Fórum dos Leitores

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O Estado de S.Paulo

15 Novembro 2016 | 04h07

DONALD TRUMP

Politicamente correto

J. D. Vance é um escritor formado em Yale, uma das mais prestigiadas universidades dos EUA, oriundo e profundo conhecedor do rust belt (cinturão da ferrugem), região que abrange o nordeste e meio-oeste, decadente por causa da desativação de inúmeras fábricas após o declínio industrial, que conseguiu romper a barreira de pobreza lá dominante, a qual atinge americanos brancos, silenciosos, desassistidos e esquecidos. É autor de um livro publicado em junho nos EUA, antes, portanto, de serem iniciadas as campanhas presidenciais, no qual analisa o drama dessas famílias. No dia seguinte à eleição, publicou no jornal The New York Times: “A classe trabalhadora branca do rust belt acabou de tornar Donald J. Trump presidente eleito dos EUA”. Acrescentou que a América sufragara o único candidato que, como por ele próprio havia assinalado, “tentou, pelo menos”, dirigir-se diretamente a esse “white trash” (lixo branco) da ferrugem, o que não ocorria havia décadas. Sintetizou, assim, mais uma causa real do recado eleitoral, bem distante das análises de sofisticados teóricos alarmistas que, preocupados com o inusitado resultado, ainda tentam compreender essa agressão, segundo eles, ao politicamente correto.

PAULO ROBERTO GOTAÇ

pgotac@gmail.com

Rio de Janeiro

A mídia elegeu Trump. Deu tanto destaque às suas bizarrices que convenceu o eleitor democrata de que ele não tinha nenhuma chance. Crédulo, o eleitor não se preocupou em votar. Deu no que deu.

SANDRA MARIA GONÇALVES

sandgon@terra.com.br

São Paulo

Democracia em declínio

Atingido o objetivo de ganhar a eleição, o leão Donald Trump transformou-se imediatamente num gatinho. Cada vez mais, o poder é conquistado por meio da mentira, da representação de papéis, totalmente afastada da realidade. Mantidas as proporções e diferenças, vimos isso no Brasil na eleição de Dilma Rousseff, em 2014, e a constatação de que sua campanha se baseou quase exclusivamente na mentira, na distorção e manipulação de dados para divulgar uma realidade falsa sobre a situação econômica do País foi o principal fator que levou ao sentimento popular de ilegitimidade de seu governo, culminando no impeachment. Embora os analistas e a mídia encarem de forma natural essa diferença radical, essa quase esquizofrenia entre campanha e governo, a meu ver ela é uma das principais causas da progressiva ruptura entre os cidadãos e a política e talvez se constitua no maior risco para a democracia. A latinização da política americana, fartamente observada na recente campanha, principalmente da parte de Trump, é uma clara evidência do declínio da democracia nos EUA e no mundo, real motivo da comemoração de Putin pelo resultado da eleição. Agora é aguardar como se comporta a nação americana ante o fato de ter sido enganada, de modo que poderemos ter fortes emoções e surpresas nos próximos quatro anos, lá pelas terras do norte.

JORGE MANUEL DE OLIVEIRA

jmoliv11@hotmail.com

Guarulhos

Promessas

O recém-eleito presidente Donald Trump diz pretender murar toda a fronteira dos EUA com o México e se vangloria disso. Ele – e muita gente – omite que já existe 1.310 km de muros e cercas entre os dois países, há muito tempo, e por vários motivos: contrabando, tráfico de drogas, imigração ilegal, etc. A deportação de imigrantes ilegais (Trump bravateou expulsar 13 milhões e agora já fala em 3 milhões) sempre foi realizada. Só no governo Obama foram 3 milhões, pelas mesmas razões. Destarte, Trump pretende fazer muita coisa que já está sendo feita, como fosse o dono da ideia. Será que ele adotou o estilo Lula de se autoelogiar, ao tomar para si a glória de feitos de outrem?

CARLOS E. BARROS RODRIGUES

ceb.rodrigues@hotmail.com

São Paulo

Postes

Espero que o autoposte americano, criado e sustentado por ele mesmo, não faça o mesmo que a nossa poste (posta?), que afundou o País e deixou como saldo mais de 12 milhões de desempregados. Espero mesmo que não.

TADAIUKI YAMAMOTO

tadai@ig.com.br

São Paulo

LULOPETISMO

Herança maldita

A leitora sra. Maria Carmen Del Bel Tunes fez oportuno comentário sobre a faxina que o povo vai continuar fazendo (14/11), mas gostaria de acrescentar que a sujeira e os “ratos” a que alude não estão só no Congresso, eles se disseminaram com o exemplo dos governantes citados e podem ser encontrados em todos os Poderes. Difícil é achar quem se disponha a denunciá-los.

