Fórum dos leitores

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O Estado de S.Paulo

07 Novembro 2016 | 05h00

STF

Ações paradas

É desanimador saber que existem 225 ações paradas no Supremo Tribunal Federal (STF) por pedidos de vista de suas excelências. Até posso concordar que um ou outro processo mereça realmente esse pedido, mas tomemos o último, do ministro Dias Toffoli, como exemplo. Essa ação, em que se discute se réus em processo penal podem ou não ocupar cargos que estão na linha sucessória da Presidência da República, está em discussão desde maio; será que nestes seis meses não houve tempo hábil para formar opinião? Pois nós, cidadãos comuns, tenho certeza que em menos de uma hora já saberíamos o que fazer. Sinceramente, só posso concluir que ou foi para proteger o sr. Renan Calheiros ou por incompetência, visto que, se não fosse pela trupe petista, ele nunca teria chegado a tão alto cargo.

LUIZ ROBERTO SAVOLDELLI

savoldelli@uol.com.br

São Bernardo do Campo

 

Prazo regimental

Se o STF tem 225 ações paradas por pedidos de vista, desrespeitando os prazos legais para devolução dos processos, e apenas 20% respeitam o prazo regimental e os que o ultrapassam duram em média 443 dias, o que esperar no resto do País? Tudo leva a crer que se trate de um jogo político, defendendo grupos de interesse ligados ao governo ou à oposição. O povo... Ah, o povo que espere a sua vez, que nunca chega. Que decepção, srs. ministros do STF!

 

KÁROLY J. GOMBERT

kjgombert@gmail.com

Vinhedo

Vista grossa

Certíssimo o ministro Marco Aurélio Mello, quando disse que os pedidos de vista feitos no STF para analisar determinados processos são “pedidos de vista grossa”. O pedido de vista do ministro Dias Toffoli só pode ter sido para salvar o cargo do presidente do Senado, Renan Calheiros. Parabéns aos seis ministros que já votaram contra.

VALDY CALLADO

valdypinto@hotmail.com

São Paulo

 

POTE DE MÁGOA

Desvario e rancor

O editorial Para Lula, a culpa é do eleitor (5/11, A3) comenta como o petista reagiu à extraordinária e histórica derrota nas eleições municipais em todo o Brasil e os absurdos que falou, em evento na Universidade Federal de São Carlos. Aliás, por que ainda o convidam, se ele nem sequer foi votar em São Bernardo do Campo, berço do petismo, mostrando-se peça fora do jogo? Seu discurso foi desconexo, fora da realidade, apesar de que, nesta altura dos acontecimentos e dado o atual estado mental do chefão do lulopetismo, nada mais surpreende. Ele está tão desvairado que pode acabar pensando ser a reencarnação do ditador Getúlio Vargas. Atacando o eleitor paulista, mostra apenas seu descontrolado rancor pela terra que o acolheu. Pois atente o autodenominado jararaca que o Estado de São Paulo foi só a cereja do bolo, sua derrota e do PT foi acachapante, indiscutível, em âmbito nacional, tornando o partido mais um insignificante nanico. E agora, sem o lulopetismo para atrapalhar, nosso país tem tudo para recuperar o seu caminho grandioso.

