Fórum dos Leitores

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O Estado de S. Paulo

22 Novembro 2016 | 02h49

COMBATE À CORRUPÇÃO

De olho no Congresso

Em entrevista à Coluna do Estadão, o deputado Carlos Marun (PMDB-MS), líder da bancada que ameaça rejeitar o pacote de medidas contra corrupção, a ser votado hoje, disse que, “como está, o texto não passa na comissão” (21/11, A4). O que o deputado Marun e os demais deputados que o apoiam ainda não perceberam ou não querem admitir é que, antes de tudo, falta legitimidade a este Congresso – que tem mais da metade dos deputados e senadores envolvida em denúncias de falcatruas (corrupção, lavagem de dinheiro, caixa 2, etc.) – para modificar qualquer ponto do projeto que altere o sistema penal ou iniba as autoridades judiciárias do País. Muito menos para propor anistiar crimes praticados anteriormente por políticos corruptos, empresas, empresários e seus cúmplices atualmente sob investigação pela Operação Lava Jato, pelo Ministério Público e pela Polícia Federal. Temos de ficar prontos para voltar às ruas caso quaisquer das propostas de mudança do texto por ele mencionadas a este jornal vierem a prosperar.

CARLOS NEY MILLEN COUTINHO

ccoutinho@edgwareep.com

Rio de Janeiro

Culpados evidentes

A coluna de Celso Ming (Esquerdas e corrupção, 20/11, B2) aborda manobras no Congresso para livrar políticos corruptos beneficiários do caixa 2 e de todo tipo de propina. Fiquemos atentos aos parlamentares que aprovarem tais medidas, pois será evidente, então, quem são os maiores interessados nessa operação e, portanto, culpados de tanta roubalheira.

DIVA A. ANDRADE MAZBOUH

diva.am@uol.com.br

São Paulo

Lula ataca Moro

A defesa do ex-presidente Lula passou ao ataque: depois dos shows midiáticos na Europa (pagos por quem?), representa à Procuradoria-Geral da República contra o juiz Sergio Moro por abuso de autoridade. Tenta, com isso, provocar a suspeição do magistrado. Se a moda pega, qualquer réu, em qualquer ação penal, lançará mão do mesmo expediente e não haverá juiz desimpedido para julgar uma só ação penal no País. Delírio? Não, simples antevisão de uma tática que extrapolaria quaisquer limites do direito de defesa.

EDUARDO SPINOLA E CASTRO

3491esc@gmail.com

São Paulo

De maneira esperta, Lula e seus advogados ajuizaram pedido de danos morais contra o juiz Sergio Moro. O objetivo não é a reparação, e sim que a arguição de suspeição seja provocada ou declarada “de ofício”. Já vimos de tudo na evolução da Lava Jato. Agora estamos vendo Lula fazer o rabo balançar o cachorro.

JOSÉ ROBERTO CICOLIM

jrobcicolim@uol.com.br

Cordeirópolis

É pra rir ou pra chorar?

Parece piada: a alma mais pura do Brasil, sem medo do ridículo, pede a prisão de Sergio Moro. Mais um pouco e ele pede a destituição do papa Francisco, por ser argentino, ou a impugnação das eleições americanas, por não gostar de Donald Trump. Por se achar acima da lei e não ter respeito pelas instituições, Lula da Silva age como jogador de várzea que, por não gostar do resultado do jogo, pede para trocar o juiz. É muita patifaria.

LUIZ THADEU NUNES E SILVA

luiz.thadeu@uol.com.br

São Luís

GOVERNO TEMER

Calero acusa Geddel

Está na hora de Michel Temer colocar nos ministérios pessoas sem ligações políticas, especialmente jovens com bom currículo que mostrem conhecimento da pasta que ocuparão. Estamos cansados dos políticos que são nomeados e só visam a interesses particulares, a exemplo do sr. Geddel Vieira Lima, que fez pressão para aprovar empreendimento imobiliário em seu Estado natal, conforme acusou Marcelo Calero. Uma vergonha.

VALDIR SAYEG

valdirsayeg@uol.com.br

São Paulo

Deveria haver uma acareação entre o ex-ministro da Cultura, Marcelo Calero, e Geddel.

MOISES GOLDSTEIN

mgoldstein@bol.com.br

São Paulo

Qual é a dúvida?!

Depois da “lambança” que o ministro da Secretaria de Governo fez, considerada pelo ministro demissionário da Cultura “claramente um caso de corrupção”, fui surpreendido pela notícia publicada no Estadão de domingo em que o Geddel pergunta: “Vou deixar o cargo por isso?”. Resposta óbvia: Só vai! Ou, ainda: Tem de! Não é possível que, no meio de toda esta agitação causada pelo tsunami de corrupção que varre o País atualmente, um prócer da cúpula do governo federal ainda tenha dúvidas quanto ao que deve fazer neste caso. E, se não o fizer voluntariamente, esperamos que seu chefe imediato o faça.

JOSÉ CLAUDIO MARMO RIZZO

jcmrizzo@uol.com.br

São Paulo

Presidente Michel Temer, é assim o seu governo: os bons saem e os de sempre ficam?

