Fórum dos Leitores

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O Estado de S.Paulo

19 Novembro 2016 | 02h28

CORRUPÇÃO

Ladrões do povo

A propósito da prisão do ex-governador do Rio de Janeiro Sérgio Cabral, lembrei-me de sua arrogância, sua prepotência e seu desprezo pelo jovem Leandro, quando de visita ao Complexo de Manguinhos, em 2010, chamando-o de “otário” e “sacana” apenas porque ele teve a “ousadia” de cobrar-lhe obrigações. Será que vai manter essa atitude em Bangu/Curitiba? Caiu o guardanapo, digo, a máscara.

LUIZ NUSBAUM

lnusbaum@uol.com.br

São Paulo

Festa em Paris

Sérgio Cabral e sua trupe em Paris, festejando por conta das gordas propinas, as mulheres mostrando as solas vermelhas dos sapatos Louboutin e eles com guardanapos na cabeça, num restaurante fino, eis a prova de que a quem é cafona e jeca o dinheiro não ensina nada. Aliás, acusam o juiz Sergio Moro de fazer prisões de forma seletiva. É mesmo, Moro seleciona os mais corruptos de qualquer partido e os põe em cana. Seleção natural.

ELISABETH MIGLIAVACCA

São Paulo

Quadrilha de Garotinho

Anthony Garotinho diz, conforme áudio divulgado, que vai entregar o “resto da quadrilha”. Como assim? Quer dizer que Garotinho já assumiu pertencer a uma quadrilha? Tem de continuar preso e há que buscar o resto do bando.

JOSÉ CARLOS ALVES

jcalves@jcalves.net

São Paulo

Picciani

Aguardo, ansiosamente, a deflagração da “Operação Bumba Meu Boi”, nome que sugiro à Polícia Federal para a investigação dos negócios milionários do “pecuarista” Jorge Picciani, que o transformaram, em poucos anos de vida pública, num dos homens mais ricos do Brasil.

LUIZ RAPIO

lrapio@yahoo.com.br

Rio de Janeiro

Reforma fiscal indolor

São tantos bilhões já revelados pela propinocracia em todos os níveis administrativos, Estados e partidos políticos que se simplesmente pararem de roubar em poucos meses teremos superávit fiscal e verbas para corrigir as deficiências da saúde, da educação, da Previdência e do saneamento. Os srs. políticos, já que não trabalham, pelo menos parem de roubar. O País agradece.

CLAUDIO JUCHEM

cjuchem@gmail.com

São Paulo

MANIFESTAÇÕES

Ou vai ou racha

A invasão da Câmara dos Deputados e a prisão de Cabral têm tudo a ver. Ou vai ou racha! No vácuo dos grandes movimentos de rua que mudaram o País, e estranhamente dizem que agora são só na internet (?), a coisa está voltando do atacado para o varejo: 50 gatos-pingados querem um País melhor, não têm a quem recorrer e por isso vão responder por “ameaça” à democracia... Santa hipocrisia! Se Renan Calheiros não for contido e sair a tal lei do abuso de autoridade ameaçando a Lava Jato, o País vai rachar. Só não vê quem não quer ou quem está na lista dos 300 da Odebrecht, que bem pode ser a mesma dos 300 picaretas do Lula. “Olho vivo, porque cavalo não desce escada”, já dizia o saudoso Ibrahim Sued.

GILBERTO DIB

gilberto@dib.com.br

São Paulo

Invasão do plenário

O editorial Episódio que exige atenção (18/11, A3) refuta, com toda a razão, o episódio da invasão do plenário da Câmara, uma vez que o uso da força, e não do intelecto, é extremamente condenável. Não obstante, há que ressaltar que grave ofensa é a que os senhores que ocupam tão distinta posição fazem com os brasileiros. Nem mesmo a prisão de alguns os intimida de continuarem com as falcatruas nesta falida “Reupública”, onde os Poderes não se entendem e o lema é farinha pouca, meu pirão primeiro. Por muito menos houve intervenção há 50 anos.

MAURO SANTOS

prof.mauro@hotmail.com

São Vicente

Excelente o editorial Episódio que exige atenção. Ou queremos democracia ou aturemos atitudes como a inadmissível invasão da Câmara. Só não devemos esquecer o estranho episódio em que o presidente da mais alta Corte, na ocupação constitucional do Senado – mas à luz de provável acordo espúrio –, mutilou a Constituição para beneficiar a mandatária que tantos prejuízos causou à sociedade. Tampouco devemos esquecer a ocupação de alto cargo no Parlamento por quem só não passou à condição de réu por inépcia daqueles que estão investidos na condição de guardiões dos estatutos legais. Não devemos esquecer ainda os que, abrigados naquelas Casas como representantes do povo, conspiram dia e noite para criar mecanismos que os livrem dos grilhões da lei. E não devemos sucumbir a esses esquecimentos para não fomentar outros que desejem conspurcar o templo da democracia – quer dizer, aquela edificação que, se não existissem tais invasores institucionais, significaria inequivocamente esse sonhado templo.

ALÉSSIO RIBEIRO SOUTO

souto49@yahoo.com

Brasília

Desordeiros

Temos de repudiar a invasão do plenário da Câmara e toda e qualquer invasão. Mas pergunto, só por perguntar: quem faz mais mal e dá mais prejuízo ao País, os invasores que estouraram a porta de vidro ou Renan Calheiros e seus asseclas?

JOÃO B. VIEIRA

joaobvieira@yahoo.com.br

Sertãozinho

Casa do Povo?

