Fórum dos leitores

Cartas e e-mails enviados pelos leitores do Estadão

O Estado de S.Paulo

14 Novembro 2016 | 06h00

LULOPETISMO

Herança maldita

O Brasil acaba de sofrer sua maior derrota em 20 anos na Organização Mundial do Comércio (OMC): a política de isenção fiscal adotada durante os governos de Lula e Dilma foi condenada e deverá ser modificada. Mas o Brasil tem uma boa resposta a essa condenação: já punimos os responsáveis com o impeachment da “incompetenta presidenta” Dilma Rousseff e sob novo comando seguimos as regras internacionais, respeitando para sermos respeitados, como já declarou o atual ministro da Fazenda, Henrique Meirelles: “Se necessário, mudamos os programas”. Basta de Dilma, Lula e herança maldita. Em 2018 o povo vai continuar a faxina e eliminará toda a sujeira e os ratos do Congresso Nacional.

MARIA CARMEN DEL BEL TUNES

carmen_tunes@yahoo.com.br

Americana

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Retaliação

Juízes da OMC aceitaram argumentos do Japão e da Europa para condenar a política industrial brasileira. E exigem que sete medidas de incentivos fiscais e redução de IPI, dos governos petistas, sejam abandonadas ou reformadas. A avaliação é de que ações que beneficiaram os setores de comunicações, automóveis, tecnologia afetaram empresas estrangeiras de forma “injusta”. Atitudes impensadas e inconsequentes poderão levar o Brasil a ser retaliado em milhões de dólares caso não recorra e não desmonte o pacote que resultou em isenção de milhões de reais em cinco anos.

ARNALDO DE ALMEIDA DOTOLI

arnaldodotoli@uol.com.br

São Paulo

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Memória fraca

Na última quinta-feira o ex-presidente Lulla da Silva, esbravejando aos perdigotos no encontro do PT, alegou que o governo de Michel Temer, há apenas seis meses no poder, é o culpado pelo crescimento atual do desemprego no Brasil. Como se o partido do sr. Lulla da Silva, que “dormiu” no poder por longos 13 anos, nada tivesse que ver com os mais de 12 milhões de desempregados! Esse senhor deve estar com sérios problemas de memória. Fim de carreira é lastimável, nem a tigrada do PT acreditou nessa falácia do ex.

ANTÔNIO CARELLI FILHO

palestrino1949@hotmail.com 

Taubaté

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Até pouco tempo atrás eles se reuniam para decidir como e quanto desviariam do nosso dinheiro, agora se reúnem para tentar escapar da Lava Jato e da prisão. Ou ainda existe alguém que acredite que essas reuniões eram e ainda são de trabalho?

ALESSANDRO LUCCHESI

timtim.lucchesi@hotmail.com

Casa Branca

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Pacto humano

Não existe um “pacto diabólico” para acabar com o PT. É um pacto humano - cidadão, decente e ético - para acabar com a corrupção, roubalheira e mentira recorrentes que o PT implantou em nosso país.

ISABEL KRAUSE SOUTO

souto49@yahoo.com

Brasília

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Plano B

Lula cria uma nova fonte de renda: processar e pedir indenização dos ex-petistas e empresários que optam pela delação premiada. Mas que diabo, até há pouco tempo eram amigos do peito, impolutos, sem máculas nem jaça. Será esse o “pacto diabólico B” em ação?

JOSE FRANCISCO CRISPPI

josecrisppi@fdnet.com.br

Conchas 

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Pegando carona

PT, CUT e movimentos sociais aproveitaram-se da revolta e insatisfação dos funcionários públicos do Rio de Janeiro e inseriram nas manifestações destes sua inconsequente resistência à PEC do Teto de gastos públicos, já que sozinhos são incapazes de arregimentar um número razoável de pessoas. Isso é que é incompetência para motivar a população para a sua causa. O PT faliu e precisa de muletas para fazer seja o que for.