CARLOS ARTHUR CHRISTMANN

lavinox@netserv.com.br

Itu

O pacto

Do tal pacto diabólico que Lula diz haver, fazem parte as delações da Odebrecht (Emílio, Marcelo, Alexandrino), da UTC (Ricardo Pessoa), da OAS (Léo Pinheiro) e outras? Esqueceu-se de combinar com os delatores!

TANIA TAVARES

taniatma@hotmail.com

São Paulo

Mordidas da jararaca

Foi o próprio Lula que se descreveu como “jararaca”, serpente venenosa rápida no ataque. “Mordeu” o sistema judiciário brasileiro em queixa ao Alto Comissariado da ONU para os Direitos Humanos contra “abuso de poder” do juiz federal Sergio Moro e dos procuradores da Operação Lava Jato. Novamente no ataque, entrou com processo contra Delcídio Amaral, ex-petista e líder do governo Dilma no Congresso, por (pasmem!) danos morais. Não vai ser fácil morder o Marcelo Odebrecht, pois, tratando-se do presidente de uma construtora bem experiente no ramo da corrupção, ele manteve tudo documentado no famoso departamento de “operações estruturadas”!

OMAR EL SEOUD

elseoud.usp@gmail.com

São Paulo

REVOLUÇÃO MUSICAL

Na periferia

É bom saber que projetos sociais estejam criando uma nova geração de músicos nascidos na periferia. A música erudita, no entanto, só se desenvolve plenamente quando pessoas em todas as classes sociais estudam – e apreciam – música. Como na Alemanha, na Áustria, na Coreia do Sul e nos EUA, onde há muitos músicos amadores e até orquestras sinfônicas de advogados, médicos, militares. Nossas classes média e alta deixaram de estudar música erudita há décadas, infelizmente.

LUIS CLAUDIO MANFIO

lmanfio@gmail.com

São Paulo

“Feliz é o homem que pode enxugar as lágrimas com a bandeira do seu país e honrá-la com seu exemplo. Valeu, Massa!”

ERALDO BARTOLOMEU CIDREIRA REBOUÇAS / POÇOS DE CALDAS (MG), SOBRE A DESPEDIDA DO PILOTO BRASILEIRO DE FÓRMULA 1 EM INTERLAGOS

real742@yahoo.com.br

“Onde foram parar as reduções de preços dos combustíveis? Alguém viu?”

MILTON BULACH / CAMPINAS, SOBRE OS DESCONTOS NAS REFINARIAS QUE NÃO CHEGAM AOS POSTOS

mbulach@gmail.com

Cartas selecionadas para o Fórum dos Leitores do portal estadao.com.br

PROCLAMAÇÃO DA REPÚBLICA

O feriado nacional da proclamação da República cai numa terça-feira em 2016. Como tem ocorrido todos os anos, não está programada nenhuma comemoração oficial. Trata-se de um feriado oco. É apenas mais um dia morto, sem atividades produtivas. Serve apenas para o lazer. Além disso, ao cair numa terça-feira, há o "enforcamento" da segunda-feira, prolongando a interrupção do trabalho para alguns. Há duas ponderações a considerar: a transferência para as segundas-feiras deste e de outros feriados menos importantes, como já se fez aqui, no Brasil; e o real sentido da manutenção dessa data como feriado. É hora de um saneamento no calendário nacional de feriados.

Roldão Simas Filho rsimasfilho@gmail.com

Brasília

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NUNCA ANTES

Marechal Deodoro, herói da Guerra do Paraguai, foi quem proclamou a República no Brasil, foi nosso primeiro presidente e, já no final de seu primeiro ano, foi o primeiro a ser acusado de corrupção, o primeiro a enfrentar uma grave crise econômica e política, o primeiro contra quem se criou uma legislação de impeachment, o primeiro a vetar a mesma, o primeiro a fechar o Congresso, o primeiro a prender os líderes da oposição, o primeiro a decretar estado de sítio. Sofreu a primeira revolta militar após cogitar de fazer o primeiro golpe de Estado, e foi o primeiro a renunciar. Floriano Peixoto foi o primeiro vice-presidente a assumir. De lá para cá, o Brasil ficou muito experiente e nada mais nos ocorria pela primeira vez. Isso era verdade até Lula. De Lula até hoje, a coisa mudou de novo: estamos vivenciando o que nunca antes na história deste país vivemos. Ultimamente, os feitos de nossos políticos têm sido de tal grandiosidade que são de fazer calar até o que a antiga musa canta. Mundialmente falando.

Jorge A. Nurkin jorge.nurkin@gmail.com

São Paulo

    

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DIABÓLICO

 

O ex-presidente Lula afirma que existe um "pacto quase diabólico" contra si, engendrado pelo Ministério Publico Federal e pelo juiz Sérgio Moro, responsável pela Operação Lava Jato. Todavia, diabólica foi a sua passagem pela Presidência do Brasil, quando, juntamente com o seu "poste", arruinou as finanças públicas e deixou mais de 12 milhões de desempregados.   

