Fórum dos Leitores

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O Estado de S.Paulo

12 Novembro 2016 | 04h09

PARALISAÇÕES POLÍTICAS

De novo...

Aguardamos solenemente a aprovação da PEC do Teto, que é apenas um começo na tentativa de reconstrução e moralização do Brasil. Mas não basta lutarmos contra a mediocridade e os interesses individuais dos parlamentares que se opõem à sua aprovação, temos de lutar também contra todos os milicianos do MTST. Um bando de desocupados que, num movimento coordenado para ser deflagrado em determinado horário, paralisou ontem o País, no que eles denominaram “dia de luta”, boicotando o direito de ir e vir dos que (ainda) têm emprego, consultas médicas ou uma infinidade de outros afazeres. São pequenos blocos que gritam palavras de ordem contra a PEC 241 para pneus queimando, enquanto todos ficamos à mercê dessa antidemocracia burra, pois é impossível que eles consigam apoio da população, desrespeitada em seus direitos.

CARMELA TASSI CHAVES

tassichaves@yahoo.com.br

São Paulo

Onde estava a polícia?

Eu estava acordado desde as 6 da manhã e acompanhava o noticiário da TV, que mostrava um grupinho se preparando para interromper o trânsito na Avenida João Dias. No máximo, uma centena de desocupados à espera de algo, que chegou de repente num caminhão e descarregou um monte de pneus velhos. Imediatamente o grupo fez uma barreira com eles, empapou de gasolina e ateou fogo, levantando enormes labaredas, interrompendo o trânsito e prejudicando milhares de pessoas que iam para o trabalho. A pergunta que fica: a polícia não sabia do grupo mostrado pela TV? Não tem serviço de informações que acompanha essa cambada? Por que não correu para o local, já acompanhada pelos bombeiros? Estivesse atenta, desceria a borracha nos desocupados que teimassem em continuar bloqueando o trânsito no local e prenderia o dono do caminhão. E os bombeiros, além de apagar de imediato o fogo, dariam um banho na cambada. Mas o apresentador da TV disse que parece faltar um protocolo de ação, de como agir quando de situações como essa...

LAÉRCIO ZANNINI

spettro@uol.com.br

São Paulo

‘Trabalhadores’

É revoltante ver pequenos grupos com bandeiras vermelhas, da CUT, do MST e do MTST, dizendo-se “trabalhadores” – na realidade, elementos pagos para atrapalhar a vida de quem de fato trabalha, produz e gera empregos –, paralisando rodovias e avenidas. Infelizmente, eles são mantidos pela contribuição sindical, descontada dos trabalhadores, e por subsídios federais.

ROBERTO REIS

roberresp@uol.com.br

São Paulo

Fim da contribuição sindical

O MTST e sindicatos protestando contra a PEC do Teto e bloqueando rodovias? Vamos acabar com a obrigatoriedade da “contribuição” sindical. Essa é a melhor maneira de fazer justiça a quem realmente trabalha e paga essa vergonha. Isso servirá também para acabar com o financiamento desses pseudossindicatos e “movimentos dos nem sei o que é, mas sou contra”.

JOSÉ ROBERTO NIERO

jrniero@yahoo.com.br

São Caetano do Sul

LAVA JATO

Que medo!

Se não fosse fato trágico, ridículo, vergonhoso, um europeu, de preferência nórdico, não acreditaria ao ler ou ouvir que o Congresso Nacional do Brasil treme de medo de virar alvo da Operação Lava Jato e com a participação de seu presidente, Renan Calheiros, pretende tramar, nos porões sombrios da indignidade nacional, propostas que visam unicamente a tornar inviável o trabalho higienizador que está sendo feito na classe política, em que o medo tomou conta de mais de dois terços dos parlamentares. Iniciativas para minar as apurações da Lava Jato passaram a ser feitas na surdina. No dois mais recentes casos, surgiram textos de projetos que, vindo a público, ficaram sem dono. Primeiro, foi a tentativa de anistiar os crimes de caixa 2. Renan Calheiros não esconde a sua tentativa de instalar uma comissão para tratar do projeto de abuso de autoridade, prontamente criticado pelo Ministério Público Federal. Para ter uma ideia do estado de espírito que norteia a maioria dos parlamentares, Renan está com dificuldades para escolher o relator do projeto. Disse categoricamente por que ainda não decidiu quem será o relator: “Alguns parlamentares gastaram sua cota de coragem e a gente precisa reestimulá-la”. Uma pergunta daquelas que não calam: não fosse ele presidente do Congresso, e com uns dez processos sub judice, cinco em cada ombro, sua excelência aceitaria a relatoria e questionaria a atuação dos valentes procuradores da República, dos promotores, dos delegados federais, do juiz Sergio Moro, na verdadeira faxina que estão fazendo neste país, pondo na cadeia a cúpula do partido que governava o Brasil, culminando com o impeachment da presidente Dilma Rousseff? O senador Renan sabe por convivência que o problema dos parlamentares não é de coragem, é o rotundo rabo de palha.

