Fórum dos Leitores

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O Estado de S.Paulo

16 Novembro 2016 | 03h53

CORRUPÇÃO

No ‘Roda Viva”

Assistindo nesta segunda-feira ao programa Roda Viva, da TV Cultura, fiquei pasmo com a resposta do presidente Michel Temer sobre a possível prisão do Lula, diante dos vários processos em que já é réu. Demonstrando preocupação desmedida, Temer alegou eventual convulsão, patrocinada pelos movimentos esquerdistas, correligionários do ex-presidente e adeptos do finado lulopetismo. Afinal, as nossas polícias – todas elas – servem para quê?

ALOISIO DE LUCCA

aloisiodelucca@yahoo.com.br

Limeira

Lei e ordem

Caso aconteça o que disse Michel Temer sobre a prisão de Lula poder desencadear forte reação dos chamados movimentos sociais, o governo tem a obrigação de prender os desordeiros e manter a ordem – até com as Forças Armadas nas ruas, se preciso for. Os brasileiros honestos e conscientes de seus deveres estão estarrecidos, impacientes e irritados com tantas invasões de prédios públicos, ocupações de escolas e de propriedades rurais, badernas nas ruas e interrupções de avenidas e estradas.

J. A. MULLER

josealcidesmuller@hotmail.com

Avaré

Injustiça

Se o ex-presidente, apesar de ser réu em três ações, não deve ser preso, pois sua prisão provocaria a reação dos movimentos sociais ligados ao PT, o Brasil torna-se cada vez mais injusto, já que algumas pessoas podem ser presas e outras, não!

FAUSTO FERRAZ FILHO

faustofefi@ig.com.br

São Paulo

Várias leituras

O presidente Michel Temer concedeu uma boa e esclarecedora entrevista ao responder a todas as perguntas, até mesmo as relacionadas com o atual momento político e criminal. Pudera! Os presidentes anteriores, nas raríssimas sabatinas que permitiram, ou proibiam perguntas (lembram-se do Cafu, capitão da seleção brasileira, que se atreveu a fazer uma pergunta?) ou davam respostas ininteligíveis. Ao menos este é inteligente e conhece as leis. No entanto, permitiu várias leituras, a começar por certa apreensão revelada por suas inquietas mãos, perdendo a oportunidade de deixar clara sua despreocupação com o extraordinário fenômeno Lava Jato, apoiado e considerado um divisor de águas pela imensa maioria dos brasileiros. Por que a preocupação do caro presidente com os efeitos de possível prisão do boquirroto? Se cometeu os crimes que estão sendo apurados, tem de ir para a cadeia. Ou continuamos no regime getulista de “lei, ora a lei” ou “para os amigos tudo, para os outros a lei”? Ou, ainda, a mais execrável, a lei só para os três pês? Aliás, Temer ainda tem algo a temer?

ANTONIO CARLOS G. DA SILVA

acarlosgs9@gmail.com

São Paulo

Logo saberemos a razão da fala, pois quem não teme não treme.

A. FERNANDES

standyball@hotmail.com

São Paulo

Raposismo político

Uma espécie de “animal” que precisa ser extinta é a raposa política, que tem no presidente Temer um legítimo representante. Sua entrevista ao programa Roda Viva, eivada de titubeios, reforça minha afirmação.

ROBERTO BRUZADIN

bobbruza@terra.com.br

São Paulo

GOVERNO TEMER

Recado ao presidente

Sr. presidente Michel Temer: fazer uma reforma política e econômica de verdade não é, nem de perto, o que o senhor está fazendo, agindo em setores pouco representativos no contexto. Se quer de fato resolver o problema do Brasil, tem de cortar na carne mesmo, não da maneira que o senhor fala e faz. Os grandes vilões da economia são os três Poderes, que consomem fortunas em benefícios imorais para servidores, que revoltam o cidadão de bom senso. Certamente os altos salários dos marajás dos Poderes não serão mexidos, porque foram fixados em leis criadas pelos próprios beneficiários. Uma infinidade de “auxílios” imorais e escandalosos engorda ainda mais os polpudos vencimentos desses privilegiados. E quem leva a culpa pelo rombo nos cofres da União? Os pobres trabalhadores e aposentados! Isso mesmo. Parece piada, não é? Os grandes vilões, que não permitem o crescimento do País, não querem abrir mão de suas infindáveis mordomias, seus cartões corporativos, sua farra das passagens aéreas, seus auxílios-paletó, auxílios-moradia, auxílio-motel, etc. Se quiser realmente fazer alguma coisa séria pelo País, sr. presidente, fale a verdade à Nação, denuncie tudo isso de maneira clara, objetiva, transparente. O Brasil espera do seu presidente uma atitude digna como essa.