O ataque ao Legislativo, em Brasília, por um grupo de manifestantes foi condenado por todos. Ato despropositado e sem nenhum sentido, ainda mais pedindo intervenção militar. Todos repudiaram a invasão e o presidente da Câmara disse que a democracia foi atacada, desrespeitada. Bem, nesse particular, seria bom o sr. Rodrigo Maia rever tal declaração, pois a democracia nessa Casa anda pendendo, há muitos anos, só para um lado, e não é o do povo. Casa do Povo deixou de ser há muito tempo, embora aquele ato não seja a melhor maneira de corrigir isso.

PANAYOTIS POULIS

ppoulis46@gmail.com

Rio de Janeiro

Democracia não é anarquia

O povo não pode invadir o Parlamento e subir nas mesas e cadeiras. E os parlamentares não podem desrespeitar o povo, desviando dinheiro público para seus bolsos. Democracia não é anarquia e o regime ideal tem de ser o da eficiência, com transparência, honestidade e respeito.

ARCANGELO SFORCIN FILHO

arcangelosforcin@gmail.com

São Paulo

“Como muito já foi dito, ‘todos são iguais perante a lei’, entretanto alguns são mais iguais...”

LUIZ ANTÔNIO ALVES DE SOUZA / SÃO PAULO, SOBRE O FATO DE LULA E DONA MARISA TEREM SIDO DISPENSADOS DE AUDIÊNCIA EM CURITIBA

zam@uol.com.br

“Entre lancha de R$ 5 milhões e pedalinho existe uma semelhança: ambos são fruto de corrupção”

ULYSSES FERNANDES NUNES JR. / SÃO PAULO, SOBRE OS ‘MIMOS’ DE SÉRGIO CABRAL E O SÍTIO QUE NÃO É DO LULA 

ulyssesfn@terra.com.br 

Cartas selecionadas para o Fórum dos Leitores do portal estadao.com.br

O COLAPSO DO RIO DE JANEIRO

Desvendado o esquema de corrupção e cobrança de propina do ex-governador do Rio de Janeiro Sérgio Cabral, vai ser difícil de o governador Luiz Fernando Pezão justificar seu pacote de medidas de ajuste das contas do Estado. Não há como defendê-las ou justificá-las, diante do esquema descoberto e denunciado. Podem até ser necessárias, mas quem vai acreditar na necessidade delas? Deveriam ser retiradas ou a Assembleia Legislativa do Rio deveria devolvê-las ao Executivo. Não há mais clima para apreciá-las. O governador Pezão, agora, está muito mais preocupado com o que pode vir a acontecer com ele e seu futuro político - visto que era vice-governador de Cabral e não tem, então, como negar que desconhecia o esquema - do que com a situação financeira do Estado do Rio. Qualquer coisa que diga sobre a situação do Estado, ouvirá como resposta "se não roubassem...". E não só o governador Pezão deve estar preocupado, deputados, o presidente da Alerj, etc. devem pôr suas barbas de molho também.

Panayotis Poulis ppoulis46@gmail.com

Rio de Janeiro

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O RIO ESTÁ FALIDO

Que vergonha para os fluminenses! O Estado do Rio de Janeiro está falido com tanta corrupção dos governos do PMDB, Sérgio Cabral, Pezão, Garotinho & Cia. Ltda. Esses governos estão todos envolvidos em investigações, prisões e sofrendo violentos protestos dos funcionários públicos estaduais e municipais. Os políticos daquele Estado levaram o Rio de Janeiro a uma situação econômica insolúvel, e agora querem aprovar projetos obrigando os funcionários públicos a pagarem o rombo que eles fizeram na economia do Estado? Todos nós queremos a democracia, mas quando, sem esperanças, alguns protestam pedindo intervenção militar, aí se arrepiam todos, desesperadamente.

Benone Augusto de Paiva benonepaiva@gmail.com

São Paulo

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NÃO ÀS PROPOSTAS DE PEZÃO

O governador do Rio, Luiz Fernando Pezão, tenta jogar nas costas dos servidores do Estado do Rio de Janeiro a conta resultante de irresponsabilidades praticadas por aqueles que administraram o Estado nos últimos dez anos. Isso pode ser chamado de canalhice. Praticaram todo o tipo de corrupção, fizeram gracinha isentando grandes empresas de pagarem bilhões de ICMS durante anos e, agora, querem sacrificar mais ainda aqueles que sempre comeram o pão que o diabo amassou. Digam não às propostas de Pezão. Cadeia para os corruptos!  

 

Jeovah Ferreira jeovahbf@yahoo.com.br

Taquari (DF)

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NOVA QUÍMICA CARIOCA

Segundo notícias, propina, dentro do grupo de Sérgio Cabral, era conhecida por "oxigênio". A grande pergunta é: por que adotaram esse nome? Lavoisier, quando originalmente cunhou a denominação "oxigênio", queria ressaltar o quão afiado era este elemento. Mas e os cariocas, discípulos do ex-governador, no que pensaram? Que este elemento era fundamental para a vida? Que era muito abundante? Que causava combustão e corrosão naquilo com que interagia? Que usava energia de fora para formar o seu gás? Que geralmente andava em dupla? Que não tinha nem cor nem cheiro, a fim de não chamar muita atenção? Ou que, já que todo mundo pegava para si, pertenceria a quem primeiro a pegasse? Ou, talvez, até na deliciosa pizza que, se coisa pegar fogo, a mistura de oxigênio mais lenha seria capaz de assar? Homens de visão os cabrálicos...