JAIR GOMES COELHO

jairgcoelho@gmail.com

Vassouras (RJ)

Outro caçador de marajás

A Lava Jato deu um up no senador Renan: agora ele resolveu caçar os marajás do serviço público, que ganham verdadeiras fortunas. Nós, que sempre pagamos o pato, agradecemos. Mas continuaremos de olho...

JOSÉ ROBERTO IGLESIAS

rzeiglesias@gmail.com

São Paulo

Vigiemos, se perdermos o Renan de vista, um duro golpe ele nos dará. O PLS 280 amordaça a magistratura, mas para políticos corruptos será queijo com rapadura. Lava Jato sempre!

JEOVAH FERREIRA

jeovahbf@yahoo.com.br

Taquari (RS)

Carnaval na Bahia

Ontem ouvi uma comparação interessante dos julgamentos com foro privilegiado no Supremo Tribunal Federal (STF) com o carnaval baiano: sabe-se quando a coisa começa, mas não quando termina. Quando será que o ministro Dias Toffoli deixará de proteger figuras como Renan Calheiros et caterva? Quando os ministros do STF agirão com celeridade nesses julgamentos, deixando de lado o tempo gasto em poses para a televisão e votos eruditos para a História? Quando as maracutaias engendradas por essas figuras tenebrosas que assombram o Congresso e o País serão finalmente punidas? Quando o povo sairá às ruas para exigir o fim do foro privilegiado, das ações que querem impedir as leis anticorrupção e o limbo (prisão) para as figurinhas carimbadas que se julgam acima do bem e do mal? Esperamos que somente o maravilhoso carnaval baiano se eternize!

CESAR ARAUJO

cesar.40.araujo@gmail.com

São Paulo

“11 de novembro, dia nacional da arruaça e de testarem a nossa paciência. Até quando?”

LEDA TEREZINHA MARCHIORI / SÃO PAULO, SOBRE OS TRANSTORNOS PROVOCADOS PELAS ‘MANIFESTAÇÕES’ 

ledaterezinhamarchiori@gmail.com

“Temer está procurando trilhar o bom caminho, mas com ‘manifestações’ obstruindo seu trânsito está ficando cada vez mais difícil de chegar”

