Fórum dos Leitores

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O Estado de S.Paulo

08 Novembro 2016 | 04h37

ENTREVISTA DE MORO

Cidadania desprezada

Parabéns ao Estadão e ao juiz Sergio Moro pela entrevista ao jornal (6/11, A10) e, adicionalmente, ao magistrado pelas respostas, impecáveis na clareza, dando ainda mais certeza da imparcialidade com que exerce a sua função. Destaco dois pontos da entrevista: “A presença de milhões de pessoas nas ruas foi um dos fatores decisivos para a Lava Jato funcionar” e “o resultado do processo poderá melhorar a qualidade da democracia brasileira”. Essa visão do juiz traz à tona o papel fundamental da cidadania plena, há muito desprezada pela política brasileira. Enquanto Ulysses Guimarães festejava a Constituição “cidadã”, os governos e os políticos que se sucederam privilegiaram os partidos, relegando o cidadão à obrigação apenas de elegê-los. A qualidade da democracia proposta por Moro exige imediatamente uma reforma político-eleitoral condizente com o papel fundamental da cidadania. “Só é cidadão”, disse Ulysses, “quem ganha justo e suficiente salário, lê e escreve, mora, tem hospital e remédio, e lazer quando descansa.” Moro afirmou que jamais será candidato a cargo eletivo. Obrigado!

GILBERTO DIB

gilberto@dib.com.br

São Paulo

De fato, Moro afirmou que jamais vai atuar na política ou se candidatar a cargos políticos. Esse é o problema em nosso país, pessoas de bem não entram ou participam da política; e se entram, acabam corrompidas. A sociedade tem de acompanhar e exigir a aprovação do projeto das dez medidas contra a corrupção. Transparência total na política, para o bem do Brasil.

ARCANGELO SFORCIN FILHO

arcangelosforcin@gmail.com

São Paulo

Equilíbrio

Fiquei muito bem impressionado com as respostas do juiz Sergio Moro às perguntas dos competentes repórteres Fausto Macedo e Ricardo Brandt: claras, diretas e equilibradas, próprias de um magistrado que tem a consciência exata da importante missão que se propôs a cumprir. Missão social que exige, além de conhecimento e interpretação das leis, advindos de muito estudo, reflexão e isenção de espírito, que revela ao procurar despir-se da condição de cidadão comum sujeito às influências das circunstâncias que nos envolvem, quando do julgamento dos praticantes de atos que podem ter transgredido as leis. Aliás, na prática diária de sua missão, Sergio Moro tem tido acolhimento de seus julgamentos com um porcentual que convalida o âmago de sua entrevista, com raras decisões reformadas, o que põe por terra a tentativa de alguns importantes réus, a minoria absoluta, de desacreditá-lo ao se dizerem perseguidos.

ANTONIO C. GOMES DA SILVA

acarlosgs9@gmail.com

São Paulo

Surpreendente a entrevista de Sergio Moro, pela sensatez, pelo equilíbrio e pelo discernimento. Vê-se que, felizmente, o País dispõe de recursos humanos para sair do momento de dificuldade e refazer-se. Vida longa a Moro e aos que são como ele.

RICARDO FERREIRA

fredrfo@gmail.com

São Paulo

Foro privilegiado

Sergio Moro sugere, na entrevista ao Estado, o foro privilegiado somente para os chefes dos Poderes da República. Talvez fosse oportuno indagar do ilustre e festejado magistrado se os juízes, como ele, os membros do Ministério Público e integrantes do Legislativo e do Executivo estariam propensos a perder esse privilégio, que hoje usufruem. Lembro que determinadas classes de administradores públicos – como os chefes do Banco Central e do Tesouro Nacional, por exemplo – podem acabar ficando à mercê de qualquer “juizeco”, como disse desrespeitosamente o malfadado presidente do Congresso Nacional. Então, a questão é: como resguardar esse pessoal, incluídos juízes e promotores, para que possam atuar com serenidade, segurança e liberdade, sem ficarem sujeitos – como os chefes dos Poderes – a perseguições, represálias e julgamentos sumários, destituídos de rigor técnico? Muitas vezes, medidas simples para problemas complexos redundam em frustrações e desatinos. Salvo melhor juízo, é o caso presente.

NOEL GONÇALVES CERQUEIRA

noelcerqueira@gmail.com

Jacarezinho (PR)

LULOPETISMO

Perder e ganhar

Saber perder e saber ganhar são os dois lados de uma mesma moeda. O PT, no entanto, quando ganha, exorbita; e quando perde nunca examina os seus erros, sempre atribui a derrota a outrem ou outras situações. Assim bem diz o editorial Inconformados com a democracia (7/11, A3), quando analisa as posições do lulopetismo. Aliás, ultimamente as posições lulopetistas são conflitantes e incongruentes, como, por exemplo, a de Lula, que diz aos jovens que votem, mas ele mesmo deixa de votar. Dona Dilma grita sobre democracia, mas tampouco exerce o seu direito de voto. Tarso Genro dá entrevista ao Estadão, mas é criticado por outros petistas. Muita confusão. E assim caminha o PT, em busca de novas feições.

JOSÉ C. DE CARVALHO CARNEIRO

carneirojc@ig.com.br

Rio Claro

Limpeza ética

O ex-governador gaúcho Tarso Genro propôs, logo após o escândalo do mensalão (2012), a refundação do PT. Como era de esperar, nada aconteceu, pois sua voz solitária foi ignorada. Desde então a podridão do petrolão veio à tona, Dilma foi reeleita e suas pedaladas irresponsáveis foram desnudadas, a economia do País foi a pique, resultando em milhões de desempregados. Agora, em entrevista ao Estado (4/11), Tarso insinua a necessidade de uma espécie de limpeza ética dentro do partido, visando novamente à tal refundação. A intenção é boa, mas, feita essa limpeza, sobrará alguém, além dele?

LUCIANO HARARY

lharary@hotmail.com

São Paulo

Restauração?!

Em Guararema (SP), no sábado passado, reuniram-se na “escola de militantes” Florestan Fernandes representantes de partidos de esquerda e sindicalistas, num ato de solidariedade ao Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST), que contou com o inominável ex-presidente – de boné e tudo – propondo um amplo movimento nacional para “restaurar a democracia”. Como assim? A que é que esse indivíduo se referia mesmo, seria à propinocracia? Que decadência, de palestrante “mais bem pago do planeta” a açulador de arruaceiros!

APARECIDA DILEIDE GAZIOLLA

aparecidagaziolla@gmail.com

São Caetano do Sul

Lula e o MST

Deve ser muito triste para o ex-presidente Lula constatar que só lhe restou o MST...

M. DO CARMO Z. LEME CARDOSO

mdokrmo@hotmail.com

Bauru

“Está sobre os ombros do juiz Sergio Moro a esperança de uma nação que clama por justiça”

ALEXANDRE FUNCK / BRAGANÇA PAULISTA, SOBRE A 

ENTREVISTA AO ‘ESTADÃO’

afunck1@gmail.com

“O juiz Moro representa o ressurgimento do Poder Judiciário no Brasil. Aleluia!”