HENRIQUE SCHNAIDER

hschnaider4@gmail.com

São Paulo

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DONALD TRUMP

O fenômeno

“O que é certo sobre a vitória de Trump - assim como do Brexit - é que velhas certezas produziram uma massa de descontentes. Trump soube explorar a insatisfação do homem como ninguém e abrir caminho para um era de incivilidade”, comentário preciso de Adriana Carranca no Estado de sábado (A15). O grande drama é que a sociedade do futuro, em que se prevê que apenas 30% das pessoas economicamente ativas estarão empregadas, exigirá medidas complexas e criativas de integração social, como preconiza o sociólogo italiano Domenico De Masi. E elas não virão de um salvador, exigem, isso sim, o concurso de inteligências agrupadas e harmonizadas para o enfrentamento de um novo momento mundial. É hora de os acadêmicos descerem à terra e falarem a linguagem do povo, num diálogo frequente, e de políticas novas, para que outros fenômenos Trump não conduzam a humanidade para o buraco mencionado pela jornalista. 

AMADEU R. GARRIDO DE PAULA

amadeugarridoadv@uol.com.br

São Paulo

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O que aprendemos

Sobre o editorial de 12/11 (A3), o que aprendemos com Trump foi que as pessoas estão fartas! Faltam renda, saúde, segurança. E falta decência de parte dos políticos (legisladores), governantes e outros agentes públicos. Ninguém aguenta mais! No Brasil, falta educação - o que está na raiz de todos os problemas. Aprendemos também que não existe prevenção contra a ignorância daquele a quem o editorial chama de “eleitor médio”. O Brasil elegeu Dilma Rousseff. Os EUA elegeram um bufão esperto. Não importa o viés, tanto cá como lá, um desastre. E ainda veremos o que acontecerá em outros países. Creio que cabe à imprensa rever o seu papel; não para que não seja “surpreendida” pelo resultado de eleições futuras, mas para informar melhor e ajudar a prevenir que candidatos nocivos seduzam uma massa de gente frustrada e justamente insatisfeita.

FERNANDO NOGUEIRA

fernando@bikeways.com.br

São Paulo

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Quanto ao que aprendemos com Trump e o que “caberá à imprensa, como principal mediadora social”, basta a imprensa parar de torcer por este ou aquele candidato e mandar seus repórteres para a rua ouvir a voz do povo, onde os votos estão. Ficam no celular, no Facebook, mandando e recebendo e-mails e depois que acontece o inesperado (para eles) ficam procurando explicações, que já estavam na boca do povão havia muito tempo. A opinião pública está nas ruas!

JOSE TADEU DE ARAUJO

tadeubell@terra.com.br

São Paulo

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INTERVENÇÃO FEDERAL

 

O Brasil tem, no momento, 21 Estados em situação financeira difícil, entre eles o Rio de Janeiro, que, de acordo com seu governador, Luiz Fernando Pezão (PMDB), está ficando ingovernável. Pezão chegou, inclusive, a cogitar de uma intervenção federal no Estado. Por que o presidente Michel Temer não decreta intervenção nestes Estados, principalmente no Rio de Janeiro, uma vez que isso é uma prerrogativa do presidente da República, conforme afirmou o ministro da Fazenda, Henrique Meirelles? Presidente, esqueça, agora, as eleições de 2018.

 

Leônidas Marques 

leo.marquesvr@gmail.com

Volta Redonda (RJ)

 

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INGOVERNÁVEL?

 

Não me lembro de ter ouvido o termo "ingovernabilidade" durante a Olimpíada de 2016. As lideranças do Estado do Rio de Janeiro festejavam o melhor dos mundos, e, agora, três meses depois, logo após as eleições, estão com o pires na mão? Fala sério!

 

Ricardo C. Siqueira 

ricardocsiqueira@globo.com

Niterói (RJ)

 

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INCOERÊNCIA EMBLEMÁTICA

 

O "pacote de maldades" que o governo fluminense está impondo aos seus funcionários, basicamente aos mais humildes, é de uma incoerência emblemática. Sem jamais fazerem uma confissão de culpa pelo que levou a tal dramática situação, vão tentando estas lideranças governamentais dar solução a essa tragédia estrutural de gestão pública, que igualmente atinge outros membros da Federação e que só será equacionada com a participação do governo federal, evitando uma explosão social que assusta todos que aqui vivem, bem como os demais que passam pelas mesmas dificuldades Brasil afora. Oremos.