SERGIO S. DE OLIVEIRA / MONTE SANTO DE MINAS (MG), IDEM

ssoliveiramsm@gmail.com

Cartas selecionadas para o Fórum dos Leitores do portal estadao.com.br

A CRISE NO RIO DE JANEIRO

Das 27 unidades da Federação, talvez a mais calamitosa seja a do Estado do Rio de Janeiro, não só pelos níveis econômicos deficitários, como mais ainda pelas medidas aplicadas, de uma violência capaz de provocar uma convulsão social na terra de Arariboia. Tivemos governos gastadores nas últimas décadas e, principalmente, na fase das vacas gordas do pré-sal, quando os royalties do petróleo bancavam uma existência nababesca com gastos desenfreados. Desde o século passado o Rio de Janeiro não conhecia uma crise financeira tão aguda. Não é possível que um Estado tenha castas indianas na sua pirâmide social. O que se vê no Rio são autênticas castas salariais num Estado que tem mais servidores inativos (246,7 mil) do que em atividade (223,6 mil), o que demonstra a prática de interesses políticos e corporativos. Há aposentadorias de R$ 75,5 mil no DER; de R$ 53,4 mil na Fazenda; de R$ 41,9 mil no Detran; de R$ 39 mil na Procuradoria-Geral; e de R$ 38,2 no Corpo de Bombeiros. Esses valores são inflados por nada menos que 312 tipos de vantagens à margem da remuneração convencional. São 188 variedades de gratificações e 42 auxílios. Existe prêmio para tudo o que se possa imaginar. O orçamento do Estado é "sui generis": a conta é feita para indicar como será aplicado o dinheiro que já foi gasto. Diante dessa situação insustentável, o governador Luiz Fernando Pezão volta à atividade e aplica um garrote vil no povo que lembra o caso do fazendeiro que queria acabar com os carrapatos de suas vacas, mas errou na dose do remédio e acabou com os carrapatos e com as vacas.

Jair Gomes Coelho jairgcoelho@gmail.com

Vassouras (RJ)

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MÁ GESTÃO

O Rio de Janeiro está falido por mau gerenciamento administrativo. O tal de "Pezão" deveria estar preso.

Edmar Augusto Monteiro eamonteiroea@hotmail.com

São Paulo

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PROTESTOS CONTRA A PEC 241

Até quando governantes de flácidos traseiros permitirão que um bando de vagabundos atrapalhe a vida de milhões de trabalhadores, como na manhã de ontem, quando manifestantes fecham vias em São Paulo em protesto contra a Proposta de Emenda Constitucional (PEC) do teto dos gastos? Esses irresponsáveis, que nada produzem, se acham no direito de provocar tumultos com o argumento de colocarem suas demandas. E ainda há juízes que pretendem proibir as balas de borracha e outros instrumentos de repreensão. A propósito, agora que a quadrilha petista foi afastada do poder, quem está pagando a mortadela e a tubaína?

Sergio Cortez cortez@lavoremoveis.com

São Paulo

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AS RASAS CRÍTICAS À PEC

O presidente Michel Temer tem toda razão quando critica o desconhecimento dos estudantes que ocupam escolas Brasil afora a respeito da PEC 241 e da reforma do ensino médio. Os estudantes estão sendo usados como massa de manobra pelos partidos políticos que agora estão na oposição. Qualquer cidadão consciente de suas responsabilidades sabe que a despesa não pode ser maior que a receita e que o atual modelo do ensino médio está totalmente falido, desacreditado e inoperante, daí ser necessária uma reforma. Oferecer ao aluno cursos técnico-profissionalizantes é o pontapé inicial para o mercado de trabalho. Pude comprovar pessoalmente o desconhecimento dos alunos sobre a PEC 241 e a reforma do ensino médio por ocasião da ocupação do Instituto Federal de Avaré, quando inquiri alguns alunos sobre essas questões. Eles só sabem dizer que vão ocorrer cortes na saúde e na educação e que não mais terão aulas de Filosofia, Sociologia e Educação Física. Com alunos desse quilate o Brasil vai continuar a ser o gigante adormecido.

José A. Muller josealcidesmuller@hotmail.com

Avaré

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ISONOMIA?!

Pinço apenas uma frase do artigo de José Márcio Camargo "PEC 241 - o orçamento em disputa" ("Estadão", 8/11, B2): "(...) um funcionário público do Legislativo aposentado recebe, em média, 23 vezes o que recebe um aposentado por idade".

Andrea Metne Arnaut andreaarnaut@uol.com.br

São Paulo

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REFORMA DO ENSINO

A solução para o ensino médio passa pela mudança no sistema de acesso ao ensino superior, que, de multidisciplinar, deveria passar a específico.

José Carani, professor alexandre_carani@hotmail.com

Cambé (PR)

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INCOERÊNCIAS

 

Medidas impopulares numa democracia devem ser aplicadas com muito cuidado. É que o tiro pode sair pela culatra! A PEC 55 no Senado leva a população a se revoltar contra medidas que atingem a educação e a saúde. O que fazer? É na flexibilização que o diálogo pode ser feito. Vinte anos é um tempo muito longo para congelar os gastos do governo. Os jovens que ocupam escolas e fazem greves terão mais de 40 anos daqui a 20 anos. Há incoerência na lei!