HENRIQUE SCHNAIDER

hschnaider4@gmail.com

São Paulo

Discurso destrambelhado

Lula é um ignaro mesmo, não lê, fala bobagens e o pior, ainda há gente que acredita nele. Vou esclarecer-lhe e aos igualmente ignaros petistas: a Universidade Federal de São Paulo nasceu da Escola Paulista de Medicina (privada, não precisou de verba federal); fundada em 1.º/6/1933, antes de o Lula nascer, foi nacionalizada em 1956 e em 1994 passou a Unifesp (sem a participação do PT, graças a Deus). E a USP não foi “construída” ([ITALIC]sic[/ITALIC]) em 1932, na Revolução Constitucionalista, ela foi fundada em 25/1/1934 (de novo, antes de Lula nascer). Infelizmente, Lula discursa para cabeças de vento de baixo nível intelectual, apalermados que abanam a cabeça, imbecilizados que não conseguem discernir sobre nada. Se São Paulo não tinha muitas universidades federais, estradas federais, verbas federais, é que elas foram direcionadas para os outros Estados da Federação. São Paulo responde por mais de 45% de verbas para a União e recebe de volta apenas 13%. E Lula ainda tem o descaramento de dizer que o problema de São Paulo é ser retrógrado? Ora, retrógrados são ele e seu partideco de esquerda burra. Finalizando, Lula que não fale bobagens, fique calado, tome o seu uísque de 18 anos, sua cachaça (que também aprecio, com moderação), e fique na dele, porque já era. Ou melhor, nunca foi.

FERNANDO PASTORE JUNIOR

fernandopastorejr@gmail.com

São Paulo

Ah, os intelectuais...

Impressionante como ainda existem intelectuais que apoiam o Lula, alinhado com a escória das Américas, mentor do Foro de São Paulo, envolvido em processos após tantas evidências de “malfeitos”, e de ter deixado 12 milhões de desempregados e o Brasil à deriva.

HUMBERTO SCHUWARTZ SOARES

hs-soares@uol.com.br

Vila Velha (ES)

A CONTA DOLOROSA DO RIO DE JANEIRO

 

As medidas anunciadas pelo governador do Rio de Janeiro, Luiz Fernando Pezão, são tão drásticas como as que teve de tomar a Grécia durante a crise financeira da zona do euro. Constam dessas medidas que buscam sanear as finanças do Estado 22 projetos de lei a serem aprovados pela Assembleia Legislativa (Alerj). Além do fim de programas sociais, o governo sugere aumento do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS), a redução de secretarias de 20 para 12, incluindo a extinção da de Cultura. Também serão extintas sete autarquias e fundações. Mas a conta mais dolorosa recairá sobre os servidores ativos, inativos e pensionistas, que terão as alíquotas da previdência majoradas. Os servidores da ativa, além da suspensão dos reajustes salariais que estavam já acordados até 2019, vão arcar com uma alíquota maior para a previdência do Estado, dos atuais 11% para 14%, e mais uma taxa extra de 16% por 16 meses. Já os inativos e pensionistas, que eram isentos, vão sofrer uma redução em seus proventos de 30% também por 16 meses. Com esse megapacote o governo do Rio de Janeiro espera economizar, entre 2017 e 2018, R$ 27,9 bilhões. O valor, no entanto, é insuficiente, porque sem essas medidas anunciadas o déficit projetado para o período citado será de R$ 52 bilhões! O rombo nas contas do Estado para 2016 deve alcançar R$ 17,5 bilhões. Esse é o legado da orgia e do perverso uso dos recursos dos contribuintes pelos nossos governantes. Infelizmente, por este caminho também vão outros Estados da Federação, como, por exemplo, Minas Gerais e Rio Grande do Sul.

 

Paulo Panossian paulopanossian@hotmail.com

São Carlos

 

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SEM PISTAS

 

Só para variar, a governança do Estado do Rio de Janeiro quer fugir à responsabilidade punindo aposentados e pensionistas com a taxação de 30% dos seus vencimentos. Convenhamos, enquanto a farra estava boa, ninguém falou em contenção ou crise; agora, na hora do prejuízo, criam alíquota disso, aumento daquilo e elevam impostos. Falta impedir que toda esta economia entre na cota dos fantasmas do Palácio Guanabara, que vêm faturando alto, sem consentimento nem identidade.

 

Ricardo C. Siqueira ricardocsiqueira@globo.com

Niterói (RJ)

 

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ESTÃO BRINCANDO CONOSCO

 

Mais uma vez o governo faz o que quer. Para isso não consulta o povo, e, quando quebra, arrocha salários e aumenta impostos. O mesmo ocorreu com o governo federal. Dilapidaram o patrimônio público e, agora, ao invés de fazerem com que os ladrões realmente devolvam o que levaram, sacrificam o povo e ainda tentam enfraquecer a Lava Jato. Os políticos estão brincando com o brasileiro. Por enquanto, impunemente. Até quando?