Jorge A. Nurkin jorge.nurkin@gmail.com

São Paulo

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PRESOS NO RIO DE JANEIRO

Garotinho hospitalizado: dúvida sobre o laudo médico. Taquicardia ou falta de "oxigênio"?

Claudio Juchem cjuchem@gmail.com

São Paulo 

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ESPERNEIO

Antevejo outro esperneio igual ao de Anthony Garotinho, na quinta-feira, quando foi transferido para o presídio de Bangu 9. Lula não vai deixar barato quando chegar a sua vez.

Roberto Bruzadin bobbruza@terra.com.br

São Paulo

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EXAGERO

Sem entrar no mérito de preferências políticas, alguns casos de prisões preventivas ou provisórias têm se revestido de exagero por parte de magistrados, e o excesso dessas prisões é criticado por alguns ministros do STF. No caso do ex-governador do Rio Anthony Garotinho, o exagero foi total, vislumbrando algum tipo de perseguição. Isso porque a acusação que pesa contra o político é de ter facilitado a concessão do auxílio Cheque Cidadão no período eleitoral, em Campos (RJ). Ora, é uma acusação eleitoral e muito simples, que não justifica prisão preventiva - muitos homicidas respondem em liberdade. No Paraná, um grupo de juízes iniciou forte perseguição contra jornalistas de um jornal por estes terem feito reportagens sobre seus supersalários: abriram ações em diversas comarcas, contra os jornalistas, numa clara atitude criminosa de abuso de autoridade e coação. Tanto foi arbitrário que o STF suspendeu de imediato as ações.

Heitor Vianna P. Filho bob@intnet.com.br

Araruama (RJ)

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INTOLERÁVEL

A situação calamitosa e caótica do Rio de Janeiro ultrapassa todos os limites do tolerável. O Estado foi dominado pela corrupção desenfreada e disseminada em mais esferas do poder público. Com os valores absurdos desviados por tão longo tempo, sem que nenhum órgão público de supervisão de gastos se manifestasse, não é improvável e impossível que tenha havido algum tipo de conivência. Um cenário como este inviabiliza a aplicação de medidas de arrocho, com aumento de impostos, sem que haja conflagração popular. Numa situação emergencial desta natureza, o melhor a fazer seria intervir no Estado. Só isso permitiria uma limpeza em regra neste descalabro. A intervenção deveria ser acompanhado de outro ato que punisse com maior rigor financeiro (multas, por exemplo) os responsáveis causadores desta rapinagem. Isso porque as penas relativas a esse tipo de assalto aos cofres públicos estão defasadas. Certamente, não passava pela cabeça de quem as elaborou que o descalabro poderia chegar a tanto.

Sergio Holl Lara jrmholl.idt@terra.com.br

Indaiatuba

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BRAÇOS ABERTOS

No Corcovado, os braços do Cristo sinalizam o tamanho da roubalheira.

A.Fernandes standyball@hotmail.com

São Paulo

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MESADAS E PROPINAS

 

O encarceramento de Sérgio Cabral (PMDB-RJ), ex-governador do Rio de Janeiro, demonstrou toda a lama em que se assentaram seu governo e sua carreira política. Receber mesada de R$ 500 mil de empreiteira e exigir propinas em porcentagens absurdas de empreiteiras realizadoras de obras no Estado, na verdade, demonstram o péssimo caráter do cidadão, especialmente porque a sua atitude impediu que várias benfeitorias fossem realizadas para a população, sempre carente no setor da saúde e da segurança, por exemplo. Exigir R$ 800 mil de empreiteira (a Delta, de Fernando Cavendish) para pagamento de anel presenteado à sua mulher, na comemoração de seu aniversário, demonstra mais: expõe um cidadão safado e que jamais poderia ter poder em suas mãos. O seu lugar é na cadeia mesmo!

José C. de Carvalho Carneiro carneirojc@ig.com.br

Rio Claro

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CABRAL E A DELTA ENGENHARIA

Cá entre nós, fechar a Delta foi um atestado de propinoduto bem na vista. Eram um acinte aquelas relações espúrias. Não precisa nem aprofundar muito para sair Dilma Rousseff também.

Nelson Pereira Bizerra nepebizerra@hotmail.com

São Paulo

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UM POUCO DE HISTÓRIA DO BRASIL

Pedro Álvares descobriu o Brasil e Sérgio descobriu como "explorá-lo", corruptamente, na era petista, cinco séculos depois.

Sergio S. de Oliveira ssoliveiramsm@gmail.com

Monte Santo de Minas (MG)

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O BRASIL DESCOBRIU CABRAL

Felizmente, a dedetização continua no Brasil após 516 anos, quando finalmente o Brasil (via Sérgio Moro) descobriu Cabral. Na verdade, nesta crise política, moral e econômica a que a Pátria desprezada está submetida, a única coisa positiva têm sido a Operação Lava Jato e todo o trabalho da Polícia Federal e do Supremo Tribunal Federal (STF), que tem atuado de modo firme, nos livrando de figuras tristes como Cabral, Garotinho, Dilma, Cunha, André Vargas, Vaccari, diretores de estatais, asseclas, etc. Tomara que a Justiça chegue breve ao Congresso, ao Senado, aos governos estaduais, às Assembleias Legislativas, às Câmaras de Vereadores, além de pseudossindicatos mais identificados com a máfia. Como economista, imaginava que a crise fosse agravada pela economia, porém inigualavelmente mais arruinada moralmente pelos distintos cavalheiros que nos desgovernam. Vivam Sérgio Moro, a Polícia Federal e o STF! O Brasil tem jeito, é só limpar o ambiente político.