 

Paulo Roberto Girão Lessa paulinhogirao@uol.com.br

Fortaleza

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INFLAÇÃO CEDE COM RESSALVAS

A maioria da família brasileira ainda sofre com a inflação! Como divulgado pelo Instituto Brasileiro de Estatística e Geografia (IBGE), o baixo índice inflacionário de 0,26% em outubro deste ano, o menor para o mês desde o ano 2000, e, no acumulado dos últimos 12 meses, de 7,87%, ante 10,67% em dezembro de 2015, não reflete o que continua atormentando a dona de casa: o item alimentação, que nos últimos 12 meses acumula alta de 14,85%. Ou seja, 89% a mais do que o índice oficial de 7,87%. O que chama a atenção, também, é que, apesar da queda de preços de alguns produtos, como o leite longa-vida, feijão, ovos, hortaliças, etc., o índice de difusão (produtos com preços em alta) subiu de 57% em setembro para 58,9% em outubro. Ou seja, inflação alta com a economia em recessão é o pior dos mundos...

Paulo Panossian paulopanossian@hotmail.com

São Carlos

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JOGOS DE AZAR

A Comissão Especial do Desenvolvimento Nacional do Senado aprovou esta semana a legalização dos jogos de azar no País. O tema é apoiado por Renan Calheiros, presidente da Casa. Eu entendo que seria oportuno escolher uma cidade num Estado brasileiro para isso - como nos EUA, onde a jogatina ocorre - para que se possa controlar o recolhimento de impostos. A taxação do imposto seria pelo total jogado, descontados os custos, determinando o lucro do empresário que investe na casa, e o restante seria aplicado na saúde pública. Com isso, quem quiser jogar se deslocaria até a cidade, arcaria com os custos de estadias, viagens, etc. Que tal aproveitar a ideia e incluir outros serviços que beneficiariam o povo? Com certeza, seria uma medida simpática. Ah, e com certeza teríamos aumento de vagas de empregos.

Tanay Jim Bacellar tanay.jim@gmail.com

São Caetano do Sul

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ABUSO DE AUTORIDADE

Renan Calheiros é ridículo. Agora, ele defende a participação do juiz federal Sérgio Moro e do procurador da República Deltan Dallagnol na discussão do projeto que muda a lei de abuso de autoridade, em trâmite no Congresso. Ambos não são representantes isolados dos seus poderes e, ainda, a exemplo de Eduardo Cunha, podem colocá-lo na cadeia.

Arnaldo Ravacci arnaldoravacci05@gmail.com

Sorocaba

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VIGIEMOS     

 

Vigiemos, não é hora de cochilar. Se perdermos Renan Calheiros de vista, um duro golpe ele nos dará. O Projeto de Lei do Senado (PLS) 280, que define o crime de abuso de autoridade, amordaça a magistratura, mas, para políticos corruptos, será queijo com rapadura. Manifestemos o nosso repúdio a toda esta falcatrua, saiamos do nosso aconchego, vamos todos às ruas. Operação Lava Jato sempre, porque ela está moralizando o Brasil. A quem deseja o seu fim falta na cara o brio. 

  

Jeovah Ferreira jeovahbf@yahoo.com.br

Taquari (DF)

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DÊ GRAÇAS A DEUS

Para o senador Renan Calheiros, abuso de poder pode ser qualquer ação contra ele. Pois levante as mãos e agradeça por ter nascido no Brasil, onde a Justiça é muito benevolente; as leis, frágeis demais para punir malfeitores; e o povo, tolerante o bastante para perdoar fácil. Em outros países, senador, bastam as denúncias para que deixem de pleitear quaisquer cargos por vergonha ou repulsa popular. Dê graças a Deus por ter amigos que estão dispostos a seguir com o senhor até o fim. Mas um dia, talvez, quem sabe surge uma nova Lava Jato para terminar o que já começou: a limpeza ética e moral deste país. Senhores políticos, sigam os bons exemplos dos colegas dos países do Primeiro Mundo, assim serão respeitados e a política, levada mais a sério. O eleitor brasileiro só vota porque é obrigado, caso contrário, a abstenção seria a grande vencedora. A reforma política eleitoral é essencial, pois dela depende todo o resto na vida do País. Os eleitos seriam obrigados a pensar no melhor para o País e o povo, e não apenas nos cargos, na família e nos amigos. 

