Fórum dos Leitores

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O Estado de S.Paulo

18 Novembro 2016 | 03h36

CORRUPÇÃO

Cabral enjaulado

O ex-governador do Estado do Rio de Janeiro Sérgio Cabral foi preso pela Polícia Federal (PF), acusado de cobrar propina de empresas em contratos com o poder público. Os ex-secretários de seu governo Wilson Carlos e Hudson Braga também foram acordados às 6 da manhã pela PF. Em delação homologada, a Carioca Engenharia comprovou o pagamento de R$ 176 milhões em propinas para o grupo. E em delação premiada executivos da Andrade Gutierrez contaram que Cabral cobrou propina pelas obras no Maracanã para a Copa do Mundo. Já o esquema de Cabral com a Delta desviou cerca de R$ 370 milhões dos cofres públicos. Como se percebe, não é só por causa dos royalties do petróleo que o Estado do Rio de Janeiro está falido. Esse dinheiro precisa urgentemente retornar aos cofres fluminenses.

JOSÉ C. SARAIVA DA COSTA

jcsdc@uol.com.br

Belo Horizonte

Oxigênio

Grande é a distância entre a festa filmada num dos mais caros restaurantes de Paris, presentes Sérgio Cabral e assessores próximos, dançando com guardanapos na cabeça, acompanhados pelas companheiras, decoradas com famosas grifes, e a prisão pela PF do ex-governador, ontem, por chefiar, segundo o Ministério Público Federal, esquema de propinas milionárias. A operação, como outras que não param de surpreender a sociedade, é mais uma esperança de oxigenação no viciado ambiente de corrupção que tem privado o povo dos benefícios de um poder público que deveria estar dedicado apenas ao interesse coletivo.

PAULO ROBERTO GOTAÇ

prgotac@hotmail.com

Rio de Janeiro

Ajuste fiscal

No caso do Rio, é só Garotinhos, Cabrais e outros do mesmo nível devolverem o que roubaram que se resolve o rombo fiscal. No caso do Brasil, bem, se o capo petralha e asseclas fizerem o mesmo, geram até superávit...

RICARDO C. T. MARTINS

rctmartins@gmail.com

São Paulo

‘Data venia’

Permitam-me discordar do título do editorial de ontem (A3). O Lula não é “o intocável”, é, sim, o incorrigível!

EDUARDO A. DELGADO FILHO

e.delgadofilho@gmail.com

Campinas

MANIFESTAÇÕES

Invasão do Congresso

As autoridades militares e policiais têm a obrigação de identificar as lideranças dos baderneiros que invadiram o Congresso Nacional e puni-los exemplarmente. Isso não pode ficar barato. Sejam eles de que tendência forem, devem ser responsabilizados e a sociedade precisa saber exatamente quem são e o que pretendem. Ficou a impressão de que eles, entre outras coisas inconfessáveis, pretendiam comprometer o juiz Sergio Moro e a Operação Lava Jato.

CARLOS EDUARDO STAMATO

dadostamato@hotmail.com

Guaraci

Pega na mentira

Ministro da Defesa espera punição exemplar a invasores da Câmara e PF abre inquérito para investigar invasores da Câmara. Poderíamos pensar que este é um país onde impera a ordem. Mentira! Polícia e Ministério Público são exemplares na hora de punir 50 cidadãos que protestaram na Câmara dos Deputados, mas incapazes de fazer os invasores das escolas desocuparem os prédios para que a maioria possa ter aulas. São incapazes também de coibir as ações criminosas da CUT, do MST e do MTST, que infernizam a vida dos cidadãos de bem. Essa gente faz o que bem entende sem que ministros ou a Polícia Federal sequer pensem em identificá-los.

M. CRISTINA ROCHA AZEVEDO

crisrochazevedo@hotmail.com

Florianópolis

Iguais perante a lei?

Os manifestantes quebraram uma porta de vidro, invadiram a Câmara dos Deputados, foram presos e estão sujeitos a pena de reclusão de dois a seis anos. Já o MST e o MTST, nas suas inúmeras manifestações, com tumultos e danos materiais, nunca foram responsabilizados e jamais sequer se cogitou de penas de reclusão. Embora conste na Constituição da República que todos são iguais perante a lei...

HUMBERTO SCHUWARTZ SOARES

hs-soares@uol.com.br

Vila Velha (ES)

Agora é caso de polícia...

Como sempre, o exemplo veio de cima. Enquanto invadiam e depredavam o patrimônio das escolas, universidades, fazendas, interditavam ruas, avenidas e rodovias com pneus em chamas, o governo federal achava normal e nenhuma atitude tomou. Ao contrário, deixou a bandalheira correr solta. Agora, quando atinge diretamente os políticos, aí, sim, é caso de Polícia Civil, Polícia Federal, Polícia do Congresso Nacional, prendendo e fichando todos os “ocupantes” para que paguem uma porta de vidro quebrada. É o País descendo a ladeira em alta velocidade!

FREDERICO FONTOURA LEINZ

fredy1943@gmail.com

São Paulo

Não a qualquer invasão!