ANIVALDO PEDRO COBRA / PIRACICABA, IDEM

apcobra@usp.br

Cartas selecionadas para o Fórum dos Leitores do portal estadao.com.br

ELEIÇÃO NOS EUA

A eleição disputada por Hillary Clinton e Donald Trump, a ser definida hoje, mostra bem o tamanho da decadência dos EUA e de seu povo. É inaceitável que dezenas de milhões de cidadãos do país mais rico e poderoso do mundo possam votar num candidato claramente racista, machista, xenófobo, ignorante e mau caráter como Trump. Isso depõe contra a inteligência e o caráter dos norte-americanos. Triste ver um país com tantas conquistas em áreas como esporte, artes, ciência, tecnologia e inovação cair tanto. Pobre Tio Sam.

Renato Khair renatokhair@uol.com.br 

São Paulo

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O RISCO TRUMP

Há oito décadas, Adolf Hitler assumiu o poder na Alemanha, com uma proposta nacionalista e de eliminar os judeus em seu país. E, como sabemos, logo após, foi deflagrada a Segunda Guerra Mundial e aconteceu o Holocausto dos judeus, numa perseguição racial até hoje incomparável, em que pese a ação de muitos dos seus imitadores. E, se analisarmos bem as propostas do candidato Donald Trump à Presidência dos Estados Unidos, podemos encontrar muitas semelhanças com o ditador nazista, guardadas as devidas proporções. Defende Trump um nacionalismo exagerado e um ódio exacerbado contra os hispânicos e os imigrantes de um modo geral. Não é um homem a quem se possa entregar o comando da maior economia, além das mais bem equipadas forças armadas do planeta, sem o receio de que ele possa incendiar o mundo novamente. Sua campanha, repleta de mentiras e de meias verdades, além de propostas absurdas, como obrigar o México a construir um muro entre os dois países com verba mexicana, beira à loucura. Eis aí outra assustadora semelhança. Na reta final da campanha norte-americana, tivemos um pequeno exemplo do perigo que ele e aqueles que o apoiam representam para aquele país e, infelizmente, para o planeta, na ação do diretor do FBI. Partidário de Trump, ele lançou uma dúvida sobre a integridade da candidata do Partido Democrático, totalmente subjetiva, sobre os seus e-mails, causando, obviamente, grande estrago na campanha democrática. Depois, a dois dias do pleito, ele veio a público dizer que Hillary Clinton é inocente, mas o estrago já estava feito, pois um número considerável de eleitores já havia votado antecipadamente, e jamais se saberá quantos deixaram de votar em Hillary por causa da tal "brincadeirinha" do diretor do FBI. Por oportuno, cumpre lembrar que, na eleição de 2000, George W. Bush venceu o então candidato Al Gore, na época vice-presidente dos Estados Unidos, numa eleição controversa, pois perdeu nos votos populares e ganhou nos votos dos delegados da Flórida, coincidentemente governada naquela ocasião por seu irmão Jeb Bush. Durante seu mandato, os Estados Unidos decretaram guerra contra o Iraque, apoiado numa premissa mentirosa, depois desmentida pelos fatos. Esta guerra custou a vida de 4.400 soldados norte-americanos e de cerca de 100 mil iraquianos inutilmente, e, de quebra, muito provavelmente, fez surgir o Estado Islâmico. À primeira vista, soa estranho nos preocuparmos com a eleição norte-americana, mas, se o republicano vencer, pode sobrar para nós, brasileiros, também.

Gilberto Pacini benetazzos@bol.com.br 

São Paulo

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TRAMPOLINAGEM

 

Parece incrível que um consagrado estelionatário, com muitos títulos protestados, processos cíveis por descumprimento de contratos e obrigações, prazeroso e irônico ao despedir seus empregados, mantenedor em segredo de suas declarações de Imposto de Renda, o que não permite saber se é efetivamente um bilionário, ainda que por vias tortas, ou um pobretão endividado e quase falido, sensibilize grandes massas americanas, como se sua expressão incapaz de ocultar a encenação falastrônica encarnasse o "american way of life". Jamais o mundo ficou tão apreensivo com as eleições americanas. 

 

Amadeu R. Garrido de Paula amadeugarridoadv@uol.com.br

São Paulo

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PALPITE

Arrisco um palpite: Hillary Clinton ganhará com margem bem maior do que a estimada pela imprensa especializada.

Sergio S. de Oliveira ssoliveiramsm@gmail.com

Monte Santo de Minas (MG)

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PRESIDENTE

Se não ganhar a eleição nos EUA, Trump vai tentar a presidência do Coringão, sob o lema "make Corinthians great again".

Luiz Henrique Penchiari lpenchiari@gmail.com

Vinhedo 

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ENEM 2016

Sendo o tema da redação do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) 2016 "intolerância religiosa", a pergunta que faço aos nossos governantes e, principalmente, ao ministro da Educação é: sendo o Brasil um país laico, como o governo não respeita a religião dos sabatistas (evangélicos e judeus, entre outros) e insiste em marcar um exame tão importante para o sábado? Somente neste ano foram 76 mil sabatistas que ficaram trancafiados em sala de aula durante até 9 horas esperando para começar a prova, além de outros milhares que não se submetem a esse ridículo. Está na hora de o Brasil ser mais justo com todos, principalmente com os jovens que, num mundo tão corrompido, ainda seguem uma religião. 

Marcelo Flaksberg Moflaks@hotmail.com

São Paulo

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OS PREJUDICADOS

Cerca de 240 mil estudantes não puderam fazer a prova do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) no fim de semana porque uma minoria inconsequente, massa de manobra de frustrados com a perda de apoio popular evidenciada pelo resultado das recentes eleições municipais, decidiu que escolas deveriam ser ocupadas para criar um fato a ser noticiado e mostrar que a esquerda, mesmo que por aparelhos, ainda respira no Brasil. Incrível que o governo, com todo o respaldo popular que teria se usasse a lei para desocupar essas escolas, insiste em se mostrar reticente, com receio de usar o poder que tem em suas mãos para acabar de vez com este ato odiento de falsos estudantes.

Ronaldo Gomes Ferraz ronferraz@globo.com

Rio de Janeiro

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GOVERNO SEM PULSO

Está faltando pulso firme ao governo na questão da ocupação das escolas. Isso permite que a esquerda continue com as práticas dos governos Lula e Dilma, que foram rejeitadas pela população na derrota que impuseram ao PT e aos partidos de esquerda na eleição deste ano. Nestas ocupações, lembremos, foram vistos sindicalistas ligados ao PT. O problema do governo Temer é seu ministério, além de seus assessores diretos envolvidos em citações da Lava Jato. Isso tira a força para agir com mais firmeza, e a esquerda continua com seus atos para minar o governo. Para agir com pulso firme, tem de ter moral, e isso falta ao governo Temer.