            

João Batista P. Neto pazinato51@hotmail.com

Barueri

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COSTAS QUENTES

Nos oito anos de governo de Sérgio Cabral, tivemos vasto arsenal dele junto do ex-presidente Lula, como se fossem unha e carne. A arrogância, a impertinência e a desfaçatez mostravam que ele tinha costas muito quentes e contava até então com a popularidade de seu "companheiro de festas e de congratulações"! Agia como se estivesse acima de tudo e de todos pela proximidade do amigão Lula da Silva. Para ter roubado tanto dos cofres públicos do falido Rio de Janeiro, com tanta certeza de impunidade, só com costas muito quentes. O Rio de Janeiro, destruído, vilipendiado, arrasado economicamente por causa dos abusos de sua gestão, merece vê-los todos trancafiados. Quem sabe Cabral e Lula ainda não esquentarão suas costas em Curitiba? As evidências sempre foram claras, basta a Lava Jato encontrar as provas. 

Beatriz Campos beatriz.campos@uol.com.br

São Paulo

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PARCERIA

Será que o ladrão e dublê de político Sérgio Cabral vai falar sobre a parceria das organizações criminosas PT e PMDB? A campanha com Dilma e Lula, os contratos com a Caixa, etc., etc., etc.?

André Coutinho arcouti@uol.com.br

Campinas

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O CLÃ GAROTINHO E O PODER

O ex-governador do Estado do Rio de Janeiro Anthony William Matheus de Oliveira foi preso por suspeita de compra de votos. Anthony, também conhecido como Garotinho, responderá denúncia por ter feito molecagem com o Cheque Cidadão, na eleição em Campos dos Goytacazes, cidade localizada no norte fluminense. Em 2004, Garotinho trocou o cadastramento em programas sociais do Estado por votos na eleição em Campos. Em 2010, Garotinho foi condenado por formação de quadrilha, corrupção e lavagem de bens. Rosângela Barros Assed Matheus de Oliveira, esposa do maroto Anthony, é prefeita de Campos e tem o apelido de Rosinha Garotinho. Recentemente, o Tribunal Regional Eleitoral do Rio de Janeiro (TRE-RJ) cassou o mandato de Rosinha, por abuso de poder político e uso indevido dos meios de comunicação. A nobre deputada federal Clarissa Barros Assed Garotinho Matheus de Oliveira é filha do casal, que tem um total de nove descendentes.

José Carlos Saraiva da Costa jcsdc@uol.com.br

Belo Horizonte

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O BRASIL ESTÁ COMEÇANDO A SER SÉRIO?

Atribui-se a Charles De Gaulle a frase "o Brasil não é um país sério". Parece que não. Não dá para levar a sério essa atribuição sem fonte histórica séria, não é? Quem teria dito isso, num tom sério, foi o contemporâneo de De Gaulle, o embaixador brasileiro na França Carlos Alves de Souza. E o que ele disse deve ser levado a sério. Pois, embora seja embaraçoso para pessoas sérias, aponta para uma realidade patética com a qual nos acostumamos: não somos sérios. E isso é sério. Antônio Houaiss diz que "sério" é aquilo que tem grande valor, mérito, importância, que merece consideração especial e que é grave, importante. Então, parece que o embaixador Souza foi certo ao perceber que o brasileiro não dá muita bola para as coisas sérias: somos alegres, gostamos de piadas, brincadeiras, feriados, futebol, samba e churrasco. Mas a situação que vivemos é séria: violência, corrupção, desemprego, impunidade, pobreza. E os chamados movimentos sociais e culturais, são sérios, não são? Sério? Invadir escolas, perverter a arte, promover algazarra e tumultos não podem ser coisas sérias, não é? Então, será que não está na hora de levarmos as coisas mais a sério? Por exemplo, no campo da Justiça, a cultura da impunidade tão bem estabelecida na nossa realidade cotidiana revela nossa falta de seriedade com valores como a verdade, a integridade, a equidade e a retribuição. Foi Rui Barbosa, homem sério, quem disse no século retrasado que "toda a capacidade dos nossos estadistas se esvai na intriga, na astúcia, na cabala, na vingança, na inveja, na condescendência com o abuso, na salvação das aparências, no desleixo do futuro". É, parece que já faz tempo que nos falta seriedade. Mas vamos falar sério aqui: alguma coisa está mudando. Temos alguns juízes sérios que estão mandando gente sem seriedade em cana. Temos alguns caras que ocupavam cargos públicos muito sérios no xilindró. Devem estar pensando seriamente no futuro: José Dirceu, Eduardo Cunha, Anthony Garotinho, Sérgio Cabral, entre outros cabeções. Temos, também, uns caras sérios no Ministério Público Federal (MPF) conduzindo com seriedade uma operação de lavagem de roupas sujas que está longe de ser a jato, mas que tem mostrado muita sujeira séria, daquelas difíceis de remover. As 10 Medidas contra a Corrupção são coisa séria! Proposta boa, que os parlamentares não estão levando a sério, mas que precisamos promover, adotar em nossa própria conduta e pressionar para que sejam votadas e implementadas, pois isso tudo é muito, muito sério. 