Odiléa Mignon cardosomignon@gmail.com

Rio de Janeiro

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CAMPANHA

Há décadas sofremos a "campanha nacional de vulgarização do povo brasileiro", lançada por "políticos" deste país, que não são mais do que sanguessugas do Estado. Fortaleceram-se no tepo dos petistas e mudaram todos os valores morais da sociedade. Agora, os bandidos interpelam a Justiça ou querem escolher foros e/ou juízes. Uma das formas de correção, parece-me, é a imediata prisão de Lula e a abertura logo dos inquéritos contra Renan. E não se esqueçam de prender o Stédile, antes que ele fuja.

Carlos A. A. Borges borges49@hotmail.com

São Paulo

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'UM TRUMP BRASILEIRO?'

Eliane Cantanhede pergunta quem será o Donald Trump brasileiro em 2018 ("Um Trump brasileiro?", 11/11, A6). Não tenho dúvidas de que será Ciro Gomes, embora seja um político de carreira (Trump não era). No resto, são exatamente iguais: machistas, destemperados, boquirrotos, despreparados para cargos públicos e não confiáveis. Alguém tem dúvidas de que ele será o candidato "das esquerdas" em 2018? Dele se servirá o PT para tentar voltar ao poder, visto que naquela altura as reuniões da cúpula do partido se darão não em auditórios de sindicatos, mas nos pátios de complexos penais de Curitiba ou da Papuda.

Claudio Juchem cjuchem@gmail.com

São Paulo

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VOTO DE PROTESTO

Pois então, o voto de protesto existe no mundo todo, o voto em Donald Trump foi como aqui, no Brasil, quando elegemos Lula. Quanto aos institutos de pesquisas, tanto lá como cá são mais furados do que peneiras. Isso feito, teremos de engolir o senhor Trump com casca e tudo. Ou será que não?

Arnaldo de Almeida Dotoli arnaldodotoli@uol.com.br

São Paulo

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EUA-BRASIL

A campanha eleitoral americana foi vulgar? Igual à do Brasil! Trump tem experiência política? Igual à experiência de Dilma Rousseff! Trump foi eleito mediante apadrinhamento de cacique político? Não! Mas, no Brasil, isso é muito comum. Houve caixa 2 na campanha eleitoral americana? Não, diferentemente do que ocorre no Brasil. Trump será impichado? Se Trump desrespeitar a Constituição americana, sim! Caso contrário, não. Nota: considero que essa overdose de "eleição presidencial americana" imposta aos brasileiros é a prova da nossa submissão ao estrangeiro. Afinal, não damos conta nem das nossas eleições, então por que nos preocuparmos tanto com eleições exóticas?

Ney José Pereira neyjosepereira@yahoo.com.br

São Paulo

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TENHAM VERGONHA!

É de fazer morrer de rir a choradeira de alguns nestas paragens pela vitória de Trump nos Estados Unidos! A última deles é de que quem votou em Trump é o branco ignorante. Quem elegeu Lula (duas vezes) e Dilma Rousseff (duas vezes) e teve toda a classe jornalística, artística e intelectual a bajular por anos a fio um bando de ladrões de dinheiro público não tem moral alguma para criticar ninguém. E ainda se dizem democratas! Anos e anos de autoritarismo petista deformaram completamente os conceitos de democracia "neste país". Por aqui, democrata é quem vota em quem eu exijo que votem. Ora, por favor, tenham vergonha! Parem de chorar, de lamentar e criticar. Este assunto não nos diz respeito, mesmo porque os governos petistas transformaram o Brasil numa pulga mundial, sem participação comercial, sem influência e desmoralizado. Temos os nossos enormes problemas e mais o que pensar por aqui! É ridículo que um país mergulhado numa recessão sem precedentes e afundado na lama da corrupção dedique páginas e páginas, manchetes e mais manchetes a uma eleição presidencial que nem é nossa. É mais que ridículo, pois, daqueles que tanto criticam, comentam, escrevem e fazem manchetes, a maior parte nem se lembra em quem votou para vereador. Parem de passar vergonha! 