 

José de A. Nobre de Almeida 

josedalmeida@globo.com

Rio de Janeiro

 

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PEDALADAS FLUMINENSES

 

O governo do Estado do Rio de Janeiro está quebrado. Pezão, Sérgio Cabral, Rosinha Garotinho, Benedita da Silva e Anthony Garotinho ajudaram a enterrar o Estado nos últimos 20 anos. Os salários dos servidores ativos e inativos serão parcelados em sete vezes. Esses governantes irresponsáveis gastaram sem limites e deixaram para o Estado uma dívida impagável. O real problema foi escondido até o fim dos Jogos Olímpicos. Resta, agora, a árdua tarefa de ajudar os fluminenses com o dinheiro do Estado brasileiro. Ideias mirabolantes surgirão, como, por exemplo, as manjadas pedaladas fiscais.

 

José Carlos Saraiva da Costa 

jcsdc@uol.com.br

Belo Horizonte

 

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AJUDA DA UNIÃO

 

Os Estados gastaram à vontade, quando em parte ainda podiam fazê-lo - inclusive alguns se valeram de royalties do petróleo, algo volúvel e limitado. No tocante ao funcionalismo público, deram-lhes toda sorte de vantagens e reajustes, o que não o fez o governo federal ao longo dos anos. Um exemplo clássico é a citação do próprio governo federal de que em 20 dos 26 Estados (e Distrito Federal), coronéis da Polícia Militar ganham muito mais do que os das Forças Armadas - todavia, a remuneração de todos os postos e graduações nessas PMs é bem superior: no DF um soldado ganha R$ 7.200, que é a remuneração bruta de um 2.º tenente das Forças Armadas. Como a União pode ajudar nos pagamentos desses servidores dos Estados (e DF), quando ela mesma não paga tais montantes aos seus próprios?

  

Heitor Vianna P. Filho 

bob@intnet.com.br

Araruama (RJ)

 

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PRONTO-SOCORRO OU UTI?

 

O governo Temer está equivocado ao tentar socorrer a economia brasileira, acidentada em terrível desastre provocado pela incompetência petista, encaminhando-a diretamente a uma UTI. Na situação atual, crítica e emergencial, não interessam ações que apresentarão resultados somente a médio e longo prazos. A "paciente" precisa, primeiro, ser urgentemente ressuscitada, imobilizada, entubada, oxigenada e ser estancado o seu sangue. Fora a Proposta de Emenda Constitucional (PEC) que breca a gastança, reformas na Previdência, na educação, política e reduções ridículas nos preços de combustíveis pela Petrobrás poderão ser postergadas até 2018.

 

Sergio S. de Oliveira 

ssoliveiramsm@gmail.com

Monte Santo de Minas (MG)

 

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ABSURDOS

 

Petrobrás faz nova redução dos preços dos combustíveis. Há menos de 30 dias, combustíveis tiverem a primeira queda de preços, mas o consumidor final ficou chupando o dedo. Agora vem a segunda redução, mas o repasse, no entanto, também não será obrigatório, e nós, os consumidores, mais uma vez iremos chupar os dedos. Somente aqui, no Brasil, mesmo estes absurdos acontecem, o petróleo cai de preço nas refinarias, mas o desconto não alcança o consumidor final.

 

Arnaldo de Alemeida Dotoli 

arnaldodotoli@uoil.com.br

São Paulo

 

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REDUÇÃO É?

 

Mais uma redução dos preços de combustíveis feita pela Petrobrás, o diesel fica 10,4% mais barato nas refinarias e a gasolina, 3,1%. Com certeza, como ocorreu na redução anterior, o benefício não chegará ao consumidor, mas servirá para aumentar a margem de ganho dos postos. Isto é, se não gerar novo aumento nas bombas!

 

Angelo Tonelli 

angelotonelli@yahoo.com.br

São Paulo

 

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CONTA DE LUZ

 

Por que a conta de luz é tão alta? O caso não é recente, o fato de impostos abusivos estarem alocados em produtos/serviços essenciais dentro do País parece que já se tornou um dos grandes meios de arrecadação do nosso governo. É claro que pagar o que você não usa não é nada confortável, no entanto o real problema não é onde o imposto está escondido, mas, sim, o porquê ele está lá. Já ficou bem claro que políticas populistas mal estruturadas são extremamente prejudiciais, até o momento trouxeram grandes despesas e quem está pagando o pato é a população. É preciso mudar, não esconder!