 

Daisy S. R. da Silva daisysrs@uol.com.br

São Paulo

 

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REPATRIAÇÃO DE RECURSOS

 

Passo a passo para ter um dos negócios mais rentáveis do País e, logo, logo, com as bênçãos da Câmara dos Deputados: 1) torne-se político ou seja parente de um; 2) chantageie, roube, desvie, corrompa o máximo que puder; 3) envie os recursos obtidos ilegalmente para o exterior; 4) pague 35% de imposto e multa sobre o total roubado e fique livre de todas as penalidades fiscais e criminais para sempre. Que vergonha!

 

José Roberto Niero jrniero@yahoo.com.br

São Caetano do Sul 

 

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INCENTIVO AO DESRESPEITO

 

Ricardo Lewandowski, ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), em encontro nacional da categoria, afirmou com todas as letras que os juízes não tenham vergonha em pedir “aumento salarial”. Ora, petista de carteirinha, Lewandowski é do time do “quanto pior, melhor”, e sem nenhuma vergonha pretende desestabilizar a Proposta de Emenda Constitucional (PEC) 241, a PEC do teto de gastos públicos. Basta de chororô!

 

Júlio Roberto Ayres Brisola jrobrisola@uol.com.br

São Paulo

 

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O REAJUSTE DOS PODERES

 

É revoltante e deixa indignada toda uma classe de trabalhadores e aposentados que tiveram rejeitados seus reajustes, notadamente a desaposentação, um direito claro e legítimo daquele que voltou a trabalhar e recolher, compulsoriamente, ao INSS: agora, os mesmos juízes que rejeitaram esse direito reivindicam o direito de ter seus próprios reajustes salariais. Toda a classe política aumentará seu próprio salário, mas aqueles que dependem dos “poderosos” ficaram a ver navios. É a “lei” dos dois pesos e duas medidas. Para os aposentados não há dinheiro, mas para ministros do Supremo, Executivo e Legislativo não falta. É muita hipocrisia, falta de caráter, egoísmo e desmando. O País não suporta mais isso.

 

Elias Skaf eskaf@hotmail.com

São Paulo

 

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LICENCIOSIDADE PARA ROUBAR

 

Depois da desmoralização de 13 anos do governo Partidos dos Trabalhadores (PT) houve uma licenciosidade para roubar. Basta ver o que fizeram com a Petrobrás e conferir que a alta cúpula do partido está presa. Com a facilidade para gastar sem prestar contas, pois ninguém fiscalizou nada, temos um país endividado. E há quem ainda critique a PEC 241, que vem para controlar os gastos de todos os governantes e colocar o País nos trilhos. Para estancar o rombo e tirar o Brasil do vermelho, os brasileiros terão de ajudar. Mais uma vez, o povo é chamado a pagar por gastos que não fez. São esses castigos que vão fazer com que as pessoas aprendam a escolher melhor seus representantes e cobrar as promessas feitas. 

 

Izabel Avallone izabelavallone@gmail.com

São Paulo

 

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ELAS VOLTARÃO

 

Com a finalização da medida provisória que prevê revisão de contratos e retomadas de concessões, ficou mais do que provado que, no Brasil, roubar, pagar e receber propina e superfaturar vale a pena, não é mesmo, Odebrecht, Galvão Engenharia e OAS?

 

Arnaldo de Almeida Dotoli arnaldodotoli@uol.com.br

São Paulo

 

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ITAQUEDÃO

 

Como se já não bastasse o imbróglio sobre o custo milionário da Arena Corinthians, com a suspeita de envolvimento de Lula, Odebrecht, Caixa Econômica Federal e BNDES em malfeitos e ilicitudes, sabe-se, agora, que há um grande vazamento d’água sob o estacionamento e a perigosíssima ocorrência de queda de várias placas de mármore e forros de gesso do teto. A propósito, “Itaquedão” não seria um apelido mais apropriado?