LUCIA MELCHERT

luciamelchert@gmail.com

São Paulo

MinC e Iphan

No início do governo Temer, estavam certos os que defendiam a fusão do Ministério da Cultura (MinC) com o da Educação. Sem ministério não haveria ministro, nem demissão, nem desgaste. E, se o Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) fosse sério mesmo, não deixaria, por exemplo, o centro da cidade de São Paulo, cuidadosamente pensado e edificado por Ramos de Azevedo, ser desconfigurado de acordo com a vontade dos prefeitos que passaram pela administração municipal.

FREDERICO D’AVILA

fredericobdavila@hotmail.com

São Paulo

CIDADE DE SÃO PAULO

Zona Azul

O fim dos cartões de papel da Zona Azul (16/11, A20) explica por que as operadoras de celular estão rindo à toa, oferecendo aos paulistanos smartphones e acesso à internet a preços elevadíssimos. Mas a CET ainda não explicou se a opção de compra de créditos eletrônicos estará disponível em todas as ruas da cidade. Porque não estará. Alguém pensou nos turistas que ousarem vir a São Paulo e precisarem estacionar? O prefeito petista e seu secretário de Transportes, apoiadores de empresas de ônibus urbanos e do Uber, tornam-se agora apoiadores de operadoras e de smartphones caríssimos – comprovando mais uma vez seu descaso pela maioria da população, que não é ciclista.

SUELY MANDELBAUM, urbanista

suely.m@terra.com.br

São Paulo

“Lula é tal qual o Joãozinho: não estuda a lição, tira zero na prova e ainda quer pôr a professora de castigo”

ROBERTO TWIASCHOR / SÃO PAULO, SOBRE O PROCESSO CONTRA O JUIZ SERGIO MORO

rtwiaschor@uol.com.br

“Só com a prisão de todos os corruptos que roubaram e destruíram o Brasil vamos ter condições de viver decentemente, com dignidade e alta estima”

JOSÉ WILSON DE LIMA COSTA / SÃO PAULO, SOBRE O FIM DA IMPUNIDADE E A RECONSTRUÇÃO NACIONAL

jwlcosta@bol.com.br

Cartas selecionadas para o Fórum dos Leitores do portal estadao.com.br

EMBATE IMPRODUTIVO

 

A semana começa com a tensão entre o Poder Legislativo e o Poder Judiciário. Os pontos são a inclusão (ou não) de juízes, desembargadores e todos os membros do Ministério Público no rol de autoridades que podem responder por crime de responsabilidade; e da anistia explícita à prática de caixa 2 pelos políticos. São temas explosivos que ambos os lados acham inaceitáveis. Há, até, a desconfiança de que tudo não passa de cortina de fumaça para a negociação de um "acordão". O momento nacional é grave. Os interesses corporativos não podem prevalecer aos da Nação.  Parlamentares têm imunidades - ora questionadas, mas em vigor -, porém não podem se esquecer de que também têm obrigações e leis a cumprir. Magistrados e integrantes do Ministério Público são dotados das garantias do cargo, mas não podem arrepiar a legislação. Sempre que um ou outro fugir da liturgia de suas funções ou dela se prevalecer para o atingimento de metas pessoais, têm de ser contidos e exemplarmente punidos. Legislativo e Judiciário têm funções específicas e um não pode tolher a do outro. Em vez do embate público, devem seus membros recorrer no devido foro quando a decisão não lhes for aceitável. Todos são iguais perante as leis. Pelo menos deveriam ser...

 

Dirceu Cardoso Gonçalves aspomilpm@terra.com.br

São Paulo

            

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DEFENSORES DA MORDAÇA 

"Medida para punir juízes tem maioria em comissão", foi o que noticiou o "Estadão" ontem (21/11). Segundo a matéria, a maioria da comissão especial da Câmara dos Deputados que discute o pacote de medidas contra a corrupção é favorável a "crimes de responsabilidade a magistrados e membros do MP". Essa tipificarão das condutas como "crimes" foi chamada por Rui Barbosa, defensor voraz da isonomia (que a ressignificou, inclusive), de "crime de hermenêutica". Tal nomenclatura foi por ele utilizada, e juristas a ela recorrem, até hoje, para designar a criminalização da decisão judicial que depende de interpretação da lei e dos fatos. Ou, quanto ao Ministério Público, ao ato de "denunciar" sem que o juiz entenda cabível a denúncia, importa dizer, cerceia de morte a "opinio delicti" (artigo 129, parágrafos e incisos da Constituição). A liberdade garantida tanto ao Ministério Público quanto à magistratura resulta das garantias constitucionais a eles atribuídas. É ela - liberdade de atuação - que está sendo abarrancada pelo Projeto de Lei (PL) 280/2016. Outra interpretação da Carta Constitucional, isto é, tolher a liberdade do magistrado ou do promotor no exercício de sua competência e atribuição, respectivamente, importa noutro "crime de hermenêutica" contra a Constituição federal. Assim, ainda que acolhido o substitutivo pela Câmara e pelo Senado, venha o referido PL 4.850/2016 transformar-se em lei sancionada e publicada, haverá de ser barrada pelo Supremo Tribunal Federal (STF), por enquanto, o último intérprete de nossa Carta Constitucional.