Panayotis Poulis ppoulis46@gmail.com

Rio de Janeiro 

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INVASÕES BÁRBARAS

As invasões a escolas (que demagogicamente alguns chamam de ocupações) por estudantes manipulados por partidos e entidades que trabalham para desestabilizar o atual governo federal conseguiram, além do alto custo financeiro gerado pela transferência da prova do Enem para outras datas, atrapalhar o calendário escolar de milhares de alunos do ensino médio que foram impedidos de prestar o exame no fim de semana passado, enquanto muitos dos invasores espertamente deixaram os prédios tomados para fazê-lo em outros lugares e, depois, voltaram. Faltou firmeza ao Ministério da Educação, que, ao invés de adiar a aplicação do Enem nas escolas invadidas, deveria ter mantido o cronograma previsto, deixando para os invasores todo o ônus político.

João Manuel Maio clinicamaio@terra.com.br

São José dos Campos 

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QUEM ESTÁ COM A RAZÃO?

As escolas públicas tornaram-se uma das últimas trincheiras destes grupos de esquerdistas que não querem perder o palco e as mamatas que os governos do PT lhes proporcionaram e que levaram o País ao caos econômico-social, como também caso de polícia. O que esses estudantes querem? Os manipuladores, sociólogos carregando o estandarte da foice e o martelo, esgarçado pela insensatez dos bordões enfadonhos, são os que usam as massas pobres e ignorantes para alimentar os seus devaneios delirantes. Todo este caudaloso mar de lama, tal qual Mariana, precisa ser estancado pelas reformas profundas, entre elas a da educação. Os recursos para a educação estavam e continuam sendo mal empregados, atrelados à ideia da quantidade, ao invés da qualidade, por razões políticas. O monstrengo vem de cima para baixo nas universidades que formam pessoas completamente despreparadas para exercer as profissões escolhidas e vão desesperançados para as filas na busca de empregos de baixa renda, concorrendo com os sem escolaridade e carentes. Os grandes volumes de dinheiro empregados nessa farsa vão para os cofres das grandes empresas de educação, que não têm nenhum compromisso com a qualidade do ensino e nem sequer são avaliadas quanto à efetividade do ensino que oferecem. Não é à toa que os grandes grupos internacionais investem nesta mina de ouro, entregue de mãos beijadas pelo governo. Não se deve gastar vela boa com defunto ruim, pois o nosso dinheiro, que jorra na parte de cima do mal construído edifício da educação, deveria ser empregado sem medo de errar no seu enfraquecido alicerce, a educação primária. Apostem todas as fichas, porque nós vamos ganhar se aumentarem o salário dos professores em troca de eficiência e meritocracia. O investimento na educação superior dá ganhos para a sociedade, mas o investimento a partir do berço dá oportunidade para todos mostrarem sua capacidade e, assim, reduzir a desigualdade. As pessoas do bem esperam que o governo e a justiça atuem com firmeza e de forma equilibrada para cortar a cabeça das serpentes que estão por trás desta rebelião juvenil, tal qual fossem a um baile funk com toda sorte de libertinagem, que até alguns pais, políticos e sociólogos mal intencionados apoiam, uns pela exposição que a mídia marrom lhes proporciona, outros por razões escusas ou pelo ranço de seus ideais corrompidos e ultrapassados. Somente com mudanças profundas o bonito dito "Pátria Educadora" será legitimado.

Alberto Bastos Cardoso de Carvalho albcc@ig.com.br

São Paulo 

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INACREDITÁVEL

Ao vivo, uma rede de TV acompanhou uma reintegração de posse em escola de Pinhais, no Paraná, acompanhada de todos os órgãos de proteção aos menores. Uma jovem afirmou, chorando, que estava defendendo os direitos dos seus futuros filhos. Ao ser perguntada sobre o teor da Proposta de Emenda Constitucional (PEC) 241 - motivo das ocupações -, não soube explicar. E olhem que ela deveria ter no máximo 15 anos de idade...

Júlio Roberto Ayres Brisola jrobrisola@uol.com.br

São Paulo

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DONA ROSANA E A INVASÃO

A reportagem acompanhava o cumprimento do mandado judicial para a retirada de um grupo de invasores do interior de uma escola em São José dos Pinhais, no Paraná. Curiosos estavam em frente à escola. A repórter decide entrevistar uma senhora ali postada. Seu nome? Rosana! "Dona Rosana, a senhora tem filhos nesta escola?" "Tenho dois filhos alunos da escola!" "Eles estão aí dentro?" "Claro que não: estão em casa!" "O que a senhora acha da ocupação (invasão)?" "Um absurdo: 20 aborrescentes prejudicando por um mês o direito de pouco mais de 900 alunos que querem estudar!" "E a direção da escola?" "Depois de muita pressão, resolveu se posicionar do nosso lado! Uma vergonha os professores apoiarem a minoria! E ainda atrapalham os pais que transmitem valores para os seus filhos!" Pano rápido: grande dona Rosana!

Marco Antonio Esteves Balbi mbalbi69@globo.com

Rio de Janeiro

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APATIA

É de impressionar a apatia das autoridades no sentido de assumir atitudes firmes visando a remover de nossas universidades e escolas os invasores ilegais, orientados por correntes estranhas às atividades lá desenvolvidas, que prejudicam os milhares de alunos que desejam prosseguir com seu planejamento de vida, além de imporem ao poder público enorme gastos a partir do momento que impedem que os espaços ocupados sejam utilizados como locais de exames e zonas eleitorais. As comunidades, a quem, em última análise, pertencem os estabelecimentos públicos, e a sociedade, em sua grande maioria, apoiam o fim do movimento clandestino, e por isso não entendem a razão desta espécie de "cumplicidade" dos poderes.

Paulo Roberto Gotaç pgotac@gmail.com

Rio de Janeiro

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RESPEITO À ORDEM E À LEI

A impressão que se tem é de que o governo Temer acusa o golpe de ser golpista. Temeroso em tomar atitudes e assumir com mão firme descalabros como a ocupação das escolas por adolescentes num total desrespeito pelos colegas que querem levar seus estudos a sério e que nem sabem direito o que lá fazem, assiste com benevolência e tolerância ao espetáculo deprimente e ousado, esperando que parta desses estudantes a decisão da retirada. Respeitar sua autoridade como presidente e impor sanções a quem desrespeita a ordem deve pesar na decisão de alunos de também respeitarem seus colegas para que saibam fazer oposição dentro da ordem e da lei. O exemplo deve vir de cima e o medo de assumir uma postura se repete nas reações de iguais proporções como as que assistimos estupefatos.