 

Júlio Roberto Ayres Brisola jrobrisola@uol.com.br

São Paulo

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PACTO

Quem fez pacto com o diabo foram Lula e Dilma. Deu no que deu, e agora as cobranças estão chegando, só isso. Mas, como todo petista, Lula inverte o ônus da culpa e tenta se passar por "coitadinho". Nem o diabo acredita mais nele.

José Roberto Niero jrniero@yahoo.com.br

São Caetano do Sul 

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SANTO LULA

Sofrendo as consequências do "quase pacto diabólico" firmado entre o Ministério Público Federal, a Polícia Federal, a mídia e o juiz Sérgio Moro, o autocanonizado Lula, que "não precisa se confessar" por não ter pecado (lembram-se?), realmente é vítima desta onda anticorrupção que assola o País. De fato, não é proprietário de imóvel algum, não dispõe de numerário para pagar a plêiade de advogados que o defende, que, com certeza, só o faz, por amor à verdade, e, bem assim, só consegue se deslocar, constantemente, de uma região para outra neste Brasil de dimensões continentais por obra, graça e patrocínio de seus patriotas e idealistas seguidores. Mas só o tempo, "senhor da razão" - "apud" seu hoje correligionário e "grande pensador" Fenando Collor de Melo - colocará as coisas nos trilhos. É o que esperamos viver para ver!

Junia V. Ferreira de Souza juniaverna@uol.com.br

São Paulo

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PERSEGUIDO

O Lula simboliza Silvério dos Reis na história do Brasil.

Eugênio José Alati eugenioalati13@gmail.com

Campinas

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LISTA

O PT, o Instituto Lula e o próprio precisam atualizar a lista dos perseguidores de Lula, acrescentando à mídia golpista, aos procuradores da Lava Jato, a Rogrido Janot e ao juiz Sérgio Moro, também, o empresário Marcelo Odebrecht e seu pai, o "amigo" Emilio Odebrecht; Ricardo Pessoa, da UTC; o grupo de todos os delatores da construtora OAS; e os demais empreiteiros que estão entregando o esquema todo de propinas que irrigaram as campanhas de Lula e Dilma, os bolsos de Palocci, José Dirceu, Guido Mantega e toda a cúpula da "propinocracia". Nunca vi, na história, um complô com tantos participantes e de diferentes grupos e interesses. Lula realmente se tornou uma unanimidade, colocou todos contra ele. 

Claudio Juchem cjuchem@gmail.com

São Paulo

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SOBRE A MESA

Realmente, ficamos indignados quando tentam nos incluir numa parcela da sociedade que não teve acesso aos estudos, sofreu lavagem cerebral e é enganada pelos corruptos! Temos delações de empresários, de diretores de estatais, de executivos, de doleiros, de ex-políticos, planilhas, laranjas, datas, contratos de gaveta em branco, aparelhamento estatal, tráfico de influência, filhos ficando milionários bem nesta época nebulosa, objetos roubados de dentro do Palácio do Planalto, tudo e mais um pouco sobre a mesa. Então aparece Lula e fala que são todos mentirosos e que é tudo falso, que ele é vítima e que só ele fala a verdade. Um sujeito como este é muito cara de pau e sem-vergonha.

Rodrigo Echeverria rodecheverria73@hotmail.com

São Paulo

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PF DE PERNAS QUEBRADAS

O artigo do desembargador Aloisio de Toledo Cesar "Polícia Federal de pernas quebradas" (10/11, A2) vem ao encontro da explanação do professor Modesto Carvalhosa, deixando-me mais ainda de alma lavada, porém furibundo, porque continuo morando aqui, vendo as "prerrogativas do puder" prevalecerem, apesar da Carta Maior. A esperança é de que o ministro Teori Zavascki tenha lido e fique sabendo que não agradou grandes juristas. Suas decisões cheiram a ingenuidade e medo ou, pior, a conchavo. Por enquanto, fico com a primeira, mas, se continuar neste diapasão, seu nome vai se juntar aos de Ricardo Lewandowski e Dias Toffoli.

M. Mendes de Brito mdebritovoni@gmail.com

Bertioga

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HOLOFOTES NA OPERAÇÃO ESCURIDÃO

 

O Poder Legislativo desejava operar no escuro com relação às modificações nas Dez Medidas contra a Corrupção, de autoria da Procuradoria da Lava Jato. Procuradores e o magistrado Sérgio Moro endereçaram holofotes sobre as manobras desejadas pelos deputados, tais como: caixa 2 só doravante e imposição de responsabilidades a magistrados, além de outras com o fito de descaracterizar a mensagem original. Vê-se, pois, que o desejo dos parlamentares é cercear o trabalho da Operação Lava Jato e de outras operações, impondo responsabilidades aos autores das investigações que desanimam e desestimulam as investigações. O desejo é de que toda a corrupção seja esquecida e enterrada no cemitério do silêncio, sem punições nem execração pública.