Andrea Metne Arnaut andreaarnaut@uol.com.br

São Paulo

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FICHAS LIMPAS?

Medida para punir juízes tem maioria em comissão que analisa o pacote de medidas contra a corrupção na Câmara dos Deputados. Dos 30 integrantes, 18 dizem ser favoráveis a estender a aplicação de crimes de responsabilidade a magistrados e membros do Ministério Público (MP). Agora, a pergunta que não quer calar: dos 18 deputados favoráveis à punição de juízes e membros do MP, todos são fichas limpas? Ou estão atolados até o pescoço com a Operação Lava Jato?

Arnaldo de Almeida Dotoli arnaldodotoli@uol.com.br

São Paulo

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A ESPERTEZA DE CARLOS MARUN

O deputado Carlos Marun (PMDB-MS), amigão de Eduardo Cunha, baixo clero, eleito com pouco mais de 91 mil votos, afirma categoricamente que o texto da comissão que analisa o pacote de medidas contra a corrupção não passará porque sua corriola na Câmara quer que seja incluído o "crime de responsabilidade para juízes e procuradores". Aquela lei abraçada pelo honesto senador Renan Calheiros (PMDB-AL), que responde por 12 ações de improbidade no STF. Afirma, ainda, em cima de sua impoluta figura dantesca, que "caixa 2" não é dinheiro de corrupção. Provavelmente, ele quer convencer seus eleitores do Mato Grosso do Sul, achando que o Brasil não passa do seu quintal eleitoral. Esperamos que até 2018 seus eleitores acompanhem a trajetória deste digníssimo deputado e avalie se vale a pena reelegê-lo. Quem defende bandido, e não o País, merece ser defenestrado do Congresso. Divulgaremos incansavelmente o nome de todos aqueles que ainda consideram o Brasil uma republiqueta feudal. A redes sociais farão o resto. 

Beatriz Campos beatriz.campos@uol.com.br

São Paulo

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ANISTIA DO CAIXA 2

Políticos mal intencionados pretendem obter a anistia do crime de caixa 2. Apesar de não haver previsão deste crime no Código Penal, não é o que acontece ante o Código Eleitoral, em seu artigo 350, que o contempla com reclusão de até cinco anos. Também os crimes contra a ordem financeira e aqueles do colarinho branco são considerados crimes. Portanto, não adianta o esforço dos políticos para obter a anistia tão desejada. Cadeia neles! Muda Brasil!

Júlio Roberto Ayres Brisola jrobrisola@uol.com.br

São Paulo

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'OS MALES DA CORRUPÇÃO'

O editorial do "Estadão" "Os males da corrupção" (19/11, A3) nos dão um panorama do quanto a corrupção afeta a vida do cidadão, pois ela afasta os investimentos, dificulta a criação de empregos, aumenta a desigualdade social, prejudica a qualidade dos serviços públicos, etc. Todos esses males estamos sentindo na pele. Ainda assim, temos um Congresso comprometido até a alma com ilícitos, que tenta a todo custo se blindar contra as dez medidas cujo apoio não deve ser desprezado, pois mais de 2 milhões de cidadãos assinaram a petição. Estejamos atentos. O PT fechou olhos e ouvidos à corrupção e espera a mesma reação da sociedade, que nas últimas eleições já deu sinais de esgotamento com tanta roubalheira.  

Izabel Avallone izabelavallone@gmail.com

São Paulo

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LAVA JATO

Como cidadão comum, contribuinte e não filiado a qualquer entidade, partido, organização e sem ser funcionário público, apoio e incentivo o trabalho da Polícia Federal, do juiz Sérgio Moro e demais juízes e procuradores da Operação Lava Jato. Façam o trabalho de limpeza e combate aos grandes bandidos do Brasil. Precisamos resgatar nosso país.

 

André Luis de O. Coutinho arcouti@uol.com.br

Campinas

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O MEU PARTIDO É O BRASIL!