Tiago J. Santos Filho tjsfilho@editorafiel.com.br

São Paulo

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DESCRÉDITO DOS POLÍTICOS

Diante da situação política, social e econômica delicada do País e da inação e/ou ações insatisfatórias dos governos em geral (âmbitos federal, estadual e municipal) e dos congressistas que, em sua maioria, tratam de defender, primeiro, com unhas e dentes, seus interesses pessoais, o povo já começa a ensaiar uma mobilização pela internet para tentar sensibilizar a classe política (políticos e governantes) a adotarem medidas não só moralizadoras, como promover com urgência as reformas tão necessárias ao desenvolvimento do País e ao bem-estar da sociedade. Será que os congressistas acreditam que a paciência do povo não tem limite e que, a persistir esse clima de pessimismo, desesperança, insegurança e, agora, conflito entre militantes da esquerda e da direita, as instituições e a ordem pública em todo o País não poderão estar em perigo? O prenúncio disso já surge com a invasão de prédios públicos, de Casas do Legislativo, etc. E de fato, ocorrendo tal cenário, diante de uma convulsão social, as Forças Armadas, principais guardiãs do Estado e das instituições, estarão em condições de pôr ordem na casa? E, obtendo êxito, deverão entregar o poder aos mesmos representantes do povo que direta ou indiretamente permitiram e/ou contribuíram para aquela tragédia? As reivindicações do povo, em sua maioria, visam a acabar com os privilégios e benesses descabidos que sempre existiram no setor público, cuja grande parte poderia ser corrigida por V.Exas. O resultado desse estado de coisas - aliás, observado em várias partes do mundo - é o total descrédito do povo nas instituições, mormente na classe política e, quiçá, no regime democrático.

Gerson da Silva Monteiro gersufn@uol.com.br

Sorocaba

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SEM CRISE

 

Um personagem, aluno da "Escolinha do Professor Raimundo", do consagrado Chico Anísio, para se esquivar da pergunta embaraçosa, repetia o bordão "sem crise, mestre", "sem crise, mestre". O Brasil fora do espetáculo humorístico, mas sob o foco da ribalta que ilumina por trás dos panos o cenário do podre poder, a cada dia que passa cresce em repulsa a governantes e políticos em todos os níveis envolvidos na onda gigante da corrupção. O resultado das eleições deste ano de 2016 para prefeitos e vereadores demonstrou de forma veemente que o povo eleitor está acompanhando o desenrolar dos acontecimentos sem a participação dos que se consideram "formadores" de opinião, particularmente da TV aberta. Isso graças à exposição feita após o cumprimento dos mandados judiciais pelos representantes da Polícia Federal, Ministério Público e Receita Federal. Esperneando, quando foi alvo de semelhante transmissão, o ex-presidente Lula, que virou réu por corrupção e lavagem de dinheiro, declarou que as acusações contra ele são uma farsa, grande mentira e grande show de pirotecnia. Já o juiz Sérgio Moro entendeu que, "presentes indícios suficientes de autoria e materialidade, recebo a denúncia contra os acusados". Que bênção essa pirotecnia! Levantou o tapete e mostrou o lixo que lá estava, saciando o voraz apetite de ratos, moscas e baratas. E tantas larvas que proliferaram na fétida composição ao longo do tempo, aproveitando o lauto banquete. Rico lixo. Lixo rico. Engorda e faz crescer a pança e o patrimônio. Dos mais recentes presos, os ex-governadores do Rio de Janeiro Anthony Garotinho e Sérgio Cabral, quem poderia imaginar nos tempos passados, de tanta impunidade, que "autoridades" desse nível fossem acusadas, presas e expostas nas telas de televisão? Eles próprios deveriam ter tanta convicção que desafiavam o próprio ego e arrostavam a sociedade perambulando nos caminhos mundanos: mansões, carrões, hotéis e restaurantes luxuosos ao extremo, a comemorar a repartição do butim. Ora, citada a obra do Maracanã no meio do prejuízo de R$ 220 milhões, mesada/propina/mensal de R$ 500 mil, vem à mente o despropósito de colocar no chão o simbolismo do Maior Estádio do Mundo. Estádio que tinha sido recuperado pouco antes da Copa. Está explicado: R$ 1,5 bilhão. Fazer um novo custou os olhos da cara, como se diz? Não! Não custou somente os olhos da cara, mas a vida de muitos que morreram à míngua nas portas dos hospitais. São impiedosos como governantes, sabendo que deles depende toda uma população, em especial os mais carentes. E não é que nem o PAC das Favelas (R$ 1,14 bilhão) ficou fora da boquinha do grupo criminoso? Resultante da festa de arromba, obras desnecessárias, Copa de Lula injustificável, má administração, a falência do Estado, agora nas mãos do governador Pezão, que divide o pagamento dos seus servidores em sete vezes. Como disse a Cartomante de Ivan Lins: "Cai o rei de Espadas, Cai o rei de Ouros, Cai o rei de Paus, Cai, não fica nada". Foi assim. Antes, caiu a "presidenta" Dilma por causa do crime de responsabilidade, caiu o presidente da Câmara dos Deputados Eduardo Cunha, preso e tendo o dissabor de ver a esposa prestar depoimentos em juízo. Ex-ministros presos como José Dirceu (Gabinete Civil com Lula) e Antonio Palocci (da Fazenda, com Lula, e Gabinete Civil, com Dilma). Já caíram reis, a rainha e até valetes, sem crise, como diria o Patropi da "Escolinha do Professor Raimundo". A revolta é tão grande no peito do cidadão e da sociedade que dez, 20 ou 30 apoiadores dos criminosos não vão abalar os alicerces do gigante país continente. Provavelmente, cairão outros reis. E aí vai chegar a vez do Coringa - que será sem crise, mas certamente com protesto de aliados, seguidores e remunerados, com queima de pneus pelas avenidas e escolas ocupadas. Nada que a polícia e a Justiça não possam conter. Nada que possa desencorajar as instituições e afetar a tranquilidade do presidente Michel Temer para governar. Os intocáveis não serão eternos.