ELIAS SKAF

eskaf@hotmail.com

São Paulo

Outro mundo

É desanimador ler que os três Poderes estão tentando gastar o máximo possível, ao invés de economizar, porque o limite previsto na PEC do Teto dos Gastos para os próximos anos será calculado com base no valor gasto este ano. Só o Senado lançou 21 pregões (R$ 26 milhões), um deles para comprar 220 TVs de plasma! Definitivamente, o mundo dos políticos não é o nosso.

CLEO AIDAR

cleoaidar@hotmail.com

São Paulo

CIDADE DE SÃO PAULO

Pancadões

Enquanto a Prefeitura destina R$ 7,2 milhões para pancadões, as favelas se multiplicam, embaixo de viadutos o que mais se vê são moradores de rua, assistência médica não existe e nunca vi a cidade mais suja do que agora. Mas tudo isso é esquecido, pois temos pancadões para animar a cidade, financiados pela Prefeitura. Tudo pelo social.

CARLOS ALBERTO DUARTE

carlosadu@yahoo.com.br

São Paulo

Adeus, Haddad

Fernando Haddad deixa a Prefeitura, sem volta, pois entregará ao sucessor a cidade imunda, esburacada e com mau emprego de verbas públicas. As creches ficaram na promessa, a maioria das ciclovias, sem planejamento, é usada por ciclistas fantasmas e ainda triplicou a cracolândia. Prefeito como esse, nunca mais!

JOSE MILLEI

millei.jose@gmail.com

São Paulo

Excesso de velocidade

Pela maneira como trafegam os ônibus, costumeiramente em alta velocidade, não respeitando nada e ninguém, devem ter acordo com a CET para não serem multados. Senão não ganhariam para pagar as multas, né não?

ANGELO TONELLI

angelotonelli@yahoo.com.br

São Paulo

“O que os três Poderes precisam ter presente é que a fonte dos recursos é uma só: o contribuinte, pessoa física e/ou jurídica. Esta é a premissa maior”

GERALDO DE PINHO MAIA / SÃO PAULO, SOBRE A PEC DO TETO DOS GASTOS PÚBLICOS

gpmaiamd@uol.com.br

“Cheio de dedos, o presidente Michel Temer praticamente deu o seu aval à corrupção...”

RICARDO C. SIQUEIRA / NITERÓI (RJ), SOBRE OS RECEIOS QUANTO À PRISÃO DE LULA, NO ‘RODA VIVA’

ricardocsiqueira@globo.com

Cartas selecionadas para o Fórum dos Leitores do portal estadao.com.br

 

ESCÂNDALO ARBITRÁRIO

 

O escalonamento dos salários dos servidores do Estado do Rio de Janeiro em até 7 vezes é mais um escândalo arbitrário, acintoso, humilhante e inconstitucionalíssimo! A julgar pelo lixo econômico e moral que tomou de assalto o País, de norte a sul, de leste a oeste, definitivamente, não temos a menor perspectiva de futuro.

 

Ricardo C. Siqueira ricardocsiqueira@globo.com

Niterói (RJ)

 

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CASTAS NO SERVIÇO PÚBLICO

 

Apesar da crise financeira, o Estado do Rio de Janeiro vai gastar R$ 2,1 bilhões em benefícios para servidores do Judiciário, do Ministério Público, do Tribunal de Contas, do Legislativo e até do próprio Executivo. Vergonhoso e revoltante! Existem, sim, castas mais e menos favorecidas no serviço público. Eis o exemplo. O lema é: façamos sacrifício, desde que não mexam no meu bolso. Diante disso, que moral tem o governo do Estado para defender as propostas de ajuste apresentadas? Isso causa nojo, asco.

 

Panayotis Poulis ppoulis46@gmail.com

Rio de Janeiro

 

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CULTURA DE MENDICÂNCIA

 

Nada mais lamentável do que a indecorosa maratona de governadores e prefeitos na disputa por algumas sobras que lhes podem ser oferecidas dos R$ 50 bilhões que recentemente foram repatriados pela Receita Federal de recursos não declarados de brasileiros no exterior. Esta cultura de mendicância praticada por Estados e municípios, os primeiros habituados a farrear com a gastança irresponsável, principalmente com a prática de uma existência nababesca em que o déficit orçamentário é apenas um detalhe, sendo importante o loteamento de cargos, o inchaço da folha de pagamento, acrescida da irresponsabilidade dos salários de marajás, sem contar com as vantagens de justificativas mais abomináveis possíveis. A penúria de grande parte dos municípios decorre de falha no seu próprio nascimento. Deveriam ser abortados, porque a emancipação de grande parte deles obedece a interesses políticos locais, não havendo economia capaz de se autossustentar. Tragicamente, passam a mendigar na Federação e no Estado recursos para que possam pelo menos recolher o lixo da cidade. Quantos Estados e municípios não se banquetearam nos tempos áureos dos royalties, com dinheiro fácil e abundante? A repatriação ou legalização destes ativos nada mais é do que lavar dinheiro sujo que foi desviado ilicitamente dos cofres da União (receitas estaduais e municipais). Aqui, no Brasil, Alphonse Gabriel, Al Capone (1899-1947), seria preso? 