Operação Lava Jato, 10 Medidas contra a Corrupção e prisão de agentes públicos e privados que faziam do Estado brasileiro um clube privativo custeado com o suor de muitos. Esta é a síntese de uma incansável luta de combate à corrupção que vinha se institucionalizando em diversas instâncias do poder público. E essa luta árdua, porém gratificante, contra as corporações criminosas que contribuíram para a quebra econômica do País só vem sendo possível graças ao empenho e ao talento do juiz Sérgio Moro, do Ministério Público Federal e da Polícia Federal, além do apoio de todo o povo brasileiro. Entretanto, também ganha força no centro do poder nacional uma ofensiva contra o avanço das ações de combate à corrupção em curso no Brasil, tendo partidos como PMDB, PP, PSD, PT e PCdoB como aliados de ocasião na construção de "soluções" para conter o trabalho que ajudou a desvendar o petrolão e que se está ramificando para outros setores do Estado onde o privado tenta se apropriar indevidamente do público. Para ilustrar o disposto acima, estão em debate no Congresso Nacional medidas que podem, em variados graus, anistiar, descriminalizar e/ou facilitar a legalização de recursos obtidos de maneira ilícita. Entre essas medidas, destacam-se as que buscam enterrar o projeto de iniciativa do Ministério Público Federal, assinado por milhões de brasileiros (10 Medidas contra a Corrupção), anistiando o caixa 2, e a liberação de jogos de azar no Brasil. Neste ponto da conversa, haverá quem pergunte: a qual espectro político interessa essa ofensiva contra o combate à corrupção? Quando se trata de corrupção, não existem espectros políticos. O que existem são interesses privados de poucos, em detrimento do bem-estar coletivo. E a crise do Estado do Rio de Janeiro está aí para evidenciar isso: agentes públicos de diversos partidos políticos, vertentes e ideologias se locupletaram ao longo dos anos da promiscuidade entre o público e os interesses privados para oprimir toda uma população. Como consequência, vemos a segunda economia nacional à beira da falência e do caos social. Desta forma, nós, brasileiros de bem, que trabalhamos duro e cumprimos com nossas obrigações como cidadãos, não podemos nos calar, tampouco ignorarmos a existência e a atuação dessas forças ocultas do Estado que tentam combater os que combatem a corrupção. Caso contrário, continuaremos pagando a pesada conta da nossa passividade, contribuindo, assim, para que poucos continuem se locupletando à custa de muitos. A luta contra a corrupção precisa continuar e o partido que precisamos escolher e proteger deve ser o Brasil.

Pedro Papastawridis ppapastawridis@yahoo.com.br

Rio de Janeiro

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'O BERLUSCONI ATERRISSOU EM BRASÍLIA'

Modesto Carvalhosa ("O Berlusconi aterrissou em Brasília", "Estadão", 19/11, A2) tem razão, em parte. O artigo de lavra do jurista Modesto Souza Barros De Carvalhosa, a respeito das manobras protagonizadas por Renan Calheiros e asseclas, colocando sua tropa de choque para brigar contra o Poder Judiciário e Ministérios Públicos, a modo de desmoralizá-los também aos olhos da população, tem outro lado a ser considerado. Escreve Modesto Carvalhosa no "Estadão": "A primeira lição haurida do arquicorrupto Berlusconi é a da necessidade de desmoralização do Poder Judiciário. Entre nós, tomou essa empreitada o condestável da República, Renan Calheiros. Reuniu ele, para anunciar a missão destruidora da reputação institucional do Judiciário, nada menos que o presidente da República, o presidente do Tribunal de Contas da União (TCU), o futuro presidente do Congresso Nacional, etc. E ali anunciou que vai revelar, para toda a população brasileira, os supersalários dos juízes, promotores públicos, desembargadores e ministros dos tribunais superiores". Também escreve o prestigiado jurista: "Como toda a população brasileira sabe, o Congresso Nacional está dividido em dois blocos. O primeiro, o grupo dos deputados que formam a combativa Frente Parlamentar Anticorrupção, presidida pelo deputado Antonio Carlos Mendes Thame e da qual participam os deputados Onyx Lorenzoni, Joaquim Passarinho e dezenas de outros abnegados. No lado oposto, o sinistro bloco Pro Corrupcione, liderado pelo presidente do Senado, pelo líder do governo no Congresso ('é preciso estancar a sangria') e pelo líder do governo na Câmara dos Deputados, tendo como braço seguro, no Poder Executivo, o ministro da Transparência". Se Modesto Carvalhosa tem razão na segunda assertiva reproduzida, quanto à primeira, lhe assiste razão somente em parte. Não se discute que Calheiros, como Berlusconi, tenta desmoralizar o Judiciário e Ministérios Públicos, como forma retorsiva, intimidadora, pela atitude corajosa e inédita da Justiça, Parquet e Polícia Federal, em prenderem corruptos na política e a esta associados, em todos os níveis da República. Portanto, nem nisso Calheiros, também envolvido em escândalos sexuais, e quem lhe assecunda são originais, copiando o modelo do "capo di tutti i boss" Berlusconi. Porém, é fato que o Poder Judiciário, dos Estados e federal, no Brasil, constitui uma casta fechadíssima, cujos membros se sentem semideuses intocáveis e que por isso se encontram absolutamente dispensados de prestar quaisquer esclarecimentos de seus atos e privilégios à sociedade, mesmo quando um de seus membros, sozinho ou em associação com seus pares, age de forma criminosa e mafiosa. A inoperância das corregedorias, verdadeiros bastiões coorporativos que asseguram a mais absoluta impunidade, maioria das vezes, a membros do Poder Judiciário, Ministérios Públicos e policiais federais, é por demais conhecida; exceção feita quando o caso, de tão escabroso, ganha a manchete dos jornais, os autofalantes dos rádios, as telas da televisão e os monitores da internet. É também notória de toda a sociedade brasileira, a repetir o que escreveu Carvalhosa, que a questão dos supersalários recebidos por significativa parcela dos magistrados, membros do Ministério Público e cúpula da Polícia Federal é também uma forma de corrupção, senão legal, moral, dado que sempre haverá respaldo nos regimentos internos dos tribunais, do MP e da PF, a justificarem salários que superam, por vezes, R$ 300 mil ao mês. Contudo, mesmo que estes supersalários encontrem na lei sustentáculos para serem pagos, não deixam de ser imorais para 99% do povo brasileiro, que em troca recebe do Poder Judiciário uma justiça demorada e por demais capenga. Afora o fato - vergonhoso e ilegítimo - de que os cargos para os Tribunais de Contas, STJ e STF são preenchidos por nomeada de políticos para aqueles simpáticos ou servis à classe política e ao "status quo" estatal, com todos os seus desmandos, contaminando de logo o princípio da imparcialidade dos julgados. Vide, a respeito, a lambança que fez Ricardo Lewandowski, presidindo o Senado Federal, ao fatiar o processo de impeachment de Dilma Rousseff, sem que houvesse instituto legal e constitucional que assim o autorizasse a fazer, pois que em prévio acertamento com Renan Calheiros, de modo a assegurar a cassação da pena de perda de direitos políticos por oito anos, apesar de sobrevir a condenação ao impeachment de Dilma Rousseff, cassando-lhe o cargo de presidente da República, causando até intuitivo entojo a quem assistiu aos desmandos de um ministro presidindo o STF associado ao presidente do Senado Federal. Particularmente, não se vê grandes diferenças morais entre um governador de Estado, no exercício de seu mandato, receber cerca de R$ 300 mil ao mês de propina de parte das empreiteiras que contratam em bilhões de reais com a máquina administrativa estatal; e, por exemplo, um magistrado que recebe todo mês e por décadas, vitaliciamente, quantia equivalente, incompatível e não correspondente com o serviço prestado à população em geral, embora autorizada em dispositivos legais, mais das vezes, gestados e votados pelas próprias cúpulas das magistraturas, Ministérios Públicos e Polícia Federal. Deveras, a única diferença que se vê, no caso em concreto, é que, enquanto os governadores, presidente da República, parlamentares, roubam o Estado fora da lei; magistrados, promotores públicos e policiais lesam o Estado dentro da lei quando o assunto é dinheiro, calculado em várias dezenas de milhares de reais, para cada qual, ao mês, à custa do contribuinte, afora os privilégios que progressivamente se asseguram. E é nisso, e ciente disso, que Renan e Camorra centrarão o fogo concentrado das baterias de seus poderosos canhões parlamentares e executivos, e assim farão estragos, muitos estragos, capazes, sim, de colocarem a pique a nau carregada de todo o esforço de juiz, promotores e policiais federais sérios, atuantes na Operação Lava Jato, dado o número de casos de abusos nauseantes, absolutamente não isolados, de parte expressiva de membros das máquinas estatais: judiciária, ministerial e policial. É isso que faz com que haja sentido, analisada a questão sob este prisma, a frase repetida por Lampião pelos sertões das Alagoas: "Premero de tudo, querendo Deus, Justiça! Juiz e delegado que não fizer justiça, só tem um jeito: passar ele na espingarda!". 