       

Ernesto Caruso egcaruso@gmail.com

Campo Grande

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GOVERNANTES RICOS, PAÍS MISERÁVEL

Um país miserável com governantes bilionários, este é o retrato do Brasil. A prefeitura é sempre o melhor prédio de qualquer cidade. Para mudar esse cenário catastrófico, um bom começo seria trocar a prefeitura com a escola em todas as cidades brasileiras, fazer de cada palácio do governo um palácio da educação. O Palácio dos Bandeirantes poderia ser uma belíssima escola, e o governador poderia despachar de um prédio de escritórios, o mesmo poderia ser feito em todos os palácios, no País inteiro. O Brasil precisa desse tipo de mudanças. 

Mário Barilá Filho mariobarila@yahoo.com.br

São Paulo

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A PROPÓSITO...

Como uma pessoa sra. Cláudia Cruz, jornalista de formação, mulher do ex-deputado Eduardo Cunha, pode gastar milhares de dólares com cartão de crédito de uma conta no exterior e perante um juiz federal afirmar que desconhecia a existência dessa conta? No mínimo, sua pena deveria ser o dobro de outra pessoa na mesma situação.

Renato Nóbrega Centola mrs5@uol.com.br

São Paulo

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IMPUNIDADE

As prisões dos ex-governadores do Rio Anthony Garotinho e Sérgio Cabral são boas notícias. Mas, ao dar-me conta de que Alberto Youssef e Paulo Roberto Costa, dois dos primeiros nomes entre os delatores da Operação Lava Jato, já estão em casa, enquanto Lula, o maior de todos, continua solto, o que me assalta é a sensação da incompletude, do que não foi até o fim antes de começar a voltar. Os três estão aí, livres, podendo trocar experiências e planejar como fazer sem erros da próxima vez. Mesmo com as prisões, o impeachment e tudo o que o juiz Sérgio Moro já conseguiu, um dos maiores problemas brasileiros continua incólume, como uma esfinge pronta para nos devorar: a impunidade. Pena máxima de 30 anos, com direito a progressão para 1/6, mostra o tamanho máximo da nossa inteligência. E esse limite baliza todo o resto. Pena de morte, prisão perpétua, maioridade penal são tabus tanto quanto a prisão de Lula. Falta-nos um Donald Trump que tenha coragem de apontar nossos piores problemas e a direção para resolvê-los. Já temos um Moro. Talvez nos falte um muro, ou paredão, quem sabe? 

Gilberto Dib gilberto@dib.com.br

São Paulo

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JUSTIÇA NO PAÍS DAS MARAVILHAS

A despeito das últimas prisões de políticos e de empreiteiros, levadas a efeito pela Polícia Federal, só acreditarei na justiça deste país das maravilhas quando: 1) Lula for castigado pelo Supremo Tribunal Federal (STF) - punição sugerida pelos ministros Ricardo Lewandowski e Dias Toffoli - com uma redação escolar em que o ex-presidente deverá escrever cem vezes a frase "não devo mais falar 'menas' em lugar de menos, visto que sou o palestrante mais caro do mundo"; 2) a presidente do STF, ministra Cármen Lúcia, punir os ministros Lewandowski e Gilmar Mendes em face da última altercação havida entre os dois, obrigando-os a passarem uma sessão plenária de pé, voltados para a parede, conezinhos às cabeças, com vistas a mitigar suas má-criações plenárias; 3) a senadora Fátima Bezerra for obrigada, pelo senador Renan Calheiros, a bradar, da tribuna do Senado, a expressão "É golpe!", em lugar de "É gópi!", por cem vezes; 4) a senadora Gleisi Hoffmann for obrigada (pelo STF) a reconstituir seu narizinho original, tendo em vista as suspeitas da Polícia Federal sobre as comissões sobre empréstimos consignados de servidores públicos aposentados, supostamente levadas pelo marido dela. 

Ruy Tapioca ruytapioca@gmail.com

Rio de Janeiro

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TEMOR

O presidente Michel Temer está preocupado com a possível prisão do ex-presidente Lula não por causa da "instabilidade" social que poderia provocar, e sim com a "instabilidade" política, porque ele e muitos de seus auxiliares diretos sempre foram aliados de Lula e do PT para chegarem ao poder. Temer tem pavor das declarações do ex-presidente envolvendo sua turma e levando todos ao fundo do poço. Bancar o inocente útil, agora, não vale. Temer foi vice de Dilma por duas vezes. Diz o ditado popular: errar é humano, mas insistir no erro é burrice ou má-fé. Como não é burro, resta a segunda opção: não pode negar, o PMDB sempre ajudou o PT desde a época de Lula. Parabéns ao Ministério Público e à Polícia Federal pela prisão do ex-governador Sérgio Cabral.

Odiléa Mignon cardosomignon@gmail.com

Rio de Janeiro

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INSTABILIDADE E PODER

O presidente Michel Temer não precisa ter medo de Lula, como presidente do Brasil, ele tem poderes constituídos capazes de estabilizar qualquer desestabilização. Caso contrário, seria o caos. 

Walter Menezes wm-menezes@uol.com.br

São Roque 

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RESPOSTA

Para responder à pergunta do jornalista José Nêumanne ("Temer tem sido menos do mesmo de Dilma?", "Estadão", 16/11, A2), sobre a postura do presidente Temer em relação ao apoio irrestrito à Operação Lava Jato, bastaria que o presidente declarasse de público que vetaria qualquer inclusão na legislação que possa beneficiar eventuais infratores. Simples assim!