Regina Ulhôa Cintra reginaulhoa13@outlook.com

São Paulo

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CONTRA SI PRÓPRIOS

É de entristecer como jogam contra si mesmos estes estudantes quando ocupam as escolas. Durante estes anos todos de governos petistas, o Brasil pouco conquistou em termos de melhoria na educação, tendo permanecido sempre na traseira entre os países avaliados por rankings internacionais de educação. Atualmente, entre 76 países, o Brasil ocupa a 60.ª posição. É muito pouco para um país que pretenda alcançar um nível de desenvolvimento sustentável. Um dos gargalos do desenvolvimento é a falta de qualificação do povo brasileiro. Por isso precisamos avançar no nosso sistema educacional. Caso os estudantes que hoje ocupam as escolas tivessem noção da gravidade dos dados deste ranking, poderiam estar participando de discussões proveitosas sobre mudanças propostas pelo MEC na reforma da educação, ao contrário do que fazem, com virulência, contra tudo aquilo que poderá mudar esta realidade tão nefasta. Esta reforma há anos vem sendo discutida com vários setores da sociedade, inclusive com o meio acadêmico desde o governo Dilma. As propostas de reformulações do ensino são bastante interessantes e com certeza irão beneficiar o ensino oferecido desde o início da vida escolar até o fim do ensino médio. Pois é contra toda essa reformulação do processo ensino-aprendizagem que grupos de estudantes estão ocupando escolas. Ou seja, eles estão lutando contra tudo o que poderá favorecê-los num futuro próximo. Ou será que querem continuar a viver num país que está num dos últimos lugares no ranking mundial de educação? Ah, sim, também estão revoltados com a PEC do Teto dos Gastos. Estranho, não? Estarem contra algo que salvará o futuro deles dos destroços deixados na economia pelo governo Dilma. Uma democracia pressupõe direitos e deveres e a lei é igual para todos. Que se cumpra, então, a lei, lembrando que liberdade de expressão não significa apoderar-se de prédios públicos, depredá-los, além de provocar o deslocamento de datas e locais para a execução da prova do Enem. Então que as autoridades judiciais cumpram sua obrigação, impedindo que se faça aquilo que é proibido a qualquer cidadão comum, mas que está sendo permitido a um grupo minoritário de estudantes, levados por questões ideológicas, impedindo seus outros colegas de cumprirem o ano letivo a contento. Além de tudo, vale lembrar que o ensino que recebem é gratuito para eles, mas pago pelos contribuintes. A escola, do primário à universidade, é um lugar sagrado e qualquer discussão pode e deve ser feita, desde que de forma civilizada, nos espaços escolares em locais e horários predeterminados, com a participação de toda a comunidade, mas jamais com invasões e depredações. Chega disso, a sociedade brasileira já se expressou nas urnas que deseja viver em paz e progredir e que não está de acordo com um ideário atrasado e truculento cuja intenção está sempre na contramão do que deveria e poderia ser melhor para o País. 

Eliana França Leme efleme@gmail.com

São Paulo 

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NOSSO ATRASO EM EDUCAÇÃO

Na década de 1950, quando eu era criança, não se compravam produtos japoneses, conhecidos pela baixa qualidade, porém 30 anos depois eles já eram sinônimo de avanço tecnológico. Na década de 1980, eram produtos sul-coreanos os recusados, pelo mesmo critério, mas, assim como o Japão, a Coreia do Sul entrou no século 21 como grande exportadora de produtos de qualidade tecnológica. A China, onde milhões de chineses morreram de fome "graças" ao atraso da ditadura de Mao Tsé-Tung, hoje fabrica tal quantidade de produtos que parece que quaisquer um que colocamos à mão traz o carimbo de "made in China". Sua indústria abrange produtos que vão do caseiro a outros como navios gigantescos, plataformas petrolíferas, trens de alta velocidade e foguetes potentes capazes de colocar no espaço satélites de alta tecnologia, tudo fabricado por eles. O que levou estes três países a suplantarem seu atraso e evoluírem para chegar ao nível atual? Investimento pesado em educação! Enquanto estes países evoluíram ao ponto de se tornarem grandes exportadores mundiais, o Brasil continua com um atraso em educação do qual, parece, jamais sairá. Quando há propostas para alterar de forma radical o sistema educacional, como se propõe agora, estudantes cooptados por políticos invadem escolas em vários Estados e ficam a bradar gritos contra reformas, sem ao menos ter conhecimento do que se trata. Pensam serem inteligentes e informados, mas não passam de massa burra de manobra da "politicanalha" tupiniquim, porque a ela interessam um povo sem educação e o País no Terceiro Mundo. Ela depende dessa condição para sobreviver. 

Laércio Zanini spettro@uol.com.br

Garça

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DEMOCRACIA MARCELISTA

Leio sempre as colunas de Marcelo Rubens Paiva. No sábado ("O Império nunca dorme", 5/11, C8), com certeza, ele estava absolutamente fora de qualquer curva. Não acredito que a democracia que ele defende possa ser aquela dos "garotos baderneiros", manifestantes da UNE, UEE e UBS, das quais participei enfrentando emigrantes, bandidos, mascarados, covardes, chantagistas que atuavam na UNE e na UEE a fim de aprovar as suas propostas "revolucionárias, que nada mais eram do que o estopim da revolução terrorista de 1963, naufragada pela repressão. Certamente não é por aí. A democracia implica diálogo, mas não com "garotos" que não sabem ler nem interpretar textos. Além de estarem infiltrados por black blocs, mascarados, covardes e só a fim de atender ao comando de anarquistas, terroristas, comunistas e petistas. Nós, a sociedade que até hoje está silente, precisamos reagir. 82 anos sem muita esperança pela frente.

José Luiz Tedesco tedescoporto@hotmail.com

Presidente Epitácio

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ANARQUIA

A ocupação das escolas públicas perpetrada por movimentos considerados de esquerda está levando os jovens irresponsáveis e manipulados a praticarem atos considerados anarquistas, sem o menor critério e dotados de pura aventura. Na verdade, eles mal sabem o que estão fazendo. Por trás de tudo isso está um partido derrotado nas urnas e nas ruas. Um partido que quebrou o País e criou um dos maiores esquemas criminosos de que já se tem notícia no mundo. O governo, por sua vez, continua de braços cruzados, assistindo a esta verdadeira baderna, sem nenhuma ação de comando. Um governo fraco e afrontado por jovens desinformados e sem noção, que deixa indignado um país inteiro, que assiste, passivamente, a mais esta ação orquestrada. Aja, Michel Temer, o Brasil espera por uma ação efetiva e moralizadora de seu governo.

Elias Skaf eskaf@hotmail.com

São Paulo 

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ENTREVISTA COM SÉRGIO MORO

Lúcida, técnica e objetiva a entrevista do juiz Sérgio Moro ao "Estado" ("'Ideal seria limitar o foro aos presidentes dos Três Poderes'", 6/11, A10-A11). Verdadeira aula de imparcialidade e isenção. Como exemplo marcante, entre vários outros, desbanca de forma clara e minuciosa o quão absurda é, do jeito que está, a proposta da Lei de Abuso de Autoridade. Os detratores do juiz - e não são poucos - deveriam pensar e se informar melhor antes de escrever ou verbalizar patacoadas a seu respeito. 