 

J. S. Decol decoljs@gmail.com

São Paulo

 

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QUE DUREZA!

 

Após dois anos, o primeiro delator da Operação Lava Jato, o ex-diretor da Petrobrás Paulo Roberto Costa, deixou de usar a tornozeleira eletrônica, adorno-símbolo dos corruptos. Agora em regime aberto, terá de cumprir cinco determinações do juiz Sérgio Moro. Entre elas, deverá prestar serviços comunitários, com uma carga horária “estafante” de quatro horas semanais durante três anos. A dúvida das autoridades é onde irá desenvolver sua nova função. A limpeza da Baía de Guanabara seria uma boa pedida, por dois motivos: primeiro, tem alguma experiência no ramo, ajudou na limpeza dos entulhos podres e fétidos que entupiam os gabinetes da Petrobrás; segundo, coitadinho, não tem mais a lancha de R$ 1,1 milhão, então poderia pilotar uma das embarcações que diariamente retiram o lixo das águas, para matar a saudade. O único perigo é que tenha uma recaída e comece a participar de licitações dos serviços de limpeza. E limpeza é com ele mesmo, os cofres da Petrobrás ficaram limpinhos!

 

Sérgio Dafré Sergio_dafre@hotmail.com

Jundiaí 

 

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BEST SELLER

 

Vem aí mais um best seller! Paulo Roberto Costa, ele mesmo, o Paulinho, está escrevendo um livro sobre tudo o que viu, ouviu e praticou nos desvão das maracutaias da Petrobrás. Diretoria de Abastecimento, PP, indicação para o cargo, Refinaria Abreu e Lima – aquela sociedade de Lula com Chávez –, tudo será contado! Pânico em algumas hostes!

 

Marco Antonio Esteves Balbi mbalbi69@globo.com

Rio de Janeiro

 

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A DÚVIDA DE DIAS TOFFOLI

 

Não entendemos qual seria a dúvida do ministro José Antonio Dias Toffoli, do STF, sobre a possível existência de impedimento para políticos assumirem cargos na linha sucessória da Presidência da república quando estão sendo questionados em sua conduta como réus. A nós, leigos, parece óbvio que para qualquer cargo público é exigida uma conduta ilibada. Parece inacreditável que um ministro do STF tenha alguma dúvida sobre esse ponto, e, no caso de Toffoli, pediu vistas do caso depois que seis membros do Supremo já tinham defendido e se pronunciado a favor do impedimento. Além de o assunto não conter matéria que está inserida na Constituição, mister exclusivo desse colegiado, paira uma dúvida sobre a falta de segurança deste magistrado, talvez pela pouca experiência como juiz de carreira. Pairam algumas dúvidas.

 

Leila E. Leitão

São Paulo

 

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A VEZ DE RENANECO

 

Em tempos de cruzadas contra corruptos, a ausência de Luleco em manifestações populares é mais uma evidência de que o ex-presidente Lula já é carta fora do baralho no atual quadro político brasileiro. O enorme Renaneco que apareceu no protesto em frente ao STF recentemente nos mostra que o corrupto da vez é Renan Calheiros, que será implacavelmente perseguido até que o Supremo decida sobre o seu destino.

 

Ronaldo Gomes Ferraz ronferraz@globo.com

Rio de Janeiro

 

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NOTÁVEL SABER JURÍDICO

 

Logo mais teremos a segunda turma do STF analisando os processos da Operação Lava Jato dos políticos com foro privilegiado. Pelos nomes dos ministros que fazem parte dessa turma, teremos fortes emoções e prováveis decepções.