O Brasil não precisa de truculência nem à esquerda nem à direita. Precisamos, sim, de uma democracia que amadureça e produza bons frutos, entre eles, a introjeção de uma cultura que valorize fortemente os princípios democráticos, éticos, a força moral que forja o caráter. Precisamos de grandeza e dignidade. Se o País aprendesse a se fundamentar em tais princípios, aí, sim, poderíamos sentir-nos e ser vistos como uma grande nação. Para isso é preciso que todos cooperem e construam uma democracia sólida e duradoura, de que nos orgulhemos. Porque não será com intervenção militar, por mais respeito que se tenha hoje pelas Forças Armadas, que levaremos a bom termo a luta contra a corrupção e contra tudo o que tem levado este país a chegar aonde chegou. Que invasões de qualquer tipo e ideologia sejam severamente punidas e impedidas, seja em propriedades privadas, escolas, no Congresso ou o que mais for, e se recomponha a ordem com a obediência às leis, que deve valer de forma igual para todos. Uma coisa é manifestação pacífica, outra é a truculência para expressar anseios.

ELIANA FRANÇA LEME

efleme@gmail.com

São Paulo

Surrealismo

Se foi surreal a invasão do Congresso por 50 pessoas que pediam intervenção militar, mas mais surreais ainda são as propostas de anistia retroativa de caixa 2 e a de punição para juízes, procuradores e promotores por crime de responsabilidade. Se o diretor italiano e mestre do surrealismo Federico Fellini fosse vivo, teria farto material para filmar uma obra-prima.

LUCIANO HARARY

lharary@hotmail.com

São Paulo

“O Brasil descobriu Cabral em 17 de novembro de 2016”

MARA MONTEZUMA ASSAF / SÃO PAULO, SOBRE A PRISÃO DO EX-GOVERNADOR DO RIO

montezuma.scriba@gmail.com

“A coisa é tão grave que até os livros de História teremos de mudar: Cabral descobriu a propina!”

LUIZ GONZAGA TRESSOLDI SARAIVA / SÃO PAULO, IDEM

lgtsaraiva@uol.com.br

“Cada enxadada, uma minhoca. Parabéns ao juiz Sergio Moro. Agora 

só falta o ofídio-chefe”

JÚLIO CRUZ LIMA NETO / SÃO PAULO, IDEM

Cartas selecionadas para o Fórum dos Leitores do portal estadao.com.br

PRISÕES NO RIO DE JANEIRO

É uma ótima notícia a prisão dos ex-governadores do Rio de Janeiro Anthony Garotinho e Sérgio Cabral, acusados de corrupção, formação de quadrilha e desvio de centenas de milhões de reais dos cofres públicos. Demorou. Lugar de corruptos é na cadeia, e que percam todo o patrimônio roubado. E o governador Luis Fernando Pezão, nada?

Renato Khair renatokhair@uol.com.br

São Paulo

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LIMPEZA

A prisão do ex-governador do Estado do Rio Sérgio Cabral faz parte de uma limpeza política no País. Os políticos estão sendo presos pouco a pouco; a Justiça continua célere trabalhando independentemente do esperneio dos militantes de direita e de esquerda que desejam impor sua ideologia à força. O Estado do Rio está numa penúria financeira de solução muito difícil, em grande parte por causa da irresponsabilidade e da corrupção do ex-governador. Assim como Dilma Rousseff, gastou muito mais do que podia com fatos supérfluos e deixou a educação, a saúde e o interior em último lugar em sua escala de prioridades. Confiou nos royalties do petróleo como se fossem infinitos, fez benesses à custa da receita do Estado, etc., etc. Logo chegará a vez de Pezão. 

 

Mário N. Borgonovi marionegrao.borgonovi@gmail.com

Rio de Janeiro 

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SÉRGIO CABRAL

Pedro Álvares descobriu o Brasil, mas foi Sérgio Cabral quem, no Rio, trilhou o mapa da mina.

Roberto Twiaschor  rtwiaschor@uol.com.br

São Paulo

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BOM DIA, BRASIL

Há dois dias tenho a felicidade de começar a manhã com o jornal "Bom Dia Brasil", da Rede Globo, me brindando com um verdadeiro "bom dia": as notícias das prisões de ladrões, corruptos, chefes de quadrilhas, manipuladores da opinião pública e responsáveis diretos pela falência do Estado do Rio de Janeiro, os ex-governadores Sérgio Cabral e Anthony Garotinho. Que venham muitos outros "bons dias", fazendo justiça e colocando na cadeia tantos outros que, inexplicavelmente, ainda continuam impunes!

Ronaldo Gomes Ferraz ronferraz@globo.com

Rio de Janeiro 

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OLHA O DINHEIRO AÍ, GENTE!

Apesar de todos os pesares, o ar no Rio de Janeiro começa a ficar mais respirável a partir da prisão de dois ex-governadores do Estado. Pode vir daí a dinheirama que Pezão tanto queria tirar dos servidores públicos.

Ricardo C. Siqueira ricardocsiqueira@globo.com

Niterói (RJ)

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PEZÃO QUE SE CUIDE

Agora virou moda prender governadores do Rio de Janeiro: quarta-feira foi Garotinho, quinta-feira foi Sérgio Cabral. Se a progressão continuar, governador Pezão que se cuide. Ou será que não?

Arnaldo de Almeida Dotoli arnaldodotoli@uol.com.br

São Paulo

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É APENAS O COMEÇO

Anthony Garotinho e Sérgio Cabral estão presos. Falta, ainda, investigar a situação de Rosinha Garotinho, de Pezão, de Benedita da Silva e de Dornelles. Quantas obras foram realizadas no Estado do Rio de Janeiro, nos últimos 20 anos... Foram construídas diversas usinas termoelétricas, usina nuclear em Angra dos Reis, obras da Olimpíada, da Copa, dos Jogos Pan-Americanos, do Comperj, entre vários outros empreendimentos. Pelo andar da carruagem, as penitenciárias ficarão abarrotadas de gestores da corrupção.