Luciano Harary lharary@hotmail.com

São Paulo

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SERVIDOR PÚBLICO

Lendo a entrevista exclusiva do juiz Sérgio Moro no "Estadão" de domingo (6/11, A10-A11), percebe-se quão pouco "suntuosa" é a vida deste juiz, que aparece no 10.º lugar da lista das pessoas mais influentes do mundo em 2016. São, ao todo, 50 pessoas. A entrevista foi concedida num gabinete simples, sem café (só água) e teve a disposição incansável de Moro em mostrar como funcionam as coisas numa linguagem coloquial, para que todos o entendam. Certamente porque anseia pela opinião pública. Sobre ingressar na vida política, a resposta é negativa. Moro é juiz de carreira, este é seu ofício, que executa como deve ser: com imparcialidade e avesso à mídia. É um homem em paz. Enquanto o PT - Lula, em particular -, políticos, publicitários e os maiores empresários do País temem as decisões do juiz e esperneiam nos tribunais até ou a partir do Supremo Tribunal Federal, ou até na ONU, Moro segue sua rotina, incansavelmente. Evita falar sobre réus sob sua jurisdição; diz que admite alterações para melhorar as 10 medidas contra a corrupção, apresentadas ao Congresso pelo Ministério Público Federal; explica por que o projeto de lei de abuso de autoridade (digo eu, desenterrado por Renan Calheiros) pode causar "crime de hermenêutica"; e diz que não há prazo para o fim da Operação Lava Jato, mas que ela não será a operação que acabará com a corrupção no Brasil. Diferentemente de membros dos outros poderes, e até mesmo de outros integrantes do Poder Judiciário, Sérgio Moro é um servidor público que procura exercer bem as suas funções, sem nenhuma pretensão que não seja aplicar a lei ao caso concreto. Nada além disso. Então, após ler a entrevista inédita de Moro, penso em como reagiriam Renan Calheiros, vários exercentes de cargos de primeiro escalão do governo Temer, alguns ministros do STF e, sobretudo, o ex-presidente Lula, imaginando o quanto colheriam de eleitores, caso estivessem na posição de Moro. A ele, outra função pode ter a sua fama: melhorar a legislação penal e processual penal, indo até o Congresso Nacional explicar as 10 medidas contra a corrupção aos parlamentares. Engraçado chamá-lo de "servidor público", porque está, ao menos até agora, agindo com os renomados advogados dos réus da Lava Jato com a mesma ou maior excelência na atenção à legislação penal e ao processo penal, aplicável a cada caso. Acho que merecemos este juiz.

Andrea Metne Arnaut andreaarnaut@uol.com.br

São Paulo

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FORO PRIVILEGIADO

Mais uma vez, Sérgio Moro foi brilhante. Matou a charada, para dar um basta na profusão de abuso de autoridade, ao sugerir a adoção de foro privilegiado apenas para os presidentes dos Três Poderes (Legislativo, Executivo e Judiciário).

Humberto Schuwartz Soares hs-soares@uol.com.br

Vila Velha (ES)

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FORA, FORO!

Em pleno século 21, após 127 anos da proclamação da República, soa totalmente fora de propósito e sentido a vetusta e aristocrática manutenção da instituição do foro privilegiado a uma casta de intocáveis no País, como se o Brasil ainda vivesse nos tempos do Império. Bravo, Sérgio Moro! Fora, foro! Basta!

J. S. Decol decoljs@gmail.com

São Paulo

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APOIO

A entrevista do eminente magistrado Sérgio Moro ("Estadão", 6/11) merece o apoio dos militantes no aparelhamento judiciário e do povo brasileiro, porque: o foro privilegiado na forma com está na lei torna o STF como órgão instrutor de centenas de processos, prejudicando, assim, outras atividades mais urgentes, sendo válida a sugestão de que seja ele aplicado somente para a figura dos presidentes dos Três Poderes da República. De outro lado, nenhum cidadão deste país pode ser favorável a que se engesse o Poder Judiciário, controlando-se as decisões que os magistrados prolatam com liberdade e com base nas provas e no livre convencimento, além de outras situações que pretendem legalizar em detrimento da aplicação da Justiça aos casos que envolvem a corrupção de autoridades e de políticos.

José Carlos de Carvalho Carneiro carneirojcc@uol.com.br

Rio Claro

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FALOU E NÃO DISSE

Em entrevista ao "Estadão" de domingo, o juiz Moro só não foi mais evasivo em resposta às questões mais cruciais por absoluta falta de espaço, como se usa dizer. Sem ironia, por favor!

Luís Fernando luffersanto@bol.com.br

Laguna (SC)

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A VONTADE DO POVO

Exmo. ministro Gilmar Mendes ("Gilmar questiona ideia de Moro para foro privilegiado", 7/11, A6). O juiz do tempo mais apropriado para aprovar as dez medidas contra a corrupção ou a nova lei sobre abuso de autoridade é a vontade do povo brasileiro.  É de lembrar que a opinião de Sérgio Moro sobre o tema (com conhecimento de causa) coincide com a vontade de 80% ou mais dos brasileiros. A nova lei sobre abuso de autoridade apresenta cinco absurdos que deverão ser enfrentados nos debates: 1) ela acaba com a publicidade processual ao exigir sigilo nas investigações perante os cidadãos, ao mesmo tempo estabelecendo o dever de informações ao próprio investigado, que poderá ocultar provas ou coagir as partes; 2) restringe a escuta telefônica, resumindo a possibilidade de gravação somente do investigado "consigo mesmo", sem envolver os demais integrantes da quadrilha; 3) proíbe detenções para averiguações de pessoas com identidade duvidosa ou de ébrios agressivos; 4) estabelece o "crime de hermenêutica" no qual magistrados poderão ser punidos sentenças que porventura forem reformadas em assuntos não pacificados; 5) passa a exigir de policiais conhecimentos de tanatologia no momento de socorrer ou não algum ferido sob pena de omissão ou adulteração de local de crime. Senhor ministro, hoje sua posição neste assunto é minoria e, portanto, a vontade dos brasileiros deverá ser respeitada.

 

Edenilson Meira merojudas@hotmail.com

São Paulo

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MORO E A POLÍTICA

Sérgio Moro disse, em entrevista ao "Estado", que jamais entraria para a política. Parabéns! A política não admite gente idônea. Viva Moro!

José Luiz Tedesco tedescoporto@hotmail.com

Presidente Epitácio

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JÁ ESTÁ

O juiz Sérgio Moro jamais entraria na política. Já está.

Luiz Ernesto Kawall vozoteca@terra.com.br

São Paulo

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ELEGEMOS SÓ GATUNOS?