 

Luiz Frid luiz.frid@globomail.com

São Paulo

 

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ESCOLAS INVADIDAS

 

Os invasores dos locais do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) deveriam ter sido retirados, com a violência que fosse necessária – insisto, com a violência que fosse necessária –, para garantir que os 240 mil estudantes designados para esses locais pudessem realizar seus exames. Estamos ou não em um Estado de Direito? Se o Estado não tem a capacidade de garantir um direito constitucional à educação para milhares de jovens cidadãos, contra um ato criminoso perpetrado por bárbaros ignorantes que alegam discordar das medidas saneadoras da economia nacional propostas pelo governo e, paradoxalmente, tentam impedir medidas reformistas para a própria educação, carente de resultados, declare-se falido o País, demitidos seus Três Poderes com a intervenção de quem quer que seja, e convocada imediatamente uma assembleia constituinte para criar um outro país. Não pode haver sistema legal que permita tal injúria. Ordem e Progresso? Onde estão?

 

Gilberto Dib gilberto@dib.com.br

São Paulo

 

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BRASIL

 

Assim como o leitor sr. José Cláudio M. Rizzo (5/11), eu também queria saber por que parte substancial da imprensa defende irrestritamente manifestantes ilegais, como os que ocupam escolas pelo País, enquanto atacam as forças de segurança encarregadas de manter a lei e a ordem. Será que é porque nosso país se chama Brasil?

 

Euclides Rossignoli euclidesrossignoli@gmail.com

Avaré

 

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VIOLÊNCIA NO BRASIL

 

Estudo revela que no Brasil, em 2015, houve 58 mil mortes por assassinato. É assim que as autoridades constituídas cuidam dos seus cidadãos. O número de assassinatos supera até o de algumas guerras. No Rio de Janeiro já ocorreram 846 vítimas de balas perdidas. E o que fazem as autoridades? Nada. Repetem sempre as mesmas baboseiras. Parece disco quebrado na vitrola. O cidadão que trate de se defender. A violência não tem lugar nem hora. Como autoridades constituídas e eleitas pelo povo permitem isso? 

 

Panayotis Poulis ppoulis46@gmail.com

Rio de Janeiro

 

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O CRIME E A NOTÍCIA

 

Mais de 60 mil pessoas morrem anualmente no País provocado pelo crime. No entanto, a mídia se debruça em mostrar que nove pessoas por dia são mortas por policiais no exercício de suas funções. No Estado de São Paulo, onde existe a menor criminalidade do País, chegam a 45%, pela estatística, mas não fizeram a conta de quantas vidas esses policiais salvaram. Tudo bem que policiais estão a serviço da população honesta ou não, mas que tem muita coisa errada nestes “direitos humanos à Brasil, isso tem”. A única coisa que o cidadão honesto e trabalhador quer é trabalhar, sustentar sua família e viver em paz com segurança. Para isso, contamos com os bravos policiais a nos proteger. Por que não fazem matérias que os glorifiquem? A conferir...

 

Beatriz Campos beatriz.campos@uol.com.br

São Paulo

 

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UBERNAUTAS

 

Muito informativa a matéria “Miniurbanistas”, de Edison Veiga, em “Paulistices” no caderno “Divirta-se” da semana passada. Ali é apresentado o projeto Ubernautas, sem dúvida um bem imaginado estímulo ao conhecimento desta cidade.  Coerentemente, na sequência, são selecionados locais merecedores de desfrute pelos paulistanos.  Edison, como sempre, merece nossos cumprimentos.

 

Bendito Lima de Toledo bltoledo@uol.com.br

São Paulo

 

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DÓRIA, O SHOWMAN

 