José Carlos Saraiva da Costa jcsdc@uol.com.br

Belo Horizonte

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A PRISÃO DE GAROTINHO

Um prato cheio para que o falastrão saia dizendo que a Polícia Federal extrapolou novamente: está prendendo até garotinho...

Roberto Castiglioni rocastiglioni@hotmiail.com

Santo André

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INHOS

Garotinho, casado com Rosinha, acusado na Operação Chequinho, tem chiliquinho e passa mal quando foi preso. Diminutivos que escondem coisa graúda. Seria cômico, se não fosse sério.

Elisabeth Migliavacca

São Paulo 

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NOVOS TEMPOS

Garotinho é do tempo em que comprar voto não dava cadeia.

Luiz Frid luiz.frid@globomail.com

São Paulo

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A POLÍTICA E A JUSTIÇA

Pouco a pouco a afirmação de uma autoridade do atual governo estadual fluminense de que a "culpa" da falência financeira do Estado seria basicamente dos seus aposentados vai sendo desmentida pelo desenrolar das operações judiciais ora em andamento, que já prendeu até agora dois ex-governadores do Rio de Janeiro. Por mais que a judicialização da política não seja a forma ideal desejada, tal fato é necessário no momento, pois está dentro dos princípios democráticos, que, após sanear a gestão pública, possibilitará a normalidade dentro da ética, da administração pública brasileira como um todo, fundamental para a construção da grande nação que tanto almejamos e temos condições de ser.

José de A. Nobre de Almeida josedalmeida@globo.com

Rio de Janeiro

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O POVO JÁ FOI PUNIDO

Garotinho e Cabral, o que vocês (e outros) fizeram com o Rio de Janeiro? Desejo-lhes longa vida para aguardar o julgamento. Não é importante que vocês fiquem presos, basta usar tornozeleiras (para o caso de condenação)! Afinal, o povo já foi punido, pela única culpa de tê-los elegido.

Geraldo Fonseca Marcondes Jr. gfonsecamarcondes@uol.com.br

Taubaté

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HORROR

  

Nosso país ainda desce o nível. Nossas maiores autoridades são os maiores bandidos. Cabral, Cunha, Garotinho, Lula, José Dirceu, um STF medroso e irresponsável, um Judiciário parasita, sindicalistas criminosos, funcionalismo público corrupto, jornalistas semianalfabetos, militância política feita de nazistas e 12 milhões de desempregados jogados na rua por um governo idiota. Que horror!

  

André Coutinho arcouti@uol.com.br

Campinas

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O BRASIL ESPERA

O Brasil espera que o presidente Temer apresente explicações sobre as ações criminosas da alta cúpula do seu partido. O Brasil quer saber o que o PMDB tem a dizer sobre a conduta criminosa de Eduardo Cunha e Sérgio Cabral. 

Mário Barilá Filho mariobarila@yahoo.com.br

São Paulo

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AS LIÇÕES DA HISTÓRIA

Os nossos parlamentares, em todos os níveis de governo, certamente não se estão atendo às lições da história. Estão tentando, ainda, defender os seus interesses mesquinhos, sem se importarem com a grave crise que vive o nosso país. Enquanto os dados oficiais apontam o número astronômico de 12 milhões de desempregados, eles ainda tentam obter todo tipo de vantagens, como se vivessem num outro mundo. Lembram a rainha Maria Antonieta, da França, a perdulária esposa de Luís XVI? Ainda que existam dúvidas a respeito da sua veracidade, quando ela perguntou ao seu cocheiro por qual razão o povo parecia tão revoltado e este lhe respondeu que não havia pão para comer, ela respondeu "se não têm pão, que comam brioches", demonstrando a sua total dissonância com a realidade do seu país. Deu no que deu. E muitos outros exemplos poderíamos citar aqui. Nossos parlamentares estão, na atualidade, comportando-se como um bando de "Marias Antonietas". Tanto na Câmara dos Deputados e no Senado, em Brasília, quanto nas Assembleias Legislativas e nas Câmaras Municipais, estão simplesmente se lixando para a situação da população, a maior vítima dos quadrilheiros descobertos pela Operação Lava Jato. Ao mesmo tempo que procuram aprovar leis para compensar os grandes déficits públicos, o fazem procurando jogar a conta para a população, esmerando-se para não perderem os seus vencimentos e muito menos as suas mordomias. Na quarta-feira, 16/11, a exemplo do que ocorreu na França em 1789, houve não só a invasão da Câmara dos Deputados em Brasília, por um grupo pedindo a absurda intervenção das Forças Armadas, como na Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro. Na primeira, o motivo foi a cínica tentativa dos parlamentares ao procurarem aprovar dispositivos legais que os livrem da Operação Lava Jato, assim como nos casos de terem utilizado o Caixa 2 nas eleições passadas. No Rio de Janeiro, foram os novos descontos nos vencimentos dos servidores daquele Estado, ao mesmo tempo que os parlamentares não fazem nenhum corte nos seus e nas suas mordomias. Obviamente, num regime democrático, não tem nenhum nexo invadirem os plenários dos Poderes Legislativos, muito menos para pedir a volta do regime militar, mas são consequências do comportamento dos nossos políticos, que continuam menosprezando a população brasileira, contando sempre com a impunidade, decorrente da leniência das nossas leis e da morosidade da Justiça. 