José C. de Carvalho Carneiro carneirojc@ig.com.br

Rio Claro

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CENSURA

O deputado Silas Câmara (PRB-AM) quer vetar a transmissão de julgamento penal na TV Justiça. Alega que a mídia exibe com sensacionalismo e pode influenciar membros do Poder Judiciário. Ora, sr. deputado, todos sabemos que a intenção é proteger políticos que estão prestes a ser julgados pela Lava Jato no STF. Temos o direito de saber.

Luiz Frid luiz.frid@globomail.com

São Paulo

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ABUSO DE AUTORIDADE

Rodrigo Janot, procurador-geral da República, uma destacada autoridade, tem abusado da paciência dos brasileiros, pois, ao que se sabe, não dá andamento a nenhuma das 11 denúncias de que é alvo Renan Calheiros (PMDB-AL), presidente do Senado.

Roberto Bruzadin bobbruza@terra.com.br

São Paulo

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RENAN E O JUDICIÁRIO

Enquanto Renan Calheiros busca aval de Michel Temer a ação contra Judiciário, quando ele tenta provar o improvável, ou seja, o abuso de autoridade cometido pelos investigadores da Operação Lava Jato, que a cada dia se aproxima mais da condenação e possível cadeia deste indivíduo, que, embora tenha mais de dez processos nas costas, é protegido pelo Supremo Tribunal Federal (STF) e, consequentemente, para nossa tristeza e vergonha, ainda preside o Senado federal. Agora, a pergunta que não quer calar: até quando o STF continuará fingindo e ignorando o óbvio?

Arnaldo de Almeida Dotoli arnaldodotoli@uol.com.br

São Paulo

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REPUBLIQUETA

Corre pela internet uma lista do ganho de juízes da Justiça Federal - Tribunal Regional Federal da 4.ª Região. Mais estarrecedor nessa lista foi perceber que não são recolhidos os 27,5% de Imposto de Renda, obrigação de todos os cidadãos brasileiros. Fora que, no Supremo Tribunal Federal (STF), um terço das ações penais contra políticos corruptos acaba prescrito. Mesmo com uma justiça leniente, incompetente e omissa, o Judiciário brasileiro é o que mais privilégios recebe, e pouco dá em troca. Quanto mais tomamos consciência das mordomias de nossa "Republiqueta", mais nos indignamos e entendemos que o Brasil necessita de mudanças radicais e urgentes. Vivemos ainda numa monarquia, e está difícil de implantar uma República como manda o figurino, já que no "Judiciário" eles mandam mais do que nosso voto. Como mudar essa realidade?

Beatriz Campos beatriz.campos@uol.com.br

São Paulo

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SUPERSSALÁRIOS

O ataque de Renan Calheiros (PMDB-AL), presidente do Senado, ao Judiciário no que se refere aos superssalários expõe um flanco sensível desse Poder da República, verdadeiro ninho de privilégios, colocando-o numa posição indefensável perante a sociedade. Calheiros é mestre. Embora essa exposição seja necessária e possa ser útil para começar a debater um tema fundamental, que são as enormes desigualdades entre os benefícios auferidos pelo alto funcionalismo público e o restante do País, ela também tem o potencial de inibir as investigações sobre o próprio Calheiros, laureado com 11 inquéritos e, até agora, sem nenhuma denúncia por parte do procurador Rodrigo Janot. A investida de Calheiros contra os privilégios do Judiciário começa a clarear a incompreensível falta de iniciativa de Janot em relação a Calheiros e, de quebra, também o injustificável pedido de vista do ministro Dias Toffoli em julgamento no STF que atingiria o poder de Calheiros. Lamentavelmente, tem também o potencial de amansar os até agora indomaveis leões da Operação Lava Jato, cuja ousadia ameaça o equilíbrio, digo compadrio, entre os Três Poderes. Resta combinar com a Polícia Federal. 

Jorge Manuel de Oliveira jmoliv11@hotmail.com

Guarulhos

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O RESPEITO ÀS INSTITUIÇÕES

 

A semana começou com as forças de segurança do Rio de Janeiro montando barricadas ao redor do prédio da Assembleia Legislativa para evitar nova invasão daquela casa. Atos como os registrados semana passada no Legislativo fluminense e desde o ano passado em outras Casas Legislativas e na rede escolar, ocupada por grupos de pressão, ferem o Estado de Direito, mas, infelizmente, as autoridades não têm tido força e, talvez, interesse em impedi-los ou evitá-los. O direito de manifestação estabelecido em lei é pacífico. O povo, convocado para uma determinada finalidade, vai à rua em horário determinado e dá o seu recado. Com isso, tenta influir nas decisões daqueles que podem resolver o problema reclamado. Precisamos restabelecer o respeito às leis e às instituições. Não há razão para a tolerância de atos de vandalismo, ocupação de repartições, escolas, sedes legislativas nem do bloqueio de vias públicas da forma que têm ocorrido. Deve-se usar os rigores da lei para conter os fabricantes do caos, que se escondem atrás de teses e reivindicações nem sempre sinceras para produzir o desequilíbrio sociopolítico. Temos uma grande obra de reforma a realizar e, para o bem da Nação, ela não pode ser subvertida pelos radicais que colocam a força acima da palavra. 