Acho que quase todos, senão todos os dias, ouço notícias sobre João Dória. Desde o primeiro dia após ter vencido a eleição para prefeito de São Paulo, desandou a falar e não parou mais. Dando entrevistas a todos os que quiseram entrevistá-lo, como que para demonstrar que de fato ele não era político, mas um “empreendedor” que dormia apenas 3 ou 4 horas por noite e trabalhava por 18 horas. Depois saiu pela mídia local apoiando os candidatos do PSDB nos municípios paulistas que tiveram segundo turno; comungando suas ideias na equipe de transição com o atual prefeito Fernando Haddad; em tertúlias com o vencedor em São Paulo, o governador Geraldo Alckmin; fazendo pedidos ao presidente Michel Temer; “nomeando” vários secretários e até um “Conselho Superior” composto por ex-prefeitos da capital paulista, para auxiliá-lo em sua gestão municipal; e, ainda, anunciando que manterá seus planos de desestatização com projetos de privatização, informando que criará “pequenas agências reguladoras” – novos órgão públicos – para fiscalizar e monitorar as organizações sociais (OSs) credenciadas que tenham contratos com a Prefeitura. De acordo com ele, os novos órgãos atuarão nas áreas de saúde, educação, esporte e cultura. Enfim, não parou de trabalhar como prefeito eleito desde o dia em que anunciada a sua vitória. Na última semana, li, ainda, na coluna de Sonia Racy, no “Estadão”, que “João Carlos Martins vai reger sua orquestra Bachiana na posse de Doria, no Teatro Municipal. No repertório, o Hino Nacional e o tema da vitória de Ayrton Senna – também tema da campanha do prefeito eleito” (3/11, C2). É um showman, sem dúvida muito mais midiático que qualquer um dos concorrentes que já venceu. Esperemos que sua fala não seja maior do que o conjunto de sua obra, daqui a quatro anos. Eloquência e fala fácil são inúteis quando acabam em si mesmas. Veremos.

 

Andrea Metne Arnaut andreaarnaut@uol.com.br

São Paulo

 

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NA SAÚDE

 

Por mais bem intencionado que João Doria esteja, é fundamental colocar-se bem a par da real e calamitosa situação em que se encontra a saúde na nossa cidade. Além de haver 417 mil pessoas aguardando exames, muito mais são as que estão em tratamento e o interromperam por falta total de medicamentos nos postos de saúde, há muitos meses. Agora, fazer “Overbooking” e “Poupatempo” é jogar na sorte, contando com os eventuais faltosos. Supondo que não haja tais faltas, ao invés de os pacientes entrarem no consultório para serem examinados no vapt-vupt, com a maioria dos médicos sempre mal humorada e apressada, são eles que terão de sair para atender os pacientes em pé na fila, aguardando sua vez. Não vamos com muita sede ao pote, é melhor cautelosamente e correto para que dê certo, né não?

 

Angelo Tonelli angelotonelli@yahoo.com.br

São Paulo

 

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MAIS PARQUES EM SP

 

Entre os vários projetos que o prefeito eleito de São Paulo vem anunciando estão transformar o Jockey Club de São Paulo e o Campo de Marte em novos parques municipais. Parte destes espaços seria aberta à população, paralelamente à realização de corridas de cavalo e à operação de heliporto. A implantação de novos parques na cidade é fundamental para melhorar a qualidade do ar, que está muito abaixo do mínimo recomendado pela Organização Mundial da Saúde. O presidente do Jockey Club aprova a ideia, mas informou que a área do Hipódromo vai depender de uma conversa, pois ela não é pública, é nossa. Já no Campo de Marte a situação é bem mais difícil, pois, apesar ter sido o primeiro aeroporto de São Paulo, ele foi encampado pelo governo federal durante a Revolução de 1932 e ainda é objeto de uma longa disputa judicial. Em 2011 o Superior Tribunal de Justiça (STJ) deu ganho de causa à Prefeitura de São Paulo, mas a Advocacia-Geral da União entrou com recurso no Supremo Tribunal Federal (STF). Na área de 2 milhões de m², 975 mil m² estão sob a gestão da Infraero, onde funcionam os hangares e pistas do aeroporto. Já 1,1milhão m² está sob a administração do Ministério da Defesa, com instalações completas da Força Aérea, inclusive um hospital. Não acredito que o STF vá decidir tão cedo essa disputa, bem como o governo federal vá abrir mão daquela área. Seus antecessores tentaram, porém nada conseguiram. Além disso, a reportagem do “Estadão” relembra que o Aeroporto do Campo de Marte, que serve à aviação civil de pequeno porte, teria de ser transferido para outro local, como, por exemplo, a região de Parelheiros. Ora, tal hipótese é totalmente descabida, pois exatamente naquela região encontra-se a maior área da Mata Atlântica que nos resta. Sabe-se há tempos que já existe um projeto de um aeroporto para executivos naquela região, próximo do Rodoanel, inclusive com previsão para o acesso àquela estrada, alterando as suas características de via segregada. Se construído ali um aeroporto, haverá uma rápida urbanização de toda aquela região, com graves reflexos nos mananciais restantes e no microclima da cidade. Neste caso, Doria Junior seria, como afirma, um gestor, mas jamais poderá ser considerado um estadista. 