 

Jair Gomes Coelho jairgcoelho@gmail.com

Vassouras (RJ)

 

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ÚLTIMA CHANCE

 

Os bons espíritos responsáveis pelos políticos brasileiros que compõem o Congresso Nacional, decepcionados com a deslavada roubalheira e o baixo índice de produção individual dos seus membros, espalhados por mais de 30 partidos, somados à incompetência do PT e sua tropa de assalto, resolveram fazer uma surpresa aos desesperançados 12 milhões de desempregados e aos aposentados, isto é, nestas eleições, dar ao PSDB (partido das "zelites", segundo "não sei de nada Lula") a oportunidade única e intransferível de melhorar as condições de vida do brasileiro e parar com esta infantil briga de comadres.

 

José Millei millei.jose@gmail.com

São Paulo

 

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A FALÊNCIA DA PREVIDÊNCIA

 

"Se não mexer na Previdência, viramos Grécia." Será que foi nestes exatos termos que o governador do Estado do Rio de Janeiro se pronunciou? Parece-me que em bom vernáculo a frase deveria ser: "Se não mexermos na Previdência, viramos a Grécia". Mas o pior é que, embora tratemos com o maior descaso a Língua Portuguesa, tratamos ainda com igual ou maior negligência e incompetência a economia da Nação. Vejamos o que diz um economista da FGV sobre a falência da Previdência: "A concentração de aposentadorias deriva do boom (quer dizer, do estouro ou da explosão) de contratações do setor público durante a redemocratização, no final dos anos 80 e início dos anos 90". Foi a incapacidade e incompetência da gestão pública, aliada ao populismo rasteiro, que nos levou ao caos. Nada tem que ver com redemocratização, nem sequer com democracia. No fundo, as duas falas, a do governador e a do economista, apenas demonstram com a maior clareza nossas insuficiências nos campos da linguagem e da gestão da coisa pública. Demonstram, ainda, os males do populismo, da leniência e da irresponsabilidade. Ou aprendemos com nossos fracassos ou continuamos rumo à falência da Nação, não apenas e simplesmente da Previdência.

 

Mário Rubens Costa costamar31@terra.com.br

Campinas

 

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DESAPOSENTAÇÃO

 

Os parlamentares que desenvolvem seu trabalho em defesa do aposentado brasileiro poderão criar um caminho que viabilize a desaposentação para aqueles trabalhadores que, após sua aposentadoria, continuaram trabalhando e recolhendo compulsoriamente ao INSS. Basta criar o imposto sobre grandes fortunas para pagar essa conta. Deste modo, o Supremo não terá como contestar este direito, já que existirá uma fonte que arcará com essa despesa. Caminhos existem, entretanto deverá mexer com poderosos que certamente farão pressão contrária. Vamos lá, senhores parlamentares, mexam-se, porque este direito do trabalhador não pode ser abandonado.

 

Elias Skaf eskaf@hotmail.com

São Paulo

 

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FINANCIAMENTO PÚBLICO DE CAMPANHA

 

O deputado federal por Minas Gerais Marcus Pestana (PSDB) propõe a criação do Fundo de Financiamento da Democracia (leia-se Fundo Partidário). Ele pretende retirar R$ 3 bilhões da educação e da saúde para financiar partidos políticos - que, sabemos, vomitam corrupção por todos os lados. O deputado é um dos beneficiários da proposição. Depois desta, nunca mais votarei no referido deputado. Para as eleições de 2018, vamos trabalhar contra todos aqueles que votarem a favor dessa imoralidade.

 

José Eustáquio da Silva joseeustaquio69@hotmail.com

Belo Horizonte

 

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CORRUPÇÃO OU CONCUSSÃO

 

Do esclarecedor artigo "Reconstrução de uma nação arrasada", do jurista e professor emérito Ives Gandra da Silva Martins ("Estadão", 14/11, A2), cabe destacar trecho de relevada importância, ao citar as investigações da Operação Lava Jato, em que faz a oportuna e necessária distinção do que é crime de corrupção - quando empresários corrompem autoridades para a obtenção de alguma vantagem - do de concussão, quando os governantes impõem condições para que as empresas contratem com o Estado, caso queiram ganhar ou manter os contratos vigentes. Com efeito, nos imbróglios da Petrobrás e demais estatais, protagonizados pelo lulopetismo, parece ser mais o segundo caso do que o primeiro.