Gilberto Pacini benetazzos@bol.com.br

São Paulo

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EXPLICAÇÃO

Respondem pelo Rio de Janeiro, em Brasília, 46 deputados e 3 senadores - um deles licenciado para disputar  a prefeitura da capital, para a qual acaba de ser eleito, embora sua cadeira esteja ocupada pelo suplente. Teoricamente, zelam pelos interesses e defendem os pleitos da população do Estado. Ouvi pela reportagem na manhã de quarta-feira (16/11) que estavam reunidos no interior da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj), preocupados com a tensão que havia no ar por causa da iminente votação do pacote de medidas proposto pelo Executivo, 24 deputados federais, naturalmente sufragados pelo povo fluminense. Perguntei-me onde estariam os outros 25 representantes. Ao eleitor é, então, devida uma explicação sobre tais omissões, neste momento delicado. 

Paulo Roberto Gotaç pgotac@gmail.com

Rio de Janeiro

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A CONTA CHEGOU

Garotinho foi preso, Cabral foi preso, mas o Rio de Janeiro continua lindo. Quebrado, mas lindo!

Marcos Catap marcoscatap@uol.com.br

São Paulo

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A COISA TÁ PRETA

 

Servidores sem salários, governos e políticos corruptos presos, marajás com superssalários, empresas corruptoras, ministros do STF infantilmente batendo boca por muito pouco, governo federal inseguro, Previdência Social em baixa, 12 milhões de desempregados sem condições de manter suas famílias, entre outras inúmeras razões, servem, sim, para desestabilizar qualquer país. Muda, Brasil!

Júlio Roberto Ayres Brisola jrobrisola@uol.com.br

São Paulo

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EQUÍVOCO SEM TAMANHO

 

Se considerarmos a sequência de escândalos quase que diária da classe política e empresarial, a declaração do presidente Michel Temer dada em entrevista ao programa "Roda Viva", da TV Cultura, de que a prisão do ex-presidente Lula poderia ser um fator de risco institucional foi um equívoco sem tamanho. "Ainda bem que o presidente Michel Temer só preside o Poder Executivo, e não manda no Judiciário nem interfere nas investigações do Ministério Público" (Dora Kramer, "Estadão", 16/11).

Edgard Gobbi edgardgobbi@gmail.com

Campinas 

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TEMER E LULA

Numa infeliz declaração na entrevista ao programa "Roda Viva" (TV Cultura, 14/11), o presidente Temer disse que, se Lula vier a ser preso, poderá causar instabilidade política no País. Diante do lamentável e inoportuno dito, cabe, por óbvio, perguntar, data máxima vênia, se o ex-poderoso chefete continuar leve, livre e solto, diante de todas as acusações que pesam sobre ele de envolvimento direto nos malfeitos e ilícitos praticados ao longo dos 13 anos de lulopetismo, os brasileiros vão deixar por isso mesmo?

J. S. Decol decoljs@gmail.com

São Paulo

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NADA A TEMER

Presidente Temer, como a prisão de um infrator da lei pode causar instabilidade no Brasil? Temer, nada a temer. Há remédio para tudo dentro da lei, rigorosamente dentro da lei, Temer. Que espécie de presidente da República és tu, Temer?

José Maria Leal Paes josemarialealpaes@gmail.com

Belém

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E A FORÇA DE NOSSAS INSTITUIÇÕES?

Como pagador de impostos deste país, repudio, com maior espécie, a insinuação de Michel Temer de que prender o ser mais honesto deste Brasil poderá vir a gerar "confrontos" ou "turbulência" sociais. Deixo registrado ao sr. presidente que, conforme recente decisão do STF, criminoso que tenha a condenação confirmada por colegiado em 2.ª instância deve ser preso, ou nossa justiça não é cega, talvez caolha. Lamentável, infeliz e repugnante o comentário proferido por quem jurou, quando da posse, defender nossas já combalidas instituições.

Marcio M. Pascholati marcio.pascholati@gmail.com

São Paulo

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TREMENDO NA BASE

Srs. Temer, Renan Calheiros e outros desta pseudodemocracia que têm o "rabo preso", estão tremendo na base. Não porque a prisão do sr. Lula cause instabilidade no País, mas, sim, para salvar a própria pele. Temer sabia, como vice de Lula e de Dilma, que o dinheiro que os elegeu era fruto das maracutaias do PT e do PMDB, provadas na Lava Jato. Não podemos no calar!

Maria de Fátima Pereira Niccioli mfpniccioli@hotmail.com

Jacutinga (MG)

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O DESPERTAR DE RENAN CALHEIROS

Renan Calheiros instalou no Congresso uma comissão que vai analisar a folha de pagamentos dos Poderes Legislativo, Executivo e Judiciário, com o objetivo de identificar servidores que estejam recebendo acima do teto constitucional, que hoje é de R$ 33.763,00, valor do subsídio dos ministros do STF. A relatoria coube à senadora Katia Abreu, que, ao falar sobre o assunto, parece não conhecer o Brasil onde vive. Desde 1988 a lei aí está, mas somente agora, passados 28 anos, o senador Calheiros acordou? Os bilhões pagos indevidamente certamente estão fazendo falta na saúde, na educação e na segurança. A pergunta que não quer calar: ao constatar que pessoas receberam acima do teto, o troco será devolvido? Somente quando o tratamento dado aos funcionários do andar de baixo for igual aos de cima teremos uma democracia respeitável. 