Paulo E. Souza Barros De Carvalhosa paoloemendabili@hotmail.com

São Paulo

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MEDO E GRATIDÃO

Retroagindo aos fatos ocorridos no Brasil, tristemente os brasileiros puderam ver e ouvir perante as câmeras de uma rede nacional de televisão o sr. Ricardo Lewandowski, ex-presidente do Supremo Tribunal Federal (STF) e o senador sr. Renan Calheiros, presidente do Senado, com 12 processos no lombo, ambos descumprirem publicamente as determinações da Constituição federal não cassando os direitos políticos da ex-presidente Dilma Rousseff! Seria esse ato uma paura de Renan e uma gratidão de Lewandowski? O que mais está faltando para acabar de esculhambar com o nosso país?

Benone Augusto de Paiva benonepaiva@gmail.com

São Paulo

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LENTIDÃO

Quantos inquéritos serão necessários no moroso STF para que julguem o poderoso coronel Renan Calheiros? O Supremo é tão lento que deram aos ministros uma tartaruga para que dela tomarem conta, e os 11 juízes conseguiram deixá-la fugir.

Paulo Boin boinpaulo@gmail.com

São Paulo

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LULA PEDE PRISÃO DE SÉRGIO MORO

O ex-presidente Lula perdeu excelente oportunidade, ele e seus advogados, de não se exporem ao ridículo. É tosco e esdrúxulo o pedido na Vara de Porto Alegre para prisão do juiz Sérgio Moro. Tal fato só foi motivo de muito riso e chacota do povo brasileiro. Estes advogados, contratados a peso de ouro (os recursos usados para isso nós, brasileiros, não temos ideia da origem, já que tudo de que Lula precisa vem dos seus amigos) para defender "a alma mais honesta" e o grande defensor do seu próprio bolso, deveriam estar gastando seu tempo preparando uma boa defesa, diante dos processos de investigação que correm em Curitiba contra seu cliente. 

Henrique Schnaider hschnaider4@gmail.com

São Paulo

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PERSONAGENS TROCADOS

Lula quer prender Sérgio Moro. É como se o poste urinasse no cachorro. Só aqui mesmo!

