demais funcionários que ficaram à míngua de seus salários. Segue o processo, para estudos: TRT/SP N . 026000075.2010.5.02.0090. Além disso, onde estão os precatórios?

Maurício Avellar de Azevedo Marques mzlmauricio@yahoo.com.br

São Paulo

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RONDA PELOS PRESÍDIOS DO PAÍS

Cármen Lúcia terá deste cidadão algum respeito e credibilidade quando, isto sim, parar de visitar presídios e andar a fiscalizar escolas, asilos e hospitais. Ministro do STF que gosta de bandido que matou, estuprou, roubou e furtou, para mim, não é e nem nunca será ministro de fato, mas efetivamente apenas mais um militante ideológico populista (e com as pessoas erradas) que infesta este infecto país.

Não confio!

Paulo Boccato pofboccato@yahoo.com.br

Taquaritinga

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COMBATE À VIOLÊNCIA

Se você tem um problema, não sabe como resolvê-lo e pretende empurrar para diante, convoque uma reunião e crie uma comissão. Parece-me que foi a providência que o Executivo federal tomou com relação aos alarmantes números dos crimes perpetrados no Brasil, atingindo o colossal número de quase 60 mil mortes anuais. Há que tratar um plano exequível a curto prazo para reduzir esse números escabrosos sob qualquer ponto que se analise. Mãos à obra!

Marco A. Esteves Balbi mbalbi69@globo.com

Rio de Janeiro

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EMPURRANDO A CORDA

O artigo da sra. diretora do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), sra. Fernanda de Negri ("Ciência e tecnologia no Brasil, desafios inadiáveis", 3/11, A2), traz  novamente uma reflexão sobre a produção científica brasileira e seu entrelaçamento com a inovação, no sentido da integração do conhecimento nos meios de produção. A ciência brasileira evoluiu muito, muito mais que o restante da sociedade, que, em geral, não incorporou no seu meio de produção o desafio do conhecimento em sua mais arrojada forma, que é competindo.  Assim, a sensação que tenho quando se trata desse assunto é de que, em vez de puxar a corda, empurra-se a mesma. Inovação deveria ter como carro-chefe a necessidade de competir com novos produtos e ganhar mercados, ou seja, ganhar dinheiro pragmaticamente. Assim, ela é consequência de uma postura da sociedade e não tem esta autonomia que lhe é atribuída. Desta forma, para realmente incorporá-la nos meios de produção, temos dois caminhos claros, um de um Estado forte e organizado, que cria institutos de pesquisa objetivos (como o Ipen, o Butantã, o Inpe e outros congêneres) e/ou cria uma sociedade civil mais livre e competitiva (com abertura dos portos, de novo) para que as empresas locais demandem o conhecimento existente para a sua sobrevivência. Obviamente, essas empresas deixam de ter somente um mercado nacional e passam a ser "players" internacionais. Esta é uma mudança cultural que, infelizmente, para nós, brasileiros, será muito mais longa que o previsto. Reabertura dos porto deveria ser a palavra de ordem. Geração de conhecimento é consequência.

Nilson Dias Vieira Junior nilsondo@gmail.com

São Paulo

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ELEIÇÃO NOS EUA

Uma grande nação se mede pelos postulantes aos cargos majoritários. Nunca imaginamos que tivéssemos de optar entre a mediocridade e a insignificância (que empate o melhor).

Marcos Catap marcoscatap@uol.com.br

São Paulo

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ENTRE DONALD TRUMP E HILLARY CLINTON

Difícil de entender como os EUA, capaz de produzir ganhadores de Prêmios Nobel com fartura graças a seus trabalhos nas áreas do conhecimento humano, também poderá eleger um presidente da República conhecido mais por cultivar um topete ridículo. Certo que sua adversária parece mais enfeite de bolo de casamento que pessoa capaz de governar um país, mas, pelo menos, dorme na mesma cama com alguém que viveu oito anos neste cargo.  

 

Laércio Zanini spettro@uol.com.br

Garça 

                                                                                                                                                                                                                                            

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NÃO É O BILL

Especialistas apontam o Arizona, localizado na fronteira com o México, como o fiel da balança destas eleições norte-americanas. Terra de caubóis e de latinos. Uns identificados com Donald Trump e outros com os que ele promete deportar. Um Estado que sempre votou republicano, salvo quando o candidato era um Clinton. O problema é que Hillary não se chama Bill. 

Jorge A. Nurkin  jorge.nurkin@gmail.com

São Paulo

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