 

J. S. Decol decoljs@gmail.com

São Paulo

 

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À ESPERA DA ODEBRECHT

 

Deputados federais estão armando um projeto de lei que tratará do tal caixa 2, mas o objetivo fim é salvar toda a canalha envolvida com o recebimento de propinas de empreiteiras, como tem mostrado a Operação Lava Jato. Agora, com a entrada em cena do acordo de delação de executivos da Odebrecht e a expectativa de ele gerar um listão que pode esvaziar o Congresso Nacional, entende-se o clima de desespero que bateu em Brasília. Ver alguns deputados, quando entrevistados, justificarem tamanha safadeza dá vontade de bater-lhes na cara. Muitos não concordam comigo nem eu sou favorável a uma solução radical, mas, se nós, população, não temos forças para impedir mais uma manobra suja como pau de galinheiro, resta só esperar das Forças Armadas não uma intervenção, mas um ultimato contra o que estão perpetrando. Portanto, "excelências", ajam com seriedade, porque chorar depois não adiantará. 

 

Laércio Zannini spettro@uol.com.br

São Paulo

 

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DISSIMULADOS

 

Os políticos que mais afirmam que a Lava Jato é intocável se comportam de forma exatamente contrária. Dá para saber por quê. 

 

Luiz Frid luiz.frid@globomail.com

São Paulo

 

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DETALHE

 

Fazendo o diabo contra a Lava Jato, se esquecem de que isso é mais um crime. Quando a esperteza é demais, ela engole o dono...

 

A.Fernandes standyball@hotmail.com

São Paulo

 

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MARCELO ODEBRECHT

 

Eu fico pensando naquele executivo bilionário, magro, de olhos insondáveis e um silêncio que se estende, desde sua prisão, em 19/6/2015, se planeja algo, se depende de um acontecimento ou uma circunstância para falar em delação e diminuir o tempo encarcerado. Há quem diga que os advogados o instruam a não falar, em atenção à orientação da família, que teme seu temperamento explosivo, que destrua o acordo de delação. Outros dizem que se tornou bastante mais sociável com a carceragem e com companheiros presos como ele. O fato é que esse jovem empresário conseguirá, a despeito da prisão, da privação da vida em alto nível que vivia, passar rapidamente do regime fechado ao semiaberto e ao aberto. E, então, voltará à sua vida. Perdeu muito a sua empresa? Talvez tudo. Mas continua milionário e não vai nos ressarcir. Pagamos nós esta bilionária fatura produto de crimes.

 

Andrea Metne Arnaut andreaarnaut@uol.com.br

São Paulo

 

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O CHEFE

 

Segundo o noticiário, acordo da Odebrecht com o Ministério Público prevê prisão apenas para Marcelo Odebrecht. Ora, isso é uma grande injustiça. Como é do conhecimento geral, o executivo recebia instruções de um chefão que continua leve, livre e solto por aí... 

 

José Marques seuqram.esoj@bol.com.br

São Paulo

 

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TESTE DE PACIÊNCIA

 

Vamos falar sério: manchetes da imprensa questionando se a empreiteira Odebrecht reformou ou não uma piscina no Palácio da Alvorada em "Brazólia" só podem ser brincadeira, quando há crimes muitíssimo mais graves e urgentes a serem  esclarecidos  e que foram cometidos pela quadrilha do PT que habitou aquele palácio nos últimos anos. Os altos escalões da Justiça brasileira estão testando nossa inteligência e paciência.

 

Luís Fernando luffersanto@bol.com.br

Laguna (SC)

 

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A PONTINHA DO ICEBERG

 

"Delação da Odebrecht vai dobrar ações da Lava Jato" ("Estadão", 13/11, A4). E só se está falando da Petrobrás. Imaginem se chegar à Eletrobrás, à Nuclebrás, ao Judiciário, ao Legislativo, a segurança, transportes, bancos, Estados, municípios, etc., etc. Para as cadeias não haverá problemas, porque os criminosos são sempre os mesmos, que já hoje demandariam, se "presos", fazer uma cadeia própria. A Lava Jato é a pontinha do iceberg que se está descobrindo.

 

Ariovaldo Batista arioba06@hotmail.com

São Bernardo do Campo

 

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PESOS E MEDIDAS

 

É fantástico o trabalho que o juiz Sérgio Moro vem fazendo para acabar com a corrupção que assola nosso país, porém seria necessário lançar sua rede na outra margem do rio, até porque na outra margem há peixes graúdos que estão nadando tranquilamente, sem serem incomodados.