Mário Issa drmarioissa@yahoo.com.br

São Paulo

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NÃO MUDOU

Desde os tempos em que, como oposição, ficou 20 anos na fila do Palácio do Planalto, Luiz Inácio Lula da Silva não mudou: falastrão, egocêntrico, arrogante e que não lê nada, nem livros, jornais, revistas ou internet. Se lesse, saberia que o juiz Sérgio Moro é o atual ídolo do Brasil, o que nos motiva a irmos novamente às ruas para defender a Lava Jato. Portanto, é burrice esse enfrentamento com o homem da Justiça que realmente faz justiça. A única coisa que Lula mudou em sua vida foi de status, passando de um pobre retirante para um dos homens mais ricos - de forma duvidosa - do Brasil. Por pouco tempo, é o que esperamos.

Carmela Tassi Chaves tassichaves@yahoo.com.br

São Paulo

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PAVOR

O pavor de Lula do juiz Sérgio Moro é tanto que só fala com ele se o magistrado estiver preso.

Luiz Frid luiz.frid@globomail.com

São Paulo

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GAROTINHO E A MINISTRA DO TSE

Conforme foi amplamente divulgado pelos meios de comunicação, inclusive pelo "Estadão", o ex-governador do Rio de Janeiro Anthony Garotinho, uma vez informado de que estava prestes a ser preso, solicitou a terceiros que fosse conseguido habeas corpus preventivo com a ministra Luciana Lóssio, do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), com quem ele já teria tido contato. A ministra Luciana Lóssio concedeu autorização para que Garotinho fosse transferido a um hospital particular a fim de receber o devido tratamento e, também, depois de ele receber alta, para que cumprisse sua pena em prisão domiciliar. A ministra Luciana Lóssio foi advogada de Dilma Rousseff e foi por ela indicada para compor O TSE a pedido do ministro do Supremo Ricardo Lewandowski (o estranho no ninho). Eis aí como as coisas acontecem. É de esperar que demais membros do tribunal revejam a decisão escandalosa tomada pela ministra Lóssio. Todos são iguais perante a lei (artigo 5.º da Constituição).

José Carlos de Castro Rios jc.rios@globo.com

São Paulo 

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GRITOS DE PROTESTO

Interessante a maneira como reagem os presos e seus familiares quando os envolvidos em suspeita de roubo aos cofres públicos  são detidos pela polícia. Ficam bravos, espumantes, gritam, berram e alguns ofendem impiedosamente as autoridades judiciais,       como se elas estivessem erradas. Pergunto: Não se pode mais cumprir a lei? A lei serve só para os pobres, desvalidos, coitadinhos? Na última semana presenciei pela TV uma senhora bravíssima com um figurão político do Rio de Janeiro que foi preso pela Polícia Federal por ordem da Justiça. Engraçado: ninguém deste pessoal chora, grita, berra pela morte de muitos pobres em hospitais públicos por causa da precariedade do atendimento médico hospitalar. Segundo alguns, por falta de verbas públicas. Será que, se não roubassem, faltariam verbas?

Ney Maciel Brabo, médico neymacbr@gmail.com

Santos

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SEM VERGONHA

Enquanto o ex-governador Anthony Garotinho esperneia e grita para não ir para a cadeia, Renan Calheiros faz exatamente o mesmo no Senado, não fisicamente, mas através de conchavos políticos imorais e chantagens rasteiras. Mergulhados em pleno desespero, ambos protagonizam espetáculos públicos deprimentes, sem - a mínima - vergonha. Será que alguma vez a tiveram?

Luciano Harary lharary@hotmail.com

São Paulo

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GEDDEL TEM DE SAIR

Após as gravíssimas acusações feitas pelo ex-ministro da Cultura Marcelo Calero, contra o ministro Geddel Vieira Lima, da Secretaria do Governo, ficou insustentável a permanência de Geddel no cargo. Ele deve ser investigado e processado pela Justiça. Pressionar um colega de governo para obter vantagem pessoal num parecer do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), em razão de um apartamento seu em Salvador, é algo muito grave. Coisa de quem não tem o menor espírito público e republicano e usa o cargo para seu próprio benefício pessoal. Mais um triste retrato do governo Temer, um governo golpista, ilegítimo e coalhado de fichas sujas. Pobre Brasil.