 

Dirceu Cardoso Gonçalves aspomilpm@terra.com.br

São Paulo

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DIREITOS EM CONFRONTO

Enquanto os "estudantes" do ensino oficial fazem greve e ocupam escolas, sob o olhar complacente das "autoridades", os alunos do ensino particular estudam, fazem o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) e concluem o ano letivo. Assim, vamos aprofundando o fosso entre quem tem mais e que tem menos. 

Edilson Távora tavoraedilson@icloud.com

São Paulo

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A AGONIA ECONÔMICA FLUMINENSE

Não é de hoje que as finanças públicas do Estado do Rio de Janeiro atravessam um drama sem precedentes. A administração pública estadual terá de parcelar o salário de parte dos servidores e, ainda assim, a situação está cada vez mais calamitosa. A grave crise econômica que o segundo Estado mais rico do País atravessa é um claro exemplo do dano desastroso de uma gestão perdulária, em que os incentivos fiscais, por exemplo, podem ser mais danosos do que benéficos.

Willian Martins martins.willian@globo.com

Guararema

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PEZÃO QUEBRADO

Caro amigo Luiz Fernando Pezão, governador do Rio de Janeiro, estou deveras inconformado com sua entrevista atribuindo a falta de recursos para honrar pagamentos a todo o funcionalismo público aos sofredores professores, aos heróis policiais militares, assassinados diariamente em seu Estado pela incompetência da administração de seu governo. O dinheiro que você quer está nas benesses que o governo Lula/Dilma fizeram para países vizinhos, e sua falta de deve ao arrombamento dos cofres da Petrobrás. Solicite ao digníssimo juiz Sérgio Moro para que Lula explique como estão sendo empregados os R$ 43 milhões doados à União Nacional dos Estudantes (UNE), enquanto há tanta gente sem emprego e você sem dinheiro. Mostre ao Brasil que você foi contra os desmandos do governo do PT, solicite ao prefeito Eduardo Paes para não ficar com piadinhas em relação a outros Estados e trabalhar para melhorar a vida dos irmãos cariocas. Talvez não precisaremos de mais uma piadinha do Rio virar uma Grécia.

Jorge Peixoto Frisene jpfrisene@zipmail.com.br

São Paulo

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CORRUPÇÃO NA PETROBRÁS

Desvios de R$ 7 bilhões? Só há duas hipóteses a considerar: ou todo mundo - desde a Presidência da República ao último faxineiro - meteu as mãos ou esta empresa é uma bagunça total. Qual delas é a correta?

Francisco de Castro fcastro48@gmail.com

São Paulo 

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A CALAMIDADE CARIOCA

 

E, então, a cidade-sede da Olimpíada e da Paraolimpíada de 2016 está em calamidade pública? Que qualidade de medalha merecem os políticos que lograram transformar a virtude da cidade maravilhosa em cornucópia de avassaladores do tráfico de drogas, de milícias, de podridão? Medalha de chumbo? Não. Estas só vão ao peito dos perecidos por balas perdidas...

  

Carlos Leonel Imenes leonelzucaimenes@gmail.com

São Paulo

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MÁ ADMINISTRAÇÃO

As capitais do Brasil (Rio de Janeiro e Brasília) são "administradas" por quadrilhas, colocadas lá pelos eleitores. O Rio está falido por ser gerenciado por incompetentes e desonestos; Brasília, por inePTos, inaPTos e corruPTos. A culpa é dos eleitores - ou das estrelas. 

Mário A. Dente eticototal@gmail.com

São Paulo

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SERVIDORES ESTADUAIS

Já fizeram, também, o levantamento de quantos servidores municipais se aposentarão? Quando vemos prefeituras inchadas, com funcionários a mais e dinheiro a menos, um homem trabalhando enquanto dois (às vezes até mais de dois) olhando, temos a certeza de que logo não haverá arrecadação suficiente nem para honrar folhas de pagamento.

 

Maria do Carmo Zaffalon Leme Cardoso mdokrmo@hotmail.com

Bauru

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'RESPONSABILIDADE É PREMISSA'