 

Virgílio Melhado Passoni mmpassoni@gmail.com

Jandaia do Sul (PR)

 

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DE VOLTA ÀS RUAS

 

Nós, milhões de cidadãos brasileiros que fomos às ruas em todo o País para pedir o impeachment de Dilma Rousseff e o fim da corrupção, temos de reagir e voltar em dobro para as ruas, porque há um grupo de parlamentares manobrando contra o fim da corrupção e a favor da impunidade. "Todo poder emana do povo e em seu nome será exercido."

 

Arcangelo Sforcin Filho arcangelosforcin@gmail.com

São Paulo

 

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15 DE NOVEMBRO

 

Neste 15/11 chegamos aos 127 anos da Proclamação da República no Brasil. Pena que tenhamos muito pouco o que comemorar. A República vem do latim "res publica", que é coisa de todos. O sistema republicano é eletivo, democrático, representativo e baseado na meritocracia. Nele, todos são iguais perante a lei. No Brasil, porém, os ideais republicanos não passam de palavras bonitas, mas que não têm nada que ver com o mundo real. Políticos, empresários e banqueiros predatórios e corruptos dominam o País e o comandam como se fosse seu feudo. O povo brasileiro não tem voz nem vez e vive subjugado e tratado como gado. Queremos que o Brasil seja uma República de verdade, e não uma republiqueta de bananas, como somos hoje em dia.

 

Renato Khair renatokhair@uol.com.br

São Paulo

 

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BRASIL REPUBLICANO

 

15 de novembro, dia em que comemoramos com o mais profundo sentimento de brasilidade e de agradecimento, no mais sincero patriotismo, ao marechal Deodoro da Fonseca, pela proclamação, há 127 anos, da República Federativa do Brasil, que transformou o regime imperial vigente em regime republicano, transformou nosso país de um governo imperialista por um governo presidencialista, sem nenhuma prisão e sem nenhum tiro. E mais: transformou o Brasil num país em que o povo exerce sua soberania por intermédio dos seus delegados e representantes, por tempo fixo, muito embora exista hoje um partido chamado PT totalmente contrário a este conceito. Espero que neste dia 15 todos os políticos da oposição tenham sido tomados pelo espírito do marechal, para que o Brasil volte a ser um país republicano.

Amém!

 

Antonio Brandileone abrandileone@uol.com.br

Assis

 

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REFLEXÃO 

 

No transcurso deste feriado que marca 127 anos da República que nos foi imposta por meio de um golpe de Estado, devemos fazer um esforço de reflexão para encararmos a realidade republicana que nós vivemos. A triste aniversariante de 15 de novembro, realmente, nada tem muito positivo para mostrar, bastaria pensarmos na realidade nacional, pois, passados 127 anos, praticamente temos tudo para fazer ou refazer. Sua contabilidade histórica é de chocar, nascida de golpe de Estado, lutas sangrentas se seguiram com muitos mortos. Na calmaria os presidentes eram eleitos de véspera, depois se seguiram outras ditaduras, estados de sítio, calabouços cheios, repressões, torturas, censura, etc. Em 127 anos de República, no período de 1930 a 1994 (64 anos, mais da metade) só um presidente civil eleito transmitiu o cargo a outro presidente civil eleito pelo povo, isso é impressionante. Em 27 anos de "redemocratização", dois presidentes impedidos, com grave sensação de corrupção descarada no País. O Congresso Nacional, que Rui Barbosa disse com razão ser um praça de negócios (lembremos dos anões do orçamento), é o motivo dos mensalões e das alianças espúrias ou no mínimo ecléticas e insensatas dos governos pós redemocratização. O passivo social gerado ao longo dessa trilha é imenso e está longe de ser saudado e a julgar pelos níveis de corrupção política que se chegou neste país, mais longe do que seria possível pensar. O Brasil está longe de ser um país decente, como mostra a realidade dos miseráveis espalhados pelas cidades brasileiras. Chega-se à conclusão de que o que se comemora em 15/11 são a tragédia republicana e o fracasso das instituições, e como tal não merece as nossas palmas. Só fica a certeza de que o respeito pela "res publica" pereceu com o Império naquele 15 de novembro. Por isso creio que já passou do tempo de estornarmos esse acidente histórico catastrófico que é a República brasileira e restaurarmos a monarquia constitucional parlamentarista, para começarmos a construir uma democracia responsável e para começarmos a resolver os inúmeros problemas do povo brasileiro por meio de instituições dignas, responsáveis e confiáveis.