Renato Khair renatokhair@uol.com.br

São Paulo

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NADA DE PANOS QUENTES

Concluído o impeachment de Dilma Rousseff e empossado na Presidência o vice, Michel Temer, julgou-se equivocadamente que toda aquela bandalheira que tomou conta do País passaria a ser crônica saudosista. Ledo engano O episódio que envolveu o ex-ministro da Cultura Marcelo Calero e o ministro-chefe da Secretaria de Governo, Geddel Vieira Lima, não pode ser jogado para debaixo do tapete nem colocado sob os "panos quentes" das urdiduras tecidas nos iluminados corredores e gabinetes do Palácio do Planalto. Para um governo que se propunha moralizar a prática política e resgatar a ética, Michel Temer deve tomar providências sem paliativos. Marcelo Calero deixou o Ministério da Cultura por ter sido pressionado por outro ministro do governo, Geddel, para que usasse o cargo para dar vantagem a Geddel, contrariando decisão do Iphan com referência a um apartamento adquirido por Geddel em Salvador (BA). Marcelo Calero não cedeu às pressões e decidiu sair do governo Temer, que foi empossado parta marcar uma nova era sem corrupção. Confúcio, o sábio chinês, definiu muito bem a figura do político: "É como uma pedra de carvão, apagada, suja; em brasa, queima". Quanto à questão dos políticos, parece que apenas trocamos as moscas. Alguns países da Escandinávia e da Ásia poderiam fornecer matrizes de políticos para formar uma nova classe política, porque a atual está contaminada até a décima encarnação. Geddel, fora.

Jair Gomes Coelho jairgcoelho@gmail.com

Vassouras (RJ)

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A CARA DA CORRUPÇÃO

Construir um prédio altíssimo perto de um dos mais importantes conjuntos arquitetônicos do País é o exemplo do que deve ser coibido pelos órgãos competentes, a não ser que um dos proprietários do tal prédio seja um influente ministro de Estado, para quem as leis não se aplicam. Este caso do prédio do ainda ministro Geddel Viera Lima é uma aula de corrupção, por qualquer ângulo que se olhe. 

Mário Barilá Filho mariobarila@yahoo.com.br

São Paulo

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GEDDEL X CALERO

Este embate entre o secretário Geddel Vieira Lima e o ex-ministro da Cultura Marcelo Calero é um retrato acabado do Brasil. De um lado, as autoridades que deram autorização para início das obras do tal La Vue Ladeira da Barra, e já com as obras adiantadas, resolvem paralisá-las. E, de outro lado, Geddel, personagem conhecido de várias mutretas, a quem Itamar Franco chamava de "percevejo de gabinete", tal sua sofreguidão por cargos que lhe propiciem orçamentos e alinhamentos vantajosos. Nem vale a pena discutir quais as causas do acovardamento de Calero - afinal, ele era um ministro de Estado e, como tal, poderia resistir a qualquer pressão, a não ser que tivesse o "rabo preso". Já a escolha de Geddel para ser ministro da Secretaria de Governo só pode ser atribuída a uma conspiração sinistra que visa à continuidade destas velhas raposas (ou ratazanas) no poder. A reputação do cara é um autêntico "pau de galinheiro", tendo sido, entre outras coisas, operador do esquema dos "anões do Congresso", no qual seu mestre João Alves, só em 1993, teria acertado 53 vezes na loteria federal!

Nestor R. Pereira Filho rodrigues-nestor@ig.com.br

São Paulo

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REPÚBLICA CIRCENSE

Não fossem os anões morais que são, diante do vexame do ministro Geddel, o presidente Temer teria pedido a este que solicitasse seu afastamento do ministério. Caso o ministro não atendesse ao pedido do presidente, este o exoneraria. Como vivemos numa República circense, os palhaços que somos nós, os contribuintes, vamos continuar assistindo ao espetáculo da imoralidade e do desprezo aos mais comezinhos princípios do civismo e da compostura. Enquanto continuarmos pagando o espetáculo, os biltres que ainda estão aí vão continuar nas únicas artes que sabem representar: a farsa e o escárnio. Até quando?

Mário Rubens Costa costamar31@terra.com.br

Campinas

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FURA-TETO

Como publicou a imprensa dias atrás, Geddel Vieira Lima, com seus ganhos públicos acima de R$ 50 mil por mês, é um fura-teto. Agora, ao pretender ultrapassar os 13 andares do prédio onde comprou seu "modesto" imóvel em Salvador, chegando a 30, quer de novo ultrapassar o teto. Que vantagem ele vê nisso? (Pergunta retórica, claro!). Além do mais, neste imbróglio em que envolveu o ministro da Cultura e a República, emprega argumento malandro ("é minha palavra contra a dele"). Você acredita na palavra de quem?

Roberto Viana Santos rovisa681@gmail.com

Salvador

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DESPREZO PELA HISTÓRIA

Uma das grandes lacunas que existem no consenso de parte da classe política brasileira é o respeito pela história do Brasil, pelo patrimônio histórico, pelos centros históricos das cidades do período imperial e, enfim, por tudo o que representa nosso passado: o que se vê é o desprezo. Em nações do Primeiro Mundo, como, por exemplo, a Itália, qualquer mudança no patrimônio histórico de passado remoto, de antes de Cristo, é objeto de ações policiais que se revertem em cadeia rapidamente. Aqui, no Brasil, o que assistimos são políticos, como Geddel Vieira Lima, atentarem contra o Iphan em proveito próprio. Agridem a própria história e não percebem a importância que ela representa para o presente e para o futuro.

 

Mário Negrão Borgonovi marionegrao.borgonovi@gmail.com

Rio de Janeiro

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COVARDIA

Depois de mostrar temor pela prisão de Lula, Temer se acovarda novamente ao não demitir o ministro Geddel Vieira Lima. A questão que fica no ar é: Será que um presidente covarde tem condições de conduzir o País neste momento tão difícil?