Sobre o editorial do "Estadão" de 13/11 "Responsabilidade é premissa", apenas repito o que digo sempre: o mundo não tem de "caber" no Direito, que regulamenta apenas o que é possível, quero dizer, está na região ôntica dos objetos culturais, não dos objetos naturais, que possuem as suas próprias leis. Exemplifico: um juiz não pode determinar que uma árvore cresça em uma semana nem tampouco condenar o autor a entregar uma estrela ao réu. Não pode determinar que Claudia Cruz vá à Europa e desfaça todas as compras que fez à nossa custa, nem tampouco que o pai morto precocemente num acidente de trânsito ressuscite. Nestes casos, tudo se resolve em pecúnia, porque, repito, o Direito não domina todas as regiões ônticas, apenas aquelas dos objetos culturais. Digo tudo isso para concluir que a Proposta de Emenda Constitucional (PEC) do Teto de Gastos não é uma questão de somenos importância, não, é urgente. Os governos (refiro-me às três unidades da Federação) devem "caber" no Orçamento, porque, do contrário, o Brasil inteiro vai plagiar o Rio de Janeiro. Talvez pior. Nenhum dos Poderes é capaz de "criar dinheiro". Se não aprovada a PEC, simplesmente a realidade extrapolará, como um tsunami, o ordenamento jurídico do País. De que adianta dizer que determinada classe de servidores deve receber no dia "x", se no dia "x" não há dinheiro nos cofres públicos? Tanto faz se for ordem do Executivo, determinação judicial ou lei. Não há o que faça o Direito obedecer à realidade que o excede, que transborda. A alienação dos irresponsáveis e ressentidos que nominam a PEC 241 de "PEC da Maldade", não pretendo afirmar se é inocente (decorrente da ignorância da situação do erário) ou se maldoso são aqueles que não torcem pelo próprio país, mas, sim, e apenas pela reconquista do poder.

Andrea Metne Arnaut andreaarnaut@uol.com.br

São Paulo

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INVESTIMENTO NO AUTÓDROMO

O ministro do Turismo, Marx Beltrão, disse que o governo liberou R$ 54 milhões para o Autódromo de Interlagos. Disse, também, que o presidente Michel Temer considera o autódromo uma das principais prioridades do seu governo. Espera aí, alto lá! Eu pensava que a prioridade do seu governo, presidente, fosse o controle da inflação, o equilíbrio das contas públicas, a retomada do crescimento econômico com a geração de empregos, entre outras. Liberar dinheiro público para uma entidade privada não tem cabimento. Se o autódromo está com problemas, que procure resolvê-los na sua alçada, com a Confederação Brasileira de Automobilismo (CBA) ou a Federação Internacional de Automobilismo (FIA), enfim, de outra maneira que não envolva dinheiro público. Presidente, não foi este o discurso usado para o impeachment da ex-presidente Dilma. Este procedimento está na contramão do discurso de moralização e de colocar o País nos eixos. Assim o "Fora Temer" vai se intensificar, e com razão. Lamentável, presidente Temer, mas até agora o seu governo não tomou nenhuma atitude séria ou de impacto positivo na população. 

Panayotis Poulis ppoulis46@gmail.com

Rio de Janeiro

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MAX VERSTAPPEN

Após sua promissora estreia na Fórmula 1, em 2015, aos 17 anos, o belga que corre pela Alemanha Max Verstappen - o mais jovem piloto da categoria - vem acumulando uma sequência de bons resultados, causando ótima impressão e chamando a atenção para o seu talento diferenciado. Depois de seu desempenho nada menos do que espetacular, correndo debaixo de forte chuva no tumultuado Grande Prêmio Brasil de F1, em Interlagos, em que saiu da 16.ª posição, após a última troca de pneus, para chegar em 3.º e subir no pódio, após 11 incríveis ultrapassagens, pode-se dizer, sem nenhum exagero e medo de errar, que surgiu um novo fenômeno das pistas, evocando a carreira do tricampeão Ayrton Senna. O garoto voador é simplesmente fantástico! A conferir nas próximas temporadas.

J. S. Decol decoljs@gmail.com

São Paulo

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DILMA SE CANSOU DA BICICLETA

Era só o que faltava! Dilma Rousseff, que quebrou a nossa economia e ainda denigre a imagem do Brasil dizendo que seu impeachment foi golpe, agora solicita ao governo federal que lhe conceda um cartão-combustível com cota de R$ 3 mil, ou quase 900 litros de gasolina por mês. É uma afronta! Enquanto os 12 milhões de trabalhadores, hoje desempregados por culpa exclusiva de seu governo, vendem até seus veículos para tentar sobreviver, Dilma, depois das pedaladas fiscais criminosas, quer também aposentar sua bicicleta para se embebedar com centenas de litros de combustível à custa do sofrido contribuinte.

Paulo Panossian paulopanossian@hotmail.com

São Carlos

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PDV NOS CORREIOS

Sobre o Plano de Demissão Voluntária (PDV) que os Correios pretendem fazer, a empresa tem de mandar embora os funcionários aposentados e que continuam trabalhando, tirando vaga de outros, sem receber nada além do previsto na Consolidação das Leis do Trabalho (CLT): multa de 40% sobre depósitos do FGTS, PIS/Pasep e olhe lá.

Caio Lorena Bueno caiolorena@bol.com.br

São Paulo

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INOVAR AUTO

Os governos petistas achavam que era só "colocar" o brasileiro Roberto Azevêdo na Organização Mundial do Comércio (OMC) para tudo ficar numa boa. Deu no que deu: o Brasil sofre a maior derrota nos últimos 20 anos na OMC, correndo o risco de ser retaliado em bilhões de dólares.