É o que parece nesta terra tupiniquim! Elegemos gatunos que desviam recursos da merenda escolar, da saúde, da educação, das obras de infraestrutura, da construção de estádios e das nossas estatais. Um exemplo são os eventos recentes que nos indignaram, de políticos envolvidos no mensalão e, principalmente, nas investigações da Operação Lava Jato. Agora, a Procuradoria da República da 1.ª Região entregou a Rodrigo Janot uma lista de 219 políticos com foro privilegiado - 174 deputados federais e 25 senadores - envolvidos em uso irregular das cotas parlamentares com relação a passagens aéreas. Em outra denúncia, constam também desta "farra das passagens" 443 ex-deputados, que gastaram indevidamente R$ 25 milhões e são acusados por peculato. Estes podem, se condenados, pegar penas de até 12 anos. E entre eles estão 9 ministros do presidente Michel Temer e mais quatro governadores. Ou seja, milhões de reais dos contribuintes foram jogados no lixo, além dos mais de R$ 40 bilhões que foram desviados das nossas estatais na era petista, pelos investigados na Lava Jato. Ao que parece, os políticos prevalecem sobre qualquer outra atividade do País na proporção de gatunos.

Paulo Panossian paulopanossian@hotmail.com

São Carlos

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DESTAQUES

As recentes denúncias de uso inadequado de verbas públicas para cobertura de despesas com passagens por parte de membros de vários Poderes merece pelo menos alguns destaques. Em primeiro lugar, a facilidade de acesso. Vem a seguir a falta de controle de organismos que deveriam exercer a fiscalização dessas despesas. E, por fim, estas verbas constam de orçamentos, então como são usadas sem uma previsão que evitaria o abuso cometido por algumas dessas autoridades? De qualquer forma, merece ser citada a denúncia, mas que os valores sejam devolvidos e quem fez uso indevido que receba a devida punição. 

Uriel Villas Boas urielvillasboas@yahoo.com.br

Santos

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O TEMPO NO SUPREMO

Como se não bastasse a quantidade de brechas jurídicas que os advogados tanto exploram neste país, agora os pedidos de vista no Supremo Tribunal Federal (STF) viraram moda. No momento, 225 ações estão paradas no tribunal - e o último ministro a engordar essa conta foi Dias Toffoli, que, na sessão plenária de quarta-feira pediu mais tempo para analisar ação em que se discute se réus em ação penal podem ocupar cargos que estão na linha sucessória da Presidência da República. Nós, os mais de 200 milhões de brasileiros, menos o ministro Toffoli, estamos preocupados e com muito medo de que um baita picareta, hoje presidente do Senado - portanto, na linha sucessória -, venha a ocupar a cadeira de presidente da República.

Arnaldo de Almeida Dotoli arnaldodotoli@uol.com.br

São Paulo

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O CÉU NÃO PODE ESPERAR

Pedidos de vista param 225 ações no Supremo ("Estado", 5/11, A4). Segundo o jurista Joaquim Falcão, apenas 20% dos pedidos respeitam o prazo regimental, e os que ultrapassam o prazo duram em média 443 dias - um absurdo. Mas, antes do julgamento das ações, os processos mofam nos arquivos do Supremo por longos anos, aguardando para serem apreciados em plenário. Pois bem, com o julgamento iniciado, o relator invariavelmente, para proferir seu voto, demora uma eternidade, e seus pares não deixam por menos e, depois de um dia inteiro de "data vênia" pra lá, "data vênia" pra cá, eis que surge o famigerado pedido de vista. Aí, meu "velho", babau! Quem tinha a esperança de uma solução talvez só saiba do resultado via "transcelestial". A ministra Cármen Lúcia, quando assumiu a presidência do Supremo, afirmou que adotaria medidas para agilizar os processos e, entre elas, que daria especial atenção a ações trabalhistas - creio que são estas as que mais engrossam a fila de espera. Portanto, excelentíssima presidente, olhe com carinho estes processos, uma vez que depende da senhora colocá-los em julgamento. Aposentados, principalmente, ficarão eternamente gratos pela sua atenção. 

Sérgio Dafré sergio_dafre@hotmail.com

Jundiaí

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AD INFINITUM

Não entendo por que o Supremo Tribunal Federal (STF) tem 11 membros para tomar decisões. Basta um membro fazer pedido de vista e o resultado fica para as "calendas", já que prazos não são respeitados.

Luiz Frid luiz.frid@globomail.com

São Paulo

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VISTA GROSSA

O STF tem 225 processos paralisados por pedido de vista. Vista grossa?

Carlos E. Barros Rodrigues ceb.rodrigues@hotmail.com

São Paulo

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O PEDIDO DE VISTA DE DIAS TOFFOLI

Seria coincidência se o prazo terminar apos a eleição do novo presidente do Senado?

   

Robert Haller robelisa1@terra.com.br

São Paulo

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A CONTABILIDADE DOS TRÊS PODERES

Assim funcionam os Três Poderes: o Executivo (então Lula e Dilma) indica os advogados (Ricardo Lewandowski e Dias Toffoli) para o Poder Judiciário. Estes ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) ficam com o saldo devedor. O Executivo (Dilma) precisa do apoio do Judiciário e do Senado. O Judiciário (Lewandowski) e o Senado (Renan Calheiros) - este último já contando em ficar com o crédito para ser usado num futuro bem próximo, já que responde a 11 processos no Judiciário -, em atitude conjunta, suspeita e intempestiva, quebram o impeachment em dois, liberando para o Executivo ("ex-presidenta") todas as benesses de uma polpuda aposentadoria pós-impeachment. O senador (Renan), agora, precisando de ajuda para se livrar ou postergar um processo seu ao máximo, e, assim, manter a sua permanência no poder, conta com a colaboração do Judiciário (Dias Toffoli), que pede vistas no processo que interessa ao senador (Renan), o que vai levar tal julgamento para muito depois, quando Renan não mais estará no poder. E assim todos ficam felizes para sempre.

José Carlos Alves jcalves@jcalves.net

São Paulo

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CADEIA NÃO É PARA QUALQUER UM

Manchetes da imprensa nos dão conta de que pedidos de vista param 225 ações no Supremo Tribunal Federal. Já outra notícia nos informa que ministro manda soltar lobista ligado a José Dirceu, senhor Fernando Moura, preso em maio e que já havia sido preso em agosto do ano passado, mas havia ganhado a liberdade após se comprometer a fazer revelações, o que, diga-se de passagem, não cumpriu. É interessante notar como estes notórios réus têm seus processos vistos e revistos quase que diariamente pelos "ocupadíssimos" ministros do STF. E, detalhe, são sempre favorecidos nas deliberações de suas excelências, como, por exemplo, com a soltura. É no mínimo curioso. Só para dizer o mínimo.

José Marques seuqram.esoj@bol.com.br

São Paulo

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NAS MÃOS DO JUDICIÁRIO

Quando claudicam Legislativo e Executivo, ocupados e preocupados com a sangria do dinheiro público, por força de uma desabrida corrupção, tudo sobra para ser solucionado nas mãos do Judiciário. E a demora é tanto mais irritante quando envolve o foro privilegiado e as estruturas de poder econômico e político, entrelaçados por ambições pessoais em detrimento da coletividade e da sociedade civil, que se volta para o questionamento plural de todas as matérias querendo da Justiça pronta resposta.