 

José Luiz Rocha Filho 

luizrocha9772@gmail.com

Americana

 

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LIÇÕES DAS ELEIÇÕES

 

Aproveito-me do "Fórum dos Leitores" para anunciar que estou vendendo minha pequena biblioteca. Eu já sabia que Lula ficou rico sem nunca ter lido um livro sequer. Soube, no fim de semana, nas páginas do "Estadão", que Donald Trump, bilionário, gaba-se de nunca ter lido um livro. Já é demais, não pensei duas vezes, vendo minha biblioteca pelo melhor preço.

 

Luiz Henrique Penchiari 

lpenchiari@gmail.com

Vinhedo

 

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TRUMP E A LITERATURA

 

Além de se eleger presidente dos EUA, Donald Trump torna-se um forte candidato ao Prêmio Nobel de Literatura no próximo ano.  Para quem não sabe, ao longo de mais de 30 anos, Donald Trump publicou 20 livros, tendo agora, com a eleição à presidência dos EUA, conseguido a façanha de pôr em prática a sua teoria apresentada, principalmente, no livro "The way to sucess" (O caminho para o sucesso).

 

Vanderlei Zanetti 

zanettiv@gmail.com

São Paulo

 

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O FUTURO DOS EUA

 

Será que Donald Trump se inspirou em Dilma Rousseff para elaborar seu programa de governo: "elevar gastos públicos para gerar empregos"? Como já assisti a esse filme, estou com pena dos americanos e acreditando na piada que circula nas redes sociais, não sei quem é o autor, por isso deixo de dar o seu devido crédito: o muro que Trump vai construir na divisa com o México não é para evitar a entrada de mexicanos, mas, sim, para evitar a saída de americanos. Também acompanhei muitos brasileiros, que não sabem o que é Bolsa de Valores e não têm dinheiro aplicado em ações, comemorando a vitória de Trump. Na dúvida, prometo que vou acompanhar o mandato de Trump e, se, em 2018, ele ainda for presidente dos EUA e seu governo estiver com bom índice de aprovação, voto no mito, Jair Bolsonaro. Mas, se em 2018 Trump estiver em baixa, como está Lula, vou continuar não sendo nem de esquerda (PT e aliados) nem de direita (Bolsonaro), vou continuar sendo do bom senso: PSDB ou aliados. E vivam a democracia e a liberdade de expressão.

 

Maria Carmen Del Bel Tunes 

carmen_tunes@yahoo.com.br

Americana

 

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CAPACIDADE DE AGLUTINAÇÃO

 

As recentes eleições nos Estados Unidos ainda causam repercussão, mas uma questão não está merecendo o devido destaque. É que, na realidade, o candidato Donald Trump teve menos votos que sua adversária, levando vantagem, no entanto, no número de delegados, seguindo as regras do sistema eleitoral. Há uma nítida divisão de posições de mostrar capacidade de aglutinação, o que não será uma tarefa nada fácil. E as declarações dele depois de apregoado o resultado mostram a preocupação de buscar a conciliação com os vários segmentos sociais, alguns dos quais já fazem manifestações de protesto contra ele. E que não se interprete que esses adversários são revolucionários ou "de esquerda". 

 

Uriel Villas Boas 

urielvillasboas@yahoo.com.br

Santos

 

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DEMOCRACIA NOS EUA

 

Os EUA, que pregam o respeito ao Estado de Direito batendo no peito a exemplar democracia, na verdade, adotam um regime autoritário da delegação de poder, porque não é democrático um candidato ter mais votos da população e perder a eleição para o candidato menos votado, mas que conseguiu maior número de delegados. Vale lembrar que o poder econômico pode comprar delegados em qualquer lugar do mundo. Sorry.