Marco Antonio Esteves Balbi mbalbi69@globo.com

Rio de Janeiro

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ADMINISTRANDO A REPUTAÇÃO

Advogados britânicos e australianos especializados na administração de reputações acusam a imprensa brasileira de demonizar o ex-presidente Lula com o objetivo de alijá-lo das eleições de 2018. Além dos estrangeiros, temos os mais renomados causídicos brasileiros empenhados na defesa do líder do PT, o que corrobora a ideia de que quem deve teme. Os incautos petistas espalhados pelo território brasileiro vão começar a realizar jantares, como fizeram na época do mensalão, para custear as despesas de Lulinha paz e amor com escritórios de advocacia? Haja jantares!

José A. Muller josealcidesmuller@hotmail.com

Avaré

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'O INTOCÁVEL'

Óbvio ululante ("O intocável", "Estadão", 17/11, A3)! Toda a imprensa - sem exceção -, quando encontra o boquirroto ex-presidente, faz reverência ajoelhada, para não dizer coisa pior neste comentário. Todos os jornalistas do Brasil simplesmente idolatram este ser. Lamentável a demagogia da mídia, fala por trás, mas, quando na frente dele, arrega.

Nelson Piffer Jr. pifferjr86@gmail.com

São Paulo

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A DEFESA DE LULA

A partir da expressão "para inglês ver", a petralhada criou "bobagens para suíços ouvirem".

Guto Pacheco jam.pacheco@uol.com.br

São Paulo 

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EMPREITEIRAS GENEROSAS?

Segundo Gilberto Carvalho, o ex-ministro de Lula, um consórcio de empreiteiras bancou uma reforma no Palácio da Alvorada ao custo de R$ 18 milhões. Para agradar ao amigo? Me enganem que eu gosto! Não existe almoço grátis, porque se cobra o dobro no jantar! 

Laércio Zanini spettro@uol.com.br

Garça 

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SALVE-SE COMO PUDER!

 

O presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), está acelerando a votação de lei que trata de abuso de autoridade. Essa lei, traduzindo para bom Português, significa colocar algema, venda e mordaça na Justiça - que, aliás, já é cega -, atingindo em cheio a Operação Lava Jato. Para relator, Calheiros escolheu seu colega Roberto Requião, de tristes recordações e que, a exemplo de Renan, está muito interessado em livrar a própria pele. Pura e simples. 

José Marques seuqram.esoj@bol.com.br

São Paulo

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CORPORATIVISMO

Deputados querem incluir punição a juiz por crime de responsabilidade em lei de abuso de autoridade. Corporativismo puro, tanto do Legislativo quanto do Judiciário. Defendem somente os próprios interesses, mesmo que sejam escusos, que firam nossa Constituição ou sejam crimes comuns. Quanto aos demais brasileiros, que se danem!

 

José Roberto Niero jrniero@yahoo.com.br

São Caetano do Sul 

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ENTRINCHEIRADOS NO CONGRESSO

Do que realmente precisamos é de uma lei que nos proteja dos abusos políticos praticados por Renan Calheiros e Rodrigo Maia com as respectivas "et catervas" que, com suas iniciativas de projetos visando a proteger criminosos entrincheirados no Congresso Nacional, estão nos levando a atos agressivos que fogem à nossa índole pacífica. É o desespero como último recurso contra o descalabro que assola nossas instituições, com destaque para o Legislativo. Triste Brasil com estes algozes fantasiados de políticos!

Honyldo Roberto Pereira Pinto honyldo@gmail.com

Ribeirão Preto

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A INVASÃO DA CÂMARA

Quero discordar da opinião da página A3 do "Estadão" de ontem, sobre a dita invasão da Câmara dos Deputados ("Episódio que exige atenção"). A imprensa, no geral, TV e escrita, está "condenando e criminalizando" tais atos, que somente visaram a lembrar aos políticos de que a Operação Lava Jato não pode cair no vazio, como aconteceu na Itália, onde ficaram com medo dos seus resultados. A leitora sra. Cris Rocha Azevedo, de Florianópolis, foi muito feliz em carta de ontem quando lembrou dos malfeitos constantes dos extremistas do MST, da CUT, da UNE, etc., que atuam diuturnamente no País, sem nenhuma punição. Lembro de um episódio ocorrido no próprio Congresso Nacional, em que um grupo de guerrilheiras da Via Campesina literalmente transformou em pó o recinto (uma das participantes disse em entrevista à TV que foi uma maravilha tudo aquilo quase chegando ao "orgasmo"), mas não tenho notícia de qualquer punição, como acontece em todas as ações destes movimentos que sempre agem acima da lei. Por que agora um grupo de 50 patriotas vai pagar o pato?  Ora, vejam senhores, onde estamos!

Domingos de Souza Medeiros dymanche@terra.com.br

Presidente Prudente

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AUTORIDADES SEM PULSO

Vendo a última ação desta cambada de vândalos invadindo a Câmara dos Deputados e juntando com a invasão da Assembleia do Rio de Janeiro, as invasões das escolas, as invasões de propriedades rurais, as invasões de prédios do governo, colocando barricadas nas ruas e estradas impedindo a circulação de pessoas e outras famigeradas ações, tudo sob os olhares complacentes das "autoridades", pergunto que moral tem a polícia para interromper legalmente essa baderna? As ações têm pesos diferentes, que mandaram para a cadeia, merecidamente, os corintianos no Rio de Janeiro por agressão aos policiais e, no caso da Câmara dos Deputados, foram para a delegacia e postos em liberdade. Pode uma coisa dessas? Quando vamos poder confiar nos poderes constituídos, se não conseguem acabar com esta desgraça que inferniza o povo ordeiro?