Maria C. Rocha Azevedo crisrochazevedo@hotmail.com

Florianópolis

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CATÁSTROFE ANUNCIADA

Quando o Brasil elegeu uma assaltante de bancos para presidir a República, não era difícil de imaginar o que estava por vir. A catastrófica eleição de Donald Trump para presidir a América coloca os Estados Unidos no mesmo patamar das Repúblicas bananeiras, aquelas que têm de monitorar seu presidente para saber se ele está roubando. Trump é um notório picareta que já flertou com a falência várias vezes e tem vergonha de falar sobre sua declaração de Imposto de Renda. Seria o mesmo que o Brasil entregar o governo para Eike Batista ou Eduardo Cunha. O FBI e demais instituições de combate ao crime deverão demandar o impeachment de Trump muito rapidamente, sob pena de os Estados Unidos se transformarem num grande Brasil. 

Mário Barilá Filho mariobarilafilho@me.com

São Paulo

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PRESENTE DE GREGO

Cansado do conservadorismo dos Clintons, o povo americano pagou para ver, e agora o mundo vai conhecer Donald Trump como presidente dos Estados Unidos da América. A vitória do tom super sincero do republicano sobre o "mimimi" da democrata foi justa, a discussão do momento é se devemos parabenizar o vencedor ou comprar logo um terreno em Marte.

Ricardo C. Siqueira ricardocsiqueira@globo.com

Niterói (RJ)

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A ECONOMIA MUNDIAL APREENSIVA

O bilionário Trump foi eleito presidente dos Estados Unidos. Nos intensos meses de campanha e debates, teve muitas acusações (como no Brasil). E as declarações de Trump contra imigrantes e as gravações depreciando as mulheres repercutiram negativamente, mas não o suficiente para impedir a vitória. Mesmo com a ajuda irrestrita do simpático presidente Barack Obama e dos mais populares astros da música, do cinema e do esporte - como Lady Gaga, Beyoncé, Madonna, U2, DiCaprio, Clooney, LeBron James, etc. -, a campanha da democrata Hillary Clinton não foi suficiente para conquistar o apoio da maioria dos eleitores. O sistema eleitoral americano é complexo, da época das pedras. Enfim, como a economia mundial é liderada pelos americanos, o globo terrestre vai ficar apreensivo pelas futuras decisões. Que o 45.º presidente dos Estados Unidos seja competente em seu governo. 

Alex Tanner alextanner.sss@hotmail.com

Sumaré

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GOVERNO TRUMP

Deus salve a América!

Mário Aldo Barnabé mariobarnabe@hotmail.com

Indaiatuba

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O ÚLTIMO ATO

A farsa Obama pregou o último truque na população mundial. Quem acreditou no circo montado pela mídia caiu do cavalo. E, para aqueles que gostam de observar a reação dos mercados, é importante lembrar que os mercados despencaram com a eleição do Obama em 2008. Fundamental lembrar que um presidente americano não faz o que quer quando se senta no salão oval, principalmente em assuntos de política interna. Agora, é deixar a poeira da campanha baixar. 

Oscar Thompson oscarthompson@hotmail.com

Santana de Parnaíba

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REFUGIADOS AMERICANOS

Trump corre o risco de criar a figura "refugiado americano". Se cumprir o que prometeu, será o caos; se enganou seus eleitores, será também. O que assusta não foi sua eleição, mas, sim, seus eleitores.  Parece que a humanidade precisa se reinventar.

Luiz Frid luiz.frid@globomail.com

São Paulo

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APOCALÍPTICO

Nossos analistas (cientistas políticos, economistas e pais de santo) elegeram Donald Trump como o anticristo. Tudo leva a crer que o mundo vai acabar nos próximos quatro anos.

José Roberto Iglesias rzeiglesias@gmail.com

São Paulo 

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INCERTEZA

O que os americanos podem esperar de Trump? Esta vitória deixou o mundo todo surpreso! Espero que esse resultado não torne realidade os percalços esperados, em especial para os americanos. Aguardemos!