Carlos Henrique Abrao abraoc@uol.com.br

São Paulo

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'A CULPA NÃO É DOS JUROS'

Em relação ao artigo "A culpa não é dos juros", do sr. Claudio Adilson Gonçalez (7/11, B2), entendo que a argumentação por ele utilizada com relação à conta de juros do governo federal se aplica a todas as suas despesas que sofrem a influência da inflação. Segundo o economista, "a lição, aqui, é que se trata de erro grosseiro extrair conclusões relativas à evolução do valor da conta de juros, bem como de sua proporção em relação ao PIB, sem levar em conta o que se está passando com a inflação". Porém o mesmo raciocínio se aplica a outras despesas públicas. Se os benefícios previdenciários, por exemplo, forem corrigidos pela inflação, enquanto o PIB encolhe, teremos que as contas da Previdência avançarão em relação porcentual do produto sem que haja aumento real (descontada a inflação) dessas despesas e sem que tenha havido, necessariamente, um crescimento real. O mesmo vale para educação, saúde, salários, investimentos, etc. Todas as rubricas que sofrem os efeitos da inflação, e não somente os juros, como o articulista parece querer fazer parecer, se enquadram na mesma lógica de crescimento em porcentual do PIB em períodos em que a inflação supera o crescimento do produto.

José Pinheiro anjopisi67@yahoo.com.br

Rio de Janeiro

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A FALÊNCIA DO RIO DE JANEIRO

Nos últimos dias, ganhou destaque no noticiário nacional a situação de calamidade pública decretada pelo Estado do Rio de Janeiro, por causa da situação de insolvência fiscal pela qual ele vem passando. O destaque fica para as medidas anunciadas pelo governo estadual, que vão da extinção de programas sociais até o desconto de 30% sobre a remuneração de servidores ativos e proventos de servidores inativos. O objetivo de tais medidas extremas, segundo o próprio governador fluminense, Luiz Fernando Pezão, é o de recuperar o equilíbrio nas contas públicas a longo prazo, o que explica algumas das medidas anunciadas poderem vigorar por até 20 anos. Analisando friamente os fatos e buscando ser o menos parcial possível, é de lamentar que os nossos governantes, mais uma vez, repassem a conta de sua falta de compromisso com a coisa pública para a sociedade como um todo. Quando o lulopetismo estava no auge, a ponto de o ex-presidente Lula chamar os efeitos da crise de 2007 de "marolinha", muitos governantes estaduais e municipal surfaram essa onda de populismo e negligenciaram a importância de um projeto de desenvolvimento econômico de longo prazo. Afinal de contas, por incompetência ou pura arrogância, muitos desses gestores públicos ignoravam os efeitos perniciosos de uma exacerbada confiança num modelo de crescimento econômico pautado pelo estímulo ao consumismo e pela exploração e produção de recursos naturais. No caso do Estado do Rio, somou-se aos elementos acima a pirotecnia em torno da Copa do Mundo de Futebol (2014) e dos Jogos Olímpicos (2016), em que pese a voz das ruas, ainda em 2013, ter anunciado que a prioridade do povo fluminense ia muito além de estádios de futebol e arenas esportivas. Como consequência dessa sucessão de erros, somada à incapacidade de nossos políticos em reconhecerem seus próprios erros e buscarem corrigi-los tempestivamente e a uma Lava Jato que revelou o que de mais podre existe em nosso sistema político, a irresponsabilidade na gestão fiscal e a falta de um projeto de nação a longo prazo desembocaram numa crise econômica nacional sem precedentes, gerando estagflação, desemprego e desinvestimento em uma série de políticas públicas. Infelizmente, e como sempre ocorre na história de nosso país, a população paga a conta dessa tempestade causada pela ganância, arrogância e incompetência de um grupo diminuto de pessoas que estão mais preocupadas em viabilizar seu projeto de conquista, manutenção e perpetuação no poder do que em propor e implementar medidas de crescimento econômico ancoradas em vantagens competitivas sustentáveis e na construção da justiça social. Por fim, e voltando ao caso do Estado do Rio, espera-se que a população fluminense tenha a sabedoria necessária para não repetir nas urnas de 2018 o que se viu nas urnas de 2014, apesar da voz das ruas de junho de 2013. Afinal, ninguém mais aguenta um Estado em que "coronéis", milicianos, traficantes e falsos profetas tentam oprimir toda uma população.

Pedro Papastawridis ppapastawridis@yahoo.com.br

Rio de Janeiro

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ATÉ QUANDO?

Mais uma vez os políticos gastam muito além do que arrecadam e, novamente, sobra a conta para o contribuinte. Até quando?

Maria do Carmo Zaffalon Leme Cardoso mdokrmo@hotmail.com

Bauru

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CACOETE POLÍTICO

A população brasileira, cansada de promessas, manda um recado impiedoso aos políticos eleitos: "Chega de falar no tempo futuro, queremos saber do tempo presente. Afinal, o que temos para hoje?".

Ricardo C. Siqueira ricardocsiqueira@globo.com

Niterói (RJ)

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O CONTO DO VIGÁRIO

Até as pedras sabiam que o Brasil não tem condições para bancar dois megaeventos, a Copa do Mundo em 2014 (R$ 25 bilhões; 42% acima do previsto) e a Olimpíada do Rio (R$ 38,26 bilhões; 51% acima do previsto), segundo dados do Tribunal de Contas da União (TCU). Tenho certeza de que os brasileiros rejeitariam num referendo a realização de ambos os eventos, como aconteceu em Hamburgo, no referendo sobre a Olimpíada de 2024, pois os verdadeiros motivos eram conhecidos: festa para as construtoras; "presente" para Lula (construção do Itaquerão) e por aí vai. Ocorre que os brasileiros estão pagando a fatura: o quebrado Estado do Rio está diminuindo os salários de seus funcionários. Os resultados das últimas eleições municipais mostraram, entretanto, que os eleitores perceberam o custo de cair no conto do vigário.

Omar El Seoud ElSeoud.USP@gmail.com

São Paulo

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VIDA REAL

É, Rio de Janeiro, pelo visto a Copa e a Olimpíada, cantadas em verso e prosa, não foram tão benéficas assim para o Rio.  E, não, senhores! O carnaval de 2017, por mais que o façam durar um mês inteiro, não será a salvação da lavoura. Não acreditem nisso. Nunca, em lugar nenhum do mundo, alguém ficou rico vivendo de festas, samba, futebol, sol e praia. Quem acha que isso é possível é só político carioca. Como se viu, eles não sabem de nada. Não existe outra saída, senhores. Agora, é trabalhar. Mãos à obra! Bem-vindos à vida real. 