 

Walter Rosa de Oliveira 

walterrosaoliveira@gmail.com

São Paulo

 

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ESCALADA DA EXTREMA DIREITA

 

Donald Trump fez uma campanha envolvida em paixão e preconceito, frequentemente com caráter muito destrutivo. Enganam-se os que acreditam num presidente dado a momentos de reflexão. Mariane Le Pen com certeza irá ao segundo turno das eleições francesas, em primeiro lugar. A história estonteante parece repetir a década de 1930, estremecida por gravíssima crise econômica mundial. Resta aos democratas e pacifistas levar em conta os erros do passado e transformá-los, a tempo e modo, nas soluções possíveis. É hora de união para antepormo-nos à extrema direita predatória da humanidade.

 

Amadeu R. Garrido de Paula 

amadeugarridoadv@uol.com.br

São Paulo

 

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DE HOLLANDE A TRUMP

 

A mensagem de felicitações de François Hollande a Donald Trump diz: "Eu o felicito, como é usual". É preciso alertar o presidente da França de que usual é os terroristas islâmicos massacrarem cidadãos franceses, que seu governo mostra-se incapaz de defender. 

 

Dilermando Wiegmann Sanches 

cataro22@yahoo.com.br

Curitiba

 

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INTOLERÂNCIA POLÍTICA

 

A polêmica em torno da eleição de Donald Trump ainda vai durar, eu nunca havia visto as manifestações radicais contra um presidente eleito em solo americano. Em 2000, quando Al Gore ganhou de George W. Bush na contagem dos votos, mas quem tomou posse foi Bush, não houve o que estamos assistindo agora. 

Mas isso é fruto das campanhas políticas, que jogam uns contra outros, disseminando ódio e rancor, para agradar determinadas maiorias. As disputas eleitorais em todo o mundo estão rachando os países, os Estados, as cidades, pois a intolerância política se exacerbou e a radicalização tomou lugar do diálogo. Aqui, no Brasil, dificilmente um partido tem essa capacidade de unir o País. Também, não temos mais líderes, mas, sim, representantes de partidos que brigam somente por poder. Que falta faz um Nelson Mandela, que após 27 anos de cadeia soube unir um país inteiro, a África do Sul, com ideias claras e objetivas do bem maior que é o verdadeiro sentido da política.

 

Luiz Thadeu Nunes e Silva 

luiz.thadeu@uol.com.br

São Luís

 

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PENSOU ERRADO?

 

Admitindo a hipótese de que Donald Trump possa vir a ser o presidente dos sonhos dos americanos nos próximos quatro anos, seria muito interessante ver a cara dos pessimistas de plantão espalhados por este mundo afora. Só para dizer o mínimo!

 

Luís Fernando 

luffersanto@bol.com.br

Laguna (SC)

 

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NÃO SABEMOS VOTAR

 

É assombroso e, ao mesmo tempo, intrigante vermos a irritação de milhares de brasileiros demonstrando insatisfação com a eleição de Donald Trump nos Estados Unidos. Nem Freud explicaria isso, visto que os brasileiros nem sequer se preocupam com as suas próprias eleições e votam por simpatia, e não por competência, ou, então, por um churrasco, uma bola ou uma camisa de time de futebol. Se soubéssemos votar, com certeza não teriam sido eleitos presidentes da República, governadores e prefeitos incompetentes, e por isso a roubalheira corre leve e solta por todos os cantos do nosso país. Preocupemo-nos com o nosso quintal, que está cheio de sujeira, os americanos sempre souberam escolher seus dirigentes e por isso são a maior potência mundial. Enquanto continuarmos elegendo políticos condenados em segunda instância, com o aval do Judiciário, o nosso Brasil não passará de mero integrante da história de mais um país do globo terrestre.

 

Cássia Moreira 

cassiamoreiras@yahoo.com.br

São Paulo

 

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MALUQUICES

 

Um povo que manteve no poder por mais de 13 anos o partido responsável pela quebra da maior estatal do País e pelo maior esquema de corrupção de que se tem notícia, e elegeu por duas vezes uma ex-guerrilheira que, com seu grupo, tentou implantar uma ditadura comunista por meio da luta armada, embora ultimamente escancarasse sua paixão repentina pela democracia, este povo tem larga experiência em maluquices, termo empregado por Caetano Veloso em recente entrevista, para qualificar Donald Trump, de quem disse não gostar, por ser um desses políticos que surgem como piada e tornam-se pesadelos, semelhantes a alguns que o eleitor brasileiro consagrou ao longo de sua história, como, entre outros, Jânio Quadros e Tiririca, este último, somente piada, por enquanto. Maluquices por maluquices, é possível que o Brasil tenha larga experiência no assunto a transmitir ao mundo.