Izabel Avallone izabelavallone@gmail.com

São Paulo

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'CAÇADOR DE MARAJÁS'?

É de pasmar que Renan Calheiros se apresente como o novo "caçador de marajás", atrás dos supostos superssalários do Judiciário. Não sou juiz nem tenho parentes no Judiciário. Mas me escandaliza que este senador pelas Alagoas, repetindo o discurso de seu conterrâneo, o tristemente famoso Collor, agora se apresente como paladino da moralidade, depois de renunciar ao mandato para não ser cassado por seus pares. Aliás, ele não precisa de superssalário, quem paga a pensão alimentícia a sua amante, mãe de uma filha sua, é uma empreiteira. Que vergonha! Que vexame!

 

Eduardo Spinola e Castro 3491esc@gmail.com

São Paulo

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RINHA BRAVA

Paladinos de meia pataca e éticos por correspondência jogam as patas em Renan Calheiros. Motivo: o presidente do Senado e do Congresso teve a ousadia e a coragem de mexer no vespeiro mais velho do que a invenção da roda: os altos salários do Judiciário, especialmente dos juízes, desembargadores, promotores e procuradores. A discussão é antiga. Já é hora de o assunto ser tratado com equilíbrio e profundidade. Magistrados não gostaram da proposta de Renan Calheiros e divulgaram notas discordantes. Na tentativa de intimidar Calheiros. Perdem tempo e saliva. Renan não teme ameaças nem vai recuar. A proposta de Renan é abrangente. Também analisará os salários do Senado, com o apoio do Tribunal de Contas da União. O tema vai render notícias, intrigas e acusações. O colossal oceano de penduricalhos está com os dias contados. Quem não aguentar o tranco que saia da rinha. 

Vicente Limongi Netto limonginetto@hotmail.com

Brasília

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BLOQUEIO

O inteligente professor, historiador e jornalista Marco Antonio Villa apresenta uma solução prática e objetiva para equacionar o problema dos funcionários que recebem os chamados superssalários ou ultrapassam o teto constitucional. Trata-se de um técnico em informática programar o limite na folha de pagamento. O que estiver acima do valor não será pago. E quem se julgar prejudicado e cheio de direitos que recorra aos órgãos competentes. Mas teria de ser implantado nos Três Poderes e em todas as esferas da administração pública. Cartas para a redação!

Marco Antonio Esteves Balbi mbalbi69@globo.com

Rio de Janeiro

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INTOLERÂNCIA À CORRUPÇÃO

Constam de edição do "Estado": o Congresso pressiona por anistia do caixa 2 em causa própria; Lula promove um espetáculo só possível em República de banana em causa própria. Parece que se equipara a "padinho Cícero"; Renan Calheiros manobra em causa própria; tentam enfraquecer a Lava Jato. Na verdade, a Lava Jato está lavando a reputação da cidadania brasileira, devolvendo-lhe algum respeito no mundo. Parece estar na hora de reforçar o clamor de "abaixo a corrupção!", "Lula na prisão!", "Fora Calheiros!" e "Salve Moro!", com todos os recursos alcançáveis: não se pode tolerar.

Harald Hellmuth hhellmuth@uol.com.br

São Paulo

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ALERTA AOS POLÍTICOS

 

Está sendo constituído um novo movimento de moralização neste querido país. Se vocês seguirem no procedimento de "abafar a Operação Lava Jato", o povo será incentivado a sair às ruas, e vocês pagarão muito caro por isso.

  

Adib Hanna adib.hanna@bol.com.br

São Paulo

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LEVE E SOLTO

E no mínimo revoltante viver num país como o Brasil, onde, enquanto muitos estão fazendo malabarismo para poder comprar o básico para sobreviver, o doleiro Alberto Youssef, depois de condenado a mais de 100 anos de prisão, onde esteve por um curto período, já esteja de mudança para um apartamento numa das áreas mais nobres de São Paulo. Pobre Brasil, ou, melhor dizendo, pobres dos brasileiros.

Virgílio Melhado Passoni mmpassoni@gmail.com

Jandaia do Sul (PR)

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O POVO CANSOU

O momento é para reflexão! A Câmara dos Deputados foi invadida por um grupo que se diz apartidário, em que uns querem intervenção militar, outros reforçam o apoio ao juiz Sérgio Moro e alguns sugerem fechar o Congresso Nacional, porque acham que o Brasil está nas mãos de bandidos. Ao mesmo tempo, servidores públicos do Rio de Janeiro, que nem salário e aposentadoria recebem em dia, com seu governo quebrado, invadem também a Assembleia Legislativa do Estado. Isso comprova que o povo cansou! E não acredita mais na classe política brasileira, que agora colhe o que plantou. O povo cansou do abuso do mau uso dos recursos dos contribuintes, da corrupção instalada, que somente no evento do petrolão, como calcula a Polícia Federal, desviou R$ 42,8 bilhões. Porém é bom lembrar que nem com o alerta de indignação do cidadão brasileiro, ator importante no impeachment de Dilma Rousseff, que veio pelas manifestações populares realizadas em 2013, com milhões de pessoas saindo pelas ruas e avenidas do País contra a bandalheira do governo petista, foi suficiente para a classe política mudar este horroroso quadro institucional.