Maria Cristina Rocha Azevedo crisrochazevedo@hotmail.com

Florianópolis

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ENGAMBELADOS

O carioca foi engambelado por Lula/Cabral e Dilma/Pezão. Faltou acrescer no pacote: quando a inadimplência bater à sua porta, assista ao replay da Copa do Mundo e da Olimpíada.

Arnaldo Ravacci arnaldoravacci05@gmail.com

Sorocaba

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FALÊNCIA INTENCIONAL

Fácil atribuir tudo à tal crise. Não se engane: para falir o Rio de Janeiro precisa ter muito "talento". Mas, principalmente, má intenção. Desejo a você, "governador", e a sua trupe bastante dor de cabeça. Que as forças de oposição se ergam para dizer claramente que você é responsável por este crime de ter falido o Rio. Que a sociedade civil se una para criar barreiras intransponíveis às soluções que só demonstram a sua incompetência. 

Marcos Simões Marcos marcosjsimoes@gmail.com

Rio de Janeiro

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PRIVATISTA POR VELHACARIA

Chamam a atenção as reações do Movimento dos Sem-Teto (MST) e de seus simpatizantes à ação da Polícia Civil de Mogi das Cruzes (SP), que teve por alvo a Escola Nacional Florestan Fernandes, em Guararema (SP), conhecido centro de formação dos militantes do referido "movimento social". O objetivo da ação era o de localizar e prender uma integrante do grupo, procurada pela Justiça do Paraná, ali supostamente homiziada. A diligência foi baldada, mas o quiproquó armou-se desde o princípio, com a (previsível) reação dos militantes à ação da polícia que era devidamente respaldada por ordem judicial - registre-se! Segundo João Paulo Rodrigues, da coordenação nacional do MST, a operação mostrou "uma polícia totalmente fora de controle junto com o Judiciário". O deputado Carlos Zarattini (PT-SP) chegou a se encontrar com o secretário de Segurança Pública estadual e figuras do meio artístico como Wagner Moura criticaram a ação. A reação, em suma, sugere que a propriedade do MST em Guararema seria uma espécie de território diplomático inviolável, como são as embaixadas segundo o princípio da extraterritorialidade, não passível de ser visitada pela polícia ou pelo Poder Judiciário. É irônico ver como estes que se fartam de invadir a propriedade alheia, fazendo disso sua principal - senão única! - missão na vida, torcem o nariz quando terceiros entram sem convite em sua propriedade. O MST, como se vê, é privatista e respeitador das leis e da Constituição federal, desde que lhe convenha.

Silvio Natal silvionatal49@gmail.com

São Paulo 

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A ESCOLA DO MST

O MST ter uma "escola" é uma verdadeira barbaridade por si só, a mais pura prova da doutrinação político-criminosa que o movimento promove. A única coisa que difere de uma "escola" mantida pelo MST, pelo PCC, pelas Farc ou pela Camorra é tão somente o tipo de crime patrocinado por cada "entidade". Estas escolas do MST têm de ser extintas imediatamente e sem tergiversação. Os que dizem que o MST está sendo "criminalizado" estão querendo dar ar de institucionalidade ao movimento, que é uma arregimentação de bandidos profissionais, patrocinados por 13 anos com dinheiro público.

Frederico d'Avila fredericobdavila@hotmail.com

São Paulo 

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LULA E O MST

A que nível o ex-presidente Lula chegou, não? Agora se apega ao MST, que fez questão de esconder na campanha em 2006. Os brasileiros sabem que essa "organização fora da lei" nunca lutou pela reforma agrária, tanto é que nos 13 anos do PT no poder os assentamentos foram nulos. O MST sempre agiu a mando do PT, seu criador, e, como ficaram reduzidos a pó, só mesmo nas zonas rurais onde a educação e internet mal chegam para tentar organizar no País o que restou dessa esquerda burra, ultrapassada e corrupta. Para quem se chafurdou na corrupção para que seu projeto de poder tivesse êxito, fica vazia a retórica de Lula de "recuperar a democracia no País". Que fim triste para quem já se sentiu o dono do Brasil.

Beatriz Campos beatriz.campos@uol.com.br

São Paulo

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EVENTO NO FIM DE SEMANA

Em Guararema (SP), com o MST, Lula volta para a insignificância da qual nunca deveria ter saído.

Francisco José Sidoti fransidoti@gmail.com

São Paulo

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ATO-FALHO

Afirmando que "é preciso reconstruir a democracia", Lula se esqueceu de que o melhor começo é pela prisão dos ladrões do trabalho nacional...

A.Fernandes standyball@hotmail.com

São Paulo

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O DISCURSO DE LULA

A leitura do editorial "Para Lula, o culpado é o eleitor" ("Estadão", 5/11, A3) lembrou-me de um episódio acontecido comigo nos anos 70. Estava em Santo André e passei acidentalmente pelo Estádio de Vila Euclides quando lá estava o nosso "nunca por demais louvado" presidente Lula, fazendo um comício. Parei o carro e fui lá vê-lo falar. Sua figura era impressionante: a barba negra, farta, ameaçadora, os gestos eloquentes, indignados, antagônicos, a voz possantemente rouca inebriava os ouvidos dos espectadores, porém o teor do discurso era exatamente o mesmo do que é comentado no editorial citado e dos milhares com que ele tem brindado o seu público externo por todos estes anos de seu reinado, estes, talvez, com uma sintaxe um pouco melhor, reconheçamos. Isso me leva a pensar que o teor de suas palestras tão regiamente pagas pelo seu seleto público interno não pode ser o mesmo daqueles que ele tem feito por esses anos afora, pois esses não têm o mínimo conteúdo e só servem para iludir. Por mais preciosas que possam ser as pérolas de sabedoria que ele deve expender nessas palestras, as quais infelizmente desconhecemos, US$ 200 mil é muito dinheiro, convenhamos. Nem Platão ou Sócrates, se voltassem à vida, não mereceriam tanta remuneração, porém, em se tratando do nosso magnífico Lula, tudo é possível.

Affonso M. L. Morel affonso.m.morel@hotmail.com

São Paulo

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MICROCEFALIA

Cumprimento os jornalistas Fabiana Cambricoli, Vinícius Sueiro e Gabriela Biló pelo trabalho a respeito dos casos de microcefalia, as pesquisas em curso, os mistérios desafiadores e, principalmente, a luta desses brasileirinhos e suas famílias ("Estadão", 8/11, A24 a A27). Repetindo palavras da reportagem: "Com amparo ideal, é possível contornar dificuldades". E para que todos tenham esse amparo ideal, sugiro que algumas das multas pagas por empresários e políticos envolvidos em casos de corrupção sejam destinadas aos cuidados desses pacientes, vítimas, em boa medida, da falta de saneamento básico, neste triste país. E, por favor, fiscalizem para que o dinheiro chegue ao destino!

Sueli Caramello Uliano scaramellu@terra.com.br 

São Paulo

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