 

Paulo Roberto Gotaç 

pgotac@gmail.com

Rio de Janeiro

 

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ENTÃO EU CONSTRUÍ UM MURO

 

A vitória de Trump fez com que eu concluísse uma reflexão que venho fazendo há tempos sobre invasão, que eu defino, aqui, como entrar indevidamente num espaço que não seja privado, para beneficiar-se. Aqui cabe uma reflexão sobre "espaço". Minha casa é meu espaço, eu pago por ela. Meu consultório é meu espaço, em copropriedade com meu sócio. Mas há também outros espaços que são meus, em copropriedade, porque eu pago por eles através dos impostos: minha cidade, meu Estado e meu país. Minha casa já foi duas vezes invadida por pessoas armadas, que visavam a dela se beneficiar. Eu não tive forças para expulsá-las, elas se foram quando bem entenderam, levando o que quiseram. E aí eu construí um muro. Estendendo esse raciocínio aos meus outros espaços, eu não quero que meu país seja invadido, e, se ele já estiver invadido, eu espero que o governo tenha forças para expulsar os invasores, sejam eles pessoas ou corporações. Minha casa, minha cidade, meu Estado e meu país são espaços de minha privacidade. Diferentes níveis de privacidade, mas sempre privacidade, privacidade peculiar com usos e costumes definidos. Minha casa tem dono! Mas o espaço público tem dono: na minha cidade, no meu Estado e no meu país, eu sou um dos donos. Uma política interna e externa que não respeite as fronteiras é perniciosa. Ajuda humanitária é louvável, mas desde que não se esqueçam todos os agentes envolvidos, eu inclusive. E, por favor, não venham os superficiais críticos de plantão me acusar de ser xenófoba ou racista. Ocupem seu tempo para refletir sobre o que consideram que lhes pertence, privadamente, em copropriedade, e o que consideram que lhes pertence em copropriedade com 7,2 bilhões de seres humanos do planeta.

 

Sandra Maria Gonçalves 

sandgon@terra.com.br

São Paulo 

 

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MURO AMERICANO

 

Será que o muro prometido pelo sr. Trump, a fim de impedir o ingresso de mexicanos nos Estados Unidos da América do Norte, não poderá, no futuro, servir para impedir americanos de ingressarem no México? Arrogância, por mais fundamentada que seja, não dura para sempre. Lembram-se de que os argentinos, na década de 1950, diziam que a comida que eles jogavam no lixo em um dia dava para sustentar o Brasil por uma semana? Viram o que aconteceu no passado recente? Empresários tomando a "sopa do povo" e morando nas ruas de Buenos Aires? O futuro às vezes é cruel.

 

Eraldo Bartolomeu Cidreira Rebouças 

real742@yahoo.com.br

Poços de Caldas (MG)

 

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LATINOS ILEGAIS NOS EUA

 

Cerca de 11,7 milhões de pessoas é o quanto se estima estarem ilegalmente vivendo nos EUA. A maioria deles proveniente da América Latina, notadamente do México. Donald Trump ameaça deportá-los. Só que ele se esquece de que a economia americana precisa deles. São pessoas que foram para lá para ocupar vagas de trabalho reais que o desempregado branco não queria porque não atendem ao que procura nem tampouco o desempregado afroamericano que prefere continuar desempregado recebendo o básico do governo e fazendo bicos para completar sua renda do quer ocupar os postos que os latinos preencheram. É do interesse americano que a grande maioria destas pessoas fique. 

 

Jorge A. Nurkin 

jorge.nurkin@gmail.com

São Paulo

 

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ESCOLHAS PERIGOSAS

 

Na trilha de Trump, Bolsonaro vem aí. É simplesmente assustador pensar nessa possibilidade, mas ela é real e difícil de conter. O descrédito na política e nos políticos propicia escolhas insensatas e perigosas.