Paulo Panossian paulopanossian@hotmail.com

São Carlos

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A INVASÃO DA CÂMARA

Algumas dezenas de pessoas invadiram a Câmara dos Deputados na quarta-feira, após combinarem o evento por meio do aplicativo WhatsApp, e tinha como objetivo "fechar o Congresso Nacional". Mas eles se esqueceram de combinar com a maioria dos brasileiros e com as Forças Armadas. Enfim, foi apenas um ato ridículo e passível de punição. 

Maria C. Del Bel Tunes carmen_tunes@yahoo.com.br

Americana

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ARMAÇÃO CIVIL

Muito curiosa esta micromanifestação de direita, na Câmara dos Deputados, reivindicando intervenção militar. Está cheirando a mutreta de grupos civis interessados em adiar votações que possam fragilizar interesses inconfessáveis.

Sergio S. de Oliveira ssoliveiramsm@gmail.com

Monte Santo de Minas (MG)

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INTERVENÇÃO MILITAR

A República no Brasil nasceu de uma intervenção militar. Portanto, a República brasileira seria ilegal e ilegítima se tal intervenção não fosse permitida.

Renato Wieser renato_wieser@yahoo.com.br

Juiz de Fora (MG)

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CONGRESSO INVADIDO

Demorou muito. E por que demorou a invasão do Congre$$o? Todo brasileiro está cansado de saber: é apenas o começo e pode ficar pior. A roubalheira e a bandalheira dos no$$os políticos, autoridades e a impunidade do Judiciário, conivente, extrapolam todos os limites. O povo não aguenta mais e já até comenta que algum homem-bomba pode visitar o Congre$$o, além de outras ilações, entre as quais a intervenção das Forças Armadas. Fiquem espertos, políticos brasileiros, ou criem vergonha na cara, para não ficar pior do que está! Justiça atrasada não faz justiça. Ladrões do erário já deveriam estar na cadeia!

 

Fernando Silva lfd.dasilva1940@gmail.com

São Paulo

 

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MEDÍOCRES

A que ponto pode chegar a mediocridade de pessoas que se julgam militantes e lideranças políticas. A invasão da Câmara dos Deputados não é um fato incomum. Mas fazer baderna e chegar ao desplante de defender o retorno da ditadura é uma manifestação de quem não tem uma visão do que é a democracia. Ela permite manifestações, mas não a imposição de posicionamentos de grupelhos que se julgam donos da verdade. E mais: usam esse tipo de atitude para aparecer na imprensa.

Uriel Villas Boas urielvillasboas@yahoo.com.br

Santos

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POLÍCIA PRÓPRIA

Invasão ao Congresso. E a polícia do Legislativo, cadê?

Jorge A. Nurkin jorge.nurkin@gmail.com

São Paulo

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BADERNEIROS

Cinquenta brasileiros protestaram na Câmara dos Deputados externando suas opiniões, o presidente Michel Temer disse que foi uma "afronta à Constituição que nos representa" e quantos políticos de idoneidade duvidosa da Câmara e do Senado Federal querem amordaçar o Judiciário, a Receita e a Polícia Federal? PSDB que se cuide, porque o PT está em estado vegetativo e PP e PMDB só fazem figura em nosso Estado. 

Reinaldo Cammarosano tatocammarosano@hotmail.com

Santos

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O QUE É 'INACEITÁVEL'?

O presidente Temer diz que seu interesse ao governar é recuperar o Brasil. Até ontem eu estava acreditando nisso. Mas a sua condenação da invasão da Câmara ("é inaceitável"), não acompanhada por uma reflexão que leve em conta a óbvia razão desta ação, leva-me a duvidar de sua intenção: está protegendo uma instituição corrompida só porque ela é uma "instituição"? O povo brasileiro trabalhador não merece sua consideração numa breve nota? Uma invasão é mais "inaceitável" do que as ações indecentes de muitos parlamentares?

Sandra Maria Gonçalves sandgon@terra.com.br

São Paulo

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O CONGRESSO EM RISCO

As 50 pessoas que invadiram a Câmara estão revoltadas com os legisladores legislando em causa própria para continuarem se beneficiando do loteamento das organizações do Estado (administração direta e indireta) por meio de extorsões com o Executivo, tornando as organizações ineficazes, ineficientes e corruptas! Ao se "beneficiarem", nossos deputados e senadores não querem ser alvo da Justiça (Lava Jato). Caso o Congresso ainda estivesse no Rio de Janeiro, a invasão seria de tal ordem que seria ele fechado! 

Darcy Andrade de Almeida dalmeida1@uol.com.br

São Paulo

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SEM HIPOCRISIA

Quem quiser condenar as invasões, que o faça.  Agora, deixemos todos de hipocrisia e vamos parar com este papo de "instituições fortes". As tais só servem aos que estão de alguma forma investidos de poder, seja no Legislativo, no Executivo e no Judiciário. Estamos todos os pagadores de impostos mantendo estes senadores e deputados bandidos bem alimentados, desembargadores faturando R$ 100 mil ou R$ 150 mil por mês, senadores se aposentando com 8 anos de atividade, planos de saúde universais, ministros picaretas totalmente corruptos, juízes que têm casa própria recebendo auxílio-moradia e bolsa para estudos para seus filhos, STF dando habeas corpus inexplicáveis e foro privilegiado a todos. Presidente do Senado com inúmeros processos e nunca vira réu. Presidente do STF rasgando descaradamente a Constituição para favorecer o grupo que o nomeou. Fossem autoridades decentes e preocupadas com o Brasil e com os brasileiros, ninguém iria invadir nada! Garçons e porteiros com salários de R$ 30 mil mensais, milhares de apaniguados mamando as tetas gordas do Congresso, amantes e namoradas de parlamentares se locupletando por aí. Esta Constituição de 1988, peça de ficção, a começar pelo artigo 5.º, ainda diz que somos "todos iguais". Iguais uma ova! Tem mais é que invadir mesmo e colocar esta canalhada para fora, a pontapés.