Sergio S. de Oliveira ssoliveiramsm@gmail.com

Monte Santo de Minas (MG)

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O DEBOCHE DA SAMARCO

Mais uma vez a mineradora Samarco aparece no noticiário nacional, sempre com atitudes imorais de seus dirigentes, que aparentemente acreditam piamente na impunidade. Só recentemente o Ministério Público Federal indiciou 22 de seus diretores, enquadrados em diversos artigos do Código Penal. Seus dirigentes foram responsáveis, como sabemos, pelo maior desastre ambiental do Brasil e o maior do planeta envolvendo uma mineradora. E agora, depois de um ano do ocorrido, que não só soterrou definitivamente o distrito de Bento Rodrigues e alterou para sempre a vida dos sobreviventes daquela tragédia, como provocou danos irreparáveis em toda a Bacia do Rio Doce, nada de concreto fizeram para reparar os danos que causaram. Seus dirigentes, se me permitem a comparação, lembram um famoso personagem criado pelo saudoso Chico Anísio, Rolando Lero. E a notícia atual é de que a Justiça Federal de Minas Gerais determinou que a Vale, a BHP Billiton e a Samarco depositem, em 30 dias, R$ 1,2 bilhão para a execução do plano de recuperação integral dos danos causados pelo rompimento da Barragem de Fundão, em Mariana (MG), em novembro de 2015. Mas, novamente, a empresa se defende e diz que está cumprindo um Termo de Ajustamento de Conduta assinado pela Samarco e seus acionistas com os governos de Minas Gerais e do Espírito Santo. Ora, não sou advogado, mas, como engenheiro, não tenho nenhuma dúvida de que o rompimento da barragem foi devido ao fato de seus dirigentes não atenderem às rígidas normas de segurança que regem as obras de engenharia em nosso país. Não era caso de ajustamento de conduta, e sim de seus dirigentes responderem pelo crime cometido e a empresa pagar por todos os danos causados ao meio ambiente e aos moradores atingidos. Tanto que a Polícia Federal, em diligências realizadas na empresa, com autorização da Justiça, encontrou um documento interno alertando para a possibilidade de ocorrer uma tragédia, prevendo exatamente o que viria a acontecer. Num país mais sério, a empresa já teria recebido sérias sanções do governo federal, seus responsáveis já estariam condenados e os seus engenheiros com os diplomas cassados pelo Crea-MG. 

 

Gilberto Pacini benetazzos@bol.com.br

São Paulo

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UNILA

A Polícia Federal prestará ao Brasil uma inestimável colaboração se for até a cidade de Foz do Iguaçu, no Paraná, e fechar a chamada Universidade Federal da Integração Latino-Americana (Unila). O Brasil está quebrado e o nosso governo federal patrocina um monte de vagabundos bolivarianos, de vários países da América do Sul, que ali "estudam". Não sabemos o que ali se ensina, uma vez que as matérias que integram o quadro curricular são absolutamente desconhecidas a todos nós, brasileiros. Quem paga esta invenção lulopetista somos nós, contribuintes brasileiros. Acredito, como cidadão brasileiro, que a "alma mais honesta" do País e criadora desta escola de vagabundos já deveria estar atrás das grades, há muito tempo. Ele e todas as suas criaturas e criações.

Carlos A. Ferreira carlos.alberto572@terra.com.br

Águas de Lindóia

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PRECEDENTE BRASILEIRO

Americanos, acordem. Nosso Donald Trump, Lula, já passou por aqui e vejam no que deu. 

Nelson Homem de Melo nelmel1@hotmail.com

Caraguatatuba

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PRESIDÊNCIA

Bem, se, depois dos governos de Lula e de Dilma, vier o governo de Bolsonaro, aí é pedir desculpa para os índios e irmos embora, pois não merecemos o Brasil.

Leda Terezinha Marchiori ledaterezinhamarchiori@gmail.com

São Paulo

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MAU COMEÇO

No primeiro ato de seu governo, que está próximo, Donald Trump ameaça deportar 3 milhões de imigrantes, metade do número de judeus mortos por Hitler na Segunda Guerra Mundial. Ninguém nunca questionou a decisão de Hitler de prender os judeus em guetos, depois levá-los para campos de concentração e, por fim, executá-los nas câmaras de gás. O mundo civilizado espera que cada decisão racista, sexista e estúpida de Donald Trump seja duramente questionada desde antes da sua posse, até que ele seja completamente domesticado e treinado para conviver em sociedade. 

Mário Barilá Filho mariobarilafilho@me.com

São Paulo

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SÓ OS CRIMINOSOS

O "Estadão" noticiou que "Trump expulsará 3 milhões de imigrantes" (13/11). No dia seguinte, no "Fórum dos Leitores", três críticas à medida. Faltou o "Estadão" informar que a expulsão orientada pelo novo presidente americano diz respeito a "imigrantes ilegais e com antecedentes criminais".