 

Jaime Luiz Leitão Rodrigues 

jaimelleitao@gmail.com

Rio Claro

 

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FUNDAMENTOS SÓLIDOS

 

Em 48 horas depois da vitória de Trump nos EUA, a Bolsa brasileira despencou 5 mil pontos, o que havia ganhado ao longo de três meses do governo do presidente Temer. Com isso se comprova que nossos fundamentos econômicos não são sólidos e que a cada titubear de grandes potências sentimos um terremoto que abala o Brasil.

 

Carlos Henrique Abrão 

abraoc@uol.com.br

São Paulo

 

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TRUMP E O BRASIL

 

O Brasil ainda permanece na UTI cuidando dos males causados pelo lulopetismo, portanto não nos preocupemos com Trump, pois no momento ainda só conseguimos respirar por aparelhos!

 

Francisco José Sidoti 

fransidoti@gmail.com

São Paulo

 

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INCONFORMADOS COM A DERROTA

 

No Brasil, milhares de manifestantes foram às ruas em protesto contra a PEC 55, que limita o teto de gastos dos governantes, e contra a reforma do ensino médio, ambas aprovadas pela maioria dos brasileiros. Em Seul, na Coreia do Sul, o movimento se repete com milhares de sul-coreanos a exigir a renúncia da presidente Park Geun-Hye, por denúncias de corrupção. Nos Estados Unidos, jamais se viram milhares de manifestantes invadirem a ruas de várias cidades em vários Estados para protestar contra o resultado de uma eleição presidencial, limpa e democrática, vencida pelo republicano Donald Trump. Numa eleição pelo voto popular com as nossas discutidas, mas aceitas, urnas eletrônicas, venceria a democrata Hillary Clinton. Trump está sendo rejeitado pelos "hillaryantes" por ser bilionário, por ser abertamente contra a existência do Estado Islâmico, por querer disciplinar a presença de imigrantes ilegais nos EUA ou por que é contra tudo isso com voz tonitroante? O que se nota é que os americanos do norte absorveram um elemento cultural tupiniquim e próprio dos petistas: o "Fora Temer", transformado em "Fora Trump". Enganam-se aqueles que veem em Trump a personificação de Mefisto. Com a estrutura político/jurídica dos Estados Unidos, o presidente não tem a liberdade de poder capaz de enterrar o país numa crise política e econômica interna nem em confrontos externos, porque os seus atos podem ser questionados por tribunais que compõem um Judiciário que coloca a nação e seu povo como prioridade nacional, ao contrário de outros Macunaímas que colocam as suas contas bancárias como sua prioridade.

Jair Gomes Coelho 

jairgcoelho@gmail.com

Vassouras (RJ)

 

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FÓRMULA 1

 

Depois de um período glorioso de 20 temporadas (1972-1991), quando o Brasil ganhou oito títulos mundiais na Fórmula 1, seguiu-se o atual período sombrio de 25 temporadas (1992-2016) sem nenhum brasileiro ser campeão. Agora, o País pode ficar tanto sem piloto na pista como também fora do circuito da categoria máxima do automobilismo mundial se a corrida ficar fora do calendário de 2017.

 

Luiz Roberto Da Costa Jr. 

lrcostajr@uol.com.br

Campinas

 

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ASSASSINATOS EM SP

 

No episódio do assassinato dos seis jovens da zona leste de São Paulo, creio que a Rede Globo e a imprensa em geral devem um pedido de desculpas à Polícia Militar, que foi desde o início acusada como responsável pela chacina, mesmo diante de evidências fracas como o encontro de cápsulas ponto 40 e depoimentos vagos de parentes das vítimas. Precisamos ser cuidadosos com prejulgamentos. Será que não aprendemos coisa alguma com o vergonhoso episódio da Escola de Base?

 

Sergio Araki Yassuda 

sergio-araki@uol.com.br

São Paulo

 

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RETIFICAÇÃO

 

Na carta "Festa para o samba" ("Fórum dos Leitores" online de 13/11/2016), onde se leem R$ 596,8 milhões e R$ 15 milhões, leiam-se R$ 596,8 mil e R$ 15 mil.

 

Andrea Metne Arnaut 

andreaarnaut@uol.com.br

São Paulo

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