 

Gilberto Pacini benetazzos@bol.com.br

São Paulo

 

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CICLOVIA NA MINHA RUA

 

Moro em São Paulo (capital), num condomínio próximo ao fórum criminal (Rua José Gomes Falcão). Nos últimos dias notei uma movimentação na rua e percebi que estão implantando – ou, melhor, nos impondo – uma ciclovia na rua. Impondo porque simplesmente escolhem uma rua, não importando se nessa rua tem escola, pronto-socorro, garagem residencial ou comercial, se vai ou não prejudicar a vida do morador. Temos simplesmente de engolir essas ciclovias. Quero deixar claro que não sou contra, sou contra o modo como estão fazendo a obra, na base da imposição. No condomínio temos 6 vagas para visitantes, e, quando lotam as vagas, a opção é parar na rua. Muitas vezes tem festa no salão e a rua chega a ficar lotada de carros. Agora, com as ciclovias, será proibido parar e estacionar veículos ali, então onde os visitantes vão estacionar? É um absurdo! Não apenas para o meu condomínio, mas também para um outro próximo e algumas empresas que há na mesma rua. Assim como eu, devem existir outros moradores com o mesmo problema ou pior.

 

Carlos Verrengia Neto covel.hd@terra.com.br

São Paulo

 

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FAROL X MULTAS

 

Tive experiência vivida no Canadá a respeito da polêmica da obrigação dos faróis acesos e as multas decorrentes do não cumprimento da mesma. Lá, já em 1994, eu não conseguia apagar os faróis do carro que alugara. Fui, então, informado de que era impossível apagá-los sem desligar o motor do veículo. Sugiro que aqui, no Brasil, se crie a mesma sistemática para os carros que saem de fábrica, visando ao longo prazo e ampliando a exigência de faróis acesos também nas cidades. Haverá, de fato, redução de acidentes.

 

Márcio da Cruz Leite marcio.leite@terra.com.br

Itu

 

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BAFÔMETROS

 

Alguns trabalhadores, quase diariamente, saem do serviço e entram em bares, onde consomem facilmente meia garrafa de pinga, com algumas cervejas, para depois seguirem dirigindo para casa.

Dirigindo também, um casal sai de casa numa sexta-feira ou num sábado à noite, para jantar num restaurante por volta das 21 horas. Dividem uma garrafa de vinho e retornam, por volta das 23 horas. Esse horário é o horário em que muitos jovens combinam de se encontrarem em lojas de conveniência para iniciar o “esquenta”, com dezenas de latas de cerveja. Depois rumam para baladas, onde uma garrafa de vodka é facilmente consumida por dois jovens. Meia garrafa para cada um, quando não mais. Terminam a noitada às 6 horas da matina. São três situações diferentes, mas todas enquadradas com a mesma punição, caso sejam pegos pelo bafômetro. A verdade é que nunca fizeram nada quanto à proibição de dirigir embriagado, e, quando resolveram fazer, fizeram uma que pune diferentes situações com a mesma pena. Não concordo com a aplicação da mesma penalidade para todas as três situações citadas.