João Paulo O. Lepper jp@seculovinteum.com.br

Rio de Janeiro

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BARBAS E COLHÕES

Ao ver tantas marchas e contramarchas, avanços e recuos, tentativas de obstruir processos em andamento, desculpas e pretextos, tudo regado a jantares, coquetéis, feijoadas e regabofes similares, pergunto se não estará havendo um excesso de barbas em nossa política, contraposta por uma diminuta quantidade de colhões.

Vera Bertolucci veravailati@uol.com.br

São Paulo

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IMPEACHMENT GERA BATE-BOCA NO STF

A cidadania também repele o julgamento fatiado da ex-presidente Dilma Rousseff, que foi patrocinando e apoiado pelo caro ministro Ricardo Lewandowski. E a cidadania também apoia as palavras do ministro Gilmar Mendes, à época deste absurdo: "No mínimo, bizarro. Não passa na prova dos nove do jardim da infância do Direito Constitucional".

José Roberto Niero jrniero@yahoo.com.br

São Caetano do Sul 

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SUPREMA VERGONHA

Triste país onde ministros do Supremo, supostamente cavalheiros, exemplos de sobriedade e equilíbrio, que decidem as mais importantes questões do País, se comportam, ao vivo, qual crianças birrentas. Deveriam ficar de castigo. 

Natalino Martins natalino.martins@uol.com.br

São Paulo

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LEI SAMUEL COLT

Os escândalos protagonizados pela falange da corrupção petista ficam a cargo da Operação Lava Jato numa ação profilática de tal envergadura que há um movimento escancarado no Congresso Nacional e conduzido pelo recordista de processos no Supremo Tribunal Federal (STF), o presidente do Congresso, o senador Renan Calheiros. Entretanto, um escândalo mais vergonhoso para o Brasil está nos números sobre a violência por homicídios: a cada 9 minutos uma pessoa é assassinada no Brasil. Entre 2011 e 2015 o País registrou 279.592 mortes por homicídios, mais do que na guerra da Síria (256.241). Só no ano passado foram 58,4 mil mortos. A letalidade também é grande na atividade policial. Em 2015, 3.345 pessoas foram mortas em intervenções policiais e 393 policiais foram assassinados, 103 em serviço e 290 fora dele, o que revela uma guerra intestina entre policiais e marginais. Quanto ao crime contra o patrimônio público, em 2015 foram furtados ou roubados 509.978 veículos, ante 513.023 no ano anterior. Os delitos sexuais continuam apavorando as mulheres. Foram registradas 125 vítimas de estupro por dia, resultando em 45.460 ocorrências em 2015. Segundo o Anuário Brasileiro de Segurança Pública, numa estatística de cidadão mortos pela polícia a cada 100 mil habitantes, o Brasil ultrapassa a média do país mais violento do mundo (Honduras), que tem 1,2, atingindo 1,6 de média, ante 0,34 (EUA) e 0,0016 (Inglaterra). No ranking nacional despontam, pela ordem, Amapá, Rio de Janeiro e Alagoas, ficando São Paulo em 10.º lugar. Jamais, em tempo algum, houve tanta facilidade de armar para o cidadão do mal. Na TV fica clara essa violência no eixo Rio-São Paulo, com os programas dedicados exclusivamente à violência cotidiana.

Jair Gomes Coelho jairgcoelho@gmail.com

Vassouras (RJ)

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ESCOLAS INVADIDAS

A notícia recente de que alunos deixaram escolas ocupadas para fazer prova do Enem e depois voltaram mostra a incoerência da manifestação. Um pensador disse uma vez: "Para uma lei ganhar força, quem a criou deve ser o primeiro a se submeter a ela". No caso das ocupações, vimos que não é o caso. Uns poucos jovens prejudicaram outros milhares, mas garantiram para si caminho suave. Para legitimar o movimento, deveriam fazer piquetes na porta das escolas em que estavam inscritos e não deixar ninguém entrar. Assim, todos sendo tratados por igual, seria democracia. Do jeito que estão fazendo, não se diferenciam da maioria dos políticos que só olham para o próprio umbigo.

Sergio A. Nardelli saparecidonardelli@bol.com.br

São Paulo

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JUSTIÇA DESPORTIVA?

Afinal, para que é que existem o Tribunal de Justiça Desportiva (TJD) e o Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD)? Será que eles só existem para os apadrinhados ganharem dinheiro público e proteger alguns clubes de sua preferência e até o presidente da própria Confederação Brasileira de Futebol (CBF), sr. Marco Polo Del Nero, foragido e investigado do FBI? Como explicar essa punição ao Grêmio pela entrada em campo da filha do seu técnico, Renato, após o término da partida Grêmio x Cruzeiro, quando os gaúchos se classificaram para a final da Copa do Brasil? Invasão de campo? O que foi que aconteceu? Sim! Diante de tudo isso, eu pergunto ao TJD e STJD: que medidas punitivas os senhores togados tomaram com o episódio de quando jogaram Flamengo e Fluminense pelo Campeonato Brasileiro e, neste momento sim, houve muitas invasões de campo e até paralisação do jogo por mais de 15 minutos? Isso é justiça desportiva? Não é por menos que os brasileiros sérios passam vergonha de ver na presidência da CBF um foragido da Justiça americana, tanto que ele não tem coragem nem de sair do Brasil, pois seria preso por corrupção.