Marco Cruz mm.cruz23@me.com

São Paulo

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A SORTE ESTÁ LANÇADA

Os muçulmanos que vivem nos Estados Unidos ficaram apavorados após a vitória de Donald Trump. Durante a campanha eleitoral, Trump prometeu infernizar a vida dos refugiados sírios e também de muçulmanos de países com histórico terrorista. A deportação dos imigrantes ilegais será um fantasma a perseguir principalmente os latinos, a partir de janeiro de 2017. O objetivo é alcançar quase 5 milhões de deportações em quatro anos de governo. O republicano não escondeu de ninguém o seu posicionamento em relação às mulheres que o acusaram de terem sido assediadas pelo bilionário. É, a sorte está lançada!

José Carlos Saraiva da Costa jcsdc@uol.com.br

Belo Horizonte

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ELEITOR DESPREOCUPADO

A mídia elegeu Trump: deu tanto destaque às suas bizarrices que convenceu o eleitor democrata de que ele não tinha nenhuma chance. Crédulo, o eleitor não se preocupou em votar. Deu no que deu.

Sandra Maria Gonçalves sandgon@terra.com.br

São Paulo

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TRUMP DIVIDE E ASSOMBRA O MUNDO

Donald Trump se gaba de nunca ter lido um livro, não aceita opinião de seus funcionários e não gosta de reuniões, negociações ou debate de ideias. Reúne todas as "qualidades" do que chamamos por aqui de coronel. Fazer política é negociar. Enquanto isso, os EUA estão divididos, com crescentes manifestações de intolerância aos latinos e a negros. E até conseguiu o apoio explícito do Ku Klux Klan, pois defendeu os mesmos valores deste grupo. Parte do eleitorado americano declarou nas urnas que é a favor desses valores. Depositou o voto na esperança de que a intolerância vença os valores democráticos. Os próximos passos de Trump podem destruir muitas pontes e bandeiras levantadas por Obama e amargar as economias emergentes em escala global. Todos pagarão a conta, pois os EUA não são uma república bananeira. 

Marcelo Rufino Bonder marcelobonder@hotmail.com

Paraguaçu Paulista

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TRUMP NÃO PODE TUDO

Parece-me que a vitória de Donald Trump à Presidência dos EUA surpreendeu muitos. Mentiras, populismos, subterfúgios e outras artimanhas para lograr votos e ver-se vencedor podem não ser as regras (oficiais) do jogo, mas são as da política. E, se há democracia, o "povo" que decida, pois esta é a sua essência-mor. E o que é que pensa o "povo", este ente amorfo, sem personalidade física definida, impalpável, mas fundamental no transcurso dos destinos numa democracia, que Trump soube ludibriar, convencer, conscientizar, amadurecer? Ninguém minimamente inserido na sociedade está física e até (quem sabe?) conscientemente excluído da globalização. Neste início de século e milênio, não são a guerra fria ou o nazismo os grandes inimigos a serem combatidos, mas os radicais, que fazem uso do progresso tecnológico que floresceu no Ocidente para buscar destruí-lo (paradoxalmente). Os conflitos no Oriente Médio, a guerra civil na Síria, o ódio dos palestinos contra os israelitas, a fuga da população indefesa para a Europa, com todos os atritos consequentes dos choques de culturas, de direitos civis e "certos outros incômodos humanitários", as mortes no Mediterrâneo, as fotos de corpos de crianças apodrecendo em praias paradisíacas desenvolvem as células cancerígenas da sociedade atual, que são os humanos-bomba, que destroem estações do metrô, confraternizações e trazem a insegurança à vida cotidiana das pessoas. Sim, das pessoas, que formam o universo do "povo". Era preciso dar um basta a esta casta de ativistas, aos quais chamamos de esquerda visionária (que irá por uns tempos morgar uma clausura resignativa, até que a "direita também se entorte"), que o recado das urnas americanas, no império da democracia, nos faz elucidar. Sempre lembrando que Trump pode poder muito, mas não pode tudo!

  

Carlos Leonel Imenes leonelzucaimenes@gmail.com

São Paulo

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OS EUA E SUAS VELHAS LEIS

 

Geralmente, examinadores de sistemas jurídicos aplaudem os EUA pela estabilidade de suas leis. Trata-se, no entanto, em boa parte, de simples envelhecimento e inadequação por obsolescência. Assim ocorre com o incrível sistema de eleições, em que os Estados (ficção) são mais importantes que o povo (biológico). A Constituição é de 1787. E a Segunda Emenda, de 1791, libera incondicionalmente o porte de armas. Velhos anacronismos, que puniram Al Gore, geraram Trump e inúmeras violências lamentáveis. Direito estático aplaudido por admiradores extáticos. 

  

Amadeu R. Garrido de Paula amadeugarridoadv@uol.com.br

São Paulo

 

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