 

Gabriel Mamere Neto gmamere@terra.com.br

Barueri

 

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FROTA REDUZIDA

 

Utilizo todos os dias o transporte público de São Paulo. Em especial a linha 875A – Perdizes-Aeroporto. Todos os dias carros se quebram, fazendo com que o tempo entre os ônibus aumente muito. Ônibus quebrados, com bancos detonados, cheirando mal, campainha quebrada, com problemas no acelerador, no freio, no abrir e fechar de portas e, por último, já tive de andar literalmente numa carroça. Eram 6 horas da manhã, fui levar minha filha para a escola e, ao entrar no veículo, ele balançava tanto que mal conseguíamos falar. Saímos dele com dor no corpo, um absurdo. A que ponto chegamos! Venho notando a ausência de carros, a demora em várias linhas, tais como a 875H Vila Mariana-Lapa, sem contar a retirada de linhas, como a 177P. Em determinados horários, os ônibus demoram tanto que, quando chega um, vêm dois logo atrás. Quem cuida dos horários? Quem determina a retirada de linhas? Será que estas pessoas andam de ônibus? De uns tempos para cá, não há mais horário de pico, há apenas “sardinha em lata”. É impossível carregar uma sacola: se nós mal conseguimos andar no ônibus, quanto mais com bagagem de mão. Em alguns carros, temos a nítida impressão de que a qualquer momento eles se desintegram, fora as inúmeras vezes em que ficamos pelo meio do caminho quando o ônibus quebra. No aguardo de uma resposta plausível e de uma resolução rápida. Aproveito para agradecer a resolução na linha 177Y, que rapidamente colocou um carro novo (em razão de solicitação anterior), o que infelizmente não aconteceu na linha 875A, em que nada até agora foi feito.

 

Tânia Gorodniuk  taniagorodniuk@gmail.com

São Paulo

 

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PREVIDÊNCIA X ASSISTÊNCIA

 

Claro e lúcido o texto de Cida Damasco no “Estadão” (“Divisão de perdas”, 3/11, B6). A discussão da reforma da Previdência precisa necessariamente apoiar-se em duas disciplinas básicas nas quais os brasileiros em geral têm cada vez menos proficiência: Português e Matemática. Português, porque “previdência” significa poupar ou investir num momento produtivo para ter recursos numa futura inatividade. Quando são pagas “aposentadorias” a quem não contribuiu (trabalhadores rurais e idosos, por exemplo), por mais justa que seja a iniciativa, trata-se de assistência, e não de previdência, e as origens dos recursos precisam ser definidas, fora do âmbito do INSS. Matemática, porque são necessários cálculos atuariais competentes para definir com quanto cada um precisa contribuir, e por quanto tempo, para poder receber no futuro o valor almejado. Salários integrais, pensões vitalícias para filhas, aposentadorias com prazos curtos de contribuição, etc. não são direitos adquiridos, mas privilégios injustos que a sociedade já pagou por demasiado tempo.

 

César Garcia cfmgarcia@gmail.com

São Paulo 

 

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OS JUROS E PRÓXIMAS GERAÇÕES

 

O excelente artigo de Gustavo Franco no “Estadão” de 30/10 mostrou a gravidade da situação dos juros relativos à dívida pública e o seu impacto sobre as gerações futuras. Como profundo conhecedor do sistema financeiro, espero que em próximo artigo ele escreva sobre como desmontar essa situação. 

 

Eduardo Britto britto@znnalinha.com.br

São Paulo

 

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ELEIÇÃO NOS EUA

 

Com as pesquisas sobre as eleições nos EUA apresentando resultando tão equilibrado entre Donald Trump e Hillary Clinton, faltou perguntar, de 0 a 10, qual a intensidade da preferência do pesquisado pelo candidato por ele escolhido. Intenções de voto menos entusiasmadas tendem a não se converter totalmente em votos num local como os EUA, onde votar é facultativo.  

 

Jorge A. Nurkin  jorge.nurkin@gmail.com

São Paulo

 

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DONALD TRUMP

 

Se para Trump somos porcos, isso não é mais rotular, e, sim, agredir deliberadamente!

 

Francisco José Sidoti fransidoti@gmail.com

São Paulo

 

 

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