Benone Augusto de Paiva benonepaiva@gmail.com

São Paulo

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ELEIÇÃO NOS EUA - MODELO FALIDO

Assim como o 11/9, com os ataques terroristas ao World Trade Center, o 9/11 deixou o mundo estarrecido, agora com a vitória de Donald Trump para a presidência dos EUA. Especulações à parte, sobre os efeitos deste possível desastre, que assusta "gregos e troianas", vamos ao que interessa: ouve-se de tudo, só não se fala do essencial, o que permitiu que Trump, assim como Alexandre Kalil, em Belo Horizonte, chegassem ao poder pela porta da frente, pelo voto popular (sinceramente, torço para que ambos consigam fazer bons governos, independentemente do que pareçam ser). Refiro-me à democracia (governo do povo) e ao seu modelo eleitoral, que dá direito a "qualquer um", o que não deveria ser para "qualquer um": refiro-me ao exercício do poder. Portanto, não é a vitória de Trump e de Kalil, nem tampouco a de Dilmas e Calheiros, espalhados pelos Brasil, que deveriam ser alvo de reflexões, eles são meros instrumentos, mas o modelo democrático de governo que delega ao povo uma tarefa para a qual ele vem demonstrando, inequivocamente, não estar habilitado. Exercer cidadania por meio do voto sem ser cúmplice e responsável deveria ser motivo de reflexão daqueles que têm um mínimo de discernimento. No Brasil, a maioria da população que vota não tem a consciência crítica necessária para fazer escolhas responsáveis. Basta ver o que virou a prática política, marcada por escandalosos casos de corrupção e má gestão da coisa publica. Isso ocorre por razões diversas que passam por falta de educação e até por debilidade mental para compreender a realidade. Tito, filho do Imperador Vespaziano (69 d.C), que o diga, ao ouvir de seu pai a célebre frase: "(...) onde o povo prefere pousar seu clunis: numa privada, num banco de escola ou num estádio?". Não é difícil de perceber que as democracias, com exceções honrosas, dão sinais de saturação, sobretudo onde a ignorância, o pão e o circo são moedas de troca e passaporte para oportunistas alcançarem o poder, através de um funil de boca invertida. Grosso na entrada e estreito na saída. O modelo eleitoral, aqui e lá, faliu. O dinheiro, a fama, o carisma dos populistas e até a religião são usados para abrir as portas da política para indivíduos desqualificados. Mesmo que o candidato não tenha vocação ou talentos para a boa política, a democracia permite a ele ocupar lugar de que jamais ele deveria passar perto. Mas até quando a democracia será usada para legitimar no poder indivíduos mal intencionados, dando a eles oportunidades que eles não deveriam ter? Não quero dizer com isso que as ditaduras devam ser o caminho alternativo, longe disso - embora a maior democracia do mundo tenha deixado Donald Trump chegar à Presidência, contrariando a lógica de que o comando de um país deve ser confiado a cidadãos comprovadamente qualificados. Contudo, não ficam dúvidas de que o modelo precisa urgentemente de mudanças, sobretudo no quesito eleitoral que permite a qualquer um o que, embora possa, não é recomendável para qualquer um.

 

José Aparecido Ribeiro jaribeirobh@gmail.com

Belo Horizonte 

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EUA, 2017

A partir de Janeiro, quando o louro presidente dos Estados Unidos toma posse, veremos se sua atuação se encaixa no sobrenome Trump ou "tramp".

  

Mário A. Dente eticototal@gmail.com

São Paulo

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OVERDOSE DE TRUMP

Até o dia 20 de janeiro de 2017 será dose para elefante aguentar tanta notícia sobre o tal Donald Trump. Toda a mídia está forçando a barra ao informar que o próximo presidente dos Estados Unidos é um sujeito sem eira nem beira. Se os demais países tivessem presidentes iguais ou melhores do que nos EUA e que as suas instituições democráticas de governo ao menos chegassem aos pés das estadunidenses, não precisávamos nos preocupar com as infundadas hecatombes políticas ianques. Até o dia 20 de janeiro de 2021 ou de 2025 a mídia tratará do tal "Trumpeira". E, assim sendo, quem ficará sem eira nem beira será a tal "mídia". Selecionem os mandatários dos países filiados à ONU e perceberão que Trump não é um charlatão, nem um malucão, nem mesmo um populistão. E muito menos um despotão, ou um suseranão, ou um beligerentão. "Trumpeira" não passa de um mero presidente dos Estados Unidos da América. No mandato dele não ocorrerá a esperada guerra mundial. A terceira. Se cada país e sua mídia tratassem de seus próprios problemas, nem sequer ficaríamos sabendo que existe um sujeito que se chama Donaldo João Trumpeira. No resto tudo é mesmo besteira. Até a próxima eleição do capanga do mundo.

Ney José Pereira neyjosepereira@yahoo.com.br

São Paulo

 

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