 

Luís Severiano Soares Rodrigues luisseveriano@bol.com.br

Mesquita (RJ)

 

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PANORAMA DA BANDALHEIRA

 

O "Estadão", na série de matérias que vem publicando com o título "A Reconstrução do Brasil", no domingo (13/11) teve como tema a corrupção ("O cerco à roubalheira"). Diz a matéria que o ministro Herman Benjamin, do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), como relator do processo que analisa o uso de supostas verbas ilícitas do petrolão na campanha eleitoral de Dilma Rousseff, tendo como vice Michel Temer, ao ouvir relatos de testemunhas, estarrecido com os altos valores citados, questionava os denunciantes se estavam falando de bilhões ou milhões de reais. O povo brasileiro também está indignado, ministro, com esta bandalheira da era petista. Os números apontados pela Polícia Federal, e que supostamente foram desviados pelos partidos PP, PMDB, e PT, alcançam R$ 42,8 bilhões. E o Ministério Público Federal os calcula em torno de R$ 20 bilhões. Esta matéria do "Estado" é muito rica em detalhes, demonstrando o malefício deste vírus da corrupção nas nossas instituições. Também nos informa que, numa recente pesquisa realizada com 138 países, o Brasil está na humilhante posição de 135.º, e somente na frente de Bolívia, Chade e Venezuela como o país mais corrupto do planeta. Porém o que mais indigna a nossa sociedade é que um ex-presidente como Lula, pai desta corrupção e réu por enquanto em três processos da Lava Jato, sem escrúpulo algum, se diz perseguido - ou que existe até uma trama diabólica do Judiciário, da imprensa, etc., para incriminá-lo. E nesta mesma toada indigerível, muitos figurões da nossa política, como o presidente do Senado, Renan Calheiros, um desqualificado da classe política com 10 inquéritos nas costas no Supremo Tribunal Federal (STF), ofende juiz de "juizeco", ministro da Justiça de "chefete de polícia" e faz o diabo com apoio de seus cúmplices do Congresso para aprovar projetos que transformem numa grande pizza as investigações da Lava Jato. Se hoje as competentes investigações do petrolão já levaram à prisão dezenas de pessoas, como empresários, lobistas, diretores de estatais e políticos, outros 84 políticos, entre eles 24 senadores, com foro privilegiado, envolvidos em corrupção aguardam julgamento no STF. E esse número pode aumentar, já que, para os próximos dias, como resultado da megadelação de executivos da Odebrecht, a previsão é de que mais de 200 nomes da classe política sejam denunciados. Seria injusto não citar que, sem a competência, coragem e determinação de nossa imprensa, como do "Estadão", dificilmente estes gatunos seriam denunciados e até presos. 

 

Paulo Panossian paulopanossian@hotmail.com

São Carlos

 

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DESCONFORTÁVEL IMPRESSÃO

 

"(...) mas a prisão de Lula eu acho que causa problemas para o País. Porque haverá movimentos sociais, e isso pode criar uma instabilidade." Palavras de Michel Temer em entrevista no programa "Roda Viva", na segunda-feira. O que Temer teme? Será que não percebe que a figura de Lula é a de um politicamente morto-vivo que já não articula mais seus pensamentos com um mínimo de coerência e que nem os chamados movimentos sociais o respeitam mais? Salvo melhor juízo, o posicionamento do presidente é, no mínimo, caricato, e produz na opinião pública uma desconfortável impressão.

 

Paulo Roberto Gotaç prgotac@hotmail.com

Rio de Janeiro

 

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DENÚNCIA

 

Em reportagem de domingo, a Rede TV! colocou no ar dois vídeos denunciando Lula. Um deles mostra uma mansão em Punta Del Este em que o tríplex do Guarujá caberia num de seus aposentos. Já no outro vídeo, o denunciante, dirigindo sua perua a 100 km/h, percorreu 40 km de estrada interna de uma fazenda com pastos dos dois lados "recheados" por milhares de cabeças de gado, afirmando que tudo era de propriedade da "alma mais honesta" do Brasil. O denunciante afirmou, também, que são "mimos" doados pela Odebrecht. Seria interessante que o juiz Sérgio Moro requisitasse esses documentos, para o bem do País.

 

Júlio Roberto Ayres Brisola jrobrisola@uol.com.br

São Paulo

 

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DEFESA NO STF

 

Lula alega em sua defesa que o juiz Sérgio Moro o trata com o "arquiteto" de todo o plano de arrombamento da Petrobrás para financiamento de campanhas e propinas. Sinceramente, parece mais um "pedreiro" que não respeita as leis de construção civil nem as leis da natureza. Ainda bem que ninguém no Supremo Tribunal Federal (STF) se impressiona com seu discurso "arrognorante".