Fernando Fenerich ffenerich@gmail.com

São Paulo

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VAQUEJADA

Enquanto outros países caminham no sentido de eliminar atividades que impliquem o sofrimento dos animais, aqui, no Brasil, nossos políticos querem transformar a vaquejada em patrimônio cultural imaterial. Fariam melhor se libertassem o País da corrupção. Vamos ensinar às crianças que o sofrimento de um ser vivo não é motivo para diversão. Assim eles serão seres humanos melhores. Parabéns ao ex-ministro Marcelo Calero, de se demitiu depois da transformação da vaquejada em patrimônio brasileiro.

Shirley Schreier schreier@iq.usp.br

São Paulo

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PRIVATIZAÇÃO TARDIA

Lula alerta sobre intensão do governo de privatizar Banco do Brasil, Caixa Econômica Federal (CEF), Petrobrás, etc. Ah, que pena que não privatizaram antes que o valor desses ativos fosse reduzido a uma parcela pequena do que os mesmos valiam antes da administração do PT.

Jorge A. Nurkin jorge.nurkin@gmail.com

São Paulo

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GUERRA NO RIO DE JANEIRO

O caos instalado na cidade do Rio de Janeiro há décadas agora toma proporções de uma guerra civil. 124 policiais foram mortos em tiroteios somente em 2016. Os traficantes de drogas e milícias estão dominando a cidade, que vive em clima de terror, assistindo aos crimes bárbaros cometidos diariamente. O secretário de Segurança bem que podia pedir auxílio ao governo federal, para minimizar o descontrole que se instalou na cidade. As autoridades conhecem as soluções, pois durante os Jogos Olímpicos a capital fluminense parecia o lugar mais seguro do mundo. Falta apenas a vontade política para resolver essa importante questão.

José Carlos Saraiva da Costa jcsdc@uol.com.br

Belo Horizonte

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LUTO PERMANENTE

Muito justa a decretação de luto oficial por quatro dias no Rio de Janeiro pela morte dos policiais militares que estavam no helicóptero que caiu quando estavam observando o confronto entre traficantes e milicianos, na zona oeste da cidade do Rio. Em minha opinião, porém, esse luto oficial deveria ser por tempo indeterminado, pela prisão de dois ex-governadores e pela falência completa do Estado, destruído por políticos corruptos e incompetentes.

Ronaldo Gomes Ferraz ronferraz@globo.com

Rio de Janeiro

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AUTOCRÍTICA DA MÍDIA

Merece destaque o artigo "Trump - autocrítica da mídia", de Carlos Alberto Di Franco ("Estadão", 21/11, A2), pela oportuna e contundente análise feita sobre a tendenciosa cobertura da imprensa mundial na recente eleição norte-americana, que deu a vitória a Donald Trump. De fato, em nome do bom jornalismo profundo e isento, faz-se necessário combater a politização da informação, o distanciamento da realidade, a reportagem rasa e a conclusão apressada. É mister, nestes revolucionários tempos da conexão digitalizada, ter em mente a máxima do jornalismo que consagra a necessidade de sempre dar ouvidos aos dois lados de uma questão e de ter em mente que as respostas são sempre mais importantes do que as perguntas.

J. S. Decol decoljs@gmail.com

São Paulo

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TEMPOS DE INCERTEZAS

O que era uma possibilidade remota se tornou inesperadamente numa realidade, ou seja, com a eleição de Donald Trump, nos EUA, e a antecipação de três nomes da "linha dura" que ele escolheu para a Segurança (19/11, Al2), significa que entraremos num global período de incertezas.

José Millei millei.jose@gmail.com

São Paulo

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EUA EM PERIGO

As propostas eleitorais do sr. Trump, se implementadas, a meu ver, levarão os EUA à condição do escorpião que desejava atravessar o rio. Ou ele imagina que ações não provocarão reações? Tolice. Até onde, logo veremos.

 

André C. Frohnknecht caxumba888@gmail.com

São Paulo

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ZONA AZUL DIGITAL

Os paulistanos estão sujeitos a mais um flagrante abuso do "poder público". Estou-me referindo à suspensão de venda dos talonários (em papel) de Zona Azul, que a partir de agora só poderá ser efetuada pelo uso de aplicativo específico. Estou há três dias tentando baixar o dito aplicativo, sem sucesso, mesmo com a ajuda de especialistas em TI. Depois de muitas tentativas infrutíferas, fui informado de que meu celular, um iPhone 4, da Apple, não tem capacidade para receber o dito aplicativo e que para tanto precisaria trocar meu celular por um modelo mais moderno. Em suma, o poder público está obrigando os paulistanos a terem um celular último modelo se quiserem ter acesso a um serviço de utilidade pública (estacionamento em Zona Azul). O que mais me choca neste fato é o silêncio do Ministério Público, cujo primordial dever deveria ser a defesa do interesse da população, mas que lava as mãos quando o abuso é praticado pelo poder público.

Maria Julia Pacheco de Castro juliapcastro@gmail.com

São Paulo 

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