Laert Pinto Barbosa laert_barbosa@globo.com

São Paulo

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DO XERIFE AO DISCURSO AMENO

 

O republicano Donald Trump, contra tudo e contra todos, como postulante ao cargo mais importante da face da Terra, fez a campanha de um autêntico xerife que vai colocar a casa em ordem, reforçar a fronteira, punir os gringos irregulares e valorizar os estadunidenses. Ao ser eleito, desmoralizou as pesquisas que lhe eram desfavoráveis e, mais ameno, afirmou que será presidente para todos os norte-americanos. Tomara que Trump, com a maioria republicana na Câmara e no Senado, faça um bom governo.

Humberto Schuwartz Soares hs-soares@uol.com.br

Vila Velha (ES)

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PRESIDENTE DE TODOS

As declarações do recém-eleito presidente dos Estados Unidos mostram que ele foi agressivo e irônico para conquistar espaço. E, em alguns casos, por certo, intimidou eleitores contrários à sua escolha. Esperamos que Donald Trump esteja se referindo aos norte-americanos ao afirmar que "será o presidente de todos". Afinal, já sofremos tempos passados com atitudes de quem se julgava presidente norte-americano e de toda a América.

Uriel Villas Boas urielvillasboas@yahoo.com.br

Santos

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PESSOA OU PERSONAGEM

Um analista político, entre surpreso e preocupado com a vitória de Donald Trump, afirmou na TV que o problema com o presidente americano eleito é que não se sabe até hoje se o comportamento dele durante a campanha era de uma pessoa ou de um personagem. Ora, tal perplexidade não se justifica quando manifestada por um profissional presumivelmente habituado aos meandros eleitorais, pois é de esperar que tenha plena consciência de que todo postulante a um cargo público eletivo é um profissional da mentira, da dissimulação e do faz de conta, virando, assim, personagem em campanha, e, quando eleito, misturando, sempre que necessário, as duas condições.

Paulo Roberto Gotaç prgotac@hotmail.com

Rio de Janeiro

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SEMPRE PROTAGONISTAS

Os veículos de comunicação estão noticiando possível colisão de meteoros com a Terra, contatos extraterrestres e uma possível invasão de alienígenas. Como sempre, a maioria não leva a sério, pois nunca teve contatos com seres extraterrestres, mas que eles existem, existem, e a prova da possível invasão é Donald Trump na Casa Branca. Querem prova maior do que esta? Quem em seu estado normal votaria em Trump? A grande verdade é que houve uma manipulação na mente dos eleitores a partir de sinais da nave mãe. Prova disso foi a pane de 48 horas da minha nave, na verdade, um disco voador, meio antigo, que não obedecia a nenhum comando justamente durante a votação. A invasão tinha de ser justamente nos EUA? É a mania de grandeza que pode levar a um desastre. E os Simpsons sempre souberam...

Luiz Ress Erdei gzero@zipmail.com.br

Osasco

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DONALD TRUMP

A alegria do palhaço é ver o circo pegar fogo; e, como disse o filósofo Pope em 1594, "é da natureza humana destruir o que não pode alcançar".

Pedro de Alcantara V. Azevedo ivone@azevedonegocios.com.br

São Paulo

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EXPLICAÇÕES

A eleição americana confirma que analistas políticos e economistas têm muito em comum: vivem explicando, nem sempre de forma convincente, por que aquilo que tinham dito que deveria ter ocorrido simplesmente se deu de forma completamente diferente. Mal conseguem justificar o passado e se julgam aptos a prever o futuro.

Ely Weinstein elyw@terra.com.br

São Paulo

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PESQUISAS

Donald Trump levou. Mais uma vez, falharam as pesquisas americanas. Pesquisa só é bom para os institutos/empresas que as fazem, como Ibope, Datafolha, etc. aqui, no Brasil. E agora, o que dirão estes pesquisadores a Hillary? "Ah, o comportamento humano é imprevisível", dirão. Por ser imprevisível é que você não pode sair dizendo "fulano tem tantos porcento, beltrano tem tantos porcento, a margem de erro é de tantos porcento e o grau de confiabilidade, de tantos porcento". São todos termos técnicos bonitos, que na prática não valem de nada. Para mim, estas pesquisas, principalmente as eleitorais, não deveriam ser permitidas. Na pior das hipóteses, só poderiam ser divulgadas após o horário de encerramento da votação. Como eu disse, isso só enche o bolso dos institutos/empresas que fazem a pesquisa.