 

M. Mendes de Brito voni.brito@gmail.com

Bertioga

 

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OS ADVOGADOS DE LULA

 

Eu suponho que o ex-presidente deve ter sua aposentadoria por ter sido deputado e presidente. Deve ser bem superior à aposentadoria do cidadão médio, mas eu me pergunto: como ele consegue pagar seus advogados para entrarem com processos na Organização das Nações Unidas (ONU), na Organização dos Estados Americanos (OEA) ou para processar mais de uma dezena de pessoas? Eu sempre soube que advogados são caros e não trabalham de graça. Será que, indiretamente, somos nós que pagamos esses advogados com nossos tributos? O Ministério Público já se interessou por esse tema?

 

Aldo Bertolucci accpbertolucci@terra.com.br

São Paulo

 

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RESPIRO

 

Ufa, mesmo que por pouco tempo, os políticos brasileiros e tudo o mais que ali orbita respiraram aliviados nas últimas semanas. A eleição americana os tirou das páginas policiais. Com ironia, por favor!

 

Maria Elisa Amaral marilisa.amaral@bol.com.br

São Paulo 

 

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TRUMP, UM CÃO QUE LADRA

 

Um dos presidentes americanos com o maior grau de aprovação foi aquele que propiciou o fim do Muro de Berlim, e Donald Trump certamente sabe disso. Ele certamente não vai construir um muro exatamente no país que sempre se declarou como a terra da liberdade. A promessa do muro na fronteira com o México, para barrar a entrada de imigrantes ilegais nos EUA, foi um blefe bem calculado para ganhar mais votos de americanos puros do que perder os de hispânicos. Além do mais, cão que ladra não morde, como diz o velho ditado. 

 

Alcibiades P. de Toledo Jr alcibiades@terra.com.br

São Paulo

 

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TRABALHO PARA O CONGRESSO

 

A vitória de Donald Trump na eleição presidencial norte-americana significa que a maioria dos americanos pensa como ele. Preocupante, já que o maior representante deste país é temperamental, agressivo, bruto e homofóbico declarado, ou seja, por ter nascido em berço de ouro e ter olhos azuis, pensa que é de uma raça superior. O Congresso norte-americano terá muito trabalho, e para o povo, a decepção.

  

Mauro Roberto Ziglio mrziglio@hotmail.com

Ourinhos

 

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A DEMOCRACIA

 

A surpreendente, mas compreensível, vitória de Donald Trump nos EUA me levou a concluir que a democracia não tem ainda conseguido realizar a democracia, porque aquilo que todos procuram não são os direitos, mas os privilégios, e tanto quem está no governo como a oposição gasta todas as energias disponíveis para demostrar que é sempre o outro que é inepto e incapaz de governar. Em geral, os dois conseguem demonstrá-lo e ambos se acham sempre do lado da razão. Em alternativa à democracia, penso na ditadura, mas a diferença é pequena porque na democracia, primeiro, se vota e, depois, se recebem ordens, e na ditadura não se perde tempo a votar. É verdade que em tempo de ditadura não se pode reclamar muito, mas é também verdade que na democracia pode-se dizer qualquer coisa, mesmo que ninguém escute. No mundo atual a ignorância e a estupidez representam a maioria, e por isso acontecem os desastres políticos que bem conhecemos, deixando claro que na democracia o conceito de bom político é tão impensável quanto aquele de um ladrão honesto. Enfim, democracia é uma palavra que mais de qualquer outra se adapta um pouco a tudo, uma espécie de tampa que se adapta a todas as panelas, nas quais estamos sendo cuidadosamente cozinhados. Entre a democracia e a ditadura como alternativa, existia num tempo a forma de governo chamada "oligarquia", que, mesmo não sendo muito democrática por ser um governo de poucos privilegiados, parece que conseguiu funcionar. Os gregos, com a clareza que atualmente não temos mais, diziam que a oligarquia é o regime daqueles que estão no topo da escala social, contraposto à democracia, o regime dos pobres. Cicerone moderadamente afirmava que num bom governo deve ser concedida bastante coisa aos grandes, mas também alguma coisa ao juízo e à vontade do povo, mantendo o equilíbrio e a justiça numa sociedade na qual cada um possa ter o lugar que lhe compete. Parece fácil, mas (como na publicidade do "denorex", que parece remédio, mas não é) também não é. 

 

Francesco Magrini framagr@ig.com.br

Cachoeira Paulista 

 

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PRISÃO EM SEGUNDA INSTÂNCIA

 

A decisão tomada pelo Supremo Tribunal Federal (STF) na sexta-feira (11/11), de que os réus condenados em segunda instância judicial podem ser presos mesmo que ainda tenham recursos pendentes, foi muito criticada por advogados criminalistas e juristas, que consideraram a decisão inconstitucional e que irá lotar as penitenciárias. No caso de uma superlotação das penitenciárias, segue a minha sugestão: fazer adaptações para acomodar os presos nos "elefantes brancos" (estádios de futebol) da Arena Mané Garrincha (DF), onde cabem 72 mil torcedores, e da Arena da Amazônia (AM), onde cabem 44 mil torcedores.