Luiz Francisco de Assis Salgado salgado@grupolsalgado.com.br

São Paulo

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BATE-BOCA NO STF

Gilmar Mendes e Ricardo Lewandowski, ministros do Supremo Tribunal Federal (STF), "duelaram oralmente" demonstrando a eterna ciumeira perante os holofotes, ou seja, um quer aparecer mais que o outro. De qualquer forma, Lewandowski está em desvantagem nesse "duelo", pois, como petista de carteirinha, concordou com que Dilma Rousseff, que o nomeou para aquela Casa, não perdesse seus direitos políticos após o impeachment, contrariando a Constituição federal e retribuindo a benesse dela. Basta!

Júlio Roberto Ayres Brisola jrobrisola@uol.com.br

São Paulo

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TROCA DE FARPAS

Fazia tempo que não víamos "Vossas Excelências" do Supremo trocando farpas ao vivo, mas as de quarta-feira foram fantásticas. Fico imaginando o que cada um deles gostaria realmente de falar, mas não podem para manter as aparências. Mas, cá entre nós, no meio de tanta raiva expressa em cada um, poderiam muito bem acabar com a hipocrisia de tratar a cada palavra "Vossa Excelência". Fica evidente, também, que precisamos acabar com estes cargos indicados pelo presidente da República, assim como seu caráter vitalício. O acesso ao Supremo deve ser por meio de concurso ou sabatina num conselho independente, e com mandato de no máximo cinco anos.

Luiz Roberto Savoldelli savoldelli@uol.com.br

São Bernardo do Campo 

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OS BONS TERMOS

Interessante, curioso, porém não surpreendente o bate-boca no Supremo Tribunal Federal, esta semana, entre os ministros Ricardo Lewandowski e Gilmar Mendes, trocando farpas e acusações. Cada um criticou e atacou o outro de forma nitidamente nervosa e alterada, mas em nenhum momento deixaram de se referir um ao outro como "vossa excelência". No fundo, cada um de nós tem certeza e sabe muito bem dos verdadeiros termos que queriam utilizar, né não?

Angelo Tonelli angelotonelli@yahoo.com.br

São Paulo

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SUPREMA VERGONHA

Triste país onde ministros do Supremo, supostamente cavalheiros exemplares, sob toga que pede sobriedade e equilíbrio, pois responsáveis por mediar os assuntos mais importantes da Nação, agem, ao vivo, qual crianças birrentas e mimadas. Deveram ficar de castigo.

Natalino Martins natalino.martins@uol.com.br

São Paulo

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CATILINAS DO STF 

Quando era pequeno, se eu e minhas irmãs discutíamos, minha mãe punha cada um num canto, de castigo, para pensar. Revendo o bate-boca entre os ministros (minúsculo mesmo) Lewandowski e Gilmar Mendes, acho que de nada adianta colocar cada um em um canto. Afinal, são macacos velhos, não dá mais para consertá-los. Como se acham com "notável saber jurídico", não aceitam mais reprimendas. Juraram defender a Constituição, da qual são profundos conhecedores. No entanto com suas atitudes a afrontaram. E cada um acusou o outro de feri-la. Expuseram, comprovaram, demonstraram e acusaram-se mutuamente das suas falhas. Eles se julgaram e cada um condenou o outro, com a anuência de todos os demais "ministros", todos calados - e quem cala consente. Como estas acusações e julgamentos se deram em plena sessão do STF, a última instância de julgamento, a partir daí não cabem recursos, certo? Se estes senhores agem dessa forma, um acusando o outro, dormem sentados em processos, processos ficam 20 anos parados, processos dos amigos comuns não andam, fecham os olhos quando o processo é contra o amiguinho que tem 11 processos e continua presidente do Senado, etc., etc. A pergunta é: até quando teremos de aguentar esta turma, já que vem demonstrando claramente não terem (todos) condições mínimas para ocupar o cargo? Agindo assim, que moral eles têm para julgar quem quer que seja? Querem que traduza? 

    

Jose Pedro Vilardi vilardijp@ig.com.br

São Paulo

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SUPREMO DIÁLOGO

 

- Com a devida vênia, Vossa Excelência fez coisa heterodoxa;

- E Vossa Excelência faltou com o decoro;

- Repilo, repilo, quero que me esqueça.

Tradução: - Vossa Excelência não vale nada; - E Vossa Excelência vale menos ainda.

 

Sara May sara-may@bol.com.br

São Paulo

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CELULAR AO VOLANTE

O que mudou desde o aumento substancial do valor das multas e penalidades para o uso de celular ao volante? Absolutamente nada. Quem frequenta rotineiramente o trânsito de São Paulo observa que inúmeros motoristas continuam a falar ou a digitar mensagens no celular ao bel prazer, enquanto dirigem. A infração é de difícil fiscalização, tão difícil quanto a que penaliza o não uso da seta em conversões. Mais importante que as multas é imperativo que a Companhia de Engenharia de Tráfego (CET) invista em campanhas de conscientização e de mudança de comportamento. Tarefa árdua e de resultado de longo prazo. Multar e acrescentar pontos na carteira somente não resolverão. 

Luciano Harary lharary@hotmail.com

São Paulo 

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