Panayotis Poulis ppoulis46@gmail.com

Rio de Janeiro

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PÓDIO DE FUTUROLOGIA

Durante muito tempo, os economistas foram alvos de toda a sorte de troças e piadas a respeito de suas previsões, que dificilmente se concretizavam. Com as grandes mudanças climáticas, o alvo desses desacertos passou para os meteorologistas, com seus raros êxitos em suas previsões do tempo.  Entretanto, após suas últimas e seguidas previsões frustradas, os institutos de pesquisas eleitorais passam a assumir esse incômodo pódio de futurologia.

Luiz Antônio Alves de Souza  zam@uol.com.br

São Paulo

       

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A LÓGICA NOS EUA

Fiquei abismado com a falta de lógica das eleições americanas: a candidata que teve mais votos de cidadãos americanos perdeu a eleição, pelo sistema eleitoral confuso. Desrespeitaram a vontade dos eleitores. Parece coisa de latino-americanos. 

Mário A. Dente eticototal@gmail.com

São Paulo

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BRASIL 3 X 0 ARGENTINA

Mais uma grande vitória da Seleção Brasileira de futebol nas Eliminatórias da Copa de 2018. Metemos sonoros 3 a 0 na arquirrival Argentina, de Lionel Messi & cia., atual vice-campeã mundial, no Mineirão lotado, em mais uma grande atuação de Neymar. O técnico Tite assumiu e a seleção brasileira teve 5 vitórias em 5 jogos, assumindo a liderança isolada nas eliminatórias. Técnico não ganha jogo, mas pode atrapalhar e fazer perder. Parabéns, Brasil!

Renato Khair renatokhair@uol.com.br

São Paulo

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O TRABALHO DE TITE

Show de bola. Atuação de gala. Espetáculo de futebol que honrou as tradições do Mineirão, encantando, mais uma vez, o torcedor brasileiro, que definitivamente volta a vibrar com a seleção pentacampeã do mundo. Pode-se discordar de algumas convocações do treinador. Mas é inegável que Tite realiza excelente trabalho. Os jogadores mostram mais dedicação e respeito pela seleção. Os resultados aparecem e o mundo esportivo volta a levar a seleção de Neymar e companhia a sério. Nessa linha, a meu ver, creio que Paulo Henrique Ganso tem talento e qualidades técnicas para merecer uma chance nas próximas convocações. 

Vicente Limongi Netto limonginetto@hotmail.com

Brasília

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MINEIRÃO EXORCIZADO

A "canarinho" exorciza o Mineirão do 7 a 1 goleando a Argentina com vitória maiúscula, à altura do homenageado Carlos Alberto Torres, o eterno "capita". Bravo!

J. S. Decol decoljs@gmail.com

São Paulo

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DEVAGAR COM O ANDOR

Depois do chocolate dado na Argentina, a mídia esportiva já começa a achar que a seleção de Tite pode ser favorita na Rússia, em 2018. Devagar, pessoal, o time argentino que jogou em Belo Horizonte é um dos piores que vi jogar, e, do atual, salva-se Messi apenas. O problema é que Messi sozinho não ganha jogo, e, a continuar assim, a Argentina não irá para a Rússia. Diferentemente do Brasil, onde Neymar tem junto com ele quatro ou cinco boleiros que ajudam a fazer a diferença. Mas, como diz o interiorano, "devagar com o andor, que o santo é de barro". Bater esta Argentina só de Messi não garante Copa alguma. Quanto ao elenco atual, Gil e William deveriam pedir ao Tite para não mais serem convocados, porque ele já se definiu por Tiago Silva e Douglas Costa e o jogo em Belo Horizonte mostrou isso.

Laércio Zannini spettro@uol.com.br

São Paulo

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