 

Edgard Gobbi edgardgobbi@gmail.com

Campinas 

 

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MACONHA CONTRA O CRACK

 

Soninha Francine andava sumida do noticiário. Ou, então, era muito discreta. Mas, agora, parece que vai voltar: como secretária de João Dória, o próximo prefeito de São Paulo. Assim, desde logo, começou a se manifestar (de novo) pelo incremento do uso da maconha "como forma de atenuar o sofrimento dos usuários de crack em abstinência" (!). Ironia ou coincidência ser ela cotada para ocupar a Secretaria Municipal de Desenvolvimento Social? Seja como for (espero que isso não venha a acontecer), em vias de tomar forma o vetustíssimo aforismo "lupus pilum mutat, non mentem" (o lobo muda de pelo, mas não de pensamento). A propósito, parece-me que a morfina é utilizada medicinalmente para atenuar as dores, e não como "tratamento do câncer". 

 

Pedro Luís de C. Vergueiro pedrover@matrix.com.br

São Paulo

 

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SEM SOLUÇÃO PARA A CRACOLÂNDIA

 

Se acontecer de fato a distribuição de maconha para viciados em crack, a gestão João Doria nascerá morta. Cabe ao ministro José Serra explicar a onda de invasão da maconha que se inicia na cidade de São Paulo. Foi Serra quem indicou ou fez Soninha secretária. Votei nele para senador e peço-lhe explicação. As declarações de Soninha são simplistas e pirotécnicas. Retratam a falência da gestão pública séria e o porquê de nenhum prefeito ter acabado com a cracolândia. A cracolândia existe há 20 anos e não tem, definitivamente, uma solução. Interesses econômicos escusos? Incompetência? Politicagem?

 

Devanir Amâncio devaniramancio@hotmail.com

São Paulo

 

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AGORA VAMOS FISCALIZAR

 

Se não acontecerem imprevistos nos primeiros dias de janeiro, vereadores, prefeitos e vices eleitos tomam posse. O que se chama de governabilidade se faz, principalmente, nas relações entre os Poderes Executivo e Legislativo. Nas cidades, estamos falando do prefeito e dos vereadores, e o primeiro envia projetos, inclusive o orçamento anual, para o grupo de parlamentares debaterem, emendarem e aprovarem (ou rejeitarem). Além disso, os legisladores devem fiscalizar o prefeito. A Câmara Municipal é fundamental na realidade política e administrativa, desde que ela funcione de fato imparcialmente. No Brasil, os parlamentares tendem a ser governistas. Ou seja: acatam o que o prefeito pede em troca de recursos que podem ser lícitos, imorais e/ou criminosos. Neste último caso, o mensalão é um exemplo, e existe isso em muitas cidades pelo Brasil. Pois bem: quantos vereadores, cada prefeito já eleito em cidades no Estado de São Paulo que acompanhamos de perto pela imprensa elegeram nas coligações que lhes deram apoio? De qual porcentual partirão na Câmara? João Dória (PSDB) em São Paulo, 45%; Auricchio (PSDB) em São Caetano, 42%; e Kiko (PSB) em Ribeirão Pires, 41%. Estes terão de atrair vereadores de outras chapas para prefeito, se querem "facilidade". Na Capital, vereadores do PMDB e do PSD, da chapa de Marta Suplicy, dizem que gostariam de dialogar com o prefeito eleito. E nós? Ao eleitor cabe atenção, reflexão, pois no Brasil governabilidade tem preço. Se o pagamento é no desenho das políticas públicas, ótimo. Se ocorrer na distribuição de cargos e favores, fique atento e cobre do gestor transparência. Mas, se for via mensalinho ou mensalão, proteste, chame a polícia. Ela sabe o que fazer nestes casos. 

                                                            

Turíbio Liberatto turibioliberatto@hotmail.com

São Caetano do Sul

 

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VAQUEJADA

 

Com todo respeito às pessoas que alegam viver da vaquejada, a questão da proibição é, acima de tudo, moral. As sociedades no mundo inteiro evoluem e não se admitem mais, em países civilizados, os maus tratos de animais. Várias cidades espanholas, por exemplo, já proibiram definitivamente as tradicionais touradas. Puxar um boi pelo rabo e derrubá-lo com violência causa, sim, dor e sofrimento, nele e em nós. Não há argumentos que amenizem tamanha brutalidade. 

 

Luciano Harary lharary@hotmail.com

São Paulo

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